Prática Pedagógica EJA 2019 (1)
3 pág.

Prática Pedagógica EJA 2019 (1)


Disciplina<strong>educação para Jovens</strong> e Adultos32 materiais54 seguidores
Pré-visualização1 página
Trabalho de Prática Pedagógica
Acadêmico (a): 
Curso: Pedagogia Período: 4° 
Disciplina: EJA
Educação como prática da liberdade
	Escreva de forma breve a biografia do autor.
	Paulo Reglus Neves Freire nasceu em 19 de setembro de 1921, na cidade de Recife, capital de Pernambuco, filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão de polícia militar e de Edeltrudes Neves Freire. Morou na cidade de Recife até 1931, quando for morar no município vizinho onde permaneceu durante 10 anos. Paulo freire (1921-1997) foi um educador brasileiro, criador do método inovador no ensino de alfabetização para adultos, trabalhando com palavras geradas a partir da realidade dos alunos, seu método foi levado por diversos países.
	Por que não há educação fora das sociedades humanas?
	Sempre pareceu ao autor, dentro das condições históricas de sua sociedade, inadiável e indispensável uma ampla conscientização das massas brasileiras, através de uma educação que as colocasse numa postura de auto- reflexão sobre seu tempo e seu espaço.
	O que é democratização do ensino?
	A democracia, adverte Paulo Freire, antes de ser uma forma política, é uma forma de vida, caracteriza-se sobretudo por forte dose de transitividade de consciência no comportamento do homem. Transitividade que não nasce nem se desenvolve a não ser dentro de certas condições em que o homem seja lançado ao debate, ao exame de seus problemas e dos problemas comuns em que o homem participe.
	Como sair da transitividade ingênua para a crítica?
	Paulo Freire entendia que o passo decisivo da consciência transitivo-ingênua para o transitivo-critica passava, necessariamente, por trabalho educativo critico com esta destinação. Sendo que o crime dos que se engajavam era do crerem no homem cuja destinação não é coisificar-se, mas humanizar-se. Essa posição transitivamente crítica, implica um retorno à matriz verdadeira da democracia. A passagem da consciência transitiva para a crítica se daria através de uma educação dialogal e ativa voltada para a responsabilidade social e política.
	Comente sobre a educação versus massificação.
	O autor entendia que seria necessária uma educação para a decisão para a responsabilidade social e política. Educação que o colocasse em diálogo constante com o outro, que o predispusesse a constante revisões, pois a democracia, com a própria existência desta. O autor enfatiza que nada ou quase nada existe na educação formal que desenvolva no estudante o gosto da pesquisa e da constatação que implicaria o desenvolvimento da consciência transitivo-critico. A sua perigosa superposição à realidade intensifica no estudante a sua consciência ingênua. A própria posição da nossa escola, de modo geral acalentada ela mesma pela sonoridade da palavra, pela memorização dos trechos, pela desvinculação da realidade, pela tendência a reduzir os meios de aprendizagem às formas meramente nocionais, já é uma posição caracteristicamente ingênua. Essa manifestação oratória quase sempre também sem profundidade releva, antes de tudo, uma atitude mental.
	Comente sobre o círculo da cultura e o centro da cultura.
	O ponto de partida para o trabalho no círculo de cultura está em assumir a liberdade e a crítica como o modo de ser do homem. E o aprendizado (extremamente rápido, pois não são necessários mais de 30 dias para alfabetizar um adulto segundo a experiência brasileira) Só pode efetivar-se no contexto livre e crítico das relações que se estabelecem entre os educandos, e entre estes e o Coordenador. O círculo se constitui assim em um grupo de trabalho e de debate. Seu interesse central é o debate da linguagem no contexto de uma prática social livre e crítica. Liberdade e crítica que não podem se limitar às relações internas do grupo, mas que necessariamente se apresentam na tomada de consciência que este realiza de sua situação social.
	7. Como ocorre a educação pelo método do diálogo?
	É uma relação horizontal de A com B. nasce de uma matriz crítica e gera criticidade (Jasper), nutre-se de amor, da humildade, da esperança, da fé, da confiança. Por isso, só o dialogo comunica. E quando os dois polos do dialogo se ligam assim, com o amor, com esperança, com fé um no outro, se fazem críticos na busca de algo. Instala-se, então, uma relação de simpatia entre ambos. Só ai há comunicação. O diálogo é portanto, o indispensável caminho \u201cdiz Jaspers, \u201d não somente nas questões vitais para nossa ordenação política, mas em todos os sentidos do nosso ser. Somente pela virtude da crença, contudo, tem o dialogo estimulo e signifição: pela crença de que somente chego a ser eu mesmo quando os demais também cheguem a ser eles mesmos. A conclusão dos debates gira em torno da dimensão da cultura como aquisição sistemática da experiência humana. E que esta aquisição numa cultura letrada, já não se faz via oral apenas, como nas iletradas, a que falta a sinalização gráfica. Daí passa-se ao debate da democratização da cultura, com o que se abrem as perspectivas para o início da alfabetização.
	8. Resultados (escrever um parágrafo sobre como foi o seminário, o que aprendeu com a atividade)
	O seminário foi produtivo pois nele vemos além do conteúdo e do nosso próprio ponto de vista e entendimento podemos praticar a socialização em sala de aula com todas as nossas colegas de turma sem contar que o dialogo foi essencial para o seminário, eu aprendi mais sobre o autor não só seus ensinamentos como também sua origem e carreira.