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DEBS EDITORA Contatos debseditora@gmail.com (15) 98146-1352 paulodebs @paulo.debs @debseditora Debs Editora A Debs Editora nasceu do desejo de contribuir com o desenvolvimento educacional das crianças. Para a realização de seu sonho, se inseriu na literatura com livros elaborados com textos edificantes e ilustrações lúdicas, na intenção de proporcionar ao pequeno leitor uma experiência engrandecedora para seu caráter. O seu propósito é produzir uma literatura capaz de cooperar com pais, educadores e instituições de ensino, no trabalho de potencializar a identificação e apropriação dos valores éticos universais no processo educativo dos indivíduos. LIVROS Felisbela, cara de... 4 5 Felisbela é uma garota frágil e sensível. Ela é carinhosa, tímida e muito criativa. Pena que nesses dias Felisbela caiu de cama, doente, sem ânimo e com uma cara daquelas. O médico diagnosticou Apelidite Aguda – um mal comum que ataca pessoas sem imunidade a apelidos, transmitida por pessoas nada sensíveis. O sintoma principal é que a cara da pessoa infectada fica parecida com o apelido que ela recebeu. No caso da Felisbela, várias caras se alternavam sempre que ela se lembrava de um apelido. Cada dia era uma cara diferente. Bastava a Felisbela lembrar-se de um apelido e... pluft! A cara da menina já se transformava. E quando alguém falava da escola, ela se arrepiava e não queria tocar no assunto. E foi exatamente lá onde, infelizmente, Felisbela contraiu a tal doença. E é nesse ponto que vou relembrar o fato para entenderem melhor como tudo aconteceu. 10 11 Enquanto ela caminhava para casa, seus pensamentos traziam à sua mente a cara do Fabinho, os apelidos, as risadas e o vexame que ela passava diante da turma. No fim de cada aula, Felisbela acabava arrasada, como se um rolo compressor tivesse passado por cima dela. O que ela menos queria era voltar para a escola no dia seguinte. 6 7 Na escola em que Felisbela estuda existe um garoto que não pensa nas consequências de seus atos. Fábio, o tal Fabinho, como é conhecido, é do tipo que se diverte com a desgraça dos outros. Já foi chamada sua atenção diversas vezes, mas o perturbador não muda seu comportamento. O Fabinho já havia aprontado poucas e boas. E até a diretora provou do seu amargo veneno. Com a professora... Com o zelador... 12 13 Até em casa ele não dava trégua. Felisbela queria ver os seus e-mails no computador e lá estava ele mandando mensagens cheias de apelidos que a deixavam mais pra baixo. O Fabinho foi capaz de inventar um apelido diferente para cada dia da semana. O pior de tudo isso é que a Felisbela começou a ficar com a cara dos apelidos. E quando é para infernizar a vida dos outros, este garoto é um verdadeiro poeta. Paulo Debs é escritor-poeta, ilustrador, cartunista e compositor. Várias vezes premiado em salões literários, conta com mais de 50 livros publicados por diversas editoras. Hoje, pela Debs Editora, ele possui os títulos: A grande viagem de Titus 4; Ei, psiu... Meu rabinho sumiu!; Príncipes, princesas e princípios, e Pequenas Crianças Grandes Cidades. Promove workshops, contação de histórias e palestras com temas voltados para a educação infantil no Brasil e exterior. Visite a fanpage do autor: www.facebook.com/paulodebs e Instagram@paulo.debs Felisbela está doente. Os sintomas são bem estranhos e tornam a vida da menina um pesadelo. Será que Felisbela encontrará a cura para esse terrível mal? CAPA FELISBELA.indd 2-3 25/09/19 10:23 Felisbela está doente. Os sintomas são bem estranhos e tornam a vida da menina um poço de tristeza. Será que Felisbela encontrará a cura pra esse terrível mal? A narrativa dessa história trata de um assunto muito atual e presente em nossas escolas - o Bullying. De forma criativa e lúdica esse assunto é abordado nas páginas desse livro. Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Ensino fundamental I Valor unitário: R$27,00 - Frete unitário: R$6,00 Nova edição pela Debs Editora Príncipes, Princesas e Princípios Princesa Alícia A guerreira “Basta um dragão por dia pra gente vencer com alegria!” Palavras da Alícia, a cadeirante mais motivada que eu já vi. E olha que ela tem muitos motivos para andar abatida e desanimada. Seu dia começa como o de qualquer criança. Acorda, escova os dentes, toma seu café e sai para a escola. Lógico, com o tempo de cada coisa no tempo da Alícia. Mas um detalhe nunca é esquecido — o seu sorriso lindo, sempre estampado no rosto. Ela gosta de enfrentar as coisas sozinha, e para ir à escola ela dispensa o ônibus escolar e encara o caminho com muita coragem. Quem a vê andando em sua cadeira de rodas até a escola, nem imagina as dificuldades que encontra pela frente. Estes são apenas alguns dragões que Alícia enfrenta cada dia: in- diferença, descaso, preconceito, exclusão, abandono, falta de acessibilidade, desprezo... É o dragão de sete cabeças, ameaçador. Alícia trava uma batalha diária, como uma cavaleira me- dieval, montada em seu cavalo de rodas, pronta para a guerra. Reinópolis tem todas as dificuldades que qualquer cidade tem. Suas calçadas esburaca- das, a falta de rampa de acesso, banheiros não adaptados para os deficientes físicos e outras mais. Alícia tenta driblar tudo isso, sempre com bom humor. Mas o lugar em que a Alícia mais gosta de estar, lógico, depois de seu amado castelo, é em companhia de seus amigos na escola. Ali, nossa guerreira sente-se protegida e amada. Seus amigos são como um exército que está junto dela em sua batalha diária. 8 A sala de aula é adaptada para as suas necessi- dades e a professora está sempre pronta a dar um apoio à dedicada menina. Apesar de suas dificul- dades, Alícia é uma excelente aluna! No intervalo das aulas, ela se diverte com suas amigas e até joga um charme para o Téo. O que ela nem imagina é que ele também a vê de forma espe- cial, uma gracinha! Mas o pior dragão que a nossa guerreira já enfrentou, ainda estava por vir. Ela não imaginava que um simples passeio ao parque com os amigos se tornaria um verdadeiro campo de batalhas. 9 No Parque Central de Reinópolis, Alícia e os amigos Cido e Mara queriam chegar até o ponto mais alto do parque para ver o pôr do sol, mas o acesso era so- mente por meio de escada, o que dificultou demais para ela. — Puxa, eles deveriam ter construído uma rampa de acesso aqui! — Observou a Mara. — Acho que falta mais preocupação com o bem estar dos deficientes físicos. — Falou o Cido, sensibilizado. — Falta mais acessibilidade nesta cidade! — Criticou a Mara. Nessa discussão, nem perceberam a presença do Secretário de Obras da cidade, que fiscalizava uma obra no parque e ouviu a conversa das crianças muito atento. O homem não perdeu tempo em defender sua posição: — Não fiquem assim tão aborrecidos, como Secretário de Obras de Reinópolis, logo providenciarei a solução para esse problema. Afinal, temos outras prioridades. Os amigos de Alícia, ao ouvirem a explicação do secretário, ficaram indignados. — Prioridade? A nossa amiga já vive tantas dificuldades no seu dia a dia. — Retrucou Cido. — O bem estar dos deficientes físicos, sejam eles quais forem, deveria ser a prioridade de qualquer cidade. — Protestou Mara. — Eu sei que vocês querem o melhor para a sua amiga, mas nós temos outras obras Hoje vivo aqui sozinho. Tudo fruto da minha impaciência e rabugice. Afastei todo mundo. — Acho que nos parecemos mesmo.... Será que ficarei igual ao senhor quando en- velhecer? — Bem provável. Mas você tem todo o tempo do mundo para mudar essa história. Gil ficou pensativo e falou: — Preciso ir, tá na hora da aula. Posso passar aqui amanhã? — Claro, a casa é sua... Melhor,o castelo é seu! Gil correu para a escola com a cabeça quente, não por estar furioso com alguma coisa, mas por lembrar-se das palavras do Seu Leopoldo e das consequências de suas atitudes. — E aí Gil, qual é a bronca de hoje? — Indagaram os colegas, ao vê-lo tão compene- trado na escola. — Nada, não. Tô com umas caraminholas na cabeça, só isso. Vem cá... vocês me acham um cara chato? — Podemos falar a verdade? Pra caramba! Se você olhasse sua cara no espelho saberia o porquê. Só vive amarrada! Não é à toa que poucos, como nós, ainda conseguimos ficar perto de você. — Preciso mudar para melhorar. — Falou o Gil, coçando o queixo, pensativo. No outro dia, como era sábado e não tinha aula, ele passou no castelo do Sr. Leopoldo. Entrou e ficou na varanda onde, ao lado do idoso, começou o bate papo. — Seu Leopoldo, ontem ajudei em casa sem reclamar. Ganhei até um elogio do meu pai e da minha mãe. Ah.... Até organizei, um pouco, a bagunça do meu quarto. Tô melhoran- do... Tô melhorando... 6 — É isso mesmo garoto. A mudança vem aos poucos e você vai sentindo que as coisas ao seu redor vão mudando também. — Mas Seu Leopoldo, onde está toda a sua família? — Não consegui ter uma. Em parte, pelo meu jeito de ser. — Respondeu o homem, de cabeça baixa. — Não liga não. Tô aqui pra ajudar, pode contar comigo! Já vou começar consertando o portão. Depois, dou uma varridinha no seu quintal. Enquanto o Gil dava uma mão ao Sr. Leopoldo, o homem olhava para o garoto e lamentava não ter mudado seu jeito de viver mais cedo. Mas estava muito feliz em ter conhecido um bom amigo. Gil, por um bom tempo, ajudou o Sr. Leopoldo. Até que um dia o homem se mudou dali para sua terra natal. Seu irmão, com quem não falava há anos, ligou para ele e o convidou para morarem juntos. No dia da mudança o Gil deu um forte abraço nele e Seu Leopoldo deu ao menino um relógio cuco para enfeitar o seu castelo. — Sempre que olhar para esse relógio, lembre-se de que o tempo passa e que precisa- mos mudar nossas atitudes o mais rápido possível. E foi assim que sucedeu. O menino melhorava à medida que se tornava mais paciente, mais tolerante, mais educado, mais atencioso e organizado. As amizades cresceram e, na escola, ele passou a ser o cara da cara boa. Até sua marquinha na testa não se via mais... 7 mais urgentes para serem feitas na cidade. Como, por exemplo, aqui no parque, uma pista para caminhadas. — Explicou o secretário. — Essa é a tal prioridade? — Exclamou Cido. A discussão seguia, até a Alícia interromper e dar a sua opinião: — Calma, gente! Vamos para outro lado por onde eu possa ter acesso com a cadeira de rodas. Afinal, ele deve saber o que tem de ser feito. — A amiga de vocês é bem sensata. — Falou o homem, aliviado. — Alguém precisa tomar providências! — Falou inconformada Mara. — As coisas não são tão simples assim, crianças! — Retrucou o homem. Com muita sabedoria, Alícia expôs sua observação: — Compreendo sua questão, Sr. Secretário. Sei que manter uma cidade em ordem e funcionando bem não deve ser fácil. Acredito que um dia as coisas vão melhorar. Eu é quem preciso adaptar-me às condições. Elas são minhas urgências. Vencê-las é minha prioridade! De repente, fez-se um silêncio como que tivessem abaixado o volume do mundo. Então, o homem se afastou das crianças e pensativo seguiu se caminho. Depois daquele encontro inesperado, Alícia e os amigos foram embora sem ver o belís- simo pôr do sol naquela tarde. Alícia voltou para casa com o coração apertado, lembrando daquele encontro no parque. Ficava triste ao saber que muita coisa ainda precisa ser mudada, não só na cidade, mas prin- cipalmente dentro das pessoas. A verdadeira acessibilidade passa a existir quando sentimos a necessidade daquele que carece e nos mobilizamos para lhe dar uma vida mais digna. Dias depois, no café da manhã, o pai de Alícia leu uma notícia em destaque no jornal Diário de Reinópolis: o parque da cidade seria fechado para obra urgente. 11 Alícia imaginou que seria para a construção da pista de caminhada, conforme havia dito o Secretário de Obras. No caminho da escola, como fazia todos os dias, ela ia driblando seus obstáculos e ven- cendo seus desafios. Quando chegou, Mara e Cido correram para falar com a amiga: — Alícia, você viu a notícia do jornal?. — Ofegante, perguntou o Cido. — Sim, fiquei sabendo! O parque vai entrar em reforma. Deve ser para a construção da tal pista. — Disse Alícia. — Será que o que nós falamos não causou nenhum efeito naquele homem? — Co- mentou Mara. — Vamos aguardar, quem sabe teremos alguma surpresa. — Falou esperançosa, Alícia. Tempos depois, o parque foi reaberto. Alícia e os amigos retornaram lá pra ver o que tinham feito. Seus olhos brilharam com o que viram. — Uma rampa!!! — Os amigos gritaram, entusiasmados. Agora Alícia podia ver o pôr do sol que há muito tempo desejava. — Parece algo tão simples, mas para mim é tão importante. Faz-me sentir parte de todos, da vida, do mundo. — Falou Alícia, com lágrimas nos olhos, abraçada aos seus amigos. De repente, de surpresa, o Secretário de Obras juntou-se a eles e falou, sorridente: — Gostou da rampa, menina? Ela se tornou a minha prioridade quando senti a sua necessidade. E, juntos, admiraram ao belíssimo pôr do sol naquela tarde. 10 Imagine um lugar onde os lares são pequenos reinos e as casas pequenos castelos. Esse lugar se chama Reinópolis. Lá, todos os reinos se dão muito bem, quer dizer, a não ser quando ocorrem uns pequenos conflitos naturais entre os seres humanos. Na verdade, todos se esforçam para tornar Reinópolis bem agradável de se viver. Apresento algumas histórias vividas por príncipes e princesas desse lugar. Alguns são um verdadeiro exemplo; já, outros, necessitam de alguns toques para melhorar um pouquinho. Mas, no fundo, tudo boa gente, como você! Convido você a descobrir em cada história, princípios de valores éticos universais, tais como: empatia, solidariedade, inclusão, paciência, tolerância, sabedoria, criatividade, bondade e outros mais que você identificar. Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Ensino fundamental I - Acompanha Suplemento Educacional em PDF Valor unitário: R$27,00 - Frete unitário: R$6,00 Príncipe Gil O rabugento Em Reinópolis havia um príncipe chamado Gil. Sabe aquela pessoa ranzinza, de quem ficar perto faz a gente até sentir-se mal? Pois é... era o caso do Gil. Ele tinha o dom da cara fechada. Dizem que era por causa da sua falta de paciência para esperar as coisas acontecerem. E quando não aconteciam do jeito que queria — sai de baixo! — o Gil ficava insuportável. Olha só, bastava a ponta do lápis quebrar para se enfurecer e jogar o lápis, todinho, no lixo. E na hora do recreio, na fila da cantina, ficava impaciente por esperar sua vez, furando fila e empurrando quem estivesse à sua frente. Suas frases prediletas: — Bora que eu tô com pressa! — Bando de lesmas! — É pra hoje! Ele mais parecia uma pipoca, pronta para estourar de repente. Ele tinha uma marca na testa de tanto a franzir por causa dos seus fúteis aborrecimentos. Em casa, era difícil vê-lo, em algum momento, realizar alguma tarefa até o final. Pedir a ele para varrer o quintal era como pedir ao vento. Começava bem, mas terminava a vassoura largada num canto e o lixo tombado no outro. — Cabei, mãe! — Gritava e corria para o vídeo game. Gil estava desconectado da vida, igual a um computador sem Internet. Ele queria um mundo que funcionasse do jeito dele. Quer dizer, na bagunça dele. E o mundo girava con- forme suas próprias regras. 4 5 Foi assim que, numa manhã de sexta-feira, o Gil teve um encontro interessante. Enquanto seguia para a Escola Real de Reinópo- lis, passando próximo a uma árvorefrondosa, ele bateu num galho com uma vara e sem saber acertou em cheio um vespeiro. Foi um deus nos acuda com o Gil, disparado, correndo pela calçada, e o enxame o seguindo feito um míssil teleguiado. Até que, para se proteger, entrou num castelo que estava com o portão escancarado. As vespas seguiram em frente e sumiram num voo de volta à árvore. No desespero, Gil nem percebeu que havia entrado no castelo de um idoso que estava sentado na varanda, em sua cadeira de balanço, assistindo ao espetáculo, tranquilo. — Então, meu rapaz... o que aconteceu? — Perguntou o senhor, vendo o menino ofegante. — Ufa... Umas vespas infames, sacripantas, desprezíveis, estavam atrás de mim! — Fa- lou Gil, soltando fogo pelas ventas. — Sente-se para descansar e conversaremos um pouco para passar o tempo. Aceita um pouco de água? Como ainda tinha um tempinho antes de começar a aula, Gil aceitou o convite. — Aceito, sim, muito obrigado! — Meu nome é Leopoldo, e o seu? — Gilbertson, mas pode me chamar de Gil. O senhor olhou bem para o menino, ajeitou os óculos, e disse assim: — Da forma como você esbravejou, lembrei de mim. A vida toda fui uma pessoa desse jeito. Tenho até uma marca igual a sua, bem na testa. — Puxa, é mesmo! Mas o senhor parece uma pes- soa tão calma... — Agora sou. Precisei descobrir algumas coi- sinhas para melhorar a minha vida. Não viu o esta- do do meu castelo? Você entrou graças ao portão quebrado. Nossas coisas, nossas amizades, nos- so comportamento refletem quem somos. Pequenas Crianças Grandes Cidades Dezesseis poesias inspiradas no cotidiano das crianças em meio à realidade das grandes cidades. Acompanha perguntas no rodapé, para fomentar bate papo com os alunos a respeito dos assuntos propostos nos textos. As poesias abordam de forma, lúdica e criativa, assuntos como: perseverança, fé, saúde, consumismo, luto, bullying, lixo e outros... As ilustrações, com seus diversos detalhes, propiciam ao aluno colorí-las e dar um toque pessoal ao livro. Páginas: 32 - Preto e branco - Faixa etária: Ensino fundamental Valor unitário: R$20,00 - Frete unitário: R$6,00 19 Tec, tec, tec... Dia e noite, sem parar, É o que o Tom sabia fazer: Só teclar. O PC era seu amigo; O celular, seu irmão. O que interessava para Tom Era com a máquina ter conexão. Sempre sozinho, sem ninguém, Sem conversa – só teclar. Seus dedos falavam mais Que papagaio que quer voar. E tudo foi perdendo a graça: Rua, escola, pessoas... O que importava para o Tom Era que tudo funcionasse numa boa. Aos poucos nem percebeu Que foi se transformando – Mais em máquina Do que em ser humano. Enquanto isso, lá fora, Tanta coisa quer conexão – Comigo, com você, com o Tom. A U T O M A T I Z A D O Quanto tempo você fica conectado por dia? O que você mais gosta de fazer num computador? Qual a ideia que você teria para algum novo invento tecnológico? 4 NINHO ABANDONADO Você conhece alguém que convive com os pais separados? Qual a sua opinião sobre separação dos pais? Que conselho você daria para algum amigo nessa situação? Um dia ela acordou E viu o ninho abandonado. Faltava alguém na família Que migrou pra outro lado. Algo já indicava Que isso ia acontecer. Não via mais os pais Bicando-se com amor, Só se ouvia a barulhada Produzindo sua dor. Então, do nada: Mala arrumada, Bolsa fechada, Porta escancarada, Alma machucada. O canto ficou entalado. Hoje o ninho está vazio, Incompleto, abandonado. Um dia, a partida inesperada Será, com o tempo, superada, Apesar da triste solidão No seu coração aninhada. Maria é uma garota Que quer tudo o que vê. Quer o que os outros têm E tudo o que passa na TV. Seus olhinhos, como radar, A cada piscadela, Despertam o consumo nela. Sempre vê algo novo pra comprar, Seja no shopping, na rua, No camelô ou no ar. Aí, seu desejo cria asas, E Maria é encantada Para ter mais novidades E sentir-se uma verdadeira celebridade. Roupas, sapatos, celular, Tênis e óculos de todos os modelos. Para a pequena Maria, Tudo isso tem muito apelo! E Maria vai com as coisas, E as coisas vão com Maria. Será que essas coisas Trazem verdadeira alegria? MARIA VAI COM AS COISAS Você sente vontade de ter tudo o que vê? Você possui muitas coisas? O que você doaria para algum necessitado? 11 28 Apelido é um outro nome Que colocam na gente. Um nome até engraçado Que magoa, de repente. Às vezes de brincadeira, Outras, de pura maldade. Apelido só tem servido Para tirar a tranquilidade. Tira a paz; tira a calma. Machuca a vida; fere a alma. Apelido não tem hora, Nem dia, mês ou ano. Surge do nada, Feito uma brisa soprando. Quando pega, não larga, É igual a um chiclete. Faz a gente ficar doente, Como se fosse diabete! Quem coloca apelidos Parece mosquito da dengue Só transmite tristeza, Para aquele que ele ofende. Cada um tem a aparência Do jeito que Deus a criou. E quem somos nós Para achar que Ele errou? Antes de inventar algum apelido, Pense bem nessa verdade: Mais vale por perto um amigo, Que espalhar inimizade. APELIDOS Você tem um apelido? Você já sofreu alguma forma de bullying? Você já colocou apelido em alguém? As crianças são as principais protagonistas dessas dezesseis poesias. De forma lúdica, divertida e contundente, os textos abordam temas do cotidiano das crianças em meio às suas vidas nas grandes cidades. Acompanham perguntas provocativas e para um bom bate papo dos educadores com os pequenos leitores. O que significa luto para você? Você já sofreu alguma forma de bullying? O que fazer com o lixo que produzimos? O que você faria para melhorar a sua cidade? As ilustrações, com seus diversos detalhes, estão à disposição do leitor para serem coloridas. Boa leitura e bom divertimento! Paulo Debs é escritor-poeta, ilustrador, cartunista e compositor. Várias vezes premiado em salões literários, conta com mais de 50 livros publicados por diversas editoras. Hoje, pela Debs Editora, ele possui os títulos: A grande viagem de Titus 4; Ei, psiu... Meu rabinho sumiu!; Príncipes, princesas e princípios e Felisbela, cara de... Promove workshops, contação de histórias e palestras com temas voltados para a educação infantil no Brasil e exterior. Visite a fanpage do autor: www.facebook.com/paulodebs e Instagram@paulo.debs PAULO DEBS CAPA_PEQUENAS CRIANCAS GRANDES CIDADES.indd 2-3 25/09/19 10:25 Ei, psiu...Meu rabinho sumiu! Um dia uma lagartixa perde o seu rabinho e vive uma aventura desesperada na sua procura. Será que alguém poderá ajudá-la? Essa história aborda assuntos como: ansiedade, ecologia, convivência, família, fauna brasileira... Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Educação Infantil. Acompanha suplemento educacional em PDF Valor unitário: R$25,00 - Frete unitário: R$6,00 Paulo Debs — Dona serpente, viu meu rabinho por aí? — antes que eu te Devore, saia Daqui! 12 13 8 — Viu meu rabinho, dona aranha? — não me incomode com sua manha! 9 — Peixe dour ado , ac ho u a lgo lá no fun do? — estou Preo cuP ado é c om o P esc ado r ra imund o!Sua vida era tão deScontrolada, Que não tinha tempo para nada. Foi neSSa aFobação, Sem SoSSego, Que viveu o Seu maior medo: o belo rabinho, objeto adorado, perdeu-Se no Seu corre-corre agitado. 4 5 — Querido sabiá, preciso de sua atenção! — silêncio, estou ensaiando uma canção! — seu tatu, meu rabinho está no buraco? — Xô! estou fugindo do caçador onorato! 10 11 A Grande Viagem de Titus 4 Sob uma chuva de aplausos, Titus 4 rompe a força da gravidade e rasga os céus com a força dos seus motores. Sua estrutura trepida, parecendo que os seus parafusos pulariam da suafuselagem. As camadas da atmosfera agarram o foguete como se quisessem que ele não as transpassassem. A Troposfera, a Estratosfera, a Mesosfera, a Termosfera e a Exosfera tentam segurá-lo, mas Titus 4 vai vencendo suas resistências, uma após outra, até alcançar a liberdade do espaço sideral. — Ufa, que esforço! Não sabia que era tão difícil transpor a atmos- fera. Bem, agora é seguir em frente. Como dizem: “Para o infinito e além!!!” 10 11 O rastro de fumaça traça o seu caminho rumo ao espaço como uma flecha em direção ao alvo. TERMOSFERA MESOSFERA ESTRATOSFERA EXOSFERA TROPOSFERA CRA C ! TRONC ! BOING ! Mal contemplou o manto negro do universo, um solavanco forte sacudiu sua estrutura. Uma colisão com um satélite de telecomu- nicações, distraído, deu as boas vindas ao foguete no espaço. — Ei, bip...bip... seu novato! Não vê por onde trafega? — Res- mungou o satélite, sem pedir qualquer desculpa. — Opa, eu estava na minha trajetória calculada e parece que você foi quem alterou a rota, senhor satélite. — Ponderou Titus 4, com toda a calma. — Tá me chamando bip...bip... de barbeiro? Já circulo o pla- neta Terra há décadas e você aparece de repente e me atrapalha. Veja se enxerga melhor o seu caminho, meu filho! bip...bip... — Desculpe se errei ao cruzar sua trajetória, mas o senhor pode- ria ser um pouco mais educado ao tratar os outros. Titus 4 tentou ser o mais cordial possível com o satélite, mas parecia que suas palavras entravam por uma antena e saíam pela outra. — Senhor satélite, conheço a importância do seu trabalho e sinto muito se atrapalhei alguma coisa. — Conhece o meu trabalho? bip...bip... — Sim, senhor! Os satélites são de grande valor para o planeta Terra. Vocês auxiliam nas comunicações e na previsão do clima, além de nos alertar sobre a presença de furacões. Vocês são o máximo! — Puxa, filho! Ninguém jamais reconheceu a nossa importân- cia assim, bip...bip... Você é do bem, garoto! Nem ficou bravo com o esbarrão que te dei, bip...bip... Geralmente os foguetes passam por aqui tão rapidamente que nem se importam conosco... bip...bip... Desculpe, filho! Siga logo seu caminho em paz, e boa viagem bip... bip... 12 13 — Educado, bip... bip...? Eu mando aqui nesta faixa do espaço e não preciso pedir licença a ninguém para passar, bip...bip... De repente... zuuummm, zuuummmm, zuuuummmm... Três asteroides cruzam à sua frente, mal-intencionados. — Puxa, quase vocês me atingem! Aonde vão com tanta pressa as- sim? — Exclamou Titus 4. — O que você tem a ver com isso, foguetinho de araque? — Retru- cou o líder da gangue. — Nada! Apenas penso que podem causar alguma destruição se continuarem nessa velocidade. — Pois é essa mesmo a nossa intenção! Queremos seguir o exemplo dos nossos antepassados, que acabaram com a vida na Terra. — Engano seu! A Terra está muito viva, para falar a verdade. Alguns meteoritos a atingiram, mas não a destruíram. Ela continua vivinha da silva. — Ué... Então, vamos lá, turma, acabar com esse planeta de uma vez! — O que vocês ganhariam com isso? Des- truir é fácil, criar vida é que é fantástico! — Sabe de uma coisa, Foguete? Como conseguiríamos criar alguma vida? — Sei lá! Quem sabe colidir com um planeta distante e ali depositar uma semente que germine e desen- volva a vida nele. Eu tenho algumas aqui comigo. Posso dá-las a vocês. Não percam esta oportunidade de fazer o que é certo. — Gostei! Vamos rapazes, a época da destruição acabou. Tá na hora de espalhar vida! zuuummm, zuuummmm, zuuuummmm... E sumiram na imensidão do universo. 18 19 Um foguete parte para uma missão espacial e vive uma aventura cheia de encontros inesquecíveis, que o farão conhecer o sentido de sua existência. Neste livro poderão ser trabalhados vários temas como: empatia, autocontrole, respeito, responsabilidade, liderança... Acompanha, no nal do livro, informações e curiosidades astronômicas. Páginas: 32 - Preto e branco - Faixa etária: Ensino fundamental I Valor unitário: R$20,00 - Frete unitário: R$6,00 Titus 4 não se contém de tanta ansiedade, aguardando o dia do seu lançamento e logo fazer parte da galeria da fama, assim como seus bravos parentes. Cada minuto, cada hora, cada dia, ele não tira sua vista do céu. À noite, silencioso, contempla as estrelas, imaginando o que o espera nessa aventura espacial. Dentro de si o combustível borbulha de emoção enquanto aguarda o dia da contagem regressiva para sua grande viagem. — Enfim, chegou o dia do meu lançamento! — Falou ra- diante o foguete. — Que comece logo a contagem! Ninguém pode me impedir de ser famoso como meus parentes. Vou conquistar o universo e bater o recorde de distância no espaço. Vou ser o foguete mais falado do planeta Terra! Titus 4 estava mesmo motivado para a sua missão, e não admitia qualquer falha. A contagem regressiva começa: 6 7 10...9...8...7...6...5...4...3...2...1 ...0. .. O Livros das Virtudes Bíblicas O Livro das Virtudes Bíblicas, visa destacar virtudes fundamentais extraídas da Bíblia. Amor, bondade, amizade, fé e outras, foram escritas de forma apaixonante, ilustrado com muito carinho em estilo clássico, aquarelado. Esse livro é uma edição limitada, publicado pela MK Editora e vendido pela Debs Editora. Páginas: 92 - Colorido - Capa dura Valor unitário: R$40,00 - Frete unitário: R$10,00 EDIÇÃO LIMITADA! PAULO DEBS Paulo Debs Nascido no Espírito Santo, é escritor-poeta, ilustrador, cartunista e compositor. Em sua longa carreira, publicou mais de 50 livros com diferentes editoras e já foi agraciado diversas vezes com prêmios em Salões Literários e de Artes. Na busca de expandir os limites da criação e do alcance da literatura, bem como se aproximar ainda mais da pedagogia infantil, deu vida à Pequenas Crianças Grandes Cidades; Ei, psiu... Meu rabinho sumiu!; A Grande Viagem de Titus 4 e Príncipes, Princesas e Princípios, os primeiros livros publicados pela DEBS Editora. Além de escrever e ilustrar suas histórias, promove workshops para educadores, contação de histórias e palestras com temas voltados para a Educação Infantil no Brasil e exterior. Editoras que publicaram seus principais livros: Editora Vida, Editora Hagnos, Editora Duna Dueto, Editora Mundo Cristão, Sociedade Bíblica do Brasil, Editora MK Publicitá e Editora Thomas Nelson. “ Prefiro escrever uma história simples a uma simples história.” Principais livros com outras editoras Editora Vida Editora Hagnos ESGOTADOS Editora Mundo Cristão Editora Duna Dueto ESGOTADOS Premiações Literárias Salões de artes Prêmio Baobá – Por fortalecer a Arte Narrativa no Brasil – 2018 Finalista Prêmio Areté – Obra ficção – Livro “Cárdia, o resgate das virtudes perdidas”– Editora Vida – 2013 Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Parábolas ao redor do mundo” – Editora Vida – 2012 Finalista Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Felisbela cara de...” – Editora Hagnos – 2011 Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “O Pequeno Peregrino” – Editora Mundo Cristão – 2010 Prêmio Top – Editora Vida – 2009 Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Provérbios em Fábulas II” – Editora Vida – 2008 Prêmio Areté – Melhor Ilustração – Obra: “O Rabinho da Lagartixa e outras histórias” – Editora Hagnos – 2007 Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Provérbios em Fábulas” – Editora Vida – 2007 Finalista do Prêmio Areté – Obra infantil – 2005 Finalista do Prêmio ABEC – Ilustração – “Coleção Fumacinha” – Editora MK – 2004 II Concurso de Literatura Infantil de Barueri – 2o lugar – Barueri – 1992 Participação do I Concurso Internacional de Quadrinhos SENAC Ed. Devir – 2005 Participaçãono Salão Internacional de Humor de Piracicaba – 2001 e 1997 Participação da Bienal Internacional de Humos sobre a AIDS – 1997 Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Quadrinhos da ABRA – 1995 Workshop A arte de contar histórias é milenar. Os grandes mestres a utilizaram e até hoje seus efeitos são eficazes para o ensino, lazer e entretenimento. O workshop com o tema “A arte de contar histórias como Jesus contou” é voltado para educadores, pais e recreadores. Visa transmitir dicas práticas, conceitos fundamentais para uma contação de histórias, e prática através de oficina interativa. Palestras De forma lúdica, criativa e aconselhadora os temas de suas palestras provocam reflexão e auxílio aos educadores, na sua jornada em busca da transformação de vidas através da educação. Temas que já foram abordados em congressos educacionais: O educador criativo, As estações na vida de um educador, O Mestre e as necessidades da criança. Contação de histórias A contação de histórias desperta a imaginação, a emoção, o interesse e a transformação de realidades. Ouvir uma história, contá-la e recontá-la é uma maneira de preservar a cultura, os valores e compartilhar o conhecimento, além de conduzir o ser humano ao encontro consigo mesmo.