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DEBS EDITORA_CATALOGO (2)

Catálogo da Debs Editora com proposta editorial, perfil do autor Paulo Debs e sinopses: Felisbela — narrativa lúdica sobre bullying (32 págs., color., Ensino Fundamental I, R$27) e trecho de Príncipes, Princesas e Princípios (Alícia, cadeirante).

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DEBS EDITORA
Contatos
 debseditora@gmail.com (15) 98146-1352 
 
 paulodebs @paulo.debs @debseditora
Debs Editora
A Debs Editora nasceu do desejo de contribuir com o desenvolvimento educacional 
das crianças. Para a realização de seu sonho, se inseriu na literatura com livros elaborados 
com textos edificantes e ilustrações lúdicas, na intenção de proporcionar ao pequeno 
leitor uma experiência engrandecedora para seu caráter.
O seu propósito é produzir uma literatura capaz de cooperar com pais, educadores 
e instituições de ensino, no trabalho de potencializar a identificação e apropriação dos 
valores éticos universais no processo educativo dos indivíduos.
LIVROS
Felisbela, cara de...
4 5
Felisbela é uma garota frágil e sensível. Ela é 
carinhosa, tímida e muito criativa. Pena que nesses dias 
Felisbela caiu de cama, doente, sem ânimo e com uma 
cara daquelas. 
O médico diagnosticou Apelidite Aguda – um mal 
comum que ataca pessoas sem imunidade a apelidos, 
transmitida por pessoas nada sensíveis. 
O sintoma principal é que a cara da pessoa infectada 
fica parecida com o apelido que ela recebeu. No caso 
da Felisbela, várias caras se alternavam sempre que ela 
se lembrava de um apelido.
Cada dia era uma cara diferente. Bastava a Felisbela 
lembrar-se de um apelido e... pluft! A cara da menina 
já se transformava. E quando alguém falava da escola, 
ela se arrepiava e não queria tocar no assunto. E foi 
exatamente lá onde, infelizmente, Felisbela contraiu a 
tal doença. E é nesse ponto que vou relembrar o fato 
para entenderem melhor como tudo aconteceu.
10 11
Enquanto ela caminhava para casa, seus pensamentos 
traziam à sua mente a cara do Fabinho, os apelidos, as 
risadas e o vexame que ela passava diante da turma.
No fim de cada aula, Felisbela acabava arrasada, 
como se um rolo compressor tivesse passado por cima 
dela. O que ela menos queria era voltar para a escola no 
dia seguinte.
6 7
Na escola em que Felisbela estuda existe um garoto 
que não pensa nas consequências de seus atos. Fábio, 
o tal Fabinho, como é conhecido, é do tipo que se 
diverte com a desgraça dos outros. Já foi chamada sua 
atenção diversas vezes, mas o perturbador não muda 
seu comportamento. 
O Fabinho já havia aprontado poucas e boas. 
E até a diretora provou do 
seu amargo veneno. 
Com a professora...
Com o zelador... 
12 13
Até em casa ele não dava trégua. Felisbela queria 
ver os seus e-mails no computador e lá estava ele 
mandando mensagens cheias de apelidos que a 
deixavam mais pra baixo.
O Fabinho foi capaz de inventar um apelido 
diferente para cada dia da semana. O pior de tudo 
isso é que a Felisbela começou a ficar com a cara dos 
apelidos. E quando é para infernizar a vida dos outros, 
este garoto é um verdadeiro poeta. 
Paulo Debs é escritor-poeta, ilustrador, cartunista e 
compositor. Várias vezes premiado em salões literários, 
conta com mais de 50 livros publicados por diversas 
editoras. Hoje, pela Debs Editora, ele possui os títulos: A 
grande viagem de Titus 4; Ei, psiu... Meu rabinho sumiu!; 
Príncipes, princesas e princípios, e Pequenas Crianças 
Grandes Cidades. Promove workshops, contação de 
histórias e palestras com temas voltados para a educação 
infantil no Brasil e exterior.
Visite a fanpage do autor: www.facebook.com/paulodebs 
e Instagram@paulo.debs
Felisbela está doente. 
Os sintomas são bem estranhos e tornam 
a vida da menina um pesadelo.
Será que Felisbela encontrará a cura para 
esse terrível mal?
CAPA FELISBELA.indd 2-3 25/09/19 10:23
Felisbela está doente. Os sintomas são bem estranhos e tornam 
a vida da menina um poço de tristeza. Será que Felisbela 
encontrará a cura pra esse terrível mal? A narrativa dessa 
história trata de um assunto muito atual e presente em nossas 
escolas - o Bullying. De forma criativa e lúdica esse assunto é 
abordado nas páginas desse livro.
 Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Ensino fundamental I
Valor unitário: R$27,00 - Frete unitário: R$6,00 
Nova edição pela Debs Editora
Príncipes, Princesas e Princípios
Princesa
Alícia
A guerreira
“Basta um dragão por dia pra gente vencer com alegria!”
Palavras da Alícia, a cadeirante mais motivada que eu já vi. E olha que ela tem muitos 
motivos para andar abatida e desanimada.
Seu dia começa como o de qualquer criança. Acorda, escova os dentes, toma seu café 
e sai para a escola. Lógico, com o tempo de cada coisa no tempo da Alícia. Mas um detalhe 
nunca é esquecido — o seu sorriso lindo, sempre estampado no rosto.
Ela gosta de enfrentar as coisas sozinha, e para ir à escola ela dispensa o ônibus escolar 
e encara o caminho com muita coragem.
Quem a vê andando em sua cadeira de rodas até a escola, nem imagina as dificuldades 
que encontra pela frente. Estes são apenas alguns dragões que Alícia enfrenta cada dia: in-
diferença, descaso, preconceito, exclusão, abandono, falta de acessibilidade, desprezo... É o 
dragão de sete cabeças, ameaçador. Alícia trava uma batalha diária, como uma cavaleira me-
dieval, montada em seu cavalo de rodas, pronta para a guerra.
Reinópolis tem todas as dificuldades que qualquer cidade tem. Suas calçadas esburaca-
das, a falta de rampa de acesso, banheiros não adaptados para os deficientes físicos e outras 
mais. Alícia tenta driblar tudo isso, sempre com bom humor.
Mas o lugar em que a Alícia mais gosta de estar, lógico, depois de seu amado castelo, 
é em companhia de seus amigos na escola. Ali, nossa guerreira sente-se protegida e amada. 
Seus amigos são como um exército que está junto dela em sua batalha diária.
8
A sala de aula é adaptada para as suas necessi-
dades e a professora está sempre pronta a dar um 
apoio à dedicada menina. Apesar de suas dificul-
dades, Alícia é uma excelente aluna!
No intervalo das aulas, ela se diverte 
com suas amigas e até joga um charme 
para o Téo. O que ela nem imagina é 
que ele também a vê de forma espe-
cial, uma gracinha!
Mas o pior dragão que a nossa 
guerreira já enfrentou, ainda estava 
por vir. Ela não imaginava que um 
simples passeio ao parque com os 
amigos se tornaria um verdadeiro 
campo de batalhas.
9
No Parque Central de Reinópolis, Alícia e os 
amigos Cido e Mara queriam chegar até o ponto mais 
alto do parque para ver o pôr do sol, mas o acesso era so-
mente por meio de escada, o que dificultou demais para ela.
— Puxa, eles deveriam ter construído uma rampa de 
acesso aqui! — Observou a Mara.
— Acho que falta mais preocupação com o bem estar 
dos deficientes físicos. — Falou o Cido, sensibilizado. 
— Falta mais acessibilidade nesta cidade! — Criticou 
a Mara. 
Nessa discussão, nem perceberam a presença do 
Secretário de Obras da cidade, que fiscalizava uma obra no 
parque e ouviu a conversa das crianças muito atento. 
O homem não perdeu tempo em defender sua posição:
— Não fiquem assim tão aborrecidos, como Secretário de Obras de Reinópolis, logo 
providenciarei a solução para esse problema. Afinal, temos outras prioridades.
Os amigos de Alícia, ao ouvirem a explicação do secretário, ficaram indignados.
— Prioridade? A nossa amiga já vive tantas dificuldades no seu dia a dia. — Retrucou Cido.
— O bem estar dos deficientes físicos, sejam eles quais forem, deveria ser a prioridade de 
qualquer cidade. — Protestou Mara.
— Eu sei que vocês querem o melhor para a sua amiga, mas nós temos outras obras 
Hoje vivo aqui sozinho. Tudo fruto da minha impaciência e rabugice. Afastei todo mundo.
— Acho que nos parecemos mesmo.... Será que ficarei igual ao senhor quando en-
velhecer?
— Bem provável. Mas você tem todo o tempo do mundo para mudar essa história.
Gil ficou pensativo e falou:
— Preciso ir, tá na hora da aula. Posso passar aqui amanhã?
— Claro, a casa é sua... Melhor,o castelo é seu!
Gil correu para a escola com a cabeça quente, não por estar furioso com alguma coisa, 
mas por lembrar-se das palavras do Seu Leopoldo e das consequências de suas atitudes.
— E aí Gil, qual é a bronca de hoje? — Indagaram os colegas, ao vê-lo tão compene-
trado na escola.
— Nada, não. Tô com umas caraminholas na cabeça, só isso. Vem cá... vocês 
me acham um cara chato? 
— Podemos falar a verdade? Pra caramba! Se você olhasse sua 
cara no espelho saberia o porquê. Só vive amarrada! Não é à toa 
que poucos, como nós, ainda conseguimos ficar perto de você.
— Preciso mudar para melhorar. — Falou o Gil, coçando o queixo, pensativo.
No outro dia, como era sábado e não tinha aula, ele passou no castelo do Sr. Leopoldo.
Entrou e ficou na varanda onde, ao lado do idoso, começou o bate papo.
— Seu Leopoldo, ontem ajudei em casa sem reclamar. Ganhei até um elogio do meu 
pai e da minha mãe. Ah.... Até organizei, um pouco, a bagunça do meu quarto. Tô melhoran-
do... Tô melhorando...
6
— É isso mesmo garoto. A mudança vem aos poucos e você vai sentindo que as coisas 
ao seu redor vão mudando também.
— Mas Seu Leopoldo, onde está toda a sua família?
— Não consegui ter uma. Em parte, pelo meu jeito de ser. — Respondeu o homem, 
de cabeça baixa.
— Não liga não. Tô aqui pra ajudar, pode contar comigo! Já vou começar consertando 
o portão. Depois, dou uma varridinha no seu quintal.
Enquanto o Gil dava uma mão ao Sr. Leopoldo, o homem olhava para o garoto 
e lamentava não ter mudado seu jeito de viver mais cedo. Mas estava muito feliz em ter 
conhecido um bom amigo.
Gil, por um bom tempo, ajudou o Sr. Leopoldo. Até que um dia o homem se mudou 
dali para sua terra natal. Seu irmão, com quem não falava há anos, ligou para ele e o convidou 
para morarem juntos.
No dia da mudança o Gil deu um forte abraço nele e Seu Leopoldo deu ao menino um 
relógio cuco para enfeitar o seu castelo.
— Sempre que olhar para esse relógio, lembre-se de que o tempo passa e que precisa-
mos mudar nossas atitudes o mais rápido possível.
E foi assim que sucedeu. O menino melhorava à medida que se tornava mais paciente, 
mais tolerante, mais educado, mais atencioso e organizado.
As amizades cresceram e, na escola, ele passou a ser o cara da cara boa.
Até sua marquinha na testa não se via mais...
7
mais urgentes para serem feitas na cidade. Como, por exemplo, aqui no parque, uma pista para 
caminhadas. — Explicou o secretário.
— Essa é a tal prioridade? — Exclamou Cido.
A discussão seguia, até a Alícia interromper e dar a sua opinião:
— Calma, gente! Vamos para outro lado por onde eu possa ter acesso com a cadeira 
de rodas. Afinal, ele deve saber o que tem de ser feito.
— A amiga de vocês é bem sensata. — Falou o homem, aliviado.
— Alguém precisa tomar providências! — Falou inconformada Mara.
— As coisas não são tão simples assim, crianças! — Retrucou o homem.
Com muita sabedoria, Alícia expôs sua observação:
— Compreendo sua questão, Sr. Secretário. Sei que manter uma cidade em ordem e 
funcionando bem não deve ser fácil. Acredito que um dia as coisas vão melhorar. Eu é quem 
preciso adaptar-me às condições. Elas são minhas urgências. Vencê-las é minha prioridade!
De repente, fez-se um silêncio como que tivessem abaixado o volume do mundo.
Então, o homem se afastou das crianças e pensativo seguiu se caminho.
Depois daquele encontro inesperado, Alícia e os amigos foram embora sem ver o belís-
simo pôr do sol naquela tarde.
Alícia voltou para casa com o coração apertado, lembrando daquele encontro no parque. 
Ficava triste ao saber que muita coisa ainda precisa ser mudada, não só na cidade, mas prin-
cipalmente dentro das pessoas. A verdadeira acessibilidade passa a existir quando sentimos a 
necessidade daquele que carece e nos mobilizamos para lhe dar uma vida mais digna.
Dias depois, no café da manhã, o pai de Alícia 
leu uma notícia em destaque no jornal Diário de 
Reinópolis: o parque da cidade seria fechado 
para obra urgente. 
11
Alícia imaginou que seria para a construção da pista de caminhada, conforme havia dito 
o Secretário de Obras.
No caminho da escola, como fazia todos os dias, ela ia driblando seus obstáculos e ven-
cendo seus desafios. Quando chegou, Mara e Cido correram para falar com a amiga:
— Alícia, você viu a notícia do jornal?. — Ofegante, perguntou o Cido.
— Sim, fiquei sabendo! O parque vai entrar em reforma. Deve ser para a construção da 
tal pista. — Disse Alícia.
— Será que o que nós falamos não causou nenhum efeito naquele homem? — Co-
mentou Mara.
— Vamos aguardar, quem sabe teremos alguma surpresa. — Falou esperançosa, Alícia.
Tempos depois, o parque foi reaberto. Alícia e os amigos retornaram lá pra ver o que 
tinham feito. Seus olhos brilharam com o que viram.
— Uma rampa!!! — Os amigos gritaram, entusiasmados.
Agora Alícia podia ver o pôr do sol que há muito tempo desejava.
— Parece algo tão simples, mas para mim é tão importante. Faz-me sentir parte de todos, 
da vida, do mundo. — Falou Alícia, com lágrimas nos olhos, abraçada aos seus amigos.
De repente, de surpresa, o Secretário de Obras juntou-se a eles e 
falou, sorridente:
— Gostou da rampa, menina? Ela se tornou a 
minha prioridade quando senti a sua necessidade.
E, juntos, admiraram ao belíssimo pôr do
 sol naquela tarde.
10
Imagine um lugar onde os lares são pequenos reinos e as 
casas pequenos castelos. 
Esse lugar se chama Reinópolis. Lá, todos os reinos se 
dão muito bem, quer dizer, a não ser quando ocorrem 
uns pequenos conflitos naturais entre os seres humanos. 
Na verdade, todos se esforçam para tornar Reinópolis 
bem agradável de se viver. 
Apresento algumas histórias vividas por príncipes e 
princesas desse lugar. Alguns são um verdadeiro exemplo; 
já, outros, necessitam de alguns toques para melhorar um 
pouquinho. Mas, no fundo, tudo boa gente, como você!
Convido você a descobrir em cada história, princípios de 
valores éticos universais, tais como: empatia, solidariedade, inclusão, paciência, tolerância, 
sabedoria, criatividade, bondade e outros mais que você identificar.
Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Ensino fundamental I - Acompanha Suplemento 
Educacional em PDF
Valor unitário: R$27,00 - Frete unitário: R$6,00
Príncipe 
Gil
O rabugento
Em Reinópolis havia um príncipe chamado Gil. Sabe aquela pessoa ranzinza, de 
quem ficar perto faz a gente até sentir-se mal? Pois é... era o caso do Gil.
Ele tinha o dom da cara fechada. Dizem que era por causa da sua falta de paciência 
para esperar as coisas acontecerem. E quando não aconteciam do jeito que queria — sai de 
baixo! — o Gil ficava insuportável.
Olha só, bastava a ponta do lápis quebrar para se enfurecer e jogar o lápis, todinho, no 
lixo. E na hora do recreio, na fila da cantina, ficava impaciente por esperar sua vez, furando 
fila e empurrando quem estivesse à sua frente. Suas frases prediletas:
— Bora que eu tô com pressa!
— Bando de lesmas!
— É pra hoje!
Ele mais parecia uma pipoca, pronta para estourar de repente. Ele tinha uma marca na 
testa de tanto a franzir por causa dos seus fúteis aborrecimentos.
Em casa, era difícil vê-lo, em algum momento, realizar alguma tarefa até o final. Pedir a 
ele para varrer o quintal era como pedir ao vento. Começava bem, mas terminava a vassoura 
largada num canto e o lixo tombado no outro.
— Cabei, mãe! — Gritava e corria para o vídeo game.
Gil estava desconectado da vida, igual a um computador sem Internet. Ele queria um 
mundo que funcionasse do jeito dele. Quer dizer, na bagunça dele. E o mundo girava con-
forme suas próprias regras.
4 5
Foi assim que, numa manhã de sexta-feira, o 
Gil teve um encontro interessante.
Enquanto seguia para a Escola Real de Reinópo-
lis, passando próximo a uma árvorefrondosa, ele bateu 
num galho com uma vara e sem saber acertou em cheio 
um vespeiro.
Foi um deus nos acuda com o Gil, disparado, correndo 
pela calçada, e o enxame o seguindo feito um míssil teleguiado. 
Até que, para se proteger, entrou num castelo que estava com o 
portão escancarado. As vespas seguiram em frente e sumiram num 
voo de volta à árvore.
No desespero, Gil nem percebeu que havia entrado no castelo de um idoso 
que estava sentado na varanda, em sua cadeira de balanço, assistindo ao espetáculo, 
tranquilo.
— Então, meu rapaz... o que aconteceu? — Perguntou o senhor, vendo o menino 
ofegante.
— Ufa... Umas vespas infames, sacripantas, desprezíveis, estavam atrás de mim! — Fa-
lou Gil, soltando fogo pelas ventas.
— Sente-se para descansar e conversaremos um pouco para passar o tempo. Aceita 
um pouco de água?
Como ainda tinha um tempinho antes de começar a aula, Gil aceitou o convite.
— Aceito, sim, muito obrigado!
— Meu nome é Leopoldo, e o seu?
— Gilbertson, mas pode me chamar de Gil.
O senhor olhou bem para o menino, ajeitou os óculos, e 
disse assim:
— Da forma como você esbravejou, lembrei de mim. A 
vida toda fui uma pessoa desse jeito. Tenho até uma marca igual
 a sua, bem na testa.
— Puxa, é mesmo! Mas o senhor parece uma pes-
soa tão calma...
— Agora sou. Precisei descobrir algumas coi-
sinhas para melhorar a minha vida. Não viu o esta-
do do meu castelo? Você entrou graças ao portão
 quebrado. Nossas coisas, nossas amizades, nos-
so comportamento refletem quem somos. 
Pequenas Crianças Grandes Cidades
Dezesseis poesias inspiradas no cotidiano das crianças 
em meio à realidade das grandes cidades. Acompanha 
perguntas no rodapé, para fomentar bate papo com os 
alunos a respeito dos assuntos propostos nos textos.
As poesias abordam de forma, lúdica e criativa, 
assuntos como: perseverança, fé, saúde, consumismo, 
luto, bullying, lixo e outros...
As ilustrações, com seus diversos detalhes, propiciam ao 
aluno colorí-las e dar um toque pessoal ao livro.
Páginas: 32 - Preto e branco - Faixa etária: Ensino 
fundamental
Valor unitário: R$20,00 - Frete unitário: R$6,00
19
Tec, tec, tec...
Dia e noite, sem parar,
É o que o Tom sabia fazer:
Só teclar.
O PC era seu amigo;
O celular, seu irmão.
O que interessava para Tom
Era com a máquina ter conexão.
Sempre sozinho, sem ninguém,
Sem conversa – só teclar.
Seus dedos falavam mais
Que papagaio que quer voar.
E tudo foi perdendo a graça:
Rua, escola, pessoas...
O que importava para o Tom
Era que tudo funcionasse numa boa.
Aos poucos nem percebeu
Que foi se transformando
– Mais em máquina
Do que em ser humano.
Enquanto isso, lá fora,
Tanta coisa quer conexão
– Comigo, com você, com o Tom.
A U T O M A T I Z A D O
Quanto tempo você fica conectado por dia?
O que você mais gosta de fazer num computador?
Qual a ideia que você teria para algum novo invento tecnológico?
4
NINHO 
 ABANDONADO
Você conhece alguém que convive com os pais separados?
Qual a sua opinião sobre separação dos pais?
Que conselho você daria para algum amigo nessa situação?
Um dia ela acordou
E viu o ninho abandonado.
Faltava alguém na família
Que migrou pra outro lado.
Algo já indicava
Que isso ia acontecer.
Não via mais os pais 
Bicando-se com amor,
Só se ouvia a barulhada
Produzindo sua dor.
Então, do nada:
Mala arrumada,
Bolsa fechada,
Porta escancarada,
Alma machucada.
O canto ficou entalado. 
Hoje o ninho está vazio,
Incompleto, abandonado.
Um dia, a partida inesperada
Será, com o tempo, superada,
Apesar da triste solidão
No seu coração aninhada.
Maria é uma garota
Que quer tudo o que vê.
Quer o que os outros têm
E tudo o que passa na TV.
Seus olhinhos, como radar,
A cada piscadela,
Despertam o consumo nela.
Sempre vê algo novo pra comprar,
Seja no shopping, na rua,
No camelô ou no ar.
Aí, seu desejo cria asas,
E Maria é encantada
Para ter mais novidades
E sentir-se uma verdadeira celebridade.
Roupas, sapatos, celular,
Tênis e óculos de todos os modelos.
Para a pequena Maria,
Tudo isso tem muito apelo!
E Maria vai com as coisas,
E as coisas vão com Maria.
Será que essas coisas
Trazem verdadeira alegria?
MARIA
VAI COM AS COISAS
Você sente vontade de ter tudo o que vê?
Você possui muitas coisas?
O que você doaria para algum necessitado?
11
28
Apelido é um outro nome
Que colocam na gente.
Um nome até engraçado
Que magoa, de repente.
Às vezes de brincadeira,
Outras, de pura maldade.
Apelido só tem servido
Para tirar a tranquilidade.
Tira a paz; tira a calma.
Machuca a vida; fere a alma.
Apelido não tem hora,
Nem dia, mês ou ano.
Surge do nada,
Feito uma brisa soprando.
Quando pega, não larga,
É igual a um chiclete.
Faz a gente ficar doente,
Como se fosse diabete!
Quem coloca apelidos
Parece mosquito da dengue 
Só transmite tristeza,
Para aquele que ele ofende.
Cada um tem a aparência
Do jeito que Deus a criou.
E quem somos nós
Para achar que Ele errou?
Antes de inventar algum apelido,
Pense bem nessa verdade:
Mais vale por perto um amigo,
Que espalhar inimizade.
APELIDOS
Você tem um apelido?
Você já sofreu alguma forma de bullying?
Você já colocou apelido em alguém?
As crianças são as principais protagonistas dessas dezesseis 
poesias. De forma lúdica, divertida e contundente, os textos 
abordam temas do cotidiano das crianças em meio às 
suas vidas nas grandes cidades. Acompanham perguntas 
provocativas e para um bom bate papo dos educadores com 
os pequenos leitores.
O que significa luto para você? Você já sofreu alguma forma 
de bullying? O que fazer com o lixo que produzimos? O que 
você faria para melhorar a sua cidade?
As ilustrações, com seus diversos detalhes, estão à disposição 
do leitor para serem coloridas.
Boa leitura e bom divertimento!
Paulo Debs é escritor-poeta, ilustrador, cartunista e 
compositor. Várias vezes premiado em salões literários, 
conta com mais de 50 livros publicados por diversas 
editoras. Hoje, pela Debs Editora, ele possui os títulos: 
A grande viagem de Titus 4; Ei, psiu... Meu rabinho 
sumiu!; Príncipes, princesas e princípios e Felisbela, 
cara de... Promove workshops, contação de histórias e 
palestras com temas voltados para a educação infantil no 
Brasil e exterior.
Visite a fanpage do autor: www.facebook.com/paulodebs 
e Instagram@paulo.debs
PAULO DEBS
CAPA_PEQUENAS CRIANCAS GRANDES CIDADES.indd 2-3 25/09/19 10:25
Ei, psiu...Meu rabinho sumiu!
Um dia uma lagartixa perde o seu rabinho e vive uma 
aventura desesperada na sua procura. Será que alguém 
poderá ajudá-la? Essa história aborda assuntos como: 
ansiedade, ecologia, convivência, família, fauna brasileira...
Páginas: 32 - Colorido - Faixa etária: Educação 
Infantil. Acompanha suplemento educacional em 
PDF
Valor unitário: R$25,00 - Frete unitário: R$6,00
Paulo Debs
— Dona serpente, viu meu rabinho por aí?
— antes que eu te Devore, saia Daqui!
12 13
8
— Viu meu rabinho, dona aranha?
— não me incomode com sua manha!
9
— Peixe dour
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imund
o!Sua vida era tão deScontrolada,
Que não tinha tempo para nada.
Foi neSSa aFobação, Sem SoSSego,
Que viveu o Seu maior medo:
o belo rabinho, objeto adorado,
perdeu-Se no Seu corre-corre agitado.
4 5
— Querido sabiá, preciso de sua atenção!
— silêncio, estou ensaiando uma canção!
— seu tatu, meu rabinho está no buraco?
— Xô! estou fugindo do caçador onorato!
10 11
A Grande Viagem de Titus 4
 Sob uma chuva de 
aplausos, Titus 4 rompe a 
força da gravidade e rasga 
os céus com a força dos 
seus motores. Sua estrutura 
trepida, parecendo que os 
seus parafusos pulariam da 
suafuselagem. 
 As camadas da atmosfera agarram o foguete como 
se quisessem que ele não as transpassassem. A Troposfera, 
a Estratosfera, a Mesosfera, a Termosfera e a Exosfera tentam 
segurá-lo, mas Titus 4 vai vencendo suas resistências, uma após outra, 
até alcançar a liberdade do espaço sideral.
 — Ufa, que esforço! Não sabia que era tão difícil transpor a atmos-
fera. Bem, agora é seguir em frente. Como dizem: “Para o infinito e além!!!”
10 11
O rastro de fumaça traça o 
seu caminho rumo ao espaço 
como uma flecha em direção 
ao alvo.
TERMOSFERA
MESOSFERA
ESTRATOSFERA
EXOSFERA
TROPOSFERA
CRA
C !
TRONC !
BOING !
 Mal contemplou o manto negro do universo, um solavanco 
forte sacudiu sua estrutura. Uma colisão com um satélite de telecomu-
nicações, distraído, deu as boas vindas ao foguete no espaço.
 — Ei, bip...bip... seu novato! Não vê por onde trafega? — Res-
mungou o satélite, sem pedir qualquer desculpa.
 — Opa, eu estava na minha trajetória calculada e parece que 
você foi quem alterou a rota, senhor satélite. — Ponderou Titus 4, com 
toda a calma.
 — Tá me chamando bip...bip... de barbeiro? Já circulo o pla-
neta Terra há décadas e você aparece de repente e me atrapalha. Veja se 
enxerga melhor o seu caminho, meu filho! bip...bip... 
 — Desculpe se errei ao cruzar sua trajetória, mas o senhor pode-
ria ser um pouco mais educado ao tratar os outros.
 Titus 4 tentou ser o mais 
cordial possível com o satélite, mas parecia 
que suas palavras entravam por uma antena e saíam pela outra.
 — Senhor satélite, conheço a importância do seu trabalho e 
sinto muito se atrapalhei alguma coisa.
 — Conhece o meu trabalho? bip...bip...
 — Sim, senhor! Os satélites são de grande valor para o planeta 
Terra. Vocês auxiliam nas comunicações e na previsão do clima, além 
de nos alertar sobre a presença de furacões. Vocês são o máximo!
 — Puxa, filho! Ninguém jamais reconheceu a nossa importân-
cia assim, bip...bip... Você é do bem, garoto! Nem ficou bravo com 
o esbarrão que te dei, bip...bip... Geralmente os foguetes passam por 
aqui tão rapidamente que nem se importam conosco... bip...bip... 
Desculpe, filho! Siga logo seu caminho em paz, e boa viagem bip...
bip...
12 13
 — Educado, bip...
bip...? Eu mando aqui 
nesta faixa do espaço e 
não preciso pedir licença 
a ninguém para passar, 
bip...bip...
 De repente... zuuummm, zuuummmm, zuuuummmm... 
Três asteroides cruzam à sua frente, mal-intencionados.
 — Puxa, quase vocês me atingem! Aonde vão com tanta pressa as-
sim? — Exclamou Titus 4.
 — O que você tem a ver com isso, foguetinho de araque? — Retru-
cou o líder da gangue.
 — Nada! Apenas penso que podem causar alguma destruição se 
continuarem nessa velocidade.
 — Pois é essa mesmo a nossa intenção! Queremos seguir o exemplo 
dos nossos antepassados, que acabaram com a vida na Terra.
 — Engano seu! A Terra está muito viva, para falar a verdade. Alguns 
meteoritos a atingiram, mas não a destruíram. Ela continua vivinha da silva.
 — Ué... Então, vamos lá, turma, acabar com esse planeta de uma vez! 
 — O que vocês 
ganhariam com isso? Des-
truir é fácil, criar vida é que
 é fantástico!
 — Sabe de uma coisa, Foguete? 
Como conseguiríamos criar alguma vida?
 — Sei lá! Quem sabe colidir com um 
planeta distante e ali depositar uma semente que germine e desen-
volva a vida nele. Eu tenho algumas aqui comigo. Posso dá-las a 
vocês. Não percam esta oportunidade de fazer o que é certo.
 — Gostei! Vamos rapazes, a época da destruição acabou. Tá 
na hora de espalhar vida!
 zuuummm, zuuummmm, zuuuummmm... E 
sumiram na imensidão do universo.
18 19
Um foguete parte para uma missão espacial e vive uma 
aventura cheia de encontros inesquecíveis, que o farão 
conhecer o sentido de sua existência.
Neste livro poderão ser trabalhados vários temas como: 
empatia, autocontrole, respeito, responsabilidade, liderança... 
Acompanha, no nal do livro, informações e curiosidades 
astronômicas.
Páginas: 32 - Preto e branco - Faixa etária: Ensino 
fundamental I
Valor unitário: R$20,00 - Frete unitário: R$6,00
 Titus 4 não se contém de tanta ansiedade, aguardando o dia 
do seu lançamento e logo fazer parte da galeria da fama, assim como 
seus bravos parentes. Cada minuto, cada hora, cada dia, ele não tira 
sua vista do céu. À noite, silencioso, contempla as estrelas, imaginando 
o que o espera nessa aventura espacial. 
 Dentro de si o combustível borbulha de emoção enquanto
 aguarda o dia da contagem regressiva 
 para sua grande viagem.
 — Enfim, chegou o dia do meu lançamento! — Falou ra-
diante o foguete. — Que comece logo a contagem! Ninguém pode 
me impedir de ser famoso como meus parentes. Vou conquistar o 
universo e bater o recorde de distância no espaço. Vou ser o foguete 
mais falado do planeta Terra!
 Titus 4 estava mesmo motivado para a sua missão, e não admitia 
qualquer falha. A contagem regressiva começa: 
6 7
10...9...8...7...6...5...4...3...2...1
...0.
..
O Livros das Virtudes Bíblicas
O Livro das Virtudes Bíblicas, visa destacar virtudes fundamentais 
extraídas da Bíblia. Amor, bondade, amizade, fé e outras, foram 
escritas de forma apaixonante, ilustrado com muito carinho 
em estilo clássico, aquarelado. Esse livro é uma edição limitada, 
publicado pela MK Editora e vendido pela Debs Editora.
Páginas: 92 - Colorido - Capa dura
Valor unitário: R$40,00 - Frete unitário: R$10,00 
EDIÇÃO LIMITADA!
PAULO DEBS
Paulo Debs
Nascido no Espírito Santo, é escritor-poeta, 
ilustrador, cartunista e compositor. Em sua longa 
carreira, publicou mais de 50 livros com diferentes 
editoras e já foi agraciado diversas vezes com prêmios 
em Salões Literários e de Artes. Na busca de expandir 
os limites da criação e do alcance da literatura, bem 
como se aproximar ainda mais da pedagogia infantil, 
deu vida à Pequenas Crianças Grandes Cidades; 
Ei, psiu... Meu rabinho sumiu!; A Grande Viagem 
de Titus 4 e Príncipes, Princesas e Princípios, os 
primeiros livros publicados pela DEBS Editora.
Além de escrever e ilustrar suas histórias, promove 
workshops para educadores, contação de histórias e palestras com temas voltados para a 
Educação Infantil no Brasil e exterior. 
Editoras que publicaram seus principais livros: Editora Vida, Editora Hagnos, Editora 
Duna Dueto, Editora Mundo Cristão, Sociedade Bíblica do Brasil, Editora MK Publicitá 
e Editora Thomas Nelson. 
“ Prefiro escrever uma história simples a uma simples história.”
Principais livros com outras editoras
Editora Vida
Editora Hagnos
ESGOTADOS
Editora Mundo Cristão
Editora Duna Dueto
ESGOTADOS
Premiações Literárias
Salões de artes
Prêmio Baobá – Por fortalecer a Arte Narrativa no Brasil – 2018
Finalista Prêmio Areté – Obra ficção – Livro “Cárdia, o resgate das virtudes perdidas”– Editora 
Vida – 2013
Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Parábolas ao redor do mundo” – Editora Vida – 2012
Finalista Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Felisbela cara de...” – Editora Hagnos – 2011
Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “O Pequeno Peregrino” – Editora Mundo Cristão – 2010
Prêmio Top – Editora Vida – 2009
Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Provérbios em Fábulas II” – Editora Vida – 2008
Prêmio Areté – Melhor Ilustração – Obra: “O Rabinho da Lagartixa e outras histórias” – Editora 
Hagnos – 2007
Prêmio Areté – Obra infantil – Livro “Provérbios em Fábulas” – Editora Vida – 2007
Finalista do Prêmio Areté – Obra infantil – 2005
Finalista do Prêmio ABEC – Ilustração – “Coleção Fumacinha” – Editora MK – 2004
II Concurso de Literatura Infantil de Barueri – 2o lugar – Barueri – 1992
Participação do I Concurso Internacional de Quadrinhos SENAC Ed. Devir – 2005
Participaçãono Salão Internacional de Humor de Piracicaba – 2001 e 1997
Participação da Bienal Internacional de Humos sobre a AIDS – 1997
Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Quadrinhos da ABRA – 1995
Workshop
A arte de contar histórias é milenar. Os grandes mestres a utilizaram e até hoje seus 
efeitos são eficazes para o ensino, lazer e entretenimento. 
 O workshop com o tema “A arte de contar histórias como Jesus contou” é 
voltado para educadores, pais e recreadores. Visa transmitir dicas práticas, conceitos 
fundamentais para uma contação de histórias, e prática através de oficina interativa.
Palestras
De forma lúdica, criativa e aconselhadora os temas de suas palestras provocam 
reflexão e auxílio aos educadores, na sua jornada em busca da transformação de vidas 
através da educação. Temas que já foram abordados em congressos educacionais: 
O educador criativo, As estações na vida de um educador, O Mestre e as 
necessidades da criança. 
Contação de histórias
A contação de histórias desperta a imaginação, a emoção, o interesse e a transformação 
de realidades. Ouvir uma história, contá-la e recontá-la é uma maneira de preservar a 
cultura, os valores e compartilhar o conhecimento, além de conduzir o ser humano ao 
encontro consigo mesmo.

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