governos militares
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1 O golpe militar de 1964
A crise política se arrastou desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso, de crise política e tensões sociais. Para evitar uma guerra civil, Jango deixou o país refugiando-se no Uruguai. Neste momento, os militares tomam o poder e ocorre o Golpe o Militar.
Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1).
2.2 Governo Castello Branco (1964-1967) 
Com a tomada do poder pelos militares, Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964 assumindo uma posição autoritária. 
Estabeleceram-se eleições indiretas, em que o presidente e o vice eram escolhidos pelo Congresso, além de ocorrer a dissolução dos partidos políticos. O governo militar impõe, em janeiro de 1967, o regime militar e suas formas de atuação.
2.3 Governo Costa e Silva (1967-1969)
Em 1967, general Arthur da Costa e Silva assumiu a presidência, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais.
 No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decretou o Ato Institucional Número 5 (AI-5), sendo considerado o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
2.4 Governo da Junta Militar (31/8/1969-30/10/1969)
O presidente Costa e Silva adoeceu e foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). E no final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
2.5 Governo Medici (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo foi considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " Anos de Chumbo ". A repressão à luta armada cresceu e uma severa política de censura foi colocada em execução.
Como exemplos das fortes repressões do Regime militar, podemos citar alguns acontecimentos que marcaram a época:
Imprensa: Os veículos de comunicação eram obrigados a enviar os seus materiais previamente e estavam sujeitos a vistoria da Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal.
Exilados: Alguns artistas foram exilados durante o período de ditadura, como Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque.
Censura didática: Os professores de colégios e universidades eram vigiados pelos oficiais dos órgãos de repressão e os livros adotados em sala de aula também eram vítimas da repressão militar.
Formas de tortura: Entre os métodos de tortura utilizados pelos oficiais estavam os choques, afogamentos, espancamentos e a \u201cgeladeira\u201d, um local onde os presos eram mantidos sem comida ou água enquanto a temperatura subia e descia.
2.6 Governo Geisel (1974-1979)
Em 1974 assumiu a presidência o general Ernesto Geisel, período em que começa um lento processo de transição rumo à democracia.
Geisel anunciou a abertura política lenta, segura e a oposição política começa a ganhar espaço. Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.
2.7 Governo Figueiredo (1979-1985) 
Iniciou-se o processo de redemocratização e o general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. O período também foi marcado pelo retorno do pluripartidarismo e o inicio da \u201cCampanha Diretas Já\u201d em que a eleição é direta, pois os ocupantes dos cargos legislativos e executivos são escolhidos pelo voto dos eleitores - e não por um colégio ou assembléia como ocorreu durante o período da Ditadura.
No Brasil, as eleições diretas para Presidente da República estiveram em vigor entre 1945 e 1964, ano em que ocorreu o golpe militar. Em 1989, foi reinstituída a escolha direta.
Entretanto, os militares de linha dura continuaram com a repressão clandestina, como exemplo, Cartas-bomba foram colocadas em órgãos da imprensa e da OAB - Ordem dos advogados do Brasil - como tentativa de intimidação e opressão dos direitos e liberdades.
3.Fim do Regime Militar
  No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. Era o fim do regime militar.        
Tancredo Neves adoeceu e acabou falecendo, assumindo o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova Constituição para o Brasil, apagando os rastros da ditadura militar e estabelecendo princípios democráticos no país.