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Diagnosticos para gravidez

Material sobre diagnóstico da gravidez: descreve exames de detecção de β‑hCG (urina/soro: ELISA, radioimunoensaio, teste radiorreceptor), ultrassonografia transvaginal e sinais clínicos (amenorreia, náuseas, congestão mamária, polaciúria; sinais de Hegar, Piskacek, Chadwick, Osiander, Nobile‑Budin) e orienta cadastro no SISPRENATAL.

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L.P.I e TUTORIA
Exames utilizados para detecção da Gravidez
Diagnostico hormonal
· Laboratorial (Detecção hormonal)
· Ultrassonografia
Pélvica – 5a semana
Transvaginal – 31 dias
1 – Teste de gravidez – urina e sangue
Os testes de gravidez são baseados na secreção de gonadotrofina coriônica humana (hCG) pela vilosidade corial após a implantação do zigoto.
Este hormônio aparece no sangue materno e é excretado pela urina, portanto, pode ser detectado no soro materno ou na urina por meio de testes que usam métodos imunológicos.
Nos testes de sensibilidade urinária a presença deste hormônio ocorre por volta de 15 dias após a concepção.
LEMBRETE:
Após a confirmação da gravidez em consulta médica, deve ser iniciado o acompanhamento
da gestante, com seu cadastramento no SISPRENATAL.
Imunoensaio Enzimático (Elisa):
detecta β-HCG na urina utilizando-se anticorpos. Portanto é altamente sensível e leva menos de quatro minutos para ser o resultado, o que facilita e pode ser feito no consultório médico, na unidade básica ou domicílio.
Radioimunoensaio para o HCG:
possui alta especificidade e sensibilidade. Este teste pode detectar a gravidez na primeira semana após a concepção (seis dias) com 100% de acurácia, no período de uma a três horas.
Teste radiorreceptor:
considerado um teste altamente sensível que identifica o HCG no sangue materno no período de uma hora.
TUTORIA
Diagnóstico clínico
Os sintomas da gravidez são classificados em de presunção, de probabilidade e de certeza.
 Sinais de presunção
· Quatro semanas 
Amenorreia 
É o sinal mais precoce. Em mulheres jovens, com ciclos menstruais regulares e vida sexual ativa, a ausência da menstruação pressupõe gravidez. 
· Cinco semanas
Náuseas
Durante o primeiro trimestre da gestação, mais de 50% das mulheres sofrem de náuseas, geralmente matutinas, tendo como consequência imediata vômitos e anorexia. Outras, ao contrário, apresentam maior apetite, não sendo rara sua perversão (pica ou malacia) ou extravagância alimentar.
 Congestão mamária 
Com 5 semanas, as pacientes relatam que as mamas estão congestas e doloridas. Na 8 a semana, a aréola primária torna-se mais pigmentada e surgem os tubérculos de Montgomery; em torno de 16 semanas, é produzida secreção amarela (colostro), e pode ser obtida por expressão mamária correta. Além disso, o aumento da circulação venosa é comum – rede de Haller. Em torno da 20 a semana, surge a aréola secundária, que aumenta a pigmentação em volta do mamilo.
· Seis semanas 
Polaciúria
 No segundo e no terceiro mês de gestação, o útero, com maior volume e em anteflexão acentuada, comprime a bexiga, levando à micção frequente, com emissão de quantidade reduzida de urina. No segundo trimestre, tal sintomatologia cessa, retornando nas duas últimas semanas, ao insinuar a apresentação fetal.
Sinais de probabilidade 
· Seis semanas 
Amenorreia
 Após 10 a 14 dias de atraso menstrual, considera-se provável sinal de amenorreia, o que nem sempre indica gravidez, pois esse sintoma também ocorre em diversas circunstâncias fisiológicas e patológicas.
Aumento do volume uterino 
O toque combinado infere as alterações que a gravidez imprime ao útero. Fora da gestação, o órgão é intrapélvico, localizado abaixo do estreito superior; na gravidez, expande-se; com 6 semanas, apresenta volume de tangerina; com 10 semanas, de uma laranja; e com 12 semanas, o tamanho da cabeça fetal a termo, sendo palpável logo acima da sínfise púbica. 
· Oito semanas 
Alteração da consistência uterina 
O útero vazio é firme; na gravidez, com 8 semanas, adquire consistência cística, elástico-pastosa, principalmente no istmo (sinal de Hegar).
Alteração do formato uterino 
Inicialmente, o útero cresce de modo assimétrico, desenvolvendo-se mais acentuadamente na zona de implantação. A sensação tátil é de abaulamento e amolecimento no local, sendo possível notar, eventualmente, sulco separando as duas regiões (sinal de Piskacek). Na ausência de gravidez, em geral, os fundos de saco estão vazios; a partir de 8 semanas, quando a matriz de piriforme assume o formato globoso, o dedo que examina encontra-os ocupados pelo corpo uterino (sinal de Nobile-Budin). Há percepção dos batimentos do pulso vaginal nos fundos de saco (sinal de Osiander) devido à hipertrofia do sistema vascular.
 O procedimento do toque é completado pelo exame especular, que poderá precedê-lo de acordo com a rotina estabelecida. Ao entreabrir a vulva, destaca-se a coloração violácea da sua mucosa (vestíbulo e meato uretral), denominada sinal de Jacquemier ou de Chadwick; a mesma tonalidade da mucosa vaginal constitui o sinal de Kluge. Dezesseis semanas Aumento do volume abdominal Conforme já mencionado, o útero torna-se palpável com 12 semanas e nota-se o aumento do volume abdominal progressivo em torno de 16 semanas. 
Sinais de certeza
· Catorze semanas
Sinal de Puzos Trata-se do rechaço fetal intrauterino, que se obtém ao impulsionar o feto com os dedos dispostos no fundo de saco anterior. Dessa maneira, ocorre impressão de rechaço quando o concepto se afasta e quando ele retorna.
· Dezoito semanas 
Percepção e palpação dos movimentos ativos do feto
 Inicialmente discretos, tornam-se vigorosos com o evoluir da gestação. 
Palpação dos segmentos fetais 
Nesse período, o volume do feto é maior e começa-se a palpar cabeça e membros. 
· Vinte semanas 
Auscultação 
Trata-se da identificação dos batimentos cardíacos fetais (BCF), o mais fidedigno dos sinais de gravidez. Sua comprovação, com o estetoscópio de Pinard, atualmente é obtida com sonar Doppler.
Diagnóstico ultrassonográfico
 Com 4 a 5 semanas, na parte superior do útero, começa a aparecer formação arredondada, anelar, de contornos nítidos, que corresponde à estrutura ovular, denominada, em ultrassonografia, saco gestacional (SG). A partir de 5 semanas, é possível visualizar a vesícula vitelina (VV) e, com 6 semanas, o eco embrionário e a sua pulsação cardíaca (BCF)

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