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O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência.
Qual das alternativas abaixo é a correta?
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula relações entre iguais;
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição;
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado.
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite sua aplicação em determinadas leis especiais;

Considerando que a entrada em vigor do Novo Código Civil é posterior à promulgação do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
as novas regras do Código Civil revogam a aplicação de todas as regras em contrário do Código de Defesa do Consumidor.
as novas regras do Código Civil passam a reger as relações de consumo, devendo o Código de Defesa do Consumidor ser aplicado complementarmente e subsidiariamente.
não existe qualquer relação entre esses dois diplomas legais, uma vez que o Código Civil regula as relações cíveis e o Código de Defesa do Consumidor regula as relações de consumo.
o novo código civil revogou o Código de Defesa do Consumidor no que diz respeito à responsabilidade civil.
as novas regras do Código Civil se aplicam às relações de consumo, desde que seja para ampliar a proteção do consumidor.

A Constituição menciona que o Estado promoverá a defesa do consumidor. Quando o poder constituinte originário faz tal afirmação significa dizer que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
não há que se falar em dever do Estado uma vez que o Direito do Consumidor regula as relações de direito privado
assim como tantos outros direitos mencionados na Constituição sua aplicabilidade ou não caberia ao apelo social, não passando de mera faculdade do Estado
mesmo com a determinação da Constituição, não se pode esquecer que o Estado é soberano, logo, não há que se falar em dever.
não é uma mera faculdade e sim um dever do Estado

Com relação ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e principiológica e, com base no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores incompatíveis, quer estas sejam gerais ou especiais. Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-se somente seu regramento, podendo, entretanto, as partes optarem por outro sistema legal.
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre na dependência de pedido expresso da parte.
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro sistema legal nas relações de consumo, ainda que não haja lacuna no sistema consumerista.

A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os princípios a serem observados, a defesa do consumidor é fundada
Qual das alternativas abaixo é a correta?
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa.
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência.
apenas na função social da propriedade.
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou técnico.
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando constituídas sob as leis brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país.

Com relação aos contratos celebrados com os profissionais liberais, podemos afirmar que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
São contratos que só produzem efeitos se assinados, por no mínimo, duas testemunhas.
São amparados pelo código de defesa do consumidor.
São amparados pelo código civil e não pelo código de defesa do consumidor.
São contratos de risco, por isso não amparados pelo código de defesa do consumidor.
Os profissionais liberais não respondem pelos danos causados a terceiros, salvo comprovada má-fé.

Em relação à formação histórica do Direito do Consumidor, um fato relevante foi a revolução industrial, que trouxe consigo a revolução do consumo.
Assinale a opção que não corresponde a uma mudança introduzida por essa revolução nas relações de consumo?
Aumento das cláusulas abusivas.
Um forte aparato jurídico capaz de suprir as novas demandas dos consumidores.
Separação entre produtor e consumidor.
Surgimento dos contratos coletivos e contratos de adesão com cláusulas de interesse somente do fornecedor.
A produção passa a ser em massa.

Para traduzir o interesse social da segurança das relações jurídicas, diz-se, como está expresso no código civil alemão, que as partes devem agir com lealdade e confiança recíprocas(...).
Nesse texto, pode-se afirmar que o autor refere-se:
à vedação da lesão nos contratos bilaterais.
apenas à boa-fé subjetiva.
à boa-fé objetiva.
à matéria pertinente ao direito alemão e estranha ao direito brasileiro.
à equidade que deve ser utilizada na interpretação dos contratos.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
Qual das alternativas abaixo é a correta?
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo
não se aplica à fase pré-contratual.
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.

Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado vulnerável.
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e hipossuficiência em toda relação de consumo.
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor que também possua grandes fortunas não poderá arrogar para si a condição de vulnerável.
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é hipossuficiente.
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo em que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação.

Acerca dos direitos e princípios que devem ser aplicados na defesa do consumidor, assinale a opção correta de acordo com os regramentos estabelecidos pelo CDC.
Qual das alternativas abaixo é a correta?
Conforme o princípio da coibição e repressão de práticas abusivas, o fornecedor, com o objetivo legítimo de aumentar suas vendas, pode valer-se de marca que se assemelhe a outra marca famosa.
Nos contratos de consumo, impõem-se, na fase de formação, mas não na de execução, a transparência e a boa-fé, a fim ser compensada a vulnerabilidade do consumidor.
Pelo princípio da restitutio in integrum, o contrato de consumo pode estabelecer limitações ou tarifamento para a indenização por prejuízo moral ou material, desde que razoável e proporcional.
É direito básico unilateral do consumidor a revisão de cláusula contratual excessivamente onerosa decorrente de fatos supervenientes, o que acarreta, como regra, a resolução do contrato celebrado.
O princípio da vulnerabilidade estabelece que todo e qualquer consumidor é a parte mais fraca da relação de consumo, sendo tal presunção absoluta.

Com relação aos princípios do CDC, é incorreto afirmar:
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar;
o princípio da equidade não está previsto no CDC.
vulnerabilidade é qualidade intrínseca , ingênita, peculiar e indissolúvel de todo consumidor
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de responsabilidade civil nas relações de consumo;

Sobre a inversão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física todas as assertivas estão corretas, exceto:
A denominada inversão ope judicis está prevista no art. 6., VIII, do CDC e depende de apreciação judicial.
A vulnerabilidade é fenômeno de direito material com presunção relativa, enquanto que a hipossuficiência é fenômeno de direito processual com presunção absoluta.
Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de julgamento, o momento de sua apreciação é na sentença.
Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de procedimento, o momento de sua apreciação é até o saneamento, fase mais compatível para assegurar o exercício dos direitos constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra?
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir.
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência.
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet.
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que recebe o produto.

Analise as assertivas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. Com relação ao direito do consumidor e ao CDC:
A proteção do consumidor como direito fundamental aplica-se ao consumidor pessoa física, pois, em relação à pessoa jurídica consumidora, há o limitador da livre inciativa da atividade econômica.
O CDC relativiza a autonomia privada dos contratantes e autoriza o Poder Judiciário a conhecer de ofício a abusividade de cláusulas contratuais nos contratos bancários.
O princípio da vulnerabilidade, que orienta a aplicação do CDC e tem como fundamento a fragilidade dos consumidores no mercado de consumo, restringe-se ao aspecto econômico.
A tutela da informação ao consumidor decorre da boa-fé subjetiva e é resguardada pela necessidade da prestação de informação clara e adequada pelo fornecedor acerca dos produtos e serviços disponibilizados no mercado de consumo.
Para revisão de cláusulas contratuais em favor do consumidor, é preciso comprovação de fato superveniente que as tornem excessivamente onerosas, além de demonstração, ao juiz, da inexperiência do consumidor ou da necessidade deste de contratar.

Considerando as três assertivas abaixo, assinale a alternativa correta: I) Quando se trata da análise do conceito de consumidor deve ser observada a teoria finalista porque é a adota de forma predominante no ordenamento jurídico. II) Nos casos de revisão da cláusula contratual em razão de onerosidade excessiva, no âmbito do CDC, deve ser observada a teoria da imprevisão. III) A inversão do ônus da prova sempre se faz presente nos casos que envolver relação de consumo.
Apenas a II e III estão corretas.
Somente a I está correta.
Nenhuma está correta.
Apenas a I e II estão corretas.

No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), assinale a opção correta.
O conceito de fornecedor envolve o fabricante, o construtor, o produtor, o importador e o comerciante, os quais responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor.

Com relação ao risco do desenvolvimento é incorreto afirmar:
no Direito Comunitário Europeu haverá a exclusão da responsabilidade se o produtor comprovar que o estado do conhecimento técnico e científico, no momento em que o produto foi colocado em circulação, não permitia, de modo algum, a contratação da existência do defeito.
no produto anterior àquele de melhor qualidade posteriormente lançado no mercado não há defeito na época em que foi colocado em circulação, apenas é superado pelo surgimento de outro de melhor qualidade.
por se tratar de defeito imprevisível, o fornecedor de produtos e serviços não responde pelo risco do desenvolvimento.
o defeito já existe no momento em que o produto é colocado em circulação (defeito oculto), apenas se exterioriza depois.

Com base no CDC, aponte a opção correta:
Pessoa Jurídica que compra bens para revendê-los é considerada consumidora.
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação do serviço não o exime de responsabilidade.
Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosa pode, em princípio, buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço.
Pessoa Física que alugue imóvel particular, por meio de contrato, é considerada fornecedora, para efeitos legais.
Para que seja equiparado a consumidor, um grupo de pessoas deve ser determinável.

São direitos básicos do consumidor, exceto:
O CDC não exclui a aplicação de outra norma mais favorável ao consumidor.
A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos e nocivos.
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos.
a vulnerabilidade do consumidor

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Questões resolvidas

O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência.
Qual das alternativas abaixo é a correta?
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula relações entre iguais;
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição;
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado.
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite sua aplicação em determinadas leis especiais;

Considerando que a entrada em vigor do Novo Código Civil é posterior à promulgação do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
as novas regras do Código Civil revogam a aplicação de todas as regras em contrário do Código de Defesa do Consumidor.
as novas regras do Código Civil passam a reger as relações de consumo, devendo o Código de Defesa do Consumidor ser aplicado complementarmente e subsidiariamente.
não existe qualquer relação entre esses dois diplomas legais, uma vez que o Código Civil regula as relações cíveis e o Código de Defesa do Consumidor regula as relações de consumo.
o novo código civil revogou o Código de Defesa do Consumidor no que diz respeito à responsabilidade civil.
as novas regras do Código Civil se aplicam às relações de consumo, desde que seja para ampliar a proteção do consumidor.

A Constituição menciona que o Estado promoverá a defesa do consumidor. Quando o poder constituinte originário faz tal afirmação significa dizer que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
não há que se falar em dever do Estado uma vez que o Direito do Consumidor regula as relações de direito privado
assim como tantos outros direitos mencionados na Constituição sua aplicabilidade ou não caberia ao apelo social, não passando de mera faculdade do Estado
mesmo com a determinação da Constituição, não se pode esquecer que o Estado é soberano, logo, não há que se falar em dever.
não é uma mera faculdade e sim um dever do Estado

Com relação ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e principiológica e, com base no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores incompatíveis, quer estas sejam gerais ou especiais. Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-se somente seu regramento, podendo, entretanto, as partes optarem por outro sistema legal.
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre na dependência de pedido expresso da parte.
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro sistema legal nas relações de consumo, ainda que não haja lacuna no sistema consumerista.

A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os princípios a serem observados, a defesa do consumidor é fundada
Qual das alternativas abaixo é a correta?
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa.
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência.
apenas na função social da propriedade.
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou técnico.
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando constituídas sob as leis brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país.

Com relação aos contratos celebrados com os profissionais liberais, podemos afirmar que:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
São contratos que só produzem efeitos se assinados, por no mínimo, duas testemunhas.
São amparados pelo código de defesa do consumidor.
São amparados pelo código civil e não pelo código de defesa do consumidor.
São contratos de risco, por isso não amparados pelo código de defesa do consumidor.
Os profissionais liberais não respondem pelos danos causados a terceiros, salvo comprovada má-fé.

Em relação à formação histórica do Direito do Consumidor, um fato relevante foi a revolução industrial, que trouxe consigo a revolução do consumo.
Assinale a opção que não corresponde a uma mudança introduzida por essa revolução nas relações de consumo?
Aumento das cláusulas abusivas.
Um forte aparato jurídico capaz de suprir as novas demandas dos consumidores.
Separação entre produtor e consumidor.
Surgimento dos contratos coletivos e contratos de adesão com cláusulas de interesse somente do fornecedor.
A produção passa a ser em massa.

Para traduzir o interesse social da segurança das relações jurídicas, diz-se, como está expresso no código civil alemão, que as partes devem agir com lealdade e confiança recíprocas(...).
Nesse texto, pode-se afirmar que o autor refere-se:
à vedação da lesão nos contratos bilaterais.
apenas à boa-fé subjetiva.
à boa-fé objetiva.
à matéria pertinente ao direito alemão e estranha ao direito brasileiro.
à equidade que deve ser utilizada na interpretação dos contratos.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
Qual das alternativas abaixo é a correta?
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo
não se aplica à fase pré-contratual.
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.

Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta:
Qual das alternativas abaixo é a correta?
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado vulnerável.
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e hipossuficiência em toda relação de consumo.
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor que também possua grandes fortunas não poderá arrogar para si a condição de vulnerável.
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é hipossuficiente.
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo em que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação.

Acerca dos direitos e princípios que devem ser aplicados na defesa do consumidor, assinale a opção correta de acordo com os regramentos estabelecidos pelo CDC.
Qual das alternativas abaixo é a correta?
Conforme o princípio da coibição e repressão de práticas abusivas, o fornecedor, com o objetivo legítimo de aumentar suas vendas, pode valer-se de marca que se assemelhe a outra marca famosa.
Nos contratos de consumo, impõem-se, na fase de formação, mas não na de execução, a transparência e a boa-fé, a fim ser compensada a vulnerabilidade do consumidor.
Pelo princípio da restitutio in integrum, o contrato de consumo pode estabelecer limitações ou tarifamento para a indenização por prejuízo moral ou material, desde que razoável e proporcional.
É direito básico unilateral do consumidor a revisão de cláusula contratual excessivamente onerosa decorrente de fatos supervenientes, o que acarreta, como regra, a resolução do contrato celebrado.
O princípio da vulnerabilidade estabelece que todo e qualquer consumidor é a parte mais fraca da relação de consumo, sendo tal presunção absoluta.

Com relação aos princípios do CDC, é incorreto afirmar:
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar;
o princípio da equidade não está previsto no CDC.
vulnerabilidade é qualidade intrínseca , ingênita, peculiar e indissolúvel de todo consumidor
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de responsabilidade civil nas relações de consumo;

Sobre a inversão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física todas as assertivas estão corretas, exceto:
A denominada inversão ope judicis está prevista no art. 6., VIII, do CDC e depende de apreciação judicial.
A vulnerabilidade é fenômeno de direito material com presunção relativa, enquanto que a hipossuficiência é fenômeno de direito processual com presunção absoluta.
Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de julgamento, o momento de sua apreciação é na sentença.
Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de procedimento, o momento de sua apreciação é até o saneamento, fase mais compatível para assegurar o exercício dos direitos constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra?
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir.
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência.
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet.
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que recebe o produto.

Analise as assertivas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. Com relação ao direito do consumidor e ao CDC:
A proteção do consumidor como direito fundamental aplica-se ao consumidor pessoa física, pois, em relação à pessoa jurídica consumidora, há o limitador da livre inciativa da atividade econômica.
O CDC relativiza a autonomia privada dos contratantes e autoriza o Poder Judiciário a conhecer de ofício a abusividade de cláusulas contratuais nos contratos bancários.
O princípio da vulnerabilidade, que orienta a aplicação do CDC e tem como fundamento a fragilidade dos consumidores no mercado de consumo, restringe-se ao aspecto econômico.
A tutela da informação ao consumidor decorre da boa-fé subjetiva e é resguardada pela necessidade da prestação de informação clara e adequada pelo fornecedor acerca dos produtos e serviços disponibilizados no mercado de consumo.
Para revisão de cláusulas contratuais em favor do consumidor, é preciso comprovação de fato superveniente que as tornem excessivamente onerosas, além de demonstração, ao juiz, da inexperiência do consumidor ou da necessidade deste de contratar.

Considerando as três assertivas abaixo, assinale a alternativa correta: I) Quando se trata da análise do conceito de consumidor deve ser observada a teoria finalista porque é a adota de forma predominante no ordenamento jurídico. II) Nos casos de revisão da cláusula contratual em razão de onerosidade excessiva, no âmbito do CDC, deve ser observada a teoria da imprevisão. III) A inversão do ônus da prova sempre se faz presente nos casos que envolver relação de consumo.
Apenas a II e III estão corretas.
Somente a I está correta.
Nenhuma está correta.
Apenas a I e II estão corretas.

No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), assinale a opção correta.
O conceito de fornecedor envolve o fabricante, o construtor, o produtor, o importador e o comerciante, os quais responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor.

Com relação ao risco do desenvolvimento é incorreto afirmar:
no Direito Comunitário Europeu haverá a exclusão da responsabilidade se o produtor comprovar que o estado do conhecimento técnico e científico, no momento em que o produto foi colocado em circulação, não permitia, de modo algum, a contratação da existência do defeito.
no produto anterior àquele de melhor qualidade posteriormente lançado no mercado não há defeito na época em que foi colocado em circulação, apenas é superado pelo surgimento de outro de melhor qualidade.
por se tratar de defeito imprevisível, o fornecedor de produtos e serviços não responde pelo risco do desenvolvimento.
o defeito já existe no momento em que o produto é colocado em circulação (defeito oculto), apenas se exterioriza depois.

Com base no CDC, aponte a opção correta:
Pessoa Jurídica que compra bens para revendê-los é considerada consumidora.
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação do serviço não o exime de responsabilidade.
Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosa pode, em princípio, buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço.
Pessoa Física que alugue imóvel particular, por meio de contrato, é considerada fornecedora, para efeitos legais.
Para que seja equiparado a consumidor, um grupo de pessoas deve ser determinável.

São direitos básicos do consumidor, exceto:
O CDC não exclui a aplicação de outra norma mais favorável ao consumidor.
A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos e nocivos.
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos.
a vulnerabilidade do consumidor

Prévia do material em texto

1. 
 
 
O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito 
privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência. 
 
 
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula 
relações entre iguais; 
 
 
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite 
sua aplicação em determinadas leis especiais; 
 
 
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição; 
 
 
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Conceituando o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC) é um ordenamento jurídico, um 
conjunto de normasque visam a proteção e defesa aos direitos do consumidor, assim como 
disciplinar as relações de consumo entre fornecedores e consumidores finais e as responsabilidades 
que tem esses fornecedores (fabricante de produtos ou o prestador de serviços) com o consumidor 
final, estabelecendo padrões de conduta, prazos e penalidades. Indaga-se: Em setembro de 1990 foi 
publicada a Lei 8.078 (CDC), cujo objetivo: 
 
 
é implantar uma Política Nacional econômica, com o objetivo de organizar e 
promover uma política para os consumidores. 
 
 
é implantar uma Política Nacional de direito e garantia fundamental, conforme 
determina o art. 4° do CDC e os instrumentos para colocar essa Política 
Nacional em prática estão mencionados no art. 5° do mesmo diploma legal. 
 
é implantar uma Política Nacional de Consumo, conforme determina o art. 4° do 
CDC e os instrumentos para colocar essa Política Nacional em prática estão 
mencionados no art. 5° do mesmo diploma legal. 
 
 
é implantar uma Política Nacional de consumo entre seus membros. 
 
 
é implantar uma Política Nacional de tutelar os direitos básicos do consumidor e 
deveres dos Estados. 
 
 
 
Explicação: 
Os objetivos da Política Nacional de Defesa do Consumidor, previstos no artigo 4º do 
Código de Defesa do Consumidor, são o atendimento das necessidades dos 
consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus 
interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência 
e harmonia das relações de consumo, atendidos determinados princípios[1]. Eles 
consistem no estabelecimento de alguns pressupostos básicos previstos pela lei, a serem 
observados pela sociedade (também o Poder Público), que servem de diretrizes para todo 
o sistema de proteção e defesa do consumidor (MARIMPIETRI. 2001, p. 27). Desta 
forma, eles são a proteção integral do consumidor, entendida como a que leva em 
consideração o consumidor (e suas relações) em seus mais diversos aspectos (SODRÉ. 
2007, p. 182). 
Para efetivação destes, o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 5º, dispôs 
sobre os instrumentos que devem ser utilizados, como a assistência jurídica, integral e 
gratuita para o consumidorcarente; criação de Promotorias de Justiça de Defesa do 
Consumidor, no âmbito do Ministério Público; criação de delegacias de polícia 
especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; 
criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução 
de litígios de consumo; concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das 
Associações de Defesa do Consumidor, instrumentos, estes, que devem ter o papel de 
orientar a compatibilização, a organicidade das ações dos diversos atores sociais (SODRÉ. 
2007, p. 184). 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
PROC/SP/2005 - Considerando que a entrada em vigor do Novo Código Civil é posterior 
à promulgação do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
não existe qualquer relação entre esses dois diplomas legais, uma vez que o 
Código Civil regula as relações cíveis e o Código de Defesa do Consumidor 
regula as relações de consumo. 
 
 
as novas regras do Código Civil passam a reger as relações de consumo, 
devendo o Código de Defesa do Consumidor ser aplicado complementarmente e 
subsidiariamente. 
 
 
as novas regras do Código Civil revogam a aplicação de todas as regras em 
contrário do Código de Defesa do Consumidor. 
 
as novas regras do Código Civil se aplicam às relações de consumo, desde que 
seja para ampliar a proteção do consumidor. 
 
 
o novo código civil revogou o Código de Defesa do Consumidor no que diz 
respeito à responsabilidade civil. 
 
 
 
Explicação: 
Sendo o CDC lei especial, qualquer norma que não trate diretamente das relações de 
consumo não tem o condão de revogar suas determinações. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
A Constituição menciona que o Estado promoverá a defesa do consumidor. Quando o 
poder constituinte originário faz tal afirmação significa dizer que: 
 
 
não há que se falar em dever do Estado uma vez que o Direito do Consumidor 
regula as relações de direito privado 
 
 
assim como tantos outros direitos mencionados na Constituição sua 
aplicabilidade ou não caberia ao apelo social, não passando de mera faculdade 
do Estado 
 
 
mesmo com a determinação da Constituição, não se pode esquecer que o 
Estado é soberano, logo, não há que se falar em dever. 
 
não é uma mera faculdade e sim um dever do Estado 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - VUNESP - 
2014) Com relação ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar: 
 
 
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e 
principiológica e, com base no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às 
Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores incompatíveis, quer 
estas sejam gerais ou especiais. 
 
 
Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-
se somente seu regramento, podendo, entretanto, as partes optarem por outro 
sistema legal. 
 
 
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre 
na dependência de pedido expresso da parte. 
 
 
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro 
sistema legal nas relações de consumo, ainda que não haja lacuna no sistema 
consumerista. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou 
revogue. 
§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela 
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga 
nem modifica a lei anterior. 
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido 
a vigência. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os 
princípios a serem observados, a defesa do consumidor é fundada 
 
 
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando 
constituídas sob as leis brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país. 
 
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. 
 
 
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou 
técnico. 
 
 
apenas na função social da propriedade. 
 
 
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência. 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Com relação aos contratos celebrados com os profissionais liberais, podemos afirmar 
que: 
 
 
e) São contratos que só produzem efeitos se assinados, por no mínimo, duas 
testemunhas. 
 
b) São amparados pelo código de defesa do consumidor. 
 
 
a) São amparados pelo código civil e não pelo código de defesado consumidor. 
 
 
d) São contratos de risco, por isso não amparados pelo código de defesa do 
consumidor. 
 
 
c) Os profissionais liberais não respondem pelos danos causados a terceiros, 
salvo comprovada má-fé. 
 
 
 
Explicação: 
O doutrinador Nelson Nery Júnior sustenta contrariando alguns ilustres das letras 
jurídicas que: 
¿Quando a obrigação do profissional liberal, ainda que escolhido intuitu 
personae pelo consumidor, for de resultado, sua responsabilidade pelo acidente 
de consumo ou vício de serviço é objetiva. Ao revés, quando se tratar de obrigação 
de meio, aplica-se o § 4º do art. 14 do CDC em sua inteireza, devendo ser examinada a 
responsabilidade do profissional liberal sob a teoria da culpa. (1992, pp. 59-60).¿ 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Em relação à formação histórica do Direito do Consumidor, um fato relevante foi a 
revolução industrial, que trouxe consigo a revolução do consumo. Assinale a opção que 
não corresponde a uma mudança introduzida por essa revolução nas relações de 
consumo? 
 
 
 
d) Aumento das cláusulas abusivas. 
 
 
b) Surgimento dos contratos coletivos e contratos de adesão com cláusulas de 
interesse somente do fornecedor. 
 
 
a) A produção passa a ser em massa. 
 
c) Um forte aparato jurídico capaz de suprir as novas demandas dos 
consumidores. 
 
 
e) Separação entre produtor e consumidor. 
 
 
 
Explicação: 
Tal aparato jurídico afirmado na alternativa é consequência do desequilíbrio entre 
consumidores e fornecedores e não consequência da Revolução Industrial. 
 
 
1. 
 
 
Para traduzir o interesse social da segurança das relações jurídicas, diz-se, como está 
expresso no código civil alemão, que as partes devem agir com lealdade e confiança 
recíprocas(...). Indo mais adiante, aventa-se a ideia de que entre o credor e devedor é 
necessária a colaboração, um ajudando o outro na execução do contrato. A tanto, 
evidentemente, não se pode chegar, dada a contraposição de interesses, Mas é certo 
que a conduta, tanto de um como de outro, subordina-se as regras que visam a 
impedir dificulte uma parte a ação da outra. (Orlando Gomes ¿ Contratos. 26a ed. RJ. 
Forense, 2008, p. 43). Nesse texto, pode-se afirmar que o autor refere-se: 
 
 
 
à matéria pertinente ao direito alemão e estranha ao direito brasileiro. 
 
à boa-fé objetiva. 
 
 
apenas à boa-fé subjetiva. 
 
 
à vedação da lesão nos contratos bilaterais. 
 
 
à equidade que deve ser utilizada na interpretação dos contratos. 
 
 
 
Explicação: 
O próprio enunciado apresenta a justificativa da resposta. Trata-se de conceito 
introduzido pelo CDC e depois incorporado no Código Civil de 2002. 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé 
objetiva, é correto afirmar que 
 
 
 
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo 
 
 
não se aplica à fase pré-contratual. 
 
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo 
da obrigação. 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter 
volitivo das partes. 
 
 
 
Explicação: 
Erigido como pilar da relação de consumo, a boa-fé tem o condão de manter a lealdade 
e honestidade na relação, exatamente para proteção da parte mais vulnerável, que é o 
titular passivo da obrigação. 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta: 
 
 
 
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado 
vulnerável 
 
 
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e 
hipossuficiência em toda relação de consumo 
 
 
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor 
que também possua grandes fortunas não poderá arrogar para si a condição de 
vulnerável 
 
 
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é 
hipossuficiente 
 
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo 
em que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação 
 
 
 
Explicação: 
O próprio CDC afirma a presunção absoluta em seu art. 4º, ressaltando a 
vulnerabilidade com intuito de tratar o consumidor de forma especial. 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Acerca dos direitos e princípios que devem ser aplicados na defesa do consumidor, 
assinale a opção correta de acordo com os regramentos estabelecidos pelo CDC. 
 
 
 
Conforme o princípio da coibição e repressão de práticas abusivas, o 
fornecedor, com o objetivo legítimo de aumentar suas vendas, pode valer-se de 
marca que se assemelhe a outra marca famosa. 
 
 
Nos contratos de consumo, impõem-se, na fase de formação, mas não na de 
execução, a transparência e a boa-fé, a fim ser compensada a vulnerabilidade 
do consumidor. 
 
 
Pelo princípio da restitutio in integrum, o contrato de consumo pode estabelecer 
limitações ou tarifamento para a indenização por prejuízo moral ou material, 
desde que razoável e proporcional. 
 
 
É direito básico unilateral do consumidor a revisão de cláusula contratual 
excessivamente onerosa decorrente de fatos supervenientes, o que acarreta, 
como regra, a resolução do contrato celebrado. 
 
O princípio da vulnerabilidade estabelece que todo e qualquer consumidor é a 
parte mais fraca da relação de consumo, sendo tal presunção absoluta. 
 
 
 
Explicação: 
gabarito: e - O princípio da vulnerabilidade estabelece que todo e qualquer consumidor 
é a parte mais fraca da relação de consumo, sendo tal presunção absoluta. 
Vulnerabilidade - é o instituto de indole material que presume absolutamente ser o 
consumidor a parte mais fraca da relaçao de consumo. Ele não precisa provar que é 
vunerável, mas tao somente que é consumidor (art 4 , I). Uma vez provador, tal 
condiçao de vulnerável se perfaz pela propria força da lei. 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
 
O princípio da transparência impõe um dever apenas comissivo, pois é 
obrigação do fornecedor informar todas as características do produto ou 
serviço. 
 
 
O princípio da vulnerabilidade, que presume ser o consumidor o elo mais fraco 
da relação de consumo, diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. 
 
 
O CDC é uma norma tipificadora de condutas, prevendo expressamente o 
comportamento dos consumidores e dos fornecedores. 
 
 
A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. 
 
O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo, ou seja, 
não pode o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra 
nem pode dizer mais do que ele faz. 
 
 
 
Explicação: 
O princípio da transparência estabelece que o consumidor tem o direito de ser 
informado sobre todos as informações importantes de serviço ou produto exposto ao 
consumo, traduzindo assim no princípio da informação. Havendo omissão de 
informação ao consumidor em cláusula contratual, prevalece a interpretação do artigo 
47 do CDC, que retrata que as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira, 
mas favorável ao consumidor. 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Assinale a alternativa incorreta: 
 
 
Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores são considerados 
entidades de caráter privado 
 
 
Em matéria de direito do consumidor, obsta a decadência a instauração de 
inquérito civil, até seu encerramento 
 
 
O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de 
seus prepostosou representantes autônomos 
 
 
O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação 
publicitária cabe a quem as patrocina. 
 
 
 vedado ao fornecedor executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento 
e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas 
anteriores entre as partes; 
 
 
 
Explicação: 
GABRITO- Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores são 
considerados entidades de caráter privado; 
INCORRETA. CDCArt. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá 
acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de 
consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes. § 4° Os 
bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao 
crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Com relação aos princípios do CDC, é incorreto afirmar: 
 
 
o princípio da equidade não está previsto no CDC. 
 
 
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar; 
 
 
vulnerabilidade é qualidade intrínseca , ingênita, peculiar e indissolúvel de todo 
consumidor 
 
 
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de 
responsabilidade civil nas relações de consumo; 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Sobre a inversão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física todas as 
assertivas estão corretas, exceto: 
 
 
 
a) A denominada inversão ope judicis está prevista no art. 6., VIII, do CDC e 
depende de apreciação judicial. 
 
b) A vulnerabilidade é fenômeno de direito material com presunção relativa, 
enquanto que a hipossuficiência é fenômeno de direito processual com 
presunção absoluta. 
 
 
c) Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de 
julgamento, o momento de sua apreciação é na sentença 
 
 
d) Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de 
procedimento, o momento de sua apreciação é até o saneamento, fase mais 
compatível para assegurar o exercício dos direitos constitucionais do 
contraditório e da ampla defesa. 
 
 
 
Explicação: 
A vulnerabilidade se revela como fenômeno de direito material, ao passo que a 
hipossuficiência, de direito processual. Ou seja, a vulnerabilidade gera presunção 
absoluta, que não pode ser afastada pela produção de prova pela parte contrária, o que 
pode acontecer com a hipossuficiência, que gera presunção relativa, analisada a cada 
caso concreto, com a possibilidade de inversão do ônus da prova. 
 
 
MPF/PROCURADOR DA REPÚBLICA/18a - A empresa multinacional adquire peças de 
terceiros para linha de montagem de tratares. No caso: 
 
 
 
o Código de Defesa do Consumidor não regula a relação de aquisição e 
utilização de produto ou serviço por parte de multinacioal, ante a inexistência 
de correlação de desigualdade entre as partes. 
 
 
teriam aplicação as regras do Código de Defesa do Consumidor se, 
expressamente, no contrato de fornecimento de peças, se fizer constar cláusula 
de submissão a esse regime; 
 
 
Trata-se de operação sob a proteção do Código de Defesa do Consumidor; 
 
consistem em meras relações comerciais, em que incidem apenas regras do 
direito comum; 
 
 
 
Explicação: 
GABARITO: B 
O caso em questão não representa uma relação de consumo, a qual exige a presença 
concomitante de um fornecedor (CDC, art. 3º) e um consumidor, pessoa física ou 
jurídica na qualidade de destinatário final (CDC, art. 2º, caput). O caso vertente narra 
hipótese de consumo meramente intermediário, o que retira a qualidade de destinatório 
final, afastando a incidência do CDC ao caso. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Mais recentemente infere-se da novíssima Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, 
sintomaticamente denominada ¿Marco Civil da Internet¿, que o uso da internet no 
Brasil deve respeito à liberdade de expressão e igualmente à livre iniciativa, à livre 
concorrência e à defesa do consumidor, cumprindo essa sua função social (art. 2º, VI, 
VI). Em momento seguinte, a Lei nº 12.965/2014 com esteio nos princípios 
constitucionais da liberdade de comunicação e da informação (art. 5º, IX, CR) 
proclamou expressamente que o acesso à internet é essencial ao exercício da 
cidadania, devendo-se assegurar ao usuário entre outros direitos a aplicação das 
normas de proteção e defesa do consumidor nas relações de consumo realizadas na 
rede de mundial de computadores (art. 7º). Quando a contratação ocorre por site da 
internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor 
pode desistir do contrato no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus 
motivos para a desistência. 
 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar 
com o produto, a menos que ele apresente vício. Só nessa hipótese o 
consumidor pode desistir. 
 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da 
compra em até 30 dias depois que recebe o produto 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria 
loja, e não pela internet 
 
 
 
Explicação: 
O prazo legal para exercer o direito de arrependimento, por parte do consumidor, que 
realizar compras por meio eletronico é de 7 dias, contados da assinatura do contrato 
ou do recebimento do produto ou serviço. Artigo 49 CDC 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Analise as assertivas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. Com relação ao 
direito do consumidor e ao CDC: 
 
 
Para revisão de cláusulas contratuais em favor do consumidor, é preciso 
comprovação de fato superveniente que as tornem excessivamente onerosas, 
além de demonstração, ao juiz, da inexperiência do consumidor ou da 
necessidade deste de contratar. 
 
 
A tutela da informação ao consumidor decorre da boa-fé subjetiva e é 
resguardada pela necessidade da prestação de informação clara e adequada 
pelo fornecedor acerca dos produtos e serviços disponibilizados no mercado de 
consumo. 
 
A proteção do consumidor como direito fundamental aplica-se ao consumidor 
pessoa física, pois, em relação à pessoa jurídica consumidora, há o limitador da 
livre inciativa da atividade econômica. 
 
 
O princípio da vulnerabilidade, que orienta a aplicação do CDC e tem como 
fundamento a fragilidade dos consumidores no mercado de consumo, restringe-
se ao aspecto econômico. 
 
 
O CDC relativiza a autonomia privada dos contratantes e autoriza o Poder 
Judiciário a conhecer de ofício a abusividade de cláusulas contratuais nos 
contratos bancários. 
 
 
 
Explicação: CDC, art. 2º; Súmula 381 STJ; CDC, art. 6º, inciso V. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Segundo o entendimento do STJ considera-se consumidor: 
 
 
 
Tanto pessoas físicas como jurídicas desde que adquirentes na qualidade de 
destinátario final, conforme teoria maximalistica adotada pelo STJ. 
 
Pessoas físicas e jurídicas que adquirem produtos na qualidade de destinatário 
final, devendo a pessoa jurídica produtos não destinados a sua atividade fim, 
nos termos da teoria híbrida ou mitigada. 
 
 
Excluem-se as pessoas jurídicas de direito público, segundo a teoria híbrida ou 
mitigada adotada pelo STJ 
 
 
Todas as pessoas físicas que adquirirem produtos na qualidade de destinatário 
final, nos termos da teoria finalista. 
 
 
 
Explicação: 
O STJ costuma se posicionar de forma mais constante segundo a teoria finalista 
mitigada, apresentando decisões que buscam atingir maior sensação de justiça nos 
casos concretos analisados. 
 
 
 
 
 
5.Considerando as três assertivas abaixo, assinale a alternativa correta: I ¿ Quando se 
trata da análise do conceito de consumidor deve ser observada a teoria finalista porque 
é a adota de forma predominante no ordenamento jurídico. II ¿ Nos casos de revisão 
da cláusula contratual em razão de onerosidade excessiva, no âmbito do CDC, deve ser 
observada a teoria da imprevisão. III ¿ A inversão do ônus da prova sempre se faz 
presente nos casos que envolver relação de consumo. 
 
 
 
Nenhuma está correta. 
 
 
Apenas a II e III estão corretas. 
 
Somente a I está correta. 
 
 
Apenas a I e II estão corretas. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Na análise de casos concretos, a identificação da relação de consumo e seus elementos 
é o critério básico para determinar-se a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. 
Nesta análise 
 
 
É preciso identificar a existência de consumidor e fornecedor. Consumidor é 
toda pessoa física ou jurídica que adquire o produto ou serviço como 
destinatário final. A expressão ¿destinatário final¿ encontra na doutrina e 
jurisprudência diversas interpretações, surgindo a este respeito as teorias 
finalista, maximalista e do finalismo aprofundado 
 
 
O CDC define a expressão destinatário final 
 
 
Para a teoria maximalista, destinatário final do artigo 2º do CDC é aquele 
destinatário fático e econômico do bem ou serviço, seja ele pessoa jurídica ou 
física. Não basta ser destinatário fático, é necessário ser destinatário econômico 
do bem. 
 
 
A teoria finalista aprofundada considera que a definição de consumidor é 
objetiva, não importando se a pessoa física ou jurídica tem ou não fim de lucro 
quando adquire um produto ou utiliza um serviço. Destinatário final seria o 
destinatário fático do produto. 
 
 
O STJ hodiernamente adota a teoria maximalista 
 
 
 
Explicação: 
 Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou 
serviço como destinatário final. 
 Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que 
indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. 
 Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou 
estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de 
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 
 § 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 
 § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante 
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, 
salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Todas as vítimas de um evento danoso evolvendo uma relação de consumo, mesmo 
aquelas que não estão diretamente configuradas como consumidores, serão 
consideradas de acordo com o CDC: 
 
 
Fornecedor 
 
 
Consumidor por analogia 
 
 
Consumidor Voluntário 
 
Consumidor por Equiparação 
 
 
Consumidor Involutário 
 
 
 
Explicação: 
O CDC tanto protege o consumidor padrão, conforme o caput do art. 2°, quanto do 
consumidor por equiparação, conforme parágrafo único do art. 2°, artigos 17 e 29. O 
consumidor por equiparação abrange a coletividade de pessoas, ainda que 
intermináveis , que haja intervindo nas relações de consumo; as vítimas do evento 
danoso e as pessoas expostas às práticas comerciais e contratuais abusivas. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Ficam excluídas da definição de consumidor: 
 
 
 
todas as pessoas jurídicas, ainda que utilizem o produto ou o serviço como 
destinatárias finais. 
 
 
apenas as pessoas jurídicas de direito privado com fins econômicos. 
 
as pessoas físicas ou jurídicas que utilizem o produto ou o serviço como bens de 
produção. 
 
 
apenas as pessoas jurídicas de direito público interno. 
 
 
as pessoas físicas não consideradas hipossuficientes, segundo os critérios 
legais. 
 
 
 
 
1. 
 
 
(OAB/CESPE ¿ 2007.3) No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa 
do Consumidor (CDC), assinale a opção correta. 
 
 
 O conceito de fornecedor envolve o fabricante, o construtor, o produtor, o 
importador e o comerciante, os quais responderão solidariamente sempre que 
ocorrer dano indenizável ao consumidor. 
 
 O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de 
consumo, mediante remuneração, salvo as decorrentes das relações de caráter 
trabalhista. 
 
 
 O conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem 
produtos como destinatárias finais da comercialização de bens no mercado de 
consumo. 
 
 
 O conceito de produto é definido como o conjunto de bens corpóreos, móveis 
ou imóveis, que sejam oferecidos pelos fornecedores para consumo pelos 
adquirentes. 
 
 
E Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
 
 
Explicação: 
Item D - O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de 
consumo, mediante remuneração, salvo as decorrentes das relações de caráter 
trabalhista 
.Explicação: O artigo 2º do CDC define como consumidor "toda pessoa física ou 
jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final." Diante 
do conceito de consumidor trazido pelo Código de Defesa do Consumidor percebe-
se que tanto as pessoas físicas como as jurídicas podem se enquadrar neste conceito. 
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou 
estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de 
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 
Conceituar produto como sendo um dos objetos da relação de consumo, ou seja, o 
resultado da produção no mercado de consumo; assim, conforme o legislador, é qualquer 
bem, móvel (ex.: automóveis) ou imóvel (ex.: apartamentos), material (ex.: joias) ou 
imaterial. 
Conceitos: Consumidor, Fornecedor, Produto e Serviço. Art. 2°: Consumidor é toda 
pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviçocomo destinatário final. 
... Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que 
haja intervindo nas relações de consumo 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Bruno e Brenda, desejando passar a lua-de-mel em Las Vegas, adquiriram junto à 
Operadora de Viagens e Turismo Voe bem um pacote de viagem, composto de 
passagens aéreas de ida e volta, hospedagem por seis noites, e seguro saúde e 
acidentes pessoais, este último prestado pela seguradora Nada Acontece. Após chegar 
à cidade, Brenda sofreu os efeitos de uma dor de cabeça severa e Bruno entrou em 
contato com a operadora de viagens a fim de que o seguro fosse acionado, sendo 
informado que não havia médico credenciado naquela localidade. O casal procurou um 
hospital, que manteve Brenda internada por 24 horas, e retornou ao Brasil no terceiro 
dia de estada em Las Vegas, tudo às suas expensas. Partindo da hipótese apresentada, 
assinale a afirmativa correta: 
 
 
O casal poderá acionar judicialmente a operadora de turismo, mesmo que a 
falha do serviço tenha sido da seguradora, em razão da responsabilidade 
solidária aplicável ao caso. 
 
 
O casal não poderá acionar judicialmente a operadora de turismo já que havia 
liberdade de contratar o seguro saúde viagem com outra seguradora e, 
portanto, não se tratando de venda casada, não há responsabilidade solidária 
na hipótes 
 
 
O casal terá que acionar judicialmente a operadora de turismo e a seguradora 
simultaneamente por se tratarda hipótese de litisconsórcio necessário e 
unitário, sob pena de insurgir em carência da ação. 
 
 
O casal somente poderá acionar judicialmente a seguradora, já que a operadora 
de turismo responderia por falhas na organização da viagem, e não pelo seguro 
porque esse foi realizado por outra empresa. 
 
 
 
 
 
3. 
 
Analise as assertivas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. 
I. O produtor de produtos naturais e agropecuários não estará sujeito à disciplina do 
Código de Defesa do Consumidor, quando o fornecimento de seus produtos não 
envolver industrialização. 
II. O Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado nas relações entre entidades 
de previdência privada e seus participantes. 
III. O Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado nas relações entre 
consumidores e instituições financeiras. 
 
IV. A pessoa jurídica integrante da administração pública indireta não está sujeita à 
disciplina do Código de Defesa do Consumidor. 
 
Marque a assertiva que corresponde à resposta CORRETA 
 
 
Somente as proposições III e IV são corretas. 
 
 
Somente as proposições I e II são corretas. 
 
 
Somente as proposições I e IV são corretas. 
 
Somente as proposições II e III são corretas. 
 
 
As proposições I, II, III e IV são corretas. 
 
 
 
Explicação: 
 
Item : C 
Explicação: 
CDC, art. 3º; REsp 1.536.786-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
26/8/2015, DJe 20/10/2015 versus Súmula 321 STJ; Súmula 297 STJ; Incorreta, CDC, 
art. 22. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Joana em viagem aos Estados Unidos da América adquiriu uma máquina filmadora da 
loja X, que possui rede credenciada no Brasil, em razão de apresentar defeitos e levando 
em conta a garantia do produto pela empresa estrangeira vendedora, foi até a autorizada 
da loja X para analisarem o produto. Para sua surpresa, foi informada que ao produto, 
por ter sido comprado no exterior, não seria assegurada assistência técnica pela rede 
credenciada da loja X no Brasil. Consultado por Joana você diria que: 
 
 
 
Que à aquisição de produto no exterior, por adquirente domiciliado no Brasil, não 
será assegurada a reparação técnica do produto defeituoso pela loja X no Brasil. 
 
 
A assistência técnica não é da responsabilidade da loja X credenciada no Brasil, 
pois fere às regras da economia globalizada e às regras do Código de Defesa do 
Consumidor. 
 
 
O produto adquirido no exterior não possui assistência técnica no Brasil 
devendo retornar para os Estados Unidos para realizar a troca, pois se trata de 
uma empresa multinacional não estando sujeita às regras do Código de Defesa 
do Consumidor. 
 
 
O produto adquirido no exterior não está sujeito às regas do Código de Defesa 
do Consumidor, eximindo a responsabilidade da loja X de assegurar a reparação 
técnica. 
 
A aquisição de produto no exterior, por adquirente domiciliado no Brasil, deverá 
ser assegurada a reparação técnica do produto defeituoso pela loja X no Brasil, 
já que se trata de uma empresa multinacional sujeita às regras de economia 
globalizada e às do Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
Explicação: 
A assertiva D está correta, pois se trata de aplicação do princípio da solidariedade nas 
relações de consumo, o qual, no contexto da economia globalizada, inclui como 
responsáveis todos os fornecedores inseridos na cadeia produtiva de determinado 
produto ou serviço. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
De acordo com a jurisprudência do STJ, aplicam-se as regras do CDC a 
 
 
 
contrato de locação, perícia judicial e serviços notariais. 
 
 
crédito educativo custeado pelo Estado ao aluno, relação travada entre 
condomínio e condôminos e contrato de franquia. 
 
 
contrato de serviços advocatícios, contrato de trabalho e envio de produto 
gratuitamente como brinde. 
 
serviço de fornecimento de água e esgoto, contrato de previdência privada e 
contrato de plano de saúde. 
 
 
relação entre o condômino e o condomínio, no direito de vizinhança, 
disciplinado pelo Direito Civil. 
 
 
 
Explicação: 
Execução indireta (¿uti singuli¿): tarifas ¿ aplica o CDC 
Quando o serviço é remunerado por tarifa, prestado de forma indireta (¿uti singuli¿) o 
Código de Defesa do Consumidor será utilizado porque haverá relação de consumo. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
A respeito do conceito de fornecedor, é correto afirmar que 
 
 
 
produto é qualquer bem material, mas não imaterial. 
 
serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante 
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e 
securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 
 
 
a pessoa física pode ser considerada fornecedora de serviços, mas não de 
produtos. 
 
 
os entes despersonalizados serão considerados fornecedores, apenas se 
desenvolverem atividade de comercialização de produtos. 
 
 
a pessoa jurídica de direito público não pode ser considerada prestadora de 
serviços de fornecimento de água, por tratar-se de serviço público essencial. 
 
 
 
Explicação: 
A primeira marca característica de um fornecedor é a habitualidade de suas atividades. 
Coloca no mercado de consumo os seus produtos ou serviços, objetivando o lucro ou não. 
Em geral, o ganho de dinheiro é a verdadeira finalidade. Porém, entidades filantrópicas, 
por exemplo, podem muito bem produzir e vender produtos para garantir o próprio 
sustento. 
Nos termos do Código de defesa do Consumidor: 
Art. 3º. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, 
nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, 
transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de 
produtos ou prestação de serviços. 
Existem três classificações muito importantes no que tange ao fornecedor. 
Fornecedor real seria o fabricante, o construtor ou o produtor. 
Fornecedor aparente como sendo aquele que não participa do processo de produção ou 
fabricação, mas em virtude seu nome ou marca constar no produto, passa a ser 
entendido como formatador deste, aplicando-se a teoria da aparência. Benjamin 
(2008), porém, menciona que seria o comerciante quando não identifica o fornecedor 
real. 
Fornecedor presumido seria o importador. 
O fornecedor é aquele que distribui os riscos dentro da relação de consumo. A Análise 
Econômica do Direito é relevante para entender essa temática. Mendonça (2013) 
menciona que esse movimento ¿ Law and Economics ¿ teve seu início com Guido 
Calabresi e Ronald Coase e ajuda a compreender como as abordagens econômicas 
ajudam na elaboração de normas jurídicas. 
Todo fornecedor tem custos com a sua produção/fornecimento. Muitas vezes, esses 
gastos englobam custos de acidentes e custos com segurança (CARNAÚBA, 2013). Eles 
serão diluídos e repassados ao preço final disponibilizado aos consumidores. 
Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou 
estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de 
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
De acordo com as disposições do Código de Defesa do Consumidor, assinale a 
alternativa CORRETA: 
 
 
 
A responsabilidade das sociedades coligadas é objetiva. 
 
 
É direito básico do consumidor a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive 
com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, 
independentemente da verossimilhança da alegação ou de seu estado de 
hipossuficiência.As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas 
são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de 
Defesa do Consumidor. 
 
As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações 
decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
Para efeitos do Código de Defesa do Consumidor, entende-se por interesses ou 
direitos difusos os transindividuais de natureza indivisível, de que seja titular 
grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária 
por uma relação jurídica base. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(OAB/CESPE 2008.3) No tocante às relações de consumo, é correto afirmar que: 
 
 
 
 a pessoa jurídica não sofre dano moral indenizável. 
 
 
 a interpretação das cláusulas contratuais deve ocorrer de forma a não 
favorecer nem prejudicar o consumidor. 
 
 
 é isento de responsabilidade o fornecedor que não tenha conhecimento dos 
vícios de qualidade por inadequação de produtos e serviços de consumo. 
 
 a reparação do dano moral coletivo está prevista no Código de Defesa do 
Consumidor. 
 
 
 Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
 
 
Explicação: 
Item: C - a reparação do dano moral coletivo está prevista no Código de Defesa do 
Consumidor. 
Explicação: 
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser 
exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. 
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: 
I ¿ interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas 
e ligadas por circunstâncias de fato 
II ¿ interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular grupo, categoria ou classe de 
pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base 
III ¿ interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos, os decorrentes 
de origem comum. 
Art. 91. Os legitimados de que trata o art. 82 poderão propor, em nome próprio e no 
interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva de responsabilidade pelos 
danos individualmente sofridos, de acordo com o disposto nos artigos seguintes. 
 
 
 
 
1. 
 
 
Academia de ginástica veicula anúncio assinalando que os seus alunos, quando viajam 
ao exterior, podem se utilizar de rede mundial credenciada, presente em 60 países e 230 
cidades, sem custo adicional. Um ano após continuamente fazer tal divulgação, vários 
alunos reclamam que, em quase todos os países, é exigida tarifa de uso da unidade 
conveniada. A academia responde que a referência ao "sem custo adicional" refere-se à 
inexistência de acréscimo cobrado por ela, e não de eventual cobrança, no exterior, de 
terceiro. Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
A loja promove publicidade abusiva, pois anuncia informação parcialmente 
falsa, a respeito do preço e qualidade do serviço. 
 
A loja faz publicidade enganosa, que se configura, basicamente, pela falsidade, 
total ou parcial, da informação veiculada. 
 
 
A loja veicula publicidade enganosa, que se caracteriza como a que induz o 
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou 
segurança. 
 
 
Não há irregularidade, e as informações complementares podem ser facilmente 
buscadas na recepção ou com as atendentes, sendo inviável que o ordenamento 
exija que detalhes sejam prestados, todos, no anúncio. 
 
 
 
Explicação: 
A questão representa hipótese de publicidade enganosa que, segundo o art. 37, § 1º, do 
CDC, tem o seguinte teor: " É enganosa qualquer modalidade de informação ou 
comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro 
modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da 
natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e 
quaisquer outros dados sobre produtos e serviços." Desse modo, a informação prestada 
pelo fornecedor de serviços o vincula nos termos apresentados, consoante art. 30 do CDC 
(princípio da vinculação contratual da oferta), não sendo possível cobrança de custos 
adicionais não informados adequadamente e com clareza ao consumidor, quando da 
contratação do serviço. 
A primeira assertiva está errada. pois ao justificar o conceito de publicidade enganosa, 
conceitua, em verdade, a publicidade abusiva (CDC, art. 37, § 2º). 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Academia de ginástica veicula anúncio assinalando que os seus alunos, quando viajam 
ao exterior, podem se utilizar de rede mundial credenciada, presente em 60 países e 
230 cidades, sem custo adicional. Um ano após continuamente fazer tal divulgação, 
vários alunos reclamam que, em quase todos os países, é exigida tarifa de uso da 
unidade conveniada. A academia responde que a referência ao ¿sem custo adicional¿ 
refere-se à inexistência de acréscimo cobrado por ela, e não de eventual cobrança, no 
exterior, de terceiro. Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta: 
 
A loja faz publicidade enganosa, que se configura, basicamente, pela falsidade, 
total ou parcial, da informação veiculada 
 
 
A loja promove publicidade abusiva, pois anuncia informação parcialmente 
falsa, a respeito do preço e qualidade do serviço. 
 
 
Nenhuma alternativa acima. 
 
 
A loja veicula publicidade enganosa, que se caracteriza como a que induz o 
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou 
segurança. 
 
 
Não há irregularidade, e as informações complementares podem ser facilmente 
buscadas na recepção ou com as atendentes, sendo inviável que o ordenamento 
exija que detalhes sejam prestados, todos, no anúncio. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. 
 § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, 
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em 
erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, 
origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Com relação ao risco do desenvolvimento é incorreto afirmar: 
 
 
 
no produto anterior àquele de melhor qualidade posteriormente lançado no 
mercado não há defeito na época em que foi colocado em circulação, apenas é 
superado pelo surgimento de outro de melhor qualidade; 
 
 
no Direito Comunitário Europeu haverá a exclusão da responsabilidade se o 
produtor comprovar que o estado do conhecimento técnico e científico, no 
momento em que o produto foi colocado em circulação, não permitia, de modo 
algum, a contratação da existência do defeito; 
 
por se tratar de defeito imprevisível, o fornecedor de produtos e serviços não 
responde pelo risco do desenvolvimento. 
 
 
o defeito já existe no momento em que o produto é colocado em circulação 
(defeito oculto), apenas se exterioriza depois 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Com base no CDC, aponte a opção correta: 
 
 
 
Pessoa Física que alugue imóvel particular, por meio de contrato, é considerada 
fornecedora, para efeitos legais. 
 
 
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação do 
serviço não o exime de responsabilidade. 
 
 
Pessoa Jurídica que compra bens para revendê-los é considerada consumidora. 
 
 
Para que seja equiparado a consumidor, um grupo de pessoas deve ser 
determinável. 
 
Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosapode, em princípio, 
buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço. 
 
 
 
Explicação: 
Item D - Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosa pode, em princípio, 
buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço. 
Item D - Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosa pode, em princípio, 
buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço. 
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter 
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por 
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, 
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros ... 
Publicidade enganosa é aquela que mente sobre produtos ou serviços ou deixa de dar 
informações básicas ao consumidor, levando-o ao erro. Pode ser encontrada na 
televisão, no rádio, nos jornais, em revistas, na internet, etc. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(MPE/CE 2009 - FCC - PROMOTOR DE JUSTIÇA)A publicidade que se aproveita das 
deficiências de julgamento e experiência da criança é considerada 
 
 
 abusiva, se for capaz de induzir também o adulto em erro a respeito das 
características ou qualidades do produto. 
 
 
 lícita, nos casos em que se possa presumir a permissão dos pais ou responsáveis 
para que a criança a ela tenha acesso. 
 
 
 enganosa, se induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial à sua 
saúde ou à sua segurança. 
 
 abusiva e, por isto, proibida. 
 
 
 enganosa e, por isto, proibida. 
 
 
 
Explicação: 
Item C- abusiva e, por isto, proibida. Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou 
serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 
11.6.1994) 
Explicação: ¿A prática abusiva é exercício de uma atividade empresarial pelo fornecedor 
de maneira ilícita, por fugir aos padrões regulares do exercício do comércio¿ ¿Não são 
todas as vendas de mais de um pro duto ou serviço conjuntamente que se manifestam 
abusivas, a abusividade decorre sempre da im posição ou do condicionamento na 
aquisição de produtos ou serviços à aquisição de outro produto ou ser viço que 
configuram a venda casa da¿ 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
São direitos básicos do consumidor: 
 
 
 
a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, 
asseguradas a liberdade de escolha e a distinção nas contratações. 
 
 
a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações 
desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos presentes ou pretéritos que 
as tornem excessivamente onerosas. 
 
 
a proteção do consumidor contra métodos comerciais coercitivos ou desleais, 
contrapropaganda, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas 
no fornecimento de produtos e serviços. 
 
 
facilitação da defesa dos direitos dos consumidores, inclusive com a inversão do 
ônus da prova a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for 
verossímil a alegação e for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de 
experiências. 
 
informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, 
tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. 
 
 
 
Explicação: 
Item C - informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos 
incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. 
Explicação - 
Art. 6º São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, 
asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; 
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, 
bem como sobre os riscos que apresentem; 
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos 
incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei 
nº 12.741, de 2012) Vigência 
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais 
coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no 
fornecimento de produtos e serviços; 
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações 
desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem 
excessivamente onerosas; 
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, 
coletivos e difusos; 
VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou 
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada 
a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; 
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da 
prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a 
alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de 
experiências; 
IX - (Vetado) ; 
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. 
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser 
acessível à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento. (Incluído 
pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser 
submetido a uma angioplastia, mas a empresa X se recusa a dar cobertura ao 
tratamento porque há no contrato cláusula expressa e clara que exclui da cobertura o 
fornecimento de prótese, órtese, stent, marcapasso, etc. No caso é correto afirmar 
que: 
 
 
a cláusula é válida porque busca apenas reduzir a amplitude da obrigação 
pactuada. 
 
 
a cláusula é válida porque a exclusão da cobertura é expressa e clara, da qual 
Antônio tinha conhecimento; 
 
a cláusula é nula por abusiva, porque exclui da cobertura material (stent) que 
integra necessariamente cirurgia ou procedimento coberto pelo plano; 
 
 
a cláusula é válida porque a empresa operadora de plano de saúde não é 
prestadora de serviço pelo que não lhe é aplicável o CDC; 
 
 
a cláusula é abusiva porque o CDC não admite nenhuma limitação ao direito do 
consumidor; 
 
 
 
Explicação: 
Cláusulas abusivas são aquelas que colocam o consumidor em desvantagem nos 
contratos de consumo. O consumidor que se deparar com uma cláusula abusiva poderá 
recorrer à Justiça para pleitear sua nulidade, e, consequentemente, livrar-se da 
obrigação nela prevista. São abusivas não só as cláusulas contratuais a que se refere o 
Código do Consumidor, como também aquelas previstas nas Portarias do Ministério da 
Justiça. 
 
Segundo o Código de Defesa do Consumidor, é abusiva a cláusula que: 
 
- impossibilita, exonera ou atenua a responsabilização do fornecedor por vícios dos 
produtos e serviços; 
 
- implica renúncia de direito do consumidor; 
 
- subtrai ao consumidor o direito de reembolso da quantia paga, nas hipóteses revistas 
no CDC; 
 
- transfere responsabilidades do fornecedor para terceiros; 
 
- estabelece a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor e contra o 
disposto no art. 6º, VIII; 
 
- determina a utilização obrigatória de arbitragem; 
 
- impõe representante paraconcluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor 
(cláusula mandato); 
 
- deixa ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o 
consumidor; 
 
- permite ao fornecedor, direta ou indiretamente, variar o preço de maneira unilateral; 
 
- autoriza o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja 
conferido ao consumidor; 
 
- obriga o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que 
igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor; 
 
- autoriza o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do 
contrato após sua celebração; 
 
- infringe ou possibilite a violação de normas ambientais; 
 
- está em desacordo com o sistema de proteção do consumidor; 
 
- possibilita a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias; 
 
- regra geral: estabelece obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloque o 
consumidor em desvantagem exagerada, ou que seja incompatível com a boa-fé ou a 
equidade. Diz-se que uma vantagem é exagerada quando: (I) ofende os princípios 
fundamentais do sistema jurídico a que pertence; (II) restringe direitos ou obrigações 
fundamentais inerentes à natureza do contrato de modo a ameaçar seu objeto ou o 
equilíbrio contratual; (III) mostra-se excessivamente onerosa para o consumidor, 
considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras 
circunstâncias peculiares ao caso. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
São direitos básicos do consumidor, exceto: 
 
 
a vulnerabilidade do cunsumidor 
 
 
a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos e nocivos 
 
 
A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e 
preço, bem como sobre os riscos que apresentem 
 
 
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou 
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos. 
 
 
O CDC não exclui a aplicação de outra norma mais favorável ao consumidor. 
 
 
 
Explicação: 
Em razão do desequilibrio na relação de consumo entre fornecedor e consumidor, a 
forma encontrada para reequilibar esta relação foi conferir direitos aos consumidores e 
impor deveres aos fornecedores. O artigo 6º do CDC elenca uma série de direitos 
basicos do consumidor. São eles: a proteção da vida, saúde e segurança; liberdade de 
escolha e a igualdade nas contratações; informação adequada e clara sobre os 
diferentes produtos e serviços;proteção contra a publicidade enganosa e abusiva; 
modificação das cláusulas contratuais com prestações desproporcionais ou revisão em 
razão de fatos supervenientes; efetiva prevenção e reparação de danos; acesso aos 
órgãos judiciários e administrativos; facilitação da defesa de seus direitos, com a 
inversão do ônus da prova; adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. 
 
 
1. 
 
 
Na hipótese de ação indenizatória por vício do produto, a inversão do ônus da prova 
a favor do consumidor, quando for verossímil a alegação e quando for ele 
hipossuficiente 
 
 
deve ser determinada pelo Juiz preferencialmente na fase de saneamento do 
processo ou, pelo menos, assegurar à parte prejudicada a reabertura de 
oportunidade para apresentação de provas. 
 
 
não será cabível nas ações coletivas que tenha como tutela direitos de 
consumidores. 
 
 
prescinde de decisão judicial, ocorrendo ope legis. 
 
 
deve ser determinada pelo Juiz antes da citação do réu, sob pena de ofensa ao 
contraditório. 
 
 
pode ser determinada pelo Juiz na própria sentença, por se tratar de regra de 
julgamento e não de procedimento. 
 
 
 
Explicação: 
Com intuito de assegurar a ampla defesa e o contraditório. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
É correto dizer que no CDC a revisão de cláusula contratual terá lugar se ocorrer: 
 
 
 
fato superveniente de alcance particular do devedor. 
 
 
fato superveniente e álea normal; 
 
 
a álea normal ou ordinária; 
 
fato superveniente e álea extraordinária; 
 
 
fato superveniente imprevisível; 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Com relação a inversão do ônus da prova no âmbito do Código de Defesa do 
Consumidor é correto afirmar: 
 
 
A inversão do ônus da prova nas relações de consumo pode e deve ser utilizada 
de forma irrestrita quando envolver relação de consumo. 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope legis e ope judicis. 
 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope legis. 
 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope judicis. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
ANS ¿ 2007-Antônio realizou compra no valor de R$ 150,00 correspondente aos 
gêneros alimentícios que sua família necessitava, dividindo tal valor em três parcelas 
mensais e consecutivas, sendo expedido carnê de pagamento. Antônio pagou 
pontualmente as três parcelas, mas, decorridos trinta dias do último pagamento, foi 
surpreendido com a cobrança de mais R$ 100,00 que seriam referentes a encargos 
moratórios. Com temor de que seus dados pessoais fossem averbados nos órgãos de 
proteção ao crédito, Antônio efetuou o pagamento dessa quantia indevida. Segundo a 
Lei nº 8.078/90, Antônio terá direito à repetição do indébito por valor igual 
 
 
d) ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros 
legais, salvo hipótese de engano justificável. 
 
 
e) ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais, 
inclusive na hipótese de engano justificável 
 
 
b) ao triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros 
legais, salvo hipótese de engano justificável. 
 
 
a) ao que pagou em excesso, acrescido de juros legais e de multa de 2% e 
atualização monetária, inclusive na hipótese de engano justificável. 
 
 
c) ao quádruplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e 
juros legais, salvo hipótese de engano justificável. 
 
 
 
Explicação: 
Em respeito ao que preceitua o art. 42, parágrafo único do CDC. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
José, sentindo-se lesado pela loja X ingressa com ação de indenização baseado no CDC 
contra a referida empresa. Sendo assim, o juiz ao apreciar adequadamente a demanda 
inverte o ônus da prova no despacho saneador. Ocorre, que a parte Ré alega, e prova 
que em momento algum José requereu em sua peça inicial a referida inversão. Diante 
do caso concreto como podemos avaliar a atitude do juiz? 
 
 
 
e) Nenhuma das alternativas acima. 
 
 
c) O juiz agiu de forma incorreta pois ele deve inverter o ônus no momento da 
sentença 
 
a) A atitude do juiz foi correta, haja vista, tratar-se o CDC de uma norma de 
ordem pública, sendo assim, a inversão do ônus da prova pode ser concedida 
de ofício. 
 
 
d) O juiz agiu de forma correta pois o CDC não é uma norma de ordem pública, 
sendo assim, tal procedimento poderá ser concedido. 
 
 
b) A atitude do juiz foi arbitrária, tendo em vista, que sem a requisição da parte 
o mesmo não poderia inverter o ônus. 
 
 
 
Explicação: 
"Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: 
 
(...) VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da 
prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do Juiz, for verossímil a alegação 
ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;" Ve-se 
então que, para a inversão do ônus da prova, deve o juiz verificar no caso concreto a 
ocorrência dos requisitos alternativos, quais sejam, a verossimilhança da alegação ou a 
hipossuficiência doconsumidor, bastando um deles para propiciar a inversão. 
 
A hipossuficiência da parte na relação jurídica é fator determinante para a inversão do 
ônus probandi. 
A doutrina e jurisprudência vêm reconhecendo a possibilidade da inversão do ônus da 
prova, de ofício, pelo juiz. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Assinale a opção que não está de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
O consumidor tem direito à modificação das cláusulas contratuais que 
estabeleçam prestações desproporcionais, mas não à revisão delas em razão de 
fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 
 
 
É direito do consumidor a facilitação da defesa de seus direitos, incluindo-se a 
inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do 
juiz, for verossímil a alegação ou quando ele for hipossuficiente. 
 
 
É direito do consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes 
produtos e serviços, o que inclui a especificação correta de quantidade, 
características, composição, qualidade e preço e a explicitação dos riscos 
relacionados a produtos e serviços. 
 
 
O consumidor tem direito à efetiva reparação de danos patrimoniais e morais, 
individuais, coletivos e difusos. 
 
 
NRA 
 
 
 
Explicação: 
Item : B - O consumidor tem direito à modificação das cláusulas contratuais que 
estabeleçam prestações desproporcionais, mas não à revisão delas em razão de fatos 
supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 
O CDC, em seu inciso V, do art. 6° permite tanto a modificação das cláusulas 
contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais quanto revisão em razão de 
fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. Isto visa a 
preservação do contrato de consumo. O mero fato da desproporção original das 
prestações permite modificação, objetivando o equilíbrio do contrato. E no caso da 
revisão basta a ocorrência do fato superveniente, caso venha a se tornar 
excessivamente oneroso ao consumidor. 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
O ônus da prova incumbe a quem alega a existência do fato constitutivo de seu direito 
e impeditivo, modificativo ou extintivo do direito daquele que demanda. O Código de 
Proteção e Defesa do Consumidor, entretanto, prevê a possibilidade de inversão do 
onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto afirmar que: 
 
Ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a 
alegação do consumidor ou quando for ele hipossuficiente. 
 
 
O CDC não prevê a inversão do ônus da prova. 
 
 
Ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações 
consumeristas, não se admitindo exceções, sendo declarada abusiva qualquer 
cláusula que disponha de modo contrário. 
 
 
É regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir 
provas que os desconstituam, já que o autor é hipossuficiente nas relações de 
consumo. 
 
 
Será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do 
consumidor houver sido previamente ajustada por meio de cláusula contratual. 
 
 
 
Explicação: 
O inciso VIII, do artigo 6º do CDC facilita a defesa dos direitos dos consumidores com a 
inversão do ônus da prova a seu favor no processo civil, quando a critério do juiz, for 
verossimil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. É a inversao "ope judicis". 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
A inversão do ônus da prova de que trata o Código de Defesa do Consumidor: 
 
 
 
O prazo para a reclamação, pelo consumidor, quanto ao vício de produtos 
duráveis é de 90 dias. 
 
 
Não é automática, depende da iniciativa da parte. 
 
 
É admitida, em juízo, sob critérios do juiz, adotados livremente. 
 
Poderá ser determinada tanto a requerimento da parte, como ex officio. 
 
 
É automática se ao consumidor, quando parte de um processo judicial, 
interessa somente a prova de certos fatos constitutivos do seu alegado direito. 
 
 
 
Explicação: 
Item: A. 
Explicação: Art. 6º - São direitos básicos do consumidor: [...] VIII- a facilitação da 
defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no 
processo civil, quando, a critério do Juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiência 
O detentor do poder econômico ou do conhecimento técnico, para provar 
contrariamente as alegações do autor, utilizando essa inversão como medida de 
efetivação dos direitos dos consumidores, a fim de equilibrar as forças na relação 
processual, aplicando-se, também, assim o princípio da isonomia e da razoabilidade. 
Também, não se pode esquecer a vulnerabilidade do consumidor, que no CDC, art. 4º, 
inciso I, reconhece: o consumidor é vulnerável. Tal reconhecimento é garantido 
constitucionalmente, respeitando assim o princípio da isonomia 
 
1. 
 
 
O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de 
 
 
90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício 
 
 
90 (noventa) dias a contar da entrega do produto 
 
 
90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
30 (trinta) dias a contar da entrega do produto 
 
 
 
Explicação: 
Vicio oculto é aquele que não pode ser evidenciado à primeira vista. O prazo 
decadencial é contado a partir do momento em que se evidencia o defeito. Sendo de 90 
dias o prazo para reclamação. Art. 26, parágrafo terceiro do CDC. Leva-se em conta a 
vida útil do produto. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: 
 
 
 
Trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. 
 
 
Noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não 
duráveis. 
 
Trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 
 
 
Sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. 
 
 
Sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não 
duráveis. 
 
 
 
Explicação: 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
1. (MPE/SP 2010 - VUNESP - ANALISTA DE PROMOTORIA I) Consideram-se 
produtos essenciais os indispensáveis para satisfazer as necessidades imediatas 
do consumidor. Logo, na hipótese de falta de qualidade ou quantidade, não sendo 
o vício sanado pelo fornecedor, 
 
 
 é direito do consumidor exigir a substituição do produto por outro de mesma 
espécie, em perfeitas condições de uso, ou, a seu critério exclusivo, a restituição 
imediata da quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou, ainda, 
o abatimento proporcional do preço. 
 
 
 é direito do consumidor exigir a substituição do produto durável ou não durável, 
dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias, por outro de mesma espécie, em 
perfeitas condições de uso, ou, a seu critério exclusivo, a restituição imediata da 
quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou, ainda, o abatimento 
proporcional do preço. 
 
 
 o consumidor tem apenas o direito de exigir a substituição do produto por outro 
de mesma espécie, em perfeitas condições de uso. 
 
 
 abre-se, para o consumidor, o direito de, alternativamente, solicitar, dentro do 
prazo de 7 (sete) dias, a substituição do produto durável ou não durável por outro 
de mesma espécie, em perfeitas condições de uso, ou a restituição imediata da 
quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou, ainda, o abatimento 
proporcional do preço. 
 
 
 é direito do consumidor exigir apenas a substituição do produto durável por outro 
de mesma espécie, em perfeitas condições de uso, ou, sendo não durável, a 
restituição imediata da quantia paga, sem prejuízode eventuais perdas e danos, 
ou, ainda, o abatimento proporcional do preço. 
 
 
 
Explicação: 
A. é direito do consumidor exigir a substituição do produto por outro de mesma 
espécie, em perfeitas condições de uso, ou, a seu critério exclusivo, a restituição 
imediata da quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou, ainda, 
o abatimento proporcional do preço. Artigo 18 - 
Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis 
respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os 
tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes 
diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a 
indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem 
publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o 
consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 
§ 1º Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o 
consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: 
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições 
de uso; 
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem 
prejuízo de eventuais perdas e danos; 
III - o abatimento proporcional do preço. 
§ 2º Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto 
no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e 
oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser 
convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. 
§ 3º O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste 
artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes 
viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-
lhe o valor ou se tratar de produto essencial. 
§ 4º Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º deste artigo, 
e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro 
de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição 
de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do 
§ 1º deste artigo. 
§ 5º No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o 
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu 
produtor. 
§ 6º São impróprios ao uso e consumo: 
I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos; 
II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, 
corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles 
em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou 
apresentação; 
III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a 
que se destinam. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Sobre o "produto", de acordo com o C.D.C, podemos considerar como verdadeiro, 
EXCETO: 
 
 
 
São impróprios ao uso e consumo os produtos cujos prazos de validade estejam 
vencidos. 
 
O produto é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter 
sido colocado no mercado. 
 
 
O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente 
se espera 
 
 
Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 
 
 
No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o 
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu 
produtor. 
 
 
 
Explicação: 
O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido 
colocado no mercado. art. 12 § 2º 
Os artigos 18 e 19 da referida lei consideram inadmissíveis os vícios que tornam o produto 
impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina ou lhe diminuem o valor, assim 
como aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes de recipiente, 
embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes 
de sua natureza. Vício é todo defeito (oculto ou aparente) que frustra as expectativas 
geradas no consumidor pelo fornecedor ou pelo senso comum. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
A telespectadora Maria, após assistir ao anúncio de certa máquina fotográfica, ligou e 
comprou o produto via telefone. No dia 19 de março, a câmera chegou ao seu 
endereço. Acerca dessa situação, assinale a alternativa correta. 
 
 
Se, no dia 26 de março do mesmo ano, a consumidora pretender desistir do 
contrato, não poderá fazê‐lo, pois, além de o prazo decadencial já ter fluído, os 
contratos são regidos pelo brocardo pacta sunt servanda. 
 
 
Após o prazo de desistência, que é decadencial, Maria não poderá reclamar de 
vícios do produto ou de desconformidades entre a oferta apresentada e as 
características do bem adquirido, a não ser que exista garantia contratual. 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
Mesmo que o produto não tenha defeito, se Maria se arrepender da aquisição e 
desistir do contrato no dia 25 de março do mesmo ano, os valores 
eventualmente pagos, a qualquer título, deverão ser devolvidos, 
monetariamente atualizados. 
 
 
A contar do recebimento do produto, a consumidora pode exercer o direito de 
arrependimento no prazo prescricional de quinze dias. 
 
 
 
Explicação: 
 Art. 49 CDC O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de 
sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a 
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento 
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(ANS 2007 - FCC - ANALISTA EM REGULAÇÃO - ESPECIALIDADE DIREITO) Rita 
recebeu em seu domicílio a visita do representante comercial da empresa "Conforto 
Ltda." oferecendo colchão ortopédico por preço módico. Interessada no produto, pois 
estava sofrendo de fortes dores nas costas, Rita firmou contrato de venda e compra, 
pagando a quantia cobrada, e, no ato do negócio, recebeu do representante comercial 
o colchão ortopédico. Porém, decorrido cinco dias do recebimento do colchão, que não 
apresentava vício, Rita, não obtendo melhora nas dores em suas costas, resolveu 
desistir do contrato, entretanto após o encerramento do horário comercial. Nesse caso, 
para comunicar a desistência do contrato à "Conforto Ltda.", resta para Rita o prazo 
de: 
 
 
 
E- vinte e cinco dias. 
 
A- dois dias. 
 
 
C- dez dias. 
 
 
B- cinco dias. 
 
 
D- quinze dias. 
 
 
 
Explicação: 
a- dois dias. 
Se a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, ou seja, por telefone, internet, na 
residência, no trabalho, reembolso postal, quiosques, feiras, etc, o consumidor têm um prazo de 
até sete dias, contados da assinatura do contrato ou prestação de serviço, para exercitar o direito de 
arrependimento. 
 
 
 
 
 
7. 
 
Letícia adquiriu um computador na loja X com direito a instalação por parte do 
fornecedor. Contudo, o técnico, ao concluir de modo correto o procedimento de 
 
instalação do aparelho, constatou que existia um problema na placa de vídeo. Nessa 
situação hipotética, a responsabilidade civil prevista no CDC está fundada no: 
 
 
fato do serviço 
 
 
direito de arrependimento 
 
 
vício do serviço 
 
vício do produto 
 
 
fato do produto 
 
 
 
Explicação: 
Ocorre vicio do produto quando existe um descompasso entre o produto oferecido e as 
expectativas do consumidor quanto à sua função ou o fim a que se destina. Vicio que 
torna o produto improprio, inadequado a que se destina. Art. 18 do CDC. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da 
compra? 
 
 
 
Não.O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria 
loja, e não pela internet. 
 
 
NENHMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar 
com o produto, a menos que ele apresente vício. Só nessa hipótese o 
consumidor pode desistir. 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor 
pode desistir do contrato no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus 
motivos para a desistência. 
 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da 
compra em até 30 dias depois que recebe o produto. 
 
 
 
Explicação: 
 Art. 49 CDC O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar 
de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que 
a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento 
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
 
 
 
Aurora contratou com determinada empresa de telefonia fixa um pacote de serviços 
de valor preestabelecido que incluía ligações locais de até 100 minutos e isenção 
total dos valores pelo período de três meses, exceto os minutos que ultrapassassem 
os contratados, ligações interurbanas e para telefone móvel. Para sua surpresa, logo 
no primeiro mês recebeu cobrança pelo pacote de serviços no importe três vezes 
superior ao contratado, mesmo que tivesse utilizado apenas 32 minutos em ligações 
locais. A consumidora fez diversos contatos com a fornecedora do serviço para 
reclamar o ocorrido, mas não obteve solução. De posse dos números dos protocolos 
de reclamações, ingressou com medida judicial, obtendo liminar favorável para 
 
abstenção de cobrança e de negativação do nome. Considerando o caso acima 
descrito, assinale a afirmativa correta. 
 
 
A multa diária ao réu pode ser fixada na sentença, mas desde que o autor 
tenha requerido expressamente. 
 
A conversão da obrigação em perdas e danos faz-se independentemente de 
eventual aplicação de multa. 
 
 
A tutela liminar será concedida, desde que não implique em ordem de busca e 
apreensão, que requer medida cautelar própria e justificação prévia. 
 
 
A conversão da obrigação em perdas e danos independe de pedido do autor, em 
qualquer hipótese. 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
 
Explicação: 
Item A - A conversão da obrigação em perdas e danos faz-se independentemente de 
eventual aplicação de multa. 
Em direito, responsabilidade objetiva é a responsabilidade advinda da prática de um 
ilícito ou de uma violação ao direito de outrem que, para ser provada e questionada em 
juízo, independe da aferição de culpa, ou de gradação de envolvimento, do agente 
causador do dano. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
A responsabilidade civil dos fornecedores de serviços e produtos, estabelecida pelo 
Código do Consumidor, reconheceu a relação jurídica qualificada pela presença de uma 
parte vulnerável, devendo ser observados os princípios da boa-fé, lealdade contratual, 
dignidade da pessoa humana e equidade. A respeito da temática, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
 
A responsabilidade civil do fabricante é subjetiva e subsidiária quando o 
comerciante é identificado e encontrado para responder pelo vício ou fato do 
produto, cabendo ao segundo a responsabilidade civil objetiva. 
 
 
A inversão do ônus da prova nas relações de consumo é questão de ordem 
pública e de imputação imediata, cabendo ao fabricante a carga probatória 
frente ao consumidor, em razão da responsabilidade civil objetiva. 
 
A responsabilidade civil objetiva do fabricante somente poderá ser imputada se 
houver demonstração dos elementos mínimos que comprovem o nexo de 
causalidade que justifique a ação proposta, ônus esse do consumidor. 
 
 
A responsabilidade civil subjetiva dos fabricantes impõe ao consumidor a 
comprovação da existência de nexo de causalidade que o vincule ao fornecedor, 
mediante comprovação da culpa, invertendo-se o ônus da prova no que tange 
ao resultado danoso suportado. 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
 
Explicação: 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabeleceu a responsabilidade objetiva dos 
fornecedores (especificando cada qual em seus artigos 12, 13 e 14) pelos danos advindos 
dos defeitos de seus produtos e serviços. E ofereceu poucas alternativas de desoneração 
(na verdade, de rompimento do nexo de causalidade) tais como a culpa exclusiva do 
consumidor ou de terceiro. 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Com base no CDC, assinale a opção correta acerca da responsabilidade na prestação de 
serviços. 
 
 
 
NRA 
 
O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar culpa 
exclusiva do consumidor ou de terceiro, ou quando provar que, tendo prestado 
o serviço, o defeito inexiste. 
 
 
O serviço é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. 
 
 
A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais deve ser apurada 
independentemente da verificação de culpa. 
 
 
O fornecedor de serviço responderá pela reparação dos danos causados aos 
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços ou decorrentes de 
informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos somente se 
comprovada a sua culpa. 
 
 
 
Explicação: 
Resposta correta. Causas de excludentes de responsabilidade do fornecedor de 
serviços, conforme parágrafo terceiro, do artigo 14 do CDC. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Com base nas disposições legais literais, expressas no Código de Defesa do 
Consumidor. É correto afirmar: 
 
 
 
A garantia contratual é independente da legal e será conferida pelo fornecedor 
ao consumidor, mediante termo escrito ou verbal. 
 
 
Para os fins de práticas comerciais, serão equiparados aos consumidores todas 
as pessoas, determináveis ou não, expostas ou não às mesmas. 
 
 
O Município pode ser considerado fornecedor quando prestar serviços de saúde, 
gratuitamente, à população. 
 
 
O vendedor ambulante não pode ser considerado consumidor quando adquire 
ou utiliza produto como destinatário final. 
 
Para os efeitos da caracterização da responsabilidade pelo fato do produto e do 
serviço, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. 
 
 
 
Explicação: 
Item B - Para os efeitos da caracterização da responsabilidade pelo fato do produto e 
do serviço, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. 
Explicação : Pessoas atingidas por falhas no produto ou na prestação de serviço, 
independentemente de serem consumidoras diretas, são amparadas pelas normas de 
defesa do consumidor. A doutrina convencionou chamar de consumidor por equiparação 
ou bystander, aquele que, embora não esteja na direta relação de consumo, por ser 
atingido pelo evento danoso, equipara-se à figura de consumidor pelas normas dos 
arts. 2º, parágrafo único, 17 e 29 do CDC. 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
A respeito da Desconsideração da Personalidade Jurídica, aponte a opção correta: 
 
 
Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, 
de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos 
consumidores. 
 
 
O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade somente nos 
casos em que exista infração da lei. 
 
 
As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, 
são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. 
 
 
As sociedades consorciadas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações 
decorrentes deste código. 
 
 
A desconsideração somente será efetivada quando houver falência, estado de 
insolvência, encerramento ou inatividade da pessoajurídica provocados por má 
administração. 
 
 
 
Explicação: 
Item B.Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, 
de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 
Explicação: A desconsideração da personalidade jurídica é uma decisão judicial a 
partir da qual os direitos e, mais comumente, deveres de uma pessoa jurídica, passam 
a se confundir com os direitos ou responsabilidades de seus proprietários. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Mauro adquiriu um veículo zero quilômetro da fabricante brasileira Surreal, na 
concessionária Possante Ltda., revendedora de automóveis que comercializa 
habitualmente diversas marcas nacionais e estrangeiras. Na época em que Mauro 
efetuou a compra, o modelo adquirido ainda não era produzido com o opcional de freio 
ABS, o que só veio a ocorrer seis meses após a aquisição feita por Mauro. Tal sistema 
de frenagem (travagem) evita que a roda do veículo bloqueie quando o pedal do freio é 
pisado fortemente, impedindo com isso o descontrole e a derrapagem do veículo. 
Mauro, inconformado, aciona a concessionária postulando a substituição do seu veículo, 
pelo novo modelo com freio ABS. Diante do caso narrado e das regras atinentes ao 
Direito do Consumidor, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Havendo necessidade de reposição de peças ou componentes no veículo de 
Mauro, a fabricante Surreal deverá, ainda que cessada a fabricação no país, 
efetuar o reparo com peças originais por um período razoável de tempo, fixado 
por lei. A reposição com peças usadas só é admitida pelo Código do Consumidor 
quando houver autorização do consumidor. 
 
 
Somente quando cessada a produção no país do veículo adquirido por Mauro, a 
fabricante Surreal ficará exonerada do dever legal de assegurar o oferecimento 
de componentes e peças de reposição para o automóvel. 
 
 
Se o veículo adquirido por Mauro apresentar futuro defeito no freio dentro do 
prazo de garantia, a concessionária Possante Ltda. é obrigada a assegurar a 
oferta de peças de reposição originais enquanto não cessar a fabricação do 
veículo. 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
Mauro tem direito à substituição, pois o fato de o novo modelo ter sido 
oferecido com o opcional do freio ABS, de melhor qualidade, configura defeito 
do modelo anterior por ele adquirido. 
 
 
 
Explicação: 
Letra D: Havendo necessidade de reposição de peças ou componentes no veículo de 
Mauro, a fabricante Surreal deverá, ainda que cessada a fabricação no país, efetuar o 
reparo com peças originais por um período razoável de tempo, fixado por lei. A 
reposição com peças usadas só é admitida pelo Código do Consumidor quando houver 
autorização do consumidor. 
Explicação: PRAZO PARA FORNECIMENTO DE PEÇAS DE REPOSIÇÃO 
De acordo com o disposto no art. 32, parágrafo único, do Código de Defesa do 
Consumidor, ¿os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de 
componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do 
produto (¿) cessadas a produção ou a importação, a oferta deverá ser mantida por 
período razoável de tempo, na forma da lei.¿ 
Conforme se infere do dispositivo transcrito, o fabricante ou importador deve oferecer 
peças de reposição por período razoável de tempo, na forma da lei, restando dúvida, 
portanto, de qual seria esse ¿período razoável de tempo¿. 
Não foi localizada, na legislação consumerista, lei que defina, expressamente, qual seria 
o prazo razoável que está sendo tratado. Isso não obstante, a resposta à dúvida 
colocada pode ser construída a partir da norma prevista no Decreto nº 2.181/1997, art. 
13, inc. XXI, verbis: 
¿Art. 13. Serão consideradas, ainda, práticas infrativas, na forma dos dispositivos da 
Lei nº 8.078, de 1990: 
(¿) 
XXI ¿ deixar de assegurar a oferta de componentes e peças de reposição, enquanto não 
cessar a fabricação ou importação do produto, e, caso cessadas, de manter a oferta de 
componentes e peças de reposição por período razoável de tempo, nunca inferior à vida 
útil do produto ou serviço;¿ 
Embora a norma transcrita também não defina, expressamente, qual é o prazo razoável 
de tempo que o importador ou fabricante deva manter oferta de peças de reposição, 
vê-se, contudo, que há, ao menos, um limite mínimo desse tempo, qual seja, não 
menos que o tempo de vida útil do produto. 
Não se pode negar, que, dada a vaguidade da expressão ¿tempo de vida útil¿, aquela 
primeira dúvida ainda pode persistir, sob a forma de uma outra indagação: qual é o 
tempo de vida útil deste ou daquele produto? A legislação consumerista, segundo 
análise que efetuamos, nada dispõe a respeito. 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da 
compra? 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria 
loja, e não pela internet. 
 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da 
compra em até 30 dias depois que recebe o produto. 
 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar 
com o produto, a menos que ele apresente vício. Só nessa hipótese o 
consumidor pode desistir. 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor 
pode desistir do contrato no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus 
motivos para a desistência. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
A empresa Cristal Ltda., atendendo à solicitação da cliente Ruth, realizou orçamento 
para prestação de serviço, discriminando material, equipamentos, mão de obra, 
condições de pagamento e datas para início e término do serviço de instalação de oito 
janelas e quatro portas em alumínio na residência da consumidora. Com base no 
narrado acima, é correto afirmar que 
 
 
 
Ruth não responderá por eventuais acréscimos não previstos no orçamento 
prévio, exceto se decorrente da contratação de serviço de terceiro. 
 
o valor orçado terá validade de dez dias, contados do recebimento pela 
consumidora; aprovado, obriga os contraentes, que poderão alterá-lo mediante 
livre negociação. 
 
 
uma vez aprovado, o orçamento obriga os contraentes e não poderá alterado ou 
negociado pelas partes, que, buscando mudar os termos, deverão fazer novo 
orçamento. 
 
 
o orçamento terá validade de trinta dias, independentemente da data do 
recebimento e aprovação pela consumidora Ruth. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
São consideradas cláusulas abusivas as que: (assinale a afirmativa incorreta) 
 
 
condicionam o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro 
produto ou serviço; 
 
 
estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; 
 
 
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o 
consumidor em desvantagem exagerada; 
 
 
estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. 
 
 
transfiram responsabilidade a terceiros; 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Antônio recebeu em sua residência inúmeras cartas de cobrança, emitidas pela 
concessionária de serviço público de fornecimento de energia elétrica, referente a 
parcelas que já haviam sido pagas. Ocorre que, apesar da adimplência de Antônio, o 
serviço de fornecimento de energia elétrica foi interrompido pela concessionária, o que 
o levou a pagar o débito indevido e ajuizar ação ordinária de repetição de indébito, 
com pedido de restituição em dobro do valor pago. Antônio pleiteou ainda, nessa 
mesma ação, declaração de abusividade de aumento tarifário. Com base nessa 
situação hipotética, assinale a opção correta. 
 
 
 
Para a devolução em dobro do débito pago indevidamente, Antônio deverá 
comprovar a existência de má-féda concessionária. 
 
 
O pedido de declaração de abusividade do aumento tarifário possui natureza de 
direito ou interesse difuso. 
 
A cobrança não caracteriza vício de serviço, devendo ser afastado o prazo 
decadencial previsto no CDC para o ajuizamento da ação judicial. 
 
 
A comprovação de que a interrupção do fornecimento de energia se deu em 
virtude de culpa exclusiva de terceiro não exclui a responsabilidade da 
concessionária. 
 
 
Mesmo que fosse comprovado o inadimplemento de Antônio, a concessionária 
não poderia interromper o fornecimento de energia elétrica, em face da 
essencialidade do serviço prestado. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: 
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; 
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. 
§ 1º Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto 
ou do término da execução dos serviços. 
§ 2º Obstam a decadência: 
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida 
de forma inequívoca; 
II - (Vetado). 
III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento. 
§ 3º Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que 
ficar evidenciado o defeito. 
A decadência, por sua vez, refere-se à extinção do direito pela inércia de seu titular, 
quando sua eficácia é, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de 
um prazo prefixado, tendo este se esgotado sem que referido exercício se tenha 
verificado. 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
VII Exame de Ordem Unificado Martins celebrou negócio jurídico com a empresa Zoop 
Z para o fornecimento de dez volumes de determinada mercadoria para 
entretenimento infantil. No contrato restava estabelecido que Martins vistoriara toda 
mercadoria antes da aquisição e que o consumidor retiraria os produtos no depósito da 
empresa. Considerando tal situação fictícia, assinale a alternativa correta à luz do 
disposto na Lei nº. 8.078/90, de acordo com cada hipótese abaixo apresentada: 
 
 
A Zoop Z tem liberdade para estabelecer compulsoriamente a utilização de 
arbitragem, bem como exigir o ressarcimento dos custos de cobrança da 
obrigação de Martins, sem que o mesmo seja conferido contra o fornecedor. 
 
 
O contrato poderia prever a impossibilidade de reembolso da quantia por 
Martins, bem como ter transferido previamente a responsabilidade por eventual 
vício do produto, com exclusividade, ao fabricante. 
 
É nula de pleno direito a cláusula contratual que exonere a contratada de 
qualquer obrigação de indenizar por vício do produto em razão de ter sido a 
mercadoria vistoriada previamente pelo consumidor. 
 
 
A garantia legal do produto independe de termo expresso no contrato, bem 
como é lícito ao fornecedor estipular que se exime de responsabilidade na 
hipótese de vício de qualidade por inadequação do produto, desde que fundada 
em ignorância sobre o vício. 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
(Analista/Advogado - 2015 - DPE/MT - FGV) A respeito da responsabilidade pelo fato 
do produto e do serviço, assinale a afirmativa incorreta: 
 
 
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos 
produtos e serviços não o exime de responsabilidade. 
 
 
Se o O CDC autoriza que a reexecução de serviços prestados pelo fornecedor 
seja por ele confiada a terceiros. 
 
 
No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer 
produto, considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar 
componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as 
especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização 
em contrário do consumidor. 
 
Se o vício do produto não for sanado no prazo máximo de 30 dias, e na 
impossibilidade de se atender pedido do consumidor de substituição por outro 
da mesma espécie, o Código de Defesa do Consumidor autoriza a substituição 
por outro de espécie superior, mas veda a complementação de eventual 
diferença de preço. 
 
 
No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o 
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu 
produtor. 
 
 
 
Explicação: 
Item : A. 
Explicação: Aula nº 09 tela nº 06 
 
Lei 8.078 de 1990: 
 
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: 
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; 
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.. 
A decadência está prevista no art. 26 da Lei 8.078 de 1990. 
Seus prazos são de 30 e 90 dias, respectivamente para produtos/serviços duráveis e não 
duráveis. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
No que se refere ao Código de Defesa do Consumidor, analise: I. Pretensão à 
reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço previsto nesse 
Código, quanto à qualidade do produto e do serviço. II. Direito de reclamar pelos vícios 
aparentes ou de fácil constatação, tratando-se de fornecimento de serviço e de 
produtos duráveis. Nesses casos e excluindo-se eventuais causas obstativas, 
interruptivas ou suspensivas, ocorrem, respectivamente, a 
 
 
 
decadência em 90 (noventa) dias e prescrição da pretensão em 3 (três) anos. 
 
prescrição da pretensão em 5 (cinco anos) e decadência em 90 (noventa) dias. 
 
 
prescrição da ação em 3 (três) anos e decadência em 120 (cento e vinte) dias. 
 
 
decadência em 60 (sessenta) dias e prescrição da ação em 5 (cinco) anos. 
 
 
prescrição da ação em 8 (oito) anos e decadência em 45 (quarenta e cinco) 
dias. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(Analista/Advogado - 2015 - DPE/MT - FGV) Com relação aos prazos de prescrição e 
decadência previstos no Código de Defesa do Consumidor, analise as afirmativas a 
seguir. I. O direito de reclamar pelos vícios ocultos no produto caduca em 90 dias, 
quando se tratar do fornecimento de serviços e de produtos duráveis. II. O consumidor 
tem 30 dias para reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação tratando-se 
de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. III. É de três anos o prazo 
prescricional para reparação de danos causados por fato do produto ou do serviço, 
iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. 
Assinale: 
 
 
 
Se somente a afirmativa III estiver correta. 
 
 
Se somente a afirmativa II estiver correta. 
 
Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
 
 
Se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
 
Se somente a afirmativa I estiver correta. 
 
 
 
Explicação: 
Item: D - Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
Assertiva: I - O direito de reclamar pelos vícios ocultos no produto caduca em 90 dias, 
quando se tratar do fornecimento de serviços e de produtos duráveis. 
II - O consumidor tem 30 dias para reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil 
constatação tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 
O Código de Defesa do Consumidor, assegura que no caso de defeito (vício) do produto 
ou serviço, seja ele, oculto ou aparente, o prazo para reclamar é de 30dias (bens não 
duráveis) ou 90 dias (bens duráveis). 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
O CDC determina que não sendo o vício sanado no prazo máximo e trinta dias, pode 
ser consumidor exigir alternativamente, a substituição por outro da mesma espécie, a 
restituição imediata de quantia paga e o abatimento doproporcional do preço. Tal 
assertiva não se aplica quando 
 
c) Ocorrer hipóteses de vício de disparidade com a oferta ou publicidade e ainda 
se o vício for de quantidade; 
 
 
a) A aquisição de produto for mediante contrato que contenham cláusulas 
abusivas; 
 
 
e) Somente referir-se a produtos não duráveis. 
 
 
b) Se tratar de produtos duráveis e não duráveis; 
 
 
d) Se tratar, exclusivamente, de produtos essenciais. 
 
 
 
Explicação: 
Item C - ) Ocorrer hipóteses de vício de disparidade com a oferta ou publicidade e 
ainda se o vício for de quantidade; 
Explicação: 
Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem 
solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou 
inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por 
aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da 
embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes 
de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 
§ 1º Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor 
exigir, alternativamente e à sua escolha: 
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de 
uso; 
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo 
de eventuais perdas e danos; 
III - o abatimento proporcional do preço. 
§ 2º Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no 
parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. 
Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, 
por meio de manifestação expressa do consumidor. 
§ 3º O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste artigo 
sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder 
comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se 
tratar de produto essencial. 
§ 4º Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º deste artigo, e não 
sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, 
marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual 
diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1º deste artigo. 
§ 5º No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o 
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu produtor. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Ao consumidor adquirente de produto de consumo durável ou não durável que 
apresente vício de qualidade ou quantidade que o torne impróprio ou inadequado ao 
consumo a que se destina, não sendo o vício sanado no prazo de 30 dias, assegura-se 
 
 
 
a imediata restituição do valor pago, atualizado monetariamente, não cabendo 
indenização. 
 
 
a substituição imediata do produto por outro de qualquer espécie, em perfeitas 
condições de uso. 
 
 
o abatimento de até 50% do valor pago, em razão do vício apresentado e do 
inconveniente causado pela aquisição de produto defeituoso. 
 
convencionar com o fornecedor um prazo maior que 30 dias para que o vício 
seja sanado. 
 
1. 
 
 
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor 
verifica que a tecla de volume do controle remoto não está funcionando bem. Em 
contato com a loja onde adquiriu o produto, é encaminhado à autorizada. O que esse 
consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante? 
 
 
O dinheiro de volta. 
 
 
A imediata substituição do produto por outro novo. 
 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Quanto ao Código de Defesa do Consumidor, aponte a alternativa incorreta: 
 
 
 
O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 (sete) dias a contar de 
sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a 
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do 
estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Se o 
consumidor exercitar o direito de arrependimento, os valores eventualmente 
pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de 
imediato, monetariamente atualizados. 
 
 
O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente 
se espera, mas não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor 
qualidade ter sido colocado no mercado. 
 
 
Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor 
exigir, alternativamente e à sua escolha: a substituição do produto por outro da 
mesma espécie, em perfeitas condições de uso; a restituição imediata da 
quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e 
danos; o abatimento proporcional do preço. 
 
A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo 
expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor. 
 
 
O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, 
pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à 
prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou 
inadequadas sobre sua fruição e riscos; no caso dos profissionais liberais, no 
entanto, a responsabilidade pessoal será apurada mediante a verificação de 
culpa. 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Com base no Código do Consumidor (Lei Federal nº 8.078/90), assinale a alternativa 
INCORRETA: 
 
 
Caso seja relevante o fundamento da demanda e haja justificado receio de 
ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou 
após justificação prévia, citado o réu. O juiz poderá, nessa hipótese, ou na 
sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se 
for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o 
cumprimento do preceito. 
 
 
Para a defesa coletiva são legitimados concorrentemente o Ministério Público, a 
União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; as entidades e órgãos da 
Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, 
especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por 
este código; as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e 
que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos 
protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear. 
 
 
A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser 
exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. A defesa coletiva será 
exercida, entre outras hipóteses quando se tratar de interesses ou direitos 
difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de 
natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas 
por circunstâncias de fato 
 
Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não 
fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará 
providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do 
adimplemento. A conversão da obrigação em perdas e danos somente será 
admissível se por elas optar o autor ou o juiz, bem como se for impossível a 
tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. 
 
 
 
 
 
4. 
 
( ANS 2007 - FCC - ANALISTA EM REGULAÇÃO - ESPECIALIDADE DIREITo) A "Cia 
Fonefácil", concessionária de serviço público, pela prática reincidente das infrações de 
maior gravidade previstas na Lei no 8.078/90, tendo violado obrigação legalou 
 
contratual, estará sujeita, desde que não haja pendência de ação judicial na qual se 
discuta a imposição de penalidade administrativa e que inexistam circunstâncias de 
fato que desaconselham a aplicação, à sanção de: 
 
 
 
interdição temporária da atividade. 
 
 
imposição de contrapropaganda. 
 
 
suspensão do fornecimento do serviço. 
 
 
intervenção administrativa. 
 
cassação da concessão. 
 
 
 
Explicação: 
cassação da concessão. 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Acerca de publicidade empresarial, assinale a opção correta à luz do Código de Defesa 
do Consumidor. 
 
 
 
Considere que, em anúncio televisivo, protagonizado por médico de renome por 
fazer reportagens televisivas e por ser escritor, se afirme que determinado 
sabonete elimina 90% das bactérias presentes na pele das crianças e que se 
apure que, na verdade, o referido sabonete elimina apenas 10% das bactérias. 
Nessa situação, o anúncio é publicidade abusiva. 
 
 
Considere que, em jornal de circulação nacional, seja publicada, com aparência 
de matéria jornalística desse jornal e sem indicação de se tratar de publicidade, 
publicidade relativa a determinado automóvel em que esse automóvel é 
avaliado como excelente. Nesse caso, a referida publicidade é considerada 
enganosa. 
 
Compete exclusivamente ao Poder Executivo impor a realização de 
contrapropaganda ao anunciante que tenha feito anúncio publicitário abusivo ou 
enganoso. 
 
 
Considere que determinada agência de turismo promova a distribuição de 
panfletos anunciando a venda de pacotes de turismo, a preços baixos, para 
praias do México, nos meses de janeiro a março, mas omita que esse período 
corresponde à temporada de furacões na região. Nesse caso, a publicidade é 
considerada simulada por omissão. 
 
 
É do MP o ônus da prova em ação civil pública por ele proposta para 
responsabilizar anunciante por publicidade abusiva ou enganosa, sendo 
aplicável a inversão se presentes os pressupostos que a justifiquem. 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Nas ações coletivas, o efeito da coisa julgada material será: 
 
 
Tratando-se de direitos difusos, no caso de improcedência por insuficiência de 
provas, não faz coisa julgada material, podendo, qualquer prejudicado, intentar 
nova ação com os mesmo fundamentos, valendo-se de novas provas. 
 
 
Tratando-se de direitos individuais homogêneos, julgados improcedentes, o 
consumidor, que não tiver conhecimento da ação, não poderá intentar ação 
individual. 
 
 
Tratando-se de direitos individuais homogêneos, efeito erga omnes, se 
procedente, mas só aproveita aquele que se habilitou até o trânsito em julgado. 
 
 
Tratando-se de direitos coletivos, no caso de improcedência do pedido de 
nulidade de cláusula contratual, o efeito é ultra partes e impede a propositura 
de ação individual 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
 
Explicação: 
A assertiva C está correta, de acordo com o art. 103, I, do CDC. 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Segundo o Código de Defesa do Consumidor: 
 
 
 
Os órgãos públicos por si, por suas concessionárias ou permissionárias são 
obrigados a fornecer produtos modernos e serviços adequados de forma 
contínua, ainda que não sejam essenciais 
 
 
O fornecedor de produtos ou serviços é subsidiariamente responsável pelos atos 
de seus prepostos ou representantes autônomos. 
 
 
A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais, nas relações de consumo, 
será apurada independentemente de culpa ou dolo. 
 
 
Provada pelo fornecedor de produtos ou serviços sua ignorância sobre os vícios 
de qualidade por sua inadequação ao fim a que se destinam, estará ele isento 
de responsabilidade por eventual prejuízo causado ao consumidor. 
 
Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento 
em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram- 
se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das 
prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, 
pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Os serviços públicos sujeitos às regras do CDC são aqueles remunerados por: 
 
 
 
tributos 
 
tarifa ou preço público 
 
 
impostos 
 
 
taxa

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