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João Antônio de Freitas Coelho Anderson Emidio de Macedo Gonçalves Edmarcos Carrara de Souza Eduardo Costa Estambasse Layout e fluxo de fabricação © 2018 por Editora e Distribuidora Educacional S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e Distribuidora Educacional S.A. 2018 Editora e Distribuidora Educacional S.A. Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza CEP: 86041-100 — Londrina — PR e-mail: editora.educacional@kroton.com.br Homepage: http://www.kroton.com.br/ Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Sousa, Edmarcos Carrara de ISBN 978-85-522-0736-8 1. 1. Engenharia. I. Sousa, Edmarcos Carrara de. II. Título. CDD 620 Sousa, et al. – Londrina : Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. 144 p. S725l Layout e fluxo de fabricação / Edmarcos Carrara de Thamiris Mantovani CRB-8/9491 Presidente Rodrigo Galindo Vice-Presidente Acadêmico de Graduação Mário Ghio Júnior Conselho Acadêmico Ana Lucia Jankovic Barduchi Camila Cardoso Rotella Danielly Nunes Andrade Noé Grasiele Aparecida Lourenço Isabel Cristina Chagas Barbin Lidiane Cristina Vivaldini Olo Thatiane Cristina dos Santos de Carvalho Ribeiro Revisão Técnica Alessandra Cristina Santos Akkari Editorial Camila Cardoso Rotella (Diretora) Lidiane Cristina Vivaldini Olo (Gerente) Elmir Carvalho da Silva (Coordenador) Letícia Bento Pieroni (Coordenadora) Renata Jéssica Galdino (Coordenadora) Sumário Unidade 1 | Unidade 2 | Seção 1- Seção 1- Seção 2- Seção 2- Seção 3- Seção 3- Seção 4- Seção 4- Seção 5- Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 7 Conceitos de Layout 12 1.1 | Porque Planejar o Layout 12 1.2 | A Importância das decisões relacionadas aos layouts 16 Como elaborar um layout 19 2.1 | Selecionar o tipo de processo 19 2.2 | Determinar a capacidade produtiva 21 2.3 | Detalhamento do layout selecionado 22 Objetivos dos layouts 25 3.1 | Objetivos específicos de um sistema de layout 25 Princípios Básicos para o cálculo e projeção de layouts 30 4.1 | Princípio da integração 30 4.2 | Princípio da menor distância 30 4.3 | Princípio do uso das três dimensões 31 4.4 | Princípio de observância do fluxo de operações 31 4.5 | Princípio da flexibilidade 32 4.6 | Princípio da satisfação e segurança 32 Tipos de layout 43 Escolhendo o melhor Layout 47 1.1. | Tipos de Layout 47 1.2 | Escolhendo o melhor tipo de layout 47 Layout funcional 52 2.1 | Conceito 52 2.2 | Quando utilizar 53 Layout em linha 56 3.1 | Conceito 56 3.2 | Quando utilizar 57 Layout celular 60 4.1 | Conceito 60 4.2 | Quando utilizar 61 Layout posicional 64 5.1 | Conceito 64 Seção 6- Unidade 3 | Unidade 4 | Seção 1- Seção 1- Seção 2- Seção 2- Seção 3- Seção 4- Seção 3- 5.2 | Quando utilizar 65 Layout misto ou híbrido 68 6.1 | Conceito 68 6.2 | Quando utilizar 69 Desenvolvimento de layout 77 Princípios do layout 80 1.1 | Princípios do arranjo espacial 80 Etapas do Trabalho de desenvolvimento do layout 83 2.1 | Dimensionamento dos fatores de produção 83 Projetos de layout para unidades produtivas 92 3.1 | Projetos de layout para unidades produtivas 92 3.2 | Riscos ambientais em projeto de 94 unidades produtivas 94 Processos e operações 105 Fundamentos dos processos e operações 108 1.1 | O que é processos e operações 108 1.2 | Cadeia de suprimentos 110 1.3 | Evolução histórica do gerenciamento de operações 113 Estratégia de operações nas organizações 115 2.1 | Estratégia de produto, ciclo de vida e função da produção 115 2.1.1 | Competitividade 116 2.2 | Sequência de operação 119 2.3 | Fatores que levam indústrias a falharem 120 2.4 | Objetivos das organizações 121 Preparação da produção 125 3.1 | Sistema produtivo 125 3.2 | Localização das instalações 127 3.3 | Gestão do processo produtivo 128 3.4 | Flexibilidade de capacidade 128 Execução da produção 131 4.1 | Introdução à produção 131 4.2 | Tipos de produção (puxada – empurrada) 133 4.3 | Conceito de produção enxuta 135 Apresentação Olá, caro aluno! Seja bem-vindo à disciplina de Layout e Fluxo de Fabricação! É um grande prazer tê-lo conosco, esta disciplina tem como objetivos possibilitar o entendimento dos principais conceitos dos diferentes tipos de layouts industriais, suas principais aplicações, bem como apresentar ainda o conceito de processos e operações industriais. Promover a capacidade de estudo que possa contribuir para o conhecimento no que se refere a organização e planejamento de produção industrial. Dar ênfase nas atividades, nas quais você desenvolverá habilidades específicas trabalhadas de acordo com o conteúdo ministrado, atrelando a teoria com a realidade da aplicação prática. Você aprenderá vários assuntos, então, prepare-se, organize- se nos estudos e processos de aprendizagem, busque sempre agregar conhecimentos, dessa maneira você estará no caminho para se tornar um profissional de sucesso, com grande destaque no mercado de trabalho. Nesta disciplina de Layout e Fluxo de Fabricação, o objetivo principal é lhe proporcionar o conhecimento sobre a importância de uma gestão específica nos processos de produção de bens e/ ou serviços, além de orientar as demandas da produção e suas realizações. O processo envolve toda a organização, desde a implantação da fábrica ou organização, sendo responsável pela realização de todo o processo produtivo. A disciplina deve ainda promover a aprendizagem e o domínio dos conceitos relacionados aos diferentes tipos de layout, suas principais funcionalidades, aplicações e disposição na organização, além dos processos produtivos empregados. Atrelado aos conceitos, você conhecerá os termos técnicos sobre o assunto de gestão administrativa dos recursos aplicados na indústria de transformação e serviços. Layout, processos e operações são pontos de destaque em uma organização, um gestor deve fazer uso das principais ferramentas de gestão e solução de problemas para realizar um trabalho satisfatório, que atenda o cliente na ponta, mas que tenha um custo baixo a fim de fornecer lucratividade neste negócio. Você certamente deseja ser um profissional de sucesso, para isso, é necessário dedicação, estudo e aplicação prática com ética e muita responsabilidade. Portanto, dedique-se, seja o diferencial na sua organização! Bons estudos! Unidade 1 Objetivos de aprendizagem Nesta unidade, você conhecerá as principais funções e aplicabilidades de um layout, também chamado de arranjo físico, no contexto de uma indústria. Portanto, serão nossos objetivos: • Conhecer o conceito de layout e qual a importância de seu planejamento correto para que os objetivos organizacionais possam ser atingidos. • Compreender a importância da tomada de decisão assertiva no que se refere aos layouts. • Assimilar os procedimentos adotados quando necessária a implantação de um novo layout ou a reestruturação de um existente. • Entender as diferenças entre cada processo industrial. • Compreender a importância do cálculo da capacidade produtiva da indústria previamente à implantação ou reestruturação de um layout. • Conhecer os principais objetivos de um arranjo físico ou layout. • Compreender quais os princípios fundamentais a serem seguidos quando se objetiva que um layout seja implantado com sucesso. IntroduçãoSobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos Edmarcos Carrara de Souza Seção 1 | Conceitos de Layout A finalidade desta seção é trabalhar os conceitos de layout, os motivos que levam as empresas os adotarem, a importância de se conhecer o sistema de manuseio de matérias desta indústria e, por fim, o quanto que decisões referentes ao layout, quando tomadas de maneira errada ou equivocada, podem ser prejudiciais a uma indústria. Seção 2 | Como elaborar um layout Nesta seção, você compreenderá as principais etapas a serem seguidas para que o planejamento e o processo de implantação de um arranjo físico sejam realmente benéficos para a empresa. As etapas abordadas são as seguintes: seleção do tipo de processo de produção da indústria; determinação de sua capacidade produtiva e por fim, o detalhamento do tipo de layout escolhido. Seção 3 | Objetivos dos Layouts A seção 3 está direcionada a apresentar os principais objetivos que uma indústria visa ao implantar um novo layout ou reestruturar um já existente. Dentre esses objetivos, podemos citar a minimização dos custos de manuseio e movimentação interna de materiais; a utilização eficiente do espaço físico disponível; o apoio ao uso eficaz da mão de obra, evitando movimentações desnecessárias; facilitar o acesso visual às operações e otimizar o fluxo de comunicação; simplificar a entrada, a saída e a movimentação de materiais e de pessoas, e ainda, o encorajamento, a orientação ou a indução que os layouts promovem à determinados fluxos. Diante de tais objetivos, nossa preocupação é fazer com que você, aluno, compreenda claramente como o layout pode contribuir para o crescimento, o aumento da lucratividade e competitividade de uma indústria. Dessa forma, a fim de atingirmos esses objetivos, abordaremos os seguintes assuntos: Seção 4 | Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts Nesta seção, serão abordados os princípios fundamentais que, quando previamente observados pelos gestores, podem contribuir para o sucesso de um projeto de layout. Portanto, serão analisados ao longo desta seção fatores como integração, flexibilidade, observância e respeito ao sentido do fluxo das operações, bem como a necessidade de prover ao trabalhador, por meio do layout, o conforto e a segurança necessários para o bom desempenho de suas funções. Introdução à unidade É muito comum escutarmos a seguinte afirmação: “Precisamos de um local maior, já não temos mais espaço! ”. Assim, surge uma pergunta de grande importância: o espaço realmente é muito pequeno ou somente está sendo mal aproveitado? É claro que, em muitas situações, a empresa cresceu mais que o previsto e o espaço já não comporta mais as operações. Porém, numa enorme quantidade de casos, basta uma reorganização ou a criação e implantação de um layout para a empresa e pronto, problema resolvido! Fatores externos como a globalização, entrada de novos fornecedores, havendo, consequentemente, o aumento da concorrência e a constante instabilidade econômica nacional fazem com que as organizações atuais, sejam elas indústrias ou empresas de serviços, procurem maneiras de reduzir seus custos operacionais. Esses custos acabam sendo elevados por situações como o mal aproveitamento dos espaços disponíveis, movimentações desnecessárias, tanto de pessoas quanto dos materiais necessários para atender a demanda produtiva ou a execução de um serviço, desordenamento das etapas produtivas, entre outros. É fato que o desperdício de tempo e de mão de obra podem aumentar os custos de produção e as despesas administrativas, essas situações podem comprometer substancialmente a lucratividade e a competitividade. Portanto, planejar o layout dos espaços disponíveis para armazenagem e estocagem, da planta de produção e até mesmo dos setores de apoio contribui para a redução de custos, para o ganho de eficiência e vantagem competitiva, para agregar valor ao produto e também para o aumento da lucratividade da empresa. Além disso, fazer parte naturalmente de qualquer processo de planejamento da organização. Dessa maneira, podemos concluir que planejar o layout não é opcional caso a empresa tenha pretensão de atingir os objetivos que lhe foram previamente propostos. Preparados? Então, vamos lá! Bons estudos! U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos12 Seção 1 Conceitos de Layout 1.1 | Porque Planejar o Layout De acordo com Slack, Chambers e Johsnton (2009), o layout consiste na maneira de como os recursos transformadores de uma empresa, por exemplo, máquinas, equipamentos, postos de trabalho e colaboradores são posicionados uns em relação aos outros e como as várias tarefas da operação serão alocadas a esses recursos transformadores. Portanto, nesta seção, você conhecerá o conceito de planejamento de layout, também chamado de arranjo físico, e sua importância no cenário industrial, bem como compreender os motivos que levam as empresas a adotá-los. Saberá a definição de sistema de manuseio de matérias e, por fim, quais fatores devem ser considerados para que seja planejado um layout ideal, ou seja, aquele que atende plenamente todas as necessidades e particularidades de uma organização. Para início, vamos analisar a seguinte situação. Uma empresa, a Fênix Ltda, produz guarda-roupas de madeira e o seu processo é representado abaixo: Introdução à seção U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 13 Ao analisar o esquema anterior, você pode estar pensando: que bagunça é essa? Qual a lógica desse layout? Por que os departamentos não estão em uma sequência lógica? É exatamente isso que ocorre em muitas empresas, não só em pequenas e médias, mas também em grandes empresas, visto que na maioria dos casos cresceram de maneira desordenada, sendo essa situação bastante comum. Agora, vamos ver como “deveria” ser o layout dessa empresa? Figura 1.1 | Layout atual da Fênix Ltda. Fonte: elaborada pelo autor. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos14 Figura 1.2 | Layout reformulado Fonte: elaborada pelo autor. Você consegue perceber o quanto o deslocamento de materiais, de colaboradores e de equipamentos diminuiu? Com a redução dessa movimentação desnecessária, também é possível concluir que reduziu-se o desperdício de tempo, de combustível dos equipamentos de movimentação, como empilhadeiras, de mão de obra, o risco de danos às matérias-primas e aos produtos acabados. O planejamento do layout da empresa contribui para que o sistema de manuseio de materiais e informações sejam dinâmicos e eficientes dentro do cenário de uma indústria. Para saber mais É na movimentação de produtos semiacabados e acabados (com consequente movimentação do operador de máquina) que ocorre a maior parte do desperdício de tempo. Cerca de 30% do tempo destinado à produção é desperdiçado com transporte de materiais e de produtos. Fonte: Sebrae (2017) U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 15 Mas, o que é planejamento de layout? De acordo com Martins e Laugeni (2015), planejar o layout significa distribuir todas as máquinas, utilidades, estações de trabalho, áreas de atendimento, áreas de armazenamento de materiais, corredores, banheiros, refeitórios, bebedouros e divisórias a fim de minimizar o custo de processamento, transporte, armazenamento de materiais e de tempo dentro de uma organização. De maneira mais simplificada, definir o layout é decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e o corpo de colaboradores da empresa. No que se refere às empresas industriais, Slack et al. (2012) afirma que o layout ou arranjo físico é uma das característicasmais evidentes de uma operação produtiva porque determina sua “forma” e sua aparência. Também determina a maneira como os recursos transformados – matérias, informações e clientes – fluem através da operação. Porém, a forma de organizar tais elementos deve abranger toda a empresa, ou seja, ao projetar um novo layout ou reorganizar o já existente, todos os departamentos da empresa devem ser contemplados. Qual seria o layout ideal? Essa é uma pergunta que deve ser respondida pelos gestores da organização. O modelo escolhido, dentre os tantos disponíveis, deve atender especificamente às necessidades da empresa e essa definição deve levar em conta uma série de fatores relacionados ao produto final, aos itens que o compõem, material de embalagem, itens de manutenção e de reposição, submontagens, maquinários, entre outros. Para qualquer um desses tipos de produtos anteriormente relacionados, deve-se considerar: Para saber mais Um sistema de manuseio de materiais é a rede inteira de transporte que recebe, armazena e estoca os materiais, movimenta-os entre os pontos de processamento dentro e entre os prédios e departamentos e finalmente deposita os produtos acabados nos veículos que os entregarão aos clientes. Toda essa operação é conhecida como logística intramuros. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos16 Tamanho, forma e massa: é de consenso que, ao se projetar ou reestruturar o layout, produtos com dimensões maiores ou peso elevado devem, preferencialmente, ficar próximos dos locais onde serão utilizados. Por exemplo: dentro de um armazém, esses produtos devem ficar próximos à porta ou, caso a planta de produção permita, que no ato da entrega, possam ser dispostos no local onde serão consumidos. O tamanho, a forma e o peso do produto influencia diretamente na escolha do layout mais apropriado. Há situações em que o produto deve ficar parado, pois seria inviável logística e economicamente movimentá-lo. Portanto, o melhor layout para este produto seria o posicional ou fixo, como é o caso em fábrica de aviões ou estaleiros. Características especiais: alguns itens ou setores possuem alguns atributos que demandam um tratamento especial dentro do projeto de layout. A título de exemplo, podemos usar uma cabine de pintura, ambiente que deve ter sistemas de isolamento e ventilação apropriados e que estejam de acordo com as normas regulamentadoras (NR’s) que preceituam sobre esse tipo de local no que se refere ao cumprimento das leis de segurança do trabalho. Existem algumas questões de ordens práticas que fazem com que uma decisão que tenha como objetivo a implantação de um projeto de layout ou a reestruturação de um modelo que já esteja pronto seja prévia e minuciosamente analisada. Num primeiro momento, deve-se considerar que esse tipo de projeto ou reestruturação, na generalidade dos casos, não são executados em curtos espaços de tempo. Conforme explica Slack et al. (2012), o layout é uma atividade difícil e de longa duração devido às dimensões físicas dos recursos de transformação envolvidos. Questão para reflexão Por que algumas empresas ainda insistem em seus layouts ultrapassados? Por que têm tanto medo da mudança? 1.2 | A Importância das decisões relacionadas aos layouts U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 17 Em diversas situações, é necessário mudar a localização de setores inteiros ou equipamentos de grande porte. Mudanças desse tipo exigem planejamento com espaço e instalações elétricas. Outra preocupação constante diante da necessidade de implantação de um layout ou a reestruturação de um já existente, é a possibilidade de interrupção das operações produtivas. Esse fato pode resultar perdas de produção, atrasos, insatisfação do cliente e consequentes prejuízos. Por fim, é preciso destacar que o projeto de um layout deve ser monitorado e controlado de forma criteriosa e constante a fim de corrigir imediatamente eventuais distorções. Se o layout, ao final de seu planejamento e implantação, estiver incorreto, poderá levar a padrões de fluxo excessivamente longos e confusos, estoque de materiais superdimensionados ou abaixo dos níveis necessários para atender à demanda produtiva, filas de clientes internos, como por exemplo outros setores que dependem daquele produto que está com sua produção atrasada, tempos de processamento desnecessariamente longos, fluxos imprevisíveis, elevação dos custos operacionais e ainda, a interrupção das operações produtivas. Atividades de aprendizagem da unidade 1. A capacidade produtiva de uma empresa está diretamente relacionada com a eficiência dos tempos de produção, ou seja, quanto mais tempo se perde, menor é a eficiência e a quantidade produzida. No intuito de eliminar o desperdício de tempo, tanto de produção quanto no que se refere a mão de obra, é necessário que as empresas recorram a implementação ou reestruturação do layout. Dessa forma, é correto afirmar que: Um layout corretamente planejado contribui para que o sistema de manuseio de materiais e informações seja dinâmico e eficiente dentro do cenário de uma manufatura. A definição e implantação de um layout ideal colaboram para o aumento do desperdício de tempo com transporte de materiais em processo e acabados. O layout é uma das características mais evidentes de uma operação produtiva porque determina sua forma e aparência. ( ) ( ) ( ) U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos18 2. O sistema de manuseio de materiais, ou seja, a rede inteira de transporte que recebe, armazena e estoca os materiais, movimenta-os entre os pontos de processamento dentro e entre os prédios e departamentos e finalmente deposita os produtos acabados nos veículos que os entregarão aos clientes também é chamado de: a) Logística extramuros. b) Logística de produção. c) Logística de abastecimento. d) Logística intramuros. e) Logística de distribuição. Após classificar as informações em Verdadeira (V) ou Falsa (F), assinale a alternativa correta: a) V – V – F. b) F – F – V. c) V – F – V. d) F – V – V. e) V – F – F. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 19 Seção 2 Como elaborar um layout 2.1 | Selecionar o tipo de processo Esta seção tem como objetivo apresentar os cuidados prévios que os gestores devem ter ao planejar um novo layout ou reestruturar um já existente. Portanto, verificaremos a importância de, em um primeiro momento, conhecer claramente o tipo de processo produtivo da empresa, bem como definir qual a sua capacidade produtiva para que, a partir dessas informações, possamos detalhar os pormenores do layout escolhido. Como já podemos perceber, elaborar ou reestruturar um layout não é uma tarefa tão simples. Esse tipo de decisão requer bastante critério por parte dos responsáveis, já que erros podem afetar de maneira bastante significativa as operações e a rentabilidade da empresa. Portanto, para que o planejamento e implantação do arranjo físico seja realmente eficiente, alguns passos devem ser seguidos. São eles: Antes de qualquer decisão acerca do tipo de layout que melhor poderá atender as necessidades da empresa, é necessário conhecer o tipo de processo de produção da empresa já que cada modelo implica uma forma diferente de como o layout deve ser planejado. De acordo com Slack et al. (2012), os tipos de processos mais comuns em organizações industriais são: Processo por projetos: também conhecido como “produção por encomenda”, esse tipo de produção caracteriza-se por fabricar produtos únicos, na maioria dos casos, bastantes customizados. Tem como características o baixo volume e a grande variedade. Um exemplo desse tipo de produçãosão as empresas que fabricam móveis planejados. Introdução à seção U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos20 Para esse tipo de produção, o arranjo físico melhor recomendado é o chamado layout posicional. Processos de Jobbing: assim como o processo por projetos ou por encomenda, o processo por jobbing também apresenta grande variedade e pouco volume. A diferença consiste no fato de que, enquanto nos processos por projetos os recursos de produção são exclusivos para aquele trabalho, os recursos nos processos de jobbing podem ser compartilhados. Um exemplo de empresa que trabalha com esse tipo de produção são as gráficas. Por exemplo, ao encomendar um móvel planejado para o quarto e escolher a cor da madeira, esse recurso será exclusivo, ou seja, deverá ser comprado somente para aquele produto já que não se tem a certeza de que será usado em outra oportunidade. Contudo, uma gráfica pode tranquilamente adquirir o papel utilizado em ingresso, pois sabe que esse recurso de produção pode ser usado em outras demandas. Para esse sistema de produção, seria viável que a empresa adotasse o layout posicional ou por processo. Processos em lotes ou bateladas: esse tipo de processo pode até ser confundido com os processos de jobbing, porém, não existe tanta variedade. Um exemplo desse tipo de processo são as fabricantes de roupas. Em um momento produz-se um lote do modelo “A” e ao findá-lo, passa-se a produzir o lote referente ao modelo “B” e assim por diante. Para essa forma de produção, pode- se utilizar dos layouts por processo ou o denominado layout celular. Processos de produção em massa: esse processo é aquele responsável por produzir bens em grandes volumes e pouca variedade. Um exemplo claro desse tipo de produção são as Para saber mais Existem quatro tipos de arranjo físicos: layout de posição fixa ou posicional, layout funcional ou por processo, layout celular e o layout por produto. Normalmente, uma indústria opta por um desses, porém, isso não é uma regra. Pode ser que a empresa necessite de mais de um modelo de layout, passando então a utilizar-se dos chamados layouts mistos. Fonte: Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013). U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 21 fábricas de automóveis populares que os produzem por anos sem que as variantes básicas do produto final sejam alteradas (motor, carroceria, cores). Nessa produção, os layouts mais indicados é o celular e o layout por produto. Processos contínuos: esse processo também tem como característica o grande volume e a baixa variedade. O que o diferencia em relação ao processo de produção em massa é o fato de que os produtos resultantes dessa produção não podem ser facilmente separados e sua produção ocorre em períodos muito mais longos. É o que ocorre em refinarias de petróleo, distribuidoras de eletricidade e fábricas de papéis. Nesse caso, a empresa deve optar pelo layout por produto para que seu sistema produtivo atinja a eficiência desejada. Após a definição do tipo de processo, deve-se especificar também qual será a capacidade produtiva da indústria. Volume de vendas, quantidade de clientes a serem atendidos e eventuais expectativas de crescimento devem ser consideradas, uma vez que, a partir dessas informações é que serão definidas as quantidades de maquinários e equipamentos, suas capacidades, quantidade de colaboradores e postos de trabalhos, área necessária para estoques de matérias-primas e produtos acabados. É importante destacar que a elaboração de um layout é uma atividade multidisciplinar, ou seja, envolve várias áreas da empresa. Dessa forma, é importante que todos os setores envolvidos, tanto líderes como gestores, sejam ouvidos a fim de utilizar-se de suas experiências para que os cálculos sejam mensurados com a máxima fidelidade possível. 2.2 | Determinar a capacidade produtiva Questão para reflexão Como um bom layout pode agregar valor para o mercado consumidor ao qual a empresa atende? U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos22 Martins e Laugeni (2015) explicam que, na elaboração de um layout, deve-se levar em conta, inicialmente, o todo. Isso quer dizer que o planejamento inicial deve ser generalizado e somente após isso que se deve proceder ao planejamento das partes. Embora a definição do tipo de processo, o tipo básico de arranjo físico e os cálculos de necessidades e capacidades demonstrem um panorama geral da forma como os recursos serão dispostos dentro da empresa, é necessário também definir precisamente a posição exata de cada elemento da operação produtiva. Isso contempla especificamente a localização de cada setor em relação à planta industrial, quantidades de máquinas, equipamentos, seus respectivos operadores e espaço suficiente para a movimentação deles, saídas de emergência, extintores, bebedouros, quantidade de banheiros necessários, tipo de iluminação ideal, forma de ventilação, dentre tantos outros detalhes sem os quais não será possível a operacionalização da empresa. Devemos salientar que o projeto de layout ideal é aquele que tem sempre a capacidade de agregar valor à planta industrial. Isso significa dizer que, mudar somente por mudar, não é planejar um sistema de layout, mas consiste apenas em mudanças inócuas. Martins e Laugeni (2015), afirmam que o projeto ideal deve contemplar: a) Planejamento Global: compreende planejar onde a empresa como um todo estará localizada, como por exemplo em qual país. Isso demanda uma análise dos clientes, dos fornecedores e também, da quantidade de mão disponível nesta região, ainda mais, quando a empresa necessita de mão de obra específica. b) Planejamento do supra-espaço: esse nível de planejamento relaciona-se especificamente à planta da empresa e sua infraestrutura. Qual será seu tamanho, quantidades de prédios departamentais e onde deverão estar localizados dentro dessa planta. c) Planejamento do macro-espaço: compreende a definição dos fatores relacionados a cada um dos prédios pré-definidos no planejamento do supra-espaço. Nesse momento deve-se definir os setores de cada um deles, bem como irão ocorrer o fluxo de materiais e de informações. 2.3 | Detalhamento do layout selecionado U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 23 d) Planejamento do micro-espaço: no que se refere às empresas industriais, é neste nível que são definidas a localização de cada máquina, equipamentos e demais elementos necessários à operacionalização do setor produtivo. e) Planejamento do sub-micro-espaço: é nesse último nível que ocorre o planejamento das estações de trabalho, abrangendo a definição e esclarecimento das tarefas, quantidade de trabalhadores por posto e seus respectivos espaços para movimentação e as ferramentas que deverão compor este local de trabalho. Dessa forma, os passos para a implantação de um layout devem ocorrer como demonstrados na figura abaixo: Assim, é possível constatar que a definição de um layout não deve ocorrer de maneira aleatória e sim, baseada em decisões assertivas e criteriosas para que o modelo escolhido possa realmente colaborar para que a organização possa atingir os objetivos que lhes foram previamente propostos. Figura 1.3 | Etapas de decisão e implantação de um Layout Fonte: adaptada de Slack et al. (2012). U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos24 Atividades de aprendizagem 1. O planejamento e implantação de um layout industrial é um grande desafio proposto aos gestores organizacionais já que decisões errôneas ou equivocadas podem resultar em grandes perdas. Nesse contexto, é necessário que sejam cumpridas algumas etapas a fim de que esse processoatinja os objetivos que lhes foram propostos. Portanto, no momento da elaboração de um layout para uma determinada organização, primeiramente é necessário: a) Conhecer o seu tipo de processo de produção. b) Entender a divisão hierárquica e piramidal da organização. c) Compreender o processo de entrada e saída de materiais. d) Conhecer seus fornecedores habituais e secundários. e) Identificar os pontos positivos da empresa e quais pontos devem ser melhorados. 2. Esse tipo de processo tem como característica produzir em grandes volumes e pouca variedade. Para essa forma de produção, os layouts mais indicados são o celular ou Layout por produto. É bastante comum em empresas fabricantes de automóveis. Esta descrição refere-se ao: a) Processo em lotes ou batelada. b) Processo de Jobbing. c) Processo de Produção em Massa. d) Processos Contínuos. e) Processo de Produção Especializada. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 25 Seção 3 Objetivos dos layouts 3.1 | Objetivos específicos de um sistema de layout Podemos afirmar que o cumprimento dos objetivos de uma organização está diretamente relacionado à forma como ocorre o planejamento de suas decisões e procedimentos operacionais. Dentre essas decisões, a estruturação de um novo layout ou a reestruturação de um já existente é de fundamental importância se levarmos em conta os objetivos pertinentes ao layout. Esses objetivos são explicados a seguir. Como já vimos, o layout ou arranjo físico de uma empresa é o modo em que se encontram dispostos, fisicamente, os recursos que ocupam espaço dentro de uma instalação. Tais recursos, como materiais, funcionários, máquinas, equipamentos, dentre outros, são fundamentais para atender a demanda produtiva e sem eles essa operação seria impossível. Porém, esses insumos devem estar dispostos de uma maneira que torne o processo produtivo o mais eficiente possível. Dessa forma, é possível afirmar que, dentro dos limites estabelecidos pela estratégia competitiva da empresa, um bom projeto de layout tem como objetivo não somente eliminar as atividades que não agregam valor, mas também evidenciar as operações que podem agregar valor ao produto, à empresa e elevar o nível de serviço ao cliente. Portanto, de acordo com Corrêa e Corrêa (2011), de uma forma geral, os objetivos principais atribuídos aos layouts são os seguintes: Introdução à seção U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos26 Minimizar os custos de manuseio e movimentação interna de materiais É claro que não podemos eliminar todas as movimentações de materiais dentro de uma empresa, porém, as distâncias percorridas, sempre que possível, devem ser encurtadas. Isso contribui para a redução de custos organizacionais, para a economia do tempo demandado nessas operações e um melhor aproveitamento da mão de obra. Utilizar o espaço físico disponível de forma eficiente Cada metro de uma instalação tem um custo, seja em decorrência do valor pago em aluguel ou em virtude do custo de aquisição. Portanto, espaços mal aproveitados e ociosos significam perda efetiva de dinheiro da empresa. Apoiar o uso eficiente da mão de obra, evitando que se movimente desnecessariamente O raciocínio para a mão de obra e o espaço disponível deve ser o mesmo. Cada minuto e segundo de um colaborador representa um custo para empresa. Portanto, mão de obra ociosa ou em operações desnecessárias não agregam em nada, apenas representam perda de capital. Para saber mais É fato que um dos mais importantes objetivos de um layout é a melhor disposição de maquinários e equipamentos em uma planta fabril, porém, isso não deve ocorrer de maneira arbitrária ou aleatória. A Norma Regulamentadora nº 12 do Ministério do Trabalho é responsável por regulamentar todos os procedimentos referentes a esse planejamento. Essa NR aborda fatores como a distância mínima entre os maquinários, condições ideais do piso onde serão localizados, áreas de circulação em seus arredores, condições para instalações elétricas e até mesmo como deve ocorrer o sistema de partida e parada do equipamento. A não observância dos quesitos dessa norma pode resultar em interdição imediata do equipamento. Fonte: Ministério do Trabalho (2017). U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 27 O layout deve ser planejado e distribuído com o claro objetivo de viabilizar o fluxo de pessoas e a movimentação de materiais sem grandes cruzamentos ou obstáculos. Facilitar o acesso visual às operações e otimizar o fluxo de comunicação Um layout corretamente planejado contribui para uma visão sistêmica das operações que ocorrem na planta produtiva, possibilitando assim um melhor controle e rapidez em casos de necessidade de eventuais correções. Em uma organização, a comunicação deve ser clara e entendível por aqueles à quem é destinada. Dessa forma, um layout bem planejado contribui substancialmente para que a comunicação possa fluir, uma vez que, faz parte do projeto a fixação de placas que objetivem informar os colaboradores sobre procedimentos e normas de segurança. Facilitar entrada, saída e movimentação dos fluxos de materiais e de pessoas Organizar é a palavra-chave em qualquer projeto de layout. Os insumos necessários devem estar disponíveis na quantidade e no momento correto em que forem solicitados. Vamos tomar como exemplo uma empresa que não tem o layout de seu estoque claramente definido e, a cada momento em que um insumo é solicitado, leva-se longos períodos para ser localizado. Além de podermos constatar um colaborador que poderia estar desempenhando outras funções que pudessem agregar mais valor às operações produtivas, ainda se corre o risco de interromper a produção por falta desse insumo, o que resultará em atrasos e perdas. Tudo isso, somente porque um insumo, que poderia ser um único parafuso, não está em seu lugar correto. Questão para reflexão Qual a importância de um layout bem planejado em uma empresa de pequeno porte? U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos28 Encorajar, orientar ou induzir a determinados fluxos Em uma planta industrial, é comum encontrarmos corredores ou faixas pintadas no chão a fim de evidenciar o fluxo correto dos materiais, equipamentos de movimentação ou colaboradores. Esse layout é previamente planejado dessa forma a fim de fazer com que a distância das movimentações seja reduzida ou com o claro objetivo de desviar um equipamento de um local que ofereça riscos, como espaços onde há grande movimentação de pessoas, ou ainda, evitar que um colaborador seja exposto a locais com potencial de riscos e acidentes, por exemplo, locais com alta corrente elétrica ou que exista grande possibilidade de quedas e outros acidentes. Podemos perceber então que todos os objetivos relacionados resultam em redução de custos, sejam eles fixos, como os custos incorridos em função da aquisição ou locação do espaço físico, salários da mão de obra empenhada na movimentação de materiais e produtos acabados, a depreciação de máquinas e equipamentos e também, dos custos variáveis, como por exemplo, os combustíveis. Atividades de aprendizagem 1. O layout escolhido por uma empresa é a forma pela qual serão distribuídos fisicamente os recursos necessários para a operacionalização do setor produtivo. Porém, sua implantação ou reestruturação deve resultar em benefícios e, para isso, deve cumprir com alguns objetivos. Então, é correto afirmar que: O objetivo principal de um layout é contribuir para a redução dos custos de manuseio e movimentação de matérias-primas do fornecedor até a empresa. É objetivo de um layout colaborar para reduzir o custo de ocupação da planta industrialpor meio da utilização do espaço disponível de forma eficiente. Um layout corretamente planejado contribui para uma visão sistêmica das operações e otimiza o fluxo de comunicação da empresa. Classifique as afirmações em Verdadeira (V) ou Falsa (F) e assinale a alternativa que contempla a sequência correta: ( ) ( ) ( ) U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 29 2. Um dos objetivos claros que justificam a escolha e planejamento de um layout industrial é a redução de custos. Essa redução contribui para que o preço final do produto também seja menor, colaborando com a lucratividade e competitividade da empresa. Nesse contexto, é correto afirmar que: I- O layout contribui para que custos variáveis, como os valores gastos com espaço físico, combustíveis, lubrificantes e salários dos colaboradores da indústria sejam reduzidos. II- Um layout planejado corretamente contribui para que custos com propagandas e marketing e custos relacionados aos programas de desenvolvimento de novos produtos também sejam diminuídos. III- Um layout eficiente agrega valor à indústria, pois contribui para que custos fixos, como por exemplo, os gastos com salários dos trabalhadores da produção sejam reduzidos em função de um melhor aproveitamento da mão de obra disponível. Assinale a alternativa correta: a) As afirmações I e II estão corretas. b) Apenas a afirmação II está correta. c) As afirmações II e III estão corretas. d) As afirmações I e III estão corretas. e) Apenas afirmação III está correta. a) F – V – V. b) V – V – F. c) V – F – F. d) F – F – V. e) F – V – F. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos30 Seção 4 Princípios Básicos para o cálculo e projeção de layouts 4.1 | Princípio da integração 4.2 | Princípio da menor distância O planejamento, o cálculo e a implantação de um layout devem, impreterivelmente, levar em conta, além do processo de produção da empresa, o tipo de layout previamente escolhido por ela, uma vez que existem diversas particularidades que diferenciam as formas como maquinários, equipamentos, colaboradores e seus respectivos postos de trabalho serão dispostos. Porém, indiferente do tipo de layout, alguns princípios devem ser observados. Esse princípio afirma que todos os elementos de um setor produtivo devem ser considerados, já que um único componente que eventualmente apresente um mal funcionamento ou interrupção pode comprometer a capacidade de produção de toda a indústria. Por exemplo, ao calcular um layout, deve-se dar a mesma atenção para uma máquina que produz diariamente dez unidades de um determinado componente que se dá a uma que produz dez mil. Em virtude de sua capacidade de produção, o espaço destinado a esse equipamento e seus colaboradores poderia ser negligenciado, porém, deve-se levar em conta que caso a máquina com capacidade menor de produção pare ou seu operador tenha algum problema em relação à ventilação ou o espaço para se movimentar, poderá interromper toda a produção da empresa. Como já abordamos no decorrer da unidade, movimentações desnecessárias não agregam em nada ao produto. Dessa forma, as distâncias percorridas entre uma operação e outra devem ser diminuídas ou até mesmo eliminadas. Introdução à seção U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 31 4.3 | Princípio do uso das três dimensões 4.4 | Princípio de observância do fluxo de operações Um produto acabado que demandou mais horas de movimentação e, consequentemente, mão de obra empregada nesse fluxo, certamente terá um custo maior. Custos elevados resultam em preços de vendas maiores, o que acaba por comprometer a competitividade do produto no mercado quando comparado a outro que teve um fluxo de movimentação mais eficiente. Ao planejar um layout, deve-se conhecer claramente todos os espaços disponíveis para sua implantação a fim de que todas as suas dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade, quando possível, possam ser utilizadas. A planta industrial possui um subsolo ou um mezanino? Então, por que não acondicionar nesses locais produtos que tenham uma demanda ou giro menor e deixar a planta industrial com espaço disponível para novas máquinas ou uma área previamente planejada para uma futura ampliação? Em outro exemplo, podemos considerar o fato de dedicar tais espaços disponíveis para manutenção e conserto de máquinas e equipamentos a fim de que essas operações não ocorram na planta produtiva tornando-a menos eficiente. Este é um dos princípios de maior importância no momento de se planejar e calcular um layout. Pessoas, equipamentos de movimentação (empilhadeiras, carrinhos, paleteiras etc) devem se movimentar sempre num fluxo que siga a sequência de produção. No contexto de um layout, devem ser evitadas movimentações repetitivas, as chamadas “idas e vindas” e cruzamentos. A observação desse princípio contribui para redução nos níveis de acidentes, tanto com equipamentos quanto com os colaboradores, nos tempos de espera não programados e ainda, colabora para que materiais, sejam eles insumos ou acabados, não sofram danos ou perdas. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos32 Questão para reflexão Qual a importância do apoio e do comprometimento do alto executivo da empresa para que um novo layout ou a reestruturação de um já existente atinja os objetivos que lhes são previamente determinados? 4.5 | Princípio da flexibilidade 4.6 | Princípio da satisfação e segurança Em um cenário em que mudanças são constantes, esse é um princípio que deve ser cuidadosamente observado pelos responsáveis pelo planejamento de um layout. Possibilidade de aumento da demanda, inconsistência no fornecimento de insumos e mudanças na legislação são fatores que podem resultar em uma eventual necessidade de alteração de um layout já existente. Vamos considerar que uma empresa, com o intuito de reduzir seu custo, passe a comprar matéria-prima de outro fornecedor que tem um tempo de entrega bem maior que o antigo. Consequentemente, será necessário que a empresa tenha um estoque de segurança maior, o que demandará mais espaço. Em outro momento, a demanda dessa empresa aumentou substancialmente e, para atendê-la, será necessário adquirir novas máquinas e colaboradores. É fato que isso ocupará um espaço relevante na planta industrial, e se empresa não tiver essa disponibilidade, ou deixará de atender seu mercado consumidor e perder a nova receita ou então terá que arcar com todos os custos de uma nova planta de produção. Um layout, além de considerar a melhor disposição dos maquinários e equipamentos em uma planta industrial, deve ser planejado também com o claro objetivo de proporcionar ao colaborador o máximo de conforto e segurança possível. Portanto, fatores como a largura de corredores, quantidade de banheiros, localização de refeitórios, sistemas de ventilação e iluminação devem ser levados em conta no momento do cálculo das áreas disponíveis para a produção. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 33 Por fim, outros fatores que devem ser previstos em um layout são os que dizem respeito aos equipamentos de movimentação necessários à operacionalização de uma indústria. Esses equipamentos podem demandar grandes mudanças no momento de planejar e calcular um layout. É o caso de empresas que trabalham com esteiras ou transelevadores. Além de planejar antecipadamente a área que deve estar disponível para sua instalação, é necessário que as paredes internas onde serão instalados sejam reforçadas para não cederem durante as operações. Digamos que a empresa utiliza empilhadeiras para movimentar seus insumosou produto acabado. Deve-se levar em conta a necessidade de corredores mais largos e área de manobra, por exemplo. Portanto, o tipo e as maneiras pelas quais ocorrerá o fluxo de produtos no interior de uma planta industrial também devem estar bastante claros para que o layout seja eficiente e que sua implantação ou reestruturação possa contribuir para os objetivos organizacionais. Para saber mais O Ministério do Trabalho, por meio das Normas Regulamentadoras, é o órgão responsável por determinar os elementos que devem constar em um layout industrial a fim de que o conforto e a segurança do trabalhador sejam preservados. Largura de corredores, saídas de emergência, localização dos extintores, rampas e escadas existentes em um layout devem estar em concordância com essas normas e seu descumprimento, além de sanções legais, como multas, pode resultar na interdição das operações de uma empresa. Fonte: Ministério do Trabalho (2017). Atividades de aprendizagem 1. Não podemos falar em um único modelo a ser seguido para que um layout possa funcionar de maneira eficiente em uma indústria. Isso se dá por conta das particularidades de cada um dos modelos existentes e pelas especificidades de modelo de processo de produção. Porém, ao obedecer alguns princípios, as chances de sucesso são aumentadas. Dessa forma, assinale a alternativa que compreende corretamente todos esses princípios. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos34 2. O princípio da satisfação e segurança dispõe que um layout não deve levar em conta somente a localização eficaz de máquinas e equipamentos, mas também deve atentar-se para os fatores pertinentes à satisfação, saúde e segurança do trabalhador. A inobservância desses quesitos pode resultar em sanções legais, como multas e interdições. No Brasil, o órgão responsável por essa regulamentação é o (a): a) Ministério do Bem Estar social por meio das Normas de Retificação. b) Ministério de Amparo ao Trabalhador por meio das Normas Fiscalizadoras. c) Ministério do Trabalho por meio das Normas Regulamentadoras. d) Ministério de Amparo ao cumprimento das Normas Regulamentadoras. e) Ministério da Saúde e Segurança do Trabalhador por meio das Normas Fiscalizadoras. a) Princípio da integração; princípio da menor distância; princípio do uso das três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações. b) Princípio da oferta e demanda; princípio da maior distância; princípio do uso das dimensões unilaterais; princípio da observância dos procedimentos operacionais. c) Princípio de estruturação; princípio da movimentação desnecessária; princípio do uso das quatro dimensões; princípio da tolerância do fluxo de operações; princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança. d) Princípio da tolerância de movimentação; princípio da menor distância; princípio do uso de subsolos e mezaninos; princípio da delimitação do fluxo de operações; princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança. e) Princípio da integração; princípio da menor distância; princípio do uso das três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações; princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança. Fique ligado Nesta unidade, pudemos conhecer os conceitos mais importantes que se referem aos layouts, bem como podem ser elaborados, seus principais objetivos e finalmente, os princípios básicos a serem seguidos diante da necessidade de planejamento e elaboração de qualquer um dos tipos de layouts existentes. Dessa forma, é de fundamental importância que conheçamos os elementos centrais que permearam nossa unidade, tais como: U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 35 • Conceitos de layout. • Como elaborar um layout. • Objetivos dos layouts. • Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts. Os principais tópicos concentram-se nos assuntos acima citados, porém, é importante também indicarmos os conteúdos trabalhados na unidade. • Porque planejar um layout. • Conceito de sistemas de manuseio de materiais. • Importância das decisões relacionadas aos layouts. • Tipos de processos industriais: processo por projetos; processos de Jobbing; processos em lotes ou bateladas; processos de produção em massa e processos contínuos. • A importância de se determinar previamente a capacidade produtiva antes da elaboração do layout. • Detalhamento do layout escolhido. • Objetivos dos layouts: minimizar os custos de manuseio e movimentação interna de materiais; utilizar o espaço físico disponível de forma eficiente; apoiar o uso eficiente da mão de obra, evitando que movimentação desnecessária; facilitar o acesso visual às operações e otimizar o fluxo de comunicação; facilitar a entrada, saída e movimentação dos fluxos de materiais e de pessoas; encorajar, orientar ou induzir determinados fluxos. • Princípios básicos para o cálculo e projeção de layouts: princípio da integração; princípio da menor distância; princípio do uso das três dimensões; princípio da observância do fluxo de operações; princípio da flexibilidade e princípio da satisfação e segurança. Essas informações são fundamentais, uma vez que servirão de complemento para os estudos sobre a importância e a aplicabilidade dos layouts e como essa ferramenta pode contribuir para que uma organização atinja seus objetivos organizacionais. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos36 Caro aluno, Ao longo desta unidade, percebemos o quanto o planejamento e a implantação correta de um layout pode contribuir para uma empresa, principalmente no que tange à redução de custos, tanto fixos como variáveis. Porém, nosso aprendizado não deve se encerrar por aqui. Procure conhecer mais sobre o assunto acessando artigos, livros e outros materiais que tratam sobre o tema. Ainda há muito mais a aprender. Para concluir o estudo da unidade Atividades de aprendizagem da unidade 1. Um questionamento comum entre os gestores organizacionais diz respeito ao modelo ideal de layout a ser adotado pela empresa, isto é, como elaborá-lo e quais fatores devem ser considerados no processo. Portanto, a fim de responder a essa recorrente dúvida, é correto afirmar que: I- O modelo de layout escolhido deve atender especificamente as necessidades da empresa. Para isso, deve-se levar em conta o tipo de produto fabricado, material de embalagem, materiais de reposição e manutenção, maquinários, entre outros. II- Ao analisar o produto a fim de elaborar o layout, o tamanho e a massa devem ser levados em consideração. É de consenso que produtos com dimensões maiores devem ficar o mais afastado possível de portas e saídas. III- Ao se projetar um novo layout ou reestruturar o já existente, deve-se considerar também as características especiais pertinentes a alguns setores a fim de atender as normas regulamentadores e legislações que versam sobre as leis de segurança do trabalho. Assinale a alternativa correta: a) Estão corretas as afirmações I e II. b) Apenas a afirmação II está correta. c) Estão corretas as afirmações I e III. d) Estão corretas as afirmações II e III. e) Apenas a afirmação III está correta. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 37 2. É fato que não existe um procedimento padrão para que uma organização possa definir com precisão o layout que irá adotar. Diversas características e particularidades da empresa devem ser observadas a fim de que essa escolha seja a mais assertiva possível. Porém, a fim de facilitar esse processo, Martins e Laugeni (2015) afirmam que o projeto ideal de layout deve contemplar algumas etapas de planejamento. Nesse contexto, é correto afirmar que: Primeiro, deve-se planejar o layout globalmentee, a partir disso, planejar o supra-espaço, o macro-espaço, o micro-espaço e o sub- micro-espaço. No planejamento do sub-micro-espaço é o momento em que ocorre as verificações e decisões acerca das estações de trabalho, a definição das tarefas, quantidades de trabalhadores por posto, ferramentas e o espaço necessário para movimentação. O planejamento do macro-espaço tem como objetivo principal definir as questões referentes à planta da empresa e sua infraestrutura, como por exemplo seu tamanho e a quantidade de prédios departamentais. Após classificar as afirmações acima em verdadeira (V) ou Falsa (F), assinale a alternativa que compreende sequência correta: a) V – F – F. b) V – F – V. c) F – F – V. d) V – V – F. e) F – V – V. ( ) ( ) ( ) 3. Em uma planta industrial, um layout também pode ser utilizado com a finalidade de evitar que um equipamento de movimentação ou um colaborador siga um caminho, seja com o intuito de encurtar a distância percorrida ou então, de fazer que o equipamento ou o trabalhador desvie de um local que possa apresentar altos níveis de periculosidade. Um exemplo disso são os corredores ou faixas desenhadas com o propósito de tornar claro que somente aquele caminho deve ser seguido num determinado local. Essa ação é prévia e propositalmente planejada já que, um dos objetivos de um layout é: a) Tornar mais complexa a entrada, a saída e a movimentação dos fluxos de materiais e de pessoas. b) Evidenciar a imagem da empresa frente ao mercado no qual atua por apresentar um layout menos poluído. U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos38 4. Analise os textos abaixo: Texto 1 - Um layout deve ser planejado de maneira que, diante de situações como aumento da demanda, inconsistência no fornecimento de insumos e mudanças na legislação, possa ser alterado sem que isso comprometa as operações da empresa, ou então, sem que haja necessidade de mudanças para outra planta industrial. Texto 2 – Em uma planta industrial, todos os espaços devem ser utilizados, desde que isso não comprometa as operações ou coloque em risco a segurança dos colaboradores. Os textos acima se referem a dois princípios a serem seguidos para que o planejamento e a implantação do layout sejam eficientes. Nesse sentido, os textos referem-se, respectivamente ao: a) Princípio da orientação ao fluxo de produção e princípio do uso da altitude e latitude. b) Princípio da tolerância a mudanças e princípio do uso das três dimensões. c) Princípio da possibilidade de inovação e princípio da observância das operações. d) Princípio da integração e crescimento e princípio da satisfação e segurança. e) Princípio da flexibilidade e princípio do uso das três dimensões. 5. A implantação de um novo layout ou a reestruturação de um modelo já existente são procedimentos que demandam uma série de decisões que, quando negligenciadas ou tomadas de maneira equivocada, podem resultar, inclusive, na falência da empresa devido aos prejuízos dessa operação. A fim de tornar esse processo mais eficiente, o ideal é que quatro decisões fossem tomadas sequencialmente. Dessa forma, sobre essas decisões, é correto afirmar que: c) Encorajar determinados fluxos orientando ou contribuindo para que operadores de equipamentos, como empilhadeiras e trabalhadores sigam comportamentos que obedeçam fluxos pré-determinados ou normas de segurança. d) Apoiar a ociosidade da mão de obra, evitando que ocorram movimentações desnecessárias ao processo produtivo. e) Contribuir para que sejam usadas as duas dimensões existentes em uma planta industrial, ou seja, a largura e altura U1 - Introdução Sobre Layout de Empresas Industriais e seus Cálculos Básicos 39 I- A primeira decisão diz respeito à escolha do tipo básico de layout. O gestor deve escolher entre os layouts: posicional, por processo, layout celular ou por produto. II- A segunda decisão a ser tomada em um processo de implementação de um layout é determinar a capacidade produtiva da empresa. III- A última decisão a ser tomada, quando se pretender implantar um layout ou reestruturar um já existente, diz respeito a determinar o volume de vendas e os objetivos de desempenho da empresa. Após analisar as afirmações anteriores, assinale a alternativa correta: a) Estão corretas as afirmações I e II. b) Apenas a afirmação II está correta. c) Estão corretas as afirmações II e III. d) Apenas a primeira afirmação está correta. e) Estão corretas as afirmações I e III. Referências CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e operações. São Paulo: Atlas, 2011. MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. MINISTÉRIO DO TRABALHO. Normas Regulamentadoras. [s.d]. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas- regulamentadoras>. Acesso em: 21 mar. 2018. SEBRAE. O layout da fábrica pode influir na produtividade. 2017. Disponível em: <https://goo.gl/wtucMY>. Acesso em: 21 mar. 2018. SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção: edição compacta. São Paulo: Atlas, 2012. . Administração da produção. São Paulo: Atlas, 2009. SLACK, N.; ALISTAIR, B. J.; ROBERT, J. Princípios da administração da produção. São Paulo: Atlas, 2013. Unidade 2 Objetivos de aprendizagem Nesta unidade você identificará os tipos de layout que podem ser utilizados na produção de bens e serviços. Dessa forma, nossos objetivos serão: • Identificar informações necessárias para uma perfeita elaboração de um layout. • Conhecer as vantagens e as desvantagens de cada tipo de layout. • Exemplificar os tipos de layout com modelos. Diante de tais objetivos, nossa preocupação é dar fundamento a escolha correta do layout, exemplificar os tipos de layout com suas respectivas vantagens e desvantagens de aplicação. Tipos de layout João Antonio de Freitas Coelho Seção 1 | Escolhendo o melhor layout Como será que escolhemos o melhor layout? Nesta seção, caro aluno, você irá conhecer quais são as variáveis levadas em consideração na escolha do tipo de layout a ser utilizado em um alinha de produção. Seção 2 | Layout funcional O primeiro layout que surgiu foi o funcional, então, na segunda seção, conheceremos o seu conceito, suas vantagens e desvantagens. Seção 3 | Layout em linha Henry Ford foi um dos primeiros empresários que utilizou o layout em linha em sua fábrica de automóveis. Nesta seção você conhecerá a configuração deste tipo de layout, bem como as vantagens e desvantagens de sua utilização. Seção 4 | Layout celular Na quarta seção veremos o layout celular, o qual surgiu com a necessidade de redução de estoques de produtos acabados e durante a produção. Vamos entender como aplicar e quais são as suas vantagens. Seção 5 | Layout posição fixa Conheceremos a aplicação do layout de posição fixa muito utilizada na fabricação de produtos de tamanho excessivos, como aviões e navios. Seção 6 | Layout misto ou híbrido Na última seção desta unidade vamos ver a solução encontrada para a combinação dos layouts vistos nas seções anteriores com o objetivo de atingir a maior performance de produção. U2 - Tipos de layout 43 Introdução à unidade Nesta unidade, serão abordados os tipos de layouts que podemos utilizar na produção e no fornecimento de bens e serviços. Devido a busca por um diferencial competitivo em um mercado globalizado, as empresas estão se preocupando cada vez mais em ter um arranjo físico adequado para o tipo de produto a ser fabricado. A evolução dos processos produtivos faz surgir novos tipos de arranjos físicos que buscam facilitar o processo produtivo, aumentando a eficiência, ganhando em produtividade e reduzindo os custosde fabricação. O início de tudo foi com os artesãos, mesmo sem terem conhecimento de técnicas de layout, eles utilizavam o layout funcional, ou seja, o arranjo físico era dividido por funções/processos e cada artesão realizava uma atividade. Figura 2.1 | Artesãos trabalhando Fonte: <http://2.bp.blogspot.com/-RDhJB2ux5wM/T50kAclG96I/AAAAAAAAD-c/ZgvdHT2gJOM/s1600/making-shoes. jpg>. Acesso em: 26 abr. 2018 Com a evolução dos processos de fabricação, foram criados novos tipos de arranjos físicos, como o layout em linha instalado por Henry Ford para a produção de automóveis no ano de 1913. Agora, vamos conhecer os tipos de layout que existem. U2 - Tipos de layout 45 Seção 1 Escolhendo o melhor Layout 1.1 | Tipos de Layout 1.2 | Escolhendo o melhor tipo de layout Nesta seção, você irá entender quais são as preocupações na hora de escolher o tipo de layout e elaborar o melhor arranjo físico para a atividade de manufatura dos produtos. Segundo Corrêa (2006), existem três tipos básicos de arranjos físicos que têm características diferentes e que, dependendo da situação, podem ser mais ou menos eficientes. Os arranjos clássicos são: ¾ Por produto: as máquinas são organizadas em estações de trabalho dispostas em uma sequência fixa. Neste caso, o colaborador fica parado e o produto que está sendo fabricado é que se movimenta por meio de equipamentos de movimentação (esteiras, carrinhos, ganchos, etc,). ¾ Por processos: as estações de trabalho não são organizadas em uma sequência fixa. Cada estação é relativamente autônoma, então, um produto vai para a estação de trabalho necessária para realizar a operação seguinte a fim de completar o produto. ¾ Posicional: o produto permanece em uma posição fixa. Seus componentes são produzidos em outras linhas de produção e levados para a área de produção onde será realizada a montagem final. Existem ainda os arranjos que combinam mais de um tipo, estes são chamados de híbridos, o mais comum é o arranjo celular. A partir de agora, conheceremos os tipos de layout existentes. O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado em uma configuração de posicionamento correta, que possibilite Introdução à seção U2 - Tipos de layout46 eliminar as atividades que não agregam valor ao produto, como o excesso de estoques durante a produção, excessos de movimentação e deslocamento de materiais e pessoas, tempos perdidos em deslocamentos desnecessários. Ao eliminarmos essas atividades, como consequência, estaremos aumentando a produtividade da linha de produção, possibilitando à empresa a obter vantagem competitiva perante seus concorrentes. Em todas as fábricas e plantas produtivas se faz necessário a escolha do melhor layout e existem alguns pontos que são recorrentes em todos os tipos de processos utilizados na manufatura, entre eles podemos citar: Dimensões dos produtos: a massa e o tamanho dos produtos levam a análise da necessidade da utilização de equipamentos que auxiliem na movimentação (pontes rolantes, mesas de roletes, talhas e elevadores), também a quantidade de colaboradores e os esforços realizados por eles. Atualmente, a questão da ergonomia é levada em consideração na elaboração do layout com o objetivo de reduzir o risco de causar uma doença adquirida no trabalho (por exemplo LER - Lesão por esforço repetitivo). Complexidade dos produtos: quanto maior o número de componentes, maior a necessidade de operadores para movimentar o material entre os postos de trabalho. Necessidade de movimentação: o estudo deve se atentar para a quantidade de movimentação de materiais e pessoas em relação ao tempo e o volume de produção necessário. Quanto maior o tempo gasto em movimentação, maior será a necessidade de uma análise mais profunda na disposição de equipamentos e fluxos de processos. Para saber mais A escolha de um layout de uma linha de produção não é uma atividade simples. Envolve variáveis externas e internas. Para conhecer mais um pouco sobre esses detalhes, leia o artigo a seguir: MAESTRELLI, N. Como escolher o melhor layout industrial? 2015. Manufatura em foco. Disponível em: <https://www. manufaturaemfoco.com.br/como-escolher-o-melhor-layout- industrial/>. Acesso em: 26 abr. 2018. U2 - Tipos de layout 47 No Gráfico 2.1 é possível ver o layout mais adequado em relação a quantidade e a variedade de produtos. Para produtos em produção contínua ou em grandes volumes, podemos utilizar o layout em linha, para produtos em lotes, os layouts mais recomendáveis são o celular e por processos Com a evolução dos produtos e a mudança nos hábitos de consumo, surgem algumas situações que levam a análise e a alteração do layout existente para o atendimento dessas tendências de mercado, entre elas podemos citar: • Modificações nos produtos que impliquem uso de novos equipamentos e/ou processos. • Devido ao aumento da demanda, ou mix de produto, se faz necessário o aumento da capacidade produtiva. • Surgimento ou crescimento de alguns departamentos ou áreas produtivas dentro da empresa. • Projeto de novas fábricas para o aumento da capacidade produtiva da empresa. Gráfico 2.1 | Tipo de layout x variedade/quantidade de produtos Fonte: <https://www.manufaturaemfoco.com.br/wp-content/uploads/2015/05/img7.jpg>. Acesso em: 26 abr. 2018. U2 - Tipos de layout48 Questão para reflexão Imagine que você é um gestor industrial de uma empresa e precisa escolher o tipo de layout mais adequado para sua nova linha de produção, sabendo que nesta linha serão feitos produtos em lotes pequenos e grandes. Como você resolverá a escolha do layout mais produtivo? Atividades de aprendizagem 1. Segundo Corrêa (2006), existem três tipos básicos de arranjos físicos que têm características diferentes e que em cada situação podem ser mais ou menos eficientes. Relacione o tipo de layout com a sua correta definição. 1. Por produto. 2. Por processo. 3. Posicional. O produto permanece em uma posição fixa. Seus componentes são produzidos em outras linhas de produção e levados para a área de produção onde será realizada a montagem final. As máquinas são organizadas em estações de trabalho dispostas em uma sequência fixa. Neste caso, o colaborador fica parado e o produto que está sendo fabricado é que se movimenta por meio de equipamentos de movimentação (esteiras, carrinhos, ganchos, etc,). As estações de trabalho não são organizadas em uma sequência fixa. Cada estação é relativamente autônoma e um produto vai a estação de trabalho que necessária para realizar a operação seguinte para completar o produto. Assinale a alternativa que tem a sequência correta. a) 3 – 1 – 2. b) 2 – 3 – 1. c) 3 – 2 – 1. d) 1 – 3 – 2. e) 1– 2 – 3. ( ) ( ) ( ) U2 - Tipos de layout 49 2. Em todas as fábricas e plantas produtivas se faz necessário a escolha do melhor layout e existem alguns pontos que são levados em consideração na escolha e na modificação dos layouts. Com relação a essa escolha, podemos afirmar que. I. A massa e o tamanho dos produtos levam a análise da necessidade da utilização de equipamentos que auxiliem na movimentação (pontes rolantes, mesas de roletes, talhas e elevadores) no projeto do layout. II. O melhor layout é aquele que possibilita eliminar as atividades que agregam valor ao produto, reduzindo custos. III. As modificações nos produtos existentes podem gerar a necessidade de novos equipamentos, o que ocasionará uma mudança no layout. IV. O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado em uma configuração de posicionamento correta. Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas I e II estão corretas. b) As afirmativas I, II e IV estão corretas. c) As afirmativas II e III estão corretas. d) As afirmativas I, III e IV estão corretas.e) As afirmativas II, III e IV estão corretas. U2 - Tipos de layout50 Seção 2 Layout funcional 2.1 | Conceito Nesta seção, você conhecerá o layout funcional e estudará os conceitos deste arranjo físico, quando é aplicado e quais são as suas vantagens e desvantagens. Neste tipo de layout, todos os processos e equipamentos do mesmo tipo estão concentrados em uma área, mesmo que sejam necessárias várias máquinas de um mesmo tipo. Este foi o primeiro layout utilizado nos sistemas produtivos. Na configuração funcional a movimentação do produto ocorre entre os setores, nos quais o produto será processado, passando por uma sequência de atividades/equipamentos até ser finalizado. Na Figura 2.2, temos um exemplo de layout funcional ou por processos. Introdução à seção Figura 2.2 | Layout Funcional (por processos) Fonte: adaptada de Correa (2006, p. 409). U2 - Tipos de layout 51 2.2 | Quando utilizar Esse tipo de layout é adequado para processos que exijam equipamentos pesados de difícil movimentação, necessitando que sejam fixos quando houver um mix de produtos muito grande e que a demanda por item seja pequena ou sazonal. As vantagens de se utilizar este tipo de layout são: 9 Melhor utilização das máquinas com a especialização dos seus operadores. 9 A produção não é interrompida no caso de quebra de máquinas ou qualquer problema de suprimentos e absenteísmo, pois cada processo/função trabalha isoladamente. 9 Atende uma variedade de produtos e mudanças na sequência e operação, não exigindo muito tempo de ajustes de maquinas, isto é, tempo de setup. 9 Supervisão dos equipamentos e instalações relativamente fáceis. Para Laugeni (2015), esse tipo de layout é flexível para atender as mudanças de mercado e a produtos diversificados em quantidades variáveis ao longo do tempo. Um dos exemplos mais conhecidos de layout funcional é o de uma fábrica de ferramentas de extrusão, ou seja, uma ferramentaria. Nesse tipo de processo, o produto passa por várias operações que são realizadas em seções que são divididas por funções. Como desvantagens desse tipo de layout, podemos destacar: 9 Baixa utilização dos recursos devido a ociosidade que pode ocorrer se o processo anterior não está no mesmo ritmo. 9 Pode ocasionar estoques durante a produção ou parada de um processo por falta de material do processo anterior. Questão para reflexão O layout funcional foi o primeiro a ser utilizado na organização dos processos produtivos. Por que ainda é utilizado? Por que não pode ser substituído por um arranjo físico mais moderno? U2 - Tipos de layout52 9 Fluxo pode ser complexo, o que pode ocasionar um volume excessivo de movimentações de materiais. Para saber mais Para entender um pouco mais sobre a dinâmica do layout funcional, assista a esta breve animação no endereço a seguir: Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=3YgrNSme7Eo>. Acesso em: 26 abr. 2018. Atividades de aprendizagem 1. Um dos exemplos mais conhecidos de layout funcional é o de uma fábrica de ferramentas de extrusão, ou seja, uma ferramentaria. Marque a alternativa que é a definição do layout funcional. a) O produto é posicionado em um determinado espaço e as matérias- primas e peças são deslocadas até o local para o produto ser montado. b) Todos os processos e equipamentos do mesmo tipo estão concentrados em uma área, mesmo que sejam necessárias várias máquinas de um mesmo tipo. c) O fluxo de produção desse tipo de layout é em linha, passando por cada processo de fabricação continuamente. d) Esse tipo é uma das últimas novidades em relação a layout, tem como objetivo principal montar os produtos em uma única equipe. e) Os processos estão alternados entre células de produção e processos em linha de acordo com a função dos equipamentos. 2. O layout funcional foi o primeiro a ser utilizado em sistemas produtivos e tinha como objetivo acelerar o processo de fabricação com a especialização dos operadores em cada função. É correto afirmar sobre o layout funcional. I. Quando utilizamos o layout funcional, reduzimos a quantidade de movimentos em relação aos outros tipos. II. O layout funcional pode ter as máquinas mais bem utilizadas pela especialização dos operadores. U2 - Tipos de layout 53 III. Este layout atende uma variedade de produtos e mudanças na sequência e operação, não exigindo muito tempo de setup´s. IV. Este tipo de layout pode ocasionar estoques durante a produção ou parada de um processo por falta de material do processo anterior. Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas I e III estão corretas. b) As afirmativas I, II e IV estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) As afirmativas I e IV estão corretas. e) As afirmativas II, III e IV estão corretas. U2 - Tipos de layout54 Seção 3 Layout em linha 3.1 | Conceito Nesta seção, você conhecerá o layout em linha que é muito utilizado nas empresas industriais, vamos estudar, agora, os conceitos e quais são as suas vantagens e desvantagens. O princípio básico do layout em linha é que os equipamentos estejam dispostos em linha, em uma sequência fixa de processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha esteja pronto. Os operadores dos respectivos equipamentos ficam parados e um equipamento transportador (esteira, mesa de roletes, etc.) move o produto que está sendo produzido para a próxima estação de trabalho, assim, ele é montado progressivamente. Para Correa (2006), esse layout é adequado para o processamento de grandes quantidades de poucos itens de produtos. Neste tipo de layout, as matérias-primas entram no primeiro equipamento e percorrem em uma sequência fixa de processos sendo transformadas até que ao final da linha o produto está acabado. Na Figura 2.3, temos uma linha de fabricação de biscoito e bolachas. O processo inicia-se com todos os ingredientes da massa sendo misturados na batedeira até tornarem-se uma massa homogênea. Através de transportadores de rosca, a massa é passada em um rolo moldador onde será esticada na espessura correta e cortada, depois dessa etapa, entra dentro de um forno contínuo para ser assada. A fase final de fabricação é o transporte do biscoito assado em uma longa esteira onde se dá o resfriamento do produto, para ao final ser embalado e acondicionado em uma caixa de expedição. Introdução à seção U2 - Tipos de layout 55 3.2 | Quando utilizar O layout em linha é apropriado para a fabricação de produtos em grandes lotes e que tenham uma padronização, visto que esse tipo de configuração é apropriado para produtos em série que tenham uma demanda constante e a continuidade da produção é muito importante para obtenção da maior produtividade. A escolha desse layout pode trazer algumas vantagens, entre elas podemos citar: 9 A movimentação e o manuseio do produto são reduzidos a uma linha de processo, não necessitando grandes deslocamentos. 9 Não há uma necessidade de especialização dos operadores, pois a ideia é que todos consigam trabalhar em qualquer parte da linha de produção. 9 Por ser um processo contínuo, o volume produzido é grande em um espaço curto de tempo. Figura 2.3 | Layout em linha Fonte: elaborada pelo autor. Para saber mais Veja o vídeo a seguir sobre uma linha de fabricação de biscoito. No filme, o biscoito de água e sal, tão conhecido do público, está sendo produzido em uma linha de produção que utiliza o tipo de layout em linha. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=gAx7DRQf- 2s&feature=youtu.be>. Acesso em: 26 abr. 2018. U2 - Tipos de layout56 9 A gestão da produção é simples, com o controle de entrada de matérias-primas e a saída de produtos acabados. O layout em linha é encontrado em vários segmentos daindústria, como automobilística, alimentícia, higiene e limpeza, etc. Como podemos ver, são empresas que tem os seus produtos padronizados, com pouca variação de componentes. Para esse tipo de layout também há algumas desvantagens que podem inviabilizar a utilização da produção em linha. Essas desvantagens são as seguintes: 9 Se uma máquina parar, a linha inteira fica parada. 9 Costuma gerar monotonia e estresse nos operadores. 9 Em alguns casos, o investimento em equipamentos é de alto valor inviabilizando a implantação do layout. 9 Requer uma supervisão dedicada para fazer a gestão, devido à grande quantidade de produtos que são manufaturados. 9 O equipamento mais lento (gargalo) vai ditar a velocidade da linha, determinando sua capacidade produtiva. Segundo Lelis (2012), esse layout é adequado para grandes volumes, pois tem um tempo de processamento mais rápido, menores estoques e menos tempo improdutivo. Questão para reflexão Você conhece alguma aplicação do layout em linha em que só é utilizado exclusivamente este tipo? Ou quando usamos o layout em linha precisamos utilizar um outro tipo de layout para complementar o processo de fabricação? Atividades de aprendizagem 1. O layout em linha é apropriado para a fabricação de produtos em grandes lotes e que tenham uma padronização, pois esse tipo de configuração é apropriada para produtos em série. Marque a alternativa que contém a definição correta deste tipo de layout. U2 - Tipos de layout 57 2. O layout em linha é encontrado em vários segmentos da indústria, como exemplo podemos citar a automobilística, a alimentícia, de higiene e de limpeza. Como podemos ver, são empresas que tem os seus produtos padronizados, com pouca variação de componentes. Em relação ao layout em linha podemos afirmar que: I. Não há uma necessidade de especialização dos operadores, pois a ideia é que todos consigam trabalhar em qualquer parte da linha de produção. II. A produção não é interrompida no caso de quebra de máquinas ou qualquer problema de suprimentos e absenteísmo. III. Em alguns casos, o investimento em equipamentos é de alto valor, inviabilizando a implantação desse tipo de layout. IV. O equipamento mais lento (gargalo) vai ditar a velocidade da linha, determinando sua capacidade produtiva. Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas II e III estão corretas. b) As afirmativas I, II e IV estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) As afirmativas II, III e IV estão corretas. e) As afirmativas II e IV estão corretas. a) Os processos estão alocados em áreas distantes, porém, em linha, tendo que haver um grande volume de movimentações dos produtos que estão sendo produzidos. b) Neste layout, os produtos passam por células de produção que estão em uma sequência adequada a cada tipo de produto. c) Os equipamentos são dispostos em linha em uma sequência fixa de processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha esteja pronto. d) Nesta configuração de layout, as matérias-primas passam por processos isolados e depois entram em uma sequência aleatória de produção. e) Este layout é muito utilizado para a fabricação de navios e aviões, onde o produto fica fixo e os insumos é que chegam até a linha de montagem. U2 - Tipos de layout58 Seção 4 Layout celular 4.1 | Conceito Nesta seção, vamos abordar um tipo de layout que surgiu recentemente em relação aos demais devido a necessidade de redução de custos e flexibilidade de produção que o mercado competitivo tanto necessita. O layout celular, ou em células de manufatura, segundo Laugeni (2015), é baseado no trabalho cooperativo de um grupo coeso com relação à produção a realizar. Em uma célula são agrupados os equipamentos que produzem uma determinada família de produtos que apresentam características comuns entre si. Nesta configuração de layout, o fluxo de materiais e produtos se assemelha ao layout em linha e possui a flexibilidade de um layout funcional, somado a essas características, ainda temos a redução do lead time de produção que compreende desde a entrada do pedido até a finalização do produto. Como consequência direta da redução dos leads times de fabricação dos itens, a adoção do layout celular aumenta a flexibilidade do sistema produtivo e diminui a necessidade de estoques em processo entre células, pois há uma conversão mais rápida dos itens em produtos acabados, podendo-se atender diretamente a demanda com a produção. Na Figura 2.4, temos a transformação do layout funcional em células de produção, onde cada célula realiza todos os processos requeridos na manufatura do produto. Introdução à seção U2 - Tipos de layout 59 4.2 | Quando utilizar A manufatura em células de produção é indicada para empresas que tenham uma grande variedade de mix de produtos, desde que esses produtos possam ser agrupados em famílias. Este agrupamento é realizado por meio da similaridade dos tipos de processos que são utilizados na manufatura. Esse tipo de layout tem uma série de vantagens, das quais podemos destacar as seguintes: 9 Alta flexibilidade com os processos produtivos todos integrados. Figura 2.4 | Layout celular Fonte: elaborada pelo autor. Para saber mais Para entender sobre a dinâmica do layout celular, assista a esta breve animação no endereço a seguir: Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kj2LSEXSR9A>. Acesso em: 26 abr. 2018. U2 - Tipos de layout60 9 Operadores multifuncionais que flexibilizam o trabalho. 9 Fluxo do trabalho organizado, o que traz como resultado uma qualidade maior do produto manufaturado. 9 Equilíbrio entre custo e flexibilidade para a produção de um mix de produtos variados e com pequena demanda. 9 Trabalho em grupo pode aumentar a motivação das equipes. Como exemplo de utilização desse tipo de layout, temos a indústria de móveis que utiliza a célula de produção na fabricação de sofás devido a sua variedade de modelos, cores e tipos de tecidos, porém, todos os sofás têm a mesma sequência de produção, o que facilita o trabalho em células de produção. Como todo layout, o celular também tem algumas desvantagens, tais como: 9 Alto custo de treinamento para transformar os operadores em multifuncionais. 9 Investimento na adequação do layout atual em células de produção. 9 Impossibilidades de instalações devido ao tamanho dos equipamentos que inviabilizam a configuração em células de produção. 9 Possível redução da utilização dos recursos disponíveis. Questão para reflexão O layout celular foi um dos últimos arranjos físicos a ser desenvolvido e utilizado, buscando maior flexibilidade de produção de itens diversificados. É possível transformar um layout em linha de um produto para um layout em células de manufatura do mesmo produto? Como seria esta adequação? Atividades de aprendizagem 1. A manufatura em células de produção é indicada para empresas que tenham uma grande variedade de mix de produtos. Pode-se dizer que o conceito do layout celular ou em células de manufatura é: U2 - Tipos de layout 61 2. A manufatura em células de produção é indicada para empresas que tenham uma grande variedade de mix de produtos, desde que esses produtos possam ser agrupados em famílias. Podemos afirmar sobre o layout celular: I. É uma das desvantagens é a impossibilidade de instalação do layout devido ao tamanho dos equipamentos que inviabilizam a configuração em células de produção. II. O agrupamento em famílias é realizado através da similaridade dos tipos de processos que são utilizados na manufatura. III. Possui alto custo de treinamento para transformar os operadores em multifuncionais. IV. Tem operadores multifuncionais que flexibilizam o trabalho. Assinale a alternativa correta. a) Asafirmativas II e III estão corretas. b) As afirmativas I, II e III estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) As afirmativas II, III e IV estão corretas. e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. a) Baseado no trabalho cooperativo de um grupo coeso com relação à produção a realizar. Em uma célula, são agrupados os equipamentos que produzem uma determinada família de produtos que apresentam características comuns entre si. b) Apropriado para a fabricação de produtos em grandes lotes e que tenham uma padronização, pois esse tipo de configuração é apropriada para produtos em série. c) Equipamentos que são dispostos em linha, em uma sequência fixa de processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha esteja pronto. d) É a especialização da mão de obra em que em cada célula é realizado um processo de produção e, após passar nas várias células da linha, o produto é finalizado. e) É o layout onde são produzidos grandes lotes de produtos padronizados que, por esse motivo, ganha muito na produtividade total da linha, já que ela está em uma sequência fixa. U2 - Tipos de layout62 Seção 5 Layout posicional 5.1 | Conceito Você já imaginou como é fabricado um avião ou um navio? Nesta seção iremos ver o layout posicional ou posição fixa. Vamos entender o seu conceito, suas vantagens e desvantagens. Nesta configuração, o material ou produto fica fixo em uma posição. Devido ao seu tamanho e peso, quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamentos, maquinário e pessoas movem-se quando do necessário. Suas partes são produzidas em linhas de produção remotas e montadas na posição onde está fixado o produto final. Geralmente, o layout é utilizado para produtos de peso e de dimensões grandes, por exemplo a fabricação de navios e aviões. A Figura 2.5 mostra uma linha de produção de navios, onde se aplica a configuração de posição fixa (posicional) devido ao tamanho e peso do produto final. Introdução à seção Figura 2.5 | Layout posicional de uma linha de produção de navios Fonte: <http://www.projetomemoria.org/2013/07/curiosidades-do-mar-v-etapas-de-construcao-de-navio/>. Acesso em: 26 abr. 2018. U2 - Tipos de layout 63 5.2 | Quando utilizar Segundo Laugeni (2015), o layout posicional é utilizado para um produto único, em quantidade pequena ou unitária e, em geral, não repetitivo. É o caso da fabricação de navios, aviões, grandes transformadores elétricos, turbinas, grandes prensas e outros produtos de altas dimensões físicas. As vantagens de sua utilização são: 9 Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um objetivo único. 9 Tarefas diferentes para as equipes, o que não causa estresse por repetição de movimentos. 9 O trabalho de equipe é valorizado. 9 Permite aperfeiçoamento dos processos e atividades. Os produtos que são fabricados nesse tipo de layout geralmente têm um prazo de entrega dilatado devido ao tipo de construção. As vendas ocorrem com a programação de entrega para alguns meses ou até anos, como no caso de aviões e navios. Para esse layout também temos algumas desvantagens, como: 9 A programação do espaço ou atividade pode ser complexa. 9 Grande necessidade de supervisão de produção. 9 Volume alto de movimentações. 9 Necessidade de mão de obra extremamente capacitada. “Este tipo de layout é uma boa escolha quando o produto manufaturado é pesado ou difícil de mover, o que ocorre com turbinas, navios e aviões” (LELIS, 2012, p. 99). Para saber mais O processo de construção de um avião é altamente complexo e envolve várias etapas, equipamentos e pessoas. Veja o vídeo da construção do maior avião comercial do mundo, lembrando que o tipo de layout utilizado é o posicional ou posição fixa: Disponível em: <https://www.youtube.com/ watch?v=svGBKnOX8dU&t=612s>. Acesso em: 2 maio 2018. U2 - Tipos de layout64 Questão para reflexão Na produção de um avião é utilizado o layout posicional, será que é possível aplicar esse layout para fabricação de automóveis? Quais seriam as condições necessárias para isso acontecer? Atividades de aprendizagem 1. Para produzir navios, aviões, turbinas, o layout mais adequado é o posicional ou posição fixa. Marque a alternativa que corresponde à sua definição. a) A sequência de operação é fixa, o que contribui para aumentar a velocidade de produção. b) A produção ocorre dividida em equipes, cada uma realiza um processo, o que ocasiona um grande volume de movimentação do produto a ser manufaturado. c) É o layout com maior velocidade de produção, pois suas posições de equipamentos são fixas, contribuindo com o aumento do volume de itens produzidos. d) Neste tipo de layout, o operador tem sua posição definida e fica esperando o produto chegar em suas mãos para que possa efetuar o processo produtivo, assim sucessivamente até a finalização do produto. e) Quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamentos, maquinário, instalações e pessoas movem-se quando necessário. 2. Os produtos que são fabricados neste tipo de layout geralmente têm um prazo de entrega dilatado devido ao tipo de construção. As vendas ocorrem com a programação de entrega para alguns meses ou até anos, assim como no caso de aviões e navios. Em relação ao layout posicional ou posição fixa, é correto afirmar que são vantagens da utilização deste tipo de layout: I. A programação do espaço ou atividade pode ser complexa. II. Tarefas diferentes para as equipes, o que não causa o estresse por repetição de movimentos. III. Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um objetivo único. IV. Volume alto de movimentações. U2 - Tipos de layout 65 Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas II e III estão corretas. b) As afirmativas I, II e III estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) As afirmativas II, III e IV estão corretas. e) As afirmativas III e IV estão corretas. U2 - Tipos de layout66 Seção 6 Layout misto ou híbrido 6.1 | Conceito Nesta última seção, veremos a solução encontrada para ajustar o melhor layout, com a combinação dos tipos de layout vistos nas seções anteriores em uma linha de produção. Qual é a solução quando nenhum dos layouts anteriormente estudados atendem totalmente a fabricação de um determinado produto? A resposta é a combinação dos tipos de layouts para obter- se a melhor configuração para a manufatura do produto solicitado. Existem certos produtos que para serem fabricados precisam passar por processos que podem estar distribuídos em mais de um tipo de layout. Para este tipo de arranjo físico é dado o nome de layout misto ou híbrido. Um dos exemplos mais comuns é a indústria moveleira, assim como na Figura 2.6, que exemplifica uma linha de fabricação de armários para dormitórios. Introdução à seção Figura 2.6 | Layout misto de um fluxo de produção de armários de dormitórios Fonte: elaborada pelo autor. U2 - Tipos de layout 67 6.2 | Quando utilizar O fluxo de fabricação é bem complexo, passando por processos com layout funcional (seccionadoras, furadeiras e coladeiras de borda), bem como em processos com o layout em linha (pintura U.V. e embalagem). Devido ao peso das partes do produto, o transporte entre processos é auxiliado com a utilização de mesas de rolete para movimentação. A aplicação do layout misto ou híbrido é bastante difundida nos mais diversos segmentos de empresas industrias, tais como a automobilística, alimentícia, moveleira, siderurgia, etc. Este tipo de layout é implantado para que se obtenha, em um determinado processo, as vantagens dos outros layouts que foram abordados nesta unidade (LAUGENI, 2015). Questão para reflexão Será que é possível combinar todos os tipos de layout? Pense emum processo onde pode ser aplicado o layout celular com o layout em linha, qual seria o produto a ser manufaturado? Por que deve ser esta configuração (linha + celular)? Para saber mais A indústria moveleira utiliza-se de layout misto ou híbrido para a fabricação seriada de armários para quarto (guarda-roupas). Veja no link abaixo uma produção desse tipo. Disponível em: <https://www.youtube.com/ watch?v=oxlxUvZVoJk&t=164s> . Acesso em: 2 maio 2018. Atividades de aprendizagem 1. Existem alguns processos produtivos que necessitam utilizar mais de um tipo de configuração do layout. Para isso, são elaborados o layout do tipo misto ou híbrido. Qual a razão de se utilizar esse layout? U2 - Tipos de layout68 a) Devido a capacidade e especialização dos futuros operadores dos equipamentos que serão instalados. b) A escolha parte do gestor de produção que irá eleger o layout que mais lhe é favorável em relação a sua formação técnica. c) A escolha de utilizar o layout misto é para a obtenção da melhor configuração para a manufatura do referido produto. d) A escolha de usar um layout misto ou não se deve ao único fator, que é do valor de investimento que será feito. e) A utilização do layout misto é devido ao tamanho do produto a ser produzido. 2. Observe que a Figura 2.6 apresenta uma linha de produção de móveis que utiliza o layout misto ou híbrido combinando tipos deferentes de layouts. Quais outros layouts foram utilizados? a) Posicional, linha e celular. b) Linha e celular. c) Linha, funcional e posicional. d) Funcional e celular. e) Linha e funcional. U2 - Tipos de layout 69 Fique ligado Nesta unidade, conhecemos os tipos de layouts que podem ser aplicados nas linhas de produção das empresas. Por isso, é importante o conhecimento deles, que são: • Funcional. • Em linha. • Em células de manufatura. • Posicional. Essas informações são relevantes, uma vez que servirão de base para a escolha do melhor layout para a linha de produção de um determinado produto. Caro estudante, prossiga na leitura do livro e acrescente mais a seu conhecimento com leituras complementares sobre layouts de linhas de produção, seus tipos e suas aplicações. Para concluir o estudo da unidade Atividades de aprendizagem da unidade 1. Devido a busca por um diferencial competitivo em um mercado globalizado, as empresas estão se preocupando cada vez mais em ter um layout adequado para o tipo de produto a ser fabricado. Quais foram os tipos de layout estudados nesta unidade? a) Interno e externo. b) Direto, variável e fixo. c) Em linha, funcional, posicional e celular. d) Processo puxado e processo empurrado. e) Manual, mecanizado e automatizado. 2. O melhor layout é aquele que tem o equipamento adequado em uma configuração de posicionamento correta, possibilitando eliminar as atividades que não agregam valor ao produto. Alguns pontos são U2 - Tipos de layout70 3. A evolução dos processos produtivos faz surgir novos tipos de arranjos físicos que buscam facilitar o processo produtivo, aumentando a sua eficiência, ganhando em produtividade e reduzindo os custos de fabricação. Relacione o tipo de layout com a sua respectiva definição. 1. Posicional. 2. Em linha. 3. Funcional. 4. Celular. 5. Misto ou híbrido. Os equipamentos são em uma sequência fixa de processos para que o produto passe por cada processo e ao final da linha esteja pronto. São agrupados os equipamentos que produzem uma determina família de produtos que apresentam características comuns entre si. Todos os processos e equipamentos do mesmo tipo estão concentrados em uma área, mesmo que sejam necessárias várias máquinas de um mesmo tipo. importantes para a melhor escolha de layout e eles são comuns entre os processos industriais. Com relação aos pontos que devem ser estudados para obter o layout perfeito, marque (V) para verdadeira e (F) para Falsa nas sentenças a seguir. As dimensões dos produtos a serem fabricados na linha devem ser levados em consideração na hora da escolha. O conhecimento técnico da equipe é muito importante na definição do melhor layout a ser aplicado. É necessária uma análise da complexidade dos produtos à serem produzidos, com o objetivo de encontrar os melhores processos para a manufatura. Um estudo deve atentar para a quantidade de movimentação de materiais e de pessoas, com relação ao tempo e o volume de produção necessário. Assinale a sequência correta. a) V – F – V – F. b) V – F – V – V. c) F – F – V – V. d) V – F – F – V. e) V – V – V – V. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) U2 - Tipos de layout 71 4. Relacione o tipo de layout com sua respectiva vantagem. 1. Posicional. 2. Em linha. 3. Funcional. 4. Celular. A movimentação e o manuseio do produto são reduzidos a uma linha de processo, não necessitando grandes deslocamentos. A produção não é interrompida no caso de quebra de máquinas ou qualquer problema de suprimentos e absenteísmo. Equilíbrio entre custo e flexibilidade para a produção de um mix de produtos variados e com pequena demanda. Melhor planejamento e gestão do trabalho, pois se trata de um objetivo único. Assinale a sequência correta. a) 2 – 3 – 4 – 1. b) 1 – 3 – 4 – 2. c) 1 – 4 – 2 – 3. d) 2 – 3 – 1 – 4. e) 2 – 4 – 3 – 1. É a combinação dos tipos de layouts para a obtenção da melhor configuração para a manufatura do referido produto. Quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamentos, maquinário, instalações e pessoas movem-se quando necessário. Assinale a sequência correta. a) 2 – 3 – 1 – 5 - 4. b) 1 – 5 – 3 – 4 - 2. c) 1 – 4 – 2 – 5 - 3. d) 2 – 3 – 4 – 5 - 1. e) 2 – 4 – 3 – 5 - 1. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) U2 - Tipos de layout72 5. Relacione o tipo de layout com sua respectiva desvantagem. 1. Posicional. 2. Em linha. 3. Funcional. 4. Celular. Requer uma supervisão dedicada para fazer a gestão devido a grande quantidade de produtos que são manufaturados. Este tipo de layout pode ocasionar estoques durante a produção ou parada de um processo por falta de material do processo anterior. Alto custo de treinamento para transformar os operadores dos processos em multifuncionais. A programação do espaço ou atividade pode ser complexa. Assinale a sequência correta. a) 2 – 4 – 1 – 3. b) 1 – 3 – 4 – 2. c) 1 – 4 – 2 – 3. d) 2 – 3 – 4 – 1. e) 2 – 4 – 3 – 1. ( ) ( ) ( ) ( ) Referências CORRÊA, H. L. Administração da produção e operações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. LAUGENI, F. P.; MARTINS, P. G. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. LELIS, E. C. Administração da produção. 1. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. PARANHOS FILHO, M. Gestão da produção industrial. 1. ed. Curitiba: Ibpex, 2007. Unidade 3 Objetivos de aprendizagem Considerando toda a complexidade existente para o desenvolvimento de um layout, a proposta desta unidade é utilizar uma linguagem didática e instrutiva, buscando a simplicidade nas abordagens das seções e desenvolver alguns assuntos contidos na ementa da disciplina de Layout e Fluxo de Fabricação. Além disso, dentro da metodologia de layout adotada e de acordo com alguns tipos de layout apresentados na Unidade 2, o objetivo é inseri-lo no cenário de desenvolvimento de layout e da construção do projeto de fábrica. Desenvolvimento de layout Anderson Emidio de Macedo Gonçalves Seção 1 | Princípios do Layout Depois da definição do processo de fabricação, das estratégias e dos tipos de produção, começamos então a etapa do dimensionamento da fábrica, a qual vai estar mais destacada na fase inicial do layout. A localização, o arranjo físico geral e detalhado juntamente com a implantação sãoalgumas macro-etapas do processo de desenvolvimento do projeto de fábrica. Seção 2 | Etapas do trabalho de desenvolvimento do layout O layout é considerado uma ferramenta fundamental para manter a qualidade dos produtos e serviços, requisito cada vez mais exigido por clientes. A construção adequada de um layout busca a eliminação de falhas no processo produtivo, aprimorando a eficiência na produtividade, assegurando assim o acompanhamento do crescimento da demanda mercadológica. Dessa forma, essa seção se ocupará de apresentar as etapas do trabalho de desenvolvimento do layout e sua aplicação nas empresas. Seção 3 | Etapas de trabalho para projetos de layout para unidades produtivas Não basta conhecer um pouco a respeito das vantagens e desvantagens do layout, ou mesmo basear a decisão de qual layout é mais adequado à necessidade de cada empresa, levando em conta apenas essa informação. Para que cada indústria faça a melhor opção é necessário que ela conheça as implicações para os projetos de unidades produtivas assim como os riscos ambientais em projeto de unidades produtivas. Portanto, esta seção se ocupa de apresentar as implicações para os projetos de unidades produtivas, dando ênfase para riscos ambientais em projeto de layout em uma unidade produtiva. Introdução à unidade O layout industrial é a expressão dos principais aspectos que concorrem para a produção que envolvem indivíduos, materiais, ferramentas e interações entre estes fatores. Assim, uma unidade industrial ou um sistema de produção é a constituição do trabalho em vários níveis operacionais de um produto. Vejamos ao apresentar ao longo desta unidade, a respeito dos princípios, etapas do desenvolvimento do layout e etapas do projeto da unidade produtiva. U3 - Desenvolvimento de layout78 Seção 1 Princípios do layout 1.1 | Princípios do arranjo espacial A delimitação dos espaços de trabalho objetiva obter um arranjo espacial com melhor desempenho, características de custo, flexibilidade, segurança, condições de trabalho, condições e qualidade para o desenvolvimento do processo. Os princípios que este arranjo deve seguir serão descritos nesta seção. Conforme Camarotto (2006, p. 15), a determinação dos “espaços de trabalho tem como objetivo a obtenção de um layout que tenha o melhor desempenho no que se refere ao custo, flexibilidade, segurança, condições de trabalho, controle e qualidade para o processo produtivo”. Ele também destaca que o arranjo deve seguir os seguintes princípios: a) Princípio da integração: os elementos que integram os fatores da produção têm que trabalhar em harmonia, pois uma falha em qualquer um desses elementos pode resultar em ineficácia. Visando a eficiência em todo o processo produtivo, este princípio visa estudar os pequenos pormenores da fábrica para que todos os seus elementos estejam ligados. b) Princípio da mínima distância: um produto não tem valor maior que um outro do mesmo tipo devido ao seu transporte, ou seja, ele não valerá mais somente porque ele se movimentou mais que o outro. Por exemplo, se você compra um veículo e ele está em outra cidade, você não pagará a mais pelo deslocamento. Partindo desse princípio, as distâncias devem ser encurtadas ao máximo para que se evite esforços desnecessários. Introdução à seção U3 - Desenvolvimento de layout 79 c) Princípio de obediência ao fluxo das operações: todos os envolvidos no processo, seja materiais, equipamentos ou pessoas devem seguir o fluxo de movimentação visando o bom andamento do processo de manufatura da fábrica. A todo custo devem ser evitadas interrupções, retornos e cruzamentos dos envolvidos. d) Princípio do uso das três dimensões: um arranjo não se restringe apenas em um plano, ou seja, ele deve ser considerado nas três dimensões. Adotando esse princípio, garante-se a utilização total do espaço. Deve ser observado que qualquer item a ser arranjado ocupa um certo volume, e não uma determinada área. Questão para reflexão Podemos concluir de acordo com a Figura 3.1 que o desenvolvimento da fábrica e o layout adquirido são realizados nas etapas de macro e micro localização, na escolha do terreno, no espaço arquitetônico, no arranjo físico, em centros de produção, na construção do espaço (edificação) e na ocupação e operação do espaço. Em um projeto ideal, todas essas etapas deveriam ser cumpridas, porém, existem algumas situações que fogem desse planejamento, como o terreno que deve ser aproveitado, os padrões de acabamento diferentes dos utilizados anteriormente em um terreno ou prédio existente, entre outros. Figura 3.1 | Macro etapas do desenvolvimento do projeto de fábrica Fonte: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto-fabrica?part=3>. Acesso em: 27 abr. 2018. I. LOCALIZAÇÃO II. ARRANJO FÍSICO GERAL III. ARRANJO FÍSICO DETALHADO IV. IMPLANTAÇÃOTempo U3 - Desenvolvimento de layout80 Para saber mais Outras explicações referentes aos princípios do layout e de dados básicos necessários estão disponíveis no seguinte link: <http:// www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto- fabrica?part=3>. Acesso em: 27 abr. 2018. Você pode também aprender mais com os exemplos contidos nesse link e aprofundar um pouco mais o seu conhecimento. Atividades de aprendizagem 1. Depois da definição do processo de fabricação das estratégias e dos tipos de produção, iniciamos qual etapa? 1- Dimensionamento de fábrica. 2- Tipos de produção do chão de fábrica. 3- Desenvolvimento do layout. 4- Criação do fluxo de fabricação. 5- Concepção do projeto de fábrica. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. 2. Veja as etapas do desenvolvimento do projeto de fabricação. 1- Localização. 2- Arranjo físico geral. 3- Arranjo físico detalhado. 4- Implantação. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V U3 - Desenvolvimento de layout 81 Seção 2 Etapas do Trabalho de desenvolvimento do layout 2.1. | Dimensionamento dos fatores de produção Podemos afirmar que o layout se ocupa da localização física dos recursos de produção, ou seja, tem como incumbência a tomada de decisão de onde colocar as instalações. Sendo que esse determina como ficará o local de trabalho e como serão desenvolvidos os processos de trabalho na unidade produtiva (DIAS, 1993). Em um contexto de um mundo globalizado em que as organizações não concorrem mais apenas localmente, para sobreviver, as empresas devem buscar se destacar no mercado em que atuam, nesse sentido contar com layout bem planejado influencia diretamente na redução de custos, assim como no aumento de produtividade, no cumprimento de prazo de entrega do produto final e, consequentemente, contribui para a competitividade da organização. Portanto, esta seção apresentará as etapas de desenvolvimento de layout em organizações. Bons estudos! Uma ferramenta fundamental para garantir a qualidade dos produtos e serviços, o desenvolvimento de um layout adequado, de acordo com as demandas da organização, elimina possíveis falhas assim como a desordens existentes no processo produtivo, dessa forma aumentando a eficiência na distribuição e na produtividade dos produtos. Essa se apresenta como uma ferramenta capaz de traduzir a estratégia empresarial nas instalações, condicionando o fluxo do processo pertinente a produção na direção às expectativase objetivos traçados no planejamento estratégico. Então, podemos afirmar que o layout é a manifestação física da estratégia de produção da empresa de uma empresa/fabrica (LEE, 1998). Martins e Laugeni (2006), destacam as principais etapas para a elaboração de um layout conforme o Quadro 3.1. Introdução à seção U3 - Desenvolvimento de layout82 Quadro 3.1 | Principais etapas para a elaboração de um layout Etapas a) Inicialmente, determinar a quantidade a produzir. b) Planejar o todo e depois as partes. c) Planejar o ideal e depois o prático. d) Seguir a sequência: local - layout global – layout detalhado – implantar e reformular sempre que necessário (até onde for possível). e) Fazer ou calcular o número de máquinas. f) Proceder a seleção do tipo de layout e elaborar o layout considerando o processo e as maquinas. g) Fazer o planejamento do edifício. h) Desenvolver os instrumentos capazes de promover uma clara visualização do layout. i) Buscar utilizar a experiência de todos os envolvidos. j) Proceder a verificação do layout e avaliar a solução. k) Proceder a implantação. l) Estabelecer como atingir os objetivos. m) Conhecer a distância apropriada entre as máquinas, as larguras, os corredores de circulação, a altura do prédio, entre os outros. n) Reservar áreas pensando em possíveis alterações. o) Verificar a ventilação, a iluminação, a higiene e a segurança. p) Reservar áreas pensando em possíveis alterações. q) Verificar a ventilação, a iluminação, a higiene e a segurança. Fonte: adaptado de Martins e Laugeni (2006, p. 120). Para se proceder com o dimensionamento de um projeto de uma fábrica, envolve-se a administração, assim como a parte técnica, a produção, o departamento de vendas, entre outros. Nos ocuparemos do dimensionamento dos fatores diretos da produção, os quais são materiais diretos, mão de obra direta, mão de obra de preparação e equipamento produtivo (CAMAROTTO, 2006). No que diz respeito ao dimensionamento de pessoal e equipamentos, de maneira geral, é necessário que sejam tratados nos pequenos detalhes no momento da concepção da estratégia de produção a ser efetivada na unidade. Entretanto, “para que essas exposições sejam feitas é pertinente um pré-dimensionamento em U3 - Desenvolvimento de layout 83 que será totalizada as frações de pessoas e maquinário” (CAMAROTTO, 2006, p. 35). A equação pertinente ao dimensionamento de pessoal pode ser observada a seguir. No que se refere a equação de dimensionamento temos que o rendimento de fábrica (n) é uma medida de eficiência da unidade industrial. Portanto, a equação procura demonstrar a variabilidade relativa ao processo que implica horas não produtivas ao longo do ciclo do processo produtivo oriundo das pessoas, assim como do dispositivo técnico pertinente. Então, podemos dizer que quanto maior for a variabilidade do processo, menor será o rendimento, nesse caso, um ganho de 85% é considerado bom (CAMAROTTO, 2006). O dimensionamento dos materiais configura como o primeiro aspecto para identificar as demandas em termos de fatores de produção em uma unidade de produção. Considerando as especificações do portfólio (mix) de produtos, bem como os fluxogramas devemos inicialmente estabelecer uma representação sistêmica para o processo produtivo, em seguida, identificar todas as operações onde exista uma transformação quantitativa nos materiais, depois passar para a última operação identificando o balanceamento de massa e, por fim, repetir o procedimento anterior para todas as operações na ordem inversa do processo (CAMAROTTO, 2006). Onde: N = número de homens ou de equipamentos no processo. TPOp = é o tempo padrão para o ciclo de trabalho ou de processo. TPPr = é o tempo padrão de preparação do equipamento. D = demanda do processo. J = jornada de trabalho. n = rendimento da fábrica. N=((TPOp ¬+TPPr))¬*D / J*n Fonte: Camarotto (2006, p. 35) U3 - Desenvolvimento de layout84 Conforme Fitzsimons e Fitzsimons (2004), o dimensionamento dos materiais implica equilibrar as operações dos postos de trabalho considerando as rotinas e as operações sincronizadas dentro de um ciclo produtivo capaz de atender a demanda determinada de uma empresa. Podemos afirmar que existem vários recursos que podem ser empregados para o dimensionamento do layout, os quais podem ser resumidos em métodos de aproximação e métodos analíticos, listados no Quadro 3.2. Figura 3.2 | Balanceamento de massa Fonte: Camarotto (2006, p. 35). Quadro 3.2 | Métodos para o dimensionamento do layout Método Descrição Métodos de aproximação Tem como base situações semelhantes anteriormente projetadas, existentes ou em modelos matemáticos. Geralmente, esses procedimentos são empregados em projetos preliminares ou situações em que não há a necessidade de precisão nos detalhes do layout, como áreas administrativas. U3 - Desenvolvimento de layout 85 Layout tem como princípio a construção de um ambiente de trabalho com um arranjo espacial ideal capaz de proporcionar as condições adequadas para que as atividades sejam executadas de maneira eficiente, para isso alguns fatores são levados em conta. Podemos destacar os custos, a flexibilidade, a segurança, as condições de trabalho, as condições de controle e a qualidade em si para processo produtivo (BORDA, 1998). O dimensionamento dos espaços deve seguir alguns princípios que podem ser observados no Quadro 3.3. Princípio Descrição Integração Os mais variados elementos, ainda que sejam diretos ou indiretos ligados a produção, devem estar integrados, pois a falha em qualquer um deles resultará numa inefi ciência global. Sendo assim, o princípio, estuda todos os pequenos pormenores da organização, pois ela é considerada uma unidade a qual é constituída de várias características de suma importância que devem estar interligadas para a melhor efi ciência da produção. Métodos analíticos Tratam dos que apresentam a obtenção do layout fi nal que se dá por meio da composição de áreas individualmente construídas. Os principais métodos são: 1) Método numérico: no qual há divisão de atividades ou áreas em elementos de espaço e subáreas. 2) Padrões de espaço: área min = (larg x comp + 0,6 m lado perto + 0,45 m) x valor de correção (obtido por tabelas). 3) Centro de produção: construção dos componentes de áreas que fazem parte de um centro de produção a partir das demandas específi cas das atividades relacionadas ao centro. Fonte: adaptado de Camarotto (2006). Quadro 3.3 | Princípios do dimensionamento dos espaços U3 - Desenvolvimento de layout86 Mínima distância O transporte em nada acrescenta ao produto. Dessa maneira, deve-se evitar as distâncias para não ter esforços e movimentações desnecessárias além de custos indesejados sem necessidade. Obediência ao fl uxo das operações É fundamental que os locais de trabalho possuam uma divisão em termos de arranjo que esteja dentro das exigências de maneira que materiais, homens e maquinários possam se mover num fl uxo harmonioso, contínuo e de acordo com os processos de produção. Excluir obstáculos com a fi nalidade de prover melhores sequências de trabalho e de pessoas, de modo que otimize os fl uxos. Uso das três dimensões Um layout não é apenas um plano, mas sim um volume. O estudo e o planejamento da implementação do melhor arranjo serão guiados para o uso das três dimensões, ou seja, uma observação e o melhor uso do espaço. É necessário sempre imaginar que os itens a serem arranjados, na realidade, preenchem um certo volume, e não uma determinada área. Satisfação e segurança O profi ssional se percebe seguro e satisfeito em seu local de trabalho pois o layout adequado é benefício ao rendimentodos projetos. O ambiente deve proporcionar boas condições de trabalho e máxima redução de riscos. É importante lembrar da infl uência de fatores psicológicos como cores, impressão de ordem, impressão de limpeza, arrumação, iluminação entre outros visto que ajudam na satisfação e na experiência no trabalho, e, consequentemente, na produtividade do colaborador. U3 - Desenvolvimento de layout 87 Flexibilidade Atualmente, com as novidades nos campos mais distintos do conhecimento, mas principalmente no segmento tecnológico, é preciso que o layout também tenha essas inovações. As mudanças mostradas, precisas para um produto, serviço ou processo produtivo são recorrentes e velozes, e a carência de atenção a essas mudanças pode levar uma empresa ao obsoletismo. Porém, no planejamento do layout, se faz valer que os requisitos irão mudar e, da mesma forma que as condições mudam, o arranjo tem de ser adaptável e suscetível a essas mudanças da maneira menos drástica possível para se adaptar as novas situações Fonte: Camarotto (2006, p. 35). Questão para reflexão O layout é uma das técnicas que administra operações cujo objetivo é criar uma interface homem-máquina (IHM) para aumentar a eficiência do sistema de produção (JONES; GEORGE, 2008). A partir de um layout e do fluxo de fabricação bem analisado, se propiciará o rápido atravessamento do produto pelo sistema produtivo. Assim, o tempo é otimizado para a transformação da matéria-prima em produto final, diminuindo o tempo da produção. Para saber mais O processo de desenvolvimento do layout (Figura 3.3) é composto por três etapas distintas. O dimensionamento dos fatores de produção, os relacionamentos dos fatores de produção e o detalhamento do layout. Na figura é possível fazer uma análise um pouco mais detalhada destas etapas. U3 - Desenvolvimento de layout88 Figura 3.3 | Processo de desenvolvimento do layout Fonte: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAa-IAD/apostila-projeto-fabrica?part=3>. Acesso em: 27 abr. 2018. Com base no quadro apresentado, acesse o link anterior para aprofundar sua pesquisa, contribuindo para a fixação do seu conteúdo. U3 - Desenvolvimento de layout 89 Atividades de aprendizagem 1. Em um contexto de um mundo globalizado em que as organizações não concorrem mais somente localmente para sobreviver, as empresas devem buscar se destacar no mercado em que atuam, nesse sentido, contar com layout bem planejado influencia: 1- Na redução de custos. 2- Na perda de produtividade. 3- No cumprimento de prazos. 4- Na competitividade. 5- Na redução de produtividade. Enquanto algumas das proposições acima são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-V; 2-F; 3-V; 4-V; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V 2. Considerando algumas das etapas para a elaboração de um layout, analise as sentenças. 1- Planejar o todo e depois as partes. 2- Fazer o planejamento do edifício. 3- Buscar utilizar a experiência de todos os envolvidos. 4- Proceder a verificação do layout e avaliar a solução. 5- Estabelecer como atingir os objetivos. Enquanto algumas das proposições acima são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que possui a sequência correta. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V. U3 - Desenvolvimento de layout90 Seção 3 Projetos de layout para unidades produtivas 3.1 | Projetos de layout para unidades produtivas Podemos dizer que o processo envolve um conjunto de atividades que são previamente estabelecidas, as quais são executadas em uma determinada sequência, e assim produzirão um resultado esperado. Portanto, podemos afirmar que o processo é qualquer ação ou atividade que transforme uma entrada numa saída (SOARES, 2009). Quando falamos de gestão do processo produtivo, essa implica na articulação e na coordenação de demandas integradas que buscam os resultados do negócio como um todo (BIERMANN, 2007). Considerando isso, estudaremos as implicações para os projetos de unidades produtivas, assim como os riscos ambientais nesse tipo de projeto. Vamos ao nosso estudo! Na elaboração do layout, são relevantes as informações a respeito das especificações e características do produto, as quantidades produzidas de materiais, as sequências de operações e de montagem, assim como o espaço adequado para cada equipamento, incluindo lugar para movimentação do operador, estoques e manutenção, bem como os dados a respeito do recebimento, da estocagem de matérias-primas, da expedição e de produtos acabados e dos transportes (MARTINS, LAUGENI 2006). Considerando esses fatores, quem elabora um projeto de Layout, conforme Lidório (2008), deve: a) Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou processo pertinente. b) Planejar um fluxo progressivo e contínuo. c) Considerar a existência de muito material em processo, congestionando o ambiente. d) Rever e analisar o espaço mal construído. Introdução à seção U3 - Desenvolvimento de layout 91 e) Estar atento a casos em que podem ocorrer cruzamento demasiado entre movimentação de materiais e de pessoas. f) Eventual existência de produção ineficiente. g) Ocorrência de problemas de supervisão e controle. h) Se atentar se o espaço é suficiente para acesso às máquinas, para transporte assim como para os serviços auxiliares (controle de qualidade, manutenção, entre outros). Podemos dizer que a boa disposição dos equipamentos, móveis, e maquinários refletem em um ganho significativo de eficiência nos fluxos de trabalho assim como contribuem para melhoria na aparência do ambiente. O projeto de layout procura minimizar custos pertinentes a movimentação, reduzir o congestionamento de materiais e pessoas, assim como incrementar a segurança, aprimorar os aspectos relacionados a comunicação, contribuindo para o aumento da eficiência de máquinas e mão de obra (TEIXEIRA, 2003). O planejamento de um projeto de arranjo físico demanda consideração de uma série de fatores que podem influenciar na determinação da área a ser ocupada assim como na disposição mais adequada a ser utilizada. Esses fatores variam entre uma indústria para outra, os principais fatores, segundo Rocha (1995), são representados no Quadro 3.4. Quadro 3.4 | Fatores que influenciam na determinação de um layout Fatores a) Produto e matéria-prima - duas dimensões que influenciam na estrutura a ser utilizada no ambiente de trabalho, interferindo também nos meios usados. b) Máquinas e equipamentos - são qualificados em função das suas capacidades, da eficiência e da quantidade a ser fabricada. As dimensões e o espaço para operação vão exigir área proporcional a ser ocupada. c) colaboradores - tanto na movimentação ao realizar tarefas junto às máquinas como no serviço de supervisão, requer espaço compatível com seu bem-estar no trabalho d) Transporte interno - o tipo de transporte utilizado nas seções e entre elas (esteiras, transportadoras, correias, empilhadeiras, etc.) irá influir na área reservada à circulação e está no arranjo final. Fonte: adaptado de Rocha (1995, p. 135). U3 - Desenvolvimento de layout92 Fica evidente que o layout tem significativa importância para a produtividade, pois o fluxo dos processos pode ser otimizado ou seriamente prejudicado, tendo em vista a distribuição física dos equipamentos. Isso deve ser muito bem estudado, pois possíveis alterações futuras podem ser extremamente custosas ou até mesmo inviáveis (PARANHOS FILHO, 2007). Conforme Camarotto (2006), para que sejam satisfeitas as características desejáveis do produto assim como paraque as distintas operações industriais sejam efetivadas com sucesso, se torna pertinente estabelecer na indústria um ambiente funcional, capaz de promover para os elementos humanos condições adequadas para o desempenho de suas atividades. Considerando isso, iremos apresentar os principais fatores que influenciam no ambiente, estabelecendo as condições gerais para a obtenção de segurança e conforto para os trabalhadores. Podemos afirmar que em todo o sistema produtivo estão presentes os riscos que podem comprometer a segurança e a saúde dos indivíduos envolvidos no processo produtivo, assim como prejudicar a produtividade da empresa. Dessa forma, é importante, durante o estudo do layout, a efetivação de uma análise que estabeleça os diferentes riscos associados aos centros produtivos, com o objetivo de atenuar ou mesmo eliminar eventuais riscos. Quanto a legislação Brasileira, os riscos ambientais são tratados na CLT-Consolidação das Leis do Trabalho, conforme Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho (NRs da Port. 3214 - Manuais de legislação ATLAS nº. 16). O Quadro 3.5 apresenta os diferentes agentes, os principais fatores associados e a codificação estabelecida em norma (CAMAROTTO, 2006). 3.2 | Riscos ambientais em projeto de unidades produtivas Quadro 3. 5 | Riscos Ambientais GRUPO I GRUPO II GRUPO III GRUPO IV GRUPO V QUÍMICOS FÍSICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS MECÂNICOS U3 - Desenvolvimento de layout 93 Em relação aos principais riscos ambientais, conforme Camarotto (2006), devemos estar atentos a iluminação. Quanto a iluminação industrial adequada, essa deverá atender às seguintes exigências: a) Nível de Iluminamento adequado - considerando que quanto menores forem os detalhes a serem percebidos por um operador, maior deve ser a intensidade luminosa no local de trabalho. As Normas Brasileiras da ABNT: NBR5413, NB 57 e TB 23 detalham os níveis de iluminamento para as situações de trabalho. b) Contrastes - nesse sentido, quanto menor o contraste, maior a iluminação necessária. O contraste pode ser ressaltado observando-se a cor de fundo em relação a cor dos componentes (CAMAROTTO, 2006). c) Ofuscamento - surge em presença de superfícies refletoras ou na existência de grandes diferenças no nível de iluminamento em áreas adjacentes (CAMAROTTO, 2006). d) Efeitos estroboscópicos - originam-se na presença de grandes flutuações no nível de iluminação. Quanto a acústica, devemos estar atentos a equipamentos com níveis de ruídos sendo que devem estar agrupados e separados no arranjo físico da indústria. No layout, o estudo da acústica tem como objetivo manter as fontes de geração de ruído, assim como a sua propagação para o ambiente tendo em vista cumprir as determinações legais, bem como primar pela saúde e a produtividade dos colaboradores da produção. Ainda sobre “o projeto do layout deverão ser identificados: 1) os níveis de ruído para todos os centros de produção ou seus agrupamentos; 2) as fontes sonoras com intensidade superior a 85 dB” (CAMAROTTO, 2006, p. 104). Poeiras, fumos, névoas, vapores, gases, produtos químicos em geral, neblinas. Ruído, vibração, radiações, pressões, temperaturas, iluminação, umidade. Vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos, parasitas, insetos, cobras, aranhas. Trabalho pesado, posturas incorretas, treinamento inadequado, responsabilidade, monotonia, ritmo intenso. Arranjo físico, máquinas e equipamentos, ferramentas, eletricidade, incêndio, transportes de materiais, armazenamento. VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL Fonte: Camarotto (2006, p. 99). U3 - Desenvolvimento de layout94 Quanto aos riscos químicos devemos estar atentos aos seguintes fatores: clima, ventilação, purificação, climatização e clima/projeto, assim como mostra o Quadro 3.6. Quadro 3.6 | Riscos ambientais Fator Descrição Clima Esse item ocupa-se da qualidade do ar dentro da indústria, envolvendo a presença de poeiras e gases, também pode-se levar em conta a umidade e a temperatura ambiente industrial. No que se refere ao layout, deverão ser consideradas as demandas de purifi cação, ventilação e climatização dos diferentes ambientes da indústria. Ventilação é a renovação do ar ambiente, purifi cação é a extração de poeiras e gases do ar ambiente e climatização é o controle da temperatura e da umidade do ar. Ventilação Esse item ocupa-se das necessidades de ventilação as quais irão depender do tipo da atividade desenvolvida, bem como da existência ou não de fontes poluidoras. De forma geral, para qualquer atividade industrial deve-se garantir uma taxa de renovação entre 10 a 15 trocas por hora. A ventilação (natural ou forçada) poderá ser utilizada sempre que os produtos forem retirados do ambiente, não provocando danos ao meio externo à industrial. Purifi cação Tal item ocupa-se da purifi cação e tem o propósito de dividir os agentes contaminantes encontrados no ar, podendo ocorrer na entrada, cujo objetivo é a proteção do material ou de equipamentos, por exemplo na indústria alimentícia, microeletrônica e mecânica de assertividade. Na saída, também objetiva eliminar impurezas nocivas aos indivíduos ou aos operadores. Isso ocorre em indústrias química em geral, cimento, papel, siderurgia, polimento, jateamento, decapagem, galvanização, fundição, corte de madeira, pintura por jato, entre outras. Climatização Esse item ocupa-se da climatização e tem como objetivo entregar em perfeitas condições temperatura e umidade para os produtos, indivíduos e processos. U3 - Desenvolvimento de layout 95 No que é pertinente aos riscos biológicos, devemos estar atentos às zonas de sensibilidade, procurando dentro das instalações identificar certos locais em que o contato entre o meio ambiente e o produto ofereçam riscos de contaminação, como a contaminação dos produtos por meio de indivíduos e/ou ambiente na indústria alimentícia. (CAMAROTTO, 2006). No caso de projetos envolvendo alimentos, deverá haver indicação para os centros de distribuição, a sensibilidade, ou melhor, o nível de sensibilidade do material. Quanto ao risco de incêndio a nível industrial, esse deverá ser tratado conforme os fatores de prevenção, detecção e combate e vai depender da Legislação: Corpo de Bombeiros do Município – IRB, Tarifa de Seguro-Incêndio do Brasil (TSIB), Norma Regulamentadora e Construção, em que o emprego de materiais inertes reduz o grande problema de incêndio e, consequentemente, a necessidade de investimentos em tipos de detecção e combate (CAMAROTTO, 2006). Podemos destacar algumas razões pelas quais as opções efetivadas quanto ao layout são importantes para a maioria dos tipos de produção. Primeiro, as mudanças de arranjo físico é frequentemente uma atividade difícil e de um longo intervalo de tempo, tendo em vista as proporções físicas dos recursos de transformação envolvidos. Segundo, o rearranjo físico de uma operação existente pode interromper seu funcionamento, resultando na insatisfação do cliente ou mesmo em perdas na produção. Terceiro, se o arranjo físico estiver incorreto, pode levar a padrão de fluxos muito longos ou mesmo confusos, estoques grandiosos de materiais, filas de clientes, tempos de processamento demasiadamente longos, operações inflexíveis, fluxos imprevisíveis assim como em significativos custos para a empresa (ARAÚJO 2001). Clima/Projeto No que é pertinente ao projeto do layout, para cada centro de produção ou agrupamento destes, deverá ser especifi cado: 1- Número de trocas/ hora necessárias; 2- existência de contaminantes que justifi quem a necessidade de purifi cação e 3 - existência de exigências que implique na climatização do ambiente. Fonte: adaptado de Camarotto (2006, p. 99) U3 - Desenvolvimentode layout96 Questão para reflexão Sobre os riscos químicos presentes nos locais de trabalho, veja uma matéria da universidade estadual paulista campus de Botucatu que informa sobre outros tipos de riscos químicos existentes. Você pode também aprender mais com os exemplos contidos nesse link e aprofundar mais o seu conhecimento. Disponível em: <http://www.ibb.unesp.br/#!/instituicao/comissoes/ comissao-interna-de-prevencao-de-acidentes---cipa/mapa-de- risco/04---riscos-quimicos/>. Acesso em: 2 maio 2018. Para saber mais Vale a pena verificar detalhadamente as especificações e características do produto a ser desenvolvido, bem como a quantidade produzida de materiais, sequências de operações e de montagem, assim como o espaço necessário para cada equipamento. Todos que buscam a criação de um projeto de layout, como Lidório (2008), também devem se atentar a vários passos. Como descrito na seção 3, os passos são: a) Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou processo pertinente. b) Planejar um fluxo progressivo e contínuo. c) Considerar a existência de muito material em processo, congestionando o ambiente. d) Rever e analisar o espaço mal construído. e) Estar atento a casos em que podem ocorrer cruzamento demasiado entre movimentação de materiais e de pessoas. f) Eventual existência de produção ineficiente. g) Ocorrência de problemas de supervisão e controle. h) Se atentar se o espaço é suficiente para acesso às máquinas, para transporte assim como para os serviços auxiliares (controle de qualidade, manutenção, entre outros). U3 - Desenvolvimento de layout 97 Atividades de aprendizagem 1. De acordo com Soares (2009), o processo implica um conjunto de atividades que são previamente estabelecidas e executadas numa determinada sequência. Portanto, analise: 1- Transformar entrada em saída. 2- Articulação e coordenação. 3- Resultados do negócio. 4- Conjunto de atividades 5- Atividades sem sequência. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que contemple a correta correlação. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V 2. Na elaboração do layout, são relevantes algumas informações, como: 1- Características do produto. 2- Sequências de operações. 3- Espaço adequado. 4- Espaço para movimentação do operador. 5- Estocagem de matérias-primas. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que contemple a correta correlação. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V. U3 - Desenvolvimento de layout98 Fique ligado Resumo dos itens estudados nesta unidade: • Princípios do layout. • Etapas do trabalho de desenvolvimento do layout. • Projetos de layout para unidades produtivas. Esta unidade abordou algumas técnicas de princípios e dados básicos necessários do layout, bem como as etapas do trabalho de desenvolvimento do layout e as etapas de trabalho para o projeto da unidade produtiva. Foram trabalhados vários quadros que abordam características de desenvolvimento e projeto de fábrica que contribuíram para o enriquecimento do conhecimento técnico específico nestes fatores. Esperamos que esta unidade de ensino tenha contribuído com o seu aprendizado e instigue a sua curiosidade para que seu desenvolvimento profissional e acadêmico seja sempre aperfeiçoado. Para concluir o estudo da unidade Atividades de aprendizagem da unidade 1. Um projeto de Layout, conforme Lidório C. (2008) deve contemplar algumas etapas. Considere: 1- Planejar um fluxo regressivo. 2- Rever e analisar o espaço mal construído. 3- Eventual existência de produto ineficiente. 4- Guardar áreas considerando possíveis alterações no produto ou no processo pertinente. 5- Ocorrência de problemas de supervisão e controle. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que contemple a correta correlação. U3 - Desenvolvimento de layout 99 a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V. 2. Podemos dizer que a reflete em um ganho significativo de . Assinale a opção que completa corretamente as lacunas no fragmento apresentado. a) má distribuição dos operadores; eficiência nos fluxos de trabalho. b) boa disposição dos operadores; eficiência nos fluxos de trabalho. c) boa disposição dos móveis; eficiência nos fluxos de trabalho. d) boa disposição dos móveis; eficiência no desenvolvimento do layout. e) boa disposição dos móveis; distribuição de máquinas e equipamentos. 3. O planejamento de um projeto de arranjo físico demanda a consideração de uma série de fatores que podem influenciar na determinação da área a ser ocupada, assim como na disposição mais adequada a ser utilizada. Esses fatores variam de uma indústria para outra. De acordo com os principais fatores de Rocha (1995) considere: 1- Produto e matéria-prima. 2- Máquinas e equipamentos. 3- Fator humano. 4- Transporte interno. 5- Transporte externo. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que contemple a correta correlação. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. c) 1-V; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-V; 5-V. U3 - Desenvolvimento de layout100 5. De acordo com os riscos ambientais apresentados por Camarotto (2006), assinale a alternativa correta que contenha somente riscos do grupo biológico. a) Vírus, ruídos, fungos e bactérias. b) Névoas, protozoários, aranhas e gases. c) Parasitas, bactérias, vapores e gases. d) Vírus, bactérias, parasitas e cobras. e) Cobras, aranhas, insetos, vibração. 4. Podemos afirmar que em todo o sistema produtivo estão presentes os riscos que podem comprometer a segurança e a saúde dos indivíduos envolvidos no processo produtivo assim como prejudicar a produtividade da empresa. Nesse sentido, é importante durante o estudo do layout a efetivação de uma análise que estabeleça os diferentes riscos associados aos centros produtivos, com o objetivo de atenuar ou mesmo eliminar eventuais riscos. A partir dessa informação, considere os riscos químicos: 1- Ruídos. 2- Vibração. 3- Temperatura. 4- Umidade. 5- Pressão. Enquanto algumas das proposições são verdadeiras, outras são falsas. Assinale a alternativa que contemple a correta correlação. a) 1-F; 2-V; 3-V; 4-V; 5-F. b) 1-F; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F. c) 1-F; 2-F; 3-F; 4-F; 5-F. d) 1-V; 2-V; 3-F; 4-F; 5-F. e) 1-V; 2-V; 3-V; 4-F; 5-F Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5413/1992. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1992. . NBR 05413/1993 - NB 57. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1993. . NBR 05413/1993 - TB 23. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1993. BRASIL. Ministério do Trabalho. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. 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Unidade 4 Objetivos de aprendizagem Nesta unidade você estudará as técnicas de processos e operações industriais visando a aplicação na gestão da produção industrial, aprenderá os conceitos relacionados aos processos produtivos, as fases de uma operação e como gerenciar toda cadeia produtiva atrelada a outros conceitos, como arranjo produtivo, tempo de produção, ferramentas administrativas, enfim, você estará diante de conceitos fundamentais para seu aprendizado. Verá também como as empresas produzem bens e serviços. Não temos como destacar este ou aquele produto, visto que processos e operações dizem respeito a tudo que foi produzido e está a nossa volta, como veículos, roupas, remédios, alimentos, etc. Processos e operações Eduardo Costa Estambasse Seção 1 | Fundamentos dos processos e operações Uma das maiores aplicações da simulação está na manufatura. Entre os benefícios que a aplicação da simulação pode fornecer, revela-se a necessidade e a quantidade de maquinário ou funcionários extras necessários para produção, há a avaliação de desempenho e dos procedimentos, assim como a atuação profissional. As medidas de desempenho mais utilizadas são peças produzidas, tempo de espera das peças para serem processadas e porcentagem de utilização dos funcionários e das máquinas. Seção 2 | Planejamento - operações estratégicas Para o bom andamento de qualquer projeto que você pretenda desenvolver, construir ou realizar, é necessário um bom planejamento, nesta seção serão apresentados alguns conceitos e dicas necessárias para o conhecimento do planejamento estratégico de produção industrial. Seção 3 | Preparação da produção Após o planejamento, é hora de realizar, então, mãos à obra. A produção deve ser estrategicamente preparada, note que os recursos produtivos devem estar alinhados às demandas dos seus clientes, produzir sem saber a real necessidade certamente se traduzirá em prejuízos para sua empresa, portanto, prepare cuidadosamente cada detalhe do processo produtivo. Para a maximização dos seus recursos, procure atrelar indicadores para nortear seu sistema de produção, isto fará com que você tome decisões baseadas em dados reais. Seção 4 | Execução da produção Depois de tudo bem preparado, é hora de executar e colher os frutos, o sucesso só virá após muita dedicação, então, é hora de encarar os desafios, executar os planos e atender seu cliente no tempo certo, na qualidade que ele deseja, com os custos que lhe deem margem de lucros. É fundamental destacar que o acompanhamento da tecnologia também faz parte do processo produtivo, investimento em máquinas, equipamentos, treinamento e formação de pessoas. Introdução à unidade Esta unidade é sobre o gerenciamento do processo produtivo e a forma como torná-lo eficiente e operacional. O assunto é fascinante e lhe dará base para assumir grandes desafios. Vemos constantemente nos noticiários as manchetes estampadas sobre produção, qualidade, negócios, concorrência, tudo isso faz parte do gerenciamento da produtividade. Veremos nesta unidade a apresentação de uma introdução e visão geral da gestão de operações mostrando e abordando os conceitos do que são operações, pois esse fator é importante, quais as atividades de um gestor de processos e operações, além de uma evolução histórica da gestão de processos e operações industriais e os problemas que impactam diretamente quando se tem um gerenciamento ineficiente de processos e operações industriais. U4 - Processos e operações106 Seção 1 Fundamentos dos processos e operações 1.1 | O que é processos e operações Você pode estar se perguntando por que precisa estudar o gerenciamento de processos e operações. Na verdade, existem vários motivos, um deles é que as atividades de gerenciamento de operações estão no centro de todas as organizações de negócios, independentemente da atividade em questão. Estima-se que 50% ou mais de todos os trabalhos de uma indústria estão em áreas relacionadas a gerenciamento de operações, áreas como serviço ao cliente, garantia de qualidade, produção, planejamento e controle, agendamento, design de tarefas, gerenciamento de inventário e muito mais. Por fim, a interação entre todas as outras áreas de organizações empresariais, tais como finanças, contabilidade, recursos humanos, logística, sistemas de informações gerenciais, marketing, compras, entre outras, estão diretamente ligadas com outras atividades de gerenciamento de operações. Operações é a parte de uma organização comercial responsável pela produção de bens e/ou serviços. Bens são itens físicos que incluem matérias-primas, peças, subconjuntos, e produtos finais, como telefones celulares e automóveis. Serviços são atividades que fornecem alguma combinação de tempo, localização, forma ou valor psicológico. Exemplos de produtos e serviços são encontrados a sua volta constantemente. Todos os livros que você lê, vídeos que você assiste, e-mails que você envia, conversas telefônicas que você tem e cada tratamento médico que você recebe envolve a função de operações de uma ou mais organizações. O mesmo acontece com tudo que você veste, come, quando viaja e acessa a internet. Introdução à seção U4 - Processos e operações 107 A função de processos e operações nos negócios também pode ser vista de uma perspectiva mais abrangente: o sucesso coletivo ou o fracasso das funções operacionais das empresas tem um impacto sobre a capacidade de uma nação para competir com outras nações e com a sua economia. A situação ideal para uma organização empresarial é conseguir uma correspondência de oferta e demanda. Ter excesso de oferta ou excesso de capacidade é um desperdício e dispendioso. Apesar de a função de operações é ser responsável pela produção de produtos e/ou entrega serviços, ela precisa do apoio e da contribuição de outras áreas da organização. As organizações de negócios têm três áreas funcionais básicas, finanças, marketing e operações, conforme ilustrado na Figura 4.1. Não importa se o negócio é uma loja de varejo, um hospital, uma fábrica, lavagem de carros ou algum outro tipo de negócio, todas as organizações empresariais devem ter essas três funções básicas. A área financeira é responsável por garantir recursos financeiros e alocar esses recursos em toda a organização, bem como orçamentar, analisar propostas de investimento e fornecer fundos para operações. O marketing é responsável por avaliar os desejos e as necessidades do consumidor, bem como vender e promover os bens ou serviços da organização. As operações são responsáveis pela produção das mercadorias ou prestação dos serviços oferecidos pela organização. De umamaneira didática, se uma organização comercial fosse um carro, Figura 4.1 | Funções básicas de uma organização E m p re sa Finanças Operações Mercado Fonte: elaborada pelo autor. U4 - Processos e operações108 as operações seriam o motor e o gerenciamento de operações é responsável por controlar esse motor. Portanto, o gerenciamento de operações é o processo que cria bens e/ou fornece serviços. Operações e cadeias de suprimento estão intrinsecamente ligadas e nenhuma organização empresarial poderia existir sem as duas funções. De acordo com Moreira (2012 p. 427) entende-se que a cadeia de suprimentos é “a rede complexa de atividades que acaba por entregar um produto ou serviço final ao cliente. Esta rede inclui elementos de dentro e de fora da empresa, residindo aqui a novidade do conceito e o seu alcance para a gerência de operações”. A sequência começa com os fornecedores básicos de matérias- primas e se estende até o consumidor final, como mostra a Figura 4.2. As instalações podem incluir armazéns, fábricas, centros de processamento, escritórios, centros de distribuição e lojas de varejo. Funções e atividades incluem previsão, compras, gerenciamento de estoque, gerenciamento de informações, garantia de qualidade, agendamento, produção, distribuição, entrega e atendimento ao cliente. A Figura 4.2 fornece a ilustração de uma cadeia de suprimentos, uma cadeia que começa com o cultivo de madeira em uma fazenda e termina com um cliente comprando um móvel para sua residência. Entende-se que o valor do produto aumenta à medida que se move pela cadeia de suprimentos. 1.2 | Cadeia de suprimentos Figura 4.2 | Cadeia de suprimentos Fonte: adaptada de <https://portogente.com.br/portopedia/91207-o-que-e-a-gestao-da-cadeia-de-suprimentos-e- como-funciona>. Acesso em: 2 maio 2018. U4 - Processos e operações 109 Cadeias de suprimentos estão dispostas externamente e internamente às organizações. As partes externas fornecem matérias- primas, peças, equipamentos, suprimentos e/ou outros insumos à organização. As partes internas de uma cadeia de suprimentos fazem parte da própria função de operações, fornecendo serviços com peças e materiais, realizando trabalho e serviços em produto, passando o trabalho para o próximo passo no processo. A criação de bens ou serviços envolve transformar ou converter entradas em saídas. Diversos insumos, como capital, trabalho e informações são usados para criar bens ou serviços usando um ou mais processos de transformação (por exemplo, armazenar, transportar e reparar). Para garantir que os resultados desejados sejam obtidos, uma organização faz medições em vários pontos do processo de transformação (feedback) e, em seguida, compara-os com padrões para determinar se é necessária uma ação corretiva (controle). A Figura 4.3 mostra o sistema de conversão. Para saber mais Ficou interessado neste assunto? Veja o vídeo a seguir e entenda melhor sobre a cadeia de suprimentos. Disponível em: <https://goo. gl/Rfzr3v>. Acesso em: 2 maio 2018. Figura 4.3 | Processo de conversão de matéria prima em produto acabado Fonte: elaborada pelo autor. U4 - Processos e operações110 Podemos ainda destacar que muitos fatores afetam o projeto e o gerenciamento de sistemas operacionais. Entre eles estão o grau de envolvimento dos clientes no processo e a tecnologia usada para produção e/ou entregar um produto ou serviço. Quanto maior o grau de envolvimento do cliente, mais desafiador pode ser projetar e gerenciar a operação. A escolha de tecnologias modernas e inovadoras pode ter um grande impacto na produtividade, nos custos, na flexibilidade, na qualidade e na satisfação do cliente, podemos entender que a satisfação dos clientes é fundamental para uma organização e muitas ferramentas podem ser utilizadas para este indicador, uma delas é a pesquisa de satisfação, conforme ilustrado na Figura 4.4. Questão para reflexão Você já participou de alguma pesquisa de satisfação? Em caso afirmativo, quais foram as perguntas que você respondeu? Você estava satisfeito ou insatisfeito com a organização que realizou esta pesquisa? Certamente a empresa responsável estava interessada em saber o que como os clientes se sentem em adquirir seus produtos ou serviços. Figura 4.4 | Exemplo de pesquisa de satisfação dos clientes Fonte: <https://goo.gl/Gs6T95>. Acesso em: 2 maio 2018. U4 - Processos e operações 111 De acordo com Moreira (2012 p. 1), “a palavra “produção” liga-se mais de perto as atividades industriais, enquanto “operações” refere- se às atividades desenvolvidas em empresas de serviços”. Os sistemas de produção existem desde os tempos antigos. A produção de bens para venda tinha suas raízes na Revolução Industrial, porém, antes dessa época, as mercadorias eram produzidas em pequenas lojas de artesãos e seus aprendizes. Nesse sistema, era comum para uma pessoa fabricar um produto do início ao fim, pois apenas ferramentas simples estavam disponíveis, visto que as máquinas em uso hoje ainda não tinham sido inventadas. Então, uma série de inovações no século XVIII mudou a forma produtiva para sempre substituindo o poder da máquina pelo conhecimento humano. O mais significativo deles foi o motor a vapor, que forneceu uma fonte de energia para as máquinas nas fábricas. Amplos depósitos de suprimentos de carvão e minério de ferro foram necessários e forneciam materiais para geração de energia e fabricação de novas máquinas, além de produtos para o consumo. Portanto, as novas máquinas, feitas de aço ou materiais de engenharia, eram muito mais fortes e duráveis do que as simples máquinas de madeira que foram substituídas, o que potencializou o sistema de produção. 1.3 | Evolução histórica do gerenciamento de operações Figura 4.5 | Exemplo de uma réplica da máquina a vapor Fonte: <https://goo.gl/xFMEja>. Acesso em: 9 maio 2018. U4 - Processos e operações112 Atividades de aprendizagem 1. De uma maneira didática, se uma organização comercial fosse um carro, as operações seriam o motor. O gerenciamento de operações é responsável por controlar esse motor. Portanto, o gerenciamento de operações é o processo que cria bens e/ou fornece serviços. Assinale a alternativa em que apresenta a responsabilidade das operações. a) As operações não têm responsabilidade dentro de uma organização, elas estão dispostas somente nos fornecedores de serviços. b) As operações são treinamentos específicos para gestores de produção utilizar na venda das mercadorias produzidas. c) As operações são responsáveis somente pelas vendas internacionais de uma organização. d) As operações são responsáveis pela produção das mercadorias ou prestação dos serviços oferecidos pela organização. e) Em uma instituição, as operações representam o departamento de manutenção responsável por manter o pátio fabril. 2. Os sistemas de produção existem desde os tempos antigos. A produção de bens para venda tinha suas raízes na Revolução Industrial, porém, antes dessa época, as mercadorias eram produzidas em pequenas lojas de artesãos e seus aprendizes. Algumas inovações foram importantes para a produtividade, entre as invenções destacadas a seguir, assinale a que foi significativa neste processo produtivo. a) Lâmpada elétrica. b) Roda. c) Bicicleta. d) Máquina a vapor e) Linhas produtivas de Taylor. Definimos sistema de produção como o conjunto de atividades e operações inter-relacionadas envolvidas na produção de bens (caso de indústrias) ou serviços. O sistema de produção é uma entidade abstrata, porém extremamente útil para dar uma ideia de totalidade. (MOREIRA, 2012, p. 7) U4 - Processos e operações 113 Seção 2 Estratégia de operações nas organizações 2.1 | Estratégia de produto, ciclo de vida e função da produçãoA gestão do processo e das operações significa muito e pode ser decisivo para o sucesso ou o fracasso de uma indústria. Caso sejam bem geridos, os procedimentos e as operações podem contribuir para o impacto estratégico do negócio de quatro formas: custo, receita, investimento e capacidade. Como a função de operações é responsável por grande parte dos custos de uma empresa, sua primeira determinação é manter os custos sob controle. Além disso, pela forma como fornece serviço e qualidade, deveria também voltar-se para o aumento da capacidade do negócio em gerar receita, além de tentar obter o melhor retorno possível desse investimento, visto que as operações são frequentemente a fonte de maior investimento. Finalmente, a função de operações deveria preparar as competências que formarão a longo prazo as bases para a competitividade futura de uma determinada organização. Todas as organizações empresariais estão preocupadas em como elas sobreviverão e prosperarão no futuro. Uma estratégia de negócios é vista como plano ou conjunto de intenções que definirão a direção de longo prazo das ações que são necessárias para garantir o sucesso organizacional da instituição no futuro. Contudo, não importa quão grande seja o plano, ou quão boa seja a intenção, a estratégia de uma empresa só pode se tornar realidade, na prática, se for operacionalmente eficiente. As operações de uma organização são estrategicamente importantes porque a maioria das atividades organizacionais compreende as atividades do dia a dia dentro da Introdução à seção U4 - Processos e operações114 função de operações. Isto é, as ações diárias de operações, quando consideradas em sua totalidade, constituem a direção estratégica de longo prazo da organização. A relação entre a estratégia de uma organização e suas operações é uma determinante chave de sua capacidade de alcançar sucesso a longo prazo ou mesmo de sobrevivência no futuro. O sucesso organizacional só é possível se as atividades de operações de curto prazo forem consistentes, com intenções estratégicas de longo prazo e contribuírem para a vantagem competitiva. Nesta seção, apresentaremos alguns conceitos de competitividade, estratégia e produtividade, três tópicos separados serão apresentados, mas relacionados entre si, que são de importância vital às organizações empresariais. A competitividade diz respeito à eficácia de uma organização no mercado em relação as outras organizações que oferecem produtos ou serviços similares. Operações e marketing têm um impacto importante na competitividade. Estratégia refere-se aos planos que determinam como uma organização persegue seus objetivos. A estratégia de operações é particularmente importante e relaciona-se com o uso efetivo de recursos, tem um impacto direto na competitividade. Gerenciamento de operações é o principal responsável pela produtividade. As empresas devem ser competitivas, oferecerem qualidade e principalmente solução para seus clientes de modo a vender seus produtos e serviços no mercado. A competitividade é um fator importante para determinar se uma empresa prospera, permanece ou fracassa. As empresas competem através de alguma combinação dos seguintes itens: preço, entrega, tempo e diferenciação de produto ou serviço. 2.1.1 | Competitividade U4 - Processos e operações 115 O marketing influencia a competitividade de várias maneiras, incluindo a identificação dos desejos do consumidor, necessidades, preços, publicidade e promoção. 1. A identificação dos desejos e/ou necessidades do consumidor é um item básico na organização é o processo decisório e central para a competitividade. O ideal é conseguir uma perfeita correspondência entre esses desejos e necessidades e os bens e serviços fornecidos pela organização. 2. Preço e qualidade são fatores-chave nas decisões de compra do consumidor. É importante entender a decisão que os consumidores fazem entre preço e qualidade, ou seja, quais são as buscas que o cliente efetua. É comum encontrar um cliente que busca qualidade e não se preocupa com o preço a ser pago, já em outros casos, vemos a busca por um produto de menor valor, mesmo não sendo de qualidade. 3. Publicidade e promoção são formas pelas quais as organizações podem informar os clientes em potencial sobre os recursos de seus produtos ou serviços e atrair compradores. As operações em uma indústria têm grande influência na competitividade através do design de produtos e serviços, custo, localização, qualidade, tempo de resposta, flexibilidade, inventário, gerenciamento da cadeia de suprimentos e serviço. Muitos desses estão inter-relacionados. Figura 4.6 | Perspectiva de crescimento industrial Fonte: <https://goo.gl/ogyszF>. Acesso em: 3 maio 2018. U4 - Processos e operações116 a) O design de produtos e serviços deve refletir os esforços conjuntos de muitas áreas da empresa para alcançar uma correspondência entre recursos financeiros, de operações, da cadeia de suprimentos e o que o consumidor necessita. Características especiais de um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas decisões de compra do consumidor, entre eles, podemos destacar a inovação e o tempo de colocação no mercado. b) O custo da produção de uma organização é uma variável- chave que afeta as decisões e os lucros de venda. Os esforços de redução de custos geralmente estão em andamento nas organizações empresariais. c) A localização pode ser importante em termos de custo e comodidade para os clientes. Estar localizado próximo a mercados fornecedores pode resultar em menor custo de transporte e tempo de entrega mais rápidos. d) Qualidade refere-se a materiais, mão de obra, design e serviço. Consumidores julgam a qualidade em termos de quão bem eles pensam que um produto ou serviço satisfará sua funcionalidade. Os clientes geralmente estão dispostos a pagar mais por um produto ou serviço se perceberem que possuem uma qualidade superior à de um concorrente. e) Resposta rápida ao cliente pode ser uma vantagem competitiva. Uma maneira é trazer rapidamente produtos novos e melhores ou serviços para o mercado. Outra vantagem competitiva é a de ser capaz de entregar rapidamente um produto ou serviços existentes para um cliente logo após a sua encomenda. Devemos destacar ainda uma vantagem competitiva lidar rapidamente com reclamações de clientes. f) Flexibilidade é a capacidade de responder às mudanças. Mudanças podem estar relacionadas a alterações características do design de um produto ou serviço, ou ao volume demandado pelos clientes. A alta flexibilidade pode ser uma vantagem competitiva em um ambiente mutável. g) O gerenciamento de estoques pode ser uma vantagem competitiva ao combinar efetivamente suprimentos de mercadorias com demanda. U4 - Processos e operações 117 h) O gerenciamento da cadeia de suprimentos envolve a coordenação de operações internas e externas de fornecedores para obter uma entrega oportuna e econômica das mercadorias em todo o sistema. i) O serviço pode envolver atividades de pós-venda que os clientes percebem como valor agregado, entrega, configuração, garantia de trabalho e suporte técnico. Ou pode envolver atenção extra enquanto o trabalho está em andamento, como atenção aos detalhes e cortesia, mantendo o cliente informado. A qualidade do serviço pode ser um diferencial importante e é aquele que é frequentemente sustenta as próximas vendas. Além disso, empresas classificadas positivamente pelos seus clientes na qualidade de serviço tendem a ser mais lucrativas e a crescerem mais rapidamente do que as empresas que não recebem essa classificação. De acordo com Moreira (2012, p. 15), “não existe uma forma padronizada para se elaborar o Planejamento Estratégico de Manufatura que se adapte a qualquer companhia, comqualquer passado, com quaisquer características e operando em qualquer meio. Dessa forma, qualquer lista de passos se reveste meramente de um caráter sugestivo e deve sofrer modificações competentes, caso a caso.” Ainda, para Moreira (2012, p. 15), uma sequência de roteiro para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico de Manufatura deve ser seguida: a) “Escrever a estratégia de manufatura e as ações correspondentes de forma clara, evidenciando como isso será uma arma competitiva para a empresa. b) Estabelecer necessidades e restrições sobre a produção, derivadas da estratégia da empresa como um todo, das políticas de mercado 2.2 | Sequência de operação U4 - Processos e operações118 e de finanças, da tecnologia e do meio econômico onde se insere a empresa. c) Determinar as implicações dessas necessidades e restrições sobre as principais variáveis da produção, tais como nível de investimento, riscos, tempos de espera de matérias-primas e de entrega de produtos, programação e controle da produção, estoques, flexibilidade, qualidade, força de trabalho, etc., bem como sobre os principais departamentos e funções. d) Estimar um prazo para a reavaliação da estratégia de manufatura. e) Estabelecer quais operações deverão desempenhar especialmente bem na produção, para suportar a estratégia e como isso difere do usual até o momento. f) Definir os padrões (custo, qualidade, produtividade, etc.) pelos quais será julgado o desempenho da produção. g) Identificar as ações mais difíceis de serem cumpridas e seus principais impedimentos. h) Verificar e detalhar se alguma medida de desempenho deverá sofrer temporariamente para que ações necessárias sejam cumpridas. i) Identificar elementos dentro do sistema de produção que apresentem as maiores possibilidades de falhas, de maneira que recebam atenção especial.” As organizações falham ou apresentam um desempenho ruim por diversos motivos. Estar ciente dessas razões pode ajudar os gerentes a evitar erros semelhantes e impedir que o desempenho industrial possa ser indesejado. Entre as principais razões estão as seguintes: 1. Negligenciar a estratégia de operações. 2.3 | Fatores que levam indústrias a falharem U4 - Processos e operações 119 A missão de uma organização é a razão de sua existência, ainda no objetivo principal de uma indústria deve estar expressa 2.4 | Objetivos das organizações 2. Deixar de aproveitar os pontos fortes e as oportunidades e/ou não reconhecer ameaças competitivas. 3. Dar demasiada ênfase ao desempenho financeiro a curto prazo em detrimento de pesquisa e desenvolvimento. 4. Colocar demasiada ênfase no design do produto e serviço e não o suficiente no processo, projeto e melhoria. 5. Negligenciar investimentos em capital e recursos humanos. 6. Não estabelecer boas comunicações internas e cooperação entre diferentes áreas funcionais. 7. Não considerar os desejos e necessidades do cliente. A chave para competir com sucesso é determinar o que os clientes querem e direcionar os esforços para atender suas (ou mesmo exceder) expectativas. Duas questões básicas devem ser abordadas. 1) O que os clientes querem? 2) Qual é a melhor maneira de satisfazer esses desejos? As operações devem trabalhar com marketing para obter informações sobre a importância relativa de vários itens para cada cliente principal ou mercado alvo. A compreensão de questões competitivas pode ajudar os gerentes a desenvolver estratégias de sucesso. Questão para reflexão Você certamente deve se lembrar de alguma empresa ou indústria que fechou as portas, pense em uma loja que vendia eletrodomésticos, uma fábrica de brinquedos, e até mesmo um banco. Em sua opinião quais foram os fatores que levaram esta organização a encerrar suas atividades? U4 - Processos e operações120 sua missão e os seus valores. Para uma organização empresarial, a declaração de missão deve responder à pergunta “Em que tipo de negócios estamos? ” As missões variam de uma organização para outra, dependendo da natureza de seus negócios. Uma declaração de missão serve como base para os objetivos organizacionais e fornece mais detalhes descrevendo o escopo da missão. A missão e os objetivos geralmente se referem a como uma organização quer ser conhecida pelo público em geral e por seus funcionários, fornecedores e clientes. Os objetivos servem de base para o desenvolvimento de estratégias organizacionais. Estes, por sua vez, devem fornecer a base para estratégias e táticas das unidades funcionais da organização. A estratégia organizacional é importante porque guia a organização ao fornecer orientação para o alinhamento dos objetivos e estratégias das unidades funcionais. Além disso, estratégias podem ser a principal razão para o sucesso ou o fracasso de uma organização. Muitas empresas são forçadas a adotar estratégias que moldam o futuro de seus negócios e alcançar as vantagens competitivas para sobreviverem no mercado. A principal preocupação dos gestores com foco estratégico é identificar e desenvolver competências essenciais, podendo dar valor aos consumidores por meio da diferenciação dos seus produtos em relação aos que são oferecidos por seus concorrentes no mercado. Os negócios devem ser feitos para equilibrar sua eficiência e capacidade de resposta, a fim de se alcançar vantagem. A Figura 4.7 pode dar a dimensão dos níveis de produção industrial. Para saber mais Certamente, você deve estar imaginando como criar para sua empresa uma missão e um valor, sendo que é fundamental e importante o desenvolvimento destes pontos na indústria, acesse o link e confira mais detalhes. Disponível em: <https://goo.gl/WgJ1Jt>. Acesso em: 3 maio 2018. U4 - Processos e operações 121 A vantagem competitiva advém de muitas atividades que as organizações de negócios realizam que contribuem para criar uma base para a diferenciação no mercado. A adoção de estratégias sem levar em consideração componentes fundamentais, como clientes e concorrentes na definição da direção dos planos de negócios é um grande erro, já a escolha certa das estratégias depende da contingência de variáveis como tamanho, produção, qualidade, custos, entre outros. Figura 4.7 | Níveis hierárquicos na produção industrial Fonte: <https://goo.gl/EQPWBn>. Acesso em: 3 maio 2018. Atividades de aprendizagem 1. Influencia a competitividade de várias maneiras, incluindo a identificação do consumidor desejos, necessidades, preços, publicidade e promoção. Assinale abaixo o termo que define o conceito citado. a) Gerenciamento produtivo. b) Ciclo PDCA. c) Benchmarking. d) Manutenção Planejada. e) Marketing. U4 - Processos e operações122 2. Diversas empresas são obrigadas a adotar estratégias que moldam o futuro de seus negócios e alcançar as vantagens competitivas para continuar a se manterem no mercado. Explique o que pode ser considerado como vantagens competitivas. U4 - Processos e operações 123 Seção 3 Preparação da produção 3.1 | Sistema produtivo Nesta seção, você conhecerá os conceitos básicos para o planejamento estratégico da produção, verá os passos básicos para atividade industrial que se destina a produção de bens e serviços. Entendemos que a gestão de processos e operações é a técnica voltada para a produção e, principalmente, é a organização de todo o processo produtivo, também é um campo muito vasto, pois a definição do planejamento da capacidade produtiva deve ser uma abordagem de determinação do nível de transformação de matéria- prima em produto ou até mesmo em serviços. A preparação da produção envolve uma sequência de atividades que se iniciam no desejo ou na necessidade dos clientes que chegam ao departamento de vendas que, por sua vez, transforma tudo isso em solicitações.Podemos considerar isso como uma demanda, a qual deve se tornar em produtos realizados, para isso ocorrer, há a necessidade de matéria-prima, que deve ser transformada com a finalidade de atender aos requisitos que o cliente estipulou ou necessita. Ao analisar desta maneira, observamos a cadeia produtiva, ou seja, o ciclo de produção. Para Moreira (2012, p. 12), “capacidade é competência que pode ser entendida como as condições de atingir determinadas quantidades (ou níveis).” Entende-se aqui a necessidade de se prever a capacidade produtiva de uma indústria, qualquer sistema projetado deve ter uma capacidade bem definida, a qual, evidentemente, pode aumentar ou diminuir. As estratégias fornecem dados para a tomada de decisão e, de modo geral, as organizações têm estratégias globais que devem ser influenciadas pelas estratégias industriais. Imagine que você utilize Introdução à seção U4 - Processos e operações124 táticas para a realização do seu processo, uma delas está em como fazer, o roteiro utilizado para a realização das tarefas industriais, que devem utilizar a metodologia de BPF (boas práticas de fabricação). Diante disso, deve estar claro que o relacionamento global, ou seja, a relação entre fornecedor e cliente deve existir desde a criação da missão até o final da operação. Uma das definições de capacidade no dicionário é “a habilidade de manter, receber, armazenar ou acomodar”. No âmbito comercial, a capacidade é considerada com mais frequência como o resultado que um sistema pode obter em um período de tempo específico. A Figura 4.8 apresenta um sistema produtivo do segmento de injeção plástica, em que uma demanda transformada em solicitação de produção é iniciada na fábrica, o gestor comanda o processo e aciona os operadores que realizam o processo produtivo, ao final, tem-se a matéria-prima transformada em produto acabado. No cenário de serviços, poderia ser o número de clientes atendidos entre meio-dia e uma da tarde. No âmbito da produção, poderia ser o número de automóveis produzidos em um único turno. Para Jacobs (2009 p. 67), também “é enfatizada a dimensão do tempo da capacidade, ou seja, a capacidade também precisa ser declarada em relação a um período de tempo. Isso é evidenciado na distinção comum existente entre o planejamento de capacidade a longo, médio e a curto prazo”. Geralmente, o planejamento da capacidade é percebido de acordo com três durações de tempo: Longo prazo – mais de um ano. Recursos produtivos (como prédios, equipamentos ou instalações) demoram muito tempo para Figura 4.8 | Sistema de produção injeção plástica Fonte: elaborada pelo autor. U4 - Processos e operações 125 ser requisitados e adquiridos, o planejamento da capacidade de longo prazo requer a participação e aprovação da gerencia sênior. Médio prazo – planos mensais ou trimestrais para 6 a 18 meses seguintes. Nesse caso, a capacidade pode ser variada por alternativas, como contratações, dimensões, ferramentas novas, compras de equipamentos menores e terceirização. Curto prazo – menos de um mês. Está ligado ao processo de programação diária ou semanal e requer ajustes para eliminar a variação entre o resultado planejado e o real. Isso abrange alternativas, como horas extras, remanejamentos de pessoal e roteiros alternativos de produção. Existem fatores peculiares que devem ser levados em conta no andamento de escolha da localização de uma instalação industrial ou de uma prestação de serviços. Há afinidades e diferenças nos dois casos. Não é a mesma coisa determinar onde deve ficar um ponto de taxi, uma farmácia ou uma indústria de cosméticos, conforme ilustrado na Figura 4.9. Como exemplo, geralmente a dimensão do mercado é menor para a unidade de serviços (bairro, cidade ou região) em relação à fábrica (regiões maiores, país ou mercados no exterior). 3.2 | Localização das instalações Figura 4.9 | Localização de industrias Fonte: <https://goo.gl/cCJXVF>. Acesso em: 3 maio 2018. U4 - Processos e operações126 Entretanto, existem diferentes técnicas para estudar a localização industrial. O que importa é que a lógica de atuação é sempre a mesma: minimizar custos, tempos, distâncias, ou outras grandezas quaisquer ligadas a eficácia das operações. Todo produto ou serviço tem um ciclo de vida que compreende fases de introdução no mercado, crescimento, maturidade, saturação e declínio. Na fase de introdução, a demanda pode ser baixa, pois o mercado ainda não está familiarizado, o preço está alto, ou o produto e o serviço passarão por melhorias e aperfeiçoamentos. No crescimento, o produto ou o serviço tornam-se mais competitivos, contando com o auxílio de publicidade, até sua completa integração ao mercado, quando atingem a fase de maturidade. Na fase de saturação, estabiliza-se a demanda, que doravante tenderá a cair, a menos que o produto passe por inovações. Na fase de declínio, as mudanças são inevitáveis, senão o produto ou o serviço acabarão sendo aniquilados. Além dessas similaridades, projetos são importantes na vida do produto ou do serviço, tanto na forma, como na aparência ou na funcionalidade, fatores fundamentais para a sobrevivência e o crescimento da organização. Flexibilidade de capacidade significa ter a possibilidade de aumentar ou diminuir rapidamente os níveis da produção ou mudar rapidamente a capacidade da produção de um produto ou serviço para outro. Essa flexibilidade é alcançada com fábricas, 3.3 | Gestão do processo produtivo 3.4 | Flexibilidade de capacidade Para saber mais Uma estratégia para melhoria do processo produtivo é estar próximo dos seus fornecedores de matéria-prima, isso lhe dará capacidade para aumentar a produtividade. Para conhecer um APL (Arranjo Produtivo Local) consulte o link a seguir. Disponível em: <https://goo.gl/jne2Qp>. Acesso em: 3 maio 2018. U4 - Processos e operações 127 processos e operários flexíveis, assim como através de estratégias que usam a capacidade de outras organizações. As empresas estão considerando cada vez mais a ideia da flexibilidade ao elaborarem suas cadeias de suprimentos, oferecendo treinamento e formação dos colaboradores visto que é fundamental para este processo de flexibilização. Veja um exemplo de um sistema produtivo na Figura 4.10. Ao trabalhar com fornecedores, elas podem integrar a capacidade a todos os seus sistemas. Fábricas flexíveis - talvez o máximo em flexibilidade de fábricas seja a que possui tempo zero de troca do processo de produção da linha. Usando equipamento móvel, paredes removíveis e utilidades facilmente acessíveis e que podem ser redirecionadas, uma fábrica assim consegue se adaptar rapidamente às mudanças. Uma analogia a um negócio familiar de serviços capta muito bem a ideia: uma fábrica com equipamento “fácil de instalar, desmontar e mover, como o circo de lona antigo”. Processos flexíveis - entre os exemplos de processos flexíveis, encontram-se os sistemas flexíveis de manufatura de um lado, e os equipamentos simples e de fácil montagem de outro. Essas duas abordagens tecnológicas propiciam mudanças rápidas e de custo baixo de uma linha de produtos para outra, permitindo as chamadas economias de escopo. Trabalhadores flexíveis - os trabalhadores flexíveis têm várias habilidades e conseguem mudar facilmente de uma tarefa para Figura 4.10 | Sistema produtivo de cadeiras Fonte: <https://goo.gl/a64nGm>. Acesso em: 3 maio 2018. U4 - Processos e operações128 outra. Eles precisam de treinamento mais abrangente do que os trabalhadores especializados, de gerentes e de um quadro de apoio que possa facilitar mudanças rápidas nas respectivas atribuições profissionais no menor tempo possível para satisfazer as exigências da qualidade do projeto, da produção e do custo. Isso deveacontecer no lançamento de um novo produto, em mudanças de projeto de produto ou em mudanças na demanda de um projeto já existente. Questão para reflexão Você sabe como são feitas as coisas que estão a nossa volta, como máquinas, equipamentos e quais foram os processos utilizados? Vamos pensar em algo fácil, por exemplo uma bicicleta, você sabe quais foram as etapas de produção, se máquinas e ferramentas foram utilizadas? Quais? Atividades de aprendizagem 1. Podemos dizer que manter, receber, armazenar ou acomodar produtos em uma indústria, ou ainda, outra definição: quantidade máxima de produção em um intervalo de tempo refere-se a: Assinale abaixo a alternativa que contempla os conceitos citados: a) Qualidade. b) Capacidade. c) Igualdade. d) Manutenção industrial. e) Estocagem. 2. Geralmente, o planejamento da capacidade é percebido de acordo com três durações de tempo, sendo eles curto, médio e longo prazo. Comente sobre o planejamento a longo prazo. U4 - Processos e operações 129 Seção 4 Execução da produção 4.1 | Introdução à produção A indústria tem a interligação e a evolução dos sistemas produtivos, a seleção do processo está relacionada à decisão estratégica de escolher que tipo de processo de produção deve ser utilizado para fazer um produto ou fornecer um serviço. Por exemplo, no que diz respeito aos veículos de uma determinada montadora, se o volume for muito baixo, um operário poderá montar manualmente cada um destes veículos. Em caso contrário, se o volume for mais alto, será conveniente estruturar uma linha de montagem. Os formatos, segundo os quais uma instalação é organizada, são definidos pelo padrão geral do fluxo de trabalho e há cinco estruturas básicas: projeto, centro de trabalho, célula de produção, linha de montagem e processo contínuo. É uma característica das organizações industriais que as mercadorias sejam produzidas por meio de matérias-primas. A produção pode ser conceituada como um caminho unidirecional de extensão finita que leva a transformação de matéria-prima em produtos e serviços, ou ainda, uma série de produtos intermediários, ou bens de capital a bens de consumo. Para Moreira (2012, p. 19), o “sistema de produção” é “um conjunto de elementos físicos e informacionais e de operações que, trabalhando harmonicamente, produz bens ou serviços. Um sistema de produção apresenta insumos, um processo propriamente dito e os resultados (produtos ou serviços).” Existem sistemas de produção extremamente variados e diferentes entre si. Entretanto, pense na operação de uma barbearia de bairro que funciona com dois ou três barbeiros e, eventualmente, uma ou duas manicures. Pense também na operação de uma fábrica Introdução à seção U4 - Processos e operações130 montadora de automóveis. Obviamente, há mais de uma diferença entre esses dois sistemas de produção. No caso da manufatura, duas grandezas servem de base à diferenciação: o volume de produção (quanto se produz) e a variedade produzida (grau de padronização). Na visão clássica, em geral, quanto maior o volume produzido, menor a variedade de produtos. O leitor deve ficar alerta, pois essa situação não é absoluta, a tecnologia avançada de produção (flexível ou programável) permite altos volumes de produção com grande variabilidade de produtos. Você já ouviu falar em Just in time? Esse sistema pode melhorar e muito a produção industrial. Just in time é um termo em inglês que quer dizer ao pé da letra “bem a tempo”, é uma metodologia que propõe a produção na quantidade certa no momento certo, ou seja, produzir num dado momento o que vai ser de uso imediato nem mais nem menos. Essa técnica foi elaborada pelos japoneses e difundida no mundo como método de provocar uma pequena revolução na forma produtiva de bens e serviços para produção do necessário no momento certo, assim como mostra a Figura 4.11. Figura 4.11 | Sistema Just in time Fonte: adaptada de <https://goo.gl/Uevasv>. Acesso em: 4 maio 2018. U4 - Processos e operações 131 Vamos tomar como exemplo uma fábrica que já trabalha com o sistema Just in time. Não existe desperdício, toda matéria-prima já vem na quantidade e qualidade certa, além disso, ela está disponível no momento exato em que ela será utilizada. Outro ponto de destaque é que uma fábrica que trabalha na metodologia Just in time só produz o que foi encomendado pelo cliente na quantidade que ele deseja. Tradicionalmente, uma empresa de manufatura compete em preço, qualidade, variedade, ou serviço com seus concorrentes. Agora, essas condições são meramente pré-requisitos para funcionalidade dos sistemas e permanência no mercado. Todas as empresas estão em busca de soluções para seus clientes, isso implica oferecer preços baixos, alta qualidade e bom atendimento. O principal fator competitivo torna-se então a velocidade e a qualidade na produção. Quanto menor o tempo de espera em que um fabricante pode fornecer nos seus produtos, maior será a probabilidade de que ele continue no mercado. Este é um sistema muito importante dentro das organizações produtivas, diante disso, vamos conhecer os sistemas de produção, com exceção dos sistemas que trabalham por encomenda, são do tipo “produção empurrada” que procuram prever as necessidades de produção e se preparar para elas. A produção é baseada em uma previsão da demanda, ou seja, a ideia é produzir antes para dispor dos produtos quando ela ocorrer. Em outras palavras, os produtos são “empurrados” pela previsão da demanda, pelo fluxo de produção como podemos ver na Figura 4.12. Se não houver demanda ou Para saber mais Certamente que você ficou interessado nesse assunto, quer conhecer mais? Acesse o link a seguir e veja mais dicas sobre o assunto Just in time. Disponível em: <https://goo.gl/o43wo7>. Acesso em: 4 maio 2018. 4.2 | Tipos de produção (puxada – empurrada) U4 - Processos e operações132 demorar a ocorrer nas quantidades previstas, haverá acúmulo de estoques com os consequentes custos associados. Para Moreira (2012, p. 59), “na filosofia Just in Time (JIT), a produção é puxada em vez de ser empurrada pela previsão da demanda. Qual é a lógica? Simples: os comandos para produzir em JIT começam no término da linha de produção, com a última estação de trabalho ou, alternativamente, começam com o cliente. A partir desse começo, caminham de trás para frente. Na sequência dos postos de trabalho, cada um requisita, do posto imediatamente anterior, a quantidade de produtos necessária. Não havendo essa requisição, não há produção. A consequência direta é que não são produzidos estoques em excesso. Para coordenar esse movimento de peças ou produtos de um posto de trabalho a outro, existem cartões chamados kanban que registram o que se necessita de um posto de trabalho e que deve ser transportado a outro. Esta é a razão pela qual o sistema é “puxado”, uma vez que o kanban “puxa” o que é preciso e não permite que haja produção em excesso. Os únicos produtos e as quantidades produzidas são aquelas que o cartão kanban especificou.” Figura 4.12 | Conceito de produção puxada versus empurrada Fonte: <https://goo.gl/KWDBdP>. Acesso em: 4 maio 2018. U4 - Processos e operações 133 A produção enxuta é um termo utilizado para definir uma filosofia de gerenciamento que procura otimizar a organização de forma a atender as necessidades do cliente no menor prazo possível, na mais alta qualidade, no mais baixo custo e, ao mesmo tempo, procura aumentar a segurança dos operadores envolvendo e integrando-os na manufatura. Para Moreira (2012, p. 60), “a produção enxuta abrange toda a organização, começando com as operações industriais (desenvolvimento de produtos, manufatura, organização e recursos Figura 4.13 | Sistema Kanban de produção Fonte:<https://goo.gl/ZSaz5x>. Acesso em: 4 maio 2018. Para saber mais Imagino que você quer saber mais sobre Kanban, então acesse o link e confira a explicação dessa metodologia tão importante para as organizações produtivas. Disponível em: <https://goo.gl/edo576>. Acesso em: 4 maio 2018. 4.3 | Conceito de produção enxuta U4 - Processos e operações134 humanos e apoio ao cliente), incluindo as redes de consumidores e fornecedores. O posto-chave é sua estruturação por meio de um conjunto de princípios, métodos e práticas, como qualidade perfeita logo na primeira vez, minimização de desperdício pela eliminação de todas as atividades que não acrescentam valor, melhoria contínua, flexibilidade e desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo com clientes e fornecedores. Como você já deve ter percebido, a expressão “produção enxuta” é sinônima da filosofia JIT (que muitos chamam de Sistema Toyota de Produção [STP]).” O objetivo da produção enxuta é a eliminação do desperdício em todas as fases, também conhecido como um fluxo ideal, uma ilustração do sistema pode mostrar pontos necessários de atenção como a Figura 4.14, em que todas as operações são feitas apenas se solicitado a partir do pedido de um cliente. Questão para reflexão Agora você conhece o sistema de produção Just in time, que utiliza como ferramenta de produção o Kanban, o qual visa não deixar faltar produtos para produção, ele pode ser utilizado apenas para sistemas de produção? Quais outras atividades podem utilizar esta ferramenta? Figura 4.14 | Produção enxuta Fonte: <https://goo.gl/pngiLi>. Acesso em: 4 maio 2018. U4 - Processos e operações 135 Nesta unidade, você pôde conhecer os princípios dos processos de produção. Processos e operações se resumem a uma gestão produtiva, ou seja, a roda que faz a indústria de transformação de produtos e serviços girar. Os conceitos vistos nesta unidade são aplicados nas indústrias do mundo todo, sejam de porte pequeno, médio ou grande, em todos os segmentos, ao menos em uma das fases do processo produtivo, serão utilizados os recursos aqui apresentados. Caro aluno, certamente você deseja ser um profissional de sucesso e se destacar no mercado, para isso, além dos Atividades de aprendizagem 1. Os sistemas produtivos são fundamentais para a realização da produção, seja ela puxada ou empurrada deve-se observar as necessidades do cliente e seguir o planejamento. Sobre o grande objetivo da produção enxuta, o que podemos dizer? 2. Quanto aos tipos de sistemas de produção, definimos que o sistema empurrado não utiliza estoque, sendo que o cliente é quem determina a produção. No sistema produtivo puxado, a produção é baseada em uma . Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna: a) Previsão da demanda. b) Programação de paradas de máquinas para manutenção. c) Expectativa de venda dos clientes. d) Crise internacional. e) Crise nacional. Fique ligado Para concluir o estudo da unidade U4 - Processos e operações136 conceitos apresentados nesta seção, você deve buscar muito mais conhecimento, estude sempre todas as técnicas utilizadas pelas indústrias, mesmo que você não esteja trabalhando em um determinado setor que adote outras técnicas, o conhecimento é o que vai transformar você em um profissional de sucesso. Parabéns, caro aluno, se você chegou até este ponto lendo os conceitos, você já adquiriu ao menos um pouco do conhecimento que procuramos transmitir nestas páginas. Desejamos muito sucesso para você! Bons estudos! Atividades de aprendizagem da unidade 1. As organizações de negócios têm três áreas funcionais básicas. Não importa se o negócio é uma loja de varejo, um hospital, uma fábrica, lavagem de carros ou algum outro tipo de negócio, todas as organizações empresariais devem ter estas três funções básicas. Assinale abaixo a alternativa que apresenta a resposta para as áreas fundamentais de uma organização: a) Começo, meio e fim. b) Qualidade, produtividade, planejamento. c) Produtividade, limpeza, vendas. d) Finanças, operações, mercado. e) Projeto, controle, negociação. 2. As máquinas e ferramentas livram o homem do trabalho pesado, de certa maneira, as invenções do século XIII revolucionaram e foram responsáveis pelo aumento da produtividade. Assinale a alternativa que melhor define sistema de produção. a) Conjunto de atividades e operações inter-relacionadas envolvidas na produção de bens ou serviços. b) Linha de máquinas e ou montagem com objetivo de produzir um produto especifico para livrar o homem do trabalho pesado. U4 - Processos e operações 137 3. O marketing influencia a competitividade de várias maneiras, incluindo a identificação do consumidor desejos, necessidades, preços, publicidade e promoção. Assinale alternativa que apresenta o fator-chave nas decisões de compra do consumidor. a) Design e inovação. b) Preço e qualidade. c) Tamanho e design. 4. As operações em uma indústria têm uma grande influência na competitividade por meio do design de produtos e serviços, custo, localização, qualidade, tempo de resposta, flexibilidade, inventário e gerenciamento da cadeia de suprimentos e serviço. Muitos desses estão inter-relacionados. O design de produtos e serviços deve refletir os esforços conjuntos de muitas áreas da empresa para alcançar uma correspondência entre recursos , recursos de , recursos da e o que o consumidor necessita. Características especiais de um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas decisões de compra do consumidor, entre eles, podemos destacar a inovação e o tempo de colocação no mercado. Assinale a alternativa que complete as lacunas corretamente. a) Financeiros, operações, cadeia de suprimentos. b) Materiais, mão de obra, qualidade total. c) Quantitativos, qualidade, mão de obra. d) Produtivos, inatividade, interatividade de pessoas. e) Lógicos, programação, ferramenta de gerenciamento. c) Os sistemas de produção podem ser definidos somente de duas maneiras, produção puxada e produção kanban. d) Sistemas de produção eficientes são aqueles em que não ocorrem manutenções corretivas. e) Sistemas de produção são considerados efetivos somente quando atuam com qualidade e são isentos de manutenção corretiva, atuando somente na prevenção. d) Propaganda e marketing. e) Marketing e qualidade. U4 - Processos e operações138 5. O design de produtos e serviços deve refletir os esforços conjuntos de muitas áreas da empresa para alcançar uma correspondência entre recursos financeiros, recursos de operações, recursos da cadeia de suprimentos e o que o consumidor necessita. Características especiais de um produto ou serviço pode ser um fator-chave nas decisões de compra do consumidor, entre eles, podemos destacar a inovação e o tempo de colocação no mercado. Assinale abaixo a alternativa que apresenta o item relacionado a produção: a) Definir os padrões (custo, qualidade, produtividade, etc.) pelos quais será julgado o desempenho da produção. b) Montar um plano de manutenção eficiente que não deixe o equipamento falhar. c) Efetuar uma previsão de clientes satisfeitos e clientes insatisfeitos, atuar com ferramentas de qualidade para resolução do problema. d) Vender pelo custo mais baixo, mesmo que a organização não tenha lucratividade, pois o cliente satisfeito é a melhor estratégia. e) Economizar em treinamento pessoal, investindo assim em equipamentos mais tecnológicos, certamente com equipamentos modernos será um ótimo marketing entre os clientes. Referências MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. 2. ed. Revista e ampliada. São Paulo: Cengage Learning Editores, 2012. MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. São Paulo: Saraiva, 2012. 152 p. (Temas essenciais de administração). JACOBS,F. R.; CHASE, R. B. Administração da produção e operações. Porto Alegre: Bookman, 2009. Anotações Anotações Anotações Anotações Anotações