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ASPECTOS ANATÔMICOS DO COLO UTERINO

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uma formação chamada de 
papilas, são principalmente nucleares são estruturas 
que mais encontram para definir diagnóstico de um 
carcinoma endometrial. 
 
 
OUTRAS CÉLULAS PRESENTES NO ESFREGAÇO 
CÉRVICO-VAGINAL 
É possível encontrar células não epiteliais e em 
números variáveis que aparecem no fundo do 
esfregaço, por exemplo, células relacionadas a 
respostas inflamatórias que são os 
polimorfonucleares (leucócitos), essas células não 
epiteliais podem estar na presença ou ausência de 
inflamação, pois na 2ª fase do ciclo, logo após a 
ovulação é uma fase que tem muito polimorfo, eles 
vêm para limpar a sujeira que ficou da ovulação, tem 
muito histiócito. 
Às vezes tem polimorfo sem ter inflamação presente, 
apesar de ser responsável por resposta inflamatória. 
Aparecem na forma muitas vezes bi ou trilobulado, 
parecido com pontinhos negros no fundo da lâmina, 
pois é possível ver mais o núcleo que o citoplasma. 
 
É possível ver linfócitos também, ele está ligado 
normalmente a um processo inflamatório crônico, 
citoplasma escasso e fracamente cianofílico bem 
delicado e dependendo do estágio de maturação em 
que estiver vai ter mais ou menos citoplasma, núcleo 
redondo e regular, bem vesiculoso. 
 
Plasmócitos às vezes aparecem porem é muito raro. 
Núcleo em forma de roda de caroça e geralmente 
associados à inflamação crônica. 
 
Histiócitos são células do 
sistema monofagocitário, 
são responsáveis por 
fazer a fagocitose da 
região, estão muito 
presente logo depois da ovulação, quando tem 
processo inflamatório crônico, e são células que as 
vezes é necessário fazer diagnóstico diferencial delas 
com outras coisas. Possuem citoplasma vesiculoso 
(cheio de vesículas dentro dele) o núcleo as vezes é 
central e as vezes é deslocado para a periferia, única 
célula benigna encontrada na citologia que a 
membrana citoplasmática toca a membrana nuclear, 
isso quando acontece nas células epiteliais é sinal de 
malignidade. O núcleo possui vários tamanhos. 
Sobreposição de membranas nuclear e 
citoplasmática (utilizado para fazer diagnostico 
diferencial). Muito presente quando a paciente 
algum tipo de procedimento como, cauterização. 
 
 
 
 
 
O histiócito pode ter um 
núcleo ou pode ter vários 
núcleos (multinucleado), 
muito comum em 
paciente menopausada. 
 
Espermatozoides 
aparecem nas lâminas, 
é bem preservado 
(cabeça e cauda) NÃO 
RELATAR NO LAUDO. 
 
 
CITOLOGIA HORMONAL 
O ciclo menstrual tem um eixo chamado hipotálamo-
hipófise ovariano, e essa tríade são responsáveis por 
controlar todo ciclo menstrual e a liberação 
hormonal. 
O hipotálamo é responsável por produzir o 
hormônio GnRH (gonadotrofina) que é responsável 
por regular o ciclo menstrual, o GnRH age sobre a 
hipófise e ela por sua vez secreta o hormônio 
luteinizante (LH) e o folículo estimulante (FSH) que 
irão agir sobre os ovários e ele quem produz 
estrógeno e progesterona. 
As características femininas secundárias são 
determinadas pela presença de estrógeno e quanto 
que a preparação do útero para a gravidez, das 
mamas para lactação está controlado pela 
progesterona. E sempre que tem um pico muito 
grande de um desses hormônios tem o que é 
chamado de feed back negativo, ou seja, paralização 
da liberação do hormônio GnRH que controla o ciclo. 
O ciclo possui uma parte onde está relacionado com 
o desenvolvimento dos folículos (ovário), tem outra 
parte com relacionada como desenvolvimento da 
parede uterina, tem os níveis de hormônio no 
plasma e também tem o nível hormonal nos ovários. 
 A 
contagem do ciclo sempre começa no 1º dia da 
menstruação, quando tem a descamação do colo e 
começa ter o sangramento é o 1º dia do ciclo e onde 
tem a queda brusca da taxa de estrógeno e 
progesterona- essa queda é quem faz acontecer a 
descamação e o sangramento- e uma vez que essa 
queda brusca ocorre o hipotálamo irá receber uma 
mensagem que é pra começar então um novo ciclo, 
ele produz o hormônio GnRH que irá estimular a 
hipófise a secretar os seus hormônios, LH e FSH, a 
partir disso começa a maturação dos folículos dentro 
dos ovários. Então, o primeiro hormônio que começa 
a ser secretado numa concentração maior é o FSH, e 
ele irá agir diretamente nos folículos em crescimento 
(lembrando que a mulher já nasce com a quantidade 
de folículos que ela terá durante a sua vida 
reprodutiva, em cada ciclo eles são selecionados). 
Após o FSH estimular os folículos será feito uma 
seleção para escolher qual folículo será secretado. A 
partir do momento que o folículo amadurece, chega 
uma mensagem na hipófise e começa a produção do 
LH. A partir da maturação do folículo tem a produção 
de estrógeno que logo começa a atuar na parede do 
endométrio aumentando a camada, pois ele precisa 
ser preparado para receber um ovócito para uma 
possível fecundação. 
No sangue, 
nessa fase 
num 1º 
momento 
tem o FSH 
numa 
concentraçã
o um pouco maior, ele atinge um limiar- atinge uma 
media e então começa a cair a produção a partir do 
momento que o LH começa a aumentar. Só é possível 
detectar no exame de sangue, quando faz dosagem 
hormonal. 
Conforme o folículo vai maturando, até que ele atinja 
o pico máximo do LH, o FSH depois que cai começa a 
subir, porém numa concentração bem menor, e o 
pico máximo de LH irá corresponder a um pico 
máximo de produção de estrógeno, porque quanto 
mais LH sintetizar mais estrógeno vai produzir. Mais 
ou menos no 14º dia é exatamente o momento da 
ovulação numa mulher que tem o ciclo de 28/28 
dias, a metade do ciclo coincide com o momento da 
ovulação. Após o pico de LH/estrógeno, ocorreu a 
ovulação com a liberação do ovócito, e pode ocorrer 
a fecundação ou não. Uma vez que o ovócito é 
liberado, o restante que fica do folículo forma uma 
estrutura amarelada chamada de corpo lúteo, 
também é responsável por sintetizar hormônio. O 
corpo lúteo por sua vez começa sintetizar uma 
quantidade grande progesterona, as ainda uma 
quantidade menor de estrógeno. 
 
 
 O 
estrógeno 
sobe mais 
ou menos 
ate o 14º 
dia, e a progesterona vai se mantendo. Uma vez 
passada a ovulação não tem mais o ovócito para 
produzir tanto estrógeno, tem o corpo lúteo que 
produz mais progesterona, nesse momento a 
progesterona começa a subir e recebe o nome de 
fase progesterônica e a fase anterior é chamada de 
estrogênica. 
Na fase 
progesterônica tem a maior ação da progesterona na 
parede uterina, a espessura muda porque se ocorrer 
uma fecundação o útero tem que está preparado 
para implantar um óvulo, portanto começa a ter uma 
camada maior. 
O corpo lúteo vai se mantendo por alguns dias, se 
acontecer a ovulação, o corpo lúteo irá se manter por 
mais ou menos 3 meses, porque ele vai manter a 
produção da progesterona até que a placenta esteja 
pronta para assumir a função, pois do segundo 
semestre em diante quem produz progesterona é a 
placenta. Se a fecundação não acontecer, mais ou 
menos com 14 dias o corpo lúteo irá se 
atrofiar/degenerar e isso leva a uma queda brusca 
na produção de progesterona e estrógeno e nesse 
momento se tem uma nova descamação, uma nova 
menstruação. 
 
A 1ª fase é a fase proliferativa, que ocorre na parede 
uterina ou pode ser chamada de fase estrogênica, 
porque ela vai até o pico máximo de produção de 
estrógeno (primeiros 14 dias antes da ovulação). 
O estrógeno é um marcador de maturação e 
diferenciação no exame hormonal, porque ele é o 
responsável por esse processo de proliferar a parede 
uterina e maturar as células que estão na mucosa 
cervical. Quando uma paciente está em fase 
ovulatória, a lâmina dela praticamente terá só célula 
superficial, porque o epitélio está sob o efeito 
máximo da estimulação estrogênica. 
A 2ª fase é a fase secretora (após ovulação), a