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(
POLO 
NOVA FRIBURGO
CAPA
 
CURSO
 DE
: 
 
Ciências Biológicas
TIPO DE AVALIAÇÃO: 
 
( 
) AD1
( 
 ) AD2 
 
( 
 ) AP
1 
( 
 ) AP2 
(
 X 
) RELATÓRIO
:
 
PRÁTICA DE CAMPO
NOME DO ALUNO: 
THABATTA CRISTINA OLIVEIRA DE MATTOS
MATRÍCULA: 
13212020057
DISCIPLINA: 
POPULAÇÕES,COMUNIDADES E CONSERVAÇÃO
TUTOR:
 
FLÁVIO
)	
Introdução
O trabalho de campo feito na disciplina Populações, Comunidades e Conservação foi realizado no Parque Municipal Juarez Frotté, situado no município de Nova Friburgo, Rio de Janeiro no dia 9 de outubro de 2016, em uma área de Mata Atlântica fragmentada onde a expansão da ocupação humana acabou formando micro pequenos habitats com pequenas florestas o que consequentemente afetou a fauna e a flora negativamente. O levantamento florístico e fitossocológico são importantes para o conhecimento das espécies vegetais existentes em determinadas áreas, pois permitem a identificação de espécies, fornecem informações sobre a diversidade, distribuição e classificação das mesmas quando as formas de vida e modos de dispersão e para o levantamento dos dados do que a ação humana é capaz de mudar o ambiente de forma significativa e acabar alterando toda dinâmica existente no ecossistema. 
Nova Friburgo possui cerca de 933 km² na região centro norte fluminense, com uma grande quantidade de espécies de flora e fauna. O seu relevo propicia a formação de canais de drenagem formando corpos hídricos, e o município participa de duas bacias hidrográficas do Paraíba do Sul e Macaé. No munícipio contém grandes áreas de floresta, Mata Atlântica e possui Parque Estadual do Três Picos que engloba parte do município e mais algumas regiões. Muitas áreas foram desmatadas pelo crescimento populacional da cidade e gerando uma quebra no ecossistema local. E é em Nova Friburgo que se localiza o Parque Municipal Juarez Frotté, situado no bairro Cascatinha e faz parte do circuito turístico Caledônia. O parque possui cerca de cinco mil metros quadrados em estado de reflorestamento.
Objetivos
· Fazer levantamento da fauna e flora;
· Analisar a cobertura vegetal do solo;
· Analisar a cobertura do dossel das árvores;
· Identificar interações interespecíficas.
Materiais e Métodos
· Prancheta;
· Lápis e borracha;
· Bambu;
· Fita adesiva;
· Metro;
· Fita métrica;
· Canivete,
· Planilhas para preenchimento;
· Fita;
· Martelo;
· Máquina fotográfica. 
No Parque Juarez Frotté foram demarcadas três áreas de amostragem que eram Mata secundária, Capoeira e plantação de Eucalipto. A mata secundária é uma mata mais fechada e preservada. A área de capoeira por ter presença de gramíneas virou um pasto e foi reflorestado. Na última parte que é a plantação de eucaliptos que é uma árvores exótica e de grande porte que domina a região.
Figura 1 - Área de amostragem com os 3 lugares usados. Fonte: Google Earth®
Na mata secundária havia um grande quantidade de espécies, era uma mata mais fechada e mais preservada, com árvores diversas e de grande porte e por ser uma mata que já sofreu a ação do homem a chamamos de secundária. 
Figura 2 - Mata Secundária. Fonte: Rosana Chiapeta
Na área de capoeira vimos poucas espécies e um percebemos uma área mais aberta com árvores de pequeno porte possui muita gramínea e acabou virando uma área de pasto para o gado e foi reflorestado por isso não encontramos um grande variedade de espécies. 
Figura 3 - Capoeira. Fonte Rosana Chiapeta
Na última parte que é a plantação de eucaliptos encontramos uma área que é mais propensa a ter mais queimadas pois é um lugar bem seco e mais aberto, logo o vento circula com facilidade espalhando o fogo, o eucalipto é uma árvore exótica e que possui rápido desenvolvimento e por ser uma espécie que se adapta a qualquer condição climática, ela domina a área.
Figura 4 - Plantação de Eucalipto. Fonte: Rosana Chiapeta
Nessa prática utilizamos um software de geoprocessamento foi determinado um grid com 15m de lado cada uma delas e bem no interior da mata (figura 5). O processamento da grid foi feita uns 50m de distância da borda, para evitar a que se misturasse com a vegetação das limitações da área e misturar os lugares estudados. A grid digital nos deu as coordenadas dos 4 quadrats que foram sorteados após serem desenhados em um papel com 9 gradrats, os sorteados foram 3, 4, 5 e 7. Usando o GPS foi possível encontrar o lugar de cada quadrat para realizar a análise, assim foram marcados de 5 em 5 metros com uma fita e bambus delimitando os quadrats. Esses procedimento foi repetido em todas as áreas.
Figura 5 - Grid da área da Mata. Fonte: Google Earth®
Para a realização do levantamento de dados da flora e da fauna e mais algumas informações das áreas a equipe foi dividida em sete grupos que são eles: grupo de medição do diâmetro da população arbórea, grupo de medição da altura da população arbórea, grupo de identificação da população arbórea, grupo de anotação de dados coletados, grupo de medição da cobertura do solo e de dossel da população arbórea, grupo de identificação de interações entre insetos e epífitas e grupo de demarcação de quadrats.
O grupo de medição do diâmetro fazia a marcação do diâmetro de cada árvore dentro dos quadrats com uma fita métrica e passava a informação para o grupo que estava fazendo a anotação dos dados (figura 6). O grupo de medição de altura e auxiliado por um bambu com marcação de 4m fazia a checagem da altura das árvores com faziam parte dos quadrats e passava os dados para o grupo que recolhi os dados (figura 7). O grupo de identificação de espécies observava as espécies que tinha nos quadrats passam para o grupo de anotação dos dados e avaliavam se essas espécies se repetiam em outros quadrats, com a ajuda de um canivete cortavam as cascas das árvores para ajudar na identificação (figura 8). O grupo de anotação de dados preenchiam as planilhas de acordo com os dados que outros grupos iam informando (figura 9). O grupo de medição de solo e dossel com a ajuda de um metro adaptado em forma de quadrado de 25 cm com ajuda de fita adesiva nas pontas, mediam essa cobertura pra cima em direção ao céu e depois pra baixo em direção ao solo e anotavam em sua própria planilha (figura 10). O grupo de identificação da interação de insetos e epífitas faziam essa observação de interação e anotavam em suas planilhas seus dados (figura 11). E o grupo de demarcação dos quadrats mediam a área e posicionavam os quadrats para a análise (figura 12), após todos os processos os dados foram coletados e passados para o computador para os índices de diversidade serem calculados.
 
Figura 6 - Medição de diâmetro. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 7 - Medição de altura. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 8 - Identificação de espécie arbórea. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 9 - Anotação de dados. Fonta: Rosana Chiapeta
Figura 10 - Medição solo e dossel. Fonte: Rosana Chiapeta
 Figura 11 - Interação inseto e planta. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 12 - Marcação de quadrat. Fonte: Rosana Chiapeta
Os dado coletados em campo foram passados para planilhas no Excel para serem processados. Em campo transformamos circunferência a altura do peito para diâmetro a altura do peito, para isso usamos a altura mediana de uma das alunas, medimos 1, 30 mais ou menos a altura do peito e usamos essa marcação para a medição do diâmetros nas espécies arbóreas. 
A riqueza e diversidade de espécies dependem, além da própria natureza da comunidade, do esforço amostral despendido, uma vez que o número de espécies aumenta com o aumento do número de indivíduos amostrados, as curvas de coletor permitem avaliar o quanto um estudo se aproxima de capturar todas as espécies do local. Os índices baseados nas abundâncias proporcionais das espécies são as medidas de diversidade mais utilizadas na ecologia, esses índices levam em conta a equitabilidade e a riqueza de espécies, logo o aumento do número de espécies ou o aumento da equitabilidade das abundâncias aumenta a diversidade.
· SHANNON: H’ = ∑pi.ln.pi
· EQUITALIBILIDADE: E = H’/ln(S)
· SIMPSON:D = Z N(N-1)/n(n-1)
Resultados
Tabela 1 - Lista de espécies encontradas no Parque Juarez Frotté
	ESPÉCIE
	NOME POPULAR
	OCORRÊNCIA
	Persea americana
	Abacateiro
	Nativa
	Morus nigra
	Amora
	Exótica
	Schinus terebinthifolius
	Aroeira
	Nativa
	Ocotea sp.
	Canela
	Nativa
	Croton floribundus
	Capixingui
	Nativa
	Rapanea ferruginea
	Capororoca
	Nativa
	Prumus serrulata
	Cerejeira
	Exótica
	Cecropia pachystachya
	Embaúba
	Nativa
	Eucalyptus grandis
	Eucalipto
	Exótica
	Lafoensia glyptocarpa
	Mirindiba
	Nativa
	Não identificada
	Morfoespécie 1
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 2
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 3
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 4
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 5
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 8
	Não identificada
	Não identificada
	Morfoespécie 9
	Não identificada
	Enterolobium contortisiliqum
	Orelha de negro
	Nativa
	Casearia sylvestris
	Pau lagarto
	Nativa
	Senna multijuga
	Pau-cigarra
	Nativa
	Piptadenia gonoacantlha
	Pau-jacaré
	Nativa
	Croton urucurana
	Sangra d'água
	Nativa
Com a amostragem da Tabela 1 podemos observar que possuímos mais espécies nativas, porém temos algumas exóticas e possuímos espécies invasoras que competem com a nossa por território e alimento e acaba matando a nativa por ser adaptar muito fácil a qualquer ambiente, a espécie Eucalyptus grandis que é uma espécie que por se desenvolver rápido e se adaptar em qualquer ambiente acaba tendo o domínio mais fácil, por serem arvores de grande porte suas copas são grandes e acabam bloqueando o sol para plantas mais baixa e assim outras espécies não sobrevivem na competição com o eucalipto, são árvores que por essas características dominam com facilidade o lugar onde crescem.
Figura 13 - Valores de riqueza e abundância.
Na figura 13 temos a representação da riqueza e da abundância calculada em cada área, pode-se observar que na Mata Secundária temos uma grande riqueza de diversidade de espécies e uma abundância de indivíduos arbóreos em relação a área de Capoeira e da plantação de Eucalipto. Na Mata Secundária por ser mais fechada e preservada encontramos uma maior diversidade de espécies e uma população arbórea extensa, já na Capoeira por ter se tornado uma área de pasto e ter sido reflorestada temos poucas espécies pois em reflorestamento geralmente plantam as mesma espécies logo a riqueza é pequena e por ser área de pasto a abundância também é pequena. Na área de plantação de eucalipto já percebemos uma riqueza e abundancia ainda menor pois nessa localização só existe a espécie do eucalipto então os números tendem a ser menores.
Figura 14 - Curva do coletor Mata Secundária.
 Na curva do coletor apresentado na figura 14 temos a Mata secundária, onde se observa que o esforço amostral não foi suficiente, pois a curva não estabiliza e nenhum momento, logo deveria ter sino feito uma amostragem maior para conseguir chegar perto dos valores corretos, porém por ser uma área bem extensa e preservada seria difícil chegar a uma estabilidade com pouca área de amostragem.
Figura 15 - Curva do coletor Capoiera.
Na curva do coletor apresentado na figura 15 da área da Capoeira podemos notar que o esforço amostral foi suficiente pois o gráfico encontra uma estabilidade em ambas as linhas. Por ser uma área de reflorestamento e ter praticamente as mesmas as espécies e ser um lugar de pasto com as mesmas gramíneas encontramos a estabilidade dessa área em todos os quadrats.
Figura 16 - Curva do coletor Plantio de Eucalipto.
Na curva do coletor apresentado na figura 16 da plantação de eucalipto podemos observar que o esforço amostral foi suficiente pois temos a estabilidade desde o começo, isso ocorre pois é um local onde só encontramos a espécie do Eucalipto, logo não temos espécie diferente para encontrar e colocar nos quadrats então a curva do coletor encontra a sua estabilidade com facilidade.
	
	Shanon (H')
	Simpson (1/D)
	Equitabilidade (E)
	Mata Secundária
	2,7
	14,9
	0,93
	Capoeira
	1,3
	8,0
	0,96
	Eucalipto
	0
	1,0
	-
 (
Tabela 2 – Índices de diversidade
)
Na tabela 2 estão os índices de diversidade onde podemos perceber que na Mata Secundária é onde mais se tem o maior índice de diversidade, podemos notar que o índice de shannon está dentro do que geralmente se encontra que é entre 1,5 e 3,5 e temos um índice de Simpson alto logo constatamos que temos uma grande abundância de espécies arbóreas. Na área da plantação temos o índice de shannon 0 e o índice de Simpson 1,0, com esses números podemos dizer que é onde temos o menor índice de diversidade, pois é um lugar onde só encontramos a espécie do eucalipto e a abundância acaba sendo menor exatamente por possuirmos apenas uma espécie. Nota-se que e equitabilidade da Mata Secundária e da Capoeira está dentro do valor que a literatura mostra que é entre 0 e 1, porém na plantação de Eucalipto vemos que não temos equitabilidade pois só encontramos um espécie, não foram encontrados representantes de outras espécies arbóreas.
Figura 17 - Gráfico Cobertura do dossel.
O dossel constitui grande parte da folhagem fotossintética ativa e da biomassa nos ecossistemas florais. A alteração do dossel influencia diretamente na disponibilidade e distribuição de luz, e essa luminosidade é um fator de grande importância no ecossistema, pois a qualidade a incidência luminosa tem um papel importante na determinação da abundância e diversidade da população arbórea, no crescimento e mortalidade de plantas e na composição da floresta e pode determinar a distribuição de espécies arbóreas. Na Mata Secundária por ser composta de espécies arbóreas de grande e médio porte, assim como a Plantação de Eucalipto que tem árvores de grande porte podemos dizer que a cobertura do dossel é bem densa, tendo pouca incidência de luz dentro dessas áreas, porém na zona de Capoeira temos árvores de porte pequeno e gramíneas, tendo assim um dossel pequeno e muita incidência de luz.
Figura 18 - Cobertura do dossel Mata Secundária. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 19 - Gráfico cobertura do solo.
Como podemos observar no gráfico da figura 18 a área de mata secundária possui uma maior cobertura de plântulas, o que significa que nesta área ocorre maior dispersão de espécies que são adaptadas a esse ambiente onde temos pouca incidência de luz e é mais úmido, logo percebemos que não encontramos gramíneas nessa área exatamente pela pouca incidência de luz e elas precisam disso para se desenvolver porém como a cobertura do dossel é alta a luz não consegue penetrar na mata. Já na área de capoeira a cobertura do solo por gramíneas é bem maior que de plântulas pois como é um lugar com árvores de dossel não tão alto a luz do sol consegue penetrar com facilidade e sua incidência é bem maior e as gramíneas se desenvolvem bem, já as plântulas que se encontram na área de capoeira provavelmente apareceram pela dispersão zoocórica (realizada por animais), pois lá é uma área de pasto onde se encontram muitos animais. Na plantação de eucalipto observa-se que tanto plântulas como gramíneas tem um taxa pequena de desenvolvimento, isso porque além dos eucaliptos terem o dossel muito alto e impedir a incidência de luz, quando suas folhas caem provocam uma barreira física e impedem que as plântulas se desenvolvam.
Figura 20 - Cobertura do solo Mata Secundária. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 21 - Gráfico interação plantas.
No gráfico vemos a interação de epífitas que são plantas que vivem sobre outras plantas e de lianas que são plantas que germinam no solo porém precisam de suporte para se manterem eretas e crescerem em direção a luz por isso são trepadeiras que encontram o suporte que precisam em outras plantas, subindo por elas. Então assim podemos dizer que pôr a mata secundária ser mais preservada possui a melhor situação para o desenvolvimento de plantas, por oferecer luminosidade a essas plantas e muitas delas servem de alimentos e abrigo para muitas espécies de pássaros que por sua vez acabamfazendo a dispersão dessas plantas. Na parte da capoeira a interação é menor pois ali se encontra uma área dominada por herbáceas e gramíneas, logo as epífitas e lianas não conseguem se sustentar e desenvolver sobre as espécies. Na plantação de eucalipto temos uma inteiração ainda menor pois além dos eucaliptos serem muito grandes, eles também não servem de alimento e nem abrigo para pássaros que são responsáveis pela dispersão de espécies.
Figura 22 - Epífita. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 23 - Liana. Fonte: Rosana Chiapeta
Figura 24 - Gráfico interação insetos.
Nesse gráfico temos a interação de insetos com as plantas, que são os insetos endofíticos que habitam o interior das plantas e podem ser encontrados em tecido e órgãos vegetais como raízes, folhas, frutos e sementes. E temos o insetos exofíticos que são os que habitam sobre as plantas e se desenvolvem sobre elas.
Ao analisarmos o gráfico de interação de insetos podemos ver que na mata secundária temos pouca interação de endofíticos mas de exofíticos temos uma interação maior provavelmente por causa da serapilheira onde temos formigas cortadeiras e outros insetos. Na área de capoeira já temos uma maior inteiração de insetos endofíticos e exofíticos, como a área possui também equinos que pastam lá, provável que o número de insetos aumente e por ser uma área mais aberta. Na plantação de eucalipto já não encontramos inteiração de insetos endofíticos, porém exofíticos encontramos um grande número pois possui muitas galhas e serapilheira que garante muito alimentos para esses insetos.
Figura 25 - Gráfico da altura da população arbórea.
Analisando o gráfico da altura média das árvores podemos concluir que na mata secundária existe uma variação de altura das espécies isso acontece pois as plantas estão crescendo de formas diferentes, de acordo com as condições favoráveis ao seu desenvolvimento (nutriente, luminosidade, etc.). Na capoeira a altura não é muito alta por não ter um grande números de espécies pois foi uma área reflorestada, logo não competem por recursos para sua sobrevivência e não possuem um dossel alto. Na plantação de eucalipto temos uma espécie exótica, logo ela difere de nossas espécies nativas e por ser uma árvore de grande porte ela chega a alturas extraordinárias. E esse porte muito grande do eucalipto modifica o habitat pois temos pouca ocorrência de luminosidade por causa dos enormes dosséis, a barreira física que suas folhas fazem no solo não deixando outras espécies se desenvolverem, logo temos um ambiente onde só se desenvolve eucalipto.
Figura 26 - Gráfico diâmetro mata secundária.
Observando o gráfico do diâmetro da mata secundárias podemos dizer que ele apresenta uma distribuição em forma de curva de J invertido, pois é uma área de mata preservada e encontramos uma comunidade mais estável onde existe um balanço de mortalidade e germinação de indivíduos.
Figura 27 - Gráfico diâmetro capoeira.
No gráfico de diâmetro da capoeira podemos perceber o formato de J invertido, pois é uma área que não possui muitas espécies, logo temos um lugar onde não se tem muita competição e assim a população se torna estável pois tem um nível de mortandade e regeneração equilibrado.
Figura 28 - Gráfico diâmetro do eucalipto.
No gráfico do diâmetro do eucalipto vemos uma situação ao acaso pois temos aqui uma espécie exótica que não se encaixa nos parâmetros do J invertido. E como vimos na área não existe variação de espécies, logo não existe espécie coexistindo para haver equilíbrio, pois o eucalipto interfere no habitat e não permite que outras espécies cresçam a sua volta. Como vimos mais acima é bem pequeno a interação de plantas com essa espécie, por isso não temos aqui a situação do J invertido.
Conclusão
Com esse trabalho de campo fizemos um importante levantamento florístico e fitossocológico para nossa análise cientifica das três áreas estudadas no Parque Municipal Juarez Frotté. Com os dados coletados podemos concluir que a área de mata secundária é a que melhor representa a diversidade do ecossistema e é o local mais bem preservado. Na área de capoeira onde foi um lugar de pasto que ainda possui animais às vezes e por ter sido reflorestada possui um índice de diversidade baixo, mas possui uma grande população de gramíneas. Na plantação de eucalipto onde temos uma monocultura, uma abundância de indivíduos e possui uma grande interação com insetos exofíticos.
Portanto esse trabalho de campo é imprescindível para um boa formação do profissional da área de biologia, pois é uma prática com muita riqueza de conhecimentos que só temos realmente dimensão depois que vamos a campo realizar esse trabalho, principalmente na formação de quem gostaria de trabalhar em funções na área ambiental, fazendo levantamentos de ecossistemas e cuidando do meio ambiente que é nosso bem mais precioso.
Referências Bibliográficas
http://www2.ib.unicamp.br/profs/fsantos/nt238/2004/Monografias/Monografia-Erico.pdf - Acessado em 21/10/2016
https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/916563/1/AP2011Distribuicaodiametricaespacialvolumetrica.pdf - Acessado em 21/10/2016
http://www.ufjf.br/ecologia/files/2009/11/Estagio_docencia_Ronald1.pdf - Acessado em 20/10/2016
http://www2.unifap.br/ppgbio/files/2010/05/DISSERTA%C3%87%C3%83O-DAYSE-FERREIRA_INTERA%C3%87%C3%95ES-ENTRE-ABERTURA-DO-DOSSEL_QUEDA-DE-%C3%81RVORES_REQUIZA-DE-ESP%C3%89CI.pdf – Acessado em 19/10/2016

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