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ENSINAR AOS LONGO DOS TEMPOS.

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Disciplina Escola e Sociedade
Aluno: Bruno Leonardo Braga Luzes
Polo: Novo Hamburgo
DE CASTELO BRANCO A FIGUEIREDO O INÍCIO DA SUBVERSÃO DA PRÁTICA DO ENSINO NO BRASIL.
Ao começarmos este texto, poderíamos citar outras épocas em que o ensino foi passado, como durante a Grécia antiga com Platão e Aristóteles entre outras, mas vamos falar de uma fase em nosso país que para muitos foi de imensa regressão a educação que foi durante o regime militar.
Porque falar dessa época? Pois para muitos uma época de muita repressão e tristeza, porém para podermos explicar um pouco o que reflete o nosso sistema de educação dos dias atuais devemos ir a fundo nessa época de governo.
Dando início a nossa análise, devemos primeiro a voltar um pouco mais no tempo, mais precisamente no início de 1960 onde calculavam-se um índice de 40% de analfabetos com mais de 15 anos de idade em nosso país.
Nesse período o ensino era basicamente vertical, o professor ensinava e o aluno aprendia e tudo em sala de aula era composto basicamente de quadro negro, lápis e papel. Nessa constante foi sancionada pelo então presidente João Goulart a Lei das Diretrizes e Bases da Educação, quase trinta anos depois após ser prevista pela constituição de 1934 e nessa legislação constavam a regulamentação para o ensino no Brasil, como a formação mínima exigida para professores e ensino religioso facultativo.
Naquele momento a educação no Brasil parecia que iria subir de patamar, foi criado o plano nacional de alfabetização (PDA), com objetivo de tentar diminuir esse alarmante quadro de analfabetismo de acordo com a realidade de cada região.
Pena que durou pouco, pois com o golpe militar de 1964, uma das primeiras medidas do então presidente Castelo Branco foi acabar com o plano de nacional de alfabetização (PNA), e com isso professores tiveram que mudar totalmente seus planos de ensino com medo de represálias, pois a partir daquele momento a censura já era imposta na sociedade brasileira.
As disciplinas de filosofia e sociologia, foram retiradas dos currículos das escolas, história e geografia tiveram suas cargas horárias reduzidas e foram criadas as disciplinas de educação moral e cívica no primeiro grau como forma de exaltar o nacionalismo e no segundo grau era mais aprofundado com a disciplina de organização social e política brasileira (OSPB).
Inicialmente no intuito de tentar criar um novo sistema de alfabetização da população para suprir a ausência do PDA, foi criado o MOBRAL, e para as demais séries foi a criação do projeto minerva um sistema de ensino a distância em homenagem à deusa da grega sabedoria, com o objetivo de solucionar os problemas educacionais, todavia tudo era controlado pelo governo até mesmo os horários de exibição que com isso obteve muitas críticas durante os anos que esteve em vigor.
Portanto, os sistemas e metodologias utilizados pelo período ditadorial, causaram um grande retrocesso na educação brasileira, visto que isto reflete até os dia de hoje, com enfraquecimento das escolas públicas e um ensino desqualificado com professores desmotivados e desprestigiados sendo a educação ideal um privilégio para as camadas mais altas da sociedade.
REFERÊNCIAS: 
TEIXEIRA, Wagner da Silva. Quando ensinar a ler virou subversão. Mariana MG (ANPUH-MG) 2012.
PASSOS Najla. Reflexos da ditadura na educação impedem país de avançar. Brasília. www.cartamaior.com.br 2014.
CHIAVENATO,J.J. O golpe de 64 e a ditadura militar. São Paulo; Moderna, 2004.

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