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Classificação das rochas ígneas 
Uso de parâmetros petrográficos
A nomenclatura das rochas ígneas
• Está fundamentada em três modalidades de 
observação:
• Observações petrográficas qualitativas (ex: presença 
ou ausência de quartzo)
• Dados petrográficos quantitativos (ex: a % de 
quartzo na rocha)
• Composição química da rocha (ex: % peso de SiO2 da 
rocha: rochas ácidas, básicas, intermediárias e 
ultrabásicas)
Logo, classificação = análise textural
• A classificação de rochas ígneas é baseada
principalmente em:
1. critérios texturais, principalmente a
granulometria (observações qualitativas) –
aula introdutória do Marcos
2. composição mineralógica quantitativa
• subordinadamente na textura específica,
composição química, gênese, modo de
ocorrência etc.
Critérios Quantitativos
• minerais máficos
vs. minerais 
félsicos: 
• índice de cor 
(M’): 
corresponde à 
soma dos 
minerais máficos
e minerais 
acessórios (M’), 
não incluindo 
muscovita, 
apatita e 
carbonatos 
primários (Le 
Maitre, 2002)
Exemplos:
Leucocrática/Félsica (10%<M < 35%) 
Mesocrática/Máfica (35% < M < 65%)
Holomelanocrática/Ultramáfica (M > 90%)
• A maioria das rochas encontradas no campo se encaixa na
categoria leucocrática e uma parte na categoria mesocrática,
havendo apenas poucos exemplos de rochas da categoria
melanocrática e ultramáfica
• Muitos autores utilizam os termos leucocrático, mesocrático e
melanocrático no sentido qualitativo e comparativo, e não
quantitativo (%), como por exemplo: “a amostra A é mais
leucocrática do que B”.
Gabro Sienito Tonalito Sienogranito
A classificação da IUGS
• Criada para unificar e simplificar a nomenclatura das rochas ígneas
– até ~1925 havia na literatura mais de 1500 nomes de rochas ígneas 
e vários sistemas de classificação)
• Composição mineralógica quantitativa e a granulometria
semiquantitativa como critérios de classificação.
– Rochas que pertencem a uma categoria, de mesmo nome, podem
ter mais de uma gênese.
• Com este conceito básico, a IUGS apresentou uma nomenclatura de
classificação descritiva de rochas ígneas (Streckeisen, 1976), conhecida
popularmente como diagrama de Streckeisen (ou QAPF)
• Os nomes a serem adotados foram definidos de acordo com os
encontrados na literatura.
• É particularmente utilizada para rochas com M’< 90
– Rochas ultramáficas têm sistemas de classificação próprios
Os diagramas QAPF:
Rochas plutônicas 
Ou M’
Os diagramas QAPF:
Rochas vulcânicas
Diagrama Q-A-P simplificado: 
rochas plutônicas (uso em campo)
Diagrama Q-A-P 
simplificado:
Rochas vulcânicas
Diagrama QAP: rochas 
nos campos nos 10 e 10*
M<10% = anortosito
M>10% e Plag >An50 = gabro
M>10% e Plag <An50 - diorito
M < 90%
Classificação das rochas ultramáficas (M>90%)
Classificação simplificada das rochas ultramáficas
(M>90%) (uso em campo)
15,4 25,8 18,8 28,8 35,9 37,6 26,4 22,2 24,3 26,9
25,6 23,0 29,7 35,5 21,5 25,4 28,9 30,9 31,3 26,1
50,0 47,6 42,9 24,0 36,5 28,6 33,4 23,0 17,5 23,9
7,8 2,6 6,8 10,1 5,6 7,9 10,5 20,1 18,0 12,8
Tr Tr 0,2 1,2 3,4 9,8
0,1 Tr 0,7 0,7 0,5 Tr Tr 1,5 2,2 0,2
0,8 0,4 0,1 0,1 Tr 0,1 0,3 0,6 1,4 TR
0,2 0,3 0,2 0,1 Tr 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2
0,1 0,1 0,4 0,5 Tr 0,3 0,1 0,3 0,5 Tr
Tr 0,2 0,4 0,2 Tr Tr Tr 0,1 0,2 0,1
17 27 20 33 38 41 30 29 33 35
55 49 47 27 39 31 37 30 24 31
28 24 33 40 23 28 33 41 43 34
9,0 3,6 8,6 11,7 6,1 8,4 11,2 23,9 25,8 23,1
Tabela 4.3 - Análises modais das rochas do Granitóide Tourão (em média 1600 pontos por amostra)
Obs: Qz (quartzo); Pl (plagioclásio); Kf (feldspato potássico); Bt (biotita); Anf (anfibólio) Tit (titanita); 
Ep (epídoto); All (allanita); Op (opacos); Ac (acessórios: apatita, zircão, clorita, mica branca etc.
% dos minerais na rocha: Análise Modal
Modal qualitativa x quantitativa
• Qualitativa: moda por 
visada:
• Dividir lâmina em 10 partes 
sequenciadas, sem superposição
• Em cada parte: examinar 4 
quadrantes
• Média de 40 medições = moda
Precisão ~5%
Modal qualitativa x quantitativa
• Quantitativa: contagem 
de pontos
• Divisão da lâmina em n 
partes conforme 
granulação 
• Em geral conta-se de 
1000 a 2000 pontos
Q
PAA+P
M
Q
Fácies Tourão (anf-bt-Mzg)
Fácies Tourão (bt. Mzg)
10 20 10
10
20
30
40
60
35 65 90
50
As normas e os cálculos normativos
• A norma de uma rocha indica sua mineralogia teórica 
calculada a partir da análise química utilizando-se minerais 
hipotéticos (normativos) com composições padrões 
(apenas anidros)
• A mais utilizada é a norma CIPW (Cross, Iddings, Pirsson, 
Washington), idealizada para basaltos: minerais normativos 
em % peso 
• Problema: não são diretamente comparáveis com as modas 
(% em volume), particularmente para minerais densos (mt, 
ilm)
– Saída: as normas podem ser convertidas para % volume 
dividindo a % peso de cada mineral normativo por sua 
densidade e recalculando para % 
• Normas em % moleculares (Niggli, Barth): coincidem 
melhor com a moda
• “com excesso de SiO2”, ou 
seja, supersaturada em sílica: 
contém quartzo normativo
• “em equilíbrio”, isto é, 
saturada em sílica: contém 
enstatita (hiperstênio) 
normativa
• “com déficit de SiO2”, ou 
insaturada em sílica: contém 
nefelina normativa
• O cálculo de uma norma pode ser comparado a um 
exercício de contabilidade:
• Possibilita avaliar o “orçamento” em termos do teor 
de SiO2 associado a cada mineral presente na rocha e, 
com isso, determinar se a composição da rocha está:
Minerais 
normativos
O cálculo da norma de uma rocha ígnea
• Análise química em base livre de voláteis 
• Transformação da análise em número de mols de cada óxido 
por 100 g de rocha (i.e. obter as proporções moleculares)
– Lógica: divisão de uma sacola de frutas: é mais útil conhecer o número 
de frutas do que o peso delas 
Pesos moleculares
Os minerais normativos
• Próxima etapa é a 
combinação de óxidos 
relevantes em proporções 
prescritas para recalcular o 
número de mols de cada 
mineral normativo que pode 
ser formado a partir da 
análise química da rocha
• Ex: albita NaAlSi3O8 = 
Na2O.Al2O3.6SiO2
– Na2O, Al2O3 e SiO2 precisam 
ser combinados nas 
proporções molares 1:1:6 
para formar o mineral
• Os “minerais” na norma são calculados em uma ordem 
predefinida (de baixo para cima na figura abaixo), sendo a 
quantidade definida pela disponibilidade do constituinte 
menos abundante
• Os óxidos mais abundantes como Al2O3 e principalmente SiO2
precisam ser divididos entre os diversos minerais normativos
• O SiO2 é o último a ser alocado, e a norma precisa 
de ajustes se seu teor for muito pequeno (rochas 
insaturadas em sílica)
1º ajuste 2º ajuste
• Este procedimento reflete com 
fidelidade o que acontece na 
natureza, e a menção do quartzo, da 
enstatita (hiperstênio) e/ou nefelina
normativa serve como medida 
quantitativa útil da condição da 
rocha em termos de saturação em 
sílica
• É importante observar que a olivina e 
nefelina somente entram na norma 
quando ocorre um déficit de sílica. 
Portanto, quartzo e olivina , bem 
como enstatita e nefelina (e 
obviamente quartzo e nefelina) 
nunca poderão aparecer juntos em 
uma norma (lembrar dos diagramas 
de fase)
• Obs: a presença de córindon
normativo ocorre quando o Al2O3 
disponível excede o necessário 
para formar feldspatos. Indica 
rochas com alto teor de Al2O3
(peraluminosas)
Exercício – calcular as normas a partir 
da análise química de uma rocha
• SiO2 – 56,9% (em peso)
• TiO2 – 0,75
• Al2O3 – 19,7
• Fe2O3 – 2,8
• FeO+MnO – 2,2 
• MgO – 1,31
• CaO – 2,36
• Na2O – 7,95
• K2O – 5,45
• P2O5 – 0,18
• Soma - 99,6 
Apêndice B: Gill – Rochas e Processos Ígneosμ > 0,5 μ < 0,5

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