Prévia do material em texto
TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA TRANSIÇÃO Agricultura Sustentável ou de Base Ecológica “Passagem de um estado de coisas para outro diferente” Transição: do que e para onde? Agricultura Convencional “ Aquela que reconhece a natureza sistêmica da produção de alimentos , forragens e fibras, equilibrando, com equidade, preocupações relacionadas à saúde ambiental, justiça social e viabilidade econômica, entre diferentes setores da população, incluindo distintos povos e diferentes gerações ” (Gliessman, 2000). AGRICULTURA SUSTENTÁVEL Transição Agroecológica Conversão do modelo de produção agrícola convencional para estilos de agricultura mais evoluídos sob o ponto de vista da conservação dos recursos naturais (Costabeber, 2006) * Transição Agroecológica * Transição Agroecológica * Para que a Agroecologia cumpra seu papel são necessárias mudanças que fundamentem seus alicerces em uma gradual transformação das bases produtivas e sociais do uso da terra e dos recursos naturais. * ALGUMAS FONTES DE CONHECIMENTO QUE PODEM AMPARAR O PROCESSO DE TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA: a) Os conhecimentos tradicionais camponeses e indígenas de manejo dos recursos b) O aprendizado acumulado na prática recente de construção de uma grande variedade de sistemas sustentáveis em diversas condições locais do mundo. ALGUMAS FONTES DE CONHECIMENTO QUE PODEM AMPARAR O PROCESSO DE TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA: c) Pesquisa científica (solos, fisiologia, entomologia, fitopatologia e outras áreas) d) Os conhecimentos relacionados à Agroecologia, formulado por diversos autores, incluindo os fundadores das correntes clássicas e os contemporâneos TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA A Transição Agroecológica passa por diversas etapas, dentro e fora do sistema de produção, dependendo da distância em que o sistema produtivo estiver da sustentabilidade. Níveis da Transição Agroecológica TRANSIÇÃO INTERNA AO SISTEMA PRODUTIVO SUSTENTÁVEL Nível 1 - Redução e racionalização do uso de insumos externos Transicão Interna ao Sistema Produtivo Aumento da eficiencia de práticas convencionais para reduzir o uso e consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos Fonte: Gliessman (2000) Redução e Racionalizacão * Fonte: Gliessman (2000) Esta abordagem tem sido a ênfase principal de boa parte da pesquisa agrícola convencional, resultando no desenvolvimento de numerosas tecnologias e práticas agrícolas. Ex.: espaçamento e densidade ótimos, maquinaria mais aperfeiçoada, monitoramento de pragas que torne mais eficiente a aplicação de agrotóxicos... * Apesar dos esforços de aumentar a eficiência das práticas convencionais, isso não reduz os impactos negativos da agricultura convencional, não ajudam a quebrar sua dependência em relação a insumos externos. Fonte: Gliessman (2000) * TRANSIÇÃO INTERNA AO SISTEMA PRODUTIVO Nível 2 – Substituição de insumos Transição Interna ao Sistema Produtivo Substituição de insumos e práticas convencionais por insumos e práticas “alternativas”. Fonte: Gliessman (2000) Substituição * A pesquisa sobre produção orgânica e agricultura biológica enfatiza tal abordagem. Ex.: uso de cultivo de cobertura fixadores de nitrogênio, uso de agentes de controle biológico, mudança para cultivo mínimo. * A estrutura básica do agroecossistema não é muito alterada no nível 2 e muitos problemas que ocorrem nos sistemas convencionais também ocorrem nestes sistemas baseados na substituição de insumos. * TRANSIÇÃO INTERNA AO SISTEMA PRODUTIVO Nível 3 – Manejo da biodiversidade e redesenho dos sistemas produtivos Transição Interna ao Sistema Produtivo Redesenho de agroecossistemas para que funcionem com base em um novo conjunto de processos ecológicos. Fonte: Gliessman (2000) Redesenho * Neste nível, o desenho geral do sistema elimina as causas fundamentais de muitos problemas que ainda existem no nível 1 e 2. Os problemas são identificados e prevenidos através de uma abordagem de desenho e manejo internos, adequados ao tempo e ao lugar, em vez da aplicação de insumos externos. Ex.: uso de rotações, cultivo múltiplo e SAF´s. * Agroecologia (princípios e conceitos) Agricultura Sustentável Agricultura Convencional * O tempo necessário para completar o processo de conversão (transição interna) depende de: cultura ou culturas produzidas; - condições ecológicas locais; história anterior de manejo e uso de insumos. Para culturas anuais: de 3 anos Para culturas perenes e sistemas de produção animal, pode ser no mínimo 5 anos ou mais (Gliessman, 2000). * TRANSIÇÃO EXTERNA AO SISTEMA PRODUTIVO Embora as mudanças técnicas e tecnológicas sejam de grande importância, a Transição Agroecológica só poderá alcançar sua plenitude quando outras condições, externa à unidade de produção, forem estabelecidas. CONDIÇÕES EXTERNAS PARA A TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA ✔ Expansão da consciência pública; ✔ organização dos mercados e infra-estruturas; ✔ As mudanças institucionais na pesquisa, ensino e extensão; ✔ formulação de políticas públicas com enfoque agroecológico e as inovações referentes à legislação ambiental. TRANSIÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Pressupõe um processo educativo, requerendo maior tempo para transição, do que a simples aquisição e substituição de insumos; Exige maior conhecimento por parte de técnicos e agricultores (interações ecológicas, características dos agroecossistemas locais, adaptação de épocas de plantio, cultivares, etc..). TRANSIÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Diagnósticos e metodologias participativas como ferramentas de trabalho, permitindo: Conhecer o histórico das comunidades que vivem no ambiente Identificar a “lógica” de uso dos recursos naturais e os agroecossistemas resultantes TRANSIÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Pressupõe a viabilização e o fortalecimento da Agricultura Familiar - Sensibilidade social; Estratégias de Conservação dos Recursos Naturais; Processo de Ecologização não dispensa o progresso técnico e o avanço científico. (função das Universidades e centros de pesquisas) OBRIGADO!