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Instituto de Biociências Universidade de São Paulo 2016 POSSIBILIDADES DIDATICAS PARA O ENSINO DE ZOOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA VOLUME I Rosana Louro Ferreira Silva Thiago Marinho Del Corso (Organizadores) São Paulo 2016 POSSIBILIDADES DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE ZOOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA VOLUME I Rosana Louro Ferreira Silva Thiago Marinho Del Corso (Organizadoras) Instituto de Biociências Universidade de São Paulo 2016 Ficha catalográfica Possibilidades didáticas para o ensino de Zoologia na educação básica – volume I / Organização de Rosana Louro Ferreira Silva, Thiago Marinho Del Corso. -- São Paulo : Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, 2016. v. 1 220 p. : il. ISBN 978-85-85658-64-9 1. Zoologia. 2. Práticas de ensino. 3. Sequências Didáticas I. Silva, Rosana Louro Ferreira. II. Del Corso, Thiago Marinho. 3. Título: Possibilidades Didáticas para o ensino de Zoologia na educação básica. SUMÁRIO APRESENTAÇÃO............................................................................................................4 INTRODUÇÃO.................................................................................................................7 SUGESTÕES: I – Adaptação dos grupos de invertebrados a diferentes ambientes..................................9 Caian Gerolamo, Irina Barros, Mayra Sato, Vinícius Carvalho II – Introdução à Sistemática Filogenética......................................................................26 Carolina Sconfienza Faria, Tamiris Imaeda Yassumoto III – Diferenciação dos grupos animais e processo de extinção......................................55 Carolina Perozzi Guedes de Azevedo, Mariana Draque Vasconcelos IV – Invertebrados: quem são eles?.................................................................................72 Claudia Saito, Luciana Sato, Raíssa Milanelli, Raul Teixeira V – Diversidade dos seres vivos: fatores de ameaça e o papel do ser humano na conservação das espécies..........................................................................................90 Diego Bitencourt Mañas, Enrico Cacella, Gabriel Borgheti de Figueiredo, Vinicius Leonardo Biffi VI – Integrando diversidade e evolução........................................................................108 Lucas Paoliello Medeiros, Marina Minto Cararo, Paula Amaral de Carvalho VII – Ensino de Zoologia com ênfase em classificação................................................124 Camila Camata, Daniela Alvelos, Naomi Nakao, Natalie Brito, Vanessa Simões VIII – Parasitoses: do parasita à prevenção...................................................................171 Cristina dos Santos Silva, Renan Henrique Domingos, Roberta Neves Gago Rodrigues IX – Evolução e noções de Sistemática Filogenética...................................................201 Léa Ludovico Bozzini e Victor Giovannetti 4 APRESENTAÇÃO A coleção “Possibilidades didáticas no ensino de Zoologia” trata-se de um conjunto de sequências didáticas voltadas a possibilitar ideias inovadoras para dinamizar o ensino de Zoologia na educação básica, produzidas de forma colaborativa por alunos e alunas do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas participantes da disciplina “BIZ0307 - Contexto e práticas no Ensino de Zoologia”, com a orientação da professora da disciplina e dos monitores. A disciplina tem por objetivos propiciar aos licenciandos: desenvolver sequências didáticas que articulem diversidade e filogenia dos animais; analisar e discutir a seleção de conteúdos, estratégias didáticas e instrumentos de avaliação no Ensino de Biologia; refletir sobre Ensino de Zoologia na escola básica e em outros espaços educativos; elaborar e analisar diferentes recursos didáticos, tais como texto, multimídia, modelos, imagens, jogos, filmes, animações; reconhecer o campo de pesquisa em Ensino de Biologia. Após analisar como a Zoologia se expressa nos currículos de ensino fundamental II e médio, a disciplina apresentou para discussão artigos de pesquisa que criticam o ensino meramente memorístico e descritivo dos animais na educação básica, o que distancia o interesse dos jovens, e propõem um ensino na perspectiva ecológico- evolutiva. Também são apresentadas contribuições das perspectivas da educação ambiental crítica para pensar atividades que permitam a discussão de temáticas controversas que envolvam os animais e a busca pela conservação da biodiversidade. Nas aulas em que os grupos apresentavam essas produções, constituídas da sequência didática e de um recurso didático, foram convidados professores da educação básica da rede pública e privada do ensino, que assistiram, contribuíram e auxiliaram na avaliação dos trabalhos. Neste volume, apresentamos a primeira sistematização desse trabalho, desenvolvida junto à turma que cursos a disciplina em 2013. São apresentadas nove sugestões construídas por licenciandos, com orientação e supervisão da docente do curso, que buscaram considerar deferentes elementos da alfabetização científica, que possibilitassem situações de ensino em que a compreensão do conhecimento científico seja acompanhada de discussões e questionamentos sobre sua aplicação no cotidiano dos estudantes, para que este seja capaz de participar de decisões que envolvam questões sócio científicas de forma fundamentada e responsável. 5 Tais sugestões não devem ser tomadas como um manual a ser seguido rigidamente. O professor, no exercício de sua autonomia intelectual, pode utilizar as propostas e os materiais disponibilizados conforme as características do currículo, do contexto, dos alunos e de seu próprio perfil docente. Os materiais didáticos criados podem ser reproduzidos nas escolas com auxílio dos próprios estudantes em sua confecção. Cientes dos novos desafios colocados aos professores de Ciências e Biologia, frente à uma produção de conhecimento científico crescente, às diferentes tecnologias de informação e comunicação que fazem parte do cotidiano dos alunos, embora nem sempre incorporadas de maneira adequada na escola, à emergência de questões sócio científicas, às avaliações externas e às exigências cada vez maiores dos processos seletivos do ensino superior que influenciam a educação básica, o material pretende apresentar uma pequena contribuição didática para a exploração da área de Zoologia de forma significativa, lúdica e contextualizada. Agradeço imensamente aos alunos da disciplina, proponentes das sequências didáticas, com os quais compartilhei as discussões daquele semestre e que encararam o desafio de produzir materiais que pudessem ser disponibilizados não só entre os colegas do curso, mas também para todos os professores e professoras da educação básica, em uma perspectiva de articulação entre o ensino e a extensão universitária. Agradeço, ainda, ao doutorando Thiago Del Corso, que auxiliou na organização desse volume e que, na época dessa turma, era monitor do Laboratório de Licenciatura, e ao mestrando Gabriel de Moura Silva por seu trabalho cuidadoso de revisão dos textos, e a todos os professores da educação básica que participaram da apresentação e deram sugestões para a melhoria das sequências. Rosana Louro Ferreira Silva Docente da disciplina BIZ0307 e organizadora da coleção 6 Turma de 2013 da disciplina “CONTEXTO E PRÁTICAS NO ENSINO DE ZOOLOGIA” Instituto de Biociências – Universidade de São Paulo (USP) Docente: Rosana Louro Ferreira Silva Estudantes de Licenciatura autores de roteiros: Caian Souza Gerolamo Camila Camata Santos CarolinaPerozzi Guedes de Azevedo Carolina Sconfienza Faria Claudia Akemi Saito Cristina dos Santos Silva Diego Bitencourt Manas Daniela Marques de Alvelos Enrico de Vincenzo Cacella Gabriel Borgheti de Figueiredo Irina Birskis Barros Lea Ludovico Bozzini Luciana Mayumi Sato Lucas Paoliello de Medeiros Marina Minto Cararo Mariana Draque Vasconcelos Mayra Sato Naomi Nakao Natalie Brito Domingos Paula Amaral de Carvalho Raíssa Milanelli Ferreira Raul Teixeira Francisco Renan Henrique Domingos Roberta Neves Gago Rodrigues Tamiris Imaeda Yassumoto Vanessa Simoes Victor Giovannetti Vinicius Jardim Carvalho Vinicius Leonardo Biffi 7 INTRODUÇÃO A proposição de sequências didáticas se mostra um importante instrumento de planejamento do ensino e reflexão da prática pedagógica, possibilitando ao professor trabalhar com variadas estratégias didáticas, além de aproximar conteúdos curriculares dos aspectos sociais e culturais dos ambientes escolares, fatores imprescindíveis para contextualizar e ampliar o repertório dos estudantes na educação básica. Este livro, elaborado por licenciandos no curso de Ciências Biológicas da USP sob a supervisão da Profa. Dra. Rosana Louro Ferreira Silva, é um convite para conhecer uma série de nove sequências didáticas que abordam o tema do ensino de Zoologia, que encontra aqui uma abordagem diversificada para aqueles que não querem restringir suas aulas a uma lista de nomes de animais e suas características. As sequências didáticas foram construídas a partir de um modelo básico, contemplando as seguintes seções: contextos, que trazem justificativas para trabalhar os conteúdos selecionados, uma apresentação geral do tema referenciada na literatura e o momento do curso em que a sequência deve ser aplicada; objetivos de ensino da sequência geral, associando aos conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais; material, constando inclusive o(s) recurso(s) didático(s) desenvolvidos pelos licenciandos, neste livro representado por jogos, simulações e dioramas; dinâmica, onde são descritos os passos de cada aula; avaliação; bibliografia consultada e sugerida e; anexos. Adaptação dos grupos de invertebrados a diferentes ambiente aborda, numa perspectiva evolutiva, as adaptações dos grupos de invertebrados a diferentes ambientes. O jogo “Bicho-a-Bicho”, inspirado no famoso cara-a-cara, no qual cada participante tem uma prancha com figuras de diferentes organismos do grupo, traz perguntas sobre a morfologia e fisiologia de organismo no intuito de descobrir qual figura está na mão do adversário. Em Introdução à Sistemática Filogenética se trabalha a filogenia, querendo escapar da tradicional abordagem Lineana. Esta sequência traz um curioso jogo - “Kiirus: o jogo da evolução da diversidade biológica” – que trata o ambiente e suas modificações, discutindo mutações, seleção natural e aleatoriedade. Ainda, propõe um estudo de caso com tomada de decisão usando as ferramentas de classificação discutidas. 8 Uma adaptação do jogo “Mau-Mau”, “Can Can” ou “Uno” caracteriza a Sequência Didática Diferenciação dos grupos animais e processo de extinção, que aborda o perigo do agravamento das extinções pelas ações antrópicas. No jogo criado - “Mau-Mau das extinções” – discutem-se eventos catastróficos, extinção dos animais estratégicas de conservação e planos de ação. Invertebrados: quem são eles? É uma sequência didática que aposta numa diversificação grande de estratégias para apresentar cada um dos Filos do Reino Animalia/Metazoa estudados no ensino básico e culmina com um jogo que aborda impactos ambientais e a interdependência dos seres vivos. Traz também uma dramatização sobre saúde pública. Diversidade dos seres vivos: fatores de ameaça e o papel do ser humano na conservação das espécies cria, como forma de revisar, aprender e memorizar o jogo “Dominó Filogenético”, que aborda os conceitos básicos relacionados aos Filos estudados em zoologia no ensino médio, e propõe seminários sobre os Biomas brasileiros ao fim da sequencia didática. Em Integrando diversidade e evolução, destaca-se o jogo– “Qual é a filogenia?” que pretende dar um sentido evolutivo à classificação biológica e mostrar a conexão entre a imensa biodiversidade e a evolução. Há também proposição de saída de campo ao Jardim Zoológico de São Paulo. A estratégia adotada em Ensino de Zoologia com ênfase em classificação Para trabalhar o grupo Chordata consiste na seleção de trechos de filmes dos principais grandes subgrupos. Após a exibição os alunos devem buscar características morfológicas externas presentes no grupo. Vários dos grupos de animais estudados no ensino básico são parasitas humanos de relevante importância médica, e conhecer essas parasitoses e os diversos aspectos que as circundam (profilaxia, sintomas, transmissão etc.) é o objetivo de Parasitoses: do parasita à prevenção. Evolução e noções de Sistemática Filogenética encerra este volume abordando os caminhos clássicos do pensamento evolutivo de Darwin e Lamarck, a partir de aulas expositivo-dialogadas, listas de exercícios, leituras científicas, estudos de caso simples e o jogo Tabu Filogenético. Thiago Marinho Del-Corso – organizador 9 SUGESTÃO I – ADAPTAÇÃO DOS GRUPOS DE INVERTEBRADOS A DIFERENTES AMBIENTES Sumário AUTORES: Caian Gerolamo, Irina Barros, Mayra Sato e Vinícius Carvalho PÚBLICO-ALVO: Ensino Médio. CONTEXTO: O tema evolução é complexo, exige um grande cuidado quando é tratado em sala de aula. Amorim (2008) alerta para uma constante desarticulação entre o ensino sobre processos evolutivos e a abordagem da diversidade biológica, principalmente no estudo de Zoologia e Botânica. Particularmente no ensino em Zoologia, percebe-se uma dependência da sistemática Lineana e uma ênfase a memorização das características dos grupos, fazendo com que o aprendizado em zoologia seja fragmentado, dificultando também a compreensão sobre os processos evolutivos subjacentes àquelas características (SILVA et al. 2013). Decidimos então tentar uma nova abordagem no ensino dos grupos de invertebrados, a partir de uma abordagem de adaptação à vida na água, terra e ao voo. Dessa maneira, os estudantes poderão associar características morfológicas dos grupos de animais invertebrados às estratégias de vida em seus respectivos hábitats. O conhecimento sobre os diferentes grupos de invertebrados é de grande relevância, uma vez que permite uma melhor compreensão da diversidade da vida animal e maior entendimento sobre as diferentes formas existentes para a conservação. Além disso, é de extrema importância para as questões relacionadas à saúde pública e para que haja uma melhor relação dos animais com o cotidiano do aluno. A utilização de uma metodologia que aborda um foco diferente do tradicional para aplicar os conceitos e apresentar os grupos referentes aos filos de invertebrados é discutida também por Silva e colaboradores (2013). Nele, os alunos fazem uma divisão ecológica dos animais de acordo com o ambiente em que vivem e essa visão é recontextualizada pela professora utilizando conceitos morfológicos e dando um enfoque evolutivo. Na presente sequência, apesar dos grupos serem apresentados de acordo com o ambiente em que vivem, o professor deve sempre abordar os processos evolutivos. A aplicação do jogo interativo apresentado, Bicho-a-Bicho, amplia a 10 possibilidade de aprendizagem e de interação entre os alunos e com os assuntos apresentados em sala de aula. Assim, como citado no texto Santos e colaboradores (2010), o uso dessa forma de jogo apresenta-se como um instrumento adequado para o entendimento de processos de construção do conhecimento, muito explorado desde Piaget. OBJETIVOS: Ao final da Sequência Didática (SD), o aluno deverá ser capaz de: 1. distinguir, combase em características morfológicas, os diferentes grupos de invertebrados; 2. relacionar as características morfológicas dos animais aos seus respectivos habitats; 3. argumentar sobre a importância de conservação das diferentes formas de vida; 4. relacionar a importância dos grupos de invertebrados ao cotidiano. MATERIAL: Video “Sponge Reproduction“ para ilustrar a aula 3: www.youtube.com/watch?v=puW70OoKtWY&hd=1%C2%BA Acesso em 10/05/2015. Video “Dragonfly larvae hunting backswimmers” para ilustrar a aula 5: www.youtube.com/watch?v=pkOpWKyM_go&hd=1 Acesso em 10/05/2015. Jogo “Bicho a Bicho” para a aula 9 Como material didático desenvolvemos um jogo que tem como objetivo ajudar na compreensão e memorização das características dos diferentes grupos de invertebrados. Esse jogo segue o mesmo padrão do jogo “cara-a-cara”, no qual cada participante tem uma prancha com figuras de diferentes organismos do grupo. São eles: porífera, cnidária, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos. Há várias fichas com as mesmas fotos que estão nas pranchas. Cada jogador deverá escolher uma dessas fichas e, fazendo perguntas sobre a morfologia e fisiologia do organismo, descobrir qual a figura está na mão do adversário usando a sua prancha como guia. A cada rodada o aluno tem o direito de fazer uma pergunta, de resposta sim ou não para o seu adversário. De acordo com a resposta o jogador abaixa uma ou mais figuras da sua prancha, até que reste uma ou que o jogador descubra qual é o animal. O jogador só tem uma chance de tentar desvendar qual é o animal e, caso erre, perde o jogo. https://www.youtube.com/watch?v=puW70OoKtWY&hd=1%C2%BA https://www.youtube.com/watch?v=pkOpWKyM_go&hd=1 11 DINÂMICA: A sequência didática é composta por nove aulas de 50 minutos, sendo que alguns conhecimentos prévios como conceitos básicos de Sistemática e Taxonomia são necessários. O tema “Conquista de diferentes ambientes” será apresentado, bem como uma caracterização de adaptações morfológicas aos diferentes ambientes e discussões pontuais sobre a importância dos grupos nos contextos ambientais em que estão inseridos. Aulas expositivo-dialogadas, aulas práticas com material didático e discussões em grupo serão as estratégias didáticas utilizadas. Aula 1: Vida no ambiente aquático O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Especificidades físicas da água: empuxo Adaptações necessárias Histórico de conquistas do ambiente aquático: Ocorreu uma vez? Ou várias vezes? Quando? Contextualização do ambiente Objetivos: o aluno deverá ser capaz de descrever as principais adaptações necessárias à vida na água pelos animais. Aula 2: Vida no ambiente aquático O vídeo intitulado “Sponge Reproduction”, descrito anteriormente, pode ser utilizado para ilustrar o grupo Porífera. O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos exclusivamente aquáticos: Porífera, Cnidária e Echinodermata Que características desses grupos os tornaram exclusivamente aquáticos? Estratégia didática: Discussão Proposta: Grupos exclusivamente aquáticos tiveram menor sucesso evolutivo? Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características de porífera, cnidária e echinodermatha que os tornam exclusivamente aquáticos. 12 Aula 3: Vida no ambiente aquático O professor deverá, fazendo uso de aula expositiva-dialogada, dialogar sobre assuntos abaixo listados e também promover uma discussão. Grupos com representantes aquáticos: Plathelminthes e Nemathelminthes. Que características desses grupos os permitem viver na água? Importância para o ser humano: parasitas Proposta para discussão: relação dos ambientes aquáticos no ciclo de vida desses animais. Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos vermes que os permitem viver na água e exemplificar os parasitas de ambos os grupos. Aula 4: Vida no ambiente aquático O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos com representantes aquáticos: Annelida e Mollusca Que características desses grupos os permitem viver na água? Apresentação de vídeos demonstrando a locomoção dos animais Aula prática com a demonstração de exemplares Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos anelídeos e moluscos que os permitem viver na água. Aula 5: Vida no ambiente aquático O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos com representantes aquáticos: Arthropoda Quais classes de Arthropoda possuem representares aquáticos? Aula prática com demonstração de exemplares Promover discussão segundo a seguinte proposta: Proposta: quais as diferenças entre crustáceos, aracnídeos e insetos aquáticos? Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos artrópodes que os permitem viver na/voltar para a água. 13 Aula 6: Vida no ambiente terrestre O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos com representantes terrestres: Annelida e Mollusca Limitações à vida terrestre: necessitam umidade Aula prática com demonstração de exemplares. Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos grupos que os permitem viver na terra e quais limitam a vida neste ambiente. Aula 7: Vida no ambiente terrestre O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos com representantes terrestres: Arthropoda Conquista total do ambiente terrestre; ênfase em Arachnida Aula prática com demonstração de exemplares Promover discussão segundo a seguinte proposta: Proposta: os aracnídeos podem ser considerados mais sucedidos evolutivamente do que moluscos e anelídeos terrestres? Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos artrópodes (principalmente aracnídeos) que os permitiram conquistar totalmente o ambiente terrestre. Aula 8: Vida no ambiente aéreo – voo. O professor, em uma aula expositiva-dialogada, deve tratar dos seguintes assuntos: Grupos com representantes terrestres: Arthropoda Aquisição do voo por Insecta Características que foram além da conquista do meio terrestre: retenção de água ainda maior do que nos outros grupos. Aula prática com demonstração de exemplares Promover discussão segundo a seguinte proposta: Proposta: a aquisição do voo pelos insetos torna-os mais bem sucedidos do que outros grupos? Objetivos: o aluno deverá ser capaz de relacionar características dos insetos que os permitiram voar. 14 Aula 9: Atividade final - Aplicação do jogo “Bicho a Bicho” Como avaliação final será considerada a participação dos alunos ao longo das aulas e produção das fichas. Objetivos: Fechamento dos temas abordados nas aulas utilizando as fichas e aplicando esses conceitos da sequência. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: Amorim, D. S. Paradigmas pré-evolucionistas, espécies ancestrais e o ensino de zoologia e botânica. Ciência & Ambiente, Santa Maria, v. 36, p. 125-150. 2008. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área. Luís Carlos de Menezes. – 1. ed. atual. – São Paulo: SE. 2013 SANTOS C. C.; ORTEGA, A. C.; QUEIROZ, S. S. Equilibração e tomada de consciência: análise do jogo Cara-a-Cara. Arquivo Brasileiro Psicologia, V. 62, N. 3. Rio de Janeiro. 2010. SILVA N, R.; SÁ, T. S.; MUNIZ, C. R. R.; SARMENTO, A. C. H.; EL-HANI, C. N.; ALMEIDA, R. O. Introduzindo o pensamento filogenético no ensino de zoologia através de uma dinâmica declassificação de invertebrados. IX Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências – IX ENPEC. 2013. 15 ANEXOS ANEXO 1: Jogo Bicho-a-bicho: • Dois tabuleiros de Papel desenho (A4 - Alcalino 210 x 297 - 176gm²), com o tracejado marcado para recorte. • Três conjuntos de imagens dos personagens de invertebrados (24 cartões azuis e 24 vermelhos para ser colado no tabuleiro e 24 brancos para utilizar como cartões livres). • Um manual de instrução • Dois guias de perguntas Manual de instrução do jogo: Idade: a partir de 14 anos (3° E.M.) Objetivo didático: Relacionar informações adquiridas em aula sobre os invertebrados e elaborar questões no contexto evolutivo Objetivo do jogo: Adivinhar o personagem escolhido pelo adversário com base em pistas sobre suas características e grupos representantes Participantes: dois, mas pode ser jogado por dois grupos Material necessário: Dois tabuleiros com 24 personagens de invertebrados, tendo imagens iguais em cada lado, identificadas com nome. Cartas com as mesmas imagens e um guia de perguntas. Como se joga: Cada jogador escolhe uma carta de um monte, sem mostrá-la. O primeiro jogador pergunta ao outro sobre uma característica física tentando adivinhar primeiro a qual grande grupo pertence o personagem. Por exemplo, o jogador pergunta se o personagem é triblástico, se a resposta for sim, ele abaixa todos os personagens que não são triblásticos. Depois é a vez do outro jogador perguntar, assim os jogadores vão se alternando, perguntando uma característica por vez, até adivinharem quem é o personagem do adversário, se errar perde o jogo. Guia de perguntas: O seu personagem é: Aquático x Terrestre x Voador x Parasita Celomado x Acelomado Triblástico x Diblástico Sistema Nervoso - Difuso x Ganglionar Corpo segmentado x Não segmentado Sistema Digestório: Completo x Não completo Filtrador x raspador x predador Protostômico x Deuterostômico 16 Ficha comparativa dos grupos animais: FILO PORIFERO CNIDARIO PLATELMINTES NEMATELMINTE ANELIDEOS MOLUSCO ARTRÓPODE EQUINODERMOS CORDADOS Habitat / Modo de vida marinhos marinhos Aquáticos ou parasitas Aquáticos ou parasitas Aquáticos ou terrestres Aquáticos ou terrestres Aquáticos, terrestres e voadores Marinhos Aquáticos ou terrestres Tecido embrionário Não apresenta Diblástico triblástico triblástico triblástico triblástico triblástico triblástico triblástico Celoma Não apresenta Não apresenta Acelomado Psceudocelomado celomado celomado celomado celomado celomado Blastóporo Não apresenta 1 abertura 1 abertura Protostômio Protostômio Protostômio Protostômio Deuterostômio Deuterostômio Simetria Assimétrico Radial Bilateral Bilateral Bilateral Bilateral Bilateral Larva Bilateral Adulto radial Bilateral Metameria Não apresenta Não apresenta Não apresenta Não apresenta apresenta Não apresenta Apresenta (Tendência a fusão) Não apresenta Apresenta (Músculos e vertebras) Esqueleto Espiculas e fibras proteicas mesogleia Não apresenta Esqueleto hidrostático Esqueleto hidrostático Exoesqueleto incompleto Exoesqueleto quitinoso Endoesqueleto Endoesqueleto Digestão Filtradores intracelular intra e extracelular intra e extracelular intra e extracelular Completa e Extracelular Incompleta ntra e extracelular Completa e Extraceleular Completa e Extraceleular Completa e Extraceleular Circulação Não apresenta (Coanócito) Não apresenta Não apresenta Não apresenta Fechada Aberta e fechada Aberta Pseudo hemal Fechada e aberta Excreção Difusão Difusão Célula flama Tubo em H Nefrídeos Nefrideos Tubos de malpighi; gl. Coxais e gl. verdes difusão Rins com nefrideos Representant es Esponja do mar Pólipo e medusa planaria, esquistossomo Lombriga, filariose Minhoca, poliqueta Caramujo, polvo, bivalve Formiga, aranha, siri Estrela do mar Peixes, anfibios 17 Cartas do jogo: 18 19 20 21 22 23 24 25 Fonte das Imagens: Poríferos: http://flickrhivemind.net/User/swee-cheng/Interesting Cnidários: http://www.reefcorner.org/forum/topic.asp?TOPIC_ID=97967 http://www.qieducacao.com/2013/04/cnidarios-1.html Platyhelminthes: http://pontociencia.org.br/imgdb/experimentos http://www.oocities.org/maquaticos/reprodsolium.jpg http://boletim.ifsc.usp.br/img_noticias/23062008-747.jpg Nemathelminthes: http://www.grupoescolar.com/a/b/EB078.jpg http://interna.coceducacao.com.br/ebook/content/pictures/2002-21-142-15-i003.jpg Molusco: http://1.bp.blogspot.com/-Shf9F- U7kU/UkGqGmlE9sI/AAAAAAAAAME/O6bt46a6_Po/s1600/moluscos+02.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/64/Grapevinesnail_01a.jpg http://api.fmanager.net/files/fossils/SC2577_bivalve.jpg Anelídeos: http://alojoptico.us.es/portaleto/locomo_sanguijuelas/ http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/07/mais-vida-marinha http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/2/78oligoqueta.jpg Artrópodes: http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/uploads/2012/09/Insetos-Imagens-2.jpg http://1.bp.blogspot.com/_RBODBL1YwcA/TN2gEI11cHI/AAAAAAAAACg/AAV4boPD hkU/s1600/aracnideos.jpg http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/11020205.jpeg http://doidoporformigas.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html http://www.geralforum.com/board/1093/522353/os-segredos-do-veneno-dos-escorpioes.html http://sanizoo.blogspot.com.br/2011/12/caranguejo.html Equinodermos: http://3.bp.blogspot.com/- oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+ 22.jpg http://www.wikinoticia.com/images2//elblogverde.com/wp- content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/08/crinoide-lirios-mar.jpg OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://flickrhivemind.net/User/swee-cheng/Interesting http://www.reefcorner.org/forum/topic.asp?TOPIC_ID=97967 http://www.qieducacao.com/2013/04/cnidarios-1.html http://pontociencia.org.br/imgdb/experimentos http://www.oocities.org/maquaticos/reprodsolium.jpg http://boletim.ifsc.usp.br/img_noticias/23062008-747.jpg http://www.grupoescolar.com/a/b/EB078.jpg http://interna.coceducacao.com.br/ebook/content/pictures/2002-21-142-15-i003.jpg http://1.bp.blogspot.com/-Shf9F-U7kU/UkGqGmlE9sI/AAAAAAAAAME/O6bt46a6_Po/s1600/moluscos+02.jpg http://1.bp.blogspot.com/-Shf9F-U7kU/UkGqGmlE9sI/AAAAAAAAAME/O6bt46a6_Po/s1600/moluscos+02.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/64/Grapevinesnail_01a.jpg http://api.fmanager.net/files/fossils/SC2577_bivalve.jpg http://alojoptico.us.es/portaleto/locomo_sanguijuelas/ http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/07/mais-vida-marinha http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/2/78oligoqueta.jpg http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/uploads/2012/09/Insetos-Imagens-2.jpg http://1.bp.blogspot.com/_RBODBL1YwcA/TN2gEI11cHI/AAAAAAAAACg/AAV4boPDhkU/s1600/aracnideos.jpg http://1.bp.blogspot.com/_RBODBL1YwcA/TN2gEI11cHI/AAAAAAAAACg/AAV4boPDhkU/s1600/aracnideos.jpg http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/11020205.jpeg http://doidoporformigas.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html http://www.geralforum.com/board/1093/522353/os-segredos-do-veneno-dos-escorpioes.html http://sanizoo.blogspot.com.br/2011/12/caranguejo.html http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpg http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpg http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpghttp://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.wikinoticia.com/images2/elblogverde.com/wp-content/uploads/2011/07/ErizodeMar.jp http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/08/crinoide-lirios-mar.jpg 26 SUGESTÃO II – INTRODUÇÃO À SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA Sumário AUTORES: Carolina Sconfienza Faria, Tamiris Imaeda Yassumoto PÚBLICO-ALVO: 6° e 7° ano do Ensino Fundamental II CONTEXTO: O tema foi escolhido devido à importância de se introduzir o conceito de ligação histórica entre as espécies, de ancestralidade, em oposição à visão idealista-essencialista ou à mera apresentação dos grupos animais sem contextualização. A sequência didática será desenvolvida com base em aulas expositivas, conversas com os alunos, uma visita didática ao projeto Estação Biologia e um jogo desenvolvido por esta equipe. OBJETIVOS: Ao final da Sequência Didática (SD), o aluno deverá ser capaz de: 1. Compreender os conceitos de evolução e seleção natural. 2. Entender o porquê da classificação em Zoologia e como ela é feita na Sistemática Filogenética. 3. Conseguir interpretar corretamente árvores filogenéticas simples. 4. Aplicar os conhecimentos de classificação de animais em uma situação de tomada de decisão. MATERIAL: Construção de árvore filogenética – Anexo 1 Jogo “Kiirus”: o jogo da evolução da diversidade biológica” – Anexo 2 Figuras peixes e filogenias de Peixes – Anexo 3 Figuras Avaliação - Anexo 4 Power Point 27 DINÂMICA: Aula 1: Classificação Aula expositiva-dialogada tratando dos seguintes assuntos: Discussão sobre classificações e por que classificar, levantamento de conhecimentos prévios sobre critérios de classificação (de objetos, palavras, seres vivos) através de questões orais propostas à sala (apresentar exemplo do dicionário). Levantamento de conhecimentos prévios sobre a diversidade de seres vivos para saber que grupos de organismos eles conhecem. Fornecer aos alunos imagens de diversos animais (incluindo os que estarão presentes na visita à Estação Biologia) e pedir que os classifiquem de acordo com seu entendimento. Com base nas classificações feitas pelos alunos, discutir se classificações são estanques. Ex.: Em um guarda-roupa, uma blusa pode ser classificada por cor ou modelo. Um aluno pode ter colocado o pinguim junto ao galo por serem classificados como aves, enquanto outro aluno pode tê-los deixados separados porque o pinguim vive em locais frios e o galo não. Objetivos: Esta aula tem como objetivo evidenciar os conhecimentos prévios dos alunos para que o professor possa guiar as atividades da sequência de maneira mais adequada. O outro objetivo é que os alunos possam refletir sobre os motivos de se classificar e sobre os diferentes critérios possíveis. Aula 2: Evolução e Seleção Natural Aula teórico-expositiva sobre teoria da evolução e seleção natural. Objetivo: que os alunos tenham um primeiro contato formal com esses conceitos. Aula 3: Visita à Estação Biologia – Atividade: Trilha da Biodiversidade. Estação Biologia é um projeto de extensão universitária do Instituto de Biociências da USP – Atividade: Trilha da Biodiversidade. Descrição da atividade: É apresentada uma noção geral de biodiversidade e seleção natural a partir de diferentes adaptações dos organismos a meios específicos, com o uso de uma série de materiais que temos como recurso para demonstrações. Os alunos são divididos em grupos e passeiam por vários “temas” na sala da Comissão de Visitas e no jardim do Instituto. Os temas abordados na atividade são: 28 vertebrados (com a apresentação de diversos esqueletos e peixes); invertebrados (através da exposição de animais vivos ou fixados); insetos sociais (em um formigueiro e uma colmeia mostra-se o funcionamento da colônia), plantas (carnívoras e suculentas), sempre destacando as adaptações que os seres possuem aos seus ambientes. (Retirado de: www.ib.usp.br/estacaobiologia/atividades/ - Acesso em 12/04/2013) Objetivo: que os alunos tenham contato com seres vivos não comuns/existentes em áreas urbanas, aumentando o repertório e abrangência da biodiversidade. Aula 4/5: Classificação científica, introdução à sistemática e filogenia Aula teórico-expositiva com o objetivo de que os alunos compreendam alguns critérios utilizados em classificações científicas. Dinâmica da aula: Retomada das classificações de animais realizadas pelos alunos e explicação de que, em Zoologia, utilizamos a classificação científica para estudar os animais. Classificação científica, introdução à sistemática e filogenia. Objetivo: Que os alunos compreendam alguns critérios utilizados em classificações científicas. Aula 6/7: Construção de Árvore Filogenética Construção coletiva de duas árvores filogenéticas: 5 reinos (Monera, Protista, Plantas, Fungos, Animais) / 9 filos do reino animal . Dinâmica da aula: Atividade no anexo 1. Objetivo: que os alunos entendam o significado e saibam interpretar corretamente uma árvore filogenética. Aula 8: Jogo: “Kiirus”: o jogo da evolução da diversidade biológica” Realização de um jogo didático (anexo 2) para retomar o conteúdo abordado nas aulas da sequência didática. Sugerimos que o professor leia para a classe as explicações sobre o jogo e suas instruções, deixando, depois, um encarte para cada grupo consultar durante o jogo. Objetivo: Retomar o conteúdo 29 Aula 9: Atividade de tomada de decisão Os alunos fazem o papel de um grupo de consultoria ambiental para avaliar se devesse aterrar ou não um lago hipotético? Critério: Existência de espécie endêmica. Dinâmica da aula: Atividade no anexo 3. Objetivo: Que os alunos possam aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo desta sequência em uma simulação de situação real. Aula 10: Avaliação escrita Avaliação através de uma prova escrita individual que cobre alguns conceitos trabalhados na sequência didática e a interpretação de árvores filogenéticas simples. Sugestões de questões: anexo 4 Objetivo: Verificar o aprendizado dos alunos em relação a conceitos trabalhados na sequência didática e à interpretação de árvores filogenéticas simples. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: Guia de livros didáticos PNLD 2008. Anos finais do ensino fundamental. Ciências. Ministério da Educação. Brasília: MEC, 2007. Brasil. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Secretaria de Educação Fundamental. 1998. Brasília: MEC/SEF, 1998. SILVA-PORTO, F. C., LUZ, M. R. M. P. & WAIZBORT, R. A suposta centralidade da evolução nos livros didáticos de biologia. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, VI, Florianópolis, 2007. Anais. Belo Horizonte: ABRAPEC: FAE/UFMG, 2008. MARGULIS, L; SCHWARTZ, K. V.. Cinco Reinos – Um guia ilustrado dos filos da vida na Terra. Tradução de Cecília Bueno. 3ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. RUPERT, E. E; FOX, R. S.; BARNES, R. D.. Zoologia dos invertebrados – Uma abordagem funcional-evolutiva. 7ªed. Sã Paulo: Editora Roca, 2005. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1524 – acesso em 02/11/2013 http://rkbentley.blogspot.com.br/2012/02/7-theories-on-origin-of-life.htmlhttp://www.brasilescola.com/animais/morcego.htm http://meumundosustentavel.com/blog/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Emperor_Penguin_Manchot_empereur.jpg http://rkbentley.blogspot.com.br/2012/02/7-theories-on-origin-of-life.html http://www.brasilescola.com/animais/morcego.htm http://meumundosustentavel.com/blog/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Emperor_Penguin_Manchot_empereur.jpg 30 www.mhnjb.ufmg http://www.vevet.com.br/2013/03/guia-do-proprietario-de-primeira-viajem_8.html https://defensoresdosanimais.wordpress.com/ http://www.mhnjb.ufmg/ http://www.vevet.com.br/2013/03/guia-do-proprietario-de-primeira-viajem_8.html https://defensoresdosanimais.wordpress.com/ 31 ANEXOS ANEXO 1: Construção de Árvore Filogenética Atividade 5 reinos, 9 filos Objetivos: - Que os alunos a classificação de seres vivos em cinco reinos e dos animais em nove filos e descubram alguns critérios para a montagem de uma árvore filogenética, como as sinapomorfias dos grupos. Dinâmica da atividade: - Perguntar aos alunos se eles sabem como se chamam os diferentes grupos que podemos utilizar para separar os seres vivos. - Apresentar a sequência: Reino – Filo – Classe – Ordem – Família – Gênero – Espécie e explicar que, nessa concepção, Reino é a categoria mais abrangente, enquanto a Espécie é a mais restrita. Mostrar uma classificação completa, por exemplo, a de um cão doméstico (Canis familiaris). - Monte uma árvore que apresenta os cinco grandes reinos. Para montar essa árvore utilizare algumas características básicas distintivas entre os Reinos: Lista de Sinapomorfias: 1. Origem do material genético (DNA e RNA) e da célula; 2. Presença de membrana ao redor do material genético (eucariontes); 3. Seres formados por diversas células (multicelulares); 4. Realização de fotossíntese (autótrofos); 5. Presença de parede celular de quitina. - Inicialmente desenhar um traço e escrever a sinapomorfia 1 (figura 1), relembrando para a sala a ideia da origem única da vida: Figura 1: Inicio da construção da árvore filogenética - Explicar que a membrana delimitando o material genético surgiu posteriormente, formando o núcleo. Citar as teorias de origem do núcleo: Autogênica e Endossimbiótica. Questionar se as células com membrana nuclear poderiam fazer parte do mesmo grupo que as sem membrana nuclear. - Ao explicar as demais sinapomorfias, lembre-se de questionar se a característica faz com que um novo grupo seja delimitado, enfatizando que um grupo não se transformou no outro, mas que essa alteração inicial ocorreu em um ancestral comum das duas linhagens. - Ao final, coloque os nomes de cada grupo, explicando que depois da separação de cada linhagem ainda surgiram novas modificações dentro de cada um desses grupos e que o que vemos hoje é produto dessa evolução, que não parou de acontecer. 32 Figura 2: Árvore filogenética dos 5 Reinos completa. - Explicar que esses são os Reinos e que dentro de cada um dele há os outros grupos (Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie) - Agora, será montada a árvore filogenética dos 9 Filos do Reino Animal, seguindo o mesmo estilo de apresentação e construção da árvore anterior e utilizando as seguintes sinapomorfias: 1- Espermatozoide uniflagelado 2- Presença de tecidos; 3- Simetria bilateral; 4- Sistema digestivo completo; 5- Presença de celoma; 6- Presença de rádula; 7- Segmentação; 8- Deuterostomia; 9- Patas articuladas; 10- Notocorda. Figura 3: Árvore filogenética dos 9 Filos do Reino Animal. 33 - Lembrar sempre de explicar cada uma das características. Ao final da construção, teremos a árvore filogenética dos 9 Filos do Reino Animal. - Explicar que dentro desses grupos ainda há as outras divisões: Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Explicar que essas classificações representam o pensamento de alguns cientistas e não são definitivas. Ao longo dos anos, as interpretações evolutivas mudam. O advento da análise molecular, por exemplo, alterou a forma de olhar a filogenia, que historicamente esteve baseada em características morfológicas e fisiológicas. - Apresentar agora o conceito de 3 Domínios, explicando que ele é baseado em informações genéticas. Figura 4: Árvore dos 3 Domínios, de Carl Whoese. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=ObVJJmfmjBaaYM&tbnid=HSqGO5PwgpmLeM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/evolucao-dos-seres-vivos/evidencias-da-evolucao-3.php&ei=AeKPUr-1OIaTkQfkiYHQDA&psig=AFQjCNHXQfYZZXldzAQz_QsPiS3ExKBTqA&ust=1385247181884422 34 ANEXOS 2: Jogo: “Kiirus”: o jogo da evolução da diversidade biológica” Manual de instrução do jogo: Participantes: dois a quatro (2 duplas) por tabuleiro. Idade: a partir de 11 anos (ou 6ª série do Ensino Fundamental). Objetivo do jogo: Povoar o maior número de hábitats diferentes e conseguir o maior número de espécies, antes que a Carta Mudança Ambiental Global encerre a partida. Material necessário: - Tabuleiro mapa mundi; - 90 Cartas Mutação; - 60 Cartas Ambiente; - 12 Cartas Mudança Ambiental Local; - 07 Cartas Mudança Ambiental Global; - 02 conjuntos de botões - 01 dado numérico; - Lápis, borracha e papel para anotações. Montagem: - Embaralhe as Cartas Mudança Ambiental Global e separe uma e, sem olhá-la, junte-a ao monte das Cartas Mudança Ambiental Local. - Separe os botões em dois grupos: cores quentes e cores frias. Cada dupla ficará com um conjunto. - Cada dupla deve colocar um botão na casa inicial do tabuleiro. Como jogar: - Cada botão representará uma população (conjunto de indivíduos). As duplas começarão com uma população cada, que habita uma das regiões de floresta do planeta. - Para se mover pelo tabuleiro, jogue o dado. Se saírem os números 1, 2 ou 3, você deverá pegar uma Carta Mutação. - Para que a mutação ocorra e permaneça na sua prole, jogue o dado, se sair um dos números: 1, 2 ou 3, a mutação se fixará na prole. Se sair 4, 5 ou 6, a mutação não ocorrerá na prole e a Carta Mutação deve ser colocada em um monte à parte, para ser utilizada novamente se as cartas do monte inicial acabarem. - A Carta Mutação valerá apenas para os indivíduos nascidos na rodada seguinte a ela. - Se uma população acumular duas mutações, passará a ser considerada uma nova espécie, sendo indicada pelo acréscimo de um novo botão, de outra cor pertencente ao conjunto da dupla. Para controlar o surgimento das novas espécies, construa uma árvore filogenética, indicando em cada ramo as mutações que as espécies apresentam, como no exemplo: 35 - Ao atingir as bordas dos territórios ou as margens dos rios, o participante poderá escolher se mandará sua população para o novo local (outra margem ou outra ilha/continente), caso os indivíduos apresentem as características que os permitam a transposição do obstáculo e a sobrevivência nesse novo local. Caso não queira ou não possa colonizar o novo ambiente, o participante deve continuar a circular pelo seu território atual até desenvolver a característica necessária ou até quando desejar. - A cada rodada os participantes deverão retirar uma Carta Ambiente para a região em que a peça a ser movida está. Se mais de um jogador mover a peça na mesma região, apenas uma carta deve ser retirada. Isso representa a situação do ambiente naquele local e momento, podendo ser constante ou apresentar alguma mudança, que é uma das formas da seleção natural atuar, e provocará a eliminação daqueles indivíduos que não apresentarem as características necessárias para sobreviver à nova situação, sendo válida para todas as populações na região. Cada carta é válida apenas para uma rodada, devendo ser colocada em um monte à parte do inicial após ser utilizada. - O jogo terminará no momento em que dentreas cartas Ambiente for retirada a carta Mudança Ambiental Global, que eliminará populações em nível global, ganhando aquele participante que, ao final, possuir mais linhagens em mais locais. - Vence o jogo aquele que tiver a maior diversidade de acordo com o seguinte cálculo: Número de espécies diferentes x Número de regiões diferentes Exemplares das espécies Dabia alcorus e Dabia mizarus, da esquerda para a direita, respectivamente. 36 Descrição: Em Kiirus, um planeta muito, muito distante da Terra, o que chamamos de seres vivos acabaram de surgir. O material genético que rege essa vida teve uma origem única e logo se desenvolveram as membranas celulares para protegê-lo de danos causados pelo ambiente. Nesse lugar, o tempo passa de modo diferente em relação ao do nosso planeta. Eventos como o surgimento da vida e a sua diversificação como conhecemos hoje, que demoraram bilhões de anos para ocorrer na Terra, desenvolvem-se muito mais rapidamente, em questão de horas. Dessa maneira, você poderá ver a evolução acontecendo e, inclusive, participar dela. Entendendo como as formas de vida puderam tornar-se tão diversas neste planeta, você entenderá como esse processo aconteceu, e ainda acontece, na Terra. Antes de chegarmos a Kiirus, é necessário sabermos algumas informações: - Assim como se acredita que ocorreu na Terra, a vida em Kiirus originou-se a partir do RNA, que é uma forma de material genético (seriam as “instruções” que guiam a formação e manutenção da vida). Com o passar do tempo, essa estrutura de RNA tornou-se envolta por uma membrana, que permitiu sua proteção. Surgiam assim as células primordiais. - Alguns dos seres formados por uma única célula conseguiam se unir, formando colônias. Essas colônias eram grandes demais para serem fagocitadas (ingeridas) por unicelulares predadores, de maneira que sobreviviam mais do que as células solitárias. Essa vantagem originou os organismos multicelulares, que se tornaram cada vez maiores e mais complexos até chegarem aos animais cuja evolução vocês acompanharão a partir de agora. - As duas espécies que vocês guiarão possuem um ancestral em comum e, por isso, são muito similares, possuindo diversas características em comum: Quatro patas, com cinco dedos em cada e sem polegares opositores, cauda curta e fina e pelagem curta marrom. Porém, essas espécies se distinguem pelo formato do bico e, consequentemente, pela sua dieta: Enquanto a espécie Dabia mizarus possui o bico muito afiado come sementes bastante duras, a Dabia alcorus tem o bico com a borda arredondada e se alimenta de sementes menos duras. - Mutações são alterações no material genético dos seres vivos. Aquelas que originam novas características normalmente ocorrem nos gametas ou no desenvolvimento inicial do embrião, e por esse motivo qualquer mutação que surgir nas Cartas Mutação só existirá nos indivíduos que nascerem na geração seguinte à carta. 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Tabuleiro: 51 ANEXO 3: Atividade de tomada de decisão A seguinte situação será apresentada aos alunos: Uma empresa deseja construir um conjunto de prédios em um local onde existe um pequeno lago. Para isso, o lago seria aterrado. Os alunos devem representar o papel de um grupo de consultoria ambiental que foi contratado para determinar se o lago pode ou não ser aterrado. O critério que eles irão considerar é de que, se houver uma espécie de peixe que só exista naquele lago, ele deverá ser preservado. Os seguintes morfotipos de peixes são encontrados no lago: Os consultores encontraram duas pesquisas de cientistas que têm opiniões diferentes a respeito daqueles peixes: O cientista 1 afirma que existem duas espécies no lago, e apresenta a seguinte árvore filogenética: 52 O cientista 2 afirma que existem cinco espécies no lago, e apresenta a seguinte árvore filogenética: Todos os morfotipos são bastante comuns em outros locais, com exceção deste, que só foi encontrado no lago em questão: Os alunos devem discutir, em grupos, qual seria a decisão deles: O lago pode ou não ser aterrado? Não há, necessariamente, uma resposta correta. O importante é que os alunos construam argumentos congruentes que suportem a sua decisão, e pode ser pedido um relatório em que eles a expliquem. Esse relatório poderia ser parte da avaliação do aprendizado deles, verificando se são capazes de compreender o problema e se a sua argumentação inclui conceitos abordados ao longo desta sequência didática. 53 ANEXO 4: Avaliação escrita Prova escrita individual que cobre alguns conceitos trabalhados na sequência didática e a interpretação de árvores filogenéticas simples. Sugerimos que seja apresentado o seguinte esquema, popularmente divulgado como “a evolução do Homem”. Fonte: http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02210/evo2_2210436b.jpg Algumas perguntas que podem ser feitas aos alunos são: Que problema você vê nesta figura, em relação ao que ela representa? A teoria da evolução diz que o Homem veio do macaco? Essas questões visariam avaliar se os alunos ainda mantêm a ideia da evolução como um processo linear e rumo a um ser “superior”. Outra maneira de avaliar isso, acrescida da capacidade de interpretação de uma filogenia simples, seria a seguinte questão: Observe as duas figuras abaixo. Explique qual a relação entre os grupos de animais na figura 1 e qual a relação entre eles na figura 2, deixando clara a diferença entre elas. Qual das figuras é mais adequada para representar a evolução destes grupos de animais? O ser humano está dentro do grupo dos mamíferos. Isso significa que ele é mais evoluído do que os peixes? Figura 1. Modificado de http://www.intrigueillustration.com/evolution-of-animals/ http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02210/evo2_2210436b.jpg http://www.intrigueillustration.com/evolution-of-animals/ 54 Figura 2. Modificado de http://www.intrigueillustration.com/evolution-of-animals/ Também seria interessante retomar as indagações feitas na primeira aula: Por que classificamos os seres vivos? Que critérios são usados para a classificação na sistemática filogenética? Assim, poderia ser avaliado se os objetivos da sequência foram atingidos. OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://www.intrigueillustration.com/evolution-of-animals/ 55 SUGESTÃO III – DIFERENCIAÇÃO DOS GRUPOS ANIMAIS E PROCESSO DE EXTINÇÃO Sumário AUTORES: Carolina Perozzi Guedes de Azevedo e Mariana Draque Vasconcelos PÚBLICO-ALVO: 6° e 7° ano do Ensino Fundamental II CONTEXTO: O tema “perigo de extinção” é um atual e polêmico, que se relaciona com fatos da sociedade contemporânea. Além disso, permite o estudo dos grupos animais e suas características visando à prevenção da sua extinção. Para abordar esse assunto será utilizado um jogo. Essa categoria de objeto didático, quando trabalhado de forma correta e objetiva, e não apenas para a diversão (COELHO, 2011), torna mais fácil e dinâmico o processo de ensino e aprendizagem, uma vez que os alunos estão envolvidos emocionalmente na ação (MORAES & REZENDE, 2009). Devido ao seu caráter lúdico, estas atividades criam situações mais criativas e motivadoras (SOUZA & NASCIMENTO JUNIOR, 2005) e favorecem a construção pelos alunos de seus próprios conhecimentos (CAMPOS, 2002), e atingem diversos objetivos, relacionados à cognição, afeição e socialização, motivação. (MIRANDA, 2001). OBJETIVOS: Objetivos conceituais: diferenciar e classificar os animais considerando as características específicas de cada grupo;familiarizar-se com alguns exemplares dos diferentes grupos, com o conceito de extinção e seus processos. Objetivos atitudinais: trabalhar em grupo, interpretar situações hipotéticas, pensar soluções para os problemas propostos, desenvolver a habilidade de socializar conclusões para os colegas. Objetivos procedimentais: desenvolver a habilidade de discussão e de sistematização de conclusões, interpretar tabelas e complementá-las, formular cartazes de divulgação que tenham um bom grau de apelação para temas importantes. MATERIAL: Estrutura necessária para aplicação dessa SD: 56 - Datashow para exibição dos vídeos/documentários, computador com acesso à internet para exibi-los. - Cartolinas para preparação dos cartazes. - Impressão do jogo Mau-mau das extinções. - Produção de cartaz de divulgação/conscientização. Materiais de apoio: - Vídeos: 1° - http://www.youtube.com/watch?v=1V9PKQUxWAM Acesso em 17/05/2015 2° - http://www.youtube.com/watch?v=U5nYnkxiyBc Acesso em 17/05/2015 3° - http://www.youtube.com/watch?v=PV_vmlLNzhs Acesso em 30/10/2013 DINÂMICA: Aula 1: Sensibilização e levantamento de concepções prévias Na primeira aula exiba um vídeo curto (6 minutos) que mostra imagens dos mais variados animais, algumas cenas fortes causadas por desmatamento, queimadas, derramamentos etc., além de algumas ações positivas. A ideia do vídeo é incentivar e aguçar a curiosidade dos alunos, motivando-os. A partir disso, levante os conhecimentos prévios a respeito dos processos e consequências da extinção. Anote essas ideias em lousa como uma tabela. Apresente os conceitos encontrados em dicionários e em livros didáticos, e mostre dois documentários: o primeiro a respeito da extinção dos dinossauros (2 minutos) para apresentar a ideia de extinção como um processo natural, o segundo será um vídeo que diferencia o processo de extinção natural do processo de extinção artificial e relaciona este último às ações humanas (2 minutos). A finalização da aula se dará com rodas de conversa e a retomada dos conhecimentos iniciais, complementando a tabela com o que for necessário. Os estudantes deverão registrar em seus cadernos a tabela ao final da aula. Na primeira aula o aluno deverá ser capaz de compreender que extinção é um processo natural, mas que a intervenção humana tem modificado e acelerado esse processo. Os conteúdos trabalhados serão o conceito de extinção – desde sua aplicação em outros contextos até o contexto de interesse, que é o biológico. As modalidades didáticas desta aula são: multimídia, leitura de termos e discussão com toda a sala. A tabela produzida com os conhecimentos prévios e complementada após as discussões deverá ser registrada no caderno. http://www.youtube.com/watch?v=1V9PKQUxWAM http://www.youtube.com/watch?v=U5nYnkxiyBc http://www.youtube.com/watch?v=PV_vmlLNzhs 57 Aula 2/3: Jogo “Mau-Mau das extinções” (Anexo 1) Na segunda e terceira aulas, apresente e jogue com os estudantes o jogo “Mau- Mau das extinções” (em torno de uma aula e meia). As regras se assemelham a do jogo já conhecido “Mau-Mau” (ou Can Can, ou ainda, Uno), portanto o objetivo é eliminar todas as cartas que o jogador possuir. Neste jogo, a permanência de cartas nas mãos dos jogadores implica uma situação hipotética de extinção dos animais representados nelas. Na segunda e terceira aulas os estudantes deverão estar aptos a se organizar em grupos de 3 a 6 integrantes, compreender as regras do jogo e efetivamente jogá-lo. Para tanto devem ter como base tanto as regras quanto a ideia principal que é “evitar a extinção daqueles animais, livrando-se de todas as cartas”. Nesta aula não será trabalhado nenhum conceito porém é desejável que os alunos percebam que os animais que fazem parte de cada uma das cores do jogo possuem algumas características comuns. Os animais das cartas que não forem descartadas deverão ser listados no caderno de cada um dos integrantes do grupo. Espera-se que cada grupo de jogadores possua uma lista de animais bem diferenciada, o que enriquecerá as discussões das aulas seguintes. Aula 4/5: Grupos Animais - Classificação Na quarta e quinta aulas ocorrerá a discussão a respeito dos grupos animais (suas características), e o que os unem nesses grupos. Além disso, serão trabalhados os hábitats mais comumente ocupados, para futura associação deles aos processos de extinção. Na quarta e quinta aulas, espera-se que os alunos sejam capazes de identificar as semelhanças entre os animais contidos no jogo e organizá-los em grupos. Posteriormente eles deverão ser capazes de classificá-los de acordo com a Classe a qual pertencem. Eles devem também ser capazes de supor o tipo de hábitat ao qual cada grupo é mais apto. Os conceitos trabalhados serão a classificação dos vertebrados, até a divisão de Classes, através dos animais presentes no jogo. Outro conceito a ser abordado é hábitat, sua definição e associação aos animais. As modalidades didáticas envolvidas são exposição docente oral e discussão com toda a sala. Os conceitos e a classificação devem ser anotados no caderno como sistematização. 58 Aula 6: Sistematização do Jogo – Justificando extinções Na sexta aula, partindo do resultado do jogo (cartas não descartadas), serão discutidos os possíveis mecanismos de extinção dos animais em questão, baseando-se em suas características e em seus hábitats. Cada grupo de jogadores deve analisar as cartas que não foram descartadas, sejam elas animais ou processos de destruição, e associá-las para explicar como aqueles animais seriam extintos (que eventos influenciam, em qual local seria provável aquelas extinções etc.) e discutir a possibilidade de extinção em massa de diversos animais, de classes diferentes (nesse momento os alunos já devem ser capazes de lidar com essa nomenclatura). Após a discussão eles devem produzir um texto simples no qual elencam os eventos mais graves que poderiam gerar a extinção daqueles animais. Eles também devem discutir e anotar ao lado de cada evento, possíveis atitudes que possam evitar esse processo. Na sexta aula os alunos deverão ser capazes de utilizar todo o conhecimento adquirido nas aulas anteriores e relacioná-los para desenvolver hipóteses para a extinção dos animais restantes do jogo. Os conceitos abordados serão a relação das características de cada classe de animais com os eventos de destruição que podem provocar extinções. A modalidade didática é discussão entre o grupo, com sistematização a critério deles, visando à apresentação para a sala. Aula 7: Socialização da sistematização – propondo soluções Na sétima aula haverá uma socialização da discussão de cada grupo, isto é, eles deverão apresentar para a sala a lista de animais que seriam extintos (oriunda do jogo) e a discussão que fizeram, apontando os eventos elencados na aula anterior e as possibilidades para evitá-los. Na sétima aula os alunos deverão ser capazes de elaborar uma apresentação curta – aproximadamente 7 minutos – para a sala. Os conceitos trabalhados serão os mesmos da aula anterior, porém com exposição dos alunos. Eles deverão apresentar a lista de animais restantes do jogo deles e, a partir disso, desenvolver a apresentação com os possíveis eventos que extinguiriam esses animais, justificando suas hipóteses com base nas características dos animais e propondo soluções e/ou prevenções para tais eventos. A modalidade didática desta aula é exposição oral discente (ou seminário) e o uso de lousa ou outro artifício fica por conta dos próprios alunos. Esses adendos não serão avaliados, porém, a apresentação sim. 59 Aula 8: Avaliação e divulgação Na oitava aula serão produzidos cartazes com indicativos de ações que evitem a extinção. Esses indicativos devem aparecer de maneira clara e justificados. Tal atividade será usada pela equipe para avaliá-los e deveráser exposta para toda a escola para fins de divulgação de conhecimento e conscientização. Na oitava aula, após todo o processo de compreensão dos processos naturais e artificiais de extinção, após o desafio de analisar e propor soluções para uma situação- problema hipotética e após a socialização de todo esse processo, espera-se que os alunos sejam capazes de produzir um cartaz inteligente, que chame a atenção de terceiros e que exponha pontos primordiais do perigo de extinção de espécies da fauna e da flora e que traga algum elemento de conscientização. A modalidade didática é produção de objeto de divulgação/conscientização. Avaliação: Aulas 7 e 8 A avaliação se dará em dois momentos: socialização das discussões (na sétima aula) e cartazes produzidos (oitava aula). No momento da socialização serão critérios: clareza na exposição das discussões, organização da apresentação, profundidade dos argumentos e das soluções propostas e postura diante da sala. Nos cartazes será avaliado: a organização visual do cartaz, a capacidade apelativa dos mesmos, ortografia e conteúdo. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: CAMPOS, L.M.L; BORTOLOTO, T.M. e FELÍCIO, A.K.C. A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. 2002. Retirado em 15/01/2008 no World Wide Web: http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/aproducaodejogos.pdf. COELHO, A.P.S.S.; FERNANDES, C. R.; SANTOS, R. B. “A importância dos jogos didáticos para transformar o conteúdo mais atrativo”. Faculdade Oswaldo Cruz. São Paulo. 2011. MIRANDA, S. No Fascínio do jogo, a alegria de aprender. In: Ciência Hoje, v.28, p. 64-66. 2001. MORAES, E.; REZENDE, D. “Atividades lúdicas como elementos mediadores da aprendizagem no ensino de ciências da natureza”. Enseñanza de las Ciencias, Número Extra VIII Congreso Internacional sobre Investigación en Didáctica de las Ciencias, Barcelona, pp. 1008-1012, 2009. http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/aproducaodejogos.pdf 60 SOUZA, D. C.; NASCIMENTO JUNIOR, A. F. “Jogos didático-pedagógicos ecológicos: uma proposta para o ensino de ciências, ecologia e educação ambiental”. In: Anais do V Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2005, p. 1-12. Fonte das Imagens do Jogo Mau-mau das extinções: http://www.espacoamazonico.com.br/artigos/a_devastacao_da_amazonia.htm – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://colunas.imirante.com/platb/decio/2008/08/11/devastacao-no-sul-do-ma- providencias-a-caminho/ – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://mateusjornalismo.blogspot.com.br/2009/09/alcool-polui-tanto-quanto- gasolina.html – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://quintoanocarolinanazareth.blogspot.com.br/2010/08/devastacao-das- florestas.html – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://www.infoescola.com/quimica/chuva-acida/ – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://museuufudeuberlandia.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/05/25/leitores-chamam-atencao-para- desperdicio-com-iluminacao-publica-no-rio-de-janeiro-916687886.asp – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://www.carlinosouza.com.br/ – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://www.culturamix.com/meio-ambiente/meio-ambiente-poluido – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://www.icmbio.gov.br – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Dipsas&species=albifrons – Acesso em 10 de setembro de 2013. http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues- portugues&palavra=extin%E7%E3o – Acesso em 01 de novembro de 2013. http://www.priberam.pt/DLPO/extin%C3%A7%C3%A3o – Acesso em 30 de outubro de 2013. http://www.ibama.gov.br/documentos/listas-de-especies-da-fauna-e-flora- ameacadas-de-extincao - Acesso em 28 de outubro de 2013. http://www.espacoamazonico.com.br/artigos/a_devastacao_da_amazonia.htm http://colunas.imirante.com/platb/decio/2008/08/11/devastacao-no-sul-do-ma-providencias-a-caminho/ http://colunas.imirante.com/platb/decio/2008/08/11/devastacao-no-sul-do-ma-providencias-a-caminho/ http://mateusjornalismo.blogspot.com.br/2009/09/alcool-polui-tanto-quanto-gasolina.html http://mateusjornalismo.blogspot.com.br/2009/09/alcool-polui-tanto-quanto-gasolina.html http://quintoanocarolinanazareth.blogspot.com.br/2010/08/devastacao-das-florestas.html http://quintoanocarolinanazareth.blogspot.com.br/2010/08/devastacao-das-florestas.html http://www.infoescola.com/quimica/chuva-acida/ http://museuufudeuberlandia.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/05/25/leitores-chamam-atencao-para-desperdicio-com-iluminacao-publica-no-rio-de-janeiro-916687886.asp http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/05/25/leitores-chamam-atencao-para-desperdicio-com-iluminacao-publica-no-rio-de-janeiro-916687886.asp http://www.carlinosouza.com.br/ http://www.culturamix.com/meio-ambiente/meio-ambiente-poluido http://www.icmbio.gov.br/ http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Dipsas&species=albifrons http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=extin%E7%E3o http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=extin%E7%E3o http://www.priberam.pt/DLPO/extinção http://www.ibama.gov.br/documentos/listas-de-especies-da-fauna-e-flora-ameacadas-de-extincao http://www.ibama.gov.br/documentos/listas-de-especies-da-fauna-e-flora-ameacadas-de-extincao 61 ANEXOS: ANEXO 1: Jogo “Mau-mau das extinções” MAU MAU DAS EXTINÇÕES Jogadores: 3 a 6 Objetivo do jogo: Eliminar todas as cartas para evitar extinções de animais. Como jogar: Embaralhe as cartas e distribua 7 cartas para cada um dos jogadores. As cartas restantes devem ser colocadas viradas para baixo no “monte”. Esse será o monte de compra de cartas. Vire a primeira carta para determinar a cor que deverá ser jogada. O primeiro jogador (que deve ter sido escolhido previamente) deverá jogar (eliminar) uma carta da mesma cor da carta que foi virada. Todos os jogadores devem prosseguir dessa maneira. As cartas de números não têm função específica e são apenas descartadas. As cartas com “X” fazem o jogador seguinte perder a vez. As cartas “+1” fazem o jogador anterior comprar uma carta do monte. As cartas “+2” são cumulativas, isto é, a partir do momento que uma carta dessas é jogada somente cartas semelhantes podem ser descartadas em cima e a compra vai acumulando a cada descarte até o momento em que algum jogador não mais possui cartas “+2” e deverá comprar as cartas equivalentes a soma de todas as cartas “+2” descartadas. As cartas “+4” permitem que o jogador escolha a cor a vigorar e fazem com que o jogador seguinte compre 4 cartas do monte. Quando um jogador não possuir nenhuma carta da cor que está na mesa ele deverá proceder: 1. Caso a carta na mesa seja um número e o jogador possuir o mesmo número de outra cor, o mesmo pode ser jogado e a cor que passa a vigorar é a do último número. 2. Caso possua uma carta +4, de qualquer cor, ela poderá ser jogada, o próximo jogador deverá comprar 4 cartas e o jogador que descartou deverá escolher a cor que seja vigente dali em diante. 3. Caso não possua nenhuma dessas cartas o jogador deverá recorrer ao monte de compras até encontrar uma carta da cor vigente. Quando algum jogador for descartar a penúltima carta ele deverá avisar seus adversários exclamando: “Mau Mau!”. Caso o mesmo não faça isso ele deverá comprar mais 4 cartas e o jogo prosseguirá. Ganha o jogo quem conseguir eliminar todas as cartas. As cartas que restarem nas mãos dos outros jogadores serão a representação dos animais extintos. Essas cartas serão utilizadas para uma discussão posterior. PROTEJA OS SEUS ANIMAIS E BOA SORTE...62 Cartas do jogo “Mau-mau das extinções”: OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 SUGESTÃO IV – INVERTEBRADOS: QUEM SÃO ELES? Sumário AUTORES: Claudia Saito, Luciana Sato, Raíssa Milanelli, Raul Teixeira PÚBLICO-ALVO: CONTEXTO: Nas aulas do Ensino Fundamental, o tópico sobre invertebrados é dado muito superficialmente e geralmente com aulas somente expositivas, o que torna difícil a compreensão da evolução e relação entre os organismos e sua importância no ambiente em que vivemos. A SD deverá ser aplicada após os alunos terem aprendido os conteúdos sobre a evolução dos seres vivos, a célula como unidade básica dos seres vivos, classificação dos seres vivos e ecossistemas, por serem conceitos essenciais para possibilitar a discussão que pretendemos gerar com a metodologia proposta. OBJETIVOS: Possibilitar que o aluno compreenda a importância de cada animal para o equilíbrio do ecossistema e que a menor complexidade não implica na menor importância deste. Instigar a curiosidade do saber, e desenvolver a habilidade de contextualização dos conhecimentos com o cotidiano. MATERIAL: - Materiais utilizados pelo professor: Teia da Vida (banco de dados na internet). Fotos dos grupos. Vídeo didático sobre Poríferos. - Material desenvolvido pelo professor: Jogo sobre consequências de impactos ambientais: Quebra a Teia. Modelo de cladograma com ramos giratórios: (Materiais: bolinhas de isopor, palitos de churrasco, durex, cola quente, papel sulfite. As bolinhas serão os nós e os palitos serão os ramos.). - Materiais desenvolvidos pelos alunos: Modelo da organização geral de um anelídeo. 73 Dioramas com modelos tridimensionais de um representante característico de cada filo inseridos em seu ambiente. DINÂMICA: Aula 1: Introdução, classificação e levantamento de concepções prévias Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: primeiramente serão apresentados aos alunos diferentes objetos ou alimentos para que os alunos os separem em grupos do jeito que acharem mais conveniente. Depois serão feitas perguntas gerais sobre as concepções que os alunos têm sobre o assunto em geral e suas experiências pessoais. Essas atividades serão realizadas com a classe toda. Exemplos: Por que vocês classificaram esses objetos dessa maneira? E os animais? Podem ser classificados? Como vocês fariam isso e por quê? Vocês sabem o que significa a palavra invertebrado? Que características possuem os animais invertebrados? E dentre eles, são classificados de outra maneira? Já viu algum animal assim? Os conhecimentos prévios serão registrados em uma tabela na lousa. Uso de mídia (Teia da Vida) para introduzir os conceitos de classificação e invertebrados. (Em Mídias: Multimídias: Classificação dos seres vivos: Cidade Oeste: Revistaria; Entorno Leste e Oeste). http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/biologia/teiadavida/conteudo/index.html (Acesso em 17/05/2015). Como organizamos os grupos de animais? Construir um cladograma grande no fundo da sala para ser preenchido ao longo da SD. O cladograma pode ser construído em cartolinas, como no desenho abaixo. A cada aula e a cada conteúdo abordado, um grupo e suas características serão adicionados ao cladograma. Ao final da aula, serão retomados os conteúdos abordados e confrontados com os conhecimentos prévios. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de entender a classificação dos seres vivos e a aplicação desses conceitos no seu dia-a-dia. Também deverá ser capaz de identificar quais são os animais invertebrados. http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/biologia/teiadavida/conteudo/index.html 74 Conteúdos: Características básicas de invertebrados; introdução aos conceitos básicos da construção e análise de um cladograma. Avaliação: Retomada e discussão da tabela. Aula 2: Caracterização do grupo Poríferos Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais, que serão sistematizadas em uma tabela, na lousa, para ser discutida ao final da aula. Exemplos: Quem já foi à praia? Já viu alguns dos animais que vivem no mar, principalmente no fundo? Como eles são? Sabem quem são estes animais? Que características colocam eles nesse grupo? Qual a importância deles na praia? Aula expositiva com desenhos e esquemas da organização corporal. Podem ser feitos na lousa ou utilizar imagens já prontas. Uso de vídeo para introduzir o grupo Porífera (Sponge Feeding): http://www.youtube.com/watch?v=RmPTM965-1c#t=246 Acesso em 17/10/2015. Ao final da aula, serão retomados os conteúdos abordados e confrontados com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. - Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Poríferos com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Poríferos e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada e discussão da tabela. Aula 3: Caracterização do grupo Cnidários Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais, que serão sistematizadas em uma tabela, na lousa, para ser discutida ao final da aula. Exemplos: Que outros animais, além dos poríferos, podemos encontrar na praia? Que características possuem? A que grupo http://www.youtube.com/watch?v=RmPTM965-1c#t=246 75 pertencem? E os corais? São animais? Nesse momento o professor também pode apresentar as principais características do grupo e algumas curiosidades. Aula prática: os alunos serão separados em grupos e deverão fazer desenhos e esquemas de diferentes representantes de cnidários, representando sua organização corporal e principais características. O professor deve ajudar a elaborar os esquemas e o livro didático servirá de consulta. Depois será feita uma apresentação de cada grupo para a sala. Sugestões de grupos a serem trabalhados: corais, águas-vivas, anêmonas. Ao final da aula, serão retomados os conteúdos abordados e confrontados com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Cnidários com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Cnidários e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada e discussão da tabela, apresentação. Aula 4: Caracterização dos grupos Platelmintos e Nematelmintos Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais. Exemplos: Vocês sabem o que são os vermes? São todos iguais? Pertencem ao mesmo grupo? Qual a importância deles no ambiente? Há importância? Esses dados serão registrados em uma tabela, na lousa. Role play: contextualização dos problemas de saúde pública de uma cidade, tomada de decisões pelos grupos de alunos (Audiência pública). (Anexo 1). Site Teia da Vida para ajudar na pesquisa (site nas referências bibliográficas): o Nematelmintos: filariose (em Mídias: Animais como vetores de doenças: Campo Oeste). o Platelmintos: esquistossomose (em Mídias: Saneamento básico: Cidade Oeste: Revistaria). Ao final da aula, será feita a apresentação dos grupos e discussão dos conteúdos com os alunos. Construção do cladograma. 76 Role play (Audiência pública), mídia (objeto educacional) e discussões. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecerum representante dos grupos Platelmintos e Nematelmintos e relacionar com problemas sociais. Deverá também saber reconhecer suas importâncias e relacioná-los com o ambiente em que vivem. Conteúdos: Caracterização dos grupos Platelmintos e Nematelmintos e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada da tabela e discussão durante a atividade. Aula 5: Caracterização do grupo Anelídeos e como se relacionam com o ambiente. Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais, que serão sistematizadas em uma tabela. Exemplos: Vocês sabem o que é um anelídeo? Sabem dar exemplos de anelídeos que são bem conhecidos por todos nós? Que características possuem? Qual a importância desses animais? Há anelídeos de importância médica? Aula expositiva da estrutura geral de um anelídeo e seus principais grupos, utilizando imagens e esquemas que podem ser feitos na lousa, para que os alunos consigam montar o modelo. Aula prática: construção de um modelo de anelídeo pelos alunos. Serão oferecidos diversos materiais para os alunos montarem o modelo (material reciclável, cartolinas, papel pardo, elásticos etc.). Os alunos podem trabalhar em grupos, e é importante que todos tenham contato com os modelos dos diferentes tipos de anelídeos. Ao final da aula, serão retomados os conteúdos abordados e confrontados com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Anelídeos com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Anelídeos e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada e discussão da tabela, discussão dos modelos. 77 Aula 6: Caracterização do grupo Moluscos e como se relacionam com o ambiente. Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais. Exemplos: Quem aqui já comeu frutos do mar? Sabem me dar exemplos? Quais suas características mais evidentes? Pertencem a que grupo? Qual a importâncias desses animais, além da alimentação? Esses dados serão registrados em uma tabela na lousa. Aula prática-expositiva: será desenvolvida com exemplares diferentes de conchas de bivalves e gastrópodes, tanto terrestres quanto aquáticos, modelos ou imagens de lulas. Os exemplares serão colocados sobre uma mesa e os alunos deverão identificar o animal. Durante a aula, serão discutidos os diferentes animais que fazem parte desse grupo, suas características principais e sua importância no ambiente em que vivem. Durante a aula, os conteúdos abordados serão confrontados com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Moluscos com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Moluscos e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada e discussão da tabela, discussão dos exemplares. Aula 7: Caracterização do grupo Artrópodes e como se relacionam com o ambiente. Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais, que serão sistematizadas em uma tabela. Exemplos: Alguém sabe o que é um Artrópode? São todos iguais? Que características possuem? O que fazem deles o grupo com a maior diversidade e número de espécies conhecidas? Eles são importantes para o ser humano? Qual a importância dos estudos sobre os artrópodes? Aula prática: serão utilizados exemplares de diferentes subgrupos de artrópodes (ex: aracnídeos, insetos, crustáceos…). Os alunos deverão montar uma tabela 78 comparando os animais, apontando as semelhanças e diferenças entre eles. O professor estará presente para tirar as dúvidas dos alunos. Ao final da aula, as tabelas montadas pelos alunos serão comparadas e confrontadas com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Artrópodes com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Artrópodes e como se relacionam com o ambiente. Avaliação: Retomada e discussão da tabela. Aula 8: Caracterização do grupo Equinodermados e como se relacionam com o ambiente. Atividades: Levantamento dos conhecimentos prévios: serão feitas perguntas gerais sobre as concepções dos alunos e suas experiências pessoais, que serão sistematizadas em uma tabela. Exemplos: Voltando ao ambiente da praia, que tipos de animais podemos encontrar na areia, fundo do mar e próximos a costões rochosos? Quem são esses animais? Possuem alguma semelhança entre si? São animais simétricos? Que utilidade eles têm se vivem parados sem fazer nada? Uso de mídia (Teia da Vida) para introduzir o grupo Equinodermados. Em Mídias: Multimídias: A vida no meio aquático: Campo Leste: Equinodermos, a vida no mar. Site nas referências bibliográficas. Ao final da aula, serão retomados os conteúdos abordados e confrontados com os conhecimentos prévios. Construção do cladograma. Mídia (objeto educacional) e discussões. Objetivos: O aluno, ao final da aula, deverá ser capaz de reconhecer e relacionar um representante do grupo Equinodermados com o ambiente em que vive, e saber reconhecer a sua importância. Conteúdos: Caracterização do grupo Equinodermados e como se relacionam com o ambiente. 79 Avaliação: Retomada e discussão da tabela. Aula 9: Diorama Os alunos serão divididos em 8 grupos e instruídos a montarem um diorama representando cada um dos grupos de animais estudados durante a SD. O diorama deve representar o animal e o ambiente em que ele vive. Os dioramas não precisam necessariamente conter somente um dos grupos estudados, mas um grupo deve ser escolhido como o principal do diorama. Os alunos podem representar as relações que foram estudadas ao longo da SD, e por isso mais de um grupo pode ser representado. Objetivos: Montagem do diorama. Conteúdos: Retomada das aulas anteriores com cada grupo de alunos. Aula 10: Rememorando Atividades: Discussão, com apresentação dos dioramas por cada grupo de alunos e finalização. Cladograma com ramos giratórios: Mostrar aos alunos o modelo de cladograma onde podemos girar os ramos, mostrando que não é uma estrutura totalmente estática. Jogo Quebra a Teia (Anexo 2). Objetivos: O aluno deverá ser capaz de compreender a importância dos animais estudados para a manutenção do equilíbrio do ecossistema. Conteúdos: retomada dos conteúdos de todas as aulas e breve abordagem da relação com os vertebrados. Avaliação: Será um processo continuado durante as aulas. O pensamento lógico dos alunos e a capacidade de relacionar as características com o ambiente será avaliado. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: BESERRA, J. G.; BRITO, C. H. Modelagem didática tridimensional de artrópodes, como método para ensino de ciências e biologia. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 5, n. 3, p. 70-88, 2012. Disponível em: <http://revistas.utfpr.edu.br/pg/index.php/rbect/issue/view/97>. Acesso em: 25 nov. 2013. CUNHA, E. E.; MARTINS, F. O.; FERES, R. J. F. Zoologia no ensino fundamental: propostas para uma abordagem teórico-prática. Campus de São José do Rio Preto – http://revistas.utfpr.edu.br/pg/index.php/rbect/issue/view/97 80 Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. 2008. Disponível em: <http://prope.unesp.br/xxi_cic/27_36491636836.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2013. Currículo do Estado de SãoPaulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área, Alice Vieira. – 2. ed. – São Paulo: SE, 2011. 260 p. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_CIEN_COMP_red _md_20_03.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2013. SANTOS, S. C. S.; TERÁN, A. F. Condições de ensino em zoologia no nível fundamental: o caso das escolas municipais de Manaus-AM. Revista ARETÉ, Manaus, v. 6, n. 10, p.01-18, jan a jun/2013. Portal do professor. Disponível em: <http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/biologia/teiadavida/conteudo/index.html > Acesso em: 25 nov. 2013. Vídeo Porífera. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=RmPTM965- 1c#t=246>. Acesso em 25 nov. 2013. http://prope.unesp.br/xxi_cic/27_36491636836.pdf http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_CIEN_COMP_red_md_20_03.pdf http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_CIEN_COMP_red_md_20_03.pdf http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/biologia/teiadavida/conteudo/index.html http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/biologia/teiadavida/conteudo/index.html http://www.youtube.com/watch?v=RmPTM965-1c#t=246 http://www.youtube.com/watch?v=RmPTM965-1c#t=246 81 ANEXOS: ANEXO 1: Role Play Role Play Participantes: A classe toda Idade: a partir de 11 anos (ou 6° série do Ensino Fundamental) Objetivo da atividade: solucionar os problemas de saúde pública de uma cidade fictícia. Material necessário: lousa e giz, Datashow ou impressão do texto e papeis abaixo. A cidade São Clemente está passando por problemas de saúde pública. Esta é uma cidade rural que produz alimentos para serem distribuídos na região. Nesta cidade são criados porcos e vacas, com vastos campos de plantação de milho. A água utilizada nas atividades agropecuárias provém de um rio próximo rodeado por casas, onde as pessoas costumam nadar e há despejo do esgoto gerado por eles. Ultimamente estão sendo relatados casos de esquistossomose, cisticercose, ancilostomose e teníase. Haverá uma audiência pública na cidade para tentar solucionar esses problemas. Cada grupo de alunos representará uma parcela da sociedade afetada. - Criador de gado - Criador dos porcos - Agricultores - Mercadores - Consumidores da cidade - Consumidores da cidade vizinha - Médicos - Biólogos - Prefeito - Criadores/vendedores de escargot ANEXO 2: Jogo Quebra a Teia Jogo Quebra a Teia Participantes: de 2 a 5 Material necessário: - Peças: - 32 cubos pequenos independentes e 1 grande - 1 mesa de suporte - 18 cartões indicando quantos quadrados devem ser derrubados - 1 ser humano - 1 martelo Montagem: - Tamanho da plataforma inteira 21x21 cm - Quadrados pequenos 3x3 82 - Quadrado grande 6x6 Figura1: vista lateral da mesa do jogo. Figura 2: vista superior da mesa. Figura 3: Mesa do jogo. Como jogar: Regras: - Jogadores: de 2 a 5. - Ordem de jogada: em sentido horário, começando pela pessoa escolhida pelo grupo de jogadores. - Objetivo do jogo: Propiciar a discussão acerca das relações existentes entre as espécies e sobre a importância que cada uma delas tem sobre toda a estrutura do ecossistema. - Cada jogador, na sua vez, pega uma carta do monte e segue as instruções dadas, derrubando o número de quadrados indicados, terminando sua vez. - O jogo acaba quando a estrutura colapsa, derrubando todos os quadrados. O jogo não tem vencedores nem perdedor. - O importante é a discussão que o jogo proporciona. Cartas: Não derrube nenhum quadrado: - Foi construído um corredor ecológico. Não jogue na próxima rodada. - Reflorestamento. O próximo jogador não retira carta. - Combate à biopirataria. Escolha alguém para não jogar na próxima rodada. 83 Derrube 1 quadrado: - Um pequeno incêndio tomou conta de uma floresta, mas como ele foi contido rapidamente, devastou somente uma pequena área. Derrube 1 quadrado. - Desmatamento para plantação de cana ou criação de gado. Derrube 1 quadrado. - Uma nova fábrica de carros está sendo construída na cidade. Derrube 1 quadrado. - Uma área grande foi alagada para a construção de uma usina hidrelétrica. Derrube 1 quadrado. - Uma termoelétrica está superaquecendo a temperatura de um rio. Derrube 1 quadrado. - Está havendo extração exagerada de recursos naturais para a alimentação sem respeitar o ciclo de vida dos animais. Derrube 1 quadrado. - Extração de animais para ornamentação. Derrube 1 quadrado. - Captura ilegal de animais para venda e uso como animais de estimação. Derrube 1 quadrado. - Um rio está sofrendo eutrofização por excesso de matéria orgânica. Derrube 1 quadrado. - Pesca com redes de arrasto. Derrube 1 quadrado. - Despejo de esgoto em local inapropriado. Derrube 1 quadrado. - Descarte irregular de baterias e pilhas. Derrube 1 quadrado. Derrube 2 quadrados: - Sua cidade está construindo um novo estádio de futebol para a Copa do Mundo. Para isso, uma área de floresta foi exterminada. Derrube 2 quadrados. - Houve um derramamento de óleo em alto-mar. Derrube 2 quadrados. - Um rio foi contaminado com agrotóxicos de uma fazenda. Derrube 2 quadrados. 84 85 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Humano 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 86 Foi construído um corredor ecológico. Não jogue na próxima rodada. Reflorestamento. O próximo jogador não retira carta. Combate à biopirataria. Escolha alguém para não jogar na próxima rodada. Um pequeno incêndio tomou conta de uma floresta, mas como ele foi contido rapidamente, devastou somente uma pequena área. Derrube 1 quadrado. Desmatamento para plantação de cana ou criação de gado. Derrube 1 quadrado. Uma nova fábrica de carros está sendo construída na cidade. Derrube 1 quadrado. Uma área grande foi alagada para a construção de uma usina hidrelétrica. Derrube 1 quadrado. Uma termoelétrica está superaquecendo a temperatura de um rio. Derrube 1 quadrado. Está havendo extração exagerada de recursos naturais para a alimentação sem respeitar o ciclo de vida dos animais. Derrube 1 quadrado. Extração de animais para ornamentação. Derrube 1 quadrado. Captura ilegal de animais para venda e uso como animais de estimação. Derrube 1 quadrado. Um rio está sofrendo eutrofização por excesso de matéria orgânica. Derrube 1 quadrado. Pesca com redes de arrasto. Derrube 1 quadrado. Despejo de esgoto em local inapropriado. Derrube 1 quadrado. Descarte irregular de baterias e pilhas. Derrube 1 quadrado. Sua cidade está construindo um novo estádio de futebol para a Copa do Mundo. Para isso, uma área de floresta foi exterminada. Derrube 2 quadrados. 87 Um rio foi contaminado com agrotóxicos de uma fazenda. Derrube 2 quadrados. Houve um derramamento de óleo em alto- mar. Derrube 2 quadrados. Um rio foi contaminado com agrotóxicos de uma fazenda. Derrube 2 quadrados. Houve um derramamento de óleo em alto- mar. Derrube 2 quadrados. Está havendo extração exagerada de recursos naturais para a alimentação sem respeitar o ciclo de vida dos animais. Derrube 1 quadrado. Extração de animais para ornamentação. Derrube 1 quadrado. Captura ilegal de animais para venda e uso como animais de estimação. Derrube 1 quadrado.Um rio foi contaminado com agrotóxicos de uma fazenda. Derrube 2 quadrados. Pesca com redes de arrasto. Derrube 1 quadrado. Despejo de esgoto em local inapropriado. Derrube 1 quadrado. Descarte irregular de baterias e pilhas. Derrube 1 quadrado. Sua cidade está construindo um novo estádio de futebol para a Copa do Mundo. Para isso, uma área de floresta foi exterminada. Derrube 2 quadrados. Uma área grande foi alagada para a construção de uma usina hidrelétrica. Derrube 1 quadrado. Uma termoelétrica está superaquecendo a temperatura de um rio. Derrube 1 quadrado. Foi construído um corredor ecológico. Não jogue na próxima rodada. Reflorestamento. O próximo jogador não retira carta. 88 Fonte das imagens: 1- Esponja <http://cache2.allpostersimages.com/p/LRG/38/3815/RYQIF00Z/posters/crowley- christopher-yellow-tube-sponges-aplysina-fistularis-phylum-porifera-caribbean.jpg> 2- Anêmona <http://www.aquablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/actinia.jpg> 3- Água-viva <http://2.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/Sf7MM8Pi2nI/AAAAAAAAF44/YquWkdMi SZw/s400/tamoya.jpg> 4- Recife de corais <http://2.bp.blogspot.com/-mcC0y- VzBlc/UBKck1TGAAI/AAAAAAAAOXI/FfE36_DBO7A/s400/coral000.jpg> 5- Lula <http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/16-26c6018c88.jpg> 6- Caramujo <http://2.bp.blogspot.com/- Quuu9vftlAs/ToutkczNeII/AAAAAAAAC90/ezxJWIv8Kvc/s1600/BXK21262_caramu jo-africano800.jpg> 7- Ostra <http://img.estadao.com.br/fotos/87/63/A6/8763A6978FD042D8BA7E19CF6CB224C6 .jpg> 8- Camarão <http://2.bp.blogspot.com/_86YvxUSQsLs/SxAzc- msHfI/AAAAAAAAAFs/qNRdO1Rjgkw/s1600/1456-I- camarao%2520de%2520barriga%2520azul.jpg> 9- Caranguejo <http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/crustaceos/crustaceos.gif/caranguejo.jpg> 10- Lagosta <http://3.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/TJFnQYIyyRI/AAAAAAAAVxI/dx- BsDpxbcM/s1600/3245lagosta.jpg> 11- Siri <http://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2012/01/20120105-869- The_Childrens_Museum_of_Indianapolis_-_Atlantic_blue_crab.jpg> 12- Estrela-do-mar <http://3.bp.blogspot.com/- oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+ Mar+22.jpg> 13- Bolacha-da-praia <http://2.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/SjWmKarFZuI/AAAAAAAAQcs/apj5Gb- ZJMw/s400/bolacha+do+mar+03.jpg> 14- Ouriço-do-mar <http://www.trilhasemergulho.com.br/mergulho/biologia-outros/Ourico-do-Mar- 01.jpg> 15- Pepino-do-mar <http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/holoturia.jpg> 16- Lírio-do-mar <http://static.panoramio.com/photos/large/11371834.jpg> 17- Tatuzinho-de-jardim <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Slater_rolled_up_for_wiki.jpg> 18- Minhoca http://cache2.allpostersimages.com/p/LRG/38/3815/RYQIF00Z/posters/crowley-christopher-yellow-tube-sponges-aplysina-fistularis-phylum-porifera-caribbean.jpg http://cache2.allpostersimages.com/p/LRG/38/3815/RYQIF00Z/posters/crowley-christopher-yellow-tube-sponges-aplysina-fistularis-phylum-porifera-caribbean.jpg http://www.aquablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/actinia.jpg http://2.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/Sf7MM8Pi2nI/AAAAAAAAF44/YquWkdMiSZw/s400/tamoya.jpg http://2.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/Sf7MM8Pi2nI/AAAAAAAAF44/YquWkdMiSZw/s400/tamoya.jpg http://2.bp.blogspot.com/-mcC0y-VzBlc/UBKck1TGAAI/AAAAAAAAOXI/FfE36_DBO7A/s400/coral000.jpg http://2.bp.blogspot.com/-mcC0y-VzBlc/UBKck1TGAAI/AAAAAAAAOXI/FfE36_DBO7A/s400/coral000.jpg http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/16-26c6018c88.jpg http://2.bp.blogspot.com/-Quuu9vftlAs/ToutkczNeII/AAAAAAAAC90/ezxJWIv8Kvc/s1600/BXK21262_caramujo-africano800.jpg http://2.bp.blogspot.com/-Quuu9vftlAs/ToutkczNeII/AAAAAAAAC90/ezxJWIv8Kvc/s1600/BXK21262_caramujo-africano800.jpg http://2.bp.blogspot.com/-Quuu9vftlAs/ToutkczNeII/AAAAAAAAC90/ezxJWIv8Kvc/s1600/BXK21262_caramujo-africano800.jpg http://img.estadao.com.br/fotos/87/63/A6/8763A6978FD042D8BA7E19CF6CB224C6.jpg http://img.estadao.com.br/fotos/87/63/A6/8763A6978FD042D8BA7E19CF6CB224C6.jpg http://2.bp.blogspot.com/_86YvxUSQsLs/SxAzc-msHfI/AAAAAAAAAFs/qNRdO1Rjgkw/s1600/1456-I-camarao%2520de%2520barriga%2520azul.jpg http://2.bp.blogspot.com/_86YvxUSQsLs/SxAzc-msHfI/AAAAAAAAAFs/qNRdO1Rjgkw/s1600/1456-I-camarao%2520de%2520barriga%2520azul.jpg http://2.bp.blogspot.com/_86YvxUSQsLs/SxAzc-msHfI/AAAAAAAAAFs/qNRdO1Rjgkw/s1600/1456-I-camarao%2520de%2520barriga%2520azul.jpg http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/crustaceos/crustaceos.gif/caranguejo.jpg http://3.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/TJFnQYIyyRI/AAAAAAAAVxI/dx-BsDpxbcM/s1600/3245lagosta.jpg http://3.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/TJFnQYIyyRI/AAAAAAAAVxI/dx-BsDpxbcM/s1600/3245lagosta.jpg http://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2012/01/20120105-869-The_Childrens_Museum_of_Indianapolis_-_Atlantic_blue_crab.jpg http://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2012/01/20120105-869-The_Childrens_Museum_of_Indianapolis_-_Atlantic_blue_crab.jpg http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpg http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpg http://3.bp.blogspot.com/-oPfRDqxiGzA/T7N5cst6MzI/AAAAAAAAUVM/wMIwYjau0pE/s1600/Estrela+do+Mar+22.jpg http://2.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/SjWmKarFZuI/AAAAAAAAQcs/apj5Gb-ZJMw/s400/bolacha+do+mar+03.jpg http://2.bp.blogspot.com/_6KbelgiYSgk/SjWmKarFZuI/AAAAAAAAQcs/apj5Gb-ZJMw/s400/bolacha+do+mar+03.jpg http://www.trilhasemergulho.com.br/mergulho/biologia-outros/Ourico-do-Mar-01.jpg http://www.trilhasemergulho.com.br/mergulho/biologia-outros/Ourico-do-Mar-01.jpg http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/holoturia.jpg http://static.panoramio.com/photos/large/11371834.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Slater_rolled_up_for_wiki.jpg 89 <http://images.imagensdeposito.com/fotos/m/minhoca-2382.jpg> 19- Caracol <http://th06.deviantart.net/fs70/PRE/f/2011/333/3/b/caracol_ii_by_marcel_rn- d4hodzp.jpg> 20- Sanguessuga <http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/sanguessuga2.jpg> 21- Opilião <http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2008/02/art3454img2.jpg> 22- Escorpião <http://static.hsw.com.br/gif/escorpiao-sem-agua-e-comida-2.jpg> 23- Aranha <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/98/Brachypelma_smithi_2009_G0 3.jpg> 24- Carrapato <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a2/Tick_male_%28aka%29.jpg> 25- Mosquito Anopheles <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Anopheles_albimanus_mosquito .jpg> 26- Besouro <http://2.bp.blogspot.com/_5f8TWVrIi64/TGx4ixMkROI/AAAAAAAAGU8/lllC3ZLj KFU/s400/3.jpg> 27- Mosquito Aedes <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ea/Aedes_Albopictus.jpg> 28- Abelha <http://www.sertho.com.br/abelha.jpg> 29- Barbeiro <http://3.bp.blogspot.com/_yePF2KESPuw/S9RvkaaXcTI/AAAAAAAAAAs/qQz_E7 Gag-s/s1600/barbeiro2.jpg> 30- Pulga <http://static.tiendy.com/shops/mimomimascota/uploads/istock_000002937031medium. jpg> 31- Wuchereria bancrofti <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Wuchereria_bancrofti_1_DPDX .JPG> 32- Schistosoma mansoni <http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/IMAGES/ParasiteImages/S- Z/Schistosomiasis/S_mansoni_adult_Lammie1.jpg> OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://images.imagensdeposito.com/fotos/m/minhoca-2382.jpg http://th06.deviantart.net/fs70/PRE/f/2011/333/3/b/caracol_ii_by_marcel_rn-d4hodzp.jpg http://th06.deviantart.net/fs70/PRE/f/2011/333/3/b/caracol_ii_by_marcel_rn-d4hodzp.jpg http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/sanguessuga2.jpg http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2008/02/art3454img2.jpg http://static.hsw.com.br/gif/escorpiao-sem-agua-e-comida-2.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/98/Brachypelma_smithi_2009_G03.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/98/Brachypelma_smithi_2009_G03.jpghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a2/Tick_male_(aka).jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Anopheles_albimanus_mosquito.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Anopheles_albimanus_mosquito.jpg http://2.bp.blogspot.com/_5f8TWVrIi64/TGx4ixMkROI/AAAAAAAAGU8/lllC3ZLjKFU/s400/3.jpg http://2.bp.blogspot.com/_5f8TWVrIi64/TGx4ixMkROI/AAAAAAAAGU8/lllC3ZLjKFU/s400/3.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ea/Aedes_Albopictus.jpg http://www.sertho.com.br/abelha.jpg http://3.bp.blogspot.com/_yePF2KESPuw/S9RvkaaXcTI/AAAAAAAAAAs/qQz_E7Gag-s/s1600/barbeiro2.jpg http://3.bp.blogspot.com/_yePF2KESPuw/S9RvkaaXcTI/AAAAAAAAAAs/qQz_E7Gag-s/s1600/barbeiro2.jpg http://static.tiendy.com/shops/mimomimascota/uploads/istock_000002937031medium.jpg http://static.tiendy.com/shops/mimomimascota/uploads/istock_000002937031medium.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Wuchereria_bancrofti_1_DPDX.JPG http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Wuchereria_bancrofti_1_DPDX.JPG http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/IMAGES/ParasiteImages/S-Z/Schistosomiasis/S_mansoni_adult_Lammie1.jpg http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/IMAGES/ParasiteImages/S-Z/Schistosomiasis/S_mansoni_adult_Lammie1.jpg 90 SUGESTÃO V – DIVERSIDADE DOS SERES VIVOS: FATORES DE AMEAÇA E O PAPEL DO SER HUMANO NA CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES Sumário AUTORES: Diego Bitencourt Mañas, Enrico Cacella, Gabriel Borgheti de Figueiredo, Vinicius Leonardo Biffi PÚBLICO-ALVO: Ensino Médio (2° ano ou quando a matéria estiver sendo tratada) CONTEXTO: A diversidade dos seres vivos é um tema de grande atratividade ao público em geral, principalmente aos entusiasmados pelas ciências naturais. Pelo entendimento geral, sabe-se que há uma riqueza enorme de espécies em regiões tropicais, como no Brasil. Entretanto, como é distribuída esta diversidade? Quais os animais presentes nos principais ecossistemas do mundo? Quais as características morfológicas e fisiológicas que permitem sua adaptação? Qual o papel do homem na conservação e na mitigação dos efeitos causados pelo desenvolvimento? Quais e como historicamente ocorreram os processos de extinção? Nas aulas anteriores, os alunos dever ter abordado o tema classificação dos seres vivos, incluídos os principais grupos taxonômicos animais. A importância da classificação dos organismos, baseada em critérios taxonômicos, e suas relações com o meio ambiente são habilidades que permitirão uma análise mais apurada sobre a diversidade dos organismos. Tendo esta base de conhecimento, é possível a construção de árvores filogenéticas e as relações de parentesco entre os organismos. OBJETIVOS: Proporcionar aos alunos o aprendizado sobre a diversidade e filogenia animal, bem como sua distribuição nos ecossistemas, fatores de extinção e ameaça e graus de ameaça para sua conservação. O aluno terá desenvolvida a habilidade de identificar os principais biomas em mapas e fazer associações com os caracteres adaptativos dos animais. Será estimulado o desenvolvimento do pensamento crítico sobre a atuação do homem nos ecossistemas, interferindo na conservação dos recursos naturais. Além disso, os alunos desenvolverão atividade em grupo, cada qual será responsável por abordar as características morfofisiológicas e ameaças a um grupo de animais em um bioma brasileiro a ser escolhido. No final da sequência didática, espera-se que os alunos 91 tenham incorporado por uma forma integradora e crítica a importância da diversidade de espécies e as ameaças que hoje sofrem, bem como ações para a mitigação dos efeitos degradantes dos processos ecológicos e de manutenção da biodiversidade. De acordo com Sasseron & Carvalho (2011), a Alfabetização Científica é sustentada por 3 grandes eixos: compreensão básica de termos, conhecimentos e conceitos científicos fundamentais; compreensão da natureza das ciências e dos fatores éticos e políticos que circundam sua prática; e entendimento das relações existentes entre ciência, tecnologia, sociedade e meio-ambiente. Com esta Sequência Didática (SD), pretende-se atingir estes 3 eixos e posicionar o aluno como agente gerador e solucionador dos problemas presentes na sociedade. MATERIAL: jogo “Dominó Filogenético” espécies fixadas Vídeos - Vídeos para aula 2: Os 5 Biomas Brasileiros: série de reportagens do Jornal Bom Dia Brasil:http://www.youtube.com/watch?v=IEpRHwuudJ0&list=PL672FBF46DA720576 Acesso em 17/05/2015 - Vídeo para aula 3: Filme Uma verdade Inconveniente de Davis Guggenhein (2006). DINÂMICA: Como proposta para revisão dos conceitos relacionados com a zoologia previamente estudados pelos alunos, será aplicado o jogo “Dominó Filogenético”. Segundo Tarouco et al. (2004), o uso de jogos como recursos didáticos pode ser muito eficiente na contextualização dos conteúdos presentes nos programas escolares. Além disso, divertem e retém o conteúdo por meio do exercício mental dos participantes. Devido à defasagem nas formas de ensinar e mesmo nas diferenças naturais que cada professor ensina, uma proposta de jogo pode acertar falhas no conhecimento do aluno e falhas na transmissão dos mesmos. Campos et al. (2003) mostra que jogos são ferramentas interessantes para preencher lacunas geradas no processo de aprendizado e, favorece a construção dos conhecimentos individuais por meio do trabalho em grupo. Em complemento às aulas, serão desenvolvidos roteiros didáticos para as aulas de demonstração de espécies fixadas e dos vídeos listados na seção Material. Nestes http://www.youtube.com/watch?v=IEpRHwuudJ0&list=PL672FBF46DA720576 92 roteiros, os alunos responderão algumas questões referentes aos materiais demonstrativos e vídeos, bem como questões que integram aulas de módulos anteriores. Na atividade de sensibilização sobre a atividade humana, os alunos deverão redigir um texto crítico sobre o tema, gerando hipóteses para alguns problemas levantados e possíveis soluções. Isto é de fundamental importância, pois ela promove capacidades e competências entre os alunos, permitido uma maior participação nos processos de decisão de seu cotidiano (MEMBIELA, 2007). Durante a sequência didática, os alunos desenvolverão um trabalho que será apresentado no sexto dia de aula e versará sobre os animais e as principais ameaças impostas a eles nos biomas brasileiros. Para o desenvolvimento das aulas, será utilizada a sequência relacionada ao conceito proposto por Krasilchik (2004). O conhecimento será organizado de tal forma que os conceitos apresentados integrem de forma crítica e analítica os fatores que interferem na diversidade e na conservação das espécies. São propostas para esta Sequência Didática 6 aulas, mesclando aulas teóricas, expositivas e práticas. Como complemento, será executado um jogo didático, vídeos e seminários que concluirão o tema proposto. Aula 1: Jogo “Dominó Filogenético” (Anexo 1) Aula teórica e expositiva, utilização de objeto didático, discussão baseada em algum texto base, artigo de revista acadêmica, leitura complementar, etc., à escolha do professor. Sugere-se textos de jornais e revistas de ampla divulgação, tanto para facilitar a leitura dos alunos quanto para integrá-lo e aproximá-lo da realidade ambiental. Primeiramente, os alunos receberão o jogo “Dominó Filogenético”, que tem como objetivo relacionar conceitos prévios (as regras se encontram junto com as peças, no anexo I). Será fornecido aos alunos um mapa-múndi (anexo 2) contendo somente os contornos dos continentes e que deverá ser completado com os nomes e com a delimitação geográfica dos biomas que cada aluno lembrar. Resultado: Através dessa atividade o professor conseguirá identificar quais são os biomas mais lembrados pelo grupo de alunos e, em um segundo momento da atividade, pode fornecer as informações sobre outros biomas não citados pelos alunos e também corrigireventuais erros cometidos no preenchimento do mapa. Utilizando o mapa confeccionado pelos alunos o professor deve discutir que exemplos de animais que 93 habitam cada uma das áreas delimitadas, e de que forma o homem explora esses biomas (atividades de caça, mineração, extração de madeira etc.). Apresentação da proposta de seminários ao fim da sequencia didática. Os alunos serão divididos em grupos para a produção de um seminário na última aula da sequência didática. Cada grupo apresentará um bioma brasileiro tratando dos animais ameaçados e as principais causas da perda de biodiversidade. Serão os seis biomas (Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Pampas, Cerrado e Pantanal) pesquisados pelos alunos com o auxílio da internet e livros da biblioteca da escola. A apresentação será na forma oral, por 10 minutos cada, sendo opcional o uso de materiais digitais. Os detalhes e andamento dos projetos serão acompanhados durante as aulas. Objetivos específicos de aprendizagem: Nesta aula, haverá um levantamento prévio dos conhecimentos adquiridos pelos alunos ao longo dos anos nos tópicos de ecossistemas, geologia e filogenia. Conteúdos a serem trabalhados: - Localização no planisfério dos principais ecossistemas; - Identificação breve das principais características físicas e climáticas; - O que é geologia? - Historia geológica dos continentes; - Analisar a capacidade de caracterização dos principais grupos de animais e seu parentesco; Avaliação: Entrega do mapa desenvolvido em sala. Também será solicitada aos alunos a produção de uma redação sumarizando o que foi discutido em sala de aula a ser entregue na aula seguinte, visando um levantamento mais completo dos conhecimentos prévios dos alunos. Aula 2: Biomas e as adaptações dos seres vivos Aula teórica e expositiva. Apresentação de Vídeos sobre os biomas brasileiros em uma série de reportagens apresentadas no jornal Bom dia Brasil da Rede Globo de Televisão: Os 5 Biomas Brasileiros: série de reportagens do Jornal Bom Dia Brasil:http://www.youtube.com/watch?v=IEpRHwuudJ0&list=PL672FBF46DA7 20576 Acesso em 17/05/2015. Demonstração de espécies fixadas para visualização de caracteres adaptativos. As espécies fixadas poderão ser solicitadas sob caráter de empréstimo com o Museu de http://www.youtube.com/watch?v=IEpRHwuudJ0&list=PL672FBF46DA720576 http://www.youtube.com/watch?v=IEpRHwuudJ0&list=PL672FBF46DA720576 94 Zoologia da Universidade de São Paulo (necessário agendamento prévio do empréstimo das peças) e ou nos principais Institutos de Biociências e Zoologia do Brasil. Caso o professor não tenha a possibilidade de acessar estes institutos, ainda é possível uma demonstração em apresentação de imagens de caracteres morfológicos animais, como penas, peles dos diferentes grupos de animais, bicos, anatomia e etc. Estas comparações sempre devem focar o âmbito evolutivo-adaptativo das espécies. Objetivos específicos de aprendizagem: Nesta aula, os alunos deverão ser capazes de identificar em mapas os locais onde ocorrem as maiores diversidades de espécies, caracterização das condições físicas e climáticas dos principais biomas no mundo e reconhecer as características morfofisiológicas dos animais que fazem com que estes estejam adaptados ao meio ambiente. Conteúdos a serem trabalhados: - Delimitação das regiões tropicais, subtropicais, temperadas e polares do globo terrestre; - Tempo de história natural das espécies levando em conta os cenários geológicos do passado; - Por que há mais espécies nas regiões tropicais? - Características físicas dos principais ecossistemas do mundo - Discussão sobre as adaptações morfofisiológicas dos animais Avaliação: Será desenvolvido um relatório das atividades onde o aluno responderá algumas questões de forma direta e outras de forma analítica e integradora (anexo 3). Aula 3: Biomas Brasileiros e o aquecimento Global Aula teórica e vídeo demonstrando impacto das atividades humanas. Selecionar trechos do filme “Uma Verdade Inconveniente (2006)”, dirigido por Davis Guggenhein. A seleção deverá privilegiar os principais impactos e as consequências do aceleramento dos processos de aquecimento global e emissão de CO2. Objetivos específicos de aprendizagem: Analisar a localização dos ecossistemas no Brasil, suas características e sua distribuição histórica. Mostrar aos alunos, a história do desenvolvimento do território brasileiro e a transformação dos biomas afetados. Com o panorama do atual estado de conservação dos biomas brasileiros, os alunos deverão reconhecer quais as principais espécies que estão sofrendo ameaça de extinção. Conteúdos a serem trabalhados: 95 - Os biomas brasileiros; - Características físico-climáticas dos principais biomas brasileiros; - Desenvolvimento da ocupação territorial brasileira; - Atual distribuição dos biomas; - Quais as características que os animais adquiriram na história evolutiva que permitiram a ocupação de seus hábitats? Avaliação: Sem avaliação. Aula 4: Impactos ambientais Antrópicos Aula expositiva. Objetivos específicos de aprendizagem: O aluno deverá ser capaz de identificar os fatores de impacto no meio ambiente nos processos de desenvolvimento humano em diferentes escalas. Os impactos dessas atividades sobre a biodiversidade serão abordados na aula seguinte. Conteúdos a serem trabalhados: - Quais as formas de impacto ambiental? Determinação de pequenos e grandes impactos, individuais e coletivos; - Processos de urbanização e industrialização: prós e contras; - Efeitos em cadeia decorrentes da supressão de biomas; - Valorização dos sistemas naturais, serviços ecossistêmicos; - Análise do desenvolvimento dos seminários. Avaliação: Baseado no método de pesquisa (observação, problema, hipótese, teste e conclusão), os alunos deverão realizar uma pesquisa simples no bairro onde moram, identificando um impacto ambiental (problema) e analisando-o. Os problemas incluirão impermeabilização do solo, poluição de rios e córregos, poluição do ar, sonora, supressão de vegetação etc. Aula 5: Grandes Extinções Aula expositiva. Objetivos específicos de aprendizagem: Nesta aula, os alunos deverão compreender os principais fatores para a extinção de espécies, como que os processos ocorriam no passado e o que está ocorrendo no presente. Além disso, o aluno entenderá os processos das grandes extinções, sua importância e consequência para a diversificação de novas espécies. 96 Conteúdos a serem trabalhados: - Quais foram as grandes extinções?; - Como ocorreram as grandes extinções?; - Extinção como um processo natural; - Consequências positivas e negativas dos processos de extinção; - Impacto humano sobre a diversidade e extinção de espécies (caça predatória de mamíferos, contrabando de aves, desequilíbrio ecológico causando doenças em anfíbios, espécies invasoras, etc.); - Análise das espécies ameaçadas de extinção por perda de habitat; Avaliação: Levantamento sobre as espécies ameaçadas nos principais biomas brasileiros a ser entregue na aula seguinte, no qual cada grupo explorará as espécies de um determinado bioma utilizando como ferramentas de busca listas da IUCN e listas vermelhas estaduais e/ou nacionais. Aula 6: Seminários Biomas Brasileiros Seminários apresentados pelos alunos. Objetivos específicos de aprendizagem: Nesta aula, os alunos apresentarão os projetos que desenvolveram durante as aulas da sequência didática. Avaliação: Nota sobre os seminários. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais + (PCN+) - Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação - Câmara de Educação Básica. Resolução n. 2, de 30 de janeiro de 2012 - defineDiretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. CAMPOS, L., LUNARDI, M., BORTOLOTO, T.M. & FELÍCIO, A. K. C. (2003). A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. Cadernos dos Núcleos de Ensino, pp 35-48. KRASILCHIK, M. (2004). Práticas de Ensino de Biologia. 4ª ed. São Paulo: Universidade de São Paulo MEMBIELA, P. (2007). Sobre La Deseable Relación entre Comprensión Pública de La Ciência y Alfabetización Científica, Tecné, Episteme y Didaxis, n.22, pp.107- 111. 97 SASSERON, L.H. e CARVALHO, A.M.P. (2011). Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica, Investigações em Ensino de Ciências, v.16 n.1 pp. 59-77. TAROUCO, L. M. R., ROLAND, L.C., FABRE, M.C., KONRATH, M.L.P. (2004). Jogos Educacionais, Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. v.2 n° 1. 98 ANEXOS: ANEXO 1: Dominó Filogenético Dominó Filogenético Participantes: Pode ser jogado por 2 a 4 jogadores. Idade: Ensino Médio Objetivo do jogo: O objetivo do jogo é colocar todas as suas peças na mesa antes dos adversários. Material necessário: - Constituído por 45 cartas, sendo que cada carta é dividida em 2 espaços iguais nos quais aparecem informações (foto ou texto) sobre determinado Filo animal (Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes, Nemathelminthes, Mollusca, Annelida, Arthropoda, Echinodermata e Chordata). As cartas abrangem todas as combinações possíveis entre os Filos. Como Jogar: - As peças são embaralhadas na mesa e cada jogador recebe 7 cartas. O restante das cartas fica em uma pilha de compra. - O jogador que começa a partida pode ser definido através de uma partida prévia de “par-ou-ímpar”. Ele inicia a partida colocando uma carta (a sua escolha) no centro da mesa. - A partir daí, cada jogador deve tentar encaixar alguma carta sua nas cartas que estão na extremidade do jogo, uma por vez. Só podem ser encaixadas cartas com informações do mesmo Filo. - Quando um jogador não consegue encaixar uma peça, ele deve comprar cartas da pilha até que receba uma carta que possa ser usada. Se depois de 5 cartas retiradas da pilha o jogador não tenha recebido nenhuma carta que possa ser útil, a vez é passada para o próximo jogador. - A partida pode terminar em duas circunstâncias: - quando um jogador coloca todas as suas cartas na mesa, tornando-se vencedor; - quando não há mais possibilidade de encaixar novas peças. nesse caso, o jogo deve ser reiniciado. Características utilizadas para cada Filo: Porifera Conhecidas como esponjas Não formam tecidos Exclusivamente filtradores Possuem coanócitos Podem se reproduzir por brotamento Cnidaria Primeiros a apresentar órgãos verdadeiros Possuem cnidoblastos Seu sistema nervoso é difuso Possuem simetria radial Podem alternar fases de pólipo (séssil) e de medusa (móvel) 99 Platyhelminthes Conhecidos como "vermes achatados" São triblásticos acelomados Alguns parasitas são vetores de doenças (tênia, esquistossomo) Realizam excreção por células-flama (protonefrídeos) Possuem ocelos com células fotorreceptivas Nematelminthes Conhecidos como "vermes cilíndricos" São triblásticos pseudocelomados Primeiros a apresentar sistema digestivo completo Alguns parasitas são vetores de doenças (lombriga, ancilóstomo, filária) Parte das excretas é eliminada através de renetes Mollusca Podem possuir concha Possuem rádula Respiram por brânquias ou por pulmões Seu sistema circulatório pode ser aberto ou fechado Classes mais conhecidas: bivalves, gastrópodes e cefalópodes Annelida Conhecidos pelo corpo anelado Apresentam sistema circulatório fechado Possuem um par de metanefrídeos por segmento Dividem-se em oligoquetos, poliquetos e hirudíneos É grupo-irmão de Arthropoda Arthropoda Apresentam exoesqueleto de quitina Possuem apêndices articulados Realizam mudas Apresentam respiração traqueal ou branquial Incluem insetos, aracnídeos e crustáceos Echinodermata Primeiros a apresentarem endoesqueleto calcário Apresentam simetria pentaradial São exclusivamente marinhos Apresentam sistema ambulacral É grupo-irmão de Chordata Chordata Inclui os protocordados e vertebrados Possuem notocorda e tubo neural na fase embrionária Possuem faringe branqueal com vendas na fase embrionária É grupo-irmão de Echinodermata Inclui os grupos mais conhecidos: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos 100 Cartas: 101 102 103 104 OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS 105 Esquema de montagem 106 ANEXO 2: Mapa-mundi para aula 1 Fonte: http://www.world- Geographics.com/cfg/public/_lib/img/maps/world/world_map_us_states.png 107 ANEXO 3: Exemplos de questões para a aula 2 1) Quais são os principais biomas brasileiros e em quais regiões eles estão? 2) Onde há maior diversidade de animais e plantas? E onde há menos? 3) Explique esta alta diversidade com base no que foi ensinado em sala de aula sobre este tema. 4) Cite algumas características de um animal presente no bioma da Caatinga e algumas características de um animal que vive na Mata Atlântica. 5) O bioma da Mata Atlântica possui uma fisionomia homogênea? Explique como ela é e se há diferenças nas espécies de animais que nelas habitam. 6) Cite algumas alternativas de manejo na Floresta Amazônica. 7) Como é a vegetação dos Pampas? Qual sua importância econômica? 8) Qual o maior problema da perda de biodiversidade da mata atlântica? Como que isso ocorreu? 108 SUGESTÃO VI – INTEGRANDO DIVERSIDADE E EVOLUÇÃO Sumário AUTORES: Lucas Paoliello Medeiros, Marina Minto Cararo, Paula Amaral de Carvalho PÚBLICO-ALVO: Ensino Médio (3° E.M.) CONTEXTO: A “Proposta Curricular do Estado de São Paulo” indica uma sequência de temas da Biologia, que devem ser ensinados aos alunos do Ensino Médio. No terceiro ano, os alunos aprendem primeiro as bases biológicas da classificação (1° bimestre), depois a parte de biologia vegetal seguido da biologia animal (2° bimestre) e por último a evolução dos seres vivos (3° e 4° bimestres). Portanto, nessa ordem, é mais difícil para os alunos relacionarem o que aprenderam na parte de classificação de seres vivos com um sentido evolutivo, o que acaba gerando uma visão desarticulada sobre o assunto. Assim, falta um momento onde os alunos tenham a oportunidade de pensar o processo de diversificação dos organismos numa perspectiva evolutiva, que dê sentido às classificações estudadas previamente. Tendo em vista a importância da articulação destes conhecimentos, propomos uma sequência didática que resgate as noções de classificação biológica, vinculando-a a teoria da evolução. A atual forma de divisão dos temas estruturadores em biologia (PCN+, 2002)propicia a compartimentalização dos conteúdos, sem dar aos alunos a oportunidade de sintetizar e dar coerência ao conjunto (Krasilchik, 2008). Deste modo, essa sequência tem o propósito de mostrar a conexão entre a biodiversidade e a evolução, tema importante por fazer com que os alunos tenham a oportunidade de reconhecer a relevância da classificação biológica, não só como instrumento de organização dos grupos de seres vivos, mas como forma de compreender a imensidão da biodiversidade. Além disso, desenvolver uma atividade com a interface biodiversidade/evolução permite que os alunos vejam a biodiversidade como parte do processo evolutivo, isso ajudaria a elucidar equívocos comuns nas duas áreas, como por exemplo, a ideia de que os grupos de animais são apenas formas de organizar e classificar, ou de que o ser humano é o resultado final do processo evolutivo. 109 Uma atividade com esse objetivo seria melhor aproveitada se realizada no final do terceiro ano, onde as partes de classificação dos seres vivos, fisiologia e evolução já foram abordadas. Assim, essa sequência didática seria uma boa forma de complementar esses temas e de mostrá-los aos alunos sob uma outra perspectiva. Além disso, os alunos teriam as noções básicas para um melhor entendimento e seriam capazes de estabelecer relações como entre a forma de vida dos animais com as características “fixadas” ou “perdidas” naquela linhagem. OBJETIVOS: Ao final desta sequência de aulas os alunos deverão ser capazes de: • Confrontar interpretações baseadas no senso comum com interpretações científicas. • Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas e linguagem simbólica. • Reconhecimento de questões científicas, identificação de evidências, elaboração de conclusões, comunicação de conclusões e demonstração da compreensão de conceitos científicos, contribuindo para o letramento em Ciências dos alunos. • Relacionar os processos responsáveis pela diversidade genética para elaborar explicações sobre a grande variedade de espécies no planeta. • Conhecer algumas explicações sobre a diversidade das espécies, seus pressupostos, seus limites, o contexto em que foram formuladas. • Entender como a vida se diversificou a partir de uma origem comum e dimensionar os problemas relativos à biodiversidade. • Reconhecer a importância da classificação biológica para a organização e compreensão da enorme diversidade dos seres vivos. • Traçar as grandes linhas da evolução dos seres vivos a partir da análise de árvores filogenéticas MATERIAL: Atividade diagnóstica: lista de exercícios - classificação e evolução (Anexo 1). Jogo de tabuleiro “ Qual é a filogenia?” (Anexo 2) cujo o objetivo dos alunos que estarão agrupados formando “grupos de pesquisa” é coletar informações e dicas 110 para montar uma hipótese filogenética do grupo Reptilia (adaptada de Pough, et al., 2008) Roteiro de visita ao Zoológico (Anexo 3). DINÂMICA: 1ª Aula: Explorando a visão dos estudantes Modalidade(s) Didática(s): Resolução de exercícios com finalidade diagnóstica Conteúdos a serem trabalhados: Lista de exercícios sobre classificação e evolução (Anexo 1). Atividade a ser desenvolvida: Resolução individual de uma lista de exercícios, a qual será discutida e revista pelos alunos em outro momento da sequência didática. Objetivos específicos de aprendizagem: O objetivo principal é identificar qual o conhecimento dos alunos sobre os temas (Classificação da Biodiversidade e Evolução), suas principais dúvidas e conceitos equivocados. Pretende-se verificar com os exercícios se os alunos compreendem a diferença entre organização e classificação, a importância dos critérios em uma classificação, além das principais ideias associadas ao tema (o sistema de classificação de Lineu e a teoria evolutiva atualmente aceita). Avaliação: Entrega da lista de exercícios. 2ª Aula: Classificação da biodiversidade e sua relação com a história evolutiva Modalidade(s) Didática(s): Aula expositiva dialogada Conteúdos a serem trabalhados: Para quê classificar? – Os objetivos da classificação dos seres vivos. Classificação da Biodiversidade e história evolutiva – A biodiversidade é resultado do processo evolutivo, e a classificação é baseada na história evolutiva das linhagens de seres vivos, levando em conta características moleculares, anatômicas e fisiológicas, entre outras. O ser humano na classificação biológica – A superação do antropocentrismo. O ser humano, assim como os outros seres vivos, é parte de um processo evolutivo e não a finalidade ou ápice da evolução. Atividade a ser desenvolvida: Exposição dos conteúdos com interação dos alunos. Discussão das respostas da lista de exercícios da aula anterior, esclarecimento das dúvidas e confronto das ideias prévias dos alunos com o conteúdo apresentado em sala. 111 Objetivos específicos de aprendizagem: Obtenção e organização de dados; comparação das ideias prévias a aula com as novas; interpretação do conteúdo estimulando uma olhar crítico sobre os conhecimentos prévios deste assunto. Avaliação: Avaliação informal através da contribuição dos alunos com questionamentos e respostas. 3ª Aula: Introdução à Sistemática Filogenética Modalidade(s) Didática(s): Aula expositiva dialogada Conteúdos a serem trabalhados: O embasamento evolutivo dos sistemas de classificação: - Leitura de filogenias - Conceito de linhagens, apomorfia e sinapomorfia Atividade a ser desenvolvida: Exposição dos conteúdos com interação dos alunos. Objetivos específicos de aprendizagem: Obtenção e organização de dados; interpretação do conteúdo, de modo que os alunos consigam inserir novos conceitos no entendimento de classificação biológica, fazendo com que haja coerência entre o conteúdo e ressignificando os conhecimentos prévios. Avaliação: Avaliação informal através da contribuição dos alunos com questionamentos e respostas. 4ª Aula: Construção de Hipótese Filogenética Modalidade(s) Didática(s): Simulação - Jogo Conteúdos a serem trabalhados: Irradiação adaptativa Divergência de linhagens a partir de um ancestral comum Leitura de filogenia Conceito de linhagem, apomorfia e sinapomorfia Interdisciplinaridade no processo científico: integração de diversas áreas (paleontologia, biologia molecular, zoologia, evolução) no processo de construção dos conhecimentos em classificação biológica e relações evolutivas. Compreensão do processo científico e as incertezas a que é sujeito. Atividade a ser desenvolvida: Jogo – “Qual é a filogenia?” (Anexo 2) 112 Objetivos específicos de aprendizagem: Compreensão do tema com base em exemplos; aplicação de conceitos em uma situação-problema; olhar crítico sobre os sistemas de classificação; compreensão da dinâmica da atividade científica e da natureza da ciência. Avaliação: Avaliação informal através da participação e envolvimento dos alunos. 5ª Aula: Problemas nas classificações filogenéticas e os diferentes conceitos de espécie Modalidade(s) Didática(s): Aula expositiva dialogada Conteúdos a serem trabalhados: Grupos polifiléticos e parafiléticos; politomias e nós não-resolvidos; os conceitos morfológico, evolutivo, ecológico e biológico de espécie; espécies tem uma existência real ou são apenas agrupamentos criados pelos cientistas?; implicações da escolha de um conceito para a classificação. Atividade a ser desenvolvida: Exposição dos conteúdos com interação dos alunos. Objetivos específicos de aprendizagem: Espera-se que ao final desta aula os alunos compreendam que as classificações são hipóteses evolutivas e, portanto, têm limitações (devido principalmente à quantidade de informações disponíveis para análise); deverão também compreenderos diferentes conceitos de espécie e que definições são convenções (e, portanto, não são nem verdadeiras nem falsas); deve ficar claro que não existe um conceito universal de espécie (cada conceito é adequado para uma situação diferente) e que a discussão acerca da definição de espécie ainda acontece na comunidade científica. Avaliação: Avaliação informal através da contribuição dos alunos com questionamentos e respostas. 6ª Aula: Integrando Conceitos Modalidade(s) Didática(s): Visita a ambiente de educação não-formal com roteiro para estudo dirigido. Conteúdos a serem trabalhados: Classificação filogenética dos grandes grupos de animais; critérios de organização/classificação. Atividade a ser desenvolvida: Visita ao Zoológico de São Paulo e comparação da distribuição dos animais no parque com a classificação filogenética dos grupos observados; resolução das questões do roteiro para estudo dirigido (Anexo 3). Objetivos específicos de aprendizagem: Aplicação dos conhecimentos sobre classificação e evolução em uma situação real; desenvolvimento de olhar crítico sobre 113 os sistemas de classificação; criatividade para sugerir formas alternativas de organização dos animais. Avaliação: Avaliação formal individual através das respostas do estudo dirigido. Avaliação da Sequência Didática Será realizada uma avaliação formativa, levando em conta o envolvimento dos alunos nas atividades em sala e o cumprimento dos objetivos propostos. Entram na composição da nota final: a participação nas atividades em sala (resolução da lista de exercícios, aulas expositivas e desempenho no jogo) e a resolução do estudo dirigido. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: Brasil, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2002. 244p. KRASILCHIK, M. Modalidades didáticas. In:______. Prática de Ensino de Biologia. 4ª edição, São Paulo: Edusp, .p.77-120. 2008. KRASILCHIK, M. Planejamento Curricular. In:______. Prática de Ensino de Biologia. 4ª edição, São Paulo: Edusp,.p.41-53. 2008. POUGH, F.H.;, HEISER, J.B.; MCFARLAND, W.N. Origem e Radiação dos Tetrápodes. In:______. A vida dos vertebrados. 4ª edição, São Paulo: Atheneu. p.198- 200. 2008. POUGH, F.H.;, HEISER, J.B.; MCFARLAND, W.N. Os Lepidosauria: Tuatara, Lagartos e Serpentes. In:______. A vida dos vertebrados. 4ª edição, São Paulo: Atheneu, p.327-363. 2008. POUGH, F.H.;, HEISER, J.B.; MCFARLAND, W.N. Os Diápsida da Era Mesozóica: Dinosauria, Crocodylia e Aves. In:______. A vida dos vertebrados. 4ª edição, São Paulo: Atheneu,. p.389-391. 2008. 114 ANEXOS: ANEXO 1: Levantamento de ideias prévias CLASSIFICAÇÃO E EVOLUÇÃO – LEVANTAMENTO DE IDEIAS PRÉVIAS 1. 1) Observe os objetos a seguir e proponha um sistema de organização para eles. Justifique, explicando os critérios utilizados para organizar os objetos. 2. 3. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 115 ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 4. 2) Explique, com suas palavras, porque classificamos os seres vivos. Qual a diferença entre classificar e organizar a diversidade biológica? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 5. 3) Explique, com suas palavras, o que é a evolução biológica. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 6. 4) (UEPG) Em 1735, o botânico sueco Lineu publicou o trabalho Systema Naturae, no qual propôs a classificação dos seres vivos em grupos, hoje chamados táxons, que constituem uma hierarquia. As categorias taxonômicas por ele propostas ainda são mantidas até os dias atuais, com algumas poucas modificações. Sobre seu trabalho e a taxonomia atual assinale o que for correto. 01) A sequência correta para as categorias taxonômicas atualmente é: reino – classe – filo – ordem – gênero – família – espécie. 02) O critério básico da classificação de Lineu, quando ainda não havia surgido a teoria da evolução biológica, era a semelhança anatômica entre os organismos, pois as espécies eram consideradas tipos padrões e imutáveis, conceito este chamado de fixismo. 04) Em vez de serem "tipo" imutáveis, caracterizados apenas pela anatomia, as espécies são hoje classificadas segundo critérios fisiológicos, embriológicos, bioquímicos, genéticos e ecológicos, que podem revelar mais corretamente seus parentescos naturais e evolutivos. 08) Atualmente foram acrescentados mais dois táxons às categorias taxonômicas propostas por Lineu: o filo e a família. 16) Nesse sistema de classificação havia dois grandes grupos: reino vegetal e reino animal. Dentro de cada reino eram reunidas várias classes; numa classe, várias ordens; numa ordem, vários gêneros e num gênero, várias espécies. 116 Resposta: Justificativa: ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 7. 5) (UFRS) Os cinco cladogramasdas alternativas ilustram relações filogenéticas entre os táxons hipotéticos 1, 2, 3, 4 e 5. Quatro desses cladogramas apresentam uma mesma hipótese filogenética. Assinale a alternativa que contém o cladograma que apresenta hipótese filogenética diferente das demais. Resposta: Justificativa: _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 8. 6) (UFPE) Quando se considera o processo evolutivo, se tem em mente que as populações experimentam um conjunto de mudanças ao longo do tempo. Sobre esse tema, analise as proposições com verdadeiro ou falso. ( ) As mutações podem ser favoráveis, indiferentes ou desfavoráveis, dependendo do ambiente em que vivem os organismos mutados. ( ) Casamento entre pessoas aparentadas (cruzamentos consanguíneos) aumenta a frequência de alelos deletérios na população. ( ) A seleção natural atua sobre a diversidade genética intraespecífica; os indivíduos mais bem adaptados ao ambiente são selecionados. ( ) A semelhança entre a estrutura interna da asa do morcego e a do membro superior humano é indicativa do tipo de evolução denominado convergência adaptativa. ( ) O acaso pode provocar alterações significativas na frequência de diferentes alelos. 117 Fontes das imagens: http://hortas.info/sites/default/files/field/image/feijao001.jpg (Feijão) http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/03-BICcristal2008-03- 26.jpg (Caneta) http://www.tucanogold.com.br/Imagens/produtos/77/2277/2277_Ampliada.jpg (Concha) http://beneficiosnaturais.com.br/wp-content/uploads/2014/05/casca-de-ovo.jpg (Casca de ovo) http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Patadevaca1.jpg/220 px-Patadevaca1.jpg (Folha) http://www.skamuller.com.br/public/img/produto/lapis---14068-01- 523f9ac2b74b6.jpg (Lápis) http://www.romapel.com/1486-thickbox/borracha-maxprint-tk-plast-branca- plastica.jpg (Borracha) http://guiauniversopet.com.br/wp- content/uploads/2012/09/compulsao_aves_penas.jpg (Pena) http://www.gizpublico.com/pluginfile.php/1/theme_essential/slide4image/142604 0009/giz6.png (Giz) http://www.correpar.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Milho.jpg (Milho) ANEXO 2: Jogo “ Qual é a filogenia?” CONTEXTUALIZAÇÃO: O breve texto a seguir deverá ser entregue aos grupos. “Vocês constituem um grupo de pesquisa da Universidade, e no momento conseguiram a aprovação de recursos para um projeto de pesquisa cujo objetivo é montar uma hipótese filogenética que represente a história evolutiva dos Reptilia, uma linhagem de vertebrados amnióticos que deu origem a vários grupos atuais. Seu grupo já possui espécimes das linhagens principais, agora precisa analisá- las para descobri se, onde e como se encaixam em Reptilia.” OBJETIVO: Montar a hipótese filogenética de Reptilia, de acordo com a filogenia de referência (Fig. 1, adaptada de Pough et al., 2008) que ficará com o professor. Os grupos deverão se basear nas pistas descobertas. Figura 1. Hipótese Filogenética de referência para o jogo. COMPONENTES: 1 tabuleiro (Fig. 2); 17 cartas “Um passo para frente ou dois para trás?” (Fig. 3); 44 cartas de “Características” (Fig. 4) sendo 4 conjuntos com 11 cartas distintas; 48 cartas “Desvendando a Filogenia” (Fig. 5) sendo 4 conjuntos com 12 cartas distintas); 4 esqueleto para montagem da filogenia (Fig. 6); 44 cartas representando os grupos de animais (Fig. 7), sendo 4 conjuntos com 11 cartas; 1 dado e 4 marcadores. COMPONENTES: 1 tabuleiro (Fig. 2); 17 cartas “Um passo para frente ou dois para trás?” (Fig. 3); 44 cartas de “Características” (Fig. 4) sendo 4 conjuntos com 11 cartas distintas ; 48 cartas “Desvendando a Filogenia” (Fig. 5) sendo 4 conjuntos com 12 http://hortas.info/sites/default/files/field/image/feijao001.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/03-BICcristal2008-03-26.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/03-BICcristal2008-03-26.jpg http://www.tucanogold.com.br/Imagens/produtos/77/2277/2277_Ampliada.jpg http://beneficiosnaturais.com.br/wp-content/uploads/2014/05/casca-de-ovo.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Patadevaca1.jpg/220px-Patadevaca1.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Patadevaca1.jpg/220px-Patadevaca1.jpg http://www.skamuller.com.br/public/img/produto/lapis---14068-01-523f9ac2b74b6.jpg http://www.skamuller.com.br/public/img/produto/lapis---14068-01-523f9ac2b74b6.jpg http://www.romapel.com/1486-thickbox/borracha-maxprint-tk-plast-branca-plastica.jpg http://www.romapel.com/1486-thickbox/borracha-maxprint-tk-plast-branca-plastica.jpg http://guiauniversopet.com.br/wp-content/uploads/2012/09/compulsao_aves_penas.jpg http://guiauniversopet.com.br/wp-content/uploads/2012/09/compulsao_aves_penas.jpg http://www.gizpublico.com/pluginfile.php/1/theme_essential/slide4image/1426040009/giz6.png http://www.gizpublico.com/pluginfile.php/1/theme_essential/slide4image/1426040009/giz6.png http://www.correpar.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Milho.jpg 118 cartas distintas) ; 4 esqueleto para montagem da filogenia (Fig. 6); 44 cartas representando os grupos de animais (Fig. 7), sendo 4 conjuntos com 11 cartas; 1 dado e 4 marcadores. PARTICIPANTES: De 2-4 grupos, sendo cada grupo composto de 2-4 jogadores e o número de jogadores por tabuleiro não seja superior a 10. ORGANIZAÇÃO: Deve-se embaralhar as cartas “Um passo para frente ou dois para trás?” e formar um monte no meio do tabuleiro. Separar a quantidade de conjuntos das cartas de “Características” equivalente ao número de grupos de pesquisa, os quais devem ser embaralhados e colocados no centro do tabuleiro. Quanto às cartas “Desvendando a Filogenia”, deve-se separar o número de conjuntos de acordo com o número de grupos, podendo misturar os conjuntos e as cartas serem retiradas aleatoriamente, ou então os conjuntos podem ficar separados e os grupos retirarem as cartas na ordem numérica, facilitando o jogo. Cada grupo receberá uma representação temporal com o esqueleto da filogenia e grupos de animais que podem ou não fazer parte da filogenia. COMO JOGAR: O primeiro grupo a jogar lança os dados e avança o número de casas equivalente aos pontos dos dados. Cada vez que o jogador passar pelo início receberá uma carta de “Características”. Dependendo da casa em que o jogador cair deverá seguir as instruções a seguir: Um passo a frente ou dois para trás? – Ao cair nessa casa você irá retirar uma carta do monte que irá te dizer se sua pesquisa contará com algum avanço ou empecilho. Ao ler as instruções devolva a carta no fim do monte. Laboratório de análise – envie um espécime de sua preferência para análise e obtenha características relevantes para seu posicionamento filogenético. Retire uma carta de “Características” e guarde com seu grupo. Se a carta for repetida guarde assim mesmo, pois pode servir para trocas futuras. Desvendando a filogenia – Nessa casa você obterá cartas com informações importantes para estabelecer as relações entre os grupos de animais. Cada carta corresponde a dados de uma linhagem. As cartas encontram-se numeradas e são recebidas de acordo com a ordem numérica (caso queiram dificultar o jogo, as cartas podem ser embaralhadas e recebidas aleatoriamente). Como o grupo pode perder suas cartas para os outros grupos é importante que alguém anote as dicas. Imunidade – o grupo que estiver nessa casa não poderá ceder suas cartas aos outros grupos. Vá para a Biblioteca – o grupo precisa de mais informações teóricas, então ficará lá estudando. O grupo só poderá sair da biblioteca ao tirar números iguais nos dados. Biblioteca – passagem livre, a nãoser que o grupo tenha alguma tarefa para terminar lá: escrever tese, relatório ou estudar. Avance até o início – ao cair nessa casa, o grupo deverá ir até o início e receber uma carta de características Vence o jogo o grupo que montar a filogenia corretamente primeiro. 119 Figura 2. Tabuleiro do jogo. Um passo para frente... Avance ao início e receba uma carta de “Características” Um passo para frente... Referência Bibliográfica Você achou um artigo muito importante que revela informações imprescindíveis para montar sua hipótese filogenética – Receba uma carta “Desvendando a Filogenia”. Um passo para frente... Um renomado pesquisador veio ao seu departamento apresentar uma palestra, na qual você aprendeu muito sobre Reptilia – retire uma carta “Características” Um passo para frente... Você é muito aplicado(a)! Estuda muito e está sempre adiantado com as entregas de relatórios – guarde este cartão e use como saída imediata da biblioteca! Dois passos para trás... Prestação de Contas A prestação de contas enviada à agência de fomento a pesquisa estava incompleta, seus recursos ficarão congelados por duas semanas – Fique uma rodada sem jogar Dois passos para trás... Seu grupo de pesquisa mantém colaboração com outros grupos de pesquisa em Reptilia. Eles contribuíram com a sua pesquisa, é hora de retribuir – Dê uma carta de “Características”, da sua escolha aos outros grupos de pesquisa. Dois passos para trás... Seu grupo de pesquisa mantém colaboração com outros grupos de pesquisa em Reptilia. Retribua a colaboração – Dê uma carta “Desvendando a Filogenia” a apenas um grupo de pesquisa. Dois passos para trás... Entrega de Relatório Seu relatório não foi aprovado, vá para a biblioteca escrever outra versão - Só saia ao tirar números iguais nos dados! 120 Dois passos para trás... Congresso Internacional de Zoologia Parabéns, seus resultados foram aceitos para apresentação no Congresso. Você passará uma semana longe do laboratório – fique uma rodada sem jogar Dois passos para trás... Problemas na infra- estrutura O laboratório do seu grupo de pesquisa foi inundado durante a enchente – fique uma rodada sem jogar. Dois passos para trás... Defesa de Tese A defesa da Tese do seu Doutorado é daqui a 2 semanas - vá para a biblioteca - só saia quando tirar números iguais! Um passo para frente... Seu grupo de pesquisa mantém colaboração com outros grupos de pesquisa em Reptilia – Receba uma carta “Desvendando a Filogenia”, da sua escolha de apenas um grupo de pesquisa. Um passo para frente... Seu grupo de pesquisa mantém colaboração com outros grupos de pesquisa em Reptilia – Receba uma carta “Características”, da sua escolha de apenas um grupo de pesquisa. Crie sua carta Crie sua carta Crie sua carta Figura 3. Cartas “Um passo para frente ou dois para trás?” Quelônios Possui representantes atuais, caracterizados pela presença de casco, ausência de dentes. Seu crânio é anapsida (sem fenestras temporais). Crocodilianos Crânio diapsida. Possuem palato secundário. Pterosauria Grupo extinto. Possuem capacidade de voo. Ornithischia Grupo extinto. Os animais desta linhagem eram herbívoros, com pelve tetra-radiada. Aves Possui pescoço em “S” pelve tri-radiada. Tuataras Troca periódica de epiderme; possuem quadrado jugal. Iguania Grupo das Iguanas e Camaleões. Ausência de quadrado jugal, trocas periódicas de epiderme. Possuem orientação visual. Scleroglossa Lagartixas, cobras e lagartos. Ausência do quadrado jugal, possuem orientação química. Anfíbios São tetrápodes não amnióticos. Possuem dentes pedicelados Exemplos: Sapos, rãs, cobras-cega. Pelicossauros Grupo de amniotas com crânio sinapsida; palato arqueado Dinocephalia Grupo amniota, com crânio sinapsida e fenestra temporal aumentada. Crie sua carta Figura 4. Exemplo da carta “Características” 121 Desvendando a filogenia Esta é uma linhagem de tetrápodes amnióticos, que divergiu em duas outras na primeira metade do Carbonífero. Nesse grupo encontram-se animais com forame sub- orbital no palato, tabular pequeno ou ausente e fenestra pós-temporal grande. Desvendando a filogenia Essa linhagem divergiu a partir de Reptilia e possui crânio anapsida (sem fenestras temporais). Muitos representantes dessa linhagem foram extintos, mas ainda há representantes contemporâneos, como as tartarugas, jabutis e cágados. Desvendando a filogenia Os pertencentes a essa linhagem possuem crânio diapsida (com fenestras temporais superior e inferior). Essa linhagem divergiu a partir de Reptilia. Desvendando a filogenia Archosauromorpha é uma linhagem de animais diapsidas que apresentam fenestras mandibular e antiorbital. Desvendando a filogenia Linhagem de archosauromorpha com especializações craniais (palato secundário, incluindo ao menos o osso maxilar) Desvendando a filogenia Linhagem derivada de Archosauromorpha caracterizada por ter clavículas reduzidas/ausentes, e a tíbia mais longa que o fêmur. Desvendando a filogenia Archosauria voadores sem nenhum representante atual. Desvendando a filogenia Dinosauria é o grupo- irmão de Pterosauria, caracterizado por ter pescoço em forma de “S”. As linhagens que divergiram a partir de Dinosauria são diferenciadas quanto a morfologia da pelve. Possui representantes atuais. Desvendando a filogenia Essa linhagem possui representantes atuais. São caracterizados pela pelve tri-radiada. Desvendando a filogenia Linhagem extinta. Possui pelve tetrarradiada, e dentição típica de herbívoros. Desvendando a filogenia Na linhagem de animais diapsida Lepidosauromorpha uma característica comum é a redução ou ausência de membros; trocam com periodicamente a epiderme. Desvendando a filogenia Linhagem possui representantes atuais. São diapsidas modificados (perda do quadrado jugal) e possuem hemipênis. Figura 5. Exemplo de carta “Desvendando a Filogenia” Quelônios Crocodilianos Pterosauria Ornithischia Aves Iguania Scleroglossa Pelicossauro 122 Anfíbios Dinocephalia Tuataras Crie sua carta Figura 6. Cartas representando os grupos de animais. Fonte das imagens: Quelônio: http://vertebrados7456.blogspot.com.br/ Crocodilianos: http://artedaciencias.blogspot.com.br/2011_09_01_archive.html Pterosauria: http://www.datuopinion.com/pterosauria Ornithischia: http://carnivoraforum.com/topic/9826681/1/ Aves: https://br.pinterest.com/chrisprosylis/lovebirds/ Iguania: http://www.ambietica.com.br/Galeria-de-fotos/12/Imagens-para-PC Scleroglossa: http://nisiaflorestaporluiscarlosfreire.blogspot.com.br/2015_09_01_archive.html Pelicosaauro: https://www.theguardian.com/science/2009/feb/07/dinosaurs-science-fossils- zoology Anfíbios: http://astrocienciasecu.blogspot.com.br/2015/01/inventario-de-anfibios-suma-5- especies.html Dinocephalia: http://dinotoyblog.com/forum/index.php?topic=4171.20 Tuataras: http://handsacrossthepacific.wikispaces.com/Native+Animals Figura 7. Esqueleto para montagem da filogenia. OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://vertebrados7456.blogspot.com.br/ http://artedaciencias.blogspot.com.br/2011_09_01_archive.htmlhttp://www.datuopinion.com/pterosauria http://carnivoraforum.com/topic/9826681/1/ https://br.pinterest.com/chrisprosylis/lovebirds/ http://www.ambietica.com.br/Galeria-de-fotos/12/Imagens-para-PC http://nisiaflorestaporluiscarlosfreire.blogspot.com.br/2015_09_01_archive.html https://www.theguardian.com/science/2009/feb/07/dinosaurs-science-fossils-zoology https://www.theguardian.com/science/2009/feb/07/dinosaurs-science-fossils-zoology http://astrocienciasecu.blogspot.com.br/2015/01/inventario-de-anfibios-suma-5-especies.html http://astrocienciasecu.blogspot.com.br/2015/01/inventario-de-anfibios-suma-5-especies.html http://dinotoyblog.com/forum/index.php?topic=4171.20 http://handsacrossthepacific.wikispaces.com/Native+Animals 123 ANEXO 3: Roteiro de estudo para visita ao Zoológico ROTEIRO PARA ESTUDO DIRIGIDO - VISITA AO ZOOLÓGICO 1. Que grupos de animais você observou durante a visita ao Zoológico? Você acha que algum grupo importante foi deixado de fora da exposição? Se sim, qual grupo? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 2. Os animais observados são representativos da fauna brasileira? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Considere a forma como os animais estão distribuídos no Zoológico. Você observa algum padrão de organização? Qual? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 4. A organização dos animais está relacionada de alguma forma à classificação filogenética dos grupos observados? Justifique. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 5. Proponha uma forma alternativa de organização que reflita a classificação filogenética dos grupos. Explique os critérios utilizados. Se necessário, utilize esquemas. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS 124 SUGESTÃO VII – ENSINO DE ZOOLOGIA COM ÊNFASE EM CLASSIFICAÇÃO Sumário AUTORES: Camila Camata, Daniela Alvelos, Naomi Nakao, Natalie Brito, Vanessa Simões PÚBLICO-ALVO: Terceiro Ano do Ensino Médio de Escolas públicas ou privadas. CONTEXTO: A escolha do tema de classificação biológica do grupo Chordata se deu pela maneira como tal assunto é ensinado nas escolas, exigindo que os alunos decorem os grupos e suas características, como é evidente em muitos livros didáticos e nas concepções de professores e alunos (RODRIGUES et al, 2011). Dessa forma, o processo difícil e custoso envolvido na classificação de seres vivos não é demonstrado. Como Chordata é um dos grupos mais próximos dos alunos, pensamos em discutir este assunto de forma mais agradável, tentando ressaltar características – aquelas importantes em cada grupo – que eles já estão familiarizados por meio de filmes conhecidos, que fazem parte do contexto social dos alunos. O aprendizado da diversidade biológica trazendo a filogenia como eixo integrador e indicando os processos pelos quais essa área da ciência é desenvolvida certamente proporciona melhor entendimento do tema por parte dos alunos (RODRIGUES et al, 2011), além de podermos inserir a linguagem científica e auxiliar o desenvolvimento do espírito crítico dos alunos. Optamos por inserir nossa sequência didática no 3º ano do Ensino médio, considerando que esse seja o melhor momento para o ensino da temática “Diversidade da vida”, pois o aluno já teve acesso a determinados conhecimentos que permitirão a maior compreensão do que será exposto. Dessa forma, consideramos que os conhecimentos fundamentais referentes a “Ecologia e meio Ambiente”, “Moléculas constituintes da vida”, “Biologia Celular e Molecular”, “Embriologia”, “Fisiologia Humana” e “Evolução” tenham sido ministrados em anos anteriores. Mais especificamente sobre o momento no qual a zoologia se encaixa dentro do plano de aulas do terceiro ano, consideramos que os alunos tenham aprendido nos três primeiros bimestres conceitos relativos a classificações e filogenia, além de terem 125 estudado os grupos “Bacteria”, “Archea”, “Vírus”, “Plantas”, “Fungos” e “Metazoários” exceto Cordados. Acreditamos que a sequencia didática aqui desenvolvida é apta tanto para escolas particulares quanto para escolas públicas, se essas últimas possuírem os equipamentos mínimos necessários como projetores para mostrar as imagens e/ou salas de vídeo para expor os recortes dos filmes selecionados. OBJETIVOS: Despertar o interesse do aluno para a importância da classificação e filogenia do grupo Chordata de forma que possibilite a melhor compreensão da diversidade da vida no geral, não apenas como memorizações aleatórias dos grupos e suas características. Conceituais: Que o aluno seja capaz de compreender como ocorre a classificação biológica para os animais cordados e quais as principais características que são utilizadas para agrupar esses animais em táxons; Procedimentais: Que o aluno seja capaz de compreender como as regras de classificação foram pensadas e como são colocadas em prática, conseguindo entender estratégias de classificação e podendo colocá-las em prática, utilizando regras para montar a filogenia na aula final; Atitudinais: Praticar o trabalho em grupo, ouvindo opinião dos colegas e argumentando para que o trabalho saia da melhor maneira possível no final. MATERIAL: Filogenia simplificada do reino Animalia (Anexo 1) Figuras de animais (Anexo 2) Fichas com os animais dos trechos de filmes vistos em aula, explicando algumas de suas características, para que os alunos os agrupem, sendo capazes de formar um cladograma o mais próximo do mais aceito atualmente para o grupo dos Cordados (Anexo 3). DINÂMICA: Aula 1: Classificação Inicialmente é feita uma dinâmica de grupo de duração aproximada de 20 minutos, na qual são fornecidos vários objetos para que os alunos classifiquem da 126 maneira que eles acharem melhor, utilizando as características que quiserem para tal agrupamento. Separar a classe em 4 grupos que serão formados em todas as dinâmicas de grupo ao longo da sequência didática e entregar objetos diversospara cada grupo, pedindo para que eles agrupem esses objetos do jeito que acharem mais parcimonioso. Pedir para que cada grupo mostre como agrupou os objetos e qual a metodologia e lógica foi utilizada para cada caso. Depois de cada grupo ter se apresentado o professor deve promover uma discussão sobre as diversas maneiras utilizadas para agrupar objetos, refletindo sobre essas possibilidades em relação aos seres vivos. Aula 2: Introdução aos Cordados Aula dialogada e expositiva com fotos e esquemas. Dinâmica da Aula: Recordar como se lê uma árvore e suas partes: Mostrar filogenia simplificada dos animais (Anexo 1) e indicar, sempre dialogando com os alunos, cada definição descrita abaixo: Cladograma: Diagrama de ramos; Ramos internos: Ligam os nós entre si; Ramos externos: Ligam os terminais ao ancestral comum mais recente; Nós: Representação dos ancestrais comuns hipotéticos; Cladogênese: ruptura de uma população em duas ou mais populações menores; Condição primitiva: característica presente no ancestral; Condição derivada: novidade evolutiva; Grupo-irmão: Terminais que compartilham um ancestral comum exclusivo; Grupo externo: indivíduo mais próximo do grupo estudado, que irá mostrar quais são as condições primitivas. Atividade para Avaliação Pedir nessa aula para que os alunos se dividam em quatro grupos para pesquisar e confeccionar cartazes que tragam informações de importância ecológica e econômica dos peixes, de acordo com os seguintes temas: Espécies que podem ser encontradas em mercados e feiras; Problemas da sobrepesca; 127 Poluição dos ambientes costeiros e sua influência nos peixes; - Comparação entre pesca e piscicultura. Pedir para que os alunos apresentem esses cartazes na aula 3. Cordados Características Gerais dos Cordados: O filo Chordata apresenta diversas características presentes em certos invertebrados como circulação fechada; Existem também outras características exclusivas dos Cordados e que às vezes estão presentes em apenas uma fase da vida: 1. Notocorda: Responsável pelo nome ao grupo. Bastão de células que se estende por quase toda a região dorsal do animal. Serve de ponto de apoio aos músculos. Nos vertebrados ela é total ou parcialmente substituída pela coluna vertebral; 2. Sistema nervoso dorsal oco: Diferente dos outros grupos que se situava na região ventral e era formado por um cordão duplo e maciço de células; 3. Cauda pós-anal musculosa: Região posterior ao ânus com músculos e notocorda, possibilitando maior propulsão durante o nado. Características importantes do grupo, mas não exclusivas: Corpo segmentado; Simetria bilateral; Fendas na faringe: Antigamente eram consideradas características de cordados, mas hoje sabe-se que surgiram antes, no grupo dos hemicordados. Relacionada primariamente com a alimentação e respiração. Diversidade dos Cordados Primitivos: Cefalocordados: Representados pelo anfioxo (Figura 1; Anexo 2); Urocordados: Representados pela ascídias, que vivem solitárias (Figura 2.a; Anexo 2) ou em colônias (Figura 2.b; Anexo 2). Fluxo da água em ascídias. Vertebrados: Todos os outros cordados (Exceto Myxiniformes). A partir desse clado, as fendas na faringe possuem apenas função respiratória; Possuem endoesqueleto ósseo ou de cartilagem; 128 O esqueleto inclui uma coluna vertebral, que sustenta o corpo e protege a medula espinhal; Possuem um crânio, que protege o encéfalo. Agnatos: Representados pelas lampreias (Figura 3.a; Anexo 2) e feiticeiras (Figura 3.b; Anexo 2); - Desprovidos de maxilas. A partir dessa aula, a dinâmica será a apresentação de um filme no início da aula, pedindo para que os alunos prestem atenção no grupo que será discutido em aula, e após a exibição pedir para que eles levantem características morfológicas externas presentes no grupo, com o auxílio de uma imagem do animal representado no filme. No final, o professor pode expor outras características que não foram vistas nos personagens. Depois dessa atividade, apresentar as características importantes do grupo, e relacionar sempre com o animal visto no vídeo. Aula 3: Peixes Aula expositiva com fotos e vídeos. “Extremamente abundantes no ambiente aquático e possuem a maior diversidade de espécies dentro do grupo de cordados.” Trecho de filme Filme exibido: Procurando Nemo Link: http://www.youtube.com/watch?v=Dn4F5BZx7O8&feature=endscreen&NR=1 Características que podem ser levantadas dos filmes: Nadadeiras pares e sua localização; Epiderme colorida; Posição da boca; Tipo de dentição; a Fendas na lateral do corpo; Ambiente aquático. Panorama Histórico: Primeiro grupo a apresentar maxilas, importante para a diversificação do hábito alimentar; 129 Surgimento das nadadeiras pares e sua importância adaptativa para a exploração do ambiente aquático. Características Gerais: Nadadeiras: apresentam além das nadadeiras ímpares, nadadeiras pares peitorais e pélvicas; Sistema Respiratório: Branquial; Sistema Nervoso: Linha lateral, Ampolas de Lorenzini apenas em Chondrichthyes; - Reprodução: Dióicos. Tabela 1. Características que diferem entre os grupos Chondrichthyes e Osteichthyes. Chondrichthyes Osteychthyes Esqueleto Cartilaginoso Ósseo Nadadeiras Rígidas Flexíveis Tipo de excreta nos adultos Uréia Amônia Fecundação Interna (clásper) Interna ou externa Bexiga Natatória Ausente Presente Bexiga Natatória (apenas em Osteichthyes): Ajuda na flutuação - surgiu como uma bolsa que funcionava como pulmão primitivo, ainda hoje há peixes que usam a bexiga natatória para absorver oxigênio do ar; Diversidade: Chondrycthyes a) Elasmobranchii: Tubarões (Figura 4.a; Anexo 2) e raias (Figura 4.b; Anexo 2); b) Holocephali: Quimeras (Figura 4.c; Anexo 2); Osteichthyes a) Actinopterygii: Maior parte dos peixes e possuem nadadeiras raiadas (Figuras 4.d e 4.e; Anexo 2); b) Sarcopterygii: Possuem nadadeiras carnosas e são representados por peixes dipnoicos e celacantos (Figura 4.f; Anexo 2). 130 Aula 4: Apresentação dos Pôsteres O grupo fixará o cartaz (Ver temas aula 1) na lousa e terá 10 minutos para apresentar o que foi pesquisado sobre o tema que foi definido na primeira aula. Ao final abrem-se perguntas para a sala e o professor faz os comentários finais. Avaliar os alunos quanto ao conteúdo, ao formato do cartaz e à apresentação. Aula 5: Anfíbios Aula expositiva com vídeo e figuras “Os anfíbios foram os primeiros vertebrados a colonizar o ambiente terrestre. Porém, sua dependência com relação a ambientes úmidos fez com que essa colonização fosse parcial .” Trecho de filme Filme exibido: “A Princesa e o Sapo” Link: http://www.youtube.com/watch?v=ew-WpCcp9vg Características que podem ser levantadas do filme: Pernas posteriores longas; Dependência do ambiente aquático; Presença de muco na pele. Panorama Histórico: O primeiro grupo de vertebrados a explorar o ambiente terrestre, mas ainda mantendo a dependência da água para reprodução e respiração; Apresentam novidades evolutivas que possibilitaram o inicio dessa exploração, como a presença de membros derivados de nadadeiras lobadas, respiração pulmonar nos adultos e pele já com pequenas quantidades de queratina. Características Gerais: Pele: Apresenta glândulas mucosas que mantêm a pele úmida. Possui uma camada fina de queratina, que não impede a perda de água. Em alguns casos, pode apresentar toxinas (glândulas paratóides); Sistema respiratório: Pulmonar e cutâneo. Branquial, nas larvas; Controle da Temperatura Corporal: Ectotérmico; Tipo de excreta: Uréia, mas no estadolarval é amônia; Reprodução: Fecundação pode ser externa ou interna com desenvolvimento indireto, com a fase larval totalmente aquática. Ovos somente com cápsula gelatinosa. 131 Diversidade: 1) Anura: sapos (Figura 5.a, Anexo 2); 2) Urodela: salamandras (Figura 5.b, Anexo 2); 3) Gymnophiona: cobras-cegas (Figura 5.c, Anexo 2). Ecologia Vocalização: Possuem cordas vocais, para coaxar; Mecanismos de defesa: possuem veneno; Anfíbios que vivem no deserto/caatinga; Indicadores do ambiente em que estão inseridos. Aula 6: Répteis “Os primeiros vertebrados que se adaptaram a vida terrestre sem depender de água para a reprodução e respiração.” Trecho de filme Filme exibido: “Rango” Link: http://www.youtube.com/watch?v=ppYQgP3GT10 Características que podem ser levantadas dos filmes: Independem do ambiente aquático; Pele grossa (queratinizada); Olhos com membrana no camaleão; Tartaruga com dentes? (Discutir que nem sempre as representações estão corretas). Panorama Histórico: Conquista total do ambiente terrestre, devido ao surgimento de adaptações tais como: ovo amniótico, pele altamente queratinizada, respiração exclusivamente pulmonar. Características gerais dos répteis Corpo: pernas curtas; garras (proteção e locomoção); Tegumento: pele seca e praticamente impermeável e rica em queratina. Controle da Temperatura Corporal: Ectotérmico; Sistema Respiratório: Pulmonar; Tipo de Excreta: Maioria ácido úrico (Economia de água); 132 Reprodução: fecundação interna com desenvolvimento direto, vivíparos ou ovíparos; Ovo: com casca e membranas extra-embrionárias - âmnio, cório, saco vitelínico e alantóide. Diversidade 1) Crocodilia: jacarés e crocodilos (Figura 6.a, Anexo 2); 2) Squamata: serpentes, lagartos e anfisbenas (Figura 6.b, Anexo 2); 3) Rhynchocephalia: tuatara (Figura 6.c, Anexo 2); 4) Testudinata: tartarugas (Figura 6.d, Anexo 2). Ecologia Fosseta loreal de cobras; Sentidos: percepção de gostos e cheiros; Determinação do sexo pela temperatura de incubação → maior vulnerabilidade à extinção; Cobras peçonhentas. Aula 7: Aves “A capacidade de voo e a endotermia possibilitaram a exploração de vários nichos pelas aves, sendo que as encontramos em todos os ambientes terrestres, desde o local mais quente ao mais frio, dos mares aos picos mais altos.” Trechos de filmes Filmes exibidos: “Rio” e “Papa-Léguas e Coyote” Rio Link: http://www.youtube.com/watch?v=nM7cycq7kWI (0:10 min – 2:02 min) Papa Léguas e Coyote Link: http://www.youtube.com/watch?v=mQQdsVMnnRA (0 min – 1:14 min) Características levantadas dos filmes: Presença de penas coloridas; Pernas; Presença de bicos variados; Presença de garras; Adaptações para voo: asas, peso corpóreo reduzido, etc.; 133 Postura de ovos; Diversidade de hábitats. Panorama Histórico As aves desenvolveram uma série de adaptações que permitiram o voo, tais como: diminuição do peso corporal devido à presença de sacos aéreos e ossos pneumáticos e ausência de bexiga urinária, presença de penas e de asas. Características Gerais Esqueleto: ossos pneumáticos; ausência de dentes Tegumento: Penas derivadas de células epidérmicas, responsáveis pela impermeabilização, sustentação no voo, limpeza, mecanorrecepção, corte, isolamento térmico; Controle da Temperatural Corporal: Endotérmico; Sistema Respiratório: pulmões com sacos aéreos; siringe Tipo de excreta: ácido úrico; Reprodução: fecundação interna; ovíparas; desenvolvimento direto; Ovo: Com casca e membranas extra-embrionárias - âmnio, cório, saco vitelínico e alantóide. Diversidade Aproximadamente 10.000 espécies (Figura 7, Anexo 2). Diversidade de ambientes e nichos. Ecologia Alimentação de flamingos e guará: colorações pigmentares (vermelho, preto) ou estruturais (azul, violeta). Aula 8: Mamíferos “No final do período dominado pelos grandes répteis, houve a grande diversificação dos animais portadores de glândulas mamárias.” Trecho dos filmes Filme exibido: “Rei Leão”. Link: http://www.youtube.com/watch?v=U-6Sr-gKDAs Características levantadas dos filmes: 134 Presença de pelos; Pernas; Grupo muito diverso (formas); Dentição. Panorama Histórico: Dentro do contexto do mundo dominado por répteis, falar sobre os mamíferos de forma a ficarem evidentes as vantagens de algumas adaptações desse grupo após as mudanças no ambiente terrestre que levaram à grande extinção: Animais de pequeno porte, alimentavam-se principalmente de insetos e eram homeotérmicos muitos com hábito noturno; Comentar possíveis explicações para a extinção dos grandes répteis e explosão de diversidade dos mamíferos. Características Gerais: Glândulas mamárias: funções e vantagens; Estruturas da epiderme: Pelos, glândulas sebáceas, sudoríparas e odoríferas (Comentar vantagens evolutivas dessas estruturas); Tipo de excreta: Uréia; Sistema Respiratório: musculatura que separa tórax do abdômen (diafragma); - Controle da temperatura corporal: endotérmicos. Ecologia: Grande diversidade de hábitos alimentares: Herbívoros, Carnívoros e Onívoros. Relacionar com a dentição e adaptações do sistema digestório; Interação com outros organismos: ex. animais ruminantes, cão e carrapatos (parasitismo) e uma tamanduá comendo formigas (predação). Tamanho: Camundongo (Figura 8.a, Anexo 2) x Baleia (Figura 8.b, Anexo 2). Habitats: Aquáticos (Figura 8.c: Golfinho, Anexo 2), Terrestres (Figura 8.d: onça-pintada, Anexo 2), Geleiras (Figura 8.e: Urso-polar, Anexo 2), Desertos (Figura 8.f: Camelos, Anexo 2) e Voadores (Figura 8.g: Morcego, Anexo 2). Diversidade: 1) Monotremados: Colocam ovos e não possuem mamilos – Fotos 8.h e 8.i (Anexo 2); 135 2) Marsupiais: Vivíparos com curto período de gestação incompleta – Figuras 8.j e 8.k (Anexo 2); 3) Placentários: Vivíparos com gestação completa e placenta – Figuras 8.l, 8.m, 8.n, 8.o, 8.p (Anexo 2). Atividade de avaliação formativa Pedir para que os alunos confeccionem para a próxima aula uma tabela com as principais características dos grupos estudados em sala (em duas cópias). Será fornecida uma lista dessas características pelo professor - modelo de lista exposto no plano da próxima aula). Aula 9: Comparativa dos grupos Quais grupos têm semelhança entre si? Desenvolvimento em conjunto de atividade em sala de aula 1) Apresentar lista de oito características para os alunos: Ovo Amniótico; Tipo de Controle da Temperatura do Corpo; Tipo principal de excreção; Ambiente predominante; Nadadeiras e Derivações; Sistema respiratório no adulto; Pele/Estruturas da epiderme. 2) Foi pedido para que os alunos fizessem em casa uma tabela inicial, plotando as características pedidas. Uma das cópias será utilizada para avaliação e a outra para correção por parte do aluno durante a aula; 3) No início da aula pegar as avaliações e corrigir na lousa todos os itens da tabela; 4) Pedir para que os alunos formem os grupos com base em cada característica dada e depois tentando juntar vários itens; 5) Após 25 minutos, o exercício será feito em conjunto na lousa (Professor pergunta aos alunos quais são os grupos que apresentam a característica em questão e discute possíveis equívocos). 136 Gabarito da tabela: Características Condrichthyes Osteychthyes Amphibia Reptilia Aves Mammalia Ovo Amniótico Não Não Não Sim Sim Sim Controle de Temperatura Corporal Ectotérmico Ectotérmico Ectotérmico Ectotérmico Endotérmico Endotérmico Principal tipo de Excreção Uréia Amônia Uréia Ácido Úrico Ácido Úrico UréiaAmbiente Aquático Aquático Aquático Terrestre Terrestre Terrestre/ Aquático Nadadeiras e derivações* Pares Pares Membros Membros Membros Membros Sistema respiratório no adulto Brânquias Brânquias com opérculo Pulmonar + Cutânea Pulmonar Pulmonar Pulmonar com diafragma Pele/Estruturas de epiderme Escamas placóides Escamas dérmicas Pele delgada rica em muco Espessa e rica em queratina Glândula uropigiana. Penas Glândulas sebáceas, mamárias e sudoríparas. Pelos * Membros (Pernas e braços) possivelmente derivados das nadadeiras lobadas de Sarchopterygii Aula 10: Jogo “Filogenia animada” (Anexo 3) Antes do jogo é necessário que o professor recorte as fichas que se encontram no final da sequência didática, colando a frente e o verso da ficha, de modo que em um dos lados da ficha fique o personagem do filme e do outro lado a foto do animal real, com as características descritas. Montagem dos cladogramas Utilizar novamente o agrupamento de 4 grupos e distribuir as 6 fichas dos diferentes grupos animais, cartolina, durex e canetinhas. Pedir para que eles elaborem uma 137 filogenia em uma cartolina a partir das informações dadas no verso das fichas e de informações dadas em aula. No final da aula, exibir todas as propostas de classificação feitas pelos alunos e fazer uma árvore filogenética consenso. “Correção” do cladograma Mostrar novamente a filogenia consenso feito na aula anterior e trazer a mais aceita atualmente, plotando características que separem os principais grupos, como exemplificado na figura abaixo. Figura 1. Cladograma de Chordata. Fonte: Coleção BIO – Volume 3 – Sonia Lopes e Sérgio Rosso, 2010. Fechamento da sequência: Como classificar é difícil, já que vários métodos podem ser utilizados, como a classificação puramente morfológica ou puramente molecular, assim como juntar metodologias tão diferentes podem ser muito difíceis de se complementarem, podendo dar respostas muito contraditórias; retomando a primeira aula da sequência didática; 138 Como a classificação é flexível, podendo mudar quando há novas descobertas sobre o assunto; Extrapolar tais conclusões da flexibilidade para a ciência como um todo, falando como os paradigmas podem mudar de uma hora para outra, podendo mudar toda a visão científica. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. São Paulo, EDUSP, Cap. 3. 2004. LOPES, S.; ROSSO, S. Coleção livros didáticos BIO – Volume 3: Livro e Manual do Professor. Editora Saraiva: 1ª Edição, 2010. 480p. POUGH, F; HARVEY, F; JANIS, C. M.; HEISER, J. A vida dos vertebrados. 4ª Edição. Editora Atheneu São Paulo. 2008. RODRIGUES, M.; DELLA, J. L.; MEGLHIORATTI, F. O conteúdo de sistemática de e filogenética em livros didáticos do ensino médio. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, América do Norte, 1319 08, 2011. 139 ANEXOS: ANEXO 1: Filogenia simplificada do Reino Animalia Esquema 1. Filogenia simplificada do Reino Animalia. Fonte: Coleção BIO – Volume 3 – Sonia Lopes e Sérgio Rosso, 2010. 140 ANEXO 2: Figuras ilustrativas Figura 1. Representação de um anfioxo (Aula 1) (Fonte: http://www.biologia.edu.ar/animales/cordados.htm) Figura 2.a Foto de uma ascídea solitária (Fonte: http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html) http://www.biologia.edu.ar/animales/cordados.htm http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html http://projetobiomar.blogspot.com.br/2010/09/ascidia-que-bicho-e-este.html 141 Figura 2.b Foto de uma ascídea colonial (Fonte: http://cifonauta.cebimar.usp.br/site_media/photos/cbm_tUE0hH.jpg Figura 3.a Diversidade de Agnatos - Foto de lampreia (Fonte: http://linhaceira.net/wp-content/uploads/2011/03/lampreia-1.jpg) http://cifonauta.cebimar.usp.br/site_media/photos/cbm_tUE0hH.jpg http://linhaceira.net/wp-content/uploads/2011/03/lampreia-1.jpg 142 Figura 3.b Diversidade de Agnatos - Foto de feiticeira (Fonte: http://brunomichael.wordpress.com/2009/04/14/maxini/). Figura 4.a - Foto de Chondrychthyes – Elasmobranchii: Tubarão (Fonte: http://og.infg.com.br/in/11248264-dee-0b0/FT1500A/550/2014-678125828- 2014010800643.jpg_20140108.jpg http://iaincarstairs.wordpress.com/2012/09/18/what-lies-behind-evolution/ 143 Figura 4.b - Foto de Chondrychthyes – Elasmobranchii: Raia (Fonte: https://encrypted- tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJaGp6DvHGJSKsX7YI2mZAI9cKh4u1AHh _jp9erzujXQscLDivyA Figura 4.c - Foto de Chondrychthyes – Holocephali: Quimera (Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/img/quimerabox.jpg) https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJaGp6DvHGJSKsX7YI2mZAI9cKh4u1AHh_jp9erzujXQscLDivyA https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJaGp6DvHGJSKsX7YI2mZAI9cKh4u1AHh_jp9erzujXQscLDivyA https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJaGp6DvHGJSKsX7YI2mZAI9cKh4u1AHh_jp9erzujXQscLDivyA http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/img/quimerabox.jpg 144 Figura 4.d - Foto de Osteichthyes – Actinopterygii: Cavalo-marinho (Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_ATgVp7fohWo/Sh7YPrtOztI/AAAAAAAAAA4/G_nxKAM q70g/s1600-h/poi.jpg) Figura 4.e - Foto de Osteichthyes – Actinopterygii: Peixe Palhaço (Fonte: http://www.megaartigos.com.br/natureza/animais/informacoes/peixe-palhaco); http://1.bp.blogspot.com/_ATgVp7fohWo/Sh7YPrtOztI/AAAAAAAAAA4/G_nxKAMq70g/s1600-h/poi.jpg http://1.bp.blogspot.com/_ATgVp7fohWo/Sh7YPrtOztI/AAAAAAAAAA4/G_nxKAMq70g/s1600-h/poi.jpg http://www.megaartigos.com.br/natureza/animais/informacoes/peixe-palhaco 145 Figura 4.f - Foto de Osteichthyes - Sarcopterygii (Fonte: http://www.mbari.org/seminars/1999/jun09_erdmann.jpg) Figura 5.a - Diversidade de Anfíbios - Foto de Anuro (Fonte: http://www.fabiocompany.com.br/tecnologia/wpcontent/ uploads/2011/03/frog- closeup-20.jpg); http://www.mbari.org/seminars/1999/jun09_erdmann.jpg 146 Figura 5.b - Diversidade de Anfíbios - Foto de Urodela (Fonte: http://1.bp.blogspot.com/- TvFvWpZnOL8/UB3uw_bNPyI/AAAAAAAABac/QIufHLHAjwI/s1600/02.j pg); Figura 5.c - Diversidade de Anfíbios - Foto de Gymnophiona (Fonte: http://www.uta.edu/biology/campbell/herpetology/gcampbell4.jpg). 147 Figura 6.a - Diversidade de Répteis - Foto de Crocodilia (Fonte: http://thumbs.dreamstime.com/z/crocodilo-dos-animais-selvagens-21073483.jpg Figura 6.b - Diversidade de Répteis - Foto de Squamata (Fonte: https://ecoblogando.files.wordpress.com/2009/03/teiu.gif https://ecoblogando.files.wordpress.com/2009/03/teiu.gif 148 Figura 6.c - Diversidade de Répteis - Foto de Rhynchocephalia (Tuatara) (Fonte: http://reptilian-orders.wikispaces.com/file/view/080331-tuatara-evolution_big.jpg/55033154/363x219/080331-tuatara-evolution_big.jpg Figura 6.d - Diversidade de Répteis - Foto de Testudinata (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Turtle3m.JPG http://reptilian-orders.wikispaces.com/file/view/080331-tuatara-evolution_big.jpg/55033154/363x219/080331-tuatara-evolution_big.jpg http://reptilian-orders.wikispaces.com/file/view/080331-tuatara-evolution_big.jpg/55033154/363x219/080331-tuatara-evolution_big.jpg 149 Figura 7. Diversidade de Aves (Aula 6). A) Foto de Arara (Fonte: Arquivo pessoal); Fonte: http://www.osmais.com/wallpapers/201203/arara-voando-wallpaper.jpg B) Foto de João-de-barro (Fonte: http://www.portaldemarcelino.com.br/portal/wp- content/uploads/2014/04/Como-Joao-de-Barro-Faz-o-Ninho.jpg) http://www.osmais.com/wallpapers/201203/arara-voando-wallpaper.jpg http://www.portaldemarcelino.com.br/portal/wp-content/uploads/2014/04/Como-Joao-de-Barro-Faz-o-Ninho.jpg http://www.portaldemarcelino.com.br/portal/wp-content/uploads/2014/04/Como-Joao-de-Barro-Faz-o-Ninho.jpg 150 C) Foto de Seriema (Fonte: http://www.biomasdobrasil.com/biomas/cerrado/SERIEMA_00001.jpg) D) Foto de Tuiuiu (Fonte: https://unhasinspiradas.files.wordpress.com/2013/08/tuiuic3ba.jpg) http://www.biomasdobrasil.com/biomas/cerrado/SERIEMA_00001.jpg https://unhasinspiradas.files.wordpress.com/2013/08/tuiuic3ba.jpg 151 E) Foto de Pinguim (Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Falkland_Islands_Penguins_3 6.jpg F) Foto de Avestruz (Fonte:priscilaenfermagem03.blogspot). http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Falkland_Islands_Penguins_36.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Falkland_Islands_Penguins_36.jpg 152 Figura 8. Diversidade de Mamíferos (Aula 7). A) Foto de Camundongo (Fonte: http://www.bioterio.fm.usp.br/ilustracoes/Wistar_conv.jpg) B) Foto de Baleia (Fonte: http://mdmcamisas.files.wordpress.com/2011/10/220786.jpg http://www.bioterio.fm.usp.br/ilustracoes/Wistar_conv.jpg http://mdmcamisas.files.wordpress.com/2011/10/220786.jpg 153 C) Foto de Golfinho (Fonte: http://4.bp.blogspot.com/- rjloSjLQuog/UPhtj4p9OEI/AAAAAAAAAGg/FGqZNCbEt9w/s1600/golfinho3.jpg) D) Foto de Onça-Pintada (Fonte: http://www.ninha.bio.br/biologia/mamiferos/onca-pintada/2.gif); http://4.bp.blogspot.com/-rjloSjLQuog/UPhtj4p9OEI/AAAAAAAAAGg/FGqZNCbEt9w/s1600/golfinho3.jpg http://4.bp.blogspot.com/-rjloSjLQuog/UPhtj4p9OEI/AAAAAAAAAGg/FGqZNCbEt9w/s1600/golfinho3.jpg http://www.ninha.bio.br/biologia/mamiferos/onca-pintada/2.gif 154 E) Foto de Urso Polar (Fonte: http://lh6.ggpht.com/_8Ia0w4O1jEw/Si0yRgRmP4I/AAAAAAAAFa8/46gGEyByOhI/ s800/POLAR%20BEAR.jpg) F) Foto de Camelo (Fonte: http://www.dijandebarros.files.wordpress.com/2011/03/camelo.jpg) http://lh6.ggpht.com/_8Ia0w4O1jEw/Si0yRgRmP4I/AAAAAAAAFa8/46gGEyByOhI/s800/POLAR%20BEAR.jpg http://lh6.ggpht.com/_8Ia0w4O1jEw/Si0yRgRmP4I/AAAAAAAAFa8/46gGEyByOhI/s800/POLAR%20BEAR.jpg http://www.dijandebarros.files.wordpress.com/2011/03/camelo.jpg 155 G) Foto de Morcego (Fonte: http://1.bp.blogspot.com/- uPuS7zIBTlw/UchXjZxV_aI/AAAAAAAAFbU/5hUGtsDW6ts/s1600/1010525_10201 385170895492_178571832_n.jpg) H) Foto de Monotremado – Ornitorrinco (Fonte: http://1.bp.blogspot.com/- ZHpKwtFq8Zk/UYVMEJTfE4I/AAAAAAAB8sU/cDbrchoaNWE/s1600/5.jpg) http://1.bp.blogspot.com/-uPuS7zIBTlw/UchXjZxV_aI/AAAAAAAAFbU/5hUGtsDW6ts/s1600/1010525_10201385170895492_178571832_n.jpg http://1.bp.blogspot.com/-uPuS7zIBTlw/UchXjZxV_aI/AAAAAAAAFbU/5hUGtsDW6ts/s1600/1010525_10201385170895492_178571832_n.jpg http://1.bp.blogspot.com/-uPuS7zIBTlw/UchXjZxV_aI/AAAAAAAAFbU/5hUGtsDW6ts/s1600/1010525_10201385170895492_178571832_n.jpg http://1.bp.blogspot.com/-ZHpKwtFq8Zk/UYVMEJTfE4I/AAAAAAAB8sU/cDbrchoaNWE/s1600/5.jpg http://1.bp.blogspot.com/-ZHpKwtFq8Zk/UYVMEJTfE4I/AAAAAAAB8sU/cDbrchoaNWE/s1600/5.jpg 156 I) Foto de Monotremado - Equidna (Foto: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,21036415-EX,00.jpg J) Foto de Marsupial – Gambá (Fonte: http://www.ecoloja.com.br/UserFiles/Image/gamba1.jpg); http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,21036415-EX,00.jpg http://www.ecoloja.com.br/UserFiles/Image/gamba1.jpg 157 K) Foto de Marsupial - Canguru (Fonte: http://4.bp.blogspot.com/- _bBRu9buBbQ/TyFkcPEsstI/AAAAAAAAACs/KxP_qkDQQEk/s1600/mae_e_filho- 1191.jpg); L) Foto de Placentários– Peixe-boi (Fonte: http://rodrigopanza.xpg.uol.com.br/images/peixe_boi_amazonia.jpg) http://rodrigopanza.xpg.uol.com.br/images/peixe_boi_amazonia.jpg 158 M) Foto de Placentários - Capivara (Fonte: (http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp- content/gallery/capivara-animal/capivara-animal- 1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara- animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1- BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA& tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE) N) Foto de Placentários – Cachorro (Fonte: http://www.arcadenoe.pt/img/race/big_43.jpg http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/capivara-animal-1.jpg&imgrefurl=http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/capivara-animal/&h=309&w=500&tbnid=_CkY6MbrXS1-BM:&zoom=1&docid=m8Ryn3qCRJXWTM&ei=WqsRVa7BKPb7sATyi4DYBA&tbm=isch&ved=0CCQQMygcMBw4yAE http://www.arcadenoe.pt/img/race/big_43.jpg 159 O) Foto de Placentários – Chimpanzé (Fonte: http://imagensgratis.com.br/imagens/animais-chimpanze-9684c7.jpg) P) Foto de Placentários– Humano (Fonte: http://4.bp.blogspot.com/- rw0WddYQbGA/UBWCPbyP9nI/AAAAAAAAAOo/POh8g_AfeDM/s640/ra%C3% A7a+humana.jpg) OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://imagensgratis.com.br/imagens/animais-chimpanze-9684c7.jpg http://4.bp.blogspot.com/-rw0WddYQbGA/UBWCPbyP9nI/AAAAAAAAAOo/POh8g_AfeDM/s640/ra%C3%A7a+humana.jpg http://4.bp.blogspot.com/-rw0WddYQbGA/UBWCPbyP9nI/AAAAAAAAAOo/POh8g_AfeDM/s640/ra%C3%A7a+humana.jpg http://4.bp.blogspot.com/-rw0WddYQbGA/UBWCPbyP9nI/AAAAAAAAAOo/POh8g_AfeDM/s640/ra%C3%A7a+humana.jpg160 ANEXO 3: Fichas do Jogo “Filogenia Animada” 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 SUGESTÃO VIII – PARASITOSES: DO PARASITA À PREVENÇÃO Sumário AUTORES: Renan Henrique Domingos , Cristina dos Santos Silva e Roberta Neves Gago Rodrigues PÚBLICO-ALVO: 7º Ano – Ensino Fundamental II CONTEXTO: A sequência didática pode ser aplicada concomitante ao tema Reino Animal. Os conteúdos conceituais a serem explorados seriam o estudo dos filos de animais que possuem representantes parasitas e como esta é uma característica que apareceu várias vezes durante a evolução. Seriam abordados: características gerais dos parasitas, interação com hospedeiro, vetores, doenças causadas (sintomas, órgãos afetados), ciclos de vida, profilaxia e tratamento, além de aspectos socioeconômicos, estatísticos, históricos e de distribuição geográfica. Conceitos atitudinais seriam explorados conforme as aulas. As parasitoses são um tema com grande potencial a ser explorado tanto pelo professor como pelos alunos. Este assunto permite a abordagem de um amplo espectro de atividades, desde aulas teóricas a visitas a campo, além de ser de grande interesse médico e social dado que afligem grande parte da população brasileira e mundial. Também é válido ressaltar a interdisciplinaridade do tema, englobando aspectos de ciências, história, geografia, matemática e saúde pública. OBJETIVOS: Com a sequência didática, espera-se que os alunos: Compreendam o panorama geral de doenças causadas por parasitas: quais são os causadores e suas características, suas características socioeconômicas, possibilidades de prevenção, aspectos evolutivos das parasitoses; Compreendam a relação do saneamento básico com a disseminação de doenças parasitárias; Busquem dados e informações em outras disciplinas, estimulando a interdisciplinaridade; 172 Sejam capazes de analisar de forma crítica dos dados analisados ao longo das aulas, relacionando questões sociais com as doenças estudadas; Desenvolvam a sua cidadania; Sejam capazes de elaborar hipóteses; Interpretem de textos e vídeos; Utilizem ferramentas digitais; Realizem pesquisa em livros, internet e outras fontes; Desenvolvam trabalho em grupo, cooperação. MATERIAL: Panfleto explicativo da parasitose estudada pelo grupo: agente causador e suas características, vetor (ou ausência do mesmo) e suas características, ciclo de vida, características da doença, histórico, distribuição mundial e no país, estatísticas, profilaxia e tratamento. Jogo de tabuleiro sobre parasitoses (Anexo 1). Espécimes mortos e conservados de Ascaris sp.; Taenia sp. Data show Sala de informática com acesso a internet Impressão das cartas em um verso de folha A4 (arquivo “Cartas Frente”) e então usando as folhas A4 desta impressão imprimir no verso ( arquivo “Cartas Verso”), e então recortar as cartas (Anexo 1); tabuleiro do jogo Mundo das parasitoses (Anexo 2) DINÂMICA: 1ª Aula: Filos animais com representantes parasitas Aula expositiva dialogada e discussão Fazer o levantamento de conteúdos prévios através de perguntas simples e diretas como “O que você conhece de parasitismo?” e “algum de vocês já teve uma doença como amarelão?” e deixar que desenvolvam. Conteúdos a serem trabalhados: Conteúdo especifico: parasitismo como relação ecológica, co-evolução e parasitismo, evolução de parasitismo. Objetivos: 173 O aluno deverá ser capaz de reconhecer a evolução múltipla do parasitismo em diversas linhagens. O aluno deverá ser capaz de reconhecer o parasitismo como uma relação ecológica importante. O aluno deverá ser capaz de reconhecer que o parasita e o hospedeiro interagem e co-evoluem. 2ª Aula: relembrando protozoários parasitas Aula expositiva dialogada e discussão Conteúdo especifico: Parasitismo como relação ecológica, co-evolução e parasitismo Objetivos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer a evolução múltipla do parasitismo em diversas linhagens. O aluno deverá ser capaz de reconhecer o parasitismo como uma relação ecológica importante. O aluno deverá ser capaz de reconhecer que o parasita e o hospedeiro interagem e co-evoluem. 3ª Aula: Parasitas e vetores Aula expositiva dialogada e discussão. Objetivos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer a relação entre parasita e vetor, bem como a relação destes com o hospedeiro final. O aluno deverá ser capaz de reconhecer que medidas profiláticas contra doenças causadas por parasitas também devem ser tomadas em relação aos vetores devido a relação destes com o hospedeiro final e com o parasita. 4ª Aula: Estudo de exemplos conservados de animais parasitas e de vetores conservados Aula demonstrativa dialogada e discussão Material didático: espécimes mortos e conservados de Ascaris sp.; Taenia sp Objetivos: 174 O aluno deverá reconhecer a relação entre forma e tamanho do parasita e o ambiente em que ele vive, bem como reconhecer as características na reprodução que lhe favorecem em seu estilo de vida. O aluno deverá ser capaz de reconhecer a relação entre parasita e vetor, bem como a relação destes com o hospedeiro final. O aluno deverá ser capaz de reconhecer que medidas profiláticas contra doenças causadas por parasitas também devem ser tomadas em relação aos vetores devido a relação destes com o hospedeiro final e com o parasita. O aluno devera reconhecer as características dos vetores que lhe propiciam a relação com o hospedeiros intermediários e final. 5ª Aula: Ectoparasitas Excursão e discussão Objetivos: Identificação de locais onde há ectoparasitas, como capturá-los, identificação de fatores nos animais que atraem esses parasitas, alimentação de ectoparasitas. Local: Essa atividade deve ser realizada em um parque, jardim público, sítio ou fazenda. Recomendações: Os alunos e educadores devem utilizar calça comprida de cor clara, colocar a barra da calça dentro da meia e da bota. Pode ainda colocar o pé dentro de um saco plástico, vedar com fita adesiva larga. É recomendado usar camisa ou camiseta de manga comprida e luva de látex. Se, por acaso, algum carrapato subir na roupa, deve retirá-lo com fita adesiva transparente. Material Necessário: - pano de prato branco; - 200 gramas de gelo; - imagens ampliadas dos parasitas; - lupas; - máquina fotográfica e filmadora; - frascos com tampa. Discussão Inicial: Levantamento de conhecimentos prévios dos alunos acerca de ectoparasitas. O que eles sabem sobre carrapatos, piolhos, pulgas, do que esses animais se alimentam. 175 O carrapato pode viver em vãos de muros e paredes, jardins e trilhas no meio da mata. Podem atacar o homem e outros animais, causando coceira. Para piorar, pulgas e carrapatos podem transmitir doenças quando estão infectados por vírus,bactérias e protozoários. Isso ocorre porque eles são hematófagos, ou seja, se alimentam de sangue, sempre obtido por meio de picadas. Há uma maneira simples de detectar a presença de carrapatos e vamos fazer uma atividade para capturar carrapatos do local. Procedimentos: O professor estica um pano de prato no local suspeito, coloca 200 gramas de gelo seco no centro do pano e aguarda de 20 a 30 minutos. Nesse intervalo, carrapatos vão subir no pano. Pode-se filmar a atividade. Discussão O professor pode perguntar por que isso aconteceu? Do que é feito gelo seco? E ir desenvolvendo perguntas até que os alunos cheguem a conclusão que os carrapatos são atraídos pelo gás carbônico liberado pelo gelo seco, que nada mais é do que gás carbônico em estado sólido (a fumaça que ele solta é o gás carbônico em estado gasoso). Conduzir perguntas levando os alunos a concluir que os animais liberam gás carbônico na respiração, o que é um fator atrativo para os carrapatos, levando-os a parasitar os animais. Os carrapatos são capazes de perceber mudanças na concentração de gás carbônico do ar e, com isso, são atraídos em direção à fonte do gás. Os carrapatos recolhidos podem ser mantidos em um frasco seco, limpo e bem fechado e depois de mortos podem ser observados em lupa pelos alunos, comparando com as pranchas com imagens ampliadas dos parasitas. Revista Nova Escola http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos- piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml 6ª Aula: Vídeo: Saneamento - Projeto Embrião/IB/UNICAMP Projeção, trabalho com mídia e discussão. Iniciar a aula, perguntando aos alunos o que eles acham que é saneamento básico, sua importância para a saúde e bem estar das pessoas. Implicações de se viver em um local onde não há saneamento básico. Informar aos alunos que o vídeo que será assistido aborda problemas gerados a saúde pública devido a falta de saneamento básico. http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos-piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos-piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml 176 A transmissão de doenças relacionadas a ausência de saneamento básico, causa contaminação de água e solo, levando a disseminação de doenças, muitas parasitárias. http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=15583 Tempo: 10:47 Discussão Após o vídeo será realizada discussão com os alunos sobre questões relacionadas a importância do saneamento básico e importância do tratamento de água e esgoto e sua consequência para as parasitoses: Quais são as populações mais expostas a doenças parasitárias e por quê? Como é a região onde essas pessoas moram com relação a infraestrutura? Como vocês acham que é o acesso a saúde para essa população? Porque as crianças constituem o grupo mais vulnerável para contração de verminoses e reinfecção? A construção de rede de tratamento de esgoto e água evita muitas doenças? Responsabilidade do estado em prover saneamento básico a população, que paga impostos? Qual nossa parcela de reponsabilidade nessas condições? Objetivos: O aluno devera ser capaz de interpretar informação e argumentar racionalmente. O aluno devera reconhecer e aplicar medidas profiláticas possíveis a diversas doenças. Desenvolvimento de cidadania dos alunos 7ª e 8ª Aulas: Sala de Informática: pesquisa e desenvolvimento do panfleto Projeto Essa atividade será realizada em grupo. Os grupos elaborarão um folheto apresentando as principais verminoses, dando informações referentes às formas mais comuns de contágio, profilaxia, cuidados que devemos ter com o ambiente para o combate e diminuição desses casos. O folheto deverá ter público-alvo e faixa etária em http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=15583 177 que as verminoses ocorrem em maior frequência. É importante a presença de Ilustrações, fotos, esquemas, gráficos. Os folhetos serão elaborados no programa Publisher Fontes de pesquisa: Livros didáticos: Biologia - Autora: Sonia Lopes Editora: Saraiva – Volume Único Ser Protagonista 2º Ano – Autores: Fernando Santiago dos Santos, João Batista Vicentin Aguilar, Maria Martha Argel de Oliveira - 1ª Edição – Edições SM Sites: http://www.todabiologia.com revistaescola.abril.com.br Objetivos: O aluno deverá ser capaz de produzir material de divulgação claro e conciso O aluno deverá ser capaz de pesquisar e obter informações relevantes ao tema aplicando seu conhecimento para julgar a confiabilidade da informação e para resumir e reelabora-la. 9ª Aula: Jogo didático Aplicação do jogo didático – Mundo das parasitoses (Anexos 1 e 2) O professor apresentará o jogo, falando que este material trata-se de um tabuleiro em que se apresentam as principais verminoses estudadas, e com base nos assuntos trabalhados em aula e pesquisados para a montagem dos panfletos, os alunos teriam que responder a perguntas para prosseguir cada etapa do jogo. - Os alunos serão divididos em grupo de 4 alunos. - Eles terão dez minutos para ler o manual de instruções. - Os alunos poderão tirar as dúvidas antes do início do jogo e durante, com o professor. - O aluno devera se capaz de tomar decisões baseadas em argumentação critica e saber avaliar sua eficácia. Ao final do jogo os alunos podem chamar o professor para verificar a pontuação do/dos vencedor (es) e também discutir sobre os acertos e erros dos alunos. http://www.todabiologia.com/ 178 Ao final o professor fará uma discussão, levantando os assuntos abordados no jogo, para verificar o que os alunos aprenderam, dificuldades, debater assuntos relacionados a parasitoses, saneamento básico. Avaliação do processo: Comprometimento, participação nas atividades, disciplina e capricho. Avaliação do material (panfleto). BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos- piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=15583 LOPES, S.; ROSSO, S.; Biologia Volume 1. São Paulo: Saraiva. (1°ed) – pg 188-221, 2010. SANTOS, F. S.; AGUILAR, J. B. V,; OLIVEIRA, M. M. A.; Ser Protagonista 2º Ano -. - 1ª Edição – Edições SM, 2010. http://www.todabiologia.com http://www.fiocruz.br/chagas/media/Trypanosoma%20cruzi-c.bmp http://antoniomaldonadoartsorocaba.blogspot.com.br/2010/04/blog-post_4866.html http://afabricadedesenhos.wordpress.com/o-que-fabricamos/objetos-e-lugares/desenho- colorir-lago-brejo/ http://www.portalescolar.net/2011/08/37-desenhos-de-animais-para-colorir.html http://www.bcadventure.com/adventure/angling/bugs/leech/leech.phtml OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos-piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-silenciosos-piolhos-pulgas-carrapatos-506258.shtml http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=15583 http://www.todabiologia.com/ http://www.fiocruz.br/chagas/media/Trypanosoma%20cruzi-c.bmp http://antoniomaldonadoartsorocaba.blogspot.com.br/2010/04/blog-post_4866.html http://afabricadedesenhos.wordpress.com/o-que-fabricamos/objetos-e-lugares/desenho-colorir-lago-brejo/ http://afabricadedesenhos.wordpress.com/o-que-fabricamos/objetos-e-lugares/desenho-colorir-lago-brejo/ http://www.portalescolar.net/2011/08/37-desenhos-de-animais-para-colorir.html 179 ANEXOS: ANEXO 1: Jogo Didático: Mundo das Parasitoses Instruções do Jogo 1- Materiais Necessários: Peões (um por aluno) Tabuleiro Papel para anotação Lápis oucaneta 44 cartas 2- Tipos de Cartas: a) Carta Azul: Carta com perguntas gerais sobre o tema/filo a ser abordado em cada setor do jogo Valor: 2 pontos b) Carta Amarela: Carta com a descrição de uma situação—problema introdutória da parasitose a ser abordada. Valor: Não vale pontos c) Carta Verde: Perguntas específicas sobre as parasitoses abordadas em cada setor do jogo. Valor: 3 pontos d) Carta Branca com Cruz Vermelha: Perguntas relacionadas à doença causada por cada parasita em específico. Valor: 4 pontos e) Carta Laranja (Carta Bônus): Perguntas sobre cada um dos temas/parasitoses com graus de dificuldade mais elevados. Valor: 6 pontos 3 – Como jogar: O jogador deve seguir a trilha do Mundo das Parasitoses, percorrendo cada um dos setores do tabuleiro. Ao se deparar com cada uma das casas com indicações de cartas, deve selecionar a carta correspondente àquela casa, ler seu conteúdo silenciosamente e anotar em uma folha: o setor do jogo, o caminho tomado (caso se aplique), a cor da carta e a resposta que julga ser a correta, sem mostrar seu palpite a seus concorrentes. Ao final do jogo, na nuvem Calcule seus Pontos, o professor juntamente com cada aluno deverá conferir as repostas anotadas para cada pergunta, lhes atribuído os pontos devidos: em caso de resposta correta, o aluno recebe o total de pontos correspondente àquela cor de carta, já em caso de resposta incorreta, nenhum ponto deverá ser somado. Ao final, o aluno com maior número de ponto é declarado vencedor. 4 – Tempo aproximando de partida: 40 min 5- Cartas - Frente 180 ! Você foi se hospedar em uma pousada, mas todos os quartos estavam ocupados. Sem opções, um funcionário da pousada oferece a própria residência para você passar a noite. É uma moradia simples, de pau a pique e você é informado para ficar atento à Doença de Chagas. Carta Verde Qual é a forma de transmissão do protozoário causador da Doença de Chagas? a) Picada do inseto barbeiro b) Fezes do inseto barbeiro c) Fezes do inseto anopheles. Ao ser diagnosticado com Doença de Chagas, qual órgão do corpo será mais afetado pela doença? a) Fígado b) Cérebro c) Coração Carta Bônus Qual das alternativas abaixo é uma forma de prevenção à Doença de Chagas? a) Saneamento básico b) Combate ao vetor c) Lavagem dos alimentos Carta Azul Protozoários parasitas são necessariamente transmitidos por vetores? a) Sim b) Não ! Você foi convidado para uma excursão ao entardecer em uma pequena reserva de mata para observação de animais de hábitos noturnos. Os monitores instruíram os visitantes a recobrirem o corpo ao máximo e utilizar repelentes de insetos, pois há possibilidade de contração de Malária na região. 181 Carta Verde Qual é o inseto transmissor da Malária? a) Barbeiro b) Anopheles macho c) Anopheles fêmea Qual é um dos principais sintomas da Malária? a) Febre alta com intervalos definidos b) Problemas cardíacos c) Diarréia Carta Bônus Qual é o protozoário causador da Malária? a) Tripanossoma b) Plasmódio c) Ameba Carta Azul Que tipo de verme são os Platelmintos? a) Cilíndricos e lisos b) Achatados c) Cilíndricos e com anéis ! Durante a sua excursão pelo Mundo das Parasitoses, em um dia muito quente, você se deparou com uma lagoa muito convidativa a um banho e resolveu se refrescar nesta lagoa. Carta Verde O ditado popular “Nadou, coçou é porque pegou” se refere a qual doença? a) Teníase b) Esquistossomose c) Ascaridíase 182 Carta Verde Vila Platelmintos Por que a esquistossomose também é conhecida como barriga d’água? a) Porque o doente começa a engordar b) Porque ocorre retenção de líquidos na região abdominal c) Porque o doente sente necessidade de ingerir grandes quantidades de liquído. Carta Bônus Qual é o nome da larva que sai do caramujo e penetra da pele do indivíduo? a) Miracídio b) Cisticerco c) Cercária ! Ao visitar uma fazenda você foi convidado para um churrasco. Um boi e um porco foram abatidos na hora para carne. O churrasqueiro preparava as carnes mais para malpassadas e você se deliciou nas carnes. Carta Verde Quais são os dois hospedeiros intermediários da teníase? a) Homem e porco b) Homem e boi c) Boi e porco Carta Verde Qual o nome popular da tênia? a) Comunitária b) Solitária c) Unitária 183 Qual das alternativas abaixo é uma forma de prevenção à Teníase? a) Cozer bem carnes de boi e porco b) Lavar bem os alimentos c) Combater caramujos ! Ao passar por uma plantação, você viu lindos pés de alface. Como estavam à venda, resolveu experimentar uma folha ali mesmo, sem lavar, para conferir se valiam a compra. Carta Verde Ovos de que parasita causam a cisticercose? a) Esquistossomo b) Tênia c) Lombriga Carta Verde Ovos de qual tipo de tênia de causa cisticercose? a) “Tênia do boi” b) “Tênia do porco” c) Ambas Qual dos órgãos abaixo não é afetado pela cisticercose? a) Olho b) Cérebro c) Fígado Carta Bônus Quando ingerimos ovos da “tênia do porco” e carne de porco mal cozida, adquirimos, respectivamente: a) Teníase e Cisticercose b) Cisticercose e Esquistossomose c) Cisticercose e Teníase 184 ! Durante sua viagem, você passou por um campo aberto e, resolveu juntamente com seus amigos, jogar uma partida de futebol neste campo. Como não tinham chuteira, resolveram jogar descalços. Carta Verde Qual das alternativas abaixo não é uma forma de evitar a ancilostomose? a) Utilização de calçados b) Lavar bem os alimentos c) Saneamento básico Carta Verde Há penetração ativa de uma larva pela pele em quais parasitoses? a) Ancilostomose e Teníase b) Esquistossomose e Doença de Chagas c) Ancilostomose e Esquistossomose Em que órgão do corpo se instala a forma adulta do ancilóstomo? a) Pulmão b) Intestino c) Coração Carta Bônus Por que a ancilostomose também é conhecida como amarelão? a) Porque causa perda de sangue (anemia), levando à palidez. b) O verme tem cor amarela c) Os ovos do ancilóstomo são amarelos ! Você passou por um lindo campo com flores e resolveu fazer um passeio. No meio do caminho você percebeu um animal “grudado” na sua perna 185 Carta Azul Ectoparasitas são: a) Parasitas que se instalam dentro do corpo do hospedeiro b) Parasitas que se instalam fora do corpo do hospedeiro Carta Verde É um anelídeo ectoparasita: a) Minhoca b) Poliqueta c) Sanguessuga Carta Bônus Por que você não percebeu a presença da sanguessuga no seu corpo? a) Porque ela produz um anestésico b) Porque ela é muito pequena c) Porque ela não penetra na pele A afirmação: As sanguessugassão utilizadas na medicina em tratamentos de doenças e na recuperação de cirurgias e transplantes, é: a) Verdadeira b) Falsa Carta Azul Ectoparasitas são: a) Parasitas que se instalam dentro do corpo do hospedeiro b) Parasitas que se instalam fora do corpo do hospedeiro 186 ! Ao passar por uma plantação, você viu lindos pés de rúcula. Como estavam à venda, resolveu experimentar uma folha ali mesmo, sem lavar, para conferir se valiam a compra. Carta Azul Os nematelmintos podem ser parasitas de: a) Plantas b) Animais c) Animais e plantas Carta Verde Ascaridíase também é conhecida como: a) Amarelão b) Lombriga c) Elefantíase Carta Verde Como se contrai ascaridíase? a) Ingestão de água e alimentos contaminados com ovos. b) Ingestão de carne mal passada c) Penetração da larva pela pele Carta Bônus Quais órgãos do corpo humano participam do ciclo de vida da lombriga? a) Intestino, fígado e pulmão b) Intestino, pâncreas, cérebro c) Cérebro, fígado, pulmão A larva da lombriga passa pelos pulmões, podendo chegar à faringe e ser expelida: a) Pelos olhos b) Pelo nariz c) Pela boca 187 Carta Verde Artrópodes ectoparasitas muito comuns são: a) Mosquito e Piolho b) Piolho e Ácaro c) Ácaro e Mosquito Carta Verde Os ovos dos piolhos são conhecidos como: a) Lêndeas b) Lindias c) Liarias Carta Bônus Os ácaros são abundantes em: a) Campos e Plantações b) Rios e lagoas c) Travesseiros, tapetes e bichinhos de pelúcia Os carrapatos podem transmitir muitas doenças, entre elas: a) Febre Maculosa b) Febre Amarela c) Dengue 188 ! Terra dos Protozoários Caminho da Esquerda Carta Verde Terra dos Protozoários Caminho da Esquerda Terra dos Protozoários Caminho da Esquerda Carta Bônus Terra dos Protozoários Caminho da Esquerda Carta Azul Terra dos Protozoários ! Terra dos Protozoários Caminho da Direita 189 Carta Verde Terra dos Protozoários Caminho da Direita Terra dos Protozoários Caminho da Direita Carta Bônus Terra dos Protozoários Caminho da Direita Carta Azul Vila Platelmintos ! Vila Platelmintos Carta Verde Vila Platelmintos 190 Carta Verde Vila Platelmintos Vila Platelmintos Carta Bônus Vila Platelmintos ! Vila Platelmintos Caminho Carnívoro Carta Verde Vila Platelmintos Caminho Carnívoro Carta Verde Vila Platelmintos Caminho Carnívoro 191 Vila Platelmintos Caminho Carnívoro ! Vila Platelmintos Caminho Vegetariano Carta Verde Vila Platelmintos Caminho Vegetariano Carta Verde Vila Platelmintos Caminho Vegetariano Vila Platelmintos Caminho Vegetariano Carta Bônus Vila Platelmintos 192 ! Condado Nematoda Caminho da Esquerda Carta Verde Condado Nematoda Caminho da Esquerda Carta Verde Condado Nematoda Caminho da Esquerda Condado Nematoda Caminho da Esquerda Carta Bônus Condado Nematoda Caminho da Esquerda ! Aldeia Artropoda 193 Carta Azul Distrito Anelida Carta Verde Distrito Anelida Carta Bônus Distrito Anelida Distrito Anelida Carta Azul Aldeia Artropoda 194 ! Condado Nematoda Caminho da Direita Carta Azul Condado Nematoda Carta Verde Condado Nematoda Caminho da Direita Carta Verde Condado Nematoda Caminho da Direita Carta Bônus Condado Nematoda Caminho da Direita Condado Nematoda Caminho da Direita 195 Carta Verde Aldeia Artropoda Carta Verde Aldeia Artropoda Carta Bônus Aldeia Artropoda Aldeia Artropoda 196 ANEXO 2: Tabuleiro do Jogo Mundo das parasitoses 197 198 199 200 201 SUGESTÃO IX – EVOLUÇÃO E NOÇÕES DE SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA Sumário AUTORES: Léa Ludovico Bozzini e Victor Giovannetti PÚBLICO-ALVO: Alunos do primeiro ano do Ensino Médio CONTEXTO: Esta sequência didática trata dos principais pensamentos evolutivos, relevantes a este nível da educação básica, dentro de um contexto histórico. Além disso, tem também como objetivo introduzir o pensamento filogenético para os alunos ao trabalhar com os principais conceitos envolvidos em tal disciplina. Trata-se de um dos temas mais interessantes da Biologia, de maior importância, por ser a teoria unificadora das ciências biológicas. Muito se discute sobre a conveniência de apresentação dos grupos animais em um contexto evolutivo em vez da abordagem mais comumente usada, que foca muito mais na memorização de inúmeras características dos variados grupos, características que muitas vezes não tem valor sistemático, ou seja, não refletem a evolução e a unidade do grupo como um agrupamento monofilético. Algumas vezes, na tentativa de abordar a diversidade zoológica em um contexto evolutivo, muitos professores seguem a “ordem” de um cladograma ao apresentar os grupos a seus alunos. Tal abordagem não deixa de ser precária, porque não difere em praticamente nada das abordagens mais clássicas. Tendo este problema em mente, elaboramos esta sequência didática na tentativa de aumentar o foco no pensamento evolutivo e introduzindo a disciplina da sistemática filogenética em termos adequados ao nível dos alunos. Esperamos que ao tratar da diversidade biológica (não só a zoológica) após essas aulas, os alunos sejam capazes de relacionar as características dos organismos à sua historia evolutiva, pois já estariam familiarizados com o modo de se trabalhar com a sistemática. A sequência didática foi elaborada tendo em vista que os alunos já sejam familiarizados com os seguintes conteúdos conceituais: origem da vida, criacionismo/fixismo, nomenclatura científica e conceito de espécie, noções de conceitos de hereditariedade. Além de serem capazes de trabalhar em grupos pequenos ou como um grande grupo em uma única atividade. 202 O ideal é que ela seja aplicada antesde tratar da diversidade zoológica, para que os alunos sejam capazes de relacionar as características dos organismos com seus agrupamentos supra específicos à luz das noções básicas de sistemática já trabalhadas. Acreditamos que dessa forma os alunos sejam capazes de pensar a diversidade biológica como um resultado de processos evolutivos e não como um amontoado de características a serem memorizadas. OBJETIVOS: O objetivo maior desta sequência didática é que os alunos passem a ser capazes de pensar na diversidade biológica como o resultado de inúmeros processos evolutivos, suprindo a deficiência da abordagem evolutiva no ensino de zoologia. Objetivos relacionados aos conteúdos conceituais: fornecer bases teóricas sobre (em nível de complexidade compatível a um aluno do primeiro ano do Ensino Médio) os principais conceitos relacionados ao pensamento evolutivo e a disciplina de Sistemática Filogenética, tais como: seleção natural, seleção artificial, seleção sexual, adaptação ao meio, especiação, grupos naturais, grupos irmãos, sinapomorfia, homologia, analogia, cladogênese e anagênese. Em relação aos conteúdos procedimentais temos como objetivo desenvolver a habilidade de leitura e interpretação de uma árvore filogenética. Por fim temos também como objetivo relacionado a conteúdos atitudinais de desenvolver e de aperfeiçoar a habilidade dos alunos de trabalhar em grupos pequenos ou como um só grande grupo junto com o professor na prática de uma atividade em conjunto. Desenvolver a habilidade de discussão de cenários fictícios e por fim a habilidade de apresentação oral de resultados alcançados. MATERIAL: Lista de exercícios (Anexo 1) Situações problema (Anexo 2) Jogo nos moldes do jogo Tabu (Anexo 3): O jogo consistirá em uma serie de cartas, cada carta contará com um conceito previamente tratado durante as aulas desta sequência didática. Além do conceito a carta contará com dois ou três termos relacionados ao conceito escrito na carta, os chamados tabus, também será necessário um cronometro. 203 Como material didático desenvolvemos um jogo que tem como objetivo ajudar na compreensão e memorização das características dos diferentes grupos de invertebrados. jogo. DINÂMICA: A sequência será dividida em dois momentos por motivos de organização. No primeiro momento será tratado o pensamento evolutivo. Começaremos com um levantamento das concepções prévias dos alunos sobre o tema e posteriormente retornaremos a essas concepções para que os alunos as comparem com os novos conhecimentos. Trataremos das principais linhas de pensamento como o Lamarkismo, Darwinismo e Neodarwinismo, será feito um breve histórico do pensamento Darwinista, seu contexto e implicações além de uma breve biografia de Charles Darwin. Em sequência serão tratados os conceitos principais com maior detalhe, dentre eles estão adaptação, mutação, especiação, seleção natural, artificial e sexual. Passada esta primeira parte de aulas expositivas dialogadas haverá uma atividade em forma de um painel integrado em que os alunos interpretarão situações fictícias relacionadas aos três tipos de seleção já trabalhados. O segundo bloco da sequencia didática é dedicado à introdução da Sistemática Filogenética. Será desenvolvida uma atividade em que os alunos se depararão com alguns organismos fictícios e com o auxilio do professor tentarão recuperar as relações evolutivas entre eles baseados nas características dos mesmos, ou seja, um estudo filogenético simplificado. Ao longo da aula o professor irá montar uma árvore filogenética e trabalhará os principais conceitos a ela relacionados (e.g. grupo irmão, nós, internós, sinapomorfias, homologias, grupos naturais etc.). Será também realizada uma atividade com uma revista científica - um trabalho sobre relações filogenéticas, para que os alunos entrem em contato com a literatura acadêmica ao menos uma vez e tenham uma ideia melhor da natureza da ciência no que diz respeito à Sistemática Filogenética. Os cladogramas presentes neste trabalho servirão como base para atividades de revisão dos conceitos vistos anteriormente. Por fim será reservada uma aula para o uso de um jogo nos moldes do jogo chamado Tabu (a dinâmica da atividade será explicada em mais detalhe no item 8) para a revisão dos principais conceitos estudados ao longo das últimas aulas. A avaliação será feita por meio de uma lista de exercícios e pela participação nas atividades desenvolvidas ao longo da sequência. 204 Aula 1: Evolução Deverá ser realizado um levantamento das concepções prévias dos alunos sobre o termo evolução além de outros conceitos e processos relacionados à biodiversidade, tais como especiação, extinção e seleção natural. Além disso, o professor também deverá levantar as concepções dos alunos de como se da o estudo da evolução e relação entre as diferentes espécies e qual seria a importância de tal estudo. A aula deverá ser guiada em forma de discussão dirigida, em que o professor listará as concepções dos alunos no quadro, também será necessário um registro feito individualmente para posterior comparação. Nesta aula será entregue uma lista de exercícios (Anexo 1) referente a toda a sequência, os alunos deverão responder as questões em casa, gradualmente, conforme os conteúdos forem trabalhados. O professor será responsável por indicar aos alunos quais questões eles devem responder ao final de cada aula. Seria interessante que o professor reservasse pelo menos cinco minutos de cada aula para tirar eventuais dúvidas sobre os exercícios. Após esta aula o aluno deverá ser capaz de diferenciar o conceito biológico de evolução e dos demais conceitos trabalhados do seu significado segundo o senso comum, assim como aprimorar sua capacidade de discussão. Aula 2: Lamarck e Darwin Está aula tem como objetivo apresentar o pensamento Lamarkista e também uma breve biografia de Charles Darwin. Serão trabalhados os principais conceitos relacionados ao pensamento Lamarkista sobre evolução, para posterior comparação com o pensamento Darwinista. Deverão ser abordados os conceitos de herança de caracteres adquiridos e da lei do uso e desuso, sempre bem exemplificados. Também é importante destacar o aspecto linear do pensamento de Lamark. Em seguida será apresentada uma breve biografia de Charles Darwin, suas principais viagens, o contexto histórico e acadêmico. A parte da aula sobre o Lamarkismo será conduzida como uma aula expositiva dialogada, a biografia será apresentada de forma expositiva. O aluno será capaz de compreender os principais pontos do Lamarkismo como a herança de caracteres adquiridos e da lei do uso e desuso. A breve biografia de Darwin tem como objetivo aproximar os alunos da natureza da ciência, tentando desmistificar a imagem do cientista. 205 Aula 3: Lamarck e Darwin II A aula deverá ser conduzida de maneira expositiva dialogada, encorajando a participação dos alunos sempre que possível. Neste momento serão trabalhados os conceitos relacionados ao pensamento evolutivo de Darwin. Entre eles estão: mutação, seleção natural, sexual e artificial, adaptação ao meio, especiação e extinção. É também muito importante deixar clara a natureza ramificativa do pensamento de Darwin. Ao final da aula deverá ser feita uma comparação entre os dois pensamentos evolutivos apresentados aos alunos até o momento. Retomando o contexto histórico e acadêmico o professor deverá perguntar aos alunos quais teriam sido os desdobramentos da publicação da obra de Darwin. Apresentar o que é conhecido como Neodarwinismo. O aluno será capaz de apontar as principais diferenças entre o pensamento de Darwin e de Lamarck Aula 4: Situações problema - Lamarck e Darwin II Será aplicada uma atividade sobre os diferentes tipos de seleção (Anexo 2). A sala deverá ser dividida em cinco grupos,cada grupo receberá uma situação e perguntas relacionadas a ela. Ao final da discussão dos grupos, um ou mais alunos de cada grupo serão selecionados para apresentar ao restante da classe a sua atividade e as perguntas respondidas. Ao final da atividade o professor deverá retomar o conceito de especiação e seus processos relacionados para assegurar que ele esteja claro aos alunos. Tais conceitos serão importantes para a sequência das aulas. A atividade será conduzida em forma de painel integrado e a revisão de conceitos em forma de aula expositiva dialogada. Nesta aula, se o professor considerar adequado, poderá avaliar a participação dos alunos na atividade para ela faça parte da avaliação. Esta aula tem como objetivo sedimentar os conceitos de seleção natural, sexual e artificial por meio de uma atividade, além disso serão retomados conceitos relacionados a especiação e diversificação como introdução ao assunto da próxima aula, sendo assim, os alunos deverão ter claros tais conceitos ao final da aula. 206 Aula 5: Construindo Cladogramas A aula deverá ser conduzida como uma discussão dirigida, o professor deverá problematizar e estimular a participação dos alunos em todas as etapas da aula. O professor deverá apresentar os alunos uma serie de quatro ou cinco organismos fictícios diferentes, mas com características comuns suficientes para que seja possível construir um simples cladograma se baseando em tais características. O professor deverá apontar as características que serão utilizadas na análise e em seguida agrupar os organismos de acordo com cada característica e em seguida construir um cladograma com o auxílio dos alunos. Ao construir o cladograma o professor deverá explicar cada uma das partes de um cladograma e qual é o seu significado, como nó ramos, agrupamentos etc. Ao final desta aula os alunos deverão ser capazes de compreender conceitos básicos de sistemática filogenética como: sinapomorfia, grupo natural, homologia, cladogênese e anagênese. Os alunos também desenvolverão a habilidade de ler e interpretar um cladograma. Aula 6: Construindo Cladogramas II Esta aula é uma continuação da aula anterior, mantendo os mesmos objetivos e metodologias. Por se tratar de uma atividade complexa e com muitos conceitos novos, assim como toda uma simbologia nova dedicamos está aula para a continuação da atividade e para a apresentação de outros conceitos de sistemática filogenética que não puderam ser abordados na aula anterior como a analogia e grupos artificiais. Aula 7: Leitura e interpretação de artigo científico Durante essa aula o professor deverá apresentar aos alunos um artigo científico com a filogenia de algum grupo que o professor considerar adequado. O foco não é o grupo e sim o trabalho de sistemática. Se for possível seria muito interessante que o professor trouxesse o volume da revista em que o artigo foi publicado. Consideramos isso interessante, pois esta será a única oportunidade de muitos alunos de entrar em contato com a literatura acadêmica e suas normas. O professor deverá fazer uma apresentação breve sobre a forma do artigo (resumo, introdução, materiais e métodos, resultados e conclusões) apresentar o cladograma e a matriz de dados e fazer um paralelo mostrando que de maneira mais simplificada os alunos foram capazes de fazer o mesmo tipo de trabalho. 207 Em seguida o professor entregará uma copia a cada um ou dois alunos do cladograma do artigo e propor algumas questões a ele relacionadas como: apontar grupos naturais no cladograma, nomear os elementos da árvore, selecionar alguns grupos para que os alunos verifiquem se estes são naturais ou não. A aula deverá ser conduzida de maneira expositiva dialogada. Se o professor julgar adequado pode incluir as atividades do cladograma como parte da avaliação. O principal objetivo desta aula é aproximar os alunos da natureza da ciência, como parte de sua alfabetização científica. Aula 8 e 9: Refazendo a lista de exercícios + Jogo Nesta aula o professor devolverá as atividades com as concepções prévias dos alunos, realizadas na primeira aula. Os alunos deverão corrigir ou complementar as suas respostas com o que viram durante as aulas e novamente as entregar ao professor. Estas novas respostas deverão ser corrigidas para fazer parte da avaliação. Após recolher as atividades o professor deverá discutir possíveis dúvidas com os alunos. Por fim o professor aplicará o jogo Tabu filogenético (Anexo 3) que já foi detalhado acima e cujas cartas se encontram anexadas ao final deste documento. Esta aula tem como objetivo consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo das demais aulas e sanar possíveis dúvidas. Avaliação: A avaliação consistirá na lista de exercícios entregue aos alunos na primeira aula que foi resolvida gradualmente pelos alunos. Também pela participação no painel integrado sobre seleção e pela atividade com o cladograma do artigo. E por fim pela atividade de contraste das concepções prévias dos alunos com os conceitos apresentados ao longo da sequência. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E SUGERIDA: Amorim, D.S., 2008. Paradigmas pré-evolucionistas, espécies ancestrais e o ensino de Zoologia e Botêanica. Ciência e Ambiente, 36, 125-150. Amorin, D.S., 2002. Fundamentos de Sistemática Filogenética, Holos, 158p, Ribeirão Preto De Pinna, M.C.C., 1991. Concepts and tests of homology in the cladistic paradigm. Cladistics 7, 367–394 208 Krasilchik, M. Prática de ensino de biologia. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. Sasseron, L.H. & A.M.P. Carvalho, 2011. Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica, Investigações em Ensino de Ciências v 16 (1), 59-77. 209 ANEXOS: ANEXO 1: Lista de exercícios Lista de Exercícios Questão 1. A história conta a evolução da cascavel com relação a perda do chocalho segundo Darwin. Explique a mesma história na versão de Lamarck. 210 Questão 2. Camaleão é um lagarto que compõe a família Chamaeleonidae, e é conhecido por sua curiosa capacidade de mudar de cor. Vamos considerar que os ancestrais dos camaleões eram lagartos que não possuíam essa capacidade. Explique sucintamente como Lamarck justificaria a aquisição dessa capacidade pelos camaleões, e em seguida faça o mesmo segundo os critérios evolutivos aceitos nos dias de hoje. Questão 3. Em meados de 1800, Darwin revolucionou a visão sobre a origem das espécies. Sua teoria teve especial impacto no âmbito religioso, e separou os cientistas em duas vertentes: evolucionistas x criacionistas. A partir dessas informações, responda: qual a definição do termo “evolução”? 211 Questão 4. Os dinossauros foram répteis que dominaram a vida na Terra num período geológico de tempo que vai desde o início do período Jurássico até o final do período Cretáceo, cerca de sessenta e cinco milhões de anos atrás, quando um evento catastrófico ocasionou a extinção em massa de quase todos os dinossauros. Nesse período, os mamíferos já habitavam a superfície da Terra, mas possuíam um número muito menor de representantes do que o encontrado nos dias hoje. Dê duas possibilidades que relacionem a extinção dos dinossauros com o aumento do número de mamíferos. Questão 5. Sabemos que a seleção natural explica muitas das modificações encontradas nas espécies ao longo dos anos: um indivíduo mais adaptado possui maiores chances de sobrevivência. Porém, muitas características encontradas em alguns animais não podem ser chamadas de “adaptações”, como por exemplo a enorme cauda de um pavão macho, ou a juba de um leão. Essas são características que claramente “atrapalham” o indivíduo, o que diminuiria as suas chances de sobrevivência. Pensando na função da bela cauda do pavão, explique por que essas características consideradasum “empecilho” foram selecionadas. Questão 6. Por que os fósseis são uma evidência da evolução, e não somente a prova de que determinados organismos habitaram a Terra? http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_tempo_geológico http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_tempo_geológico http://pt.wikipedia.org/wiki/Jurássico http://pt.wikipedia.org/wiki/Cretáceo http://pt.wikipedia.org/wiki/Cretáceo 212 Questão 7. Imagine uma lagoa onde alguns de seus moradores são representantes de uma espécie de sapo, por exemplo o sapo Cururu. Imagine agora que por algum motivo, surge uma barreira geográfica que divide essa lagoa no meio, de maneira que os indivíduos dessa espécie que ficaram de um lado da lagoa não podem mais se comunicar com os que ficaram do outro lado. Descreva o que deve acontecer com essas duas populações de sapos Cururu ao longo dos anos. Questão 8. (UEL) Com base na análise dessa árvore filogenética, assinale a alternativa correta: A) O grupo formado pelos lêmures é o mais recente, porque divergiu há mais tempo de um ancestral comum. B) Os chimpanzés apresentam maior proximidade filogenética com os gorilas do que com os humanos. C) Os gorilas compartilham um ancestral comum mais recente com os gibões do que com o grupo formado por chimpanzés e seres humanos. D) Os gorilas são os ancestrais comuns mais recentes do grupo formado por chimpanzés e seres humanos E) Os macacos do Velho Mundo e do Novo Mundo apresentam grande proximidade filogenética entre si. 213 Questão 9. (UFRS) Os cinco cladogramas das alternativas ilustram relações filogenéticas entre os táxons hipotéticos 1, 2, 3, 4 e 5. Quatro desses cladogramas apresentam uma mesma hipótese filogenética. Assinale a alternativa que contém o cladograma que apresenta hipótese filogenética diferente das demais. Créditos da imagens: Questões 1, 3 e 4, retirada de http://www.umsabadoqualquer.com/ Questões 2, 7 e 6, retirada de http://depositodocalvin.blogspot.com.br/ Questão 5 retirada de http://www2.uol.com.br/niquel/ http://www.umsabadoqualquer.com/ http://depositodocalvin.blogspot.com.br/ http://www2.uol.com.br/niquel/ 214 ANEXO 2: Situações problema CASO 1 Material: Sete tomates de três tipos diferentes Contexto: As sementes de tomates serão usadas para iniciar um cultivo de tomates que visa a maior produção, considerando-se que serão vendidos por quilo. Atividade: deverão ser escolhidos os tomates que são mais adequados ao objetivo. Discussão: Seria mais interessante criar apenas arbustos que dessem o tipo de tomates selecionado? O que acontecerá com os tomates não selecionados? CASO 2 Material: Um pote e diversas tampas diferentes Contexto: O pote representa uma fêmea de uma determinada espécie e as tampas os machos desta espécie. Mesmo sendo da mesma espécie os machos possuem características diferentes que podem interessar ou não a fêmea. Atividade: Encontre o(s) machos ideais para a fêmea Discussão Qual foi a característica que determinou o macho escolhido? Qual será a aparência dos machos da próxima geração? O que ocorrerá com o grupo de características dos demais machos após algumas gerações? CASO 3 Material: Alguns feijões. Duas pinças, dois pregadores, duas tesouras. Contexto: A tesoura, a pinça e o pregador representam bicos de diferentes aves, que irão se alimentar das sementes. Atividade: Cada aluno escolherá um dos bicos e pegará a maior quantidade de sementes que puder, durante dois minutos. Discussão: Qual bico foi mais eficiente? Qual a vantagem em pegar mais sementes? O que aconteceria com os demais, depois de algumas gerações? CASO 4 Material: Clips de papel feitos de metal e outros feitos de plástico e um imã Contexto: Os clips representam uma população de herbívoros que é predada pelo imã. Atividade: Passe o imã sobre o conjunto de clips algumas vezes para simular a predação Discussão O que aconteceu após alguns eventos de predação? O que tenderá a acontecer com esta população ao longo do tempo levando em conta a proporção clips de metal/clips de plástico? 215 CASO 5 Material: Figuras de quatro raças diferentes de cachorros. Tabela de interesses dos futuros proprietários de cachorros. Contexto: Os cachorros estão em uma feira de cães, para serem vendidos para donos de canis, que querem criá-los. Atividade: Deverá ser entregue uma raça de cachorro para cada comprador, de acordo com seus interesses. Criador 1: Busca cachorro para pastoreio. Criador 2: Busca cachorro para auxiliar vítimas de acidentes em estações de esqui. Criador 3: Busca cachorro de caça para encontrar e assustar presas em tocas. Criador 4: Busca cachorro para companhia em apartamentos. Discussão: Se o proprietário pudesse comprar mais cachorros, seria mais interessante comprar mais da mesma raça ou escolher uma raça diferente? O que aconteceria com as outras raças? 216 Fontes: http://www.clinicavetsaojose.com.br/ima ges/00Blog/maltes_1.jpg (maltês) http://lupusalimentos.com.br/system/wp- content/uploads/2010/05/teckel.jpg (Teckel) http://www.saudeanimal.com.br/imagens/ border_collie2.jpg (Border Collie) http://lupusalimentos.com.br/system/wp- content/uploads/2010/05/sao_bernardo.jpg (São Bernardo) http://www.clinicavetsaojose.com.br/images/00Blog/maltes_1.jpg http://www.clinicavetsaojose.com.br/images/00Blog/maltes_1.jpg http://lupusalimentos.com.br/system/wp-content/uploads/2010/05/teckel.jpg http://lupusalimentos.com.br/system/wp-content/uploads/2010/05/teckel.jpg http://www.saudeanimal.com.br/imagens/border_collie2.jpg http://www.saudeanimal.com.br/imagens/border_collie2.jpg http://lupusalimentos.com.br/system/wp-content/uploads/2010/05/sao_bernardo.jpg http://lupusalimentos.com.br/system/wp-content/uploads/2010/05/sao_bernardo.jpg 217 ANEXO 3: Jogo Tabu Filogenético Tabu Filogenético Como jogar: a sala deverá ser dividida em dois grandes grupos ou em grupos menores, caso o professor opte pelos grupos menores deverá se assegurar que seja um numero par de grupos, pois eles competirão dois a dois. Formados os grupos as cartas são divididas em dois montes e cada um deles entregues a um grupo. Deve-se escolher uma pessoa do grupo que ficará de frente para o restante de seu grupo com o monte de cartas. Essa pessoa então tira uma carta e liga o cronometro, o limite de tempo deverá ser determinado pelo professor. A carta deve estar escondida da sua equipe, mas visível a, pelo menos, um jogador da equipe adversária, ou ao professor, se ele optar por ser o mediador do jogo. Esse adversário será o responsável por assegurar se nenhum dos tabus seja utilizado como dica. O aluno segurando a carta deve dar dicas sobre o conceito da carta selecionada. As pistas podem ser palavras simples ou frases. O aluno que dá as pistas não poderá usar nenhuma palavra da lista de tabus impressa na carta. Qualquer parte ou forma dessas palavras também é proibida. Por exemplo, se a palavra proibida é "aniversário (dia do nascimento)", a pessoa que dá as pistas não pode usar "nascimento" ou "dia". Se a palavra proibida é "ler", a pista dada não pode ser "lendo". Dê um ponto para a equipe do aluno que dá as pistas por cada conceito que o grupo acertar. As respostas erradas não são penalizadas. Atribua um ponto à equipe adversária cada vez que for usada uma palavra Tabu e cada vez que a pessoa que dá as pistas passar uma palavra. Se quem dá as pistas usar uma palavra Tabu o aluno da equipe adversária escolhido como fiscal deve se manifestar. Então, o aluno que dá as pistas passa para uma nova palavra. 218Cartas do jogo: 219 220 OBS. IMAGENS UTILIZADAS EXCLUSIVAMENTE PARA FINS ACADÊMICOS