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APOSTILA SCFV-converted

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“Atuando na Materialização da Proteção 
Social Básica” 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Luís- MA, 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELA SISTEMATIZAÇÃO DO MATERIAL: 
 
 
Instrutoras (Assistentes Sociais): 
 
 
Márcia Barbalho Teixeira Rêgo 
 
Kelem Regina Lima da Silva 
 
Rosângela da.S de Lima 
 
Silvana Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REVISÃO FINAL: 
 
Arlete de Brito Abreu 
 
Superintendente da Gestão do SUAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA TÉCNICA DE ESCLARECIMENTO 
 
 
 
 
 
Esta apostila reúne conteúdo sobre o SCFV, prestando-se a subsidiar os 
participantes da capacitação realizada com enfoque no Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos-SCFV, sendo o conteúdo uma 
sistematização/adaptação das fontes teóricas utilizadas no percurso formativo da 
capacitação. 
Tendo a equipe técnica, responsável por ministrar a capacitação, realizado 
um trabalho pedagógico de planejamento do curso, sistematizando o conteúdo em 
uma sequência coerente, com a finalidade de alcançar o objetivo pretendido pelo 
curso ministrado. Assim sendo, justificamos a utilização do conteúdo presente nesta 
apostila, prezando pelo reconhecimento e veracidade dos direitos autorais do 
conteúdo, onde serão citadas as fontes “Referência” ao final da explanação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SCFV 
 
 
 
 
 
 
 IDENTIFICAÇÃO DA CAPACITAÇÃO 
 
Órgão Responsável: Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social – SEDES/MA 
Nome: Capacitação sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - 
SCFV 
Carga Horária: 40 horas 
Público-alvo: Orientadores sociais, coordenadores e técnicos de referência do 
SCFV 
Ementa: Política de Assistência Social e as seguranças afiançadas; Serviço de 
Convivência e Fortalecimento de Vínculo; Convivência Familiar e Comunitária; 
Metodologia e Planejamento das ações socioeducativas. Temas transversais e o 
SCFV. 
Objetivos do Curso: Contribuir para fortalecer e aprimorar o trabalho dos 
profissionais que atam diretamente na gestão, planejamento e execução do SCFV, a 
partir da compreensão da concepção de convivência familiar e comunitária e das 
ações de proteção social que viabilizam um conjunto de bens sociais, serviços e 
benefícios não materiais que se situam no conjunto dos serviços socioeducativos 
que se constituem no caráter principal do SCFV. 
• Fornecer aos participantes conhecimentos teórico-metodológicos e práticos 
para a execução do SCFV nos municípios. 
• Aprimorar o processo de planejamento do SCFV com base nos eixos 
estruturantes do serviço: CONVIVÊNCIA SOCIAL; DIREITO DE SER; 
PARTICIPAÇÃO; 
• Promover a integração e a troca de experiências entre os participantes. 
Metodologia: Exposição teórica com uso de slides, seguida de debate, dinâmicas 
de grupo e oficinas de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 - A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS 
SEGURANÇAS AFIANÇADAS: SEGURANÇA DE CONVÍVIO 
NA PROTEÇÃO SOCIAL 
2 - CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS: O 
QUE É O SCFV?
3 - METODOLOGIA E PLANEJAMENTO DO SCFV COM 
BASE EM PERCURSOS E NOS EIXOS NORTEADORES
REFERÊNCIAS
ANEXOS
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
Partindo da perspectiva político-pedagógica apoiada nos princípios e 
diretrizes da Política de Educação Permanente dos Trabalhadores do Sistema Único 
da Assistência Social-SUAS, que visa o aprimoramento da gestão, a qualificação 
dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais. E considerando a 
importância precípua do trabalho social preventivo, implementado através da 
Proteção Social Básica-PSB, sobretudo, da execução dos serviços, é que foi 
elaborada a proposta de capacitação sobre o Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos – SCFV, de forma que este seja melhor compreendido 
na sua inteireza dos conceitos, e de como na prática as ações e o percurso 
metodológico desse serviço devem ser executados, de modo a colaborar com a 
materialização da Proteção Social Básica-PSB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS 
SEGURANÇAS AFIANÇADAS: SEGURANÇA DE CONVÍVIO 
NA PROTEÇÃO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
1. A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS SEGURANÇAS AFIANÇADAS: 
SEGURANÇA DE CONVÍVIO NA PROTEÇÃO SOCIAL 
1.1. A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 Principais Marcos Normativos e Regulatórios da Assistência Social: 
 
1. Constituição Federal – 1988 nos art. 203 e 204 
2. LOAS – 1993 
3. PNAS – 2004 
4. NOB/SUAS – 2005 
5. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais – através da resolução 
109/ 2009 
6. Protocolo de Gestão Integrada entre Serviços e Benefícios no SUAS– 2009 
7. Lei Nº 12.435, de 06 de julho de 2011 (Altera a LOAS e dispõe sobre a 
organização da Assistência Social). 
A Política Nacional de Assistência Social – PNAS foi aprovada em 22 de 
setembro de 2004, pelo Conselho Nacional de Assistência Social. Busca incorporar 
as demandas presentes na sociedade brasileira no que tange à responsabilidade 
política, objetivando tornar claras suas diretrizes na efetivação da assistência social 
como direito de cidadania e responsabilidade do Estado. 
Trata-se de uma política pública não contributiva, que visa garantir o atendimento 
das necessidades básicas dos segmentos populacionais que vivenciam situação de 
risco, pobreza e/ou vulnerabilidade social. É, portanto, direito do cidadão e dever do 
estado, assim como a educação, a saúde, o trabalho. 
 Artigo 1º da Lei Orgânica de Assistência Social - LOAS 
É uma política realizada através de um conjunto integrado de ações de 
iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades 
básicas 
 NOB/SUAS – 2005 /2012 
 
 
 
 
 
Publicado em 15/07/05, a Norma Operacional Básica do Sistema Único de 
Assistência Social – NOB/SUAS, regulamente o disposto da PNAS e define os 
parâmetros para a regulamentação do Sistema Único de Assistência Social - SUAS. 
 O SUAS Representou: 
Um novo modelo de gestão: Supõe um pacto federativo, com definição de 
competências dos entes das esferas de governo; 
Nova lógica de organização das ações: por níveis de complexidade, por 
território, considerando regiões e portes de municípios; 
 Forma de operacionalização da LOAS, que viabiliza o sistema 
descentralizado e participativo e a regulação, em todo o território nacional. 
Sistema articulador e provedor de ações em diferentes níveis de 
complexidade: Proteção Social Básica e Proteção Social Especial; 
 A Resolução Nº 109, de 1 de novembro de 2009 aprova a Tipificação 
Nacional de Serviços Socioassistenciais. 
Art. 1º. Aprovar a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, 
conforme anexos, organizados por níveis de complexidade do SUAS: Proteção 
Social Básica e Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, de acordo 
com a disposição abaixo: 
 
SU
A
S
PROTEÇÃO 
SOCIAL BÁSICA
PROTEÇÃO 
SOCIAL ESPECIAL
MÉDIA 
COMPLEXIDADE
ALTA 
COMPLEXIDADE
 
 
 
 
 
RISCO
VULNERABILIDADE
 
 Proteção Social Básica 
A Proteção Social Básica que tem como objetivo prevenir situações de RISCO 
por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de 
vínculos familiares e comunitários. Destina-se à população que vive em situação de 
VULNERABILIDADE SOCIAL decorrente da pobreza, privação (ausência de renda, 
precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros) e, ou fragilização de 
vínculos afetivos – relacionais e de pertencimento no TERRITÓRIO. 
 Proteção Social Especial 
É a modalidade de atendimento assistencial destinado à famílias e indivíduos 
que se encontram em situação de risco pessoal e social, por ocorrência de 
abandono, maus tratos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento 
de medidas socioeducativas, situação de rua e situação de trabalho infantil. 
CONCEITOS DISTINTOS, MAS INTRISECAMENTE RELACIONADOS