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Fundamentos da Homeopatia

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sum caso real. A mera 
administração da droga apropriada, escolhida de acordo com a lei dos semelhantes sem o regime 
apropriado, nunca seria suficiente para curar o homem doente; e sem um conhecimento de patologia 
tal regime poderia não ter sido recomendado . É desta maneira que nós médicos homeopatas somos 
capazes de tornar úteis os vários ramos da ciência médica para os nossos princípios fundamentais de 
cura ...(54) 
Lippe relatou outro caso, a partir de sua própria experiência, de um homem doente com tifo para 
quem foi administrado o remédio homeopático correto (nesse caso sulphur). Ainda assim a diarréia 
continuou. O paciente estava tomando caldo de carne de vaca e de carne de carneiro em grandes 
quantidades, mas uma inspeção de sua urina indicou que a “cloudy urine “ - indicando a hora para a 
administração de comida animal – ainda não havia aparecido. Então Lippe alterou a dieta para uvas e 
leite, produzindo uma mudança para melhor e cessação da diarréia debilitante. A névoa ? na urina 
apareceu uma semana depois. “Sem conhecimento patológico , apenas receitando remédios 
semelhantes e não prestando atenção à dieta, o resultado pode não ser tão bom.”(55) 
Os “altas” não tem objeção ao diagnóstico patológico quando usado para este propósito , desde 
que o conhecimento patológico seja sempre mantido estritamente subordinado à sintomatologia do 
paciente. Eles também concordam que o paciente sente-se confortado ao ser-lhe dito o nome da 
doença da qual esta sofrendo. Mas o remédio nunca poderia ser selecionado com base nas indicações 
patológicas : 
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Quanto maior o valor de um sintoma com propósito de diagnóstico, menor seu valor para a seleção 
do remédio ... a diferença da prática entre os médicos que seguem essa regra e os contrários a ela , é 
marcante e pode-se até dizer que radical . 
O erro não é no diagnóstico; é sempre bom ter isso claro e não há nada a ser dito em descrédito a 
isso. O erro está em colocar isso como base da terapêutica, em vez da lei que constitui o único 
verdadeiro fundamento desta ciência.(57) 
Mas com a patologia em sua função ,os homeopatas constroem com a sua ajuda uma teoria da 
essência da natureza da doença e uma teoria da essência da natureza dos efeitos das drogas, como 
uma ou outra depende de um aumento ou diminuição de alguns componentes do sangue , ou de uma 
mudança de célula ou de uma lesão estrutural e, se eles retiram suas indicações para o tratamento a 
partir de tais teorias , eles introduzem em sua terapêutica o mesmo elemento da “hipótese” contra a 
qual Hahneman protesta e assim fazendo eles derivam da homeopatia em direção à cega incerteza da 
velha escola terapêutica . Além do mais ,por mais bem fundamentada que possa ser sua “hipótese” –
quando eles prescrevem com base na dedução patológica ou quando eles elegem uma modificação 
patológica de função ou de tecido para resumir a soma e a essência de cada caso e de todos os casos 
em que estas são reconhecidas , eles necessariamente prescrevem para uma classe sendo incapazes de 
observar a individualização que é tão essencial para uma prescrição realmente homeopática. Este 
deve ser sempre o caso. É especialmente verdade no atual estado de imperfeição dos conhecimentos 
em patologia que não há jeito de explicar os sintomas subjetivos que são tão valiosos para 
individualizar.(58) 
Eles especialmente caçoam da tendência dos alopatas de chamar as doenças por certos nomes e 
então prescrever o remédio de acordo com o nome da doença: 
“Qual é seu primeiro pensamento no tratamento de uma doença?” Era uma pergunta de um colega 
de nossa escola ... endereçada a um praticante da velha escola de alguma projeção. “ “Fazer meu 
diagnóstico” foi a resposta. “Isto é dar um nome, eu penso” era a resposta de nosso colega. “E o que 
poderia ser o seu primeiro pensamento?” era réplica do doutor da velha escola . “ Encontrar o que irá 
curar meu paciente” foi a resposta. O nome de um lado, e o agente da cura do outro e eis aqui o que 
resume as diferenças que caracterizam as duas escolas dito por dois médicos representativos de 
ambas as escolas quando questionaram-se. O nome e o tratamento tradicional de um lado; a totalidade 
dos sintomas revelando o remédio que cura, do outro – e voila Homeopatia e a velha escola em 
termos resumidos ... Fazer seu diagnóstico, isto é, encontrar os sintomas que justificam o nome e – o 
nome sendo A, não é certo que a droga X cura a doença A? E o que é mais fácil do que administrar 
X? e isto é o fim do problema... Para o mesmo nome dá-se a mesma droga ou drogas. Esse é a 
verdadeira adoração à grande imagem que os modernos Nebuchardnezzars da antiga escola 
construíram – diagnóstico – e a chamam de “medicina científica” ... Qual é a função apropriada do 
médico dar nomes ou curar? ...(59) 
Nós devemos tratar cada caso em si , independente do nome da doença ou da causa problemática 
imaginária da doença. 
A Disputa entre as três leis de Hahneman: a Posição dos “baixas” 
Os “baixas” tomaram uma posição muito diferente na relação entre sintomas e patologia. O que 
eles chamam de homeopatia “racional” ou “progressiva” era na verdade equivalente a adotar a 
suposição básica da medicina ortodoxa – que o remédio que cura poderia ser encontrado e definido 
com base no diagnóstico patológico: 
O domínio da sintomatologia é certamente recomendável e desejável, e sem dúvida existem certas 
mentes especialmente adaptadas a fazer uso dela ...É uma conhecida tendência entre os médicos 
homeopatas a não valorizar em sua prática a patologia e o cuidadoso diagnóstico das doenças ... Alem 
dos interesses dos pacientes, o médico deve isso a ele próprio e à profissão : considerar 
cuidadosamente a patologia a fim de não contribuir para aumentar a ignorância e a desvalorização 
que isto traz para si mesmo e até onde sua influencia alcance , para a profissão , a infâmia de ser 
superficial e pouco científico(62) 
Eles zombam dos “altas” chamando-os de ‘cobridores de sintomas “ ou de “sintomistas” 
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--homens que remendam ,de suas matérias médicas uma capa patogenética para cobrir um 
punhado de sintomas”. (63) Eles os chamam de “antipatologistas”(64). Disseram de James Tyler 
Kent, o líder dos “altas” no final do século, depois da morte de Hering , Lippe e Dunham: 
Dr. Kent parece praticar em cima de indicações empíricas principalmente , que úteis como são, 
não tem papel nenhum no método de Hahneman e, é claro, não precisa de patogenesia (65). 
Uma análise típica dos “baixa potência” do relação entre patologia e sintomas foi dada em 1870 
na Convenção do Instituto Americano de Homeopatia. O orador notou que “quando o médico tiver 
em mente que o estado patológico não tem valor na seleção do remédio homeopático, ele estará apto 
a se contentar com os sintomas subjetivos, sem fazer grande esforço para descobrir o estado objetivo, 
mesmo quando tal estado for óbvio para ser visto.” O desenvolvimento da patologia “e uma constante 
retificação e correlação dos fatos estão colocando o fenômeno mais e mais sob a ação de uma análise 
correta e deduções confiáveis.” “Semelhança envolve mais do que meramente o fenômeno externo 
.Indo até o estado mais interno só podendo ser determinado pela compreensão apropriada das 
alterações em si .” A experiência tem mostrado que “os medicamentos têm relação específica com os 
diferentes órgãos e tecidos.” Até que o caso seja entendido, os sintomas aparecem para a mente como 
uma massa confusa; mas quando surge uma clara compreensão das mudanças orgânicas , os sintomas 
assumem de repente uma relação ordenada, e nessa relação é fácil apontar os que são mais ou os 
menos relevantes. Hahneman incumbiu seus seguidores a selecionar o remédio que iria aplicar-se aos 
mais importantes sintomas. Mas os que tentaram dizer quais eram os mais importantes sintomas 
,falharam em preencher esta parte dos ensinamentos dele.” Não há

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