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ASPECTOS ANATÔMICOS DO COLO UTERINO

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numérico. 
• CS: x 1,0 CI: x 0,5 CPB x 0 
• Soma-se e tem-se o valor de maturação: 
• Entre 0 e 100 
• Pouco usado 
 
 
 
CITOLOGIA NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL 
NORMAL 
Primeiro trimestre gestacional (corpo lúteo 
gravídico): tem uma ação moderada e prolongada do 
binômio estrógeno-progesterona (progesterona vai 
aumentando progressivamente). 
IP (índice picnótico) menos de 30% (representa a 
célula superficial)- Moderada quantidade de células 
naviculares. 
Segundo e Terceiro trimestre gestacional: (placenta 
já está atuando, intensa atividade da progesterona) – 
padrão gravídico típico: IP menos de 10% 
Células naviculares: muito, pois precisa de muito 
glicogênio. 
Células profundas: presença associada à 
insuficiência placentária. 
 
Citologia no pós-
parto: ocorre a 
diminuição da 
progesterona, pois 
não tem mais o 
estimulo da placenta. 
Insuficiência ovariana 
fisiológica (ausência da placenta) 
↓ FSH, ↓LH ↑ prolactina (inibe o FSH e LH) 
Pós-parto imediato: até 10 dias - hipoestrogenismo – 
atrofia 
 
Pós-parto tardio: 
- Com amamentação: 
aumenta a prolactina 
(estimulada pela sucção 
da criança)- 
hipoestrogenismo- 
padrão atrófico - cel. pós-
parto ou da lactação 
-Sem amamentação: 
↓prolactina ↑FSH ↑LH - padrão cíclico- se a mulher 
não estiver amamentando a prolactina irá cair e o 
FSH e LH irão aumentar novamente. 
 
CLIMATÉRIO E MENOPAUSA 
Desaparecimento dos folículos (atresia)- quando a 
mulher começa a ficar mais velha, e desses folículos 
alguns são mais resistentes, então acontece um 
processo natural de seleção e esses resistentes tem 
uma sensibilidade ao FSH e LH, eles precisam de 
uma quantidade maior de FSH para se estimularem e 
então tem uma resistência a estimulação hipofisária, 
porque precisa muito mais de FSH e a hipófise não 
consegue mandar a quantidade de hormônio 
suficiente, e então tem o amadurecimento 
incompleto- baixa produção de estrógeno. 
 
Citologia no climatério e menopausa 
• Período pré-menopausa: hipotrofia- 
hipoestrogenismo moderado 
• Período pós-menopausa (2-3 anos): sinais de 
atrofia 
 
 
ALTERAÇÕES BENIGNAS REATIVAS PROTETORAS E 
INFLAMATÓRIAS 
Existem 3 tipos de alterações benignas no tecido 
cérvico vaginal: 
 Reações protetoras 
o O epitélio está sofrendo algum tipo de 
agressão e estão passando por processos 
benignos para proteger o tecido. 
 Reações reparativas 
o Às vezes as protetoras não dão conta de 
fazer o que precisa, então vêm as reações 
reparativas significando que teve um dano 
benigno e o tecido precisou de uma 
cicatrização/reparação. 
 Reações destrutivas 
o São reações que irão destruir de alguma 
forma a célula, ou serão reações 
degenerativas- ligadas ao processo de 
envelhecimento- ou então as alterações 
inflamatórias propriamente ditas, que 
causam algumas destruições em nível de 
núcleo e/ou citoplasma. 
Reações protetoras: 
 Metaplasia escamosa: é um processo onde há 
transformação do tecido colunar glandular em 
tecido escamoso. Recebe o nome de escamosa 
porque o tecido que está se formando é 
escamoso. É uma alteração adaptativa do 
epitélio, muito comum em casos de ectopia 
(ocorre porque o tecido glandular não suporta a 
região em que está - pH ácido). Ocorre através 
das células de reserva localizadas entre as células 
glandulares. 
passo a passo: 
1. Há exposição das células glandulares na 
porção externa do colo (ectopia) 
2. Quando o ambiente (o pH ácido) começa a 
agredir as células glandulares, as células de 
reserva começam a proliferar e vão formando 
várias camadas de reserva. 
3. Ocorre uma hiperplasia de células de 
reserva (aumento do tecido) devido à 
proliferação das células de reserva. A partir 
do momento que elas estão aumentando, elas 
vão exteriorizando as células do tecido 
glandular. 
4. Em certo momento, as células de reserva 
começam a maturar, se diferenciando e 
aumentando o citoplasma, começando a 
lembrar as células parabasais. Chamamos 
esse momento de metaplasia 
imatura/jovem 
5. O processo vai continuando, sendo que a 
partir desse momento não há mais um 
proliferação das células, somente sua 
diferenciação. Ao fim temos uma metaplasia 
escamosa em diferenciação, e ao fim de 
todo o processo temos uma metaplasia 
madura e essas células já se transformaram 
em um tecido escamoso completamente e que 
suporta a região. 
 
*É um processo importante para a carcinogênese de 
câncer de colo. Como o processo tem intensa 
proliferação celular, as células têm um ciclo celular 
muito ativo, se dividindo rapidamente pra conseguir 
concluir o processo. Se o HPV infecta uma dessas 
células com ciclo ativo, ele vai se desenvolver 
juntamente com as células e as chances de ter uma 
lesão é muito grande. 
Como identificar se houve metaplasia: na 
histologia se há células glandulares logo abaixo do 
tecido escamoso, pois o normal é ter só o tecido 
conjuntivo. Isso indica uma zona de transformação 
(região onde houve o processo de metaplasia). 
 
 
 
Na citologia 
metaplasia 
jovem: identifi
camos células 
de núcleo oval, 
nucléolo 
evidente e 
citoplasma com 
algumas transformações (começa a apagar as 
bordas, pode ter algumas projeções), vacúolos 
presentes no citoplasma , descamação em grupos de 
células. 
 
 
Em uma fase 
mais 
avançada, a 
metaplasia 
madura, as 
células tem o 
tamanho das 
parabasais, 
bordas do citoplasma arredondadas, com retificação 
de bordas(bordas bem marcadas) e projeções do 
citoplasma. As células tem o citoplasma denso, 
pegando muito corante. A célula é cianofílica (muito 
verde) 
 
 Relacionadas a produção de queratina 
 Hiperceratose: é o desenvolvimento de uma 
camada mais granular, a partir dos quais se 
forma a queratina. (Hiperdiferenciação: 
Quando o tecido está sofrendo alguma agressão 
mais intensa, ele tende a formar queratina.). 
Nesses casos, o médico vê uma placa branca no 
colo do útero; então ele joga uma solução de iodo 
no colo para confirmar: em situações normais o 
colo cora de preto (quando há a queratina a 
região afetada não colore) na histologia vemos a 
formação da camada granulosa. Na citologia 
vemos a escama córnea (célula superficial 
anucleada - núcleo coberto pela queratina) *só 
dizemos que é um processo de hiperceratose 
se encontramos a escama córnea no 
esfregaço. Situação presente em irritação 
crônica, inflamação, prolapsos uterinos (útero 
desce e toca a vulva) e traumatismo. 
 
 
 Paraceratose: É um processo abortivo de 
queratinização (a célula vai tentar produzir 
queratina, não consegue e com isso diminui de 
tamanho). No exame clínico, também vê a 
mancha branca no colo. Na citologia: são células 
pequenas (miniaturas de célula superficial), são 
Orangeofílico e podem formar pérolas córneas- 
estruturas mais arredondadas cobertas de 
queratina (processo benigno). 
 
 
 Diagnóstico diferencial: pseudo-paraceratose 
 
Reações reparativas 
Reconstituição do tecido após a lesão (inflamatórios 
crônicos, trauma físico, pacientes radiadas, usuárias 
de DIU) 
Trata-se de uma cicatrização. Quando há perda de 
tecido, tem proliferação de vasos e células para 
reconstituir o tecido. Ciclo celular muito ativo. 
Característica: agrupamento frouxo, com distâncias 
relativas entre as células, núcleos grandes e 
macronucléolo evidente - pontinhos vermelho 
dentro do núcleo (características altamente 
relacionada ao reparo), os núcleos “seguem “ a 
mesma direção. Pode ter leucócitos dentro do 
citoplasma 
 Reparo atípico: relacionado à processo maligno 
 
 Alterações inflamatórias 
 Muito presentes quando tem algum agente 
específico causando inflamação. 
 Qualquer componente do trato genital pode