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Universidade Petrobras 1
V - Parte
Universidade Petrobras 2
Perfil Sônico
Universidade Petrobras 3
Métodos Acústicos – Resolução e Profundidade de investigação 
Resolução – Determinada pela freqüência de uma medida; governada pelo 
comprimento de onda
Perfil Sônico – Freqüência e Profundidade de investigação média 
Quanto maior a freqüência e menor o comprimento de onda mais alta a resolução
Universidade Petrobras 4
Papel Histórico e Fundamental do Perfil Sônico
Calibrar as velocidades da sísmica
Universidade Petrobras 5
Esquema
Transmissor Superior
Transmissor Inferior
R1R2
R3R4
POÇO
Velocidades Sônicas em Formações
Arenitos
Calcário
sDolomito
Anidrita
Halita
Tubo
Vma(pé/s)
18.000-19.500
21.000-23.000
23.000
20.000
15.000
17.500
DTma(µs/pé)
55,5 ou 51,0
47,6 ou 43,5
43,5
50,0
67,0
57,0
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
PRINCÍPIO do Perfil Sônico
# A ferramenta emite uma onda sonora que viaja pela formação e é 
detectada pelos transmissores.
# Mede-se o tempo decorrido entre a emissão da onda e a detecção 
do primeiro sinal (∆T).
# A ferramenta calcula o ∆T, que é o tempo gasto para a onda 
percorrer 1 pé de formação .Unidade: µsec/ft
Universidade Petrobras 6
IEL/BHC/GR
0.2 2000
40240
Expressa em ∆T ( usec/pé).
A escala utilizada nos perfis 
é linear, apresentada de 
40-240 ∆T , registrada na 
pista 3.
Nos outros tracks podemos 
ter a curva de GR (pista1) e 
Indução (pista 2 – escala 
logarítmica) 
Apresentação do Perfil Sônico
Universidade Petrobras 7
Obtenção da Porosidade pelo Perfil Sônico
CÁLCULO DA POROSIDADE (φs )
–φs = ∆T lido - ∆T matriz
∆T filtrado - ∆T matriz
∆T filtrado = 189 µsec/ft
∆T Matriz = 55 µsec/ft
APRESENTAÇÃO
– Track 4, escala linear de 40 a 240 µsec/ft
Universidade Petrobras 8
IEL/BHC/GR
0,2 2000
40240
1770
1775
φs = ∆T lido - ∆T matriz
∆T filtrado - ∆T 
matrizφs = 70 - 55
189 - 55
= 12%
Universidade Petrobras 9
FATORES QUE INFLUENCIAM O TEMPO DE 
TRÂNSITO (∆ T )
LITOLOGIA (tipo de matriz) - Quanto mais densa a 
matriz, menor é o ∆T;
POROSIDADE - quanto maior a porosidade, maior é o 
∆T (os poros estão preenchidos por fluidos e estes têm 
altos ∆T); 
ARGILOSIDADE - é muito afetado pela argilosidade, 
pois a presença de argila nos poros da rocha aumenta o 
valor do ∆t, fazendo com que a porosidade calculada seja 
maior do que a real.
Universidade Petrobras 10
FATORES QUE AFETAM A LEITURA DE ∆T
SALTOS DE CICLOS - quando os receptores não conseguem 
captar a primeira chegada da onda, registrando a segunda ou 
terceira, gerando um ∆T maior que o real. Comum em zonas 
fraturadas ou portadoras de gás. 
RUIDOS - qualquer sinal captado pelo receptor que chegue 
antes do emitido pela ferramenta. Ocorre devido a alta 
velocidade de corrida da ferramenta ou ao atrito com as 
paredes do poço.
DIÂMETRO DO POÇO - poço com diâmetro maior que 24” é 
impraticável a corrida do sônico.
Universidade Petrobras 11
DLL/BHC/GR/SP
0,2 2000
40240
Universidade Petrobras 12
Exemplo
de
Perfil
Sônico
Universidade Petrobras 13
Universidade Petrobras 14
Resolução x Profundidade de Investigação
Universidade Petrobras 15
FERRAMENTA DE DENSIDADE
anidrita
dolomita
calcário
arenito
halita
folhelho
2,0 ρb 3,0
A ferramenta emite raios gama de uma fonte radioativa colocada em 
um patim que é pressionado contra a parede do poço. A colisão 
destes raios gama com a formação espalha elétrons que são 
detectados por um conjunto de dois detectores.
Universidade Petrobras 16
PERFIL DE DENSIDADE
PRINCÍPIO
A ferramenta determina dois atributos 
fundamentais de uma rocha-reservatório:
– densidade (ρb)- Efeito Compton. 
– índice de absorção fotoelétrico (Pe).
– Também fornece o cáliper de poço e a 
correção de densidade (∆ρ).
Universidade Petrobras 17
EFEITO COMPTON
– Ocorre quando um fóton incidente colide com um 
elétron, sendo sua energia dividida entre a energia 
cinética do elétron e um fóton (raio gama) 
“dissipado”.
– A ferramenta lê a intensidade dos raios gamas 
dissipados e à relaciona com a densidade da 
formação ou seja: formação mais densa, maior 
número de colisões, menor a intensidade de raios 
gama detectado e vice-versa. 
– O Efeito Compton é proporcional à densidade 
eletrônica da formação, gerando assim a curva de 
densidade (ρb) no perfil de densidade.
PERFIL DE DENSIDADE
Universidade Petrobras 18
EFEITO FOTOELÉTRICO
– Ocorre quando o raio gama incidente apresenta 
baixo nível de energia (devido ao Efeito 
Compton), sendo totalmente absorvido pelo 
átomo durante a colisão, transmitindo sua 
energia para o átomo em forma de energia 
cinética.
– Esta interação constitui a base do perfil litológico 
ou fator fotoelétrico (Pe), pois este fenômeno 
depende do elemento que interage.
PERFIL DE DENSIDADE
Universidade Petrobras 19
APRESENTAÇÃO
ρb - densidade total, pista 
4, escala linear de 2 a 3 
g/cm3.
Pe - fator foto-elétrico, 
pista 4, escala linear.
∆ ρ - delta ρ , pista 3, 
escala linear de -0,25 a 
+0,25 g/cm3 .
Universidade Petrobras 20
APRESENTAÇÃO DO PERFIL
DENSIDADE
 BR
PETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
1-SSS-1-AA
RHOB (g/cm3)2 3
NPHI45 -15
GR0 150
CAL4 14
BS= 6 1/8”
2925
2900
DRHO .25-.25
1:200
LEITURA DO PERFIL DENSIDADE
1-Cada linha vertical equivale a 0,05 g/cm3
2-Isto equivale a 3% de unidade de
porosidade
0,05 g/cm3
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
Universidade Petrobras 21
EXERCÍCIO 5 BRPETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
1-SSS-1-AA
RHOB2 3
NPHI45 -15
GR0 150
CAL4 14
BS= 6 1/8”
2925
2900
DRHO .25-.25
1:200
A
B
C
D
E
F
G
A=2,98
B=2,57
C=2,52
D=2,31
E=2,39
F=2,27
G=2,60
Leitura de RHOB
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
Universidade Petrobras 22
Quartzo
Calcita
)3/( cmgbρ
2,65
2,71
Leitura de Porosidade Direta
no Perfil sem Correção
Passos
1-Identificar a Densidade da Matriz
2-A partir desta, cada linha á esquerda
vale 3% de unidade de porosidade.
 BR
PETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
1-SSS-1-AA
RHOB2 3
GR0 150
CAL4 14
BS= 6 1/8”
M
R
=
2925
2900
DRHO .25-.25
2,65
21 % 3 %
6 %
9 %
12 %
18 %
15 %
24 %
PERFIL DE DENSIDADE
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
Universidade Petrobras 23
Universidade Petrobras 24
Universidade Petrobras 25
RJS-457
PE em carbonatos
Universidade Petrobras 26
APLICAÇÕES 
- Determinação da densidade da rocha;
- Determinação da porosidade (é o melhor perfil de porosidade);
- Identificação de zonas de gás em conjunto com o perfil 
Neutrão;
- Avaliação de arenitos argilosos;
- Litologia e correlação;
- Interpretação de litologias complexas, através da análise de 
curvas de Pe;
- Identificação de minerais pesados;
- Medidas de densidade em formações com baixa porosidade, 
com precisão de 0,01 g/cc num intervalo de 2,0 a 3,0 g/cc.
PERFIL LDT - LITHODENSITY LOGGING 
Universidade Petrobras 27
FATORES QUE AFETAM AS LEITURAS DO 
DENSIDADE
Zonas de Gás - tendem a diminuir o ρb, aumentando a 
porosidade lida. São efetuadas correções adequadas;
Argilosidade - tendem a diminuir o ρb, embora seja o 
perfil menos afetado pela argilosidade;
Diâmetro e rugosidade do poço - influenciam 
fortemente as leituras;
Formações muito fraturadas;
Reboco - se for muito espesso pode afetar nas leituras. 
A baritina da lama possui alta capacidade de captura de 
raios gama.
Universidade Petrobras 28
Universidade Petrobras 29
FERRAMENTADE NEUTRÃO
A ferramenta consiste em uma fonte de emissão de nêutrons e 
dois detectores, um mais próximo e outro mais distante da fonte.
Universidade Petrobras 30
Resolução x Profundidade de Investigação
Universidade Petrobras 31
Ferramenta NEUTRÔNICA
É utilizada para determinar a porosidade, com base 
na quantidade de hidrogênio existente numa rocha 
reservatório. 
É aplicada, principalmente, na identificação de zonas 
de gás, na análise litológica e na correlação de 
estratos ou reservatórios. 
Universidade Petrobras 32
A ferramenta emite continuamente nêutrons de alta energia 
(4 Mev) através de uma fonte radioativa. Esses nêutrons 
chocam-se com o núcleo dos átomos da formação e 
perdem parte da energia a cada colisão;
A energia perdida é proporcional à massa do núcleo com o 
qual os nêutrons se chocam, sendo maior quando o 
choque ocorrer com um átomo de hidrogênio, pois este 
possui massa atômica idêntica a do nêutron. 
Desta forma, a velocidade de perda de energia é 
proporcional à concentração de hidrogênio na formação;
Princípio do Perfil de Neutrão
Universidade Petrobras 33
APRESENTAÇÃO
– Pista 4, escala linear 
de 45 a -15 (% NPHI).
Universidade Petrobras 34
 BR
PETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
1-SSS-1-AA
PHIN45 -15
GR0 150
CAL4 14
BS= 6 1/8”
M
R
=
2925
2900
0 %
3 %
6 %
9 %
12 %
15 %
18 %
20 %
20%+4%=24%
PERFIL NEUTRÃO
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
LEITURA DE POROSIDADE 
PASSOS
1-) A escala é de porosidade
2-) Determinar o zero de 
porosidade
3-) Cada linha vertical equivale
a 3% de porosidade.
4-) O valor lido do ponto 
assinalado
é 20%.
5-) Como a ferramenta é calibrada
para calcário, temos que adicionar
mais 4 % ao valor lido. Portanto a 
porosidade real é 24%.
Universidade Petrobras 35
Respostas dos Perfis Densidade, Neutrão e Sônico
Frente aos Minerais 
Quartzo
Calcita
Dolomita
Halita
)3/( cmgbρ ).( PUCNLφ )/( pésDT µ
2,65
2,71
2,85
2,04
-2,0
0
1
-3,0
55,50
47,50
43,50
67,00
Silvinita 1,86 -3,0 72,00
Anidrita 2,98 -2,0 50,00
Universidade Petrobras 36
PERFIL NEUTRÃO
APLICAÇÕES:
– Avaliação da porosidade;
– Indicador de argilosidade;
– Identificação de zonas de gás ou HC leves;
– Identificação litológica
– Correlação; 
– Pode ser registrado a poço revestido.
Universidade Petrobras 37
PERFIL NEUTRÃO
FATORES QUE AFETAM AS LEITURAS
– Os perfis neutrônicos respondem à quantidade de hidrogênio 
presente na formação, o que corresponde ao espaço poroso 
preenchido por líquidos em formações "limpas" (não argilosas). 
O óleo e a água possuem a mesma concentração.
– Zonas de Gás - o perfil fornece uma porosidade menor do que 
a real, pois o gás apresenta menor concentração de hidrogênio. 
São efetuadas correções adequadas.
– Argilosidade - o perfil fornece uma porosidade maior do que a 
real, pois as argilas apresentam muita água estrutural. É muito 
afetado pela argilosidade.
Universidade Petrobras 38
COMPOSITE
(gás/óleo)
Universidade Petrobras 39
COMPOSITE
Universidade Petrobras 40
COMPOSITE
(gás/óleo)
Universidade Petrobras 41
COMPOSITE
Universidade Petrobras 42
 BR
PETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
COMPOSITE LOG
DT135 35
RHOB2 3
PHIN45 -15
GR0 150
CAL6 16
BS= 8 1/2” RT0.2 2000
2550
2575
2583 m
Gás (Ød >>> Øn, Rt )
IDENTIFICAÇÃO DE FLUIDOS
Óleo (Ød > Øn, Rt )
Água Salgada (Ød = Øn, Rt )
924
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
Universidade Petrobras 43
BR
PETROBRAS - E & P - AM / GEXP / GEAGEO / CAF
COMPOSITE LOG
Autor: Geol. Ismar
DT135 35
RHOB2 3
Phin45 -15
GR0 150
CALIPER6 16
BS= 8 1/2” HLLD0.2 2000
M
R
=
8
8
1650.0
1675.0
e DT
Gás
Água
Fig 02
27 12
IDENTIFICAÇÃO DE FLUIDOS
Perfilagem de Poços por: Paulo Soeiro
Universidade Petrobras 44
CORREÇÃO DA POROSIDADE PARA O 
EFEITO DO GÁS 
Universidade Petrobras 45
EXERCÍCIO
1) Ler a porosidade do perfil densidade
e do neutrão nos seguintes pontos:
705; 717,5; 722; 740; 756,5m
2) Aplicar o método de correção de
Gaymard para o efeito do gás.
750
700
2,0 3,0
-1545
PHID PHIN PHIG
705
717,5
722
740
756,5
725
DENSIDADE/NEUTRÃO
Universidade Petrobras 46
EXERCÍCIO
750
700
2,0 3,0
-1545
PHID PHIN PHIG
705 33 7 23,85
717,5 25,5 21 23,35
722 28 17 23,16
740 29 19 24,51
756,5 36 8,5 26,15
725
1) Ler a porosidade do perfil densidade
e do neutrão nos seguintes pontos:
705; 717,5; 722; 740; 756,5m
2) Aplicar o método de correção de
Gaymard para o efeito do gás.
	Perfil Sônico
	Métodos Acústicos – Resolução e Profundidade de investigação
	Obtenção da Porosidade pelo Perfil Sônico
	FATORES QUE INFLUENCIAM O TEMPO DE TRÂNSITO ( T )
	FATORES QUE AFETAM A LEITURA DE T
	Resolução x Profundidade de Investigação
	FERRAMENTA DE DENSIDADE
	PERFIL DE DENSIDADE
	PERFIL DE DENSIDADE
	FATORES QUE AFETAM AS LEITURAS DO DENSIDADE
	FERRAMENTA DE NEUTRÃO
	Resolução x Profundidade de Investigação
	Ferramenta NEUTRÔNICA
	PERFIL NEUTRÃO
	PERFIL NEUTRÃO

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