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1 
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GESTÃO AMBIENTAL 
 
 OBJETIVOS DO CURSO 
 
O curso a distância de Gestão Ambiental do 
ADMON – Administração Online, aborda os 
diversos conceitos envolvidos em 
sustentabilidade empresarial e em gestão 
ambiental, discorrendo sobre assuntos como 
produção mais limpa, eco eficiência, a 
importância das auditorias ambientais, 
implantação de um sistema de gestão 
ambiental (ISO 14001), conceitos de 
qualidade ambiental e de marketing 
ecológico como ferramentas da gestão 
ambiental, rotulagem ambiental (selos 
verdes), entre outros temas que auxiliarão o 
entendimento e a aplicação da gestão 
ambiental nas empresas, de uma forma mais 
concisa. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O dilema da empresa moderna é o de 
adaptar-se a este processo de necessidade de 
melhoria de desempenho ambiental ou 
correr o risco de perder espaços 
gradualmente conquistados em um mercado 
extremamente competitivo e globalizado 
[...]. 
SEIFFERT, M. E. B. 
 
A crescente expansão da capacidade 
produtiva, impulsionada pelo crescimento 
demográfico descontrolado, tem evidenciado 
a limitação dos recursos oferecidos pela 
natureza. Percebeu-se que ohomem possui o 
poder de transformar o meio para suprir suas 
necessidades e desejos,representando, muitas 
vezes, uma ameaça à sua própria 
comodidade e existência. 
Por este motivo, nas últimas décadas o 
homem começou a perceber que as suas 
açõesinfluenciam diretamente o perfeito 
funcionamento do meio ambiente, colocando 
em risco o equilíbrio natural. A 
sustentabilidade da natureza e da sociedade 
depende da sua atuação como beneficiário 
dos recursos naturais. 
 
A partir dessas reflexões, surgiram diversos 
movimentospor meio dos quais se discutiram 
o futuro da humanidade, nos quais muitos 
defendiam a adoção de um novo modelo de 
desenvolvimento, de forma que as demandas 
humanas fossem supridas e ao mesmo tempo 
o meio ambiente fosse conservado estável. 
Esses eventos originaram vários conceitos 
que serão abordados neste curso, desde 
temas como sustentabilidade, gestão 
ambiental, sistemas de gestão ambiental, 
qualidade ambiental, até assuntos como 
marketing ecológico e certificações 
ambientais, por exemplo. 
Com a consolidação desses conceitos, 
percebeu-se também que as organizações, 
independente da sua área de atuação, estão 
direta ou indiretamente relacionadas ao 
padrão de desenvolvimento adotado ao longo 
dos anos, e que - dessa forma -ou atuam 
como importantes aliados ou como difíceis 
opositores à promoção do bem estar social e 
ambiental. 
 
Nessa perspectiva, observou-seque os 
modelos de gestão devem estar pautados em 
parâmetros sociais e ambientais - uma vez 
que estes são diretamente afetados por suas 
ações,e que ainda assim precisam estarem 
consonância com os métodos de gestão, 
códigos de conduta e em legislação 
específica. 
 
Segundo o Código de Ética dos 
Administradores disponível no Conselho 
Federal de Administração (CFA), é dever do 
administrador “esclarecer o cliente sobre a 
função social da organização e a necessidade 
de preservação do meio ambiente”, e - além 
disso - “preservar o meio ambiente e 
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colaborar em eventos dessa natureza, 
independentemente das atividades que 
exerce”. 
Outro documento importante - nesse mesmo 
contexto - é a Carta Empresarial para o 
Desenvolvimento Sustentável, desenvolvida 
pela Câmara de Comércio Internacional 
(CCI) em 1991 e que vigora até os dias 
atuais, na qual contém uma série de 
princípios de gestão ambiental para serem 
utilizados por empresas (princípios estes, que 
ainda serão abordados neste curso), e - por 
conseguinte - proporcionar uma melhoria na 
qualidade de vida dos seres humanos e do 
meio ambiente. 
Dessa forma, fica clara a responsabilidade 
que as organizações e seus respectivos 
gestores possuem na promoção do 
desenvolvimento ambiental. Todavia é 
importante enfatizar que a responsabilidade 
socioambiental não é filantropia; é um dever 
que está previsto desde o código de ética 
profissional até as normas da família ISO 
14000. 
 
Para diversos autores, há um consenso que as 
questões sociais e ambientais são 
indissociáveis, e - por este motivo - fazem 
uso da expressão “responsabilidade 
socioambiental”. Neste curso, porém, será 
enfatizada a abordagem relacionada à 
responsabilidade ambiental, mesmo que - de 
certa forma - esta seja indissociável da 
responsabilidade social. 
Inicialmente, será realizada uma 
retrospectiva ao histórico da evolução e 
difusão da preocupação com o meio 
ambiente desde a década de 1970 até os dias 
atuais, uma vez que esse fato influenciou o 
desenvolvimento de todas as técnicas, 
ferramentas e legislação que hoje orientam a 
gestão ambiental. 
 
2. ANTECEDENTES HISTÓRICOS 
DA GESTÃO AMBIENTAL: A 
SUSTENTABILIDADE 
 
O termo responsabilidade social empresarial 
(RSE), surgiu na década de 1950 nos Estados 
Unidos e na Europa. Nessa época, a 
preocupação era relacionada ao grande poder 
que as empresas possuíam na sociedade 
(poderio esse que ainda é observado), 
surgindo o interesse da sociedade sobre a 
responsabilização dos atos prejudiciais a 
sociedade e ao meio ambiente. 
 
Mas só na década de 1960 é que o conceito 
de RSE é realmente definido, passando já a 
enfatizar a postura necessariamente correta 
das empresas como fator primordial para a 
continuidade natural da humanidade. 
Em 1962, a pesquisadora Rachel Carson 
publica o livro intitulado Silent Spring 
(Primavera Silenciosa). Nesse livro, a autora 
demonstrou através de suas pesquisas que o 
DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano), 
utilizado no combate às pragas, era 
basicamente o mais poderoso pesticida já 
lançado pela humanidade, já que o DDT 
penetrava na cadeia alimentar e se 
acumulava nos tecidos dos animais e dos 
homens, causando risco de câncer, alterações 
genéticas e diversos outros males à 
sociedade. 
Primavera Silenciosa foi um marco no 
movimento ambientalista devido a sua 
linguagem acessível à população e ao seu 
caráter de denuncia ambiental alarmante, já 
que - até então - a conscientização pública 
não existia e poucos se preocupavam com a 
conservação da natureza. 
 
A partir dai observou-se a necessidade de 
uma regulamentação que protegesse a 
humanidade e a natureza. 
Apesar de tal interesse ter iniciado já na 
década de 1950, é só em 1970 que realmente 
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iniciam os grandes movimentos em prol das 
questões ambientais. 
 
Nos anos 70 a preocupação com problemas 
de ordem social como desemprego, pobreza, 
distribuição de renda e poluição é 
intensificada. Nesse mesmo período, houve 
uma ampla divulgação dos desastres 
ambientais, devido ao avanço do 
conhecimento científico na temática 
ambiental e aos meios de comunicação em 
massa; tendo como consequência direta a 
publicação de estudos antropológicos a 
respeito das ações humanas, pondo em 
discussão o progresso econômico que tem 
como base apenas fatores financeiros, 
deixando de lado as questões sociais e 
ambientais. 
 
Consequentemente houve uma maior atuação 
pública no tocante as ameaças ao meio 
ambiente, naquilo que se refere aos custos do 
desenvolvimento econômico. A partir desse 
momento, a sociedade passa a considerar as 
condições ambientais como um fator 
importante para seu bem estare cobram um 
maior posicionamento das organizações. 
 
Em 1972, realizou-se o Clube de Roma, 
evento onde foi publicado o documento 
chamado “Limites do crescimento”. Tal 
documento afirmava que não seria possível 
haver crescimento econômico sem que se 
degrade o meio ambiente, argumento esse, 
extremamente questionado na época, mas 
ainda assim, observou-se que deveria haver 
uma mudança nos padrões do crescimento, 
tendo em vista a escassez dos recursos. 
 
Ainda em 1972, após o Clube de Roma, a 
organização das Nações Unidas (ONU) 
organizou a conferência das Nações Unidas 
sobre o Meio Ambiente Humano, ou como 
ficou conhecida: a conferência de Estocolmo, 
na qual se reconheceu também, o meio 
ambiente como fator de limitação do 
crescimento econômico. 
Nos anos 1970, a gestão ambiental surge 
como uma forma de reorientação dos 
conceitos de eco desenvolvimento (ou 
desenvolvimento sustentável) e como 
ferramenta estratégica para a tentativa de 
solucionar os problemas ambientais vigentes 
naquela época, mais especificamente nos 
países industrializados (da América do Norte 
e da Europa), nos quais as agressões ao meio 
eram mais acentuadas. 
Nestes países, houve uma intensificação dos 
movimentos ambientalistas, revelando uma 
nova abordagem para a gestão empresarial. 
Destes movimentos ambientais surgem duas 
correntes extremistas: os conservacionistas e 
os ambientalistas radicais. 
 
Os conservacionistas estudam e difundem a 
proteção de espécies e espaços naturais das 
ações humanas e denuncia empresas que 
utilizam os recursos naturais de uma forma 
predadora, além de exigir do estado uma 
postura fiscal reguladora desses atos. 
Já os ambientalistas radicais, além de 
defender as mesmas causas dos 
conservacionistas, consideram que o inimigo 
do meio ambiente são os próprios humanos, 
o sistema econômico e cultural e o modelo 
de desenvolvimento empreendido até então, 
ou seja, para eles há uma contradição entre 
as partes evoluídas. 
Somente em 1987, na Comissão de 
Brundtland, se define o conceito de 
desenvolvimento sustentável pelo relatório 
intitulado “Nosso Futuro Comum”. Segundo 
esse relatório produzido pela Comissão 
Mundial das Nações Unidas para o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento, 
desenvolvimento sustentável é aquele que 
utiliza os recursos provenientes da natureza 
sem comprometer o suprimento das 
necessidades das gerações futuras. 
 
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Após esses eventos, é possível observar nas 
últimas décadas, a divulgação, a formação de 
opiniões e o conseqüente aumento em 
pesquisas e esforços direcionados a essa 
causa. 
Houve uma verdadeira revolução na 
trajetória do movimento ambientalista, uma 
mobilização generalizada que gerou um 
aumento da preocupação com o uso racional 
dos recursos naturais e a busca por 
combustíveis mais puros oriundos de fontes 
renováveis. 
 
Com a mundialização do problema, a 
temática ambiental foi posta em foco, e 
assuntos como desequilíbrio ecológico, 
abordagem interdisciplinar, desperdício e 
consumismo passaram a ter um importante 
papel nas discussões sobre a humanidade. 
Tornou-se algo muito natural ouvir falar em 
sustentabilidade e gestão ambiental nos dias 
de hoje. Tanto a mídia como diversos outros 
atos públicos estão voltados para essa 
questão. 
 
A gestão ambiental, portanto, integra uma 
estratégia utilizada para a perpetuação de um 
negócio. Nessa perspectiva, a 
sustentabilidade implica na gestão eficiente 
dos recursos naturais para atender as 
demandas humanas atuais e futuras. 
Qualquer que seja a decisão tomada em 
relação ao monitoramento de recursos 
naturais precisará, necessariamente, envolver 
os âmbitos científico, econômico, social, 
cultural e político. Eis aqui o desafio da 
problemática ambiental: existe um liame 
entre as partes que é impossível 
negar ou dissociar suas relações. 
Qualquer ato que separe essas múltiplas 
visões impactará apenas no que está 
superficial, são visões reducionistas que não 
se preocupam com a visão de conjunto, com 
a abordagem holística e visará apenas àquilo 
que já é fruto da questão ambiental aliado 
aos seus múltiplos enfoques. 
O meio ambiente deve ser abordado pela 
gestão ambiental na sua totalidade. É 
essencial que seu estudo seja interdisciplinar 
e que haja aceitação da sua complexidade. 
 
3. A GESTÃO AMBIENTAL 
 
A gestão de uma forma geral é um processo 
que envolve determinadas funções e 
atividades que os gestores devem observar 
para atingirem seus objetivos e metas. Esse 
processo é composto por três funções 
básicas: planejar, executar e controlar. 
 
O planejamento consiste na determinação 
dos resultados que a empresa deseja obter em 
um dado período. Graças ao planejamento é 
possível prever quais serão os recursos 
humanos técnicos ou financeiros, 
cronograma e diversos outros parâmetros 
necessários sobre como o planejamento será 
executado posteriormente. 
A execução implica em praticar o que foi 
esquematizado no planejamento, ou seja, 
seguir o planejado de acordo com o 
cronograma e os outros parâmetros 
estabelecidos, visando alcançar os resultados 
esperados. 
 
O controle é a comprovação do sucesso ou 
do fracasso daquilo que foi planejado 
inicialmente, buscando harmonizar o que se 
executou com o que foi planejado. 
 
Partindo desta visão, a gestão ambiental é 
um processo que envolve aspectos 
financeiros, administrativos e político que os 
gestores fazem uso para proteger e preservar 
o meio ambiente, através do planejamento, 
da execução e do controle das variáveis 
ambientais, visando a preservaçãoda imagem 
corporativa. 
 
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Gravura 1: A gestão organizacional. 
 
 
Como visto anteriormente, a gestão 
ambiental surgiu após a revolução industrial 
a partir da percepção do esgotamento dos 
recursos naturais, dada a capacidade que o 
homem possui de alterar o meio no qual se 
encontra para satisfazer seus desejos e 
necessidades. 
 
Nos últimos anos, pode-se observar o 
surgimento de um consumidor mais 
consciente com o meio ambiente, 
interessados em saber se a empresa em 
questão é responsável ambientalmente e se a 
mesma cumpre seu papel social. Com isso, 
as empresas passaram a se preocupar mais 
com a gestão ambiental e a incluir a questão 
ambiental no planejamento de negócio. 
 
A gestão ambiental se tornou um dos temas 
mais estudados e debatidos na gestão 
empresarial, constituindo-se como uma 
importante ferramenta utilizada na 
formulação de estratégia competitiva das 
empresas atuais. 
O atual cenário empresarial em que as 
organizações estão inseridas está cada vez 
mais complexo, exigindo a formulação de 
estratégias que assegurem o equilíbrio das 
organizações. 
 
Nessa perspectiva, oferecer um produto que 
obedeça aos padrões de qualidade a um 
preço competitivo, cumprir a lei e pagar os 
devidos impostos já não supre mais as 
expectativas do mercado ou stakeholders. 
 
Os stakeholders, por sua vez, são todos 
aqueles indivíduos ou organizações que 
possuem algum tipo de interesse nas 
empresas. Alguns exemplos de stakeholders 
são: os próprios funcionários da empresa, os 
sócios, os investidores, os clientes, os 
fornecedores, o governo e a sociedade de 
uma forma abrangente. 
 
Existe um contingente significativo de 
pessoas que se preocupam com o meio 
ambiente, e a tendência é que esse número 
cresça com o passar dos anos, visto que os 
problemas ambientais tendem a se avolumar 
com o tempo,tornando mais intensa a 
preocupação da população com o tema. 
 
Desse modo, as empresas que querem se 
destacar no mercado de trabalho devem 
também se responsabilizar e solucionar os 
impactos advindos de suas atividades no 
ambiente. 
 
Por esse motivo, existem diversas ações que 
as empresas procuram adotar, a saber: 
posicionamentos éticos e responsáveis com o 
meio ambiente e com a sociedade na qual 
estão inseridas, bem como a realização de 
investimentos em pesquisas, consultorias e 
auditorias para adequação das empresas aos 
padrões exigidos pela legislação e pela 
sociedade. 
Para tentar resolver os problemas ambientais 
é necessário envolvimento das empresas e de 
seus administradores, dado o imenso poder 
que estes possuem em relação à influência 
que estes exercem na sociedade. 
Gestão
de Pessoas
Gestão
Ambiental
Gestão da 
Produção
Gestão da
Financeira
Marketing
GESTÃO 
ORGANIZACIONAL 
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As ações das empresas são influenciadas por 
três grandes grupos que interagem 
continuamente, ora sendo influenciados, ora 
influenciando outro grupo. Confira o que 
demonstra a Gravura 2: 
 
Gravura 2: Influências sofridas pelas 
empresas e respostas atribuídas por ela ao 
meio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como visto na Gravura, as atitudes 
ambientais responsáveis dos empresários, em 
grande parte dos casos, não surgem 
espontaneamente. É necessário que a 
sociedade interfira no ambiente empresarial, 
através de pressões e reivindicações para que 
o governo produza legislações ambientais 
que gerem algum efeito. Dessa forma, os 
problemas ambientais passam a integrar as 
questões discutidas nos governos e nas 
empresas. 
As reivindicações sociais surgem graças às 
ações de conscientização ambiental 
formuladas em boa parte pelas ONGs. As 
ONGs possuem um papel de fundamental 
importância na sociedade, pois são elas que 
promovem o despertar da sociedade para as 
exigências necessárias à melhoria do bem 
comum. 
 
Além dessas pressões sofridas, deve-se 
observar que os investidores também 
influenciam no cotidiano das empresas. 
Sabe-seque os investidores procuram reduzir 
os riscos de seus investimentos. 
Compreende-se que o fator ambiental 
representa um risco de alta definição, uma 
vez que as empresas podem sofrer multas ou 
indenizações, e a sua marca pode ser afetada 
por infrações ambientais, reduzindo a 
lucratividade dos investidores. 
Por estas razões foram criados vários 
indicadores para informar aos investidores o 
posicionamento das empresas em relação ao 
meio ambiente, tais como o Dow Jones 
Sustainability Indexes, criado em1999 pelo 
Dow Jones e pelo SAM Group. 
Percebe-se então que a imagem de uma 
corporação sustentável cria valor para os 
acionistas que investem pesado em longo 
prazo. Além disso, as empresas que atendem 
a esse indicador possuem uma maior 
sustentabilidade comparada àquelas que não 
fazem parte desse sistema. 
 
4. PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) 
 
A produção mais limpa, também conhecida 
como P+L ou cleaner production, consiste 
numa estratégia de gestão que visa prever a 
redução dos impactos causados para seus 
processos produtos e serviços ao meio 
ambiente. 
Desde a década de 1980, essa filosofia de 
gestão vem sendo desenvolvida pelo 
Programa das Nações Unidas para o Meio 
Ambiente(PNUMA) e pela Organização das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento 
Industrial (ONUDI), buscando definir e 
expandir os conceitos da produção 
sustentável pelas organizações. 
Segundo esses órgãos, a produção mais 
limpa tem como objetivo usar eficientemente 
os recursos não renováveis, ao mesmo tempo 
em que conserva os renováveis, de maneira 
que não ultrapasse a capacidade de absorção 
de resíduos pelo meio ambiente. 
 
Governo 
Empresa 
Mercado Sociedade 
Meio 
Ambiente 
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_o_Meio_Ambiente
http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_o_Meio_Ambiente
 
 
 
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A P+L abrange todos os aspectos envolvidos 
no processo produtivo e o ciclo de vida do 
produto, considerando os impactos causados 
pelo descarte dos produtos, calculados de 
forma a permitir que se reduzam os riscos 
causados ao ser humano e ao meio ambiente. 
 
5. ECOEFICIÊNCIA 
 
Os conceitos sobre eco eficiência começaram 
a ser trabalhados na Suécia e tem 
influenciado as ações do Conselho 
Empresarial Mundial para o 
Desenvolvimento Sustentável. 
Segundo este órgão, a eco eficiência é 
alcançada quando se consegue oferecer 
produtos e serviços a preços competitivos 
que correspondam às necessidades humanas 
e ofereçam qualidade de vida, e ainda assim, 
respeitem os princípios propostos pelo 
desenvolvimento sustentável em todas as 
suas fases. 
Algumas práticas eco eficientes: 
ˉ Minimizar a utilização de energia e de 
insumos de produção; 
ˉ Aumentar os índices de reciclagem dos 
materiais utilizados na produção; 
ˉ Aumentar a durabilidade dos produtos. 
 
6. A AUDITORIA AMBIENTAL 
COMO FERRAMENTA DE 
APOIO A GESTÃO AMBIENTAL 
 
Auditorias ambientais são instrumentos 
utilizados para a verificação de determinado 
aspecto ambiental ocorrido nas empresas. As 
auditorias ambientais surgiram na década de 
1970, influenciadas pelas auditorias 
contábeis, representando uma importante 
ferramenta de verificação do cumprimento 
de leis ambientais. 
A palavra “auditor” tem sua origem na 
língua latina, e significa basicamente “aquele 
que ouve”, demonstrando aqui que, no seu 
surgimento, as auditorias eram realizadas 
principalmente através da análise do que era 
falado pela empresa. 
Inicialmente, as auditorias ambientais 
possuíam um caráter especialmente reativo, 
eram realizadas buscando verificar se as 
empresas estavam seguindo a legislação, se 
era necessário aplicação de multas, 
indenização ou outras penalidades previstas 
por lei. 
Posteriormente, foram seguindo diversos 
tipos de auditorias ambientais, entre elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avalia o desempenho do 
sistema de gestão 
ambiental e se está de 
acordo com as normas da 
empresa. 
Auditoria de 
sistema de 
gestão 
ambiental 
Avalia se a empresa está 
atuando de acordo com o 
necessário para se 
candidatar à certificação 
desejada. 
 
 
Auditoria de 
certificação 
Avalia as perdas e suas 
consequências 
econômicas e ambientais. 
 
 
Auditoria de 
desperdícios e 
de emissões 
Investiga as causas de um 
acidente e avalia 
responsabilidades quanto 
aos danos causados. 
 
 
Auditoria pós-
acidente 
 
Observação da geração de 
poluentes, nível de 
consumo de energia e 
matéria-prima. 
 
 
Auditoria de 
desempenho 
ambiental 
 
Verifica o nível de 
conformidade da empresa 
em relação às leis 
ambientais. 
 
 
Auditoria de 
Conformidade 
 
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Segundo a resolução nº 300 de 2002 
doConselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA), a auditoria ambiental consiste 
em um processo sistemático e documentado 
de verificação, executado para obter e 
avaliar, de forma objetiva, evidências que 
determinem se o sistema de gestão ambiental 
de uma organização está em conformidade 
com os critérios de auditoria do sistema de 
gestãoambiental estabelecido pela 
organização, e para comunicar os resultados 
desse processo à administração. 
A utilização constante de auditorias em uma 
empresa representa sua preocupação com os 
altos padrões de qualidade ambiental, 
visando com isto, formular a estratégia de 
gestão ambiental mais adequada ao perfil 
desta. 
Devido à sua importância, as auditorias 
ambientais estão sendo cada vez mais 
utilizadas pelas empresas, inclusive existindo 
aquelas especializadas nesta área, dedicadas 
a avaliar o sistema de gestão ambiental 
utilizado pelas empresas em sua 
integralidade, com o objetivo apenas de 
orientar as empresas a seguir a legislação ou 
até mesmo de aperfeiçoar esse sistema 
visando adquirir selos e certificações 
ambientais. 
 
7. SISTEMAS DE GESTÃO 
AMBIENTAL: A ISO 14004 
 
A ISO 14004 de 1996 é a norma da ABNT 
que expõe algumas diretrizes gerais sobre os 
sistemas de Gestão Ambiental. Essa norma 
possui como objetivo geral oferecer a 
assistência necessária para as organizações 
no sentido da implantação ou do 
aprimoramento de seus sistemas de gestão 
ambientais. 
 
Tal norma foi desenvolvida de acordo com 
os princípios que regem o desenvolvimento 
sustentável e adequável às diversas culturas, 
sociedades ou organizações. 
Esse sistema é essencial para proporcionar a 
capacitação necessária às organizações que 
visam objetivos de sustentabilidade e de 
melhoria nos processos administrativos de 
forma contínua e organizada. 
 
A gestão ambiental está inserida no 
programa geral de gestão das organizações. 
O sistema de gestão ambiental de uma 
empresa é um processo interativo e dinâmico 
com as demais áreas de gestão. Deste modo, 
o SGA de uma empresa deve ser trabalhado 
em conjunto com outros setores como 
finanças e qualidade. 
 
O SGA promove diversos benefícios para as 
organizações que fazem o seu uso de forma 
correta e para a sociedade na qual está 
inserida. Entre esses benefícios encontra-se a 
proteção da saúde humana e do meio 
ambiente dos impactos gerados pelas 
atividades empresariais. 
 
Além dessa vantagem, as empresas que 
possuem um SGA repassam confiança para 
os seus clientes, de forma que a sociedade 
percebe que existe o comprometimento da 
administração em atender seus objetivos e 
metas organizacionais, e que a empresa 
Analisa se os aspectos 
ambientais estabelecidos 
pelos clientes estão sendo 
seguidos pelos 
fornecedores. 
 
Auditoria de 
fornecedor 
 
 
Observa o posicionamento 
de determinada empresa 
frente a seus stakeholders. 
 
Auditoria 
Due Diligence 
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trabalha a prevenção dos riscos ambientais 
por meio de uma filosofia empresarial de 
melhoria contínua. 
 
O SGA é uma ferramenta que possibilita aos 
gestores o equilíbrio entre os interesses 
econômicos e ambientais. Este fato permite 
às organizações que possuem esse sistema 
adquirir uma posição privilegiada, uma 
vantagem competitiva em relação a outras 
empresas. 
 
Somente a NBR ISO 14004 possui os 
requisitos que podem ser observados pela 
auditoria para certificação, seja ela registrada 
ou auto declarada pelas empresas. Tal norma 
ainda exemplifica diversas situações 
encontradas no processo de implantação ou 
de adequação do sistema de gestão 
ambiental. 
 
Por este motivo, é importante que gestores 
consultem e sigam essa norma para que 
obtenha o sucesso desejado com seu SGA. 
Neste curso, o SGA é abordado de uma 
forma mais simplificada e concisa, porém 
não dispensando o conhecimento integral da 
norma original. 
 
A utilização do sistema de gestão ambiental 
proporciona diversos benefícios às empresas 
de uma forma geral, tais como: 
 
Quadro 1: Benefícios da utilização dos 
Sistemas de Gestão Ambiental. 
ˉ Assegurar aos clientes o 
comprometimento com uma gestão 
ambiental demonstrável; 
ˉ Manter boas relações com o público e 
comunidade; Satisfazer os critérios dos 
investidores e melhorar o acesso ao 
capital; 
ˉ Obter seguro a um custo razoável; 
ˉ Fortalecer a imagem e a participação no 
mercado; 
ˉ Atender aos critérios de certificação do 
vendedor; 
ˉ Aprimorar o controle de custos; 
ˉ Reduzir incidentes que impliquem 
responsabilidade civil; 
ˉ Demonstrar atuação cuidadosa; 
ˉ Conservar matérias-primas e energia; 
ˉ Facilitar a obtenção de licenças e 
autorizações; 
ˉ Estimular o desenvolvimento e 
compartilhar soluções ambientais; 
ˉ Melhorar as relações entre a 
indústria/governo. 
Fonte:(NBR 14004, p. 4-5). Adaptado. 
 
A NBR ISSO 14004 de 1996 define o 
sistema de gestão ambiental como “a parte 
do sistema de gestão global que inclui 
estrutura organizacional, atividades de 
planejamento, responsabilidades, práticas, 
procedimentos, processos e recursos para 
desenvolver, implementar, atingir, analisar 
criticamente e manter a política ambiental.” 
 
Deve ser periodicamente analisado, 
observando as mudanças ocorridas na 
própria empresa e no ambiente à sua volta. 
 
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Gravura 3: Ciclo de um Sistema de Gestão 
Ambiental (SGA). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: NBR ISO 14004. Adaptado. 
 
7.1.Comprometimento e política 
ambiental 
 
Este é o primeiro passo para a utilização de 
um SGA. A ISO 14004 defende que deve 
haver o comprometimento da alta 
administração para que o sucesso seja 
propiciado.A alta liderança estando 
comprometida facilitará que sejam providas 
as situações, os métodos e os materiais 
necessários ao cumprimento adequado do 
que será definido no planejamento. 
Antes de iniciar o planejamento, é necessário 
que seja avaliado o atual posicionamento 
ambiental da organização, de forma que se 
alcance uma visão global da empresa e de 
seu funcionamento. 
Essa avaliação ambiental deve ser realizada 
tanto interna como externamente. Na 
avaliação interna podem ser utilizadas 
diversas técnicas, entre elas: questionário e 
entrevistas aplicados aos funcionários da 
organização, listas de verificação de 
conformidade, inspeção ou ainda 
benchmarking (o benchmarking é uma 
técnica que utiliza a observação das melhores 
práticas para basear seu método de gestão). 
Na avaliação externa, as empresas podem 
consultar fontes como: leis e licenças 
expedidas pelos órgãos governamentais, 
assistência de profissionais especializados, 
associações ou até mesmo outras 
organizações para a troca de informação 
(benchmarking). 
A política ambiental, por sua vez, oferece a 
orientação e os princípios necessários ao 
andamento do SGA. Alguns exemplos de 
princípios que orientam a política ambiental 
das empresas estão expressos nos 
documentos: “Declaração do Rio sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento” e a “Carta 
Empresarial para o Desenvolvimento 
Sustentável da Câmara do Comércio 
Internacional (CCI)”.Estes princípios 
norteiam as ações empresariais na gestão 
ambiental eficaz. 
A formulação da política ambiental é de 
responsabilidade da alta administração e a 
sua aplicação é papel do corpo gerencial que 
integra a empresa, uma vez que estes estão 
mais próximos das atividades cotidianas que 
causam impactos ambientais. 
Para a formulação de uma política ambiental, 
a ISO 14004 recomenda a observação de 
alguns requisitos, tais como: missão, visão, 
valores, melhoria contínua e conformidade 
com leis e regulamentos ambientais. 
 
7.2.Planejamento 
 
O planejamento do SGA deve considerar: a 
identificação e avaliação dos aspectos 
ambientais, os requisitos legais, a política 
ambiental da empresa,os objetivos e metas 
definidos pela gestão, entre outros aspectos. 
O planejamento do SGA será dedicado para 
o cumprimento da política ambiental do 
Comprometimento 
e política 
ambiental 
Planejamento/ 
objetivos e metas 
Implementação e 
operação 
Medição e 
avaliação 
Análise crítica e 
melhoria 
Melhoria 
Contínua 
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SGA. Por este motivo, é de vital relevância 
para o sucesso do sistema que os gestores 
analisem cada etapa de execução do projeto. 
 
7.3.Implementação 
 
A implementação de um sistema de gestão 
ambiental exige o direcionamento do pessoal 
que compõe a empresa, de maneira que todos 
estejam orientados para a execução do que 
foi planejado. É preciso que todos estejam 
conscientes da importância dos aspectos 
ambientais na empresa. 
Além disso, a implantação requer a 
disponibilidade dos recursos físicos e 
financeiros essenciais ao processo. 
 
7.4.Medição e avaliação 
 
Representa atividade de suma importância no 
gerenciamento do SGA, pois asseguram o 
correto desempenho do programa de gestão 
ambiental definido. 
Recomenda-se que a organização possua um 
sistema de indicadores para monitorar o 
funcionamento do plano. Ademais, é 
necessário que se desenvolvam ações 
corretivas e preventivas com base nos 
registros das informações do programa de 
gestão ambiental e que – periodicamente - 
sejam realizadas auditorias do SGA. 
 
7.5.Análise crítica e melhoria 
 
Nesta fase há uma avaliação geral do que foi 
implantado ou adaptado comparado ao 
planejamento inicial, observando os aspectos 
de sucesso e os que precisam ser 
melhorados. 
Deste modo, os sistemas de gestão ambiental 
passam por diversas análises quando são 
implantados, constituindo-se como um 
processo de melhoria contínua. 
A análise crítica do SGA deve ser realizada 
em períodos definidos pela administração, de 
forma que se assegure sua eficácia. É 
importante que a análise crítica observe: os 
objetivos, as metas e seus respectivos 
desempenhos ambientais, a eficácia das 
auditorias do SGA e a adequação correta da 
política ambiental (exigida por mudanças na 
legislação, das expectativas dos 
stakeholders, alterações nos produtos, etc.). 
A melhoria contínua é realizada através da 
constante avaliação do SGA quanto à sua 
política, objetivos e metas. 
O processo de melhoria contínua envolve a 
identificação de oportunidades de melhoria, a 
comparação dos resultados atingidos com as 
metas estipuladas e o desenvolvimento de 
ações corretivas. 
 
8. QUALIDADE AMBIENTAL E 
MARKETING ECOLÓGICO 
 
De maneira mais simples, a vantagem 
competitiva pode ser obtida através de duas 
vertentes distintas: ou por meio da 
diferenciação do preço ou da qualidade do 
produto. Ou seja, os gestores podem optar 
por reduzir o preço ou por investir na 
qualidade percebida pelo cliente em relação 
ao produto/serviço oferecido por seus 
concorrentes. 
Observa-se que são os investimentos em 
qualidade do produto que geram mais 
retornos financeiros a médio e longo prazo, 
proporcionando uma maior perenidade às 
empresas de uma forma geral. 
Uma das formas mais atuais de diferencial na 
qualidade dos produtos ou serviços ofertados 
é a chamada “QUALIDADE 
AMBIENTAL”, que consiste em inserir o 
fator ambiental desde a utilização de insumos 
até a entrega do produto. 
Para divulgar esse “diferencial ambiental” 
aos seus stakeholders, as empresas fazem 
uso do chamado “MARKETING 
ECOLÓGICO” ou ainda conhecido também 
como “MARKETING AMBIENTAL”. 
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Nessa perspectiva, o marketing ecológico 
pode ser conceituado como uma ferramenta 
utilizada pelas empresas que possuem um 
sistema de gestão ambiental consistente e 
que desejam mostrar tal posicionamento aos 
seus stakeholders. 
 
O marketing ecológico possui dois objetivos 
centrais: 1) o desenvolvimento de produtos 
que - além de atenderem as necessidades dos 
consumidores - possuam um preço acessível 
ao consumidor e que viabilize o negócio; e 2) 
projetar esse produto com altos índices de 
qualidade ambiental que atenda aos 
princípios da sustentabilidade e proporcione 
uma gestão ambiental correta dos recursos 
naturais. 
 
9. ROTULAGEM AMBIENTAL 
 
Devido ao aumento da conscientização 
ambiental mundialmente, as empresas 
buscam cada vez mais passar uma imagem 
de responsabilidade social e eco eficiência 
para seus clientes, pois os mesmos estão 
mais exigentes em relação aos impactos 
causados pelos produtos que adquirem. 
Como forma de identificar e reconhecer as 
ações responsáveis ecologicamente 
realizadas por essas empresas foram criados 
os selos verdes ou rótulos ambientais. 
O primeiro selo verde do mundo, o Blue 
Angel criado na Alemanha em 1977, 
impulsionou a criação de vários outros selos 
que existem atualmente. Essas certificações 
que antes eram símbolos de diferencial 
competitivo, hoje são pré-requisitos para a 
exportação e se tornam um meio de 
sobrevivência para as organizações. 
Há uma tendência que o consumo 
sustentável seja cada vez mais difundido e 
praticado pelos consumidores. Em alguns 
países desenvolvidos, por exemplo, o 
consumo sustentável já está plenamente 
consolidado. Nestes países, há uma ideologia 
de consumo orientada à sustentabilidade 
ambiental que norteia a decisão de compra, e 
o consumidor passa a analisar também a 
responsabilidade ambiental das empresas. 
Vale salientar que - quanto mais 
desenvolvido o país ou a região em foco - 
maior será o nível de conscientização 
ambiental e a exigência por produtos que 
atendam às ideologias de consumo 
sustentável. 
Sendo assim, possuir a rotulagem ambiental 
é interessante tanto para as empresas com 
abrangência nacional como para aquelas que 
desejam atuar no mercado externo, já que as 
organizações que obtiveram o selo 
demonstram que os seus produtos e o seu 
processo de produção sofreram modificações 
para se adaptar aos aspectos exigidos por 
uma certificação ambiental. 
Existem diversos selos que conferem a 
certificação ambiental às empresas que os 
possuem. No Brasil, existem mais de 30 
certificadoras ambientais. O quadro abaixo 
mostra alguns deles: 
 
Quadro2: Selos verdes. 
 
 
 
 
ISO 14001: certifica o 
sistema de gestão 
ambiental de empresas e 
empreendimentos. 
 
 
 
 
FSC (Forest 
StewardshipCouncil): 
certifica áreas e produtos 
florestais. 
 
 
 
 
ECOCERT: certifica 
alimentos e cosméticos 
orgânicos. 
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LEED (Liderança em 
Energia e Design 
Ambiental): certifica 
prédios e quaisquer outras 
edificações. 
 
 
 
Rainforest Alliance 
Certifield: certifica 
produtos agrícolas quanto 
à responsabilidade 
socioambiental. 
 
 
PROCEL: certifica 
eletrodomésticos e 
equipamentos eletrônicos. 
 
 
IBD (Instituto 
Biodinâmico): certifica 
alimentos, algodão e 
cosméticos orgânicos. 
 
 
10. CARTA EMPRESARIAL PARA 
O DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL 
 
A carta empresarial para o desenvolvimento 
sustentável é um documento da Câmara de 
Comércio Internacional que visa orientar as 
ações empresariais de forma que se valorize 
a importância das questões ambientais no 
ambiente de trabalho. 
Tal documento aborda as questões 
ambientais desde a formulação da gestão 
integrada até o aconselhamento dos 
consumidores;discutindo a exigência da 
sustentabilidade a começar pelos 
fornecedores até chegar à formulação de 
planos emergenciais para casos mais críticos, 
de acordo com o que pode ser observado a 
seguir no quadro extraído da ISO 14004. 
 
Quadro 3:Carta Empresarial para o 
Desenvolvimento Sustentável. 
 
1. Prioridade na empresa 
Reconhecer a gestão do ambiente como 
uma das principais prioridades na 
empresa e como fator determinante do 
desenvolvimento sustentável; estabelecer 
políticas, programas e procedimentos 
para conduzir as atividades de modo 
ambientalmente seguro. 
 
2. Gestão integrada 
Integrar plenamente, em cada empresa, 
essas políticas, programas e 
procedimentos, como elemento essencial 
de gestão, em todos os seus domínios. 
 
 
 
3. Processo de aperfeiçoamento 
Aperfeiçoar continuamente as políticas, 
os programas e o desempenho ambiental 
das empresas, levando em conta os 
desenvolvimentos técnicos, o 
conhecimento científico, os requisitos dos 
consumidores e as expectativas da 
comunidade, tendo como ponto de 
partida a regulamentação em vigor, e 
aplicar os mesmos critérios ambientais no 
plano internacional. 
 
 
4. Formação do pessoal 
Formar, treinar e motivar o pessoal para 
desempenhar suas atividades de maneira 
responsável, face ao ambiente. 
 
5. Avaliação prévia 
Avaliar os impactos ambientais antes de 
iniciar nova atividade ou projeto e antes 
de desativar uma instalação ou abandonar 
um local. 
 
6. Produtos e serviços 
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Desenvolver e fornecer produtos ou 
serviços que não produzam impacto 
indevido sobre o ambiente e sejam 
seguros em sua utilização prevista, que 
apresentam o melhor rendimento em 
termos de consumo de energia e de 
recursos naturais, que possam ser 
reciclados, reutilizados ou cuja 
disposição (deposição) final não seja 
perigosa. 
 
7. Conselhos de consumidores 
Aconselhar é, em casos relevantes, 
propiciar a necessária informação aos 
consumidores, aos distribuidores e ao 
público, quanto aos aspectos de 
segurança a considerar na utilização, 
transporte, armazenagem e disposição 
(eliminação) dos produtos fornecidos; e 
aplicar considerações análogas à 
prestação de serviços. 
 
8. Instalações e atividades 
Desenvolver, projetar e operar 
instalações, tendo em conta a eficiência 
no consumo da energia e dos materiais, a 
utilização sustentável dos recursos 
renováveis, a minimização de impactos 
ambientais adversos e da produção de 
rejeitos (resíduos) e o tratamento ou 
disposição (deposição) final destes 
resíduos de forma segura e responsável. 
 
 
9. Investigações (pesquisas) 
Realizar ou patrocinar investigações 
(pesquisas) sobre os impactos ambientais 
das matérias-primas, dos produtos, dos 
processos, das emissões e dos resíduos 
associados às atividades da empresa, e 
sobre os meios de minimizar tais 
impactos adversos. 
 
10. Medidas preventivas 
Adequar a fabricação, a comercialização, 
a utilização de produtos ou serviços, ou a 
condução de atividades, em harmonia 
com os conhecimentos científicos e 
técnicos, para evitar a degradação grave 
ou irreversível do ambiente. 
 
11. Empreiteiros e fornecedores 
Promover a adoção destes princípios 
pelos empreiteiros contratados pela 
empresa, encorajando e, em casos 
apropriados, exigindo a melhoria de seus 
procedimentos de modo compatível com 
aqueles em vigor na empresa; e encorajar 
a mais ampla adoção destes princípios 
pelos fornecedores. 
 
12. Planos de emergência 
Desenvolver e manter, nos casos em que 
exista risco significativo, planos de ação 
para situações de emergência, em 
coordenação com os serviços 
especializados, as principais autoridades 
e a comunidade local, tendo em conta os 
possíveis impactos transfronteiriços. 
 
13. Transferência de tecnologias 
Contribuir para a transferência de 
tecnologia e métodos de gestão que 
respeitem o ambiente, tanto nos setores 
industriais como nos de administração 
pública. 
 
14. Contribuição para o esforço 
comum 
Contribuir para o desenvolvimento de 
políticas públicas, de programas 
empresariais governamentais e 
intergovernamentais, e de iniciativas 
educacionais que valorizem a consciência 
e a proteção ambiental. 
 
15. Abertura ao diálogo 
Promover a abertura ao diálogo com o 
pessoal da empresa e com o público, em 
antecipação e na resposta às respectivas 
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preocupações quanto aos riscos e 
impactos potenciais das atividades, 
produtos, rejeitos (resíduos) e serviços, 
incluindo aqueles de significado 
transfonteiriço ou global. 
 
16. Cumprimento de regulamentos e 
informação 
Aferir o desempenho das ações sobre o 
ambiente, proceder regularmente a 
auditorias ambientais e avaliar o 
cumprimento das exigências internas da 
empresa, dos requisitos legais e destes 
princípios; e periodicamente fornecer as 
informações pertinentes ao Conselho de 
Administração, aos acionistas, ao pessoal, 
às autoridades e ao público. 
Fonte: ISO 14004. 
 
O assunto é amplo e bastante interessante. 
Caso deseje se aprofundar no conhecimento 
em gestão ambiental, consulte as referências 
ao final desta apostila. 
Bons estudos!!! 
 
 
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AVALIAÇÃO 
 
GESTÃO AMBIENTAL 
 
1) Em relação às auditorias ambientais, 
marque a alternativa incorreta: 
 
a) A auditoria de fornecedor consiste 
em analisar se os produtos definidos 
pela empresa cliente estão sendo 
seguidos pela empresa fornecedora. 
b) A auditoria Due Diligence é a 
observação do posicionamento de 
uma empresa frente a seus 
stakeholders. 
c) A auditoria de pós-acidente consiste 
na verificação do nível de 
conformidade da empresa em relação 
às leis ambientais. 
d) A auditoria de desempenho ambiental 
analisa a geração de poluentes, gastos 
com energia e matéria-prima. 
 
2) Dentre os dezesseis princípios 
propostos pela carta empresarial para 
o desenvolvimento sustentável, 
identifique a alternativa incorreta: 
 
a) Desenvolver produtos e serviços que 
não produzam impactos indevidos ao 
meio ambiente. 
b) Possuir a gestão ambiental como 
fator de prioridade na empresa. 
c) Treinar e motivar o quadro pessoal a 
desenvolver suas atividades 
respeitando o meio ambiente. 
d) Cumprir apenas as exigências 
internas da empresa, não havendo 
necessidade de cumprir a legislação 
específica. 
 
3) Sobre as funções da gestão, analise as 
afirmativas abaixo: 
 
I. O planejamento é a fase em que são 
definidos os objetivos da 
organização. 
II. A execução consiste em desempenhar 
as atividades definidas na fase de 
planejamento. 
III. O controle tem a função de 
acompanhar o processo de execução 
visando assegurar o sucesso da 
gestão. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente I está correta. 
b) Todas estão corretas. 
c) II e I estão corretas. 
d) I e III estão corretas. 
 
4) A ISSO 14001 é uma norma ABNT 
que tem como objetivo oferecer a 
assistência necessária na implantação 
ou aprimoramento de um sistema de 
gestão ambiental (SGA). Acerca das 
fases de um SGA, assinale a 
alternativa incorreta: 
 
a) A alta gestão deve estar 
comprometida com a gestão 
ambiental de forma a assegurar a 
correta execução do planejamento de 
um SGA. 
b) A fase de planejamento de um SGA 
precisa considerar apenas os 
objetivos e metasda organização, não 
sendo necessário cumprir as 
exigências da legislação vigente 
sobre o assunto. 
c) A implementação de um sistema de 
gestão ambiental exige o 
direcionamento do pessoal que 
compõe a empresa, de forma que 
todos estejam orientados para a 
execução do que foi planejado. 
d) Para garantir a continuidade de um 
SGA, a gestão precisa estar atenta 
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sobre a necessidade da análise crítica 
e da melhoria contínua dos processos 
a ações que envolvem esse sistema. 
 
5) Sobre os antecedentes históricos da 
gestão ambiental analise: 
 
I. Rachel Carson publicou o livro 
intitulado Silent Spring (ou 
Primavera Silenciosa) que fazia 
denúncias ambientais decorrentes do 
uso do DDT para combater as pragas 
de plantações. 
II. O termo “responsabilidade social 
empresarial” ou SER surgiu na 
América Latina na década de 1960. 
III. O clube de Roma, ocorrido em 1972, 
publicou o relatório “limites do 
crescimento”, que afirmava que se 
houvesse crescimento econômico 
haveria também a degradação do 
meio ambiente. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Todas estão corretas. 
b) II e III estão corretas. 
c) I e III estão corretas. 
d) Nenhuma está correta. 
 
6) Sobre selos ou rótulos ambientais, 
assinale a alternativa incorreta: 
 
a) O primeiro selo verde do mundo, o 
Blue Angel, foi criado na Alemanha 
em 1977. 
b) Como forma de identificar e 
reconhecer as ações responsáveis 
ecologicamente realizadas pelas 
empresas, criaram-se os selos verdes 
ou rótulos ambientais. 
c) A rotulagem ambiental é de 
fundamental importância tanto para 
empresas com abrangência nacional 
como para aquelas que desejem atuar 
no mercado exterior com exportação 
de seus produtos. 
d) Os selos verdes são desnecessários 
para a comprovação das atividades 
empresariais relacionadas ao meio 
ambiente. 
 
7) A respeito do marketing ecológico e 
qualidade ambiental, assinale a 
alternativa incorreta: 
 
a) Um dos objetivos do marketing 
ecológico é o desenvolvimento de 
produtos que além de atenderem as 
necessidades dos consumidores, 
possuam um preço acessível ao 
consumidor e que viabilize o 
negócio. 
b) O marketing ecológico é uma 
ferramenta utilizada pelas empresas 
que possuem um sistema de gestão 
ambiental. 
c) O marketing ambiental auxilia as 
empresas na divulgação de suas ações 
sustentáveis para o mercado. 
d) Atualmente, o marketing ecológico 
não representa uma vantagem 
competitiva no mercado. 
 
8) Assinale a alternativa incorreta sobre 
Produção Mais Limpa (P+L) e 
Ecoeficiência: 
 
a) A ecoeficiência tem como objetivo a 
entrega de produtos e serviços com 
preços competitivos que satisfaçam 
as necessidades humanas de forma 
sustentável. 
b) Uma das práticas realizadas na 
ecoeficiência é a maximização do uso 
de energia nos processos 
organizacionais. 
c) A produção mais limpa é uma 
estratégia de prevenção ambiental 
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que objetiva reduzir os impactos 
causados ao meio ambiente. 
d) A conservação dos recursos 
renováveis é um dos objetivos da 
produção mais limpa. 
9) Sobre a gestão ambiental: 
 
I. A gestão ambiental é um processo 
que envolve aspectos financeiros, 
administrativos e político através do 
qual os gestores fazem uso com a 
finalidade de proteger e preservar o 
meio ambiente. 
II. A gestão ambiental se tornou um dos 
temas mais estudados e debatidos na 
gestão empresarial. 
III. A gestão ambiental surgiu após a 
Revolução Francesa. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Todas estão corretas. 
b) Somente III está incorreta. 
c) Todas estão incorretas. 
d) II e III estão corretas. 
 
10) Sobre os benefícios do sistema de 
gestão ambiental, assinale a 
alternativa incorreta: 
 
a) Manter boas relações com o público e 
comunidade. 
b) Satisfazer os critérios dos 
investidores e impedir o acesso ao 
capital. 
c) Fortalecer a imagem e a participação 
corporativa no mercado. 
d) Atender aos critérios de certificação 
do vendedor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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