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___________________________________________________________________ 1 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br GESTÃO AMBIENTAL OBJETIVOS DO CURSO O curso a distância de Gestão Ambiental do ADMON – Administração Online, aborda os diversos conceitos envolvidos em sustentabilidade empresarial e em gestão ambiental, discorrendo sobre assuntos como produção mais limpa, eco eficiência, a importância das auditorias ambientais, implantação de um sistema de gestão ambiental (ISO 14001), conceitos de qualidade ambiental e de marketing ecológico como ferramentas da gestão ambiental, rotulagem ambiental (selos verdes), entre outros temas que auxiliarão o entendimento e a aplicação da gestão ambiental nas empresas, de uma forma mais concisa. 1. INTRODUÇÃO O dilema da empresa moderna é o de adaptar-se a este processo de necessidade de melhoria de desempenho ambiental ou correr o risco de perder espaços gradualmente conquistados em um mercado extremamente competitivo e globalizado [...]. SEIFFERT, M. E. B. A crescente expansão da capacidade produtiva, impulsionada pelo crescimento demográfico descontrolado, tem evidenciado a limitação dos recursos oferecidos pela natureza. Percebeu-se que ohomem possui o poder de transformar o meio para suprir suas necessidades e desejos,representando, muitas vezes, uma ameaça à sua própria comodidade e existência. Por este motivo, nas últimas décadas o homem começou a perceber que as suas açõesinfluenciam diretamente o perfeito funcionamento do meio ambiente, colocando em risco o equilíbrio natural. A sustentabilidade da natureza e da sociedade depende da sua atuação como beneficiário dos recursos naturais. A partir dessas reflexões, surgiram diversos movimentospor meio dos quais se discutiram o futuro da humanidade, nos quais muitos defendiam a adoção de um novo modelo de desenvolvimento, de forma que as demandas humanas fossem supridas e ao mesmo tempo o meio ambiente fosse conservado estável. Esses eventos originaram vários conceitos que serão abordados neste curso, desde temas como sustentabilidade, gestão ambiental, sistemas de gestão ambiental, qualidade ambiental, até assuntos como marketing ecológico e certificações ambientais, por exemplo. Com a consolidação desses conceitos, percebeu-se também que as organizações, independente da sua área de atuação, estão direta ou indiretamente relacionadas ao padrão de desenvolvimento adotado ao longo dos anos, e que - dessa forma -ou atuam como importantes aliados ou como difíceis opositores à promoção do bem estar social e ambiental. Nessa perspectiva, observou-seque os modelos de gestão devem estar pautados em parâmetros sociais e ambientais - uma vez que estes são diretamente afetados por suas ações,e que ainda assim precisam estarem consonância com os métodos de gestão, códigos de conduta e em legislação específica. Segundo o Código de Ética dos Administradores disponível no Conselho Federal de Administração (CFA), é dever do administrador “esclarecer o cliente sobre a função social da organização e a necessidade de preservação do meio ambiente”, e - além disso - “preservar o meio ambiente e http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 2 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br colaborar em eventos dessa natureza, independentemente das atividades que exerce”. Outro documento importante - nesse mesmo contexto - é a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvida pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) em 1991 e que vigora até os dias atuais, na qual contém uma série de princípios de gestão ambiental para serem utilizados por empresas (princípios estes, que ainda serão abordados neste curso), e - por conseguinte - proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos seres humanos e do meio ambiente. Dessa forma, fica clara a responsabilidade que as organizações e seus respectivos gestores possuem na promoção do desenvolvimento ambiental. Todavia é importante enfatizar que a responsabilidade socioambiental não é filantropia; é um dever que está previsto desde o código de ética profissional até as normas da família ISO 14000. Para diversos autores, há um consenso que as questões sociais e ambientais são indissociáveis, e - por este motivo - fazem uso da expressão “responsabilidade socioambiental”. Neste curso, porém, será enfatizada a abordagem relacionada à responsabilidade ambiental, mesmo que - de certa forma - esta seja indissociável da responsabilidade social. Inicialmente, será realizada uma retrospectiva ao histórico da evolução e difusão da preocupação com o meio ambiente desde a década de 1970 até os dias atuais, uma vez que esse fato influenciou o desenvolvimento de todas as técnicas, ferramentas e legislação que hoje orientam a gestão ambiental. 2. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA GESTÃO AMBIENTAL: A SUSTENTABILIDADE O termo responsabilidade social empresarial (RSE), surgiu na década de 1950 nos Estados Unidos e na Europa. Nessa época, a preocupação era relacionada ao grande poder que as empresas possuíam na sociedade (poderio esse que ainda é observado), surgindo o interesse da sociedade sobre a responsabilização dos atos prejudiciais a sociedade e ao meio ambiente. Mas só na década de 1960 é que o conceito de RSE é realmente definido, passando já a enfatizar a postura necessariamente correta das empresas como fator primordial para a continuidade natural da humanidade. Em 1962, a pesquisadora Rachel Carson publica o livro intitulado Silent Spring (Primavera Silenciosa). Nesse livro, a autora demonstrou através de suas pesquisas que o DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano), utilizado no combate às pragas, era basicamente o mais poderoso pesticida já lançado pela humanidade, já que o DDT penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos dos animais e dos homens, causando risco de câncer, alterações genéticas e diversos outros males à sociedade. Primavera Silenciosa foi um marco no movimento ambientalista devido a sua linguagem acessível à população e ao seu caráter de denuncia ambiental alarmante, já que - até então - a conscientização pública não existia e poucos se preocupavam com a conservação da natureza. A partir dai observou-se a necessidade de uma regulamentação que protegesse a humanidade e a natureza. Apesar de tal interesse ter iniciado já na década de 1950, é só em 1970 que realmente http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 3 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br iniciam os grandes movimentos em prol das questões ambientais. Nos anos 70 a preocupação com problemas de ordem social como desemprego, pobreza, distribuição de renda e poluição é intensificada. Nesse mesmo período, houve uma ampla divulgação dos desastres ambientais, devido ao avanço do conhecimento científico na temática ambiental e aos meios de comunicação em massa; tendo como consequência direta a publicação de estudos antropológicos a respeito das ações humanas, pondo em discussão o progresso econômico que tem como base apenas fatores financeiros, deixando de lado as questões sociais e ambientais. Consequentemente houve uma maior atuação pública no tocante as ameaças ao meio ambiente, naquilo que se refere aos custos do desenvolvimento econômico. A partir desse momento, a sociedade passa a considerar as condições ambientais como um fator importante para seu bem estare cobram um maior posicionamento das organizações. Em 1972, realizou-se o Clube de Roma, evento onde foi publicado o documento chamado “Limites do crescimento”. Tal documento afirmava que não seria possível haver crescimento econômico sem que se degrade o meio ambiente, argumento esse, extremamente questionado na época, mas ainda assim, observou-se que deveria haver uma mudança nos padrões do crescimento, tendo em vista a escassez dos recursos. Ainda em 1972, após o Clube de Roma, a organização das Nações Unidas (ONU) organizou a conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, ou como ficou conhecida: a conferência de Estocolmo, na qual se reconheceu também, o meio ambiente como fator de limitação do crescimento econômico. Nos anos 1970, a gestão ambiental surge como uma forma de reorientação dos conceitos de eco desenvolvimento (ou desenvolvimento sustentável) e como ferramenta estratégica para a tentativa de solucionar os problemas ambientais vigentes naquela época, mais especificamente nos países industrializados (da América do Norte e da Europa), nos quais as agressões ao meio eram mais acentuadas. Nestes países, houve uma intensificação dos movimentos ambientalistas, revelando uma nova abordagem para a gestão empresarial. Destes movimentos ambientais surgem duas correntes extremistas: os conservacionistas e os ambientalistas radicais. Os conservacionistas estudam e difundem a proteção de espécies e espaços naturais das ações humanas e denuncia empresas que utilizam os recursos naturais de uma forma predadora, além de exigir do estado uma postura fiscal reguladora desses atos. Já os ambientalistas radicais, além de defender as mesmas causas dos conservacionistas, consideram que o inimigo do meio ambiente são os próprios humanos, o sistema econômico e cultural e o modelo de desenvolvimento empreendido até então, ou seja, para eles há uma contradição entre as partes evoluídas. Somente em 1987, na Comissão de Brundtland, se define o conceito de desenvolvimento sustentável pelo relatório intitulado “Nosso Futuro Comum”. Segundo esse relatório produzido pela Comissão Mundial das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que utiliza os recursos provenientes da natureza sem comprometer o suprimento das necessidades das gerações futuras. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 4 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Após esses eventos, é possível observar nas últimas décadas, a divulgação, a formação de opiniões e o conseqüente aumento em pesquisas e esforços direcionados a essa causa. Houve uma verdadeira revolução na trajetória do movimento ambientalista, uma mobilização generalizada que gerou um aumento da preocupação com o uso racional dos recursos naturais e a busca por combustíveis mais puros oriundos de fontes renováveis. Com a mundialização do problema, a temática ambiental foi posta em foco, e assuntos como desequilíbrio ecológico, abordagem interdisciplinar, desperdício e consumismo passaram a ter um importante papel nas discussões sobre a humanidade. Tornou-se algo muito natural ouvir falar em sustentabilidade e gestão ambiental nos dias de hoje. Tanto a mídia como diversos outros atos públicos estão voltados para essa questão. A gestão ambiental, portanto, integra uma estratégia utilizada para a perpetuação de um negócio. Nessa perspectiva, a sustentabilidade implica na gestão eficiente dos recursos naturais para atender as demandas humanas atuais e futuras. Qualquer que seja a decisão tomada em relação ao monitoramento de recursos naturais precisará, necessariamente, envolver os âmbitos científico, econômico, social, cultural e político. Eis aqui o desafio da problemática ambiental: existe um liame entre as partes que é impossível negar ou dissociar suas relações. Qualquer ato que separe essas múltiplas visões impactará apenas no que está superficial, são visões reducionistas que não se preocupam com a visão de conjunto, com a abordagem holística e visará apenas àquilo que já é fruto da questão ambiental aliado aos seus múltiplos enfoques. O meio ambiente deve ser abordado pela gestão ambiental na sua totalidade. É essencial que seu estudo seja interdisciplinar e que haja aceitação da sua complexidade. 3. A GESTÃO AMBIENTAL A gestão de uma forma geral é um processo que envolve determinadas funções e atividades que os gestores devem observar para atingirem seus objetivos e metas. Esse processo é composto por três funções básicas: planejar, executar e controlar. O planejamento consiste na determinação dos resultados que a empresa deseja obter em um dado período. Graças ao planejamento é possível prever quais serão os recursos humanos técnicos ou financeiros, cronograma e diversos outros parâmetros necessários sobre como o planejamento será executado posteriormente. A execução implica em praticar o que foi esquematizado no planejamento, ou seja, seguir o planejado de acordo com o cronograma e os outros parâmetros estabelecidos, visando alcançar os resultados esperados. O controle é a comprovação do sucesso ou do fracasso daquilo que foi planejado inicialmente, buscando harmonizar o que se executou com o que foi planejado. Partindo desta visão, a gestão ambiental é um processo que envolve aspectos financeiros, administrativos e político que os gestores fazem uso para proteger e preservar o meio ambiente, através do planejamento, da execução e do controle das variáveis ambientais, visando a preservaçãoda imagem corporativa. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 5 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Gravura 1: A gestão organizacional. Como visto anteriormente, a gestão ambiental surgiu após a revolução industrial a partir da percepção do esgotamento dos recursos naturais, dada a capacidade que o homem possui de alterar o meio no qual se encontra para satisfazer seus desejos e necessidades. Nos últimos anos, pode-se observar o surgimento de um consumidor mais consciente com o meio ambiente, interessados em saber se a empresa em questão é responsável ambientalmente e se a mesma cumpre seu papel social. Com isso, as empresas passaram a se preocupar mais com a gestão ambiental e a incluir a questão ambiental no planejamento de negócio. A gestão ambiental se tornou um dos temas mais estudados e debatidos na gestão empresarial, constituindo-se como uma importante ferramenta utilizada na formulação de estratégia competitiva das empresas atuais. O atual cenário empresarial em que as organizações estão inseridas está cada vez mais complexo, exigindo a formulação de estratégias que assegurem o equilíbrio das organizações. Nessa perspectiva, oferecer um produto que obedeça aos padrões de qualidade a um preço competitivo, cumprir a lei e pagar os devidos impostos já não supre mais as expectativas do mercado ou stakeholders. Os stakeholders, por sua vez, são todos aqueles indivíduos ou organizações que possuem algum tipo de interesse nas empresas. Alguns exemplos de stakeholders são: os próprios funcionários da empresa, os sócios, os investidores, os clientes, os fornecedores, o governo e a sociedade de uma forma abrangente. Existe um contingente significativo de pessoas que se preocupam com o meio ambiente, e a tendência é que esse número cresça com o passar dos anos, visto que os problemas ambientais tendem a se avolumar com o tempo,tornando mais intensa a preocupação da população com o tema. Desse modo, as empresas que querem se destacar no mercado de trabalho devem também se responsabilizar e solucionar os impactos advindos de suas atividades no ambiente. Por esse motivo, existem diversas ações que as empresas procuram adotar, a saber: posicionamentos éticos e responsáveis com o meio ambiente e com a sociedade na qual estão inseridas, bem como a realização de investimentos em pesquisas, consultorias e auditorias para adequação das empresas aos padrões exigidos pela legislação e pela sociedade. Para tentar resolver os problemas ambientais é necessário envolvimento das empresas e de seus administradores, dado o imenso poder que estes possuem em relação à influência que estes exercem na sociedade. Gestão de Pessoas Gestão Ambiental Gestão da Produção Gestão da Financeira Marketing GESTÃO ORGANIZACIONAL http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 6 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br As ações das empresas são influenciadas por três grandes grupos que interagem continuamente, ora sendo influenciados, ora influenciando outro grupo. Confira o que demonstra a Gravura 2: Gravura 2: Influências sofridas pelas empresas e respostas atribuídas por ela ao meio. Como visto na Gravura, as atitudes ambientais responsáveis dos empresários, em grande parte dos casos, não surgem espontaneamente. É necessário que a sociedade interfira no ambiente empresarial, através de pressões e reivindicações para que o governo produza legislações ambientais que gerem algum efeito. Dessa forma, os problemas ambientais passam a integrar as questões discutidas nos governos e nas empresas. As reivindicações sociais surgem graças às ações de conscientização ambiental formuladas em boa parte pelas ONGs. As ONGs possuem um papel de fundamental importância na sociedade, pois são elas que promovem o despertar da sociedade para as exigências necessárias à melhoria do bem comum. Além dessas pressões sofridas, deve-se observar que os investidores também influenciam no cotidiano das empresas. Sabe-seque os investidores procuram reduzir os riscos de seus investimentos. Compreende-se que o fator ambiental representa um risco de alta definição, uma vez que as empresas podem sofrer multas ou indenizações, e a sua marca pode ser afetada por infrações ambientais, reduzindo a lucratividade dos investidores. Por estas razões foram criados vários indicadores para informar aos investidores o posicionamento das empresas em relação ao meio ambiente, tais como o Dow Jones Sustainability Indexes, criado em1999 pelo Dow Jones e pelo SAM Group. Percebe-se então que a imagem de uma corporação sustentável cria valor para os acionistas que investem pesado em longo prazo. Além disso, as empresas que atendem a esse indicador possuem uma maior sustentabilidade comparada àquelas que não fazem parte desse sistema. 4. PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) A produção mais limpa, também conhecida como P+L ou cleaner production, consiste numa estratégia de gestão que visa prever a redução dos impactos causados para seus processos produtos e serviços ao meio ambiente. Desde a década de 1980, essa filosofia de gestão vem sendo desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente(PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), buscando definir e expandir os conceitos da produção sustentável pelas organizações. Segundo esses órgãos, a produção mais limpa tem como objetivo usar eficientemente os recursos não renováveis, ao mesmo tempo em que conserva os renováveis, de maneira que não ultrapasse a capacidade de absorção de resíduos pelo meio ambiente. Governo Empresa Mercado Sociedade Meio Ambiente http://www.admon.com.br/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_o_Meio_Ambiente http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_o_Meio_Ambiente ___________________________________________________________________ 7 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br A P+L abrange todos os aspectos envolvidos no processo produtivo e o ciclo de vida do produto, considerando os impactos causados pelo descarte dos produtos, calculados de forma a permitir que se reduzam os riscos causados ao ser humano e ao meio ambiente. 5. ECOEFICIÊNCIA Os conceitos sobre eco eficiência começaram a ser trabalhados na Suécia e tem influenciado as ações do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Segundo este órgão, a eco eficiência é alcançada quando se consegue oferecer produtos e serviços a preços competitivos que correspondam às necessidades humanas e ofereçam qualidade de vida, e ainda assim, respeitem os princípios propostos pelo desenvolvimento sustentável em todas as suas fases. Algumas práticas eco eficientes: ˉ Minimizar a utilização de energia e de insumos de produção; ˉ Aumentar os índices de reciclagem dos materiais utilizados na produção; ˉ Aumentar a durabilidade dos produtos. 6. A AUDITORIA AMBIENTAL COMO FERRAMENTA DE APOIO A GESTÃO AMBIENTAL Auditorias ambientais são instrumentos utilizados para a verificação de determinado aspecto ambiental ocorrido nas empresas. As auditorias ambientais surgiram na década de 1970, influenciadas pelas auditorias contábeis, representando uma importante ferramenta de verificação do cumprimento de leis ambientais. A palavra “auditor” tem sua origem na língua latina, e significa basicamente “aquele que ouve”, demonstrando aqui que, no seu surgimento, as auditorias eram realizadas principalmente através da análise do que era falado pela empresa. Inicialmente, as auditorias ambientais possuíam um caráter especialmente reativo, eram realizadas buscando verificar se as empresas estavam seguindo a legislação, se era necessário aplicação de multas, indenização ou outras penalidades previstas por lei. Posteriormente, foram seguindo diversos tipos de auditorias ambientais, entre elas: Avalia o desempenho do sistema de gestão ambiental e se está de acordo com as normas da empresa. Auditoria de sistema de gestão ambiental Avalia se a empresa está atuando de acordo com o necessário para se candidatar à certificação desejada. Auditoria de certificação Avalia as perdas e suas consequências econômicas e ambientais. Auditoria de desperdícios e de emissões Investiga as causas de um acidente e avalia responsabilidades quanto aos danos causados. Auditoria pós- acidente Observação da geração de poluentes, nível de consumo de energia e matéria-prima. Auditoria de desempenho ambiental Verifica o nível de conformidade da empresa em relação às leis ambientais. Auditoria de Conformidade http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 8 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Segundo a resolução nº 300 de 2002 doConselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a auditoria ambiental consiste em um processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências que determinem se o sistema de gestão ambiental de uma organização está em conformidade com os critérios de auditoria do sistema de gestãoambiental estabelecido pela organização, e para comunicar os resultados desse processo à administração. A utilização constante de auditorias em uma empresa representa sua preocupação com os altos padrões de qualidade ambiental, visando com isto, formular a estratégia de gestão ambiental mais adequada ao perfil desta. Devido à sua importância, as auditorias ambientais estão sendo cada vez mais utilizadas pelas empresas, inclusive existindo aquelas especializadas nesta área, dedicadas a avaliar o sistema de gestão ambiental utilizado pelas empresas em sua integralidade, com o objetivo apenas de orientar as empresas a seguir a legislação ou até mesmo de aperfeiçoar esse sistema visando adquirir selos e certificações ambientais. 7. SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL: A ISO 14004 A ISO 14004 de 1996 é a norma da ABNT que expõe algumas diretrizes gerais sobre os sistemas de Gestão Ambiental. Essa norma possui como objetivo geral oferecer a assistência necessária para as organizações no sentido da implantação ou do aprimoramento de seus sistemas de gestão ambientais. Tal norma foi desenvolvida de acordo com os princípios que regem o desenvolvimento sustentável e adequável às diversas culturas, sociedades ou organizações. Esse sistema é essencial para proporcionar a capacitação necessária às organizações que visam objetivos de sustentabilidade e de melhoria nos processos administrativos de forma contínua e organizada. A gestão ambiental está inserida no programa geral de gestão das organizações. O sistema de gestão ambiental de uma empresa é um processo interativo e dinâmico com as demais áreas de gestão. Deste modo, o SGA de uma empresa deve ser trabalhado em conjunto com outros setores como finanças e qualidade. O SGA promove diversos benefícios para as organizações que fazem o seu uso de forma correta e para a sociedade na qual está inserida. Entre esses benefícios encontra-se a proteção da saúde humana e do meio ambiente dos impactos gerados pelas atividades empresariais. Além dessa vantagem, as empresas que possuem um SGA repassam confiança para os seus clientes, de forma que a sociedade percebe que existe o comprometimento da administração em atender seus objetivos e metas organizacionais, e que a empresa Analisa se os aspectos ambientais estabelecidos pelos clientes estão sendo seguidos pelos fornecedores. Auditoria de fornecedor Observa o posicionamento de determinada empresa frente a seus stakeholders. Auditoria Due Diligence http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 9 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br trabalha a prevenção dos riscos ambientais por meio de uma filosofia empresarial de melhoria contínua. O SGA é uma ferramenta que possibilita aos gestores o equilíbrio entre os interesses econômicos e ambientais. Este fato permite às organizações que possuem esse sistema adquirir uma posição privilegiada, uma vantagem competitiva em relação a outras empresas. Somente a NBR ISO 14004 possui os requisitos que podem ser observados pela auditoria para certificação, seja ela registrada ou auto declarada pelas empresas. Tal norma ainda exemplifica diversas situações encontradas no processo de implantação ou de adequação do sistema de gestão ambiental. Por este motivo, é importante que gestores consultem e sigam essa norma para que obtenha o sucesso desejado com seu SGA. Neste curso, o SGA é abordado de uma forma mais simplificada e concisa, porém não dispensando o conhecimento integral da norma original. A utilização do sistema de gestão ambiental proporciona diversos benefícios às empresas de uma forma geral, tais como: Quadro 1: Benefícios da utilização dos Sistemas de Gestão Ambiental. ˉ Assegurar aos clientes o comprometimento com uma gestão ambiental demonstrável; ˉ Manter boas relações com o público e comunidade; Satisfazer os critérios dos investidores e melhorar o acesso ao capital; ˉ Obter seguro a um custo razoável; ˉ Fortalecer a imagem e a participação no mercado; ˉ Atender aos critérios de certificação do vendedor; ˉ Aprimorar o controle de custos; ˉ Reduzir incidentes que impliquem responsabilidade civil; ˉ Demonstrar atuação cuidadosa; ˉ Conservar matérias-primas e energia; ˉ Facilitar a obtenção de licenças e autorizações; ˉ Estimular o desenvolvimento e compartilhar soluções ambientais; ˉ Melhorar as relações entre a indústria/governo. Fonte:(NBR 14004, p. 4-5). Adaptado. A NBR ISSO 14004 de 1996 define o sistema de gestão ambiental como “a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental.” Deve ser periodicamente analisado, observando as mudanças ocorridas na própria empresa e no ambiente à sua volta. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 10 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Gravura 3: Ciclo de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Fonte: NBR ISO 14004. Adaptado. 7.1.Comprometimento e política ambiental Este é o primeiro passo para a utilização de um SGA. A ISO 14004 defende que deve haver o comprometimento da alta administração para que o sucesso seja propiciado.A alta liderança estando comprometida facilitará que sejam providas as situações, os métodos e os materiais necessários ao cumprimento adequado do que será definido no planejamento. Antes de iniciar o planejamento, é necessário que seja avaliado o atual posicionamento ambiental da organização, de forma que se alcance uma visão global da empresa e de seu funcionamento. Essa avaliação ambiental deve ser realizada tanto interna como externamente. Na avaliação interna podem ser utilizadas diversas técnicas, entre elas: questionário e entrevistas aplicados aos funcionários da organização, listas de verificação de conformidade, inspeção ou ainda benchmarking (o benchmarking é uma técnica que utiliza a observação das melhores práticas para basear seu método de gestão). Na avaliação externa, as empresas podem consultar fontes como: leis e licenças expedidas pelos órgãos governamentais, assistência de profissionais especializados, associações ou até mesmo outras organizações para a troca de informação (benchmarking). A política ambiental, por sua vez, oferece a orientação e os princípios necessários ao andamento do SGA. Alguns exemplos de princípios que orientam a política ambiental das empresas estão expressos nos documentos: “Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento” e a “Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável da Câmara do Comércio Internacional (CCI)”.Estes princípios norteiam as ações empresariais na gestão ambiental eficaz. A formulação da política ambiental é de responsabilidade da alta administração e a sua aplicação é papel do corpo gerencial que integra a empresa, uma vez que estes estão mais próximos das atividades cotidianas que causam impactos ambientais. Para a formulação de uma política ambiental, a ISO 14004 recomenda a observação de alguns requisitos, tais como: missão, visão, valores, melhoria contínua e conformidade com leis e regulamentos ambientais. 7.2.Planejamento O planejamento do SGA deve considerar: a identificação e avaliação dos aspectos ambientais, os requisitos legais, a política ambiental da empresa,os objetivos e metas definidos pela gestão, entre outros aspectos. O planejamento do SGA será dedicado para o cumprimento da política ambiental do Comprometimento e política ambiental Planejamento/ objetivos e metas Implementação e operação Medição e avaliação Análise crítica e melhoria Melhoria Contínua http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 11 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br SGA. Por este motivo, é de vital relevância para o sucesso do sistema que os gestores analisem cada etapa de execução do projeto. 7.3.Implementação A implementação de um sistema de gestão ambiental exige o direcionamento do pessoal que compõe a empresa, de maneira que todos estejam orientados para a execução do que foi planejado. É preciso que todos estejam conscientes da importância dos aspectos ambientais na empresa. Além disso, a implantação requer a disponibilidade dos recursos físicos e financeiros essenciais ao processo. 7.4.Medição e avaliação Representa atividade de suma importância no gerenciamento do SGA, pois asseguram o correto desempenho do programa de gestão ambiental definido. Recomenda-se que a organização possua um sistema de indicadores para monitorar o funcionamento do plano. Ademais, é necessário que se desenvolvam ações corretivas e preventivas com base nos registros das informações do programa de gestão ambiental e que – periodicamente - sejam realizadas auditorias do SGA. 7.5.Análise crítica e melhoria Nesta fase há uma avaliação geral do que foi implantado ou adaptado comparado ao planejamento inicial, observando os aspectos de sucesso e os que precisam ser melhorados. Deste modo, os sistemas de gestão ambiental passam por diversas análises quando são implantados, constituindo-se como um processo de melhoria contínua. A análise crítica do SGA deve ser realizada em períodos definidos pela administração, de forma que se assegure sua eficácia. É importante que a análise crítica observe: os objetivos, as metas e seus respectivos desempenhos ambientais, a eficácia das auditorias do SGA e a adequação correta da política ambiental (exigida por mudanças na legislação, das expectativas dos stakeholders, alterações nos produtos, etc.). A melhoria contínua é realizada através da constante avaliação do SGA quanto à sua política, objetivos e metas. O processo de melhoria contínua envolve a identificação de oportunidades de melhoria, a comparação dos resultados atingidos com as metas estipuladas e o desenvolvimento de ações corretivas. 8. QUALIDADE AMBIENTAL E MARKETING ECOLÓGICO De maneira mais simples, a vantagem competitiva pode ser obtida através de duas vertentes distintas: ou por meio da diferenciação do preço ou da qualidade do produto. Ou seja, os gestores podem optar por reduzir o preço ou por investir na qualidade percebida pelo cliente em relação ao produto/serviço oferecido por seus concorrentes. Observa-se que são os investimentos em qualidade do produto que geram mais retornos financeiros a médio e longo prazo, proporcionando uma maior perenidade às empresas de uma forma geral. Uma das formas mais atuais de diferencial na qualidade dos produtos ou serviços ofertados é a chamada “QUALIDADE AMBIENTAL”, que consiste em inserir o fator ambiental desde a utilização de insumos até a entrega do produto. Para divulgar esse “diferencial ambiental” aos seus stakeholders, as empresas fazem uso do chamado “MARKETING ECOLÓGICO” ou ainda conhecido também como “MARKETING AMBIENTAL”. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 12 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Nessa perspectiva, o marketing ecológico pode ser conceituado como uma ferramenta utilizada pelas empresas que possuem um sistema de gestão ambiental consistente e que desejam mostrar tal posicionamento aos seus stakeholders. O marketing ecológico possui dois objetivos centrais: 1) o desenvolvimento de produtos que - além de atenderem as necessidades dos consumidores - possuam um preço acessível ao consumidor e que viabilize o negócio; e 2) projetar esse produto com altos índices de qualidade ambiental que atenda aos princípios da sustentabilidade e proporcione uma gestão ambiental correta dos recursos naturais. 9. ROTULAGEM AMBIENTAL Devido ao aumento da conscientização ambiental mundialmente, as empresas buscam cada vez mais passar uma imagem de responsabilidade social e eco eficiência para seus clientes, pois os mesmos estão mais exigentes em relação aos impactos causados pelos produtos que adquirem. Como forma de identificar e reconhecer as ações responsáveis ecologicamente realizadas por essas empresas foram criados os selos verdes ou rótulos ambientais. O primeiro selo verde do mundo, o Blue Angel criado na Alemanha em 1977, impulsionou a criação de vários outros selos que existem atualmente. Essas certificações que antes eram símbolos de diferencial competitivo, hoje são pré-requisitos para a exportação e se tornam um meio de sobrevivência para as organizações. Há uma tendência que o consumo sustentável seja cada vez mais difundido e praticado pelos consumidores. Em alguns países desenvolvidos, por exemplo, o consumo sustentável já está plenamente consolidado. Nestes países, há uma ideologia de consumo orientada à sustentabilidade ambiental que norteia a decisão de compra, e o consumidor passa a analisar também a responsabilidade ambiental das empresas. Vale salientar que - quanto mais desenvolvido o país ou a região em foco - maior será o nível de conscientização ambiental e a exigência por produtos que atendam às ideologias de consumo sustentável. Sendo assim, possuir a rotulagem ambiental é interessante tanto para as empresas com abrangência nacional como para aquelas que desejam atuar no mercado externo, já que as organizações que obtiveram o selo demonstram que os seus produtos e o seu processo de produção sofreram modificações para se adaptar aos aspectos exigidos por uma certificação ambiental. Existem diversos selos que conferem a certificação ambiental às empresas que os possuem. No Brasil, existem mais de 30 certificadoras ambientais. O quadro abaixo mostra alguns deles: Quadro2: Selos verdes. ISO 14001: certifica o sistema de gestão ambiental de empresas e empreendimentos. FSC (Forest StewardshipCouncil): certifica áreas e produtos florestais. ECOCERT: certifica alimentos e cosméticos orgânicos. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 13 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental): certifica prédios e quaisquer outras edificações. Rainforest Alliance Certifield: certifica produtos agrícolas quanto à responsabilidade socioambiental. PROCEL: certifica eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. IBD (Instituto Biodinâmico): certifica alimentos, algodão e cosméticos orgânicos. 10. CARTA EMPRESARIAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A carta empresarial para o desenvolvimento sustentável é um documento da Câmara de Comércio Internacional que visa orientar as ações empresariais de forma que se valorize a importância das questões ambientais no ambiente de trabalho. Tal documento aborda as questões ambientais desde a formulação da gestão integrada até o aconselhamento dos consumidores;discutindo a exigência da sustentabilidade a começar pelos fornecedores até chegar à formulação de planos emergenciais para casos mais críticos, de acordo com o que pode ser observado a seguir no quadro extraído da ISO 14004. Quadro 3:Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. 1. Prioridade na empresa Reconhecer a gestão do ambiente como uma das principais prioridades na empresa e como fator determinante do desenvolvimento sustentável; estabelecer políticas, programas e procedimentos para conduzir as atividades de modo ambientalmente seguro. 2. Gestão integrada Integrar plenamente, em cada empresa, essas políticas, programas e procedimentos, como elemento essencial de gestão, em todos os seus domínios. 3. Processo de aperfeiçoamento Aperfeiçoar continuamente as políticas, os programas e o desempenho ambiental das empresas, levando em conta os desenvolvimentos técnicos, o conhecimento científico, os requisitos dos consumidores e as expectativas da comunidade, tendo como ponto de partida a regulamentação em vigor, e aplicar os mesmos critérios ambientais no plano internacional. 4. Formação do pessoal Formar, treinar e motivar o pessoal para desempenhar suas atividades de maneira responsável, face ao ambiente. 5. Avaliação prévia Avaliar os impactos ambientais antes de iniciar nova atividade ou projeto e antes de desativar uma instalação ou abandonar um local. 6. Produtos e serviços http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 14 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br Desenvolver e fornecer produtos ou serviços que não produzam impacto indevido sobre o ambiente e sejam seguros em sua utilização prevista, que apresentam o melhor rendimento em termos de consumo de energia e de recursos naturais, que possam ser reciclados, reutilizados ou cuja disposição (deposição) final não seja perigosa. 7. Conselhos de consumidores Aconselhar é, em casos relevantes, propiciar a necessária informação aos consumidores, aos distribuidores e ao público, quanto aos aspectos de segurança a considerar na utilização, transporte, armazenagem e disposição (eliminação) dos produtos fornecidos; e aplicar considerações análogas à prestação de serviços. 8. Instalações e atividades Desenvolver, projetar e operar instalações, tendo em conta a eficiência no consumo da energia e dos materiais, a utilização sustentável dos recursos renováveis, a minimização de impactos ambientais adversos e da produção de rejeitos (resíduos) e o tratamento ou disposição (deposição) final destes resíduos de forma segura e responsável. 9. Investigações (pesquisas) Realizar ou patrocinar investigações (pesquisas) sobre os impactos ambientais das matérias-primas, dos produtos, dos processos, das emissões e dos resíduos associados às atividades da empresa, e sobre os meios de minimizar tais impactos adversos. 10. Medidas preventivas Adequar a fabricação, a comercialização, a utilização de produtos ou serviços, ou a condução de atividades, em harmonia com os conhecimentos científicos e técnicos, para evitar a degradação grave ou irreversível do ambiente. 11. Empreiteiros e fornecedores Promover a adoção destes princípios pelos empreiteiros contratados pela empresa, encorajando e, em casos apropriados, exigindo a melhoria de seus procedimentos de modo compatível com aqueles em vigor na empresa; e encorajar a mais ampla adoção destes princípios pelos fornecedores. 12. Planos de emergência Desenvolver e manter, nos casos em que exista risco significativo, planos de ação para situações de emergência, em coordenação com os serviços especializados, as principais autoridades e a comunidade local, tendo em conta os possíveis impactos transfronteiriços. 13. Transferência de tecnologias Contribuir para a transferência de tecnologia e métodos de gestão que respeitem o ambiente, tanto nos setores industriais como nos de administração pública. 14. Contribuição para o esforço comum Contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas, de programas empresariais governamentais e intergovernamentais, e de iniciativas educacionais que valorizem a consciência e a proteção ambiental. 15. Abertura ao diálogo Promover a abertura ao diálogo com o pessoal da empresa e com o público, em antecipação e na resposta às respectivas http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 15 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br preocupações quanto aos riscos e impactos potenciais das atividades, produtos, rejeitos (resíduos) e serviços, incluindo aqueles de significado transfonteiriço ou global. 16. Cumprimento de regulamentos e informação Aferir o desempenho das ações sobre o ambiente, proceder regularmente a auditorias ambientais e avaliar o cumprimento das exigências internas da empresa, dos requisitos legais e destes princípios; e periodicamente fornecer as informações pertinentes ao Conselho de Administração, aos acionistas, ao pessoal, às autoridades e ao público. Fonte: ISO 14004. O assunto é amplo e bastante interessante. Caso deseje se aprofundar no conhecimento em gestão ambiental, consulte as referências ao final desta apostila. Bons estudos!!! http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 16 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br AVALIAÇÃO GESTÃO AMBIENTAL 1) Em relação às auditorias ambientais, marque a alternativa incorreta: a) A auditoria de fornecedor consiste em analisar se os produtos definidos pela empresa cliente estão sendo seguidos pela empresa fornecedora. b) A auditoria Due Diligence é a observação do posicionamento de uma empresa frente a seus stakeholders. c) A auditoria de pós-acidente consiste na verificação do nível de conformidade da empresa em relação às leis ambientais. d) A auditoria de desempenho ambiental analisa a geração de poluentes, gastos com energia e matéria-prima. 2) Dentre os dezesseis princípios propostos pela carta empresarial para o desenvolvimento sustentável, identifique a alternativa incorreta: a) Desenvolver produtos e serviços que não produzam impactos indevidos ao meio ambiente. b) Possuir a gestão ambiental como fator de prioridade na empresa. c) Treinar e motivar o quadro pessoal a desenvolver suas atividades respeitando o meio ambiente. d) Cumprir apenas as exigências internas da empresa, não havendo necessidade de cumprir a legislação específica. 3) Sobre as funções da gestão, analise as afirmativas abaixo: I. O planejamento é a fase em que são definidos os objetivos da organização. II. A execução consiste em desempenhar as atividades definidas na fase de planejamento. III. O controle tem a função de acompanhar o processo de execução visando assegurar o sucesso da gestão. Assinale a alternativa correta: a) Somente I está correta. b) Todas estão corretas. c) II e I estão corretas. d) I e III estão corretas. 4) A ISSO 14001 é uma norma ABNT que tem como objetivo oferecer a assistência necessária na implantação ou aprimoramento de um sistema de gestão ambiental (SGA). Acerca das fases de um SGA, assinale a alternativa incorreta: a) A alta gestão deve estar comprometida com a gestão ambiental de forma a assegurar a correta execução do planejamento de um SGA. b) A fase de planejamento de um SGA precisa considerar apenas os objetivos e metasda organização, não sendo necessário cumprir as exigências da legislação vigente sobre o assunto. c) A implementação de um sistema de gestão ambiental exige o direcionamento do pessoal que compõe a empresa, de forma que todos estejam orientados para a execução do que foi planejado. d) Para garantir a continuidade de um SGA, a gestão precisa estar atenta http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 17 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br sobre a necessidade da análise crítica e da melhoria contínua dos processos a ações que envolvem esse sistema. 5) Sobre os antecedentes históricos da gestão ambiental analise: I. Rachel Carson publicou o livro intitulado Silent Spring (ou Primavera Silenciosa) que fazia denúncias ambientais decorrentes do uso do DDT para combater as pragas de plantações. II. O termo “responsabilidade social empresarial” ou SER surgiu na América Latina na década de 1960. III. O clube de Roma, ocorrido em 1972, publicou o relatório “limites do crescimento”, que afirmava que se houvesse crescimento econômico haveria também a degradação do meio ambiente. Assinale a alternativa correta: a) Todas estão corretas. b) II e III estão corretas. c) I e III estão corretas. d) Nenhuma está correta. 6) Sobre selos ou rótulos ambientais, assinale a alternativa incorreta: a) O primeiro selo verde do mundo, o Blue Angel, foi criado na Alemanha em 1977. b) Como forma de identificar e reconhecer as ações responsáveis ecologicamente realizadas pelas empresas, criaram-se os selos verdes ou rótulos ambientais. c) A rotulagem ambiental é de fundamental importância tanto para empresas com abrangência nacional como para aquelas que desejem atuar no mercado exterior com exportação de seus produtos. d) Os selos verdes são desnecessários para a comprovação das atividades empresariais relacionadas ao meio ambiente. 7) A respeito do marketing ecológico e qualidade ambiental, assinale a alternativa incorreta: a) Um dos objetivos do marketing ecológico é o desenvolvimento de produtos que além de atenderem as necessidades dos consumidores, possuam um preço acessível ao consumidor e que viabilize o negócio. b) O marketing ecológico é uma ferramenta utilizada pelas empresas que possuem um sistema de gestão ambiental. c) O marketing ambiental auxilia as empresas na divulgação de suas ações sustentáveis para o mercado. d) Atualmente, o marketing ecológico não representa uma vantagem competitiva no mercado. 8) Assinale a alternativa incorreta sobre Produção Mais Limpa (P+L) e Ecoeficiência: a) A ecoeficiência tem como objetivo a entrega de produtos e serviços com preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas de forma sustentável. b) Uma das práticas realizadas na ecoeficiência é a maximização do uso de energia nos processos organizacionais. c) A produção mais limpa é uma estratégia de prevenção ambiental http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 18 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br que objetiva reduzir os impactos causados ao meio ambiente. d) A conservação dos recursos renováveis é um dos objetivos da produção mais limpa. 9) Sobre a gestão ambiental: I. A gestão ambiental é um processo que envolve aspectos financeiros, administrativos e político através do qual os gestores fazem uso com a finalidade de proteger e preservar o meio ambiente. II. A gestão ambiental se tornou um dos temas mais estudados e debatidos na gestão empresarial. III. A gestão ambiental surgiu após a Revolução Francesa. Assinale a alternativa correta: a) Todas estão corretas. b) Somente III está incorreta. c) Todas estão incorretas. d) II e III estão corretas. 10) Sobre os benefícios do sistema de gestão ambiental, assinale a alternativa incorreta: a) Manter boas relações com o público e comunidade. b) Satisfazer os critérios dos investidores e impedir o acesso ao capital. c) Fortalecer a imagem e a participação corporativa no mercado. d) Atender aos critérios de certificação do vendedor. http://www.admon.com.br/ ___________________________________________________________________ 19 ___________________________________________________________________________ www.admon.com.br REFERÊNCIAS Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14004: sistemas de gestão ambiental. Disponível em: http://www.abnt.org.br/. BARBIERI, José Carlos. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2009. Conselho Federal de Administração. Código de ética do administrador. 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