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Professora: Fernanda Londero Backes Asteraceae Chrysanthemum indicum x Chrysanthemum morifolium ↓ Dendranthema grandiflorum (Ramat) Tzvelev. Fonte: www.google.com.br Flor símbolo do Japão: Perfeição e Longevidade Comercialização das flores de crisântemo: - Flores com grande diversidade de cores e formas; - Alta durabilidade das flores; - Resposta precisa às condições de cultivo; - Rápido retorno do capital empregado. Fonte: www.google.com.br 1 - CORTE - Alto vigor - Haste longa - Inflorescência : - - gigante (uma inflorescência de Ø ≥ 12cm) - - grande (flores por haste Ø 8 -12 cm) - - média (4 a 9 flores por haste Ø 5 - 8 cm) - pequena (várias flores por haste Ø 3 - 5 cm) - mini (várias flores por haste Ø ≤ 3 cm) 2 - VASO - Menor vigor - Hastes curtas - Inflorescência: - gigante, grande, média, - pequena e mini 3 - JARDIM - Anuais ou perenes - Formação de maciços ou tufos (mixed borders) - Vigor médio - Inflorescências em geral pequenas - Ex.: C. rubellum; Argyranthemum frutescens; C. coronarium; Leucanthemum vulgare Fonte: http://wilseed.co.uk Fonte: www.missouribotanicalgarden.org 1 - ENCURVADA - capítulos dobrados, densos, esféricos , possuem as lígulas curvas, côncavas, partindo da base do capítulo e fechando-se na extremidade. 7 2 - REFLEXO – capítulos bem dobrados, lígulas pontiagudas em forma de seis, porém convexas, recurvadas para fora e em direção da haste abrindo a inflorescência. 3 - DECORATIVO – semelhante ao tipo Reflexo, mas as lígulas são menos curvas e decrescem de comprimento de fora para dentro do capítulo. 4 – RECURVADO - ENCURVADO – capítulos são bem dobrados pouco ou bem esféricos, lígulas encurvadas de modo laxo, que apresentam-se encurvadas no centro do capítulo e recurvadas na metade inferior. 5 - ANÊMONA OU ALVEOLADO – cada um dos capítulos simples apresenta na periferia flores com lígulas grandes enquanto que no centro do disco aparecem, em forma de domo, flores cujas lígulas são pequenas. Quando existe somente uma camada de flores liguladas este pode ser chamado de girassol- anêmona. 6 - SIMPLES OU MARGARIDA – flores externas com lígulas grandes em até 5 fileiras. O disco central proeminente amarelado, apresenta flores tubulares. 7 - POMPOM – capítulo globoso, denso, esférico ou semi-esférico, forma esta dada pela semelhança de comprimento das lígulas. Geralmente as inflorescências são pequenas. 8 - TUBULAR – lígulas são tubulares e podem ser divididas nas formas: 8.1 - Spider: lígulas longas externamente e mais curtas no centro, cujas extremidades terminam em forma de gancho 14 8 - TUBULAR 8.2 - Fuji: semelhante a Spider exceto que as lígulas são mais curtas e menos curvas e não apresentam o gancho na extremidade. 8 - TUBULAR – 8.3 - Espinho: lígulas longas nas bordas e mais curtas no centro com extremidade aberta formando um “buquê de espinho”. 8 - TUBULAR – 8.4 - Espatulado: capítulo semelhante ao simples, mas com lígulas tubulares cuja extremidade é aberta em forma de colher. 9 - MISTOS – são formas novas e cujas lígulas assemelham-se à plumas contorcidas ou tipos chamados descabelados ou felpudos. TERMOZERO – florescem em temperaturas noturnas entre 10 e 27º C TERMOPOSITIVO – florescem em temperaturas noturnas > 16º C TERMONEGATIVO – florescem em temperaturas noturnas < 16º C (<10º C não inibem a iniciação mas atrasam a floração) Indução floral → Fotoperíodo curto (PDC) → dependendo da cultivar e da temperatura → fotoperíodo crítico → 12 a 14 horas Ciclo de cultivo: no DL + no DC Ciclo da cultivar: no semanas de DC Classificação internacional: PRECOCE: 7 a 9 semanas - Precoce: 7 semanas - Média: 8 semanas - Tardia: 9 semanas MÉDIA: 10 e 12 semanas TARDIA: 13 e 15 semanas 21 Fotoperíodo: plantas de dia curto (PDC) fotoperíodo crítico 12 a 14 horas dia > 13 h → Estado Vegetativo - Santa Maria – latitude 29º 41’ 25’’ - 20/09 a 20/03 → período não indutivo - 7/10 a 7/03 → período não indutivo - 20/11 a 20/01 → não é necessário DL - (fotoperíodo > 14h) DIAS LONGOS ARTIFICIAIS - evita a formação de botões florais precocemente - lâmpadas de 100W: 2m de altura 1,5m entre lâmpadas - fornecer durante todo o ano - iniciar no 1º dia após o plantio DIAS LONGOS ARTIFICIAIS - Aumento do pedúnculo: 9 DC, 12 DL, 21DC - Formas de oferecer o DL - Mais 4 h de luz - 4 h de luz em plena noite (22h as 2h) - 4 h seguidas no início da noite (18h as 24h) - Luz intermitente (20h as 5h) 10’luz:20’escuro ou 15’luz:30’escuro DIAS CURTOS ARTIFICIAIS - Estimula o florescimento - Cobrir as plantas com plástico ou pano preto - Período de 20/09 a 20/03 - Noite longa: 16h as 6h; 18h as 8 h → 14 h de escuro - Uma vez por semana pode ficar sem escurecer - Perdurar até que a coloração das lígulas estejam definidas nos botões. SEMENTES: novas cultivares jardins produção comercial não é utilizada heterogeneidade das plantas ESTACAS: ponteiros das matrizes (dia longo) tratamento com hormônio (AIB) bandejas ou canteiros (CAC) câmara fria empresas especializadas 27 Fonte: Bellé, 2009. EM VASO SUBSTRATO: - boa drenagem e boa aeração - - baixa densidade - - retenção de umidade - - alta porosidade - - pH adequado a cultura (5,5 – 7,3) - - fertirrigação (1,30 a 2 mS cm-1) - - substrato (0,7 a 1 mS cm-1) - - suporte físico para as plantas 29 - estufa de enraizamento - estacas sem raízes (AIB – 1500 ppm) - diretamente no vaso - 1,5 cm de profundidade - manter microclima para o enraizamento - 3 a 4 semanas para enraizamento adequado Varia com o tamanho do vaso e cultivar Formação e desenvolvimento (fase de escurecimento) - Estufa de formação e desenvolvimento - Estágio desde a formação da planta até florescimento Fonte: www.uesb.br Varia de acordo: - Tamanho do vaso - Características de desenvolvimento de cada cultivar *Valores médios de espaçamento utilizados: Produto Área líquida Pote 11 25 a 30 vasos/m2 Pote 13 16 a 20 vasos/m2 Pote 14 ou 15 8 a 11 vasos/m2 Início após final da fase de iluminação Gotejamento ou espaguete (individual) Duas vezes ao dia (verão) → demanda Suprir as necessidades nutricionais da planta Fundamentada na análise do substrato 33 Modificação da adubação - Diminuição do Nitrogênio - Aumento do Potássio Sugestão simplificada de fertirrigação para 1000L de água: Alternar diariamente tanque A e tanque B. (Motos e Oliveira ) Tanque A Tanque B Nitrato de amônia 400g Nitrato de potássio 800g Nitrato de cálcio 800g Sulfato de magnésio 600g Fosfato monoamônio (MAP) 150g Plantas com 1,5 a 2 vezes a altura do vaso Crescimento compacto Produz hastes grossas e resistentes Promove a manutenção da qualidade das flores (aumenta a vida de vaso) Daminozide 85% (B-nine): 2 a 5 aplicações Época de aplicação: 2 a 4 semanas após Desponte até o surgimentodo botão floral Aplicação tardia em cv. flores vermelhas (murcha); cv. flores brancas (lígulas mudam para cor creme) - Controle da altura das plantas; - Crescimento compacto; - As folhas tornam-se verde escuras; - Hastes grossas e resistentes; - Plantas mais resistentes ao murchamento; - Promovem a manutenção da qualidade das flores. Colheita: 50% das flores abertas Condicionamento: embalagens plásticas perfuradas e arranjadas em caixas de papelão Armazenamento: ambiente fresco, proteger da chuva, sol e irrigação adequada Fonte: www.google.com.br EM SOLO: Solos para cultivo: - Textura franco argilosa, boa drenagem, rico MO, boa retenção de umidade e aerado - Condicionadores - Esterilização (vapor, solarização) - pH 5,5 a 7,3 38 de Base: - uma vez ao ano – análise de solo de Manutenção: - a partir da 2ª semana do plantio - fertirrigação (1,5 a 3 g L-1 água) - gotejamento, coletivo - uma vez por semana, demais irrigações (demanda) - suprir necessidades nutricionais da planta Exemplo de mistura: - 350g de nitrato de amônio - 200 g de fosfato de amônio - 900 g de nitrato de potássio → 1000 L água → 15 L m-2 - adubos completos (18-6-26) – 2 g L-1 → 5 a 10 L m-2 3 a 4 semanas até planta atingir 20 a 30 cm de altura Mudas já enraizadas (AIB = 1500 ppm) Canteiros Malhas de tutoramento Varia com a época do ano, espaçamento e cultivar 48 a 98 plantas m-2 (64 a 80 plantas m-2) Seleção de mudas Desenvolvimento (Fase de escurecimento) - Mesmo local para ambas as fases - Estágio desde a indução da planta até o florescimento Modificação da adubação - Diminuição do Nitrogênio - Aumento do Potássio Uso de reguladores de crescimento Redução do ciclo vegetativo (hastes mais firmes) → giberelinas (Pró-gibb) Aplicar após a 5ª semana DC (fase de botão) Colheita: 50% das flores abertas Condicionamento: embalagens plásticas perfuradas, arranjadas em maços de 1,4 kg, em caixas de papelão Armazenamento: até 2 semanas em 5º C Fonte: www.ceasacampinas.com.br Ponto de abertura de crisântemo Fonte: Bellé, 2009. 1 – DESPONTES 2 - DESBROTES 3 - REMOÇÃO DE BOTÕES - DIÂMETRO DAS INFLORESCÊNCIAS (gigantes, grandes, médias, pequenas ou mini crisântemo) Remoção do meristema apical (ainda na fase de muda) Na produção em vaso (exceto variedades gigantes) e na produção de corte Estimula brotações laterais Melhor formação da planta Maior produção de flores 47 Remoção das brotações axilares e basais Na produção em vaso e de corte Durante todo o ciclo de cultivo Maior vigor da haste remanescente Fonte: Bellé, 2009. Remoção somente do botão apical (Ø 0,5 cm) Uniformizar o tamanho e a abertura dos botões Na produção de vaso e de corte MEDIDAS DE CONTROLE - Monitoramento das plantas - Uso de substratos isentos - Controle de plantas hospedeiras - Manejo adequado de estufas - Cultivares resistentes - Utilização de armadilhas - Destruição de restos culturais - Aplicação de defensivos - Manter plantas sempre em boas condições nutricionais PRAGAS: - pulgões - ácaros - tripes - mosca minadora - diabrótica NEMATÓIDES: - de folha - de galha DOENÇAS FÚNGICAS: - ferrugem parda - ferrugem branca - mancha de Septoria e Alternaria sp. - Oídio, Ascochita - Murcha de Fusarium e Verticilium - Phytium sp. - Rhizoctonia solani - Botrytis cinerea - Sclerotinia sp. DOENÇAS BACTERIANAS - Murcha bacteriana (Erwinia chrysanthemi) - Mancha bacteriana (Pseudomonas cichorrii) - Galha de coroa (Agrobacterium tumefaciens) DOENÇAS VIRÓTICAS - Oito viroses (vira cabeça, mancha anular) CONTROLE QUÍMICO - preventivo e calendário 52 Plantas pequenas (↓ raiz, ↓ N, ↓DL, ↑ regulador de crescimento) Plantas muito altas (↑DL, ↓luz, ↑população, ↑T dia e ↓T noturna) Desuniformidade na floração (inverno noites frias, luz durante DC) Poucas ramificações (↓ raiz, ↓ N, ↑ T noturna, desponte baixo) Flores mal formadas (doenças, insetos, deficiente controle comprimento do dia ou temperatura) Falha de flores (etileno, deficiente controle comprimento do dia, luz durante DC, ↑T ) Pouco crescimento (↓luz, fertilizante, pH, excesso água) Murchamento (excesso dias nublados e pouco dia ensolarado) Botão coroa (falha DC, pouca intensidade luminosa, etileno) Botões bracteados (falha DC, T > 38º C) Iniciação floral precoce (atraso no DL) Queimaduras de sol (↑ T + ↑ luminosidade = desidratação das sépalas) Calor tardio (↑ 30º C – falha flores, atraso na floração, ↓ crescimento) Frio tardio (cultivares sensíveis: T<10º C atrasa a floração ou não floresce) Alteração da cor das flores (< 15º C: flores brancas com pigmento avermelhado; > 23º C: flores com palidez cores escuras ou falha no desenvolvimento do pigmento) Injúrias de herbicidas (queimadura nas plantas) Poluentes do ar (descoloração folhas, paralisação do crescimento, mal formação das flores e atraso floração). 54 Cultivares e quantidades a ser produzida Atividades semanais e diárias Programação de aquisição de mudas, plantio, colheita e espaços para produção - Assistência Técnica Especializada Ciclo médio do crisântemo em vaso Fases do Ciclo Dias do ciclo 1º ) Estaqueamento (plantio) 1ª semana 2º ) Enraizamento (luz) 1ª a 3ª semana 3º ) Desponte 3ª semana 4º ) Espaçamento (escuro) 3ª semana 5º ) Início do florescimento 8ª a 10ª semana 6º ) Comercialização 10ª a 12ª semana Ciclo médio do crisântemo de corte Fases do ciclo Dias do Ciclo 1º) Plantio (já enraizada) 1ª semana 2º) Fase de iluminação 1ª a 4ª semana 3º) Fase escura 4ª semana até surgimento da cor 4º) Início do florescimento 9ª a 11ª semana 5º) Comercialização 12ª a 14ª semana 57