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Livro didático sobre layout e fluxo de fabricação: apresenta conceitos e cálculos básicos; tipos de layout (funcional, em linha, celular, posicional, misto); princípios e desenvolvimento de layouts; projetos para unidades produtivas; e fundamentos de processos, estratégias e execução da produção.

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Prévia do material em texto

João Antônio de Freitas Coelho
Anderson Emidio de Macedo Gonçalves
Edmarcos Carrara de Souza
Eduardo Costa Estambasse
Layout e fluxo 
de fabricação
© 2018 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer 
modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo 
de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e 
Distribuidora Educacional S.A.
2018
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
e-mail: editora.educacional@kroton.com.br
Homepage: http://www.kroton.com.br/
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 Sousa, Edmarcos Carrara de 
 
 ISBN 978-85-522-0736-8
 1. 1. Engenharia. I. Sousa, Edmarcos Carrara de. II. Título. 
 CDD 620 
Sousa, et al. – Londrina : Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2018.
 144 p.
S725l Layout e fluxo de fabricação / Edmarcos Carrara de 
Thamiris Mantovani CRB-8/9491
Presidente
Rodrigo Galindo
Vice-Presidente Acadêmico de Graduação
Mário Ghio Júnior
Conselho Acadêmico 
Ana Lucia Jankovic Barduchi
Camila Cardoso Rotella
Danielly Nunes Andrade Noé
Grasiele Aparecida Lourenço
Isabel Cristina Chagas Barbin
Lidiane Cristina Vivaldini Olo
Thatiane Cristina dos Santos de Carvalho Ribeiro
Revisão Técnica
Alessandra Cristina Santos Akkari
Editorial
Camila Cardoso Rotella (Diretora)
Lidiane Cristina Vivaldini Olo (Gerente)
Elmir Carvalho da Silva (Coordenador)
Letícia Bento Pieroni (Coordenadora)
Renata Jéssica Galdino (Coordenadora)
Sumário
Unidade 1 | 
Unidade 2 | 
Seção 1- 
Seção 1- 
Seção 2- 
Seção 2- 
Seção 3-
Seção 3-
 Seção 4-
 Seção 4-
 Seção 5-
Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e 
seus Cálculos Básicos 7
Conceitos de Layout 12
1.1 | Porque Planejar o Layout 12
1.2 | A Importância das decisões relacionadas 
aos layouts 16
Como elaborar um layout 19
2.1 | Selecionar o tipo de processo 19
2.2 | Determinar a capacidade produtiva 21
2.3 | Detalhamento do layout selecionado 22
Objetivos dos layouts 25
3.1 | Objetivos específicos de um sistema 
de layout 25
Princípios Básicos para o cálculo e projeção 
de layouts 30
4.1 | Princípio da integração 30
4.2 | Princípio da menor distância 30
4.3 | Princípio do uso das três dimensões 31
4.4 | Princípio de observância do fluxo 
de operações 31
4.5 | Princípio da flexibilidade 32
4.6 | Princípio da satisfação e segurança 32
Tipos de layout 43
Escolhendo o melhor Layout 47
1.1. | Tipos de Layout 47
1.2 | Escolhendo o melhor tipo de layout 47
Layout funcional 52
2.1 | Conceito 52
2.2 | Quando utilizar 53
Layout em linha 56
3.1 | Conceito 56
3.2 | Quando utilizar 57
Layout celular 60
4.1 | Conceito 60
4.2 | Quando utilizar 61
Layout posicional 64
5.1 | Conceito 64
 Seção 6-
Unidade 3 | 
Unidade 4 | 
Seção 1- 
Seção 1- 
Seção 2- 
Seção 2- 
Seção 3- 
Seção 4- 
Seção 3- 
5.2 | Quando utilizar 65
Layout misto ou híbrido 68
6.1 | Conceito 68
6.2 | Quando utilizar 69
Desenvolvimento de layout 77
Princípios do layout 80
1.1 | Princípios do arranjo espacial 80
Etapas do Trabalho de desenvolvimento do layout 83
2.1 | Dimensionamento dos fatores de produção 83
Projetos de layout para unidades produtivas 92
3.1 | Projetos de layout para unidades produtivas 92
3.2 | Riscos ambientais em projeto de 94
unidades produtivas 94
Processos e operações 105
Fundamentos dos processos e operações 108
1.1 | O que é processos e operações 108
1.2 | Cadeia de suprimentos 110
1.3 | Evolução histórica do gerenciamento 
de operações 113
Estratégia de operações nas organizações 115
2.1 | Estratégia de produto, ciclo de vida e função 
da produção 115
2.1.1 | Competitividade 116
2.2 | Sequência de operação 119
2.3 | Fatores que levam indústrias a falharem 120
2.4 | Objetivos das organizações 121
Preparação da produção 125
3.1 | Sistema produtivo 125
3.2 | Localização das instalações 127
3.3 | Gestão do processo produtivo 128
3.4 | Flexibilidade de capacidade 128
Execução da produção 131
4.1 | Introdução à produção 131
4.2 | Tipos de produção (puxada – empurrada) 133
4.3 | Conceito de produção enxuta 135
Apresentação
Olá, caro aluno!
Seja bem-vindo à disciplina de Layout e Fluxo de Fabricação! É 
um grande prazer tê-lo conosco, esta disciplina tem como objetivos 
possibilitar o entendimento dos principais conceitos dos diferentes 
tipos de layouts industriais, suas principais aplicações, bem como 
apresentar ainda o conceito de processos e operações industriais. 
Promover a capacidade de estudo que possa contribuir para o 
conhecimento no que se refere a organização e planejamento 
de produção industrial. Dar ênfase nas atividades, nas quais você 
desenvolverá habilidades específicas trabalhadas de acordo com 
o conteúdo ministrado, atrelando a teoria com a realidade da 
aplicação prática. 
Você aprenderá vários assuntos, então, prepare-se, organize-
se nos estudos e processos de aprendizagem, busque sempre 
agregar conhecimentos, dessa maneira você estará no caminho 
para se tornar um profissional de sucesso, com grande destaque no 
mercado de trabalho.
Nesta disciplina de Layout e Fluxo de Fabricação, o objetivo 
principal é lhe proporcionar o conhecimento sobre a importância 
de uma gestão específica nos processos de produção de bens e/
ou serviços, além de orientar as demandas da produção e suas 
realizações. O processo envolve toda a organização, desde a 
implantação da fábrica ou organização, sendo responsável pela 
realização de todo o processo produtivo. A disciplina deve ainda 
promover a aprendizagem e o domínio dos conceitos relacionados 
aos diferentes tipos de layout, suas principais funcionalidades, 
aplicações e disposição na organização, além dos processos 
produtivos empregados. Atrelado aos conceitos, você conhecerá 
os termos técnicos sobre o assunto de gestão administrativa dos 
recursos aplicados na indústria de transformação e serviços.
Layout, processos e operações são pontos de destaque em uma 
organização, um gestor deve fazer uso das principais ferramentas de 
gestão e solução de problemas para realizar um trabalho satisfatório, 
que atenda o cliente na ponta, mas que tenha um custo baixo a fim 
de fornecer lucratividade neste negócio.
Você certamente deseja ser um profissional de sucesso, para 
isso, é necessário dedicação, estudo e aplicação prática com ética 
e muita responsabilidade. Portanto, dedique-se, seja o diferencial na 
sua organização!
Bons estudos!
Unidade 1
Objetivos de aprendizagem
Nesta unidade, você conhecerá as principais funções e 
aplicabilidades de um layout, também chamado de arranjo 
físico, no contexto de uma indústria. Portanto, serão 
nossos objetivos: 
• Conhecer o conceito de layout e qual a importância de seu 
planejamento correto para que os objetivos organizacionais 
possam ser atingidos.
• Compreender a importância da tomada de decisão 
assertiva no que se refere aos layouts. 
• Assimilar os procedimentos adotados quando 
necessária a implantação de um novo layout ou a 
reestruturação de um existente.
• Entender as diferenças entre cada processo industrial.
• Compreender a importância do cálculo da capacidade 
produtiva da indústria previamente à implantação ou 
reestruturação de um layout.
• Conhecer os principais objetivos de um arranjo físico 
ou layout.
• Compreender quais os princípios fundamentais a serem 
seguidos quando se objetiva que um layout seja implantado 
com sucesso.
IntroduçãoSobre Layout 
de Empresas Industriais e 
seus Cálculos Básicos
Edmarcos Carrara de Souza
Seção 1 | Conceitos de Layout
A finalidade desta seção é trabalhar os conceitos de layout, os 
motivos que levam as empresas os adotarem, a importância de 
se conhecer o sistema de manuseio de matérias desta indústria 
e, por fim, o quanto que decisões referentes ao layout, quando 
tomadas de maneira errada ou equivocada, podem ser prejudiciais 
a uma indústria.
Seção 2 | Como elaborar um layout
Nesta seção, você compreenderá as principais etapas a serem 
seguidas para que o planejamento e o processo de implantação 
de um arranjo físico sejam realmente benéficos para a empresa. As 
etapas abordadas são as seguintes: seleção do tipo de processo de 
produção da indústria; determinação de sua capacidade produtiva e 
por fim, o detalhamento do tipo de layout escolhido.
Seção 3 | Objetivos dos Layouts
A seção 3 está direcionada a apresentar os principais objetivos 
que uma indústria visa ao implantar um novo layout ou reestruturar 
um já existente. Dentre esses objetivos, podemos citar a minimização 
dos custos de manuseio e movimentação interna de materiais; a 
utilização eficiente do espaço físico disponível; o apoio ao uso eficaz 
da mão de obra, evitando movimentações desnecessárias; facilitar 
o acesso visual às operações e otimizar o fluxo de comunicação; 
simplificar a entrada, a saída e a movimentação de materiais e de 
pessoas, e ainda, o encorajamento, a orientação ou a indução que 
os layouts promovem à determinados fluxos.
Diante de tais objetivos, nossa preocupação é fazer com 
que você, aluno, compreenda claramente como o layout pode 
contribuir para o crescimento, o aumento da lucratividade e 
competitividade de uma indústria.
Dessa forma, a fim de atingirmos esses objetivos, 
abordaremos os seguintes assuntos:
Seção 4 | Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts
Nesta seção, serão abordados os princípios fundamentais que, 
quando previamente observados pelos gestores, podem contribuir 
para o sucesso de um projeto de layout. Portanto, serão analisados 
ao longo desta seção fatores como integração, flexibilidade, 
observância e respeito ao sentido do fluxo das operações, bem 
como a necessidade de prover ao trabalhador, por meio do layout, 
o conforto e a segurança necessários para o bom desempenho de 
suas funções.
Introdução à unidade
É muito comum escutarmos a seguinte afirmação: “Precisamos 
de um local maior, já não temos mais espaço! ”. Assim, surge uma 
pergunta de grande importância: o espaço realmente é muito 
pequeno ou somente está sendo mal aproveitado? É claro que, em 
muitas situações, a empresa cresceu mais que o previsto e o espaço já 
não comporta mais as operações. Porém, numa enorme quantidade 
de casos, basta uma reorganização ou a criação e implantação de um 
layout para a empresa e pronto, problema resolvido!
Fatores externos como a globalização, entrada de novos 
fornecedores, havendo, consequentemente, o aumento da 
concorrência e a constante instabilidade econômica nacional fazem 
com que as organizações atuais, sejam elas indústrias ou empresas 
de serviços, procurem maneiras de reduzir seus custos operacionais. 
Esses custos acabam sendo elevados por situações como o 
mal aproveitamento dos espaços disponíveis, movimentações 
desnecessárias, tanto de pessoas quanto dos materiais necessários 
para atender a demanda produtiva ou a execução de um serviço, 
desordenamento das etapas produtivas, entre outros.
É fato que o desperdício de tempo e de mão de obra podem 
aumentar os custos de produção e as despesas administrativas, essas 
situações podem comprometer substancialmente a lucratividade e 
a competitividade.
Portanto, planejar o layout dos espaços disponíveis para 
armazenagem e estocagem, da planta de produção e até mesmo 
dos setores de apoio contribui para a redução de custos, para o 
ganho de eficiência e vantagem competitiva, para agregar valor ao 
produto e também para o aumento da lucratividade da empresa. 
Além disso, fazer parte naturalmente de qualquer processo de 
planejamento da organização.
Dessa maneira, podemos concluir que planejar o layout não é 
opcional caso a empresa tenha pretensão de atingir os objetivos 
que lhe foram previamente propostos. Preparados? Então, vamos lá!
Bons estudos!
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos12
Seção 1
Conceitos de Layout
1.1 | Porque Planejar o Layout
De acordo com Slack, Chambers e Johsnton (2009), o layout 
consiste na maneira de como os recursos transformadores de uma 
empresa, por exemplo, máquinas, equipamentos, postos de trabalho 
e colaboradores são posicionados uns em relação aos outros e 
como as várias tarefas da operação serão alocadas a esses recursos 
transformadores. Portanto, nesta seção, você conhecerá o conceito 
de planejamento de layout, também chamado de arranjo físico, e 
sua importância no cenário industrial, bem como compreender os 
motivos que levam as empresas a adotá-los. Saberá a definição de 
sistema de manuseio de matérias e, por fim, quais fatores devem ser 
considerados para que seja planejado um layout ideal, ou seja, aquele 
que atende plenamente todas as necessidades e particularidades de 
uma organização.
Para início, vamos analisar a seguinte situação. 
Uma empresa, a Fênix Ltda, produz guarda-roupas de madeira e 
o seu processo é representado abaixo:
Introdução à seção
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 13
Ao analisar o esquema anterior, você pode estar pensando: 
que bagunça é essa? Qual a lógica desse layout? Por que os 
departamentos não estão em uma sequência lógica?
É exatamente isso que ocorre em muitas empresas, não só em 
pequenas e médias, mas também em grandes empresas, visto que 
na maioria dos casos cresceram de maneira desordenada, sendo 
essa situação bastante comum.
Agora, vamos ver como “deveria” ser o layout dessa empresa?
Figura 1.1 | Layout atual da Fênix Ltda. 
Fonte: elaborada pelo autor.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos14
Figura 1.2 | Layout reformulado
Fonte: elaborada pelo autor.
Você consegue perceber o quanto o deslocamento de materiais, 
de colaboradores e de equipamentos diminuiu? Com a redução 
dessa movimentação desnecessária, também é possível concluir 
que reduziu-se o desperdício de tempo, de combustível dos 
equipamentos de movimentação, como empilhadeiras, de mão de 
obra, o risco de danos às matérias-primas e aos produtos acabados. 
O planejamento do layout da empresa contribui para que o sistema 
de manuseio de materiais e informações sejam dinâmicos e 
eficientes dentro do cenário de uma indústria.
Para saber mais
É na movimentação de produtos semiacabados e acabados (com 
consequente movimentação do operador de máquina) que ocorre 
a maior parte do desperdício de tempo. Cerca de 30% do tempo 
destinado à produção é desperdiçado com transporte de materiais 
e de produtos.
Fonte: Sebrae (2017)
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 15
Mas, o que é planejamento de layout? De acordo com Martins 
e Laugeni (2015), planejar o layout significa distribuir todas as 
máquinas, utilidades, estações de trabalho, áreas de atendimento, 
áreas de armazenamento de materiais, corredores, banheiros, 
refeitórios, bebedouros e divisórias a fim de minimizar o custo de 
processamento, transporte, armazenamento de materiais e de 
tempo dentro de uma organização. De maneira mais simplificada, 
definir o layout é decidir onde colocar todas as instalações, 
máquinas, equipamentos e o corpo de colaboradores da empresa.
No que se refere às empresas industriais, Slack et al. (2012) 
afirma que o layout ou arranjo físico é uma das característicasmais evidentes de uma operação produtiva porque determina sua 
“forma” e sua aparência. Também determina a maneira como os 
recursos transformados – matérias, informações e clientes – fluem 
através da operação.
Porém, a forma de organizar tais elementos deve abranger toda a 
empresa, ou seja, ao projetar um novo layout ou reorganizar o já existente, 
todos os departamentos da empresa devem ser contemplados. 
Qual seria o layout ideal? Essa é uma pergunta que deve ser 
respondida pelos gestores da organização. O modelo escolhido, 
dentre os tantos disponíveis, deve atender especificamente às 
necessidades da empresa e essa definição deve levar em conta 
uma série de fatores relacionados ao produto final, aos itens que 
o compõem, material de embalagem, itens de manutenção e de 
reposição, submontagens, maquinários, entre outros.
Para qualquer um desses tipos de produtos anteriormente 
relacionados, deve-se considerar:
Para saber mais
Um sistema de manuseio de materiais é a rede inteira de transporte 
que recebe, armazena e estoca os materiais, movimenta-os entre os 
pontos de processamento dentro e entre os prédios e departamentos 
e finalmente deposita os produtos acabados nos veículos que os 
entregarão aos clientes. Toda essa operação é conhecida como 
logística intramuros.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos16
Tamanho, forma e massa: é de consenso que, ao se projetar 
ou reestruturar o layout, produtos com dimensões maiores ou 
peso elevado devem, preferencialmente, ficar próximos dos locais 
onde serão utilizados. Por exemplo: dentro de um armazém, 
esses produtos devem ficar próximos à porta ou, caso a planta de 
produção permita, que no ato da entrega, possam ser dispostos no 
local onde serão consumidos.
O tamanho, a forma e o peso do produto influencia diretamente 
na escolha do layout mais apropriado. Há situações em que o produto 
deve ficar parado, pois seria inviável logística e economicamente 
movimentá-lo. Portanto, o melhor layout para este produto seria o 
posicional ou fixo, como é o caso em fábrica de aviões ou estaleiros.
Características especiais: alguns itens ou setores possuem 
alguns atributos que demandam um tratamento especial dentro 
do projeto de layout. A título de exemplo, podemos usar uma 
cabine de pintura, ambiente que deve ter sistemas de isolamento 
e ventilação apropriados e que estejam de acordo com as normas 
regulamentadoras (NR’s) que preceituam sobre esse tipo de local no 
que se refere ao cumprimento das leis de segurança do trabalho.
Existem algumas questões de ordens práticas que fazem com 
que uma decisão que tenha como objetivo a implantação de um 
projeto de layout ou a reestruturação de um modelo que já esteja 
pronto seja prévia e minuciosamente analisada.
Num primeiro momento, deve-se considerar que esse tipo de 
projeto ou reestruturação, na generalidade dos casos, não são 
executados em curtos espaços de tempo. Conforme explica Slack et 
al. (2012), o layout é uma atividade difícil e de longa duração devido 
às dimensões físicas dos recursos de transformação envolvidos.
Questão para reflexão
Por que algumas empresas ainda insistem em seus layouts 
ultrapassados? Por que têm tanto medo da mudança?
1.2 | A Importância das decisões relacionadas 
aos layouts
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 17
Em diversas situações, é necessário mudar a localização de 
setores inteiros ou equipamentos de grande porte. Mudanças desse 
tipo exigem planejamento com espaço e instalações elétricas.
Outra preocupação constante diante da necessidade de 
implantação de um layout ou a reestruturação de um já existente, é 
a possibilidade de interrupção das operações produtivas. Esse fato 
pode resultar perdas de produção, atrasos, insatisfação do cliente e 
consequentes prejuízos.
Por fim, é preciso destacar que o projeto de um layout deve ser 
monitorado e controlado de forma criteriosa e constante a fim de 
corrigir imediatamente eventuais distorções. 
Se o layout, ao final de seu planejamento e implantação, estiver 
incorreto, poderá levar a padrões de fluxo excessivamente longos 
e confusos, estoque de materiais superdimensionados ou abaixo 
dos níveis necessários para atender à demanda produtiva, filas de 
clientes internos, como por exemplo outros setores que dependem 
daquele produto que está com sua produção atrasada, tempos de 
processamento desnecessariamente longos, fluxos imprevisíveis, 
elevação dos custos operacionais e ainda, a interrupção das 
operações produtivas.
Atividades de aprendizagem da unidade
1. A capacidade produtiva de uma empresa está diretamente relacionada 
com a eficiência dos tempos de produção, ou seja, quanto mais tempo se 
perde, menor é a eficiência e a quantidade produzida. No intuito de eliminar 
o desperdício de tempo, tanto de produção quanto no que se refere a 
mão de obra, é necessário que as empresas recorram a implementação ou 
reestruturação do layout. Dessa forma, é correto afirmar que:
Um layout corretamente planejado contribui para que o sistema de 
manuseio de materiais e informações seja dinâmico e eficiente dentro do 
cenário de uma manufatura.
A definição e implantação de um layout ideal colaboram para o 
aumento do desperdício de tempo com transporte de materiais em 
processo e acabados.
O layout é uma das características mais evidentes de uma operação 
produtiva porque determina sua forma e aparência.
( )
( )
( )
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos18
2. O sistema de manuseio de materiais, ou seja, a rede inteira de transporte 
que recebe, armazena e estoca os materiais, movimenta-os entre os 
pontos de processamento dentro e entre os prédios e departamentos e 
finalmente deposita os produtos acabados nos veículos que os entregarão 
aos clientes também é chamado de:
a) Logística extramuros.
b) Logística de produção.
c) Logística de abastecimento.
d) Logística intramuros.
e) Logística de distribuição.
Após classificar as informações em Verdadeira (V) ou Falsa (F), assinale a 
alternativa correta:
a) V – V – F.
b) F – F – V.
c) V – F – V.
d) F – V – V.
e) V – F – F.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 19
Seção 2
Como elaborar um layout
2.1 | Selecionar o tipo de processo
Esta seção tem como objetivo apresentar os cuidados prévios que 
os gestores devem ter ao planejar um novo layout ou reestruturar 
um já existente. Portanto, verificaremos a importância de, em 
um primeiro momento, conhecer claramente o tipo de processo 
produtivo da empresa, bem como definir qual a sua capacidade 
produtiva para que, a partir dessas informações, possamos detalhar 
os pormenores do layout escolhido.
Como já podemos perceber, elaborar ou reestruturar um 
layout não é uma tarefa tão simples. Esse tipo de decisão 
requer bastante critério por parte dos responsáveis, já que erros 
podem afetar de maneira bastante significativa as operações e a 
rentabilidade da empresa. 
Portanto, para que o planejamento e implantação do arranjo 
físico seja realmente eficiente, alguns passos devem ser seguidos. 
São eles:
Antes de qualquer decisão acerca do tipo de layout que melhor 
poderá atender as necessidades da empresa, é necessário conhecer 
o tipo de processo de produção da empresa já que cada modelo 
implica uma forma diferente de como o layout deve ser planejado.
De acordo com Slack et al. (2012), os tipos de processos mais 
comuns em organizações industriais são: 
Processo por projetos: também conhecido como “produção 
por encomenda”, esse tipo de produção caracteriza-se por fabricar 
produtos únicos, na maioria dos casos, bastantes customizados. 
Tem como características o baixo volume e a grande variedade. 
Um exemplo desse tipo de produçãosão as empresas que fabricam 
móveis planejados.
Introdução à seção
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos20
Para esse tipo de produção, o arranjo físico melhor recomendado 
é o chamado layout posicional. 
Processos de Jobbing: assim como o processo por projetos ou 
por encomenda, o processo por jobbing também apresenta grande 
variedade e pouco volume. A diferença consiste no fato de que, 
enquanto nos processos por projetos os recursos de produção 
são exclusivos para aquele trabalho, os recursos nos processos de 
jobbing podem ser compartilhados. Um exemplo de empresa que 
trabalha com esse tipo de produção são as gráficas. Por exemplo, ao 
encomendar um móvel planejado para o quarto e escolher a cor da 
madeira, esse recurso será exclusivo, ou seja, deverá ser comprado 
somente para aquele produto já que não se tem a certeza de que 
será usado em outra oportunidade. Contudo, uma gráfica pode 
tranquilamente adquirir o papel utilizado em ingresso, pois sabe que 
esse recurso de produção pode ser usado em outras demandas. 
Para esse sistema de produção, seria viável que a empresa adotasse 
o layout posicional ou por processo.
Processos em lotes ou bateladas: esse tipo de processo pode 
até ser confundido com os processos de jobbing, porém, não 
existe tanta variedade. Um exemplo desse tipo de processo são 
as fabricantes de roupas. Em um momento produz-se um lote do 
modelo “A” e ao findá-lo, passa-se a produzir o lote referente ao 
modelo “B” e assim por diante. Para essa forma de produção, pode-
se utilizar dos layouts por processo ou o denominado layout celular.
Processos de produção em massa: esse processo é aquele 
responsável por produzir bens em grandes volumes e pouca 
variedade. Um exemplo claro desse tipo de produção são as 
Para saber mais
Existem quatro tipos de arranjo físicos: layout de posição fixa ou 
posicional, layout funcional ou por processo, layout celular e o 
layout por produto. Normalmente, uma indústria opta por um desses, 
porém, isso não é uma regra. Pode ser que a empresa necessite de 
mais de um modelo de layout, passando então a utilizar-se dos 
chamados layouts mistos.
Fonte: Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013).
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 21
fábricas de automóveis populares que os produzem por anos sem 
que as variantes básicas do produto final sejam alteradas (motor, 
carroceria, cores). Nessa produção, os layouts mais indicados é o 
celular e o layout por produto.
Processos contínuos: esse processo também tem como 
característica o grande volume e a baixa variedade. O que o 
diferencia em relação ao processo de produção em massa é o fato 
de que os produtos resultantes dessa produção não podem ser 
facilmente separados e sua produção ocorre em períodos muito 
mais longos. É o que ocorre em refinarias de petróleo, distribuidoras 
de eletricidade e fábricas de papéis. Nesse caso, a empresa deve 
optar pelo layout por produto para que seu sistema produtivo atinja 
a eficiência desejada.
Após a definição do tipo de processo, deve-se especificar 
também qual será a capacidade produtiva da indústria. Volume 
de vendas, quantidade de clientes a serem atendidos e eventuais 
expectativas de crescimento devem ser consideradas, uma vez que, 
a partir dessas informações é que serão definidas as quantidades 
de maquinários e equipamentos, suas capacidades, quantidade de 
colaboradores e postos de trabalhos, área necessária para estoques 
de matérias-primas e produtos acabados. 
É importante destacar que a elaboração de um layout é uma 
atividade multidisciplinar, ou seja, envolve várias áreas da empresa. 
Dessa forma, é importante que todos os setores envolvidos, tanto 
líderes como gestores, sejam ouvidos a fim de utilizar-se de suas 
experiências para que os cálculos sejam mensurados com a máxima 
fidelidade possível.
2.2 | Determinar a capacidade produtiva
Questão para reflexão
Como um bom layout pode agregar valor para o mercado consumidor 
ao qual a empresa atende?
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos22
Martins e Laugeni (2015) explicam que, na elaboração de um 
layout, deve-se levar em conta, inicialmente, o todo. Isso quer dizer 
que o planejamento inicial deve ser generalizado e somente após 
isso que se deve proceder ao planejamento das partes.
Embora a definição do tipo de processo, o tipo básico de arranjo 
físico e os cálculos de necessidades e capacidades demonstrem 
um panorama geral da forma como os recursos serão dispostos 
dentro da empresa, é necessário também definir precisamente 
a posição exata de cada elemento da operação produtiva. Isso 
contempla especificamente a localização de cada setor em relação 
à planta industrial, quantidades de máquinas, equipamentos, seus 
respectivos operadores e espaço suficiente para a movimentação 
deles, saídas de emergência, extintores, bebedouros, quantidade de 
banheiros necessários, tipo de iluminação ideal, forma de ventilação, 
dentre tantos outros detalhes sem os quais não será possível a 
operacionalização da empresa.
Devemos salientar que o projeto de layout ideal é aquele que 
tem sempre a capacidade de agregar valor à planta industrial. Isso 
significa dizer que, mudar somente por mudar, não é planejar um 
sistema de layout, mas consiste apenas em mudanças inócuas.
Martins e Laugeni (2015), afirmam que o projeto ideal deve contemplar:
a) Planejamento Global: compreende planejar onde a empresa 
como um todo estará localizada, como por exemplo em qual 
país. Isso demanda uma análise dos clientes, dos fornecedores e 
também, da quantidade de mão disponível nesta região, ainda mais, 
quando a empresa necessita de mão de obra específica.
b) Planejamento do supra-espaço: esse nível de planejamento 
relaciona-se especificamente à planta da empresa e sua infraestrutura. 
Qual será seu tamanho, quantidades de prédios departamentais e 
onde deverão estar localizados dentro dessa planta.
c) Planejamento do macro-espaço: compreende a definição 
dos fatores relacionados a cada um dos prédios pré-definidos no 
planejamento do supra-espaço. Nesse momento deve-se definir 
os setores de cada um deles, bem como irão ocorrer o fluxo de 
materiais e de informações.
2.3 | Detalhamento do layout selecionado
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 23
d) Planejamento do micro-espaço: no que se refere às empresas 
industriais, é neste nível que são definidas a localização de cada 
máquina, equipamentos e demais elementos necessários à 
operacionalização do setor produtivo.
e) Planejamento do sub-micro-espaço: é nesse último nível que 
ocorre o planejamento das estações de trabalho, abrangendo a 
definição e esclarecimento das tarefas, quantidade de trabalhadores 
por posto e seus respectivos espaços para movimentação e as 
ferramentas que deverão compor este local de trabalho. 
Dessa forma, os passos para a implantação de um layout devem 
ocorrer como demonstrados na figura abaixo:
Assim, é possível constatar que a definição de um layout não deve 
ocorrer de maneira aleatória e sim, baseada em decisões assertivas e 
criteriosas para que o modelo escolhido possa realmente colaborar 
para que a organização possa atingir os objetivos que lhes foram 
previamente propostos.
Figura 1.3 | Etapas de decisão e implantação de um Layout
Fonte: adaptada de Slack et al. (2012).
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos24
Atividades de aprendizagem
1. O planejamento e implantação de um layout industrial é um grande 
desafio proposto aos gestores organizacionais já que decisões errôneas 
ou equivocadas podem resultar em grandes perdas. Nesse contexto, 
é necessário que sejam cumpridas algumas etapas a fim de que esse 
processoatinja os objetivos que lhes foram propostos. Portanto, no 
momento da elaboração de um layout para uma determinada organização, 
primeiramente é necessário:
a) Conhecer o seu tipo de processo de produção.
b) Entender a divisão hierárquica e piramidal da organização.
c) Compreender o processo de entrada e saída de materiais.
d) Conhecer seus fornecedores habituais e secundários.
e) Identificar os pontos positivos da empresa e quais pontos devem 
ser melhorados.
2. Esse tipo de processo tem como característica produzir em grandes 
volumes e pouca variedade. Para essa forma de produção, os layouts mais 
indicados são o celular ou Layout por produto. É bastante comum em 
empresas fabricantes de automóveis. Esta descrição refere-se ao:
a) Processo em lotes ou batelada.
b) Processo de Jobbing.
c) Processo de Produção em Massa.
d) Processos Contínuos.
e) Processo de Produção Especializada.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 25
Seção 3
Objetivos dos layouts
3.1 | Objetivos específicos de um sistema 
de layout
Podemos afirmar que o cumprimento dos objetivos de uma 
organização está diretamente relacionado à forma como ocorre 
o planejamento de suas decisões e procedimentos operacionais. 
Dentre essas decisões, a estruturação de um novo layout ou a 
reestruturação de um já existente é de fundamental importância 
se levarmos em conta os objetivos pertinentes ao layout. Esses 
objetivos são explicados a seguir.
Como já vimos, o layout ou arranjo físico de uma empresa é 
o modo em que se encontram dispostos, fisicamente, os recursos 
que ocupam espaço dentro de uma instalação. Tais recursos, como 
materiais, funcionários, máquinas, equipamentos, dentre outros, são 
fundamentais para atender a demanda produtiva e sem eles essa 
operação seria impossível. 
Porém, esses insumos devem estar dispostos de uma maneira 
que torne o processo produtivo o mais eficiente possível. Dessa 
forma, é possível afirmar que, dentro dos limites estabelecidos pela 
estratégia competitiva da empresa, um bom projeto de layout tem 
como objetivo não somente eliminar as atividades que não agregam 
valor, mas também evidenciar as operações que podem agregar 
valor ao produto, à empresa e elevar o nível de serviço ao cliente.
Portanto, de acordo com Corrêa e Corrêa (2011), de uma forma 
geral, os objetivos principais atribuídos aos layouts são os seguintes:
Introdução à seção
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos26
Minimizar os custos de manuseio e movimentação interna 
de materiais
 É claro que não podemos eliminar todas as movimentações de 
materiais dentro de uma empresa, porém, as distâncias percorridas, 
sempre que possível, devem ser encurtadas. Isso contribui para a 
redução de custos organizacionais, para a economia do tempo 
demandado nessas operações e um melhor aproveitamento da 
mão de obra.
Utilizar o espaço físico disponível de forma eficiente
Cada metro de uma instalação tem um custo, seja em 
decorrência do valor pago em aluguel ou em virtude do custo de 
aquisição. Portanto, espaços mal aproveitados e ociosos significam 
perda efetiva de dinheiro da empresa.
Apoiar o uso eficiente da mão de obra, evitando que se 
movimente desnecessariamente
 O raciocínio para a mão de obra e o espaço disponível deve ser o 
mesmo. Cada minuto e segundo de um colaborador representa um 
custo para empresa. Portanto, mão de obra ociosa ou em operações 
desnecessárias não agregam em nada, apenas representam perda 
de capital.
Para saber mais
É fato que um dos mais importantes objetivos de um layout é 
a melhor disposição de maquinários e equipamentos em uma 
planta fabril, porém, isso não deve ocorrer de maneira arbitrária ou 
aleatória. A Norma Regulamentadora nº 12 do Ministério do Trabalho 
é responsável por regulamentar todos os procedimentos referentes 
a esse planejamento. Essa NR aborda fatores como a distância 
mínima entre os maquinários, condições ideais do piso onde serão 
localizados, áreas de circulação em seus arredores, condições para 
instalações elétricas e até mesmo como deve ocorrer o sistema de 
partida e parada do equipamento. A não observância dos quesitos 
dessa norma pode resultar em interdição imediata do equipamento.
Fonte: Ministério do Trabalho (2017).
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 27
O layout deve ser planejado e distribuído com o claro objetivo 
de viabilizar o fluxo de pessoas e a movimentação de materiais sem 
grandes cruzamentos ou obstáculos.
Facilitar o acesso visual às operações e otimizar o fluxo 
de comunicação
Um layout corretamente planejado contribui para uma visão 
sistêmica das operações que ocorrem na planta produtiva, 
possibilitando assim um melhor controle e rapidez em casos de 
necessidade de eventuais correções.
Em uma organização, a comunicação deve ser clara e entendível 
por aqueles à quem é destinada. Dessa forma, um layout bem 
planejado contribui substancialmente para que a comunicação 
possa fluir, uma vez que, faz parte do projeto a fixação de placas 
que objetivem informar os colaboradores sobre procedimentos e 
normas de segurança.
Facilitar entrada, saída e movimentação dos fluxos de materiais 
e de pessoas
Organizar é a palavra-chave em qualquer projeto de layout. 
Os insumos necessários devem estar disponíveis na quantidade 
e no momento correto em que forem solicitados. Vamos tomar 
como exemplo uma empresa que não tem o layout de seu 
estoque claramente definido e, a cada momento em que um 
insumo é solicitado, leva-se longos períodos para ser localizado. 
Além de podermos constatar um colaborador que poderia estar 
desempenhando outras funções que pudessem agregar mais valor 
às operações produtivas, ainda se corre o risco de interromper 
a produção por falta desse insumo, o que resultará em atrasos e 
perdas. Tudo isso, somente porque um insumo, que poderia ser um 
único parafuso, não está em seu lugar correto.
Questão para reflexão
Qual a importância de um layout bem planejado em uma empresa 
de pequeno porte?
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos28
Encorajar, orientar ou induzir a determinados fluxos
 Em uma planta industrial, é comum encontrarmos corredores 
ou faixas pintadas no chão a fim de evidenciar o fluxo correto dos 
materiais, equipamentos de movimentação ou colaboradores.
Esse layout é previamente planejado dessa forma a fim de 
fazer com que a distância das movimentações seja reduzida ou 
com o claro objetivo de desviar um equipamento de um local que 
ofereça riscos, como espaços onde há grande movimentação de 
pessoas, ou ainda, evitar que um colaborador seja exposto a locais 
com potencial de riscos e acidentes, por exemplo, locais com alta 
corrente elétrica ou que exista grande possibilidade de quedas e 
outros acidentes.
Podemos perceber então que todos os objetivos relacionados 
resultam em redução de custos, sejam eles fixos, como os custos 
incorridos em função da aquisição ou locação do espaço físico, 
salários da mão de obra empenhada na movimentação de materiais 
e produtos acabados, a depreciação de máquinas e equipamentos e 
também, dos custos variáveis, como por exemplo, os combustíveis.
Atividades de aprendizagem
1. O layout escolhido por uma empresa é a forma pela qual serão 
distribuídos fisicamente os recursos necessários para a operacionalização 
do setor produtivo. Porém, sua implantação ou reestruturação deve 
resultar em benefícios e, para isso, deve cumprir com alguns objetivos. 
Então, é correto afirmar que:
O objetivo principal de um layout é contribuir para a redução dos 
custos de manuseio e movimentação de matérias-primas do fornecedor 
até a empresa.
É objetivo de um layout colaborar para reduzir o custo de ocupação 
da planta industrialpor meio da utilização do espaço disponível de 
forma eficiente.
Um layout corretamente planejado contribui para uma visão sistêmica 
das operações e otimiza o fluxo de comunicação da empresa.
Classifique as afirmações em Verdadeira (V) ou Falsa (F) e assinale a 
alternativa que contempla a sequência correta:
( )
( )
( )
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 29
2. Um dos objetivos claros que justificam a escolha e planejamento de 
um layout industrial é a redução de custos. Essa redução contribui para 
que o preço final do produto também seja menor, colaborando com a 
lucratividade e competitividade da empresa. Nesse contexto, é correto 
afirmar que:
I- O layout contribui para que custos variáveis, como os valores 
gastos com espaço físico, combustíveis, lubrificantes e salários dos 
colaboradores da indústria sejam reduzidos.
II- Um layout planejado corretamente contribui para que custos com 
propagandas e marketing e custos relacionados aos programas de 
desenvolvimento de novos produtos também sejam diminuídos.
III- Um layout eficiente agrega valor à indústria, pois contribui para 
que custos fixos, como por exemplo, os gastos com salários dos 
trabalhadores da produção sejam reduzidos em função de um melhor 
aproveitamento da mão de obra disponível. 
Assinale a alternativa correta:
a) As afirmações I e II estão corretas.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) As afirmações II e III estão corretas.
d) As afirmações I e III estão corretas.
e) Apenas afirmação III está correta.
a) F – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – F.
d) F – F – V.
e) F – V – F.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos30
Seção 4
Princípios Básicos para o cálculo e projeção 
de layouts
4.1 | Princípio da integração
4.2 | Princípio da menor distância
O planejamento, o cálculo e a implantação de um layout 
devem, impreterivelmente, levar em conta, além do processo de 
produção da empresa, o tipo de layout previamente escolhido por 
ela, uma vez que existem diversas particularidades que diferenciam 
as formas como maquinários, equipamentos, colaboradores e seus 
respectivos postos de trabalho serão dispostos. Porém, indiferente 
do tipo de layout, alguns princípios devem ser observados.
Esse princípio afirma que todos os elementos de um setor 
produtivo devem ser considerados, já que um único componente 
que eventualmente apresente um mal funcionamento ou interrupção 
pode comprometer a capacidade de produção de toda a indústria.
Por exemplo, ao calcular um layout, deve-se dar a mesma 
atenção para uma máquina que produz diariamente dez unidades de 
um determinado componente que se dá a uma que produz dez mil. 
Em virtude de sua capacidade de produção, o espaço destinado a 
esse equipamento e seus colaboradores poderia ser negligenciado, 
porém, deve-se levar em conta que caso a máquina com capacidade 
menor de produção pare ou seu operador tenha algum problema 
em relação à ventilação ou o espaço para se movimentar, poderá 
interromper toda a produção da empresa.
Como já abordamos no decorrer da unidade, movimentações 
desnecessárias não agregam em nada ao produto. Dessa forma, 
as distâncias percorridas entre uma operação e outra devem ser 
diminuídas ou até mesmo eliminadas. 
Introdução à seção
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 31
4.3 | Princípio do uso das três dimensões
4.4 | Princípio de observância do fluxo 
de operações
Um produto acabado que demandou mais horas de movimentação 
e, consequentemente, mão de obra empregada nesse fluxo, 
certamente terá um custo maior. Custos elevados resultam em preços 
de vendas maiores, o que acaba por comprometer a competitividade 
do produto no mercado quando comparado a outro que teve um 
fluxo de movimentação mais eficiente.
Ao planejar um layout, deve-se conhecer claramente todos os 
espaços disponíveis para sua implantação a fim de que todas as suas 
dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade, quando possível, 
possam ser utilizadas.
A planta industrial possui um subsolo ou um mezanino? Então, 
por que não acondicionar nesses locais produtos que tenham uma 
demanda ou giro menor e deixar a planta industrial com espaço 
disponível para novas máquinas ou uma área previamente planejada 
para uma futura ampliação?
Em outro exemplo, podemos considerar o fato de dedicar tais 
espaços disponíveis para manutenção e conserto de máquinas e 
equipamentos a fim de que essas operações não ocorram na planta 
produtiva tornando-a menos eficiente.
Este é um dos princípios de maior importância no momento 
de se planejar e calcular um layout. Pessoas, equipamentos de 
movimentação (empilhadeiras, carrinhos, paleteiras etc) devem se 
movimentar sempre num fluxo que siga a sequência de produção. 
No contexto de um layout, devem ser evitadas movimentações 
repetitivas, as chamadas “idas e vindas” e cruzamentos. A observação 
desse princípio contribui para redução nos níveis de acidentes, tanto 
com equipamentos quanto com os colaboradores, nos tempos de 
espera não programados e ainda, colabora para que materiais, sejam 
eles insumos ou acabados, não sofram danos ou perdas.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos32
Questão para reflexão
Qual a importância do apoio e do comprometimento do 
alto executivo da empresa para que um novo layout ou a 
reestruturação de um já existente atinja os objetivos que lhes 
são previamente determinados?
4.5 | Princípio da flexibilidade
4.6 | Princípio da satisfação e segurança
Em um cenário em que mudanças são constantes, esse é 
um princípio que deve ser cuidadosamente observado pelos 
responsáveis pelo planejamento de um layout.
Possibilidade de aumento da demanda, inconsistência no 
fornecimento de insumos e mudanças na legislação são fatores 
que podem resultar em uma eventual necessidade de alteração de 
um layout já existente. Vamos considerar que uma empresa, com 
o intuito de reduzir seu custo, passe a comprar matéria-prima de 
outro fornecedor que tem um tempo de entrega bem maior que o 
antigo. Consequentemente, será necessário que a empresa tenha 
um estoque de segurança maior, o que demandará mais espaço.
Em outro momento, a demanda dessa empresa aumentou 
substancialmente e, para atendê-la, será necessário adquirir 
novas máquinas e colaboradores. É fato que isso ocupará um 
espaço relevante na planta industrial, e se empresa não tiver essa 
disponibilidade, ou deixará de atender seu mercado consumidor e 
perder a nova receita ou então terá que arcar com todos os custos 
de uma nova planta de produção.
Um layout, além de considerar a melhor disposição dos 
maquinários e equipamentos em uma planta industrial, deve ser 
planejado também com o claro objetivo de proporcionar ao 
colaborador o máximo de conforto e segurança possível.
Portanto, fatores como a largura de corredores, quantidade 
de banheiros, localização de refeitórios, sistemas de ventilação e 
iluminação devem ser levados em conta no momento do cálculo 
das áreas disponíveis para a produção.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 33
Por fim, outros fatores que devem ser previstos em um layout 
são os que dizem respeito aos equipamentos de movimentação 
necessários à operacionalização de uma indústria.
Esses equipamentos podem demandar grandes mudanças no 
momento de planejar e calcular um layout. É o caso de empresas 
que trabalham com esteiras ou transelevadores. Além de planejar 
antecipadamente a área que deve estar disponível para sua instalação, 
é necessário que as paredes internas onde serão instalados sejam 
reforçadas para não cederem durante as operações.
Digamos que a empresa utiliza empilhadeiras para movimentar seus 
insumosou produto acabado. Deve-se levar em conta a necessidade 
de corredores mais largos e área de manobra, por exemplo.
Portanto, o tipo e as maneiras pelas quais ocorrerá o fluxo 
de produtos no interior de uma planta industrial também devem 
estar bastante claros para que o layout seja eficiente e que 
sua implantação ou reestruturação possa contribuir para os 
objetivos organizacionais.
Para saber mais
O Ministério do Trabalho, por meio das Normas Regulamentadoras, 
é o órgão responsável por determinar os elementos que devem 
constar em um layout industrial a fim de que o conforto e a segurança 
do trabalhador sejam preservados. Largura de corredores, saídas de 
emergência, localização dos extintores, rampas e escadas existentes 
em um layout devem estar em concordância com essas normas e 
seu descumprimento, além de sanções legais, como multas, pode 
resultar na interdição das operações de uma empresa.
Fonte: Ministério do Trabalho (2017).
Atividades de aprendizagem
1. Não podemos falar em um único modelo a ser seguido para que um 
layout possa funcionar de maneira eficiente em uma indústria. Isso se dá 
por conta das particularidades de cada um dos modelos existentes e pelas 
especificidades de modelo de processo de produção. Porém, ao obedecer 
alguns princípios, as chances de sucesso são aumentadas. Dessa forma, 
assinale a alternativa que compreende corretamente todos esses princípios.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos34
2. O princípio da satisfação e segurança dispõe que um layout não deve 
levar em conta somente a localização eficaz de máquinas e equipamentos, 
mas também deve atentar-se para os fatores pertinentes à satisfação, 
saúde e segurança do trabalhador. A inobservância desses quesitos pode 
resultar em sanções legais, como multas e interdições. No Brasil, o órgão 
responsável por essa regulamentação é o (a):
a) Ministério do Bem Estar social por meio das Normas de Retificação.
b) Ministério de Amparo ao Trabalhador por meio das Normas Fiscalizadoras.
c) Ministério do Trabalho por meio das Normas Regulamentadoras.
d) Ministério de Amparo ao cumprimento das Normas Regulamentadoras.
e) Ministério da Saúde e Segurança do Trabalhador por meio das 
Normas Fiscalizadoras.
a) Princípio da integração; princípio da menor distância; princípio do uso 
das três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações.
b) Princípio da oferta e demanda; princípio da maior distância; princípio 
do uso das dimensões unilaterais; princípio da observância dos 
procedimentos operacionais.
c) Princípio de estruturação; princípio da movimentação desnecessária; 
princípio do uso das quatro dimensões; princípio da tolerância do fluxo de 
operações; princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança.
d) Princípio da tolerância de movimentação; princípio da menor 
distância; princípio do uso de subsolos e mezaninos; princípio da 
delimitação do fluxo de operações; princípio da flexibilidade e princípio 
da satisfação e segurança.
e) Princípio da integração; princípio da menor distância; princípio do 
uso das três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações; 
princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança.
Fique ligado
Nesta unidade, pudemos conhecer os conceitos mais importantes 
que se referem aos layouts, bem como podem ser elaborados, seus 
principais objetivos e finalmente, os princípios básicos a serem 
seguidos diante da necessidade de planejamento e elaboração 
de qualquer um dos tipos de layouts existentes. Dessa forma, é de 
fundamental importância que conheçamos os elementos centrais 
que permearam nossa unidade, tais como:
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 35
• Conceitos de layout.
• Como elaborar um layout.
• Objetivos dos layouts.
• Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts.
Os principais tópicos concentram-se nos assuntos acima citados, 
porém, é importante também indicarmos os conteúdos trabalhados 
na unidade.
• Porque planejar um layout.
• Conceito de sistemas de manuseio de materiais.
• Importância das decisões relacionadas aos layouts.
• Tipos de processos industriais: processo por projetos; 
processos de Jobbing; processos em lotes ou bateladas; processos 
de produção em massa e processos contínuos.
• A importância de se determinar previamente a capacidade 
produtiva antes da elaboração do layout.
• Detalhamento do layout escolhido.
• Objetivos dos layouts: minimizar os custos de manuseio 
e movimentação interna de materiais; utilizar o espaço físico 
disponível de forma eficiente; apoiar o uso eficiente da mão de 
obra, evitando que movimentação desnecessária; facilitar o acesso 
visual às operações e otimizar o fluxo de comunicação; facilitar a 
entrada, saída e movimentação dos fluxos de materiais e de pessoas; 
encorajar, orientar ou induzir determinados fluxos.
• Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts: princípio 
da integração; princípio da menor distância; princípio do uso das 
três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações; 
princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança.
Essas informações são fundamentais, uma vez que servirão de 
complemento para os estudos sobre a importância e a aplicabilidade 
dos layouts e como essa ferramenta pode contribuir para que uma 
organização atinja seus objetivos organizacionais.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos36
Caro aluno, 
Ao longo desta unidade, percebemos o quanto o planejamento 
e a implantação correta de um layout pode contribuir para uma 
empresa, principalmente no que tange à redução de custos, tanto 
fixos como variáveis. Porém, nosso aprendizado não deve se encerrar 
por aqui. Procure conhecer mais sobre o assunto acessando artigos, 
livros e outros materiais que tratam sobre o tema. Ainda há muito 
mais a aprender.
Para concluir o estudo da unidade
Atividades de aprendizagem da unidade
1. Um questionamento comum entre os gestores organizacionais diz 
respeito ao modelo ideal de layout a ser adotado pela empresa, isto é, como 
elaborá-lo e quais fatores devem ser considerados no processo. Portanto, a 
fim de responder a essa recorrente dúvida, é correto afirmar que:
I- O modelo de layout escolhido deve atender especificamente as 
necessidades da empresa. Para isso, deve-se levar em conta o tipo de 
produto fabricado, material de embalagem, materiais de reposição e 
manutenção, maquinários, entre outros.
II- Ao analisar o produto a fim de elaborar o layout, o tamanho e a massa 
devem ser levados em consideração. É de consenso que produtos 
com dimensões maiores devem ficar o mais afastado possível de 
portas e saídas.
III- Ao se projetar um novo layout ou reestruturar o já existente, deve-se 
considerar também as características especiais pertinentes a alguns 
setores a fim de atender as normas regulamentadores e legislações 
que versam sobre as leis de segurança do trabalho.
Assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas as afirmações I e II.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) Estão corretas as afirmações I e III.
d) Estão corretas as afirmações II e III.
e) Apenas a afirmação III está correta.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 37
2. É fato que não existe um procedimento padrão para que uma 
organização possa definir com precisão o layout que irá adotar. Diversas 
características e particularidades da empresa devem ser observadas a fim 
de que essa escolha seja a mais assertiva possível. Porém, a fim de facilitar 
esse processo, Martins e Laugeni (2015) afirmam que o projeto ideal de 
layout deve contemplar algumas etapas de planejamento. Nesse contexto, 
é correto afirmar que:
Primeiro, deve-se planejar o layout globalmentee, a partir disso, 
planejar o supra-espaço, o macro-espaço, o micro-espaço e o sub-
micro-espaço.
No planejamento do sub-micro-espaço é o momento em que ocorre 
as verificações e decisões acerca das estações de trabalho, a definição das 
tarefas, quantidades de trabalhadores por posto, ferramentas e o espaço 
necessário para movimentação.
O planejamento do macro-espaço tem como objetivo principal definir 
as questões referentes à planta da empresa e sua infraestrutura, como por 
exemplo seu tamanho e a quantidade de prédios departamentais. 
Após classificar as afirmações acima em verdadeira (V) ou Falsa (F), assinale 
a alternativa que compreende sequência correta:
a) V – F – F.
b) V – F – V.
c) F – F – V.
d) V – V – F.
e) F – V – V.
( )
( )
( )
3. Em uma planta industrial, um layout também pode ser utilizado com 
a finalidade de evitar que um equipamento de movimentação ou um 
colaborador siga um caminho, seja com o intuito de encurtar a distância 
percorrida ou então, de fazer que o equipamento ou o trabalhador desvie 
de um local que possa apresentar altos níveis de periculosidade. Um 
exemplo disso são os corredores ou faixas desenhadas com o propósito 
de tornar claro que somente aquele caminho deve ser seguido num 
determinado local. Essa ação é prévia e propositalmente planejada já que, 
um dos objetivos de um layout é:
a) Tornar mais complexa a entrada, a saída e a movimentação dos fluxos 
de materiais e de pessoas.
b) Evidenciar a imagem da empresa frente ao mercado no qual atua por 
apresentar um layout menos poluído.
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos38
4. Analise os textos abaixo:
Texto 1 - Um layout deve ser planejado de maneira que, diante de situações 
como aumento da demanda, inconsistência no fornecimento de insumos 
e mudanças na legislação, possa ser alterado sem que isso comprometa as 
operações da empresa, ou então, sem que haja necessidade de mudanças 
para outra planta industrial.
Texto 2 – Em uma planta industrial, todos os espaços devem ser utilizados, 
desde que isso não comprometa as operações ou coloque em risco a 
segurança dos colaboradores. 
Os textos acima se referem a dois princípios a serem seguidos para que o 
planejamento e a implantação do layout sejam eficientes. Nesse sentido, 
os textos referem-se, respectivamente ao:
a) Princípio da orientação ao fluxo de produção e princípio do uso da 
altitude e latitude.
b) Princípio da tolerância a mudanças e princípio do uso das três dimensões.
c) Princípio da possibilidade de inovação e princípio da observância 
das operações.
d) Princípio da integração e crescimento e princípio da satisfação e segurança.
e) Princípio da flexibilidade e princípio do uso das três dimensões.
5. A implantação de um novo layout ou a reestruturação de um modelo 
já existente são procedimentos que demandam uma série de decisões 
que, quando negligenciadas ou tomadas de maneira equivocada, podem 
resultar, inclusive, na falência da empresa devido aos prejuízos dessa 
operação. A fim de tornar esse processo mais eficiente, o ideal é que 
quatro decisões fossem tomadas sequencialmente. Dessa forma, sobre 
essas decisões, é correto afirmar que:
c) Encorajar determinados fluxos orientando ou contribuindo para que 
operadores de equipamentos, como empilhadeiras e trabalhadores 
sigam comportamentos que obedeçam fluxos pré-determinados ou 
normas de segurança.
d) Apoiar a ociosidade da mão de obra, evitando que ocorram 
movimentações desnecessárias ao processo produtivo.
e) Contribuir para que sejam usadas as duas dimensões existentes em uma 
planta industrial, ou seja, a largura e altura
U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 39
I- A primeira decisão diz respeito à escolha do tipo básico de layout. O 
gestor deve escolher entre os layouts: posicional, por processo, layout 
celular ou por produto.
II- A segunda decisão a ser tomada em um processo de implementação 
de um layout é determinar a capacidade produtiva da empresa.
III- A última decisão a ser tomada, quando se pretender implantar um 
layout ou reestruturar um já existente, diz respeito a determinar o 
volume de vendas e os objetivos de desempenho da empresa.
Após analisar as afirmações anteriores, assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas as afirmações I e II.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) Estão corretas as afirmações II e III.
d) Apenas a primeira afirmação está correta.
e) Estão corretas as afirmações I e III.
Referências
CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e operações. São Paulo: 
Atlas, 2011.
MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da produção. 3. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2015.
MINISTÉRIO DO TRABALHO. Normas Regulamentadoras. [s.d]. Disponível em: 
<http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-
regulamentadoras>. Acesso em: 21 mar. 2018.
SEBRAE. O layout da fábrica pode influir na produtividade. 2017. Disponível em: 
<https://goo.gl/wtucMY>. Acesso em: 21 mar. 2018.
SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção: edição 
compacta. São Paulo: Atlas, 2012.
. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 2009.
SLACK, N.; ALISTAIR, B. J.; ROBERT, J. Princípios da administração da produção. São 
Paulo: Atlas, 2013.
Unidade 2
Objetivos de aprendizagem
Nesta unidade você identificará os tipos de layout que 
podem ser utilizados na produção de bens e serviços. Dessa 
forma, nossos objetivos serão: 
• Identificar informações necessárias para uma perfeita 
elaboração de um layout. 
• Conhecer as vantagens e as desvantagens de cada tipo 
de layout.
• Exemplificar os tipos de layout com modelos.
Diante de tais objetivos, nossa preocupação é dar 
fundamento a escolha correta do layout, exemplificar 
os tipos de layout com suas respectivas vantagens e 
desvantagens de aplicação. 
Tipos de layout
João Antonio de Freitas Coelho
Seção 1 | Escolhendo o melhor layout
Como será que escolhemos o melhor layout? Nesta seção, 
caro aluno, você irá conhecer quais são as variáveis levadas em 
consideração na escolha do tipo de layout a ser utilizado em um 
alinha de produção.
Seção 2 | Layout funcional
O primeiro layout que surgiu foi o funcional, então, na 
segunda seção, conheceremos o seu conceito, suas vantagens 
e desvantagens.
Seção 3 | Layout em linha
Henry Ford foi um dos primeiros empresários que utilizou o 
layout em linha em sua fábrica de automóveis. Nesta seção você 
conhecerá a configuração deste tipo de layout, bem como as 
vantagens e desvantagens de sua utilização.
Seção 4 | Layout celular
Na quarta seção veremos o layout celular, o qual surgiu com 
a necessidade de redução de estoques de produtos acabados e 
durante a produção. Vamos entender como aplicar e quais são as 
suas vantagens.
Seção 5 | Layout posição fixa
Conheceremos a aplicação do layout de posição fixa muito 
utilizada na fabricação de produtos de tamanho excessivos, como 
aviões e navios.
Seção 6 | Layout misto ou híbrido
Na última seção desta unidade vamos ver a solução encontrada 
para a combinação dos layouts vistos nas seções anteriores com o 
objetivo de atingir a maior performance de produção.
U2 - Tipos de layout 43
Introdução à unidade
Nesta unidade, serão abordados os tipos de layouts que podemos 
utilizar na produção e no fornecimento de bens e serviços. 
Devido a busca por um diferencial competitivo em um 
mercado globalizado, as empresas estão se preocupando cada 
vez mais em ter um arranjo físico adequado para o tipo de 
produto a ser fabricado.
A evolução dos processos produtivos faz surgir novos tipos 
de arranjos físicos que buscam facilitar o processo produtivo, 
aumentando a eficiência, ganhando em produtividade e reduzindo 
os custosde fabricação.
O início de tudo foi com os artesãos, mesmo sem terem 
conhecimento de técnicas de layout, eles utilizavam o layout 
funcional, ou seja, o arranjo físico era dividido por funções/processos 
e cada artesão realizava uma atividade. 
Figura 2.1 | Artesãos trabalhando
Fonte: <http://2.bp.blogspot.com/-RDhJB2ux5wM/T50kAclG96I/AAAAAAAAD-c/ZgvdHT2gJOM/s1600/making-shoes.
jpg>. Acesso em: 26 abr. 2018
Com a evolução dos processos de fabricação, foram criados 
novos tipos de arranjos físicos, como o layout em linha instalado por 
Henry Ford para a produção de automóveis no ano de 1913. Agora, 
vamos conhecer os tipos de layout que existem.
U2 - Tipos de layout 45
Seção 1
Escolhendo o melhor Layout
1.1 | Tipos de Layout
1.2 | Escolhendo o melhor tipo de layout
Nesta seção, você irá entender quais são as preocupações na 
hora de escolher o tipo de layout e elaborar o melhor arranjo físico 
para a atividade de manufatura dos produtos.
Segundo Corrêa (2006), existem três tipos básicos de arranjos físicos 
que têm características diferentes e que, dependendo da situação, 
podem ser mais ou menos eficientes. Os arranjos clássicos são:
 ¾ Por produto: as máquinas são organizadas em estações 
de trabalho dispostas em uma sequência fixa. Neste caso, o 
colaborador fica parado e o produto que está sendo fabricado é 
que se movimenta por meio de equipamentos de movimentação 
(esteiras, carrinhos, ganchos, etc,).
 ¾ Por processos: as estações de trabalho não são organizadas 
em uma sequência fixa. Cada estação é relativamente autônoma, 
então, um produto vai para a estação de trabalho necessária para 
realizar a operação seguinte a fim de completar o produto.
 ¾ Posicional: o produto permanece em uma posição fixa. Seus 
componentes são produzidos em outras linhas de produção e levados 
para a área de produção onde será realizada a montagem final.
Existem ainda os arranjos que combinam mais de um tipo, estes 
são chamados de híbridos, o mais comum é o arranjo celular. A 
partir de agora, conheceremos os tipos de layout existentes.
O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado 
em uma configuração de posicionamento correta, que possibilite 
Introdução à seção
U2 - Tipos de layout46
eliminar as atividades que não agregam valor ao produto, como o 
excesso de estoques durante a produção, excessos de movimentação 
e deslocamento de materiais e pessoas, tempos perdidos em 
deslocamentos desnecessários. Ao eliminarmos essas atividades, 
como consequência, estaremos aumentando a produtividade da linha 
de produção, possibilitando à empresa a obter vantagem competitiva 
perante seus concorrentes.
Em todas as fábricas e plantas produtivas se faz necessário a 
escolha do melhor layout e existem alguns pontos que são recorrentes 
em todos os tipos de processos utilizados na manufatura, entre eles 
podemos citar:
Dimensões dos produtos: a massa e o tamanho dos produtos 
levam a análise da necessidade da utilização de equipamentos que 
auxiliem na movimentação (pontes rolantes, mesas de roletes, talhas 
e elevadores), também a quantidade de colaboradores e os esforços 
realizados por eles. Atualmente, a questão da ergonomia é levada em 
consideração na elaboração do layout com o objetivo de reduzir o 
risco de causar uma doença adquirida no trabalho (por exemplo LER - 
Lesão por esforço repetitivo).
Complexidade dos produtos: quanto maior o número de 
componentes, maior a necessidade de operadores para movimentar o 
material entre os postos de trabalho.
Necessidade de movimentação: o estudo deve se atentar para a 
quantidade de movimentação de materiais e pessoas em relação ao 
tempo e o volume de produção necessário. Quanto maior o tempo 
gasto em movimentação, maior será a necessidade de uma análise 
mais profunda na disposição de equipamentos e fluxos de processos.
Para saber mais
A escolha de um layout de uma linha de produção não é uma atividade 
simples. Envolve variáveis externas e internas. Para conhecer mais 
um pouco sobre esses detalhes, leia o artigo a seguir:
MAESTRELLI, N. Como escolher o melhor layout industrial? 
2015. Manufatura em foco. Disponível em: <https://www.
manufaturaemfoco.com.br/como-escolher-o-melhor-layout-
industrial/>. Acesso em: 26 abr. 2018.
U2 - Tipos de layout 47
No Gráfico 2.1 é possível ver o layout mais adequado em relação 
a quantidade e a variedade de produtos. Para produtos em produção 
contínua ou em grandes volumes, podemos utilizar o layout em 
linha, para produtos em lotes, os layouts mais recomendáveis são o 
celular e por processos
Com a evolução dos produtos e a mudança nos hábitos de 
consumo, surgem algumas situações que levam a análise e a 
alteração do layout existente para o atendimento dessas tendências 
de mercado, entre elas podemos citar:
• Modificações nos produtos que impliquem uso de novos 
equipamentos e/ou processos.
• Devido ao aumento da demanda, ou mix de produto, se faz 
necessário o aumento da capacidade produtiva.
• Surgimento ou crescimento de alguns departamentos ou áreas 
produtivas dentro da empresa.
• Projeto de novas fábricas para o aumento da capacidade 
produtiva da empresa.
Gráfico 2.1 | Tipo de layout x variedade/quantidade de produtos
Fonte: <https://www.manufaturaemfoco.com.br/wp-content/uploads/2015/05/img7.jpg>. Acesso em: 26 abr. 2018.
U2 - Tipos de layout48
Questão para reflexão
Imagine que você é um gestor industrial de uma empresa e precisa 
escolher o tipo de layout mais adequado para sua nova linha de 
produção, sabendo que nesta linha serão feitos produtos em lotes 
pequenos e grandes. Como você resolverá a escolha do layout 
mais produtivo?
Atividades de aprendizagem
1. Segundo Corrêa (2006), existem três tipos básicos de arranjos físicos que 
têm características diferentes e que em cada situação podem ser mais ou 
menos eficientes. Relacione o tipo de layout com a sua correta definição.
1. Por produto.
2. Por processo.
3. Posicional.
O produto permanece em uma posição fixa. Seus componentes 
são produzidos em outras linhas de produção e levados para a área de 
produção onde será realizada a montagem final.
As máquinas são organizadas em estações de trabalho dispostas em 
uma sequência fixa. Neste caso, o colaborador fica parado e o produto 
que está sendo fabricado é que se movimenta por meio de equipamentos 
de movimentação (esteiras, carrinhos, ganchos, etc,).
As estações de trabalho não são organizadas em uma sequência fixa. 
Cada estação é relativamente autônoma e um produto vai a estação de 
trabalho que necessária para realizar a operação seguinte para completar 
o produto.
Assinale a alternativa que tem a sequência correta.
a) 3 – 1 – 2.
b) 2 – 3 – 1.
c) 3 – 2 – 1. 
d) 1 – 3 – 2.
e) 1– 2 – 3.
( )
( )
( )
U2 - Tipos de layout 49
2. Em todas as fábricas e plantas produtivas se faz necessário a escolha do 
melhor layout e existem alguns pontos que são levados em consideração 
na escolha e na modificação dos layouts. Com relação a essa escolha, 
podemos afirmar que.
I. A massa e o tamanho dos produtos levam a análise da necessidade 
da utilização de equipamentos que auxiliem na movimentação (pontes 
rolantes, mesas de roletes, talhas e elevadores) no projeto do layout.
II. O melhor layout é aquele que possibilita eliminar as atividades que 
agregam valor ao produto, reduzindo custos.
III. As modificações nos produtos existentes podem gerar a necessidade 
de novos equipamentos, o que ocasionará uma mudança no layout.
IV. O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado em uma 
configuração de posicionamento correta.
Assinale a alternativa correta.
a) As afirmativas I e II estão corretas.
b) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) As afirmativas II e III estão corretas.
d) As afirmativas I, III e IV estão corretas.e) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
U2 - Tipos de layout50
Seção 2
Layout funcional
2.1 | Conceito
Nesta seção, você conhecerá o layout funcional e estudará os 
conceitos deste arranjo físico, quando é aplicado e quais são as suas 
vantagens e desvantagens.
Neste tipo de layout, todos os processos e equipamentos do 
mesmo tipo estão concentrados em uma área, mesmo que sejam 
necessárias várias máquinas de um mesmo tipo. Este foi o primeiro 
layout utilizado nos sistemas produtivos. 
Na configuração funcional a movimentação do produto ocorre 
entre os setores, nos quais o produto será processado, passando por 
uma sequência de atividades/equipamentos até ser finalizado. Na 
Figura 2.2, temos um exemplo de layout funcional ou por processos.
Introdução à seção
Figura 2.2 | Layout Funcional (por processos)
Fonte: adaptada de Correa (2006, p. 409).
U2 - Tipos de layout 51
2.2 | Quando utilizar
Esse tipo de layout é adequado para processos que exijam 
equipamentos pesados de difícil movimentação, necessitando que 
sejam fixos quando houver um mix de produtos muito grande e que 
a demanda por item seja pequena ou sazonal.
 As vantagens de se utilizar este tipo de layout são:
 9 Melhor utilização das máquinas com a especialização dos 
seus operadores.
 9 A produção não é interrompida no caso de quebra de 
máquinas ou qualquer problema de suprimentos e absenteísmo, 
pois cada processo/função trabalha isoladamente.
 9 Atende uma variedade de produtos e mudanças na 
sequência e operação, não exigindo muito tempo de ajustes de 
maquinas, isto é, tempo de setup.
 9 Supervisão dos equipamentos e instalações relativamente fáceis.
Para Laugeni (2015), esse tipo de layout é flexível para atender as 
mudanças de mercado e a produtos diversificados em quantidades 
variáveis ao longo do tempo.
Um dos exemplos mais conhecidos de layout funcional é o de 
uma fábrica de ferramentas de extrusão, ou seja, uma ferramentaria. 
Nesse tipo de processo, o produto passa por várias operações que 
são realizadas em seções que são divididas por funções.
Como desvantagens desse tipo de layout, podemos destacar:
 9 Baixa utilização dos recursos devido a ociosidade que pode 
ocorrer se o processo anterior não está no mesmo ritmo.
 9 Pode ocasionar estoques durante a produção ou parada de 
um processo por falta de material do processo anterior.
Questão para reflexão
O layout funcional foi o primeiro a ser utilizado na organização dos 
processos produtivos. Por que ainda é utilizado? Por que não pode 
ser substituído por um arranjo físico mais moderno?
U2 - Tipos de layout52
 9 Fluxo pode ser complexo, o que pode ocasionar um volume 
excessivo de movimentações de materiais.
Para saber mais
Para entender um pouco mais sobre a dinâmica do layout funcional, 
assista a esta breve animação no endereço a seguir:
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=3YgrNSme7Eo>. 
Acesso em: 26 abr. 2018.
Atividades de aprendizagem
1. Um dos exemplos mais conhecidos de layout funcional é o de uma 
fábrica de ferramentas de extrusão, ou seja, uma ferramentaria. Marque a 
alternativa que é a definição do layout funcional.
a) O produto é posicionado em um determinado espaço e as matérias-
primas e peças são deslocadas até o local para o produto ser montado.
b) Todos os processos e equipamentos do mesmo tipo estão concentrados 
em uma área, mesmo que sejam necessárias várias máquinas de um 
mesmo tipo.
c) O fluxo de produção desse tipo de layout é em linha, passando por cada 
processo de fabricação continuamente.
d) Esse tipo é uma das últimas novidades em relação a layout, tem como 
objetivo principal montar os produtos em uma única equipe.
e) Os processos estão alternados entre células de produção e processos 
em linha de acordo com a função dos equipamentos.
2. O layout funcional foi o primeiro a ser utilizado em sistemas produtivos 
e tinha como objetivo acelerar o processo de fabricação com a 
especialização dos operadores em cada função. É correto afirmar sobre 
o layout funcional.
I. Quando utilizamos o layout funcional, reduzimos a quantidade de 
movimentos em relação aos outros tipos.
II. O layout funcional pode ter as máquinas mais bem utilizadas pela 
especialização dos operadores.
U2 - Tipos de layout 53
III. Este layout atende uma variedade de produtos e mudanças na sequência 
e operação, não exigindo muito tempo de setup´s.
IV. Este tipo de layout pode ocasionar estoques durante a produção ou 
parada de um processo por falta de material do processo anterior.
Assinale a alternativa correta.
a) As afirmativas I e III estão corretas.
b) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas I e IV estão corretas.
e) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
U2 - Tipos de layout54
Seção 3
Layout em linha
3.1 | Conceito
Nesta seção, você conhecerá o layout em linha que é muito 
utilizado nas empresas industriais, vamos estudar, agora, os 
conceitos e quais são as suas vantagens e desvantagens.
O princípio básico do layout em linha é que os equipamentos 
estejam dispostos em linha, em uma sequência fixa de processos 
para que o produto passe por cada processo e ao final da linha 
esteja pronto. Os operadores dos respectivos equipamentos ficam 
parados e um equipamento transportador (esteira, mesa de roletes, 
etc.) move o produto que está sendo produzido para a próxima 
estação de trabalho, assim, ele é montado progressivamente. Para 
Correa (2006), esse layout é adequado para o processamento de 
grandes quantidades de poucos itens de produtos.
Neste tipo de layout, as matérias-primas entram no primeiro 
equipamento e percorrem em uma sequência fixa de processos 
sendo transformadas até que ao final da linha o produto está acabado. 
Na Figura 2.3, temos uma linha de fabricação de biscoito e 
bolachas. O processo inicia-se com todos os ingredientes da 
massa sendo misturados na batedeira até tornarem-se uma massa 
homogênea. Através de transportadores de rosca, a massa é 
passada em um rolo moldador onde será esticada na espessura 
correta e cortada, depois dessa etapa, entra dentro de um forno 
contínuo para ser assada. A fase final de fabricação é o transporte 
do biscoito assado em uma longa esteira onde se dá o resfriamento 
do produto, para ao final ser embalado e acondicionado em uma 
caixa de expedição.
Introdução à seção
U2 - Tipos de layout 55
3.2 | Quando utilizar
O layout em linha é apropriado para a fabricação de produtos em 
grandes lotes e que tenham uma padronização, visto que esse tipo 
de configuração é apropriado para produtos em série que tenham 
uma demanda constante e a continuidade da produção é muito 
importante para obtenção da maior produtividade. 
A escolha desse layout pode trazer algumas vantagens, entre elas 
podemos citar:
 9 A movimentação e o manuseio do produto são reduzidos a 
uma linha de processo, não necessitando grandes deslocamentos.
 9 Não há uma necessidade de especialização dos operadores, 
pois a ideia é que todos consigam trabalhar em qualquer parte da 
linha de produção.
 9 Por ser um processo contínuo, o volume produzido é grande 
em um espaço curto de tempo.
Figura 2.3 | Layout em linha
Fonte: elaborada pelo autor.
Para saber mais
Veja o vídeo a seguir sobre uma linha de fabricação de biscoito. 
No filme, o biscoito de água e sal, tão conhecido do público, está 
sendo produzido em uma linha de produção que utiliza o tipo de 
layout em linha.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=gAx7DRQf-
2s&feature=youtu.be>. Acesso em: 26 abr. 2018.
U2 - Tipos de layout56
 9 A gestão da produção é simples, com o controle de entrada de 
matérias-primas e a saída de produtos acabados.
O layout em linha é encontrado em vários segmentos daindústria, como automobilística, alimentícia, higiene e limpeza, 
etc. Como podemos ver, são empresas que tem os seus produtos 
padronizados, com pouca variação de componentes. 
Para esse tipo de layout também há algumas desvantagens 
que podem inviabilizar a utilização da produção em linha. Essas 
desvantagens são as seguintes: 
 9 Se uma máquina parar, a linha inteira fica parada.
 9 Costuma gerar monotonia e estresse nos operadores.
 9 Em alguns casos, o investimento em equipamentos é de alto 
valor inviabilizando a implantação do layout.
 9 Requer uma supervisão dedicada para fazer a gestão, devido à 
grande quantidade de produtos que são manufaturados.
 9 O equipamento mais lento (gargalo) vai ditar a velocidade da 
linha, determinando sua capacidade produtiva.
Segundo Lelis (2012), esse layout é adequado para grandes 
volumes, pois tem um tempo de processamento mais rápido, 
menores estoques e menos tempo improdutivo. 
Questão para reflexão
Você conhece alguma aplicação do layout em linha em que só é 
utilizado exclusivamente este tipo? Ou quando usamos o layout em 
linha precisamos utilizar um outro tipo de layout para complementar 
o processo de fabricação?
Atividades de aprendizagem
1. O layout em linha é apropriado para a fabricação de produtos em grandes 
lotes e que tenham uma padronização, pois esse tipo de configuração é 
apropriada para produtos em série. Marque a alternativa que contém a 
definição correta deste tipo de layout. 
U2 - Tipos de layout 57
2. O layout em linha é encontrado em vários segmentos da indústria, 
como exemplo podemos citar a automobilística, a alimentícia, de higiene e 
de limpeza. Como podemos ver, são empresas que tem os seus produtos 
padronizados, com pouca variação de componentes. Em relação ao layout 
em linha podemos afirmar que:
I. Não há uma necessidade de especialização dos operadores, pois a ideia 
é que todos consigam trabalhar em qualquer parte da linha de produção.
II. A produção não é interrompida no caso de quebra de máquinas ou 
qualquer problema de suprimentos e absenteísmo.
III. Em alguns casos, o investimento em equipamentos é de alto valor, 
inviabilizando a implantação desse tipo de layout.
IV. O equipamento mais lento (gargalo) vai ditar a velocidade da linha, 
determinando sua capacidade produtiva.
Assinale a alternativa correta.
a) As afirmativas II e III estão corretas.
b) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
e) As afirmativas II e IV estão corretas.
a) Os processos estão alocados em áreas distantes, porém, em linha, 
tendo que haver um grande volume de movimentações dos produtos que 
estão sendo produzidos.
b) Neste layout, os produtos passam por células de produção que estão 
em uma sequência adequada a cada tipo de produto.
c) Os equipamentos são dispostos em linha em uma sequência fixa de 
processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha 
esteja pronto.
d) Nesta configuração de layout, as matérias-primas passam por processos 
isolados e depois entram em uma sequência aleatória de produção.
e) Este layout é muito utilizado para a fabricação de navios e aviões, onde 
o produto fica fixo e os insumos é que chegam até a linha de montagem.
U2 - Tipos de layout58
Seção 4
Layout celular
4.1 | Conceito
Nesta seção, vamos abordar um tipo de layout que surgiu 
recentemente em relação aos demais devido a necessidade de 
redução de custos e flexibilidade de produção que o mercado 
competitivo tanto necessita.
O layout celular, ou em células de manufatura, segundo 
Laugeni (2015), é baseado no trabalho cooperativo de um grupo 
coeso com relação à produção a realizar. Em uma célula são 
agrupados os equipamentos que produzem uma determinada 
família de produtos que apresentam características comuns entre 
si. Nesta configuração de layout, o fluxo de materiais e produtos se 
assemelha ao layout em linha e possui a flexibilidade de um layout 
funcional, somado a essas características, ainda temos a redução 
do lead time de produção que compreende desde a entrada do 
pedido até a finalização do produto. 
Como consequência direta da redução dos leads times de 
fabricação dos itens, a adoção do layout celular aumenta a 
flexibilidade do sistema produtivo e diminui a necessidade de 
estoques em processo entre células, pois há uma conversão mais 
rápida dos itens em produtos acabados, podendo-se atender 
diretamente a demanda com a produção.
Na Figura 2.4, temos a transformação do layout funcional em 
células de produção, onde cada célula realiza todos os processos 
requeridos na manufatura do produto.
Introdução à seção
U2 - Tipos de layout 59
4.2 | Quando utilizar
A manufatura em células de produção é indicada para empresas 
que tenham uma grande variedade de mix de produtos, desde que 
esses produtos possam ser agrupados em famílias. Este agrupamento 
é realizado por meio da similaridade dos tipos de processos que são 
utilizados na manufatura. 
Esse tipo de layout tem uma série de vantagens, das quais 
podemos destacar as seguintes: 
 9 Alta flexibilidade com os processos produtivos todos integrados.
Figura 2.4 | Layout celular
Fonte: elaborada pelo autor.
Para saber mais
Para entender sobre a dinâmica do layout celular, assista a esta breve 
animação no endereço a seguir:
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kj2LSEXSR9A>. 
Acesso em: 26 abr. 2018.
U2 - Tipos de layout60
 9 Operadores multifuncionais que flexibilizam o trabalho.
 9 Fluxo do trabalho organizado, o que traz como resultado uma 
qualidade maior do produto manufaturado.
 9 Equilíbrio entre custo e flexibilidade para a produção de um mix 
de produtos variados e com pequena demanda.
 9 Trabalho em grupo pode aumentar a motivação das equipes.
Como exemplo de utilização desse tipo de layout, temos a 
indústria de móveis que utiliza a célula de produção na fabricação de 
sofás devido a sua variedade de modelos, cores e tipos de tecidos, 
porém, todos os sofás têm a mesma sequência de produção, o que 
facilita o trabalho em células de produção.
Como todo layout, o celular também tem algumas desvantagens, 
tais como:
 9 Alto custo de treinamento para transformar os operadores 
em multifuncionais.
 9 Investimento na adequação do layout atual em células de produção.
 9 Impossibilidades de instalações devido ao tamanho dos 
equipamentos que inviabilizam a configuração em células de produção.
 9 Possível redução da utilização dos recursos disponíveis.
Questão para reflexão
O layout celular foi um dos últimos arranjos físicos a ser desenvolvido 
e utilizado, buscando maior flexibilidade de produção de itens 
diversificados. É possível transformar um layout em linha de um 
produto para um layout em células de manufatura do mesmo 
produto? Como seria esta adequação?
Atividades de aprendizagem
1. A manufatura em células de produção é indicada para empresas que 
tenham uma grande variedade de mix de produtos. Pode-se dizer que o 
conceito do layout celular ou em células de manufatura é:
U2 - Tipos de layout 61
2. A manufatura em células de produção é indicada para empresas que 
tenham uma grande variedade de mix de produtos, desde que esses 
produtos possam ser agrupados em famílias. Podemos afirmar sobre o 
layout celular:
I. É uma das desvantagens é a impossibilidade de instalação do layout 
devido ao tamanho dos equipamentos que inviabilizam a configuração em 
células de produção.
II. O agrupamento em famílias é realizado através da similaridade dos tipos 
de processos que são utilizados na manufatura.
III. Possui alto custo de treinamento para transformar os operadores 
em multifuncionais.
IV. Tem operadores multifuncionais que flexibilizam o trabalho.
Assinale a alternativa correta.
a) Asafirmativas II e III estão corretas.
b) As afirmativas I, II e III estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
a) Baseado no trabalho cooperativo de um grupo coeso com relação 
à produção a realizar. Em uma célula, são agrupados os equipamentos 
que produzem uma determinada família de produtos que apresentam 
características comuns entre si.
b) Apropriado para a fabricação de produtos em grandes lotes e que 
tenham uma padronização, pois esse tipo de configuração é apropriada 
para produtos em série.
c) Equipamentos que são dispostos em linha, em uma sequência fixa de 
processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha 
esteja pronto.
d) É a especialização da mão de obra em que em cada célula é realizado 
um processo de produção e, após passar nas várias células da linha, o 
produto é finalizado.
e) É o layout onde são produzidos grandes lotes de produtos padronizados 
que, por esse motivo, ganha muito na produtividade total da linha, já que 
ela está em uma sequência fixa.
U2 - Tipos de layout62
Seção 5
Layout posicional
5.1 | Conceito
Você já imaginou como é fabricado um avião ou um navio? 
Nesta seção iremos ver o layout posicional ou posição fixa. Vamos 
entender o seu conceito, suas vantagens e desvantagens.
Nesta configuração, o material ou produto fica fixo em uma 
posição. Devido ao seu tamanho e peso, quem sofre o processamento 
fica estacionário, enquanto equipamentos, maquinário e pessoas 
movem-se quando do necessário. Suas partes são produzidas em 
linhas de produção remotas e montadas na posição onde está fixado 
o produto final. Geralmente, o layout é utilizado para produtos de 
peso e de dimensões grandes, por exemplo a fabricação de navios 
e aviões.
A Figura 2.5 mostra uma linha de produção de navios, onde se 
aplica a configuração de posição fixa (posicional) devido ao tamanho 
e peso do produto final.
Introdução à seção
Figura 2.5 | Layout posicional de uma linha de produção de navios
Fonte: <http://www.projetomemoria.org/2013/07/curiosidades-do-mar-v-etapas-de-construcao-de-navio/>. Acesso 
em: 26 abr. 2018. 
U2 - Tipos de layout 63
5.2 | Quando utilizar
Segundo Laugeni (2015), o layout posicional é utilizado para um 
produto único, em quantidade pequena ou unitária e, em geral, 
não repetitivo. É o caso da fabricação de navios, aviões, grandes 
transformadores elétricos, turbinas, grandes prensas e outros 
produtos de altas dimensões físicas.
As vantagens de sua utilização são:
 9 Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um 
objetivo único.
 9 Tarefas diferentes para as equipes, o que não causa estresse por 
repetição de movimentos.
 9 O trabalho de equipe é valorizado.
 9 Permite aperfeiçoamento dos processos e atividades.
Os produtos que são fabricados nesse tipo de layout geralmente 
têm um prazo de entrega dilatado devido ao tipo de construção. As 
vendas ocorrem com a programação de entrega para alguns meses 
ou até anos, como no caso de aviões e navios. Para esse layout 
também temos algumas desvantagens, como:
 9 A programação do espaço ou atividade pode ser complexa.
 9 Grande necessidade de supervisão de produção.
 9 Volume alto de movimentações.
 9 Necessidade de mão de obra extremamente capacitada.
“Este tipo de layout é uma boa escolha quando o produto 
manufaturado é pesado ou difícil de mover, o que ocorre com 
turbinas, navios e aviões” (LELIS, 2012, p. 99).
Para saber mais
O processo de construção de um avião é altamente complexo 
e envolve várias etapas, equipamentos e pessoas. Veja o vídeo da 
construção do maior avião comercial do mundo, lembrando que o 
tipo de layout utilizado é o posicional ou posição fixa:
Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=svGBKnOX8dU&t=612s>. Acesso em: 2 maio 2018.
U2 - Tipos de layout64
Questão para reflexão
Na produção de um avião é utilizado o layout posicional, será que 
é possível aplicar esse layout para fabricação de automóveis? Quais 
seriam as condições necessárias para isso acontecer?
Atividades de aprendizagem
1. Para produzir navios, aviões, turbinas, o layout mais adequado é 
o posicional ou posição fixa. Marque a alternativa que corresponde à 
sua definição.
a) A sequência de operação é fixa, o que contribui para aumentar a 
velocidade de produção.
b) A produção ocorre dividida em equipes, cada uma realiza um 
processo, o que ocasiona um grande volume de movimentação do 
produto a ser manufaturado.
c) É o layout com maior velocidade de produção, pois suas posições 
de equipamentos são fixas, contribuindo com o aumento do volume de 
itens produzidos.
d) Neste tipo de layout, o operador tem sua posição definida e fica 
esperando o produto chegar em suas mãos para que possa efetuar o 
processo produtivo, assim sucessivamente até a finalização do produto.
e) Quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamentos, 
maquinário, instalações e pessoas movem-se quando necessário.
2. Os produtos que são fabricados neste tipo de layout geralmente têm 
um prazo de entrega dilatado devido ao tipo de construção. As vendas 
ocorrem com a programação de entrega para alguns meses ou até anos, 
assim como no caso de aviões e navios. Em relação ao layout posicional 
ou posição fixa, é correto afirmar que são vantagens da utilização deste 
tipo de layout:
I. A programação do espaço ou atividade pode ser complexa.
II. Tarefas diferentes para as equipes, o que não causa o estresse por 
repetição de movimentos.
III. Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um 
objetivo único.
IV. Volume alto de movimentações.
U2 - Tipos de layout 65
Assinale a alternativa correta.
a) As afirmativas II e III estão corretas.
b) As afirmativas I, II e III estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
e) As afirmativas III e IV estão corretas.
U2 - Tipos de layout66
Seção 6
Layout misto ou híbrido
6.1 | Conceito
Nesta última seção, veremos a solução encontrada para ajustar 
o melhor layout, com a combinação dos tipos de layout vistos nas 
seções anteriores em uma linha de produção.
Qual é a solução quando nenhum dos layouts anteriormente 
estudados atendem totalmente a fabricação de um determinado 
produto? A resposta é a combinação dos tipos de layouts para obter-
se a melhor configuração para a manufatura do produto solicitado.
Existem certos produtos que para serem fabricados precisam 
passar por processos que podem estar distribuídos em mais de 
um tipo de layout. Para este tipo de arranjo físico é dado o nome 
de layout misto ou híbrido. Um dos exemplos mais comuns é a 
indústria moveleira, assim como na Figura 2.6, que exemplifica uma 
linha de fabricação de armários para dormitórios. 
Introdução à seção
Figura 2.6 | Layout misto de um fluxo de produção de armários de dormitórios
Fonte: elaborada pelo autor.
U2 - Tipos de layout 67
6.2 | Quando utilizar
O fluxo de fabricação é bem complexo, passando por processos 
com layout funcional (seccionadoras, furadeiras e coladeiras de 
borda), bem como em processos com o layout em linha (pintura 
U.V. e embalagem). Devido ao peso das partes do produto, o 
transporte entre processos é auxiliado com a utilização de mesas 
de rolete para movimentação.
A aplicação do layout misto ou híbrido é bastante difundida 
nos mais diversos segmentos de empresas industrias, tais como 
a automobilística, alimentícia, moveleira, siderurgia, etc. Este tipo 
de layout é implantado para que se obtenha, em um determinado 
processo, as vantagens dos outros layouts que foram abordados 
nesta unidade (LAUGENI, 2015).
Questão para reflexão
Será que é possível combinar todos os tipos de layout? Pense emum 
processo onde pode ser aplicado o layout celular com o layout em 
linha, qual seria o produto a ser manufaturado? Por que deve ser esta 
configuração (linha + celular)?
Para saber mais
A indústria moveleira utiliza-se de layout misto ou híbrido para a 
fabricação seriada de armários para quarto (guarda-roupas). Veja no 
link abaixo uma produção desse tipo.
Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=oxlxUvZVoJk&t=164s> . Acesso em: 2 maio 2018.
Atividades de aprendizagem
1. Existem alguns processos produtivos que necessitam utilizar mais de 
um tipo de configuração do layout. Para isso, são elaborados o layout do 
tipo misto ou híbrido. Qual a razão de se utilizar esse layout?
U2 - Tipos de layout68
a) Devido a capacidade e especialização dos futuros operadores dos 
equipamentos que serão instalados.
b) A escolha parte do gestor de produção que irá eleger o layout que mais 
lhe é favorável em relação a sua formação técnica.
c) A escolha de utilizar o layout misto é para a obtenção da melhor 
configuração para a manufatura do referido produto.
d) A escolha de usar um layout misto ou não se deve ao único fator, que é 
do valor de investimento que será feito.
e) A utilização do layout misto é devido ao tamanho do produto a ser produzido.
2. Observe que a Figura 2.6 apresenta uma linha de produção de móveis 
que utiliza o layout misto ou híbrido combinando tipos deferentes de 
layouts. Quais outros layouts foram utilizados?
a) Posicional, linha e celular.
b) Linha e celular.
c) Linha, funcional e posicional.
d) Funcional e celular.
e) Linha e funcional.
U2 - Tipos de layout 69
Fique ligado
Nesta unidade, conhecemos os tipos de layouts que podem 
ser aplicados nas linhas de produção das empresas. Por isso, é 
importante o conhecimento deles, que são:
• Funcional.
• Em linha.
• Em células de manufatura. 
• Posicional.
Essas informações são relevantes, uma vez que servirão de base 
para a escolha do melhor layout para a linha de produção de um 
determinado produto. 
Caro estudante, prossiga na leitura do livro e acrescente mais a 
seu conhecimento com leituras complementares sobre layouts de 
linhas de produção, seus tipos e suas aplicações. 
Para concluir o estudo da unidade
Atividades de aprendizagem da unidade
1. Devido a busca por um diferencial competitivo em um mercado 
globalizado, as empresas estão se preocupando cada vez mais em ter um 
layout adequado para o tipo de produto a ser fabricado. Quais foram os 
tipos de layout estudados nesta unidade?
a) Interno e externo.
b) Direto, variável e fixo.
c) Em linha, funcional, posicional e celular.
d) Processo puxado e processo empurrado.
e) Manual, mecanizado e automatizado.
2. O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado em 
uma configuração de posicionamento correta, possibilitando eliminar 
as atividades que não agregam valor ao produto. Alguns pontos são 
U2 - Tipos de layout70
3. A evolução dos processos produtivos faz surgir novos tipos de arranjos 
físicos que buscam facilitar o processo produtivo, aumentando a sua 
eficiência, ganhando em produtividade e reduzindo os custos de fabricação. 
Relacione o tipo de layout com a sua respectiva definição.
1. Posicional.
2. Em linha.
3. Funcional.
4. Celular.
5. Misto ou híbrido.
Os equipamentos são em uma sequência fixa de processos para que o 
produto passe por cada processo e ao final da linha esteja pronto.
São agrupados os equipamentos que produzem uma determina família 
de produtos que apresentam características comuns entre si.
Todos os processos e equipamentos do mesmo tipo estão 
concentrados em uma área, mesmo que sejam necessárias várias máquinas 
de um mesmo tipo.
importantes para a melhor escolha de layout e eles são comuns entre os 
processos industriais. Com relação aos pontos que devem ser estudados 
para obter o layout perfeito, marque (V) para verdadeira e (F) para Falsa nas 
sentenças a seguir.
As dimensões dos produtos a serem fabricados na linha devem ser 
levados em consideração na hora da escolha.
O conhecimento técnico da equipe é muito importante na definição do 
melhor layout a ser aplicado.
É necessária uma análise da complexidade dos produtos à serem 
produzidos, com o objetivo de encontrar os melhores processos para 
a manufatura.
Um estudo deve atentar para a quantidade de movimentação de materiais 
e de pessoas, com relação ao tempo e o volume de produção necessário.
Assinale a sequência correta.
a) V – F – V – F.
b) V – F – V – V.
c) F – F – V – V. 
d) V – F – F – V.
e) V – V – V – V.
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U2 - Tipos de layout 71
4. Relacione o tipo de layout com sua respectiva vantagem.
1. Posicional.
2. Em linha.
3. Funcional.
4. Celular.
A movimentação e o manuseio do produto são reduzidos a uma linha 
de processo, não necessitando grandes deslocamentos.
A produção não é interrompida no caso de quebra de máquinas ou 
qualquer problema de suprimentos e absenteísmo.
Equilíbrio entre custo e flexibilidade para a produção de um mix de 
produtos variados e com pequena demanda.
Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um 
objetivo único.
Assinale a sequência correta.
a) 2 – 3 – 4 – 1.
b) 1 – 3 – 4 – 2.
c) 1 – 4 – 2 – 3.
d) 2 – 3 – 1 – 4.
e) 2 – 4 – 3 – 1.
É a combinação dos tipos de layouts para a obtenção da melhor 
configuração para a manufatura do referido produto.
Quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamentos, 
maquinário, instalações e pessoas movem-se quando necessário.
Assinale a sequência correta.
a) 2 – 3 – 1 – 5 - 4.
b) 1 – 5 – 3 – 4 - 2.
c) 1 – 4 – 2 – 5 - 3.
d) 2 – 3 – 4 – 5 - 1.
e) 2 – 4 – 3 – 5 - 1.
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U2 - Tipos de layout72
5. Relacione o tipo de layout com sua respectiva desvantagem.
1. Posicional.
2. Em linha.
3. Funcional.
4. Celular.
Requer uma supervisão dedicada para fazer a gestão devido a grande 
quantidade de produtos que são manufaturados.
Este tipo de layout pode ocasionar estoques durante a produção ou 
parada de um processo por falta de material do processo anterior.
Alto custo de treinamento para transformar os operadores dos 
processos em multifuncionais.
A programação do espaço ou atividade pode ser complexa.
Assinale a sequência correta.
a) 2 – 4 – 1 – 3.
b) 1 – 3 – 4 – 2.
c) 1 – 4 – 2 – 3.
d) 2 – 3 – 4 – 1.
e) 2 – 4 – 3 – 1.
( )
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( )
Referências
CORRÊA, H. L. Administração da produção e operações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
LAUGENI, F. P.; MARTINS, P. G. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2015.
LELIS, E. C. Administração da produção. 1. ed. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2012.
PARANHOS FILHO, M. Gestão da produção industrial. 1. ed. Curitiba: Ibpex, 2007.
Unidade 3
Objetivos de aprendizagem
Considerando toda a complexidade existente para o 
desenvolvimento de um layout, a proposta desta unidade 
é utilizar uma linguagem didática e instrutiva, buscando a 
simplicidade nas abordagens das seções e desenvolver 
alguns assuntos contidos na ementa da disciplina de Layout 
e Fluxo de Fabricação. Além disso, dentro da metodologia 
de layout adotada e de acordo com alguns tipos de layout 
apresentados na Unidade 2, o objetivo é inseri-lo no cenário 
de desenvolvimento de layout e da construção do projeto 
de fábrica.
Desenvolvimento 
de layout
Anderson Emidio de Macedo Gonçalves
Seção 1 | Princípios do Layout
Depois da definição do processo de fabricação, das estratégias 
e dos tipos de produção, começamos então a etapa do 
dimensionamento da fábrica, a qual vai estar mais destacada na fase 
inicial do layout.
A localização, o arranjo físico geral e detalhado juntamente 
com a implantação sãoalgumas macro-etapas do processo de 
desenvolvimento do projeto de fábrica.
Seção 2 | Etapas do trabalho de desenvolvimento do layout
O layout é considerado uma ferramenta fundamental para 
manter a qualidade dos produtos e serviços, requisito cada vez mais 
exigido por clientes. A construção adequada de um layout busca a 
eliminação de falhas no processo produtivo, aprimorando a eficiência 
na produtividade, assegurando assim o acompanhamento do 
crescimento da demanda mercadológica. Dessa forma, essa seção 
se ocupará de apresentar as etapas do trabalho de desenvolvimento 
do layout e sua aplicação nas empresas.
Seção 3 | Etapas de trabalho para projetos de layout para 
unidades produtivas
Não basta conhecer um pouco a respeito das vantagens e 
desvantagens do layout, ou mesmo basear a decisão de qual 
layout é mais adequado à necessidade de cada empresa, levando 
em conta apenas essa informação. Para que cada indústria faça a 
melhor opção é necessário que ela conheça as implicações para os 
projetos de unidades produtivas assim como os riscos ambientais 
em projeto de unidades produtivas. Portanto, esta seção se ocupa de 
apresentar as implicações para os projetos de unidades produtivas, 
dando ênfase para riscos ambientais em projeto de layout em uma 
unidade produtiva.
Introdução à unidade
O layout industrial é a expressão dos principais aspectos que 
concorrem para a produção que envolvem indivíduos, materiais, 
ferramentas e interações entre estes fatores. Assim, uma unidade 
industrial ou um sistema de produção é a constituição do trabalho 
em vários níveis operacionais de um produto.
Vejamos ao apresentar ao longo desta unidade, a respeito dos 
princípios, etapas do desenvolvimento do layout e etapas do projeto 
da unidade produtiva.
U3 - Desenvolvimento de layout78
Seção 1
Princípios do layout
1.1 | Princípios do arranjo espacial
A delimitação dos espaços de trabalho objetiva obter um 
arranjo espacial com melhor desempenho, características de 
custo, flexibilidade, segurança, condições de trabalho, condições e 
qualidade para o desenvolvimento do processo. Os princípios que 
este arranjo deve seguir serão descritos nesta seção.
Conforme Camarotto (2006, p. 15), a determinação dos “espaços 
de trabalho tem como objetivo a obtenção de um layout que tenha 
o melhor desempenho no que se refere ao custo, flexibilidade, 
segurança, condições de trabalho, controle e qualidade para o 
processo produtivo”. Ele também destaca que o arranjo deve seguir 
os seguintes princípios:
a) Princípio da integração: os elementos que integram os fatores 
da produção têm que trabalhar em harmonia, pois uma falha em 
qualquer um desses elementos pode resultar em ineficácia. Visando 
a eficiência em todo o processo produtivo, este princípio visa 
estudar os pequenos pormenores da fábrica para que todos os seus 
elementos estejam ligados.
b) Princípio da mínima distância: um produto não tem valor 
maior que um outro do mesmo tipo devido ao seu transporte, ou 
seja, ele não valerá mais somente porque ele se movimentou mais 
que o outro. Por exemplo, se você compra um veículo e ele está em 
outra cidade, você não pagará a mais pelo deslocamento. Partindo 
desse princípio, as distâncias devem ser encurtadas ao máximo para 
que se evite esforços desnecessários.
Introdução à seção
U3 - Desenvolvimento de layout 79
c) Princípio de obediência ao fluxo das operações: todos os 
envolvidos no processo, seja materiais, equipamentos ou pessoas 
devem seguir o fluxo de movimentação visando o bom andamento 
do processo de manufatura da fábrica. A todo custo devem ser 
evitadas interrupções, retornos e cruzamentos dos envolvidos.
d) Princípio do uso das três dimensões: um arranjo não se 
restringe apenas em um plano, ou seja, ele deve ser considerado 
nas três dimensões. Adotando esse princípio, garante-se a utilização 
total do espaço. Deve ser observado que qualquer item a ser 
arranjado ocupa um certo volume, e não uma determinada área.
Questão para reflexão
Podemos concluir de acordo com a Figura 3.1 que o desenvolvimento 
da fábrica e o layout adquirido são realizados nas etapas de macro e 
micro localização, na escolha do terreno, no espaço arquitetônico, 
no arranjo físico, em centros de produção, na construção do espaço 
(edificação) e na ocupação e operação do espaço.
Em um projeto ideal, todas essas etapas deveriam ser cumpridas, 
porém, existem algumas situações que fogem desse planejamento, 
como o terreno que deve ser aproveitado, os padrões de acabamento 
diferentes dos utilizados anteriormente em um terreno ou prédio 
existente, entre outros.
Figura 3.1 | Macro etapas do desenvolvimento do projeto de fábrica
Fonte: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto-fabrica?part=3>. Acesso em: 27 abr. 2018.
I. LOCALIZAÇÃO
II. ARRANJO FÍSICO GERAL
III. ARRANJO FÍSICO DETALHADO
IV. IMPLANTAÇÃOTempo
U3 - Desenvolvimento de layout80
Para saber mais
Outras explicações referentes aos princípios do layout e de dados 
básicos necessários estão disponíveis no seguinte link: <http://
www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto-
fabrica?part=3>. Acesso em: 27 abr. 2018.
Você pode também aprender mais com os exemplos contidos nesse 
link e aprofundar um pouco mais o seu conhecimento.
Atividades de aprendizagem
1. Depois da definição do processo de fabricação das estratégias e dos 
tipos de produção, iniciamos qual etapa?
1- Dimensionamento de fábrica.
2- Tipos de produção do chão de fábrica.
3- Desenvolvimento do layout.
4- Criação do fluxo de fabricação.
5- Concepção do projeto de fábrica.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que possui a sequência correta.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
2. Veja as etapas do desenvolvimento do projeto de fabricação.
1- Localização.
2- Arranjo físico geral.
3- Arranjo físico detalhado.
4- Implantação.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que possui a sequência correta.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V
U3 - Desenvolvimento de layout 81
Seção 2
Etapas do Trabalho de desenvolvimento do layout
2.1. | Dimensionamento dos fatores de produção
Podemos afirmar que o layout se ocupa da localização física dos 
recursos de produção, ou seja, tem como incumbência a tomada de 
decisão de onde colocar as instalações. Sendo que esse determina 
como ficará o local de trabalho e como serão desenvolvidos os 
processos de trabalho na unidade produtiva (DIAS, 1993). Em um 
contexto de um mundo globalizado em que as organizações 
não concorrem mais apenas localmente, para sobreviver, as 
empresas devem buscar se destacar no mercado em que atuam, 
nesse sentido contar com layout bem planejado influencia 
diretamente na redução de custos, assim como no aumento de 
produtividade, no cumprimento de prazo de entrega do produto 
final e, consequentemente, contribui para a competitividade 
da organização. Portanto, esta seção apresentará as etapas de 
desenvolvimento de layout em organizações. Bons estudos!
Uma ferramenta fundamental para garantir a qualidade dos 
produtos e serviços, o desenvolvimento de um layout adequado, de 
acordo com as demandas da organização, elimina possíveis falhas 
assim como a desordens existentes no processo produtivo, dessa 
forma aumentando a eficiência na distribuição e na produtividade 
dos produtos. Essa se apresenta como uma ferramenta capaz de 
traduzir a estratégia empresarial nas instalações, condicionando o 
fluxo do processo pertinente a produção na direção às expectativase objetivos traçados no planejamento estratégico. Então, podemos 
afirmar que o layout é a manifestação física da estratégia de 
produção da empresa de uma empresa/fabrica (LEE, 1998).
Martins e Laugeni (2006), destacam as principais etapas para a 
elaboração de um layout conforme o Quadro 3.1.
Introdução à seção
U3 - Desenvolvimento de layout82
Quadro 3.1 | Principais etapas para a elaboração de um layout
Etapas
a) Inicialmente, determinar a quantidade a produzir.
b) Planejar o todo e depois as partes.
c) Planejar o ideal e depois o prático.
d) Seguir a sequência: local - layout global – layout detalhado – 
implantar e reformular sempre que necessário (até onde for possível).
e) Fazer ou calcular o número de máquinas.
f) Proceder a seleção do tipo de layout e elaborar o layout 
considerando o processo e as maquinas.
g) Fazer o planejamento do edifício.
h) Desenvolver os instrumentos capazes de promover uma clara 
visualização do layout.
i) Buscar utilizar a experiência de todos os envolvidos.
j) Proceder a verificação do layout e avaliar a solução.
k) Proceder a implantação.
l) Estabelecer como atingir os objetivos.
m) Conhecer a distância apropriada entre as máquinas, as larguras, 
os corredores de circulação, a altura do prédio, entre os outros.
n) Reservar áreas pensando em possíveis alterações.
o) Verificar a ventilação, a iluminação, a higiene e a segurança.
p) Reservar áreas pensando em possíveis alterações.
q) Verificar a ventilação, a iluminação, a higiene e a segurança.
Fonte: adaptado de Martins e Laugeni (2006, p. 120).
Para se proceder com o dimensionamento de um projeto de 
uma fábrica, envolve-se a administração, assim como a parte 
técnica, a produção, o departamento de vendas, entre outros. Nos 
ocuparemos do dimensionamento dos fatores diretos da produção, 
os quais são materiais diretos, mão de obra direta, mão de obra de 
preparação e equipamento produtivo (CAMAROTTO, 2006).
No que diz respeito ao dimensionamento de pessoal e 
equipamentos, de maneira geral, é necessário que sejam tratados 
nos pequenos detalhes no momento da concepção da estratégia 
de produção a ser efetivada na unidade. Entretanto, “para que essas 
exposições sejam feitas é pertinente um pré-dimensionamento em 
U3 - Desenvolvimento de layout 83
que será totalizada as frações de pessoas e maquinário” (CAMAROTTO, 
2006, p. 35). A equação pertinente ao dimensionamento de pessoal 
pode ser observada a seguir.
No que se refere a equação de dimensionamento temos que o 
rendimento de fábrica (n) é uma medida de eficiência da unidade 
industrial. Portanto, a equação procura demonstrar a variabilidade 
relativa ao processo que implica horas não produtivas ao longo 
do ciclo do processo produtivo oriundo das pessoas, assim 
como do dispositivo técnico pertinente. Então, podemos dizer 
que quanto maior for a variabilidade do processo, menor será o 
rendimento, nesse caso, um ganho de 85% é considerado bom 
(CAMAROTTO, 2006).
O dimensionamento dos materiais configura como o primeiro 
aspecto para identificar as demandas em termos de fatores 
de produção em uma unidade de produção. Considerando as 
especificações do portfólio (mix) de produtos, bem como os 
fluxogramas devemos inicialmente estabelecer uma representação 
sistêmica para o processo produtivo, em seguida, identificar 
todas as operações onde exista uma transformação quantitativa 
nos materiais, depois passar para a última operação identificando 
o balanceamento de massa e, por fim, repetir o procedimento 
anterior para todas as operações na ordem inversa do processo 
(CAMAROTTO, 2006).
Onde:
N = número de homens ou de equipamentos no processo.
TPOp = é o tempo padrão para o ciclo de trabalho ou 
de processo.
TPPr = é o tempo padrão de preparação do equipamento.
D = demanda do processo.
J = jornada de trabalho.
n = rendimento da fábrica.
N=((TPOp ¬+TPPr))¬*D / J*n
Fonte: Camarotto (2006, p. 35)
U3 - Desenvolvimento de layout84
Conforme Fitzsimons e Fitzsimons (2004), o dimensionamento 
dos materiais implica equilibrar as operações dos postos de trabalho 
considerando as rotinas e as operações sincronizadas dentro de 
um ciclo produtivo capaz de atender a demanda determinada de 
uma empresa.
Podemos afirmar que existem vários recursos que podem ser 
empregados para o dimensionamento do layout, os quais podem 
ser resumidos em métodos de aproximação e métodos analíticos, 
listados no Quadro 3.2. 
Figura 3.2 | Balanceamento de massa
Fonte: Camarotto (2006, p. 35).
Quadro 3.2 | Métodos para o dimensionamento do layout
Método Descrição
Métodos de aproximação
Tem como base situações semelhantes 
anteriormente projetadas, existentes ou em 
modelos matemáticos. Geralmente, esses 
procedimentos são empregados em projetos 
preliminares ou situações em que não há a 
necessidade de precisão nos detalhes do 
layout, como áreas administrativas.
U3 - Desenvolvimento de layout 85
Layout tem como princípio a construção de um ambiente de 
trabalho com um arranjo espacial ideal capaz de proporcionar as 
condições adequadas para que as atividades sejam executadas de 
maneira eficiente, para isso alguns fatores são levados em conta. 
Podemos destacar os custos, a flexibilidade, a segurança, as 
condições de trabalho, as condições de controle e a qualidade em 
si para processo produtivo (BORDA, 1998).
O dimensionamento dos espaços deve seguir alguns princípios 
que podem ser observados no Quadro 3.3.
Princípio Descrição
Integração
Os mais variados elementos, ainda que 
sejam diretos ou indiretos ligados a 
produção, devem estar integrados, pois a 
falha em qualquer um deles resultará numa 
inefi ciência global. Sendo assim, o princípio, 
estuda todos os pequenos pormenores 
da organização, pois ela é considerada 
uma unidade a qual é constituída de várias 
características de suma importância que 
devem estar interligadas para a melhor 
efi ciência da produção.
Métodos analíticos
Tratam dos que apresentam a obtenção 
do layout fi nal que se dá por meio da 
composição de áreas individualmente 
construídas. Os principais métodos são: 
1) Método numérico: no qual há divisão 
de atividades ou áreas em elementos de 
espaço e subáreas. 2) Padrões de espaço: 
área min = (larg x comp + 0,6 m lado perto 
+ 0,45 m) x valor de correção (obtido por 
tabelas). 3) Centro de produção: construção 
dos componentes de áreas que fazem 
parte de um centro de produção a partir 
das demandas específi cas das atividades 
relacionadas ao centro.
Fonte: adaptado de Camarotto (2006).
Quadro 3.3 | Princípios do dimensionamento dos espaços
U3 - Desenvolvimento de layout86
Mínima distância
O transporte em nada acrescenta ao produto. 
Dessa maneira, deve-se evitar as distâncias 
para não ter esforços e movimentações 
desnecessárias além de custos indesejados 
sem necessidade.
Obediência ao fl uxo das 
operações
É fundamental que os locais de trabalho 
possuam uma divisão em termos de arranjo 
que esteja dentro das exigências de maneira 
que materiais, homens e maquinários 
possam se mover num fl uxo harmonioso, 
contínuo e de acordo com os processos 
de produção. Excluir obstáculos com a 
fi nalidade de prover melhores sequências de 
trabalho e de pessoas, de modo que otimize 
os fl uxos.
Uso das três dimensões
Um layout não é apenas um plano, mas sim 
um volume. O estudo e o planejamento da 
implementação do melhor arranjo serão 
guiados para o uso das três dimensões, ou 
seja, uma observação e o melhor uso do 
espaço. É necessário sempre imaginar que 
os itens a serem arranjados, na realidade, 
preenchem um certo volume, e não uma 
determinada área.
Satisfação e segurança
O profi ssional se percebe seguro e satisfeito 
em seu local de trabalho pois o layout 
adequado é benefício ao rendimentodos 
projetos. O ambiente deve proporcionar boas 
condições de trabalho e máxima redução de 
riscos. É importante lembrar da infl uência de 
fatores psicológicos como cores, impressão 
de ordem, impressão de limpeza, arrumação, 
iluminação entre outros visto que ajudam na 
satisfação e na experiência no trabalho, e, 
consequentemente, na produtividade do 
colaborador.
U3 - Desenvolvimento de layout 87
Flexibilidade
Atualmente, com as novidades nos campos 
mais distintos do conhecimento, mas 
principalmente no segmento tecnológico, 
é preciso que o layout também tenha essas 
inovações. As mudanças mostradas, precisas 
para um produto, serviço ou processo 
produtivo são recorrentes e velozes, e a 
carência de atenção a essas mudanças pode 
levar uma empresa ao obsoletismo. Porém, 
no planejamento do layout, se faz valer que 
os requisitos irão mudar e, da mesma forma 
que as condições mudam, o arranjo tem de 
ser adaptável e suscetível a essas mudanças 
da maneira menos drástica possível para se 
adaptar as novas situações
Fonte: Camarotto (2006, p. 35).
Questão para reflexão
O layout é uma das técnicas que administra operações cujo objetivo 
é criar uma interface homem-máquina (IHM) para aumentar a 
eficiência do sistema de produção (JONES; GEORGE, 2008). A partir 
de um layout e do fluxo de fabricação bem analisado, se propiciará 
o rápido atravessamento do produto pelo sistema produtivo. Assim, 
o tempo é otimizado para a transformação da matéria-prima em 
produto final, diminuindo o tempo da produção.
Para saber mais
O processo de desenvolvimento do layout (Figura 3.3) é composto por 
três etapas distintas. O dimensionamento dos fatores de produção, 
os relacionamentos dos fatores de produção e o detalhamento 
do layout. Na figura é possível fazer uma análise um pouco mais 
detalhada destas etapas.
U3 - Desenvolvimento de layout88
Figura 3.3 | Processo de desenvolvimento do layout
Fonte: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto-fabrica?part=3>. Acesso 
em: 27 abr. 2018.
Com base no quadro apresentado, acesse o link anterior 
para aprofundar sua pesquisa, contribuindo para a fixação do 
seu conteúdo.
U3 - Desenvolvimento de layout 89
Atividades de aprendizagem
1. Em um contexto de um mundo globalizado em que as organizações 
não concorrem mais somente localmente para sobreviver, as empresas 
devem buscar se destacar no mercado em que atuam, nesse sentido, 
contar com layout bem planejado influencia:
1- Na redução de custos.
2- Na perda de produtividade.
3- No cumprimento de prazos.
4- Na competitividade.
5- Na redução de produtividade.
Enquanto algumas das proposições acima são verdadeiras, outras são 
falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-V; 2-F; 3-V; 4-V; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V
2. Considerando algumas das etapas para a elaboração de um layout, 
analise as sentenças.
1- Planejar o todo e depois as partes.
2- Fazer o planejamento do edifício.
3- Buscar utilizar a experiência de todos os envolvidos.
4- Proceder a verificação do layout e avaliar a solução.
5- Estabelecer como atingir os objetivos.
Enquanto algumas das proposições acima são verdadeiras, outras são 
falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V.
U3 - Desenvolvimento de layout90
Seção 3
Projetos de layout para unidades produtivas
3.1 | Projetos de layout para unidades produtivas
Podemos dizer que o processo envolve um conjunto de atividades 
que são previamente estabelecidas, as quais são executadas em uma 
determinada sequência, e assim produzirão um resultado esperado. 
Portanto, podemos afirmar que o processo é qualquer ação ou 
atividade que transforme uma entrada numa saída (SOARES, 2009). 
Quando falamos de gestão do processo produtivo, essa implica na 
articulação e na coordenação de demandas integradas que buscam 
os resultados do negócio como um todo (BIERMANN, 2007). 
Considerando isso, estudaremos as implicações para os projetos de 
unidades produtivas, assim como os riscos ambientais nesse tipo de 
projeto. Vamos ao nosso estudo!
Na elaboração do layout, são relevantes as informações a respeito 
das especificações e características do produto, as quantidades 
produzidas de materiais, as sequências de operações e de montagem, 
assim como o espaço adequado para cada equipamento, incluindo 
lugar para movimentação do operador, estoques e manutenção, 
bem como os dados a respeito do recebimento, da estocagem 
de matérias-primas, da expedição e de produtos acabados e dos 
transportes (MARTINS, LAUGENI 2006). Considerando esses fatores, 
quem elabora um projeto de Layout, conforme Lidório (2008), deve:
a) Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou 
processo pertinente.
b) Planejar um fluxo progressivo e contínuo.
c) Considerar a existência de muito material em processo, 
congestionando o ambiente.
d) Rever e analisar o espaço mal construído.
Introdução à seção
U3 - Desenvolvimento de layout 91
e) Estar atento a casos em que podem ocorrer cruzamento 
demasiado entre movimentação de materiais e de pessoas.
f) Eventual existência de produção ineficiente.
g) Ocorrência de problemas de supervisão e controle. 
h) Se atentar se o espaço é suficiente para acesso às máquinas, 
para transporte assim como para os serviços auxiliares (controle de 
qualidade, manutenção, entre outros).
Podemos dizer que a boa disposição dos equipamentos, 
móveis, e maquinários refletem em um ganho significativo 
de eficiência nos fluxos de trabalho assim como contribuem 
para melhoria na aparência do ambiente. O projeto de layout 
procura minimizar custos pertinentes a movimentação, reduzir 
o congestionamento de materiais e pessoas, assim como 
incrementar a segurança, aprimorar os aspectos relacionados 
a comunicação, contribuindo para o aumento da eficiência de 
máquinas e mão de obra (TEIXEIRA, 2003).
O planejamento de um projeto de arranjo físico demanda 
consideração de uma série de fatores que podem influenciar na 
determinação da área a ser ocupada assim como na disposição 
mais adequada a ser utilizada. Esses fatores variam entre uma 
indústria para outra, os principais fatores, segundo Rocha (1995), são 
representados no Quadro 3.4.
Quadro 3.4 | Fatores que influenciam na determinação de um layout
Fatores
a) Produto e matéria-prima - duas dimensões que influenciam na estrutura 
a ser utilizada no ambiente de trabalho, interferindo também nos meios 
usados.
b) Máquinas e equipamentos - são qualificados em função das suas 
capacidades, da eficiência e da quantidade a ser fabricada. As dimensões 
e o espaço para operação vão exigir área proporcional a ser ocupada.
c) colaboradores - tanto na movimentação ao realizar tarefas junto às 
máquinas como no serviço de supervisão, requer espaço compatível com 
seu bem-estar no trabalho
d) Transporte interno - o tipo de transporte utilizado nas seções e entre 
elas (esteiras, transportadoras, correias, empilhadeiras, etc.) irá influir na 
área reservada à circulação e está no arranjo final.
Fonte: adaptado de Rocha (1995, p. 135).
U3 - Desenvolvimento de layout92
Fica evidente que o layout tem significativa importância para a 
produtividade, pois o fluxo dos processos pode ser otimizado ou 
seriamente prejudicado, tendo em vista a distribuição física dos 
equipamentos. Isso deve ser muito bem estudado, pois possíveis 
alterações futuras podem ser extremamente custosas ou até mesmo 
inviáveis (PARANHOS FILHO, 2007). 
Conforme Camarotto (2006), para que sejam satisfeitas as 
características desejáveis do produto assim como paraque as 
distintas operações industriais sejam efetivadas com sucesso, se 
torna pertinente estabelecer na indústria um ambiente funcional, 
capaz de promover para os elementos humanos condições 
adequadas para o desempenho de suas atividades. Considerando 
isso, iremos apresentar os principais fatores que influenciam no 
ambiente, estabelecendo as condições gerais para a obtenção de 
segurança e conforto para os trabalhadores.
Podemos afirmar que em todo o sistema produtivo estão 
presentes os riscos que podem comprometer a segurança e a saúde 
dos indivíduos envolvidos no processo produtivo, assim como 
prejudicar a produtividade da empresa. Dessa forma, é importante, 
durante o estudo do layout, a efetivação de uma análise que 
estabeleça os diferentes riscos associados aos centros produtivos, 
com o objetivo de atenuar ou mesmo eliminar eventuais riscos. 
Quanto a legislação Brasileira, os riscos ambientais são tratados 
na CLT-Consolidação das Leis do Trabalho, conforme Normas 
Regulamentadoras do Ministério do Trabalho (NRs da Port. 3214 - 
Manuais de legislação ATLAS nº. 16). O Quadro 3.5 apresenta os 
diferentes agentes, os principais fatores associados e a codificação 
estabelecida em norma (CAMAROTTO, 2006).
3.2 | Riscos ambientais em projeto de 
unidades produtivas
Quadro 3. 5 | Riscos Ambientais
GRUPO I GRUPO II GRUPO III GRUPO IV GRUPO V
QUÍMICOS FÍSICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS MECÂNICOS
U3 - Desenvolvimento de layout 93
Em relação aos principais riscos ambientais, conforme Camarotto 
(2006), devemos estar atentos a iluminação. Quanto a iluminação 
industrial adequada, essa deverá atender às seguintes exigências: 
a) Nível de Iluminamento adequado - considerando que quanto 
menores forem os detalhes a serem percebidos por um operador, 
maior deve ser a intensidade luminosa no local de trabalho. As 
Normas Brasileiras da ABNT: NBR5413, NB 57 e TB 23 detalham os 
níveis de iluminamento para as situações de trabalho.
b) Contrastes - nesse sentido, quanto menor o contraste, 
maior a iluminação necessária. O contraste pode ser ressaltado 
observando-se a cor de fundo em relação a cor dos componentes 
(CAMAROTTO, 2006).
c) Ofuscamento - surge em presença de superfícies refletoras ou na 
existência de grandes diferenças no nível de iluminamento em áreas 
adjacentes (CAMAROTTO, 2006).
d) Efeitos estroboscópicos - originam-se na presença de grandes 
flutuações no nível de iluminação.
Quanto a acústica, devemos estar atentos a equipamentos com 
níveis de ruídos sendo que devem estar agrupados e separados 
no arranjo físico da indústria. No layout, o estudo da acústica tem 
como objetivo manter as fontes de geração de ruído, assim como 
a sua propagação para o ambiente tendo em vista cumprir as 
determinações legais, bem como primar pela saúde e a produtividade 
dos colaboradores da produção. Ainda sobre “o projeto do layout 
deverão ser identificados: 1) os níveis de ruído para todos os centros 
de produção ou seus agrupamentos; 2) as fontes sonoras com 
intensidade superior a 85 dB” (CAMAROTTO, 2006, p. 104).
Poeiras, 
fumos,
névoas, 
vapores,
gases, 
produtos
químicos em
geral, 
neblinas.
Ruído, 
vibração,
radiações, 
pressões, 
temperaturas,
iluminação, 
umidade.
Vírus, 
bactérias,
protozoários,
fungos, 
bacilos,
parasitas,
insetos, 
cobras,
aranhas.
Trabalho pesado,
posturas 
incorretas,
treinamento
inadequado,
responsabilidade,
monotonia, 
ritmo
intenso.
Arranjo físico,
máquinas e
equipamentos,
ferramentas,
eletricidade,
incêndio,
transportes de
materiais,
armazenamento.
VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL
Fonte: Camarotto (2006, p. 99).
U3 - Desenvolvimento de layout94
Quanto aos riscos químicos devemos estar atentos aos seguintes 
fatores: clima, ventilação, purificação, climatização e clima/projeto, 
assim como mostra o Quadro 3.6.
Quadro 3.6 | Riscos ambientais
Fator Descrição
Clima
Esse item ocupa-se da qualidade do ar dentro da 
indústria, envolvendo a presença de poeiras e gases, 
também pode-se levar em conta a umidade e a 
temperatura ambiente industrial. No que se refere 
ao layout, deverão ser consideradas as demandas 
de purifi cação, ventilação e climatização dos 
diferentes ambientes da indústria. Ventilação é a 
renovação do ar ambiente, purifi cação é a extração 
de poeiras e gases do ar ambiente e climatização 
é o controle da temperatura e da umidade do ar.
Ventilação
Esse item ocupa-se das necessidades de 
ventilação as quais irão depender do tipo da 
atividade desenvolvida, bem como da existência 
ou não de fontes poluidoras. De forma geral, para 
qualquer atividade industrial deve-se garantir uma 
taxa de renovação entre 10 a 15 trocas por hora. A 
ventilação (natural ou forçada) poderá ser utilizada 
sempre que os produtos forem retirados do 
ambiente, não provocando danos ao meio externo 
à industrial.
Purifi cação
Tal item ocupa-se da purifi cação e tem o propósito 
de dividir os agentes contaminantes encontrados 
no ar, podendo ocorrer na entrada, cujo objetivo 
é a proteção do material ou de equipamentos, por 
exemplo na indústria alimentícia, microeletrônica 
e mecânica de assertividade. Na saída, também 
objetiva eliminar impurezas nocivas aos indivíduos 
ou aos operadores. Isso ocorre em indústrias 
química em geral, cimento, papel, siderurgia, 
polimento, jateamento, decapagem, galvanização, 
fundição, corte de madeira, pintura por jato, entre 
outras.
Climatização
Esse item ocupa-se da climatização e tem 
como objetivo entregar em perfeitas condições 
temperatura e umidade para os produtos, 
indivíduos e processos.
U3 - Desenvolvimento de layout 95
No que é pertinente aos riscos biológicos, devemos estar atentos 
às zonas de sensibilidade, procurando dentro das instalações 
identificar certos locais em que o contato entre o meio ambiente e o 
produto ofereçam riscos de contaminação, como a contaminação 
dos produtos por meio de indivíduos e/ou ambiente na indústria 
alimentícia. (CAMAROTTO, 2006). No caso de projetos envolvendo 
alimentos, deverá haver indicação para os centros de distribuição, a 
sensibilidade, ou melhor, o nível de sensibilidade do material.
Quanto ao risco de incêndio a nível industrial, esse deverá ser 
tratado conforme os fatores de prevenção, detecção e combate e 
vai depender da Legislação: Corpo de Bombeiros do Município – IRB, 
Tarifa de Seguro-Incêndio do Brasil (TSIB), Norma Regulamentadora e 
Construção, em que o emprego de materiais inertes reduz o grande 
problema de incêndio e, consequentemente, a necessidade de 
investimentos em tipos de detecção e combate (CAMAROTTO, 2006).
Podemos destacar algumas razões pelas quais as opções 
efetivadas quanto ao layout são importantes para a maioria dos 
tipos de produção. Primeiro, as mudanças de arranjo físico é 
frequentemente uma atividade difícil e de um longo intervalo 
de tempo, tendo em vista as proporções físicas dos recursos 
de transformação envolvidos. Segundo, o rearranjo físico de 
uma operação existente pode interromper seu funcionamento, 
resultando na insatisfação do cliente ou mesmo em perdas na 
produção. Terceiro, se o arranjo físico estiver incorreto, pode levar 
a padrão de fluxos muito longos ou mesmo confusos, estoques 
grandiosos de materiais, filas de clientes, tempos de processamento 
demasiadamente longos, operações inflexíveis, fluxos imprevisíveis 
assim como em significativos custos para a empresa (ARAÚJO 2001).
Clima/Projeto
No que é pertinente ao projeto do layout, para 
cada centro de produção ou agrupamento destes, 
deverá ser especifi cado: 1- Número de trocas/
hora necessárias; 2- existência de contaminantes 
que justifi quem a necessidade de purifi cação 
e 3 - existência de exigências que implique na 
climatização do ambiente. 
Fonte: adaptado de Camarotto (2006, p. 99)
U3 - Desenvolvimentode layout96
Questão para reflexão
Sobre os riscos químicos presentes nos locais de trabalho, veja uma 
matéria da universidade estadual paulista campus de Botucatu que 
informa sobre outros tipos de riscos químicos existentes.
Você pode também aprender mais com os exemplos contidos nesse 
link e aprofundar mais o seu conhecimento.
 Disponível em: <http://www.ibb.unesp.br/#!/instituicao/comissoes/
comissao-interna-de-prevencao-de-acidentes---cipa/mapa-de-
risco/04---riscos-quimicos/>. Acesso em: 2 maio 2018. 
Para saber mais
Vale a pena verificar detalhadamente as especificações e características 
do produto a ser desenvolvido, bem como a quantidade produzida 
de materiais, sequências de operações e de montagem, assim como 
o espaço necessário para cada equipamento.
Todos que buscam a criação de um projeto de layout, como Lidório 
(2008), também devem se atentar a vários passos. Como descrito na 
seção 3, os passos são:
a) Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou 
processo pertinente.
b) Planejar um fluxo progressivo e contínuo.
c) Considerar a existência de muito material em processo, 
congestionando o ambiente.
d) Rever e analisar o espaço mal construído.
e) Estar atento a casos em que podem ocorrer cruzamento 
demasiado entre movimentação de materiais e de pessoas.
f) Eventual existência de produção ineficiente.
g) Ocorrência de problemas de supervisão e controle. 
h) Se atentar se o espaço é suficiente para acesso às máquinas, 
para transporte assim como para os serviços auxiliares (controle de 
qualidade, manutenção, entre outros).
U3 - Desenvolvimento de layout 97
Atividades de aprendizagem
1. De acordo com Soares (2009), o processo implica um conjunto 
de atividades que são previamente estabelecidas e executadas numa 
determinada sequência. Portanto, analise:
1- Transformar entrada em saída.
2- Articulação e coordenação.
3- Resultados do negócio.
4- Conjunto de atividades
5- Atividades sem sequência.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que contemple a correta correlação.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V
2. Na elaboração do layout, são relevantes algumas informações, como:
1- Características do produto.
2- Sequências de operações.
3- Espaço adequado.
4- Espaço para movimentação do operador.
5- Estocagem de matérias-primas.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que contemple a correta correlação.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V.
U3 - Desenvolvimento de layout98
Fique ligado
Resumo dos itens estudados nesta unidade:
• Princípios do layout.
• Etapas do trabalho de desenvolvimento do layout.
• Projetos de layout para unidades produtivas.
Esta unidade abordou algumas técnicas de princípios e dados 
básicos necessários do layout, bem como as etapas do trabalho de 
desenvolvimento do layout e as etapas de trabalho para o projeto 
da unidade produtiva.
Foram trabalhados vários quadros que abordam características 
de desenvolvimento e projeto de fábrica que contribuíram para o 
enriquecimento do conhecimento técnico específico nestes fatores.
Esperamos que esta unidade de ensino tenha contribuído 
com o seu aprendizado e instigue a sua curiosidade para que seu 
desenvolvimento profissional e acadêmico seja sempre aperfeiçoado.
Para concluir o estudo da unidade
Atividades de aprendizagem da unidade
1. Um projeto de Layout, conforme Lidório C. (2008) deve contemplar 
algumas etapas. Considere:
1- Planejar um fluxo regressivo.
2- Rever e analisar o espaço mal construído.
3- Eventual existência de produto ineficiente.
4- Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou no 
processo pertinente.
5- Ocorrência de problemas de supervisão e controle.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que contemple a correta correlação.
U3 - Desenvolvimento de layout 99
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V.
2. Podemos dizer que a reflete em um ganho 
significativo de .
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas no 
fragmento apresentado.
a) má distribuição dos operadores; eficiência nos fluxos de trabalho.
b) boa disposição dos operadores; eficiência nos fluxos de trabalho.
c) boa disposição dos móveis; eficiência nos fluxos de trabalho.
d) boa disposição dos móveis; eficiência no desenvolvimento do layout.
e) boa disposição dos móveis; distribuição de máquinas e equipamentos.
3. O planejamento de um projeto de arranjo físico demanda a consideração 
de uma série de fatores que podem influenciar na determinação da área 
a ser ocupada, assim como na disposição mais adequada a ser utilizada. 
Esses fatores variam de uma indústria para outra. 
De acordo com os principais fatores de Rocha (1995) considere:
1- Produto e matéria-prima.
2- Máquinas e equipamentos.
3- Fator humano.
4- Transporte interno.
5- Transporte externo.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que contemple a correta correlação.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V.
U3 - Desenvolvimento de layout100
5. De acordo com os riscos ambientais apresentados por Camarotto 
(2006), assinale a alternativa correta que contenha somente riscos do 
grupo biológico.
a) Vírus, ruídos, fungos e bactérias.
b) Névoas, protozoários, aranhas e gases.
c) Parasitas, bactérias, vapores e gases.
d) Vírus, bactérias, parasitas e cobras.
e) Cobras, aranhas, insetos, vibração.
4. Podemos afirmar que em todo o sistema produtivo estão presentes 
os riscos que podem comprometer a segurança e a saúde dos indivíduos 
envolvidos no processo produtivo assim como prejudicar a produtividade 
da empresa. Nesse sentido, é importante durante o estudo do layout a 
efetivação de uma análise que estabeleça os diferentes riscos associados 
aos centros produtivos, com o objetivo de atenuar ou mesmo eliminar 
eventuais riscos.
A partir dessa informação, considere os riscos químicos:
1- Ruídos.
2- Vibração.
3- Temperatura.
4- Umidade.
5- Pressão.
Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. 
Assinale a alternativa que contemple a correta correlação.
a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F.
b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F.
c) 1-F; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F.
d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F.
e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F
Referências
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5413/1992. 
Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1992.
. NBR 05413/1993 - NB 57. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1993.
. NBR 05413/1993 - TB 23. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1993.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Normas Regulamentadoras do Ministério do 
Trabalho. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/
normatizacao/normas-regulamentadoras>. Acesso em: 10 fev. 2018. 
ARAUJO, L. C. G. Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas, 2001.
BIERMANN, M. J. E. Gestão do processo produtivo. Porto Alegre: SEBRAE/RS, 2007.
BORDA, M. Layout. Florianópolis: Editora da UFSC, 1998.
CAMAROTTO, J. A. Projeto de unidades produtivas. Universidade UFSCar. Disponível 
em: <https://www.scribd.com/document/73614098/Apostila-Projeto-Fabrica> 
Acesso em: 10 fev. 2018.
DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4. ed. São 
Paulo: Atlas, 1993.
FITZSIMONS, J. A.; FITZSIMONS, M. J. Administração deserviços: operações, 
estratégias e tecnologias. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Administração contemporânea. 4. ed. São Paulo: 
McGraw-Hill, 2008
LEE, Q. Projeto de instalações e do local de trabalho. São Paulo: IMAM 1998.
LIDÓRIO, C. F. Tecnologia da confecção, Araranguá: Instituto Federal de Educação, 
Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, 2008. Apostila. Disponível em: <http://wiki.
ifsc.edu.br>. Acesso em: janeiro 2010.
MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da Produção. 2. São Paulo: Saraiva, 2006.
ORTHEY, A. L. Desenho auxiliado por computador. Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A, 2017.
PARANHOS FILHO, M. Gestão da produção industrial. Curitiba: IBPEX, 2007.
ROCHA, D. Fundamentos técnicos da produção. São Paulo: Makron Books, 1995.
SOARES, C. M. B. Guia de interpretação e implementação “Compromisso com a 
excelência” Critério 7 – Processos. Belo Horizonte: Instituto Qualidade Minas, 2009.
TEIXERA, T. M. Organização e métodos: arranjo físico. Caderno de Administração. 
Unigoiás – Anhanguera. Goiás, v. 1, n. 1, jan., 2003.
Unidade 4
Objetivos de aprendizagem
Nesta unidade você estudará as técnicas de processos e 
operações industriais visando a aplicação na gestão da produção 
industrial, aprenderá os conceitos relacionados aos processos 
produtivos, as fases de uma operação e como gerenciar toda 
cadeia produtiva atrelada a outros conceitos, como arranjo 
produtivo, tempo de produção, ferramentas administrativas, 
enfim, você estará diante de conceitos fundamentais para 
seu aprendizado. Verá também como as empresas produzem 
bens e serviços. Não temos como destacar este ou aquele 
produto, visto que processos e operações dizem respeito a 
tudo que foi produzido e está a nossa volta, como veículos, 
roupas, remédios, alimentos, etc. 
Processos e operações
Eduardo Costa Estambasse
Seção 1 | Fundamentos dos processos e operações
Uma das maiores aplicações da simulação está na manufatura. 
Entre os benefícios que a aplicação da simulação pode fornecer, 
revela-se a necessidade e a quantidade de maquinário ou 
funcionários extras necessários para produção, há a avaliação 
de desempenho e dos procedimentos, assim como a atuação 
profissional. As medidas de desempenho mais utilizadas são peças 
produzidas, tempo de espera das peças para serem processadas e 
porcentagem de utilização dos funcionários e das máquinas.
Seção 2 | Planejamento - operações estratégicas
Para o bom andamento de qualquer projeto que você 
pretenda desenvolver, construir ou realizar, é necessário um bom 
planejamento, nesta seção serão apresentados alguns conceitos e 
dicas necessárias para o conhecimento do planejamento estratégico 
de produção industrial.
Seção 3 | Preparação da produção
Após o planejamento, é hora de realizar, então, mãos à obra. A 
produção deve ser estrategicamente preparada, note que os recursos 
produtivos devem estar alinhados às demandas dos seus clientes, 
produzir sem saber a real necessidade certamente se traduzirá em 
prejuízos para sua empresa, portanto, prepare cuidadosamente 
cada detalhe do processo produtivo. Para a maximização dos seus 
recursos, procure atrelar indicadores para nortear seu sistema de 
produção, isto fará com que você tome decisões baseadas em 
dados reais.
Seção 4 | Execução da produção
Depois de tudo bem preparado, é hora de executar e colher 
os frutos, o sucesso só virá após muita dedicação, então, é hora 
de encarar os desafios, executar os planos e atender seu cliente 
no tempo certo, na qualidade que ele deseja, com os custos 
que lhe deem margem de lucros. É fundamental destacar que o 
acompanhamento da tecnologia também faz parte do processo 
produtivo, investimento em máquinas, equipamentos, treinamento 
e formação de pessoas.
Introdução à unidade
Esta unidade é sobre o gerenciamento do processo produtivo e a 
forma como torná-lo eficiente e operacional. O assunto é fascinante 
e lhe dará base para assumir grandes desafios. 
Vemos constantemente nos noticiários as manchetes estampadas 
sobre produção, qualidade, negócios, concorrência, tudo isso faz 
parte do gerenciamento da produtividade.
Veremos nesta unidade a apresentação de uma introdução e 
visão geral da gestão de operações mostrando e abordando os 
conceitos do que são operações, pois esse fator é importante, quais 
as atividades de um gestor de processos e operações, além de uma 
evolução histórica da gestão de processos e operações industriais 
e os problemas que impactam diretamente quando se tem um 
gerenciamento ineficiente de processos e operações industriais.
U4 - Processos e operações106
Seção 1
Fundamentos dos processos e operações
1.1 | O que é processos e operações
Você pode estar se perguntando por que precisa estudar o 
gerenciamento de processos e operações. Na verdade, existem 
vários motivos, um deles é que as atividades de gerenciamento de 
operações estão no centro de todas as organizações de negócios, 
independentemente da atividade em questão. Estima-se que 50% 
ou mais de todos os trabalhos de uma indústria estão em áreas 
relacionadas a gerenciamento de operações, áreas como serviço ao 
cliente, garantia de qualidade, produção, planejamento e controle, 
agendamento, design de tarefas, gerenciamento de inventário 
e muito mais. Por fim, a interação entre todas as outras áreas de 
organizações empresariais, tais como finanças, contabilidade, 
recursos humanos, logística, sistemas de informações gerenciais, 
marketing, compras, entre outras, estão diretamente ligadas com 
outras atividades de gerenciamento de operações. 
Operações é a parte de uma organização comercial responsável 
pela produção de bens e/ou serviços. Bens são itens físicos que 
incluem matérias-primas, peças, subconjuntos, e produtos finais, 
como telefones celulares e automóveis. 
Serviços são atividades que fornecem alguma combinação 
de tempo, localização, forma ou valor psicológico. Exemplos de 
produtos e serviços são encontrados a sua volta constantemente. 
Todos os livros que você lê, vídeos que você assiste, e-mails que 
você envia, conversas telefônicas que você tem e cada tratamento 
médico que você recebe envolve a função de operações de uma ou 
mais organizações. O mesmo acontece com tudo que você veste, 
come, quando viaja e acessa a internet. 
Introdução à seção
U4 - Processos e operações 107
A função de processos e operações nos negócios também pode 
ser vista de uma perspectiva mais abrangente: o sucesso coletivo ou 
o fracasso das funções operacionais das empresas tem um impacto 
sobre a capacidade de uma nação para competir com outras nações 
e com a sua economia.
A situação ideal para uma organização empresarial é conseguir 
uma correspondência de oferta e demanda. Ter excesso de oferta 
ou excesso de capacidade é um desperdício e dispendioso.
Apesar de a função de operações é ser responsável pela 
produção de produtos e/ou entrega serviços, ela precisa do apoio 
e da contribuição de outras áreas da organização. As organizações 
de negócios têm três áreas funcionais básicas, finanças, marketing 
e operações, conforme ilustrado na Figura 4.1. Não importa se o 
negócio é uma loja de varejo, um hospital, uma fábrica, lavagem 
de carros ou algum outro tipo de negócio, todas as organizações 
empresariais devem ter essas três funções básicas.
A área financeira é responsável por garantir recursos financeiros 
e alocar esses recursos em toda a organização, bem como 
orçamentar, analisar propostas de investimento e fornecer fundos 
para operações. O marketing é responsável por avaliar os desejos e 
as necessidades do consumidor, bem como vender e promover os 
bens ou serviços da organização. 
As operações são responsáveis pela produção das mercadorias 
ou prestação dos serviços oferecidos pela organização. De umamaneira didática, se uma organização comercial fosse um carro, 
Figura 4.1 | Funções básicas de uma organização
E
m
p
re
sa
Finanças
Operações
Mercado
Fonte: elaborada pelo autor.
U4 - Processos e operações108
as operações seriam o motor e o gerenciamento de operações é 
responsável por controlar esse motor. Portanto, o gerenciamento 
de operações é o processo que cria bens e/ou fornece serviços.
Operações e cadeias de suprimento estão intrinsecamente 
ligadas e nenhuma organização empresarial poderia existir sem as 
duas funções. De acordo com Moreira (2012 p. 427) entende-se 
que a cadeia de suprimentos é “a rede complexa de atividades que 
acaba por entregar um produto ou serviço final ao cliente. Esta rede 
inclui elementos de dentro e de fora da empresa, residindo aqui a 
novidade do conceito e o seu alcance para a gerência de operações”. 
A sequência começa com os fornecedores básicos de matérias-
primas e se estende até o consumidor final, como mostra a Figura 
4.2. As instalações podem incluir armazéns, fábricas, centros de 
processamento, escritórios, centros de distribuição e lojas de varejo. 
Funções e atividades incluem previsão, compras, gerenciamento de 
estoque, gerenciamento de informações, garantia de qualidade, 
agendamento, produção, distribuição, entrega e atendimento 
ao cliente. A Figura 4.2 fornece a ilustração de uma cadeia de 
suprimentos, uma cadeia que começa com o cultivo de madeira 
em uma fazenda e termina com um cliente comprando um móvel 
para sua residência. Entende-se que o valor do produto aumenta à 
medida que se move pela cadeia de suprimentos.
1.2 | Cadeia de suprimentos
Figura 4.2 | Cadeia de suprimentos
Fonte: adaptada de <https://portogente.com.br/portopedia/91207-o-que-e-a-gestao-da-cadeia-de-suprimentos-e-
como-funciona>. Acesso em: 2 maio 2018.
U4 - Processos e operações 109
Cadeias de suprimentos estão dispostas externamente e 
internamente às organizações. As partes externas fornecem matérias-
primas, peças, equipamentos, suprimentos e/ou outros insumos 
à organização. As partes internas de uma cadeia de suprimentos 
fazem parte da própria função de operações, fornecendo serviços 
com peças e materiais, realizando trabalho e serviços em produto, 
passando o trabalho para o próximo passo no processo.
A criação de bens ou serviços envolve transformar ou converter 
entradas em saídas.
Diversos insumos, como capital, trabalho e informações são 
usados para criar bens ou serviços usando um ou mais processos 
de transformação (por exemplo, armazenar, transportar e reparar). 
Para garantir que os resultados desejados sejam obtidos, uma 
organização faz medições em vários pontos do processo de 
transformação (feedback) e, em seguida, compara-os com padrões 
para determinar se é necessária uma ação corretiva (controle). A 
Figura 4.3 mostra o sistema de conversão.
Para saber mais
Ficou interessado neste assunto? Veja o vídeo a seguir e entenda 
melhor sobre a cadeia de suprimentos. Disponível em: <https://goo.
gl/Rfzr3v>. Acesso em: 2 maio 2018.
Figura 4.3 | Processo de conversão de matéria prima em produto acabado
Fonte: elaborada pelo autor.
U4 - Processos e operações110
Podemos ainda destacar que muitos fatores afetam o projeto 
e o gerenciamento de sistemas operacionais. Entre eles estão 
o grau de envolvimento dos clientes no processo e a tecnologia 
usada para produção e/ou entregar um produto ou serviço. Quanto 
maior o grau de envolvimento do cliente, mais desafiador pode ser 
projetar e gerenciar a operação. A escolha de tecnologias modernas 
e inovadoras pode ter um grande impacto na produtividade, nos 
custos, na flexibilidade, na qualidade e na satisfação do cliente, 
podemos entender que a satisfação dos clientes é fundamental 
para uma organização e muitas ferramentas podem ser utilizadas 
para este indicador, uma delas é a pesquisa de satisfação, conforme 
ilustrado na Figura 4.4.
Questão para reflexão
Você já participou de alguma pesquisa de satisfação? Em caso 
afirmativo, quais foram as perguntas que você respondeu? Você 
estava satisfeito ou insatisfeito com a organização que realizou esta 
pesquisa? Certamente a empresa responsável estava interessada em 
saber o que como os clientes se sentem em adquirir seus produtos 
ou serviços.
Figura 4.4 | Exemplo de pesquisa de satisfação dos clientes
Fonte: <https://goo.gl/Gs6T95>. Acesso em: 2 maio 2018.
U4 - Processos e operações 111
De acordo com Moreira (2012 p. 1), “a palavra “produção” liga-se 
mais de perto as atividades industriais, enquanto “operações” refere-
se às atividades desenvolvidas em empresas de serviços”. 
Os sistemas de produção existem desde os tempos antigos. 
A produção de bens para venda tinha suas raízes na Revolução 
Industrial, porém, antes dessa época, as mercadorias eram 
produzidas em pequenas lojas de artesãos e seus aprendizes. Nesse 
sistema, era comum para uma pessoa fabricar um produto do início 
ao fim, pois apenas ferramentas simples estavam disponíveis, visto 
que as máquinas em uso hoje ainda não tinham sido inventadas. 
Então, uma série de inovações no século XVIII mudou a forma 
produtiva para sempre substituindo o poder da máquina pelo 
conhecimento humano. O mais significativo deles foi o motor a 
vapor, que forneceu uma fonte de energia para as máquinas nas 
fábricas. Amplos depósitos de suprimentos de carvão e minério 
de ferro foram necessários e forneciam materiais para geração de 
energia e fabricação de novas máquinas, além de produtos para o 
consumo. Portanto, as novas máquinas, feitas de aço ou materiais 
de engenharia, eram muito mais fortes e duráveis do que as simples 
máquinas de madeira que foram substituídas, o que potencializou o 
sistema de produção.
1.3 | Evolução histórica do gerenciamento 
de operações
Figura 4.5 | Exemplo de uma réplica da máquina a vapor
Fonte: <https://goo.gl/xFMEja>. Acesso em: 9 maio 2018.
U4 - Processos e operações112
Atividades de aprendizagem
1. De uma maneira didática, se uma organização comercial fosse um 
carro, as operações seriam o motor. O gerenciamento de operações é 
responsável por controlar esse motor. Portanto, o gerenciamento de 
operações é o processo que cria bens e/ou fornece serviços.
Assinale a alternativa em que apresenta a responsabilidade das operações.
a) As operações não têm responsabilidade dentro de uma organização, 
elas estão dispostas somente nos fornecedores de serviços.
b) As operações são treinamentos específicos para gestores de produção 
utilizar na venda das mercadorias produzidas.
c) As operações são responsáveis somente pelas vendas internacionais de 
uma organização.
d) As operações são responsáveis pela produção das mercadorias ou 
prestação dos serviços oferecidos pela organização.
e) Em uma instituição, as operações representam o departamento de 
manutenção responsável por manter o pátio fabril.
2. Os sistemas de produção existem desde os tempos antigos. A produção 
de bens para venda tinha suas raízes na Revolução Industrial, porém, antes 
dessa época, as mercadorias eram produzidas em pequenas lojas de 
artesãos e seus aprendizes.
Algumas inovações foram importantes para a produtividade, entre as 
invenções destacadas a seguir, assinale a que foi significativa neste 
processo produtivo.
a) Lâmpada elétrica.
b) Roda.
c) Bicicleta.
d) Máquina a vapor
e) Linhas produtivas de Taylor.
Definimos sistema de produção como o conjunto de 
atividades e operações inter-relacionadas envolvidas 
na produção de bens (caso de indústrias) ou serviços. O 
sistema de produção é uma entidade abstrata, porém 
extremamente útil para dar uma ideia de totalidade. 
(MOREIRA, 2012, p. 7)
U4 - Processos e operações 113
Seção 2
Estratégia de operações nas organizações
2.1 | Estratégia de produto, ciclo de vida e função 
da produçãoA gestão do processo e das operações significa muito e pode ser 
decisivo para o sucesso ou o fracasso de uma indústria. Caso sejam 
bem geridos, os procedimentos e as operações podem contribuir 
para o impacto estratégico do negócio de quatro formas: custo, 
receita, investimento e capacidade. Como a função de operações 
é responsável por grande parte dos custos de uma empresa, sua 
primeira determinação é manter os custos sob controle. Além 
disso, pela forma como fornece serviço e qualidade, deveria 
também voltar-se para o aumento da capacidade do negócio em 
gerar receita, além de tentar obter o melhor retorno possível desse 
investimento, visto que as operações são frequentemente a fonte 
de maior investimento.
Finalmente, a função de operações deveria preparar as 
competências que formarão a longo prazo as bases para a 
competitividade futura de uma determinada organização.
Todas as organizações empresariais estão preocupadas em 
como elas sobreviverão e prosperarão no futuro. Uma estratégia de 
negócios é vista como plano ou conjunto de intenções que definirão 
a direção de longo prazo das ações que são necessárias para garantir 
o sucesso organizacional da instituição no futuro. Contudo, não 
importa quão grande seja o plano, ou quão boa seja a intenção, a 
estratégia de uma empresa só pode se tornar realidade, na prática, se 
for operacionalmente eficiente. As operações de uma organização 
são estrategicamente importantes porque a maioria das atividades 
organizacionais compreende as atividades do dia a dia dentro da 
Introdução à seção
U4 - Processos e operações114
função de operações. Isto é, as ações diárias de operações, quando 
consideradas em sua totalidade, constituem a direção estratégica 
de longo prazo da organização. A relação entre a estratégia de 
uma organização e suas operações é uma determinante chave de 
sua capacidade de alcançar sucesso a longo prazo ou mesmo de 
sobrevivência no futuro. O sucesso organizacional só é possível 
se as atividades de operações de curto prazo forem consistentes, 
com intenções estratégicas de longo prazo e contribuírem para a 
vantagem competitiva. 
Nesta seção, apresentaremos alguns conceitos de 
competitividade, estratégia e produtividade, três tópicos 
separados serão apresentados, mas relacionados entre si, 
que são de importância vital às organizações empresariais. A 
competitividade diz respeito à eficácia de uma organização 
no mercado em relação as outras organizações que oferecem 
produtos ou serviços similares. Operações e marketing têm um 
impacto importante na competitividade. Estratégia refere-se aos 
planos que determinam como uma organização persegue seus 
objetivos. A estratégia de operações é particularmente importante 
e relaciona-se com o uso efetivo de recursos, tem um impacto 
direto na competitividade. Gerenciamento de operações é o 
principal responsável pela produtividade.
As empresas devem ser competitivas, oferecerem qualidade e 
principalmente solução para seus clientes de modo a vender seus 
produtos e serviços no mercado. A competitividade é um fator 
importante para determinar se uma empresa prospera, permanece 
ou fracassa. As empresas competem através de alguma combinação 
dos seguintes itens: preço, entrega, tempo e diferenciação de 
produto ou serviço.
2.1.1 | Competitividade
U4 - Processos e operações 115
O marketing influencia a competitividade de várias maneiras, 
incluindo a identificação dos desejos do consumidor, necessidades, 
preços, publicidade e promoção.
1. A identificação dos desejos e/ou necessidades do consumidor 
é um item básico na organização é o processo decisório e 
central para a competitividade. O ideal é conseguir uma perfeita 
correspondência entre esses desejos e necessidades e os bens e 
serviços fornecidos pela organização.
2. Preço e qualidade são fatores-chave nas decisões de compra do 
consumidor. É importante entender a decisão que os consumidores 
fazem entre preço e qualidade, ou seja, quais são as buscas que o 
cliente efetua. É comum encontrar um cliente que busca qualidade 
e não se preocupa com o preço a ser pago, já em outros casos, 
vemos a busca por um produto de menor valor, mesmo não sendo 
de qualidade.
3. Publicidade e promoção são formas pelas quais as organizações 
podem informar os clientes em potencial sobre os recursos de seus 
produtos ou serviços e atrair compradores.
As operações em uma indústria têm grande influência na 
competitividade através do design de produtos e serviços, custo, 
localização, qualidade, tempo de resposta, flexibilidade, inventário, 
gerenciamento da cadeia de suprimentos e serviço. Muitos desses 
estão inter-relacionados.
Figura 4.6 | Perspectiva de crescimento industrial
Fonte: <https://goo.gl/ogyszF>. Acesso em: 3 maio 2018.
U4 - Processos e operações116
a) O design de produtos e serviços deve refletir os esforços 
conjuntos de muitas áreas da empresa para alcançar uma 
correspondência entre recursos financeiros, de operações, da cadeia 
de suprimentos e o que o consumidor necessita. Características 
especiais de um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas 
decisões de compra do consumidor, entre eles, podemos destacar 
a inovação e o tempo de colocação no mercado.
b) O custo da produção de uma organização é uma variável-
chave que afeta as decisões e os lucros de venda. Os esforços 
de redução de custos geralmente estão em andamento nas 
organizações empresariais.
c) A localização pode ser importante em termos de custo e 
comodidade para os clientes. Estar localizado próximo a mercados 
fornecedores pode resultar em menor custo de transporte e tempo 
de entrega mais rápidos.
d) Qualidade refere-se a materiais, mão de obra, design e serviço. 
Consumidores julgam a qualidade em termos de quão bem eles 
pensam que um produto ou serviço satisfará sua funcionalidade. Os 
clientes geralmente estão dispostos a pagar mais por um produto 
ou serviço se perceberem que possuem uma qualidade superior à 
de um concorrente.
e) Resposta rápida ao cliente pode ser uma vantagem competitiva. 
Uma maneira é trazer rapidamente produtos novos e melhores 
ou serviços para o mercado. Outra vantagem competitiva é a 
de ser capaz de entregar rapidamente um produto ou serviços 
existentes para um cliente logo após a sua encomenda. Devemos 
destacar ainda uma vantagem competitiva lidar rapidamente com 
reclamações de clientes.
f) Flexibilidade é a capacidade de responder às mudanças. 
Mudanças podem estar relacionadas a alterações características do 
design de um produto ou serviço, ou ao volume demandado pelos 
clientes. A alta flexibilidade pode ser uma vantagem competitiva em 
um ambiente mutável.
g) O gerenciamento de estoques pode ser uma vantagem 
competitiva ao combinar efetivamente suprimentos de mercadorias 
com demanda.
U4 - Processos e operações 117
h) O gerenciamento da cadeia de suprimentos envolve a 
coordenação de operações internas e externas de fornecedores 
para obter uma entrega oportuna e econômica das mercadorias em 
todo o sistema.
i) O serviço pode envolver atividades de pós-venda que os 
clientes percebem como valor agregado, entrega, configuração, 
garantia de trabalho e suporte técnico. Ou pode envolver atenção 
extra enquanto o trabalho está em andamento, como atenção aos 
detalhes e cortesia, mantendo o cliente informado. A qualidade 
do serviço pode ser um diferencial importante e é aquele que é 
frequentemente sustenta as próximas vendas. Além disso, empresas 
classificadas positivamente pelos seus clientes na qualidade de 
serviço tendem a ser mais lucrativas e a crescerem mais rapidamente 
do que as empresas que não recebem essa classificação.
De acordo com Moreira (2012, p. 15), “não existe uma forma 
padronizada para se elaborar o Planejamento Estratégico de 
Manufatura que se adapte a qualquer companhia, comqualquer 
passado, com quaisquer características e operando em qualquer 
meio. Dessa forma, qualquer lista de passos se reveste meramente 
de um caráter sugestivo e deve sofrer modificações competentes, 
caso a caso.”
Ainda, para Moreira (2012, p. 15), uma sequência de roteiro para o 
desenvolvimento do Planejamento Estratégico de Manufatura deve 
ser seguida:
a) “Escrever a estratégia de manufatura e as ações correspondentes 
de forma clara, evidenciando como isso será uma arma competitiva 
para a empresa.
b) Estabelecer necessidades e restrições sobre a produção, derivadas 
da estratégia da empresa como um todo, das políticas de mercado 
2.2 | Sequência de operação
U4 - Processos e operações118
e de finanças, da tecnologia e do meio econômico onde se insere 
a empresa.
c) Determinar as implicações dessas necessidades e restrições 
sobre as principais variáveis da produção, tais como nível de 
investimento, riscos, tempos de espera de matérias-primas e 
de entrega de produtos, programação e controle da produção, 
estoques, flexibilidade, qualidade, força de trabalho, etc., bem como 
sobre os principais departamentos e funções.
d) Estimar um prazo para a reavaliação da estratégia de manufatura.
e) Estabelecer quais operações deverão desempenhar especialmente 
bem na produção, para suportar a estratégia e como isso difere do 
usual até o momento.
f) Definir os padrões (custo, qualidade, produtividade, etc.) pelos 
quais será julgado o desempenho da produção.
g) Identificar as ações mais difíceis de serem cumpridas e seus 
principais impedimentos.
h) Verificar e detalhar se alguma medida de desempenho deverá 
sofrer temporariamente para que ações necessárias sejam cumpridas.
i) Identificar elementos dentro do sistema de produção que 
apresentem as maiores possibilidades de falhas, de maneira que 
recebam atenção especial.”
As organizações falham ou apresentam um desempenho 
ruim por diversos motivos. Estar ciente dessas razões pode 
ajudar os gerentes a evitar erros semelhantes e impedir que o 
desempenho industrial possa ser indesejado. Entre as principais 
razões estão as seguintes:
1. Negligenciar a estratégia de operações.
2.3 | Fatores que levam indústrias a falharem
U4 - Processos e operações 119
A missão de uma organização é a razão de sua existência, 
ainda no objetivo principal de uma indústria deve estar expressa 
2.4 | Objetivos das organizações 
2. Deixar de aproveitar os pontos fortes e as oportunidades e/ou 
não reconhecer ameaças competitivas.
3. Dar demasiada ênfase ao desempenho financeiro a curto prazo 
em detrimento de pesquisa e desenvolvimento.
4. Colocar demasiada ênfase no design do produto e serviço e 
não o suficiente no processo, projeto e melhoria.
5. Negligenciar investimentos em capital e recursos humanos.
6. Não estabelecer boas comunicações internas e cooperação 
entre diferentes áreas funcionais.
7. Não considerar os desejos e necessidades do cliente.
A chave para competir com sucesso é determinar o que os 
clientes querem e direcionar os esforços para atender suas (ou 
mesmo exceder) expectativas. Duas questões básicas devem ser 
abordadas. 1) O que os clientes querem? 2) Qual é a melhor maneira 
de satisfazer esses desejos?
As operações devem trabalhar com marketing para obter 
informações sobre a importância relativa de vários itens para cada 
cliente principal ou mercado alvo. A compreensão de questões 
competitivas pode ajudar os gerentes a desenvolver estratégias 
de sucesso.
Questão para reflexão
Você certamente deve se lembrar de alguma empresa ou 
indústria que fechou as portas, pense em uma loja que vendia 
eletrodomésticos, uma fábrica de brinquedos, e até mesmo um 
banco. Em sua opinião quais foram os fatores que levaram esta 
organização a encerrar suas atividades?
U4 - Processos e operações120
sua missão e os seus valores. Para uma organização empresarial, a 
declaração de missão deve responder à pergunta “Em que tipo de 
negócios estamos? ” As missões variam de uma organização para 
outra, dependendo da natureza de seus negócios. Uma declaração 
de missão serve como base para os objetivos organizacionais e 
fornece mais detalhes descrevendo o escopo da missão. 
A missão e os objetivos geralmente se referem a como uma 
organização quer ser conhecida pelo público em geral e por seus 
funcionários, fornecedores e clientes. Os objetivos servem de 
base para o desenvolvimento de estratégias organizacionais. Estes, 
por sua vez, devem fornecer a base para estratégias e táticas das 
unidades funcionais da organização. A estratégia organizacional é 
importante porque guia a organização ao fornecer orientação para 
o alinhamento dos objetivos e estratégias das unidades funcionais. 
Além disso, estratégias podem ser a principal razão para o sucesso 
ou o fracasso de uma organização. 
Muitas empresas são forçadas a adotar estratégias que moldam o 
futuro de seus negócios e alcançar as vantagens competitivas para 
sobreviverem no mercado. A principal preocupação dos gestores 
com foco estratégico é identificar e desenvolver competências 
essenciais, podendo dar valor aos consumidores por meio da 
diferenciação dos seus produtos em relação aos que são oferecidos 
por seus concorrentes no mercado. Os negócios devem ser feitos 
para equilibrar sua eficiência e capacidade de resposta, a fim de se 
alcançar vantagem. A Figura 4.7 pode dar a dimensão dos níveis de 
produção industrial.
Para saber mais
Certamente, você deve estar imaginando como criar para sua 
empresa uma missão e um valor, sendo que é fundamental e 
importante o desenvolvimento destes pontos na indústria, acesse o 
link e confira mais detalhes. Disponível em: <https://goo.gl/WgJ1Jt>. 
Acesso em: 3 maio 2018.
U4 - Processos e operações 121
A vantagem competitiva advém de muitas atividades que as 
organizações de negócios realizam que contribuem para criar uma 
base para a diferenciação no mercado. A adoção de estratégias sem 
levar em consideração componentes fundamentais, como clientes 
e concorrentes na definição da direção dos planos de negócios 
é um grande erro, já a escolha certa das estratégias depende da 
contingência de variáveis como tamanho, produção, qualidade, 
custos, entre outros.
Figura 4.7 | Níveis hierárquicos na produção industrial
Fonte: <https://goo.gl/EQPWBn>. Acesso em: 3 maio 2018.
Atividades de aprendizagem
1. Influencia a competitividade de várias maneiras, incluindo a identificação 
do consumidor desejos, necessidades, preços, publicidade e promoção.
Assinale abaixo o termo que define o conceito citado.
a) Gerenciamento produtivo. 
b) Ciclo PDCA.
c) Benchmarking.
d) Manutenção Planejada.
e) Marketing.
U4 - Processos e operações122
2. Diversas empresas são obrigadas a adotar estratégias que moldam 
o futuro de seus negócios e alcançar as vantagens competitivas para 
continuar a se manterem no mercado. Explique o que pode ser considerado 
como vantagens competitivas.
U4 - Processos e operações 123
Seção 3
Preparação da produção
3.1 | Sistema produtivo
Nesta seção, você conhecerá os conceitos básicos para o 
planejamento estratégico da produção, verá os passos básicos para 
atividade industrial que se destina a produção de bens e serviços.
Entendemos que a gestão de processos e operações é a técnica 
voltada para a produção e, principalmente, é a organização de todo 
o processo produtivo, também é um campo muito vasto, pois a 
definição do planejamento da capacidade produtiva deve ser uma 
abordagem de determinação do nível de transformação de matéria-
prima em produto ou até mesmo em serviços. 
A preparação da produção envolve uma sequência de atividades 
que se iniciam no desejo ou na necessidade dos clientes que chegam 
ao departamento de vendas que, por sua vez, transforma tudo isso 
em solicitações.Podemos considerar isso como uma demanda, a 
qual deve se tornar em produtos realizados, para isso ocorrer, há 
a necessidade de matéria-prima, que deve ser transformada com 
a finalidade de atender aos requisitos que o cliente estipulou ou 
necessita. Ao analisar desta maneira, observamos a cadeia produtiva, 
ou seja, o ciclo de produção.
Para Moreira (2012, p. 12), “capacidade é competência que 
pode ser entendida como as condições de atingir determinadas 
quantidades (ou níveis).” Entende-se aqui a necessidade de se prever 
a capacidade produtiva de uma indústria, qualquer sistema projetado 
deve ter uma capacidade bem definida, a qual, evidentemente, pode 
aumentar ou diminuir.
As estratégias fornecem dados para a tomada de decisão e, de 
modo geral, as organizações têm estratégias globais que devem ser 
influenciadas pelas estratégias industriais. Imagine que você utilize 
Introdução à seção
U4 - Processos e operações124
táticas para a realização do seu processo, uma delas está em como 
fazer, o roteiro utilizado para a realização das tarefas industriais, que 
devem utilizar a metodologia de BPF (boas práticas de fabricação). 
Diante disso, deve estar claro que o relacionamento global, ou seja, 
a relação entre fornecedor e cliente deve existir desde a criação da 
missão até o final da operação.
Uma das definições de capacidade no dicionário é “a habilidade 
de manter, receber, armazenar ou acomodar”. No âmbito comercial, 
a capacidade é considerada com mais frequência como o resultado 
que um sistema pode obter em um período de tempo específico. A 
Figura 4.8 apresenta um sistema produtivo do segmento de injeção 
plástica, em que uma demanda transformada em solicitação de 
produção é iniciada na fábrica, o gestor comanda o processo e 
aciona os operadores que realizam o processo produtivo, ao final, 
tem-se a matéria-prima transformada em produto acabado.
No cenário de serviços, poderia ser o número de clientes 
atendidos entre meio-dia e uma da tarde. No âmbito da 
produção, poderia ser o número de automóveis produzidos em 
um único turno.
Para Jacobs (2009 p. 67), também “é enfatizada a dimensão do 
tempo da capacidade, ou seja, a capacidade também precisa ser 
declarada em relação a um período de tempo. Isso é evidenciado 
na distinção comum existente entre o planejamento de capacidade 
a longo, médio e a curto prazo”. Geralmente, o planejamento da 
capacidade é percebido de acordo com três durações de tempo:
Longo prazo – mais de um ano. Recursos produtivos (como 
prédios, equipamentos ou instalações) demoram muito tempo para 
Figura 4.8 | Sistema de produção injeção plástica
Fonte: elaborada pelo autor.
U4 - Processos e operações 125
ser requisitados e adquiridos, o planejamento da capacidade de 
longo prazo requer a participação e aprovação da gerencia sênior.
Médio prazo – planos mensais ou trimestrais para 6 a 18 meses 
seguintes. Nesse caso, a capacidade pode ser variada por alternativas, 
como contratações, dimensões, ferramentas novas, compras de 
equipamentos menores e terceirização.
Curto prazo – menos de um mês. Está ligado ao processo de 
programação diária ou semanal e requer ajustes para eliminar 
a variação entre o resultado planejado e o real. Isso abrange 
alternativas, como horas extras, remanejamentos de pessoal e 
roteiros alternativos de produção.
Existem fatores peculiares que devem ser levados em conta no 
andamento de escolha da localização de uma instalação industrial 
ou de uma prestação de serviços. Há afinidades e diferenças nos 
dois casos. Não é a mesma coisa determinar onde deve ficar um 
ponto de taxi, uma farmácia ou uma indústria de cosméticos, 
conforme ilustrado na Figura 4.9. Como exemplo, geralmente a 
dimensão do mercado é menor para a unidade de serviços (bairro, 
cidade ou região) em relação à fábrica (regiões maiores, país ou 
mercados no exterior). 
3.2 | Localização das instalações
Figura 4.9 | Localização de industrias
Fonte: <https://goo.gl/cCJXVF>. Acesso em: 3 maio 2018.
U4 - Processos e operações126
Entretanto, existem diferentes técnicas para estudar a localização 
industrial. O que importa é que a lógica de atuação é sempre a 
mesma: minimizar custos, tempos, distâncias, ou outras grandezas 
quaisquer ligadas a eficácia das operações.
Todo produto ou serviço tem um ciclo de vida que compreende 
fases de introdução no mercado, crescimento, maturidade, saturação 
e declínio. Na fase de introdução, a demanda pode ser baixa, pois 
o mercado ainda não está familiarizado, o preço está alto, ou o 
produto e o serviço passarão por melhorias e aperfeiçoamentos. No 
crescimento, o produto ou o serviço tornam-se mais competitivos, 
contando com o auxílio de publicidade, até sua completa integração 
ao mercado, quando atingem a fase de maturidade. Na fase de 
saturação, estabiliza-se a demanda, que doravante tenderá a cair, a 
menos que o produto passe por inovações. Na fase de declínio, as 
mudanças são inevitáveis, senão o produto ou o serviço acabarão 
sendo aniquilados.
Além dessas similaridades, projetos são importantes na vida 
do produto ou do serviço, tanto na forma, como na aparência ou 
na funcionalidade, fatores fundamentais para a sobrevivência e o 
crescimento da organização.
Flexibilidade de capacidade significa ter a possibilidade de 
aumentar ou diminuir rapidamente os níveis da produção ou 
mudar rapidamente a capacidade da produção de um produto 
ou serviço para outro. Essa flexibilidade é alcançada com fábricas, 
3.3 | Gestão do processo produtivo
3.4 | Flexibilidade de capacidade
Para saber mais
 Uma estratégia para melhoria do processo produtivo é estar próximo 
dos seus fornecedores de matéria-prima, isso lhe dará capacidade 
para aumentar a produtividade. Para conhecer um APL (Arranjo 
Produtivo Local) consulte o link a seguir.
Disponível em: <https://goo.gl/jne2Qp>. Acesso em: 3 maio 2018.
U4 - Processos e operações 127
processos e operários flexíveis, assim como através de estratégias 
que usam a capacidade de outras organizações. As empresas estão 
considerando cada vez mais a ideia da flexibilidade ao elaborarem 
suas cadeias de suprimentos, oferecendo treinamento e formação 
dos colaboradores visto que é fundamental para este processo 
de flexibilização. Veja um exemplo de um sistema produtivo na 
Figura 4.10. Ao trabalhar com fornecedores, elas podem integrar a 
capacidade a todos os seus sistemas.
Fábricas flexíveis - talvez o máximo em flexibilidade de fábricas 
seja a que possui tempo zero de troca do processo de produção da 
linha. Usando equipamento móvel, paredes removíveis e utilidades 
facilmente acessíveis e que podem ser redirecionadas, uma fábrica 
assim consegue se adaptar rapidamente às mudanças. Uma 
analogia a um negócio familiar de serviços capta muito bem a ideia: 
uma fábrica com equipamento “fácil de instalar, desmontar e mover, 
como o circo de lona antigo”.
Processos flexíveis - entre os exemplos de processos flexíveis, 
encontram-se os sistemas flexíveis de manufatura de um lado, e os 
equipamentos simples e de fácil montagem de outro. Essas duas 
abordagens tecnológicas propiciam mudanças rápidas e de custo 
baixo de uma linha de produtos para outra, permitindo as chamadas 
economias de escopo. 
Trabalhadores flexíveis - os trabalhadores flexíveis têm várias 
habilidades e conseguem mudar facilmente de uma tarefa para 
Figura 4.10 | Sistema produtivo de cadeiras
Fonte: <https://goo.gl/a64nGm>. Acesso em: 3 maio 2018.
U4 - Processos e operações128
outra. Eles precisam de treinamento mais abrangente do que 
os trabalhadores especializados, de gerentes e de um quadro 
de apoio que possa facilitar mudanças rápidas nas respectivas 
atribuições profissionais no menor tempo possível para satisfazer 
as exigências da qualidade do projeto, da produção e do custo. 
Isso deveacontecer no lançamento de um novo produto, em 
mudanças de projeto de produto ou em mudanças na demanda 
de um projeto já existente.
Questão para reflexão
 Você sabe como são feitas as coisas que estão a nossa volta, como 
máquinas, equipamentos e quais foram os processos utilizados? 
Vamos pensar em algo fácil, por exemplo uma bicicleta, você sabe 
quais foram as etapas de produção, se máquinas e ferramentas foram 
utilizadas? Quais?
Atividades de aprendizagem
1. Podemos dizer que manter, receber, armazenar ou acomodar produtos 
em uma indústria, ou ainda, outra definição: quantidade máxima de 
produção em um intervalo de tempo refere-se a:
Assinale abaixo a alternativa que contempla os conceitos citados:
a) Qualidade.
b) Capacidade.
c) Igualdade.
d) Manutenção industrial.
e) Estocagem.
2. Geralmente, o planejamento da capacidade é percebido de acordo 
com três durações de tempo, sendo eles curto, médio e longo prazo.
Comente sobre o planejamento a longo prazo.
U4 - Processos e operações 129
Seção 4
Execução da produção
4.1 | Introdução à produção
A indústria tem a interligação e a evolução dos sistemas produtivos, 
a seleção do processo está relacionada à decisão estratégica de 
escolher que tipo de processo de produção deve ser utilizado para 
fazer um produto ou fornecer um serviço. Por exemplo, no que diz 
respeito aos veículos de uma determinada montadora, se o volume 
for muito baixo, um operário poderá montar manualmente cada um 
destes veículos. Em caso contrário, se o volume for mais alto, será 
conveniente estruturar uma linha de montagem.
Os formatos, segundo os quais uma instalação é organizada, 
são definidos pelo padrão geral do fluxo de trabalho e há cinco 
estruturas básicas: projeto, centro de trabalho, célula de produção, 
linha de montagem e processo contínuo.
É uma característica das organizações industriais que as 
mercadorias sejam produzidas por meio de matérias-primas. A 
produção pode ser conceituada como um caminho unidirecional 
de extensão finita que leva a transformação de matéria-prima em 
produtos e serviços, ou ainda, uma série de produtos intermediários, 
ou bens de capital a bens de consumo. 
Para Moreira (2012, p. 19), o “sistema de produção” é “um 
conjunto de elementos físicos e informacionais e de operações que, 
trabalhando harmonicamente, produz bens ou serviços. Um sistema 
de produção apresenta insumos, um processo propriamente dito e 
os resultados (produtos ou serviços).” 
Existem sistemas de produção extremamente variados e 
diferentes entre si. Entretanto, pense na operação de uma barbearia 
de bairro que funciona com dois ou três barbeiros e, eventualmente, 
uma ou duas manicures. Pense também na operação de uma fábrica 
Introdução à seção
U4 - Processos e operações130
montadora de automóveis. Obviamente, há mais de uma diferença 
entre esses dois sistemas de produção.
No caso da manufatura, duas grandezas servem de base à 
diferenciação: o volume de produção (quanto se produz) e a 
variedade produzida (grau de padronização). Na visão clássica, em 
geral, quanto maior o volume produzido, menor a variedade de 
produtos. O leitor deve ficar alerta, pois essa situação não é absoluta, 
a tecnologia avançada de produção (flexível ou programável) permite 
altos volumes de produção com grande variabilidade de produtos.
Você já ouviu falar em Just in time? Esse sistema pode melhorar 
e muito a produção industrial. Just in time é um termo em inglês 
que quer dizer ao pé da letra “bem a tempo”, é uma metodologia 
que propõe a produção na quantidade certa no momento certo, ou 
seja, produzir num dado momento o que vai ser de uso imediato 
nem mais nem menos.
Essa técnica foi elaborada pelos japoneses e difundida no 
mundo como método de provocar uma pequena revolução na 
forma produtiva de bens e serviços para produção do necessário no 
momento certo, assim como mostra a Figura 4.11.
Figura 4.11 | Sistema Just in time
Fonte: adaptada de <https://goo.gl/Uevasv>. Acesso em: 4 maio 2018.
U4 - Processos e operações 131
Vamos tomar como exemplo uma fábrica que já trabalha com o 
sistema Just in time. Não existe desperdício, toda matéria-prima já 
vem na quantidade e qualidade certa, além disso, ela está disponível 
no momento exato em que ela será utilizada. Outro ponto de 
destaque é que uma fábrica que trabalha na metodologia Just in 
time só produz o que foi encomendado pelo cliente na quantidade 
que ele deseja.
Tradicionalmente, uma empresa de manufatura compete em 
preço, qualidade, variedade, ou serviço com seus concorrentes. 
Agora, essas condições são meramente pré-requisitos para 
funcionalidade dos sistemas e permanência no mercado. Todas 
as empresas estão em busca de soluções para seus clientes, isso 
implica oferecer preços baixos, alta qualidade e bom atendimento. 
O principal fator competitivo torna-se então a velocidade e a 
qualidade na produção. Quanto menor o tempo de espera em 
que um fabricante pode fornecer nos seus produtos, maior será a 
probabilidade de que ele continue no mercado. 
Este é um sistema muito importante dentro das organizações 
produtivas, diante disso, vamos conhecer os sistemas de produção, 
com exceção dos sistemas que trabalham por encomenda, são do 
tipo “produção empurrada” que procuram prever as necessidades 
de produção e se preparar para elas. A produção é baseada em uma 
previsão da demanda, ou seja, a ideia é produzir antes para dispor 
dos produtos quando ela ocorrer. Em outras palavras, os produtos 
são “empurrados” pela previsão da demanda, pelo fluxo de produção 
como podemos ver na Figura 4.12. Se não houver demanda ou 
Para saber mais
Certamente que você ficou interessado nesse assunto, quer conhecer 
mais? Acesse o link a seguir e veja mais dicas sobre o assunto Just 
in time. 
Disponível em: <https://goo.gl/o43wo7>. Acesso em: 4 maio 2018.
4.2 | Tipos de produção (puxada – empurrada)
U4 - Processos e operações132
demorar a ocorrer nas quantidades previstas, haverá acúmulo de 
estoques com os consequentes custos associados.
Para Moreira (2012, p. 59), “na filosofia Just in Time (JIT), a 
produção é puxada em vez de ser empurrada pela previsão da 
demanda. Qual é a lógica? Simples: os comandos para produzir 
em JIT começam no término da linha de produção, com a última 
estação de trabalho ou, alternativamente, começam com o cliente. 
A partir desse começo, caminham de trás para frente. Na sequência 
dos postos de trabalho, cada um requisita, do posto imediatamente 
anterior, a quantidade de produtos necessária. Não havendo essa 
requisição, não há produção. A consequência direta é que não são 
produzidos estoques em excesso. Para coordenar esse movimento 
de peças ou produtos de um posto de trabalho a outro, existem 
cartões chamados kanban que registram o que se necessita de um 
posto de trabalho e que deve ser transportado a outro. Esta é a 
razão pela qual o sistema é “puxado”, uma vez que o kanban “puxa” 
o que é preciso e não permite que haja produção em excesso. Os 
únicos produtos e as quantidades produzidas são aquelas que o 
cartão kanban especificou.”
Figura 4.12 | Conceito de produção puxada versus empurrada
Fonte: <https://goo.gl/KWDBdP>. Acesso em: 4 maio 2018.
U4 - Processos e operações 133
A produção enxuta é um termo utilizado para definir uma filosofia 
de gerenciamento que procura otimizar a organização de forma a 
atender as necessidades do cliente no menor prazo possível, na mais 
alta qualidade, no mais baixo custo e, ao mesmo tempo, procura 
aumentar a segurança dos operadores envolvendo e integrando-os 
na manufatura. 
Para Moreira (2012, p. 60), “a produção enxuta abrange 
toda a organização, começando com as operações industriais 
(desenvolvimento de produtos, manufatura, organização e recursos 
Figura 4.13 | Sistema Kanban de produção
Fonte:<https://goo.gl/ZSaz5x>. Acesso em: 4 maio 2018.
Para saber mais
Imagino que você quer saber mais sobre Kanban, então acesse o 
link e confira a explicação dessa metodologia tão importante para as 
organizações produtivas. Disponível em: <https://goo.gl/edo576>. 
Acesso em: 4 maio 2018.
4.3 | Conceito de produção enxuta
U4 - Processos e operações134
humanos e apoio ao cliente), incluindo as redes de consumidores 
e fornecedores. O posto-chave é sua estruturação por meio de um 
conjunto de princípios, métodos e práticas, como qualidade perfeita 
logo na primeira vez, minimização de desperdício pela eliminação de 
todas as atividades que não acrescentam valor, melhoria contínua, 
flexibilidade e desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo 
com clientes e fornecedores. Como você já deve ter percebido, a 
expressão “produção enxuta” é sinônima da filosofia JIT (que muitos 
chamam de Sistema Toyota de Produção [STP]).”
O objetivo da produção enxuta é a eliminação do desperdício 
em todas as fases, também conhecido como um fluxo ideal, uma 
ilustração do sistema pode mostrar pontos necessários de atenção 
como a Figura 4.14, em que todas as operações são feitas apenas se 
solicitado a partir do pedido de um cliente.
Questão para reflexão
Agora você conhece o sistema de produção Just in time, que 
utiliza como ferramenta de produção o Kanban, o qual visa não 
deixar faltar produtos para produção, ele pode ser utilizado 
apenas para sistemas de produção? Quais outras atividades 
podem utilizar esta ferramenta?
Figura 4.14 | Produção enxuta
Fonte: <https://goo.gl/pngiLi>. Acesso em: 4 maio 2018.
U4 - Processos e operações 135
Nesta unidade, você pôde conhecer os princípios dos 
processos de produção. Processos e operações se resumem 
a uma gestão produtiva, ou seja, a roda que faz a indústria de 
transformação de produtos e serviços girar. Os conceitos vistos 
nesta unidade são aplicados nas indústrias do mundo todo, sejam 
de porte pequeno, médio ou grande, em todos os segmentos, ao 
menos em uma das fases do processo produtivo, serão utilizados 
os recursos aqui apresentados.
Caro aluno, certamente você deseja ser um profissional 
de sucesso e se destacar no mercado, para isso, além dos 
Atividades de aprendizagem
1. Os sistemas produtivos são fundamentais para a realização da produção, 
seja ela puxada ou empurrada deve-se observar as necessidades do cliente 
e seguir o planejamento. Sobre o grande objetivo da produção enxuta, o 
que podemos dizer?
2. Quanto aos tipos de sistemas de produção, definimos que o sistema 
empurrado não utiliza estoque, sendo que o cliente é quem determina 
a produção. 
No sistema produtivo puxado, a produção é baseada em uma 
.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
a) Previsão da demanda.
b) Programação de paradas de máquinas para manutenção.
c) Expectativa de venda dos clientes.
d) Crise internacional.
e) Crise nacional.
Fique ligado
Para concluir o estudo da unidade
U4 - Processos e operações136
conceitos apresentados nesta seção, você deve buscar muito 
mais conhecimento, estude sempre todas as técnicas utilizadas 
pelas indústrias, mesmo que você não esteja trabalhando em um 
determinado setor que adote outras técnicas, o conhecimento é 
o que vai transformar você em um profissional de sucesso. 
Parabéns, caro aluno, se você chegou até este ponto lendo os 
conceitos, você já adquiriu ao menos um pouco do conhecimento 
que procuramos transmitir nestas páginas. Desejamos muito 
sucesso para você! 
Bons estudos!
Atividades de aprendizagem da unidade
1. As organizações de negócios têm três áreas funcionais básicas. Não 
importa se o negócio é uma loja de varejo, um hospital, uma fábrica, 
lavagem de carros ou algum outro tipo de negócio, todas as organizações 
empresariais devem ter estas três funções básicas.
Assinale abaixo a alternativa que apresenta a resposta para as áreas 
fundamentais de uma organização:
a) Começo, meio e fim.
b) Qualidade, produtividade, planejamento.
c) Produtividade, limpeza, vendas.
d) Finanças, operações, mercado.
e) Projeto, controle, negociação.
2. As máquinas e ferramentas livram o homem do trabalho pesado, 
de certa maneira, as invenções do século XIII revolucionaram e foram 
responsáveis pelo aumento da produtividade. 
Assinale a alternativa que melhor define sistema de produção.
a) Conjunto de atividades e operações inter-relacionadas envolvidas na 
produção de bens ou serviços.
b) Linha de máquinas e ou montagem com objetivo de produzir um 
produto especifico para livrar o homem do trabalho pesado.
U4 - Processos e operações 137
3. O marketing influencia a competitividade de várias maneiras, incluindo 
a identificação do consumidor desejos, necessidades, preços, publicidade 
e promoção.
Assinale alternativa que apresenta o fator-chave nas decisões de compra 
do consumidor.
a) Design e inovação.
b) Preço e qualidade.
c) Tamanho e design.
4. As operações em uma indústria têm uma grande influência na 
competitividade por meio do design de produtos e serviços, custo, 
localização, qualidade, tempo de resposta, flexibilidade, inventário e 
gerenciamento da cadeia de suprimentos e serviço. Muitos desses estão 
inter-relacionados. 
O design de produtos e serviços deve refletir os esforços conjuntos de 
muitas áreas da empresa para alcançar uma correspondência entre 
recursos , recursos de , recursos da 
 e o que o consumidor necessita. Características 
especiais de um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas decisões 
de compra do consumidor, entre eles, podemos destacar a inovação e o 
tempo de colocação no mercado.
Assinale a alternativa que complete as lacunas corretamente.
a) Financeiros, operações, cadeia de suprimentos.
b) Materiais, mão de obra, qualidade total.
c) Quantitativos, qualidade, mão de obra.
d) Produtivos, inatividade, interatividade de pessoas.
e) Lógicos, programação, ferramenta de gerenciamento.
c) Os sistemas de produção podem ser definidos somente de duas 
maneiras, produção puxada e produção kanban.
d) Sistemas de produção eficientes são aqueles em que não ocorrem 
manutenções corretivas.
e) Sistemas de produção são considerados efetivos somente quando 
atuam com qualidade e são isentos de manutenção corretiva, atuando 
somente na prevenção.
d) Propaganda e marketing.
e) Marketing e qualidade.
U4 - Processos e operações138
5. O design de produtos e serviços deve refletir os esforços conjuntos 
de muitas áreas da empresa para alcançar uma correspondência entre 
recursos financeiros, recursos de operações, recursos da cadeia de 
suprimentos e o que o consumidor necessita. Características especiais de 
um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas decisões de compra 
do consumidor, entre eles, podemos destacar a inovação e o tempo de 
colocação no mercado.
Assinale abaixo a alternativa que apresenta o item relacionado a produção:
a) Definir os padrões (custo, qualidade, produtividade, etc.) pelos quais 
será julgado o desempenho da produção.
b) Montar um plano de manutenção eficiente que não deixe o 
equipamento falhar.
c) Efetuar uma previsão de clientes satisfeitos e clientes insatisfeitos, atuar 
com ferramentas de qualidade para resolução do problema.
d) Vender pelo custo mais baixo, mesmo que a organização não tenha 
lucratividade, pois o cliente satisfeito é a melhor estratégia.
e) Economizar em treinamento pessoal, investindo assim em equipamentos 
mais tecnológicos, certamente com equipamentos modernos será um 
ótimo marketing entre os clientes.
Referências
MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. 2. ed. Revista e ampliada. 
São Paulo: Cengage Learning Editores, 2012.
MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. São Paulo: Saraiva, 2012. 
152 p. (Temas essenciais de administração).
JACOBS,F. R.; CHASE, R. B. Administração da produção e operações. Porto Alegre: 
Bookman, 2009.
Anotações
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Anotações
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