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Sistema Muscular Jhonata carlos Ferreira Euzébio FALAR SOBRE AGONISTAS, ANTAGONISTAS E SINERGISTAS CONTRAÇÃOCONCETRICA/ EXCENTRICA E ISOMÉTRICA Os músculos são os tecidos responsáveis pelos movimentos dos animais, tanto os movimentos voluntários, com os quais o animal interage com o meio ambiente (Músculo estriado esquelético), como os movimentos dos seus órgãos internos, como o coração (Músculo cardíaco) ou o intestino (Músculo liso) Os músculos são constituídos por tecido muscular que caracterizam pela sua contratibilidade, funcionando pela contração e relaxamento das suas fibras. Cerca de 40% do corpo é composto por músculos esqueléticos e quase outros 10% são formados pelos outros tipos de músculos. Muitos dos princípios básicos da contração são comuns a todos esses tipos de músculos. Tipos de músculos Músculo Estriado Esquelético Contraem-se por influência de vontade própria, ou seja, são voluntários. muscular esquelético é porque faixas O tecido chamado de alternadas (estriações) estriado claras e podem ser escuras vistas no microscópio óptico. Composição química A água representa cerca se 75% do músculo esquelético e a proteína perfaz 20%. Os 5% restantes são representados substâncias incluindo fosfato de por outras alta energia como (ATP), a ureia, o lactato, minerais magnésio e fósforo; várias enzimas, os íons sódio, potássio e cloro, aminoácidos, gorduras e carboidratos. São estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração, e são capazes de transmitir-lhes movimento Cada um dos mais de 600 músculos esqueléticos no corpo contém vários envoltórios de tecido conjuntivo fibroso. Constituído de fibras finas e multinucleadas, o comprimento da cada fibra varia de uns poucos milímetros nos músculos oculares a quase 30 cm nos grandes músculos antigravitacionais da extremidade inferior, com a largura alcançando 0,15mm Elas ficam paralelas umas às outras, com força de contração dirigida ao longo do eixo longitudinal da fibra. do músculo determina o O eixo longitudinal arranjo das fibras individuais; este é determinado a partir de um alinha imaginária traçada através da origem e da inserção, ou ângulo da fibra em relação ao eixo gerador de força. A FORÇA EXERCIDA PELA FIBRA É NA MESMA DIREÇÃO DAS FIBRAS MUSCULARES TIPOS BÁSICOS DE ARRANJOS DE FIBRAS FIBRAS FUSIFIRMES eixo Correm paralelas ao longitudinal do músculo e se afunilam na inserção tendinosa Ex: bíceps braquial. Hamill e Knutzen (1999) Este arranjo oferece o potencial para grandes quantidades de encurtamento e movimentos de alta velocidade. Os músculos fusiformes são tipicamente mais compridos que os outros tipos de músculos, e o comprimento da fibra muscular é maior que o comprimento do tendão Hamill e Knutzen (1999) Nas fibras fusiformes o comprimento das fibras é igual ao comprimento dos músculos e a geração de força é transmitida diretamente para o tendão. Esse arranjo facilita o encurtamento rápido do músculo. O músculo é capaz de encurtar-se de 30 a 50% do seu comprimento de repouso. Hamill e Knutzen (1999) As fibras peniformes correm diagonalmente em relação a um tendão que atravessa o músculo O grau de “penação” afeta diretamente o número de fibras em corte transversal (nenhuma fibra percorre todo o comprimento). Formam um ângulo de “penação” que varia em até 30º. FIBRAS PENIFORMES (Feixes de fibras) Nenhuma fibra percorre todo o comprimento A essência da “penação” faz com que a fibra muscular permaneça curta enquanto o músculo como um todo pode alcançar um comprimento considerável. Sendo assim a “penação” permite a compactação de um grande número de fibras. Os músculos com fibras com “penação”, apesar de possuírem uma menor velocidade contrátil geram mais força e potência que os músculos fusiformes, pois um número maior de sarcômeros contribui para a contração muscular. As fibras são mais curtas que o músculo, e a alteração no comprimento da fibra individual não é igual à alteração no comprimento muscular. Logo... As fibras peniformes criam movimentos mais lentos e não são capazes de produzir movimentos de grande amplitude. Os músculos peniformes são capazes de exercer forças maiores que os músculos fusiformes de tamanho similar, mas os músculos fusiformes são capazes de encurtar-se por uma distância maior (MCGINNIS, 2000). https://www.youtube.com/watch?v=Klq_6JaTBBs TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES Tipo I (fibras “lentas”) Tipo IIa (fibras de frequência intermediária) Tipo IIb (fibras “rápidas”) Tipo IIc (fibras “rápidas” mais resistentes que a IIa. Fibras “brancas e vermelhas” Tipo I: lentas oxidativas (vermelhas) Tendência a cor vermelho-escuro (devido à grande vascularização e alto conteúdo de mioglobina e citocromos). São especialmente ricas em mitocôndrias, além de terem diâmetros relativamente menores que maximizam a difusão do oxigênio até as mitocôndrias no interior da célula. Têm alta capacidade de oxidar aerobicamente ácidos graxos para gerar ATP, permitindo exercícios duradouros. Tipo II: rápidas (brancas) As fibras tipo II ou brancas, são de maior diâmetro, com predomínio de metabolismo energético anaeróbico. Possuem grandes quantidades de enzimas ligadas a este tipo de metabolismo, como por exemplo, a CPK (creatinofosfoquinase), necessária à regeneração rápida de ATP a partir da fosfocreatina. Tem uma velocidade de contração e uma tensão máxima maior do que nas fibras do tipo I. As fibras do tipo II (“fibras brancas”) têm menor quantidade de mioglobina/mioglobulina, daí sua tendência a coloração “vermelho-clara” ou esbranquiçada). As fibras tipo II são subdivididas em dois subgrupos Fibras do subtipo IIa ou rápidas oxidativas-glicolíticas Fibras do subtipo IIb(x) ou rápidas glicolíticas Fibras do subtipo IIc ou rápidas oxidativas-glicolíticas (superiores) metabólico e os outros dois Exibem um perfil contrátil, morfológico intermediário entre tipos de fibras (II). Velocidade de contração capacidades metabólicas, aeróbia e glicolítica intermediária. Fibras do subtipo IIa ou rápidas oxidativas- glicolíticas São fibras com predomínio do metabolismo anaeróbico, mas já com uma capacidade oxidativa superior (comparado a fibras IIb, o que as toma ligeiramente mais resistentes à fadiga. Fibras do subtipo IIb ou rápidas glicolíticas Constituem o subtipo mais característico (velocidade). claras claras de mioglobina por serem e conterem Tendem a ser mais praticamente destituídas poucas mitocôndrias São fibras de contração rápida, nas quais se obtém energia quase exclusivamente por glicólise anaeróbia, o que origina uma grande acumulação de lactato no final do exercício. O componente aeróbico é muito reduzido, gerando um mau rendimento energético. São facilmente fatigáveis Fibras do subtipo IIc: São fibras que se encontram no músculo em quantidades muito pequenas, cerca de 1% do total. Possuem predomínio do metabolismo anaeróbico e uma capacidade oxidativa bastante superior à encontrada nos subtipos II, o que as coloca entre estas e as fibras tipo I, no que se refere à resistência à fadiga. ANATOMIA FUNCIONAL DO MÚSCULO ESQUELÉTICO Todos os músculos esqueléticos são recobertos por um tecido conjuntivo fibroso, a fáscia muscular, importante para a contenção da cotração e para facilitar o deslizamento de tecido circunda fibroso, o o A fáscia conjuntivo epimísio, músculo (logo inteiro da fáscia abaixo muscular). Outra camada de tecido conjuntivo, o perimísio, circunda um feixe de até 150 fibras denominado fascículo. Uma tecido fina camada de conjuntivo, o endomísio envolve cada fibramuscular e a separa das fibras vizinhas. O sarcolema é a membrana celular da fibra muscular. Fáscia/Tecido Conectivo ou Sistema Fascial Termo Latim -”Faixa” ou “banda” Pode ser considerado um “esqueleto” de tecido mole Tecido conjuntivo que envolve músculos, grupos musculares, vasos sanguíneos e nervos. Composta por elastina, colágeno e mucopolissacaridios. Suas fibras de são produzidas no interior da própria Fáscia através dos Fibroblastos que podem se especializar, de acordo com as necessidades, para espessar o tecido conjuntivo, ajudar a reparar tendões e ligamentos e formar tecido de cicatrização. Ida Rolf (Rolfing) Observou que a fáscia é composta por fibras de colágeno numa substância fundamental colóide (gel), cuja consistência pode variar mediante trabalho mecânico exercido. Rolf propôs a teoria de que a energização manual da fáscia pode transformar a substância fundamental (diminuindo a sua rigidez) e é capaz de melhorar o direcionamento, a distribuição e a elasticidade das fibras de colágeno. Funções Forma e Suporte Ela dá a forma ao corpo e às partes que o constituem além de as manter no seu lugar Funções Limitação Ao proporcionar limites firmes, ela aumenta a força muscular Funções Contensão e Dispersão Ajudando a impedir a disseminação de infecções. Funções Cicatrizantes Restauradoras Funções que podem se tornar prejudiciais Função Cicatrizante e Restauradora Alteração da estrutura interna dos músculos Depósito de fibrose A Fáscia pode tornar aderidas estruturas que deveriam ser livres Do r Limitação da ADM Tecido em mudança constante Alteração da estrutura interna dos músculos Função Cicatrizante e Restauradora Depósito de fibrose Dor Limitação da ADM Adequação postural Alteração da estrutura interna dos músculos Desalinhamento natural da fáscia devido as posições diárias e instáveis da expressão corporal, postural e gestual (Cadeias “psiconeuromusculares” – GDS Godelieve Denys-Struyf) Tecido em mudança constante Quando os músculos estão sob um esforço constate, eles perdem a capacidade normal de contração e relaxamento sucessiva normal, gerando pontos de gatilho e adaptações fasciais para a nova condição. Tecido em mudança constante (MYERS, 2010) (MYERS, 2010) (MYERS, 2010) (MYERS, 2010) FÁSCIA SUPERFICIAL (Hipoderme) Tecido conjuntivo, vasos sanguíneos nervos cutâneos e quase a metade da gordura do corpo Tipos FÁSCIA VISCERAL Responsável por suspender os órgãos dentro de suas cavidades e envolve-los com camadas de tecido conjuntivo Tipos Fascia transversal revelando peritônio inteiro. FÁSCIA PROFUNDA OU FÁSCIA MUSCULAR . Tecido conjuntivo fibroso e denso que envolve os músculos, ossos , nervos e vasos sanguíneos do corpo Tipos . FÁSCIA PROFUNDA OU FÁSCIA MUSCULAR *Grupo de músculos (fáscia de revestimento). *Evolve os músculos (epimísio). *Os fascículos dentro do músculo (perimísio). *Fibras musculares individuais (endomísio). Tipos A fáscia profunda fibrosa densa desaparecendo da fáscia superficial sobreposta na faixa ilio tibial. Uma extensão de fáscia superficial amarela no abdome sustentada pela fáscia profunda. Fascia superficial amarela refletida e mostrando sua relação à fáscia profunda. Superfícies fibrosas prateadas do reto femoral e vasto lateral. Fascia lata cortada mostrando sua relação emaranhada ao epimísio do quadríceps femoral UNIDADE CONTRÁTIL Miofíbrilas: os filamentos de actina e de miosina. Cada fibra muscular contém de muitas centenas a vários milhares de miofibrilas Cada miofibrila, por sua vez, contém, lado a lado, cerca de 1.500 filamentos de miosina e 3.000 filamentos de actina, que são grandes moléculas poliméricas, responsáveis pela contração muscular. Mecanismo de deslizamento da contração A contração muscular é causada por mecanismo de deslizamento dos filamentos No estado relaxado, as extremidades dos filamentos de actina derivados de dois discos Z consecutivos se superpõem apenas discretamente, enquanto, ao mesmo tempo, se sobrepõem completamente aos filamentos de miosina Também, os discos Z foram puxados, pelos filamentos de actina, até as extremidades dos filamentos de miosina. No estado contraído, os filamentos de actina foram tracionados para a parte média, de modo que ficam, nesse estado, bem mais sobrepostos que antes. Na verdade, os filamentos de actina podem ser tracionados tão intensamente que as extremidades dos filamentos de miosina chegam a ficar dobradas durante as contrações muito fortes. A bainha protetora mais íntima (endomísio) se afunila em suas extremidades distal e proximal ao fundir-se e unir-se de tecido intramuscular para formar às bainhas o denso e resistente tecido conjuntivo dos tendões Os tecidos do tendão se entrecruzam com as fibras colagenosas aderindo ao osso. Isso forma uma poderosa conexão entre músculos e osso, que continua sendo inseparável a não ser durante um estresse intenso, quando pode sofrer ruptura ou ser literalmente arrancada do osso. Quando o tendão se insere na extremidade de um osso longo, o osso de adapta graças a um alargamento na extremidade que irá criar uma união mais estável. Dependendo do tamanho do osso, os termos tubérculo, tuberosidade ou trocanter descrevem esse crescimento excessivo A origem do músculo se refere ao local no qual o tendão se une a um aparte esquelética relativamente estável, em geral a extremidade proximal ou fixa do sistema de alavanca ou aquela mais próxima da linha média do corpo; o ponto de inserção distal ao osso móvel representa a inserção. Músculo Estriado Cardíaco Representa a arquitetura cardíaca. É um músculo estriado, porém involuntário. AUTO RITMICIDADE. três tipos O coração é constituído de principais de músculo cardíaco: músculo atrial músculo ventricular fibras musculares condutoras e excitatórias especializadas Os tipos atrial e ventricular de músculo contraem-se da mesma maneira que o músculo esquelético, exceto que a duração da contração é muito maior Músculo Liso Localizado sanguíneos, nos vasos vias aéreas e maioria dos órgãos da cavidade abdômino-pélvica. Ação involuntária controlada pelo sistema nervoso autônomo. Formado por fibras menores, em geral, com diâmetro de 2 a 5 μm e comprimento de apenas 20 a 500 μm — em relação ao músculo esquelético, que apresenta fibras de diâmetro 20 vezes maior e comprimento milhares de vezes maior. Musc. liso Musc. esquelético Muitos dos princípios básicos da contração se aplicam tanto ao músculo liso como ao músculo esquelético. A contração no músculo liso, também se deve as mesmas forças atrativas entre os filamentos de miosina e de actina, mas a organização física interna das fibras do músculo liso é inteiramente diferente. TIPOS DE MÚSCULO LISO O músculo liso encontrado em um órgão é diferente do presente nos demais por vários aspectos: dimensões físicas, organização em feixes ou camadas, resposta a diversos tipos de estímulos, características de inervação e de função. Todavia, para simplificar, o músculo liso é geralmente dividido em dois tipos principais, mostrados o músculo liso multiunitário e o músculo liso de uma só unidade. Músculo liso de uma só unidade Define grande massa de centenas a milhões de fibras musculares que se contraem juntas, como uma só unidade. Essas fibras ocorrem em geral em feixes ou camadase suas membranas celulares são aderentes entre si, em diversos pontos, de modo que a força gerada por uma fibra muscular pode ser transmitida à seguinte. Esse tipo de músculo liso também é chamado de músculo liso sincicial, devido as interconexões entre suas fibras. Esse tipo de músculo é encontrado na parede da maioria das vísceras do corpo: intestino, vias biliares, ureteres, útero, muitos vasos sanguíneos, dentre outros. Também é, muitas vezes, referido como músculo liso visceral. Músculo liso multiunitário. Formado por fibras independentes de músculo liso. Cada fibra atua de modo completamente independente das demais e, muitas vezes, é inervada por terminação nervosa única, como acontece com as fibras musculares esqueléticas. Alguns exemplos de músculo liso multiunitário são: Fibras musculares lisas do músculo ciliar do olho, Íris do olho, Músculos piloeretores, que produzem a ereção dos pêlos, quando estimulados pelo sistema nervoso simpático