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CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO - UNIJORGE ANALISE ECONÔMICA DE MERCADO SALVADOR- BA ANDRÉA FERREIRA BARRETO JOÃO CLAUDIO COSTA SOUSA LAIZZA SANTOS DUARTE PATRICIA MAGALI ALMEIDA SANTOS ANALISE ECONÔMICA DE MERCADO Crise Econômica Mundial Trabalho apresentado como pré- requisito parcial da disciplina Analise Econômica de Mercado, da instituição de ensino superior UNIJORGE, sob a orientação da docente Ana Monica Hughes de Paula. SALVADOR- BA 2018 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho aborda a disciplina Analise Econômica de Mercado e tem no seu contexto a descrição das causas e consequências das grandes crises econômicas mundiais e as políticas implementadas no Brasil para a superação de cada crise. Com os conhecimentos adquiridos nas unidades 3 e 4 buscamos atender o objetivo da disciplina que pretende nos fazer compreender e analisar os aspectos micro, macro e internacional da economia que afetam diretamente na estrutura mercadológica. 2. APRESENTAÇÃO. Analise de duas crises econômicas mundiais. Uma apresentada em forma de texto, outra apresentada em forma de imagem. Texto. O Índice Down Jones de 1921 até 1929 subiu vertiginosamente. Acreditando que o mercado sustentaria uma alta permanente dos preços, corretores chegavam a emprestar até 2/3 do valor das ações para que seus compradores pudessem seguir investindo na bolsa. Muitos utilizaram hipotecas e todas suas economias para comprar ações, pois não acreditavam que o crash seria possível. Após 3 de setembro de 1929, dia em que o Índice Down Jones atingiu seu pico, 381.17 pontos, a Bolsa de Valores começou a apresentar uma crescente volubilidade. Nos dias que se seguiram, foram registrados períodos de grande volume de vendas de ações, intercalados por uma alta nos preços, e uma leve recuperação. A indústria automobilística percebeu, em meados de 1929, que seus revendedores não dispunham de meios para absorver mais carros. Decidiram por um corte severo na produção, reduzindo as encomendas de borracha, cobre, vidro e aço. Essa drástica redução na produção alertou os especuladores mais atentos, que descarregaram os papéis da United States Steel. A siderúrgica assistiu a suas ações em queda livre na Bolsa, por todo o mês setembro de 1929. A perspectiva da diminuição dos dividendos dessas companhias fez com que esses títulos sofressem uma enorme depreciação no seu valor no período de setembro a novembro. Em outubro de 1929, o impensável aconteceu. No dia 24, posteriormente conhecido como “quinta-feira negra”, um número aproximado de 12,9 milhões de ações foi vendido em apenas um dia. Por todo o final de semana, os eventos foram largamente noticiados na imprensa americana. Em 29 de outubro de 1929, que ficou conhecida por “terça-feira negra”, a quebra se revelou inevitável. O pânico tomou conta dos investidores, e mais de 15,6 milhões de ações foram vendidas até o final do dia. O mercado norte-americano somou uma perda de US$ 14 bilhões. A crise teve um efeito em cadeia na economia americana, levando ao desemprego, ao congelamento de empréstimos, à falência de empresas e à queda dos lucros — o período conhecido como a Grande Depressão, combatida mais tarde pelo New Deal do presidente Roosevelt. Imagem. Descreva o contexto de cada crise da economia mundial, identificando as principais causas e os desdobramentos para a geopolítica mundial. Disserte sobre as políticas implementadas no Brasil para a superação de cada crise. 3. DESENVOLVIMENTO Uma crise é, basicamente, um desequilíbrio que ocorre em setores isolados da economia, mas que pode contaminar todo o sistema econômico. Esses desequilíbrios sempre ocorreram, mesmo antes do capitalismo, quando acontecia, por exemplo, a escassez súbita de um bem, provocada, quase sempre, por fatores naturais (secas, inundações, etc.) ou acontecimentos sociais (guerras, revoluções, etc.) À medida que o capitalismo evoluiu e que a economia se tornou mais complexa, as crises continuaram a ocorrer, pois elas fazem parte de um processo cíclico, inerente ao próprio desenvolvimento econômico. São flutuações periódicas e alternadas de expansão e contração da atividade econômica, e podem ocorrer com diferentes intensidades. No texto e imagem apresentados identificamos duas grandes crises mundiais, a crise econômica resultante na quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e a crise que ficou conhecida como “ A Grande Recessão”, entre os anos de 2008 e 2009, respectivamente. A crise de 1929 foi uma das mais grave crises econômicas e durou mais de dez anos. Umas das principais causas foi a queda dos preços no mercado agrícola no EUA. Durante a década de 1920, houve um crescimento no mercado de ações no país. Os americanos investiram nas bolsas de valores, acreditando que elas se manteriam em alta. Cidadãos comuns vendiam as próprias casas para comprar ações, atrás de um lucro fácil e, teoricamente, seguro. Em 1929 os Estados Unidos entraram em uma recessão (queda no crescimento econômico) e muitas empresas haviam se endividado além da conta durante o período. Em outubro de 1929, diante dos sinais negativos, os preços das ações desabaram provocando a quebra da bolsa de valores de nova York. Muitos países do mundo, especialmente os densamente industrializados, foram afetados gravemente pela contração do crescimento de produto, elevado desemprego, deflação grave e queda do comércio. Já entre os anos de 2008 e 2009, os EUA repetem o mau momento e enfrentam outra enorme crise financeira, consequência de um relaxamento na avaliação de risco. O que detonou a crise foi a explosão de uma enorme bolha imobiliária, que revelou que os bancos tinham estendido hipotecas lixo (subprime) a pessoas sem condições de pagá-las, com a expectativa de que os preços dos imóveis seguiriam subindo. As hipotecas foram transformadas em títulos e vendidas nos mercados, o que gerou centenas de bilhões de dólares de prejuízo aos investidores. O presidente George W. Bush criou um programa de resgate financeiro. Ele e seu sucessor, Barack Obama, usaram o dinheiro para resgatar bancos, seguradoras e montadoras. Obama impulsionou também um plano de estímulo com investimentos especialmente em construções e educação, ajudas aos desempregados e subsídios às energias alternativas. Aconteceu a maior reforma financeira desde os anos 1930 em nível nacional, complementada com uma iniciativa para endurecer as normas bancárias internacionalmente. E o Brasil? Quais foram as políticas implementadas para a superação dessas crises? A crise de 1929 afetou o Brasil da seguinte maneira: os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira. Já com a crise de 2008 – 2009 uma série de movimentos internacionais continuaram influenciando a vida da família brasileira, como a variação do dólar, a falta de dinheiro disponível para empréstimo nos bancos, a inflação, a baixa e alta dos juros, aretração da economia em 2009 e o alto crescimento do país em 2010. Como o sistema financeiro é interligado em todo o mundo, a baixa liquidez refletiu, em um primeiro momento, na falta de dinheiro disponível no Brasil para a concessão de crédito tanto para as empresas como para os consumidores. Investidores de todo o mundo passaram a tirar as aplicações de ações de empresas, de bancos e de títulos de governos, incluindo os do Brasil. Isso porque houve uma incerteza sobre a veracidade de balanços de alguns bancos e empresas e, além disso, os aplicadores precisaram resgatar investimentos para cobrir prejuízos com a crise. As empresas foram as mais afetadas, pois tinham dificuldades de obter financiamento para investimentos e exportações, por exemplo. Os consumidores, para aquisições de bens, principalmente os de maior valor agregado, como veículos e imóveis. Diante da escassez de crédito disponível no mercado, o governo injetou uma série de estímulos na economia com o intuito de aumentar o consumo no país. Entre as medidas estavam a redução da alíquota do depósito compulsório dos bancos (parcela de recursos que os bancos precisam recolher no Banco Central e não podem emprestar aos clientes), redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, construção civil e eletrodomésticos, a criação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), alterações no formato de cobrança do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e estímulo ao crédito em bancos públicos. 4. CONCLUSÃO Em uma crise é necessário que medidas de apoio à competitividade da produção e da exportação de produtos e serviços sejam tomadas. Com medidas cautelosas pode-se impedir o retorno a situações vividas no passado e eliminar os fatores inibidores do presente, sob pena de não dar continuidade ao crescimento econômico e social. Se faz necessário debater as questões que afligem o país, integrar esforços do poder público e privado, visando elaborar planos que permitam eliminar as distorções que afetam o pleno desenvolvimento. Este trabalho nos permitiu compreender melhor que independentemente das causas, uma crise tende a extrapolar fronteiras geográficas, alastrando-se pelo mundo, impondo uma reestruturação na condução da política econômica de cada economia. Os fundamentos necessários para alavancar qualquer país devem estar estruturados em alicerces sólidos nos quais a economia e a sociedade caminham de mãos dadas, juntas, rumo ao desenvolvimento. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Entenda como a crise de 2008 influenciou a vida dos brasileiros. Disponível em http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/09/entenda-como-crise-de-2008-influenciou-vida- dos-brasileiros.html. Acesso em 10 de maio de 2018, às 22:00. A Crise de 1929. Disponível em https://www.suapesquisa.com/pesquisa/crise_1929.htm.Acesso em 10 de maio de 2018, às 21:40 SARAIVA, José Flávio Sombra. Relações Internacionais, Brasília-DF: Editora IBRI, 2001. LANZANA, Antônio E.T. Economia Brasileira: Fundamentos e Atualidades. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2002.