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GEOMORFOLOGIA 
GEOMORFOLOGIA DO BRASIL E 
MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO 
 
Rose Mary Gondim Mendonça 
GEOMORFOLOGIA 
Geomorfologia do Brasil 
 Macrocompartimentação do relevo brasileiro 
 soerguimento da plataforma sul-americana, ao longo do 
cenozóico (Andes) 
 processos erosivos (bordas das bacias sedimentares) – 
terciário até o quaternário 
 Geomorfologia no Brasil 
 últimos 50 anos - questões ambientais 
 evolução da classificação do relevo brasileiro baseado em 
critérios diferentes em função do conhecimento 
 1a - Aroldo de Azevedo 
 2a - Aziz Ab´Sáber 
 Marco – RADAMBRASIL (1973) 
 Mais recente - Jurandyr Ross (28 unidades) 
Aroldo de Azevedo 
 1940 baseado em dados hipsométricos 
 Realidade geológica e geomorfológica 
 Divisão 
 Dois Planaltos: Guiano e Brasileiro 
 Brasileiro – subdividido em Central, Atlântico e 
Mediridional 
 Três Planícies: Amazônica, Pantanal e 
Costeira 
Aziz Ab’Saber 
 1950 e considerou a influência do clima e do 
solo (geomorfologia climática) 
 Criou concepção nova das interações clima, 
vegetação e estruturas geomorfológicas 
 Definiu 
 Três planícies – Planícies e terras baixas 
amazônicas, Pantanal e Costeiro 
 Planaltos – Meio-norte, Nordestino, Serras e 
planaltos do Leste e Sudeste, Meridional e o 
Uruguaiano 
Aziz Ab’Saber - definições 
 Planaltos – superfície cujas bordas são 
declives onde há mais erosão que 
sedimentação 
 Planície – é a superfície onde ocorre mais 
sedimentação que erosão, tem bordas e 
aclives 
 Não possui cadeia de montanhas e prdomina 
altitudes inferiores a 500 m, desenvolvida em 
geologia antiga sem movimentações recentes 
 
Aziz Ab’Saber - Planaltos 
 Guianas – região serrana e o Planalto Norte 
Amazônico (extremo norte) – parte integrante do 
escudo das Guinanas com rochas cristalinas pré 
cambrianas – Pico da Neblina (3,014 m) 
 Brasileiro – subdividido em central, Maranhão-Piauí, 
Nordestino, Serras e Planalto do Leste e Sudeste, 
Meridional e Uruguaio – Rio Grandense, e formado 
por terrenos cristalinos desgastados e rochas 
sedimentares. 
 
 
Aziz Ab’Saber - Planície 
 Planícies e terras baixas amazônicas – norte do país 
abaixo do Planalto das Guianas, em três níveis 
altimétricos, várzeas, terraços fluviais e baixos 
planaltos terrenos terciários. 
 Planície do Pantanal – oeste do Mato grosso do Sul e 
sudoeste do Mato Grosso, formado por terrenos 
quaternários 
 Planícies e terras baixas costeiras – acompanha a 
costa do Maranhão ao sul do país em terrenos 
terciários e quaternários 
Jurandir Ross 
 Classificação das mais atuais 
 Fundamentada no RADAMBRASIL 
 Em 1995, estabeleceu 28 unidades de relevo 
 Grande parte das rochas e estruturas são 
formadas anteriormente a Cordilheira dos 
Andes 
 Evolução em climas úmido, quente, semi-
árido e árido 
Planaltos 
 Planaltos em bacias sedimentares – são limitados por depressões 
periféricas ou marginais e se caracterizam por seus relevos escarpados 
representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave) 
 Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma - 
constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma 
série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, 
derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do 
planalto e chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 65 milhões de 
anos). 
 Planaltos em cinturões orogênicos - ocorrem nas faixas de orogenia 
(movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de 
relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a 
intrusivas. Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que 
abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. 
 Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – fazem parte do cinturão 
orogênico da faixa Atlântica, apresentam-se isolados e representam 
dobramentos antigos. 
Depressões e Planícies 
 Depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, 
caracterizam-se por terem sido originadas por processos 
erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir 
estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias 
fases erosivas dos períodos geológicos (Tocantins, Araguaia, ...) 
 
 Planícies correspondem geneticamente às áreas 
predominantemente planas, decorrentes da deposição de 
sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. 
Estão geralmente associadas aos depósitos quaternários, 
principalmente holocênicos (de 20 mil anos atrás) 
 
Jurandir Ross - Planaltos 
 Planaltos em bacias sedimentares – delimitados por depressões 
periféricas ou marginais e se caracterizam por apresentar 
relevos escarpados representados por frentes de cuesta 
 Planalto da Amazônia Oriental 
 Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba 
 Planaltos e chapadas da bacia do Paraná 
 Planaltos em intrusões e coberturas residuais de 
plataforma – resultado de ciclos erosivos composto 
por morros e serras isolados (intrusões graníticas, 
derrames vulcânicos e dobramentos pc) 
 Planaltos residuais norte-amzônicos 
 Planaltos residuais sul-amazônicos 
 Planalto da chapada dos Parecis 
 
 
 
 Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – faz parte 
faixa do cinturão orogênico Atlântico 
 Planalto da Borborema 
 Planalto sul-rio-grandense 
 Planalto em cinturão orogênico – em relevos residuais 
apoiados em rochas metamórficas e intrusivas. Tem 
serras e estruturas intensamente dobradas e erodidas 
 Planalto e serras do atlântico leste-sudeste (faixa de 
dobramento do Cinturão Atlântico - serras do Mar, 
Mantiqueira e Espinhaço e fossas tectônicas como 
vale do Paríba do Sul) 
 Planatos e serras de Goiás-Minas (faixa de 
dobramento do Cinturão Brasília – serras da 
Canastra e Dourada) 
 Serras residuais do Alto-Paraguai (cinturão 
orogênico Paraguai-Araguaia) 
 Depressões – originadas por processos 
erosivos em sua maioria 
 Depressão amaz\ônica ocidental 
 Depressão marginal norte-amazônica 
 Depressão marginal sul-amaz\ônica 
 Depressão do Araguaia 
 Depressão Cuiabana 
 Depressão do alto-paraguai-guaporé 
 Depressão do Miranda 
 Depressão do Tocantins 
 Depressão sertaneja e do São Francisco 
 Depressão da borda leste da bacia do Paraná 
 Depressão periférica central ou sul-rio-
grandense 
 
 Planície – áreas planas decorrentes da 
deposição de sedimentos recentes 
(fluvial, marinho ou lacustre) 
 Planície do rio Amazonas 
 Planície do rio Araguaia 
 Planície e Pantanal do rio Guaporé 
 Planície e Pantanal Mato-grossense 
 Planície da lagoa dos Patos e Mirins 
 Planícies e tabuleiros ao longo do litoral 
brasileiro 
GEOMORFOLOGIA 
 Mapeamento geomorfológico 
 cartas topográficas 
 mapas geológicos 
 imagens de satélite 
 escala variável - 1:250.000 a 1:50.000 
 escala detalhada - tipos de vegetação com a 
situação topográfica (mapeamento fitofisionômico) 
 Fornecem informações sobre 
 suscetibilidade a deslizamentos ou movimentos de 
massa 
 Cada elemento do terreno representa, então, a 
síntese dos elementos físicos que o constituem 
GEOMORFOLOGIA 
Relevo 
 2/3 da superfície da Terra – submerso 
 Relevo do fundo oceânico leva em 
conta dois fatores: 
 profundidade 
 forma predominante 
 
 
GEOMORFOLOGIA 
Relevo 
 1/3 da superfície do planeta apresenta rochas 
esculpidas pelo clima ao longo do tempo 
 Formas de relevo 
 processos endogenéticos – relacionados ao 
movimento das placas tectônicas 
 falhamentos 
 soerguimentos 
 dobramentos 
 intrusões magmáticas e vulcanismo 
 processos exogenéticos 
 formas de dissecação – resistência das rochas 
 formas de acumulação 
 Formas de aplainamento e dissolução 
GEOMORFOLOGIA 
Mapeamento Geomorfológico 
 Objetivo 
 ordenar os fatos geomorfológicos mapeados em 
uma taxonomia que os hierarquiza 
 Problemas 
 mapeamentos não seguem padrão pré-definido escalas 
 adoção de bases taxonômicas 
 Metodologia 
 ordenar os fenômenos mapeáveis 
taxonomicamente que deve estar aferido a uma 
escala cartográfica 
Táxon Descrição Características 
Domínios morfo 
estruturais 
Grandes conjuntos 
estruturais que geram 
arranjos regionais do 
relevo, guardando relação 
de causa entre si 
 
Maior divisão taxonômica que organiza os fatos 
geomorfológicos derivados de aspectos da geologia 
(tectônica), e constituem-se os grandes arranjos 
estruturais (direções estruturais que se refletem na 
drenagem e no direcionamento do relevo) com ou 
sem influência da litologia. Somente mapeáveis em 
grande escala 1:250.000. 
Domínios Litoestruturais: Cadeias dobradas, 
estruturas dotadas e/ou falhadas, bacias 
sedimentares, maciços intrusivos, derrames de lavas. 
Domínios Morfoestruturais: áreas onde a erosão 
apaga os efeitos da litologia ou intercepta estruturas, 
como os pediplanos e as depressões periféricas 
Regiões 
geomorfológicas 
 
Grupamentos de unidades 
geomorfológicas que 
apresentam semelhanças 
resultantes da 
convergência de fatores 
de sua evolução 
È o segundo táxon e se caracteriza por ser delimitada 
em escala regional, e não sofrer controle 
litoestrutural e sim climático no presente e passado 
(domínios morfoesculturais). Sendo assim as litologia 
não dão mais características comuns e aspectos 
semelhantes, sendo o clima o fator interveniente ou 
integrante do conceito. Neste táxon os aspectos 
fitoecológicos e pedológicos passam a ter significado 
regional. Somente mapeáveis em escala igual ou 
inferior a 1:250.000. 
Táxon Descrição Características 
Unidades 
geomorfológicas 
Associação de formas de 
relevo recorrentes, 
geradas de uma evolução 
comum 
Constitui-se o terceiro táxon sendo definido como um 
arranjo de formas semelhantes em seus tipos de 
modelados, resultante de processos paleoclimáticos 
e/ou natureza das rochas e estruturas. Representa 
um arranjo regional de formas de relevo que 
considera solo, clima e vegetação, mapeáveis na 
escala 1:50.000 
Tipos de 
modelado 
Grupamentos de formas 
de relevo similares na 
forma geométrica, 
decorrentes de processos 
morfogenenéticos e 
genéticos em comum 
É o quarto táxon. Na composição dos mapas 
geomorfológicos são delimitados em quatro tipos de 
modelados: de acumulação, os de aplanamento, os 
de dissecação e os de dissolução. 
Modelados de dissecação podem ser: 
Homogêneos – análise quantitativa do 
aprofundamento e densidade da drenagem 
Diferenciais – usado para áreas marcadas por 
controles tectônicos (marcados direções estruturais, 
sulcos pela drenagem), sendo medido somente o 
aprofundamento do curso de água, já que a 
densidade é controlada pela estrutura ou litologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acumulação 
Fluvial (f) Planície – Af Várzea 
Terraço (t) - Atf 
Planície e Terraço – 
Aptf 
Marinha (m) 
 
Planície – Am Restinga, cordões 
litorâneos, dunas, 
plataformas de abrasão 
Terraço (t) - Atm Arenosos ou cascalheiros 
 Fluviomarinh
a (fm) 
 
Planície – Afm Mangue, lagunas 
Terraço (t) - Atfm Terraços arenosos 
Lacustre (l) Planície – Al 
Terraço (t) - Atl 
Fluviolacustre 
(fl) 
 
Planície – Afl Diques marginais 
Terraço (t) - Atfl 
Eólico (e) 
 
Dunas (d) – Aed 
Planos arenosos (p)- 
Aep 
Coluvial ou 
enxurrada 
Leques de 
espraiamento – Ac 
Inundação (i) Planos abaciados - Ai 
Aplanamento Pediplano 
degradado (g) 
Inumado (i) - Pgi 
Desnudado (u) – 
Pgu 
Pediplano retocado 
(r) 
Inumado (i) – Pri 
Desnudado (u) – 
Pru 
Dissecação Homogênea – D 
 
 
Feições de topo Convexas (c) - Dc 
Tabulares (t) – Dt 
Aguçadas (a) – Da 
Estrutural ou 
Diferencial (e) – De 
Considera também a densidade de 
drenagem e grau de incisão 
Ravinas (r) – Dr 
Carste (K) Carste coberto (c) - 
Kc 
Carste em 
exumação - Ke 
Carste descoberto - 
Kd 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Acumulação deltáica 
 Superfície plana de acumulação 
fluviomarinha ou fluviolacustre 
contendo braços de rios e 
canais de maré com mangues 
ou depressões pantanosas 
 Nos rios com grande carga 
detrítica alta, e com 
profundidades e correntes que 
favorecem a acumulação 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Auréola de colmatagem 
lacustre 
 Zona de acumulação de 
materiais finos nas bordas 
de lagoas e lagos, 
alimentados por 
sedimentos carreados por 
rios ou chuvas 
 Nas margens de lagos 
devido a quebra de 
energia do transporte 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Borda de Terraço Fluvial 
 Ressalto voltado para o leito 
limitando um plano esculpido 
pelo rio em aluviões antigos ou 
planos de pedimento, margeiam 
os rios 
 Nas margens de planícies 
fluviais, entalhado por retomada 
de erosão ou alteração do nível 
de base regional 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Borda de Terraço 
Marinho 
 Ressalto formado em 
decorrência da regressão 
marinha 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Cone de Dejeção 
 Material grosso 
transportado por fluxos 
concentrados e 
depositados no sopé de 
morros, com forma de 
leque 
 Abandono de carga devido 
à diminuição de energia 
do fluxo 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Cordão ou Dique 
Arenosos 
 Depósito linear 
fluvial, marinho 
ou lacustre 
 Várzeas de rios, 
planícies 
marinhas e 
bordas lacustres 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Depressão 
Pseudocárstica 
 Forma semicircular, 
deprimida de fundo chato 
e com bordas definidas 
que se comunica com a 
rede de drenagem 
 Regiões planas recobertas 
por colúvio ou latossolos, 
sobre litologias cuja 
permeabilidade contrasta 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Depressão 
Pseudocárstica se bordas 
definidas 
 Forma semicircular, com 
fundo chato e bordas mal 
definidas comunicada com 
a rede de drenagem. 
 Regiões planas recobertas 
pro colúvio ou latossolos, 
sobre litologias cuja 
permeabilidade contrasta 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Falésia 
 Escarpa costeira originada 
por erosão marinha 
 Limite entre forma 
continental e de planície 
marinha ou fluviomarinha 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Falésia Morta 
(paleofalésia) 
 Escarpa costeira 
originada por erosão 
marinha não mais 
atuante 
 Limite entre forma 
continental e de planície 
marinha ou 
fluviomarinha 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Feixe de Cordões 
arenosos 
 Formas arenosas, 
lineares, paralelas ou 
subparalelas, de origem 
fluvial, marinha e lacustre 
 Nas planícies de grandes 
rios, nas planícies 
litorâneas próximas de 
deltas que favoreçam a 
erosão e o transporte 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Garganta 
 Passagem estreita causada 
pelo aprofundamento do 
talvegue de um rio em 
rochas resistentes 
 Superimposição da 
drenagem sobre camada 
sedimentar discordante ou 
plano de erosão ou captura 
de drenagem ou entalhe 
por antecedência causada 
por um levantamento 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Leque Aluvial 
 Depósito fluvial que 
se espraia declive 
abaixo com forma 
de leque 
 Áreas de contato de 
rios de relevos 
distintos, marcados 
pro forte ruptura de 
declive 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Marcas de 
Paleodrenagem 
 Forma depósitos lineares 
fluviais e lacustres e 
marcas deixadas por 
canais 
 Nas planícies e terraços 
aluviais dos principais 
rios e bordas lacustres 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Marca de Paleolitoral 
 Evidência de estabilização 
do nível marinho 
representado pela linha 
do limite do continentecom uma antiga praia ou 
restinga precedendo 
sedimentos mais recentes 
 Nas costas próximos a 
estuários ou litoral onde 
ocorreu deposição de 
sedimentos 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Recife 
 Linha de praia 
paralela à costa 
e/ou fechando 
barras fluviais 
 Entre a planície 
litorânea e a 
plataforma de 
baixa-mar (visível 
na maré baixa) 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Restinga 
 Cordão litorâneo 
depositado subparalelo a 
costa tendo como ponto de 
partida saliências do litoral 
 Planície litorânea de 
contorno irregular, próximo 
à desembocadura de rios 
que transportam areia e de 
falésias constituídas de 
materiais friáveis, 
retificando a linha de costa 
Unidades geomorfológicas 
Ações fluviais, lacustres ou marinhas 
 Vereda 
 Zona deprimida dentro de 
área estruturalmente plana 
ou aplanada pela erosão, 
resultante da surgência do 
lençol freático que se 
encaminha para uma 
drenagem concentrada 
 Nos chapadões das bacias 
e em coberturas 
sedimentares, em camadas 
pouco inclinadas e de 
diferentes permeabilidades. 
Comum no cerrado 
Unidades geomorfológicas 
Ações eólica 
 Depressão com 
montículos de 
deflação eólica 
 Depressões 
formadas pelo vento 
 Sobre planícies com 
cobertura de areia 
rasa e com pouca 
vegetação 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações eólica 
 Duna 
 Depósito eólico em 
forma linear 
orientado de acordo 
com a direção e 
intensidade dos 
ventos 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Borda de Patamar 
Cárstico 
 Ruptura de declive me 
borda de superfície plana 
ou de planalto residual, 
cortada por lapies, canyons 
e outras foras de 
dissolução 
 Rochas calcárias ou 
dolomíticas truncadas com 
rochas sedimentares 
permeáveis 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Canyon Cárstico 
 Sulco de bordas 
abruptas, cortado 
por um planalto ou 
patamar cárstico 
 Rochas calcárias ou 
dolomíticas, 
horizontais ou 
subhorizontais, 
fraturadas e em 
clima úmido 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Crista Cárstica 
 Forma de relevo residual 
alongada, isolada com 
declividade forte, 
formando uma linha 
contínua na superfície 
 Rochas calcíferas 
deformadas em clima 
com presença de água 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Dolina 
 Depressão cárstica 
semicircular com bordas 
íngremes e fundo chato, 
expondo o freático ou 
coberta por solo 
 Rochas calcíferas com 
camadas espessas, pouco 
deformadas em clima com 
presença de água 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Morro Cárstico 
 Forma de relevo 
resultante da dissolução 
de calcários com feições 
variadas, como colina, 
topo plano, torre ou 
ruína 
 Rochas calcárias impuras 
sob clima úmido 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Ressurgência 
 Ponto de saída da água 
subterrânea em relevo 
calcário 
 Rochas calcíferas, 
dobradas e fraturadas sob 
clima úmido 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Sumidouro 
 Local onde as águas de 
chuva e rios infiltram 
apresentando forma 
afunilada 
 Rochas calcíferas 
dobradas e fraturadas 
sob climas úmidos 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Uvala 
 Depressão resultante da 
coalescência de dolinas 
 Rochas calcárias 
localizadas em bacias e 
coberturas sedimentares, 
em camadas espessas 
pouco dobradas e 
fraturadas, em clima 
úmido 
 
Unidades geomorfológicas 
Ações cárstica 
 Vale cárstico com bordas 
definidas 
 Zona deprimida alongada 
de fundo chato e com 
bordas côncavas bem 
marcada. 
 Rochas calcárias localizadas 
em bacias e coberturas 
sedimentares, em camadas 
espessas pouco dobradas e 
fraturadas, em clima úmido 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Caos de blocos 
 Superfícies aplanadas e 
amontoados de blocos e 
matacões arredondados, 
dispostos em área 
mapeável 
 Erosão e rochas 
graníticas, diques de 
rochas básicas e sobre 
quartzitos fraturados 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Hogback 
 Forma de relevo residual 
alongado cujas encostas 
apresentam declividade > 
30 graus – escarpa nítida 
 Freqüente em rochas 
metamórficas ou em 
metassedimentos dobrados 
com mergulho subvertical 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Crista Simétrica 
 Relevo residual alongado, 
isolado com vertentes 
subverticais, que formam 
uma superfície contínua 
 Rochas metamórficas e 
intrusivas com 
preenchimento de 
quartzo nas 
descontinuidades e em 
quartzitos ou rochas com 
diferentes resistências 
 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Inselberg 
 Superfície de 
aplanamento, com 
encosta com declive em 
torno de 50-60 graus 
 Rochas metamórficas 
penetradas por rochas 
intrusivas, e formada 
pela diferença de 
resistência entre essas 
rochas 
 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Neck Vulcânico 
 Realçado pela erosão 
seletiva que 
desbastou as rochas 
tenras do cone e 
preservam a rocha 
solidificada e mais 
resistente do 
conduto 
Unidades geomorfológicas 
Feições residuais 
 Pontão ou Pão de açúcar 
 Relevo residual, declives 
de 50-60 graus, encostas 
convexas 
 Ocorre nos complexos de 
rochas metamórficas com 
granitos e ou rochas 
plutônicas diaclasadas. 
Pode ocorrer junto a 
mares de morros 
 
http://www.arrakeen.ch/rio/091 Pão de Açucar.JPG
Unidades geomorfológicas 
Bacias e coberturas sedimentares 
 Frente de Cuesta 
 Recuo erosivo de camadas 
homoclinais de resistência 
diferente, constituído de 
front e reverso 
 Ocorrem em rochas 
sedimentares em áreas 
externas de bacias 
sedimentares, planícies 
costeiras levantadas e 
bordas de dobramentos 
Unidades geomorfológicas 
Bacias e coberturas sedimentares 
 Morro Testemunho 
(mesa) 
 Relevo residual, topo 
geralmente plano, 
limitados por escarpas 
 Rochas sedimentares com 
recuo da frente de 
cuesta, nas depressões 
periféricas precedendo 
frentes de planaltos 
sedimentares ou sobre 
estes planaltos 
 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Barra de Relevo Dobrado 
 Relevo alongado de topo 
plano ou convexo, vertente 
de declividade forte, 
camadas resistentes à 
erosão 
 Rochas metamorfizadas 
com camadas verticais e 
inclinadas intercaladas a 
outras de menor 
resistência 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Borda de Anticlinal 
Escavada 
 Escapa voltado para o 
centro do anticlinal – 
erosão seletiva 
 Rochas metamorfizadas 
com Estruturas truncadas 
por aplanamento 
 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Borda de Sinclinal 
Suspensa 
 Escarpa voltada para o 
exterior de sinclinal 
suspenso em 
conseqüência da erosão 
seletiva 
 Rochas metamorfizadas 
com Inversão da 
topografia devido ao 
rejuvenescimento do 
relevo 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Combe 
 Depressão alongada 
acompanhando a direção 
do eixo do anticlinal 
escavada pela erosão 
 Relevo dobrado 
(anticlinal) parcialmente 
conservado 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Dorso Anticlinal 
 Estrutura preservada 
da erosão 
 Rocha deformada 
com o dorso ou nariz 
do anticlinal 
preservado 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Facetas Triangulares 
de camada (chevrons) 
 Estruturas dobradas, 
nos flancos de 
anticlinais e sinclinais 
com camadas 
alternadas de 
resistências diferente 
 Planos estratigráficos, 
limitadas por escarpas 
 
Unidades geomorfológicas 
Dobramentos 
 Marcas de enrrugamento 
 Camadas dobradas de 
resistência contrastante a 
erosão 
 Camadas com mergulhos 
fortes preservados sobre 
planos exumados e 
desnudados 
 
Unidades geomorfológicas 
Falha 
 Escarpa adaptada à 
falha 
 Escarpa originada 
pelo recuo por 
erosão paralela à 
falha 
 Falhamentos 
verticais e 
transcorrentes com 
rochas rúpteis 
Unidades geomorfológicas 
Falha 
 Escarpa de Falha ou 
Escarpa de Linha de 
Falha 
 Escarpa resultante da 
exumação do plano de 
falha anteriormente 
truncadopela erosão 
 Falhamentos verticais e 
transcorrentes com 
rochas rúpteis 
Unidades geomorfológicas 
Falha 
 Facetas Triangulares 
de Falha 
 Facetas triangulares 
resultantes da 
esculturação de 
planos de falhas 
 Escarpas de falhas 
obliquas e de 
empurrão e em 
frentes dissecadas 
de blocos falhados 
 
Unidades geomorfológicas 
Falha 
 Frente Dissecada de 
Bloco Falhado 
 Recuo da falha 
vertical 
 Zonas de falhas 
deslocando rochas 
metamórficas 
 
Unidades geomorfológicas 
Falha 
 Vale ou Sulco 
Estrutural 
 Vale ou sulco 
adaptada à falha, 
fratura, zona de 
cisalhamento 
 Submetidas à 
tectônica quebrável 
 
Unidades geomorfológicas 
Estrutura circular ou dômica 
 Borda de Estrutura 
Elevada 
 Borda desnivelada, 
geralmente de forma 
circular, depressão 
central, situada em plano 
superior ao das rochas 
encaixantes 
 Erosão seletiva de 
intrusões e domos ou 
antigos vulcões 
 
Unidades geomorfológicas 
Estrutura circular ou dômica 
 Borda de Estrutura 
Elevada e Interiormente 
Erodida 
 Borda desnivelada 
(circular), com depressão 
central, situada em plano 
superior à rocha encaixante 
 Rochas ígneas intrudidas 
em metamórficas, 
resultando da erosão 
seletiva (domos de antigos 
vulcões) 
Unidades geomorfológicas 
Indiscriminada 
 Borda de Patamar Estrutural 
 Escarpa limitando superfície 
tabular, com topo parcialmente 
coincidente com plano 
estratigráfico (camadas 
inclinadas) ou topo da camada 
(horizontal) 
 Bacias sedimentares em 
contatos de camadas de 
litologias contrastantes ou nos 
limites desses com estruturas 
discordantes 
Unidades geomorfológicas 
Indiscriminada 
 Escarpa Erosiva 
 Desnível abrupto com 
traçado sinuoso 
 Pode ocorrer em qualquer 
tipo de estrutura ou 
litologia, em decorrência da 
erosão lateral ou nas 
cabeceiras de drenagem 
 
Unidades geomorfológicas 
Indiscriminada 
 Escarpa de Relevo 
Monoclinal 
 Desnível na borda ou em 
bloco assimétrico de 
camadas sedimentares 
basculadas, representando 
o recuo por erosão ou 
plano situado em nível 
interior 
 Bacias sedimentares e 
estruturas sedimentares 
 
Unidades geomorfológicas 
Indiscriminada 
 Linha de Cumeada 
 Forma de relevo alongado 
resultante de 
interceptação de 
vertentes de forte 
declividade, seguindo a 
direção do alinhamento 
principal do relevo. 
 Rochas e complexos 
metamórficos 
intensamente dobradas 
 
Unidades geomorfológicas 
Indiscriminada 
 Ressalto 
 Desnível pouco 
acentuado 
relacionado ou não a 
controle estrutural 
ou litológico 
 Diversos conjuntos 
morfoestruturais 
 Ao longo do tempo geológico, a Terra vem 
testemunhando diversos momentos de 
subida e descida do nível do mar 
 Níveis marinhos acima do nível atual, 
desenvolvidos durante o intervalo de tempo 
do Quaternário, podem ser identificados 
através do reconhecimento de antigas linhas 
de costa (antigas praias, limites entre o 
continente e o oceano). 
 Estas são, na verdade, indicadoras da 
posição relativa do nível do mar ao longo do 
tempo geológico, resultando de um "balanço" 
entre as mudanças reais do nível do mar 
(eustasia) e as mudanças do nível da crosta 
terrestre (tectonismo, isostasia e aporte 
sedimentar) 
Variação do nível do mar