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PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
PROFESSOR TERROR 
Prof. Décio Terror www.pontodosconcursos.com.br 
 
1
 
 
 
Aula 01 
Verbo (flexão de verbos irregulares) 
 
Olá! 
 
 Bem-vindo(a) ao nosso curso de Português para o Tribunal Regional do 
Trabalho da 2ª Região. De antemão, peço a você que não deixe a matéria 
acumular, pois a quantidade de material vai aumentando à medida que os 
assuntos vão se somando. 
 Como disse na aula anterior, NÃO DECORE!!!! Estude focando a 
quantidade de questões. O tópico que possui mais questões é mais importante. 
Fazendo isso, você otimiza e organiza seu estudo. Sempre atente à revisão no 
final da aula. 
 Vamos agora trabalhar o último tópico sobre o assunto VERBO, que é 
forte na banca Fundação Carlos Chagas. Vimos na aula passada que esta 
banca cobra o reconhecimento do modo e do tempo verbal, seu emprego e 
a correlação. Fizemos bastantes questões. Nesta aula, vamos às flexões dos 
verbos irregulares. Para isso é importante vermos alguns conceitos. 
Vimos na aula anterior o que é a raiz (radical) de um verbo: cantar, 
beber e partir. Agora veremos que, quando a vogal tônica está no radical do 
verbo, temos as formas rizotônicas (rizo=raiz/radical; tônica=vogal de som 
mais forte): estudo, compreendam, cantam. 
Há também as formas arrizotônicas, isto é, a vogal tônica está fora do 
radical: venderão, cantarei, conseguiríamos. 
Outros conceitos importantes são os seguintes: 
Regulares: verbos que mantêm a mesma base (radical). Perceba que 
na flexão do verbo “cantar” se mantém a base “cant”: 
eu canto .... talvez eu cante .... se eu cantasse... 
Irregulares: verbos que não mantêm a mesma base (radical). Veja que 
na flexão do verbo “saber”, a base “sab” se modifica: 
 eu sei ... talvez eu saiba .... se eu soubesse ... 
Essa variação da base (radical), quando mudamos os tempos, mostra 
que o verbo é irregular. Naturalmente, são justamente eles que caem na 
prova. 
Os verbos ser e ir, por apresentarem profundas alterações nos radicais 
em sua conjugação, são chamados anômalos. 
(ser) eu sou ... talvez eu seja ... se eu fosse... 
(ir) eu vou ... talvez eu vá ... se eu fosse... 
 
Português para o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região 
(teoria e questões comentadas) 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
PROFESSOR TERROR 
Prof. Décio Terror www.pontodosconcursos.com.br 
 
2
 
 Perceba que não mudamos só o radical. A palavra está totalmente 
modificada. 
Defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempos ou 
modos. (teremos exemplos adiante) 
Abundantes: apresentam mais de uma forma para determinada flexão. 
(teremos exemplos adiante) 
 
Conjugação de alguns verbos irregulares 
Muitas questões da Fundação Carlos Chagas têm base nos verbos pôr, 
ter, ver e vir (e seus derivados). Assim, atente à conjugação abaixo 
especificada na região sombreada, além das setas. 
Tempos e modos derivados do presente do indicativo: 
Primeiro, perceba que o radical da primeira pessoa do singular do 
presente do indicativo normalmente gera o radical do presente subjuntivo. Isso 
é importante porque nos livra da decoreba, basta aplicar na conjugação. Veja: 
presente do indicativo: eu vejo 
Esse radical “vej-“ será empregado na flexão deste verbo no presente do 
subjuntivo: talvez eu veja, tu vejas, ele veja, nós vejamos, vós vejais, eles 
vejam. 
Como vimos na aula anterior, a vogal temática (A) vira desinência (E) e 
a vogal temática (E ou I) vira desinência (A), quando temos o presente do 
subjuntivo. Observe este mesmo verbo na forma infinitiva: ver (vogal temática 
“e”). No presente do subjuntivo esta vogal vira “a”, agora com o nome de 
desinência modo-temporal. É lógico que esta banca não pergunta o nome, mas 
faz a troca desta vogal. 
Veja outro: ele canta (infinitivo: cantar – vogal temática: “a”) 
Talvez ele cante (desinência modo-temporal “e”). Confira isso pelo uso 
da seta nas conjugações. 
Lembre-se da formação do imperativo, vista na aula anterior. O 
afirmativo é gerado pelo presente do indicativo nas segundas pessoas (tu/vós), 
retirando-se o “s”. A terceira pessoa do singular (você) e do plural (vocês) e a 
primeira do plural (nós) do imperativo afirmativo e todo o imperativo negativo 
são gerados do presente do subjuntivo. (É só copiar!!!!) 
Tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo: 
Note que, na segunda pessoa do singular do tempo pretérito perfeito do 
indicativo, encontramos a terminação “-ste” (desinência número-pessoal). Ao 
retirarmos esta terminação, sobra uma base, chamada tema. Essa base forma 
o pretérito-mais-que-perfeito do indicativo, com acréscimo da desinência modo 
temporal (-ra) e os tempos pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro do 
subjuntivo, com as desinências “-sse” e “-r”, respectivamente. Todos estão 
sombreados a seguir. 
 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
PROFESSOR TERROR 
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3
 
I - pôr 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu ponho punha pus pusera porei poria 
tu pões punhas puseste puseras porás porias 
ele põe punha pôs pusera porá poria 
nós pomos púnhamos pusemos puséramos poremos poríamos 
vós pondes púnheis pusestes puséreis poreis poríeis 
eles põem punham puseram puseram porão poriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu ponha pusesse puser - não - 
tu ponhas pusesses puseres põe tu não ponhas tu 
ele ponha pusesse puser ponha você não ponha você 
nós ponhamos puséssemos pusermos ponhamos nós não ponhamos nós 
vós ponhais pusésseis puserdes ponde vós não ponhais vós 
eles ponham pusessem puserem ponham vocês não ponham vocês 
 
Você verá que não é o verbo “pôr” que cai na prova, normalmente são 
seus derivados que caem. Então veja quais são: 
antepor, apor, compor, decompor, depor, expor, impor, indispor, justapor, 
opor, predispor, pressupor, propor, repor, supor, transpor, etc. 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 4ªR 2006): 
Quem não se dispor a torcer numa Copa terá dificuldade em se isolar 
num canto aonde não cheguem as ressonâncias da competição. 
Será que está correta a flexão verbal? Lógico que não! O verbo “dispor” é 
derivado de “pôr” e nós não flexionamos “Quem não pôr”. O contexto pede o 
tempo futuro do subjuntivo (puser), por isso a forma verbal correta é 
“dispuser”: 
Quem não se dispuser a torcer numa Copa terá dificuldade em se isolar 
num canto aonde não cheguem as ressonâncias da competição. 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 4ªR 2008): 
Serão bem-vindas todas as iniciativas que se proporem a melhorar a 
qualidade dos noticiários de TV. 
O verbo “propor” é derivado de “pôr” e nós não flexionamos no futuro do 
subjuntivo “porem”, mas “puserem”, por isso a forma verbal correta é 
“propuserem”: 
Serão bem-vindas todas as iniciativas que se propuserem a melhorar a 
qualidade dos noticiários de TV. 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2003): 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
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4
Eles pressuporam que elas agiriam eticamente, mas os fatos que 
advieram provaram o contrário. 
O verbo “pressupor” é derivado de “pôr” e nós não flexionamos no pretérito 
perfeito do indicativo “eles poram”, mas “eles puseram”, por isso a forma 
verbal correta é “pressupuseram”: 
Eles pressupuseram que elas agiriam eticamente, mas os fatos que 
advieram provaram o contrário. 
 
II - ter e seus derivados abster, conter, deter, entreter, manter, obter, 
reter, suster. 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu tenho tinha tive tivera terei teria 
tu tens tinhas tivestetiveras terás terias 
ele tem tinha teve tivera terá teria 
nós temos tínhamos tivemos tivéramos teremos teríamos 
vós tendes tínheis tivestes tivéreis tereis teríeis 
eles têm tinham tiveram tiveram terão teriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu tenha tivesse tiver - não - 
tu tenhas tivesses tiveres tem tu não tenhas tu 
ele tenha tivesse tiver tenha você não tenha você 
nós tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos nós não tenhamos nós 
vós tenhais tivésseis tiverdes tende vós não tenhais vós 
eles tenham tivessem tiverem tenham vocês não tenham vocês 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
Antigas práticas supersticiosas se manteram ao longo da história dos 
povos, em todo o planeta. 
Note que o verbo “manter” é derivado de “ter” e nós não flexionamos “eles 
teram”. A construção correta no pretérito perfeito do indicativo é “eles 
tiveram”, por isso a forma verbal correta é “mantiveram”: 
Antigas práticas supersticiosas se mantiveram ao longo da história dos 
povos, em todo o planeta. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fund. Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
 
Os torcedores brasileiros ainda retêem, como glória máxima, a imagem 
do nosso capitão erguendo a taça da penúltima Copa. 
 
O verbo “reter” é derivado de “ter” e, na terceira pessoa do plural do presente 
do indicativo, é flexionado assim: “têm”. Apenas os verbos “crer, dar, ler e 
ver” dobram a vogal “e” (creem, deem, leem, veem). Assim, a forma verbal 
correta é “retêm”: 
 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
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5
Os torcedores brasileiros ainda retêm, como glória máxima, a imagem 
do nosso capitão erguendo a taça da penúltima Copa. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fund Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
É comum que os meninos menores não se detenhem diante da televisão, 
quando se trata de um jogo da Copa da Mundo. 
 
O verbo “deter” é derivado de “ter” e, na terceira pessoa do plural do presente 
do subjuntivo, é flexionado assim: “tenham”. Assim, a forma verbal correta é 
“retenham”: 
É comum que os meninos menores não se detenham diante da 
televisão, quando se trata de um jogo da Copa da Mundo. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fund. Carlos Chagas (TRT 4ªR 2006): 
Se os policiais não detessem os torcedores mais exagerados, certamente 
não se veriam tantas famílias nos estádios alemães. 
O verbo “deter” é derivado de “ter” e nós não flexionamos “se eles tessem”. A 
construção correta é: “se eles tivessem”, por isso a forma verbal correta é 
“detivessem”: 
Se os policiais não detivessem os torcedores mais exagerados, 
certamente não se veriam tantas famílias nos estádios alemães. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2008): 
A independência que os habitantes do Timor Leste obteram foi 
reconhecida pela ONU; espera-se que venha a consolidar-se. 
O verbo “obter” é derivado de “ter” e nós não flexionamos “teram”, no 
pretérito perfeito do indicativo, mas “tiveram”, por isso a forma verbal correta 
é “obtiveram”: 
A independência que os habitantes do Timor Leste obtiveram foi 
reconhecida pela ONU; espera-se que venha a consolidar-se. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2008): 
Se um otimista não se conter, sua expectativa de êxtase cresce tanto 
que ele acaba por se juntar aos pessimistas. 
O verbo “conter” é derivado de “ter” e nós não flexionamos “se ele ter”, no 
futuro do subjuntivo, mas “se ele tiver”, por isso a forma verbal correta é 
“contiver”: 
Se um otimista não se contiver, sua expectativa de êxtase cresce tanto 
que ele acaba por se juntar aos pessimistas. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 1ªR 2011): 
Se eu me abster, haverá empate na votação. 
O verbo “abster” é derivado de “ter” e, no futuro do subjuntivo, flexionamos 
“se eu tiver”, por isso a forma verbal correta é “abstiver”: 
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Se eu me abstiver, haverá empate na votação. 
 
 
III - ver e seus derivados antever, entrever, prever e rever 
 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu vejo via vi vira verei veria 
tu vês vias viste viras verás verias 
ele vê via viu vira verá veria 
nós vemos víamos vimos víramos veremos veríamos 
vós vedes víeis vistes víreis vereis veríeis 
eles veem viam viram viram verão veriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu veja visse vir - não - 
tu vejas visses vires vê tu não vejas tu 
ele veja visse vir veja você não veja você 
nós vejamos víssemos virmos vejamos nós não vejamos nós 
vós vejais vísseis virdes vede vós não vejais vós 
eles vejam vissem virem vejam vocês não vejam vocês 
 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
Os homens primitivos anteveram benefícios na prática de certos rituais 
supersticiosos. 
O verbo “antever” é derivado de “ver” e nós não flexionamos “eles veram”. A 
construção correta é: “eles viram”, por isso a forma verbal correta é 
“anteviram”: 
 
Os homens primitivos anteviram benefícios na prática de certos rituais 
supersticiosos. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fund. Carlos Chagas (TRT 4ªR 2006): 
Se nós revêssemos nosso comportamento durante uma Copa, pode ser 
que fôssemos corrigir alguns excessos deles. 
O verbo “rever” é derivado de “ver” e não podemos flexionar “se nós 
vêssemos”. A construção correta, no pretérito imperfeito do subjuntivo, é: “se 
nós víssemos”, por isso a forma verbal correta é “revíssemos”: 
 
Se nós revíssemos nosso comportamento durante uma Copa, pode ser 
que fôssemos corrigir alguns excessos deles. 
 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
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7
IV - Vir e seus derivados advir, avir-se, contravir, convir, desavir-se, 
desconvir, intervir, provir, sobrevir. 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu venho vinha vim viera virei viria 
tu vens vinhas vieste vieras virás virias 
ele vem vinha veio viera virá viria 
nós vimos vínhamos viemos viéramos viremos viríamos 
vós vindes vínheis viestes viéreis vireis viríeis 
eles vêm vinham vieram vieram virão viriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu venha viesse vier - não - 
tu venhas viesses vieres vem tu não venhas tu 
ele venha viesse vier venha você não venha você 
nós venhamos viéssemos viermos venhamos nós não venhamos nós 
vós venhais viésseis vierdes vinde vós não venhais vós 
eles venham viessem vierem venham vocês não venham vocês 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
Uma vez que não nos conviu nos afastarmos dos subterfúgios ilusórios, 
também não nos convirá enfrentar nossa imagem num espelho verdadeiro. 
O verbo “convir” é derivado de “vir” e nós não flexionamos “ele viu” (na ideia 
de vir de algum lugar). A construção correta é: “ele veio”, por isso a forma 
verbal correta é “conveio”. 
Uma vez que não nos conveio nos afastarmos dos subterfúgios ilusórios, 
também não nos convirá enfrentar nossa imagem num espelho verdadeiro. 
Note que o verbo “convirá” está corretamente flexionado no futuro do presente 
do indicativo. 
 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2003): 
Se convirmos em que os fins justificam quaisquer meios, justificar-se-ão 
até mesmo as maiores atrocidades. 
O verbo “convir” é derivado de “vir” e nós não flexionamos “se virmos” (na 
ideia de vir de algum lugar). A construção correta é: “se viermos”, por isso a 
forma verbal correta é “conviermos”:Se conviermos em que os fins justificam quaisquer meios, justificar-se-
ão até mesmo as maiores atrocidades. 
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2003): 
Atos éticos nunca adviram de meios antiéticos, segundo o que assevera a 
autora do texto. 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
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8
O verbo “advir” é derivado de “vir” e nós não flexionamos “viram” (na ideia de 
vir de alguma coisa). A construção correta é: “vieram”, por isso a forma verbal 
correta é “advieram”: 
Atos éticos nunca advieram de meios antiéticos, segundo o que 
assevera a autora do texto. 
V – Diferença na conjugação dos verbos prever, provir e prover: 
O verbo prever é conjugado como o verbo ver. O verbo provir é 
conjugado como o verbo vir. Assim, basta observar as conjugações de seus 
verbos primitivos ver e vir, respectivamente, e acrescentar os prefixos. Mas o 
verbo prover é conjugado, em boa parte, como o verbo ver e, no tempo 
pretérito perfeito do indicativo e seus tempos derivados, ele é regular. Veja: 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu provejo provia provi provera proverei proveria 
tu provês provias proveste proveras proverás proverias 
ele provê provia proveu provera proverá proveria 
nós provemos províamos provemos provêramos proveremos proveríamos 
vós provedes províeis provestes provêreis provereis proveríeis 
eles proveem proviam proveram proveram proverão proveriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu proveja provesse prover - não - 
tu provejas provesses proveres provê tu não provejas tu 
ele proveja provesse prover proveja você não proveja você 
nós provejamos provêssemos provermos provejamos nós não provejamos nós 
vós provejais provêsseis proverdes provede vós não provejais vós 
eles provejam provessem proverem provejam vocês não provejam vocês 
 
 
Veja duas frases cobradas pela Fund. Carlos Chagas (TRF 1ªR 2001): 
I - O cronista provê de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes. 
II - De onde proviram as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente? 
 Como visto anteriormente, o verbo “prover” é derivado de “ver” no 
presente do indicativo. Apenas, no tempo pretérito perfeito do indicativo e 
seus tempos derivados, flexiona-se regularmente, como os verbos “beber”, 
“vender”, “abastecer”. Assim, se o cronista “vê”, então o cronista “provê”. A 
frase I está correta. 
 Já a frase II está errada, pois o verbo “provir” (vir de algum lugar) é 
derivado de “vir”. Não se diz “eles viram”, mas “eles vieram”. Então o correto 
é “provieram”. 
II - De onde provieram as gravatas, que se ostentam tão 
vaidosamente? 
PORTUGUÊS P/ TRT 2ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) 
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9
Veja outra frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 1ªR 2011): 
Está redigida de modo claro e em conformidade com o padrão culto 
escrito a seguinte frase: 
Surpreende a proposta feita anteontem, na diretoria pela secretária 
geral, segundo a qual, porque não prouvemos o depósito de material de 
limpeza, tenhamos de providenciá-lo a nossas próprias expensas. 
Note que o verbo “prover”, no pretérito perfeito do indicativo, é regular: 
“provemos”, como indicado no esquema da conjugação desse verbo 
anteriormente. Perceba, também, que o verbo “tenhamos” não combina no 
contexto, o tempo presente do indicativo (temos) transmite a ideia correta. 
Há, também erro na pontuação, mas isso será comentado em outra aula. 
Assim, a frase reescrita de acordo com o padrão culto é: 
Surpreende a proposta feita anteontem, na diretoria, pela secretária 
geral, segundo a qual, porque não provemos o depósito de material de 
limpeza, temos de providenciá-lo a nossas próprias expensas. 
Questão 1: SPPREV 2012 Analista em Gestão Previdenciária 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: 
(A) Certamente muitas das dúvidas que acabaram por colocar em xeque a 
objetividade científica proviram do convívio mais intenso de alguns 
cientistas com a arte. 
(B) Grandes cientistas foram os que sempre obstaram a que prevalecessem 
os preconceitos subjacentes a procedimentos científicos supostamente 
imparciais. 
(C) O artista que se dispor a conhecer um pouco mais da ciência poderá 
também ver surgir os reflexos positivos desse conhecimento nas obras 
que vier a criar. 
(D) No dia em que revermos nossos conceitos sobre a arte e a ciência, bem 
como melhor compreendermos as suas afinidades, nós só teremos a 
ganhar. 
(E) Quantas vezes já não se deteram os cientistas na discussão sobre a 
parcela de objetividade que realmente caberia atribuir aos métodos 
científicos? 
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “provir” se conjuga da mesma forma 
que o verbo “vir”. Assim, se no pretérito perfeito do indicativo a terceira 
pessoa do plural é “vieram”, com o verbo “provir” é “provieram”. Veja: 
Certamente muitas das dúvidas que acabaram por colocar em xeque a 
objetividade científica provieram do convívio mais intenso de alguns 
cientistas com a arte. 
 A alternativa (B) é a correta. Note que o verbo “obstar” é regular, por 
isso a sua flexão na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do 
indicativo é realmente “obstaram”. Da mesma forma, o verbo “prevalecer” é 
também regular e sua flexão no pretérito imperfeito do subjuntivo é 
“prevalecessem”. Veja: 
Grandes cientistas foram os que sempre obstaram a que prevalecessem os 
preconceitos subjacentes a procedimentos científicos supostamente 
imparciais. 
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10
 Na alternativa (C), o verbo “dispor” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “pôr”. Assim, se no futuro do subjuntivo a terceira pessoa do singular é 
“puser”, com o verbo “dispor” é “dispuser”. Veja: 
O artista que se dispuser a conhecer um pouco mais da ciência poderá 
também ver surgir os reflexos positivos desse conhecimento nas obras que 
vier a criar. 
 Na alternativa (D), o verbo “rever” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “ver”. Assim, se no futuro do subjuntivo a primeira pessoa do plural é 
“virmos”, com o verbo “rever” é “revirmos”. Veja: 
No dia em que revirmos nossos conceitos sobre a arte e a ciência, bem como 
melhor compreendermos as suas afinidades, nós só teremos a ganhar. 
 Na alternativa (E), o verbo “deter” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “ter”. Assim, se no pretérito perfeito do indicativo a terceira pessoa do 
plural é “tiveram”, com o verbo “deter” é “detiveram”. 
Quantas vezes já não se detiveram os cientistas na discussão sobre a parcela 
de objetividade que realmente caberia atribuir aos métodos científicos? 
Gabarito: B 
 
Questão 2: TCE AM 2012 Analista de Controle Externo 
Está correta a flexão de todas as formas verbais em: 
(A) Se não deterem a escalada da censura moralista, os Estados Unidos 
tornar-se-ão um país cada vez mais problemático em sua falsa ortodoxia 
de valores. 
(B) Quando todos convirmos em que é necessária uma linha divisória entre a 
moral pública e a privada, nossos valores terão maior legitimidade. 
(C) Toda promessa hipócrita que advir de uma falsa moralidade deverá ser 
denunciada pelos eleitores, para que se eleve o nível das campanhas 
eleitorais. 
(D) Os candidatos sempre se entreteram com os números das campanhas, 
sem atinar com a qualidade das teses e a possibilidade de cumprimento 
das promessas. 
(E) Quando revirmos os valores morais que sempre costumamos defender, 
dar-nos-emos conta de quantos deles não deveriam merecer nosso 
crédito. 
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “deter” se conjuga da mesma forma 
que o verbo “ter”. Assim, se no futuro do subjuntivo a terceira pessoa do 
plural é “tiverem”, com o verbo“deter” é “detiverem”. Veja: 
Se não detiverem a escalada da censura moralista, os Estados Unidos tornar-
se-ão um país cada vez mais problemático em sua falsa ortodoxia de valores. 
 Na alternativa (B), o verbo “convir” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “vir”. Assim, se no futuro do subjuntivo a primeira pessoa do plural é 
“viermos”, com o verbo “convir” é “conviermos”. Veja: 
Quando todos conviermos em que é necessária uma linha divisória entre a 
moral pública e a privada, nossos valores terão maior legitimidade. 
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 Na alternativa (C), o verbo “advir” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “vir”. Assim, se no futuro do subjuntivo a terceira pessoa do singular é 
“vier”, com o verbo “advir” é “advier”. Veja: 
Toda promessa hipócrita que advier de uma falsa moralidade deverá ser 
denunciada pelos eleitores, para que se eleve o nível das campanhas 
eleitorais. 
 Na alternativa (D), o verbo “entreter” se conjuga da mesma forma que o 
verbo “ter”. Assim, se no pretérito perfeito do indicativo a terceira pessoa do 
plural é “tiveram”, com o verbo “entreter” é “entretiveram”. Veja: 
Os candidatos sempre se entretiveram com os números das campanhas, 
sem atinar com a qualidade das teses e a possibilidade de cumprimento das 
promessas. 
 A alternativa (E) é a correta. Note que o verbo “ver”, na primeira pessoa 
do plural do futuro do subjuntivo é “virmos”. Assim, o verbo “rever” no 
mesmo tempo é “revirmos”. Note que houve mesóclise no verbo “daremos”, 
pois percebemos a inserção do pronome oblíquo átono “nos”: dar-nos-emos. 
Quando revirmos os valores morais que sempre costumamos defender, dar-
nos-emos conta de quantos deles não deveriam merecer nosso crédito. 
Gabarito: E 
 
Questão 3: Assembleia Legislativa 2010 - Agente 
Os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase: 
(A) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a região, os responsáveis 
propuseram a liberação dos recursos necessários para sua reconstrução. 
(B) Em vários países, autoridades se disporam a elaborar projetos que 
prevessem a exploração sustentável do meio ambiente. 
(C) Os consumidores se absteram de comprar produtos de empresas que não 
consideram a sustentabilidade do planeta. 
(D) A constatação de que a vida humana estaria comprometida deteu a 
exploração descontrolada daquela área de mata nativa. 
(E) Com a alteração climática sobreviu o excesso de chuvas que destruiu 
cidades inteiras com os alagamentos. 
Comentário: Abaixo, observe as frases já corretamente redigidas: 
A alternativa (A) é a correta. Perceba que “propuseram” é derivado de “pôr”. 
(B) Em vários países, autoridades se dispuseram a elaborar projetos que 
previssem a exploração sustentável do meio ambiente. 
(C) Os consumidores se abstiveram de comprar produtos de empresas que 
não consideram a sustentabilidade do planeta. 
(D) A constatação de que a vida humana estaria comprometida deteve a 
exploração descontrolada daquela área de mata nativa. 
(E) Com a alteração climática sobreveio o excesso de chuvas que destruiu 
cidades inteiras com os alagamentos. 
Gabarito: A 
 
 
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Questão 4: TRE SE - 2007 - Técnico 
O verbo corretamente flexionado está grifado na frase: 
(A) Proporam-se medidas de caráter emergencial para controle das emissões 
de gases poluentes na atmosfera. 
(B) Medidas de controle da poluição atmosférica foram tomadas pelos 
especialistas, para satisfazerem exigências legais. 
(C) Diante do rompimento da tubulação de esgotos, as autoridades preveram 
um surto de moléstias infecciosas na região. 
(D) A chuva excessiva fez transbordar o córrego, de onde adviram inundações 
e mortes com o alagamento da área urbana. 
(E) Especialistas ateram-se à observação de certos fenômenos climáticos para 
chegar à iminência de catástrofes em algumas regiões do planeta. 
Comentário: Abaixo, observe as frases já corretamente redigidas: 
(A) Propuseram-se medidas de caráter emergencial para controle das 
emissões de gases poluentes na atmosfera. (derivado do verbo “pôr”) 
A alternativa (B) está correta. Note que o verbo “satisfazer” está no infinitivo 
flexionado. 
Medidas de controle da poluição atmosférica foram tomadas pelos 
especialistas, para satisfazerem exigências legais. 
(C) Diante do rompimento da tubulação de esgotos, as autoridades previram 
um surto de moléstias infecciosas na região. (derivado do verbo “ver”) 
(D) A chuva excessiva fez transbordar o córrego, de onde advieram 
inundações e mortes com o alagamento da área urbana. (derivado do verbo 
“vir”) 
(E) Especialistas ativeram-se à observação de certos fenômenos climáticos 
para chegar à iminência de catástrofes em algumas regiões do planeta. 
(derivado do verbo “ter”) 
Gabarito: B 
 
Verbos que despertam dúvidas de pronúncia e flexão 
Adaptar, designar, impugnar, obstar, ritmar, dignar-se, impregnar, 
indignar-se, optar, persignar-se, pugnar, raptar, resignar-se. Esses 
verbos não formam sílaba nova na conjugação. Atente principalmente ao 
presente do indicativo de alguns deles: 
Deve-se dizer: Impugnam a lei, e não: *impuguinam; A injustiça nos indigna, 
e não: *nos indiguina; Opto por ficar, e não: *opito. 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu impugno impugnava impugnei impugnara impugnarei impugnaria 
tu impugnas impugnavas impugnaste impugnaras impugnarás impugnarias 
ele impugna impugnava impugnou impugnara impugnará impugnaria 
nós impugnamos impugnávamos impugnamos impugnáramos impugnaremos impugnaríamos 
vós impugnais impugnáveis impugnastes impugnáreis impugnareis impugnaríeis 
eles impugnam impugnavam impugnaram impugnaram impugnarão impugnariam 
 
 
 
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 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu impugne impugnasse impugnar - não - 
tu impugnes impugnasses impugnares impugna tu não impugnes tu 
ele impugne impugnasse impugnar impugne você não impugne você 
nós impugnemos impugnássemos impugnarmos impugnemos nós não impugnemos nós 
vós impugneis impugnásseis impugnardes impugnai vós não impugneis vós 
eles impugnem impugnassem impugnarem impugnem vocês não impugnem vocês 
 
Aderir, advertir, competir, deferir, repelir... 
...compelir, conferir, convergir, despir, desservir, discernir, dissentir, divergir, 
ferir, impelir, interferir, investir, mentir, preferir, preterir, proferir, referir, 
repetir, servir, sugerir, transferir, etc. A irregularidade desses verbos está em 
a vogal e, última do radical, passar a i na 1ª pessoa do singular do presente do 
indicativo e em todo o presente do subjuntivo, e o e aberto na 2ª e 3ª pessoas 
do singular e 3ª do plural do presente do indicativo e 2ª pessoa do singular do 
imperativo. 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu adiro aderia aderi aderira aderirei aderiria 
tu aderes aderias aderiste aderiras aderirás aderirias 
ele adere aderia aderiu aderira aderirá aderiria 
nós aderimos aderíamos aderimos aderíramos aderiremos aderiríamos 
vós aderis aderíeis aderistes aderíreis aderireis aderiríeis 
eles aderem aderiam aderiram aderiram aderirão adeririam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu adira aderisse aderir - não - 
tu adiras aderisses aderires adere tu não adiras tu 
ele adira aderisse aderir adira você não adira você 
nós adiramos aderíssemos aderirmos adiramos nós não adiramos nós 
vós adirais aderísseis aderirdes aderi vós não adiraisvós 
eles adiram aderissem aderirem adiram vocês não adiram vocês 
 
Aguar e enxaguar 
Com a reforma ortográfica, o u passou a ser tanto átono quanto tônico. Assim, 
esses são verbos com duas possibilidades de conjugação. 
Pres. ind.: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam. 
 aguo, aguas, agua, aguamos, aguais, aguam. 
Pret. perf. ind.: aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram. 
Pres. subj.: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem. 
 ague, agues, ague, aguemos, agueis, aguem. 
Imper. afirm.: água, águe, aguemos, aguai, águem. 
 agua, ague, aguemos, aguai, aguem. 
 
Apaziguar, averiguar, obliquar 
No presente do indicativo, o “u” é tônico, exceto na primeira e segunda 
pessoas do plural. Compare com os dois verbos anteriores. 
 
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Presente do indicativo: 
apaziguo, apaziguas, apazigua, apaziguamos, apaziguais, apaziguam. 
Pretérito perfeito do indicativo: 
apaziguei, apaziguaste, apaziguou, apaziguamos, apaziguastes, apaziguaram. 
Presente do subjuntivo: 
apazigue, apazigues, apazigue, apaziguemos, apazigueis, apaziguem. 
 
Aprazer, comprazer, desprazer, descomprazer 
Embora sejam derivados de prazer, que quase não é usado na 1ª e 2ª pessoa, 
estes verbos possuem conjugação completa. 
 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito perfeito pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do pretérito 
eu aprazo aprazia aprouve aprouvera aprazerei aprazeria 
tu aprazes aprazias aprouveste aprouveras aprazerás aprazerias 
ele apraz aprazia aprouve aprouvera aprazerá aprazeria 
nós aprazemos aprazíamos aprouvemos aprouvéramos aprazeremos aprazeríamos 
vós aprazeis aprazíeis aprouvestes aprouvéreis aprazereis aprazeríeis 
eles aprazem apraziam aprouveram aprouveram aprazerão aprazeriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu apraza aprouvesse aprouver - não - 
tu aprazas aprouvesses aprouveres apraze tu não aprazas tu 
ele apraza aprouvesse aprouver apraza você não apraza você 
nós aprazamos aprouvéssemos aprouvermos aprazamos nós não aprazamos nós 
vós aprazais aprouvésseis aprouverdes aprazei vós não aprazais vós 
eles aprazam aprouvessem aprouverem aprazam vocês não aprazam vocês 
 
Questão 5: Assembleia Legislativa 2010 - Agente 
Estão corretos o emprego e a forma dos verbos na frase: 
(A) Ainda que retêssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças não 
tardariam a incorrer em nossa consciência. 
(B) Se a adolescência nos provisse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. 
(C) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, 
caber-lhe-á algo melhor que o temor do futuro? 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervir na conduta de um 
jovem desorientado para tentar ratificar o rumo de sua vida. 
(E) Sempre conviu ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
Comentário: Abaixo, observe as frases já corretamente redigidas: 
(A) Ainda que retivéssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças 
não tardariam a incorrer em nossa consciência. (derivado de “ter”) 
(B) Se a adolescência nos provesse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. (“provesse” vem do verbo 
“prover”) 
A alternativa (C) é a correta. Note que o verbo “aprouver” é o futuro do 
subjuntivo do verbo “aprazer”. 
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Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, caber-
lhe-á algo melhor que o temor do futuro? 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervier na conduta de um 
jovem desorientado para tentar retificar o rumo de sua vida. (derivado do 
verbo “vir”) 
(E) Sempre conveio ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
(derivado do verbo “vir”) 
Gabarito: C 
 
Questão 6: TRT 13ªR - 2005 Analista 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detera o monopólio do coração. 
(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlos 
de animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho. 
(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões em 
que todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. 
(D) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhas 
eleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância na 
argumentação. 
(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera de 
argumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detivera o monopólio do coração. 
(B) A mãe interveio na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pelos 
de animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho. 
(C) O autor afirma que sempre se comprouve em participar de reuniões em 
que todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. (“comprouve” 
é o pretérito perfeito do indicativo do verbo “comprazer”) 
A alternativa correta é a (D). Note que o verbo “condissessem” deriva do 
verbo “dizer”: 
Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhas 
eleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância na 
argumentação. 
(E) Caso Mitterrand contivesse o ímpeto de sua fala, não haveria de 
argumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo. 
Gabarito: D 
 
Questão 7: TRT 11ªR - 2005 Analista 
Estão corretos o emprego e a forma dos verbos na frase: 
(A) Ainda que retêssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças não 
tardariam a incorrer em nossa consciência. 
(B) Se a adolescência nos provisse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. 
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(C)) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, 
caber-lhe-á algo melhor que o temor do futuro? 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervir na conduta de um 
jovem desorientado para tentar ratificar o rumo de sua vida. 
(E) Sempre conviu ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
(A) Ainda que retivéssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças 
não tardariam a incorrer em nossa consciência. 
(B) Se a adolescência nos provesse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. (“provesse” é derivado do 
verbo “prover”) 
(C) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, 
caber-lhe-á algo melhor que o temor do futuro? (“aprouver” é o pretérito 
perfeito do indicativo do verbo “aprazer”) 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervém na conduta de 
um jovem desorientado para tentar ratificar o rumo de sua vida. 
(E) Sempre conveio ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
Gabarito: C 
 
Arguir, redarguir (o “u” é semivogal no infinitivo) 
O u é tônico em quatro formas do presente do indicativo e subjuntivo. No 
restante da conjugação,é átono quando seguido de i. 
Pres. ind.: arguo , arguis, argui, arguímos, arguís, arguem. 
Pret. Imp. Ind.: arguía, arguías, arguía, arguíamos, arguíeis, arguíam. 
Pret. perf. ind.: arguí, arguíste, arguiu, arguímos, arguístes, arguíram. 
Pres. subj.: argua , arguas, argua, arguamos, arguais, arguam. 
 
Verbos terminados em “guir” 
Distinguir, extinguir 
Esses verbos possuem o dígrafo “gu” (duas letras com apenas um som). 
Após “g” e “q” e antes de “e” e “i” (que, qui, gue, gui”), o “U” aparece para 
soar /KÊ/ e /GÊ/. A falta do “u” no infinitivo “distinguir”, por exemplo, faria 
com que o som fosse /JI/. Perceba, na conjugação deste verbo, que, quando 
recebe as vogais “a” e “o”, deve perder o “u” (distingo, distinga). Quando 
recebe as vogais “e” ou “i”, automaticamente se insere o “u” (sem som): 
distinguir, distinguisse, distingue. Veja a conjugação. 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito perfeito pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu distingo distinguia distingui distinguira distinguirei distinguiria 
tu distingues distinguias distinguiste distinguiras distinguirás distinguirias 
ele distingue distinguia distinguiu distinguira distinguirá distinguiria 
nós distinguimos distinguíamos distinguimos distinguíramos distinguiremos distinguiríamos 
vós distinguis distinguíeis distinguistes distinguíreis distinguireis distinguiríeis 
eles distinguem distinguiam distinguiram distinguiram distinguirão distinguiriam 
 
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 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu distinga distinguisse distinguir - não - 
tu distingas distinguisses distinguires distingue tu não distingas tu 
ele distinga distinguisse distinguir distinga você não distinga você 
nós distingamos distinguíssemos distinguirmos distingamos nós não distingamos nós 
vós distingais distinguísseis distinguirdes distingui vós não distingais vós 
eles distingam distinguissem distinguirem distingam vocês não distingam vocês 
 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 5ªR 2003): 
A menos que distinguamos entre o bem e o mal, não haverá como aferir 
a qualidade ética dos nossos atos. 
Ao observarmos a conjugação deste verbo no presente do subjuntivo, 
percebemos que a forma correta é “distingamos”: 
A menos que distingamos entre o bem e o mal, não haverá como aferir 
a qualidade ética dos nossos atos. 
 
Crer, descrer 
Estes verbos conjugam-se como ler. 
O particípio é esquisito, mas é isso mesmo: crido. 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu creio cria cri crera crerei creria 
tu crês crias creste creras crerás crerias 
ele crê cria creu crera crerá creria 
nós cremos críamos cremos crêramos creremos creríamos 
vós credes críeis crestes crêreis crereis creríeis 
eles creem criam creram creram crerão creriam 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu creia cresse crer - não - 
tu creias cresses creres crê tu não creias tu 
ele creia cresse crer creia você não creia você 
nós creiamos crêssemos crermos creiamos nós não creiamos nós 
vós creiais crêsseis crerdes crede vós não creiais vós 
eles creiam cressem crerem creiam vocês não creiam vocês 
 
Veja a frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
Todos aqueles que crêm na força dos talismãs sentem-se em segurança 
ao usá-los. 
O verbo “crer”, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, 
dobra a vogal e não possui acento. Assim, a frase corretamente reescrita é: 
Todos aqueles que creem na força dos talismãs sentem-se em 
segurança ao usá-los. 
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Questão 8: TJ PI 2010 Analista 
Todos os verbos estão corretamente flexionados na frase: 
(A) Aqueles que preveram dificuldades trazidas pela globalização devem 
reconhecer que ela trouxe também alguns benefícios. 
(B) Alguns especialistas crêm na redução dos bolsões de pobreza no país, pois 
boa parte da população brasileira obteu mais renda. 
(C) Pesquisas feitas sobre a distribuição de renda indicam ter havido redução 
das desigualdades, fato que constitui motivo de comemoração. 
(D) O governo de muitos países interviu na economia para controlar os maus 
resultados trazidos ao comércio pela crise mundial. 
(E) Para que se mantessem os níveis sustentáveis de consumo, seria preciso 
garantir renda suficiente às famílias de classe média. 
Comentário: Abaixo, as frases já estão corrigidas e os verbos alterados estão 
sublinhados e em negrito. Veja como foram explorados os verbos derivados de 
“ver”, “ter” e “vir”. A FCC adora isso!!!! 
(A) Aqueles que previram dificuldades trazidas pela globalização devem 
reconhecer que ela trouxe também alguns benefícios. 
(B) Alguns especialistas creem na redução dos bolsões de pobreza no país, 
pois boa parte da população brasileira obteve mais renda. 
A alternativa (C) é a correta. Note que “constitui” deve terminar em “i”. 
Pesquisas feitas sobre a distribuição de renda indicam ter havido redução das 
desigualdades, fato que constitui motivo de comemoração. 
(D) O governo de muitos países interveio na economia para controlar os 
maus resultados trazidos ao comércio pela crise mundial. 
(E) Para que se mantivessem os níveis sustentáveis de consumo, seria 
preciso garantir renda suficiente às famílias de classe média. 
Gabarito: C 
 
Haver 
Note a irregularidade no presente do subjuntivo “haja”, forma que não é 
originada do presente do indicativo. 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu hei havia houve houvera haverei haveria 
tu hás havias houveste houveras haverás haverias 
ele há havia houve houvera haverá haveria 
nós havemos havíamos houvemos houvéramos haveremos haveríamos 
vós haveis havíeis houvestes houvéreis havereis haveríeis 
eles hão haviam houveram houveram haverão haveriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu haja houvesse houver - não - 
tu hajas houvesses houveres há tu não hajas tu 
ele haja houvesse houver haja você não haja você 
nós hajamos houvéssemos houvermos hajamos nós não hajamos nós 
vós hajais houvésseis houverdes havei vós não hajais vós 
eles hajam houvessem houverem hajam vocês não hajam vocês 
 
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19
 
Pesar 
No sentido de “causar mágoa, desgosto”, pesar é defectivo e só se conjuga nas 
terceiras pessoas. Quando possui sujeito oracional, permanece na 3ª pessoa 
do singular. Quando o sujeito é substantivo ou palavra equivalente, concorda 
com ele no singular ou plural: 
Pesa-me saber essas notícias. (sujeito oracional = saber essas notícias) 
Pesam-me notícias de morte. (sujeito = notícias de morte) 
 
Querer (Compare com a conjugação do verbo “requerer”, adiante, no 
pretérito perfeito do indicativo e seus tempos derivados) 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do pretérito 
eu quero queria quis quisera quererei quereria 
tu queres querias quiseste quiseras quererás quererias 
ele quer queria quis quisera quererá quereria 
nós queremos queríamos quisemos quiséramos quereremos quereríamos 
vós quereis queríeis quisestes quiséreis querereis quereríeis 
eles querem queriam quiseram quiseram quererão quereriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu queira quisesse quiser - não - 
tu queiras quisesses quiseres quere tu não queiras tu 
ele queiraquisesse quiser queira você não queira você 
nós queiramos quiséssemos quisermos queiramos nós não queiramos nós 
vós queirais quisésseis quiserdes querei vós não queirais vós 
eles queiram quisessem quiserem queiram vocês não queiram vocês 
Neste verbo há uma quebra da derivação do tempo presente do 
subjuntivo em relação à primeira pessoa do presente do indicativo. Perceba 
que “queira”, no presente do subjuntivo, não foi gerado de “quero”, presente 
do indicativo; pois este verbo não possui o “i”. 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRF 1ªR 2011 ): 
Está redigida de modo claro e em conformidade com o padrão culto 
escrito a seguinte frase: 
Quem quizesse afagar o ego do velho casmurro, lhe bastava oferecer 
dois dedos de prosa e toda a paciência para ouvir-lhe em suas detalhadas 
lembranças do tempo da guerra. 
Esta frase não está correta, pois o verbo “querer”, no pretérito imperfeito 
do subjuntivo, é “quisesse”. Esse verbo não recebe a letra “z” no radical, mas 
“s”. Há outros vícios de linguagem na frase, mas cabe aqui comentar apenas o 
verbo. Os outros problemas gramaticais serão comentados ao longo do nosso 
curso. A frase reescrita de acordo com o padrão culto será: 
A quem quisesse afagar o ego do velho casmurro, bastava-lhe oferecer 
dois dedos de prosa e toda a paciência para ouvi-lo em suas detalhadas 
lembranças do tempo da guerra. 
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20
 
Veja outra frase cobrada pela Fund. Carlos Chagas (TRT 4ªR 2011): 
 O período redigido de forma clara e correta é: 
 “Quizeram mediar as pessoas da comunidade atingida junto aos órgãos 
públicos que lhe pudessem conceder ajuda imediata para o quê foram 
incapazes.” 
 Veja como é explorado o verbo “querer” com “z” no tempo pretérito 
perfeito do indicativo e seus derivados. De acordo com o que vimos na 
conjugação, deve ser grafado com “s” (Quiseram). Além desse erro, há 
outros, apontados na reescrita da frase, mas esses erros são tema de outras 
aulas. Veja a reescrita: 
 “Quiseram mediar as pessoas da comunidade atingida junto aos órgãos 
públicos que lhes pudessem conceder ajuda imediata para aquilo de que 
foram incapazes.” 
Requerer (compare com o verbo “querer”, já conjugado) 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu requeiro requeria requeri requerera requererei requereria 
tu requeres requerias requereste requereras requererás requererias 
ele requer requeria requereu requerera requererá requereria 
nós requeremos requeríamos requeremos requerêramos requereremos requereríamos 
vós requereis requeríeis requerestes requerêreis requerereis requereríeis 
eles requerem requeriam requereram requereram requererão requereriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu requeira requeresse requerer - não - 
tu requeiras requeresses requereres requere tu não requeiras tu 
ele requeira requeresse requerer requeira você não requeira você 
nós requeiramos requerêssemos requerermos requeiramos nós não requeiramos nós 
vós requeirais requerêsseis requererdes requerei vós não requeirais vós 
eles requeiram requeressem requererem requeiram vocês não requeiram vocês 
 
Note que o verbo “requerer” tem conjugação parecida com o verbo 
“querer”; porém, no tempo pretérito perfeito do indicativo e seus derivados 
(sombreados na conjugação), ele é conjugado regularmente. Isso é muito 
importante. 
 
Questão 9: TRF 5ª R 2012 Técnico Judiciário 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: 
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel sem preconceitos, as 
pessoas não serão capazes de fruir dessas criações poéticas tão originais. 
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atribuído à arte erudita, 
o cordel vem sendo estudado hoje nas melhores universidades do país. 
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21
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a situação dos 
cordelistas não mudaria a não ser que eles mesmos requizessem o 
respeito que faziam por merecer. 
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e a pouca visibilidade 
dessa arte popular tão rica só pode ser resultado do puro e simples 
desconhecimento. 
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os problemas dos cordelistas 
estavam diretamente ligados à falta de representatividade. 
Comentário: A alternativa (B) é a correta, pois o verbo “detenha” está 
corretamente flexionado no presente do indicativo (derivado de “ter”). Além 
disso, a locução verbal “vem sendo estudado” está correta e se encontra na 
voz passiva, a qual será estudada na aula de concordância. 
 A alternativa (A) está errada, pois o verbo “dispor” é gerado do verbo 
“pôr”. Assim, se o futuro do subjuntivo deste verbo é “puserem”, basta 
inserir o prefixo “dis-“: dispuserem. Note que o verbo “fruir” tem o sentido 
de aproveitar, gozar, desfrutar; por isso está corretamente empregado. Veja: 
“Enquanto não se dispuserem a considerar o cordel sem preconceitos, as 
pessoas não serão capazes de fruir dessas criações poéticas tão originais.” 
 A alternativa (C) está errada, pois o verbo “requerer” não se flexiona da 
mesma forma que “querer”. No tempo pretérito imperfeito do subjuntivo, sua 
flexão é regular: requeressem. Veja: 
“Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a situação dos cordelistas 
não mudaria a não ser que eles mesmos requeressem o respeito que faziam 
por merecer.” 
 A alternativa (D) está errada, pois o contexto nos faz entender que há o 
verbo “provir” (ser originado de alguma coisa). Este verbo está flexionado na 
terceira pessoa do plural, pois faz referência ao sujeito composto “a 
desvalorização e a pouca visibilidade” Além disso, ele está flexionado no 
presente do indicativo e é derivado do verbo “vir”. Assim, eles vêm, eles 
provêm. 
O sujeito composto “a desvalorização e a pouca visibilidade” força a locução 
verbal ao plural: “podem ser resultado”. Veja: 
“Se não provêm do preconceito, a desvalorização e a pouca visibilidade dessa 
arte popular tão rica só podem ser resultado do puro e simples 
desconhecimento.” 
 A alternativa (E) está errada, pois o verbo “entrever” é derivado do 
verbo “ver”. Assim, se a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do 
verbo “ver” é “viu”, a do verbo “entrever” é “entreviu”. Veja: 
“Rodolfo Coelho Cavalcante entreviu que os problemas dos cordelistas 
estavam diretamente ligados à falta de representatividade.” 
Gabarito: B 
 
 
 
 
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Questão 10: TJ RJ 2012 Técnico de Atividade Judiciária 
Está adequada a flexão de todos os verbos da frase: 
(A) É possível que ele requera imediatamente sua aposentadoria; otimista, 
espera que o pedido não lhe seja denegado. 
(B) O autor estaria disposto a trabalhar no que lhe conviesse, depois de 
aposentado, para assim imunizar-se contra os males do ócio. 
(C) Se o autor manter com disciplina o cômputo diário do que resta para 
aposentar-se, fará contas pelos próximos seis meses e 28 dias. 
(D) Se nos propormos a trabalhar depois de aposentados, evitaremos os males 
que costumam acometer os ociosos. 
(E) Os que haverem de se aposentar proximamente serão submissos a uma 
averiguação, a fim de serem saldadas as dívidas pendentes. 
Comentário: A alternativa (B) é a correta, pois o verbo “conviesse” está 
corretamente flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo (derivado de 
“vir”: viesse→conviesse). 
 A alternativa (A) está errada, pois o verbo “requerer”, quando flexionado 
no presente do subjuntivo, é “requeira”. Veja: 
“É possível que ele requeira imediatamente sua aposentadoria; otimista,espera que o pedido não lhe seja denegado.” 
 A alternativa (C) está errada, pois o verbo “manter” é derivado do verbo 
“ter”. Assim, se a terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo do verbo 
“ter” é “tiver”, a do verbo “manter” é “mantiver”. Veja: 
“Se o autor mantiver com disciplina o cômputo diário do que resta para 
aposentar-se, fará contas pelos próximos seis meses e 28 dias.” 
 A alternativa (C) está errada, pois o verbo “propor” é derivado do verbo 
“pôr”. Assim, se a primeira pessoa do singular do futuro do subjuntivo do 
verbo “pôr” é “pusermos”, a do verbo “propor” é “propusermos”. Veja: 
“Se nos propusermos a trabalhar depois de aposentados, evitaremos os 
males que costumam acometer os ociosos.” 
 A alternativa (E) está errada, pois o verbo “haver”, quando flexionado 
na terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo, é “houverem”. Veja: 
“Os que houverem de se aposentar proximamente serão submissos a uma 
averiguação, a fim de serem saldadas as dívidas pendentes.” 
Gabarito: B 
 
Questão 11: TST 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa 
A flexão de todas as formas verbais está plenamente adequada na frase: 
(A) Os que virem a desrespeitar quem não tem fé deverão merecer o repúdio 
público de todos os homens de bem. 
(B) Deixar de professar uma fé não constitue delito algum, ao contrário do 
que julgam os fanáticos de sempre. 
(C) Ninguém quererá condenar um ateu que se imbui do valor da ética e da 
moral no convívio com seus semelhantes. 
(D) Se não nos dispormos a praticar a tolerância, que razão teremos para nos 
vangloriarmos de nossa fé religiosa? 
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23
(E) Quem requiser respeito para a fé que professa deve dispor-se a respeitar 
quem não adotou uma religião. 
Comentário: Na alternativa (A), ocorre a locução verbal “vir a desrespeitar”. 
Tal locução verbal deve ser flexionada no futuro do subjuntivo: “vierem a 
desrespeitar”. Veja: 
Os que vierem a desrespeitar quem não tem fé deverão merecer o repúdio 
público de todos os homens de bem. 
 Na alternativa (B), o verbo “constituir”, na terceira pessoa do singular 
do presente do indicativo, deve receber a vogal “i”: “constitui”. 
Deixar de professar uma fé não constitui delito algum, ao contrário do que 
julgam os fanáticos de sempre. 
 A alternativa (C) é a correta. Apesar de pouco usarmos a flexão do 
verbo “querer” no futuro do presente do indicativo, a sua conjugação é 
realmente “quererá”. O verbo “imbuir”, na terceira pessoa do singular do 
presente do indicativo, recebe a vogal “i”. 
Ninguém quererá condenar um ateu que se imbui do valor da ética e da moral 
no convívio com seus semelhantes. 
 Na alternativa (D), o verbo “dispor” é derivado do verbo “pôr” e sua 
flexão no futuro do subjuntivo é “dispusermos”. 
Se não nos dispusermos a praticar a tolerância, que razão teremos para nos 
vangloriarmos de nossa fé religiosa? 
 Na alternativa (E), o verbo “requerer” no tempo futuro do subjuntivo é 
regular e não se flexiona de acordo com o verbo “querer”. Compare: 
Quem quiser... Quem requerer... 
Quem requerer respeito para a fé que professa deve dispor-se a respeitar 
quem não adotou uma religião. 
Gabarito: C 
 
Questão 12: TRF 2ªR 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa 
O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão corretos em: 
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não 
requiseram mais do que o esquecimento e a passagem do tempo. 
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um 
segundo plano, eis que ela imerge do esquecimento, em 1974. 
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de 
Paraty, até que, a partir de 1855, sobreviram longos anos de 
esquecimento. 
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, 
para que a cidade não sucumba aos atropelos do turismo selvagem. 
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, agora em 
definitivo, o prestígio de um polo turístico de inegável valor histórico. 
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “requerer”, na terceira pessoa do 
plural do pretérito perfeito do indicativo é regular: “requereram”. Veja: 
A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não 
requereram mais do que o esquecimento e a passagem do tempo. 
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24
 Na alternativa (B), o verbo “imergir” significa submergir, afundar. Além 
disso, tal verbo exige a preposição “em” e não cabe no contexto. A grafia 
correta neste contexto é “emerge”, pois significa “sair de”, “elevar-se”. Além 
disso, perceba que há a preposição “de”, a qual é corretamente exigida por 
este verbo (imergir em, emergir de). 
Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um 
segundo plano, eis que ela emerge do esquecimento, em 1974. 
 Na alternativa (C), o verbo “retificar” significa “corrigir”, o que não cabe 
neste contexto. Veja que o tema exige o verbo “ratificava”, o qual significa 
“confirmava”. O verbo “sobreviram” não existe. O verbo “vir” recebeu o 
prefixo “sobre-”. Como tal verbo se encontra no pretérito perfeito do 
indicativo, a flexão correta é “sobrevieram”. 
A cada novo ciclo econômico ratificava-se a importância estratégica de 
Paraty, até que, a partir de 1855, sobrevieram longos anos de 
esquecimento. 
 A alternativa (D) é a correta. Note que o verbo “envidar” está 
corretamente flexionado no futuro do presente do indicativo (envidará). O 
verbo “refrear”, no gerúndio, apenas recebe o sufixo “-ndo” (refreando). O 
verbo “sucumba” é o presente do subjuntivo do verbo “sucumbir”. 
A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, para 
que a cidade não sucumba aos atropelos do turismo selvagem. 
 Na alternativa (E), o verbo “imbuir” está corretamente flexionado no 
pretérito perfeito do indicativo: “imbuiu”. O verbo “obtesse” não existe. O 
verbo “obter” se flexiona como o verbo “ter”. Como tal verbo se encontra no 
pretérito imperfeito do subjuntivo, a flexão correta é “obtivesse”. 
 Note que o substantivo “polo”, após a nova reforma ortográfica, perdeu 
o acento. 
Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtivesse, agora em 
definitivo, o prestígio de um polo turístico de inegável valor histórico. 
Gabarito: D 
 
Verbos terminados em -ear 
Os verbos em -ear (cear, frear, nomear, passear, recear, etc.) trocam o 
e pelo ditongo ei nas formas rizotônicas (1ª, 2ª, 3ª pessoas do singular e 3ª 
pessoa do plural dos presentes do indicativo e subjuntivo). 
 
 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu nomeio nomeava nomeei nomeara nomearei nomearia 
tu nomeias nomeavas nomeaste nomearas nomearás nomearias 
ele nomeia nomeava nomeou nomeara nomeará nomearia 
nós nomeamos nomeávamos nomeamos nomeáramos nomearemos nomearíamos 
vós nomeais nomeáveis nomeastes nomeáreis nomeareis nomearíeis 
eles nomeiam nomeavam nomearam nomearam nomearão nomeariam 
 
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25
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu nomeie nomeasse nomear - não - 
tu nomeies nomeasses nomeares nomeia tu não nomeies tu 
ele nomeie nomeasse nomear nomeie você não nomeie você 
nós nomeemos nomeássemos nomearmos nomeemos nós não nomeemos nós 
vós nomeeis nomeásseis nomeardes nomeai vós não nomeeis vós 
eles nomeiem nomeassem nomearem nomeiem vocês não nomeiem vocês 
 
Questão 13: Polícia Civil MA - 2006 - Agente 
O verbo corretamente flexionado está grifado na frase: 
(A) As tropas americanas não conteram os ataques da população enfurecidaà 
Biblioteca Nacional. 
(B) Saqueadores de museus contrabandeiam obras de raro valor arqueológico 
no mercado internacional. 
(C) Nazistas se proporam a destruir, em enormes fogueiras, livros 
considerados perigosos na Alemanha. 
(D) O problema que sobreviu à invasão americana no Iraque foi a destruição 
de peças arqueológicas raríssimas. 
(E) Os invasores do Iraque não antevieram as funestas consequências dos 
saques, como o contrabando de obras valiosas. 
Comentário: Abaixo, observe as frases já corretamente redigidas: 
(A) As tropas americanas não contiveram os ataques da população 
enfurecida à Biblioteca Nacional. (derivado do verbo “ter”) 
(B) Saqueadores de museus contrabandeiam obras de raro valor arqueológico 
no mercado internacional. (veja a conjugação de verbos terminados em “ear”) 
(C) Nazistas se propuseram a destruir, em enormes fogueiras, livros 
considerados perigosos na Alemanha. (derivado do verbo “pôr”) 
(D) O problema que sobreveio à invasão americana no Iraque foi a 
destruição de peças arqueológicas raríssimas. (derivado do verbo “vir”) 
(E) Os invasores do Iraque não anteviram as funestas consequências dos 
saques, como o contrabando de obras valiosas. (derivado do verbo “ver”) 
Gabarito: B 
 
Verbos terminados em –iar 
 
Os verbos em -iar, como premiar e maquiar, com exceção dos verbos “MARIO” 
(ver adiante), são conjugados regularmente. 
 
Indicativo 
 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu maquio maquiava maquiei maquiara maquiarei maquiaria 
tu maquias maquiavas maquiaste maquiaras maquiarás maquiarias 
ele maquia maquiava maquiou maquiara maquiará maquiaria 
nós maquiamos maquiávamos maquiamos maquiáramos maquiaremos maquiaríamos 
vós maquiais maquiáveis maquiastes maquiáreis maquiareis maquiaríeis 
eles maquiam maquiavam maquiaram maquiaram maquiarão maquiariam 
 
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26
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu maquie maquiasse maquiar - não - 
tu maquies maquiasses maquiares maquia tu não maquies tu 
ele maquie maquiasse maquiar maquie você não maquie você 
nós maquiemos maquiássemos maquiarmos maquiemos nós não maquiemos nós 
vós maquieis maquiásseis maquiardes maquiai vós não maquieis vós 
eles maquiem maquiassem maquiarem maquiem vocês não maquiem vocês 
 
Os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar, cujas iniciais 
formam a palavra MÁRIO, conjugam-se, nas formas rizotônicas (1ª, 2ª, 3ª 
pessoas do singular e 3ª pessoa do plural dos presentes do indicativo e 
subjuntivo), como se terminassem em -ear. Será conjugado abaixo o verbo 
“mediar”, o qual é o de maior ocorrência nas provas da FCC dentre os verbos 
desta regra: 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu medeio mediava mediei mediara mediarei mediaria 
tu medeias mediavas mediaste mediaras mediarás mediarias 
ele medeia mediava mediou mediara mediará mediaria 
nós mediamos mediávamos mediamos mediáramos mediaremos mediaríamos 
vós mediais mediáveis mediastes mediáreis mediareis mediaríeis 
eles medeiam mediavam mediaram mediaram mediarão mediariam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu medeie mediasse mediar - não - 
tu medeies mediasses mediares medeia tu não medeies tu 
ele medeie mediasse mediar medeie você não medeie você 
nós mediemos mediássemos mediarmos mediemos nós não mediemos nós 
vós medieis mediásseis mediardes mediai vós não medieis vós 
eles medeiem mediassem mediarem medeiem vocês não medeiem vocês 
 
 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (MPU 2007): 
A frase em que a forma destacada está apropriada às normas gramaticais é: 
Espero que ele medie a reunião com a isenção de espírito de que todos 
necessitamos. 
 
 Veja como é explorado o verbo “mediar” no tempo presente do 
subjuntivo. De acordo com o que vimos na conjugação, deve ser flexionado 
“medeie”. Veja a reescrita: 
Espero que ele medeie a reunião com a isenção de espírito de que todos 
necessitamos. 
 
 
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27
Verbos terminados em -uar 
 
Verbos como atuar, atenuar, efetuar, extenuar, etc. possuem a vogal temática 
“a”, a qual se transforma em desinência “e”, e não i, no presente do 
subjuntivo. 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu atuo atuava atuei atuara atuarei atuaria 
tu atuas atuavas atuaste atuaras atuarás atuarias 
ele atua atuava atuou atuara atuará atuaria 
nós atuamos atuávamos atuamos atuáramos atuaremos atuaríamos 
vós atuais atuáveis atuastes atuáreis atuareis atuaríeis 
eles atuam atuavam atuaram atuaram atuarão atuariam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu atue atuasse atuar - não - 
tu atues atuasses atuares atua tu não atues tu 
ele atue atuasse atuar atue você não atue você 
nós atuemos atuássemos atuarmos atuemos nós não atuemos nós 
vós atueis atuásseis atuardes atuai vós não atueis vós 
eles atuem atuassem atuarem atuem vocês não atuem vocês 
 
Verbos terminados em –uir 
Os verbos afluir, anuir, atribuir, concluir, constituir, contribuir, destituir, diluir, 
diminuir, distribuir, estatuir, imbuir, imiscuir, influir, instituir, instruir, possuir, 
restituir, ruir, etc. são grafados com is e i (e não es, e) na 2ª e 3ª pessoa do 
singular do presente do indicativo. Deve-se acentuar o i quando for tônico e 
formar sílaba sozinho ou acompanhado de s. Note que o verbo “imiscuir” tem 
caído muito nas provas da FCC. Sua conjugação é igual ao do verbo “possuir”, 
conjugado abaixo. 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu possuo possuía possuí possuíra possuirei possuiria 
tu possuis possuías possuíste possuíras possuirás possuirias 
ele possui possuía possuiu possuíra possuirá possuiria 
nós possuímos possuíamos possuímos possuíramos possuiremos possuiríamos 
vós possuís possuíeis possuístes possuíreis possuireis possuiríeis 
eles possuem possuíam possuíram possuíram possuirão possuiriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu possua possuísse possuir - não - 
tu possuas possuísses possuíres possui tu não possuas tu 
ele possua possuísse possuir possua você não possua você 
nós possuamos possuíssemos possuirmos possuamos nós não possuamos nós 
vós possuais possuísseis possuirdes possuí vós não possuais vós 
eles possuam possuíssem possuírem possuam vocês não possuam vocês 
 
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28
Questão 14: TRT 2ªR 2008 Analista 
Todas as formas verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na 
frase: 
(A) Não há nada que impela mais ao registro confessional da linguagem do 
que uma vocação poética essencialmente lírica. 
(B) O juiz disse ao amigo que lhe convira frequentar as duas linguagens, a 
poética e a jurídica. 
(C) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que 
adviesse da formação profissional do amigo. 
(D) O juiz lembrou ao amigo que o ofício de poeta não destitue de 
objetividade o ofício de julgar. 
(E) Nem bem se detera na leitura dos poemas do amigo e já percebera que 
se tratava de uma linguagem muito depurada. 
Comentário: Abaixo, observe as frases já corretamente redigidas: 
(A) Não há nada que impila mais ao registro confessional da linguagem do 
que uma vocação poética essencialmente lírica. (Este verbo é conjugadoconforme o verbo “aderir”. Confira na conjugação feita anteriormente) 
(B) O juiz disse ao amigo que lhe conviera frequentar as duas linguagens, a 
poética e a jurídica. 
A alternativa (C) é a correta. Perceba que o primeiro verbo é regular e é o 
pretérito imperfeito do indicativo do verbo “vislumbrar”. O segundo é derivado 
do verbo “vir”. 
Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que adviesse 
da formação profissional do amigo. 
(D) O juiz lembrou ao amigo que o ofício de poeta não destitui de 
objetividade o ofício de julgar. (a conjugação deste verbo é igual a “possuir”. 
Confira!) 
(E) Nem bem se detivera na leitura dos poemas do amigo e já percebera que 
se tratava de uma linguagem muito depurada. 
Gabarito: C 
 
Os verbos construir, desconstruir, destruir e reconstruir, na segunda e 
terceira pessoa do singular e na terceira do plural do presente do indicativo, 
possuem “o” aberto. Veja: 
Pres. ind.: construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem. 
Imper. afirm.: constrói tu. 
 
Veja uma frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (MPU 2007): 
 
A frase em que a forma destacada está apropriada às normas gramaticais é: 
Quem disse que ele constroe toda essa argumentação sem apoio de 
advogados? 
Vimos que a conjugação do verbo “construir”, na terceira pessoa do singular 
do presente do indicativo, é “constrói”. Veja a reescrita: 
Quem disse que ele constrói toda essa argumentação sem apoio de 
advogados? 
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29
Verbos terminados em -zer e –zir 
 
 a) fazer, liquefazer, perfazer, desfazer, refazer, satisfazer 
Note que esses verbos perdem a vogal e final na 3ª pessoa do singular do 
presente do indicativo e (não obrigatoriamente) na 2ª pessoa do singular do 
imperativo afirmativo, quando o z não é precedido de consoante. Uma seta 
indicará isso na conjugação abaixo: 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu faço fazia fiz fizera farei faria 
tu fazes fazias fizeste fizeras farás farias 
ele faz fazia fez fizera fará faria 
nós fazemos fazíamos fizemos fizéramos faremos faríamos 
vós fazeis fazíeis fizestes fizéreis fareis faríeis 
eles fazem faziam fizeram fizeram farão fariam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu faça fizesse fizer - não - 
tu faças fizesses fizeres faze tu não faças tu 
ele faça fizesse fizer faça você não faça você 
nós façamos fizéssemos fizermos façamos nós não façamos nós 
vós façais fizésseis fizerdes fazei vós não façais vós 
eles façam fizessem fizerem façam vocês não façam vocês 
 
 
 
Veja a frase cobrada pela Fundação Carlos Chagas (TRT 6ªR 2006): 
Era importante para o homem primitivo que os feitiços desfazessem 
possíveis perigos. 
O verbo “desfazer” é derivado do verbo “fazer”. Este, na terceira pessoa 
do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo, flexiona-se “fizessem”. Por isso 
o correto seria: desfizessem: 
Era importante para o homem primitivo que os feitiços desfizessem 
possíveis perigos. 
Questão 15: TRT 9ª R – 2013 – Analista Judiciário 
A frase em que todos os verbos estão corretamente flexionados é: 
(A) Quem se dispor a ler a obra seminal de Hobsbawm sobre as revoluções 
do final do século XVIII à primeira metade do XIX jamais protestará 
contra o tempo gasto e o esforço despendido. 
(B) As reflexões sobre a Revolução Francesa de 1789 requerem muito 
cuidado para que não se perca de vista a complexidade que as afirmações 
categóricas tendem a desconsiderar. 
(C) Os revolucionários de 1789 talvez não prevessem, ou sequer 
imaginassem, o impacto que o movimento iniciado na França teria na 
história de praticamente toda a humanidade. 
(ou faz) 
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(D) Se as pessoas não se desfazerem da imagem que cultivam de Napoleão, 
nunca deixarão de acreditar que o talento pessoal é o principal ou mesmo 
o único requisito para a obtenção do sucesso. 
(E) Quando se pensa na história universal, nada parece tão disseminado no 
imaginário popular, sobretudo no ocidente, do que as imagens que 
adviram da Revolução Francesa de 1789. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, porque o contexto obriga o 
emprego do futuro do subjuntivo “dispuser”, e não o infinitivo “dispor”. 
Quem se dispuser a ler a obra seminal de Hobsbawm sobre as revoluções do 
final do século XVIII à primeira metade do XIX jamais protestará contra o 
tempo gasto e o esforço despendido. 
 A alternativa (B) é a correta, pois os verbos “requerem” e “tendem” 
encontram-se no presente do indicativo dos verbos “requerer” e “tender”, e o 
verbo “perca” encontra-se no presente do subjuntivo do verbo “perder”. 
As reflexões sobre a Revolução Francesa de 1789 requerem muito cuidado 
para que não se perca de vista a complexidade que as afirmações categóricas 
tendem a desconsiderar. 
 A alternativa (C) está errada, pois o verbo “prever” deve ser flexionado 
conforme o verbo “ver”. Assim, sua flexão no pretérito imperfeito do 
subjuntivo é “previssem”. 
Os revolucionários de 1789 talvez não previssem, ou sequer imaginassem, o 
impacto que o movimento iniciado na França teria na história de praticamente 
toda a humanidade. 
 A alternativa (D) está errada, pois o verbo “desfazer” deve ser 
conjugado de acordo com o verbo “fazer”. Como o futuro do subjuntivo do 
verbo “fazer” é “fizerem”, o mesmo tempo do verbo “desfazer” é 
“desfizerem”. 
Se as pessoas não se desfizerem da imagem que cultivam de Napoleão, 
nunca deixarão de acreditar que o talento pessoal é o principal ou mesmo o 
único requisito para a obtenção do sucesso. 
 A alternativa (E) está errada, pois o verbo “advir” deve ser flexionado da 
mesma forma que o verbo “vir”. Como o pretérito perfeito do verbo “vir” é 
“vieram”, o mesmo tempo do verbo “advir” é “advieram”. 
Quando se pensa na história universal, nada parece tão disseminado no 
imaginário popular, sobretudo no ocidente, do que as imagens que advieram 
da Revolução Francesa de 1789. 
Gabarito: B 
 
Questão 16: BB 2012 Engenheiro de Segurança 
Façamo-nos videntes: olhemos devagar para a cor das paredes. 
A frase acima permanecerá correta caso se substituam as formas sublinhadas 
por: 
(A) Faça-se vidente - olha 
(B) Faz-te vidente - olha 
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(C) Fazei-vos videntes - olheis 
(D) Façam-se videntes - olhai 
(E) Faça-te vidente - olhes 
Comentário: O verbo “fazer” está flexionado na primeira pessoa do plural do 
imperativo afirmativo. O mesmo ocorre com o verbo “olhar”. 
 Você verá nas aulas seguintes que, quando o verbo estiver flexionado na 
primeira pessoa do plural e em seguida houver o pronome oblíquo átono 
“nos”, o “s” é excluído. 
 Nesta questão, você terá que observar se os dois verbos permanecem 
na mesma pessoa do discurso. Vejamos a conjugação deles no imperativo 
afirmativo: 
presente do indicativo imperativo afirmativo presente do subjuntivo 
eu faço, olho, - talvez eu faça, olhe 
tu fazes, olhas, faze(faz), olha tu talvez tu faças, olhes 
ele faz, olha, faça, olhe você talvez ele faça, olhe 
nós fazemos, olhamos façamos, olhemos talvez nós façamos, olhemos 
vós fazeis, olhais fazei, olhai talvez vós façais, olheis 
eles fazem, olham façam, olhem talvez eles façam, olhem 
 A alternativa (A) está errada, porque o verbo “Faça” está flexionado na 
terceira pessoa do singular (você); já o verbo “olha” está flexionado na 
segunda pessoa do singular (tu). 
 A alternativa (B) é a correta, porque o verbo “Faz” está flexionado na 
segunda pessoa do singular (tu).Note que pode haver a variação “faze”, 
“faz”. O verbo “olha” também está flexionado na segunda pessoa do singular 
(tu). 
 A alternativa (C) está errada, porque o verbo “Fazei” está flexionado na 
segunda pessoa do plural (vós); já o verbo “olheis” está flexionado 
equivocadamente. Deve-se retirar o “s” e manter a vogal temática “a” para 
manter o imperativo afirmativo na segunda pessoa do singular (tu). A flexão 
correta é “Olhai”. 
 A alternativa (D) está errada, porque o verbo “Façam” está flexionado 
na terceira pessoa do plural (vocês); já o verbo “olhai” está flexionado na 
segunda pessoa do plural (vós). 
 A alternativa (E) está errada, porque o verbo “Faça” está flexionado na 
terceira pessoa do singular (você), não cabendo o pronome “te”, mas “se”. Já 
o verbo “olhes” está flexionado equivocadamente. A flexão correta para 
manter o imperativo afirmativo na terceira pessoa do singular (você) é 
“Olhe”. 
Gabarito: B 
 
b) dizer, bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, 
predizer 
 
Os futuros do indicativo desse verbo e seus derivados são irregulares, já 
que perdem a sílaba “ze” (confira na conjugação). 
O particípio desse verbo e de seus derivados é irregular: dito, bendito, 
contradito... 
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Note que esses verbos perdem a vogal e final na 3ª pessoa do singular 
do presente do indicativo e (não obrigatoriamente) na 2ª pessoa do singular 
do imperativo afirmativo, quando o z não é precedido de consoante. Uma seta 
indicará isso na conjugação abaixo: 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu digo dizia disse dissera direi diria 
tu dizes dizias disseste disseras dirás dirias 
ele diz dizia disse dissera dirá diria 
nós dizemos dizíamos dissemos disséramos diremos diríamos 
vós dizeis dizíeis dissestes disséreis direis diríeis 
eles dizem diziam disseram disseram dirão diriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu diga dissesse disser - não - 
tu digas dissesses disseres dize tu não digas tu 
ele diga dissesse disser diga você não diga você 
nós digamos disséssemos dissermos digamos nós não digamos nós 
vós digais dissésseis disserdes dizei vós não digais vós 
eles digam dissessem disserem digam vocês não digam vocês 
 
 
c) trazer 
 
Os futuros do indicativo desse verbo e seus derivados são irregulares, já 
que perdem a sílaba “ze” (confira na conjugação). 
 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu trago trazia trouxe trouxera trarei traria 
tu trazes trazias trouxeste trouxeras trarás trarias 
ele traz trazia trouxe trouxera trará traria 
nós trazemos trazíamos trouxemos trouxéramos traremos traríamos 
vós trazeis trazíeis trouxestes trouxéreis trareis traríeis 
eles trazem traziam trouxeram trouxeram trarão trariam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu traga trouxesse trouxer - não - 
tu tragas trouxesses trouxeres traze tu não tragas tu 
ele traga trouxesse trouxer traga você não traga você 
nós tragamos trouxéssemos trouxermos tragamos nós não tragamos nós 
vós tragais trouxésseis trouxerdes trazei vós não tragais vós 
eles tragam trouxessem trouxerem tragam vocês não tragam vocês 
 
 
(ou diz) 
(ou traz) 
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d) aduzir, conduzir, deduzir, introduzir, traduzir 
 
Indicativo 
 
presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu traduzo traduzia traduzi traduzira traduzirei traduziria 
tu traduzes traduzias traduziste traduziras traduzirás traduzirias 
ele traduz traduzia traduziu traduzira traduzirá traduziria 
nós traduzimos traduzíamos traduzimos traduzíramos traduziremos traduziríamos 
vós traduzis traduzíeis traduzistes traduzíreis traduzireis traduziríeis 
eles traduzem traduziam traduziram traduziram traduzirão traduziriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
futuro afirmativo negativo 
eu traduza traduzisse traduzir - não - 
tu traduzas traduzisses traduzires traduze tu não traduzas tu 
ele traduza traduzisse traduzir traduza você não traduza você 
nós traduzamos traduzíssemos traduzirmos traduzamos nós não traduzamos nós 
vós traduzais traduzísseis traduzirdes traduzi vós não traduzais vós 
eles traduzam traduzissem traduzirem traduzam vocês não traduzam vocês 
 
 
Verbos Defectivos 
Chamam-se defectivos os verbos que não possuem conjugação 
completa, ou seja, deixam de ser flexionados em algumas formas. 
 Em geral, o fator determinante da classificação de um verbo como 
defectivo é de natureza morfológica ou eufônica. Se fosse completo, o verbo 
falir, por exemplo, apresentaria, no presente do indicativo, eu falo, tu fales, ele 
fale. Falo é forma do presente do indicativo de falar; fales e fale são do 
presente do subjuntivo do mesmo verbo. Isso implicaria um problema 
morfológico, ou seja, formas iguais para verbos diferentes (porém a norma 
gramatical deixou escapar alguns verbos de formas iguais, não os colocando 
como defectivos para evitar problemas ainda maiores). 
 Dividimos os defectivos em dois grupos para facilitar a aprendizagem. 
Primeiro grupo 
 Verbos que, no presente do indicativo, deixam de ser conjugados apenas 
na primeira pessoa do singular, consequentemente não apresentam presente 
do subjuntivo e imperativo negativo. O imperativo afirmativo limita-se às 
pessoas diretamente provenientes do indicativo (tu e vós). É o caso, entre 
outros, dos verbos: 
abolir aturdir banir bramir 
carpir colorir delinquir demolir 
esculpir espargir exaurir explodir 
extorquir feder fremer (ou fremir) fulgir 
haurir impingir retorquir ruir 
(ou traduz) 
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34
 
ABOLIR 
presente do indicativo imperativo afirmativo 
eu - - 
tu aboles abole tu 
ele abole - 
nós abolimos - 
vós abolis aboli vós 
eles abolem - 
Na necessidade de se utilizarem esses verbos na primeira pessoa do 
singular, ou no presente do subjuntivo, é recomendado substituir por um 
sinônimo não defectivo. Por exemplo: “É preciso que se revogue” “É preciso 
que se anule”, pois não se pode usar que “se abula” (do verbo “abolir”). 
Da mesma forma, utilize “Para que se esgotem”, evitando a construção 
“exauram” (do verbo “exaurir”). 
Segundo grupo 
 Verbos que, no presente do indicativo, são conjugados apenas na 
primeira e na segunda pessoas do plural (nós, vós). Os verbos desse grupo 
não possuem presente do subjuntivo e imperativo negativo. O imperativo 
afirmativo limita-se à forma diretamente retirada do presente do indicativo. 
É o caso dos verbos: 
adequar aguerrir combalir comedir-se falir fornir 
foragir-se precaver reaver remir ressarcir ressequir 
adequar, falir, precaver, reaver, 
presente do indicativo imperativo afirmativo 
eu - - 
tu - - 
ele - - 
nós adequamos, falimos, precavemos, reavemos - 
vós adequais, falis, precaveis, reaveis adequai, fali, precavei, reavei 
eles - - 
Veja a flexão de dois verbos que normalmente caem na prova: 
precaver 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito perfeito pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do pretérito 
eu - precavia precavi precavera precaverei precaveria 
tu - precavias precaveste precaveras precaverás precaverias 
ele - precavia precaveu precavera precaverá precaveria 
nós precavemos precavíamos precavemos precavêramos precaveremos precaveríamosvós precaveis precavíeis precavestes precavêreis precavereis precaveríeis 
eles - precaviam precaveram precaveram precaverão precaveriam 
 
 
 
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35
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito imperfeito futuro afirmativo negativo 
eu - precavesse precaver - não - 
tu - precavesses precaveres - tu não - tu 
ele - precavesse precaver - você não - você 
nós - precavêssemos precavermos - nós não - nós 
vós - precavêsseis precaverdes precavei vós não - vós 
eles - precavessem precaverem - vocês não - vocês 
reaver 
Indicativo 
 presente pretérito 
imperfeito 
pretérito 
perfeito 
pretérito mais-
que-perfeito 
futuro futuro do 
pretérito 
eu - reavia reouve reouvera reaverei reaveria 
tu - reavias reouveste reouveras reaverás reaverias 
ele - reavia reouve reouvera reaverá reaveria 
nós reavemos reavíamos reouvemos reouvéramos reaveremos reaveríamos 
vós reaveis reavíeis reouvestes reouvéreis reavereis reaveríeis 
eles - reaviam reouveram reouveram reaverão reaveriam 
 
 Subjuntivo Imperativo 
 presente pretérito imperfeito futuro afirmativo negativo 
eu - reouvesse reouver - não - 
tu - reouvesses reouveres - tu não - tu 
ele - reouvesse reouver - você não - você 
nós - reouvéssemos reouvermos - nós não - nós 
vós - reouvésseis reouverdes reavei vós não - vós 
eles - reouvessem reouverem - vocês não - vocês 
 
a) Como dissemos anteriormente, na necessidade de se utilizarem esses 
verbos no presente do subjuntivo, por exemplo, é recomendado substituí-los 
por um sinônimo não defectivo. Assim: 
É necessário que se adapte. ( Não use adeque) 
Para que eles se precatem, se acautelem, se previnam. (Não use 
precavejam ou precavenham.) 
Ele espera que eu recupere, resgate o dinheiro. (Não use reaveja) 
b) precaver não deriva de ver, nem de vir. Não existem as formas 
“precavejo, precavo, precavenho”. No pretérito perfeito do indicativo e tempos 
derivados, comporta-se como verbo regular: precavi, precaveste, precaveu... 
Então, use: Ele se precaveu. (Não use precaviu ou precaveio) 
c) Na prática, pode-se dizer que reaver é conjugado como haver, mas só 
existe nas formas em que o verbo haver apresenta “v”. Observe com atenção o 
pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, 
reouvestes, reouveram. 
Por isso, cuidado: 
Eles reouveram a joia desaparecida. (Não use reaveram). 
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Questão 17: DNOCS 2010 Superior 
É preciso corrigir uma forma verbal flexionada na frase: 
(A) O e-mail interveio de tal forma em nossa vida que ninguém imagina viver 
sem se valer dele a todo momento. 
(B) Se uma mensagem eletrônica contiver algum vírus, o usuário incauto será 
prejudicado, ao abri-la. 
(C) Caso não nos disponhamos a receber todo e qualquer e-mail, será preciso 
que nos munamos de algum filtro oferecido pela Internet. 
(D) Se uma mensagem provier de um desconhecido, será preciso submetê-la 
a um antivírus específico. 
(E) Ele se precaveio e instalou em seu computador um poderoso antivírus, 
para evitar que algum e-mail o contaminasse. 
Comentário: Perceba que foi pedida a alternativa errada. 
 Na alternativa (A), o verbo “interveio” é derivado de “vir”, cuja 
conjugação no pretérito perfeito é “veio”. Assim, está correta a flexão. 
 Na alternativa (B), o verbo “contiver” é derivado de “ter”, cuja 
conjugação no futuro do subjuntivo é “tiver”. Assim, também está correta a 
flexão. 
 Na alternativa (C), os verbos “disponhamos” e “munamos” estão 
corretamente flexionados, pois são o presente do subjuntivo dos verbos 
“dispor” e “munir”, respectivamente. 
 Na alternativa (D), o verbo “provier” é derivado de “vir”, cuja 
conjugação no futuro do subjuntivo é “vier”. Assim, também está correta a 
flexão. 
 A alternativa (E) está errada, pois não existe a forma “precaveio”. O 
verbo “precaver” é defectivo e não é conjugado nas três primeiras pessoas do 
singular e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, mas no 
pretérito perfeito do indicativo passa a ter conjugação regular. Assim, a 
conjugação ideal seria: precaveu. 
Gabarito: E 
 
Questão 18: TCE PB - 2006 Assistente Jurídico 
Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase: 
(A) Conviu ao comitê do Nobel que se premiasse o escritor turco. 
(B) Muito do que advir de uma premiação do Nobel obterá imediato sentido 
político. 
(C) É preciso que se abula a pena de morte, que se pune de outra forma. 
(D) Os turcos reaverão sua auto-estima quando convierem em apurar todos 
os fatos. 
(E) Enquanto um povo não reaver sua dignidade, prosseguirá refém de seu 
passado. 
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “conviu” não existe. Na realidade, o 
verbo “convir” é derivado do verbo “vir”. Flexionando-se este verbo na 
terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, temos: “veio”. 
Assim, basta inserir o prefixo “con-": conveio. 
 O verbo “premiasse” está corretamente flexionado no pretérito 
imperfeito do subjuntivo. 
 Na alternativa (B), o verbo “advir” é derivado do verbo “vir”. Quando se 
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flexiona no futuro do subjuntivo, sua flexão é “vier”. Assim, basta inserir o 
prefixo “ad”: advier. O verbo “obterá” está corretamente flexionado no futuro 
do presente do indicativo. 
 Na alternativa (C), o verbo “abolir” é defectivo, não se flexionando na 
primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Por isso, não pode ser 
flexionado no presente do subjuntivo. Para manter a coerência e a 
gramaticalidade, pode-se substituir por um sinônimo, como “extinga”. 
 O verbo “punir”, neste contexto, deve ser flexionado no presente do 
subjuntivo: puna. Veja: 
É preciso que se extinga a pena de morte, que se puna de outra forma. 
 A alternativa (D) é a correta, pois o verbo “reaverão” está corretamente 
flexionado no futuro do presente do indicativo. O verbo “convierem” é 
derivado do verbo “vir”, o qual é flexionado no futuro do subjuntivo da 
seguinte forma: “vierem”. Basta agora inserir o prefixo “con": convierem. O 
verbo “apurar” encontra-se no infinitivo e está corretamente flexionado. 
 Na alternativa (E), o verbo “reaver”, no futuro do subjuntivo, é 
flexionado como o verbo “haver”: houver. Basta retirar o “h” e inserir o 
prefixo “re”: reouver. 
Gabarito: D 
 
Verbos abundantes 
Verbos abundantes são aqueles que apresentam mais de uma forma 
para determinada flexão. Esse fenômeno costuma ocorrer no particípio, em 
que, além das formas regulares, terminadas em –ado ou –ido, surgem as 
formas irregulares, também chamadas curtas ou breves. 
 Infinitivo 
impessoal 
Particípio 
regular 
Particípio 
irregular 
aceitar 
entregar 
enxugar 
expressar 
expulsar 
findar 
isentar 
limpar 
matar 
salvar 
segurar 
soltar 
aceitado 
entregado 
enxugado 
expressado 
expulsado 
findado 
isentado 
limpado 
matado 
salvado 
segurado 
soltado 
aceito 
entregue 
enxuto 
expresso 
expulso 
findo 
isento 
limpo 
morto 
salvo 
seguro 
solto 
acender 
benzer 
eleger 
morrer 
prender 
suspender 
acendido 
benzido 
elegido 
morrido 
prendido 
suspendido 
aceso 
bento 
eleito 
morto 
preso 
suspenso 
emergir emergido emerso 
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expelir 
exprimir 
extinguir 
imergir 
imprimir 
inserir 
omitir 
submergir 
expelido 
exprimido 
extinguido 
imergido 
imprimido 
inserido 
omitido 
submergido 
expulso 
expresso 
extinto 
imerso 
impresso 
inserto 
omisso 
submerso 
 (ter / haver) (ser/estar) 
Os particípios regulares são empregados normalmente com os auxiliares 
ter e haver; os particípios irregularessão normalmente empregados com os 
auxiliares ser e estar: 
O Brasil tem elegido deputados preguiçosos. Ele está eleito. 
O professor havia imprimido bom ritmo de aula. A folha foi impressa. 
Questão 19: MPE SE 2010 Superior 
Está apropriado o emprego e correta a flexão de todos os verbos na frase: 
(A) Tínhamos ganho vários presentes, e eu já tinha eleito o meu favorito: um 
belo helicóptero, que deporam junto à árvore de Natal. 
(B) O helicóptero alçava o ar pela força dos meus braços, sem que intervisse 
qualquer tipo de dispositivo eletrônico. 
(C) Seria preciso que eu retivesse o helicóptero em sua caixa, para que 
ninguém viesse a suspeitar do que lhe ocorrera. 
(D) Meu irmão refreiou por um momento sua curiosidade, ao passo que eu, 
como não detesse a curiosidade, passei a abrir os presentes. 
(E) Meus pais se manteram para todo o sempre à margem do que ocorrera 
com meu helicóptero e do pequeno ardil que lhes impigira. 
Comentário: Na alternativa (A), O verbo auxiliar “Tínhamos” leva o 
particípio do verbo “ganhar” a flexionar-se de modo regular “ganhado”. O 
mesmo ocorre com o verbo “elegido”. O verbo “depuseram” é derivado de 
“pôr”. 
Tínhamos ganhado vários presentes, e eu já tinha elegido o meu favorito: 
um belo helicóptero, que depuseram junto à árvore de Natal. 
 Na alternativa (B), o verbo “interviesse” é derivado de “vir”. 
O helicóptero alçava o ar pela força dos meus braços, sem que interviesse 
qualquer tipo de dispositivo eletrônico. 
 A alternativa (C) é a correta. Perceba que o verbo “retivesse” é derivado 
de “ter”: 
Seria preciso que eu retivesse o helicóptero em sua caixa, para que ninguém 
viesse a suspeitar do que lhe ocorrera. 
 Na alternativa (D), a forma “refreiou” não existe: perde-se o “i” no 
pretérito perfeito do indicativo dos verbos terminados em “ear”. O verbo 
“detivesse” é derivado de “ter”: 
Meu irmão refreou por um momento sua curiosidade, ao passo que eu, como 
não detivesse a curiosidade, passei a abrir os presentes. 
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39
 Na alternativa (E), “mantiveram” também deriva de “ter”. O infinitivo do 
segundo verbo é “impingir”, então o pretérito mais-que-perfeito não pode 
perder o “n” do radical. 
Meus pais se mantiveram para todo o sempre à margem do que ocorrera 
com meu helicóptero e do pequeno ardil que lhes impingira. 
Gabarito: C 
 
Vamos a algumas questões que exploraram tudo o que vimos nesta 
aula!!!! 
 
Questão 20: TJ PE 2007 Analista 
Estão adequados o emprego e a flexão de todas formas verbais na frase: 
(A) Se as pesquisas bem realizadas sempre intervissem no comportamento 
das pessoas, o estudo ao qual se aplicou Johnson teria algum efeito sobre 
o público. 
(B) Imergem da pesquisa de Johnson alguns dados reveladores quanto à ação 
da TV sobre nós, mas é possível que outros fatores hajam de modo 
determinante sobre o nosso comportamento. 
(C) Quem revir as várias pesquisas sobre a relação entre TV e 
comportamento haverá de se deparar com resultados que talvez 
constituam motivo para algum alarme. 
(D) Jamais conviu às emissoras de TV divulgar essas pesquisas, que quase 
sempre as encriminam como responsáveis pela multiplicação da violência 
social. 
(E) Se as violências que provêem do hábito de assistir à TV se saneiassem 
por conta de alguma regulamentação governamental, seria o caso de 
pedir providências às autoridades. 
Comentário: Note que esta questão aborda o emprego (visto na aula 
demonstrativa) e a flexão (aula atual). Os verbos corrigidos estão em negrito 
e sublinhados. Os que estão apenas sublinhados já estavam corretos na 
questão e só servem de base. 
 Na alternativa (A), o problema é apenas a flexão verbo “intervir”, o qual 
é derivado de “vir”. Este verbo está flexionado no pretérito imperfeito do 
subjuntivo, assim (se eles viessem→se eles interviessem). Veja: 
 Se as pesquisas bem realizadas sempre interviessem no 
comportamento das pessoas, o estudo ao qual se aplicou Johnson teria algum 
efeito sobre o público. 
 Na alternativa (B), perceba que o contexto pede o verbo “emergir” (sair) 
e não “imergir” (entrar). Assim, a forma correta no presente seria “Emergem”. 
Note também que o verbo “hajam” é o presente do subjuntivo do verbo 
“haver” (confira na conjugação). Já o contexto exige o verbo “agir” neste 
mesmo tempo. Por isso o correto é “ajam”. 
 Emergem da pesquisa de Johnson alguns dados reveladores quanto à 
ação da TV sobre nós, mas é possível que outros fatores ajam de modo 
determinante sobre o nosso comportamento. 
 A alternativa (C) está correta, pois o verbo “rever” está no futuro do 
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subjuntivo. Este verbo é derivado do verbo “ver”, o qual seria conjugado 
“Quem vir” (reveja a conjugação anteriormente). Assim, a construção “Quem 
revir...” está corretíssima. 
 Quem revir as várias pesquisas sobre a relação entre TV e 
comportamento haverá de se deparar com resultados que talvez constituam 
motivo para algum alarme. 
 Na alternativa (D), o verbo “conviu” não existe. Ele é derivado do verbo 
“vir”, o qual possui a seguinte flexão no pretérito perfeito do indicativo (veio→ 
“conveio”). O verbo “encriminar” também não existe, o correto é: 
“incriminar”. Veja a reconstrução da frase: 
 Jamais conveio às emissoras de TV divulgar essas pesquisas, que quase 
sempre as incriminam como responsáveis pela multiplicação da violência 
social. 
 Na alternativa (E), a forma correta é “provêm”, pois o contexto pede o 
verbo derivado de “provir” no presente do indicativo. A forma “proveem”, a 
qual já perdeu o acento gráfico com a reforma ortográfica, é do verbo 
“prover”. Compare a conjugação de prover e provir, no esquema 
anteriormente colocado. 
 O verbo “sanear” está na regra dos terminados em “ear”, como 
“nomear”, conjugado anteriormente. Compare! Ele só admite a semivogal “i” 
no radical, em algumas pessoas do presente do indicativo (saneio, saneias, 
saneia, saneiam) e imperativos (saneia tu, saneie você, saneiam vocês; não 
saneies tu, não saneie você, não saneiem vocês). Como este verbo se 
encontra no pretérito imperfeito do subjuntivo, não pode haver esta semivogal 
no radical. 
 Se as violências que provêm do hábito de assistir à TV se saneassem 
por conta de alguma regulamentação governamental, seria o caso de pedir 
providências às autoridades. 
Gabarito: C 
 
 
Questão 21: TRT 9ªR - 2010 Analista 
Estão corretamente empregadas e flexionadas todas as formas verbais da 
frase: 
(A) Se não intervirmos no mundo em que vivemos, para garantir seu 
equilíbrio, talvez nem mesmo Deus se interesse por nos favorecer. 
(B) Se a religião não se dispor a refazer os cálculos, o número de 7.000 anos 
que ela impele ao mundo parecerá cada vez mais absurdo. 
(C) Se os crentes requisessem e obtivessem a presença de Deus como prova 
de sua existência, os cientistas passariam a examiná-lo. 
(D) Mesmo que todos os religiosos conviessem quanto à existência de um 
único Deus, ainda assim pouco teria este a inspirar os cientistas. 
(E) Mesmo que todos os cientistas fossem agnósticos, e se detessem no 
caminho exclusivo da ciência, a dúvida acabaria por assaltar alguns. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que os verbos negritados e sublinhados foram corrigidos e os outros 
serão apenas sublinhados: 
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(A): Se não interviermos no mundo em que vivemos, para garantir seu 
equilíbrio, talvez nem mesmo Deus se interesse por nos favorecer. (correlação 
1: também cabe a forma no futuro “interessará”) 
(B): Se a religião não se dispuser a refazer os cálculos, o número de 7.000 
anos que ela impele ao mundo parecerá cadavez mais absurdo. (Correlação 
1. Verbo “dispor” é derivado de “pôr”.) 
(C): Se os crentes requeressem e obtivessem a presença de Deus como 
prova de sua existência, os cientistas passariam a examiná-lo. 
(Correlação 2. Verbo “requeressem” é regular. Diferencie de “querer”.) 
(D) é a correta: 
Mesmo que todos os religiosos conviessem quanto à existência de um único 
Deus, ainda assim pouco teria este a inspirar os cientistas. (correlação 2) 
(E): Mesmo que todos os cientistas fossem agnósticos, e se detivessem no 
caminho exclusivo da ciência, a dúvida acabaria por assaltar alguns. 
(correlação 2) 
Gabarito: D 
 
Questão 22: Bahia Gás - 2010 Analista 
Está correta a flexão verbal, bem como adequada a correlação entre os 
tempos e os modos na frase: 
(A) Zeus teria irritado-se com a ousadia de Prometeu e o havia condenado a 
estar acorrentado ao monte Cáucaso. 
(B) Seu sofrimento teria durado várias eras, até que Hércules intercedera, 
compadecido que ficou. 
(C) O sofrimento de Prometeu duraria várias eras ainda, não viesse Hércules 
a abater a águia e livrá-lo do suplício. 
(D) Irritado com a ousadia que Prometeu cometesse, Zeus o teria condenado 
e acorrentado ao monte Cáucaso. 
(E) Prometeu haveria de sofrer por várias eras, quando Hércules o livrara do 
suplício, e abateu a águia. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
 Na alternativa (A), o verbo “teria” (futuro do pretérito do indicativo) 
correlaciona-se com “condenou” (pretérito perfeito do indicativo). A forma 
“Havia condenado” é o pretérito mais-que-perfeito do indicativo composto que 
indicaria o passado do passado, mas não foi isso que ocorreu. Houve uma 
hipótese (teria), e um resultado desse processo é a condenação (que 
certamente ocorreu depois da irritação). A banca não pediu erro de colocação 
pronominal, mas corrigimos o pronome “se” deixando-o entre os verbos. O 
ideal seria o verbo “ficar” no lugar de “estar”, mas não é erro. 
 Zeus teria se irritado com a ousadia de Prometeu e o condenou a estar 
acorrentado ao monte Cáucaso. 
 Na alternativa (B), houve a correlação da mesma forma que a letra (A). 
Houve uma suposição no passado e algo como resultado (interceder), o que 
não pode ser transmitido com o pretérito mais-que-perfeito, mas com o 
pretérito perfeito do indicativo. 
 Seu sofrimento teria durado várias eras, até que Hércules intercedeu, 
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compadecido que ficou. 
 A alternativa (C) é a correta. Lembre-se da correlação nº 2: 
 O sofrimento de Prometeu duraria várias eras ainda, não viesse Hércules 
a abater a águia e livrá-lo do suplício. 
 Na alternativa (D), o pretérito imperfeito do subjuntivo “cometesse” 
transmite dúvida e não foi que o contexto mostrou. Na realidade, Prometeu 
cometeu ousadia num momento passado antes da condenação e do 
acorrentamento, por isso o ideal seria o pretérito mais-que-perfeito 
(cometera) e os outros dois verbos no pretérito perfeito do indicativo, 
transmitindo certeza. 
 Irritado com a ousadia que Prometeu cometera, Zeus o condenou e 
acorrentou ao monte Cáucaso. 
 Na alternativa (E), novamente o futuro do pretérito do indicativo 
(haveria) mostra um transcurso de um processo no futuro de um passado e, 
depois desse processo, cabem os verbos no pretérito perfeito do indicativo 
(livrou, abateu) 
 Prometeu haveria de sofrer por várias eras, quando Hércules o livrou do 
suplício, e abateu a águia. 
Gabarito: C 
 
Questão 23: TCE MG - 2007 Superior 
Todos os verbos estão corretamente empregados e flexionados na frase: 
(A) Se eu voltar à mesma escola e os alunos proporem as mesmas perguntas, 
os debates não deixarão de ter o mesmo calor da primeira vez. 
(B) Se o autor do texto não retesse o mesmo entusiasmo de menino pelas 
perguntas, não haveria todo aquele magnetismo durante o colóquio. 
(C) Ao autor aprouve suspender a palestra convencional e deter-se nas 
perguntas fundamentais que as crianças lhe propuseram. 
(D) Imergia das questões formuladas aquela vitalidade própria das crianças 
que não se resiguinam à passividade diante dos mistérios do mundo. 
(E) Seria interessante que os cientistas convissem em que é fundamental não 
perder o contato com a curiosidade que se constitue ainda na infância. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Não há 
desvio de correlação. Você notará que o verbo negritado foi corrigido e os 
outros serão apenas sublinhados: 
(A): Se eu voltar à mesma escola e os alunos propuserem as mesmas 
perguntas, os debates não deixarão de ter o mesmo calor da primeira vez. 
(B): Se o autor do texto não retivesse o mesmo entusiasmo de menino pelas 
perguntas, não haveria todo aquele magnetismo durante o colóquio. 
 A alternativa (C) é a correta, pois a flexão de “aprazer” no pretérito 
perfeito do indicativo é “aprouve” (confira na conjugação deste verbo). Quanto 
à correlação, os verbos “aprouve” e “propuseram” estão no mesmo tempo 
verbal. Veja que os verbos “suspender” e “deter-se” estão no infinitivo, 
corretamente empregados (suspender ... e deter-se ... aprouve ao autor). 
Ao autor aprouve suspender a palestra convencional e deter-se nas perguntas 
fundamentais que as crianças lhe propuseram. 
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 Na alternativa (D), lembre-se de que o verbo “resignar” tem o “g” mudo 
no radical. A sua conjugação é regular, então não podemos inserir o “ui”. Veja 
a conjugação do verbo “impugnar”. É a mesma para “resignar”. Perceba 
novamente o verbo “imergir”. Na realidade, devemos entender que algo sai 
daquelas questões, por isso o verbo correto é: “Emergia”. 
Emergia das questões formuladas aquela vitalidade própria das crianças que 
não se resignam à passividade diante dos mistérios do mundo. 
(E): Seria interessante que os cientistas conviessem em que é fundamental 
não perder o contato com a curiosidade que se constitui ainda na infância. 
Gabarito: C 
 
Questão 24: TRT 24ªR - 2006 Analista 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com as 
instituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício 
próprio. 
(B) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aos 
públicos, devem prevalecer estes, e não aqueles. 
(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos, nenhuma 
sociedade conheceria um momento sequer de estabilização. 
(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituições corrompidas, 
a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. 
(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados 
haveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desavieram com as 
instituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício próprio. 
(“desavir” é derivado de “vir”) 
A alternativa (B) é a correta. Note que “contrapor” é derivado de “pôr”: 
Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aos 
públicos, devem prevalecer estes, e não aqueles. 
(C) Caso não detivéssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos, 
nenhuma sociedade conheceria um momento sequer de estabilização. (“deter” 
é derivado de “ter”) 
(D) Quando os estados nacionais não intervêm nas instituições corrompidas, 
a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. (“intervir” é derivado de 
“vir”) 
(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados 
haveriam de lutar, estaríamos hoje numa sociedade maisjusta. (Correlação 
2, por isso o futuro do pretérito: “haveriam”.) 
Gabarito: B 
 
Questão 25: TRF 1ªR - 2006 Analista 
Estão corretos o emprego e a flexão dos verbos na frase: 
(A) A polêmica que o editorial tinha aceso entre os latino-americanos também 
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acerrou os ânimos de intelectuais progressistas europeus. 
(B) Atitudes colonialistas costumam insulflar ressentimentos entre os povos 
que buscam imergir de suas fundas penúrias. 
(C) A revista The Lancer descriminou os cubanos, tratando-os como bem lhe 
aprouveu. 
(D) Se os cubanos interviessem em outros países do modo como já 
intervieram as grandes potências, seriam duramente rechaçados. 
(E) Que ninguém se surprenda se os cubanos recomporem seu estilo de vida, 
após uma eventual ruptura política. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
 Na alternativa (A), veja que a locução verbal deve ser “tinha acendido”. 
Lembre do que falamos sobre os particípios abundantes. Eles são regulares 
com os verbos “ter” e “haver” (tinha acendido). Com os verbos “ser” e “estar” 
o particípio seria irregular (estar aceso). Note que não existe o verbo “acerrar” 
e sim “acirrar”. 
A polêmica que o editorial tinha acendido entre os latino-americanos também 
acirrou os ânimos de intelectuais progressistas europeus. 
 Na alternativa (B), note que o verbo “insuflar” não possui “l” antes do 
“f”. Novamente está sendo cobrado o verbo “imergir”. O contexto pede 
“emergir” (sair/emergir de: note a preposição “de”, que já nos dá a dica) 
Atitudes colonialistas costumam insuflar ressentimentos entre os povos que 
buscam emergir de suas fundas penúrias. 
 Na alternativa (C), “descriminar” significa “absolver”. Isso não cabe no 
contexto. O texto fala da “discriminação”, então o correto é “discriminou”. 
Note que o verbo “aprouve” é pretérito perfeito do verbo “aprazer”. 
A revista The Lancer discriminou os cubanos, tratando-os como bem lhe 
aprouve. 
 A alternativa (D) é a correta. Note os verbos derivados de “vir”. 
Se os cubanos interviessem em outros países do modo como já intervieram as 
grandes potências, seriam duramente rechaçados. 
 Na alternativa (E), o verbo “surpreender” possui duas vogais “e” no 
radical. Essas vogais não se perdem no presente do subjuntivo. O verbo 
“recompor” é derivado de “pôr”. 
 Que ninguém se surpreenda se os cubanos recompuserem seu estilo de 
vida, após uma eventual ruptura política. 
Gabarito: D 
 
Questão 26: TRF 3ªR - 2007 Analista 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas no contexto da 
seguinte frase: 
(A) Se não nos entretermos com as ficções de nossas telas, dizem algumas 
pessoas, com que se preencherá nosso tempo ocioso? 
(B) Quando finalmente convirmos em que os sonhos são estimulantes e 
necessários, a eles recorreremos para combater nosso excessivo 
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pragmatismo. 
(C) Já que aos adolescentes de ontem aprouve cultivar tantos sonhos, por 
que os de hoje terão abdicado do direito a todos os devaneios? 
(D) Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações, 
teríamos mais tempo para criar nossas próprias fantasias. 
(E) As sucessivas gerações já muito se contradizeram, por força da 
diversidade de seus sonhos, ao passo que a de hoje parece ter renunciado 
a todos eles. 
Comentário: Abaixo será destacada a flexão verbal já com correção. Você 
notará que o verbo negritado e sublinhado foi corrigido e os outros serão 
apenas sublinhados. 
(A) Se não nos entretivermos com as ficções de nossas telas, dizem algumas 
pessoas, com que se preencherá nosso tempo ocioso? (derivado de “ter”) 
(B) Quando finalmente conviermos em que os sonhos são estimulantes e 
necessários, a eles recorreremos para combater nosso excessivo 
pragmatismo. (derivado de “vir”) 
A alternativa (C) é a correta. O verbo “aprouve” é o pretérito perfeito do 
indicativo do verbo “aprazer”. 
Já que aos adolescentes de ontem aprouve cultivar tantos sonhos, por que os 
de hoje terão abdicado do direito a todos os devaneios? 
(D) Se as ficções não nos provessem de tantas imagens e informações, 
teríamos mais tempo para criar nossas próprias fantasias. (derivado de “prover”) 
(E) As sucessivas gerações já muito se contradisseram, por força da 
diversidade de seus sonhos, ao passo que a de hoje parece ter renunciado a 
todos eles. (derivado de “dizer”) 
Gabarito: C 
 
Questão 27: TRT 9ª R – 2013 – Técnico Judiciário – Área Administrativa 
esta vida é uma viagem / pena eu estar / só de passagem 
O segmento em destaque nos versos acima transcritos equivale a: que eu 
(A) estivera. 
(B) esteja. 
(C) estaria. 
(D) estivesse. 
(E) estava. 
Comentário: A conjunção “que” força que o verbo se flexione em modo e 
tempo verbal. Como a primeira oração apresenta o tempo presente do 
indicativo “é”, o infinitivo “estar” deve se flexionar no presente do subjuntivo 
(esteja). Assim, a alternativa correta é a (B). Veja: 
esta vida é uma viagem / pena que eu esteja / só de passagem 
Gabarito: B 
 
Questões cumulativas de revisão 
Como avisado na aula demonstrativa, neste espaço, serão 
disponibilizadas algumas questões com assuntos acumulados das aulas 
anteriores. 
 
 
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Questão 28: TJ PI Analista 2010 
Enquanto isso, Karzai falava que os serviços de inteligência... 
A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado 
acima é: 
(A) Não sabia o coronel Vician que, imediatamente, Stada... 
(B) Durante oito dias, os funcionários da Emergency ficaram incomunicáveis. 
(C) O flagrante preparado consistiu numa blitz em sala da administração... 
(D) O móvel dessa urdidura remonta a março de 2007... 
(E) A ligação completou-se com um soldado britânico... 
Comentário: O verbo “falava” possui a desinência modo-temporal de 
primeira conjugação “-va” e isso nos mostra o tempo pretérito imperfeito do 
indicativo. O verbo “sabia” encontra-se com a desinência modo-temporal de 
segunda conjugação “-ia”, por isso também está no pretérito imperfeito do 
indicativo. Veja os outros verbos: “ficaram”, “consistiu” e “completou” 
(pretérito perfeito do indicativo) e “remonta” (presente do indicativo). 
Gabarito: A 
 
Questão 29: TRE RN 2011 Técnico 
Na frase “... como fazia em noites de trovoadas.”, o verbo flexionado nos 
mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em: 
(A) Ao ouvir as notícias... 
(B) ... D. João embarcou na carruagem... 
(C) ... que passara a madrugada... 
(D) ... bastaram algumas semanas... 
(E) ... que o aguardava... 
Comentário: O verbo “fazia” possui a desinência modo-temporal de segunda 
conjugação “-ia” e isso nos mostra o tempo pretérito imperfeito do indicativo. 
O verbo “aguardava” encontra-se com a desinência modo-temporal de 
primeira conjugação “-va”, por isso também está no pretérito imperfeito do 
indicativo. Veja os outros verbos: “ouvir” (infinitivo), “embarcou” (pretérito 
perfeito do indicativo), “passara” (pretérito mais-que-perfeito do indicativo), 
“bastaram” (pretérito perfeito do indicativo). 
Gabarito: E 
 
Questão 30: TRT 18ª R 2008 - Analista 
É importante que você possa contar com minha amizade; confie nela, que eu 
não o decepcionarei. 
(A) tu possas - confies - te 
(B) Vossa Excelência podeis - confiei - vos 
(C) tu possas - confia - te 
(D) vós possais - confiem - vos 
(E) Sua Senhoria podeis - confiai - vos 
Comentário: Para melhor visualização da questão, vamos articular a frase 
com os pronomes de segunda pessoa do singular (tu) e do plural (vós) e de 
terceira pessoa do singular (você) e do plural(vocês). Não cabe neste 
contexto o pronome “nós”. Veja também que o pronome de tratamento 
“Vossa Excelência” se encaixa ao pronome de terceira pessoa do singular. 
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Tu: É importante que tu possas contar com minha amizade; confia nela; que 
eu não te decepcionarei. 
Você: É importante que você possa contar com minha amizade; confie nela; 
que eu não o decepcionarei. 
Vossa Excelência: É importante que Vossa Excelência possa contar com 
minha amizade; confie nela; que eu não o decepcionarei. 
Vós: É importante que vós possais contar com minha amizade; confiai nela; 
que eu não vos decepcionarei. 
Vocês: É importante que vocês possam contar com minha amizade; 
confiem nela; que eu não os decepcionarei. 
 Compare as flexões dos verbos no imperativo afirmativo com a estrutura 
anteriormente colocada na teoria. 
Gabarito: C 
 
O que devo tomar nota como mais importante? 
 
1. Saber flexionar os verbos derivados de “ter”, “ver”, “vir” e “pôr”. 
 
2. Saber diferenciar a conjugação de “prever” (igual a “ver”), “provir” (igual a 
“vir”) e “prover” (igual a “ver”, mas no pretérito perfeito do indicativo e seus 
tempos derivados, conjuga-se regularmente) 
 
3. Atentar-se quanto à flexão do presente do subjuntivo, o qual é gerado a 
partir da primeira pessoa do presente do indicativo. É só acompanhar a 
“seta” no esquema mostrado na aula. 
 
4. Atentar-se quanto à flexão dos tempos pretérito mais-que-perfeito do 
indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo. Todos eles 
são gerados a partir da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo. 
 
Grande abraço!!! 
Professor Terror 
 
Lista de questões 
Questão 1: SPPREV 2012 Analista em Gestão Previdenciária 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: 
(A) Certamente muitas das dúvidas que acabaram por colocar em xeque a 
objetividade científica proviram do convívio mais intenso de alguns 
cientistas com a arte. 
(B) Grandes cientistas foram os que sempre obstaram a que prevalecessem 
os preconceitos subjacentes a procedimentos científicos supostamente 
imparciais. 
(C) O artista que se dispor a conhecer um pouco mais da ciência poderá 
também ver surgir os reflexos positivos desse conhecimento nas obras 
que vier a criar. 
(D) No dia em que revermos nossos conceitos sobre a arte e a ciência, bem 
como melhor compreendermos as suas afinidades, nós só teremos a 
ganhar. 
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(E) Quantas vezes já não se deteram os cientistas na discussão sobre a 
parcela de objetividade que realmente caberia atribuir aos métodos 
científicos? 
 
Questão 2: TCE AM 2012 Analista de Controle Externo 
Está correta a flexão de todas as formas verbais em: 
(A) Se não deterem a escalada da censura moralista, os Estados Unidos 
tornar-se-ão um país cada vez mais problemático em sua falsa ortodoxia 
de valores. 
(B) Quando todos convirmos em que é necessária uma linha divisória entre a 
moral pública e a privada, nossos valores terão maior legitimidade. 
(C) Toda promessa hipócrita que advir de uma falsa moralidade deverá ser 
denunciada pelos eleitores, para que se eleve o nível das campanhas 
eleitorais. 
(D) Os candidatos sempre se entreteram com os números das campanhas, 
sem atinar com a qualidade das teses e a possibilidade de cumprimento 
das promessas. 
(E) Quando revirmos os valores morais que sempre costumamos defender, 
dar-nos-emos conta de quantos deles não deveriam merecer nosso 
crédito. 
 
Questão 3: Assembleia Legislativa 2010 - Agente 
Os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase: 
(A) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a região, os responsáveis 
propuseram a liberação dos recursos necessários para sua reconstrução. 
(B) Em vários países, autoridades se disporam a elaborar projetos que 
prevessem a exploração sustentável do meio ambiente. 
(C) Os consumidores se absteram de comprar produtos de empresas que não 
consideram a sustentabilidade do planeta. 
(D) A constatação de que a vida humana estaria comprometida deteu a 
exploração descontrolada daquela área de mata nativa. 
(E) Com a alteração climática sobreviu o excesso de chuvas que destruiu 
cidades inteiras com os alagamentos. 
 
Questão 4: TRE SE - 2007 - Técnico 
O verbo corretamente flexionado está grifado na frase: 
(A) Proporam-se medidas de caráter emergencial para controle das emissões 
de gases poluentes na atmosfera. 
(B) Medidas de controle da poluição atmosférica foram tomadas pelos 
especialistas, para satisfazerem exigências legais. 
(C) Diante do rompimento da tubulação de esgotos, as autoridades preveram 
um surto de moléstias infecciosas na região. 
(D) A chuva excessiva fez transbordar o córrego, de onde adviram inundações 
e mortes com o alagamento da área urbana. 
(E) Especialistas ateram-se à observação de certos fenômenos climáticos para 
chegar à iminência de catástrofes em algumas regiões do planeta. 
 
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Questão 5: Assembleia Legislativa 2010 - Agente 
Estão corretos o emprego e a forma dos verbos na frase: 
(A) Ainda que retêssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças não 
tardariam a incorrer em nossa consciência. 
(B) Se a adolescência nos provisse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. 
(C) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, 
caber-lhe-á algo melhor que o temor do futuro? 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervir na conduta de um 
jovem desorientado para tentar ratificar o rumo de sua vida. 
(E) Sempre conviu ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
 
Questão 6: TRT 13ªR - 2005 Analista 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detera o monopólio do coração. 
(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlos 
de animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho. 
(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões em 
que todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. 
(D) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhas 
eleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância na 
argumentação. 
(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera de 
argumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo. 
 
Questão 7: TRT 11ªR - 2005 Analista 
Estão corretos o emprego e a forma dos verbos na frase: 
(A) Ainda que retêssemos apenas lembranças felizes, as más lembranças não 
tardariam a incorrer em nossa consciência. 
(B) Se a adolescência nos provisse apenas de momentos felizes, a ninguém 
conviria esperar pelos bons momentos da velhice. 
(C)) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo tempo que já passou, 
caber-lhe-á algo melhor que o temor do futuro? 
(D) Costuma ser repelido o adulto experiente que intervir na conduta de um 
jovem desorientado para tentar ratificar o rumo de sua vida. 
(E) Sempre conviu ao homem primitivo orientar-se pela sabedoria dos 
anciãos, ao passo que hoje poucos idosos conseguem fazer-se ouvido. 
 
Questão 8: TJ PI 2010 Analista 
Todos os verbos estão corretamente flexionados na frase: 
(A) Aqueles que preveram dificuldades trazidas pela globalização devem 
reconhecer que ela trouxe também alguns benefícios. 
(B) Alguns especialistas crêm na redução dos bolsões de pobreza no país, pois 
boa parte da população brasileira obteu mais renda. 
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(C) Pesquisas feitas sobre a distribuição de renda indicam ter havido redução 
das desigualdades, fato que constitui motivo de comemoração. 
(D) O governo de muitos países interviu na economia para controlar os maus 
resultados trazidos ao comércio pela crise mundial. 
(E) Para que se mantessem os níveis sustentáveis de consumo, seria preciso 
garantir renda suficiente às famílias de classe média. 
Questão 9: TRF 5ª R 2012 Técnico Judiciário 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: 
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel sem preconceitos, as 
pessoas não serão capazes de fruir dessas criações poéticas tão originais. 
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atribuído à arte erudita, 
o cordel vem sendo estudado hoje nas melhores universidades do país. 
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a situação dos 
cordelistas não mudaria a não ser que eles mesmos requizessem o 
respeito que faziam por merecer. 
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e a pouca visibilidade 
dessa arte popular tão rica só pode ser resultado do puro e simples 
desconhecimento. 
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os problemas dos cordelistas 
estavam diretamente ligados à falta de representatividade. 
 
Questão 10: TJ RJ 2012 Técnico de Atividade Judiciária 
Está adequada a flexão de todos os verbos da frase: 
(A) É possível que ele requera imediatamente sua aposentadoria; otimista, 
espera que o pedido não lhe seja denegado. 
(B) O autor estaria disposto a trabalhar no que lhe conviesse, depois de 
aposentado, para assim imunizar-se contra os males do ócio. 
(C) Se o autor manter com disciplina o cômputo diário do que resta para 
aposentar-se, fará contas pelos próximos seis meses e 28 dias. 
(D) Se nos propormos a trabalhar depois de aposentados, evitaremos os males 
que costumam acometer os ociosos. 
(E) Os que haverem de se aposentar proximamente serão submissos a uma 
averiguação, a fim de serem saldadas as dívidas pendentes. 
 
Questão 11: TST 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa 
A flexão de todas as formas verbais está plenamente adequada na frase: 
(A) Os que virem a desrespeitar quem não tem fé deverão merecer o repúdio 
público de todos os homens de bem. 
(B) Deixar de professar uma fé não constitue delito algum, ao contrário do 
que julgam os fanáticos de sempre. 
(C) Ninguém quererá condenar um ateu que se imbui do valor da ética e da 
moral no convívio com seus semelhantes. 
(D) Se não nos dispormos a praticar a tolerância, que razão teremos para nos 
vangloriarmos de nossa fé religiosa? 
(E) Quem requiser respeito para a fé que professa deve dispor-se a respeitar 
quem não adotou uma religião. 
 
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Questão 12: TRF 2ªR 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa 
O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão corretos em: 
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não 
requiseram mais do que o esquecimento e a passagem do tempo. 
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um 
segundo plano, eis que ela imerge do esquecimento, em 1974. 
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de 
Paraty, até que, a partir de 1855, sobreviram longos anos de 
esquecimento. 
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, 
para que a cidade não sucumba aos atropelos do turismo selvagem. 
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, agora em 
definitivo, o prestígio de um polo turístico de inegável valor histórico. 
 
Questão 13: Polícia Civil MA - 2006 - Agente 
O verbo corretamente flexionado está grifado na frase: 
(A) As tropas americanas não conteram os ataques da população enfurecida à 
Biblioteca Nacional. 
(B) Saqueadores de museus contrabandeiam obras de raro valor arqueológico 
no mercado internacional. 
(C) Nazistas se proporam a destruir, em enormes fogueiras, livros 
considerados perigosos na Alemanha. 
(D) O problema que sobreviu à invasão americana no Iraque foi a destruição 
de peças arqueológicas raríssimas. 
(E) Os invasores do Iraque não antevieram as funestas consequências dos 
saques, como o contrabando de obras valiosas. 
 
Questão 14: TRT 2ªR 2008 Analista 
Todas as formas verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na 
frase: 
(A) Não há nada que impela mais ao registro confessional da linguagem do 
que uma vocação poética essencialmente lírica. 
(B) O juiz disse ao amigo que lhe convira frequentar as duas linguagens, a 
poética e a jurídica. 
(C) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que 
adviesse da formação profissional do amigo. 
(D) O juiz lembrou ao amigo que o ofício de poeta não destitue de 
objetividade o ofício de julgar. 
(E) Nem bem se detera na leitura dos poemas do amigo e já percebera que 
se tratava de uma linguagem muito depurada. 
 
Questão 15: TRT 9ª R – 2013 – Analista Judiciário 
A frase em que todos os verbos estão corretamente flexionados é: 
(A) Quem se dispor a ler a obra seminal de Hobsbawm sobre as revoluções 
do final do século XVIII à primeira metade do XIX jamais protestará 
contra o tempo gasto e o esforço despendido. 
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(B) As reflexões sobre a Revolução Francesa de 1789 requerem muito 
cuidado para que não se perca de vista a complexidade que as afirmações 
categóricas tendem a desconsiderar. 
(C) Os revolucionários de 1789 talvez não prevessem, ou sequer 
imaginassem, o impacto que o movimento iniciado na França teria na 
história de praticamente toda a humanidade. 
(D) Se as pessoas não se desfazerem da imagem que cultivam de Napoleão, 
nunca deixarão de acreditar que o talento pessoal é o principal ou mesmo 
o único requisito para a obtenção do sucesso. 
(E) Quando se pensa na história universal, nada parece tão disseminado no 
imaginário popular, sobretudo no ocidente, do que as imagens que 
adviram da Revolução Francesa de 1789. 
 
Questão 16: BB 2012 Engenheiro de Segurança 
Façamo-nos videntes: olhemos devagar para a cor das paredes. 
A frase acima permanecerá correta caso se substituam as formas sublinhadas 
por: 
(A) Faça-se vidente - olha 
(B) Faz-te vidente - olha 
(C) Fazei-vos videntes - olheis 
(D) Façam-se videntes - olhai 
(E) Faça-te vidente - olhes 
 
Questão 17: DNOCS 2010 Superior 
É preciso corrigir uma forma verbal flexionada na frase: 
(A) O e-mail interveio de tal forma em nossa vida que ninguém imagina viver 
sem se valer dele a todo momento. 
(B) Se uma mensagem eletrônica contiver algum vírus, o usuário incauto será 
prejudicado, ao abri-la. 
(C) Caso não nos disponhamos a receber todo e qualquer e-mail, será preciso 
que nos munamos de algum filtro oferecido pela Internet. 
(D) Se uma mensagem provier de um desconhecido, será preciso submetê-la 
a um antivírus específico. 
(E) Ele se precaveio e instalou em seu computador um poderoso antivírus, 
para evitar que algum e-mail o contaminasse. 
 
Questão 18: TCE PB - 2006 Assistente Jurídico 
Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase: 
(A) Conviu ao comitê do Nobel que se premiasse o escritor turco. 
(B) Muito do que advir de uma premiação do Nobel obterá imediato sentido 
político. 
(C) É preciso que se abula a pena de morte, que se pune de outra forma. 
(D) Os turcos reaverão sua auto-estima quando convierem em apurar todos 
os fatos. 
(E) Enquanto um povo não reaver sua dignidade, prosseguirá refém de seu 
passado. 
 
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Questão 19: MPE SE 2010 Superior 
Está apropriado o emprego e correta a flexão de todos os verbos na frase: 
(A) Tínhamos ganho vários presentes, e eu já tinha eleito o meu favorito: um 
belo helicóptero, que deporam junto à árvore de Natal. 
(B) O helicóptero alçava o ar pela força dos meus braços, sem que intervisse 
qualquer tipo de dispositivo eletrônico. 
(C) Seria preciso que eu retivesse o helicóptero em sua caixa, para que 
ninguém viesse a suspeitar do que lhe ocorrera. 
(D) Meu irmão refreiou por um momento sua curiosidade, ao passo que eu, 
como não detesse a curiosidade, passei a abrir os presentes. 
(E) Meus pais se manteram para todo o sempre à margem do que ocorrera 
com meu helicóptero e do pequeno ardil que lhes impigira. 
 
Questão 20: TJ PE 2007 Analista 
Estão adequados o emprego e a flexão de todas formas verbais na frase: 
(A) Se as pesquisas bem realizadas sempre intervissem no comportamento 
das pessoas, o estudo ao qual se aplicou Johnson teria algum efeito sobre 
o público. 
(B) Imergem da pesquisa de Johnson alguns dados reveladores quanto à ação 
da TV sobre nós, mas é possível que outros fatores hajam de modo 
determinante sobre o nosso comportamento. 
(C) Quem revir as várias pesquisas sobre a relação entre TV e 
comportamento haverá de se deparar com resultados que talvez 
constituam motivo para algum alarme. 
(D) Jamais conviu às emissoras de TV divulgar essas pesquisas, que quase 
sempre as encriminam como responsáveis pela multiplicação da violência 
social. 
(E) Se as violências que provêem do hábito de assistir à TV se saneiassem 
por conta de alguma regulamentação governamental, seria o caso de 
pedir providências às autoridades. 
 
Questão 21: TRT 9ªR - 2010 Analista 
Estão corretamente empregadas e flexionadas todas as formas verbais da 
frase: 
(A) Se não intervirmos no mundo em que vivemos, para garantir seu 
equilíbrio, talvez nem mesmo Deus se interesse por nos favorecer. 
(B) Se a religião não se dispor a refazer os cálculos, o número de 7.000 anos 
que ela impele ao mundo parecerá cada vez mais absurdo. 
(C) Se os crentes requisessem e obtivessem a presença de Deus como prova 
de sua existência, os cientistas passariam a examiná-lo. 
(D) Mesmo que todos os religiosos conviessem quanto à existência de um 
único Deus, ainda assim pouco teria este a inspirar os cientistas. 
(E) Mesmo que todos os cientistas fossem agnósticos, e se detessem no 
caminho exclusivo da ciência, a dúvida acabaria por assaltar alguns. 
 
 
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Questão 22: Bahia Gás - 2010 Analista 
Está correta a flexão verbal, bem como adequada a correlação entre os 
tempos e os modos na frase: 
(A) Zeus teria irritado-se com a ousadia de Prometeu e o havia condenado a 
estar acorrentado ao monte Cáucaso. 
(B) Seu sofrimento teria durado várias eras, até que Hércules intercedera, 
compadecido que ficou. 
(C) O sofrimento de Prometeu duraria várias eras ainda, não viesse Hércules 
a abater a águia e livrá-lo do suplício. 
(D) Irritado com a ousadia que Prometeu cometesse, Zeus o teria condenado 
e acorrentado ao monte Cáucaso. 
(E) Prometeu haveria de sofrer por várias eras, quando Hércules o livrara do 
suplício, e abateu a águia. 
 
Questão 23: TCE MG - 2007 Superior 
Todos os verbos estão corretamente empregados e flexionados na frase: 
(A) Se eu voltar à mesma escola e os alunos proporem as mesmas perguntas, 
os debates não deixarão de ter o mesmo calor da primeira vez. 
(B) Se o autor do texto não retesse o mesmo entusiasmo de menino pelas 
perguntas, não haveria todo aquele magnetismo durante o colóquio. 
(C) Ao autor aprouve suspender a palestra convencional e deter-se nas 
perguntas fundamentais que as crianças lhe propuseram. 
(D) Imergia das questões formuladas aquela vitalidade própria das crianças 
que não se resiguinam à passividade diante dos mistérios do mundo. 
(E) Seria interessante que os cientistas convissem em que é fundamental não 
perder o contato com a curiosidade que se constitue ainda na infância. 
 
Questão 24: TRT 24ªR - 2006 Analista 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com as 
instituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício 
próprio. 
(B) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aos 
públicos, devem prevalecer estes, e não aqueles. 
(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos, nenhuma 
sociedade conheceria um momento sequer de estabilização. 
(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituições corrompidas, 
a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. 
(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados 
haveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa. 
 
Questão 25: TRF 1ªR - 2006 Analista 
Estão corretos o emprego e a flexão dos verbos na frase: 
(A) A polêmica que o editorial tinha aceso entre os latino-americanos também 
acerrou os ânimos de intelectuais progressistas europeus. 
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(B) Atitudes colonialistas costumam insulflar ressentimentos entre os povos 
que buscam imergir de suas fundas penúrias. 
(C) A revista The Lancer descriminou os cubanos, tratando-os como bem lhe 
aprouveu. 
(D) Se os cubanos interviessem em outros países do modo como já 
intervieram as grandes potências, seriam duramente rechaçados. 
(E) Que ninguém se surprenda se os cubanos recomporem seu estilo de vida, 
após uma eventual ruptura política. 
 
 
Questão 26: TRF 3ªR - 2007 Analista 
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas no contexto da 
seguinte frase: 
(A) Se não nos entretermos com as ficções de nossas telas, dizem algumas 
pessoas, com que se preencherá nosso tempo ocioso? 
(B) Quando finalmente convirmos em que os sonhos são estimulantes e 
necessários, a eles recorreremos para combater nosso excessivo 
pragmatismo. 
(C) Já que aos adolescentes de ontem aprouve cultivar tantos sonhos, por 
que os de hoje terão abdicado do direito a todos os devaneios? 
(D) Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações, 
teríamos mais tempo para criar nossas próprias fantasias. 
(E) As sucessivas gerações já muito se contradizeram, por força da 
diversidade de seus sonhos, ao passo que a de hoje parece ter renunciado 
a todos eles. 
 
Questão 27: TRT 9ª R – 2013 – Técnico Judiciário – Área Administrativa 
esta vida é uma viagem / pena eu estar / só de passagem 
O segmento em destaque nos versos acima transcritos equivale a: que eu 
(A) estivera. 
(B) esteja. 
(C) estaria. 
(D) estivesse. 
(E) estava. 
 
Questão 28: TJ PI Analista 2010 
Enquanto isso, Karzai falava que os serviços de inteligência... 
A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado 
acima é: 
(A) Não sabia o coronel Vician que, imediatamente, Stada... 
(B) Durante oito dias, os funcionários da Emergency ficaram incomunicáveis. 
(C) O flagrante preparado consistiu numa blitz em sala da administração... 
(D) O móvel dessa urdidura remonta a março de 2007... 
(E) A ligação completou-se com um soldado britânico... 
 
 
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Questão 29: TRE RN 2011 Técnico 
Na frase “... como fazia em noites de trovoadas.”, o verbo flexionado nos 
mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em: 
(A) Ao ouvir as notícias... 
(B) ... D. João embarcou na carruagem... 
(C) ... que passara a madrugada... 
(D) ... bastaram algumas semanas... 
(E) ... que o aguardava... 
 
 
Questão 30: TRT 18ª R 2008 - Analista 
É importante que você possa contar com minha amizade; confie nela, que eunão o decepcionarei. 
(A) tu possas - confies - te 
(B) Vossa Excelência podeis - confiei - vos 
(C) tu possas - confia - te 
(D) vós possais - confiem - vos 
(E) Sua Senhoria podeis - confiai - vos 
 
 
GABARITO 
 
1 B 2 E 3 A 4 B 5 C 6 D 7 C 8 C 9 B 10 B 
11 C 12 D 13 B 14 C 15 B 16 B 17 E 18 D 19 C 20 C 
21 D 22 C 23 C 24 B 25 D 26 C 27 B 28 A 29 E 30 C

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