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Fundamentos da Homeopatia

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em particular. 
• 1801 - Observações sobre os três métodos correntes de tratamento. 
• 1803 - Sobre os efeitos do café. 
• 1805 - Esculápio na balança. 
• 1805 - Fragmenta de viribus medicamentorum positivis in sano corpore humano observatis. 
• 1805 - A medicina da experiência. (1806?) 
• 1808 - Valor dos sistemas especulativos em medicina. 
• 1810 - Organon da medicina racional. 222 páginas. A segunda edição foi publicada em 1819 com o título 
Organon da medicina, que preservou nas demais edições, 371 páginas. A terceira edição foi publicada em 
1824, 281 páginas. A quarta edição, em 1829, 307 páginas. A quinta edição, em 1833, 304 páginas. Os 
originais da sexta edição, foram deixados prontos, na ocasião da morte de Hahnemann, para serem entregues a 
seu editor. Richard Hael, com a ajuda financeira de William Boericke, comprou dos herdeiros de Hahnemann 
toda sua obra literária, constituída de 54 caixas, arquivos das histórias clínicas, 4 volumes de 1500 páginas de 
um repertório alfabético, ainda não publicado, 1300 cartas de médicos de todas as partes do mundo e 
finalmente a sexta edição do Organon, representada pela quinta edição, com anotações de Hahnemann e 
correções à margem, datada de fevereiro de 1842, em Paris. Foi publicada em 1923. 
• 1811 - Matéria Médica Pura. 10 volume. 
• 1812 - Dissertação sobre o Helleborismo dos antigos. Tese para a faculdade de Leipzig. 
• 1813 - Espírito da doutrina homeopática. 
• 1816 - Tratamento inadequado das doenças venéreas. 
• 1828 - Doenças crônicas. Primeira edição. 
• 1832 - Introdução do Repertório de Bönninghausen. 
• 1835 - Doenças crônicas. Segunda edição. 
Evolução da Medicina e da Homeopatia 17
 
A homeopatia após Hahnemann 
• A expansão da homeopatia no século XIX. O período de declínio e a ascensão na segunda metade do 
século XX. 
Leituras 
♦ The faces of homeopathy: the book. Julian Winston 
♦ Expansão da homeopatia no século XIX. Medicina de base experimental Denis Demarque. 
♦ Introducción de la homeopatia en algunos países. Inicación a la homeopatia. David F. Toledo. 1995. 
♦ Thorsons enciclopedic dictionary of homeopathy. Harald Gaier, 1991. 
A arte de Curar versus a ciência das Doenças. Madel T. Luz. Dynamis editorial, 1996 
Homeopatia: medicina interativa, história lógica da arte de cuidar Paulo Rosenbaum, Imago ed. 2000 
Primeiros discípulos 
Os primeiros oito discípulos de Hahnemann fundaram um grupo - BANDEIRA DE OURO, que funcionava na 
residência do mestre. Forem eles: STAPF, FRANZ, GROSS, HARTMANN, HORNBURG, WISLECENIUS E OS IRMÃOS 
FERNANDO E TEODORO RUECKERT. 
Stapf fundou, em 1822, a primeira revista homeopática, archiv fur die homoopatische heilkunst. Em 1830 foi 
à Inglaterra cuidar da rainha Adelaide que fora desenganada pelos médicos, tendo tido êxito. 
Fernando Rueckert foi o primeiro a aplicar a homeopatia nos animais. Escreveu um repertório para as 
enfermidades crônicas. 
Seguidores de Hahnemann 
BÖNNINGHAUSEN, em 1827 adoeceu de tuberculose e foi atendido pelos mais famosos médicos. Foi tratado 
com homeopatia pelo Dr. Weihe, amigo com quem mantinha correspondência sobre botânica. 
JAHR, autor do manual de medicina homeopática. 
Outros discípulos diretos de Hahnemann foram: AEGIDI, GASPARI, LEHAMAN, BRUNNOW, MAURICE, 
MUELLER, GRIESSELICH, HAUBOLD, RAU, SCHWICKERT, TRINKS, DES GUIDI, BENOIT MURE, CHATRAN, 
CROSELO, CURE, LEÓN SIMÓN, PESCHIER, DUFRESNE, DESAIX, PETROZ, GUEYRARD, DAVET. 
CONSTANTINE HERING, que se converteu à homeopatia quando um famoso cirurgião, do qual era assistente, 
encomendou-lhe um artigo contra a homeopatia. Leu o Organon para poder refutá-lo e terminou sendo um dos 
maiores contribuidores para a homeopatia. Nos Estados Unidos, fundou, em 1835, a primeira instituição de 
ensino da homeopatia, The North American Academy for Homeopathic Healing. Em 1848, fundou, com 
Williamson e Jeanes, The Hahnemann Medical College, de Filadelfia. São nomes clássicos da homeopatia nos 
Estados Unidos, do século passado, TIMOTHY FIELD ALLEN, DUNHAM, LIPPE, LEE, GUERNSEY, FARRINGTON, 
JAMES TYLER KENT. 
O hiato da homeopatia na história 
As lutas internas e forças externas, como a influência da indústria farmacêutica e o relatório Flexner, 
financiado pela Associação Médica dos Estados Unidos, publicado em 1910, provocaram o declínio da 
homeopatia no início do século XX. O modelo biomédico tornou-se o paradigma dominante. 
A partir da década de 1960 ocorreu uma renovação do interesse dos médicos e da população, pela homeopatia. 
Leituras 
♦ External factors in the decline of the new school. Harris Coulter. Divided Legacy vol. III. 
♦ O modelo biomédico. Fritjof Capra. Em O ponto de mutação. Ed. cultrix. 1982. 
♦ A homeopatia nos dias de hoje. Wayne B. Jonas. Em A cura através da homeopatia. Campus, 1998. 
♦ The rise and fall of a medical heresy. Martin Kaufman. 
18
 
Curso de Homeopatia
 
♦ The faces of homeopathy: the book. Julian Winston 
♦ The controlled clinical trial. Harris Coulter. 
As escolas homeopáticas 
Antes mesmo da morte de Hahnemann, duas tendências gerais dividiam os homeopatas, os Hahnemannianos 
puros e os livres, mais voltados para a clínica, que fundaram um jornal em Leipzig, para veicular suas idéias. 
Hahnemann era muito intolerante a eles, e escreve numa carta a um amigo em 1823: 
“... os convertidos são apenas anfíbios, híbridos e a maioria deles estão ainda se arrastando na lama do pantanal 
alopático. Raramente se aventuram a levantar suas cabeças em liberdade, em direção à verdade etérea”. 
Leituras 
♦ The split in homeopathy: Highs vs Lows. Cap. VI. Divided legacy. vol. 3. Harris L. Coulter. 
♦ Mâitres, élèves, écoles d´homeopathie en France. Sarembaud. Homéopathie, le traité. Frison, 1995. 
♦ A prática da Homeopatia. Leon Vannier. 
♦ Evolução da prática homeopática. Denis Demarque. Técnicas homeopáticas. 
♦ Weltgeschichte der homeoeopathie. Martin Dinges. Verlag, 1996. 
Nos Estados Unidos, desde o início do movimento homeopático, existia a divisão dos que aceitavam a postura 
Hahnemanniana em sua integridade e os que só a aceitavam parcialmente. 
Em 1844 foi fundado o American Institute of Homeopathy, com o propósito de demarcar os limites dos 
verdadeiros homeopatas. Seus primeiros membros eram Hahnemannianos ortodoxos. 
No início, a disputa entre os dois grupos estava simbolizada no emprego ou não das altas dinamizações, daí a 
denominação de Highs e Lows. O primeiro princípio estava em jogo, o das doses infinitesimais. Os Lows 
negavam a teoria da dinamização, como uma ‘criação fantasiosa de Hahnemann’, uma forma de espiritualismo e 
a incorporação de um erro. 
Em 1880 ocorre a ruptura institucional, e é fundado a International Hahnemannian Association, pelo grupo 
dos Highs. 
Posteriormente, os Lows passariam a rejeitar os outros dois princípios básicos, a individualização e o remédio 
único. Eles estavam querendo trazer, a todo o custo, a patologia para a homeopatia. Não se conformavam em 
prescrever para o conjunto de sintomas que expressavam a enfermidade. Começaram a prescrever para o nome de 
doenças, desprezando a individualidade. Passaram, então, a ter muitos fracassos e desprezaram o princípio do 
remédio único. Prescreviam mais de um medicamento para obter o êxito que tinham anteriormente. 
Após rejeitarem estes princípios, desprezaram a concepção vitalista e adotaram uma fisiologia materialista. 
Consideraram a suposição de um princípio vital como uma teoria não científica, uma relíquia do velho sistema 
metafísico de filosofar. 
Vitalismo e homeopatia 
O vitalismo é a doutrina que afirma a necessidade dum princípio irredutível ao domínio físico-químico para 
explicar os fenômenos vitais. Dicionário Aurélio. 
A tendência da medicina moderna é a não aceitação do vitalismo, como demonstra a citação do capítulo 2, do 
livro “Biologia molecular da célula”. Terceira edição. Bruce

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