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GEOMORFOLOGIA GEOMORFOLOGIA DO BRASIL E MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO Rose Mary Gondim Mendonça GEOMORFOLOGIA Geomorfologia do Brasil Macrocompartimentação do relevo brasileiro soerguimento da plataforma sul-americana, ao longo do cenozóico (Andes) processos erosivos (bordas das bacias sedimentares) – terciário até o quaternário Geomorfologia no Brasil últimos 50 anos - questões ambientais evolução da classificação do relevo brasileiro baseado em critérios diferentes em função do conhecimento 1a - Aroldo de Azevedo 2a - Aziz Ab´Sáber Marco – RADAMBRASIL (1973) Mais recente - Jurandyr Ross (28 unidades) Aroldo de Azevedo 1940 baseado em dados hipsométricos Realidade geológica e geomorfológica Divisão Dois Planaltos: Guiano e Brasileiro Brasileiro – subdividido em Central, Atlântico e Mediridional Três Planícies: Amazônica, Pantanal e Costeira Aziz Ab’Saber 1950 e considerou a influência do clima e do solo (geomorfologia climática) Criou concepção nova das interações clima, vegetação e estruturas geomorfológicas Definiu Três planícies – Planícies e terras baixas amazônicas, Pantanal e Costeiro Planaltos – Meio-norte, Nordestino, Serras e planaltos do Leste e Sudeste, Meridional e o Uruguaiano Aziz Ab’Saber - definições Planaltos – superfície cujas bordas são declives onde há mais erosão que sedimentação Planície – é a superfície onde ocorre mais sedimentação que erosão, tem bordas e aclives Não possui cadeia de montanhas e prdomina altitudes inferiores a 500 m, desenvolvida em geologia antiga sem movimentações recentes Aziz Ab’Saber - Planaltos Guianas – região serrana e o Planalto Norte Amazônico (extremo norte) – parte integrante do escudo das Guinanas com rochas cristalinas pré cambrianas – Pico da Neblina (3,014 m) Brasileiro – subdividido em central, Maranhão-Piauí, Nordestino, Serras e Planalto do Leste e Sudeste, Meridional e Uruguaio – Rio Grandense, e formado por terrenos cristalinos desgastados e rochas sedimentares. Aziz Ab’Saber - Planície Planícies e terras baixas amazônicas – norte do país abaixo do Planalto das Guianas, em três níveis altimétricos, várzeas, terraços fluviais e baixos planaltos terrenos terciários. Planície do Pantanal – oeste do Mato grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso, formado por terrenos quaternários Planícies e terras baixas costeiras – acompanha a costa do Maranhão ao sul do país em terrenos terciários e quaternários Jurandir Ross Classificação das mais atuais Fundamentada no RADAMBRASIL Em 1995, estabeleceu 28 unidades de relevo Grande parte das rochas e estruturas são formadas anteriormente a Cordilheira dos Andes Evolução em climas úmido, quente, semi- árido e árido Planaltos Planaltos em bacias sedimentares – são limitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por seus relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave) Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma - constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do planalto e chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 65 milhões de anos). Planaltos em cinturões orogênicos - ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a intrusivas. Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – fazem parte do cinturão orogênico da faixa Atlântica, apresentam-se isolados e representam dobramentos antigos. Depressões e Planícies Depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias fases erosivas dos períodos geológicos (Tocantins, Araguaia, ...) Planícies correspondem geneticamente às áreas predominantemente planas, decorrentes da deposição de sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. Estão geralmente associadas aos depósitos quaternários, principalmente holocênicos (de 20 mil anos atrás) Jurandir Ross - Planaltos Planaltos em bacias sedimentares – delimitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por apresentar relevos escarpados representados por frentes de cuesta Planalto da Amazônia Oriental Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba Planaltos e chapadas da bacia do Paraná Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma – resultado de ciclos erosivos composto por morros e serras isolados (intrusões graníticas, derrames vulcânicos e dobramentos pc) Planaltos residuais norte-amzônicos Planaltos residuais sul-amazônicos Planalto da chapada dos Parecis Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – faz parte faixa do cinturão orogênico Atlântico Planalto da Borborema Planalto sul-rio-grandense Planalto em cinturão orogênico – em relevos residuais apoiados em rochas metamórficas e intrusivas. Tem serras e estruturas intensamente dobradas e erodidas Planalto e serras do atlântico leste-sudeste (faixa de dobramento do Cinturão Atlântico - serras do Mar, Mantiqueira e Espinhaço e fossas tectônicas como vale do Paríba do Sul) Planatos e serras de Goiás-Minas (faixa de dobramento do Cinturão Brasília – serras da Canastra e Dourada) Serras residuais do Alto-Paraguai (cinturão orogênico Paraguai-Araguaia) Depressões – originadas por processos erosivos em sua maioria Depressão amaz\ônica ocidental Depressão marginal norte-amazônica Depressão marginal sul-amaz\ônica Depressão do Araguaia Depressão Cuiabana Depressão do alto-paraguai-guaporé Depressão do Miranda Depressão do Tocantins Depressão sertaneja e do São Francisco Depressão da borda leste da bacia do Paraná Depressão periférica central ou sul-rio- grandense Planície – áreas planas decorrentes da deposição de sedimentos recentes (fluvial, marinho ou lacustre) Planície do rio Amazonas Planície do rio Araguaia Planície e Pantanal do rio Guaporé Planície e Pantanal Mato-grossense Planície da lagoa dos Patos e Mirins Planícies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro GEOMORFOLOGIA Mapeamento geomorfológico cartas topográficas mapas geológicos imagens de satélite escala variável - 1:250.000 a 1:50.000 escala detalhada - tipos de vegetação com a situação topográfica (mapeamento fitofisionômico) Fornecem informações sobre suscetibilidade a deslizamentos ou movimentos de massa Cada elemento do terreno representa, então, a síntese dos elementos físicos que o constituem GEOMORFOLOGIA Relevo 2/3 da superfície da Terra – submerso Relevo do fundo oceânico leva em conta dois fatores: profundidade forma predominante GEOMORFOLOGIA Relevo 1/3 da superfície do planeta apresenta rochas esculpidas pelo clima ao longo do tempo Formas de relevo processos endogenéticos – relacionados ao movimento das placas tectônicas falhamentos soerguimentos dobramentos intrusões magmáticas e vulcanismo processos exogenéticos formas de dissecação – resistência das rochas formas de acumulação Formas de aplainamento e dissolução GEOMORFOLOGIA Mapeamento Geomorfológico Objetivo ordenar os fatos geomorfológicos mapeados em uma taxonomia que os hierarquiza Problemas mapeamentos não seguem padrão pré-definido escalas adoção de bases taxonômicas Metodologia ordenar os fenômenos mapeáveis taxonomicamente que deve estar aferido a uma escala cartográfica Táxon Descrição Características Domínios morfo estruturais Grandes conjuntos estruturais que geram arranjos regionais do relevo, guardando relação de causa entre si Maior divisão taxonômica que organiza os fatos geomorfológicos derivados de aspectos da geologia (tectônica), e constituem-se os grandes arranjos estruturais (direções estruturais que se refletem na drenagem e no direcionamento do relevo) com ou sem influência da litologia. Somente mapeáveis em grande escala 1:250.000. Domínios Litoestruturais: Cadeias dobradas, estruturas dotadas e/ou falhadas, bacias sedimentares, maciços intrusivos, derrames de lavas. Domínios Morfoestruturais: áreas onde a erosão apaga os efeitos da litologia ou intercepta estruturas, como os pediplanos e as depressões periféricas Regiões geomorfológicas Grupamentos de unidades geomorfológicas que apresentam semelhanças resultantes da convergência de fatores de sua evolução È o segundo táxon e se caracteriza por ser delimitada em escala regional, e não sofrer controle litoestrutural e sim climático no presente e passado (domínios morfoesculturais). Sendo assim as litologia não dão mais características comuns e aspectos semelhantes, sendo o clima o fator interveniente ou integrante do conceito. Neste táxon os aspectos fitoecológicos e pedológicos passam a ter significado regional. Somente mapeáveis em escala igual ou inferior a 1:250.000. Táxon Descrição Características Unidades geomorfológicas Associação de formas de relevo recorrentes, geradas de uma evolução comum Constitui-se o terceiro táxon sendo definido como um arranjo de formas semelhantes em seus tipos de modelados, resultante de processos paleoclimáticos e/ou natureza das rochas e estruturas. Representa um arranjo regional de formas de relevo que considera solo, clima e vegetação, mapeáveis na escala 1:50.000 Tipos de modelado Grupamentos de formas de relevo similares na forma geométrica, decorrentes de processos morfogenenéticos e genéticos em comum É o quarto táxon. Na composição dos mapas geomorfológicos são delimitados em quatro tipos de modelados: de acumulação, os de aplanamento, os de dissecação e os de dissolução. Modelados de dissecação podem ser: Homogêneos – análise quantitativa do aprofundamento e densidade da drenagem Diferenciais – usado para áreas marcadas por controles tectônicos (marcados direções estruturais, sulcos pela drenagem), sendo medido somente o aprofundamento do curso de água, já que a densidade é controlada pela estrutura ou litologia Acumulação Fluvial (f) Planície – Af Várzea Terraço (t) - Atf Planície e Terraço – Aptf Marinha (m) Planície – Am Restinga, cordões litorâneos, dunas, plataformas de abrasão Terraço (t) - Atm Arenosos ou cascalheiros Fluviomarinh a (fm) Planície – Afm Mangue, lagunas Terraço (t) - Atfm Terraços arenosos Lacustre (l) Planície – Al Terraço (t) - Atl Fluviolacustre (fl) Planície – Afl Diques marginais Terraço (t) - Atfl Eólico (e) Dunas (d) – Aed Planos arenosos (p)- Aep Coluvial ou enxurrada Leques de espraiamento – Ac Inundação (i) Planos abaciados - Ai Aplanamento Pediplano degradado (g) Inumado (i) - Pgi Desnudado (u) – Pgu Pediplano retocado (r) Inumado (i) – Pri Desnudado (u) – Pru Dissecação Homogênea – D Feições de topo Convexas (c) - Dc Tabulares (t) – Dt Aguçadas (a) – Da Estrutural ou Diferencial (e) – De Considera também a densidade de drenagem e grau de incisão Ravinas (r) – Dr Carste (K) Carste coberto (c) - Kc Carste em exumação - Ke Carste descoberto - Kd Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Acumulação deltáica Superfície plana de acumulação fluviomarinha ou fluviolacustre contendo braços de rios e canais de maré com mangues ou depressões pantanosas Nos rios com grande carga detrítica alta, e com profundidades e correntes que favorecem a acumulação Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Auréola de colmatagem lacustre Zona de acumulação de materiais finos nas bordas de lagoas e lagos, alimentados por sedimentos carreados por rios ou chuvas Nas margens de lagos devido a quebra de energia do transporte Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Borda de Terraço Fluvial Ressalto voltado para o leito limitando um plano esculpido pelo rio em aluviões antigos ou planos de pedimento, margeiam os rios Nas margens de planícies fluviais, entalhado por retomada de erosão ou alteração do nível de base regional Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Borda de Terraço Marinho Ressalto formado em decorrência da regressão marinha Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Cone de Dejeção Material grosso transportado por fluxos concentrados e depositados no sopé de morros, com forma de leque Abandono de carga devido à diminuição de energia do fluxo Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Cordão ou Dique Arenosos Depósito linear fluvial, marinho ou lacustre Várzeas de rios, planícies marinhas e bordas lacustres Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Depressão Pseudocárstica Forma semicircular, deprimida de fundo chato e com bordas definidas que se comunica com a rede de drenagem Regiões planas recobertas por colúvio ou latossolos, sobre litologias cuja permeabilidade contrasta Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Depressão Pseudocárstica se bordas definidas Forma semicircular, com fundo chato e bordas mal definidas comunicada com a rede de drenagem. Regiões planas recobertas pro colúvio ou latossolos, sobre litologias cuja permeabilidade contrasta Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Falésia Escarpa costeira originada por erosão marinha Limite entre forma continental e de planície marinha ou fluviomarinha Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Falésia Morta (paleofalésia) Escarpa costeira originada por erosão marinha não mais atuante Limite entre forma continental e de planície marinha ou fluviomarinha Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Feixe de Cordões arenosos Formas arenosas, lineares, paralelas ou subparalelas, de origem fluvial, marinha e lacustre Nas planícies de grandes rios, nas planícies litorâneas próximas de deltas que favoreçam a erosão e o transporte Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Garganta Passagem estreita causada pelo aprofundamento do talvegue de um rio em rochas resistentes Superimposição da drenagem sobre camada sedimentar discordante ou plano de erosão ou captura de drenagem ou entalhe por antecedência causada por um levantamento Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Leque Aluvial Depósito fluvial que se espraia declive abaixo com forma de leque Áreas de contato de rios de relevos distintos, marcados pro forte ruptura de declive Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Marcas de Paleodrenagem Forma depósitos lineares fluviais e lacustres e marcas deixadas por canais Nas planícies e terraços aluviais dos principais rios e bordas lacustres Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Marca de Paleolitoral Evidência de estabilização do nível marinho representado pela linha do limite do continentecom uma antiga praia ou restinga precedendo sedimentos mais recentes Nas costas próximos a estuários ou litoral onde ocorreu deposição de sedimentos Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Recife Linha de praia paralela à costa e/ou fechando barras fluviais Entre a planície litorânea e a plataforma de baixa-mar (visível na maré baixa) Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Restinga Cordão litorâneo depositado subparalelo a costa tendo como ponto de partida saliências do litoral Planície litorânea de contorno irregular, próximo à desembocadura de rios que transportam areia e de falésias constituídas de materiais friáveis, retificando a linha de costa Unidades geomorfológicas Ações fluviais, lacustres ou marinhas Vereda Zona deprimida dentro de área estruturalmente plana ou aplanada pela erosão, resultante da surgência do lençol freático que se encaminha para uma drenagem concentrada Nos chapadões das bacias e em coberturas sedimentares, em camadas pouco inclinadas e de diferentes permeabilidades. Comum no cerrado Unidades geomorfológicas Ações eólica Depressão com montículos de deflação eólica Depressões formadas pelo vento Sobre planícies com cobertura de areia rasa e com pouca vegetação Unidades geomorfológicas Ações eólica Duna Depósito eólico em forma linear orientado de acordo com a direção e intensidade dos ventos Unidades geomorfológicas Ações cárstica Borda de Patamar Cárstico Ruptura de declive me borda de superfície plana ou de planalto residual, cortada por lapies, canyons e outras foras de dissolução Rochas calcárias ou dolomíticas truncadas com rochas sedimentares permeáveis Unidades geomorfológicas Ações cárstica Canyon Cárstico Sulco de bordas abruptas, cortado por um planalto ou patamar cárstico Rochas calcárias ou dolomíticas, horizontais ou subhorizontais, fraturadas e em clima úmido Unidades geomorfológicas Ações cárstica Crista Cárstica Forma de relevo residual alongada, isolada com declividade forte, formando uma linha contínua na superfície Rochas calcíferas deformadas em clima com presença de água Unidades geomorfológicas Ações cárstica Dolina Depressão cárstica semicircular com bordas íngremes e fundo chato, expondo o freático ou coberta por solo Rochas calcíferas com camadas espessas, pouco deformadas em clima com presença de água Unidades geomorfológicas Ações cárstica Morro Cárstico Forma de relevo resultante da dissolução de calcários com feições variadas, como colina, topo plano, torre ou ruína Rochas calcárias impuras sob clima úmido Unidades geomorfológicas Ações cárstica Ressurgência Ponto de saída da água subterrânea em relevo calcário Rochas calcíferas, dobradas e fraturadas sob clima úmido Unidades geomorfológicas Ações cárstica Sumidouro Local onde as águas de chuva e rios infiltram apresentando forma afunilada Rochas calcíferas dobradas e fraturadas sob climas úmidos Unidades geomorfológicas Ações cárstica Uvala Depressão resultante da coalescência de dolinas Rochas calcárias localizadas em bacias e coberturas sedimentares, em camadas espessas pouco dobradas e fraturadas, em clima úmido Unidades geomorfológicas Ações cárstica Vale cárstico com bordas definidas Zona deprimida alongada de fundo chato e com bordas côncavas bem marcada. Rochas calcárias localizadas em bacias e coberturas sedimentares, em camadas espessas pouco dobradas e fraturadas, em clima úmido Unidades geomorfológicas Feições residuais Caos de blocos Superfícies aplanadas e amontoados de blocos e matacões arredondados, dispostos em área mapeável Erosão e rochas graníticas, diques de rochas básicas e sobre quartzitos fraturados Unidades geomorfológicas Feições residuais Hogback Forma de relevo residual alongado cujas encostas apresentam declividade > 30 graus – escarpa nítida Freqüente em rochas metamórficas ou em metassedimentos dobrados com mergulho subvertical Unidades geomorfológicas Feições residuais Crista Simétrica Relevo residual alongado, isolado com vertentes subverticais, que formam uma superfície contínua Rochas metamórficas e intrusivas com preenchimento de quartzo nas descontinuidades e em quartzitos ou rochas com diferentes resistências Unidades geomorfológicas Feições residuais Inselberg Superfície de aplanamento, com encosta com declive em torno de 50-60 graus Rochas metamórficas penetradas por rochas intrusivas, e formada pela diferença de resistência entre essas rochas Unidades geomorfológicas Feições residuais Neck Vulcânico Realçado pela erosão seletiva que desbastou as rochas tenras do cone e preservam a rocha solidificada e mais resistente do conduto Unidades geomorfológicas Feições residuais Pontão ou Pão de açúcar Relevo residual, declives de 50-60 graus, encostas convexas Ocorre nos complexos de rochas metamórficas com granitos e ou rochas plutônicas diaclasadas. Pode ocorrer junto a mares de morros http://www.arrakeen.ch/rio/091 Pão de Açucar.JPG Unidades geomorfológicas Bacias e coberturas sedimentares Frente de Cuesta Recuo erosivo de camadas homoclinais de resistência diferente, constituído de front e reverso Ocorrem em rochas sedimentares em áreas externas de bacias sedimentares, planícies costeiras levantadas e bordas de dobramentos Unidades geomorfológicas Bacias e coberturas sedimentares Morro Testemunho (mesa) Relevo residual, topo geralmente plano, limitados por escarpas Rochas sedimentares com recuo da frente de cuesta, nas depressões periféricas precedendo frentes de planaltos sedimentares ou sobre estes planaltos Unidades geomorfológicas Dobramentos Barra de Relevo Dobrado Relevo alongado de topo plano ou convexo, vertente de declividade forte, camadas resistentes à erosão Rochas metamorfizadas com camadas verticais e inclinadas intercaladas a outras de menor resistência Unidades geomorfológicas Dobramentos Borda de Anticlinal Escavada Escapa voltado para o centro do anticlinal – erosão seletiva Rochas metamorfizadas com Estruturas truncadas por aplanamento Unidades geomorfológicas Dobramentos Borda de Sinclinal Suspensa Escarpa voltada para o exterior de sinclinal suspenso em conseqüência da erosão seletiva Rochas metamorfizadas com Inversão da topografia devido ao rejuvenescimento do relevo Unidades geomorfológicas Dobramentos Combe Depressão alongada acompanhando a direção do eixo do anticlinal escavada pela erosão Relevo dobrado (anticlinal) parcialmente conservado Unidades geomorfológicas Dobramentos Dorso Anticlinal Estrutura preservada da erosão Rocha deformada com o dorso ou nariz do anticlinal preservado Unidades geomorfológicas Dobramentos Facetas Triangulares de camada (chevrons) Estruturas dobradas, nos flancos de anticlinais e sinclinais com camadas alternadas de resistências diferente Planos estratigráficos, limitadas por escarpas Unidades geomorfológicas Dobramentos Marcas de enrrugamento Camadas dobradas de resistência contrastante a erosão Camadas com mergulhos fortes preservados sobre planos exumados e desnudados Unidades geomorfológicas Falha Escarpa adaptada à falha Escarpa originada pelo recuo por erosão paralela à falha Falhamentos verticais e transcorrentes com rochas rúpteis Unidades geomorfológicas Falha Escarpa de Falha ou Escarpa de Linha de Falha Escarpa resultante da exumação do plano de falha anteriormente truncadopela erosão Falhamentos verticais e transcorrentes com rochas rúpteis Unidades geomorfológicas Falha Facetas Triangulares de Falha Facetas triangulares resultantes da esculturação de planos de falhas Escarpas de falhas obliquas e de empurrão e em frentes dissecadas de blocos falhados Unidades geomorfológicas Falha Frente Dissecada de Bloco Falhado Recuo da falha vertical Zonas de falhas deslocando rochas metamórficas Unidades geomorfológicas Falha Vale ou Sulco Estrutural Vale ou sulco adaptada à falha, fratura, zona de cisalhamento Submetidas à tectônica quebrável Unidades geomorfológicas Estrutura circular ou dômica Borda de Estrutura Elevada Borda desnivelada, geralmente de forma circular, depressão central, situada em plano superior ao das rochas encaixantes Erosão seletiva de intrusões e domos ou antigos vulcões Unidades geomorfológicas Estrutura circular ou dômica Borda de Estrutura Elevada e Interiormente Erodida Borda desnivelada (circular), com depressão central, situada em plano superior à rocha encaixante Rochas ígneas intrudidas em metamórficas, resultando da erosão seletiva (domos de antigos vulcões) Unidades geomorfológicas Indiscriminada Borda de Patamar Estrutural Escarpa limitando superfície tabular, com topo parcialmente coincidente com plano estratigráfico (camadas inclinadas) ou topo da camada (horizontal) Bacias sedimentares em contatos de camadas de litologias contrastantes ou nos limites desses com estruturas discordantes Unidades geomorfológicas Indiscriminada Escarpa Erosiva Desnível abrupto com traçado sinuoso Pode ocorrer em qualquer tipo de estrutura ou litologia, em decorrência da erosão lateral ou nas cabeceiras de drenagem Unidades geomorfológicas Indiscriminada Escarpa de Relevo Monoclinal Desnível na borda ou em bloco assimétrico de camadas sedimentares basculadas, representando o recuo por erosão ou plano situado em nível interior Bacias sedimentares e estruturas sedimentares Unidades geomorfológicas Indiscriminada Linha de Cumeada Forma de relevo alongado resultante de interceptação de vertentes de forte declividade, seguindo a direção do alinhamento principal do relevo. Rochas e complexos metamórficos intensamente dobradas Unidades geomorfológicas Indiscriminada Ressalto Desnível pouco acentuado relacionado ou não a controle estrutural ou litológico Diversos conjuntos morfoestruturais Ao longo do tempo geológico, a Terra vem testemunhando diversos momentos de subida e descida do nível do mar Níveis marinhos acima do nível atual, desenvolvidos durante o intervalo de tempo do Quaternário, podem ser identificados através do reconhecimento de antigas linhas de costa (antigas praias, limites entre o continente e o oceano). Estas são, na verdade, indicadoras da posição relativa do nível do mar ao longo do tempo geológico, resultando de um "balanço" entre as mudanças reais do nível do mar (eustasia) e as mudanças do nível da crosta terrestre (tectonismo, isostasia e aporte sedimentar) Variação do nível do mar