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1
Profº Leonel Tula
Profº Carlus Fabricio Librais
Profª Tathyana Moratti
Prof. Yuri Teixeira
2
CRONOGRAMA DE OBRAS
Planejar a execução de uma obra significa 
ordenar a realização das atividades pelas 
equipes de trabalho, de acordo com sua 
sequência e dentro dos intervalos de tempo 
previstos para elas.
O planejamento de tempos na construção civil 
aborda principalmente desenvolvimento de 
cronogramas para execução da obra.
CRONOGRAMA DE OBRAS
Um cronograma bem elaborado é fundamental 
para atender os prazos, controlar o 
financeiro, programar compras, gerir e 
contratar mão de obra e prevenir conflitos 
entre atividades.
Por esses motivos, grandes obras contam com 
equipes de engenheiros de planejamento 
controlando a execução de toda construção.
3
CRONOGRAMA DE OBRAS
O cronograma é um instrumento de 
planejamento e controle semelhante a um 
diagrama de GANTT, em que são definidas e 
detalhadas minuciosamente as atividades a 
serem executadas durante um período 
estimado.
DEFINIÇÃO
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Montar a EAP (Listar as Atividades)
COMO FAZER
 Sequenciar as Atividades / Interdependência
 Estimar as Durações das Atividades
 Definir Recursos das Atividades
 Desenvolver o Cronograma
4
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Analise todo o escopo das plantas disponíveis 
(projeto de arquitetura, estrutural, elétrico, hidráulico, 
drenagem etc.) e do orçamento da obra;
 MONTAR A EAP (LISTAR AS ATIVIDADES)
 Faça o desdobramento ou decomposição de alguns 
itens. 
Ex.: Piscina = Escavação + Fundações + Alvenaria + 
Impermeabilização + Revestimentos Cerâmicos + 
Instalações Hidráulicas + Iluminação;
 Use padrões ou modelos de projetos semelhantes 
já executados;
CRONOGRAMA DE OBRAS
MONTAR A EAP (LISTAR AS ATIVIDADES)
5
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Uma vez listadas todas as atividades necessárias 
para a conclusão da obra, você precisa definir o 
relacionamento entre as atividades, isto é, qual 
atividade ocorre depois de outra.
SEQUÊNCIA DAS 
ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
 A determinação da dependência é fundamental e 
exige conhecimento técnico da execução.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Nessa etapa, você deve indicar as precedências de 
cada item da EAP. Chamam-se predecessoras as 
etapas anteriores a uma atividade.
Considere nesse processo:
 Ligações finish-to-start (fim com início) quando 
uma etapa inicia após o fim de outra;
 Ligações start-to-start (início com início) quando 
duas etapas devem começar juntas;
 Ligações finish-to-finish (fim com fim) quando duas 
etapas devem finalizar juntas;
SEQUÊNCIA DAS 
ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
6
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Término para início
Ex: Fundação; Superestrutura;
 Término para término
Ex: Proj. EST.; Proj. ARQ.;
 Início para início
Ex: Colocar argamassa; nivelar argamassa;
 Início para término
Ex: Você quer trocar de fornecedor mas só quer 
fazê-lo quando tiver certeza de que o novo fornecedor 
te atenderá. Quando o novo fornecedor iniciar o 
atendimento, você finalizará o outro contrato.
SEQUÊNCIA DAS ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
CRONOGRAMA DE OBRAS
SEQUÊNCIA DAS 
ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
7
CRONOGRAMA DE OBRAS
SEQUÊNCIA DAS 
ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
CRONOGRAMA DE OBRAS
SEQUÊNCIA DAS 
ATIVIDADES/INTERDEPENDÊNCIA
8
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Estas duas atividades estão ligadas pois quanto 
mais recurso para executar a obra menor a duração 
das atividades.
 Mas nem sempre o aumento de recurso irá diminuir 
a duração da atividade, por exemplo a cura de um 
concreto não depende do número de funcionários 
para execução da concretagem.
ESTIMAR AS DURAÇÕES DAS ATIVIDADES
DEFINIR RECURSOS DAS ATIVIDADES
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Existem algumas formas de se estimar as 
durações das atividades:
 Estimativas análogas: em uma obra semelhante, 
o revestimento de fachada durou 2 meses, logo 
adotarei 2 meses na minha obra;
 Estimativas paramétricas: o piso cerâmico do 
apartamento de 100 m² foi feito em 5 dias, logo, no 
apartamento de 60 m² vou adotar 3 dias.
 Opinião especializada: consultei um engenheiro 
de fundações e ele estimou que as sapatas levarão 20 
dias úteis para serem executadas.
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES
9
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Ou podemos fazer o levantamento através das 
composições de duas formas:
 Determina-se a quantidade de dias e a partir 
deste parâmetro compõe-se as equipes de trabalho 
ou dimensionamento de equipamentos;
 Fixa-se a equipe/equipamentos e em função 
disto tem-se quantos dias serão necessários para 
execução do serviço.
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Levantamento de quantitativos genérica. 
Concretagem – m³
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 1
10
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Para o dimensionamento da equipe partindo-se com os 
dados retirados da planilha de quantitativos...
Insumo Unidade Índice
Pedreiro h 1,000
Servente h 8,000
 ... Será necessário ainda saber a quantidade total do serviço 
(QS), a carga horária dos profissionais e em quantos dias o 
serviço será executado.
QS
Carga 
Horária
Dias
m³ h/ dia Unid.
80 8 5
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 1
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Tem-se como resultado quantos funcionários serão 
necessários para executar 80 m³ (QS) em 5 dias (t) com uma 
jornada de trabalho de 8 h/dia.
 Onde:
QT = índice x QS
Dias de Funcionário = QT/jornada
NF = (Dias de funcionário)/t
Insumo Unid. Índice Quantida
de Total
QT (h)
Dias de
Funcionário
NF = No de 
Funcionários
Pedreiro h 1,0 80 10 2
Servente h 8,0 640 80 16
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 1
11
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Para determinação da duração das atividades fixamos a 
equipe e o tempo é determinado pela quantidade de mão-de-
obra disponível.
 Com os dados retirados da planilha de quantitativos...
Insumo Unidade Índice
Pedreiro h 1,0
Servente h 8,0
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 2
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Será necessário ainda saber a quantidade total do serviço 
(QS), a carga horária dos profissionais e quantos profissionais 
estão disponíveis para execução do serviço.
QS Carga 
Horária
Funcionários
m³ h/ dia unidade
80 8 Pedreiro 2
Servente 16
 DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 2
12
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Tem-se como resultado quantos dias serão necessários para 
executar 80 m³ com 2 pedreiros e 16 serventes com uma jornada 
de trabalho de 8 h/dia.
Insumo Unid. Índice Quantidad
e Total QT 
(h)
Dias de 
funcionário Dias
Pedreiro h 1,0 80 10 5
Servente h 8,0 640 80 5
 Onde:
QT = índice x 80 m³
Dias de Funcionário = QT/Carga horária
Dias = (Dias de funcionário)/Funcionários
DURAÇÕES E RECURSOS DAS ATIVIDADES -
EXEMPLO 2
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Tendo em mãos a EAP, as predecessoras e as 
durações de cada atividade, é possível elaborar o 
cronograma.
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 A maioria dos profissionais fazem uso de 
ferramentas para o desenvolvimento de 
cronogramas, como MS Project, Primavera, OpenProj
ou mesmo o MS Excel porque mostram graficamente 
o sequenciamento das atividades do projeto.
 Independentemente de qual software for utilizado, 
é necessário realizar os passos anteriores.
13
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Tipos mais comum de cronograma:
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 O PERT (Programa de Avaliação e Análise 
Técnica)/CPM (Método de Caminho Crítico).
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais.
 Cronograma físico-financeiro.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 Gráfico usado para ilustrar o avanço das 
diferentes etapas de um projeto.
 Ferramenta de acompanhamento, bastante 
visual, cujo objetivo é deixar a informação o mais 
transparente possível.
 Permite o acompanhamento da realização de 
tarefas e atividades que compõem um projeto de 
objetivo maior.
14
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais
 DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 Representa as atividades com suas 
precedências e distribuídas emum intervalo de tempo.
 As vantagens do Gráfico de Gantt são a 
facilidade de entendimento e a boa visualização. A 
desvantagem é não mostrar com nitidez a 
interdependência entre as atividades.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais
 DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 Embora um Gráfico de Gantt seja facilmente 
compreendido para projetos pequenos, que cabem 
em uma única folha ou em uma tela, pode tornar-se 
de difícil visualização e compreensão para projetos 
com muitas atividades.
 Representação de cronogramas de demanda de 
mão-de-obra, de materiais e de equipamentos são 
algumas de suas representações.
15
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras
horizontais
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
ID Dur.
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
Fase 01 16
A 1
B 3
C 6
D 1
E 1
F 4
G 1
Fase 02 17
H 3
I 2
J 6
K 4
L 1
ID Atividades Predecessora Duração (Sem)
A Limpeza e preparo do terreno - 1
B Fundações A 3
C Alvenaria e Estruturas B 6
D Colocação de laje C 1
E Esgoto (externo) B 1
F Madeiramento D 4
G Cobertura (telhado) F 1
H Instalação Hidraúlica D 3
I Instalação Elétrica F 2
J Revestimento / Acabamento G,H,I 6
K Pintura E,J 4
L Limpeza Geral K 1
Data mais 
tarde
ID Dur. Recur.
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
Fase 01
A 1 3 3
B 3 3 3 3 3
C 6 3 3 3 3 3 3 3
D 1 2 2
E 1 1 1
F 4 3 3 3 3 3
G 1 2 2
Fase 02
H 3 1 1 1 1
I 2 1 1 1
J 6 2 2 2 2 2 2 2
K 4 1 1 1 1 1
L 1 3 3
S
e
rv
en
te
s
3
Analisando o Recurso Servente
Muitas Vezes a análise pelo Excel pode ser trabalhosa
1
2
1 1 1
16
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Uma opção é utilizar outros softwares
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 Ao inserir os dados no programa escolhido, ele 
fornecerá a primeira versão do cronograma da obra. 
Mas geralmente ele precisará sofrer alguns ajustes, 
como compressão ou extensão de atividades ou 
revisão das predecessoras, caso algum dado tenha 
sido preenchido incorretamente.
 Quando você terminar os ajustes e definir a 
versão final do cronograma, você terá a “Linha de 
base do cronograma” ou “baseline”, isto é, o 
cronograma de “partida” ou referência para 
desenvolvimento do projeto.
17
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Gráfico de GANTT ou de barras horizontais
DESENVOLVER O CRONOGRAMA
 A baseline também fornecerá uma informação 
essencial: o caminho crítico.
 Ele representa a sequência de atividades que 
não possuem folgas. Se alguma dessas atividades 
atrasar, atrasará a obra inteira.
 É necessário ter muito cuidado com o caminho 
crítico para garantir o prazo de entrega. Por outro 
lado, algumas atividades possuem folgas, isto é, 
permitem atrasos sem comprometer a data de entrega 
da obra porque são atividades que não estão no 
caminho crítico.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Esse passo vem após ao início da obra e é 
essencial para garantir a sua execução.
CONTROLAR O CRONOGRAMA
 É necessário atualizar periodicamente o 
cronograma com o avanço físico da obra, indicando 
prazos realizados das tarefas prontas e recalculando a 
data de finalização.
18
CRONOGRAMA DE OBRAS
 EXEMPLO
CONTROLAR O CRONOGRAMA
 Construa o gráfico de Gantt para o exemplo. 
Considere que todas as dependências são do tipo 
Fim-Início.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 EXEMPLO
 CONTROLAR O CRONOGRAMA
19
CRONOGRAMA DE OBRAS
 EXEMPLO
 CONTROLAR O CRONOGRAMA
CRONOGRAMA DE OBRAS
 EXEMPLO
 CONTROLAR O CRONOGRAMA
20
CRONOGRAMA DE OBRAS
 EXEMPLO
 CONTROLAR O CRONOGRAMA
CRONOGRAMA
FÍSICO-FINANCEIRO
21
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Quando o cronograma mostra, também, os valores 
que serão gastos, ao longo do tempo e em cada uma 
dessas atividades, ele recebe o nome de cronograma 
físico-financeiro.
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO
 Ele é “físico” porque apresenta o “avanço real” das 
entregas do projeto, no caso das obras são as etapas 
de construção. Ele é “financeiro” porque apresenta os 
custos relacionados no tempo.
CRONOGRAMA DE OBRAS
 Fundamentalmente o cronograma físico-financeiro 
deve mostrar: entregas, progresso (%) e custos 
incorridos no tempo. Existem diferentes formas 
possíveis para mostrá-lo. Veja exemplos:
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO
Cronograma físico-financeiro – Exemplo 1
22
CRONOGRAMA DE OBRAS
Exemplo de outro formato de cronograma físico-financeiro:
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO
Cronograma físico-financeiro – Exemplo 2
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NBR, ABNT. 12721: 2006. Avaliação de custos unitários de construção para 
incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edifícios.
GEHBAUER, Fritz et al. Planejamento e gestão de obras. Curitiba, CEFET-PR, 
2002.
LIMMER, C. V. Planejamento, orçamentação e controle de projetos e obras. 
LTC, 1997.
MATTOS, A. D. Como preparar orçamento de obras. PINI, 2007
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Adm. de projetos: como transformar ideias 
em resultados. 2ª. Edição. São paulo: atlas, 2002.
23
Profº Leonel Tula
Profº Carlus Fabricio Librais
Profª Tathyana Moratti
Prof. Yuri Teixeira

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