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População de Santa Catarina

Material sobre a população de Santa Catarina: dados censitários e evolução (1872–2010), municípios mais populosos (2010), distribuição e densidade, crescimento 2000–2010, sexo, urbano/rural, regiões metropolitanas, PEA por setor (2010), expectativa de vida e estrutura etária.

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Vestibulares 2 - 2018 
 
 2a AULA – GEO “B” – QUADRO HUMANO
 
POPULAÇÃO 
 
População Absoluta em 2010: 6.248.436 habitantes 
Em 1872, ano em que foi realizado o primeiro censo 
demográfico no Brasil, Santa Catarina contava com 159.802 
habitantes. A entrada de muitos imigrantes e o crescimento 
vegetativo (diferença entre natalidade e mortalidade) fez a 
população aumentar rapidamente. No início do século XX já 
habitavam as terras catarinenses 320.289 pessoas; número 
que não parou de crescer. 
 
EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO ABSOLUTA 
Censo 
Total de 
Habitantes 
População 
Urbana 
População 
Rural 
1950 1.560.502 362.717 1.197.785 
1960 2.129.252 688.358 1.440.894 
1970 2.901.734 1.246.043 1.655.691 
1980 3.627.933 2.154.238 1.473.695 
1991 4.541.994 3.208.537 1.333.457 
1996 4.875.244 3.563.803 1.131.441 
2000 5.349.580 4.236.867 1.112.713 
 
MUNICÍPIOS MAIS POPULOSOS (2010) 
 Município 
População 
Absoluta 
1o Joinville (Nordeste) 520.250 
2o Florianópolis (Litoral Central) 421.203 
3o Blumenau (Vale do Itajaí) 309.214 
4o São José (Grande Florianópolis) 203.384 
5o Criciúma (Sul) 193.988 
6o Chapecó (Oeste) 186.336 
7o Itajaí (Vale do Itajaí) 186.127 
8o Lages (Planalto) 156.737 
9o Jaraguá do Sul (Nordeste) 143.206 
10o Palhoça (Grande Florianópolis) 137.199 
 
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO 
 
População Relativa em 2010: 65,29 hab/km2 
 
Santa Catarina tem sua população distribuída 
irregularmente pelo território. Existem regiões fracamente 
ocupadas, como a microrregião do Tabuleiro (próxima a 
Florianópolis) onde são encontrados apenas 9,8 habitantes 
por km2, contrastando com outras que registram mais de 100 
habitantes por km2. Os diferentes estágios de 
desenvolvimento, fatores históricos e físicos contribuíram 
para a dispersão populacional. 
 
CRESCIMENTO POPULACIONAL 
 
Santa Catarina, segundo os dados do IBGE, 
apresentou no período 2000 – 2010 um crescimento 
populacional de 1,6% ao ano. Este índice é um pouco 
superior ao verificado no mesmo período no Brasil, que foi de 
1,17% ao ano. O crescimento populacional catarinense, 
acima da média nacional, é explicado pelo grande 
número de imigrantes que aqui aportam vindos de outras 
áreas do País. O crescimento vegetativo (saldo entre 
nascimentos e óbitos) está caindo, fruto principalmente da 
urbanização que reduziu o número de filhos por família. 
Se na atualidade o incremento populacional de 
Santa Catarina ainda é maior que o da média nacional, cabe 
a observação que no passado as imigrações e o crescimento 
vegetativo foram ainda mais expressivos, tendo sido 
verificados grandes percentuais de crescimento demográfico. 
Na década de 1960, por exemplo, o crescimento atingiu 
3,04% ao ano. 
 
Denomina-se barriga-verde ou catarinense o habitante 
“natural” do Estado de Santa Catarina. 
 
DISTRIBUIÇÃO DE GÊNEROS (SEXUAL) 
 
 Homens : 49,8% 
 Mulheres: 50,2% 
 
 Seguindo a tendência de outras regiões ou países, 
em Santa Catarina existe um contingente maior de mulheres. 
Numericamente a diferença é pequena, não sendo verificado 
um desequilíbrio sexual. A maior expectativa de vida feminina 
explica a existência de mais mulheres em relação aos 
homens. 
 
POPULAÇÃO URBANA E RURAL 
 Urbana: 83,99% (5.247.913 hab.) 
 Rural...: 16,01% (1.000.523 hab.) 
 
 Acompanhando o que ocorreu no plano nacional, o 
avanço da industrialização e a modernização agrícola 
aceleraram a urbanização catarinense a partir da década de 
1940. Foi na década de 1970 que em SC a população 
residente nas cidades ultrapassou numericamente a do 
meio rural. 
No litoral o processo de urbanização foi mais 
intenso, levando algumas cidades à conurbação. O 
surgimento de problemas comuns entre uma cidade principal 
e suas circunvizinhanças determinou o processo de 
metropolização. 
 
 
 2 
Em Santa Catarina de acordo com as leis e a CODESC 
(Companhia de Desenvolvimento do Estado de SC) existem 
oito regiões metropolitanas (RM), criadas entre 1998 e 2010. 
São RM catarinenses: 
 
- RM do Norte/Nordeste Catarinense (Joinville); 
- RM do Vale do Itajaí (Blumenau); 
- RM da Foz do Itajaí (Itajaí); 
- RM da Grande Florianópolis (Florianópolis); 
- RM do Sul Catarinense (Tubarão); 
- RM da Região Carbonífera (Criciúma); 
- RM de Chapecó; 
- RM de Lages. 
 
 
POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA - PEA 
 
PEA - DISTRIBUIÇÃO POR SETORES DE ATIVIDADE 
EM SANTA CATARINA – 2010 
Setores de Atividade % 
PRIMÁRIO 
(agricultura, extrativismo e pecuária) 
 
17,5 
SECUNDÁRIO 
(indústria e construção civil) 
 
43,1 
TERCIÁRIO 
(comércio e serviços) 
 
39,4 
 
 
ESTRUTURA ETÁRIA 
 
- Expectativa de Vida: 75,5 anos 
 
ESTRUTURA ETÁRIA CATARINENSE 
Faixas Porcentagem da População Absoluta 
Etárias 1991 2000 2010 
Jovens 
(0 a 19 anos) 
56,6 50,2 43,0 
Adultos 
(20 a 59 anos) 
38,8 44,3 50,3 
Idosos 
(60 anos ou +) 
4,6 5,5 6,7 
 
 
- ANALFABETISMO (2010): 4,2% 
 
 Santa Catarina apresenta uma das menores taxas 
de analfabetismo do país (a média nacional é de 9,6%). 
 
 
- I.D.H. de Santa Catarina (2010) => 0,774 
 
 
Mesmo com indicadores sociais satisfatórios, Santa 
Catarina apresenta em áreas urbanas e rurais mazelas da 
pobreza. Nas principais cidades cresce o favelamento 
(moradias subnormais) e a marginalização; no campo, a 
subnutrição e o analfabetismo ainda são alarmantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO 
 
1) Fase Pré-Cabralina 
- Ocupação indígena: Carijós (litoral); Jê, Xôklene e 
 Kaigang (vales, encostas e planalto). 
 
2) Séc. XVII - Expansão do povoamento do litoral 
- Vicentistas: fundação de São Francisco do Sul, 
 Florianópolis e Laguna. 
 
3) Meados do Séc. XVIII 
- Litoral: vicentistas, açorianos e madeirenses que 
desenvolvem a agricultura. Portugal procura resolver 
problemas de excesso de população no arquipélago 
dos Açores e efetivar a ocupação de Santa Catarina. 
- Interior (planalto): paulistas em busca do gado do Rio 
Grande do Sul fundam Lages em 1771. 
* Estas duas correntes ficaram isoladas até metade do 
 século XIX. 
 
4) Séc. XIX - Migração europeia não-ibérica 
Com a falta de apoio governamental, a colonização não-
ibérica foi promovida por companhias particulares de 
colonização. 
- Alemães, eslavos e italianos. 
 
5) Séc. XX - Expansão Gaúcha 
Promovida a partir dos vales médios dos rios do Peixe e 
Uruguai e, posteriormente, o Médio e o Extremo-Oeste. 
 
 Ocupação de Santa Catarina 
 
 
Origem do Povoamento 
 
1 – Vicentista e Açoriana 
2 – Colonização Europeia 
3 – Paulista 
4 – Paulista e colonização Europeia 
5 – Expansão da Colonização Europeia de SC 
6 – Expansão da Colonização Europeia do RS 
 
Fortemente colonizada por imigrantes europeus, Santa 
Catarina tem a menor concentração de população negra 
do país, com 2,25% de seus habitantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
INDÚSTRIA 
 
 O setor secundário (a indústria) é responsável pela maior parcela do PIB/estadual (47%). Desde o início do século XX é 
nítida a organização dos eixos industriais. 
 São fatores que contribuem para o sucesso da indústria em Santa Catarina: oferta de energia, mão-de-obra 
qualificada, boa infraestrutura de transportes, boa localização geográfica e oferta de recursos naturais. 
 
Eixos Econômicos 
 
 
 
Histórico: 
- A exploração da madeira e da erva-mate, a indústria alimentar e o 
artesanato (que aproveitou o conhecimento do imigrante) 
proporcionaram a acumulação de capital. Indústrias simples 
evoluíram para a moderna e diversificada atividade industrial da 
atualidade. 
 
- Na década de 1940 o modelo brasileiro de substituição das 
importações impulsionou os setores têxtil e metal-mecânico. 
 
- Na década de 1960 a evolução do sistema de transporte 
(principalmente abertura e melhoria de rodovias) e de energia 
promoveram o avanço do consumo e também das atividades 
industriais. 
 
- Atualmente o modelo globalizante tem canalizadopara ao Estado 
investimentos externos e garantido a abertura de novas fronteiras 
comerciais. 
 
EEIIXXOO // 
PPRRIINNCCIIPPAALL AATTIIVVIIDDAADDEE 
EECCOONNÔÔMMIICCAA 
OOUUTTRRAASS 
AATTIIVVIIDDAADDEESS EECCOONNÔÔMMIICCAASS 
IIMMPPOORRTTAANNTTEESS 
MMUUNNIICCÍÍPPIIOOSS 
DDEE DDEESSTTAAQQUUEE 
PPRRIINNCCIIPPAAIISS EEMMPPRREESSAASS 
1. OESTE CATARINENSE 
-- AAGGRROOIINNDDÚÚSSTTRRIIAA -- 
 
Alimentos, madeiras, frutas 
temperadas (maçã, pêssego). 
Chapecó, Videira, 
Concórdia, Fraiburgo, 
Caçador... 
Carne/derivados: JBS (Seara), 
Brasil Foods (Perdigão/ Sadia), 
Tirol. 
Maçã: Fischer, Renar. 
2. PLANALTO NORTE 
-- MMOOVVEELLAARRIIAA -- 
 
Madeiras compensadas, erva-
mate, porcelanas, escovas. 
São Bento do Sul, 
Rio Negrinho, Mafra, 
Três Barras, 
Canoinhas... 
Móveis: Rudnick 
Escovas: Condor 
Porcelana: Oxford 
Celulose/madeiras: Rigesa 
3. NORDESTE CATARINENSE 
-- EELLEETTRROO--MMEETTAALL--MMEECCÂÂNNIICCAA -- 
 
 
Informática (softwares), 
plástico rígido (PVC), têxtil e 
vestuário, alimentos, vidros. 
 
Joinville, Araquari, 
Jaraguá do Sul, 
São Francisco do Sul, 
Barra Velha... 
 
Eletro-metal-mecânica: 
Whirlpool (Embraco/Cônsul – 
Multibrás), Tupy, ArcelorMittal 
(Vega do Sul), Weg, GM, BMW 
PVC: Amanco e Tigre. 
Softwares: TOTVS (Datasul). 
Têxtil: Döhler, Arp. 
4. VALE DO ITAJAÍ-AÇU 
-- TTÊÊXXTTIILL // VVEESSTTIIÁÁRRIIOO 
Agroindústria, informática, 
metal-mecânica (implementos 
agrícolas, carrocerias e 
caldeiras), mineral não-
metálico (calcário), pescado, 
naval. 
 
Blumenau, Rio do Sul, 
Pomerode, Itajaí, 
Balneário Camboriú... 
Agroindústria: Pamplona e 
Souza Cruz. 
Pesca: Kowalski e Femepe 
Estaleiro: Kalmar e Itajaí 
Calcário/cimento: Votorantim 
Têxtil: Hering e Artex 
5. VALE DO TIJUCAS 
-- CCEERRÂÂMMIICCAA ee CCAALLÇÇAADDOOSS -- 
 
Olarias e vinícolas. 
Tijucas (cerâmica), São 
João Batista 
(Calçados), Nova 
Trento e Canelinha. 
 
Cerâmica: Portobelo. 
Calçados: Parô 
6. GRANDES FLORIANÓPOLIS 
-- TTUURRIISSMMOO,, SSEERRVVIIÇÇOOSS ee 
AADDMMIINNIISSTTRRAAÇÇÃÃOO PPÚÚBBLLIICCAA -- 
 
Informática, editoras e 
gráficas, móveis. 
Florianópolis, Biguaçu, 
São José, Palhoça... 
Intelbras. 
7. SUL CATARINENSE 
-- CCEERRÂÂMMIICCAA,, 
DDEESSCCAARRTTÁÁVVEEIISS PPLLÁÁSSTTIICCOOSS 
ee CCAARRVVÃÃOO MMIINNEERRAALL -- 
Agroindústria, têxtil, calçados, 
pesca, derivados do carvão 
mineral 
Criciúma, Tubarão, 
Lauro Müller, Nova 
Veneza, Araranguá, 
Urussanga... 
Cerâmica: Eliane, Cecrisa. 
Plástico Descartável: Zanatta, 
Copobras, Copasa. 
Carvão Mineral: Carbonífera 
Criciúma e COPERMINAS. 
8. PLANALTO DE LAGES 
-- PPAAPPEELL ee CCEELLUULLOOSSEE –– 
 
Agroindústria (gado 
leiteiro/corte), maçã (São 
Joaquim). 
Lages, Curitibanos, 
Urubici, São Joaquim, 
Otacílio Costa... 
 
Papel/celulose: Kabin, Modisa. 
 
 
 
 4 
TURISMO 
Santa Catarina é dotada de belezas naturais, rede 
hoteleira e festas típicas que atraem significante fluxo de 
turistas. O Governo Estadual, através da SANTUR, 
desenvolve uma empreitada visando a profissionalização, 
resgate histórico e a divulgação da boa imagem do turismo 
no Estado. 
 No litoral ocorre o turismo sazonal de verão, onde 
São Francisco do Sul, Balneário Camboriú e Florianópolis 
são as maiores expressões. As prefeituras do litoral investem 
na melhoria das condições de balneabilidade, em hotéis, 
transporte, saneamento, lazer etc. 
O interior (Lages, Piratuba, Fraiburgo etc.) oferece 
hotéis-fazenda, fontes termais e o turismo ecológico. 
Durante todo o ano, em especial em outubro, festas 
animam e atraem turistas para o Estado. As mais expressivas 
festas são: Oktoberfest (Blumenau), Marejada (Itajaí), 
Fenarreco e Festa de Azambuja (Brusque), Fenatiro, Festa 
das Flores e Festival de Dança (Joinville), Festilha (São 
Francisco do Sul), Schützenfest (Jaraguá do Sul). 
 Na praia de Penha, litoral norte, encontra-se o 
parque Beto Carrero World, parque temático de diversões, 
um dos maiores do mundo na categoria. Em Nova Trento, 
alto vale do rio Tijucas, ganha vulto o santuário de Madre 
Paulina. Balneário Camboriú, Blumenau, Florianópolis e 
Joinville investem na realização de congressos empresariais 
e culturais nos “centros de eventos” e na rede hoteleira. 
A recepção de cruzeiros marítimos, com destaque 
para São Francisco do Sul, Porto Belo, Itajaí e Florianópolis e 
o turismo da terceira idade podem ser vistos como uma “nova 
frente” aberta para a indústria do turismo em Santa Catarina. 
 
AGRICULTURA 
A agricultura catarinense está diretamente ligada a 
ocupação e a história. No litoral e vales atlânticos, de 
ocupação açoriana, alemã e italiana, desenvolveu-se a 
policultura de subsistência. No planalto, meio-oeste e oeste a 
fixação de paulistas e gaúchos, de forma mais tardia, 
desenvolveu as propriedades de maior porte com destaque à 
pecuária. 
 Quanto ao tamanho dos lotes rurais, predominam 
as pequenas e médias propriedades (minifúndios), ainda 
ligadas a estrutura familiar. 
 O setor agrícola representa uma importante 
atividade da economia catarinense, respondendo por 17,4% 
do PIB estadual. O agribusiness contribui com mais de 40% 
do PIB estadual. 
Os 3 mil estabelecimentos de indústrias agrícolas e 
agroalimentares, por si sós, respondem por 19% da renda, 
empregando cerca de 35 mil pessoas. 
O território para a produção agrícola, apresenta 
consideráveis limitações. O relevo bastante acidentado, 
associado as extensas áreas com pedregosidade e 
afloramento de rochas, atua como fator limitante, permitindo 
uso sem restrições a práticas convencionais de manejo de 
apenas 30% dos solos. Não obstante, 25% de seu território é 
ocupado com áreas cultivadas. 
 Santa Catarina está entre os seis principais 
Estados produtores de alimentos e apresenta os maiores 
índices de produtividade por área, graças à capacidade de 
trabalho e de inovação do agricultor, ao emprego de 
tecnologias de ponta e ao caráter familiar de mais de 90% 
das 203 mil propriedades agrícolas. 
 
Solos 
Aproximadamente 60% dos solos do Estado 
apresentam baixa fertilidade natural, necessitando de 
calagem e adubação para uma produção agrícola satisfatória. 
Os solos de fertilidade natural elevada ocupam uma 
área de 21% da superfície do Estado, mas grande parte deles 
se situam em relevo muito acidentado, não recomendando 
sua utilização para a agricultura. 
 
 
PECUÁRIA 
 
A pecuária catarinense ganha destaque pelo volume 
da produção, produtividade aferida e qualidade atingida pelo 
setor. 
Notadamente nas porções do planalto, meio-oeste e 
oeste, as atividades de criação animal iniciadas pelos 
paulistas e gaúchos ganham uma nova dinâmica, pela 
implantação do sistema integrado de criação, atrelado as 
necessidades do setor agroindustrial. Cidades como 
Chapecó, Caçador, Seara, Joaçaba e Videira abrigam 
grandes frigoríficos, a exemplo: Brasil Foods e JBS (Seara). 
Em reconhecimento a qualidade dos produtos e 
também pelo Estado estar livre da febre aftosa (sem 
vacinação), Santa Catarina atinge os mercados nacionais e 
internacionais. 
 
EXTRATIVISMO 
Animal: com mais de 561 quilômetros de costa oceânica, o 
Estado é importante produtor de pescados e crustáceos, 
sendo o mais importante produtor de ostras e mexilhões 
cultivados (maricultura) do País. Nos últimos anos a pesca 
artesanal vem sendo suplantada pelo modelo industrial. Os 
municípios de Itajaí, Navegantes, Florianópolis, Laguna, 
Governador Celso Ramos e Jaguaruna são destaques na 
produção pesqueira do Estado. 
A atividade pesqueira é na maior parte das vezes 
predatória, conduzindo ao quadro da sobrepesca, situação 
em que a extração é superior a capacidade de reposição da 
natureza. Para a preservação das espécies e dos bancos de 
pescado é instituída a época do defeso – período em que a 
extração é suspensa. 
 
 
Principais espécies pescadas: Alcora lage, Bonito listrado, 
Cações, Camarões, Chicharro, Corvina, Garoupa, Linguado, 
Pescada,Pescadinha, Sardinha, Tainha e Tainhota. 
 
Vegetal: a forte vocação florestal constitui a base de 
importante polo industrial de madeira, papel e móveis. O 
extrativismo vegetal de SC ocorre com maior intensidade nas 
regiões do Planalto de Canoinhas, Meio-oeste e, 
principalmente, no Vale do Rio do Peixe. 
Destaques: plantas ornamentais (bromélias, flores), 
madeiras, palmito, xaxim, erva-mate, pinhão. 
 
Mineral: a diversidade geológica catarinense favorece o 
extrativismo mineral. Embora o Estado não seja rico em 
minerais metálicos (caso do ferro e do manganês), a extração 
de argilas, fluorita, águas mineral e carvão mineral é 
abundante. 
 
 
 5 
TRANSPORTES 
 
RODOVIAS 
As rodovias catarinenses abraçam boa parte do volume das cargas e também, praticamente, todo transporte de passageiros. 
A responsabilidade quanto à construção e manutenção está, como nos demais Estados, assim distribuída: 
- BR (rodovias federais): DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes; 
- SC (rodovias estaduais): DER/SC - Departamento de Estradas de Rodagem de Santa Catarina; 
- Vias de circulação dos munícipios: prefeituras. 
 
Santa Catarina detém 106,5 mil km de rodovias, sendo pavimentadas 6,4 mil km. 
 
Rodovias longitudinais (ou de integração nacional) 
- BR 101 (Rodovia Governador Mario Covas - Autopista Litoral Sul): corta o litoral de Santa Catarina de São João do Sul 
(SC/RS) até Garuva (SC/PR). 
- BR 116 (antiga BR 2 - Estrada da Mata – atual Régis Bittencourt - Autopista Planalto Sul): corta do planalto e região serrana, 
de Mafra/Rio Negro (SC/PR) até Lages/Vacaria (SC/RS). 
- BR 153 (Transbrasiliana): corta a região de Concórdia (Vale do Rio do Peixe); 
- BR 163: corta a região de São Miguel d’Oeste (Extremo Oeste) acompanhando a fronteira com a Argentina. 
 
Rodovias transversais ou de penetração (ou integração estadual) 
- BR 280: no norte do Estado, liga São Francisco do Sul a Porto União. Destaca-se por permitir o acesso a Jaraguá do Sul e ao 
porto de São Francisco do Sul. 
 
- BR 282: embora incompleta, tem a proposta de ligar Florianópolis a São Miguel d’Oeste (rodovia com 720 km). Quando pronta será 
a maior rodovia federal em território catarinense. 
 
 Principais Rodovias de Santa Catarina 
 
Rodovias de ligação 
- BR 470: corta o Vale do Itajaí, liga o litoral as regiões Serrana e Oeste (Navegantes a Campos Novos). É importante no 
escoamento dos produtos do eixo agroindustrial do oeste catarinense. 
- BR 480: corta a região de Chapecó e também acompanha a fronteira com a Argentina. 
 
 
Em 2008 as rodovias federais BR 101 e BR 116 foram concessionadas – pedagiadas. O direito de cobrança de pedágio para a 
manutenção das rodovias foi vencido pelo grupo OHL Brasil, uma empresa de origem espanhola. A ONL ficará com a concessão 
por 25 anos. Com o pedágio a OHL “rebatizou” as rodovias, sendo chamada a BR 101 de Autopista Litoral Sul e a BR 116 de 
Autopista Planalto Sul. Em 2013 a OHL Brasil foi adquirida pela Arteris, empresa também espanhola que pertence ao grupo 
Abertis (a maior concessionária de rodovias do mundo). 
 
 
 
 6 
TERMINAIS PORTUÁRIOS 
O grande litoral de Santa Catarina, voltado ao oceano Atlântico, oferece boas condições de navegabilidade, seja para o 
transporte de cabotagem ou de longo percurso. Também o estabelecimento dos portos é facilitado, haja vista, nossos portos serem 
do tipo natural. 
Tais características denotam a importante atribuída aos terminais marítimos catarinenses, seja no contexto estadual, regional 
ou do MERCOSUL. 
 Ferrovias e Portos de Santa Catarina 
 
 
São Francisco do Sul: instalado em ilha homônima, na Baia da Babitonga (litoral norte) e administrado pelo Governo Estadual, 
através de uma autarquia, a APSFS - Administração do Porto de São Francisco do Sul. O porto passa por ampliações visando 
aumentar sua capacidade de carga. 
-Principais mercadorias movimentadas: grãos (soja/trigo), contêineres e produtos industriais da região norte e nordeste de Santa 
Catarina. 
 
Obs.: 
1) o acesso ao porto de S.F.S. é possibilitado via rodovia e ferrovia. Também próximo encontra-se o aeroporto de Joinville. Isso 
atribui a este porto a qualidade de “intermodal”. 
2) É o 2o maior movimentador de contêineres do Brasil em cargas gerais. 
3) Na Baia de Babitonga também opera o Porto de Itapoá; porto privado destinado a movimentação de contêineres. 
 
Itajaí: situado na foz do rio Itajaí-Açú é administrado pela Prefeitura do Município de Itajaí. 
- Principais mercadorias movimentadas: cargas em geral com destaque a cerâmica, têxteis, congelados, papel etc. É também o 
maior porto pesqueiro de Santa Catarina. 
Obs.: 
1) na margem oposta ao porto de Itajaí, está o município de Navegantes onde funciona o Portonave (o porto de Navegantes). É um 
terminal privado, destinado a movimentação de contêineres. 
2) em Itajaí a prefeitura construiu um terminal turístico. 
3) o terminal de contêineres de Itajaí (TECON) foi terceirizado. 
 
Imbituba (Porto Henrique Lage): no litoral sul de Santa Catarina. Foi privatizado em 1942, numa concessão de 70 anos à Cia. 
Docas de Imbituba. Surgiu no século XIX, com a construção da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina para escoar o carvão mineral 
de Santa Catarina. 
-Principais mercadorias movimentadas: cargas em geral. 
O colapso da atividade carbonífera tornou pequena a movimentação de cargas pelo porto de Imbituba. Com o desenvolvimento da 
ZPE (zona de processamento de exportações) o desejo é ampliar o uso do terminal. 
 
Laguna: terminal pesqueiro, reativado em 1970 sem apresentar bons resultados. Na década de 1980, passou por dragagens e 
recuperação das instalações (fábrica de gelo, câmara de espera, etc.). Atualmente encontra-se em estado de abandono 
(precariamente é usado na atividade pesqueira). 
 
 
 
 7 
LINHAS FERROVIÁRIAS 
 
Santa Catarina tem 1.374 km de ferrovias, estando todos os trechos, antes coordenados pela RFFSA (Rede 
Ferroviária Federal S/A), privatizados para as empresas RUMO e Teresa Cristina. 
Embora não constitua uma “rede”, a malha ferroviária, a partir do porto de São Francisco do Sul, liga o litoral aos ramais do 
planalto, daí a outras regiões do Brasil. 
As ferrovias catarinenses movimentam com destaque: farelo de soja, combustíveis, fertilizantes, madeira, cimento, 
areia, carvão mineral, sucatas de metal e papel. O transporte de passageiros só ocorre em atividades turísticas – 
esporádicas. 
 
- Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina (229 km): totalmente em território catarinense, não está conectada à rede ferroviária 
nacional. Liga Criciúma ao porto de Imbituba, foi construída para escoar o carvão mineral da região. Atualmente, com a 
decadência da indústria carvoeira, limita-se ao transporte de carvão mineral de Siderópolis (ramal a partir de Criciúma) até 
Tubarão - Usina Termoelétrica do Capivari (Jorge Lacerda). 
 
- Estrada de Ferro Porto União/São Francisco do Sul (453 km): no norte do Estado, passando por Joinville, São Bento do Sul e 
Mafra. Está conectado ao tronco que atravessa o planalto, É o trecho mais importante e movimentado. 
 
- Ferrovia do Contestado (372 km) – São Paulo-Rio Grande: cruza todo Vale do Rio do Peixe. Atualmente inoperante. 
 
A Ferrovia do Frango 
“Há um projeto do governo do Estado para construir uma ferrovia no oeste - a Ferrovia do Frango - alusão à produção da 
região. Na realidade trata-se da implantação de um sistema integrado de transportes para o escoamento da produção agrícola e 
agroindustrial do oeste catarinense. 
Para tanto, há necessidade de ampliação do Porto de São Francisco do Sul (para receber navios de mais de 13 metros de 
calado e 60.000 ton. - graneleiros e full-contêiners); modernizar a malha ferroviária entre o porto citado e Herval d’Oeste (Joaçaba) 
para permitir tráfego de trens a 50 km/h em média; implantar os ramaisferroviários entre Herval d’Oeste e Chapecó (1a fase) e entre 
Chapecó/São Miguel do Oeste (2a fase) e implantar o entreposto alfandegário rodo-ferroviário em Chapecó.” 
Salomão Ribas Jr. - Retratos de Santa Catarina 
 
- Trecho do tronco Principal Sul (293 km): corta o planalto a partir de Mafra em direção sul. Permite ligações com o Paraná e o 
Rio Grande do Sul. Constitui um importante trecho. 
 
- Estrada de Ferro Trombudo Central/Blumenau: ferrovia do início do século, hoje desativada. Prefeituras do Alto-Vale do Itajaí 
desejam reativar o trecho Rio do Sul/Ibirama para fins turísticos. 
 
AEROPORTOS 
 
Santa Catarina possui mais de trinta aeródromos sendo os mais importantes: Florianópolis (Aeroporto Internacional 
Hercílio Luz), Navegantes (internacional), Joinville, Criciúma, Blumenau e Lages. 
O transporte entre cidades do Estado é muito pequeno. Mas todas as grandes empresas operam no Estado 
promovendo a ligação com as demais regiões do Brasil. Pelo aeródromo de Florianópolis (que também é base da FAB-Força Aérea 
Brasileira) realizam-se os voos internacionais e charter com turistas. 
 
ENERGIA 
 
ENERGIA ELÉTRICA 
 
A energia elétrica consumida em Santa Catarina é fornecida principalmente por hidrelétricas e termoelétricas. Em Santa 
Catarina existem várias usinas instaladas e em projeto. Pode-se destacar as hidrelétricas de Itá (Rio Uruguai), Machadinho (Rio 
Pelotas) e o Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda – movido a carvão mineral (em Capivari de Baixo, no sul catarinense). 
No Brasil existe um sistema integrado de geração e fornecimento de energia elétrica. Esse sistema é coordenado pelo 
Governo Federal. Na atualidade sob o comando da CELESC é obtido 4% do total consumido pelo Estado, o restante precisa ser 
“importado” do Paraná (COPEL) e de Itaipu Binacional. 
 Para ampliar obtenção de energia elétrica e consequentemente reduzir a importação, o governo estadual através do Grupo 
Executivo de Energia de SC – GENESC, prevê, além do maior aproveitamento do potencial hidráulico, a exploração do potencial 
eólico (força dos ventos) e solar. Também é aguardada a construção de novas termoelétricas movidas a carvão mineral e a gás 
natural boliviano. 
 
 
 
 
 
 
 8 
O GÁS NATURAL BOLIVIANO 
O gasoduto Bolívia-Brasil (pronto em 2000) corta o litoral catarinense 
contando com uma rede de distribuição que atinge mais de 30 municípios. 
Distribuído pela SCGÁS (Companhia de Gás Natural de SC), o gás natural é 
empregado por indústrias, hotéis, hospitais e por veículos automotores nas 
cidades que dispõem de postos para abastecimento. 
O gás foi recebido com alegria em Santa Catarina, por se tratar de uma fonte mais limpa e barata. Mas o aumento nos 
preços do gás e riscos de desabastecimento tem deixando os empresários temerosos quando ao futuro do emprego dessa fonte de 
energia em Santa Catarina. Na atualidade esperava-se o funcionamento de termoelétricas movidas a gás e também que o uso 
industrial estivesse mais difundido. 
 
 Estrutura de Energia de Santa Catarina 
 
PETRÓLEO 
 
Pela costa atlântica catarinense estende-se a Bacia Petrolífera de Santos onde estão os poços de Caravela I e II, hoje 
produzindo aproximadamente 4 mil barris de petróleo/dia. As atividades desse campo são monitoradas pela unidade da Petrobrás 
sediada em Itajaí. 
Os royalties (participação nos lucros da exploração) da exploração do petróleo no litoral catarinense são motivaram o litígio 
entre Santa Catarina e o estado do Paraná, que alega a posse dos poços. Devido a esta questão SC perde milhões anualmente. 
 
O CARVÃO MINERAL 
 
Santa Catarina aguarda imensas reservas de carvão mineral e detém a maior exploração. O carvão catarinense é do 
tipo hulha, não apresentando boa qualidade. 
Pouco desse carvão segue para outras regiões do país ou é beneficiado visando o aproveitamento de subprodutos. A maior 
fatia é queimada em Capivari de Baixo, no Complexo termoelétrico Jorge Lacerda para obtenção de energia elétrica. 
A partir de 1991 (Governo Collor) a produção foi bastante reduzida, o motivo foi a liberação das importações – 
desregulamentação. 
As reservas de carvão mineral catarinense apresentam muitas impurezas, seu aproveitamento é feito após pré-
lavagem e separação em: 
- energético: usado na produção de eletricidade pela Usina Jorge Lacerda; 
- metalúrgico: consumido por siderurgias na produção do aço; 
- coque: utilizado em fundições e produção de artefatos de borracha e metalurgia. 
 
Quem mais consome gás natural em SC? 
50% - cerâmico 
 30% - têxtil 
 
 
 9 
T E S T E S 
 
 
 01. (UFSC) – Pela análise do quadro abaixo conclui-se que as relações CORRETAS entre os dados estão presentes na(s) 
proposição(ões): 
 
 
REGIÃO 
 CATARINENSE 
ECONOMIA CIDADES PRINCIPAIS 
ASPECTOS FÍSICOS 
DOMINANTES 
01. PLANALTO NORTE Indústria do mobiliário Joaçaba e Caçador Bacia do Rio Uruguai 
02. VALE DO ITAJAÍ Indústria têxtil Blumenau e Brusque Bacia do Rio Itajaí-Açu 
04. 
CAMPOS 
DE LAGES 
Criação extensiva de gado Lages e São Joaquim 
Planície recoberta com 
Mata Atlântica 
08. NORDESTE Eletro-metal-mecânica Joinville e Jaraguá do Sul 
Rios Cubatão (norte) 
e Itapocu 
16. OESTE Polo agroindustrial Chapecó e Concórdia Afluentes do Rio Uruguai 
32. LITORAL CENTRAL Turismo e polo tecnológico Florianópolis e São José Planície litorânea 
64. SUL Carvão e cerâmica Criciúma e Tubarão 
Rios da vertente do 
interior 
 
 
 02. (UFSC) – “Santa Catarina conseguiu se definir como um Estado que é um mosaico étnico-cultural. A sua população tem 
múltiplas origens, fazendo coexistir lado a lado as mais diversas tradições culturais e atividades econômicas.” 
 Adaptado de SANTOS, Sílvio C. (Org). Santa Catarina no século XX. Florianópolis: EDUFSC, FCC Edições, 2000, p. 30. 
 
Sobre o quadro humano e econômico de Santa Catarina, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 
 
01. Entre os séculos XVI e XVII, duas orientações caracterizaram o movimento de contingentes humanos para a ocupação do 
território catarinense. Uma elegeu a faixa litorânea, a outra orientação se localizou em áreas do Planalto Serrano. 
 
02. A maior concentração de imigrantes estrangeiros nas bacias atlânticas do Itajaí-Açu e do Itapocu influiu na gênese de 
cidades que se tornaram parques industriais. 
 
04. O binômio industrialização/urbanização ocorreu de forma uniforme, simultânea e com as mesmas características em todos 
os municípios catarinenses. 
 
08. Desde o século XIX até os dias atuais, a economia catarinense é, exclusivamente, dependente do setor primário. 
 
16. Nos Campos do Planalto, a população vivencia costumes ligados às atividades da criação intensiva do rebanho bovino. A 
marca é a cultura teuto-paranaense centrada no uso do cavalo, no churrasco e no chimarrão. 
 
32. O Oeste de Santa Catarina, cujo desenvolvimento econômico remonta às primeiras décadas do século XX, atualmente 
destaca-se, principalmente, nas atividades ligadas à criação de aves e suínos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 10 
 03. (USJ – SC) – Sobre o mapa, e considerando seus 
conhecimentos a respeito do Estado de Santa Catarina, 
todas as alternativas estão corretas, EXCETO a: 
 
 
 
a) A região Nordeste e o Vale do Itajaí-Açu apresentam 
forte tradição germânica e economia bastante 
dinâmica, enquanto o Sul de Santa Catarina, de forte 
colonização italiana, se destaca pela produção de 
vinho. 
b) Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente 
para experimentar mudanças nos sotaques e culturas, 
motivadas pelas diferentes colonizações, além das 
alterações no clima e na paisagem, ocasionadas pelas 
diferenças altimétricas entre as regiões apontadas no 
mapa. 
c) O clima mesotérmico predominante em Santa Catarina 
apresenta chuvas distribuídas durante todo o ano, 
porém, diferenciado em dois subtipos: um com verão 
quente, correspondendo à letra A e outro com verão 
brando, indicado pela letra B. 
d) O estadocatarinense apresenta uma forte agricultura 
baseada em latifúndios, que divide espaço com 
indústrias de grande porte, principalmente no setor 
eletro-metal-mecânico, altamente concentradas no 
Oeste e extremo Oeste de Santa Catarina. 
 
 
 04. (UDESC) – Sobre a pesca em Santa Catarina, pode-se 
afirmar: 
I – A pesca artesanal vem aumentando no inverno e 
diminuindo no verão, em função da atividade 
turística. 
II – O Estado tem a maior frota pesqueira do Brasil, com 
cerca de 700 embarcações oceânicas e costeiras. 
III – Os principais polos pesqueiros do Estado são Itajaí, 
Navegantes e Laguna. 
IV – O último grande investimento público do Governo 
Federal na atividade pesqueira foi a construção do 
Terminal Pesqueiro de Laguna. 
 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. 
e) Somente a afirmativa III é verdadeira. 
 
 05. (UDESC) – Sobre o processo de industrialização e 
urbanização em Santa Catarina, pode-se afirmar: 
I – A partir de 1970 o processo de industrialização se 
intensificou, levando a um intenso fluxo migratório 
do campo para as cidades, condicionando a uma 
maior estruturação urbana, ou seja, a expansão da 
rede viária, modernização e criação de portos, etc. 
II – A industrialização deu um grande impulso na 
urbanização, ao passo que a população nas 
cidades aumentava e os processos de atividades 
realizadas nas cidades apresentavam cada vez 
caráter mais urbano e diferenciados do campo. 
III – Santa Catarina obteve seu primeiro salto no 
processo de urbanização em meados do século XX. 
Antes de 1940 sua urbanização era incipiente; sua 
economia era essencialmente agrícola, voltada à 
exploração do minifúndio familiar. 
IV – Florianópolis, Blumenau, Joinville e Lages desde 
1940/50 constituíam os maiores centros do Estado. 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
 
06. (UDESC) – Considerando-se a formação e o 
crescimento das cidades em Santa Catarina, ao longo 
do século XX, é CORRETO afirmar: 
a) A excelente condição sanitária alcançada em Santa 
Catarina faz com que as maiores cidades 
(Florianópolis, Joinville, Blumenau), e outras tantas 
menores, tenham desde muito superado os problemas 
com saúde pública. Daí resulta a expressão “o Estado 
com a melhor qualidade de vida”. 
b) A duplicação da BR-101, concluída em 2006, auxilia 
hoje o desenvolvimento sustentável das cidades 
portuárias como São Francisco do Sul e Itajaí. 
c) Em Criciúma pode-se verificar a preservação ambiental 
bem realizada, fruto da preocupação constante da 
exploração do carvão pela indústria carbonífera. 
d) Turismo e festas municipais eram fontes de 
captação de recursos importantes para a região do 
Planalto Catarinense, desde 1920, quando da 
criação da “Festa do Pinhão”, em Lages. 
e) Garopaba e Imbituba – municípios onde ocorria a 
caça da baleia – depois da proibição, e na última 
década, estão investindo no turismo de observação 
das baleias francas, que alcançam o litoral daquelas 
cidades todos os anos. 
 07. (ACAFE – SC) – O espaço geográfico catarinense é 
bastante diversificado tanto pela natureza quanto pela 
presença humana. Em relação à natureza, Santa 
Catarina se apresenta: 
a) em toda a sua extensão territorial comprometida com a 
preservação da cobertura vegetal, sobretudo a Mata 
Atlântica, uma formação pobre em biodiversidade, mas 
importante para a proteção do solo. 
b) predominantemente com altitudes acima de 1.700m 
como as encontradas na Serra Geral, localizada no 
Planalto Norte, onde despontam os Morros da Boa 
Vista, da Bela Vista do Guizoni, da Igreja e o do 
Campo dos Padres. 
 
 
 11 
c) totalmente localizada na zona temperada do globo e 
tem as Serras do Mar e Geral como grandes 
dispersores de águas, com destaque para o rio Itajaí-
Açu, na vertente do Atlântico. 
d) potencialmente rica para a produção de energia 
elétrica, principalmente nos rios da Vertente do 
Atlântico que percorrem regiões planálticas antes de 
desembocarem no oceano. 
e) mais populosa e povoada no planalto, primeira região 
do estado a ser ocupada, consequência da facilidade 
proporcionada pela suavidade do relevo e fertilidade 
do solo. 
 
 08. (UDESC) – Sobre o quadro humano de Santa Catarina, 
é CORRETO afirmar: 
a) O analfabetismo ainda é um grave problema para a 
população catarinense, pois o Estado ainda 
apresenta os mais altos índices do Brasil. 
b) A população atendida por rede de esgoto e água 
potável e tratada já atinge a marca próxima dos 
100%, principalmente no extremo Oeste catarinense. 
c) No estado catarinense há predomínio da população 
urbana, sendo que as maiores densidades 
demográficas ocorrem próximo do litoral, onde se 
situam as cidades mais populosas, como Joinville e 
Florianópolis. 
d) A maior parte da população catarinense ainda reside 
no meio rural, sendo que a população 
economicamente ativa (PEA) do Estado, em sua 
maioria, exerce atividades ligadas ao campo. 
 
 09. (ACAFE – SC) – A economia catarinense é bastante 
diversificada e apresenta destaque nacional. O mapa 
de Santa Catarina abaixo tem numeração de 1 a 10, 
indicando a localização aproximada de cidades 
catarinenses. 
 
 
 Sobre o que foi apresentado, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
a) Rio Negrinho (no 9) e Lages (no 6) são cidades que se 
localizam no eixo florestal e se destacam na produção 
de móveis, papel e papelão. 
b) As cidades de números 1 e 2 são, respectivamente, 
Tijucas e Criciúma, que se destacam na produção 
cerâmica, como é o caso da Portobello e da Eliane. 
c) As cidades de Chapecó (no 8) e Concórdia (no 7) 
fazem parte do eixo agroindustrial, onde ocorreu a 
integração de pequenos produtores às grandes 
empresas de alimentos. 
d) Os números 3 e 5 indicam, respectivamente, as 
cidades de Blumenau e Joinville, que integram o mais 
importante eixo dinâmico da economia catarinense. 
e) São Francisco (no 10) e Itajaí (no 4) são cidades 
portuárias que se especializaram apenas na 
exportação de produtos da área rural. 
 
 10. (UDESC) – Sobre a exploração dos recursos naturais 
em Santa Catarina, é CORRETO afirmar: 
a) O cultivo de ostras e mariscos, sob condições 
técnicas adequadas, pode mostrar-se um bom 
exemplo de desenvolvimento com conservação 
ambiental. 
b) Um dos exemplos mais adequados da exploração 
dos recursos naturais integrada à preservação 
ambiental se deu com a indústria carbonífera, até a 
década de 1990. 
c) A região litorânea preserva boa parte da Mata 
Atlântica e, nas praias do Estado, não existe 
ocupação de dunas e mangues. 
d) O Rio Itajaí-Açu foi preservado quando do processo 
de industrialização das maiores cidades, como 
Blumenau. 
e) Os resíduos da queima da argila e de outros 
recursos, pela indústria de olarias e cerâmicas, não 
configuram ameaça à preservação ambiental. 
 
 11. (UDESC) – Analise o mapa de Santa Catarina e a tabela 
abaixo, com os dados populacionais divulgados 
recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). 
HABITANTES NO ESTADO, EM 2003 
1 Joinville 461.576 
2 Florianópolis 369.102 
3 Blumenau 277.144 
4 São José 185.039 
5 Criciúma 177.844 
6 Lages 162.060 
7 Chapecó 157.927 
8 Itajaí 156.077 
9 Jaraguá do Sul 118.199 
10 Palhoça 113.312 
Fonte: Diário Catarinense: 31/08/04 
Segundo dados do IBGE 
 
 
 
 
 
 12 
Considerando o enunciado, todas as alternativas estão 
corretas, EXCETO a: 
a) Joinville e Blumenau, respectivamente, primeiro e 
terceiro maiores municípios em população absoluta, 
estão situados no eixo industrial maisdinâmico do 
estado catarinense, com destaque para a indústria 
têxtil e a metal-mecânica. 
b) A linha em destaque no mapa indica a separação 
entre os municípios que foram fundados no litoral 
por colonizadores alemães e italianos e aqueles que 
foram colonizados pelos excedentes gaúchos no 
planalto catarinense. 
c) Em Santa Catarina, a maior concentração de 
municípios mais populosos na região litorânea e 
suas proximidades segue o padrão nacional de 
adensamento demográfico, cuja explicação é 
encontrada no processo histórico de ocupação 
territorial. 
d) Lages e Chapecó, sexto e sétimo maiores 
municípios em população do Estado estão, 
respectivamente, ligados ao eixo florestal, além da 
pecuária, e ao eixo agroindustrial onde se destacam 
a suinocultura e a avicultura. 
e) A região da Grande Florianópolis é liderada pela 
capital dos catarinenses, o segundo maior município 
em população, localizado, na sua maior parte, na 
ilha de Santa Catarina. A região apresenta, também, 
o quarto e o décimo municípios mais populosos do 
Estado. 
 
 12. (ACAFE – SC) – O estado de Santa Catarina apresenta 
uma economia diversificada. O mapa abaixo assinala os 
diferentes espaços econômicos no final da década de 
1990. 
 
Considerando o mapa, analise as afirmações a seguir. 
l . O espaço que se estende do Vale do Rio do Peixe em 
direção à fronteira com a Argentina, indicado pelo n 1, é 
área de expansão da ocupação territorial ítalo-
germânica (gaúchos), onde se destacam os complexos 
agroindustriais. 
ll. No espaço econômico que envolve as cidades de Lages 
e Mafra, área assinalada pelo no 2, a principal atividade 
econômica é a pecuária intensiva, produto do comércio 
de gado desenvolvido pelos açorianos. 
lll Na porção do litoral sul catarinense destaca-se, como 
centro regional, a cidade de Criciúma, no 3, que além da 
produção carbonífera concentra as principais indústrias 
de descartáveis plásticos. 
lV A letra A assinala as áreas de produção de maçã. 
No planalto de Lages se destaca a cidade de São 
Joaquim e no meio-oeste a cidade de Fraiburgo. 
V A Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, 
assinalada com a letra B, teve sua implantação 
diretamente relacionada ao aparecimento do Porto 
de Laguna, no Sul do estado. Atualmente está 
sendo ampliado para o transporte de carvão. 
Todas as afirmações CORRETAS estão em: 
a) ll - lll - lV - V b) I - II - V 
c) I - III - IV d) II - III 
e) IlI - IV - V 
 13. (UFSC) – “A beleza cênica de Florianópolis, a fragilidade 
de seus ecossistemas montanhosos, lagunares, eólicos e 
fluviomarinhos, a elevada quantidade de depósitos 
sedimentares e de sambaquis, patrimônio da História 
natural e cultural, fornecem à cidade uma vantagem 
comparativa que deve ser explorada de forma consciente 
pelo Poder Público e por sua população: a vantagem de 
possuir atratividade social elevada.” 
(GUERRA, Antonio J. Teixeira, CUNHA, Sandra B. da. 
Impactos ambientais urbanos no Brasil. Rio de Janeiro: 
Bertrand Brasil, 2001, p. 165). 
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) quanto ao 
assunto abordado no texto acima. 
01. Desenvolver o turismo em uma cidade litorânea 
como Florianópolis, devastando o meio físico-
natural, reduz o valor contido no lugar. 
02. A atratividade citada no texto deve-se ao dinamismo e 
à expansão da indústria do turismo e do veraneio. 
04. No circuito turístico litorâneo catarinense destacam-
se: no centro, a Ilha de São Francisco do Sul; em 
direção ao norte, o Balneário de Camboriú e, em 
direção ao sul, Garopaba. 
08. As planícies de marés da faixa costeira catarinense 
guardam suas feições e dimensões originais. 
16. Valendo-se, principalmente, de modificações 
oportunistas nos planos diretores dos municípios, 
diversas construções de porte variado são 
autorizadas no litoral catarinense, sem levar em 
consideração as limitações infraestruturais da área. 
 14. (UDESC) – Assinale a alternativa que contém o nome 
dos principais centros da indústria cerâmica catarinense. 
a) Tijucas, Içara, Araranguá, Itajaí e Joinville 
b) Criciúma, Lages, Tijucas, Blumenau e Joinville 
c) Tubarão, Içara, Urussanga, Tijucas e Criciúma 
d) Imaruí, Chapecó, São Joaquim, Içara e Curitibanos 
e) Tubarão, Urussanga, Laguna, Imaruí e Tijucas 
 15. (UDESC) – Com relação aos portos de Santa Catarina, 
é CORRETO afirmar: 
a) O transporte de cabotagem tem dado demonstração 
de extraordinário dinamismo, escoando 
considerável parcela da produção industrial de 
Santa Catarina, revelando-se como um grande 
atrativo para a instalação de indústrias 
automobilísticas em Santa Catarina. 
b) O porto de São Francisco está situado na costa 
Norte do Estado, localizando-se muito próximo de 
Joinville, importante centro industrial. 
c) O porto de Laguna é o maior porto pesqueiro do 
Estado, escoando não somente a pesca artesanal 
como também a produção cerâmica do Sul do 
Estado. 
 
 
 13 
d) O porto de Imbituba, localizado no litoral sul de 
Santa Catarina, é o mais importante porto pesqueiro 
do Estado e será de grande importância agora, com 
a criação da ZPE de Imbituba. 
e) Imbituba sedeia o único porto catarinense 
administrado por uma autarquia municipal. 
 
 16. (UDESC) – Sobre os aeroportos do Estado, relacione a 
segunda coluna de acordo com a primeira. 
 
( 1 ) Aeroporto Hercílio Luz 
( 2 ) Aeroporto de Navegantes 
( 3 ) Aeroporto de Joinville 
( 4 ) Aeroporto Regional de Jaguaruna 
 
( ) É administrado pela INFRAERO, sendo de 
extrema importância por estar localizado na 
região da foz do rio Itajaí-Açu, próximo às áreas 
mais industrializadas do Estado. 
( ) Está localizado no Nordeste do Estado e é 
administrado pela INFRAERO. 
( ) Está localizado no Sul do Estado, próximo ao 
polo cerâmico de Santa Catarina. 
( ) É caracterizado como o principal aeroporto 
catarinense, de categoria internacional 
alternativo. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA 
sequência, de cima para baixo. 
a) 4 – 3 – 2 – 1 
b) 2 – 1 – 4 – 3 
c) 3 – 4 – 2 – 1 
d) 2 – 3 – 4 – 1 
e) 3 – 2 – 1 – 4 
 
 17. (UDESC) – A rede rodoviária catarinense é a principal 
via de comunicação do Estado, integrando as diferentes 
regiões, ligando-as aos demais estados da federação e 
aos países vizinhos. Analise as proposições sobre as 
rodovias federais que cortam o Estado. 
I. A BR 101 cruza o Estado de Norte a Sul, passando 
próximo ao litoral. 
II. A BR 280 passa pelo Norte do Estado (de São 
Francisco do Sul a Porto União). 
III. A BR 116 cruza o Estado de Norte a Sul, passando 
pelo interior. 
IV. A BR 470 passa no Vale do Itajaí, ligando Itajaí a 
Campos Novos, indo até o Rio Grande do Sul. 
V. A BR 282 vai de Leste a Oeste do Estado. 
 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas II e V são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
 
 
 18. (ACAFE – SC) – A crise de energia elétrica que assola o 
país vem provocando discussões acerca das estratégias 
de racionamento. Sobre esta temática é INCORRETO 
afirmar: 
a) O Sul do Brasil (RS, SC e PR) é o principal 
consumidor de energia elétrica no País, tendo que 
participar ativamente do plano federal de 
racionamento. 
b) Muitas instituições estão atribuindo a necessidade 
de racionamento à falta de investimentos do 
Governo Federal no setor. 
c) A hidrelétrica de Itá, no Oeste catarinense, colabora 
para o abastecimento de energia no Sul do país. 
d) O governo do estado de Santa Catarina e a 
CELESC implantaram programas de racionalização 
do uso da energia elétrica. 
e) As chuvas são essenciais para a normalidade do 
sistema hidrelétrico do país, visto que o maior 
percentual de energia produzida vem das 
hidrelétricas 
 
 19. Assinale a alternativa CORRETA sobre o quadro 
energético de SantaCatarina, considerando o mapa 
abaixo. 
 
 
 
a) A hidrelétrica de Itá, localizada no rio Uruguai, é um 
empreendimento estatal que produzirá energia que 
será utilizada somente pelo estado de Santa 
Catarina. 
b) O gasoduto ainda se encontra em obras, estando 
sua inauguração prevista para maio de 2018. 
c) O mapa apresenta todas as obras existentes no 
Estado para obtenção de energia elétrica. 
d) Localizado no município de Capivari de Baixo, o 
Complexo Termelétrico Jorge Lacerda emprega para 
geração de energia elétrica, exclusivamente, o 
carvão mineral catarinense. 
e) Em Santa Catarina a geração eólica é 
impossibilitada pelo relevo acidentado. 
 
20. (UDESC) – Sobre o setor carbonífero e a geração de 
energia em Santa Catarina, pode-se afirmar, EXCETO: 
a) No município de Treviso está prevista a instalação da 
Usina Termoelétrica Sul-Catarinense (USITESC). 
b) As novas usinas termoelétricas, previstas pelo Governo 
Federal, a serem instaladas nos próximos anos em 
Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, poderão 
aquecer o setor carbonífero do Sul de Santa Catarina. 
c) A importância econômica e o impacto socioambiental 
promovidos pela extração de carvão beneficiam a toda 
população, portanto não geram conflitos de interesses. 
 
 
 14 
d) Este setor volta a crescer lentamente. São mais de 5 
mil empregos, muito abaixo dos registrados antes da 
sua desregulamentação durante o Governo Collor, 
mas já há uma recuperação e o setor responde por 
mais de 2% da energia gerada no Brasil. 
e) Contaminação do ar, das águas e dos solos é o 
principal problema decorrente da extração do carvão, 
enfrentado pelos municípios integrantes da bacia 
carbonífera catarinense. 
 
 21. (ACAFE – SC) – Com atrativos e características 
diferencia-das, o estado catarinense tem acentuado 
destaque nacional. Sobre a realidade catarinense atual, 
analise as afirmações a seguir. 
 
l. O Oeste catarinense é uma região de onde sai 
grande parte da produção de grãos, aves e suínos, e 
onde estão as principais agroindústrias do País. 
ll. O cotidiano e a economia de Santa Catarina são 
resultantes de sucessivas correntes migratórias que, 
ao longo do processo histórico, moldaram a 
ocupação do território do estado. 
Ill. Os dois principais portos marítimos catarinenses – 
Itajaí e São Francisco do Sul – pelo fato de 
apresentarem equipamentos ultrapassados e mal 
conservados, não permitem que se mantenham 
linhas comerciais com os principais portos do 
mundo. 
IV. O polo mineral, caracterizado pela indústria extrativa 
mineral, como o carvão, e por produtos minerais 
não-metálicos, como aqueles que resultam em pisos 
e azulejos, localizados na porção Sul catarinense, é 
destaque nacional. 
V. A região metropolitana de Florianópolis tem a sua 
economia alicerçada nas atividades do comércio, 
prestação de serviços públicos, indústria de 
transformação e turismo e tem sua capital, localizada 
principalmente na ilha de Santa Catarina, que 
merece ser cuidada com todo o carinho pelos 
administradores, pela sua população e pelos que a 
visitam. 
Todas as afirmações CORRETAS estão em: 
a) IV – V 
b) II - III – IV 
c) I - II - IV – V 
d) I - II - III - IV 
 
22. As notícias abaixo tratam da questão agrária em Santa 
Catarina. Sobre o assunto julgue os itens a seguir com F 
– falso ou V- verdadeiro. 
 
DISPUTA DE TERRAS ACABA COM MORTE NO OESTE 
Mais uma disputa de terras envolvendo índios e agricultores 
terminou em tragédia na madrugada de ontem em Abelardo 
Luz, região Oeste do Estado. O agricultor e empresário 
Ulisses Stefani, 51 anos, andava de carro em uma estrada de 
terra na Aldeia Toldo Imbu, ocupada por índios caingangues, 
quando foi atingido por um disparo de pistola calibre 38, e 
acabou morrendo momentos depois. 
Fonte: Jornal A Notícia – 17.02.2004 
 
 
 
 
 
MST INVADE E FAZ REFÉM NO ESTADO 
Cerca de 420 famílias integrantes do Movimento dos 
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) levaram apreensão à 
Serra Catarinense ao invadir uma fazenda no município de 
São Cristóvão do Sul no sábado de manhã. Não houve 
confrontos, mas a proprietária da fazenda, a empresa de 
papel e celulose Klabin, diz que uma família que trabalha na 
área é refém dos invasores. No entanto, foi confirmado 
apenas um refém, o caseiro da fazenda. 
Fonte: Jornal Diário Catarinense – 19.04.2004 
 
 I. ( ) A tensão agrária em Santa Catarina é grande, 
podendo ser comparada à situação observada nas 
regiões norte e nordeste do Brasil. 
II. ( ) Fruto do aumento do preço da terra agrícola e do 
intenso êxodo urbano, a violência agrária cresceu 
na última década em Santa Catarina. 
III. ( ) Em Santa Catarina predominam as pequenas e 
médias propriedades, quadro que não elimina as 
tensões entre Sem Terra e grandes proprietários. 
IV. ( ) As comunidades indígenas de Santa Catarina são 
estritamente coletoras, não estando os atritos 
entre agricultores e índios relacionados com a 
questão agrária. 
V. ( ) Em Santa Catarina, o movimento dos atingidos por 
barragens soma-se aos índios e Sem Terra (MST) 
na luta pela reforma agrária. 
São verdadeiros os itens: 
a) I, III e V b) II, III e IV 
c) I, IV e V d) I e IV 
e) III e V 
 
 
 
GABARITO – 2a AULA (GEO “B”) 
 
 
01. 58 (02,08,16,32) 
02. 34 (02,32) 
03. d 
04. d 
05. e 
06. e 
07. c 
08. c 
09. e 
10. a 
11. b 
12. c 
13. 19 (01,02,16) 
14. c 
15. b 
16. d 
17. e 
18. a 
19. d 
20. c 
21. c 
22. e

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