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Tutoria 1 (Módulo 6)
1. Caracterizar as ações e funções das vigilâncias em saúde
Vigilância Sanitária
É o órgão da Secretaria de Estado da Saúde que coordena as ações de vigilância sanitária no Estado. Com sua ação comunicativa busca mobilizar e motivar a população a aderir as práticas sanitárias que estimulam mudanças de comportamento, formação da consciência sanitária e a promoção da saúde.
Quando necessário usa o poder de polícia sanitária por meio da fiscalização e do monitoramento, aplicando infrações e intimações, interditando estabelecimentos, apreendendo produtos e equipamentos, entre outras ações.
A Vigilância Sanitária atua nos locais de produção, transporte e comercialização de alimentos e também de medicamentos, controla a qualidade da água, ar, solo, saneamento básico, calamidades públicas, transporte de produtos perigosos, monitora os ambientes que causam danos à saúde, identificação e intervenção dos locais de trabalho das pessoas como lojas, fábricas, transportes, escritórios, investiga situações que envolvem reações adversas a medicamentos, sangue e produtos para saúde, intoxicação por produtos químicos, analisa projetos de construção, reforma, adaptação ou ampliação no que interfere na saúde das pessoas. 
No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é responsável por criar normas e regulamentos e dar suporte para todas as atividades da área no País, também é quem executa as atividades de controle sanitário e fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras.
Vigilância Epidemiológica
Os objetivos da vigilância epidemiológica são amplos, indo de sistemas de alerta precoce para uma resposta imediata a doenças transmissíveis, a respostas planejadas aos casos de doenças crônicas, que geralmente têm um longo intervalo entre a exposição e a ocorrência da doença
O Departamento de Vigilância Epidemiológica tem como objetivo alimentar os sistemas de informação (SINAN, SIM, SINASC, API) e realizar análises que permitam o monitoramento do quadro epidemiológico do município e subsidiem a formulação, implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos, a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde.
A vigilância é hoje uma ferramenta metodológica importante para a prevenção e controle de doenças em saúde pública. Não existem ações de prevenção e controle de doenças com base científica que não estejam estruturadas sobre sistemas de Vigilância Epidemiológica.
Vigilância e investigação de doenças infecciosas, assim como de seu controle, sejam de casos isolados ou de surtos, são inseparáveis em conceito e em ação, uma inexiste na ausência da outra. Constituem, sem dúvida, as ações fundamentais e imprescindíveis de qualquer conjunto de medidas de controle de doenças infecciosas e adquirem hoje uma importância fundamental.
Vigilância Ambiental
Proporciona o conhecimento e detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde.
Assim, essa vigilância acompanha a interação do indivíduo com o meio ambiente. Nesse sentido, a qualidade da água para consumo humano, contaminantes ambientais, qualidade do ar, qualidade do solo, notadamente em relação ao manejo dos resíduos tóxicos e perigosos, os desastres naturais e acidentes com produtos perigosos, são objetos de monitoramento dessa vigilância seja de forma direta e contínua ou por meio de ações em parceria com outros órgãos e secretarias. 
2. Definir: Surto, epidemia, pandemia e endemia
ENDEMIA
É a presença contínua de uma enfermidade ou de um agente infeccioso em uma zona geográfica determinada; pode também expressar a prevalência usual de uma doença particular numa zona geográfica. O termo hiperendemia significa a transmissão intensa e persistente atingindo todas as faixas etárias e holoendemia, um nível elevado de infecção que começa a partir de uma idade precoce e afeta a maior parte da população jovem como, por exemplo, a malária em algumas regiões do globo. 
EPIDEMIA 
É a manifestação, em uma coletividade ou região, de um corpo de casos de alguma enfermidade que excede claramente a incidência prevista. O número de casos que indica a existência de uma epidemia varia com o agente infeccioso, o tamanho e as características da população exposta, sua experiência prévia ou falta de exposição à enfermidade e o local e a época do ano em que ocorre. Por decorrência, a epidemia guarda relação com a frequência comum da enfermidade na mesma região, na população especificada e na mesma estação do ano. O aparecimento de um único caso de doença transmissível que durante um lapso de tempo prolongado não havia afetado uma população, ou que invade pela primeira vez uma região, requer notificação imediata e uma completa investigação de campo; dois casos dessa doença associados no tempo ou no espaço podem ser evidência suficiente de uma epidemia.
PANDEMIA
Epidemia de uma doença que afeta pessoas em muitos países e continentes.
SURTO
Epidemia de proporções reduzidas, atingindo uma pequena comunidade humana. Muitos restringem o termo para o caso de instituições fechadas, outros o usam como sinônimo de epidemia
3. Conceituar incidência e prevalência
INCIDÊNCIA
Número de casos novos de uma doença ocorridos em uma população particular durante um período específico de tempo.
PREVALÊNCIA
Número de casos clínicos ou de portadores existentes em um determinado momento, em uma comunidade, dando uma ideia estática da ocorrência do fenômeno. Pode ser expressa em números absolutos ou em coeficientes.
4. Explicar notificação compulsória
A listagem das doenças de notificação nacional é estabelecida pelo Ministério da Saúde entre as consideradas de maior relevância sanitária para o país. Os dados correspondentes compõem o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Estados e municípios podem adicionar à lista outras patologias de interesse regional ou local, justificada a sua necessidade e definidos os mecanismos operacionais correspondentes. Entende-se que só devem ser coletados dados para efetiva utilização no aprimoramento das ações de saúde, sem sobrecarregar os serviços com o preenchimento desnecessário de formulários.
Dada a natureza específica de cada doença ou agravo à saúde, a notificação deve seguir um processo dinâmico, variável em função das mudanças no perfil epidemiológico, dos resultados obtidos com as ações de controle e da disponibilidade de novos conhecimentos científicos e tecnológicos. As normas de notificação devem adequar-se, no tempo e no espaço, às características de distribuição das doenças consideradas, ao conteúdo de informação requerido, aos critérios de definição de casos, à periodicidade da transmissão dos dados, às modalidades de notificação indicadas e à representatividade das fontes de notificação.
Os parâmetros para a inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compulsória devem obedecer aos seguintes critérios:
Magnitude 
Aplicável a doenças de elevada frequência, que afetam grandes contingentes populacionais e se traduzem por altas taxas de incidência, prevalência, mortalidade e anos potenciais de vida perdidos;
Potencial de disseminação 
Representado pelo elevado poder de transmissão da doença, por meio de vetores ou outras fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva;
Transcendência 
Expressa-se por características subsidiárias que conferem relevância especial à doença ou agravo, destacando-se: severidade, medida por taxas de letalidade, de hospitalização e de sequelas; relevância social, avaliada, subjetivamente, pelo valor imputado pela sociedade à ocorrência da doença e que se manifesta pela sensação de medo, repulsa ou indignação; e relevância econômica, avaliada por prejuízos decorrentes de restrições comerciais, redução da força de trabalho, absenteísmo escolar e laboral, custos assistenciais e previdenciários, etc.;
VulnerabilidadeMedida pela disponibilidade concreta de instrumentos específicos de prevenção e controle da doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre os indivíduos e coletividades;
Compromissos internacionais 
Relativos ao cumprimento de metas continentais ou mundiais de controle, de eliminação ou de erradicação de doenças, previstas em acordos firmados pelo governo brasileiro com organismos internacionais. Esses compromissos incluem obrigações assumidas por força do Regulamento Sanitário Internacional, estabelecido no âmbito da Organização Mundial da Saúde, que ainda exige a notificação compulsória dos casos de cólera, febre amarela e peste. Entretanto, este regulamento está sendo objeto de revisão e, possivelmente, os Estados-Membros da OMS passarão a notificar eventos inusitados que possam ter repercussões internacionais;
Ocorrência de epidemias, surtos e agravos inusitados à saúde 
São situações emergenciais em que se impõe a notificação imediata de todos os casos suspeitos, com o objetivo de delimitar a área de ocorrência, elucidar o diagnóstico e deflagrar medidas de controle aplicáveis. Mecanismos próprios de notificação devem ser instituídos com base na apresentação clínica e epidemiológica do evento.
No processo de seleção das doenças notificáveis, esses critérios devem ser considerados em conjunto, embora o atendimento a apenas alguns deles possa ser suficiente para incluir determinada doença. Por outro lado, nem sempre podem ser aplicados de modo linear, sem considerar a factibilidade de implementação das medidas decorrentes da notificação, as quais dependem de condições operacionais objetivas de funcionamento da rede de prestação de serviços de saúde.
O caráter compulsório da notificação implica responsabilidades formais para todo cidadão, e uma obrigação inerente ao exercício da medicina, bem como de outras profissões na área da saúde. Mesmo assim, sabe-se que a notificação nem sempre é realizada, o que ocorre por desconhecimento de sua importância e, também, por descrédito nas ações que dela devem resultar. A experiência tem evidenciado que o funcionamento de um sistema de notificação é diretamente proporcional à capacidade de se demonstrar o uso adequado das informações recebidas, de forma a conquistar a confiança dos notificantes.
O sistema de notificação deve estar permanentemente voltado para a sensibilização dos profissionais e das comunidades, visando melhorar a quantidade e qualidade dos dados coletados mediante o fortalecimento e ampliação da rede. Todas as unidades de saúde (públicas, privadas e filantrópicas) devem fazer parte do sistema, bem como os profissionais de saúde e mesmo a população em geral. Não obstante, essa cobertura universal idealizada não prescinde do uso inteligente da informação, que pode basear-se em dados muito restritos para a tomada de decisões oportunas e eficazes.
Aspectos que devem ser considerados na notificação:
· Notificar a simples suspeita da doença. Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação, pois isto pode significar perda da oportunidade de intervir eficazmente;
· A notificação tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico-sanitário em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos;
· O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, configurando-se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações.
5. diferenciar: vetor, hospedeiro e reservatório
RESERVATÓRIO DE AGENTES INFECCIOSOS (Fonte Primária de Infecção)
Qualquer ser humano, animal, artrópode, planta, solo, matéria ou uma combinação deles, no qual normalmente vive e se multiplica um agente infeccioso, dela depende para sua sobrevivência, reproduzindo-se onde se reproduz de maneira que pode ser transmitido a um hospedeiro suscetível.
VETOR BIOLÓGICO
Vetor no qual se passa, obrigatoriamente, uma fase do desenvolvimento de determinado agente etiológico. Erradicando-se o vetor biológico, desaparece a doença que transmite.
HOSPEDEIRO
Organismo simples ou complexo, incluindo o homem, que é capaz de ser infectado por um agente específico. 
HOSPEDEIRO DEFINITIVO
É o que apresenta o parasita em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. 
HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO
É o que apresenta o parasita em fase larvária ou assexuada.
6. explicar como controlar uma epidemia
Para uma investigação adequada, em geral, são utilizados 10 passos, os quais são aqui apresentados na ordem abaixo, por questão didática, podendo na prática, serem desenvolvidos ao mesmo tempo ou em diferentes ordens: 
Passo 1: Planejamento do trabalho em campo
Antes de iniciar a investigação de campo, é necessário possuir conhecimento sobre a doença. Preparar tudo que será usado no trabalho.
Passo 2: Confirmação da existência de surto 
Uma das primeiras tarefas do investigador é verificar como está a situação da doença, se há uma elevação do número casos na área e se os casos são realmente de uma mesma doença. Para se determinar o que seria esperado, os casos da doença podem ser comparados com os registrados nas semanas ou meses anteriores. As fontes de dados são: registros da vigilância epidemiológica; registros de internação hospitalar e/ou de atendimento ambulatorial; registros de diagnóstico laboratorial e de mortalidade, além de estudos anteriores sobre a doença, se existirem. 
Passo 3: Confirmação do diagnóstico
Para confirmar a existência de um surto é necessário confirmar a doença, verificar se o diagnóstico está correto. Verifique prontuários ou fichas de atendimentos, avalie dados clínicos, laboratoriais
Passo 4: Definição e identificação de casos 
Definir um conjunto de critérios científicos que permitam incluir quais pessoas têm ou tiveram a doença ou agravo que será estudado, bem como excluir aquelas que não estariam relacionadas ao surto. Uma definição de caso inclui geralmente quatro componentes: 1) informação clínica da doença; 2) características das pessoas afetadas; 3) informação sobre o local ou região de ocorrência, e 4) determinação do período em que ocorreu o surto. Uma forma de reconhecer casos é estabelecer as seguintes classificações de casos: "confirmado", “provável” ou “possível”. 
· Caso confirmado: Em geral, considera-se como aquele confirmado por diagnóstico laboratorial. 
· Caso confirmado por critério clínico-epidemiológico: Em surtos, deve apresentar clínica compatível com a doença e ter sido causado pela mesma fonte que o caso confirmado por critério laboratorial. 
· Caso provável: Aquele com características clínicas típicas, sem diagnóstico laboratorial. 
· Caso possível: Aquele com algumas características clínicas. 
Para algumas doenças com transmissão pessoa-a-pessoa, pode ser necessário trabalhar com as seguintes definições: 
· Caso primário: Aquele que aparece sem que exista um contato direto conhecido com outro paciente; 
· Caso coprimário: Aquele que surge nas primeiras 24 horas seguintes ao aparecimento de um caso dentro de um grupo de contatos diretos; 
· Caso secundário: Aquele que surge dentre os contatos de um caso primário, após 24 horas desde o aparecimento do caso primário. 
Em todas as investigações deve-se aplicar um questionário padronizado para se determinar a real ocorrência dos sintomas clínicos, bem como coletar amostras de espécimes clínicos para conhecer o agente etiológico. Os questionários devem incluir várias informações sobre cada pessoa afetada:
· Informação de identificação das pessoas: nome, endereço, telefone, etc.. 
· Informações demográficas: idade, sexo, ocupação, etc.. Fornecem detalhes para caracterizar a população em risco. 
· Informações clínicas: dados clínicos, laboratoriais, doenças anteriores, etc.. Permitem verificar se o caso se inclui na definição de caso estabelecida. Dados sobre o início de sintomas permitirão construir um gráfico da ocorrência do surto, isto é, a curva epidêmica. Informações clínicas complementares sobre tipo de tratamento, internaçãohospitalar, óbito, possibilitam compreender a gravidade da doença e seu comportamento no episódio em questão.
· Informações sobre fatores de risco/fontes de transmissão
Passo 5: Descrição dos dados surto em tempo, lugar e pessoa
Epidemiologia descritiva, visto que se descreve o que ocorreu na população/grupo de estudo. Deve permitir levantar as hipóteses da causa do surto. 
Passo 6: Geração de hipóteses
Somente depois que se conversou com as pessoas participantes dos surtos, doentes e não doentes, depois que se coletaram dados descrevendo o episódio no tempo, lugar e pessoas, é que se consegue obter hipóteses mais precisas. 
Como levantar hipóteses?
 Considere o que se sabe sobre a doença: 1) Quem é o reservatório do agente etiológico? 2) Como o agente é comumente transmitido? Quais veículos poderiam estar implicados? Quais seriam os fatores de risco? Onde as pessoas estavam? O que fizeram no período provável de exposição?
Passo 7: Avaliação das hipóteses
Este passo é importante para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas. Dependendo da natureza dos dados dois caminhos podem ser seguidos: 1º) comparar essas hipóteses com todos os fatos apurados e verificar sua plausibilidade; 2º) fazer o estudo analítico (epidemiologia analítica), utilizando um método apropriado para testar suas hipóteses.
O segundo caminho é a epidemiologia analítica. Ela deve ser utilizada para surtos onde há várias exposições envolvidas e a causa não é clara. Por este método, testamos as hipóteses comparando grupos de doentes e não doentes que se expuseram ou não a cada um dos fatores suspeitos. Os estudos mais utilizados em investigações de surtos de doenças transmissíveis são o de coorte e o de caso-controle. 
Passo 8: Refinamento das hipóteses e estudos complementares
Quando no estudo analítico não se conseguiu confirmar nenhuma das hipóteses levantadas, será necessário reconsiderar os dados, levantar outros dados complementares e verificar outros modos de transmissão. Enquanto a epidemiologia possibilita implicar a fonte de transmissão e indicar uma ação mais apropriada de saúde pública, o laboratório possibilita confirmar e tornar mais confiáveis os achados. 
Passo 9: Medidas de controle e prevenção
Na verdade, desde o início da investigação medidas devem ir sendo tomadas. Os achados obtidos do estudo, contudo, podem confirmar o que já foi feito ou apontar a necessidade de novas medidas.
Passo 10: Relatório e comunicação dos resultados
A tarefa final é enviar os dados para os níveis de vigilância e autoridades de saúde responsáveis pela implementação de medidas, bem como divulgar para os envolvidos no surto (doentes, estabelecimento, etc.). Além disso, é importante preparar um resumo ou artigo para se divulgar em boletim epidemiológico ou revista científica. A divulgação serve para descrever o que foi feito, o que foi encontrado e o que ainda deve ser feito para prevenir futuros surtos. Um informe técnico ou artigo deve incluir tópicos como introdução e história do surto, método utilizado na investigação, resultados, discussão, conclusões e recomendações. Relatos de surtos contribuem para o conhecimento científico das doenças bem como são experiências que contribuem para melhorar a prática de saúde pública.
7. diferenciar caso confirmado de caso suspeito
 CASO CONFIRMADO
 Pessoa de quem foi isolado e identificado o agente etiológico ou de quem foram obtidas outras evidências epidemiológicas e/ou laboratoriais da presença do agente etiológico, como por exemplo, a conversão sorológica em amostras de sangue colhidas nas fases aguda e de convalescência. Esse indivíduo pode ou não apresentar a síndrome indicativa da doença causada pelo agente. A confirmação do caso está sempre condicionada à observação dos critérios estabelecidos pela definição de caso, que, por sua vez, está relacionada ao objetivo do programa de controle da doença e/ou do sistema de vigilância. 
CASO SUSPEITO
Pessoa cuja história clínica, sintomas e possível exposição a uma fonte de infecção sugerem que possa estar ou vir a desenvolver alguma doença infecciosa. 
8. entender a importância dos indicadores
Indicadores de Saúde
Uma das grandes dificuldades do profissional de saúde é mensurar a qualidade de vida da população que se encontra a trabalhar. Essa temática tem sido estudada internacionalmente, pela necessidade de relacionar situações de vida entre diferentes países, estados ou comunidades num horizonte temporal.
DEFINIÇÃO DE INDICADOR SEGUNDO A OMS
Parâmetros utilizados com o objetivo de avaliar, sob o ponto de vista sanitário, a higidez de agregados humanos, bem como fornecer subsídios aos planejamentos de saúde, permitindo o acompanhamento das flutuações e tendências históricas do padrão sanitário de diferentes coletividades consideradas à mesma época ou da mesma coletividade em diversos períodos de tempo
Classificação dos Indicadores de Saúde
Os Indicadores podem ser classificados como sendo: demográficos, socioeconômicos, saúde, recursos, acesso e cobertura
Características importantes para a escolha de um indicador
· Apresentar simplicidade técnica: o indicador deve ser de fácil entendimento e percepção;
· Deve ter uniformidade;
· Deve atingir o maio número possível de variáveis;
· Permite comparações entre situações;
· Principalmente deve ser confiável;
· É relevante que sejam respeitados os aspectos ético
O que nos leva a escolher um tipo de indicador?
No momento da escolha do indicador que iremos trabalhar devemos nos preocupar com três fatores fundamentais que são: sua eficiência (custo e benefício), sua eficácia (obtenção dos objetivos propostos) e sua efetividade (resultados). Assim o melhor indicador é aquele que reúne os três “E” e nos fornece as respostas às nossas indagações.
Como os dados obtidos são representados?
· Através de frequência absoluta;
· Através de frequência relativa (índice, coeficientes ou taxas)
9. identificar os sistemas de informação do sus

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