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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO 
INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A 
PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR E A ATIVIDADE 
EMPREENDEDORA DOS SEMIFINALISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
 
NATIANE GUARDA DOS SANTOS MATTOS 
 
 
 
 
 
 
ORIENTADA POR: PROFª DENISE CARVALHO TAKENAKA 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOVA IGUAÇU - RJ 
JUNHO / 2016 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO 
INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR CAMPUS NOVA IGUAÇU 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
NATIANE GUARDA DOS SANTOS MATTOS 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A 
PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR E A ATIVIDADE 
EMPREENDEDORA DOS SEMIFINALISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOVA IGUAÇU - RJ 
JUNHO / 2016 
NATIANE GUARDA DOS SANTOS MATTOS 
 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A 
PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR E A ATIVIDADE 
EMPREENDEDORA DOS SEMIFINALISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
como requisito parcial para a obtenção do Título de 
Bacharel em Administração pela Universidade 
Federal Rural do Rio de Janeiro. 
 
 
 
 
 
 
ORIENTADORA: PROFª. DENISE CARVALHO TAKENAKA 
 
 
 
 
 
NOVA IGUAÇU - RJ 
JUNHO / 2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Mattos, Natiane Guarda dos Santos 
Educação Empreendedora: Uma análise da relação entre a 
participação no Desafio Universitário Empreendedor e a atividade 
empreendedora dos semifinalistas do Estado do Rio de Janeiro / Natiane 
Guarda dos Santos Mattos. − 2016. 
61 f. : il. 
 
Monografia (Graduação em Administração) – Universidade 
Federal Rural do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, 2016. 
Orientação: Profª. MSc Denise Carvalho Takenaka. 
1. Educação Empreendedora. 2. Ensino Superior. 2. 
Empreendedorismo. 4. Desafio Universitário Empreendedor. I. Título. 
 
CDD: 614.44 
 
 
 
NATIANE GUARDA DOS SANTOS MATTOS 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A 
PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR E A ATIVIDADE 
EMPREENDEDORA DOS SEMIFINALISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do Título 
de Bacharel em Administração pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 
 
 
 
Aprovada em ______ / ______ / __________ 
 
 
 
_____________________________________________ __ 
Prof.ª. MSc. Denise Carvalho Takenaka – Orientadora 
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 
 
 
 
_____________________________________________ 
Prof. MSc. Evandro Correia da Silva 
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 
 
 
_____________________________________________ 
Prof. MSc. Nilson Sales 
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 
 
 
 
 
 
NOVA IGUAÇU - RJ 
JUNHO/2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho a Deus que me deu todo o 
suporte para que eu pudesse chegar até aqui e ser 
quem sou hoje. 
AGRADECIMENTOS 
Todos os que passaram pelo meu caminho até o dia de hoje foram responsáveis por este 
trabalho de alguma forma, por isso, previamente, agradeço a todos imensamente, pelos ensinos, 
pelas lutas, pelas vitórias, pela ajuda e, principalmente, pelo amor. 
Antes de qualquer outro agradecimento, agradeço a Deus por ter me dado forças para 
concluir este trabalho e pela incrível oportunidade de cursar Administração na UFRRJ. 
Agradeço ainda pela dádiva de ter uma família maravilhosa e ser cercada de amigos que me 
levam para mais perto do caminho da bondade e do amor. Deus atribuiu a mim uma nobre 
missão, que passa pela administração e tem seu fim na construção de um mundo melhor. Em 
agradecimento a tudo isso, lutarei até o fim, vencendo e perdendo, sem nunca desistir. 
Agradeço aos meus pais, que foram os maiores responsáveis por tudo que tem 
acontecido de bom na minha vida. Que me ensinaram todos os valores e ideais que irei levar 
pela minha vida toda, inclusive profissionalmente. Pessoas maravilhosas, que lutaram muito 
para que eu fosse uma pessoa melhor e pudesse auxiliar as pessoas ao meu redor. 
Agradeço a professora Denise Takenaka que com maestria e muita paciência me ajudou 
a escrever cada palavra deste trabalho. Ademais agradeço, profundamente, a senhora Maria 
Claudia (representante do Sebrae) que me recebeu de forma acolhedora e contribuiu com todas 
as informações necessárias a este trabalho. Além disso, gostaria de agradecer aos semifinalistas 
do Desafio Universitário Empreendedor do ano de 2015, que responderam prontamente ao meu 
pedido. 
Por último, agradeço também aos meus colegas e supervisores de estágio, que me 
motivaram a terminar este trabalho e a lutar pelos meus sonhos com fé e perseverança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Ninguém caminha sem aprender a caminhar, 
sem aprender a fazer o caminho caminhando, 
refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a 
caminhar” 
(Paulo Freire) 
 
RESUMO 
 
 
A propagação da visão e do comportamento empreendedor através da educação ganhou grande 
relevância desde o início do século XX e vem sendo, cada vez, mais incentivada e praticada. 
As instituições de ensino, principalmente, as de ensino superior têm se preocupado com a 
formação de profissionais que possuam além do conhecimento necessário para a área de 
atuação, a habilidade de inovar e ser criativo, perceber e entender o ambiente a sua volta, 
transformando-o com soluções práticas e inovadoras. O Sebrae, instituição com mais tradição 
pela assessoria e desenvolvimento de novos negócios no Brasil, aperfeiçoando suas ações no 
sentido de incentivar a atitude empreendedora, através de atividades de ensino-aprendizagem, 
desenvolveu o Desafio Universitário Empreendedor, parte do atual Programa Nacional de 
Educação Empreendedora. O Desafio Universitário Empreendedor, que foi implementado há 
três anos, visa preparar os jovens universitários para o mercado de trabalho, utilizando a 
educação empreendedora como forma de aprendizagem, através da aplicação de estratégias 
como o uso de games, o ensino por imersão e desenvolvimento de projetos, a fim de estimular 
nos participantes o desenvolvimento de atitudes empreendedoras no ambiente em que estão 
inseridos. O presente trabalho tem como objetivo analisar a relação entre o Desafio 
Universitário Empreendedor e as posteriores atividades empreendedoras desenvolvidas por 
seus ex-participantes, verificando como os semifinalistas do Desafio Universitário 
Empreendedor, do estado do Rio de Janeiro no ano de 2015, estão desenvolvendo atividades 
empreendedoras atualmente. A partir dessa pesquisa, podemos constatar que o Desafio 
Universitário Empreendedor alcançou seu objetivo, fomentando o empreendedorismo em suas 
mais diversas formas. 
 
Palavras-chave: Educação Empreendedora, Empreendedorismo, Desafio Empreendedor 
Universitário. 
ABSTRACT 
 
 
The spread of the vision and entrepreneurial behavior through education gained great 
importance since the beginning of the twentieth century and has been increasingly more 
encouraged and practiced. Educational institutions, especially higher education have been 
concerned with the training of professionals who have the necessary knowledge to the area of 
operation, the ability to innovate and be creative, realize and understand the environment 
around you, transforming with practical and innovative solutions. Sebrae, an institution with 
more tradition for advising and development of new businesses in Brazil, perfecting their 
actions to encourage the entrepreneurial spirit through teaching-learningactivities, developed 
the University Entrepreneur Challenge, part of the current National Program for Entrepreneurial 
Education. The University Entrepreneur Challenge, which was implemented three years ago, 
aims to prepare young graduates for the labor market, using entrepreneurial education as a way 
of learning by implementing strategies such as the use of games, teaching and immersion 
development projects in order to encourage the participants to develop entrepreneurial attitudes 
in the environment in which they live. This study aims to analyze the relationship between the 
Entrepreneur University Challenge and subsequent entrepreneurial activities developed by 
former participants, seeing how the semifinalists of the University Entrepreneur Challenge, 
State of Rio de Janeiro in 2015, are developing entrepreneurial activities currently. From this 
research, we can see that the University Entrepreneur Challenge reached its goal, fostering 
entrepreneurship in its various forms. 
 
 
Keywords: Enterprising Education, Higher Education, Entrepreneurship, Entrepreneur of the 
Sebrae Challenge. 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
GEM - Global Entrepreneurship Monitor 
 
IBQP - Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade 
 
PNEE - Programa Nacional de Educação Empreendedora 
 
SEBRAE - Serviço Brasileiro De de Apoio às Micro e Pequenas Empresas 
 
UFRRJ - Universidade Federal Rural Do do Rio De Janeiro 
LISTA DE QUADROS E GRÁFICOS 
QUADRO 1 – PRINCIPAIS SONHOS DOS BRASILEIROS ......................................................................... 21 
GRÁFICO 1 – FATORES MAIS IMPORTANTES PARA ABERTURA DE UM NEGÓCIO ................................. 22 
QUADRO 2 – AÇÕES DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA PARA ONSINO SUPERIOR - 
SEBRAE ....................................................................................................................................... 38 
GRÁFICO 2 - IDADE ............................................................................................................................. 42 
GRÁFICO 3 - SEXO............................................................................................................................... 42 
GRÁFICO 4 - GRAU DE ESCOLARIDADE .............................................................................................. 43 
GRÁFICO 5 - RENDA FAMILIAR ........................................................................................................... 43 
GRÁFICO 6 - PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE COM O MESMO FORMATO ANTES DO DESAFIO 
UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR ................................................................................................. 45 
GRÁFICO 7 - COMO VOCÊ DESCREVERIA A SUA PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO UNIVERSITÁRIO DO 
SEBRAE? ...................................................................................................................................... 46 
GRÁFICO 8 - QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE A FASE DE GAMES (1ª FASE) DO DESAFIO EMPREENDEDOR 
DO SEBRAE? ................................................................................................................................ 46 
GRÁFICO 9: VOCÊ DESENVOLVEU ALGUMA HABILIDADE DURANTE O DESAFIO ? ................................ 47 
GRÁFICO 10 - NÍVEL DE CONHECIMENTO ANTERIOR À PARTICIPAÇÃO NO DESAFIO EMPREENDEDOR 
DO SEBRAE. ................................................................................................................................. 47 
GRÁFICO 11 - NÍVEL DE CONHECIMENTO APÓS PARTICIPAR DO DESAFIO EMPREENDEDOR DO 
SEBRAE. ...................................................................................................................................... 48 
GRÁFICO 12: QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ATIVIDADES DE IMERSÃO DO DESAFIO? ....................... 48 
GRÁFICO 13: NÍVEL DE IMPORTÂNCIA DOS ASSUNTOS ABAIXO PARA VOCÊ ANTES DE PARTICIPAR DO 
DESAFIO? ....................................................................................................................................... 49 
GRÁFICO 14: DÊ UMA NOTA DE 1 A 5 DE ACORDO COM O NÍVEL DE IMPORTÂNCIA DOS ASSUNTOS 
ABAIXO PARA VOCÊ APÓS PARTICIPAR DO DESAFIO? ................................................................... 49 
GRÁFICO 15: ATUALMENTE VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO EM ALGUMA ATIVIDADE OU PROJETO 
EMPREENDEDOR? .......................................................................................................................... 50 
 
SUMÁRIO 
AGRADECIMENTOS .......................................................................................................................... 7 
RESUMO ............................................................................................................................................... 9 
ABSTRACT ......................................................................................................................................... 10 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........................................................................................ 11 
LISTA DE QUADROS E GRÁFICOS .............................................................................................. 12 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 14 
2. REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................................................... 18 
2.1. EMPREENDEDORISMO ................................................................................................................. 18 
2.1.1 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL ............................................................................................ 20 
2.2 EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA .................................................................................................... 23 
2.3 ÓRGÃOS DE APOIO A EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NO BRASIL ................................................ 28 
3. MÉTODO DA PESQUISA ............................................................................................................. 33 
3.2 COLETA DE DADOS ...................................................................................................................... 33 
3.3 TRATAMENTO DE DADOS ............................................................................................................. 35 
4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ......................................................... 36 
4.1 POLÍTICA DE EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA DO SEBRAE ......................................................... 36 
4.1.1 O Sebrae como instituição promotora do Empreendedorismo ............................................ 36 
4.1.2 Iniciativas de incentivo ao Empreendedorismo nos diversos níveis de ensino .................... 37 
4.1.3 Iniciativas de incentivo ao Empreendedorismo no Ensino Superior ................................... 37 
4.1.4 Desafio Universitário Empreendedor .................................................................................. 38 
4.1.5 Desafio Universitário Empreendedor e Educação Empreendedora .................................... 40 
4.1.6 Resultados do Desafio Universitário Empreendedor ........................................................... 41 
4.1.7 Pontos fortes e fracos do Desafio Universitário Empreendedor ......................................... 41 
4.2- PERFIL DOS SEMIFINALISTAS DO DESAFIO EM 2015 NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ............... 41 
4.2.1 - Identificação dos participantes .......................................................................................... 41 
4.2.2 - Identificação do perfil empreendedor dos participantes ................................................... 43 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................. 51 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................53 
APÊNDICE B – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS - REPRESENTANTE DO 
SEBRAE ............................................................................................................................................... 58 
APÊNDICE C – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA COM OS EX-PARTICIPANTES DO 
DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR ........................................................................ 59 
 
14 
INTRODUÇÃO 
A educação empreendedora vem ganhando cada vez mais espaço principalmente a partir 
do início do século XX, quando empreendedores e futuros empreendedores se conscientizam 
de que sua atitude e comportamento são muito importantes para a abertura, desenvolvimento e 
sustentabilidade de empreendimentos e, consequentemente, para a construção de uma 
sociedade economicamente saudável (DOLABELA, 2008; FILION, 1991). 
Observando a atividade empreendedora de empresas nascentes e com no máximo três 
anos de fundação, segundo a pesquisa GEM - Global Entrepreneurship Monitor, realizada no 
Brasil pelo SEBRAE e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o Brasil 
é um dos países mais empreendedores do mundo, entretanto, especialistas envolvidos nas 
análises locais da pesquisa, acreditam que a falta de educação e capacitação apropriada, é um 
fator limitante do avanço da ação empreendedora sustentável, visto que a maioria dos 
empreendedores brasileiros, inicia o negócio sem estar de posse dos conhecimentos e 
habilidades necessários para geri-lo (GEM, 2014). 
Já quanto à caracterização dos profissionais que ocupam algum cargo ou posição em 
organizações já estabelecidas, principalmente as grandes empresas, observa-se, também, a 
tendência em compor seus quadros de funcionários com indivíduos com características 
empreendedoras, para garantir equipes preparadas para enfrentar o mercado atual, que requer 
não só conhecimento mas, também, habilidades de proatividade que ajudarão a perceber e 
entender a realidade à sua volta, de modo que possam ser capazes de transformá-la através de 
soluções inovadoras, práticas, inteligentes e de baixo custo (CUNHA, 2007). 
Consequentemente, os profissionais que não querem abrir seu próprio negócio também sentem 
a necessidade de uma educação que desenvolva as habilidades necessárias, para que possam ser 
líderes e agentes de mudança em qualquer posição que ocupem. 
Considerando o contexto do mercado mundial, onde a concorrência por recursos e 
clientes têm derrubado constantemente as fronteiras que se apresentam, a educação 
empreendedora se tornou vital para a preparação de profissionais que consigam aproveitar as 
oportunidades derivadas das mudanças que vêm acontecendo de forma cada vez mais rápida e 
assertiva, que estejam preparados para uma nova forma de perceber o mundo e viver nele, 
transformando-o através de soluções inovadoras (DOLABELA, 2008). 
Várias iniciativas surgiram nos últimos anos para colocar em prática uma educação mais 
completa que tem como foco não só o conhecimento como o desenvolvimento das habilidades 
15 
de cada estudante, formando assim um profissional com espírito empreendedor, que se adeque 
às mudanças e tente encontrar soluções através delas. Esse tipo de educação, faz do aluno, um 
profissional menos mecânico e mais criativo. Uma das iniciativas mais notórias no Brasil, com 
o objetivo de promover a educação empreendedora tem é o Programa Nacional de Educação 
Empreendedora do Sebrae, que se apresenta como uma forma de implementar a educação 
empreendedora em todos os níveis de escolaridade. 
Segundo Sebrae (2015), o Programa Nacional de Educação Empreendedora – 
PNEE/SEBRAE - destina-se a oferecer soluções educacionais para implementar a educação 
empreendedora em todos os níveis escolares através da implantação de novas disciplinas, da 
capacitação de professores e da prática de projetos. Neste programa o objetivo é despertar nos 
estudantes a busca por mudanças, estimular o desejo de explorá-las e mostrar como eles podem 
aproveitá-las até mesmo como oportunidades de negócios. O PNEE/SEBRAE prepara o 
estudante para um novo mercado de trabalho que requer um profissional polivalente e desejoso 
de mudanças, proativo, criativo e inovador, que possua não só os conhecimentos necessários 
para a profissão como também uma postura empreendedora (SEBRAE, 2015). 
Entre as várias iniciativas do Programa Nacional de Educação Empreendedora para 
disseminar a cultura empreendedora nas Instituições de Ensino Superior do país, o Desafio 
Empreendedor Universitário se destaca como um projeto de sucesso e é organizado como uma 
competição nacional de caráter educacional, desenvolvida pelo Sebrae, visa estimular os 
universitários a desenvolver atitudes empreendedoras, assim, preparando-os para os desafios, 
por meio da capacitação, aprimoramento e desenvolvimento de habilidades corporativas e 
contribuir para a transformação da educação nas Instituições de Ensino Superior, fazendo com 
que esta se volte para um novo modelo, mais condizente com a realidade do mercado de 
trabalho, voltada para o empreendedorismo (SEBRAE, 2015). 
Entretanto, como a educação empreendedora ainda é considerada um novo modelo de 
ensino-aprendizagem no Brasil, e poucos projetos similares ao Desafio Universitário 
Empreendedor foram implementados anteriormente e, ainda, como é recente o 
desenvolvimento de ações deste tipo, que contribuem para a atualização e transformação do 
ensino brasileiro, se faz necessário a apuração dos resultados que foram obtidos com este 
projeto sob a ótica da educação empreendedora, que, apesar de se basear em informações 
sólidas, ainda é uma inovação no contexto brasileiro de educação. 
Torna-se necessário apurar a relação entre os objetivos do programa e os resultados 
obtidos por este até o momento, a fim de verificar qual a relação entre o Desafio Universitário 
16 
Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades empreendedoras desenvolvidas pelos ex-
participantes desta atividade. 
Foi considerado que este objetivo seria melhor atingido através da verificação 
experiência dos participantes classificados para as semifinais do Estado do Rio e Janeiro, na 
última edição (neste trabalho identificados como ex-participantes), pois, desta forma, se farão 
claras, as contribuições do projeto para o conhecimento e desenvolvimento de habilidades dos 
ex-participantes, além de observar se este programa realmente contribui para preparar os alunos 
das instituições de ensino superior tanto para sobreviver em um mercado de trabalho cada vez 
mais competitivo e que preza pela inovação e proatividade, quanto para a abertura e posterior 
manutenção de um empreendimento próprio, se este assim desejar. 
Diante deste contexto, de pesquisa, tem-se como objetivo geral desta pesquisa: verificar 
a relação entre o Desafio Universitário Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades 
empreendedoras desenvolvidas pelos ex-participantes. 
Para alcançar este objetivo foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: 
 Caracterizar o empreendedor e o processo de formação de suas habilidades e 
atitudes; 
 Descrever o Programa de Educação Empreendedora do Sebrae; 
 Caracterizar o Desafio Universitário Empreendedor do Sebrae; 
 Identificar as atuais atividades empreendedoras desenvolvidas pelos ex-
participantes do projeto. 
Através das pesquisas realizadas para a elaboração deste trabalho de Conclusão de 
Curso, pretende-se contribuir para a discussão sobre a importância da educação empreendedora 
na formação profissional dos estudantes das instituições de ensino superior. Além disso, como 
o tema educação empreendedora é centro de diversas discussões acadêmicas, esta irá contribuir 
para o enriquecimento do debate sobre o funcionamento de uma das iniciativas de fomentar a 
educação empreendedora existentes no país e uma parcela dos resultados obtidos por esta. 
A presente pesquisa visa também, evidenciara relevância de uma educação voltada para 
a transformação através da inovação. Além disso, o presente estudo possibilitará demonstrar 
alguns pontos fortes e fracos do Desafio Universitário Empreendedor do Sebrae, para possíveis 
melhorias nas futuras edições do projeto e em outros programas de educação empreendedora. 
17 
Para poder atingir os objetivos propostos a apresentação deste trabalho monográfico foi 
organizado em cinco partes, esta introdução, o levantamento teórico sobre os temas a serem 
tratados, a apresentação da metodologia da pesquisa de campo, a apresentação e análise dos 
dados coletados e, finalmente as considerações finais que foram alcançadas em todo o processo. 
Apresenta-se ao final, ainda as referências consultadas e os anexos necessários. 
18 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1. Empreendedorismo 
O empreendedorismo já passou por vários conceitos ao longo dos anos, mas atualmente, 
ganhou um novo entendimento, visto que não mais se compreende como empreendedor apenas 
aquele que abre seu próprio negócio ao visualizar uma oportunidade, mas todo e qualquer 
indivíduo que esteja na posição de agente no processo de transformação e desenvolvimento 
(GUIMARÃES e SOUZA, 2006). 
O empreendedor do século XXI é representado por todo aquele que, através da inovação, 
transforma o ambiente ao seu redor, seja ele empregado ou empregador (DOLABELA, 2008). 
Para Hoeltgebaum (2004), o empreendedor é alguém que gera algo útil e com valor positivo 
para a comunidade. 
 “Empreendedorismo é a criação de valor por pessoas e organizações trabalhando 
juntas para implementar uma ideia por meio da aplicação de criatividade, capacidade 
de transformar e o desejo de tomar aquilo que comumente se chamaria de risco” 
(Appud. BOM ÂNGELO; 2003, p.25). 
 
Segundo Dolabela e Filion (2013), ser empreendedor significa identificar e aproveitar 
as oportunidades na sua área de conhecimento sem, no entanto, se esquecer que seu trabalho 
deve gerar valor para a sociedade como um todo. 
Para Tomei et al. (2008), empreender não é uma profissão, e sim uma postura que pode 
ser compartilhada por qualquer tipo de profissional em qualquer atividade, pois o 
empreendedorismo não é uma atividade em si mesma e sim um meio para se chegar a um 
objetivo. Ainda segundo os autores, qualquer pessoa pode ser empreendedora mesmo que não 
monte seu próprio negócio, pois ela também pode desenvolver atitudes e habilidades 
empreendedoras no mercado de trabalho. 
Dolabela destaca que é necessário preparar o profissional do futuro tanto para ser 
dono de seu próprio empreendimento como também para atuar como empregado, em suas 
palavras. 
 “A lógica antiga de inserção no mundo do trabalho não se aplica ao mundo 
atual. A porta de entrada é outra. As condições de permanência e sucesso se alteraram” 
(DOLABELA, 2008 p.13). 
O empreendedor não é mais visto com desconfiança, mas é considerado um tipo de 
profissional necessário em todas as esferas (DOLABELA, 2008). Para o autor, o mercado exige, 
19 
cada vez mais, um profissional que consiga se adequar a qualquer situação e que explore 
problemas, a fim de achar soluções através de inovações. Ainda segundo o autor, o 
empreendedorismo começou nas empresas, porém agora, contempla todas as áreas da 
sociedade: empresas, governos e etc. 
A mudança de visão do que é empreendedorismo e a conscientização atual de que ele 
não se restringe somente a uma nova ideia ou um novo negócio, fez com que as empresas, 
governos e parte da população, se desse conta de que o empreendedorismo é fundamental para 
a manutenção da sociedade, visto que o empreendedor é o agente de mudança que move o 
mundo através de ousadia, inteligência e criatividade (DOLABELA, 2008). Neste sentido, 
segundo Bastos e Peñaloza (2006), o empreendedorismo é visto como uma peça fundamental 
para o desenvolvimento e crescimento da economia, portanto, os países desenvolvidos e em 
desenvolvimento têm debatido muito sobre o tema e tomado importantes decisões com base 
nele. 
Segundo Calaes de Andrade (2005), o empreendedorismo vem ganhando mais força 
no contexto mundial, diante da crescente escassez de empregos e a alta mortalidade das 
empresas no mundo inteiro, aliados a grandes problemas sociais, o empreendedorismo tem 
sido uma solução tanto para os profissionais como para as organizações, que se encontram 
em um mundo a cada dia mais competitivo, onde a inovação é uma vantagem competitiva muito 
poderosa. Para Bernardo et al. (2013), o empreendedorismo tem emergido como princípio de 
criação de empregos, riqueza e desenvolvimento. 
Segundo Campelli et al. (2011), o empreendedorismo do século XXI se preocupa com 
aspectos antes ignorados por este, como a inclusão social e o cuidado com o meio-ambiente. 
Ou seja, as iniciativas empreendedoras deste século não se restringem apenas a uma atividade 
lucrativa e sustentável, mas são vistas como uma oportunidade de diminuir as desigualdades 
sociais. Ainda segundo a visão do autor, o empreendedorismo hoje ocupa um elo de equilíbrio 
entre as grandes corporações e as micro e pequenas empresas. 
O empreendedorismo atual, faz parte da vida tanto de quem abre um novo 
empreendimento, como também dos que trabalham na manutenção e desenvolvimento de 
instituições já existentes (Dolabela, 1999). No caso de novos empreendimentos, evidencia-
se a importância da educação formal para o sucesso da gestão de micro e pequenas 
empresas. Podemos constatar essa importância ao analisarmos a pesquisa realizada por Cruz 
Júnior et al. (2006), onde 62% dos empreendedores entrevistados afirmam possuir ensino 
20 
superior e consideram a educação formal como fator importante para a condução e 
desenvolvimento do seu empreendimento. 
2.1.1 Empreendedorismo no Brasil 
O empreendedorismo no Brasil não era praticado em quantidade considerável antes da 
década de 90, pois além da situação econômica e política do Brasil, antes disso, não ser 
favorável ao surgimento de novos negócios, os empreendedores não tinham as informações e 
conhecimentos necessários para começar a sua própria empresa (DORNELAS, 2001). 
Entretanto, ainda segundo o autor, a partir de 1990, com a criação de entidades que se 
propuseram a auxiliar os futuros empreendedores no processo de abertura de empresas, como 
o Sebrae por exemplo, o brasileiro começou a empreender de forma relevante. A partir de então, 
a atividade empreendedora no Brasil cresceu muito, até que atualmente, o país passou a ocupar 
a posição de país mais empreendedor do mundo (GEM, 2014). 
Em contraponto a cultura do emprego, segundo Cruz Júnior et al., 
“a prática empreendedora tem sido cada vez mais considerada como uma opção de 
carreira para o brasileiro, principalmente, por causa da dificuldade de absorção de 
profissionais pelo mercado formal (CRUZ JÚNIOR et al., 2006, p.18)”. 
Além disso, cada dia mais, o empreendedorismo tem se mostrado como uma forma de 
desenvolver o Brasil economicamente e socialmente, pois segundo Cunha (2007), o 
empreendedorismo é uma solução tanto para a construção de um Brasil mais justo e com menos 
problemas sociais, quanto para o desenvolvimento de uma economia brasileira mais 
competitiva e forte. 
Segundo Verga e Silva (2014), o empreendedorismo está intimamente ligado com o 
desenvolvimento econômico. Podemos observar também essa forte relação entre 
empreendedorismo e desenvolvimento econômico na pesquisa Global Entrepreneurship 
Monitor (2014), onde podemos ver que o crescimento econômico do Brasil tem relação direta 
com o empreendedorismo. Ademais, o empreendedorismo também contribui para o 
desenvolvimento social do país. (NOGAMI et al., 2014). 
Ainda segundo os autores, 
“Não se pode ignorar que o desenvolvimento econômico brasileiro é, em grande parte, 
refletido pormicro e pequenas empresas, as quais geram emprego e renda, levando ao 
maior consumo dentro da economia de mercado. Isto implica que na esfera 
governamental, no que tange às preocupações econômicas, a atenção precisa voltar-
se para as micros, pequenas e médias empresas. ” (NOGAMI et al., 2014, p. 68) 
 
21 
Segundo Bastos e Peñaloza (2006), apesar da visível importância do empreendedorismo 
para o desenvolvimento do país, a realidade brasileira ainda está longe de ser a ideal para quem 
quer abrir um negócio próprio, tendo em vista aspectos como a quantidade de impostos, a 
complicação que é pagá-los, a dificuldade para abrir e fechar empresas, as dificuldades no 
sistema bancário e no acesso a financiamentos, é perceptível que o país ainda não está preparado 
para formar e manter empreendedores que auxiliem no crescimento econômico e social do 
próprio. Ainda segundo os autores, para mudarmos o atual contexto desfavorável do Brasil, é 
essencial a criação de uma série de ferramentas e aparatos políticos e institucionais voltados 
para a criação e manutenção de negócios, ou seja, se faz necessário uma reestruturação da 
dinâmica empreendedora do Brasil, para que haja mudança neste quadro negativo em que nos 
encontramos. 
Apesar do atual contexto brasileiro não ser dos mais favoráveis a criação de um novo 
negócio, com a conscientização da importância do empreendedorismo por parte do governo e 
da população em geral, o brasileiro adulto tem se mostrado cada vez mais interessado em abrir 
seu próprio empreendimento. Segundo dados do GEM (2014), demonstrados na tabela abaixo, 
abrir um negócio aparece em terceiro lugar na lista de desejos e sonhos dos brasileiros adultos, 
já que 31,4% deles, afirmam que desejam abrir seu próprio negócio. Ainda segundo dados da 
pesquisa, os brasileiros preferem a opção de abrir o próprio negócio, a opção de “fazer carreira 
em uma empresa” que foi respondida apenas por 15,8% dos brasileiros como sendo seu maior 
sonho. 
QUADRO 1 – Principais Sonhos dos Brasileiros 
Sonho 
Brasil 
2012 2013 2014 
Comprar a casa própria 48,0 45,2 41,9 
Viajar pelo Brasil 50,2 42,5 32,0 
Ter seu próprio negócio 43,5 34,6 31,4 
Comprar um automóvel 36,4 34,3 26,9 
Ter um diploma de ensino superior 31,6 25,5 21,6 
Viajar para o exterior 33,0 26,8 18 
Ter plano de saúde 29,9 22,5 17,1 
Fazer carreira numa empresa 24,7 18,8 15,8 
Casar ou formar uma família 16,1 14,0 11,5 
Comprar um computador 15,2 11,9 6,3 
Fonte: GEM BRASIL 2014, p.14 
22 
Entretanto, mesmo com o crescimento da atividade empreendedora no Brasil e a 
contribuição desta para o desenvolvimento do país, segundo dados do SEBRAE (2013), 24,9% 
das empresas abertas no Brasil encerram suas atividades antes de completar dois anos de 
existência. Ainda segundo dados do GEM (2014), um dos fatores que mais limita o 
empreendedor brasileiro é a falta de educação e capacitação, fazendo com que este gerencie 
mal seu negócio e acaba por culminar no fechamento das empresas. 
Segundo Degen (2005), um dos principais motivos para o fechamento precoce das 
empresas é a falta de informação e conhecimento prévio que acaba por acarretar a 
incompetência administrativa. Portanto, ainda segundo o autor, é de suma importância que 
o futuro e o empreendedor já atuante, tenham uma base de conhecimento sólida e se 
atualizem para um maior grau de competitividade. 
O gráfico abaixo (GEM, 2014), mostra quais os fatores que os especialistas consideram 
mais importantes para um empreendedor que decide abrir seu próprio negócio. Além disso, o 
gráfico abaixo também mostra em qual porcentagem esses fatores parecem limitar ou favorecer 
os empreendedores brasileiros, ou seja, como esses fatores determinantes para o sucesso de uma 
empresa, têm se apresentado no empreendedor brasileiro. Podemos visualizar, que o fator 
educação e capacitação, tem se mostrado como um fator limitante para o empreendedor 
brasileiro, já que a maioria deles, não possui os conhecimentos e as habilidades necessárias 
para gerir um negócio. 
GRÁFICO 1 – Fatores mais importantes para abertura de um negócio 
 
Fonte: GEM Brasil, 2014, p.17 
23 
Apesar do fator educação e capacitação ser favorável quando o empreendedor consegue 
utilizar seus conhecimentos e habilidades para gerir de forma eficaz seu empreendimento, ele 
também é considerado, um dos três grandes fatores que restringem a capacidade de crescimento 
dos empreendimentos brasileiros, já que os empreendedores, na maioria das vezes, não 
receberam uma educação voltada para o empreendedorismo e a inovação, visto que ainda 
segundo o relatório GEM (2014), o Brasil ainda apresenta um ensino tradicional que despreza 
o empreendedorismo como opção de carreira, principalmente, nos dois primeiros níveis da 
educação: educação básica e ensino médio. 
Como uma forma de transformar a realidade do empreendedorismo no Brasil, uma das 
recomendações do relatório GEM (2014), é a transformação do modelo de educação vigente no 
país, para uma educação voltada para o empreendedorismo nos três níveis de educação. Ainda 
segundo o relatório, as Instituições de Ensino Superior (IES) e programas de incentivo a 
educação empreendedora desenvolvidos pelo Sebrae e Senai, por exemplo, têm contribuído 
para que a educação empreendedora seja disseminada e para que contribua para a gestão dos 
empreendimentos brasileiros de forma positiva. 
Segundo Cruz Júnior et al. (2006), o Brasil passa por um momento, de reformulação 
contínua da educação, que passa de uma educação extremamente tradicional, para uma 
educação participativa, que visa formar empreendedores, e também incentivar os que já são 
empresários a buscar uma atualização dos conhecimentos para uma gestão mais eficaz do 
empreendimento. 
2.2 Educação Empreendedora 
Para Lopes: 
“Muitos fatores contribuem para o surgimento de um empreendedor: personalidade, 
família, etnia, cultura, religião, exposição a negócios, modelos, experiência de trabalho. 
Destacam-se também, as influências da educação e do treinamento que contribuem para 
encorajar o empreendedorismo, ao desenvolver atitudes, conhecimentos e habilidades, 
além da conscientização sobre as possibilidades de carreira do empreendedor” (LOPES, 
2010, p.18). 
O empreendedorismo é um assunto que causa muita discussão, pois por se tratar de 
atividades práticas (DRUCKER, 1974), ainda existe uma certa linha de pensamento que diz que 
não há a possibilidade de ensinar as características empreendedoras a pessoas que 
aparentemente não as têm. Além disso, segundo Tomei et al. (2008) os valores pessoais do 
empreendedor, sua postura com relação as outras pessoas, e seus valores se confundem com 
24 
seu comportamento pessoal, de forma que não há como separar o empreendedor da pessoa em 
questão. Entretanto, para Lopes (2010), se chegou a um certo consenso entre os especialistas 
no assunto, que assim como Drucker (1986), acreditam que uma pessoa que aparentemente não 
possui o espírito empreendedor, pode vir a empreender com sucesso, após desenvolver suas 
habilidades e acumular conhecimento. Para Lopes (2010), hoje, a pergunta não é mais se alguém 
pode aprender a ser empreendedor e sim, como fazê-lo e como traçar esse perfil tão complexo. 
Dornelas (2001) destaca que até o início do século XX, acreditava-se que o 
empreendedorismo era inato, que o empreendedor nascia com um diferencial e era predestinado 
ao sucesso nos negócios. Pessoas sem essas características eram desencorajadas a empreender. 
Ainda segundo o autor, atualmente esse discurso mudou, e se acredita que o processo 
empreendedor pode ser ensinado e entendido por qualquer pessoa, e que o sucesso é decorrente 
de uma gama de fatores internos e externos ao negócio, do perfil do empreendedor e de como 
ele administra as adversidades que encontra no dia-a-dia de seu empreendimento. Para Rocha 
e Freitas (2014),o empreendedorismo exige do empreendedor, uma força para que este seja 
agente e possa controlar diretamente todos os processos de uma empresa corretamente. 
As características que compõem a personalidade do empreendedor são comuns a todos 
os indivíduos, todavia, em alguns, essas características estão mais pronunciadas do que em 
outros, contudo, é possível formar empreendedores, dotando-os de algumas ferramentas básicas 
para o desenvolvimento de suas ideias (CIELO, 2001). 
Segundo Dolabela (2008), o trabalho da educação empreendedora é desenvolver 
o potencial empreendedor que já existe em cada ser humano. Ainda segundo o autor (2003), 
todos os indivíduos nascem empreendedores e algumas pessoas deixam de sê-lo devido 
a exposição a valores anti-empreendedores na educação, nas relações sociais e na cultura 
conservadora na qual estamos inseridos. 
A educação empreendedora é a chave para se formar profissionais que podem 
empreender em qualquer profissão e de várias formas (DOLABELA, 2008). Ainda segundo o 
autor, esse tipo de educação, voltada para o empreendedorismo, tem como objetivo formar 
empreendedores, independente se os alunos demonstram ter características empreendedoras ou 
não. Para o autor, a educação empreendedora acredita que qualquer indivíduo pode ser um 
empreendedor, mesmo que este não queira abrir uma empresa, visto que ela tem como principal 
objetivo, desenvolver as características empreendedoras dos alunos, conciliando o 
desenvolvimento de habilidades com a obtenção dos conhecimentos necessários. 
25 
Segundo Calaes de Andrade e Acurcio (2005), é responsabilidade de todo cidadão, 
empreender para mudar o mundo em que vivemos, criando soluções para os problemas 
existentes. Ainda segundo a autora, para que isso aconteça, é responsabilidade das instituições 
educacionais colaborarem para a solução dos problemas socioeconômicos, preparando as 
pessoas para empreender, gerando assim empregos e criando riquezas. Para a autora, as 
instituições precisam preparar cidadãos mais participativos, desejosos de mudanças e agentes 
destas, pessoas que produzam através de suas habilidades, exercendo suas atribuições com total 
plenitude profissional, com ética e assumindo os riscos de construir caminhos que beneficiem 
não só ela como indivíduo, como toda a nação e o planeta. 
Segundo Dolabela e Filion, 
“o empreendedorismo oferece novas perspectivas para modificar os padrões e 
processos de aprendizagem existentes. Ele revela um segredo tão antigo quanto a 
própria civilização: a capacidade dos seres humanos serem os protagonistas do seu 
próprio destino está se tornando acessível a todos, seja em sociedades menos 
desenvolvidas ou em estruturas sociais organizadas e sofisticadas. (DOLABELA e 
FILION, 2013, p.136-137)” 
 
Segundo Martins (2010), para se ter uma verdadeira transformação do modelo de 
ensino, onde o ensino tradicional seja substituído por uma educação empreendedora, o foco 
deve estar no desenvolvimento de alunos criativos, que gostem e saibam inovar, que assumam 
riscos necessários e bem calculados, para que desta forma, eles possam ser cidadãos proativos 
e transformadores que irão trilhar novos caminhos para a sociedade. Ainda segundo o autor, 
alunos e professoras têm de estar em sintonia, buscando juntos, soluções que nunca foram 
pensadas, levando a frente estas ideias com perseverança e sem medo de correr os riscos 
necessários a empreitada, voltando suas soluções para o benefício da sociedade como um todo. 
Pois, a educação empreendedora tem como principal objetivo, preparar alunos com habilidades 
e competências para transformarem o meio em que vivem, provocando mudanças em benefício 
próprio e também em benefício da sociedade em geral (VILLELA, 2005). 
Segundo Dolabela e Filion (2013), a educação formal deve se concentrar em incentivar 
e auxiliar no desenvolvimento de práticas empreendedoras que incluam tanto os valores 
individuais quanto os coletivos, ou seja, aliando os sonhos individuais de cada empreendedor 
com os benefícios que este sonho pode trazer a sociedade. Ainda segundo a visão desses 
autores, a educação empreendedora deve estimular no aluno o desejo de contribuir socialmente 
através da produção de conhecimento, bem-estar, liberdade, saúde, democracia, riqueza 
material, enriquecimento espiritual, melhoria da qualidade de vida, e assim por diante. 
26 
Visto que as pessoas veem no empreendedorismo, uma forma de realizar aquilo que as 
motiva, colaborando com a sociedade e ganhando, em contraponto, reconhecimento social e 
melhoria de vida através da ascensão social, o empreendedor, contribui para a sociedade 
gerando empregos e ajudando as pessoas ao redor, visualizando através de problemas, soluções 
empreendedoras para a melhoria da vida de todos (LIMA FILHO et al., 2009). 
Dolabela (2008) destaca que a educação empreendedora vem como uma solução para 
substituir uma educação formal que parece não satisfazer as necessidades do mundo atual. 
Ainda segundo o autor, neste novo contexto, não basta ter alunos que tenham conhecimentos 
e que saibam as técnicas necessárias para o trabalho, o mercado de trabalho pede por um 
trabalhador polivalente que tenha conhecimentos, mas que saiba implantá-los de forma 
inovadora e em momentos difíceis. Profissionais que saibam como se portar diante da crise 
e como ajudar as pessoas, para que estas possam também melhorar a realidade a sua volta 
(Dolabela, 2008). 
Para Meyer et al. (2009) o mercado, já desgastado, percebeu que precisa de gestores 
empreendedores que inovem com criatividade e ousadia, para atender as novas demandas da 
sociedade, visto que a sociedade, mais do que nunca, passa por um período de transformação 
rápida, ascendente e constante, o que requer pessoas que percebam as mudanças e tirem o 
melhor proveito possível delas. Ainda segundo o autor, é essencial que as instituições de ensino 
se voltem para uma educação mais empreendedora pautada em inovação e mudança, focando 
na formação de profissionais que assumam riscos e sejam criativos. 
Silva et al. (2009), reconhecem o empreendedor como elemento chave para o 
desenvolvimento econômico, gerador de riquezas e inovação, para que se ampliem as 
possibilidades de geração de trabalho e renda para os estudantes. Os autores compreendem que 
é importante aos estudantes ter a visão de que ser empreendedor é uma opção viável e rentável, 
valorizada como o agente transformador da sociedade que de fato é. Os autores enfatizam, 
ainda, que a educação formal superior deve se preocupar com a internacionalização dos 
conceitos relativos ao empreendedorismo, pois mesmo que não haja um desejo do estudante de 
seguir por esse caminho, é importante que este tenha conhecimento sobre o assunto, ou seja, 
deve haver uma compreensão clara por parte da sociedade sobre o que é e como funciona o 
empreendedorismo na prática, para que este possa ser praticado pelos que assim o desejam. 
Cunha (2009) destaca que o sonho de empreender não significa apenas satisfação e 
sucesso pessoal, mas também significa uma conquista coletiva, que irá trazer valor a sociedade 
e incremento para a economia. Ainda segundo o autor, se não houvesse práticas 
27 
empreendedoras não haveria possibilidade de melhoria e evolução, visto que é através do 
empreendedorismo que se atinge o desenvolvimento em todos os âmbitos de nossa sociedade. 
O autor destaca o fato de que uma educação voltada para uma visão empreendera, deve 
incentivar e ajudar os alunos a desenvolverem ações empreendedoras que irão melhorar não só 
a vida dos próprios, como a sociedade inteira. A educação empreendedora, deve ser difundida 
da infância até a universidade, não importando qual a profissão, visto que qualquer pessoa pode 
empreender em qualquer área, não podemos limitar o ensino de empreendedorismo apenas a 
cursos de administração eeconomia quando, todas as áreas carecem de inovação e 
desenvolvimento (CUNHA, 2009). 
Henrique e Cunha (2008) apresentam a questão de que o ensino empreendedor não anula 
completamente os métodos tradicionais de ensino e aprendizagem, na verdade, uma educação 
voltada para a formação de empreendedores, é a combinação dos métodos de ensino tradicionais 
aliados a um ensino inovador, que através de metodologias e práticas pedagógicas mais 
eficazes, faz do estudante não só um receptor de conhecimento, como um gerador de 
conhecimento e inovação. Ainda segundo o autor, deve haver uma mistura entre a teoria (muito 
presente no ensino tradicional) e a prática (presente na educação empreendedora), pois dessa 
forma os estudantes poderão não só obter o conhecimento necessário, como também 
desenvolver habilidades como: comunicação, criatividade, pensamento crítico, avaliação, 
liderança, planejamento, negociação, habilidade de tomar decisões, habilidade de reconhecer 
as oportunidades que surgirem no caminho, habilidade de persuasão, entre outras. 
Para Cunha (2007), os cursos de ensino superior, principalmente de administração, 
podem contribuir para o desenvolvimento de novos empreendedores, mas para tal, é necessário 
que haja um estudo para o desenvolvimento de instrumentos educacionais que contribuam para 
o desenvolvimento destes profissionais. Ainda segundo o autor, o desenvolvimento desses 
empreendedores é essencial para a sociedade, visto os problemas sociais e econômicos que o 
mundo e, principalmente o Brasil, enfrenta atualmente. O autor vê na educação empreendedora 
no ensino superior, uma possível solução para a crise do desemprego que o país enfrenta e 
também para o problema histórico de baixo desenvolvimento, já que através dela, novos 
empreendedores serão formados e com isso haverá geração de empresas e, por consequência, 
geração de empregos. 
O empreendedorismo não se restringe mais as empresas, no contexto atual, os governos 
federais, estaduais e municipais, têm traçado estratégias tendo por base a formação de novos 
empreendedores, pois, o empreendedor se caracteriza como uma pessoa determinada e focada, 
28 
que não deixa que os problemas sejam obstáculos intransponíveis no caminho do sucesso, 
portanto, ele abre e administra seu negócio da melhor forma possível, beneficiando assim não 
só a ele, como indivíduo, como o Estado e posteriormente a nação como um todo. Isto é, o 
empreendedor contribui para a sociedade gerando empregos e renda (ROCHA e FREITAS, 
2014). 
Ainda segundo a visão dos mesmos autores, a sustentabilidade das empresas a longo 
prazo, é um problema que preocupa tanto o governo quanto os empreendedores, porém, uma 
possível solução para essa situação seria investir na educação empreendedora, para formar 
profissionais mais bem preparados para desenvolver e sustentar seus negócios. Ainda segundo 
os autores, os cursos de ensino superior, principalmente de Administração, têm se preocupado 
em desenvolver um profissional mais qualificado com relação a gestão de empresas, dotado não 
só do conhecimento necessário, como das habilidades importantes para a manutenção das 
empresas (ROCHA e FREITAS, 2014). 
Para Lucena et al. (2014), o modelo de ensino voltado para a educação empreendedora, 
vem para reformular, uma educação que não mais atende as necessidades da sociedade, visto 
que o modelo atual, faz do estudante um receptor de conhecimento, sem qualquer pensamento 
crítico, que por sua vez, na educação empreendedora, será substituído por um estudante com 
pensamento crítico que irá ao mesmo tempo aprender e criar conhecimento, através da reflexão 
e da criação, arriscando e aprendendo com seus erros, dando lugar a um profissional consciente, 
confiante e autor da própria história. Já para Martins (2010), o modelo de educação 
empreendedora já está se tornando possível no ensino superior por meio de professores 
empreendedores e órgãos de apoio que fomentam a educação empreendedora. 
2.3 Órgãos de apoio a Educação Empreendedora no Brasil 
Campelli et al. (2011) apresentam o crescimento e disseminação da visão 
empreendedora e a consolidação do empreendedorismo como fator fundamental para o 
desenvolvimento saudável da sociedade, demanda, no Brasil, esforços cada vez mais urgentes 
de entidades públicas e privadas, governamentais e da sociedade civil, dos ramos produtivos e, 
principalmente, das instituições de ensino. Os autores também afirmam que algumas inciativas 
já foram criadas no Brasil com o objetivo de incentivar o empreendedorismo educacional, como 
o Programa EMPRETEC, que foi formulado e implementado pelo Sebrae, além de outras 
iniciativas de universidades e escolas comprometidas na formação de novos empreendedores 
29 
para o mercado globalizado e competitivo, em que só obtém sucesso aquele que estiver melhor 
preparado. 
 Segundo Garcia et al., 
“A importância do empreendedorismo acadêmico tem sido crescentemente destacada 
na literatura como um importante instrumento para o desenvolvimento econômico e 
tecnológico dos países, dada a capacidade dos estudantes universitários em criar 
empresas mais intensivas em conhecimentos científicos e tecnológicos, com efeitos 
importantes para a dinamização de cadeias produtivas. Por essa razão, diversos países 
têm adotado políticas de apoio e de promoção para o empreendedorismo acadêmico. 
(GARCIA et al.2012, p. 59)” 
 
Os programas de educação empreendedora visam implantar de forma gradativa e 
contínua a formação empreendedora na educação formal conservadora vigente (ANDRADE 
e TORKOMIAN, 2001). Os programas auxiliam professores a mudarem a forma de passar 
o conteúdo das escolas e implantar atividades interativas que farão com que os alunos 
não só aprendam passivamente, como também já comecem a criar e interagir, 
desenvolvendo assim habilidades e explorando o mundo de forma consciente e inteligente 
(LUCENA et al., 2014). 
De acordo com o Sebrae (2016), o Programa Nacional de Educação Empreendedora é 
um dos programas de apoio a educação empreendedora mais consistente em funcionamento no 
Brasil, e tem por objetivo amenizar o problema da falta de preparo por parte dos 
empreendedores brasileiros e profissionais em geral. Este programa visa alcançar os futuros 
empreendedores, desde o início de suas carreiras acadêmicas, até o ensino superior, onde o 
programa não atinge só os futuros empreendedores, como alguns empreendedores já atuantes 
que devido à falta de preparo, buscam no ensino superior uma forma de adquirir as 
competências necessárias para a gestão de seu empreendimento, ou mesmo da empresa onde 
trabalha. 
O Desafio Universitário Empreendedor é um dos vários projetos que fazem parte do 
Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sebrae visando as Instituições de Ensino 
Superior (SEBRAE, 2016). Este projeto visa promover atividades de fomento à cultura 
empreendedora nas instituições de Ensino Superior, com o intuito de mobilizar estudantes e 
professores universitários em favor da divulgação do empreendedorismo e do amadurecimento 
de novos negócios no país. 
De acordo com o regulamento do projeto, o Desafio Universitário Empreendedor tem 
como objetivos: 
30 
“a) estimular atitudes empreendedoras e preparar jovens universitários para os 
desafios do mundo do trabalho; 
 
b) desenvolver nos universitários a capacidade de gerenciar pequenos negócios e as 
habilidades empreendedoras, além de difundir conceitos relacionados a 
competitividade, gestão, mercado, inovação e empreendedorismo; 
 
c) capacitar, desenvolver e aprimorar habilidades corporativas nos estudantes da 
graduação de forma interativa; 
 
d) incentivar a criatividade e as competências relacionadas à tomada de decisão a 
partir de jogos empresariais, de livre escolha, em ambiente virtual de aprendizagem; 
 
e) promover ambiente de aprendizagem para desenvolvercompetências dos 
estudantes universitários, a fim de contribuir para o fomento do empreendedorismo 
no meio acadêmico; 
 
f) estreitar relações institucionais com Instituições de Ensino Superior – IES; 
 
g) reconhecer universitários em atividades que estimulam conhecimento sobre 
empreendedorismo, tomada de decisões, criação e gestão de negócios 
 
h) reconhecer professores e IES relacionados aos estudantes universitários inscritos 
no Desafio. (SEBRAE, 2016, p.1) ” 
 
Segundo o Sebrae (2016, p.1), 
“o Desafio Universitário Empreendedor é uma competição, com caráter educacional, 
que reúne, em torno de rankings, diversas atividades e jogos com o propósito de disseminar 
conteúdos de gestão, inovação e empreendedorismo entre os jovens universitários.” 
 
Muito embora, o Desafio Universitário Empreendedor seja uma competição e, como 
consequência, haja premiações e vencedores, o maior objetivo deste projeto não se restringe 
aos limites de uma simples competição. O que se busca prioritariamente é a difusão da cultura 
empreendedora nas Instituições de Ensino Superior (IES), através da prática de projetos 
empreendedores, possibilitando assim que a cultura empreendedora possa ser entendida e 
absorvida pelos participantes de uma forma consistente e dinâmica O Desafio Universitário 
Empreendedor é mais uma ferramenta para preparar os alunos das IES para o mercado de 
trabalho, de forma que eles possam desenvolver suas habilidades e aplicar conceitos adquiridos 
nas IES em projetos empreendedores (SEBRAE, 2016). 
A atual configuração do Desafio Universitário Empreendedor consiste nas seguintes 
fases: 
“Em um primeiro momento, de forma virtual, os participantes do projeto participam 
de cursos de capacitação, concursos e disciplinas sobre o mundo empresarial e, através 
destes, acumulam pontos para as próximas fases. 
31 
Após a fase virtual, os participantes passam por uma etapa presencial no Sebrae do 
seu respectivo estado. Participam destas fases, os estudantes que foram classificados 
na primeira etapa. Estes irão realizar uma série de atividades com especialistas em 
gestão e empresários. 
Para a última etapa, os quatro melhores classificados, de cada estado, na etapa 
anterior, formaram equipes e cada grupo irá apresentar sua ideia de negócio a fim de 
serem julgados por uma banca de especialistas (SEBRAE, 2016, p.5)” 
 
O Desafio Universitário Empreendedor utiliza os jogos, principalmente na primeira fase 
do projeto, como uma ferramenta para envolver os estudantes em um ensino sobre 
empreendedorismo, a fim de desenvolver as habilidades e agregar conhecimentos a estes. 
Burker (2015) nomeia este processo como gamificação, um método para motivar indivíduos de 
forma lúdica e digital, fazendo com que os indivíduos alterem seus comportamentos, 
desenvolvam habilidades ou estimulem a inovação , através de jogos que atinjam os objetivos 
da empresa. Ainda segundo o autor, 
“Soluções inovadoras de gamificação oferecem aos usuários o espaço necessário e 
criam objetivos, regras, recompensas e outros aspectos do modelo de envolvimento 
do jogador, entretanto, elas não definem o resultado - os participantes são livres para 
inovar dentro do espaço fornecido. (BURKER, 2015, p. 66)” 
 
Segundo Savi e Ulbricht (2008), os jogos digitais voltados para a educação trazem aos 
processos de aprendizagem vantagens sobre o ensino tradicional, tais vantagens podem ser 
elencadas como: 
 Esse tipo de ferramenta facilita a absorção de conhecimento, visto que instigam a 
curiosidade do aluno, já que este se torna autor do próprio aprendizado, sendo 
exposto a desafios cada vez maiores e se sentindo recompensado por isso; 
 Além de fazer com que o aluno se sinta parte integrante de seu aprendizado e não só 
um receptor de conhecimento, os jogos educacionais têm componentes de prazer e 
diversão que envolvem o processo de aprendizagem, fazendo com que eles tenham 
um efeito motivador; 
 Mais do que fazer com que o aluno adquira conhecimentos, os jogos educacionais 
fazem com que este desenvolva habilidades, principalmente, cognitivas. 
Ainda segundo os autores, a utilização dos jogos como forma de aprendizagem ainda é 
um recurso recente no contexto educacional. Todavia, avaliando exemplos de inserção desse 
tipo de recurso em universidades e empresas e percebendo as vantagens e potencialidades em 
relação ao ensino tradicional, podemos concluir que esta ferramenta pode viabilizar um ensino 
empreendedor que instigue a motivação do aluno, de forma a fazê-lo absorver mais 
conhecimento ao mesmo tempo em que desenvolve novas habilidades. 
32 
Vistos os conceitos teóricos básicos para a compreensão da pesquisa de campo, sucede-se a 
apresentação da metodologia desta pesquisa. 
33 
3. MÉTODO DA PESQUISA 
3.1 Classificação da pesquisa 
O objetivo do estudo que está sendo apresentado é verificar a relação entre o Desafio 
Universitário Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades empreendedoras 
desenvolvidas pelos ex-participantes do Estado do Rio de Janeiro. Desta forma, a presente 
pesquisa teve caráter qualitativo e quantitativo. Qualitativo, pois se baseou na compreensão do 
pesquisador, com base nas percepções das entrevistas realizadas e quantitativo, e foi realizada 
uma pesquisa com os ex-participantes do Estado do Rio de Janeiro do Desafio. 
O presente estudo será classificado de duas formas: quanto aos fins e quanto aos meios 
(VERGARA, 2004). Quanto aos meios, a pesquisa se classifica como descritiva e explicativa. 
Descritiva, visto que buscou apontar características próprias do Desafio Universitário 
Empreendedor, descrevendo seu funcionamento e objetivos. Explicativa, pois objetivou 
compreender a relação entre a participação no Desafio e as atuais atividades empreendedoras 
desenvolvidas por estes. 
Quanto aos meios, a pesquisa foi classificada em bibliográfica, documental e pesquisa 
de campo, pois para a fundamentação teórico-empírica serão utilizados livros sobre os seguintes 
assuntos: empreendedorismo, educação empreendedora e empreendedorismo no Brasil. Além 
disso, foi realizada uma investigação documental em relatórios, ofícios, pareceres, entre outros 
documentos, para entender o Programa de Educação Empreendedora do SEBRAE, assim como 
funciona especificamente o Desafio Universitário Empreendedor. Ademais, foi realizada uma 
pesquisa de campo através de entrevistas com os semifinalistas do Estado do Rio de Janeiro, 
para investigar qual a percepção dos ex-participantes sobre o Desafio e as atuais atitudes e 
atividades empreendedoras desenvolvidas por estes. 
3.2 Coleta de dados 
Os dados necessários para a pesquisa foram coletados por meio de: 
 Questionários semiestruturados para os semifinalistas do Desafio Universitário 
Empreendedor do Sebrae no Estado do Rio de Janeiro no ano de 2015. Que 
foram enviadas via formulário on-line; 
 Entrevista pessoal com representante do Sebrae, responsável pelo projeto do 
Desafio; 
 Pesquisa bibliográfica em livros pertinentes ao tema; 
 Pesquisa documental. 
34 
Na pesquisa bibliográfica foi realizado um levantamento conceitual sobre o 
empreendedorismo, a educação empreendedora e o atual contexto da educação empreendedora 
no Brasil. Estes assuntos, serão pesquisados em livros, teses e dissertações. Como resultado 
dessa pesquisa, buscou-se compreender melhor como a educação empreendedora vem sendo 
desenvolvida no Brasil. 
A pesquisa documental realizada nos arquivos do Sebrae, foram investigados 
regulamentos, relatórios, entre outros documentos, a fim de entender melhor quais são os 
objetivos e as características do Desafio Empreendedor do Sebrae. Pois, segundo a perspectiva 
de Gil (1991, p. 51), “a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um 
tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da 
pesquisa”. Assim, pode-se compreender de formaclara e sem interferências, os objetivos e as 
diretrizes estipuladas pelo Sebrae para o projeto em questão. 
Na pesquisa de campo foram foi encaminhado um questionário semi-estruturado para 
os estudantes semifinalistas do Desafio Universitário Empreendedor do ano de 2015 no Rio de 
Janeiro, disponibilizados em plataforma on-line no período de 20/05/2016 a 06/06/2016, para 
que dessa forma, fosse possível apurar a percepção dos ex-participantes do Desafio 
Universitário Empreendedor em relação a eficácia e o funcionamento do projeto, 
principalmente, pela ótica da utilização da educação empreendedora como forma de ensino. 
Os respondentes deste questionário correspondem aos participantes do Desafio que 
foram selecionados nas duas primeiras fases do programa e participaram da última fase do 
Desafio em 2015. O formato semiestruturado e a população pesquisada foram escolhidos para 
que se pudesse obter respostas mais completas baseadas em um tempo maior de 
experimentação, visto que os participantes foram afetados pelo programa e puderam usufruir 
dos benefícios decorrentes deste por mais tempo do que alunos que participaram apenas da 
primeira fase do Desafio. 
A amostra foi definida por métodos não-probalísticos, de acordo com a quantidade de 
alunos que se dispuseram a responder à pesquisa. No total tinha-se uma população de 40 
semifinalistas do Desafio Universitário Empreendedor no ano de 2015 no estado do Rio de 
Janeiro, sendo que 18 responderam ao questionário. 
Paralelamente à coleta de dados com os ex-participantes do Desafio, foi realizada uma 
entrevista com o representante do Sebrae responsável pelo programa junto às Universidades, 
baseada em um roteiro de 16 perguntas, englobadas em dois grandes tópicos de bisca de 
35 
informações – O Programa de Educação Empreendedora do SEBRAE e o Desafio Universitário 
Empreendedor - a fim de entender a relação entre o planejamento do Sebrae com relação ao 
Desafio e os resultados obtidos com a utilização da educação empreendedora como forma de 
ensino. 
3.3 Tratamento de dados 
Os dados foram tratados quanti e qualitativamente. O tratamento quantitativo foi 
utilizado basicamente para caracterizar a amostra da pesquisa, já o qualitativo foi baseado na 
técnica de análise de conteúdo, buscando a interpretação de documentos, textos, uma percepção 
de seus conteúdos. Também foi utilizada a análise de discurso para tratar dos dados coletados 
na entrevista realizada (Vergara, 2005). 
A categoria de análise foi por grade fechada, pois segundo Vergara (2005), neste tipo de 
grade “definem-se preliminarmente ao objetivo de pesquisa. Identificando-se no material 
selecionado, os elementos a serem integrados nas categorias já estabelecidas”, o que se adequa 
melhor ao caso da presente pesquisa, tendo em vista que ela foi classificada como descritiva. 
Com relação a interpretação e análise das informações, o tratamento de dados foi 
realizado de duas formas. Em um primeiro momento, foi feita a análise do conteúdo, que 
segundo Vergara (2005) se refere a fins de descoberta, confirmando ou não suposições já 
formadas e é baseada tanto em abordagens quantitativas como em qualitativas. Em um segundo 
momento, os dados qualitativos foram tabulados e analisados. 
Apresentada a forma de organização da pesquisa realizada para a construção do presente 
trabalho de conclusão de curso, no próximo capítulo serão apresentados os dados e as análises 
dos mesmos, por meio de gráficos, tabelas e trechos das entrevistas, a fim de explanar as ideias 
dos entrevistados. 
36 
4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Neste capítulo, serão apresentados e analisados os dados referentes à entrevista com o 
representante do Sebrae, a fim de se criar um panorama geral do conceito e das características 
principais do projeto do Desafio Universitário Empreendedor e, a seguir, serão apresentados e 
discutidos os resultados obtidos através das respostas aos questionários disponibilizados aos 
semifinalistas no estado do Rio de Janeiro do Desafio Universitário Empreendedor no ano de 
2015, com o intuito de identificar se os entrevistados estão desenvolvendo atitudes ou alguma 
atividade empreendedora no ambiente em que estão inseridos e como essas ações têm relação 
com o Desafio Universitário Empreendedor. 
A apresentação dos dados seguirá os roteiros da entrevista e do questionário, para 
proporcionar uma melhor compreensão do estudo. A medida do necessário, serão realizadas 
algumas observações referentes ao relacionamento dos dados, com a finalidade de desenvolver 
a análise das informações. 
Vale ressaltar que foi utilizada a identidade da representante do Sebrae e não foi 
solicitada nenhuma identificação nominal dos respondentes ao questionário virtual. 
4.1 Política de Educação Empreendedora do SEBRAE 
Neste bloco serão apresentadas as informações que delimitam as principais 
características do Programa de Educação Empreendedora do SEBRAE e do Projeto específico 
do Desafio Empreendedor Universitário bem como seus objetivos e transformações. As análises 
foram embasadas na entrevista realizada com o representante oficial do Sebrae. 
A entrevista foi realizada com a Analista Técnica do SEBRAE-RJ, Maria Claudia Salles 
Vianna, nas dependências da regional do SEBRAE-RJ, em 30/05/2016. E durou cerca de 2 
horas. 
4.1.1 O Sebrae como instituição promotora do Empreendedorismo 
Fomentar a ação das pequenas empresas sempre foi o objetivo principal do Sebrae desde 
sua criação. Através dos anos a instituição vem investindo em novas formas de disseminar a 
cultura empreendedora a fim de incentivar o empreendedorismo brasileiro. Porém, assim como 
o conceito de empreendedorismo tem mudado ao longo do tempo, o Sebrae tem se preocupado 
em desenvolver ações que se alinhem aos novos parâmetros que vêm se apresentando, conforme 
o relato a seguir: 
"É importante dizer que o intuito do Desafio Universitário Empreendedor, bem como 
de outros projetos de estímulo ao empreendedorismo, não é apenas incentivar a 
37 
criação de novos negócios, mas também preparar o aluno para empreender tanto em 
um novo negócio quanto na empresa em que trabalha, ou seja, no ambiente em que 
está inserido seja qual for. 
Acreditamos que o empreendedorismo é necessário em qualquer lugar. Mesmo dentro 
de um estabelecimento público, por exemplo, onde a cultura é rígida e o trabalho 
bastante monótono, o empregado tem de ter atitudes empreendedoras para que não se 
sinta desestimulado no trabalho. " (Maria Claudia) 
 
As principais iniciativas do Sebrae são voltadas para os empresários, ou seja, aqueles 
que já possuem um negócio, todavia, através da entrevista verificou-se que o Sebrae tem se 
dedicado também ao incentivo e formação de potenciais empreendedores, principalmente, dos 
alunos que podem abrir seu próprio negócio, conforme trecho abaixo: 
"Nós do Sebrae não podemos esquecer que o foco principal da nossa instituição é o 
empresário. O Sebrae foi criado para fomentar e desenvolver uma estrutura de base 
para os empresários. Estamos trabalhando com potenciais empreendedores quando 
focamos no Ensino Superior ou em outros níveis de ensino e investimos cada vez mais 
neste tipo de público, entretanto, é importante dizer que nossa prioridade é sempre 
quem já possui um negócio ou está em processo de construção desse. " (Maria 
Cláudia) 
 
4.1.2 Iniciativas de incentivo ao Empreendedorismo nos diversos níveis de ensino 
De acordo com a entrevistada, o Sebrae tem aperfeiçoado cada vez mais seus esforços 
para propagar o empreendedorismo através da educação tradicional (palestras e aulas) e da 
educação empreendedora, em suas palavras, 
"O incentivo ao empreendedorismo tem sido uma preocupação do Sebrae desde a 
virada de posicionamento em 2000. Até pouco tempo atrás, nós tínhamos programas 
pontuais como o Desafio, o Empretec (curso de capacitação voltado para o 
desenvolvimento de característicascomportamentais empreendedoras) e os Jovens 
Empreendedores (capacitação para o empreendedorismo desde o ensino 
fundamental). Porém, em maio de 2013, essas iniciativas foram organizadas em uma 
cartilha: o Programa Nacional de Educação Empreendedora. Esse programa tem por 
objetivo difundir a cultura empreendedora por todos os níveis de ensino da educação 
formal. Com ele, o Sebrae atua desde o ensino fundamental até o superior. E o Desafio 
Universitário Empreendedor é apenas um dos projetos deste programa." (Maria 
Cláudia) 
Como se pode perceber, através da fala da entrevistada, o Sebrae não tem foco apenas 
no Ensino Superior, mas as ações do Programa Nacional de Educação Empreendedora se 
propagam por todos os níveis do ensino tradicional, conforme trecho abaixo: 
"Nós buscamos atuar sobre todos as frentes e níveis de ensino, capacitando educadores 
e escolas, disponibilizando recursos financeiros, materiais e ferramentas (como o 
próprio Desafio) para que em parceria com as escolas e universidades, o ensino de 
empreendedorismo tanto na educação tradicional quanto através da educação 
empreendedora, sejam incentivados e implantados com sucesso." (Maria Cláudia) 
 
4.1.3 Iniciativas de incentivo ao Empreendedorismo no Ensino Superior 
Focando no Ensino Superior como objeto de estudo, pode-se observar, através da fala 
da entrevistada, que o Sebrae possui algumas iniciativas, dentro do Programa Nacional de 
38 
Educação Empreendedora, direcionadas para o Ensino Superior, como descritas no quadro 
abaixo: 
QUADRO 2 – Ações do Programa de Educação Empreendedora para ensino Superior - 
SEBRAE 
Ação Formato Objetivo 
Disciplina de 
Empreendedorismo 
Aulas divididas em 
módulos com 20 horas 
cada, totalizando 80 horas e 
quatro módulos 
Fornece material e capacitação para que a 
universidade insira em seus cursos a disciplina 
de empreendedorismo, a fim de trabalhar o 
comportamento empreendedor dos estudantes. 
Além de ensinar aos alunos como confeccionar 
um plano de negócios 
Empreendedorismo 
em dois tempos 
Palestra de duas horas de 
duração 
Busca sensibilizar os estudantes para o 
empreendedorismo, através de perguntas e 
debate 
Desafio Universitário 
Empreendedor 
Competição nacional que 
envolve atividades online, 
imersão e desenvolvimento 
de um plano de negócios 
Com base na educação empreendedora, praticar 
o empreendedorismo 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016 
Concernente ao Desafio Universitário Empreendedor do Sebrae, verificou-se que ele 
é a iniciativa que mais se destaca com relação ao nível superior no Programa Nacional 
de Educação Empreendedora: 
"Com relação ao nível superior temos três programas [...] dentre os quais se destaca o 
Desafio, pois no Desafio nós buscamos incentivar o empreendedorismo e desenvolver 
as habilidades dos participantes, enquanto empreendedores, através do uso da 
educação empreendedora, fazendo com que eles se envolvam com o ensino e sejam 
agentes ativos no processo de aprendizagem. " (Maria Cláudia) 
 
4.1.4 Desafio Universitário Empreendedor 
A partir do fragmento de entrevista abaixo, podemos concluir que o Desafio 
Universitário Empreendedor tem como principal objetivo ser um instrumento de auxílio a 
educação formal, dando aos alunos a oportunidades de desenvolver características e atitudes 
empreendedoras através de um ensino prático e dinâmico. 
"O que o Desafio propõe é transformar e aprimorar as características empreendedoras 
dos alunos e aumentar seus conhecimentos para que eles possam assumir uma nova 
postura, praticando atitudes empreendedoras. O Desafio é muito mais que um jogo, é 
um mecanismo de aprendizagem, para que o aluno tenha um contato mais prático com 
a realidade empreendedora. Pois, muitas vezes, os alunos têm aula da disciplina 
Empreendedorismo em suas universidades, porém tudo fica muito na teoria, apenas 
no campo das ideias. 
O Desafio é uma iniciativa que se difere das outras ações do Programa Nacional de 
Educação Empreendedora do Sebrae, justamente, por colocar os alunos na prática 
empreendedora. Diferente das aulas e palestras, o Desafio é um método de ensino que 
faz o aluno inter-relacionar as disciplinas, desenvolver e por em prática habilidades e 
levar em conta vários aspectos para tomar uma decisão. Não há resposta certa ou 
errada como no ensino formal, ele apenas deve construir seu caminho e gerir seu 
negócio, a partir de seus conhecimentos e habilidades com o auxílio da plataforma. O 
39 
aluno sente muita necessidade de sair da sala de aula e praticar o que lhe é ensinado, 
e o Desafio veio como uma solução para isso. " (Maria Cláudia) 
 
As palavras da entrevistada, identificou que o Desafio Universitário Empreendedor está 
estruturado em três fases, a virtual, a semi-final estadual e a final nacional, a ver: 
"O Desafio é nacional e as fases são, respectivamente: a fase virtual, a semifinal 
estadual, que acomtece simultaneamente em todos os estados durante quatro ou cinco 
dias trabalhando em imersão e a final nacional em Brasília. (Maria Cláudia) 
Na etapa virtual são consideradas algumas atividades que foram descritas e 
exemplificadas, na entrevista, assim como os critérios de pontuação, como destacado abaixo: 
“Papo de Negócios, quiz e videoteca são os tipos de interação que compõe a primeira 
fase do Desafio (fase virtual). No Papo de Negócios, o aluno pode tirar dúvidas através 
de um fórum com um convidado que tem experiência empreendedora. O quiz 
corresponde aos jogos online que são divididos em quatro categorias dependendo da 
fase em que o aluno se encontra como empreendedor. Por exemplo, se o aluno ainda 
não possui um negócio, ele é direcionado a uma gama diferente de jogos do que aquele 
aluno que quer aprender como expandir seu empreendimento já consolidado. Na 
videoteca são disponibilizados vídeos sobre os mais diversos assuntos relacionados 
ao empreendedorismo. Além dos jogos, a plataforma do Desafio conta também com 
um simulador que é um pouco mais complexo e completo, podendo ser jogado sozinho 
ou em equipe à distância. Esse simulador mostra exatamente como criar e cuidar do 
próprio negócio, obrigando o participante a tomar decisões a partir de um cenário 
maior. (Maria Cláudia) 
 
Quanto à pontuação e consequente classificação na etapa virtual, até a versão de 2015 
ela se deu de duas formas, a pontuação no ciclo anual do Desafio e a pontuação histórica, 
referente ao acumulado de ciclos anteriores e do ciclo de 2015, como destacado: 
“A pontuação pelo ciclo, conta com a soma dos pontos feitos no ano vigente e não 
leva em conta a soma dos anos anteriores. Já a pontuação do histórico é feita pela 
soma da pontuação final dos anos anteriores ao ano vigente, ou seja, a cada final de 
ciclo, a pontuação do ciclo é somada ao histórico. Para que os alunos que já estão 
jogando a mais de um ano não se desestimulem, o Sebrae vem aumentando o número 
de vagas destinadas ao histórico. Neste ano, por exemplo, as vagas do histórico serão 
ampliadas na semifinal, para dez em detrimento do ano anterior que contava com 
cinco vagas, e as outras trinta vagas pertencerão aos alunos mais bem pontuados no 
ciclo, com uma diminuição de cinco vagas em relação ao ano passado.” (Maria 
Cláudia) 
 
A etapa da semifinal estadual é especialmente elaborada para que se possa observar as 
habilidades e atitudes empreendedoras dos participantes e acontece de forma presencial, através 
de tarefas em grupo. Esta etapa foi detalhada nas palavras da entrevistada: 
“A semifinal é a preparação para a final, nessa fase os alunos não são testados em 
conhecimento, mas sim estimulados a desenvolver e mostrar as suas habilidades, 
atitudes e características empreendedoras, através de tarefas em grupo que simulem 
um ambiente real com oportunidades empreendedoras que eles devem captar e 
desenvolver. Essa fase é realizada por imersão, ou seja, os alunos ficam "confinados"em um hotel completamente voltados para as atividades do Desafio. Essa fase tem 
esse formato para que haja uma maior interação entre os participantes para que eles 
tenham tempo para planejar suas ações de um dia para o outro. Apesar da interação 
não ter sido feita inteiramente no hotel, os alunos sairam para participar das atividades 
40 
dentro da Feira do Empreendedor, que também é realizada pelo Sebrae. Lá, eles 
puderam ter contato com negociações reais de empreendimentos em desenvolvimento 
em diversos segmentos de negócios. 
Nessa fase, os alunos formaram dez grupos de quatro componentes cada, que 
interagiam entre si. As tarefas dessa fase são voltadas para os aspectos 
comportamentais (trabalho em equipe, capacidade de persuasão), sem se prender a 
aspectos técnicos ou teóricos das questões envolvidas. Para a avaliação da semifinal 
foi utilizado um questionário, onde os próprios participantes respondiam perguntas 
indicando os melhores do grupo, ou seja, o questionário tinha perguntas onde os 
participantes votavam em quem foi o líder de fato do grupo em cada atividade, ou 
quem era mais proativo ou engenhoso em determinada tarefa. Essas notas foram 
somadas as notas dadas a cada grupo em geral por sua ideia de negócio e os quatro 
melhores pontuados na soma final formavam o grupo vencedor. (Maria Cláudia) 
 
A última etapa do Desafio – a final – ocorre em Brasília e reúne equipes representantes 
de todos os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, totalizando 27 equipes, cada um deles 
representados por quatro membros, sendo estes os melhores classificados na semifinal estadual, 
nas palavras da entrevistada, na etapa final, 
“(...) essas equipes são fixas e apenas se relacionam entre si em determinadas tarefas 
específicas. Em quatro dias, os grupos devem criar um plano de negócios no modelo 
Canvas para apresentar a uma banca avaliadora formada por: um técnico do Sebrae, 
um representante da Endeavor e dois investidores anjos. Essa apresentação tem de ser 
no formato de pitch, com o objetivo de convencer a banca a comprar a ideia de negócio 
apresentada. Na final os alunos têm de aprofundar e delimitar bem todos os aspectos 
do negócio, ou seja, essa fase tem aspectos concretos e práticos de forma que os planos 
de negócios possam realmente ser executados com sucesso. Os participantes têm que, 
por exemplo, tomar decisões como: local escolhido para o negócio, preço de produtos, 
custo, canais de distribuição, entre outras. A cada dia, além da confecção do plano de 
negócios, havia tarefas eliminatórias que levavam em consideração: rapidez, 
qualidade, facilidade, entre outros fatores.” (Maria Cláudia) 
 
4.1.5 Desafio Universitário Empreendedor e Educação Empreendedora 
Segundo a entrevistada, a intenção do Sebrae com o Desafio Universitário 
Empreendedor é de apenas complementar a educação formal que os alunos já recebem em suas 
respectivas universidade. O Desafio funciona como um mecanismo para que esses alunos 
possam colocar em prática o que aprendem no ensino formal. Segundo o relato abaixo, o Sebrae 
não tem a intenção de sobrepujar o ensino tradicional substituindo por uma educação 
empreendedora. 
"Não acho que a educação tradicional, deva ser, totalmente substituída pela educação 
empreendedora. Até porque as escolas não estão preparadas para essa mudança tão 
brusca. Acho que a educação empreendedora deve ser um complemento ao ensino 
tradicional. Com o Desafio, não buscamos substituir a educação tradicional ou 
rivalizar com ela, mas sim dar aos participantes mecanismos através da educação 
empreendedora para que eles possam praticar seus conhecimentos. Nosso intuito não 
é "dar o peixe", mas sim "ensinar a pescar", para que cada um possa construir seu 
próprio caminho. " (Maria Cláudia) 
 
41 
4.1.6 Resultados do Desafio Universitário Empreendedor 
Tratando de possíveis avaliações sobre o desempenho do Desafio, não há nenhum 
instrumento de coleta de dados sobre os resultados do projeto ou mesmo seus pontos positivos 
e negativos. As correções e melhorias realizadas a cada ano são identificadas e feitas através do 
comentário esporádico dos participantes, mas não há nenhum instrumento formal para captar 
feedbacks em relação ao Desafio, todavia, por meios não formais, o Sebrae recebe vislumbres 
dos resultados concretos da participação do alunos no Desafio Universitário Empreendedor. 
"Apesar de não haver ainda uma documentação dos casos de ex-participantes do 
Desafio que obtiveram sucesso em seus empreendimentos iniciados após sua 
participação, já foi apurado que alguns alunos abriram negócios, que até o presente 
momento têm tido sucesso, como caso de um ex-participante que conheceu, seu agora 
sócio, na fase final do Desafio Universitário Empreendedor. Eles decidiram abrir um 
negócio juntos, e um deles que morava em Toledo se mudou para o Rio de Janeiro, a 
fim de gerir o empreendimento junto com seu sócio que já morava na cidade. " (Maria 
Cláudia) 
 
4.1.7 Pontos fortes e fracos do Desafio Universitário Empreendedor 
Apesar do Desafio não promover um instrumento formal de avaliação do projeto, o 
Sebrae tem feito inúmeras melhorias ao longo dos anos. Como se pode observar no seguinte 
fragmento de entrevista: 
"A ferramenta Desafio Universitário Empreendedor não se esgota em seu benefício. 
O Sebrae não tem a pretensão de achar que o Desafio está pronto e completo. Esse 
método está sempre em construção, trazendo melhorias a cada ano. Desde o primeiro 
ano do Desafio Universitário até a edição deste ano que está ocorrendo, existe uma 
evolução gritante em questão de logística e, principalmente, do próprio Desafio. 
Como estamos sempre em constante melhoria, algumas mudanças ainda precisam ser 
feitas. Por exemplo, um grande ponto fraco do Desafio Universitário Empreendedor 
é que a fase online ainda não é disponibilizada em formato mobile, para que os 
estudantes possam acessar os jogos, forúns e vídeos onde estiverem, em seus 
celulares." (Maria Cláudia) 
 
4.2- Perfil dos semifinalistas do Desafio em 2015 no Estado do Rio de Janeiro 
Neste bloco serão apresentadas as informações que traçam o perfil dos semifinalistas 
do Desafio Universitário Empreendedor do Sebrae (idade, renda familiar, escolaridade e sexo). 
Além disso, serão apresentadas as respostas referentes a visão empreendedora dos 
entrevistados, fazendo uma comparação entre os conhecimentos que eles possuiam antes e os 
adquiridos no Desafio Universitário Empreendedor. As análises que seguem foram embasadas 
nas respostas ao questionário on-line dos semifinalistas do Desafio Universitário 
Empreendedor do Sebrae em 2015 no Estado do Rio de Janeiro. 
4.2.1 - Identificação dos participantes 
No quesito idade pode-se observar que a metade dos entrevistados possui entre 21 a 
42 
25 anos, e os outros 50% variam de 18 a 20 anos e de 26 anos em diante, conforme Gráfico 2, 
a seguir: 
GRÁFICO 2 - Idade 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Quanto ao sexo, a maioria dos participantes da semifinal era do sexo masculino (77,8%), 
conforme gráfico 3, abaixo: 
GRÁFICO 3 - Sexo 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Quanto ao grau de escolaridade, as opções foram divididas em: Ensino Superior 
Incompleto, Ensino Superior Completo e Mestrado ou Doutorado, visto que só podem 
participar do Desafio Universitário Empreendedor alunos que se encontram matriculados no 
Ensino Superior. Neste gráfico o destaque foi que apenas cerca de 5% dos participantes tinha 
completado o Ensino Superior, a maioria ainda estava cursando seu curso de graduação, 
conforme Gráfico 4, a seguir: 
 
43 
GRÁFICO 4 - Grau de Escolaridade 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
O questionamento acerca da renda demonstrou que cerca de 60% dos participantes 
apresentam uma renda familiar entre R$2.900,00 a R$ 7.249,99, que segundo classificação do 
IBGE corresponde às classes C e B, quase28% dos participantes têm renda entre R$1.450,00 
a 2.899,99, indicando uma boa participação de alunos da classe D no desafio, os demais 
apresentam renda superior a R$7,250,00, conforme gráfico 5, abaixo: 
GRÁFICO 5 - Renda Familiar 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
4.2.2 - Identificação do perfil empreendedor dos participantes 
Com o universo da amostra que foi estudada, pode-se observar que os alunos, apesar de 
compreenderem a importância do empreendedorismo mesmo antes de participar do Desafio 
Universitário Empreendedor, possuíam apenas uma ideia geral do que era empreendedorismo, 
limitando-se principalmente a ideia de abertura de um novo negócio. Como podemos ver nas 
seguintes respostas dadas quando se perguntou qual era o conceito que eles tinham sobre 
empreendedorismo antes de participar do Desafio: 
"A aventura de se abrir um negócio qualquer!" 
 
44 
"Eu não sabia muito sobre o conceito, só o que tinha visto na faculdade, então, o que 
tinha por base, é que empreendedorismo era ligado a pessoas que queriam criar suas 
empresas." 
 
"Eu já tinha uma base sobre o assunto, mas construí um conhecimento muito melhor 
com o Desafio." 
 
"Uma opção para ganhar dinheiro" 
 
"Capacidade de criar negocios" 
 
"Abrir empresas" 
 
Através das respostas acima, percebeu-se que a grande maioria dos participantes do 
Desafio, apesar de já terem sido apresentados ao empreendedorismo, ainda tinham em mente 
que empreendedorismo é apenas o ato de criar e gerir um negócio, ou seja, eles tinham uma 
visão superficial e restrita do que é empreender. 
Quando perguntado, aos alunos, qual era o conceito de empreendedorismo que eles 
adquiriram após sua participação no Desafio Universitário Empreendedor, os entrevistados 
mostraram o entendimento de que o ato de empreender estava relaçionado à ação, o que ficou 
claro a partir das seguintes respostas: 
"Protagonismo da sua vida mais trabalho em equipe" 
 
"Empreender é um estilo de vida onde muitos têm capacidade, porém poucos 
conseguem identificar oportunidades que podem se tornar lucrativas." 
 
"É a ação de transformar conhecimento, energia, emoção e sonhos em riqueza." 
 
"Empreender, é inovar, fazer algo acontecer, ser criativo, trazer para prática algo que 
você sonhava em criar, algo que você talvez só tinha em mente, ou num papel 
guardado, é se arriscar, encontrar oportunidades nesses momentos de escassez." 
 
"Empreendedorismo pode salvar o Brasil, o empreendedorismo faz as pessoas 
pensarem fora da caixa, estimula a criatividade e a inovação." 
 
"Uma filosofia de vida baseada na criação e desenvolvimento de ideias e ações que 
influenciam diretamente a vida de outras pessoas." 
 
As respostas acima destacadas, demonstram uma mudança de visão com relação ao 
conceito de empreendedorismo. Houve uma grande diferença entre o conceito de 
empreendedorismo que os participantes tinham antes de participar do Desafio Universitário 
Empreendedor e o conceito que eles formaram a partir da experiência de participar do Desafio. 
Antes, eles se limitavam a entender que empreendedorismo era a abertura de um novo negócio, 
porém, após as experiências proporcionadas pelo Desafio, eles expandiram seu conceito de 
empreendedorismo, entendendo que ser empreendedor não necessariamente é abrir um novo 
negócio, mas identificar e aproveitar as oportunidades no ambiente em que se está inserido, 
45 
através da inovação e da criatividade, fazendo com que haja transformação e aperfeiçoamento 
contínuo. 
Quando questionados se já tinham participado de alguma atividade anterior ao Desafio 
Universitário Empreendedor com o mesmo formato de ensino, ou seja, com aprendizado através 
de games, trabalho em equipe e/ou desenvolvimento de projetos, 66, 7% dos entrevistados 
afirmam que não e os 33,3% restantes afirmaram que sim, conforme demonstrado no Gráfico 
6, abaixo: 
GRÁFICO 6 - Participação em atividade com o mesmo formato antes do Desafio 
Universitário Empreendedor 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Para aqueles qeu já haviam participado de atividades similares, foi solicitado que 
identificassem essas atividades e foram citadas as seguintes: 
"Iniciativa Jovem Shell e Prêmio Santander Empreendedor" 
 
"Empresa Júnior e Fundação Estudar " 
 
"Torneio Gerencial 2015 (TG 2015)" 
 
"Minor de Empreendedorismo e Inovação da UFF" 
 
As duas respostas acima, demonstraram que o uso da educação empreendedora como 
método para aprendizagem não é exclusividade do Desafio Universitário Empreendedor, outras 
instituições através de programas distintos, utilizam a educação empreendedora como 
instrumento para auxiliar o ensino formal, mas, ainda sem tanto destaque ou percepção dos 
respondentes. 
Quando solicitado aos participantes para descrever sua participação no Desafio 
Universitário Empreendedor do Sebrae, a menor parcela (16,7%) acredita que o Desafio mudou 
toda a ideia que eles tinham sobre empreendedorismo; já a grande maioria (83,3%) entendem 
46 
que o Desafio agregou ao conhecimento que eles já possuiam sobre o assunto, destes 83,3 %, 
38,9% acredita que o Desafio apenas consolidou a ideia que já possuiam sobre 
empreendedorismo, enquanto que para 44,4% o Desafio abriu horizontes através do que eles já 
entendiam como empreender, conforme o gráfico 7 abaixo: 
GRÁFICO 7 - Como você descreveria a sua participação no Desafio Universitário do 
SEBRAE? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Observando o gráfico acima, pode-se perceber que todas as respostas demonstram que 
os alunos adquiriram algum nível de conhecimento com o Desafio, através da fase de games (1ª 
fase) ou da semifinal. 
Com relação a fase virtual do Desafio, a de games, que corresponde a primeira etapa do 
Desafio, 55,6 % dos alunos acreditam que graças ao formato interativo e dinâmico dos games, 
juntamente com os fóruns e vídeos, eles puderam absorver muito mais conhecimento em 
comparação ao que conseguiriam se estes conteúdos fossem lhes passado da forma tradicional, 
através de aulas expositivas, apostilas e palestras. Como observado no Gráfico 8. a seguir: 
GRÁFICO 8 - Qual a sua opinião sobre a fase de games (1ª fase) do Desafio 
Empreendedor do SEBRAE? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
47 
Quando questionados sobre o desenvolviemnto de habilidades durante o Desafio 
Universitário Empreendedor, os respondentes, em sua grande maioria, entendem que tinham 
um conhecimento mediano sobre os principais aspectos pertinentes ao empreendedorismo. 
Entretanto, após a participação na primeira fase e na semifinal do Desafio, eles entendem que 
aumentaram seus conhecimentos sobre esses assuntos, de acordo com o Gráfico 9 abaixo, 
Gráfico 9: Você desenvolveu alguma habilidade durante o Desafio ? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Já quando foi solicitado que pontuassem o nível de conhecimento anterior à participação 
do Desafio quanto ao conceito de empreendedorismo, o planejamento para empreender, os 
fatores que devem ser levados em conta ao empreender, a relevância do empreendedorismo no 
mundo e o conceito de empreendedor poucos afirmaram não ter nenhum conhecimento e houve 
uma predominância dos quesitos com uma nota mediana, como demonstrado no Gráfico 10, a 
seguir: 
GRÁFICO 10 - Nível de conhecimento anterior à participação no Desafio 
Empreendedor do SEBRAE. 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Já quando questionados acerca de sua percepção acerca do nível de conhecimento sobre 
empreendedorismo após a participação no Desafio, foram muito relevantes as respostas de que 
48 
os participantes tinham ampliado significativamente seu conhecimento, conforme Gráfico 11, 
a seguir: 
GRÁFICO 11 - Nível de conhecimento após participar do Desafio Empreendedor do 
SEBRAE. 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Considerando a opinião dos participantes acerca das atividades de imersão do Desafio, 
percebeu-seque os estudantes, antes de participar do Desafio Universitário, a maioria, 66,7% 
considerou o fato de ter trabalhado em grupo em um determinado projeto que envolvia vários 
assuntos fez com que aprendessem muito mais do que em aulas tradicionais; 16,7% reconheceu 
que esse tipo de ensino faz com que o aluno veja utilidade nos conhecimentos adquiridos e 
assim aprenda mais; e, 16,7% acharam que esse tipo de ensino instigou a curiosidade e 
despertou neles o interesse pela matéria. 
Gráfico 12: Qual a sua opinião sobre as atividades de imersão do Desafio? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Em relação à percepção da importância de alguns assuntos (trabalho em grupo, 
interatividade e utilização de games no processo ensino-aprendizagem) antes de sua 
participação no Desafio, a maioria já via o trabalho em equipe como um fator de grande 
importância, porém quando focados no ensino interativo e, principalmente nos games como 
49 
forma de aprendizagem, observou-se que os participantes não viam essas duas ferramentas 
como fatores de grande importância, conforme demonstrado no Gráfico 13: 
Gráfico 13: Nível de importância dos assuntos abaixo para você antes de participar do 
Desafio? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Todavia, como mostra o Gráfico 14 abaixo, após a participação no Desafio 
Universitário Empreendedor, os alunos mudaram a forma como enxergavam os três aspectos 
questionados (trabalho em equipe, ensino interativo e games como forma de ensino). 
Atualmente, eles conferem muito mais importância a esses fatores como ferramentas na 
aprendizagem. A grande maioria, após a participação no Desafio, entendeu que o ensino 
interativo e os games como forma de ensino são mecanismos importantes na aprendizagem e 
que o trabalho em grupo é essencial tanto como instrumento de ensino quanto no processo de 
realização da atividade empreendedora. 
Gráfico 14: Dê uma nota de 1 a 5 de acordo com o nível de importância dos assuntos 
abaixo para você após participar do Desafio? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
Como podemos observar no gráfico15, que segue, 61,1 % dos entrevistados afirmam 
50 
estar empreendedendo de alguma forma, seja na criação de um novo negócio, na gerência de 
um empreendimento que já existia antes do Desafio ou mesmo empreendendo na empresa em 
que trabalha. 
Gráfico 15: Atualmente você está trabalhando em alguma atividade ou projeto 
empreendedor? 
 
Fonte: Dados da Pesquisa de Campo, 2016. 
A partir destes dados, podemos constatar que a visão empreendedora dos ex-
participantes do Desafio, realmente passou por uma transformação, já que antes eles entendiam 
empreendedorismo como o ato de abrir e gerir um negócio e hoje afirmam estar empreendendo 
na empresa em que trabalham. 
 
51 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este estudo teve como principal objetivo verificar a relação entre o Desafio 
Universitário Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades empreendedoras 
desenvolvidas pelos ex-participantes desta atividade de formação empreendedora. Ademais, 
buscou-se caracterizar o empreendedor e o processo de formação de suas habilidades e atitudes, 
descrever o Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sebrae, caracterizar o Desafio 
Universitário Empreendedor e, por fim, identificar as atuais atividades empreendedoras 
desenvolvidas pelos ex-participantes do projeto. 
O Desafio Universitário Empreendedor do Sebrae é apenas uma das ações que fazem 
parte do Programa Nacional de Educação Empreendedora, que tem como principal finalidade 
disseminar a cultura empreendedora e ensinar o empreendedorismo em todos os níveis da 
educação formal, através tanto do ensino tradicional (aulas e palestras), quanto da educação 
empreendedora, ou seja, por meio de games, atividades em grupo, desenvolvimento de projetos, 
entre outras iniciativas. O Programa Nacional de Educação Empreendedora é um conjunto de 
ações, iniciativas e projetos que são inseridos no ensino formal desde a educação básica até o 
Ensino Superior buscando formar potenciais empreendedores, capazes de inovar e transformar 
a realidade em que estão inseridos, de forma a criar soluções criativas para os problemas de 
nossa sociedade. 
O principal objetivo do Desafio Universitário Empreendedor é ser uma ferramenta 
auxiliar ao ensino tradicional, dando aos estudantes do Ensino Superior a oportunidade de 
praticar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e desenvolver habilidades através de um 
ensino baseado na educação empreendedora, onde o aluno não é visto apenas como um receptor 
de conhecimento, mas como agente principal de sua aprendizagem. As diversas fases do 
Desafio Universitário Empreendedor foram desenvolvidas com base na educação 
empreendedora, visando a inter-relação dos conhecimentos adquiridos, o desenvolvimento de 
habilidades, a evolução pessoal através dos relacionamentos pessoais inerentes as atividades, 
além de despertar o interesse e mostrar ao aluno a aplicação de conhecimentos adquiridos 
isoladamente. 
De acordo com a análise dos resultados, podemos deduzir que os alunos alcançados 
pelo Desafio Universitário Empreendedor, e participantes da semifinal do estado do Rio de 
Janeiro, no ano de 2015 desenvolveram atitudes e habilidades empreendedoras e, ainda, 
adquiriram conhecimento que possibilitaram aos mesmos empreender de alguma forma, seja na 
52 
empresa em que trabalham, em um negócio que já existia antes da participação deles no Desafio 
Universitário Empreendedor ou mesmo na criação de um novo negócio. De acordo com as 
respostas apuradas, pode-se notar que a maioria dos respondentes percebeu uma mudança ou 
melhoria profissional e pessoal, visto que admitem ter adquirido habilidades e conhecimentos 
que se converteram em atitudes empreendedoras. 
Com a pesquisa realizada foi possível também identificar as principais características 
comuns aos participantes do Desafio Universitário Empreendedor, a ver: estudantes entre 21 a 
25 anos que ainda cursam o Ensino Superior, e, em sua grande maioria, pertencem ao sexo 
masculino, não havendo participado de nenhuma atividade em formato similar ao do Desafio 
Universitário Empreendedor anteriormente e que entendiam empreendedorismo como a 
abertura de um novo negócio; além da percepção de cada um deles sobre a importância e os 
resultados que o Desafio Universitário Empreendedor gerou. Ademais, também pode-se 
visualizar que os participantes do Desafio Universitário Empreendedor percebem a educação 
empreendedora como um importante instrumento de aprendizagem. 
Em suma, o presente estudo comprovou a relação entre o Desafio Universitário 
Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades empreendedoras desenvolvidas pelos ex-
participantes, mas, não se pode aferir conclusões definitivas e nem esgotar o assunto abordado, 
dado que a pesquisa só abrangeu uma turma de semifinalistas estaduais. de modo que se 
recomenda a continuidade dos estudos acerca do tema em questão. 
Fica a indicação de pesquisas futuras que aprofundem este estudo, para melhor contextualizar 
e aferir o funcionamento e os resultados obtidos com o Desafio Universitário Empreendedor e 
com as demais ações do Programa de Educação Empreendedora do SEBRAE. 
53 
REFERÊNCIAS 
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http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/Programas/educacao-empreendedora-para-todos-
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VERGA, E.; SILVA, L. F. S. Empreendedorismo: evolução histórica, definições e 
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VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 5. ed. São Paulo: 
Atlas, 2004. 
VERGARA, S. C. Métodos de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2005. 
VILLELA, Cláudia. Empreendedorismo na Escola, In: ACÚRCIO, Marina Rodrigues Borges 
(Coord.); ANDRADE, Rosamaria Calaes de (Org.). O empreendedorismo na escola. Porto 
Alegre/Belo Horizonte: Artmed/Rede Pitágoras, 2005. 
 
 
56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO 
CAMPUS NOVA IGUAÇU 
INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E TURISMO 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
 
Eu, Natiane Guarda dos Santos Mattos, sou estudante da Universidade Federal Rural do 
Rio de Janeiro (UFRRJ), campus Nova Iguaçu, e neste semestre curso a disciplina de 
Trabalho de Conclusão de Curso (monografia), em que desenvolvo uma pesquisa 
intitulada: Educação Empreendedora: Uma análise da relação entre a participação no 
Desafio Universitário Empreendedor e aatividade empreendedora dos semifinalistas do 
Estado do Rio de Janeiro, sob a orientação da Profª. Denise Carvalho Takenaka. Meu 
estudo tem como objetivo verificar a relação entre o Desafio Universitário 
Empreendedor e as posteriores atitudes e atividades empreendedoras desenvolvidas 
pelos ex-participantes. 
Gostaria, então de convidá-lo(a) a participar desta investigação, concedendo uma 
entrevista a fim de desenvolver meu trabalho de monografia. Você dará oportunidade 
para que eu conheça diferentes aspectos tendo liberdade para falar e, lhe solicito 
autorização para gravar em áudio suas falas. Caso tenha interesse, você poderá acessar a 
transcrição da gravação para revisar e alterar o que julgar necessário. Em observância ao 
estabelecido pelas normas éticas nacionais que regulam as pesquisas envolvendo seres 
humanos, posso garantir-lhe: liberdade de adesão ou recusa da participação na pesquisa; 
liberdade para retirar seu consentimento em qualquer momento, bastando contatar a 
pesquisadora pelo telefone abaixo indicado; e sigilo das informações que forem dadas 
durante a pesquisa, e sigilo quanto a sua identidade. Cabe, ainda, esclarecer, que as 
informações coletadas nesta investigação serão guardadas em local de acesso somente a 
pesquisadora e serão utilizadas para os fins desse estudo. Informo, ainda, que as 
publicações que resultarem desta pesquisa, manterão a garantia de sigilo e, portanto, 
preservarão a identidade e a privacidade dos participantes. Sendo o que tinha a informar, 
coloco-me disponível para contato pelo telefone (21 36950694), ou ainda pelo endereço 
eletrônico: natianeguarda13@gmail.com. 
 
 
 
Natiane Guarda dos Santos Mattos 
Natianeguarda13@gmail.com 
CONSENTIMENTO PÓS-INFORMAÇÃO 
Eu, ______________________________________, fui esclarecida sobre a realização da 
entrevista para o referido TCC: “Educação Empreendedora: Uma análise da relação entre 
a participação no Desafio Universitário Empreendedor e a atividade empreendedora dos 
semifinalistas do Estado do Rio de Janeiro”, e concordo que meus dados sejam utilizados 
na realização da mesma. 
 
Nova Iguaçu, _____ de _______________ de _________. 
Assinatura: __________________________ 
Registro Geral (RG): ________________________ 
 
58 
APÊNDICE B – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS - REPRESENTANTE DO 
SEBRAE 
I – Considerando o Programa de Educação Empreendedora 
1. Desde quando o Sebrae tem focado a Educação Empreendedora como uma prioridade? 
2. Como se deu a evolução desse processo? 
3. Em que níveis de atuação e ensino a Educação Empreendedora é abordada pelo Sebrae? 
4. Especificamente no nível superior (universitário) quais são as atuais ações do Sebrae? E 
quais são seus objetivos? 
Ação Objetivo 
 
5. Na sua opinião, alguma (s) destas ações merece destaque? Por qual motivo? 
6. Na sua opinião, quais as diferenças entre uma aula tradicional e a educação empreendedora? 
O que fez o Sebrae optar pela segunda opção? 
 
II - Considerando, a partir de agora, a ação do Desafio Universitário Empreendedor: 
 
7. Como surgiu o Desafio Universitário? 
8. Quais os principais objetivos a serem alcançados pelo programa? 
9. Qual o público-alvo do Desafio Universitário? 
10. Qual é a intenção ao utilizar o Desafio como elemento do projeto de Educação 
Empreendedora, como forma de aprendizagem? 
11. Como funciona o programa Desafio Universitário Empreendedor? 
12. Como se dividem as fases do Desafio Empreendedor? O que caracteriza cada uma delas? 
13. Quais as vantagens do uso de games para a aprendizagem? 
14. A equipe de coordenação do Desafio Universitário fez avaliações das diversas edições 
ocorridas, quais foram os resultados que apuraram (pontos positivos e pontos negativos)? 
Seria possível disponibilizar o resultado dessas avaliações? 
15. Considerando as etapas virtuais e presenciais, quais os resultados percebidos com relação a 
evolução pessoal e profissional de cada participante durante o Desafio Empreendedor? 
16. Existe algum ponto que não foi tratado e que você gostaria de destacar? 
 
59 
APÊNDICE C – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA COM OS EX-PARTICIPANTES DO 
DESAFIO UNIVERSITÁRIO EMPREENDEDOR 
1. Idade 
❏ 18 a 20 anos 21 a 25 anos 26 a 30 anos 30 em diante 
❏ 
2. Sexo 
❏ Feminino ❏ Masculino 
3. Nível de escolaridade 
❏ Ensino Superior Completo 
❏ Ensino Superior Incompleto 
❏ Mestrado ou Doutorado 
4. Assinale a Renda Familiar Mensal de sua casa 
❏ Até R$ 1.449,99 
❏ De R$ 1.450,00 a R$ 2.899,99 
❏ De R$ 2.900,00 a R$ 7.249,99 
❏ De R$ 7.250,00 a R$ 14.499,99 
❏ R$ 14.500 ou mais 
5. Qual era seu conceito de empreendedorismo antes de participar do Desafio? 
6. Qual é seu atual conceito de empreendedorismo? 
7. Você participa ou já participou de alguma atividade anterior ao Desafio Universitário 
Empreendedor com o mesmo formato de ensino (games, trabalho em grupo, 
desenvolvimento de projetos)? 
❏ Sim ❏ Não 
Se sim, qual? 
8. Como você descreveria a sua participação no Desafio Universitário do SEBRAE? 
❏ Já tinha uma ideia sobre o que era empreendedorismo e só consolidei meus 
conhecimentos sobre o assunto. 
❏ Não tinha conhecimento nenhum sobre empreendedorismo e fui apresentado ao assunto 
no Desafio. 
❏ O Desafio mudou totalmente minha visão sobre o que é empreender. 
❏ Eu já tinha uma base sobre o assunto, mas construí um conhecimento muito melhor com 
o Desafio. 
❏ Não adquiri nenhum conhecimento com o Desafio. 
 
9. Atualmente você está trabalhando em alguma atividade ou projeto empreendedor? 
❏ Sim. Estou empreendendo dentro da empresa onde trabalho. 
❏ Sim. Estou empreendendo no negócio da família. 
❏ Sim. Abri um novo empreendimento recentemente. 
❏ Sim. Estou empreendendo em negócio próprio que já existia antes do Desafio. 
❏ Não. Não estou desenvolvendo nenhuma atividade empreendedora no momento. 
 
60 
 
10. Qual a sua opinião sobre a fase de games (1ª fase) do Desafio Empreendedor do SEBRAE. 
❏ Absorvi muito mais conhecimento do que com aulas online, apostilas ou outros 
formatos de ensino. 
❏ Não aprendi muito. Queria apenas ganhar os games o mais rápido possível. 
❏ Aprendi bastante, porém acho que aprenderia o mesmo com outro formato de ensino 
que não os games. 
❏ Adquiri conhecimento sobre alguns assuntos, mas aprenderia muito mais com outros 
formatos de ensino (aulas online, aulas presenciais, apostilas e etc.) 
❏ Não aprendi nada de novo. 
 
11. Você acha que desenvolveu alguma habilidade no decorrer do Desafio? 
❏ Sim. ❏ Não 
12. Classifique o NÍVEL DE CONHECIMENTO que você tinha sobre os assuntos abaixo 
ANTES DE PARTICIPAR do Desafio Universitário Empreendedor do SEBRAE, 
atribuindo uma nota de 1 a 5 para 
 01 02 03 04 05 
Conceito de empreendedorismo 
Como se planejar para empreender 
Quais fatores devem ser levados em conta 
para empreender 
 
Relevância do empreendedorismo no mundo 
Conceito de empreendedor 
13. Classifique o NÍVEL DE CONHECIMENTO que você tinha sobre os assuntos abaixo 
DEPOIS DE PARTICIPAR do Desafio Universitário Empreendedor do SEBRAE, 
atribuindo uma nota de 1 a 5 para 
 01 02 03 04 05 
Conceito de empreendedorismo 
Como se planejar para empreender 
Quais fatores devem ser levados em conta 
para empreender 
 
Relevância do empreendedorismo no mundo 
Conceito de empreendedor 
14. Qual a sua opinião sobre as atividades de imersão do Desafio? 
❏ O fato de trabalharmos em grupo em um determinado projeto que envolvia vários 
assuntos fez com que eu aprendesse muito mais do que em aulas tradicionais, por 
exemplo. 
❏ Esse tipo de ensino faz com que o aluno veja utilidade nos conhecimentos adquiridos e 
assim aprenda mais. 
❏ Esse formato de educação dificulta a aprendizagem. 
❏ Com relação a absorção de conhecimentos, não vejo diferença entre uma aula em 
formato tradicional e esse tipo de atividade 
❏ Esse tipo de ensino instiga nossa curiosidade e desperta em nós o interessepela matéria. 
 
61 
15. Classifique o NÍVEL DE IMPORTÂNCIA dos assuntos abaixo ANTES DE 
PARTICIPAR do Desafio Universitário Empreendedor do SEBRAE, atribuindo uma nota 
de 1 a 5 para 
 01 02 03 04 05 
Trabalho em equipe 
Ensino interativo 
Games como forma de ensino 
16. Classifique o NÍVEL DE IMPORTÂNCIA dos assuntos abaixo DEPOIS DE 
PARTICIPAR do Desafio Universitário Empreendedor do SEBRAE, atribuindo uma nota 
de 1 a 5 para 
 
Trabalho em equipe 
Ensino interativo 
Games como forma de ensino

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