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<p>2</p><p>CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL</p><p>CURSO BACHAREL EM ENFERMAGEM</p><p>CAMILI SIQUEIRA CAMPOS-UL22206963</p><p>PEDICULOSE</p><p>ITACOATIARA-AM</p><p>2024</p><p>CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL</p><p>CURSO BACHAREL EM ENFERMAGEM</p><p>CAMILI SIQUEIRA CAMPOS-UL22206963</p><p>PEDICULOSE</p><p>Trabalho apresentado ao Curso de Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN, como requisito para conclusão de curso e a obtenção do título de graduação em Bacharel de enfermagem 2024.</p><p>Profª: Albaliz Nascimento</p><p>ITACOATIARA-AM</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO.........................................................................................4</p><p>2. DESENVOLVIMENTO.............................................................................5</p><p>2.1 Definição............................................................................................5</p><p>2.2 Fisiopatologia da Pediculose.............................................................6</p><p>2.3 Exames Laboratoriais ou Diagnóstico...............................................8</p><p>2.4 Cuidados de Enfermagem e Medicações Utilizadas.........................9</p><p>3. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................10</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................11</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A Pediculose é uma doença que desde os tempos mais remotos até os dias atuais vem sendo descrita por diversos autores, sendo considera um grave problema de Saúde Pública. É uma doença de aspecto comum na infância, principalmente na faixa etária escolar, causada pelo vetor Pediculus humanus capitis, um ectoparasita que desenvolve todo o seu ciclo de vida no ser humano, alimentando-se exclusivamente do sangue humano. (Garzoni.,2021; Bohl et al., 2015)</p><p>Em pessoas acometidas pela pediculose podem ser observadas lesões inflamatórias ocasionadas pelo intenso prurido no couro cabeludo os quais podem trazer outras complicações tais como: infecções bacterianas, micoses e em casos mais extremos: miíases (Carvalho.,2019).</p><p>Estudos epidemiológicos acerca da pediculose constaram que dos tipos de manifestação da doença, a Pediculose do couro cabeludo é a de maior prevalência podendo variar de 5% a 20% entre crianças em idade escolar, todavia, estes números podem variar de acordo com a região. A Pediculose pubiana é a segunda forma com maior taxa de infecção com percentual de 8% a 15% e Pediculose corporal menos frequente, mas com taxa de 4% a 9% (Bohl et al.,2015).</p><p>A pediculose possui diversas formas de transmissão, em casos de Pediculose do couro cabeludo o principal modo de transmissão é o contato direto com o cabelo de uma pessoa infestada. Contudo a transmissão indireta por objetos compartilhados (como pentes e chapéus) seja menos comum, pode ocorrer de forma completa e efetiva, já a Pediculose pubiana pode ser transmitida por meio do contato sexual, mas também pode ser adquirida através de contato não sexual com pessoas infestadas ou de suas roupas.</p><p>A Pediculose é uma doença de saúde pública por diversas razões dentre estas destacam: 1ª) Alta prevalência em crianças e pode afetar um grande número de indivíduos em escolas e creches. Isso pode levar a surtos frequentes e persistentes em ambientes escolares, 2°) Surtos e contágios: Em virtude da alta taxa de contágio a pediculose muitas das vezes pode não ser controlada,3°) Desconforto e coceiras, 4°) Resistência a medicamentos.</p><p>2. DESENVOLVIMENTO</p><p>2.1 Definição</p><p>A pediculose é uma infestação parasitária causada por piolhos, pequenos insetos que vivem e se alimentam na pele dos hospedeiros. É uma condição comum que pode afetar pessoas de todas as idades, mas é especialmente frequente entre crianças e adolescentes. A pediculose pode ocorrer em diferentes partes do corpo, dependendo do tipo de piolho envolvido (Alves.,2015; Nunes.,2014).</p><p>O ciclo de vida dos piolhos é composto por três principais estágios: ovo (lêndea), ninfa e adulto. Os ovos, conhecidos como lêndeas, são pequenos, ovalados e de cor branca ou amarelada, além disso são fixados aos fios de cabelo ou aos pelos do corpo perto do couro cabeludo ou da pele, as lêndeas são aderidas à base dos fios de cabelo com uma substância pegajosa produzida pela fêmea e os piolhos são visíveis a olho nu e têm um corpo achatado. Eles são completamente formados e têm a capacidade de se reproduzir (Pinheiro.,2015; Vasconcelos.,2011).</p><p>O ciclo de vida destes ectoparasitas é apresentado a seguir na figura 1.</p><p>Figura 1: Ciclo de vida do piolho</p><p>Fonte: Adaptado de Entomologia e vida., (2023).</p><p>2.2 Fisiopatologia da Pediculose</p><p>A fisiopatologia da pediculose refere-se aos processos biológicos e reações do organismo humano que ocorrem durante uma infestação por piolhos. A pediculose é uma condição parasitária causada por piolhos que se alimentam de sangue e vivem no cabelo ou na pele do hospedeiro. O processo fisiopatológico da pediculose é dividido em etapas específicas as quais são apresentadas a seguir: (Fernandes.,2021; Magalhães.,2012).</p><p>a) Infestação: A pediculose inicia quando piolhos adultos se fixam ao cabelo ou à pele do hospedeiro. As fêmeas depositam ovos (lêndeas) próximos ao couro cabeludo ou à pele, que eclodem em ninfas;</p><p>b) Alimentação: Piolhos se alimentam de sangue humano. Usam suas peças bucais adaptadas para perfurar a pele e sugar sangue. A alimentação é essencial para seu crescimento e reprodução;</p><p>c) Resposta Imune: Quando os piolhos se alimentam, injetam saliva que contém anticoagulantes para prevenir a coagulação do sangue. A saliva pode conter proteínas que provocam uma resposta imunológica no hospedeiro;</p><p>d) Inflamação e Coceira: A resposta imune do hospedeiro à saliva do piolho resulta em uma reação alérgica, causando inflamação e prurido (coceira). A coceira é uma reação de hipersensibilidade que leva ao desejo de coçar a área afetada;</p><p>e) Escoriação: A coceira intensa e constante pode levar ao processo de escoriação da pele. A fricção contínua pode danificar a barreira cutânea e expor a pele a patógenos;</p><p>f) Infecções Secundárias: A escoriação pode resultar em infecções bacterianas secundárias. Bactérias como Staphylococcus aureus ou Streptococcus podem infectar áreas onde a pele foi lesada;</p><p>g) Estigmatização: A pediculose pode causar estigmatização social, especialmente entre crianças e adolescentes. O desconforto físico e a vergonha associada à infestação podem afetar a autoestima e o bem-estar emocional;</p><p>Por ser uma doença considerada de emergência de saúde pública vale ressaltar que existem diferentes formas de apresentação e estas são apresentadas a seguir com seus respectivos ectoparasitas (Nunes.,2014).</p><p>a) Pediculose do Couro Cabeludo (Pediculosis capitis): Causada pelo piolho do cabelo (Pediculus humanus capitis), esse tipo afeta o couro cabeludo e é mais comum em crianças. Os sintomas incluem coceira intensa, que ocorre devido à reação alérgica às mordidas dos piolhos, e a presença de lêndeas (ovos) presas aos fios de cabelo;</p><p>b) Pediculose Corporal (Pediculosis corporis): Causada pelo piolho do corpo (Pediculus humanus corporis), este tipo afeta a pele e as roupas. É frequentemente associada a condições de falta de higiene e superlotação, já que os piolhos do corpo passam a maior parte do tempo nos tecidos. Os sintomas incluem coceira, erupções cutâneas e irritação na pele;</p><p>c) Pediculose Pubiana (Pediculosis pubis): Causada pelo piolho pubiano (Pthirus pubis), este tipo afeta a área pubiana e, ocasionalmente, outras áreas com pelos, como as axilas, as pernas e, raramente, os cílios e sobrancelhas. É mais comum em adultos e pode ser transmitido sexualmente. Os sintomas incluem coceira e pequenas manchas vermelhas na pele.</p><p>Figura 2: Piolhos causadores das pediculoses</p><p>Fonte: Adaptado de mundo da Entomologia., (2023).</p><p>2.3 Exames Laboratoriais ou Diagnóstico</p><p>Para</p><p>diagnosticar a pediculose, normalmente, o exame físico é o método mais direto e comum. O diagnóstico é feito com base nos sinais clínicos, como a presença de piolhos e lêndeas. No entanto, em casos em que o diagnóstico não é claro ou para confirmar a presença da infestação, alguns exames laboratoriais e técnicas que podem ser usados são descritos a seguir:</p><p>a) Exame Microscópico: Pode ser realizado para identificar piolhos e lêndeas. Amostras de cabelo ou de pele podem ser coletadas e examinadas sob um microscópio para detectar a presença de piolhos adultos, ninfas ou ovos; (Silva.,2021)</p><p>b) Teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Embora não seja de uso comum na prática clínica diária, técnicas moleculares como o PCR podem ser usadas em ambientes de pesquisa ou em casos complexos para identificar o DNA de piolhos e confirmar a infestação;</p><p>c) Análise de Amostras de Pele: Em alguns casos, amostras de pele podem ser coletadas e analisadas para verificar sinais de inflamação ou reação alérgica, que são secundários à infestação;</p><p>d) Exame de Lentes de Microscópio: Pode ser feito para identificar lêndeas, que são ovos dos piolhos. Esse exame pode ajudar a distinguir entre lêndeas e outros detritos ou partículas no cabelo;</p><p>e) Exame Clínico: O médico pode perguntar sobre os sintomas, como coceira no couro cabeludo, presença de erupções cutâneas ou irritação na pele. Também pode indagar sobre o histórico de contato com pessoas infectadas ou exposição a ambientes onde a infestação é comum.</p><p>Na prática clínica cotidiana, o diagnóstico de pediculose é geralmente feito com base na observação direta dos piolhos e lêndeas. O uso de lentes de aumento e um pente fino é comum para ajudar na detecção. É importante consultar um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e recomendações de tratamento adequadas (Silva.,2021).</p><p>2.4 Cuidados de Enfermagem e Medicações Utilizadas</p><p>O manejo da pediculose envolve tanto cuidados de enfermagem quanto o uso de medicações específicas para eliminar os piolhos e lêndeas. A seguir são descritos os principais cuidados de Enfermagem e Medicações utilizadas no tratamento da pediculose e estes são divididos em sessões.</p><p>1) Cuidados de Enfermagem</p><p>1a) Educação do Paciente e Família</p><p>Informar Sobre a Condição: Explicar o que é a pediculose, como ela se transmite e a importância de seguir o tratamento corretamente;</p><p>Prevenção de Recorrências: Orientar sobre medidas preventivas, como evitar compartilhar itens pessoais e verificar regularmente a presença de piolhos; (Husni.,2021)</p><p>1b) Tratamento e Administração de Medicações</p><p>Aplicação de Produtos: Auxiliar na aplicação de shampoos, loções ou cremes antiparasitários, garantindo que o produto cubra completamente o cabelo e o couro cabeludo e possa ocasionar a expulsão do piolho do couro cabelo;</p><p>Lavagem e Desinfecção: Lavar roupas, lençóis, toalhas e objetos pessoais em água quente para matar piolhos e lêndeas. Itens que não podem ser lavados podem ser colocados em sacos plásticos e deixados sem uso por 2 semanas;</p><p>Desinfecção de Pentes e Escovas: Limpar pentes e escovas com água quente e sabão ou imergi-los em uma solução desinfetante;</p><p>Monitorar Irritações: Observar e tratar qualquer irritação ou infecção secundária que possa ocorrer devido à coceira e lesões na pele;</p><p>Uso de Pente Fino: Penteie o cabelo com um pente fino para remover piolhos e lêndeas. Esse procedimento deve ser repetido a cada poucos dias para garantir que todos os ovos e piolhos sejam removidos.</p><p>2) Medicamentos utilizados</p><p>Os principais medicamentos utilizados para tratamento da pediculose são apresentados a seguir sendo estes descritos acerca de sua posologia e como deve ser realizada a administração corretamente afim de tratar a pediculose: (Husni.,2021).</p><p>a) Permetrina: Forma de Uso: Shampoos ou cremes à base de permetrina são frequentemente usados. A permetrina é um inseticida que mata piolhos e lêndeas. Modo de uso: Aplicar no couro cabeludo seco, deixar agir por cerca de 10 minutos, e depois enxaguar. Pode ser necessário repetir o tratamento após 7-10 dias para garantir a eliminação completa;</p><p>b) Malationa: Forma de Uso: Disponível em forma de loção. Modo de usar: Aplicar no cabelo seco, deixar agir por 8-12 horas (geralmente à noite), e depois enxaguar. Também pode ser necessário repetir após 7-10 dias;</p><p>c) Lindano: Forma de Uso: Disponível como shampoo ou loção. Instruções: Aplicar no cabelo seco, deixar agir por 4 minutos, e depois enxaguar. É menos usado devido a preocupações com a toxicidade e é geralmente reservado para casos graves ou quando outros tratamentos falham;</p><p>d) Ivermectina: Forma de Uso: Disponível em forma oral ou tópica. Instruções: Para o tratamento oral, a dose é geralmente administrada em uma única dose. Para o uso tópico, aplicar conforme as instruções do fabricante;</p><p>e) Outros Tratamentos: Óleo de Neem ou Outros Produtos Naturais: Alguns produtos naturais podem ser utilizados como coadjuvantes, embora sua eficácia possa variar e não substituam os tratamentos medicinais comprovados.</p><p>3. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Por meio da escrita deste trabalho foi possível compreender acerca da pediculose. A pediculose, embora geralmente tratável e não grave, requer atenção e cuidado para ser efetivamente gerida e erradicada. Vale ressaltar que é fundamental manter boas práticas de higiene, como evitar compartilhar itens pessoais (pentes, escovas, chapéus) e lavar roupas e lençóis regularmente, pode ajudar a prevenir a infecção.</p><p>O estudo acerca da pediculose é muito importante pois conseguir apresentar o tema e educar as pessoas sobre a pediculose e a importância de verificar regularmente a presença de piolhos, especialmente em crianças, pode ajudar na detecção precoce e na prevenção da disseminação da doença.</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ALVES, S. N.; OLIVEIRA, T. R.; SOUZA, G. C.; SILVA, A. F. Ações de educação e saúde relacionadas à pediculose na educação infantil. Em Extensão, v. 14, n. 1, p. 126-133, 2015.</p><p>BOHL B, et al Clinical Practice Update: Pediculosis Capitis. Pediatric Nursing. 2015; 41 (5): 228- 234.</p><p>CARVALHO VO. Infecções cutâneas parasitárias: aspectos clínicos e atualização terapêutica. Sociedade Brasileira de Pediatria Departamento de Dermatologia. 2019; 4: 1-10.</p><p>FERNANDES, ADALBERTO CAMPOS. As grandes pandemias da história da Europa e os seus impactos na nossa civilização: desafios da moderna saúde pública. Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário, Brasília, v. 10, n. 2, p. 19-30, 2021.</p><p>GARZONI, FABIANA SOARES MORGADO; VÂNIA GAMEIRO DE CARVALHO. "Pediculose: fatos históricos sobre a doença e a busca persistente pelo tratamento ideal." Revista Eletrônica Acervo Saúde 13.5 (2021): e7135-e7135.</p><p>HUSNI L, AL-WAIZ M. Topical ivermectin in the treatment of pediculosis capitis. Our Dermatol Online. 12(1): 14- 18, 2021</p><p>MAGALHÃES, KÉCIA PRISCILLA PALOMBELLO; SILVA, JOSEANE BALAN DA. A infestação por pediculose e o ensino de saúde. Saúde e Pesquisa, v. 5, n. 2, p. 408, 2012.</p><p>NUNES, S. C. B. Fatores epidemiológicos associados à prevalência da pediculose da cabeça em Manaus – Amazonas. 2014. 55 f. Dissertação (Mestrado em Imunologia Básica e Aplicada) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2014.</p><p>PINHEIRO, F. G. M. S.; MADI, R. R.; VAEZ, A. C.; PEREIRA, J. B.; MELO, C. M. Determinantes sociocomportamentais e vulnerabilidade de crianças da educação infantil à pediculose. Cogitare Enfermagem, v. 20, n. 3, p. 504-511, 2015.</p><p>SILVA, GISÉLIA TAMIRYS TOLEDO DA. "Revisão literária e relato de profissionais da educação e alunos sobre transmissão e tratamento da pediculose por Pediculus capitis, no município de Atalaia, Alagoas." (2021).</p><p>VASCONCELOS, I. A. B.; OLIVEIRA, J. W.; CABRAL, F. R. F.; COUTINHO, H. D. M.; MENEZES, I. R. A. Prevalência de parasitoses intestinais entre crianças de 4-12 anos no Crato, Estado do Ceará: um problema recorrente de saúde pública. Acta Scientiarum Health Sciences, v. 33, n. 1, p. 35-41, 2011.</p><p>image1.png</p><p>image2.gif</p>

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