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Fundamentos da Homeopatia

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vital seria também a vis 
medicatrix naturae. 
Evolução da Medicina e da Homeopatia 21
 
Medicus 
Friedrich Kasimir Medicus foi o iniciador do vitalismo alemão, em 1774. O homem é composto de uma alma 
espiritual, uma força vital e um corpo material. A vontade da alma só consegue atuar sobre o corpo por 
intermédio da força vital primariamente localizada no cérebro. 
Conceito Hahnemaniano 
Hahnemann foi um defensor ardente da doutrina da força vital e refere-se a ela em dezenas de parágrafos do 
Organon. A chama de Lebenskraft (força vital), Lebensprincip (princípio vital). È importante considerar que a vis 
medicatrix naturae não é sinônimo de força vital, apenas uma de suas propriedades. 
Hahnemann, no entanto, só refere-se à idéia de que é a força vital que rege, dependente da constituição 
individual, os caminhos da enfermidade, a partir do prefácio de quarta edição do Organon, em 1829. Na quinta 
edição, ela ocupa um lugar de destaque na origem e cura da enfermidade. 
Na sexta edição do Organon a sua concepção vitalista unitária está explicitada nos §§9, 10, 11, 15 e 16. 
Kent 
Kent entende a energia vital como substância simples, na lição VIII de sua filosofia homeopática. 
Se Hahnemann tivesse usado as palavras “substância vital imaterial” isso teria sido mais forte ainda, pois vereis 
ser na verdade que isso é uma substância”. Kent 
Propriedades e finalidades da Energia vital 
• Do prefácio da 4a edição do Organon: 
 
1. preservação e consumação da vida; 
2. autocrática, capaz de comandar a matéria; 
3. automática, não inteligente; 
4. quando desequilibrada, tenta espontaneamente recuperar o equilíbrio; 
5. em desequilíbrio, é suscetível ao meio, manifestando-se por sintomas; 
6. sensível à influência dinâmica, como por exemplo, de medicamentos; 
7. suscetível de reequilibrar-se pelo medicamento selecionado pelo princípio da semelhança. 
• da substância simples: lição VIII, Kent. 
8. Dotada de inteligência formativa; 
9. sujeita a mudanças: o homem pode fazer com que ela flua em desordem; 
10. permeia a substância material sem perturbá-la ou ocupar seu lugar; 
11. domina e controla o corpo que ela ocupa. A energia derivada da substância simples conserva as coisas em 
ordem. Pela ajuda da substância simples o Divino Criador mantém todos os seres e formas para o seu mais 
alto fim; 
12. a matéria é sujeita à redução, mas não à restituição; 
13. o homem existe como simples (químico), composto (químico) e complexo (corpo). A força vital, que é 
uma substância simples, é, por sua vez, dominada por uma outra substância simples de ordem mais alta, 
que é a alma; 
14. a quantidade não diz respeito à substância simples, mas apenas qualidades em graus de sutileza; 
15. a substância vital, no corpo, é o vice-regente da alma e a alma é também uma substância simples. A alma 
adapta o corpo para todos os seus propósitos, a mais alta finalidade de sua existência; 
16. é construtiva; 
17. tem graus de sutileza: há uma contínua série de graus do mais interior para o mais exterior. O mais interior 
corresponde à vontade e ao entendimento, o mais exterior, os tecidos mais grosseiros. Há dois mundos: a) 
o mundo da causa, invisível. b) o mundo dos resultados últimos. 
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Curso de Homeopatia
 
Avaliação 
Questionário 
História da medicina 
1. Quais as características da medicina pré-histórica? 
2. Quais as contribuições de Imhotep? 
3. Qual a origem da serpente como símbolo da medicina? 
4. Qual a prática médica mais tipicamente chinesa? 
5. Quais as diferenças entre a Escola de Cós e Cnido? 
6. Conceitue a vis medicatrix naturae. 
7. Qual a contribuição de Dióscorides? 
8. O que é o corpus hipocraticus? 
9. Quais são os 4 humores, base da patologia Hipocrática? 
10. Quais as 3 fases da evolução da doença, segundo Hipócrates? 
Hahnemann 
1. Qual é a data do nascimento de Hahnemann? 
2. Qual foi a primeira tese de Hahnemann? 
3. Qual a influência de Dr. Quarin para a formação de Hahnemann 
4. Quem foi Klockenbring? 
5. Qual a principal publicação de 1796? 
6. Quando e qual foi sua primeira conferência em Leipzig? 
7. Que repercussão teve a cura da filha de Legouve, no meio médico? 
Homeopatia após Hahnemann 
1. Quais eram os participantes do grupo Bandeira de ouro? 
2. Qual foi a primeira revista homeopática? 
3. Quem primeiro aplicou a homeopatia nos animais? 
4. Citar, pelo menos, 5 discípulos diretos de Hahnemann. 
5. Qual foi a primeira instituição de ensino da homeopatia? 
6. Citar, pelo menos, 3 fatores do declínio da homeopatia na virada do século. 
7. Como se denominavam as duas tendências doutrinárias na homeopatia, no tempo de Hahnemann? 
8. Quando ocorreu a ruptura com o American Institute of Homeopathy, fundado em 1844?. 
9. Citar, pelo menos, 3 nomes clássicos da Homeopatia nos Estados Unidos? 
10. Quem introduziu a homeopatia no Brasil? 
Escolas homeopáticas 
1. Conceituar unicismo, pluralismo, alternismo, complexismo. 
2. Em que ocasiões Hahnemann praticou o alternismo? 
3. Quem introduziu o conceito de drenagem ou canalização? 
4. Qual o método de prescrição de Leon Vannier? 
5. Em que situações poderia ser justificado o alternismo de 2 medicamentos? 
6. Qual o homeopata que quase convenceu Hahnemann a indicar o Alternismo? 
7. Quais as desvantagens do pluralismo? 
Vitalismo 
1. Como o vitalismo está expresso nas filosofias orientais? 
2. O que representa a Physis na Medicina Hipocrática? 
3. Conceitue vis medicatrix naturae. 
4. Para Tomaz de Aquino, como a alma se manifesta? 
5. Conceitue animismo e vitalismo. 
Evolução da Medicina e da Homeopatia 23
 
6. Qual a contribuição de Von Haller para a fisiologia? 
7. Qual a contribuição de Barthez? 
8. Quais as propriedades da força ou princípio de vital, enumeradas por Hahnemann? 
9. Quais as propriedades da substância simples, descritas por Kent? 
10. Elabore um quadro comparativo entre o paradigma vitalista e materialista. 
 
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Apêndice 
•DIVIDED LEGACY VOL.3 – HARRIS L. COULTER 
A DIVISÃO EM HOMEOPATIA: “ALTAS” versus “BAIXAS” 
A influência marcante da homeopatia sobre a medicina e a maior aceitação pública e até 
profissional da doutrina e procedimentos homeopáticos não eram razões para congratulações como a 
maioria da Nova Escola acreditava, deveriam ser olhadas como motivo de preocupação. Os anos de 
triunfo da homeopatia foram igualmente o tempo de maior perigo já que o relaxamento da pressão 
externa trouxe à tona uma fraqueza que o movimento manifestou desde seus primeiros dias: a divisão 
de opinião entre os Hahnemanianos puros e os Revisionistas. 
Desde seu início, o movimento homeopático dividiu-se entre aqueles que aceitavam a concepção 
de Hahneman em sua inteireza como o único guia correto para a teoria de tratamento das doenças e 
aqueles que não queriam ou não eram capazes de aderir à rígida formulação de Hahneman. Em 1880 
esta divisão doutrinária tomou a forma institucional com a saída dos puristas do Instituto e 
estabelecimento da Associação Hahnemaniana Internacional. 
A luta que seguiu-se entre estes dois grupos foi a principal causa da queda da homeopatia. 
Este conflito era tão trágico quanto inevitável porque originava-se das inerentes diferenças entre 
os homens. Uma pequena proporção da Nova Escola preocupava-se e fazia os sacrifícios implícitos 
para se alcançar a Homeopatia Hahnemaniana. A grande maioria rejeitava esta maneira e tentou 
revisar a Homeopatia Hahnemaniana o que tornou-a mais fácil de praticar. 
O conflito era inevitável em um movimento médico que orgulhava-se de seu cientificismo. A 
atitude do leitor frente a isto dependerá de sua aceitação ou rejeição à exigência de Hahneman de ter 
estabelecida a Terapêutica Homeopática como uma disciplina científica com base em três regras: a lei 
da similitude, o remédio único e a dose mínima. Posteriormente nós discutiremos a Homeopatia 
Hahnemaniana

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