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Aula Urg e Emerg - Catéteres

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Cateteres Venosos Periféricos e Centrais
Profª Enfª Mardi Marques Dias
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Objetivo
		O acesso vascular, tanto o central como o periférico, para infusão intravenosa, é uma das maiores modalidades de tratamento utilizados na assistência a saúde da maioria dos pacientes hospitalizados, chegando a representar um recurso vital para alguns.Faz-se então necessário, estabelecer cuidados de Enfermagem, através de orientações adequadas para a equipe multiprofissional, que vão desde o preparo prévio do cliente, seleção de material adequado e instruções de manutenção com os mesmos cateteres, a fim de prevenir complicações na continuidade do mesmo tratamento.
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Conceito de Venopunção
		Técnica na qual uma veia é puncionada, através da pele por um estilete rígido e afiado (por exemplo, scalp, abocath,agulha de metal ou cateter venoso central), nos quais se deve empregar técnica asséptica e também se utilizar materiais esterilizados e descartáveis, pois todos os procedimentos de acesso vascular, através da inserção de um dispositivo intravenoso não é um procedimento inócuo, estando associado a um significativo risco de ocorrência de infecções, também podendo levar ao paciente, na pior das hipóteses a manifestações sistêmicas.
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Finalidades de uma Venopunção Periférica
	Coletar uma amostra de sangue;
	Instalar uma medicação;
	Iniciar uma infusão endovenosa contínua ou intermitente(EV);
	Injetar substâncias radiopáticas ou radioativas para exames especiais.
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Revisão Anatomo-Fisiológica do Sangue
	O sangue é considerado do ponto de vista da sua constituição como um sistema complexo e relativamente constante, constituído de elementos sólidos, as células sanguíneas:(Eritrócitos, Leucócitos e Plaquetas), de substância liquida (Soro ou Plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2). Para obtê-lo, o procedimento é conhecido como punção venosa ou venopunção.
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	As veias são tubos no qual o sangue circula, da periferia para o centro do sistema circulatório, que é o coração. As veias podem ser classificadas em: veias de grande, médio e pequeno calibre, e vênulas. De acordo com a sua localização, as veias podem ser superficiais ou profundas. As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele, sendo mais calibrosas nos membros.
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	Os vasos sanguíneos são inervados pelo nervo simpático que possui ação constritora(diminui o calibre dos vasos) e pelo nervo parassimpático que é vaso dilatador(aumenta o calibre dos vasos).A ação conjunta desses dois feixes nervosos mantém o diâmetro e a tonicidade muscular que são fatores primordiais na distribuição sanguínea.
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	Os vasos sanguíneos,exceto os capilares,são formados por três camadas: interna(endotelial), média, e externa(adventícia).Os capilares possuem uma estrutura muito simples,composta essencialmente por endotélio, tornando-se vasos muito ‘frágeis’ para realizar venopunção.
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Outras Considerações... 
	A administração intravenosa de fluídos estabelece uma conexão do meio externo para a circulação do sangue que ultrapassa o principal mecanismo de defesa corporal, a pele, portanto, todos os procedimentos de acesso vascular, são considerados invasivos, e portanto requerem cuidados de assepsia e esterilidade.A infecção da corrente sanguínea relacionada a cateteres é considerada infecção hospitalar, devendo ser epidemiologicamente controlada (monitoramento da incidência) e evitada com cuidados básicos na realização do procedimento.
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Portas de Entrada para os Microorganismos em uma Venopunção...
	Colonização Cutânea;
	Mãos dos Profissionais;
	Colonização da Conexão( equipos de soro, extensores, dânulas);
	Solução infusional contaminada;
	Contaminação do anti-séptico.
 
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Falhas da Infusão Venosa
 Flebite 
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Extravasamento(infiltração) da infusão na veia
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Obstrução da Infusão
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Mais complicações que podem ocorrer...
	Trauma na parede da veia;
	Trombo flebite( Trombose + Inflamação);
	Infecção local;
	Espasmo Venoso;
	Complicações Sistêmicas(sepse,sobrecarga circulatória,edema pulmonar,embolia gasosa(mais associada a acessos venosos centrais...),choque por infusão rápida).
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Considerando...
	A terapia endovenosa utiliza a rede venosa que constituem a circulação sistêmica.As principais características que fazem com que as veias sejam indicadas para este fim são a sua espessura mais grossa e com mais tecido muscular,em relação as artérias.Assim uma veia suporta grandes volumes de solução infundida sobre baixa pressão.
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Podemos utilizar diversas veias para a punção venosa periférica.
 
 Cefálica
Basílica
 Anticubital 
 
 Antibraquial 
 
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Material utilizado na punção venosa periférica
Cateter venoso periférico com calibre adequado:
Scalp
(G19, 21, 23, 25, 27)
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Dispositivo Intravenoso Periférico
Tipo cateter plástico sobre agulha
(Abocath G14,16,18, 20, 22, 24)
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Cateter vascular periférico desmontado
Importante!
O volume de liquido a ser infundido e as condições da rede venosa indicarão o tipo de cateter a ser utilizado.Utiliza-se em geral abocath®, em veias mais calibrosas e anatomicamente mais profundas ou butterfly® em veias menos calibrosas. Maior volume de liquido e viscosidade requerem cateteres de maior calibre com métodos mais invasivos, como por exemplo, Flebotomia ou Acesso Venoso Central (intracath®).
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Cuidados de Enfermagem na Punção Venosa: 15 passos de Philips
Checar a prescrição quanto ao fármaco a ser administrado e se será infusão continua ou intermitente;
Lavar as mãos;
Preparar o material;
Avaliar o paciente para ver se existe contra indicação de punção em alguma extremidade,e prepará-lo psicologicamente,explicando sobre o procedimento que será realizado;
Selecionar o local;
Selecionar agulha adequada a veia escolhida;
Calçar as luvas;
Dispor o material junto ao paciente;
Instalar o garrote,fazer o preparo da pele,puncionar a veia;
Fixar o cateter e realizar o curativo;
Identificar dia e hora do curativo ( Durabilidade de 72 horas);
Descartar dispositivos em local adequado;
Orientar o paciente;
Calcular e controlar velocidade do gotejo,se soroterapia; 
Documentar.
 
 
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Evitar!
	Veias lesadas ou endurecidas;
	Veias avermelhadas e edemaciadas;
	Veias próximas a áreas previamente infectadas;
	Locais próximos de um local anteriormente e recentemente utilizado;
	Articulações;
	Veia muito pequena para o tamanho do cateter;
	Braço com fistula AV;
	Extremidade paralisada,amputação,cirurgia da mão e braço,enxerto,pós mastectomizados.
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 Cateter Venoso Central 
 Cateteres venosos centrais são cateteres cuja a ponta se localiza numa veia de grosso calibre. A inserção do cateter pode ser por punção de veia jugular, subclávia, axilar ou femural. Também podem ser puncionada por uma veia braquial, e instalado um "cateter central de inserção periférica".
Indicações 
	Os cateteres venosos e arteriais são indicados em pacientes que necessitem da:
	Administração de medicamentos e soluções; 
	Monitorização hemodinâmica invasiva; 
	Realização de exames (angiografia, angioplastia, septostomia com balão, estimulação cardíaca artificial temporária, etc.); 
	Hemodiálise; 
Estes cateteres podem ser classificados quanto:
	ao tempo de uso(curta permanência, longa permanência); 
	tipo de material usado (silicone, poliuretano,etc.); 
	tipo de implantação (não tunelizado, percutâneo, tunelizado); 
	pela presença ou não de válvulas ; 
	pelo número de lúmens e vias.
 Cateteres Mono e Duplo Lúmen
	Os cateteres mono e duplo lúmen de inserção central periférica (PICC) são indicados para acesso venoso em diversas situações, tais como: nutrição parenteral, quimioterapia, uso prolongado de antibióticos, terapia da dor, etc. 
Fabricados em poliuretano, material bio-compatível e radiopaco, apresentam a mesma flexibilidade do silicone, porém com paredes muito mais finas, sendo no entanto mais duráveis. As paredes