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ESCOLA DA PONTE: UMA ESCOLA QUE NOS INSPIRA.
Arlete da Motta 
Tatiane da Silva 
Simone Aparecida Radavelli
RESUMO
Palavras-Chave:
1 INTRODUÇÃO
Esta pesquisa nos leva a conhecer um pouco mais de uma escola que existente a 25 anos, onde o aprendizado é auto realizado por crianças de cinco anos, que começam nas séries iniciais de primeiro a nono ano da escola fundamental portuguesa, localizada no norte de Portugal a 30 quilômetros da cidade de Porto, numa localidade chamada de Vila das Aves, criada em 1976. A mesma tem como o desenvolvimento de uma organização de escola, a qual tem referências de uma política de direitos humanos que garanta as mesmas oportunidades educacionais igualitárias para todos. Desta forma, o que se destaca é que é proporcionado a criança a apreender de forma prática, respeitando o seu ritmo, onde há espaço para a criança ter seu crescimento de forma natural propondo uma realização pessoal a todos os cidadãos obtendo assim um progresso, nos diversos contextos em que acontecem os processos educacionais.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A escola da Ponte é um modelo de ensino que rompe barreiras e linhas de pensamentos, da educação tradicional e da própria ideia que diz respeito ao ensino educacional. A princípio a Ponte era uma escola abandonada, marginalizada, com problemas ambientais e muito sofrimento. José Pacheco foi o responsável pela formação da Escola da Ponte é nos últimos anos tem vínculos muito estreito com projetos de educação no Brasil.
A realização destes princípios passou por uma valorização dos modos como se aprende e dos contextos onde se aprende. Assim sendo destaca-se por ser uma escola não uniformizadora, onde foram criados diferentes situações as quais tornam-se agentes de uma autonomia responsável e solidária, com a finalidade de permitir à criança formar-se num processo de socialização criadora de uma consciência de si como ser social-com-os-outros e, do mesmo modo passam a agir como participante de um projeto comum.
Esta dinâmica de trabalho é realizada num espaço de área aberta, onde não há séries. Os alunos organizam-se em grupos formados à medida das necessidades de formação, sempre que surjam novos projetos. Percorrem entre espaços da escola em função das áreas de saber que em cada momento exploram, trabalhando com diferentes professores, desenvolvendo um trabalho que valoriza a reflexão, a capacidade de análise crítica e investigação. “Os alunos organizam-se em grupos formados à medida das necessidades de formação, sempre que surjam novos projetos. “(PACHECO 2013 p.3).
A Lei de Bases da Educação de cada país apresenta as suas especificidades, assim como as Orientações Curriculares Nacionais, mas percebo que a lei brasileira permite mais abertura para a vivência de projetos político-pedagógicos diferentes, voltados para a formação do cidadão. Ressalto que o Brasil está bem mais a frente quanto à aceitação da educação escolar como instrumento político de luta pelas transformações sociais, tanto é que em Portugal se diz projeto educativo e não projeto político-pedagógico. (PACHECO 2013 p.8).
Segundo Pacheco (2013), nos traz uma concepção diferente de escola ele descreve a forma bem diferente de avaliação, na escola da Ponte não existe repetência. A avaliação não tem o objetivo de aprovar ou reprovar, mas sim diagnosticar em que é preciso melhorar e suprir dificuldades. Não existem séries para a criança “passar de ano”, ou seja, ela avança conforme sua autonomia e seu ritmo, os mesmos tem apoio de seus tutores os quais são escolhidos por eles. Em um mesmo ambiente convivem crianças que estão estudando objetivos diferentes, que buscam “caminhos” diferentes. Elas têm seu tempo natural para se desenvolver, os ritmos são respeitados.
3 MATERIAS E MÉTODOS
IMAGEM 1 – Fonte:
Na imagem acima, mostra os alunos interagindo, ou seja para que eles entendam e descubram como acontece o desenvolvimento das plantas, realizaram a atividade de plantação e colheita, sendo assim os mesmos puderam avaliar seu progresso em sua aprendizagem.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
 
Neste trabalho pudemos observar as diferenças entre a escola da Ponte com as escolas populares as quais frequentamos, na escola da Ponte os alunos são livres, para escolher seus tutores, as avaliações são feitas pelos próprios alunos, é respeitado o tempo de cada um, ou seja não existe passar de ano, o aluno vai avançando de nível com forme seu ritmo, o plano de ensino é confeccionado a partir do currículo pelos alunos sob orientação de seus tutores a cada quinze dias, e o que diferencia muito da escola popular é a forma de ensino pois lá eles aprendem pondo em pratica. Já em nossas escolas tradicionais temos um currículo a seguir os professores não são escolhidos por eles, uma das formas de avaliação é por aplicação de provas, o plano de ensino é feito pelo professor, o ensino é apenas teórico poucas vezes colocado em prática. 
5 CONCLUSÃO
O objetivo deste trabalho foi mostrar a grande diferença de modalidades tradicionais de escola que estamos acostumados a ver de fato a concepção pedagógica da Escola da Ponte contem aspectos que mostram várias estruturas que possibilitam a autonomia, democracia, responsabilidade e a solidariedade apontadas no projeto educativo. É absolutamente incomparável a valorização da autonomia e da responsabilidade com os alunos que são formados na Escola da Ponte quando comparado com o modelo e as concepções tradicionais em educação hoje nas escolas tradicionais. 
Em nossas escolas, mesmo que em muitos aspectos tenham se modernizado, a sua maioria ainda permanece com as práticas tradicionais, ou seja, o professor tem todo saber, e os alunos apenas aprendem o que lhes é proposto. A salas de aulas, tendo como ferramentas de aula o giz, a lousa e o professor, ainda são práticas frequentes. As avaliações de uma maneira geral são em formato de provas e os alunos que ganham reconhecimento são apenas aqueles que se destacaram através das notas. Não há nenhuma forma de autoavaliação feita pelo aluno e muito menos uma avaliação coletiva do grupo. A escola tradicional nunca se adequa ao sentimento e ao desejo do aluno. Muito pelo contrário, o aluno é que é obrigado a se adaptar. Já as crianças da Ponte, desde novas são motivadas a pensar e fazer suas próprias escolhas e conseguem compreender que as regras. 
Concluímos assim esse trabalho de forma bastante impressionada com o modelo de escola que possibilita o aprender de forma agradável a qual possui uma inclusão ampla e restrita de todos os perfis de alunos. Cabe ressaltar que a própria inclusão dos portadores de necessidades especiais é algo comum na Escola da Ponte, lá podemos encontrar alunos com diferentes necessidades. Desejamos que muitos educadores lutem por uma um ensino de forma livre que possam ter escolas vivas que de voz e vez aos desejos sentimentos e curiosidades de nossos alunos.
REFERÊNCIAS
PACHECO. José. 
� Acadêmica da 3ª fase do Curso de Pedagogia da Uniasselvi – IesVale polo de Herval d’Oeste – SC 
� Acadêmica da 3ª fase do Curso de Pedagogia da Uniasselvi – IesVale polo de Herval d’Oeste – SC
� Tutora da 3ª fase do Curso de Pedagogia da Uniasselvi – IesVale polo de Herval d’Oeste – SC

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