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CSTPA PM-SP Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar Volume II EDITAL DEC-16/23/18 JL049-B-2018 DADOS DA OBRA Título da obra: Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar - CSTPA PM-SP Cargo: Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar Volume I • História do Brasil • Atualidades • Língua Portuguesa • Matemática • Direito Constitucional • Direito Penal e Direito Processual Penal • Direito Penal Militar e Processo Penal Militar • Direito Administrativo • Legislação Complementar Volume I • Legislação de Interesse Policial Militar • Normas Administrativas de Interesse Policial Militar Autores Jaqueline Lima Letícia Veloso Gestão de Conteúdos Emanuela Amaral de Souza Diagramação/ Editoração Eletrônica Elaine Cristina Igor de Oliveira Thais Regis Ana Luiza Cesário Produção Editoral Suelen Domenica Pereira Julia Antoneli Leandro Filho Capa Joel Ferreira dos Santos APRESENTAÇÃO CURSO ONLINE PARABÉNS! 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Aprova o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200); SÃO PAULO (Estado). Lei Complementar 893/01. Institui o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar; ....................................... 05 Lei Complementar 1.036/08. Institui o Sistema de Ensino da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e dá providências correlatas e, que a regulamenta; .......................................................................................................................................................................13 Lei Complementar 1.150/11. Dispõe sobre regras de inatividade e promoção aplicáveis aos policiais militares, nas condições que especifica; .....................................................................................................................................................................................15 Lei Complementar 1.224/13. Dispõe sobre o efetivo da Polícia Militar; ............................................................................................16 Lei Complementar 1.305/17. Altera dispositivos do Decreto-Lei 260/70, que dispõe sobre a inatividade dos componentes da PMESP; ...................................................................................................................................................................................................................19 Lei 616/74. Dispõe sobre a organização básica da PMESP; ....................................................................................................................22 Decreto-Lei 260/70. Dispõe sobre a inatividade dos componentes da PMESP; .............................................................................27 Decreto 7.290/75. Aprova o Regulamento Geral da PMESP;..................................................................................................................34 Decreto 20.218/82. Define a conceituação de acidente em serviço e dá outras providências; ................................................ 53 Decreto 54.911/09. Regulamenta a Lei Complementar 1.036/08. ........................................................................................................53 Decreto 55.588/10. Dispõe sobre o tratamento nominal das pessoas transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo e dá providências correlatas; ....................................................................................................................................67 Normas Administrativas de Interesse Policial Militar SÃO PAULO (Estado). Polícia Militar. Despacho PM3-037/02/09, de 06 de maio de 2009 - Emprego de policiais militares em território de atuação de outra OPM; ........................................................................................................................................................01 Despacho DL-32/20/13, de 27 de maio de 2013 - Procedimento no caso de disparo involuntário de armamento; ...... 01 Despacho PM3-22/02/11, de 27 de dezembro de 2011 - Cumprimento de requisições oriundas do Poder Judiciário ou do Ministério Público; ............................................................................................................................................................................................02 Diretriz PM2-1/91/07, de 27 de junho de 2007 - Plano de Policiamento Inteligente (PPI); subitens - 6.3.2. e 6.3.2.1.; .. 02 Diretriz PM3-8/02/06, de 01 de agosto de 2006 - Normas para o Sistema Operacional de Policiamento PM (NORSOP); .........................................................................................................................................................................................................06 Diretriz PM3-1/02/12, de 26 de janeiro de 2012 - Sistema de computação embarcada [Terminais Móveis de Dados (TMD)] e portátil [Terminais Portáteis de Dados (TPD)]; ...........................................................................................................................22 Diretriz PM3-2/02/14, de 05 de março de 2014 - Atividade Delegada; ............................................................................................26 Diretriz PM3-9/02/14, de 01 de dezembro de 2014 - Reintegração de Posse; ...............................................................................26 Diretriz PM3-2/02/16, de 08 de julho de 2016 - Diária especial por jornada extraordinária de trabalho policial-militar (DEJEM); .......................................................................................................................................................................................................................32 Diretriz PM6-1/40/11, de 04 de abril de 2011 - Pesquisa de clima organizacional on-line da Polícia Militar; ................... 32 Extravio ou furto de armamento ou munição - Determinação, publicada no item 1 do Bol G PM 101, de 29 de maio de 2012; .............................................................................................................................................................................................................................32I-2-PM - Instruções para a Movimentação de Policiais Militares; ........................................................................................................35 I-7-PM - Instruções para correspondência na Polícia Militar; ................................................................................................................39 I-16-PM - Instruções do Processo Administrativo da Polícia Militar; ..................................................................................................79 I-21-PM - Instruções para continências, honras, sinais de respeito e cerimonial militar na Polícia Militar; ......................107 I-23-PM - Instruções para Administração Logística e Patrimonial da Polícia Militar; .................................................................121 I-24-PM - Instruções do Sistema de Avaliação de Desempenho dos Integrantes da Polícia Militar; ..................................151 I-36-PM - Instruções para Afastamentos na Polícia Militar; .................................................................................................................158 I-38-PM - Instruções para a Administração de Bens Imóveis; .............................................................................................................171 I-40-PM - Instruções para o Atendimento de Ocorrência em que haja o Cometimento de Infração Penal praticada por Policial Militar; .........................................................................................................................................................................................................191 SUMÁRIO Nota de Instrução PM1-1/02/06, de 14 de fevereiro de 2006 - Avaliação psicológica para manutenção da posse e do porte de arma de fogo por Policiais Militares da ativa, e para aquisição de armas de fogo e obtenção da autorização de porte para Policiais Militares inativos e atualização publicada no item 40 do Bol G PM 70, de 14 de abril de 2008;...202 Nota de Instrução PM3-4/02/97, de 10 de dezembro de 1997 e Ordem Complementar PM3-13/02/98, de 24 de novembro de 1998 - que regula a implantação do policiamento comunitário como filosofia e estratégia organizacional; ...........205 Nota de Instrução PM3-002/03/14, de 22 de julho de 2014 - Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar (PAAPM); ....................................................................................................................................................................................................................209 Portaria do Cmt G PM4-1/12/16, de 16 de junho de 2016 - Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo e colete de proteção balística na Polícia Militar e dá outras providências; .....................................................................................................214 Portaria DP-1/122/14, publicada no item 1 do Bol G PM 172, de 11 de setembro de 2014, que trata da transferência para a reserva e reforma a pedido - normas procedimentais - determinação; ............................................................................236 Portaria PM1-1/02/13, de 28 de fevereiro de 2013 - Estabelece normas para utilização de arma de fogo por policiais militares em prédios do Poder Judiciário; ....................................................................................................................................................237 Portaria PM1-3/02/13, de 25 de julho de 2013, que dispõe sobre o regime de trabalho na Polícia Militar do Estado de São Paulo e dá outras providências - publicada no item 1 do Bol G PM 143, de 1 de agosto de 2013; ............................238 Regras de substituição temporária de função de oficiais, publicada no Bol G PM 139, de 28 de julho de 2014; ..........239 Regulamento de Uniformes da PM - R-5-PM. ...........................................................................................................................................243 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Súmula 172; ..................................................................................................................................... 01 Decreto-Lei 667/69. Reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, dos Territórios e do Distrito Federal, e dá outras providências; .............................................................................................................................................. 02 Decreto 88.777/83. Aprova o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200); SÃO PAULO (Estado). Lei Complementar 893/01. Institui o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar; ....................................... 05 Lei Complementar 1.036/08. Institui o Sistema de Ensino da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e dá providências correlatas e, que a regulamenta; ....................................................................................................................................................................... 13 Lei Complementar 1.150/11. Dispõe sobre regras de inatividade e promoção aplicáveis aos policiais militares, nas condições que especifica; .....................................................................................................................................................................................15 Lei Complementar 1.224/13. Dispõe sobre o efetivo da Polícia Militar; ............................................................................................ 16 Lei Complementar 1.305/17. Altera dispositivos do Decreto-Lei 260/70, que dispõe sobre a inatividade dos componentes da PMESP; ...................................................................................................................................................................................................................19 Lei 616/74. Dispõe sobre a organização básica da PMESP; .................................................................................................................... 22 Decreto-Lei 260/70. Dispõe sobre a inatividade dos componentes da PMESP; ............................................................................. 27 Decreto 7.290/75. Aprova o Regulamento Geral da PMESP;.................................................................................................................. 34 Decreto 20.218/82. Define a conceituação de acidente em serviço e dá outras providências; ................................................ 53 Decreto 54.911/09. Regulamenta a Lei Complementar 1.036/08. ........................................................................................................ 53 Decreto 55.588/10. Dispõe sobre o tratamento nominal das pessoas transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo e dá providências correlatas; .................................................................................................................................... 67 1 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR BRASIL. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA 172; O Sr. Ministro Costa Lima (Relator): José Maria Montani, policial militar, está denunciado perante o Juízo de Direito da Comarca de Nhandeara porque, no exercício de suas funções, infringiu o art. 21, da Lei de Contravenções Penais e o art. 3º, i da Lei n. 4.898 de 1965. A Constituição, artigo 125, parágrafo 4º, em som de guerra, dispõe que à Justiça Militar estadual compete pro- cessar e julgar os policiais e bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei. O crime de abuso de autoridade não se acha capitulado no Código Penal Militar, mas na Lei n. 4.898, de 09.12.1965, artigos 3º e 4º, a qual considera autoridade toda pessoa que, mesmo sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil ou militar. E, nesta linha de raciocínio, chega-se à igual conclu- são de que, se a denúncia é por vias de fato, contravenção, portanto, falece competênciaà Justiça Castrense para pro- cessar e julgar o policial militar, pois também não contem- plada no Código Penal Militar. Decidiu o extinto Tribunal Federal de Recursos Competência. Policial militar. Vias de fato. Contraven- ção. A ocorrência da figura contravencional denominada “vias de fato”, praticada por policial militar, não constitui crime militar, tal como definido no art. 9°, do Código Penal Militar, motivo pelo qual compete à Justiça Comum Esta- dual o processo e julgamento. Conflito procedente. (CC n. 6.587-SP, Rel. Min. William Patterson, DJU de 19.09.1985) Competência. Polícia Militar. Vias de fato (LCP, art. 21) ou abuso de autoridade (Lei n. 4.898/1965). A Justiça Militar Estadual compete processar e julgar, nos crimes militares definidos em lei, os integrantes das polícias militares (CF, art. 144, parágrafo 1º, d). Não se tratando de crime militar assim definido em lei, compete à Justiça Comum o processo e julgamento. Conflito conhecido, declarando-se competente o sus- citado. (CC n. 6.523-RS, Rel. Min. Nilson Naves, DJU de 10.10.1985) A seu turno, tratando do crime de abuso de autorida- de, assim já me posicionei: Processo Penal e Constitucional. Competência. Crime de abuso de autoridade. 1. O crime de abuso de autoridade (Lei n. 4.898, de 09.12.1965 e Lei n. 5.249, de 09.02.1967), mesmo quando praticado por policial militar no exercício de policiamento civil, insere-se na competência da justiça ordinária estadual. 2. Precedentes do STF e TFR. (CC n. 5.019, DJU de 23.06.1983) E esta egrégia Seção assentou: Processo Penal. Competência. Policial militar. Policiais militares denunciados perante a Justiça Co- mum e Militar. Imputações distintas. Competência da pri- meira para o processo e julgamento do crime de abuso de autoridade, não previsto no Código Penal Militar, e da se- gunda para o de lesões corporais, porquanto os mesmos se encontravam em serviço de policiamento. Unidade de processo e julgamento excluída pela inci- dência do art. 79, I, do Código de Processo Penal. Eventual subsunção do delito de abuso de autorida- de no delito mais grave de lesões corporais é questão de direito material, que não comporta exame em sede de conflito de competência. Conflito não conhecido. (CC n. 762-MG, Rel. Min Processual Penal. Competência. Policial militar. Crimes de abuso de autoridade e de lesões corporais. Compete à Justiça Criminal Comum processar e julgar o crime de abuso de autoridade, não previsto no CPM, e à Justiça Militar Estadual fazê-lo em relação ao crime de lesões corporais, eis que os agentes encontravam-se em serviço. Aplicação do disposto no art. 79, I, do CPP. (Preceden- te: CC n. 762, relator Ministro Costa Leite). (CC n. 1.077, Rel. Min. Carlos Thibau, DJU de 06.08.1990, p. 7.319) O Supremo Tribunal Federal também o entende: Crime de abuso de autoridade. Comete-o o miliciano que, embora, sem farda e fora do efetivo exercício de sua função, age, evocando a auto- ridade de que é investido. Exegêse do art. 5º, da Lei n. 4.898/1965. Competente, todavia, para o processo e julgamento, é a Justiça Comum Estadual, eis que inexistente crime mi- litar. Habeas Corpus indeferido. (HC n. 59.676-SP, Rel. Min. Djaci Falcão, DJU de 07.05.1982) Crime de abuso de autoridade. Policial militar no exer- cício de policiamento civil. Competência. Lei n. 4.898/1965, art. 4º, a e b. O processo e julgamento de delito de abuso de auto- ridade, previsto apenas na Lei Penal Comum, compete a Justiça Comum, ainda que praticado por policial militar no exercício da função administrativa civil. Conflito de jurisdição conhecido para declarar com- petente a Justiça Comum. (CJCr n. 6.351, Rel. Min. Rafael Mayer, DJU de 14.05.1982) À vista do que, conheço do conflito e declaro compe- tente o Juízo de Direito de Nhandeara-SP. 2 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR DECRETO-LEI 667/69. REORGANIZA AS PO- LÍCIAS MILITARES E OS CORPOS DE BOM- BEIROS MILITARES DOS ESTADOS, DOS TERRITÓRIOS E DO DISTRITO FEDERAL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS; DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969. Reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bom- beiros Militares dos Estados, dos Território e do Distrito Fe- deral, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , usando das atribui- ções que lhe confere o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, DECRETA: Art 1º As Polícias Militares consideradas forças auxilia- res, reserva do Exército, serão organizadas na conformida- de deste Decreto-lei. Parágrafo único. O Ministério do Exército exerce o controle e a coordenação das Polícias Militares, sucessiva- mente através dos seguintes órgãos, conforme se dispuser em regulamento: a) Estado-Maior do Exército em todo o território na- cional; b) Exércitos e Comandos Militares de Áreas nas res- pectivas jurisdições; c) Regiões Militares nos territórios regionais. Art 2º A Inspetoria-Geral das Polícias Militares, que passa a integrar, organicamente, o Estado-Maior do Exér- cito incumbe-se dos estudos, da coleta e registro de da- dos bem como do assessoramento referente ao controle e coordenação, no nível federal, dos dispositivos do presente Decreto-lei. Parágrafo único. O cargo de Inspetor-Geral das Polí- cias Militares será exercido por um General-de-Brigada da ativa. CAPÍTULO I Definição e competência Art. 3º - Instituídas para a manutenção da ordem pú- blica e segurança interna nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, compete às Polícias Militares, no âmbito de suas respectivas jurisdições: (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) a) executar com exclusividade, ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas, o policiamento ostensivo, fardado, planejado pela autoridade competente, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) b) atuar de maneira preventiva, como força de dissua- são, em locais ou áreas específicas, onde se presuma ser possível a perturbação da ordem; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 12.1.1983) c) atuar de maneira repressiva, em caso de perturba- ção da ordem, precedendo o eventual emprego das Forças Armadas; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) d) atender à convocação, inclusive mobilização, do Governo Federal em caso de guerra externa ou para preve- nir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se à Força Terrestre para em- prego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) e) além dos casos previstos na letra anterior, a Polí- cia Militar poderá ser convocada, em seu conjunto, a fim de assegurar à Corporação o nível necessário de adestra- mento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei, na forma que dispuser o regulamento específico. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 1º - A convocação, de conformidade com a le- tra e deste artigo, será efetuada sem prejuízo da compe- tência normal da Polícia Militar de manutenção da ordem pública e de apoio às autoridades federais nas missões de Defesa Interna, na forma que dispuser regulamento especí- fico. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 2º - No caso de convocação de acordo com o dis- posto na letra e deste artigo, a Polícia Militar ficará sob a supervisão direta do Estado-Maior do Exército, por inter- médio da Inspetoria-Geral das Polícias Militares, e seu Co- mandante será nomeado pelo Governo Federal. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 3º - Durante a convocação a que se refere a le- tra e deste artigo, que não poderá exceder o prazo máximo de 1 (um) ano, a remuneração dos integrantes da Polícia Militar e as despesas com a sua administração continuarão a cargo do respectivo Estado-Membro. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) Art. 4º - As Polícias Militares, integradasnas atividades de segurança pública dos Estados e Territórios e do Distrito Federal, para fins de emprego nas ações de manutenção da Ordem Pública, ficam sujeitas à vinculação, orientação, planejamento e controle operacional do órgão responsável pela Segurança Pública, sem prejuízo da subordinação ad- ministrativa ao respectivo Governador. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) CAPíTULO II Estrutura e Organização Art 5º As Polícias Militares serão estruturadas em ór- gão de Direção, de Execução e de Apoio de acordo com as finalidades essenciais do serviço policial e as necessidades de cada Unidade da Federação. § 1º Considerados as finalidades essenciais e o impe- rativo de sua articulação pelo território de sua jurisdição, as Polícias Militares deverão estruturar-se em grupos policiais. Sendo essas frações os menores elementos de ação autô- noma, deverão dispor de um chefe e de um número de componentes habilitados indispensáveis ao atendimento das missões básicas de polícia. 3 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR § 2º De acordo com a importância da região o inte- resse administrativo e facilidades de comando os grupos de que trata o parágrafo anterior poderão ser reunidos, constituindo-se em Pelotões, Companhias e Batalhões ou em Esquadrões e Regimento, quando se tratar de unidades montadas. 3º - Os efetivos das Polícias Militares serão fixados de conformidade com critérios a serem estabelecidos em re- gulamento desse Decreto-lei. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) Art. 6º - O Comando das Polícias Militares será exercido, em princípio, por oficial da ativa, do último posto, da própria Corporação. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 1º - O provimento do cargo de Comandante será feito por ato dos Governadores de Estado e de Territórios e do Distrito Federal, após ser o nome indicado aprovado pelo Ministro de Estado do Exército, observada a formação profissional do oficial para o exercício de Comando. (Reda- ção dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 2º - O Comando das Polícias Militares poderá, tam- bém, ser exercido por General-de-Brigada da Ativa do Exército ou por oficial superior combatente da ativa, pre- ferentemente do posto de Tenente-Coronel ou Coronel, proposto ao Ministro do Exército pelos Governadores de Estado e de Territórios e do Distrito Federal. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 3º - O oficial do Exército será nomeado para o cargo de Comandante da Polícia Militar, por ato do Governador da Unidade Federativa, após ser designado por Decreto do Poder Executivo, ficando à disposição do referido Governo. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 4º - O oficial do Exército, nomeado para o Coman- do da Polícia Militar, na forma do parágrafo anterior, será comissionado no mais alto posto da Corporação, e sua pa- tente for inferior a esse posto. § 5º - O cargo de Comandante de Polícia Militar é con- siderado cargo de natureza militar, quando exercido por oficial do Exército, equivalendo, para Coronéis e Tenente- -Coronéis, como Comando de Corpo de Tropa do Exército. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 6º - O oficial nomeado nos termos do parágrafo ter- ceiro, comissionado ou não, terá precedência hierárquica sobre os oficiais de igual posto da Corporação. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 7º - O Comandante da Polícia Militar, quando ofi- cial do Exército, não poderá desempenhar outras funções no âmbito estadual, ainda que cumulativamente com suas funções de comandante, por prazo superior a 30 (trinta) dias. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) § 8º - São considerados no exercício de função poli- cial-militar os policiais-militares ocupantes dos seguintes cargos: (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) a) os especificados no Quadro de Organização ou de lotação da Corporação a que pertencem; (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) b) os de instrutor ou aluno de estabelecimento de en- sino das Forças Armadas ou de outra Corporação Policial- -Militar, no país ou no exterior; e (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) c) os de instrutor ou aluno de estabelecimentos ofi- ciais federais e, particularmente, os de interesse para as Polícias Militares, na forma prevista em Regulamento deste Decreto-lei. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) § 9º - São considerados também no exercício de fun- ção policial-militar os policiais-militares colocados à dis- posição de outra corporação Policial-Militar. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) § 10º - São considerados no exercício da função de natureza policial-militar ou de interesse policial-militar, os policiais-militares colocados à disposição do Governo Fe- deral, para exercerem cargos ou funções em órgãos fede- rais, indicados em regulamento deste Decreto-lei. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) § 11 - São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-militar, os policiais-militares nomeados ou designados para: (In- cluído pelo Del nº 2010, de 1983) a) Casa Militar de Governador; (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) b) Gabinete do Vice-Governador; (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) c) Órgãos da Justiça Militar Estadual. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) § 12 - O período passado pelo policial-militar em car- go ou função de natureza civil temporário somente poderá ser computado como tempo de serviço para promoção por antiguidade e transferência para a inatividade. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) § 13 - O período a que se refere o parágrafo anterior não poderá ser computado como tempo de serviço arregi- mentado. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) Art. 7º - Os oficiais do Exército, da ativa, poderão servir, se o Comandante for oficial do Exército, no Estado-Maior das Polícias Militares ou como instrutores das referidas PM, aplicando-se-lhes as prescrições dos parágrafos 3º e 7º do artigo anterior. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) Parágrafo único - O oficial do Exército servindo em Estado-Maior das Polícias Militares ou como instrutor das referidas PM é considerado em cargo de natureza militar. (Incluído pelo Del nº 2010, de 1983) CAPÍTULO III Do Pessoal das Polícias Militares Art 8º A hierarquia nas Polícias Militares é a seguinte: a) Oficiais de Polícia: - Coronel - Tenente-Coronel - Major - Capitão - 1º Tenente - 2º Tenente b) Praças Especiais de Polícia: - Aspirante-a-Oficial - Alunos da Escola de Formação de Oficiais da Polícia. c) Praças de Polícia: - Graduados: - Subtenente 4 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR - 1º Sargento - 2º Sargento - 3º Sargento - Cabo - Soldado. § 1º A todos os postos e graduações de que trata este artigo será acrescida a designação “PM” (Polícia Militar). 2º Os Estados, Territórios e o Distrito Federal poderão, se convier às respectivas Polícias Militares: (Redação dada pelo Del 2.106, de 6.2.1984) a) admitir o ingresso de pessoal feminino em seus efetivos de oficiais e praças, para atender necessidades da respectiva Corporação em atividades específicas, median- te prévia autorização do Ministério do Exército; (Redação dada pelo Del 2.106, de 6.2.1984) b) suprimir na escala hierárquica um ou mais postos ou graduações das previstas neste artigo; e (Redação dada pelo Del 2.106, de 6.2.1984) c) subdividir a graduação de soldado em classes, até o máximo de três. (Incluída pelo Del 2.106, de 6.2.1984) Art 9º O ingresso no quadro de oficiais será feito atra- vés de cursos de formação de oficiais da própria Polícia Militar ou de outro Estado. Parágrafo único. Poderão também, ingressar nos qua- dros de oficiais das Polícias Militares, se convier a estas, Tenentes da Reserva de 2ª Classe das Forças Armadas com autorização do Ministério correspondente. Art 10. Os efetivos em oficiais médicos, dentistas, farma- cêuticos e veterinários, ouvido o Estado-Maior do Exército se- rão providos mediante concurso e acesso gradual conforme estiver previsto na legislaçãode cada Unidade Federativa. Parágrafo único. A assistência médica às Polícias Militares poderá também ser prestada por profissionais civis, de prefe- rência oficiais da reserva ou mediante contratação ou celebra- ção de convênio com entidades públicas e privadas existentes na comunidade, se assim convier à Unidade Federativa. Art 11. O recrutamento de praças para as Polícias Mi- litares obedecerá ao voluntariado, de acôrdo com legisla- ção própria de cada Unidade da Federação, respeitadas as prescrições da Lei do Serviço Militar e seu regulamento. Art 12. O acesso na escala hierárquica tanto de oficiais como de praça será gradual e sucessivo, por promoção, de acordo com legislação peculiar a cada Unidade da Federa- rão, exigidos os seguintes requisitos básicos: a) para a promoção ao posto de Major: curso de aper- feiçoamento feito na própria corporação ou em Força Poli- cial de outro Estado; b) para a promoção ao posto de Coronel: curso supe- rior de Polícia, desde que haja o curso na Corporação. CAPÍTULO IV Instrução e Armamento Art 13. A instrução das Polícias Militares limitar-se-á a engenhos e controlada pelo Ministério do Exército através do Estado-Maior do Exército, na forma deste Decreto-lei. Art 14. O armamento das Polícias armas de uso in- dividual inclusive automáticas, e a um reduzido número de armas automáticas coletivas e lança-rojões leves para emprego na defesa de suas instalações fixas, na defesa de pontos sensíveis e execução de ações preventivas e repres- sivas nas Missões de Segurança Interna e Defesa Territorial. Art 15. A aquisição de veículos sobre rodas com blin- dagem leve e equipados com armamento nas mesmas especificações do artigo anterior poderá ser autorizada, desde que julgada conveniente pelo Ministério do Exército. Art 16. É vedada a aquisição de engenhos, veículos, armamentos e aeronaves fora das especificações estabe- lecidas. Art 17. As aquisições de armamento e munição depen- derão de autorização do Ministério do Exército e obede- cerão às normas previstas pelo Serviço de Fiscalização de Importação, Depósito e Tráfego de Produtos Controlados pelo Ministério do Exército (SFIDT). CAPÍTULO V Justiça e Disciplina Art 18. As Polícias Militares serão regidas por Regula- mento Disciplinar redigido à semelhança do Regulamento Disciplinar do Exército e adaptado às condições especiais de cada Corporação. Art 19. A organização e funcionamento da Justiça Mi- litar Estadual serão regulados em lei especial. Parágrafo único. O foro militar é competente para pro- cessar e julgar o pessoal das Polícias Militares nos crimes definidos em lei como militares. Art 20. A Justiça Militar Estadual de primeira instância é constituída pelos Conselhos de Justiça previstos no Código de Justiça Militar. A de segunda instância será um Tribunal Especial, ou o Tribunal de Justiça. CAPÍTULO VI Da competência do Estado-Maior do Exército, atra- vés da Inspetoria-Geral das Polícias Militares Art 21. Compete ao Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares: a) Centralizar todos os assuntos da alçada do Minis- tério do Exército relativos às Polícias Militares, com vistas ao estabelecimento da política conveniente e à adoção das providências adequadas. b) Promover as inspeções das Políticas Militares tendo em vista o fiel cumprimento das prescrições deste decre- to-lei. c) Proceder ao controle da organização, da instrução, dos efetivos, do armamento e do material bélico das Polí- cias Militares. d) Baixar as normas e diretrizes para a fiscalização da instrução das Polícias Militares. e) Apreciar os quadros de mobilização para as Polícias Militares de cada Unidade da Federação, com vistas ao em- prego em suas missões específicas e como participantes da Defesa Territorial. f) Cooperar no estabelecimento da legislação básica relativa às Polícias Militares. 5 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR CAPÍTULO VII Prescrições Diversas Art 22. Ao pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas comerciais de empresas in- dustriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados. Art 23. É expressamente proibido a elementos das Polícias Militares o comparecimento fardado, exceto em serviço, em manifestações de caráter político-partidário. Art 24. Os direitos, vencimentos, vantagens e regalias do pessoal, em serviço ativo ou na inatividade, das Polícias Mili- tares constarão de legislação especial de cada Unidade da Federação, não sendo permitidas condições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas. No tocante a cabos e soldados, será permitida exceção no que se refere a vencimentos e vantagens bem como à idade-limite para permanência no serviço ativo. Art 25. Aplicam-se ao pessoal das Polícias Militares: a) as disposições constitucionais relativas ao alistamento eleitoral e condições de elegibilidade dos militares; b) as disposições constitucionais relativas às garantias, vantagens prerrogativas e deveres, bem como todas as restri- ções ali expressas, ressalvado o exercício de cargos de interesse policial assim definidos em legislação própria. Art 26. Competirá ao Poder Executivo, mediante proposta do Ministério do Exército declarar a condição de “militar” e, assim, considerá-los reservas do Exército aos Corpos de Bombeiros dos Estados, Municípios, Territórios e Distrito Federal. Parágrafo único. Aos Corpos de Bombeiros Militares aplicar-se-ão as disposições contidas neste Decreto-lei. (Redação dada pelo Del nº 1.406, de 24.6.1975) Art 27. Em igualdade de posto e graduação os militares das Forças Armadas em serviço ativo e da reserva remunerada têm precedência hierárquica sobre o pessoal das Polícias Militares. Art 28. Os oficiais integrantes dos quadros em extinção, de oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários nas Polícias Militares, poderão optar pelo seu aproveitamento nos efetivos a que se refere o artigo 10 deste Decreto-lei. Art 29. O Poder Executivo regulamentará o presente Decreto-lei no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data de sua publicação. Art 30. Este Decreto-lei entra em vigor na data de sua publicação ficando revogados o Decreto-lei número 317, de 13 de março de 1967 e demais disposições em contrário. Brasília, 2 de julho de 1969; 148º da Independência e 81º da República. DECRETO 88.777/83. APROVA O REGULA- MENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES (R-200); SÃO PAULO (ESTADO). LEI COMPLEMENTAR 893/01. INSTITUI O REGULAMENTO DISCI- PLINAR DA POLÍCIA MILITAR; O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , usando da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, DECRETA: Art . 1º - Fica aprovado o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200), que com este baixa. Art . 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogados os Decretos nº 66.862, de 08 de julho de 1970, e nº 82.020, de 20 de julho de 1978, e as demais disposições em contrário. Brasília,DF, 30 de setembro de 1983; 162º da Independência e 95º da República. JOÃO FIGUEIREDO Walter Pires Este texto não substitui o publicado no DOU de 4.10.1983 6 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR REGULAMENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES (R-200) ÍNDICE DE ASSUNTOS Art. CAPÍTULO I Das Finalidades 1º CAPÍTULO II Da Conceituação e Competência 2º/6º CAPÍTULO III Da Estrutura e Organização 7º/10 CAPÍTULO IV Do Pessoal das Polícias Militares 11/19 CAPÍTULO V Do Exercito de Cargo ou Função 20/25 CAPÍTULO VI Do Ensino, Instrução e Material 26/32 CAPÍTULO VII Do Emprego Operacional 33/36 CAPÍTULO VIII Da Competência do Estado-Maior do Exercito, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares 37/39 CAPÍTULO IX Das Prescrisões Diversas 40/48 REGULAMENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES (R-200) CAPÍTULO I Das Finalidades Art . 1º - EsteRegulamento estabelece princípios e normas para a aplicação do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983. CAPÍTULO II Da Conceituação e Competência Art . 2º - Para efeito do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969 modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de ju- nho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste Regulamento, são estabelecidos os seguintes conceitos: 1) À disposição - É a situação em que se encontra o policial-militar a serviço de órgão ou autoridade a que não esteja diretamente subordinado. 2) Adestramento - Atividade destinada a exercitar o policial-militar, individualmente e em equipe, desenvolvendo-lhe a habilidade para o desempenho das tarefas para as quais já recebeu a adequada instrução. 3) Agregação - Situação na qual o policial-militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do seu quadro, nela permanecendo sem número. 4) Aprestamento - Conjunto de medidas, incluindo instrução, adestramento e preparo logístico, para tornar uma orga- nização policial-militar pronta para emprego imediato. 5) Assessoramento - Ato ou efeito de estudar os assuntos pertinentes, propor soluções a cada um deles, elaborar dire- trizes, normas e outros documentos. 6) Comando Operacional - Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas, desig- nar missões e objetivos e exercer a direção necessária para a condução das operações militares. 7) Controle - Ato ou efeito de acompanhar a execução das atividades das Polícias Militares, por forma a não permitir desvios dos propósitos que lhe forem estabelecidos pela União, na legislação pertinente. 8) Controle Operacional - Grau de autoridade atribuído à Chefia do órgão responsável pela Segurança Pública para acompanhar a execução das ações de manutenção da ordem pública pelas Polícias Militares, por forma a não permitir desvios do planejamento e da orientação pré-estabelecidos, possibilitando o máximo de integração dos serviços policiais das Unidades Federativas. 9) Coordenação - Ato ou efeito de harmonizar as atividades e conjugar os esforços das Polícias Militares para a conse- cução de suas finalidades comuns estabelecidas pela legislação, bem como de conciliar as atividades das mesmas com as do Exército, com vistas ao desempenho de suas missões. 10) Dotação - Quantidade de determinado material, cuja posse pelas Polícias Militares é autorizada pelo Ministério do Exército, visando ao perfeito cumprimento de suas missões. 11) Escala Hierárquica - Fixação ordenada dos postos e graduações existentes nas Policias Militares (PM). 12 ) Fiscalização - Ato ou efeito de observar, examinar e inspecionar as Polícias Militares, com vistas ao perfeito cum- primento das disposições legais estabelecidas pela União. 7 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 13) Graduação - Grau hierárquico da praça. 14) Grave Perturbação ou Subversão da Ordem - Cor- responde a todos os tipos de ação, inclusive as decorrentes de calamidade pública, que por sua, natureza, origem, am- plitude, potencial e vulto: a) superem a capacidade de condução das medidas preventivas e repressivas tomadas pelos Governos Esta- duais; b) sejam de natureza tal que, a critério do Governo Fe- deral, possam vir a comprometer a integridade nacional, o livre funcionamento de poderes constituídos, a lei, a ordem e a prática das instituições; c) impliquem na realização de operações militares. 15) Hierarquia Militar - Ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas e Forças Auxiliares. 16) Inspeção - Ato da autoridade competente, com ob- jetivo de verificar, para fins de controle e coordenação, as atividades e os meios das Policias Militares. 17) Legislação Específica - Legislação promulgada pela União, relativa às Policias Militares. 18) Legislação Peculiar ou Própria - Legislação da Uni- dade da Federação, pertinente à Polícia Militar. 19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâ- mico do poder de polícia, no campo da segurança pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pública. 20) Material Bélico de Polícia Militar - Todo o material necessário às Policias Militares para o desempenho de suas atribuições especificas nas ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial. Compreendem-se como tal: a) armamento; b) munição; c) material de Motomecanização; d) material de Comunicações; e) material de Guerra Química; f) material de Engenharia de Campanha. 21) Ordem Pública -.Conjunto de regras formais, que emanam do ordenamento jurídico da Nação, tendo por escopo regular as relações sociais de todos os níveis, do interesse público, estabelecendo um clima de convivência harmoniosa e pacífica, fiscalizado pelo poder de polícia, e constituindo uma situação ou condição que conduza ao bem comum. 22) Operacionalidade - Capacidade de uma organiza- ção policial-militar para cumprir as missões a que se des- tina. 23) Orientação - Ato de estabelecer para as Polícias Militares diretrizes, normas, manuais e outros documentos, com vistas à sua destinação legal. 24) Orientação Operacional - Conjunto de diretrizes baixadas pela Chefia do órgão responsável pela Seguran- ça Pública nas Unidades Federativas, visando a assegurar a coordenação do planejamento da manutenção da ordem pública a cargo dos órgãos integrantes do Sistema de Se- gurança Pública. 25) Perturbação da Ordem - Abrange todos os tipos de ação, inclusive as decorrentes de calamidade pública que, por sua natureza, origem, amplitude e potencial possam vir a comprometer, na esfera estadual, o exercício dos pode- res constituídos, o cumprimento das leis e a manutenção da ordem pública, ameaçando a população e propriedades públicas e privadas. As medidas preventivas e repressivas neste caso, estão incluídas nas medidas de Defesa Interna e são conduzidas pelos Governos Estaduais, contando ou não com o apoio do Governo Federal. 26) Planejamento - Conjunto de atividades, metodica- mente desenvolvidas, para esquematizar a solução de um problema, comportando a seleção da melhor alternativa e o ordenamento contentemente avaliado e reajustado, do emprego dos meios disponíveis para atingir os objetivos estabelecidos. 27) Policiamento Ostensivo - Ação policial, exclusi- va das Policias Militares em cujo emprego o homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda quer pelo equipamento, ou viatura, objeti- vando a manutenção da ordem pública. São tipos desse policiamento, a cargo das Polícias Mi- litares ressalvadas as missões peculiares das Forças Arma- das, os seguintes: - ostensivo geral, urbano e rural; - de trânsito; - florestal e de mananciais; - rodoviária e ferroviário, nas estradas estaduais; - portuário; - fluvial e lacustre; - de radiopatrulha terrestre e aérea; - de segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado; - outros, fixados em legislação da Unidade Federativa, ouvido o Estado-Maior do Exército através da Inspetoria- -Geral das Polícias Militares. 28) Posto - Grau hierárquico do oficial. 29) Praças Especiais - Denominação atribuída aos po- liciais-mílitares não enquadrados na escala hierárquica como oficiais ou praças. 30) Precedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito. 31) Subordinação - Ato ou efeito de uma corporação policial-militar ficar, na totalidade ou em parte, diretamen- te sob o comando operacional dos Comandantes dos Exér- citos ou Comandantes Militares de Área com jurisdição na área dos Estados, Territórios e Distrito Federal e com res- ponsabilidade de Defesa Interna ou de Defesa Territorial. 32) Uniforme e Farda - Tem a mesma significação. 33) Vinculação - Ato ou efeito de uma Corporação Po- licial-Militar por intermédio do comandante Geral atender orientarãoe ao planejamento global de manutenção da ordem pública, emanados da Chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades da Federação, com vistas a obtenção de soluções integradas. 34) Visita - Ato por meio do qual a autoridade com- petente estabelece contatos pessoais com os Comandos de Polícias Militares, visando a obter, por troca de ideias 8 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR e informações, uniformidade de conceitos e de ações que facilitem o perfeito cumprimento, pelas Polícias Militares, da legislação e das normas baixadas pela União. Art . 3º - O Ministério do Exército exercerá o controle e a coordenação das Polícias Militares, atendidas as prescri- ções dos § 3º, 4º e 6º do artigo 10 do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967 (Reforma Administrativa), por intermédio dos seguintes órgãos: 1) Estado-Maior do Exército, em todo o território na- cional; 2) Exércitos e Comandos Militares de Área, como gran- des escalões de enquadramento e preparação da tropa para emprego nas respectivas jurisdições; 3) Regiões Militares, como órgãos territoriais, e demais Grandes Comandos, de acordo com a delegação de com- petência que lhes for atribuída pelos respectivos Exércitos ou Comandos Militares de Área. Parágrafo único - O controle e a coordenação das Polí- cias Militares abrangerão os aspectos de organização e legis- lação, efetivos, disciplina, ensino e instrução, adestramento, material bélico de Polícia Militar, de Saúde e Veterinária de campanha, aeronave, como se dispuser neste Regulamento e de conformidade com a política conveniente traçada pelo Ministério do Exército. As condições gerais de convocação, inclusive mobilização, serão tratadas em instruções. Art . 4º - A Polícia Militar poderá ser convocada, total ou parcialmente, nas seguintes hipóteses: 1) Em caso de guerra externa; 2) Para prevenir ou reprimir grave perturbação da or- dem ou ameaça de sua irrupção, e nos casos de calamida- de pública declarada pelo Governo Federal e no estado de emergência, de acordo com diretrizes especiais baixadas pelo Presidente da República. Art . 5º - As Polícias Militares, a critério dos Exércitos e Comandos Militares de Área, participarão de exercícios, manobras e outras atividades de instrução necessárias às ações específicas de Defesa Interna ou de Defesa Territo- rial, com efetivos que não prejudiquem sua ação policial prioritária. Art . 6º - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares poderão participar dos planejamentos das Forças Terres- tres, que visem a Defesa Interna e à Defesa Territorial. CAPÍTULO III Da Estrutura e Organização Art . 7º - A criação e a localização de organizações po- liciais-militares deverão atender ao cumprimento de suas missões normais, em consonância com os planejamentos de Defesa Interna e de Defesa Territorial, dependendo de aprovação pelo Estado-Maior do Exército. Parágrafo único - Para efeito deste artigo, as propos- tas formuladas pelos respectivos Comandantes-Gerais de Polícia Militar serão examinadas pelos Exércitos ou Coman- dos Militares de Área e encaminhadas ao Estado-Maior do Exército, para aprovação. Art . 8º - Os atos de nomeação e exoneração do Co- mandante-Geral de Polícia Militar deverão ser simultâneos, obedecidas as prescrições do artigo 6º, do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação modificada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983. Pro- ceder-se à da mesma for quanto ao Comandante-Geral de Corpo de Bombeiro Militar. § 1º - O policial do serviço ativo do Exército, nomeado para comandar Polícia Militar ou Corpo de Bombeiro Mili- tar, passará à disposição do respectivo Governo do Estado, Território ou Distrito Federal, pelo prazo de 2 (dois) anos. § 2º - O prazo a que se refere o parágrafo anterior po- derá ser prorrogado por mais 2 (dois) anos, por proposta dos Governadores respectivos. § 3º - Aplicam-se as prescrições dos § 1º e 2º, deste artigo, ao Oficial do serviço ativo do Exército que passar à disposição, para servir no Estado-Maior ou como instru- tor das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, obedecidas para a designação as prescrições do art. 6º do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação dada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, ressalvado quanto ao posto. § 4º - Salvo casos especiais, a critério do Ministro do Exército, o Comandante exonerado deverá aguardar no Comando o seu substituto efetivo. Art . 9º - O Comandante de Polícia Militar, quando Oficial do Exército, não poderá desempenhar, ainda que acumulativamente com as funções de Comandantes, outra função, no âmbito estadual, por prazo superior a 30 (trinta) dias em cada período consecutivo de 10 (dez) meses. Parágrafo único - A colaboração prestada pelo Coman- dante de Polícia Militar a órgãos de caráter técnico, desde que não se configure caso de acumulação previsto na le- gislação vigente e nem prejudique o exercício normal de suas funções, não constitui impedimento constante do pa- rágrafo 7º do Art 6º do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969. Art . 10 - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares são os responsáveis, em nível de Administração Direta, pe- rante os Governadores das respectivas Unidades Federati- vas, pela administração e emprego da Corporação. § 1º - Com relação ao emprego, a responsabilidade funcional dos Comandantes-Gerais verificar-se-á quanto à operacionalide, ao adestramento e aprestamento das res- pectivas Corporações Policiais-Militares. § 2º - A vinculação das Polícias Militares ao órgão res- ponsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas confere, perante a Chefia desse órgão, responsabilidade aos Comandantes-Gerais das Polícias Militares quanto à orientação e ao planejamento operacionais da manuten- ção da ordem pública, emanados daquela Chefia. § 3º - Nas missões de manutenção da ordem pública, decorrentes da orientação e do planejamento do Órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federa- tivas, são autoridades competentes, para efeito do plane- jamento e execução do emprego das Polícias Militares, os respectivos Comandantes-Gerais e, por delegação destes, os Comandantes de Unidades e suas frações, quando for o caso. 9 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR CAPíTULO IV Do Pessoal das Polícias Militares Art . 11 - Consideradas as exigências de formação pro- fissional, o cargo de Comandante-Geral da Corporação, de Chefe do Estado-Maior Geral e de Diretor, Comandante ou Chefe de Organização Policial-Militar (OPM) de nível Di- retoria, Batalhão PM ou equivalente, serão exercidos por Oficiais PM, de preferência com o Curso Superior de Polícia, realizado na própria Polícia Militar ou na de outro Estado. Parágrafo único - Os Oficiais policiais-militares já di- plomados pelos Cursos Superiores de Polícia do Departa- mento de Policia Federal e de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército terão, para todos os efeitos, o amparo legal assegurado aos que tenham concluído o curso correspon- dente nas Polícias Militares. Art . 12 - A exigência dos Cursos de Aperfeiçoamen- to de Oficiais e Superior de Polícia para Oficiais Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e Veterinários, ficará a critério da respectiva Unidade Federativa e será regulada mediante le- gislação peculiar, ouvido o Estado-Maior do Exército. Art . 13 - Poderão ingressar nos Quadros de Oficiais Policiais-Militares, caso seja conveniente à Polícia Militar, Tenentes da Reserva não Remunerada das Forças Armadas, mediante requerimento ao Ministro de Estado correspon- dente, encaminhado por intermédio da Região Militar, Dis- trito Naval ou Comando Aéreo Regional. Art . 14 - O acesso na escala hierárquica, tanto de ofi- ciais como de praças, será gradual e sucessivo, por promo- ção, de acordo com a legislação peculiar de cada Unidade da Federação, exigidos dentre outros, os seguintes requi- sitos básicos: 1) para todos os postos e graduações, exceto 3º Sgt e Cabo PM: - Tempo de serviçoarregimentado, tempo mínimo de permanência no posto ou graduação, condições de me- recimento e antiguidade, conforme dispuser a legislação peculiar; 2) para promoção a Cabo: Curso de Formação de Cabo PM; 3) para promoção a 3º Sargento PM: Curso de Forma- ção de Sargento PM; 4) para promoção a 1º Sargento PM: Curso de Aperfei- çoamento de Sargento PM; 5) para promoção ao posto de Major PM: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais PM; 6) para promoção ao posto de Coronel PM: Curso Su- perior de Polícia, desde que haja o Curso na Corporação. Art . 15 - Para ingresso nos quadros de Oficiais de Ad- ministração ou de Oficiais Especialistas, concorrerão os Subtenentes e 1º Sargentos, atendidos os seguintes requi- sitos básicos: 1) possuir o Ensino de 2º Grau completo ou equiva- lente; 2) possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos. Parágrafo único - É vedada aos integrantes dos qua- dros de Oficiais de Administração e de Oficiais Especialis- tas, a matrícula no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Art . 16 - A carreira policial-militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada às finalida- des precípuas das Polícias Militares, denominada “Ativida- de Policial-Militar.” Art . 17 - A promoção por ato de bravura, em tempo de paz, obedecerá às condições estabelecidadas na legislação da Unidade da Federação. Art . 18 - O acesso para as praças especialistas músicos será regulado em legislação própria. Art . 19 - Os policiais-militares na reserva poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter transitório e mediante aceitação voluntária, por ato do Governador da Unidade da Federação, quando: 1) se fizer necessário o aproveitamento de conheci- mentos técnicos e especializados do policial-militar; 2) não houver, no momento, no serviço ativo, policial- -militar habilitado a exercer a função vaga existente na Or- ganização Policial-Militar. Parágrafo único - O policial-militar designado terá os direitos e deveres dos da ativa de igual situação hierár- quica, exceto quanto à promoção, a que não concorrerá, e contará esse tempo de efetivo serviço. CAPÍTULO V Do Exercício de Cargo ou Função Art 20 - São considerados no exercício de função po- licial-militar os policiais-militares da ativa ocupantes dos seguintes cargos: 1) os especificados nos Quadros de Organização da Corporação a que pertencem; 2) os de instrutor ou aluno de estabelecimento de en- sino das Forças Armadas ou de outra Corporação Policial- -Militar, no país e no exterior; e 3) os de instrutor ou aluno da Escola Nacional de In- formações e da Academia Nacional de Polícia da Polícia Federal. Parágrafo único - São considerados também no exer- cício de função policial-militar os policiais-militares coloca- dos à disposição de outra Corporação Policial-Militar. Art. 21. São considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-militar ou de bombeiro-militar, os militares dos Estados, do Distrito Federal ou dos Territórios, da ativa, colocados à disposição do Governo Federal para exercerem cargo ou função nos seguintes órgãos: (Redação dada pelo Decreto nº 5.896, de 2006) II - Ministério ou órgão equivalente; (Redação dada pelo Decreto nº 8.806, de 2016) III - Secretaria Nacional de Segurança Pública, Secre- taria Nacional de Justiça, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos e Conselho Nacional de Segurança Pú- blica, do Ministério da Justiça; (Redação dada pelo Decreto nº 8.377, de 2014) IV - Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional; (Redação dada pelo Decreto nº 8.377, de 2014) 10 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR V - Supremo Tribunal Federal, Tribunais Superiores e Conselho Nacional de Justiça; (Redação dada pelo Decreto nº 8.377, de 2014) VI - Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público; (Redação dada pelo Decreto nº 8.377, de 2014) § 1º São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou bombeiro-militar ou de interes- se policial-militar ou bombeiro-militar, os policiais-milita- res e bombeiros-militares da ativa nomeados ou designa- dos para: (Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 1) o Gabinete Militar, a Casa Militar ou o Gabinete de Segurança Institucional, ou órgão equivalente, dos Gover- nos dos Estados e do Distrito Federal; (Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 2) o Gabinete do Vice-Governador; (Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 3) a Secretaria de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal, ou órgão equivalente; (Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 4) órgãos da Justiça Militar Estadual e do Distrito Fede- ral; e (Incluído pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 5) a Secretaria de Defesa Civil dos Estados e do Distrito Federal, ou órgão equivalente. (Incluído pelo Decreto nº 4.531, de 2002) 6) órgãos policiais de segurança parlamentar da Câma- ra Legislativa do Distrito Federal. (Incluído pelo Decreto nº 5.416, de 2005) 7) Administrador Regional e Secretário de Estado do Governo do Distrito Federal, ou equivalente, e cargos de Natureza Especial níveis DF-14 ou CNE-7 e superiores nas Secretarias e Administrações Regionais de interesse da se- gurança pública, definidos em ato do Governador do Dis- trito Federal; e (Incluído pelo Decreto nº 6.745, de 2009) 8) Diretor de unidade da Secretaria de Saúde do Distri- to Federal, em áreas de risco ou de interesse da segurança pública definidas em ato do Governador do Distrito Fede- ral. (Incluído pelo Decreto nº 6.745, de 2009) 9) a Secretaria de Estado de Ordem Pública e Social do Distrito Federal. (Incluído pelo Decreto nº 7.292, de 2010) § 2o Os policiais-militares e bombeiros-militares da ati- va só poderão ser nomeados ou designados para exerce- rem cargo ou função nos órgãos constantes dos itens 1 a 6 do § 1o na conformidade de vagas e cargos nos respectivos órgãos cessionários. (Redação dada pelo Decreto nº 6.745, de 2009) Art . 22 - Os policiais-militares da ativa, enquanto no- meados ou designados para exercerem cargo ou função em qualquer dos órgãos relacionados nos Art 20 e 21, não poderão passar à disposição de outro órgão. Art. 23. Os Policiais Militares nomeados juízes dos di- ferentes Órgãos da Justiça Militar Estadual serão regidos por legislação especial. (Redação dada pelo Decreto nº 95.073, de 21.10.1987) Art . 24 - Os policiais-militares, no exercício de função ou cargo não catalogados nos Art 20 e 21 deste Regula- mento, são considerados no exercício de função de natu- reza civil. Parágrafo único - Enquanto permanecer no exercício de função ou cargo público civil temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta, o policial-militar fica- rá agregado ao respectivo quadro e somente poderá ser promovido por antiguidade, constando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a inatividade e esta se dará, ex-officio , depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, na forma da lei. Art . 25 - As Polícias Militares manterão atualizada uma relação nominal de todos os policiais-militares, agregados ou não, no exercício de cargo ou função em órgão não pertencente à estrutura da Corporação. Parágrafo único - A relação nominal será semestral- mente publicada em Boletim Interno da Corporação e deverá especificar a data de apresentação do serviço e a natureza da função ou cargo exercido, nos termos deste Regulamento. CAPÍTULO VI Do Ensino, Instrução e Material Art . 26 - O ensino nas Polícias Militares orientar-se- -á no sentido da destinação funcional de seus integrantes, por meio da formação, especialização e aperfeiçoamento técnico-profissional, com vistas, prioritariamente, à Segu- rança Pública. Art . 27 - O ensino e a instrução serão orientados,coor- denados e controlados pelo Ministério do Exército, por in- termédio do Estado-Maior do Exército, mediante a elabo- ração de diretrizes e outros documentos normativos. Art . 28 - A fiscalização e o controle do ensino e da ins- trução pelo Ministério do Exército serão exercidos: 1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante a verifica- ção de diretrizes, planos gerais, programas e outros do- cumentos periódicos, elaborados pelas Polícias Militares; mediante o estudo de relatórios de visitas e inspeções dos Exércitos e Comandos Militares de Área, bem como por meio de visitas e inspeções do próprio Estado-Maior do Exército, realizadas por intermédio da Inspetoria-Geral das Policias Militares; 2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas áreas de sua jurisdição, mediante visitas e inspeções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado- -Maior do Exército; 3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Coman- dos, nas respectivas áreas de jurisdição, por delegação dos Exércitos ou Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército. Art . 29 - As características e as dotações de material bélico de Polícia Militar serão fixadas pelo Ministério do Exército, mediante proposta do Estado-Maior do Exército. Art . 30 - A aquisição de aeronaves, cuja existência e uso possam ser facultados às Polícias Militares, para melhor de- sempenho de suas atribuições específicas, bem como suas características, será sujeita à aprovação pelo Ministério da Aeronáutica, mediante proposta do Ministério do Exército. Art . 31 - A fiscalização e o controle do material das Polícias Militares serão procedidos: 11 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante a verifica- ção de mapas e documentos periódicos elaborados pelas Polícias Militares; por visitas e inspeções, realizadas por intermédio da Inspetoria-Geral das Polícias Militares, bem como mediante o estudo dos relatórios de visitas e inspe- ções dos Exércitos e Comandos Militares de Área; 2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas respectivas áreas de jurisdição, através de visitas e inspe- ções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Es- tado-Maior do Exército; 3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Coman- dos, nas respectivas áreas de jurisdição, por delegação dos Exércitos e Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo com diretrizes normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército. Art . 32 - A fiscalização e o controle do material das Polícias Militares far-se-ão sob os aspectos de: 1) características e especificações; 2) dotações; 3) aquisições; 4) cargas e descargas, recolhimentos e alienações; 5) existência e utilização; 6) manutenção e estado de conservação. § 1º - A fiscalização e controle a serem exercidos pelos Exércitos, Comandos Militares de Área, Regiões Militares e demais Grandes Comandos, restringir-se-ão aos aspectos dos números 4), 5) e 6). § 2º - As aquisições do armamento e munição atende- rão às prescrições da legislação federal pertinente. CAPÍTULO VII Do Emprego Operacional Art . 33 - A atividade operacional policial-militar obe- decerá a planejamento que vise, principalmente, à manu- tenção da ordem pública nas respectivas Unidades Fede- rativas. Parágrafo único - As Polícias Militares, com vistas à in- tegração dos serviços policiais das Unidades Federativas, nas ações de manutenção da ordem pública, atenderão às diretrizes de planejamento e controle operacional do titular do respectivo órgão responsável pela Segurança Pública. Art . 34 - As Polícias Militares, por meio de seus Esta- dos-Maiores, prestarão assessoramento superior à chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, com vistas ao planejamento e ao controle ope- racional das ações de manutenção da ordem pública. § 1º - A envergadura e as características das ações de manutenção da ordem pública indicarão o nível de comando policial-militar, estabelecendo-se assim, a responsabilidade funcional perante a Comandante-Geral da Polícia Militar. § 2º - Para maior eficiência das ações, deverá ser es- tabelecido um comando policial-militar em cada área de operações onde forem empregadas frações de tropa de Polícia Militar. Art . 35 - Nos casos de perturbação da ordem, o pla- nejamento das ações de manutenção da ordem pública deverá ser considerado como de interesse da Segurança Interna. Parágrafo único - Nesta hipótese, o Comandante-Ge- ral da Polícia Militar ligar-se-á ao Comandante de Área da Força Terrestre, para ajustar as medidas de Defesa Interna. Art . 36 - Nos casos de grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, as Polícias Militares cumprirão as missões determinadas pelo Comandante Militar de Área da Força Terrestre, de acordo com a legislação em vigor. CAPÍTULO VIII Da Competência do Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares Art . 37 - Compete ao Estado-Maior do Exército, por intermédio da Inspetoria-Geral das Polícias Militares: 1) o estabelecimento de princípios, diretrizes e normas para a efetiva realização do controle e da coordenação das Polícias Militares por parte dos Exércitos, Comandos Milita- res de Área, Regiões Militares e demais Grandes Comandos; 2) a centralização dos assuntos da alçada do Ministério do Exército, com vistas ao estabelecimento da política con- veniente e à adoção das providências adequadas; 3) a orientação, fiscalização e controle do ensino e da instrução das Polícias Militares; 4) o controle da organização, dos efetivos e de todo material citado no parágrafo único do artigo 3º deste Re- gulamento; 5) a colaboração nos estudos visando aos direitos, de- veres, remuneração, justiça e garantias das Polícias Milita- res e ao estabelecimento das condições gerais de convoca- ção e de mobilização; 6) a apreciação dos quadros de mobilização para as Polícias Militares; 7) orientar as Polícias Militares, cooperando no esta- belecimento e na atualização da legislação básica relativa a essas Corporações, bem como coordenar e controlar o cumprimento dos dispositivos da legislação federal e esta- dual pertinentes. Art . 38 - Qualquer mudança de organização, aumento ou diminuição de efetivos das Polícias Militares dependerá de aprovação do Estado-Maior do Exército, que julgará da sua conveniência face às implicações dessa mudança no quadro da Defesa Interna e da Defesa Territorial. § 1º - As propostas de mudança de efetivos das Polícias Militares serão apreciadas consoante os seguintes fatores, concernentes à respectiva Unidade da Federação: 1) condições geo-sócio-econômicas; 2) evolução demográfica; 3) extensão territorial; 4) índices de criminalidade; 5) capacidade máxima anual de recrutamento e de for- mação de policiais-militares, em particular os Soldados PM; 6) outros, a serem estabelecidos pelo Estado-Maior do Exército. § 2º - Por aumento ou diminuição de efetivo das Polí- cias Militares compreende-se não só a mudança no efetivo global da Corporação mas, também, qualquer modificação dos efetivos fixados para cada posto ou graduação, dentro dos respectivos Quadros ou Qualificações. 12 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Art . 39 - O controle da organização e dos efetivos das Polícias Militares será feito mediante o exame da legislação peculiar em vigor nas Polícias Militares e pela verificação, dos seus efetivos, previstos e existentes, inclusive em situações especiais, de forma a mantê-los em perfeita adequabilida- de ao cumprimento das missões de Defesa Interna e Defesa Territorial, sem prejuízos para a atividade policial prioritária. Parágrafo único - O registro dos dados concernentes à organização e aos efetivos das Polícias Militares será feito com a remessa periódica de documentos pertinentes à Ins- petoria-Geral das Polícias Militares. CAPÍTULO IX Das Prescrições Diversas Art . 40 - Paraefeito das ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial, nas situações previstas nos Art 4º e 5º deste Regulamento, as unidades da Polícia Militar subordi- nar-se-ão ao Grande Comando Militar que tenha jurisdição sobre a área em que estejam localizadas, independente- mente do Comando da Corporação a que pertençam ter sede em território jurisdicionado por outro Grande Coman- do Militar. Art . 41 - As Polícias Militares integrarão o Sistema de Informações do Exército, conforme dispuserem os Coman- dantes de Exército ou Comandos Militares de Área, nas res- pectivas áreas de jurisdição. Art . 42 - A Inspetoria-Geral das Polícias Militares tem competência para se dirigir diretamente às Polícias Milita- res, bem como aos órgãos responsáveis pela Segurança Pública e demais congêneres, quando se tratar de assunto técnico-profissional pertinente às Polícias Militares ou re- lacionado com a execução da legislação federal específica àquelas Corporações. Art . 43 - Os direitos, remuneração, prerrogativas e de- veres do pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo ou na inatividade, constarão de legislação peculiar em cada Unidade da Federação, estabelecida exclusivamente para as mesmas. Não será permitido o estabelecimento de con- dições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas, considerada a correspondência relativa dos postos e graduações. Parágrafo único - No tocante a Cabos e Soldados, será permitido exceção no que se refere à remuneração bem como à idade-limite para permanência no serviço ativo. Art . 44 - Os Corpos de Bombeiros, à semelhança das Polícias Militares, para que passam ter a condição de “mi- litar” e assim serem considerados forças auxiliares, reserva do Exército, têm que satisfazer às seguintes condições: 1) serem controlados e coordenados pelo Ministério do Exército na forma do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste Regulamento; 2) serem componentes das Forças Policiais-Militares, ou independentes destas, desde que lhes sejam propor- cionadas pelas Unidades da Federação condições de vida autônoma reconhecidas pelo Estado-Maior do Exército; 3) serem estruturados à base da hierarquia e da disci- plina militar; 4) possuírem uniformes e subordinarem-se aos pre- ceitos gerais do Regulamento Interno e dos Serviços Ge- rais e do Regulamento Disciplinar, ambos do Exército, e da legislação específica sobre precedência entre militares das Forças Armadas e os integrantes das Forças Auxiliares; 5 ) ficarem sujeitos ao Código Penal Militar; 6) exercerem suas atividades profissionais em regime de trabalho de tempo integral. § 1º - Caberá ao Ministério do Exército, obedecidas as normas deste Regulamento, propor ao Presidente da Re- pública a concessão da condição de «militar» aos Corpos de Bombeiros. § 2º - Dentro do Território da respectiva Unidade da Federação, caberá aos Corpos de Bombeiros Militares a orientação técnica e o interesse pela eficiência operacional de seus congêneres municipais ou particulares. Estes são organizações civis, não podendo os seus integrantes usar designações hierárquicas, uniformes, emblemas, insígnias ou distintivos que ofereçam semelhança com os usados pelos Bombeiros Militares e que possam com eles ser con- fundidos. Art . 45 - A competência das Polícias Militares estabe- lecida no artigo 3º, alíneas a, b e c do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação modificada pelo De- creto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e na forma deste Regulamento, é intransferível, não podendo ser de- legada ou objeto de acordo ou convênio. § 1º - No interesse da Segurança Interna e a manu- tenção da ordem pública, as Polícias Militares zelarão e providenciarão no sentido de que guardas ou vigilantes municipais, guardas ou serviços de segurança particulares e outras organizações similares, exceto aqueles definidos na Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983, e em sua regu- lamentação, executem seus serviços atendidas as prescri- ções deste artigo. § 2º - Se assim convier à Administração das Unidades Federativas e dos respectivos Municípios, as Polícias Mili- tares poderão colaborar no preparo dos integrantes das organizações de que trata o parágrafo anterior e coorde- nar as atividades do policiamento ostensivo com as ativi- dades daquelas organizações. Art . 46 - Os integrantes das Polícias Militares, Corpo- rações instituídas para a manutenção da ordem pública e da segurança interna nas respectivas Unidades da Fe- deração, constituem uma categoria de servidores públicos dos Estados, Territórios e Distrito Federal, denominado de “policiais-militares”. Art . 47 - Sempre que não colidir com as normas em vigor nas unidades da Federação, é aplicável às Polícias Militares o estatuído pelo Regulamento de Administração do Exército, bem como toda a sistemática de controle de material adotada pelo Exército. Art . 48 - O Ministro do Exército, obedecidas as pres- crições deste Regulamento, poderá baixar instruções com- plementares que venham a se fazer necessárias à sua exe- cução. 13 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR LEI COMPLEMENTAR 1.036/08. INSTITUI O SISTEMA DE ENSINO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, E DÁ PROVIDÊN- CIAS CORRELATAS E, QUE A REGULAMENTA; LEI COMPLEMENTAR Nº 1.036, DE 11 DE JANEIRO DE 2008 Institui o Sistema de Ensino da Polícia Militar do Estado de São Paulo O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º - Fica instituído o Sistema de Ensino da Polí- cia Militar do Estado de São Paulo, dotado de características próprias, nos termos do artigo 83 da Lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, para o fim de qualificar recursos humanos para o exercício das funções atribuídas aos inte- grantes dos Quadros da Polícia Militar, em conformidade com a filosofia de polícia comunitária, especialmente as funções voltadas à polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, às atividades de bombeiro e à execução das atividades de defesa civil. Parágrafo único - O Sistema de Ensino da Polícia Mi- litar promoverá a transmissão de conhecimentos científi- cos e tecnológicos, humanísticos e gerais, indispensáveis à educação e à capacitação, visando à formação, ao aperfei- çoamento, à habilitação, à especialização e ao treinamento do policial militar, com o objetivo de torná-lo apto a atuar como operador do sistema de segurança pública. Artigo 2º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar com- preende: I - a educação superior, nas suas diversas modalidades; II - a educação profissional, de acordo com as áreas de concentração dos estudos e das funções atribuídas aos policiais militares, inclusive as de bombeiro, observada a legislação aplicável a cada Quadro. Capítulo II Dos Princípios e Objetivos Artigo 3º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar fun- damenta-se nos seguintes princípios: I - integração à educação nacional; II - seleção por mérito; III - profissionalização continuada e progressiva; IV - avaliação integral, contínua e cumulativa; V - pluralismo pedagógico; VI - edificação constante dos padrões morais, deonto- lógicos, culturais e de eficiência. Artigo 4º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar va- lorizará: I - a proteção da vida, da integridade física, da liberda- de e da dignidade humana; II - a integração permanente com a comunidade; III - as estruturas e convicções democráticas, especial- mente a crença na justiça, na ordem e no cumprimento da lei; IV - os princípios fundamentais da Instituição Policial Militar; V - a assimilação e prática dos direitos, dos valores mo- rais e deveres éticos; VI - a democratização do ensino; VII - a estimulação do pensamento reflexivo, articulado e crítico; VIII - o fomento à pesquisa científica, tecnológica e humanística.Capítulo III Das Modalidades de Ensino Artigo 5º - Para atender à sua finalidade, o Sistema de Ensino da Polícia Militar manterá as seguintes modalidades de cursos e programas de educação superior com equi- valência àqueles definidos no artigo 44 da Lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - LDB: I - curso sequencial de formação específica, destinado a qualificar tecnicamente a Praça da Polícia Militar de gra- duação inicial, para análise e execução, de forma produtiva, das funções próprias de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, em conformidade com a filosofia que norteia a polícia comunitária, além de outras atribuições definidas em lei, bem como as funções de bombeiro e a execução das atividades de defesa civil; II - curso sequencial de complementação de estudos, destinado a qualificar profissionalmente o policial militar, promovendo a sua habilitação técnica, humana e concei- tual para o exercício consciente, responsável e criativo das funções de liderança, gestão e assessoramento, nos limites de suas atribuições hierárquicas, dotando-o de capacidade de análise de questões atuais que envolvam o comando na execução das atividades de polícia ostensiva, de preserva- ção da ordem pública, em conformidade com a filosofia de polícia comunitária, além de outras definidas em lei, bem como a execução das atividades de bombeiro e de defesa civil; III - curso de graduação, destinado a formar, com soli- dez teórica e prática, o profissional ocupante do Posto Ini- cial de Oficial tornando-o apto ao comando de pessoas, e à análise e administração de processos, por intermédio da utilização ampla de conhecimentos na busca de soluções para os variados problemas pertinentes às atividades jurí- dicas de preservação da ordem pública e de polícia osten- siva, em conformidade com a filosofia de polícia comunitá- ria, além de outras definidas em lei; IV - cursos de pós-graduação, compreendendo: a) curso de especialização no sentido lato, destinado a ampliar os conhecimentos técnico-profissionais que exijam práticas específicas, habilitando ou aperfeiçoando a forma- ção do policial militar para o exercício de suas funções nas respectivas áreas de atuação; 14 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Capítulo IV Dos Cursos, Estágios e Matrículas Artigo 9º - Atendida a estrutura estabelecida nesta lei complementar, os cursos e os estágios serão instituídos e mantidos segundo os interesses e as necessidades da Po- lícia Militar. Artigo 10 - Os diplomas e os certificados dos cursos e dos estágios serão expedidos pelo próprio estabelecimen- to de ensino que os ministrar. Artigo 11 - O registro dos diplomas e dos certifica- dos de conclusão dos cursos e dos estágios será feito pelo Órgão de Direção Setorial do Sistema de Ensino da Polícia Militar. Artigo 12 - O ingresso no ensino sequencial de forma- ção específica para as Praças de graduação inicial e para o primeiro Posto da carreira de Oficial dar-se-á por con- curso público, conforme edital próprio e de acordo com a disponibilidade de vagas, observados os demais requisitos previstos na legislação pertinente. Parágrafo único - O ingresso no ensino sequencial de complementação de estudos e nos cursos de pós-gra- duação ocorrerá mediante aprovação em processo seletivo interno ou convocação, de acordo com a legislação espe- cífica, e atenderá às necessidades de renovação, ampliação ou aperfeiçoamento dos Quadros ou qualificações. Artigo 13 - Os cursos e as atividades de educação pre- vistos no artigo 7º desta lei complementar, desenvolvidos pelo Sistema de Ensino da Polícia Militar, dependendo de sua natureza e da conveniência da Instituição, poderão ser frequentados por policiais militares nacionais e estrangei- ros, por militares das Forças Armadas, brasileiras ou de outras nações, desde que atendidos os requisitos desta lei complementar e seu regulamento e, para os estrangeiros, a legislação pertinente. Parágrafo único - Os cursos de que trata o «caput» deste artigo poderão ser frequentados por civis, desde que atendidos os objetivos institucionais da Polícia Militar, se- gundo parecer do Órgão de Direção Setorial de Ensino. Capítulo V Das Competências e Atribuições Artigo 14 - Ao Comando Geral da Polícia Militar com- pete: I - definir e conduzir a política de ensino; II - elaborar estratégias de ensino e pesquisa; III - especificar e implementar a estrutura do Sistema de Ensino da Polícia Militar; IV - normatizar a educação superior e a profissional; V - normatizar a matrícula nos cursos ou estágios dos respectivos estabelecimentos de ensino; VI - definir as diretrizes para os padrões de qualidade do ensino. Artigo 15 - Ao Órgão de Direção Setorial do Sistema de Ensino da Polícia Militar compete planejar, organizar, coordenar e controlar as atividades de ensino e expedir os atos administrativos. b) programa de mestrado profissional no sentido es- trito, direcionado para a continuidade da formação cien- tífica, acadêmica e profissional, e destinado a graduar o Oficial Intermediário, capacitando-o à pesquisa científica, à análise, ao planejamento e ao desenvolvimento, em alto nível, da atividade profissional de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, de bombeiro e de execu- ção das atividades de defesa civil; c) programa de doutorado no sentido estrito, direcio- nado para a continuidade da formação científica, acadêmi- ca e profissional, e destinado a graduar o Oficial Superior para as funções de administração estratégica, direção e comando nas áreas específicas de polícia ostensiva, pre- servação da ordem pública, de bombeiro e de execução das atividades de defesa civil, bem como o assessoramen- to governamental em segurança pública. § 1º - As modalidades de ensino previstas nos incisos I e III deste artigo serão ministradas por meio de cursos específicos desenvolvidos em estabelecimentos de ensino da Polícia Militar. § 2º - A conclusão, com aproveitamento, de curso se- quencial de formação específica, previsto no inciso I deste artigo, atribuirá às Praças de graduação inicial a especiali- dade superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preserva- ção da Ordem Pública. § 3º - A conclusão, com aproveitamento, de curso sequencial de complementação de estudos, previsto no inciso II deste artigo, atribuirá ao Policial Militar a espe- cialidade superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública. § 4º - A aprovação em curso de graduação previsto no inciso III deste artigo conferirá ao ocupante do Posto Ini- cial de Oficial o grau universitário de Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, e será atribuído pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. § 5º - O Oficial Intermediário que concluir o mestrado profissional previsto no inciso IV, «b», deste artigo, obterá o título de Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. § 6º - O Oficial Superior que concluir o curso de dou- torado, previsto no inciso IV, «c», deste artigo, obterá o título de Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Or- dem Pública. Artigo 6º - Os policiais militares que concluírem os cursos de especialização da Polícia Militar terão suas de- signações estabelecidas em regulamento. Artigo 7º - A Polícia Militar promoverá seminários, cursos, estágios, encontros técnicos e científicos, objeti- vando o aperfeiçoamento profissional, o intercâmbio cul- tural e a integração social e comunitária de seus profis- sionais. Artigo 8º - Os integrantes do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS) serão adaptados às áreas de atuação do poli- cial militar e poderão, para efeito de equivalência, visando à sua promoção na Polícia Militar, ter reconhecidos os res- pectivos graus e títulos acadêmicos obtidos em estabele- cimentos de ensino estranhos à estrutura da Polícia Militar, conforme previsto em regulamento. 15 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Parágrafo único - Ao dirigente do órgão a que se re- fere o «caput»deste artigo cabe, por ato próprio ou dele- gado, conceder ou suprir titulações e graus universitários, observada a legislação pertinente. Capítulo VI Das Disposições Finais Artigo 16 - Os recursos financeiros para as atividades de ensino na Polícia Militar são orçamentários e extraor- çamentários, sendo estes obtidos mediante contribuições, subvenções, doações ou indenizações. Artigo 17 - O Poder Executivo regulamentará esta lei complementar no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar de sua publicação. Artigo 18 - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogado o Decreto-lei n° 160, de 28 de outubro de 1969. Palácio dos Bandeirantes, aos 11 de janeiro de 2008. José Serra Ronaldo Augusto Bretas Marzagão Secretário da Segurança Pública Aloysio Nunes Ferreira Filho Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 11 de janeiro de 2008. LEI COMPLEMENTAR 1.150/11. DISPÕE SO- BRE REGRAS DE INATIVIDADE E PROMOÇÃO APLICÁVEIS AOS POLICIAIS MILITARES, NAS CONDIÇÕES QUE ESPECIFICA; LEI COMPLEMENTAR Nº 1.150, DE 20 DE OUTU- BRO DE 2011 (Atualizada até a Lei Complementar nº 1.305, de 20 de setembro de 2017) Dispõe sobre regras de inatividade e promoção aplicá- veis aos policiais militares, nas condições que especifica O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º - Será transferido “ex officio” para a reserva remunerada da Polícia Militar, com vencimento e vanta- gens integrais na forma da lei, o Oficial Superior com 30 (trinta), ou mais, anos de serviço e que conte 5 (cinco) anos no mesmo posto, desde que se encontre em uma das se- guintes situações: (NR) - Artigo 1º, “caput”, com redação dada pela Lei Comple- mentar nº 1.305, de 20/09/2017 I - estar no último posto do seu Quadro; II - não atender aos requisitos legais exigidos para pro- moção ao posto imediatamente superior; ou III - atendendo aos requisitos legais exigidos para pro- moção ao posto imediatamente superior, ter sido preterido nas 3 (três) últimas datas de promoção, sendo ultrapassado por Oficial de menor antiguidade. § 1º - Observados os requisitos a que se refere este artigo, a inatividade do Oficial será efetivada em até 30 (trinta) dias. § 2º - O disposto neste artigo não se aplica ao Oficial que estiver frequentando o curso legalmente exigido para promoção ao posto imediatamente superior. Artigo 2º - O integrante do serviço ativo da Polícia Mi- litar fará jus à promoção ao posto ou graduação imediata- mente superior, desde que conte, pelo menos, 30 (trinta) anos de serviço. § 1º - A promoção a que se refere este artigo far-se- -á independentemente de vaga, interstício ou habilitação em cursos, ainda que inexista, no Quadro ou Qualificação à qual pertença o policial militar, posto ou graduação ime- diatamente superior. § 2º - Para os fins do disposto neste artigo, por posto imediatamente superior ao posto de Subtenente PM en- tende-se o de 2º Tenente PM. § 3º - A promoção a que se refere este artigo só poderá ser requerida por Oficial que ocupe o posto por, no míni- mo, 1 (um) ano. (NR) - § 3º com redação dada pela Lei Complementar nº 1.224, de 13/12/2013. § 4º - O disposto neste artigo não se aplica aos promo- vidos nos termos do artigo 29 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constitui- ção do Estado. Artigo 3º - O Coronel PM fará jus ao acréscimo de valor correspondente a 20% (vinte por cento) do padrão de vencimento, desde que conte, pelo menos, 30 (trinta) anos de serviço e 2 (dois) anos no posto. § 1º - Incidirão sobre o acréscimo de que trata o “caput” deste artigo as vantagens pecuniárias previstas na legislação aplicável aos integrantes da Polícia Militar. § 2º - O disposto neste artigo aplicar-se-á, também, ao Coronel PM que vier a ser alcançado pelo disposto no inciso IX do artigo 18 do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970, acrescentado pelo artigo 2º da Lei nº 3.404, de 16 de junho de 1982. Artigo 4º - Para aplicação do disposto nos artigos 2º e 3º desta lei complementar, o Policial Militar deverá reque- rer, concomitantemente, sua passagem para a inatividade, exceto nas hipóteses do § 2º do artigo 3º e do parágrafo único deste artigo, cujo benefício será concedido de ofício. Parágrafo único - Aplica-se o disposto no “caput” deste artigo ao Coronel PM ou ao Subtenente PM nos ca- sos de sindicância que conclua pela promoção por bravura, “post mortem” ou por incapacidade, lesão ou enfermidade adquirida em consequência do exercício de função policial. Artigo 5º - As despesas decorrentes desta lei comple- mentar correrão à conta de dotações próprias consignadas no orçamento da Secretaria da Segurança Pública, suple- mentadas, se necessário, com recursos nos termos do § 1º do artigo 43 da Lei federal nº 4.320, de 17 de março de 1964. 16 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 6º - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogados: I - a Lei Complementar nº 418, de 24 de outubro de 1985; II - os artigos 2º e 3º da Lei Complementar nº 673, de 30 de dezembro de 1991. LEI COMPLEMENTAR 1.224/13. DISPÕE SO- BRE O EFETIVO DA POLÍCIA MILITAR; Dispõe sobre o efetivo da Polícia Militar, e dá providên- cias correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º - O efetivo da Polícia Militar fica fixado na conformidade dos Anexos I a VI que integram esta lei com- plementar. Artigo 2º - Para o ingresso, o acesso e a promoção aos Quadros das carreiras policiais militares, adiante especifica- dos, segundo seus postos ou graduações, observar-se-ão os seguintes critérios: I - o Soldado PM de 2ª Classe que concluir com apro- veitamento o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensi- va e Preservação da Ordem Pública (Curso de Formação de Soldados) e o estágio probatório será elevado à graduação de Soldado PM de 1ª Classe de seu Quadro; II - o 3º Sargento PM que contar, no mínimo, com 2 (dois) anos na graduação, observadas as regras previstas na Lei de Promoções, será promovido à graduação de 2º Sargento PM, nas respectivas datas de promoções, de acordo com as vagas existentes; III - o Aluno Oficial PM será promovido, ainda em cará- ter de estágio probatório, à graduação de Aspirante a Ofi- cial PM de seu Quadro após cumprir, com aproveitamento, os requisitos do Bacharelado em Ciências Policiais de Se- gurança e Ordem Pública (Curso de Formação de Oficiais), nos termos da legislação específica; IV - o Aspirante a Oficial PM, em caráter de estágio probatório, após cumprir com aproveitamento na gradua- ção o estágio administrativo-operacional, nos termos da legislação específica, será promovido ao posto de 2º Te- nente PM do QOPM; V - o 2º Tenente PM do QOPM que possuir, no mínimo, 6 (seis) meses no posto, observadas as regras previstas na Lei de Promoções, será promovido ao posto de 1º Tenente PM, nas respectivas datas de promoções, de acordo com as vagas existentes; VI - o ingresso no QOM dar-se-á mediante concurso público de provas e títulos no posto de 2º Tenente Músico PM, conforme dispuser regramento específico. VII - o 2º Tenente PM do QAOPM que possuir, no míni- mo, 1 (um) ano no posto, observadas as regras previstas na Lei de Promoções, será promovido ao posto de 1º Tenente PM de seu Quadro, nas respectivas datas de promoções, de acordo com as vagas existentes. Artigo 3º - O cargo de Comandante-Geral da Polícia Militar, de provimento em comissão, será exercido por Ofi- cial da ativa ocupante do último posto do Quadro de Ofi- ciais Policiais Militares (QOPM). Artigo 4º - Os integrantes dos postos e graduações abaixo discriminados serão empregados na seguinte con- formidade: I - os 1º e 2º Tenentes do QOPM, prioritariamente em funções da atividade-fim, de acordo com o Quadro Particu- lar de Organização (QPO);II - os Oficiais do QOS: a) até o posto de Capitão, obrigatoriamente em ativi- dades operacionais de saúde; b) Superiores, poderão ser empregados em atividades de gestão da área de Saúde da Polícia Militar, segundo o que vier a ser fixado pelo Comandante-Geral em QPO. Artigo 5º - As Comissões de Promoções organizarão a lista de antiguidade dos Quadros de Oficiais e de Praças, segundo os critérios estabelecidos em legislação específi- ca, observado o disposto nesta lei complementar. Artigo 6º - Ficam extintos, na vacância, os Quadros, postos e graduações não previstos nos anexos desta lei complementar. Artigo 7º - Passam a vigorar com a seguinte redação os dispositivos adiante mencionados: I - o artigo 4º da Lei nº 3.322, de 29 de dezembro de 1955: “Artigo 4º - Para organização dos Quadros de Acesso complementares concorrerão ao ingresso os Oficiais que ocupem a primeira quarta parte do Almanaque dos Oficiais: I - em 1º de fevereiro para o Quadro de Acesso Com- plementar de 20 de abril, II - em 1º de setembro para o Quadro de Acesso Com- plementar de 10 de novembro. Parágrafo único - As informações deverão estar atua- lizadas nas mesmas datas daquelas utilizadas nos Quadros de Acesso Ordinários.” (NR); II - da Lei nº 3.159, de 22 de setembro de 1955: a) o “caput” do artigo 2º: “Artigo 2º - As promoções de Praças serão efetuadas mediante curso de formação ou concurso, por merecimen- to e antiguidade, e, eventualmente, por bravura, nas condi- ções previstas nesta lei, por portaria do Comandante-Geral da Polícia Militar.” (NR); b) o artigo 6º: “Artigo 6º - Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 2º desta lei, as promoções serão efetuadas nas seguintes bases: I - a Cabo, metade por antiguidade e metade por con- curso; II - a 3º Sargento, por aprovação em Curso de Forma- ção de Sargentos; III - a 2º Sargento, por antiguidade; 17 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR IV - a Subtenente e 1º Sargento, metade por mereci- mento e metade por antiguidade. Parágrafo único - As promoções serão efetuadas em 21 de abril, 9 de julho, 7 de setembro e 15 de dezembro, exceto as de 3º Sargento que serão a contar da data de conclusão do respectivo curso.” (NR); c) os incisos IV e V do artigo 9º: “Artigo 9º - ...................................................................................... ............................................................ IV - ter interstício mínimo de: a) 3º Sargento: 2 (dois) anos; b) 2º Sargento: 4 (quatro) anos; c) 1º Sargento: 3 (três) anos; V - estarem no terço mais antigo os 1º Sargentos e no quarto mais antigo os 2º Sargentos.” (NR); d) o artigo 15: “Artigo 15 - O merecimento para promoção de Subte- nente e 1º Sargento será aferido pelo conjunto de informa- ções pessoais e funcionais dos policiais militares, de acordo com os critérios fixados por portaria do Comandante-Geral da Polícia Militar. § 1º - Para aferição do merecimento de que trata este artigo deverão ser observados, no mínimo, os seguintes quesitos, aos quais atribuir-se-ão pontos positivos ou ne- gativos: 1 - avaliação de desempenho; 2 - elogios; 3 - cursos realizados na Polícia Militar; 4 - cursos realizados em outras instituições oficiais; 5 - tempo de efetivo serviço em situações diversas; 6 - tempo de exercício em função de execução, defini- da em regulamento; 7 - resultado do Teste de Aptidão Física (TAF); 8 - média final de aprovação em cursos de formação e aperfeiçoamento; 9 - punições disciplinares; 10 - condenações de natureza penal com trânsito em julgado. § 2º - Do conceito emitido pelo respectivo comandan- te, chefe ou diretor e do grau de merecimento atribuído pela Comissão de Promoções, serão graduados de 0 (zero) a 10 (dez) pontos, considerados os seguintes aspectos: 1 - caráter; 2 - capacidade de ação e de trabalho; 3 - cultura profissional e geral; 4 - conduta militar e civil; 5 - capacidade de comando e de administrador. § 3º - A ordem de classificação final do merecimento será resultante do somatório dos pontos atribuídos aos as- pectos e quesitos discriminados nos §§ 1º e 2º deste artigo, nos termos do regulamento baixado pelo Comandante- -Geral. § 4º - A antiguidade do militar será utilizada como cri- tério de desempate na apuração do merecimento.” (NR); III - o artigo 7º da Lei Complementar 892, de 31 de janeiro de 2001: “Artigo 7º - Ao exame de seleção para frequência ao Curso de Formação de Sargentos de que trata o artigo 5º desta lei complementar, poderá concorrer o Cabo PM ou o Soldado PM de 1ª Classe que tenha no mínimo 5 (cinco) anos de efetivo exercício na graduação, sendo para ambos necessário o preenchimento dos requisitos constantes nos incisos do artigo 6º desta lei complementar.” (NR); IV - o § 3º do artigo 2º da Lei Complementar 1.150, de 20 de outubro de 2011: “Artigo 2º - ...................................................................................... ............................................................. § 3º - A promoção a que se refere este artigo só poderá ser requerida por Oficial que ocupe o posto por, no míni- mo, 1 (um) ano.” (NR) Artigo 8º - Os dispositivos adiante relacionados ficam acrescentados na seguinte conformidade: I - o § 3º ao artigo 9º do Decreto-lei nº 13.654, de 6 de novembro de 1943: “Artigo 9º - ...................................................................................... ............................................................. § 3º - As promoções ao posto de 1º Tenente PM, do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM), serão por antiguidade, desde que o 2º Tenente PM conte, no mínimo, com 6 (seis) meses no posto, dispensado o requisito previs- to na alínea ‘a’ do artigo 19 deste decreto.” (NR); II - o inciso X ao artigo 6º da Lei Complementar 892, de 31 de janeiro de 2001: “Artigo 6º - ...................................................................................... ......................................................... X - ter interstício mínimo de 3 (três) anos na graduação de Cabo PM.” (NR); III - o § 4º ao artigo 9º do Decreto-lei nº 13.654, de 6 de novembro de 1943: “Artigo 9º - ...................................................................................... ............................................................. § 4º - As promoções ao posto de 1º Tenente QAOPM, do Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar (QAOPM), serão por antiguidade, desde que o 2º Tenente QAOPM conte, no mínimo, com 1 (um) ano no posto, dispensado o requisito previsto na alínea ‘a’ do artigo 19 deste decreto.”(NR) Artigo 9º - As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente. Artigo 10 - Esta lei complementar e sua disposição transitória entram em vigor na data de sua publicação, exceto o disposto no artigo 1º referente ao acréscimo de postos e graduações para fins de promoção, que produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2014, ficando revogado o artigo 12 da Lei nº 4.794, de 24 de outubro de 1985: DISPOSIÇÃO TRANSITÓRIA Artigo único - Exclusivamente para as vagas que são criadas por esta lei complementar, a promoção dar-se-á: I - de Soldado PM de 1ª Classe à graduação de Cabo PM, por antiguidade, na primeira data de promoção de Praças a partir de 1º de janeiro de 2014; II - para os Oficiais, aos que cumprirem os requisitos necessários para a inclusão de seus nomes nos Quadros de Acesso na data de 31 de dezembro de 2013, na primeira data de promoção de Oficiais a partir de 1º de janeiro de 2014. 18 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Palácio dos Bandeirantes, 13 de dezembro de 2013. GERALDO ALCKMIN Fernando Grella Vieira Secretário da Segurança Pública Andrea Sandro Calabi Secretário da Fazenda Júlio Francisco Semeghini Neto Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional Edson Aparecido dos Santos Secretário-Chefe da Casa Civil 19 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR LEICOMPLEMENTAR 1.305/17. ALTERA DIS- POSITIVOS DO DECRETO-LEI 260/70, QUE DISPÕE SOBRE A INATIVIDADE DOS COMPO- NENTES DA PMESP; LEI COMPLEMENTAR Nº 1.305, DE 20 DE SETEM- BRO DE 2017 Altera dispositivos do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970, que dispõe sobre a inatividade dos componentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º - Ficam alterados os dispositivos adiante enumerados do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970: I - os incisos VI, VIII, IX, XII e XIII do artigo 5º: “Artigo 5º - ................................................................ ................................................................................... VI - for condenado a pena restritiva de liberdade, por sentença transitada em julgado; (NR) ................................................................................... VIII - tiver decretada a prisão temporária, preventiva, em flagrante, civil ou para efeitos de extradição; (NR) IX - deva ser reformado, por força de dispositivo legal ou de ordem judicial, até a publicação do ato de inativida- de; (NR) ................................................................................... XII - tiver aprovada pela Justiça Eleitoral sua candidatu- ra a cargo eletivo, desde que conte mais de 10 (dez) anos de serviço; (NR) XIII - tomar posse em cargo, emprego ou função públi- ca civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no artigo 37, inciso XVI, alínea “c”, da Constituição Federal, mediante autoriza- ção expressa do Governador, por tempo inferior a 2 (dois) anos;” (NR); II - o inciso III do artigo 6º: “Artigo 6º - ................................................................ ................................................................................... III - nos casos do inciso XII, se eleito, até a posse no respectivo cargo;” (NR); III - o artigo 7º: “Artigo 7º - O militar agregado: I - não perceberá vencimentos e vantagens nas situa- ções previstas nos incisos III, IV, V, VI, VIII, X, XIII, XVII e XIX do artigo 5º deste decreto-lei; II - perceberá 2/3 (dois terços) dos vencimentos e van- tagens do respectivo posto ou graduação nos casos dos incisos II, VII e XVIII do artigo 5º deste decreto-lei; III - perceberá vencimentos e vantagens integrais do posto ou da graduação nos casos dos incisos I, IX, XI, XII, XV e XVI, e, se optar pela retribuição pecuniária da Cor- poração, no caso do inciso XIV, todos do artigo 5º deste decreto-lei. Parágrafo único - O militar agregado nos termos dos incisos VIII ou XVII do artigo 5º que tiver o inquérito policial arquivado ou, se denunciado, for, ao final do processo ju- dicial, absolvido por negativa de autoria ou inexistência do fato, terá contado, para todos os efeitos legais, o respectivo tempo de restrição de liberdade ou de suspensão do exercí- cio da função pública e será ressarcido de seus vencimentos, salvo se houver sido concedido o auxílio-reclusão.” (NR); IV - o inciso I do artigo 8º: “Artigo 8º - ................................................................ I - sujeito às obrigações disciplinares inerentes ao pes- soal do serviço ativo, salvo na hipótese do inciso XIX do artigo 5º, em que será observado o disposto no artigo 2º, parágrafo único, item 1, da Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001;” (NR); V - o artigo 15: “Artigo 15 - Reserva é a situação da inatividade do mi- litar sujeito à reversão ao serviço ativo.” (NR); VI - o artigo 16: “Artigo 16 - O militar passa para a reserva a pedido ou “ex officio”.” (NR); VII - o artigo 17: “Artigo 17 - A transferência para a reserva a pedido poderá ser concedida ao militar que contar, no mínimo, 30 (trinta) anos de serviço, sendo 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, com vencimen- tos e vantagens integrais do posto ou graduação. Parágrafo único - O militar transferido para a reserva a pedido, antes de decorridos 2 (dois) anos do término de curso de duração superior a 4 (quatro) meses que tenha frequentado às expensas do Estado, deverá pagar indeni- zação em valor equivalente às despesas a ele correspon- dentes.” (NR); VIII - o “caput” e os incisos II, III e VIII do artigo 18: “Artigo 18 - Será transferido “ex officio” para a reserva o militar que: (NR) ................................................................................... II - for empossado em cargo ou emprego público per- manente; (NR) III - ficar afastado da atividade policial-militar no de- sempenho de cargo, emprego ou função pública civil tem- porária e não eletiva, estranha ao serviço policial-militar, da Administração direta ou indireta por prazo superior a 2 (dois) anos, contínuos ou não; (NR) ................................................................................... VIII - candidatar-se a cargo eletivo, se contar com me- nos de 10 (dez) anos de serviço;” (NR); IX - o artigo 19: “Artigo 19 - A idade-limite para permanência do militar no serviço ativo é de 60 (sessenta) anos.” (NR); X - o artigo 20: “Artigo 20 - A transferência “ex officio” para a reserva processar-se-á à medida que o militar incida em um dos casos previstos no artigo 18.” (NR); 20 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XI - o artigo 21: “Artigo 21 - Não será concedida transferência para a reserva, a pedido, ao militar que estiver agregado nos ter- mos do inciso X do artigo 5º.” (NR); XII - o artigo 22: “Artigo 22 - O militar transferido “ex officio” para a re- serva, na forma dos incisos II, III e VIII do artigo 18, não perceberá vencimentos e vantagens.” (NR); XIII - o artigo 23: “Artigo 23 - O militar perceberá vencimentos e vanta- gens proporcionais a 30 (trinta) anos de serviço, nos casos dos incisos I, V e VI do artigo 18.” (NR); XIV - o artigo 24: “Artigo 24 - O militar que tiver atingido a idade-limite de permanência na reserva será reformado.” (NR); XV - o artigo 25: “Artigo 25 - A idade-limite de permanência na reserva é de 65 (sessenta e cinco) anos.” (NR); XVI - o artigo 26: “Artigo 26 - O militar da reserva poderá ser revertido ao serviço ativo, por ato do Governador: I - em caso de guerra, de grave perturbação da ordem pública ou de calamidade pública; II - por convocação da Justiça Militar Estadual; III - para presidência de inquéritos policial-militares; IV - para compor conselho de justificação. § 1° - O militar convocado terá os direitos e os deveres do militar do serviço ativo em igual situação hierárquica e contará como acréscimo esse tempo de serviço para todos os efeitos legais. § 2° - A convocação será precedida de avaliação médi- ca e de aptidão física. § 3º - Na hipótese de inaptidão para o serviço ativo, o militar será reformado.” (NR); XVII - o artigo 27: “Artigo 27 - Reforma é a situação de inatividade do militar definitivamente desligado do serviço ativo, com a manutenção do vínculo estatutário com a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Parágrafo único - A reforma será processada apenas “ex officio”.” (NR); XVIII - o artigo 29: “Artigo 29 - A reforma será aplicada ao militar que: I - venha a atingir a idade-limite de permanência na reserva; II - tenha sido condenado a pena de reforma por sen- tença transitada em julgado; III - tenha sido alcançado pela reforma disciplinar pre- vista na Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001; IV - tomar posse em cargo eletivo, se contar mais de 10 (dez) anos de serviço; V - estando na reserva, seja julgado inapto em inspe- ção de saúde para reversão ao serviço ativo; VI - for declarado inválido ou fisicamente incapaz para o serviço ativo em caráter permanente; VII - completar 24 (vinte e quatro) meses de agregação por invalidez ou incapacidade física; VIII - completar 24 (vinte e quatro) meses de agrega- ção por interdição civil, contínuos ou não; IX- agregado por invalidez ou incapacidade física tem- porária para o serviço ativo, complete o tempo mínimo de serviço exigido para a inatividade a pedido. Parágrafo único - Os vencimentos da reforma serão proporcionais a 30 (trinta) anos de serviço, até o limite de 1,0 (um inteiro), salvo se decorrentes das situações previs- tas nos incisos VI e VII deste artigo, em que serão devidos em sua integralidade.” (NR); XIX - o artigo 32: “Artigo 32 - A invalidez ou incapacidade, física ou men- tal, poderá ser consequente de doença, enfermidade ou aci- dente, que impossibilite o exercício da função policial-mili- tar, conforme parecer do órgão de saúde da Polícia Militar. Parágrafo único - O nexo causal entre a doença, enfer- midade ou acidente que motivou a invalidez ou a incapa- cidade física e o exercício da função policial-militar deverá ser comprovado por competente apuração.” (NR); XX - a epígrafe do Capítulo VI: “Capítulo VI Da Exoneração, da Demissão e da Expulsão” (NR); XXI - o artigo 37: “Artigo 37 - Exoneração é o desligamento do serviço ativo, com o encerramento do vínculo estatutário com a Polícia Militar. Parágrafo único - O militar exonerado não integra a reserva da Polícia Militar.” (NR); XXII - Vetado. XXIII - o artigo 40: “Artigo 40 - A demissão e a expulsão constituem atos de desligamento do militar por motivos disciplinares, e são normatizadas por lei específica.” (NR); XXIV - o artigo 51: “Artigo 51 - No cômputo do tempo de serviço para fins de inatividade será considerado: I - como tempo de serviço: a) o tempo prestado, dia a dia, à Polícia Militar do Es- tado de São Paulo; b) o tempo prestado, dia a dia, a outras instituições militares; c) o tempo em que tenha havido contribuição ao Regi- me Geral de Previdência Social - RGPS ou a Regime Próprio de Previdência de Servidores - RPPS; II - como tempo de exercício em cargo de natureza estritamente policial, o passado, dia a dia, em instituição policial, assim consideradas as previstas no artigo 144 da Constituição Federal. Parágrafo único - O tempo de contribuição ou de servi- ço previsto nos incisos I e II deste artigo deverá estar devi- damente averbado na forma da legislação em vigor.” (NR); XXV - os incisos IV e VII do artigo 56: “Artigo 56 - ............................................................... .................................................................................. IV - passado em licença para, em caráter particular, aperfeiçoar seus conhecimentos técnicos ou realizar estu- dos, no país ou no estrangeiro, ou exercer atividade técnica de sua especialidade em organizações civis, ou em licença para tratar de interesses particulares; (NR) 21 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR ................................................................................... VII - de falta ou ausência não justificada.” (NR); XXVI - o artigo 59: “Artigo 59 - O pedido de transferência para a reserva, devidamente instruído, terá despacho no prazo máximo de 90 (noventa) dias, a partir de seu recebimento pelo órgão de pessoal da Polícia Militar. Parágrafo único - Decorrido o prazo fixado neste arti- go, o policial militar será agregado, nos termos do inciso XVI do artigo 5º deste decreto-lei, sendo esse período con- siderado de efetivo exercício, para todos os efeitos legais.” (NR). Artigo 2º - Ficam acrescentados ao Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970, os seguintes dispositivos: I - incisos XVII, XVIII e XIX do artigo 5º: “Artigo 5º - ................................................................ ................................................................................... XVII - for suspenso do exercício da função pública; (NR) XVIII - for declarado interditado civilmente, ainda que parcialmente; (NR) XIX - exercer, na condição de suplente, cargo eletivo para o qual foi diplomado, nos casos de vacância tempo- rária.” (NR); II - inciso IV do artigo 6º: “Artigo 6º - ................................................................ ................................................................................... IV - nos demais casos, enquanto perdurar o motivo que deu origem à agregação.” (NR); III - artigo 26-A: “Artigo 26-A - O militar transferido para a reserva a pe- dido poderá ser designado para exercer funções adminis- trativas, técnicas ou especializadas, enquanto não atingir a idade-limite de permanência na reserva. § 1º - É vedada a designação de que trata este arti- go, de militar promovido ao posto superior quando de sua passagem para a reserva se não houver, em seu Quadro de origem, o respectivo posto. § 2º - O militar da reserva designado terá as mesmas prerrogativas e deveres do militar do serviço ativo em igual situação hierárquica, fazendo jus, enquanto perdurar sua designação, a: 1. férias; e 2. abono, equivalente ao valor da sua contribuição pre- videnciária e do padrão do respectivo posto ou graduação. § 3° - Além da avaliação médica e de aptidão física pre- vista no § 2º do artigo 26, o Comandante Geral definirá cri- térios disciplinares e técnicos para a designação de militar da reserva nos termos deste artigo. § 4º - A administração pública ou o militar da reserva, a qualquer tempo e por ato unilateral, poderá encerrar a designação. § 5º - Caberá: 1. ao Governador, mediante decreto, estabelecer a quantidade de militares que podem ser designados anual- mente; e 2. ao dirigente do órgão de pessoal da Polícia Militar, designar e exonerar o militar da reserva.” (NR). Artigo 3º - Dê-se aos §§ 1º e 3º do artigo 1º da Lei nº 5.451, de 22 de dezembro de 1986, a seguinte redação: “Artigo 1º - ................................................................ ................................................................................... § 1º - Se a morte, invalidez ou incapacidade resultarem de lesão ou enfermidades adquiridas em consequência de exercício de função policial, o policial militar será pro- movido ao posto ou graduação imediatamente superior e perceberá vencimentos integrais a que teria direito ao completar 30 (trinta) anos de serviço. (NR) ................................................................................... § 3º - A promoção será precedida de competente apu- ração, retroagindo seus efeitos à data de morte, invalidez ou incapacidade.” (NR). Artigo 4º - Dê-se ao inciso VII do artigo 2º da Lei Complementar nº 892, de 31 de janeiro de 2001 Legisla- ção do Estado, a seguinte redação: “Artigo 2º - ................................................................ ................................................................................... VII - tenha obtido, nas últimas 4 (quatro) avaliações de desempenho, conceito considerado, no mínimo, dentro do esperado para o cargo, conforme o sistema de avaliação de desempenho - SADE.”(NR) Artigo 5º - Dê-se ao “caput” do artigo 1º da Lei Com- plementar nº 1.150, de 20 de outubro de 2011 Legislação do Estado, a seguinte redação: “Artigo 1º - Será transferido “ex officio” para a reserva remunerada da Polícia Militar, com vencimento e vanta- gens integrais na forma da lei, o Oficial Superior com 30 (trinta), ou mais, anos de serviço e que conte 5 (cinco) anos no mesmo posto, desde que se encontre em uma das se- guintes situações:” (NR). Artigo 6º - Aplica-se à Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do chefe de seu órgão de pessoal, o previsto no artigo 3º, §§ 2º a 4º, da Lei Complementar nº 1.010, de 1º de junho de 2007 Legislação do Estado, sendo convalidados os atos praticados desde a vigência desta. Artigo 7º - Revogam-se as disposições em contrário, bem como os seguintes dispositivos do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970: I - os artigos 10, 11, 12, 13, 14, 28, 30, 31, 35, 36, 38, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 54 e 57; II - o inciso I do artigo 6º; III - os incisos IVe VII do artigo 18. Artigo 8º - Ao militar do Estado que, na data de en- trada em vigor desta lei complementar, tenha implemen-tado as condições de sua transferência para a reserva ou reforma a pedido, e se encontre no serviço ativo, fica asse- gurada a aplicação da legislação vigente antes da data da publicação desta lei complementar. Artigo 9º - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, aos 20 de setembro de 2017. 22 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR LEI 616/74. DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO BÁSICA DA PMESP; LEI Nº 616, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1974 Dispõe sobre a organização básica da Polícia Militar do Estado de São Paulo O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: TÍTULO I CAPÍTULO ÚNICO Destinação - Missões - Subordinação Artigo 1º - A Polícia Militar do Estado de São Paulo, considerada força auxiliar, reserva do Exército, nos têrmos do § 4º do artigo 13 da Constituição da República (Emen- da Constitucional n. 1), organizada com base na hierarquia e na disciplina, em conformidade com as disposições da legislação federal, destina-se à manutenção da ordem pú- blica na área do Estado. Artigo 2º - Compete à Polícia Militar: I - executar com exclusividade, ressalvadas as missões peculiares das Forças Armadas, o policiamento ostensivo fardado, planejado pelas autoridades policiais competen- tes, conceituadas na legislação federal pertinente, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos; II - atuar de maneira preventiva, como força de dissua- são, em locais específicos, onde se presuma ser possível a perturbação da ordem; III - atuar de maneira repressiva, em caso de perturba- ção da ordem, precedendo o eventual emprego das Forças Armadas; IV - atender à convocação do Governo Federal, em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave subversão da ordem ou ameaça de sua irrupção, subor- dinando-se ao Comando da Região Militar para emprego em suas atribuições específicas de Polícia Militar e como participante da Defesa Territorial; V - realizar serviços de prevenção e de extinção de in- cêndios, simultaneamente com o de proteção e salvamen- to de vidas humanas e materiais no local do sinistro, bem como o de busca e salvamento, prestando socorros em ca- sos de afogamentos, inundações, desabamentos, acidentes em geral, catástrofes e calamidades públicas; VI - exercer: a) missões de honra, guarda e assistência militares; b) guarda da sede dos Poderes Estaduais e da Secreta- ria da Segurança Pública; c) atividades da Casa Militar do Governo do Estado; VII - atender às requisições que sejam impostas pelo Poder Judiciário; VIII - colaborar com a Polícia Civil; IX - auxiliar os demais órgãos de segurança interna, quando solicitada por autoridade competente; X - cumprir missões especiais que o Governo do Esta- do lhe determinar. Artigo 3º - Entende-se por policiamento ostensivo a ação policial em cujo emprego o homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de imediato, quer pela farda, quer pelo equipamento, quer pelo armamento ou viatura. Parágrafo único - O policiamento ostensivo será exe- cutado no território estadual nas seguintes atividades de segurança: 1. ostensivo, normal, urbano e rural: 2. trânsito; 3. ferroviário nas estradas estaduais e municipais; 4. portuário; 5. fluvial e lacustre; 6. rádio patrulha terrestre e aérea; 7. rodoviário na rodovias estaduais e municipais; 8. recintos fechados de frequência pública; 9. repartições públicas; 10. florestal e de mananciais; 11. locais e recintos destinados à prática de desportos ou a diversões públicas; 12. segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado. Artigo 4º - A Polícia Militar subordina-se hierárquica, administrativa e funcionalmente ao Secretário da Seguran- ça Pública. Artigo 5º - A administração, o comando e o emprego da Corporação são da competência e responsabilidade do Comandante Geral, assessorado e auxiliado pelos órgãos de direção Parágrafo único - A administração da Polícia Militar obedecerá às normas administrativas estabelecidas pelo Estado. TÍTULO II Organização Básica da Polícia Militar CAPÍTULO I Estrutura Geral Artigo 6º - A Polícia Militar será estruturada em órgão de direção, órgão de apoio e órgãos de execução. Artigo 7º - Os órgãos de direção realizam o comando e a administração da Corporação, incumbindo-Ihes: I - o planejamento em geral, visando a organização da Corporação em todos os pormenores, as necessidades de pessoal e material e ao emprego da Corporação para a o cumprimento de suas missões; II - o acionamento por meio de diretrizes e ordens, dos órgãos de apoio e de execução; III - a coordenação, o controle e a fiscalização da atua- ção desses órgãos. Artigo 8º - Incumbe aos órgãos de apoio atender às necessidades de pessoal e de material da Corporação, em cumprimento às diretrizes e ordens dos órgãos de direção. 23 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 9º - Aos órgãos de execução, constituídos pelo Comando de Policiamento da Capital (GPG), Comando de Policiamento do Interior (CPI), Corpo de Bombeiros (CB) e pelas Unidades Operacionais da Corporação que lhes são diretamente subordinadas, incumbe a execução das ativi- dades-fim da Corporação. CAPÍTULO II Constituição e Atribuições dos órgãos de Direção Artigo 10 - Os órgãos de direção compõem o Coman- do Geral da Corporação que compreende: I - o Comandante Geral; II - o Estado Maior, como órgão de direção geral; III - as Diretorias, como órgãos de direção setorial; IV - a Ajudância Geral, órgão que atende as necessida- des de material e de pessoal do Comando Geral; V - Comissões; VI - Assessorias; VII - Consultoria Jurídica. Artigo 11 - O Comandante Geral que é o responsável superior pelo comando e pela administração da Corpora- ção, será um oficial superior do serviço ativo do Exército, proposto ao Ministro do Exército pelo Governador do Es- tado. § 1º - Excepcionalmente, ouvido o Ministro do Exército, poderá o Comandante Geral ser um oficial do mais alto posto existente na Corporação; neste caso, sempre que a escolha não recair no oficial mais antigo da Corporação, terá ele precedência funcional sobre os demais oficiais. § 2º - O provimento do cargo de Comandante Geral será feito por ato do Governador do Estado, e. quando se tratar de oficial do Exército, após sua designação, por de- creto do Poder Executivo federal, para ficar à disposição do Governo do Estado para esse fim. § 3º - O oficial do Exército nomeado para o cargo de Comandante Geral será comissionado no mais alto posto existente na Corporação, caso sua patente seja inferior a esse posto. § 4º - O Comandante Geral disporá de um oficial su- perior assistente e de ajudantes de ordens, todos da Cor- poração. Artigo 12 - O Estado Maior é o órgão de direção ge- ral responsável perante o Comandante Geral pelo estudo, planejamento, coordenação, fiscalização e controle de to- das as atividades da Corporação, inclusive dos órgãos de direção setorial, e bem assim, o órgão central do sistema de planejamento administrativo, programação e orçamen- to, incumbindo-lhe elaborar as diretrizes e ordens do co- mando que acionam os órgãos de direção setorial e os de execução no cumprimento de suas missões. § 1º - O Estado Maior será assim organizado: 1. Chefe do Estado Maior; 2. Subchefe do Estado Maior; 3. Seções: a) 1ª Seção (PM-1): assuntos relativos ao pessoal e à legislação; b) 2ª Seção (PM-2): assuntos relativos às informações; c) 3ª Seção (PM-3): assuntos relativos à instrução, operações e ensino; d) 4ª Seção (PM-4): assuntos relativos à logística e es- tatística; e) 5ª Seção (PM-5): assuntos civis; e f) 6ª Seção (PM-6): planejamento administrativo e or- çamentário. § 2º - O Chefe do Estado Maior, que acumula as fun- ções de Subcomandante da Corporação, e é o substituto eventual do Comandante Geral, nos seus impedimentos, tem a incumbência de dirigir, orientar, coordenar e fisca- lizar ostrabalhos do Estado Maior, e de assessorar o Co- mandante Geral. § 3º - A designação do Chefe do Estado Maior será feita pelo Governador do Estado e deverá recair em oficial superior do mais alto posto existente na Corporação, in- dicado pelo Comandante Geral; quando a designação não recair no oficial mais antigo, o designado terá precedência funcional sobre os demais. § 4º - O Subchefe do Estado Maior auxiliará direta- mente o Chefe do Estado Maior, de acordo com os encar- gos que lhes forem por este atribuídos. Artigo 13 - As Diretorias constituem os órgãos de di- reção setorial, organizados sob a forma de sistemas, para as atividades de administração financeira, de pessoal, de ensino, de saúde e de logística. Parágrafo único - Os órgãos de direção setorial são os seguintes: 1. a Diretoria de Finanças; 2. a Diretoria de Apoio Logístico; 3. a Diretoria de Pessoal; 4. a Diretoria de Ensino; e 5. a Diretoria de Saúde. Artigo 14 - A Diretoria de Finanças (DF) é o órgão de direção setorial do sistema de administração financeira atuando, também, como órgão de apoio na supervisão do Comandante Geral sobre as atividades financeiras de todo e qualquer órgão da Corporação e na distribuição de re- cursos orçamentários e extraordinários aos responsáveis pelas despesas, de acordo com o planejamento estabe- lecido. Artigo 15 - A Diretoria de Apoio Logístico (DAL) é o órgão de direção setorial do sistema de administração de logística, incumbindo-lhe o planejamento, coordenação, fiscalização e controle das atividades de suprimento e ma- nutenção de material à Corporação, inclusive a de saúde. Artigo 16 - A Diretoria de Pessoal (DP), é o órgão de direção setorial do sistema de administração de pessoal, incumbindo-lhe o planejamento, execução, controle e fis- calização das atividades relacionadas com alistamento, as- sistência social, classificação e movimentação do pessoal, promoções, inativos e pensionistas cadastro e avaliação, direitos, deveres e incentivos e pessoal civil. Artigo 17 - À Diretoria de Ensino (DE), órgão de di- reção setorial do sistema de administração de ensino, in- cumbe o planejamento, coordenação, fiscalização e con- trole das atividades de formação, aperfeiçoamento e es- pecialização de oficiais e praças. 24 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 18 - À Diretoria de Saúde (DS) órgão de direção setorial do sistema de administração de saúde, incumbe o planejamento, execução, controle e fiscalização de todas as atividades relacionadas à saúde do pessoal da Corporação. Artigo 19 - A Ajudância Geral (AG) tem a seu cargo as funções de apoio administrativo de atividades do Coman- do Geral, e de apoio em serviços e segurança do Quartel do mesmo Comando. Artigo 20 - São comissões permanentes a Comissão de Promoções de Oficiais (CPO), presidida pelo Coman- dante Geral; a Comissão de Promoções de Praças (CPP), presidida pelo Chefe do Estado Maior e a Comissão de Or- ganização e Métodos (COM), cuja composição será fixada em regulamento da Corporação. Parágrafo único - Além das comissões de que trata este artigo poderão ser constituídas outras comissões, de caráter temporário e destinadas a estudos específicos a cri- tério do Comandante Geral. Artigo 21 - Poderão ser constituídas Assessorias inte- gradas, inclusive, por civis contratados, para o estudo de assuntos técnicos especializados, a critério do Comando Geral. CAPÍTULO III Constituição e Atribuições dos Órgãos de Apoio Artigo 22 - Os órgãos de apoio compreendem: I - órgãos de apoio de ensino: a) Academia da Polícia Militar (APM); b) Escola de Educação Física (EEF) c) Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP); II - órgãos de apoio de saúde: a) Centro Médico (CM); b) Centro Odontológico (C Odont); c) Centro Farmacêutico (C Farm); III - órgãos de apoio logístico: a) Centro de Suprimento e Manutenção do Material Bélico (CSM -MB); b) Centro de Suprimento e Manutenção do Material de Intendência (CSM-Int); c) Suprimento e Manutenção de Obras (CSM-O) d) Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Saúde (CSM-S). Artigo 23 - Órgãos de apoio de ensino são subor- dinados à Diretoria de Ensino e destinam-se à formação, aperfeiçoamento e especialização de oficiais e praças, bem como ao desenvolvimento de estudos e pesquisas técnico- -especializadas. Artigo 24 - Os órgãos de apoio de saúde subordinam- -se à Diretoria de Saúde e destinam-se à execução das ati- vidades de saúde, em proveito de toda a Corporação. Artigo 25 - Os órgãos de apoio logístico subordinam- -se à Diretoria de Apoio Logístico e destinam-se ao recebi- mento, estocagem e distribuição de suprimentos e à exe- cução da manutenção de todo o material. Artigo 26 - As Diretorias de Finanças e de Pessoal con- tarão com os órgãos indispensáveis ao desenvolvimento de suas atividades. Artigo 27 - O Presídio da Polícia Militar e o Corpo Mu- sical constituem órgãos especiais de apoio. CAPÍTULO IV Constituição e Atribuição dos Órgãos de Execução SEÇÃO I Órgãos de Policiamento Artigo 28 - Os órgãos de execução do policiamento são constituídos de: I - Comandos de Policiamento: II - Unidades de Policiamento; Artigo 29 - O Comando do Policiamento da Capital (CPC) é o órgão responsável perante o Comando Geral pela manutenção da ordem pública, na região da Capital do Es- tado, competindo-lhe o planejamento, comando, coorde- nação, fiscalização e controle operacional e administrativo, no que couber, dos órgãos e unidades subordinadas de acordo com diretrizes e ordens do Comando Geral. Parágrafo único - O Comandante do Policiamento da Capital será um Coronel PM, que disporá de um Estado Maior e órgãos administrativos indispensáveis e de um Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM). Artigo 30 - O Comando de Policiamento do Interior (CPI) é o órgão responsável perante o Comando Geral pela manutenção da ordem pública em todo o Interior do Esta- do, competindo-lhe o planejamento, no que couber, dos órgãos e unidades subordinadas, de acordo com diretrizes e ordens do Comando Geral. Parágrafo único - O Comandante do Policiamento do Interior será um Coronel PM, que disporá de um Estado Maior, de órgãos administrativos indispensáveis e de um Centro de Comunicações para o Interior (CCI). Artigo 31 - Os Comandos de Policiamento da Capital e do Interior são escalões intermediários de comando e têm a eles subordinadas operacionalmente as unidades e su- bunidades de policiamento sediadas, respectivamente, na Capital e no Interior do Estado. Artigo 32 - O Comandante Geral da Polícia Militar, me- diante aprovação do Estado Maior de Exército, poderá criar Comandos de Policiamento de Área (CPA), sempre que houver necessidade de agrupar unidades operacionais, em razão da missão e objetivando a coordenação e controle dessas unidades. Artigo 33 - As unidades de polícia militar são Organi- zações Policiais Militares (OPM) que executam as ativida- des-fim da Corporação. Artigo 34 - As unidades de polícias militar são dos se- guintes tipos: I - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Po- lícia Militar (BPM, Cia PM, ou Gp PM) a que incumbem as missões de policiamento ostensivo normal, a pé ou moto- rizado; II - Batalhões, Companhias, Pelotões, ou Grupos de Po- lícia de Rádio Patrulha (BP RP, Cia P RP ou Gp P RP), a que incumbem as missões de policiamento de rádio patrulha; III - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Po- lícia de Trânsito (BPTran, Cia P Tran, Pel P Tran ou Gp P Tran), a que incumbem as missões de policiamento de trânsito; 25 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR IV - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Polícia Rodoviária (BPRv, Cia PRv, Pel ou Gp PRv), a que incumbem as missões de policiamento rodoviário. V - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Po- lícia Florestal e de Mananciais (BPFM, Cia. P FM, Pel FM ou Gp P FM), a que incumbem as missões de policiamento florestal e de mananciais; VI - Companhias, Pelotões ou Grupos de Polícia Fluvial(Cia P Flu, Pel P Flu ou Gp P Flu), a que incumbem as mis- sões de policiamento ao longo dos cursos d´água; VII - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Polícia de Guarda (BP Gd, Cia P Gd, Pel P Gd ou Gp P Cd), a que incumbem as missões de guarda e segurança de Esta- belecimentos e Edifícios Públicos; VIII - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Polícia de Choque (Bp Chq, Cia P Chq, Pel P Chq ou Gp P Chq), a que incumbem o desempenho de missões de con- traguerrilha urbana e rural; IX - Regimentos, Esquadrões, Pelotões ou Grupos de Polícia Montada (RP Mont, Esqd P Mont, Pel P Mont ou Gp P Mont), a que incumbem as missões peculiares de policia- mento montado; X - Batalhões, Companhias, Pelotões ou Grupos de Po- liciamento Feminino (BP Fem, Cia P Fern, Pel P Fem ou Gp P Fem), a que incumbem as missões peculiares relacionadas à mulher e ao menor. Parágrafo único - Outros tipos de unidades de polícia militar poderão ser criados, conforme prescreva a legisla- ção federal e segundo as necessidades do Estado e evolu- ção da Corporação. Artigo 35 - As Organizações Policiais Militares (OPM) operacionais serão organizadas em Batalhões (Regimentos de Polícia Montada), Companhias (Esquadrões de Polícia Montada), Pelotões e Grupos de Polícia Militar. Artigo 36 - Os Batalhões e as Companhias de Polícia Militar poderão integrar outras missões, além de missão precípua de policiamento ostensivo normal, devendo ser dotados de companhias, pelotões ou grupos do tipo de policiamento devendo ser dotados de companhias, pelo- tões ou grupos do tipo de policiamento específico, para o desempenho de tais atribuições. Artigo 37 - O Comando Geral da Polícia Militar terá como força de reação, no mínimo um Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), especialmente adestrado e equipado para as missões de contraguerrilha urbana e rural e que poderá ser empregado, também, em outras missões de po- liciamento. SEÇÃO II Corpo de Bombeiros Artigo 38 - O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar terá a seguinte organização: I - Comando do Corpo de Bombeiros; II - Unidades Operacionais. Artigo 39 - O Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar é o órgão responsável perante o Comando Geral, pelo planejamento, comando, execução, coordena- ção, fiscalização e controle de todas as atividades de pre- venção, extinção de incêndios e de buscas e salvamentos, bem como das atividades técnicas a elas relacionadas no território estadual. Parágrafo único - O Comandante do Corpo de Bom- beiros é o responsável, perante o Comando Geral, pelo planejamento, coordenação, fiscalização e controle dos suprimentos e manutenção dos materiais tipicamente ope- racionais das unidades subordinadas. Artigo 40 - O Comando do Corpo de Bombeiros com- preende: I - Comandante; II - Estado Maior; III - Secretaria; IV - Seção de Comando. § 1º - O Comandante do Corpo de Bombeiros será um Coronel PM, designado pelo Governador do Estado, me- diante indicação do Comandante Geral da Polícia Militar. § 2º - O Estado Maior terá a seguinte organização: 1. Chefe do Estado Maior; 2. 1ª Seção (B/1): pessoal; 3. 2ª Seção (B/2): informações: 4. 3ª Seção (B/3): instrução e operações; 5. 4ª Seção (B/4): fiscalização administrativa e logística; 6. 5ª Seção (B/5): assuntos civis; 7. 6ª Seção (B/6): Seção de Serviço Técnico, incumbida de: a) executar e supervisionar o disposto na legislação do Estado quanto à instalação de equipamentos e às medidas preventivas contra incêndios; b) proceder a exames de plantas e a perícias; c) realizar testes de incombustibilidade; d) realizar vistorias e emitir pareceres; e) supervisionar a instalação da rede de hidrantes pú- blicos; § 3º - A Secretaria terá a seu cargo trabalhos relati- vos a correspondência, protocolo, arquivo, boletim diário e outros. § 4º - A Seção de Comando terá a seu cargo: 1. o apoio de pessoal auxiliar (praças) necessário aos trabalhos burocráticos do Comando; 2. os serviços gerais e a segurança do aquartelamento Artigo 41 - As unidades operacionais serão constituí- das de: I - Grupamentos de Incêndio (GI): unidades diretamen- te subordinadas ao Comando do Corpo de Bombeiros, in- cumbidas de missão de extinção de incêndios, podendo integrar missões de busca e salvamento; II - Sub-Grupamentos de Incêndio (S/GI): unidades também incumbidas da missão de extinção de incêndios, porém subordinadas a um Grupamento de Incêndio e que poderão integrar, eventualmente, missões de busca e sal- vamento; III - Grupamentos de Busca e Salvamento (GBS): unida- des diretamente subordinadas ao Comando de Corpo de Bombeiros, incumbidas da missão de busca e salvamento, de modo especial, em razão da extensão da missão. Artigo 42 - Os Grupamentos e os Sub-Grupamentos de Incêndio ou de Busca e Salvamento terão a seguinte organização: 26 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR I - Comando; II - Seção de Comando e Serviços; e III - Seção de Incêndio ou de Busca e Salvamento. § 1º - A Seção de Incêndio contará: com 3 (três) Sub- -Seções de Incêndio e 1 (uma) Sub-Seção de Salvamento e Proteção. § 2º - Quando uma unidade de extinção de incêndio integrar missões de busca e salvamento, deverá ser dotada de uma Seção de Busca e Salvamento. § 3º - A Seção de Busca e Salvamento contará com 3 (três) Sub-Seções de Busca e Salvamento. Artigo 43 - O Corpo de Bombeiros terá como órgão de apoio o Centro de Suprimento e Manutenção do Mate- rial Operacional (CSM MOp) incumbido do recebimento, da estocagem e da distribuição dos suprimentos e da exe- cução da manutenção no que concerne ao material espe- cializado. Parágrafo único - As demais necessidades de supri- mentos e manutenção serão asseguradas pela Diretoria de Apoio Logístico da Corporação. Artigo 44 - A organização e os efetivos das unidades de bombeiros serão estabelecidos em função das necessi- dades das áreas em que atuarem. TÍTULO III Responsabilidade das Unidades Operacionais CAPÍTULO ÚNICO Áreas de Responsabilidade e Desdobramento Artigo 45 - Para efeito de definição de responsabilida- de, o Estado será dividido em áreas, em função das missões normais de Polícia Militar e das características regionais, as quais serão atribuídas à responsabilidade das unidades de polícia militar nelas localizadas. § 1º - A área atribuída a uma unidade poderá ser sub- dividida em subáreas e estas em setores, ficando cada sub- divisão atribuída à responsabilidade da unidade imediata- mente subordinada. § 2º - O comando da unidade responsável por uma área, sub-área ou setor deverá sediar-se no território sob sua jurisdição. Artigo 46 - A organização e o efetivo de cada uni- dade operacional serão estabelecidos em função das ne- cessidades e das características fisiográficas, psico-sociais, politicas e econômicas das respectivas áreas, sub-áreas ou setores de responsabilidade. Artigo 47 - Cada unidade será constituída de duas a seis unidades imediatamente subordinadas. § 1º - Se o número de unidades subordinadas exceder a seis, em principio, a unidade imediatamente superior e enquadrante será desdobrada em duas outras do mesmo tipo, redividindo-se, igualmente, a área, sub-área ou setor em duas outras. § 2º - O Grupo Policial Militar (GPPM), menor unidade operacional, será constituído de um segundo ou terceiro sargento PM, um cabo PM e de 4 (quatro) a 13 (treze) sol- dados PM. Artigo 48 - A cada município que não seja sede de BPM, Cia. PM ou Pel PM, corresponderá um Destacamento Policial Militar (Dst PM), constituído de, pelo menos, um Grupo Policial Militar (Gp PM). § 1º - A cada distrito municipal, cujas necessidades o exigirem, corresponderá um Subdestacamento Policial Mi- litar (SDst PM) ou um Destacamento Policial Militar (Dst PM). § 2º - O Subdestacamento Policial Militar será coman- dado por um Cabo PM e terá uma composição mínima de 4 (quatro) soldados PM. Artigo 49 - Quando existentes, os Comandos de Poli- ciamento de Área (OPA), em suas respectivas áreas de com- petência, terão atribuiçõessemelhantes as dos Comandos do Policiamento da Capital ou do Interior, ficando a estes subordinados. Artigo 50 - O previsto neste título aplica-se, no que couber ao Corpo e unidades subordinadas, com as adapta- ções determinadas pelas suas peculiaridades. TÍTULO IV Pessoal CAPÍTULO I Do Pessoal da Polícia Militar Artigo 51 - Os Policiais Militares se enquadram na se- guinte conformidade: I - oficiais, integrantes do serviço ativo dos seguintes quadros: a) Quadro de Oficiais Policiais Militares; b) Quadros de Oficiais de Saúde, compreendendo: 1. Médicos; b. Dentistas; 3. Farmacêuticos; 4. Veterinários. c) Quadros de Oficiais Especialistas, compreendendo: 1. Músicos; 2. Capelães. d) Quadro de Oficiais de Administração; e) Quadro Especial de Oficiais de Policiamento Femi- nino. II - praças, integrando o serviço ativo, nos seguintes quadros: a) Quadro de Praças Policiais Militares; b) Quadro de Praças Escreventes; c) Quadros de Praças Especialistas, compreendendo: 1. Artífices; 2. Músicos. d) Quadro Especial de Praças de Policiamento Femi- nino. § 1º - A lei definirá e regulará a composição e as condi- ções de ingresso e acesso nos diversos quadros de oficiais e praças. § 2º - O pessoal inativo compreenderá: 1. pessoal da reserva remunerada: oficiais e praças transferidos para a reserva remunerada; 2. pessoal reformado: oficiais e praças reformados. 27 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 52 - O ingresso na Polícia Militar dar-se-á por inclusão voluntária, satisfeitas as prescrições da legislação do serviço militar e as exigências peculiares à Corporação, estabelecidas na legislação própria. CAPÍTULO II Do Efetivo da Polícia Militar Artigo 53 - O efetivo da Polícia Militar será fixado em lei especial, observadas as normas pertinentes da legisla- ção federal. Artigo 54 - Respeitado o efetivo que for fixado em lei especial, cabe ao Chefe do Poder Executivo aprovar, mediante decreto, os Quadros de Organização (QO), ela- borados pelo Comando Geral da Corporação e ratificados pelo Secretário da Segurança Pública, com observância da legislação pertinente. TÍTULO V Disposições Finais Artigo 55 - Nos termos da legislação em vigor, a Po- lícia Militar poderá dispor de servidores civis, nomeados, contratados ou comissionados para o exercício de fun- ções técnicas, de ensino ou de serviços gerais. Artigo 56 - Compete ao Governador do Estado, me- diante decreto, a criação, transformação, extinção, deno- minação, localização e a estruturação dos órgãos de dire- ção, de apoio e de execução da Polícia Militar, de acordo com a organização básica, prevista nesta lei e dentro dos limites estabelecidos na lei de fixação de efetivos, por proposta do Comandante Geral, ratificada pelo Secretário da Segurança Pública, observada a legislação pertinente. Artigo 57 - Os atuais Quadros de Oficiais de Policia- mento e Guarda e de Praças de Policiamento e Guarda passam a denominar-se, respectivamente, Quadro de Ofi- ciais Policiais Militares e Quadro de Praças Policiais Mili- tares. Parágrafo único - Passam a integrar o Quadro de Oficiais de Administração os atuais componentes do Qua- dro de Oficiais Auxiliares de Administração. Artigo 58 - Fica o Poder Executivo autorizado a regu- lar mediante decreto as condições de ingresso, de forma- ção, de aperfeiçoamento, de especialização e de acesso das praças da Corporação. Artigo 59 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Palácio dos Bandeirantes, 17 de dezembro de 1974. DECRETO-LEI 260/70. DISPÕE SOBRE A INA- TIVIDADE DOS COMPONENTES DA PMESP; DECRETO-LEI N.260, DE 29 DE MAIO DE 1970 Dispõe sobre a inatividade dos componentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso da atribuição que, por força do Ato Complementar n. 47, de 7 de fevereiro de 1969, lhe confere o §1.º do Artigo 2.º do Ato Institucional n. 5, de 13 de dezembro de 1968, Decreta: TÍTULO I Disposições Gerais Artigo 1.º - A inatividade dos componentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo é regulada por êste decre- to-lei. Artigo 2.º - Para os efeitos deste decreto-lei: I - inatividade é a situação do policial-militar afastado temporária ou definitivamente do serviço ativo da corpo- ração; II - policial-militar e expressão geral que abrange os Oficiais, Praças-Especiais e Praças assim considerados em legislação especial; III - Aspirante a Oficial equipara-se a Segundo Tenente; IV - a expressão “extraviado” se aplica ao policial-mili- tar que, no desempenho de qualquer serviço, em missões especiais ou em casos de calamidade pública, comoção in- testina ou guerra, desaparecer por mais de 30 (trinta) dias. Artigo 3.º - O policial-militar passa à situação de inati- vidade ou se desligará da corporação, mediante: I - agregação; II - transferência para a reserva; III - reforma; IV - exoneração; V - demissão; VI - expulsão. TÍTULO II Da Situação de Inatividade CAPÍTULO I Da Agregação Artigo 4.º - Agregação é o ato pelo qual o policial-mi- litar da ativa passa temporariamente à condição de inativo, a pedido ou «ex-officio». Artigo 5.º - Será agregado ao respectivo quadro o po- licial-militar que: I - for julgado inválido ou fisicamente incapaz, tempo- rariamente, para o serviço policial-militar por prazo supe- rior a 6 (seis) meses e até o máximo de 24 (vinte e quatro) meses; II - obtiver licença para tratamento de saúde em pes- soa da família, por prazo superior a 6 (seis) meses; 28 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR III - obter licença para, em caráter particular, aperfei- çoar seus conhecimentos técnicos ou realizar estudos, no país ou no estrangeiro; IV - obtiver licença para exercer atividade técnica de sua especialidade em organizações civis; V - obtiver licença para tratar de interesse particular; VI - for condenado a pena restritiva de liberdade, até 2 (dois) anos por sentença passada em julgado, enquanto durar sua execução; VII - permanecer por mais de 180 (cento e oitenta) dias submetido a processo no foro militar competente; VIII - ficar exclusivamente a disposição da Justiça Co- mum para ser processado; IX - deva ser reformado, conforme o que for apurado em processo regular, até que se efetive o ato definitivo de afastamento; X - for considerado desertor; XI - for declarado extraviado; XII - candidatar-se a cargo efetivo, desde que conte mais de 5 (cinco) anos de serviço; XIII - aceitar cargos ou funções do serviço público civil, em caráter temporário e não efetivo, estranhos ao serviço policial, da Administração direta ou indireta, mediante au- torização expressa do Governador, por tempo inferior a 2 (dois) anos; XIV - aceitar encargo ou comissão estabelecidos por lei ou decreto, mas não previstos nos Quadros de Efetivos da Corporação, ressalvado o exercício de função policial ou de natureza relevante, mediante autorização expressa do Governador, por tempo inferior a 2 (dois) anos; XV - atingir a idade-limite para o serviço ativo, até que se efetive a reforma; XVI - estiver aguardando passagem, para a inativida- de, a pedido, nos termos do parágrafo único do artigo 59 deste decreto-lei. Artigo 6.º - A agregação será efetivada logo após a publicação do ato que der lugar a uma das situações esta- belecidas no artigo anterior e perdurará;: I - nos casos dos incisos III, IV e V, pelo prazo mínimo de 6 (seis) meses; II - no caso do inciso XI, pelo prazo máximo de 6 (seis) meses, aplicando-se, após o decurso desse prazo o dispos- to no artigo 58; III - nos demais casos, enquanto perdurar o motivo que deu origem a agregação. Artigo 7.º - O policial militar: I - não perceberá vencimentos e vantagens nas situa- ções previstas nos incisos III, IV, V, X, XII e XIII do artigo 5.º; II - perceberá dois terços dos respectivos vencimentos e vantagens do posto ou da graduação nos casos dos inci- sos, II, VI, VII e VIII, do artigo 5.º; III - perceberá vencimentos e vantagens integrais doposto ou da graduação nos casos dos incisos I, IX, XI e XV e, se optar pela retribuição pecuniária da Corporação, no caso do inciso XIV, todos do artigo 5.º. Artigo 8.º - O policial-militar agregado ficará: I - sujeito às obrigações disciplinares inerentes aos componentes da reserva e aos reformados; II - adido à unidade que lhe for designada; III - incluído no respectivo Quadro, sem número, no lu- gar que ocupava quando da agregação, com a abreviatura «ag» e anotações esclarecedoras de sua situação. Artigo 9.º - Os policiais-militares serão revertidos ao serviço ativo, tão logo cessem os motivos determinantes da agregação. Parágrafo único - O policial-militar que reverter à ati- vidade figurará em seu Quadro, seu número e homólogo ao que se lhe segue em antiguidade, devendo entrar na escala numérica, na primeira vaga que se verificar em seu Quadro, posto ou graduação. CAPÍTULO II Da Quota Compulsória Artigo 10 - A Quota Compulsória é destinada à reno- vação, ao equilíbrio e à regularidade de acesso no Quadro de Oficiais assegurando, anualmente, um número de vagas sôbre os efetivos fixados em lei, nas seguintes proporções: I - Quadro de Oficiais de Polícia; a) Coronéis - limite único 1/7; b) Tenentes-Coronéis - limite único 1/15; c) Majores - limite único 1/10. II - Nos demais casos, em cada Quadro: a) último posto - limite único 1/5; b) penúltimo posto - limite único 1/10. § 1.º - As frações que resultarem da aplicação das proporções estabelecidas neste artigo serão adicionadas cumulativamente aos cálculos correspondentes dos anos seguintes até completar-se pelo menos um inteiro que, en- tão, será computado para obtenção de uma vaga. § 2.º - No cálculo das vagas para a Quota Compulsória não serão computadas, em cada posto, as resultantes das fixadas para o posto imediatamente superior. § 3.º - Se as vagas normais do ano anterior, em cada posto considerado, forem em número inferior ao limite único fixado neste artigo, serão transferidos para a reserva tantos Oficiais do posto considerado quantos forem neces- sários para alcançar aquêle limite. § 4.º - Os oficiais incluídos na Quota Compulsória pas- sarão à inatividade com os vencimentos e vantagens inte- grais do posto. Artigo 11 - Os Oficiais, para serem incluídos na Quota Compulsória, deverão preencher os seguintes requisitos: I - contar no mínimo, os seguintes anos de serviço, ob- servado o disposto no inciso II do artigo 51: Oficiais de Polícia; Coronel - 30 anos; Tenente Coronel e Major - 30 anos; Oficiais de Outros Quadros; último posto - 30 anos; penúltimo posto - 30 anos II - contar, no mínimo, 2 (dois) no posto. Parágrafo único - Em igualdade de condições, será in- cluído na Quota Compulsória o Oficial de mais idade, e, em caso de mesma idade, o de mais tempo de serviço. Artigo 12 - À Comissão de Promoções de Oficiais competirá organizar e apresentar, na segunda quinzena de janeiro de cada ano, a lista dos Oficiais destinados a inte- grar a Quota Compulsória, na forma do artigo anterior. 29 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Parágrafo único - Não serão atingidos pela Quota Compulsória os Oficiais que estiverem agregados pelos motivos constantes dos incisos X e XI do artigo 5.º e os que estiverem abrangidos pelo artigo 21 deste decreto-lei. Artigo 13 - Os Oficiais incluídos na Quota Compulsó- ria anual serão notificados imediatamente, podendo apre- sentar recurso contra essa decisão, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, a contar do recebimento da respectiva notifica- ção. Artigo 14 - Aos Oficiais Capelães não se aplica a Quota Compulsória de que trata este Capítulo. CAPÍTULO III De Transferência para a Reserva Artigo 15 - Reserva é a situação da inatividade do Ofi- cial sujeito à reversão ao serviço ativo. Artigo 16 - O Oficial passa para a reserva a pedido ou «ex officio». Artigo 17 - A transferência para a reserva a pedido poderá ser concedida ao Oficial que: I - contar, no mínimo, 30 (trinta) anos de efetivo serviço com vencimentos e vantagens integrais do posto; II - reformado por incapacidade física, for julgado apto em inspeção de saúde, desde que não haja atingido a ida- de-limite de permanência da reserva. Parágrafo único - No caso de o Oficial haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a 6 (seis) meses, às expensas do Estado no estrangeiro, não decor- ridos 5 (cinco) anos de seu término, a transferência para a reserva só será concedida mediante indenização de todas as despesas correspondentes à realização do referido curso ou estágio, inclusive as diferenças eventuais de vencimen- tos que lhe couberem nesse período. Artigo 18 - Será transferido «ex officio» para a reserva o Oficial que: I - atingir a idade-limite de permanência no serviço ati- vo; II - for investido em cargo público civil de provimento efetivo; III - passar afastado de atividade policial-militar no de- sempenho de cargo público civil e temporário, não efetivo, por prazo superior a 2 (dois) anos; IV - for incluído na Quota Compulsória; V - completar 2 (dois) anos seguidos de agregação em decorrência de licenças concedidas nos termos do inciso II do artigo 5.º. VI - permanecer agregado por prazo superior a 2 (dois) anos, consecutivos ou não, em decorrência de licenças concedidas nos termos dos incisos III, IV e V do artigo 5.º; VII - for diplomado em cargo eletivo, se contar mais de 5 (cinco) anos de serviço; VIII - contar menos de 5 (cinco) anos de serviço e se candidatar a cargo eletivo. Artigo 19 - As idades-limites para permanência dos Oficiais no serviço ativo da Corporação são as seguintes: I - Quadro de Polícia; Coronel - 59 anos Tenente Coronel - 56 anos; Major - 52 anos Capitão - 50 anos Primeiro Tenente - 47 anos Segundo Tenente - 44 anos. II - Outros Quadros: Coronel - 62 anos; Tenente Coronel - 60 anos; Major - 58 anos. Capitão - 56 anos; Primeiro Tenente - 54 anos; Segundo Tenente - 52 anos. III - Capelão - 70 anos. Artigo 20 - A transferência “ex officio” para a reserva processar-se à medida que o Oficial incida num dos casos previstos no artigo 18, salvo o do inciso IV, em que a trans- ferência será feita durante a primeira quinzena de março. Artigo 21 - Não será concedida transferência para a reserva, a pedido, ao Oficial que: I - estiver respondendo a inquéritos ou a processo em qualquer jurisdição; II - for condenado por sentença passada em julgado inferior a 2 (dois) anos e no decurso do cumprimento de pena; III - estiver agregado nos têrmos do inciso X do artigo 5.º. Artigo 22 - O Oficial transferido “ex officio” para a re- serva, na forma dos incisos II, III e VIII do artigo 18, não perceberá vencimentos e vantagens. Artigo 23 - O Oficial perceberá vencimentos e vanta- gens proporcionais a 30 (trinta) anos de serviço, nos casos dos incisos I, V, VI e VII do artigo 18. Artigo 24 - Os Oficiais que tiverem atingido o limite de idade de permanência na reserva serão reformados “ex officio”. Artigo 25 - A idade-limite de permanência na reserva é: I - para Oficial superior - 65 anos; II - para Capitão e Oficial Subalterno - 60 anos; III - para Oficial Capelão - 70 anos. Artigo 26 - Os Oficiais da reserva remunerada pode- rão ser revertidos ao serviço ativo, por ato do Governador: I - em casos de guerra de comoção intestinal e de ca- lamidade pública; II - por convocação da Justiça Militar; III - para instauração de inquéritos policiais-militares; IV - para integrar comissões especiais ou exercer fun- ções técnicas e especializadas, por tempo não superior a 12 (doze) meses e que não possam ser desempenhadas por Oficiais da ativa por impedimento legal ou estatutário. § 1.º - Os Oficiais convocados terão os direitos e deve- res dos da ativa, em igual situação hierárquica, e contarão como acréscimo esse tempo de serviço. § 2.º - A convocação será precedida de inspeção mé- dica. CAPÍTULO IV Da Reforma Artigo 27 - Reforma é a situação do policial-militar de- finitivamente desligado do serviço ativo. 30 LEGISLAÇÃODE INTERESSE POLICIAL MILITAR Parágrafo único - O Oficial é reformado “ex-officio” e a Praça a pedido “ex-officio”. Artigo 28 - A reforma, a pedido, poderá ser concedida à Praça que contar, no mínimo, 30 (trinta) anos de efetivo ser- viço, com vencimentos e vantagens integrais da graduação. Artigo 29 - A reforma “ex-officio” será aplicada: I - ao Oficial: a) condenado a pena de reforma por sentença passada em julgado; b) que atingir a idade-limite de permanência na reserva; c) julgado incompatível ou indigno profissionalmente para com o oficialato, em processo regular, após sentença pas- sada em julgado no Tribunal de Justiça Militar, ressalvado o caso de demissão previsto na Lei Federal n. 5.300, de 29 de junho de 1967; d) convocado na forma do artigo 26 e julgado inapto em inspeção de saúde. II - à Praça: a) que completar 2 (dois) anos consecutivos de agregação em decorrência de licenças concedidas nos têrmos do inciso II do artigo 5.º; b) que permanecer agregada por mais de 2 (dois) anos consecutivos ou não, em decorrência de licenças concedidas nos têrmos dos incisos III, IV e V do artigo 5.º; c) que permanecer agregada por mais de 2 (dois) anos, contínuos ou não, para exercer cargo público civil temporário, não eletivo e estranho ao serviço policial, da Administração direta ou indireta; d) que se tornar incompatível com a função policial-militar, ou nociva à disciplina, e tenha sido julgada passível de reforma, mediante processo regular; e) que contar 5 (cinco) ou mais anos de serviço, ao ser diplomada em cargo eletivo; f) que atingir a idade-limite para permanência no serviço ativo. III - ao policial-militar: a) julgado inválido ou fisicamente incapaz em caráter permanente, para o serviço ativo; b) incapacitado fisicamente ou julgado inválido, após 2 (dois) anos de agregação; c) agregado por invalidez ou incapacidade física temporária para o serviço ativo, após completar o tempo mínimo de serviço exigido para a inatividade a pedido, com vencimentos integrais. Artigo 30 - As idades-limites para permanência das Praças no serviço ativo da Corporação são as seguintes: I - de Polícia: Subtenentes e Sargentos.............................................56 anos Cabos e Soldados.........................................................52 anos II - de outros Quadros: Subtenentes e Sargentos..............................................59 anos Cabos.............................................................................55 anos Artigo 31 - O Oficial ou a Praça: I - não perceberá vencimentos e vantagens quando nas situações constantes das alíneas “b” e “c” do inciso II do artigo 29; II - perceberá vencimentos e vantagens proporcionais a 30 (trinta) anos de serviço, nos casos das alíneas “a” e “c” do inciso I e “a”, “d”, “e” e “f” do inciso II, do artigo 29; III - perceberá os proventos de inativo no caso da alínea “d” do inciso I, do artigo 29. CAPÍTULO V Da Invalidez e da Incapacidade Física Artigo 32 - A invalidez ou a incapacidade física poderá ser consequente de: I - ferimento recebido em ato de serviço público ou enfermidade contraída nessa situação, ou que nela tenha a sua causa eficiente; II - acidente em serviço; III - doença adquirida em consequência de exercício de função policial-militar ou com relação de causa e efeito às condições inerentes ao mesmo serviço; IV - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia, cardiopatia grave, desde que qualquer delas torne o indivíduo total ou permanentemente inválido para qualquer trabalho; V - acidente ou doença sem relação de causa efeito com o serviço. § 1.º - Os casos de que tratam os incisos I e III deste artigo serão provados por atestado de origem ou inquérito sa- nitário de origem; os acidentes em serviço serão apurados em processo regular para fins de caracterização dos casos do inciso II do mesmo artigo. § 2.º - Nos casos de tuberculose, as juntas de saúde deverão basear seus julgamentos, obrigatoriamente, em obser- vação clínica, acompanhada de repetidos exames subsidiários, de modo a comprovar com segurança atividade da doença, após acompanhar sua evolução até 3 (três) períodos de 6 (seis) meses de tratamento clínico ou clínico cirúrgico metódi- 31 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR co, atualizado e sempre que necessário, nosocomial, salvo quando se tratar de forma “grandemente avançada”, no conceito clínico, sem qualquer possibilidade de regressão completa as quais terão parecer imediato de incapacidade física definitiva. O parecer definitivo a adotar, no caso de portadores de lesão aparentemente inativa, ficará condi- cionado a um período de consolidação extranosocomial nunca inferior a 6 (seis meses) contados a partir da cura. § 3.º - Considera-se alienação mental ou neuromental grave e persistente no qual, esgotados os meios habituais de tratamento, permaneça alteração completa ou conside- rável na personalidade, destruindo a autodeterminação de pragmatismo e tornando o indivíduo total e permanente- mente inválido para qualquer trabalho. Ficam excluídas do conceito de alienação mental as epilepsias psíquicas e neu- rológicas, assim julgadas pelas juntas médicas do Hospital da Corporação. § 4.º - Considera-se paralisia todo caso de neuropa- tia grave e definitiva que afete a motilidade, sensibilidade, troinficidade e demais funções nervosas no qual, esgotados os meios habituais de tratamento, permaneçam distúrbio graves, extensos e definitivos que tornem o indivíduo total ou permanentemente inválido para qualquer trabalho. § 5.º - São também equiparados às paralisias os casos de afecções ósteo-músculo-articulares graves e crônicas (reumatismos graves, crônicos ou progressivos e doenças similares) nos quais, esgotados os meios habituais de trata- mento, permaneçam distúrbios extensos e definitivos, quer ósteo-músculo-articulares residuais, quer secundários das funções nervosas, motilidade, troficidade ou mais funções que tornem o indivíduo total ou permanentemente inváli- do para qualquer trabalho. § 6.º - São equiparados à cegueira não só os casos de afecções crônicas progressivas incuráveis que conduzirão à cegueira total, como também as de visão rudimentar que apenas permitam a percepção de vultos, não suscetíveis de correção por lentes nem removíveis por tratamento médi- co-cirúrgico. Artigo 33 - Todas as declarações de aptidão e inap- tidão física serão sempre de atribuição do órgão médico competente da Polícia Militar. Artigo 34 - Decaem do direito de requerer agregação ou reforma, os policiais-militares que se tornarem inváli- dos em virtude de não desejarem sujeitar-se às prescrições médicas e cirúrgicas até grau médio indicadas como meio único de cura por facultativos do órgão médico competen- te da Polícia Militar. Parágrafo único - Fica assegurado, em qualquer hipó- tese o recurso a Juntas Médicas Superiores. Artigo 35 - Os policiais-militares inválidos ou incapaci- tados serão reformados com qualquer tempo de serviço e perceberão os seguintes vencimentos e vantagens; I - integrais do posto ou graduação nos casos dos inci- sos I, II, III e IV do artigo 32; II - proporcionais a 30 (trinta) anos de serviço no caso do inciso V do artigo 32. Artigo 36 - Para fins do artigo anterior são conside- rados: I - Aspirantes a Oficial: os alunos da Escola de Forma- ção de Oficiais de Polícia; II - Terceiros Sargentos: os alunos do Curso Prepa- ratório da Escola de Formação de Oficiais de Polícia e do Curso de Formação de Sargentos; III - Cabos: os alunos do Curso de Formação de Ca- bos; IV - Soldados: os alunos e estagiários do Curso de Formação de Soldado. CAPÍTULO VI Da Exoneração, da Demissão e da Readmissão de Oficiais Artigo 37 - Exoneração é o desligamento do Oficial, a pedido, do serviço ativo, com o consequente ingresso na reserva não remunerada. Artigo 38 - Demissão é o ato pelo qual o Oficial é desligado “ex-officio” da Corporação, em caráter defini- tivo. Artigo 39 - A exoneração será concedida:I - sem indenização aos cofres públicos, se o Oficial contar mais de 5 (cinco) anos de oficialato, excluído o tempo de serviço como Aspirante a Oficial; II - nos demais casos, mediante indenização das des- pesas correspondentes aos cursos policiais-militares, cal- culadas pelas respectivas escolas, exceto os vencimentos e vantagens percebidos; § 1.º - No caso do Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de duração igual ou superior a 3 (três) meses às expensas do Estado, não decorridos mais de 3 (três) anos do seu término, a exoneração só será concedida mediante indenização de todas as despesas correspondentes àquê- le curso ou estágio. § 2.º - O Oficial exonerado ingressará na reserva não remunerada, no posto que ocupara no serviço ativo. Artigo 40 - A demissão se verificará quando o Oficial: I - for condenado a pena restritiva de liberdade su- perior a 2 (dois) anos, por sentença passada em julgado; II - for condenado à pena de perda da função pública, por sentença passada em julgado; III - for considerado moral ou profissionalmente ini- dôneo para promoção ou revelar incompatibilidade para o exercício da função policial-militar por sentença passa- da em julgado no Tribunal de Justiça Militar. Parágrafo único - O Oficial demitido perderá o posto e a patente. Artigo 41 - O Oficial exonerado poderá ser readmiti- do, a juízo do Governador desde que não hajam decorri- dos 2 (dois) anos da exoneração. § 1.º - A reassunção de funções deverá ocorrer no prazo máximo de 30 (trinta) dias, a partir da publicação do ato respectivo. § 2.º - O Oficial readmitido contará antiguidade no posto a partir da data em que reassumiu suas funções. Artigo 42 - Os Oficiais exonerados ou demitidos não perceberão vencimentos e vantagens. 32 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR CAPÍTULO VII Da Exoneração, da Demissão, da Expulsão e da Readmissão de Praças Artigo 43 - A Praça se desligará do serviço ativo por: I - exoneração; II - demissão; III - expulsão. Artigo 44 - A exoneração da Praça será concedida: I - a pedido, com qualquer tempo de serviço, nos têr- mos do artigo 39 deste decreto-lei; II - “ex-officio”: a) quando empossado em cargo público de natureza permanente; b) quando se candidatar a cargo eletivo, se contar me- nos de 5 (cinco) anos de serviço; Artigo 45 - A demissão da Praça ocorrerá: I - quando condenada, por sentença passada em jul- gado, à pena restritiva de liberdade por tempo superior a 2 (dois) anos; II - quando condenada, por sentença passada em jul- gado, à pena de perda da função pública; III - pela prática de ato ou atos que revelem incompa- tibilidade com a função policial-militar, mediante processo regular; IV - quando permanecer por 3 (três) anos consecuti- vos no mau comportamento, apurado mediante processo regular; V - depois do cumprimento da pena consequente do crime de deserção; VI - quando considerado desertor, e capturado ou apresentado, tendo sido submetido a exame de saúde, for julgado incapaz definitivamente para o serviço policial-mi- litar. Artigo 46 - A expulsão da Praça ocorrerá, mediante processo regular: I - se atentar contra a segurança das instituições na- cionais; II - se praticar atos desonrosos ou ofensivos ao decoro profissional. Artigo 47 - A Praça com menos de 10 (dez) anos de efetivo serviço poderá ser demitida ou expulsa, por ato jus- tificado do Comandante Geral. Artigo 48 - A Praça exonerada poderá ser readmitida, a juízo do Comandante Geral, desde que não tenham de- corrido 2 (dois) anos de exoneração. § 1.º - A readmissão prevista neste artigo somente poderá ser efetivada se o readmitido tiver sido exonera- do com comportamento pelo menos “bom” e preencher as condições de ingresso na corporação, exceto no que diz respeito à idade. § 2.º - O graduado readmitido nestas condições con- tará antiguidade na graduação a partir da data da read- missão. Artigo 49 - As Praças exoneradas, demitidas e expul- sas não perceberão vencimentos e vantagens. TÍTULO III Do Cômputo do Tempo de Serviço para fins de Inatividade Artigo 50 - A contagem do tempo de serviço obe- dece às regras estabelecidas neste Título e será feita em qualquer época, a pedido ou “ex-officio”, por ocasião da transferência do policial-militar para a reserva ou de sua reforma. Artigo 51 - No cômputo do tempo de serviço para fins de inatividade, será considerado: I - como efetivo serviço, o tempo passado, dia a dia, no serviço ativo da Corporação; II - como anos de serviço, o tempo de serviço prestado, exclusivamente, à União Estados, Municípios e Autarquias em geral, devidamente averbado na forma da legislação em vigor. Artigo 52 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias. § 1.º - O número de dias será convertido em anos, con- siderados estes como 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. § 2.º - Feita a conversão de que trata o parágrafo an- terior, os dias restantes, até 182 (cento e oitenta e dois), não serão computados, arredondando-se para 1 (um) ano, na passagem à inatividade compulsória ou por invalidez, quando excederem esse número. Artigo 53 - O tempo de serviço dos policiais-militares beneficiados por anistia será contado como estabelecer o ato legal que a conceder. Artigo 54 - O período de tempo relativo aos Cursos Preparatório e de Formação de Oficiais de Polícia Militar e ao de Formação de Soldado, bem como os estágios decor- rentes, serão computados na forma da legislação vigente, após a respectiva averbação, não gerando qualquer efeito para fins de estabilidade no serviço público, até que se ve- rifiquem as condições deste artigo e seus parágrafos. § 1.º - O tempo de serviço do aluno dos cursos Pre- paratórios e de Formação de Oficiais de Polícia Militar será averbado “ex-officio”, após declarado Aspirante a Oficial. § 2.º - O período relativo ao Curso de Formação de Soldado, bem como os estágios decorrentes, serão averba- dos “ex-officio” após a sua conclusão com aproveitamento e decorridos 2 (dois) anos. Artigo 55 - Será contado como de efetivo serviço o tempo correspondente a licenças concedidas por invalidez temporária para todos os fins previstos em lei, tenha ou não havido agregação. Artigo 56 - Não é computável para efeito algum o tempo: I - decorrido em cumprimento de sentença judicial passada em julgado; II - que exceder de 1 (um) ano, consecutivo ou não, em licença para tratamento de saúde de pessoa da família; III - passado como desertor, desde que seja condena- do pelo crime imputado; IV - passado em licença para exercer atividade técnica de sua especialidade em organizações civis, ou em licença para tratar de interesse particulares; 33 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR V - decorrido em cumprimento de prisão disciplinar sem fazer serviço; VI - de suspensão, por sentença, do exercício da fun- ção pública; VII - de ausência não justificada. TÍTULO IV Disposições Finais Artigo 57 - Os proventos da inatividade não poderão ser superiores à retribuição pecuniária percebida pelo poli- cial-militar em atividade. Artigo 58 - À família de policial-militar ficam assegu- rados os direitos a percepção da respectiva pensão, como se houvesse falecido, aquêle, na forma do Regulamento da Caixa Beneficente da Corporação, quando ocorrerem os casos dos incisos I do artigo 40 e I do artigo 45 e enquanto durar o cumprimento da pena. Artigo 59 - Os pedidos de transferência para a reser- va ou reforma, devidamente instruídos, terão despacho no prazo máximo de 30 (trinta) dias, a partir de seu recebi- mento pelo protocolo do Quartel General. Parágrafo único - Decorrido o prazo fixado neste ar- tigo, o policial-militar será agregado, nos têrmos do inciso XVI do artigo 5.º deste decreto-lei. Artigo 60 - Êste decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as leis n.º 237, de 29 de de- zembro de 1948; n.º 938, de 4 de janeiro de 1951; n.º 2.054, de 24 de dezembro de 1952; n.º 5.278, de 15 de janeiro de 1959; n.º 6.356, de 5 de outubrode 1961; n.º 7.386, de 7 de novembro de 1962; n.º 7.661, de 4 de janeiro de 1963; n.º 8.160, de 8 de junho de 1964; n.º 8.253, de 21 de agôsto de 1964 e n.º 9.019, de 14 de outubro de 1965, o artigo 1.º da Lei n.º 9.211, de 30 de dezembro de 1965, bem como todos os demais preceitos legais que, direta ou indireta- mente disponham sôbre a inatividade de componentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Palácio dos Bandeirantes, 29 de maio de 1970. ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ Danilo Darcy de Sá da Cunha e Melo, Secretário da Se- gurança Pública Publicado na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 29 de maio de 1970. Nelson Petersen da Costa, Diretor Administrativo, Substituto DECRETO-LEI N. 260, DE 29 DE MAIO DE 1970 Dispõesôbre a inatividade dos componentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo Retificação Artigo 3.º - Onde se lê: «O policial - militar passa à situação de inatividade, mediante:» Leia-se: «O policial - militar passa à situação de inatividade ou se desligará da corporação, mediante:» CAPÍTULO I Onde se lê: «De Agregação» Leia-se: «Da Agregação» Artigo 4.º - Onde se lê: «... à condição do inativo...» Leia-se: «... à condição de inativo...» Artigo 10.° - Onde se lê: «... à regularidade do acesso ..... » Leia-se: «... à regularidade de acesso ...» Artigo 18.° - Onde se lê: «III - passar atestado de atividade...» Leia-se «III - passar afastado da atividade...» Artigo 19.° - Onde se lê: “...são os seguintes:” Leia-se: “...são as seguintes:” Artigo 22.° - Onde se lê: “...incisos II, III e ‘VII...” Leia-se: “...incisos II, III e ‘VIII...” Artigo 26.° - Onde se lê: “”I - em caso de guerra...” Leia-se: “I- em casos de guerra...” Onde se lê: “IV - ...meses e não possam...” Leia-se: “IV - ...meses e que não possam...” Artigo 28.° - Onde se lê: “...integrais de graduação”. Leia-se: “...integrais da graduação”. Artigo 32.° - Onde se lê: “...III ...causa e efeitos às condições...” Leia-se: “...III ...causa e efeito às condições...” Onde se lê: “§ 1.º... os incisos I e II dêste artigo...”. Leia-se: ‘§ 1.º... os incisos I e III dêste artigo...”. Onde se lê: “§ 2.º... nunca inferir a 6 (seis meses)...”. Leia-se: “§ 2.º... nunca inferior a 6 (seis meses)...”. Onde se lê: “§ 3.º... personalidade, destruind a autodeterminação...” Leia-se: “§ 3.º... personalidade, destruindo a autodetermina- ção...” Artigo 41.° - Onde se lê: “...poderá ser reedmitido, a juizo do Governador, desde que não hajam decorrido 2 (dois)...” Leia-se: 34 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR “...poderá ser readmitido, a juizo do Governador, desde que não hajam decorridos 2 (dois)...” Artigo 54.° - Onde se lê: “...Cursos Preparatórios e de Formação...” Leia-se: “...Cursos Preparatórios e de Formação...” Artigo 58.° - Onde se lê: “...na forma de Regulamento...” Leia-se: “...na forma do Regulamento...” Artigo 60.° - Onde se lê: “...n.º 8.760, de 8 de junho de 1964;...” Leia-se: “...n.º 8.160, de 8 de junho de 1964;...” Onde se lê: “...outubro de 1965, e artigo 1.º...” Leia-se: “...outubro de 1965, o artigo 1.º...” DECRETO 7.290/75. APROVA O REGULAMEN- TO GERAL DA PMESP; DECRETO N. 7.290, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1975 Aprova o Regulamento Geral da Policia Militar do Esta- do de São Paulo PAULO EGYDIO MARTINS GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Decreta: Artigo 1.º - Fica aprovado o Regulamento Geral da Policia Militar do Estado de São Paulo, que com este baixa. Artigo 2.º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação revogadas os Decretos n. 49.853, de 20 de junho de 1968, 52.332, de 22 de dezembro de 1969 e 4.039, de 22 de julho de 1974, e as demais disposições em con- trário. Palácio dos Bandeirantes, 15 de dezembro de 1975. PAULO EGYDIO MARTINS Antonio Erasmo Dias, Secretário da Segurança Pública Publicado na Casa Civil, aos 15 de dezembro de 1975. Maria Angélica Galiazzi, Diretora da Divisão de Atos do Governador REGULAMENTO GERAL DA POLICIA MILITAR CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1.º - A Policia Militar cumpre as missões que lhe são atribuidas pela legislação federal e estadual, através dos seus órgãos de Direção, Apoio e Execução. Artigo 2.º - O Comandante Geral (Cmt G) é o respon- sável superior pela atuação da Policia Militar. Artigo 3.º - A disciplina e a hierarquia constituem a base da organização da Policia Militar. Artigo 4.º - A cadeia de comando se caracteriza pelo escalonamento vertical dos órgãos, a partir do Comandan- te Geral até o Subdestacamento Policial Militarr (Subdest PM). Artigo 5.º - Todas as ordens do órgão superior a outro subordinado devem ser dadas pelo comandante superior ao comandante imediatamente subordinado. A cadeia de comando só não será observada em situações de emer- gência. Artigo 6.º - As ordens são baixadas para o nivel ime- diatamente infenor da cadeia de comando. Cabe a quem recebê-las difundí-las entre seus órgãos subordinados. Artigo 7.º - O Comando (Cmdo) é constituido pelo Comandante (Cmt) e seu Estado Maior (EM) Artigo 8.º - O Coronel PM que exercer as funções de Chefe do Estado Maior (Ch EM) terá precedência funcional sobre os demais Coroneis da Policia Militar. Os Coronéis PM que exercerem as funções de Comandante do CPC, do CPI e CCB terão precedência funcional sobre os demais, Coronéis PM a eles diretamente subordinados. Artigo 9.º - São funções comuns a todos os estados maiores: I - produzir informações; II - realizar estudos de situação; III - apresentar propostas; IV - elaborar planos e ordens, V - supervisionar a execução dos planos e ordens. Artigo 10 - As Normas Gerais de Ação (NGA) baixadas por um órgão, constituem e estabelecem as normas que devem ser seguidas pelo próprio órgão e seus subordina- dos, na falta de outras de nível superior. Artigo 11 - A aprovação das Normas Gerais de Ação de um órgão será efetuada pelo órgão a que estiver ime- diatamente subordinado. Artigo 12 - As substituições temporárias serão pro- cessadas: I - Do Comandante Geral, pelo Chefe do Estado Maior. II - Do Chefe do Estado Maior, pelo Subchefe do Esta- do Maior. III - Do Subchefe do Estado Maior, pelo oficial de maior grau hierárquico dentre os Chefes de Seção. IV - No âmbito das Seções do Estado Maior, pelo ofi- cial de maior grau hierárquico da respectiva Seção. V - Dos Diretores, do Comandante do CPC, do Coman- dante do CPI, do Comandante do CCB, dos Comandantes do CPA M, dos Comandantes de CPA/I e do Comandante do OPT, pelo oficial de maior grau hierárquico dentre os que servem nos respectivos órgãos subordinados VI - Dos demais oficiais do CPC do CPI, do COB, das CPA|M das OPA/I e do CPT, pelo oficial de maior grau hie- rárquico dentre os que lhe estejam diretamente subordi- nados. VII - Dos Chefes de Centros e dos Comandantes de Ór- gãos de Apoio de Ensino, pelo oficial de maior grau hierár- quico do respectivo Centro ou Órgão de Apoio de Ensino. 35 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR VIII - No âmbito da Ajudância Geral, das Divisões, dos Serviços e dos Departamentos, pelo oficial de maior grau hierárquico da respectiva Ajudância Geral, Divisão, Serviço ou Departamento. IX - No âmbito dos Batalhões, dos Grupamentos de Incêndio dos Grupamentos de Busca e Salvamento e das Companhias Independentes, pelo oficial de maior grau hie- rárquico do respectivo Batalhão, Grupamento de Incêndio, Grupamento de Busca e Salvamento ou Companhia Inde- pendente. X - Enquadram-se nas disposições do inciso “IX” ante- rior o Regimento de Polícia Montada “9 de Julho”, o Corpo Musical e o Presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”. XI - Quando houver mais de um oficial com o mesmo grau hierárquico, em cada caso, o substituto será o mais antigo. Artigo 13 - As substituições temporárias eventuais, de duração provável inferior a 10 (dez) dias, serão processadas de forma idêntica ao definido no Art. 12, exceção feita: I - DosDiretores, do Comandante do CPC, dos Coman- dantes de CPA/M e do Comandante do CPT, caso em que os oficiais de maior grau hierárquico das respectivas Divi- sões ou Estado Maior, passarão a responder pela função. II - Do Comandante do CPI do Comandante do CCB, dos Comandantes de CPA/I, dos Comandantes de Batalhão e dos Comandantes de Com- panhia, caso em que os ofi- ciais de maior grau hierárquico do respectivo órgão, dentre os que servirem no município onde ocorrer a substituição, passarão a responder pela função. III - Quando houver mais de um oficial com o mesmo grau hierárquico, em cada caso, passara a responder o mais antigo. IV - Quando, nos casos previstos nos incisos anterio- res, resultar que algum Comando fique sob a jurisdição de oficial de posto menos elevado, ou de menor antiguidade, embora aquele não fique subordinado hierarquicamente a este, deverão ambos, nas suas relações de serviço, observar os preceitos compativeis com o bom desempenho do Co- mando, em harmonia com a situação funcional decorrente; será indispensável, em tal caso, que as ordens se revistam da forma de solicitação, as quais no entanto, não poderão deixar de ser cumpridas. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO GERAL Artigo 14 - A Policia Militar estrutura-se em Órgãos de Direção, Apoio e Execução. Artigo 15 - Os Órgãos de Direção constituem o Co- mando Geral (Cmdo G) e realizam o comando e a adminis- tração da Polícia Militar. Artigo 16 - O Comando Geral (Cmdo G) compreende: I - Comandante Geral (Cmt G) II - Estado Maior (EM) III - Diretorias (D) IV - Ajudância Geral (AG) V - Comissões (Co) VI - Assessorias (Ass) e VII - Consultoria Jurídica (CJ) Artigo 17 - Os Órgãos de Apoio destinam-se a atender as necessidades de pessoal e de material da Polícia Militar e executam as atividades-meio, de Policia Militar de acordo com as diretrizes e planos do Comando Geral. Artigo 18 - Os Órgãos de Execução realizam as ativi- dades-fim da Policia Militar de acordo com as diretrizes e planos do Comando Geral. CAPÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES E COMPETÉNCIA DOS ORGÃOS POLICIAIS MILITARES SEÇÃO I Dos Órgãos de Direção Artigo 19 - Compete ao Comandante Geral: I - Praticar os atos necessários ao perfeito funciona- mento e eficacia do serviço policial militar. II - Constituir comissões. III - Estabelecer a politica de emprego da Polícia Mi- litar. IV - Decidir questões administrativas. V - Aprovar: a) - o Plano de Aplicação dos Recursos Orçamentários; b) - os Planos Gerais de Instrução e Ensino; c) - o Plano Geral de Policiamento Ostensivo do Estado; d) - o Plano Integrado de Policiamento Ostensivo da Região Metropolitana da Capital; e) - o Plano Diretor da Policia Militar; f) - as Diretrizes para a elaboração do Orçamento Pro- grama; g) - aprovar as Normas Gerais de Ação dos órgãos do Comando Geral; e h) - os Regimentos Internos dos órgãos da Corporação. VI - Promover Praças e declarar Aspirantes-a-Oficial. VII - Assessorar o Secretário da Segurançaa Pública nos assuntos relativos à manutenção da ordem pública. VIII - Propor as Secretário da Segurança Pública o en- caminhamento, ao Governador do Estado, de expedientes para a promulgação de atos que interessem à Polícia Mi- litar. IX - Classificar e transferir Capitães e Tenentes que es- tejam em função de Comando ou Chefia de Organização Policial Militar (OPM). X - Exercer outras atividades que lhe forem delegadas pelo Secretário da Segurança Pública, e outras previstas na legislação em vigor. XI - Delegar atribuições de sua competência. Artigo 20 - Compete ao Subcomandante da Polícia Militar: I - Responder pelo Comandante Geral em seus impe- dimentos eventuais. II - Zelar pela conduta civil e profissional do pessoal da Polícia Militar. III - Apresentar propostas ou emitir pareceres sobre os assuntos admimstrativos e operacionais que devam ser apreciados ou decididos pelo Comandante Geral. IV - Exercer as atribuições que lhe forem delegadas pelo Comandante Geral. 36 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR V - Assinar os documentos funcionais pessoais relati- vos ao Comandante Geral. VI - Secundar o Comandante Geral na fiscalização das atividades da Policia Militar. VII - Propor ao Comandante Geral as alegações que lhe parecerem necessárias para o perfeito funcionamento e eficácia do serviço policial militar. Artigo 21 - São atribuições do Estado Maior da Polícia Militar do Estado de São Paulo, como principal órgão de assessoria do Comandante Geral; I - Dirigir, orientar, coordenar e fiscalizar os planos e operações da Corporação, visando o eficiente emprego da Polícia Militar como um todo. II - Elaborar as diretrizes e planos de ação do Coman- dante Geral. III - Acompanhar a execução dos planos e ordens. IV - Acompanhar o desenvolvimento da Política Seto- rial estabelecida pelo Comandante Geral, a fim de man- te-lo informado dos objetivos alcançados e de sua evolu- ção. V - Obter informações, elaborar estudos e apresentar sugestões ao Comandante Geral atinentes ás atividades da Corporação, preparando os planos e transformando as de- cisões em ordens aos órgãos de direção e execução. VI - Supervisionar a execução dos planos e das ordens e tomar as providências neceisárias a realização dos objeti- vos da Polícia Militar. VII - Elaborar. observando os preceitos regulamenta- res, ordens de serviço e instrução a serem baixadas pelo Comandante Geral, determinando os pormenores de or- ganização. disciplina e execução de todas as atividades da Corporação. Artigo 22 - Compete ao Chefe do Estado Maior da Polícia Militar (Ch EM): I - Supervisionar, dirigir e coordenar os trabalhos do Comando Geral da Polícia Militar venficando as atividades de seus órgãos, suas relações entre si, e entre os órgãos de direção setorial, apoio e execução. II - Determinar os implementos ao fiel cumprimento das decisões do Comandante Geral. III - Dar conhecimento às Diretorias, Ajudância Geral, Comandos de Policiamento da Capital e Interior e do Cor- po de Bombeiros, das decisões do Comandante Geral IV - Assegurar-se de que as instruções expedidas este- jam sendo cumpridas de acordo com os objetivos da Cor- poração. V - Examinar relatórios do Estado Maior que devam ser apresentados ao Comandante Geral. VI - Mandar publicar, pela PM/2, os boletins reserva- dos do Comandante Geral. VII - Acumular as funções de Subcomandante da Po- lícia Militar. VIII - Classificar e transferir Capitães e Tenentes que não estejam em função de Comando ou Chefia de Organi- zação Policial Militar (OPM). IX - Exercer outros encargos previstos em leis e regu- lamentos. Artigo 23 - Compete ao Subchefe do Estado Maior da Polícia Militar: I - Dirigir e coordenar as Seções do Estado Maior. II - Coordenar a elaboração de planos e ordens. III - Classificar e transferir praças, nos termos da legis- lação e instruções em vigor, de acordo com as diretrizes do Comandante Geral. IV - Coordenar a organização de planos e estudos, a fim de acompanhar a evolução técnica do policiamento. V - Coordenar o exame de fatos e ocorrências que afe- tem os objetivos da Corporação, propondo cursos de ação ao Chefe do Estado Maior. VI - Coordenar a elaboração do Relatório Anual da Po- licia Militar. VII - Outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. Artigo 24 - A 1.ª Seção do Estado Maior da Policia Militar (PM/1), é responsável pelo assessoramento do Co- mandante Geral, em assuntos de politica de pessoal, estu- do e planejamento de efetivos e legislação. das atividades da Corporação. sendo-lhe atribuído: I - Elaborar os ítens dos Planos e das ordens do Co- mandante Geral, no que concerne às suas atribuições. II - Elaborar estudos sobre a politica de pessoal. III - Manter atualizada a distribuição dos efetivos, nos Quadros da Organização (QO) existentes. IV - Elaborar as propostas de alteração de pessoal dos QO. V - Elaborar planossobre: a) - quotas de terms, licenças e dispensas; b) - quotas de afastamentos para cursos não compul- sórios da Corporação; c) - recompletamento de efetivos. VI - Obter informes e sumários de pessoal para a pre- paração dos planos que lhe competirem. VII - Cuidar dos assunto relativos ao moral da tropa. VIII - Elaborar normas relativas a inclusao, seleção, classificação, movimentação e exclusão referentes a pes- soal civil e militar da Corporação. IX - Elaborar o Estudo de Situação relativo a forma- ção, aperfeiçoamento e especializar, de pessoal da Policia Militar. X - Elaborar em coordenação com os demais Órgãos, toda a legislação lação necessaria a Policia Militar XI - Coordenar, supervisionar e controlar os planos e ordens relatives a pessoal da Corporação. Artigo 25 - Compete ao Chefe da la Seção do Estado- -Maior da Policia Militar (PM-1): I - Assessorar o Comandante Geral, em todos os assun- tos relativos a pessoal. II - Administrar as atividades da Seção. III - Dirigir, orientar e coordenar os assuntos pertinen- tes a Seção. IV - Praticar todos os atos e medidas necessárias ao funcionamento da Seção. V - Estudar e propor ao Chefe do Estado Maior, medi- das que Die escapem a competência. VI - Apresentar sumários e relatórios de pessoal. VII - Coordenar a coleta e elaboração de dados sobre a situação efetivos. VIII - Coordenar estudos sobre a atualização e o de- senvolvimento do Quadro de Organização (QO). 37 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR IX - Avaliar a execução dos planos e ordens baixados pelo Comandante Geral, no que se refere a pessoal. X - Manter estreita ligação com a Diretoria de Pessoal, Diretoria de Ensino e P|1 das OPM, visando o aperfeiçoa- mento das atividades do sistema. XI - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. Artigo 26 - A 2.ª Seção do Estado Maior da Policia Militar (PM(2) e o órgão de Informações, dentro da estru- tura da Policia Militar. Cabe-lhe, assim orientar. coordenar e supervisionar todas as atividades de Informações e Con- traInformações dentro da orientação fixada pelo Comando Geral, que levará em conta suas próprias necessidades e as determinações dos Comandos Militares da Area, nas res- pectivas areas de jurisdição, bem como da Secretaria da Seguranga Pública, sendo-lhe atribuido: I - Elaborar os itens dos planos e das ordens do Co- mandante Geral, no que concerne as suas atribuições. II - Conhecer e acompanhar a evolução da conjuntura estadual no campo policial militar, produzindo informag- des de nível adequado ao acionamento dos meios pelo Comandante Geral, de acordo com os interesses e as de- terminações dessa autoridade. III - Conhecer e acompanhar a evolução da conjun- tura estadual nos diversos campos, segundo o interesse e determinações do Exercito e da Secretaria da Segurança Publica. IV - Orientar e realizar a busca de Informes, avaliar, ana- lisar, integrar e interpretar para o Comando Geral os dados conhecidos, difundindo as informações produzidas para: a) Governo do Estado; b) Secretaria da Segurança Publica; c) Agendas do Sistema de Informações de Exercito, conforme estiver previsto no Piano de Informações do Grande Comando da Área; d) Entidades subordinadas. quando for o caso. V - Estabelecer e assegurar os necessaries entendi- mentos e ligações com a Comunidade de Informações existente na area, visando, particularmente, intercambio de Informações. VI - Conduzir a instrução de informações de acordo com as Diretrizes Gerais de Instrução da IGPM e da Policia Militar e o acionamento Informações conforme orientação dos Comandos Militares responsaveis na área; VII - Realizar a seleção de informações da Corporação. VIII - Estabelecer, orientar, coordenar e fazer executar as medidas de Contra-Indicação. IX - Prestar apoio tecnico, material e financeiro as su- bagências de Informações subordinadas. X - Promover reunioes periodicas dos P|2 e Oficiais de Informações da PM|2 e das OPM subordinadas, de acordo com determinações do Comandante Geral. XI - Elaborar sumarios e relatorios de Informações. XII - Manter em dia a relação e as fichas do pessoal de Informações da PM|2 e das OPM subordinadas. XIII - Coordenar. controlar e fiscalizar a produção das subagendas. XIV - Organizar e manter um sistema de arquivo sigi- loso. XV - Manter um atualizado controle da situação poli- cial do Estado, identlficando as areas de incidencia de cri- mes e contravenções, perturbações da Ordem publica ou sua iminência. XVI - Organizar, manter e prover a mapoteca necessa- na ao servico operacional da Corporação. XVII - Assessorar diretamente os Comandos do CPC, CPI e CCB, no que concerne as suas atribuições. Artigo 27 - Compete ao Chefe da 2.ª Seção do Estado Maior da Policia Militar (PM|2): I - Administrar as atividades da Seção. II - Orientar, coordenar e supervisionar todas as ati- vidades de Informag6es e Contra-Informações, dentro da Policia Militar. III - Manter ligações técnicas de Informações com as subagências, Órgãos de busca da estrutura de informações da Policia Militar e com outros órgãos da Comunidade de Informações. IV - Manter o Comandante Geral da Policia Militar cons- tantemente informado de todos os fatos, informes e informa- ções, que digam respeito ao emprego da Policia Militar e as responsabilidades de Informações e Contra-In. formações atri- buidas pelo Exercito e pela Secretaria da Seguranga Publica. V - Elaborar o Piano de Informações da Policia Militar. VI - Estar constantemente a par da produtividade das subagências, tomando as medidas necessárias para a me- lhoria da eficiência das mesmas. VII - Analisar e aprovar os processos de recrutamente de agentes credenciados. VIII - Promover reuniões periódicas com os Chefes das SubsegOes e com os Chefes das P|2. IX - Difundir para as Unidades, repartições e estabe- lecimentos, documentos que, por sua natureza, possam servir de subsidies para a instrução dos quadros e da tropa. X - Propor a realização de cursos praticos e objetivos de tecnica de Informação. XI - Analisar e opinar sobre os pianos de seguranga dos aquartelamentos, especialmente no que se refere as medidas de seguranga contra roubo de armas e munições. XII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. Artigo 28 - A 3.ª Seção do Estado Maior da Policia Mi- litar (PM|3), é respossável pelo assessoramento do Coman- dante Geral em assuntos pertinentes à organização, instru- ção, ensino e operações, sendo-lhe atribuido: I - Elaborar os itens dos pianos e das ordens do Co- mandante Geral, no que concerne as suas atribuições. II - Acompanhar a evolução tecnica do policiamento em todo o Estado III - Elaborar o Plano Geral de Policiamento Ostensivo do Estado e o Plano de Policiamento Ostensivo Integrado da Região Metropolitana da Capital, no que concerne as suas atribuições. IV - Elaborar os pianos preconizados nas DGEI1IGPM, no que concerne as suas atribuições. V - Realizar pesquisas de operagões. VI - Planejar, coordenar e supervisionar a participação da Policia Militar, como um todo, em solenidades, paradas e desfiles. 38 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR VII - Centrallzar o planejamento e o controle das ope- rações que por seu vulto, importem em uma coordenação ao nível de Estado Maior da Policia Militar. VIII - Propor as normas para as ações operacionais in- tegradas. IX - Coordenar a coleta e a elaboração de dados sobre a situação operacional. X - Supervisionar e avaliar a execução dos pianos ope- racionais aprovados pelo Comandante Geral. XI - Elaborar o Cerimonial Policial Militar da Corpora- ção. - Elaborar estudos sõbre a política de instrução de ma- nutenção da tropa. XIII - Propor ao Comandante Geral a relação dos Cur- sos, Estágios e Concursos. para o ano seguinte. XIV - Propor a publicação de Notas de Instruçãoe Ser- viços e outros documentos operacionais concernentes as suas atribuições. XV - Participar de estudos de organização ou reorga- nização de Unidades e Órgãos, e proposta para alteragçõs no QO. XVI - Elaborar estudos sobre a localizaçõ de Unidades e Subunidades XVII - Elaborar e organizar as diretrizes de operações integradas relativas à instrução e emprego da tropa. Artigo 29 - Compete ao Chefe da 3.ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar (PM3): I - Administrar as atividades da Seção. II - Dirigir, orientar e coordenar os assuntos pertinen- tes à Seção. III - Praticar todos os atos e medidas necessários ao funcionamento da Seção. IV - Estudar e propor ao Chefe do Estado Maior, medi- das que lhe escapem à competência. V - Apresentar sumários e relatórios de operações po- liciais-militares, ensino e instrução. VI - Elaborar estudos visando o estabelecimento de normas de ação para o ensino e instrução, proporcionando estreita ligação entre a PM|3 a Diretoria toria de Ensino e as P|3 das Organizações Policiais Militares. VII - Expedir as normas para a elaboração das diretri- zes gerais de ensmo pela Diretoria de Ensino. VIII - Coordenar a coleta e a elaboração de dados so- bre a situação operational, de ensino e instrução. IX - Assessora o Comandante Geral em assuntos de sua atribuição e assinar os documentos expedidos pela Se- ção. desde que autorizado. X - Encarregar-se do Cerimonial Policial Militar. XI - Avaliar a execução de planos e ordens baixados pelo Comandante Geral, no que se refere a operagçõs, en- sino e instrução. XII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante mandante Geral ou pelo Chefe do Esta- do Maior. Artigo 30 - A 4.ª Seção do Estado Maior da Policia Militar (PM|4) e responsável pelo assessoramento do Co- mandante Geral, em assuntos de politica de logistica. com- preendendo as atividades relacionadas com suprimento hospitalização , transporte manutenção e serviços. e na consolidação dos dados estatisticos da Corporação como um todo, sendo-lhe atribuido: I - Assessorar o Comandante Geral nos assuntos relati- vos a material e suprimento. II - Elaborar os itens dos planos e ordens do Coman- dante Geral no que concerne às suas atribuíções. III - Elaborar estudos sobre a política de material e su- primentos. IV - Estabelecer gabaritos para a elaboração de planos de previsão, de dotação de distribuíção e de consumo de material púlico ou tático. V - Elaborar estudos sobre prioridade de distribuição de materiais e realização de obras, em coordenação com a PM3. VI - Elaborar estudos das necessidades adicionais da Corporação em apoio logistico. VII - Obter informes sumários de logistica para prepa- ração de planos. VIII - Estabelecer normas gerais de padronização de suprimento e de manutenção. IX - Elaborar propostas de alteração dos Quadros de Distribuição de Material. X - Elaborar e propor as Diretrizes Gerais de Levanta- mento Estatistico. Artigo 31 - Compete ao Chefe da 4.ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar (PM4): I - Administrar as atividades da Seção. II - Dirigir, orientar e coordenar os assuntos pertinen- tes à Seção. III - Praticar todos os atos e medidas necessarios ao funcionamento da Seção. IV - Estudar e propor ao Chefe do Estado Maior. medi- das que lhe capem d competência. V - Propor normas gerais sobre a coleta e elaboração de dados sobre a situação do material e dos aquartelamen- tos da Polícia Militar. a ser efetivado pelos demais escalões. VI - Coordenar estudos sobre a atualização e desenvol- vimento do Sistema de Apoio Logístico. VII - Avaliar a execução dos planos baixados pelo Co- mandante Geral no que se refere a apoio logistico. VIII - Propor o estabelecimento de normas gerais so- bre dados estatisticos. IX - Coordenar as atividades dos Órgãos encarregados de consolidar os dados estatisticos aa Policia Militar. como um todo. X - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. Artigo 32 - A 5.ª Seção do Estado Maior da Polícia Mi- litar (PM|5) é responsável pelo, assessoramento do Coman- dante Geral em assuntos civis da Polícia Militar, sendo-lhe atribuído: I - Elaborar os itens dos planos e ordens do Coman- dante Geral. no que concerne as suas atribuições. II - Propor normas relativas à política de assuntos civis da Polícia Militar. III - Obter informes e sumários de assuntos civis. para preparação dos planos. IV - Propor normas para os demais órgãos de relações públicas, de ação psicologica e de ação comunitária V - Estruturar a Coordenação da Defesa e do Apoio Civil, no âmbito da Policia Militar. 39 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR VI - Realizar programas especiais de grande vulto. VII - Planejai. de modo global, as atividades de assun- tos civis e avaliar os resultados VIII - Orientar tecnicamente e dar apoio material aos demais órgãos do sistema, quando for o caso. IX - Promover a representação do Comandante Geral. X - Manter estreita ligação com os órgãos de Imprensa. visando a manutenção de uma imagem positiva da Corpo- ração perante o público externo. XI - Coletar dados e elaborar o Histórico da Policia Mi- litar mantendo-o atualizado. XII - Elaborar o Plano anua. de Assuntos Civis XIII - Elaborar o Cerimonia, civil e de atividades sociais da Policia Militar. Artigo 33 - Compete ao Chefe da 5.ª Segção do Esta- do Maior da Policia Militar (PM-5): I - Assessorar o Comandante Geral em assuntos civis. II - Administrar as atividades da Seção III - Dirigir. orientar e coordenar os assuntos pertinen- tes à Seção. IV - Encarregar-se do Cerimonial civil e atividades so- ciais da Policia Militar V - Praticar todos os atos medidas necessaáios ao fun- cionamento da Seção. VI - Estudar e propor ao Chefe do Estado Maior as me- didas que lhe escapem a competência. VII - Responsabilizar-se pelo trabalho da Sala de Im- prensa VIII - Apresentar sumários relatórios de assuntos civis. IX - Elaborar estudos visando o estabelecimento de normas e instruções para os assuntos civis, propiciando estreita ligação entre a PM-5 e as P-5 das ‘Organizações Policiais Militares. X - Coordenar a coleta e elaboração de dados sobre assuntos civis , em particular sobre a situação do subsiste- ma de ação psicológica no que respeita ao público interno e externo. XI - Promover a representação do Comandante Geral. XII - Elaborar as normas de cerimonial civil para visitas receções, palestras e conterências. XIII - Manter estreita ligação com os órgãos de Im- prensa e divulgação XIV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante geral ou pelo Crete do Estado Maior Artigo 34 - A 6.ª Seção do Estado Maior da Policia Mi- litar (PM-6) e responsável pelo assessoramento do Coman- dante Geral, em assuntos de planejamento administrativo e orçamentário, sendo-lhe atribuído: I - Elaborar as diretrizes relativas à proposta orçamen- tária da Policia Militar. II - Estudar e propor medidas de organização e meto- dos administrativos. III - Acompanhar a evolução proportional dos Orça- mentos do Estado e da Policia Militar. IV - Elaborar as diretrizes de ação do Comandante Ge- ral, no que concerne às suas atribuições. V - Avaliar a execução orçamentária tendo em vista os objetivos da Corporação. VI - Obter dados e sumários que interessem à elabora- ção da proposta orçamentária. VII - Elaborar o Estudo Continuado de Situação dos sistemas administrativos, propondo normas de aperfeiçoa- mento. VIII - Analisar e propor as normas nção operativas de procedimentos administrativos. IX - Coordenar a elaboração do Plano Diretor da Polícia Militar. X - Manter estreita ligação com a Diretoria de Finanças, na elaboração de normas relativas às atividades orçamen- tárias da Polícia Militar. XI - Manter estreita ligação com a Diretoria de Apoio Logístico. na elaboração de normas relativas à evoluçã ad- ministrativaligada ao processamento eletrônico de dados e outros. Artigo 35 - Compete ao Chete da 6.ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar (PM-6): I - Assessorar o Comandante Geral nos assuntos relati- vos a planejamentos administrativos e orçamentários. II - Administrar as atividades da Seção III - Dirigir, orientar e coordenar os assuntos pertinen- tes à Seção. IV - Praticar todos os atos e medidas necessários ao funcionamento da Seção. V - Estudar e propor ao Chefe do Estado Maior. medi- das que lhe escapem à competência. VI - Elaborar sumários e relatórios de orçamentação, programação orçamentária e ação administrativa do Co- mando Geral. VII - Elaborar estudos visando o relacionamento da PM-6 com os órgãos integrantes do Sistema de Adminis- tração Financeira e Orçamentária. VIII - Coordenar a coleta e a elaboração de dados so- bre planejamento administrativo e orçamentação. IX - Coordena a análise de programas de finanças e execução orçamentária e propor linha de ação. X - Elaborar e coordenar estudos sobre a viabilidade de implantação de sistemas administrativos por processa- mento eletrônico microfilmagem e métodos mecanizados. XI - Apresentar relatórios sobre a execução da progra- mação administrativa e orçamentária. XII - Supervisionar a elaboração do Orçamento Con- solidado. XIII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe de Estado Maior. Artigo 36 - São atribuições da Diretoria de Apoio Lo- gístico (DAL): I - Apoiar a supervisão do Comandante Geral sobre as atividades de logística da Policia Militar. II - Planejar, coordenar, fiscalizar e controlar as neces- sidades de apoio logístico da Corporação. III - Propor ao Comandante Geral da Polícia Militar, normas sobre padronização, prioridades, distribuição e cri- térios para os diversos materiais. IV - Supervisionar o controle de bens patrimoniais e materiais de consumo. V - Supervisionar a manutenção de material bélico, de intendência, de obras; de saúde e outros. 40 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR VI - Coletar e fornecer ao Comandante Geral da Polícia Militar, sumários e relatórios sobre o estado de conserva- ção e utilização de material e instalações. VII - Promover licitações para compra, obras, serviços e alienações. VIII - Controlar as requisições de material, serviços, transportes e obras no âmbito da Polícia Militar. IX - Controlar as atividades de padronização, reapro- veitamento, controle de qualidade e disponibilidade de material e instalações. X - Proceder a inquéritos técnicos sobre acidentes com armamentos e veículos da Corporação. XI - Estudar e propor contratos e ajustes, e elaborar procedimentos com organizações civis e militares. XII - Requisitar os créditos, no âmbito da Polícia Mili- tar, destinados a suprimento e manutenção, e efetivar os repassos necessários. XIII - Elaborar os itens para publicação no Boletim Re- servado do Comando Geral, em assuntos de logística. XIV - Prover a Corporação dos serviços de processa- mento eletrônico de dados. Artigo 37 - Compete ao Diretor de Apoio Logístico; I - Administrar as atividades da Diretoria. II - Planejar sobre questões do Sistema Logístico, e submeter ao Comandante Geral as linhas de ação para sua decisão. III - Emitir parecer em questões técnicas de apoio lo- gístico. IV - Apresentar sumários e relatórios ao Comando Ge- ral da Polícia Militar, e propor medidas de ajustamento do Sistema Logístico. V - Propor ao Comandante Geral, normas reguladoras e promover estudos para o aprimoramento do Sistema Lo- gístico da Polícia Militar. VI - Mandar proceder a inquéritos técnicos de aciden- tes com armamentos e veículos da Polícia Militar. VII - Submeter à aprovação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Diretoria de Apoio Logístico. VIII - Aprovar as Normas Gerais de Ação de seus Ór- gãos de apoio. IX - Delegar atribuições de sua competência. X - Coordenar os serviços de análise e implantação dos sistemas eletrônicos de processamento de dados. XI - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral. Artigo 38 - São atribuições da Diretoria de Saúde (DS): I - Apoiar a supervisão do Comandante Geral sobre as atividades de saúde da Polícia Militar. II - Planejar, executar, coordenar, controlar e fiscalizar todas as atividades de saúde do pessoal da Corporação, e veterinárias de animais de propriedade da Polícia Militar. Artigo 39 - Compete ao Diretor de Saúde: I - Orientar, controlar e coordenar os trabalhos da Di- retoria. II - Planejar sobre questões do Sistema de Saúde e submter ao Comandante Geral as linhas de ação para sua decisão. III - Assessorar o Comandante Geral em assuntos de saúde. IV - Coordenar e controlar as atividades dos órgãos de apoio subordinados à Diretoria de Saúde. V - Emitir pareceres técnicos em assuntos de saúde. VI - Homologar pareceres das Juntas de Saúde e em todos os assuntos sanitários. VII - Decidir os recursos que visem a constituição da JS-4, bem como designar seu Presidente. VIII - Decidir quanto a suspeição oposta pelo Presi- dente da JS-4. IX - Propor ao Comandante Geral normas reguladoras e promover estudos para o aprimoramento do Sistema de Saúde. X - Propor convênios com órgãos da administração centralizada e descentralizada federais, estaduais, munici- pais ou particulares referente a serviços de Saúde. XI - Supervisionar tecnicamente a seleção, aquisição e controle de material de saúde. XII - Supervisionar tecnicamente o recrutamento, sele- ção e treinamento do pessoal de saúde para as suas dife- rentes áreas. XIII - Propor a realização e supervisionar as atividades de cursos, concursos e estágios para admissão e atualiza- ção de todo o pessoal de saúde XIV - Propor a contratação de pessoal de saúde. XV - Submeter à aprovação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Diretoria de Saúde. XVI - Aprovar as Normas Gerais de Ação de seus ór- gãos de apoio. XVII - Delegar atribuições de sua competência. XVIII - Exercer outros encargos que lhe forem atribui- dos pelo Comandante Geral. Artigo 40 - São atribuições da Diretoria de Pessoal (DP): I - Coordenar, fiscalizar, controlar e executar todas as atividades relacionadas com a vida funcional do pessoal policial-militar e civil da Corporação, mantendo registros individuais. II - Planejar, coordenar, fiscalizar, controlar e executar as atividades de previdência e assistência social do pessoal da Corporação. III - Coordenar, fiscalizar, controlar e executar as ati- vidades referentes à documentação do pessoal da Polícia Militar. IV - Desenvolver os planos e baixar as ordens decor- rentes das diretrizes da política de pessoal da Corporação. V - Preparar os atos de transferência para a reserva ou reforma de oficiais e praças. VI - Realizar os atos de movimentação de oficiais e pra- ças. VII - Manter ligação, atraves do Comandante Geral, com os órgãos do Exército relacionados com o controle de pessoal policial militar. VIII - Solucionar processos e submeter à decisão do Comandante Geral, devidamente instruídos, os que lhe es- capem à competência. IX - Manter controle do andamento dos processos e fiscalizar o cumprimento dos prazos. X - Coordenar e fiscalizar, no que lhe for atribuido, as atividades de seleção para ingresso na Polícia Militar e para admissão de pessoal civil. 41 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XI - Manter controle do pessoal agregado, licenciado e em função não prevista no QO da Polícia Militar. XII - Publicar anualmente os Almanaques de Oficiais e de Subtenentes e Sargentos. XIII - Apoiar materialmente a Comissão de Promoção de Oficiais, Comissão de Promoção de Praças e Comissão de Concessão de Medalhas. XIV - Coordenar, controlar e fiscalizar as atividades dos órgãos de identificação da polícia Militar. XV - Averbar, registrar e controlar as contagens de tempo do pessoal, expedindoe providenciando as respec- tivas certidões. XVI - Controlar a execução dos planos de férias. XVII - Publicar os editais de ingresso na Corporação. Artigo 41 - Compete ao Diretor de Pessoal: I - Administrar as atividades da Diretoria. II - promover estudos com a finalidade de aprimorar o sistema de pessoal. III - Elaborar normas reguladoras do sistema de pes- soal, e submetêlas à aprovação do Comandante Geral. IV - Apresentar sumários e relatórios de pessoal. V - Submeter à apreciação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Diretoria de Pessoal. VI - Delegar atribuições de sua competência. VII - Conceder adicional por tempo de serviço. VII - Expedir atos concessórios de sexta-parte dos ven- cimentos. IX - Expedir títulos originários de quaisquer decretos, atos e portarias, bem como as respectivas apostilas decla- ratórias de situações decorrentes de disposições legais ou de decisões das autoridades competentes, referentes ao pessoal da ativa e na inatividade. X - Assinar expedientes relativos aos pedidos de infor- mações, oriundos da Assessoria Técnico Legislativa e Servi- ço de Informações Parlamentares, relativos a pessoal. XI - Conceder licença-prêmio e licença para tratamen- to de saúde. XII - Conceder exoneração aos policiais-militares que a requererem. XIII - Conceder alistamento aos candidatos aprovados pelos Órgãos respectivos. XIV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral. Artigo 42 - São atribuições da Diretoria de Finanças (DF): I - Supervisionar, no âmbito da Polícia Militar, as ativi- dades de finanças e acompanhamento orçamentário. II - Apoiar a supervisão do Comandante Geral sobre as atividades financeiras. III - Realizar o controle financeiro dos Fundos da Poli- cia Militar. IV - Acompanhar a execução financeira e orçamentaria no âmbito da Polícia Militar. V - Distribuir os recursos orçamentários de acordo com o Plano de Aplicação de Recursos do Comandante Geral. VI - Apoiar a 6.ª Seção do Estado Maior, na consolida- ção do Orçamento-Programa. VII - Executar as atribuições que lhe forem cometidas como integrante do Sistema de Admimstração Financeira e Orçamentaria do Estado. VIII - Receber, verificar e consolidar as prestações de contas. Artigo 43 - Compete ao Diretor de Finanças: I - Administrar as atividades da Diretoria. II - Emitir parecer em questões técnicas de finanças. III - Propor ao Comandante Geral medidas de ajusta- mento do sistema de Administração Financeira e Orçamen- tária. IV - Assessorar o Comandante Geral em assuntos de sua competência. V - Elaborar normas reguladoras e promover estudos para o aprimoramento do Sistema de Administração Finan- ceira e Orçamentária. VI - Manter contato, em nome do Comandante Geral, com os Órgãos Centrais de Administração Financeira e Or- çamentária, e Tribunal de Contas do Estado. VII - Submeter à aprovação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Diretoria de Finanças. VIII - Aprovar as Normas Gerais de Ação de seus ór- gãos de apoio. IX - Delegar atribuições de sua competência. X - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral. Artigo 44 - São atribuições da Diretoria de Ensino (DE): I - Planejar, fiscalizar, coordenar e controlar as ativida- des de formação de oficiais e praças. II - Coordenar e fiscalizar as atividades de especializa- ção e aperfeiçoamento de oficiais e praças. III - Planejar, coordenar e fiscalizar as atividades des- portivas da Corporação. IV - Elaborar as Diretrizes Gerais do Ensino. V - Expedir certificados e diplomas. VI - Elaborar estatísticas relativas às atividades de en- sino e desportos. VII - Organizar o calendário do ano letivo e desportivo. VIII - Estruturar os cursos, concursos e estágios da Cor- poração. IX - Coordenar a produção de recursos bibliográficos e meios de ensino. X - Promover e coordenar pesquisas e estudos relati- vos ao aprimoramento do ensino na. Corporação. XI - Elaborar sumários e relatórios das atividades da Diretoria. Artigo 45 - Compete ao Diretor de Ensino: I - Administrar as atividades da Diretoria. II - Dirigir, orientar e coordenar técnicamente as ativi- dades de Ensino e Desportivas na Polícia Militar. III - Assessorar o Comandante Geral em assuntos de sua competência. IV - Apresentar relatórios e sumários das atividades de ensino da Diretoria. V - Propor a contratação de professores e assistentes de professor, para os cursos, concursos e estágios. VI - Submeter ao Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Diretoria. VII - Aprovar as Normas Gerais de Ação dos seus ór- gãos de apoio. VIII - Propor a realização de cursos e estágios de inte- resse da Corporação. 42 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR IX - Propor as normas necessárias à realização dos cursos e concursos relativos à formação, especialização e aperfeiçoamento de oficiais e praças. X - Delegar atribuições de sua competência. XI - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral. Artigo 46 - A Ajudância Geral (AG) realiza as funções de apoio administrativo às atividades do Comando Geral e de apoio em serviços e segurança do Quartel General, sendo-lhe atribuído: I - Executar trabalhos de Secretaria, incluindo corres- pondência, correio, protocolo geral, arquivo geral, boletim geral e outros. II - Realizar o apoio de praças a todos os órgãos do Comando Geral. III - Executar a Administração Financeira, manter o al- moxarifado e realizar aprovisionamento do Quartel Gene- ral. IV - Elaborar os itens para publicação no Boletim Re- servado do Comando Geral, nos assuntos da competência da Ajudância Geral V - Executar a segurança e serviços gerais do Quartel General. VI - Executar os serviços de embarque. VII - Prover a alimentação do pessoal do Quartel Ge- neral. VIII - Assegurar o apoio religioso à Corporação. Artigo 47 - Compete ao Ajudante Geral: I - Ordenar as despesas do Comandante Geral. II - Supervisionar os trabalhos de secretaria, incluindo: a) e recebimento, preparo e expedição da correspon- dência do Comandante Geral; b) o encaminhamento aos órgãos do Comando Geral dos documentos que exijam pareceres e informações, ou dos quais se lhes deva dar conhecimento; e c) o recebimento e expedição da correspondência aos órgãos do Comando Geral. III - Supervisionar as atividades do Arquivo Geral da Corporação, do Arquivo do Quartel General e de microfil- magem de documentos IV - Administrar, coordenar e controlar o pessoal do Quartel General. V - Prever e prover os órgãos do Quartel General, dos materiais necessários ao seu funcionamento. VI - Exercer a administração interna do Quarte General. VII - Assegurar a disciplina no Quartel General e regu- laridade dos serviços internos e gerais. VIII - Organizar a segurança do Quartel General IX - Autorizar o fornecimento de certidões expedidas pelo Arquivo Geral. X - Autorizar o atendimento a requisições de embar- que. XI - Coordenar as providências administrativas relati- vas a atos solenes do Quartel General, em apoio à 5.ª Seção do Estado Maior. XII - Providenciar a publicação dos despachos e ordens emanadas do Comandante Geral, do Estado Maior, das Di- retorias e da própria Ajudância Geral, bem como assuntos de interesse geral da Corporação, no Boletim Geral. XIII - Submeter à aprovação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação da Ajudância Geral. XIV - Delegar atribuições de sua competência. XV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral. Artigo 48 - As Comissões de Promoções de Oficiais (CPO) e de Promoções de Praças (CPP) estão reguladas por legislação especial. Artigo 49 - A Comissão de Organização e Métodos (COM), de caráter permanente, é presidida pelo Subchefe do Estado Maior e constituida por 1 (um) oficial represen- tante de cada Seção do Estado Maior da Polícia Militar, Di- retorias e Divisão de Processamento de Dados.Artigo 50 - A Comissão de Organização e Métodos (COM), auxilia o Comandante Geral em suas decisões, em assuntos relacionados com a análise, revisão, implantação e reforma dos sistemas de administração, visando har- momzálos e aperfeiçoá-los, sendo-lhe atribuido: I - Estudar, analisar e propor normas de administração, com base na legislação aplicável à Polícia Militar. II - Propor a adoção de normas para o aperfeiçoamen- to dos sistemas administrativos da Corporação. III - Ligar-se com órgãos afins, fora da Corporação, mantendo intercâmbio de conhecimentos administrativos. IV - Elaborar e submeter à aprovação do Comandante Geral suas Normas Gerais de Ação. V - Apoiar os órgãos de administração financeira, de pessoal e de material, nos assuntos relacionados com roti- nas e procedimentos administrativos . VI - Manter arquivo, fichário e bibliografia específica. VII - Realizar estudos, análises, propostas e pareceres que lhes forem determinados pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. Artigo 51 - As Assessorias (Ass) serão constituídas, eventualmente por ordem do Comandante Geral, com a finalidade de realizar estudos relativos a assuntos técnicos ou especializados, e terão as atribuições que lhes forem determinadas. Artigo 52 - A Consultoria Jurídica (CJ) tem por fina- lidade prestar assistencia juridica ao Comandante Geral e emitir pareceres em processos que por ele sejam encami- nhados sendo-lhe atribuído: I - Emitir pareceres em processos que lhe forem enca- minhados pelo Comandante Geral. II - Fazer, por determinação do Comandante Geral, a exegese de quaisquer textos legais concernentes à Policia Militar do Estado de São Paulo. III - A elaboração de anteprojetos de leis, decretos, portarias, avisos, resoluções e atos internos, quando deter- minados pelo Comandante Geral. IV - Manter o intercâmbio cultural, administrativo e técnico com órgãos e repartições congêneres do Estado. V - Acompanhar processos de interesse primordial para a Corporação, a critério do Comandante Geral. VI - Dar assistência jurídica às unidades e outros ór- gãos da Corporação sempre através da anuência expressa do Comandante Geral, em cada caso particular. Artigo 53 - Compete do Chefe da Consultoria Jurídica (CJ): 43 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR I - Administrar as atividades relativas à Consultoria Jus- rídica. II - O estudo pessoal de processos que envolvam in- teresse jurídico e normativo para a Administração, ofere- cendo, quando solicitado, anteprojetos ou minutas de atos oficiais que formalizem soluções ao Comando. III - Determinar as providências de caráter subsidiário às informações solicitadas pelos órgãos do Poder Judiciário e Procuradoria Geral do Estado. IV - Preparar e selecionar o material necessário à de- fesa dos interesses da Corporação nas demandas judiciais em que esta for envolvida, ainda que indiretamente, em ambas as instâncias, Conselhos de Justificação, Conselhos de Disciplina, Inquéritos Policiais Militares, sindicâncias re- gulares e sindicancias cias com veículos oficiais, cuja solu- ção seja de competência privativa do Comandante Geral. V - O estudo pessoal da legislação especifica e espe- cial da Policia Militar, oferecendo, por sua iniciativa própria sugestões e indicações ao Comandante Geral ou a outros interessados, com anuência da referida autoridade. VI - Participar, com aquiescência do Comandante Ge- ral, de Comissões e Grupos de Trabalho encarregados de estudos e projetos de natureza legal ou administrativa. VII - Preparar expediente à Justiça Militar, solicitando pareceres em matéria de direito criminal. VIII - Assinar o expediente da Consultoria Jurídica, ex- terno, exceto o que for de competência privativa do Co- mandante Geral, ou por ele avocado. IX - Organizar fichário de jurisprudência relativa a direi- to admnistrativo, penal, processual penal e constitutional. X - Manter biblioteca técnico-jurídica e assinatura de revistas especializadas em direito público. XI - Manter fichário de legislação e atos oficiais fede- rais e estaduais, que apresentem interesse à Corporação, a seu critério. XII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral. SEÇÃO II Dos Órgãos de Apoio Artigo 54 - O Centro de Suprimento e Manutenção (CSM) é o órgão de apoio responsável perante o Diretor de Apoio Logístico, pela execução das atividades de recebi- mento, depósito, distribuição, e manutenção dos materiais que lhe forem atribuidos, de acordo com as Diretrizes e po- lítica baixadas pelo Comando Geral, podendo ser respon- sável pela aquisição de materiais, contratação de serviços e controle imediato do emprego dos itens fornecidos e dos serviços executados, sendo-lhe atribuido: I - Executar as atividades de suprimento e manutenção que lhe forem designadas, na forma prevista pela regula- mentação da cadeia de suprimento que integrar. II - Manter registro de estoques, na forma prevista na regulamentação pertinente. III - Manter cadastro e registro do material que lhe for atribuido, para fins de controle patrimonial e de consumo. IV - Manter controle e manutenção preventiva e correti- va, consumo e custos, relativos ao material de sua atribuição. V - Manter registro de preços, fornecedores, contra- tantes, padronização de materiais e serviços e outros que lhe sejam determinados. VI - Elaborar relatórios e sumários de apoio logístico, conforme determinado pela Diretoria de Apoio Logístico VII - Controlar a qualidade dos materiais adquiridos e dos serviços prestados. VIII - Controlar a execução de serviços de montagem, construção, manutenção e substituição, executados por terceiros. Artigo 55 - Compete ao Chefe do Centro de Supri- mento e Manutenção: I - Administrar todas as atividades do Centro. II - Cumprir e fazer cumprir diretrizes, política, planos e ordens do Comando Geral, particularmente os relativos ao suprimento, guarda, utilização e manutenção dos materiais que lhe forem atribuídos III - Praticar os atos previstos na legislação referente à administração financeira e orçamentária, de material e de transportes, que lhe forem atribuidos. IV - Supervisionar as atividades de logística desenvol- vidas pelos usuários de materiais. V - Apoiar tecnicamente a supervisão do Comando Ge- ral, em assuntos de logística, quando determinado. VI - Propor ao Diretor de Apoio Logístico os planos de aplicação física de recursos relativos ao suprimento e à manutenção de materiais de sua atribuição. VII - Submeter à aprovação do Diretor de Apoio Logís- tico as Normas Gerais de Ação de seu Centro de Suprimen- to e Manutenção. VIII - Autorizar o fornecimento de materiais e serviços, previstos no piano de aplicação fisica de recursos aprovado pelo Comando Geral. IX - Propor ao Diretor de Apoio Logistico medidas tendentes a aprimorar a cadeia de suprimento, a padroni- zação, o controle e as atividades de apoio logistieo, parti- cularmente daquelas relativas ao material que lhe for atri- buído. X - Exercer outros encargos que lhe sejam atribuídos pelo Comandante. Geral ou pelo Diretor de Apoio Logis- tico. Artigo 56 - O Centro de Finanças (C Fin), subordinado à Diretoria de Finanças, e o órgão do sistema de Adminis- tração Fmanceira e Orçamentária da Corporação, respon- sável pelo apoio a Diretoria de Finanças na execução das atividades de controle financeiro e orçamentário sendo-lhe atribuído: I - Apoiar a Diretoria de Finanças no controle e acom- panhamento das atividades financeiras e orçamentárias da Polícia Militar. II - Controlar e efetuar o saque de vencimentos e van- tagens para pessoal ativô e inativo, exceto na fase de pro- cessamento eletrônico de dados, segundo as leis em vigor. III - Propor ao Diretor de Finanças medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Administração Financeira e Orça- mentária da Policia Militar. IV - Manter registro atualizado dos recursos dotados, empenhados, despendidose disponíveis na forma prevista na legislação e regulamentação pertinentes. 44 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR V - Apoiar tecnicamente a Diretoria de Finanças. VI - Gerir os recursos que lhe forem atribuídos. Artigo 57 - No exercício de suas funções, além de ou- tras atribuições previstas em leis e regulamentos, compete ao Chefe do Centro de Finanças: I - Administrar todas as atividades do Centro de Finan- ças. II - Apreseatar ao Diretor de Finanças relatórios e su- mários financeiros e orçamentários. III - Elaborar e propor medidas relativas ao controle, fiscalização e execução das atividades financeiras e orça- mentárias da Corporação. IV - Autorizar o saque de vencimentos e vantagens de pessoal ativo e inativo, nos termos da legislação vigente. V - Assessorar o Diretor de Finanças em assuntos de sua atribuição, VI - Ligar-se diretamente com outros órgãos de despe- sa, quando autorizado. VII - Gerir os recursos distribuídos ao Centro de Finan- ças. VIII - Exercer a competência que lhe for atribuida pela legislação que regula o Sistema Financeiro e Orçamentário do Estado. IX - Exercer outros encargos que lhes forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Finanças. Artigo 58 - A Academia de Polícia Militar (APM), su- bordinada à Diretoria de Ensino é o órgão de apoio do Sis- tema de Ensino responsável pelas atividades de formação, aperfeiçoamento e especialização de Oficiais da Polícia Mi- litar, sendo-lhe atribuído: I - Executar as atividades de formação e aperfeiçoa- mento de Oficiais da Corporação, inclusive os de seleção para os cursos realizados na Academia. II - Executar as atividades de especialização de Oficiais que lhe forem atribuídas pelo Comando Geral. III - Elaborar os itens do Plano Geral de Ensino que lhe forem atribuídos. IV - Elaborar os programas e planos de ensino dos cur- sos a serem realizados na Academia de Policia Militar, para aprovação pelo Diretor de Ensino. V - Propor a designação e dispensa de instrutores e auxiliares de instrutor. VI - Propor a nomeação e dispensa de professores e assistentes de professor. VII - Propor a Diretoria de Ensino, medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Ensino da Corporação, mormen- te no que diz respeito a formação e aperfeiçoamento de Oficiais VIII - Manter registro das atividades escolares desen- volvidas, por curso e por aluno. IX - Apoiar a Diretoria de Ensino em assuntos de suas atribuições. X - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de En- sino o Regulamento da Academia de Policia Militar e suas normas Gerais de Ação. Artigo 59 - No exercício de suas funções, além de ou- tras atribuições previstas em regulamentos compete ao Comandante da Academia de Polícia Militar: I - Administrar todas as atividades da Academia. II - Expedir diplomas e certificados, na forma prevista na regulamentação pertinente III - Efetivar a matrícula, a aprovação, a reprovação, o desligamento e outros atos da vida escolar dos Alunos em formação na Academia de Polícia Militar com o referendo do Diretor de Ensino, por delegação do Comandante Geral. IV - Praticar os atos cuja competência lhe seja atribuída pelo Regulamento da Academia de Polícia Militar ou pelas Normas Gerais de Ação da Academia de Policia Militar. V - Assessorar o Diretor de Ensino nos assuntos rela- tivos à seleção, formação e aperfeiçoamento de Oficiais. VI - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Ensino. Artigo 60 - A Escola de Educação Física (EEF), subordi- nada à Diretoria de Ensino e o órgão de apoio do Sistema de Ensino, responsável perante o Diretor de Ensino pela execução das atividades de especialização, em Educação Física e Desportos, do pessoal da Corporação. Colabora, na parte especializada, com o órgão de Alistamento, Recru- tamento e Seleção da Polícia Militar, sendo-lhe atribuido: I - Executar as atividades de especialização em Educa- ção Física e Desportos para Oficiais e Praças. II - Colaborar no processo de Alistamento, Recruta- mento e Seleção. III - Elaborar os itens do Plano Geral de Ensino que lhe forem atribuídos. IV - Elaborar os programas e planos de ensino dos cur- sos a serem realizados aa Escola de Educação Física para aprovação pelo Diretor de Ensino. V - Propor a designação e dispensa de instrutores e au- xiliares de instrutor professores e assistentes de professor. VI - Propor a Diretoria de Ensino medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Ensino na área de suas atribuições. VII - Manter registro das atividades escolares desen- volvidas na Escola de Educação Física, por curso e por alu- no. VIII - Apoiar a Diretoria de Ensino em assuntos de suas atribuições e a realização das provas desportivas previstas pelo Comando Geral. IX - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de Ensino, o Regulamento da Escola de Educação Física e as suas Normas Gerais de Ação. Artigo 61 - No exercício de suas funções, ao Coman- dante da Escola de Educação Física, além de outras atri- buies previstas em leis e regulamentos, compete: I - Administrar todas as atividades da Escola de Edu- cação Física. II - Expedir diplomas e certificados, na forma prevista na regulamentação pertinente. III - Efetivar a matrícula, a aprovação, a reprovação, o desligamento to e outros atos da vida escolar dos alunos em especialização na Escola de Educação Física, com o re- ferendo do Diretor de Ensino, por delegação do Coman- dante Geral. IV - Praticar os atos cuja competência lhe seja atribuída pelo Regulamento da Escola de Educação Física e por suas Normas Gerais de Ação. V - Assessorar o Diretor de Ensino nos assuntos de suas atribuições. 45 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR VI - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Artigo 62 - O Centro de Formação e Aperfeiçoamen- to de Praças (CFAP), subordinado à Diretoria de Ensino, é o órgão de apoio do Sistema de Ensino responsável, pe- rante o Diretor de Ensino, pela execução das atividades de formação aperfeiçoamento e especialização de Praças, Apoia a Diretoria de Ensino no controle, na coordenação e na fiscalização dos estabelecimentos de ensino subordi- nados bordinados: Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Graduados (EsFAG), Escola de Especialização de Praças (EsEP) e Núcleos de Formação de Soldados (NFSd). Centra- liza as atividades comuns aos estabelecimentos de ensino subordinados, sendo-lhe atribuido: I - Controlar, coordenar e fiscalizar a execução das ati- vidades de formação, aperfeiçoamento e especialização de Praças, pelos estabelecimentos de ensino subordinados ao Centro. II - Elaborar os itens do Plano Geral de Ensino que lhe forem atribuídos. III - Centralizar as atividades comuns aos estabeleci- mentos de ensino subordinados ao Centro. IV - Elaborar os programas e planos de ensino dos cur- sos realizados nos estabelecimentos de ensino subordina- dos, para aprovação pelo Diretor de Ensino. V - Propor a designação e dispensa de instrutores e au- xiliares de instrutor, professores e assistentes de professor. VI - Colaborar na seleção de candidatos aos cursos realizados nos estabelecimentos de ensino subordinados ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. VII - Propor à Diretoria de Ensino medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Ensino, no que diz respeito à for- mação, especialização e aperfeiçoamento de Praças. VIII - Manter registros das atividades escolares desen- volvidas nos estabelecimentos de ensino subordinados, por curso e por aluno. IX - Apoiar a Diretoria de Ensino nos assuntos de suas atribuições. X - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de En- sino, o Regulamento do Centro de Formação e Aperfeiçoa- mento de Praças e as Normas Gerais de Ação do Centro, da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Graduados, da Escola de Especialização de Praças e dos Núcleos de Formação de Soldados. Artigo 63 - No exercício de suas funções,compete ao Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, além de outras atribuições previstas em leis e regulamentos: I - Administrar todas as atividades do Centro de For- mação e Aperfeiçoamento de Praças. II - Expedir diplomas e certificados na forma prevista na regulamentação pertinente. III - Efetivar a matrícula, a aprovação, a reprovação, o desligamento e outros atos da vida escolar dos alunos em formação, aperfeiçoamento ou especialização nos estabe- lecimentos de ensino subordinados, mediante propostas dos respectivos Comandantes de Escola ou Unidade sede de Núcleo de Formação de Soldados, com o referendo do Diretor de Ensino, por delegação do Comandante Geral. IV - Praticar os atos cuja competência lhe seja atribuída pelo Regulamento do Centro de Formação e Aperfeiçoa- mento de Praças ou pelas Normas Gerais de Ação ao Cen- tro, da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Gradua- do, da Escola de Especialização de Praças e dos Núcleos de Formação de Soldados. V - Assessorar o Diretor de Ensino nos assuntos re- lativos à formação, aperfeiçoamento e especialização de Praças. VI - Apoiar a Diretoria de Ensino no controle, na fisca- lização e na coordenação dos estabelecimentos de ensino subordinados ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. VII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Ensino. Artigo 64 - O Centro Médico (C Méd), subordinado à Diretoria de Saúde, é o órgão de apoio do Sistema de Saú- de, responsável, perante o Diretor de Saúde, pela execução das atividades de assistência médico-cirúrgica e sanitárias Corporação. Colabora com o Órgão de Recrutamento, Alis- tamento e Seleção, na parte relativa aos exames médicos, e com o Sistema de Pessoal, quando da realização de Juntas de Saúde, sendo-lhe atribuído: I - Executar as atividades médico-cirúrgicas e sanitárias na Polícia Militar. II - Coordenar, controlar e fiscalizar as atividades mé- dicas desenvolvidas nos órgãos subordinados ao Centro Médico: Hospital da Polícia Militar (HPM), Juntas de Saúde (JS) e Formações Sanitárias (FS). III - Controlar, coordenar e fiscalizar as atividades mé- dico-veterinárias rinárias desenvolvidas nas Formações Ve- terinárias. IV - Propor à Diretoria de Saúde a admissão de espe- cialistas em medicina e enfermagem, nas formas previstas nas leis e regulamentos pertinentes, colaborando nos pro- cessos de seleção desses profissionais. V - Propor à Diretoria de Saúde medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Saúde da Corporação. VI - Assessorar a Diretoria de Saúde em assuntos sa- nitários. VII - assessorar a Diretoria de Apoio Logístico, quando solicitado, nas licitações de matenal de saúde. VIII - Manter registro médico-sanitário do pessoal da Polícia Mi militar. IX - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de Saúde as Normas Gerais de Ação do Centro Médico e dos órgãos subordinados ao Centro. X - Colaborar com o Órgão de Recrutamento, Alista- mento e Seleção, e com o Sistema de Pessoal, na forma prevista na regulamentação pertinente. Artigo 65 - No exercício de suas funções, compete ao Chefe do Centro Médico, além de outras atribuições pre- vistas em leis e regulamentos: I - Administrar as atividades do Centro Médico. II - Praticar os atos cuja competência lhe seja atribuída pelas Normas Gerais de Ação do Centro Médico. III - Propor, na forma prevista nas leis e regulamentos pertinentes, a contratação e dispensa de especialistas em Medicina e Enfermagem. 46 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR IV - Assessorar o Diretor de Saúde em assuntos de suas atribuições. V - Assessorar o Diretor de Apoio Logístico, quando solicitado, em processos de licitação de material de saúde. VI - Controlar, coordenar e fiscalizar as atividades dos órgãos de saúde subordinados ao Centro Médico. VII - Submeter à aprovação do Diretor de Saúde as Normas Gerais de Ação do Centro Médico, das Juntas de Saúde, das Formações Sanitárias e das Formações Veteri- nárias. VIII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Saúde Artigo 66 - O Centro Odontológico (C Odont), subor- dinado à Diretoria de Saúde, é o órgão de apoio do sis- tema de Saúde, responsável perante o Diretor de Saúde, pela execução das atividades de assistência odontológica na Corporação. Colabora com o Órgão de Recrutamento, Alistamento e Seleção na parte de exames da especialida- de, sendo-lhe atribuído: I - Executar as atividades de assistência odontológica ao pessoal da Polícia Militar. II - Coordenar, controlar e fiscalizar as atividades odon- tológicas desenvolvidas nas Formações Odontológicas. III - Propor à Diretoria de Saúde a admissão de es- pecialistas em Odontologia e Enfermagem Odontológica, nas formas previstas nas leis e regulamentos pertinentes, colaborando na seleção desses profissionais. IV - Propor à Diretoria de Saúde medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Saúde da Polícia Militar. V - Assessorar a Diretoria de Saúde em assuntos de sua atribuição. VI - Assessorar a Diretoria de Apoio Logístico, quando solicitado, nas licitações de material de saúde. VII - Manter registro odontológico do pessoal da Cor- poração. VIII - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de Saúde as Normas Gerais de Ação do Centro Odontológico e das Formações Odontológicas. IX - Colaborar com o Órgão de Recrutamento, Alista- mento e Seleção, realizando os exames odontológicos dos candidatos. Artigo 67 - No exercício de suas funções, compete ao Chefe do Centro Odontológico, além de outras atribuições previstas em leis e regulamentos: I - Administrar as atividades do Centro Odontológico. II - Praticar os atos cuja competência lhe for atribuída pelas Normas mas Gerais de Ação do Centro Odontológico. III - Propor, nas formas previstas nas leis e regulamen- tos pertinentes, a contratação e a dispensa de especialistas em Odontologia e em Enfermagem Odontológica. IV - Assessorar o Diretor de Saúde em assuntos de sua atribuição. V - Assessorar o Diretor de Apoio Logístico, quando solicitado, em processos de licitação de material de saúde. VI - Controlar, coordenar e fiscalizar as atividades odon- tológicas desenvolvidas nas Formações Odontológicas. VII - Submeter à aprovação do Diretor de Saúde as Normas Gerais de Ação do Centro Odontológico e das For- mações Odontológicas. VIII - Propor ao Diretor de Saúde medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Saúde da Polícia Militar. IX - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Saúde. Artigo 68 - O Centro Farmacêutico (C Farm), subor- dinado à Diretoria de Saúde, é o órgão de apoio do Sis- tema de Saúde responsável, perante o Diretor de Saúde, pela execução das atividades de produção e dispensação de material farmacêutico da Polícia Militar e análises de la- boratório, sendo-lhe atribuído: I - Executar as atividades de produção material químico e farmacêutico, na Polícia Militar, e exames de laboratório. II - Executar a dispensação de medicamentos, na forma prevista na regulamentação pertinente. III - Suprir o Centro de Suprimento e Manutenção|Saú- de dos materiais de saúde de sua produção. IV - Assessorar a Diretoria de Saúde em assuntos de suas atribuições. V - Assessorar a Diretoria de Apoio Logístico, quando solicitado, nas licitações de material de saúde. VI - Propor, nas formas previstas nas leis e regulamen- tos pertinentes, a admissão de Farmacêuticos e Auxiliares de Farmácia ou Laboratório, colaborando borando na sele- ção desses profissionais. VII - Elaborar e submeter à aprovação do Diretor de Saúde, as Normas Gerais de Ação do Centro Farmacêutico. Artigo 69 - No exercício de suas atribuições, compete ao Chefe do Centro Farmacêutico, além de outras atribui- ções previstas em leis e regulamentos; I - Administrar as atividades do Centro Farmacêutico. II - Praticar osatos cuja competência lhe seja atribuida pelas Normas Gerais de Ação do Centro Farmacêutico. III - Propor, nas formas previstas nas leis e regulamen- tos pertinentes, a admissão e a dispensa de Farmacêuticos e Auxiliares de Farmácia e Laboratório. IV - Assessorar o Diretor de Saúde em assuntos de sua atribuição. V - Assessorar o Diretor de Apoio Logístico, quando solicitado, nos processos de licitação de material de saúde. VI - Propor ao Diretor de Saúde medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Saúde da Polícia Militar. VII - Submeter a aprovação do Diretor de Saúde, as Norm[as Gerais de Ação do Centro Farmacêutico. VII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Diretor de Saúde. Artigo 70 - O Presídio da Polícia Militar “Romão Go- mes” (PMRG), e o órgão de apoio responsável, perante o Comandante Geral, pelo internamento de oficiais e praças da Polícia Militar que estejam condenados pela Justiça ou à sua disposição, e pela segurança do internamento de pre- sos políticos, sendo-lhe atribuído: I - Realizar a segurança dos detentos. II - Apresentar detentos as autoridades competentes, quando solicitado. III - Administrar, no âmbito da Corporação, o recolhi- mento de oficiais e praças condenados pela Justiça. IV - Colaborar com o Sistema Penitenciário, na recupe- ração moral dos detentos. V - Manter controle da vida penitenciária dos detentos. 47 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 71 - Compete ao Comandante do Presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”; I - Administrar as atividades relativas ao Presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”. II - Realizar a administração material e de pessoal do Presídio da Polícia Militar “Romão Gomes’. III - Coordenar fiscalizar e supervisionar a tropa sob seu comando. IV - Manter contato com os órgãos públicos civis e militares, nos assuntos relativos às suas atribuições. V - Editar o Boletim Interno do Presídio da Polícia Mi- litar «Romão Gomes». VI - Fazer cumprir os programas de Instrução baixados pelo Comando Geral. VII - Propor as medidas necessárias ao aprimoramen- to do sistema penitenciário. VIII - Submeter a aprovação do Comandante Geral as Normas Gerais de Ação do Presídio da Polícia Militar «Ro- mão Gomes». IX - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral. Artigo 72 - O Corpo Musical (C Mus) e o órgão de apoio responsável perante o Comandante Geral, pelas ati- vidades relativas às bandas de música e ao conjunto sinfô- nico da Corporação, sendo-lhe atribuído: I - Participar de honras militares. II - Participar de solenidades cívicas. III - Executar concertos sinfônicos. IV - Manter o registro e controle das partituras musi- cais. V - Participar de solenidades cívico-desportivas. VI - Apoiar as Unidades Operacionais, com Bandas de Musica Regimentais (BMR). VII - Selecionar candidatos ao Corpo Musical, de acor- do com as diretrizes do Comando Geral. VIII - Coordenador suas atividades com a 5.ª Seção do Estado Maior. Artigo 73 - Compete ao Diretor do Corpo Musical: I - Administrar as atividades relativas ao Corpo Musi- cal. II - Realizar a administração material e de pessoal do Corpo Musical III - Coordenar, fiscalizar e supervisionar a tropa sob sua direção. IV - Propor a realização de cursos específicos ao pes- soal do Corpo Musical. V - Manter contato com órgãos afins, visando o apri- moramento das atividades do Corpo Musical. VI - Editar o Boletim Interno. VII - Programar as apresentacões do Corpo Musical, em coordenação com a 5.ª Seção do Estado Maior VIII - Fazer cumprir os programas de instrução baixa- dos pelo Comandante Geral. IX - Submeter à aprovção do Comandante Geral, as Normas Gerais de Ação do Corpo Musical. X - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral. SEÇÃO III Dos Órgãos de Execução Artigo 74 - O Comando de Policiamento da Capital (CPC), e o órgão responsável, perante o Comando Geral, pela manutenção da ordem pública na Região Metropolita- na da Grande São Paulo, competindo-lhe o planejamento, comando, coordenação, fiscalização, e controle operational e admnistrativo no que couber, dos órgãos e unidades su- bordinados, de acordo com diretrizes e ordens Artigo 75 - Compete ao Comandante de Policiamento da Capital: I - Zelar para que, pelas Organizações Policiais Militares subordinadas, sejam fielmente observadas todas as dispo- sições regulamentares, e exista entre elas a maior coesão e uniformidade, de modo a ser mantida indipensável unida- de de instrução, administração, disciplina e emprego ope- racional. II - Cumprir e fazer cumprir, as Diretrizes, Planos e Or- dens emanados do Comandante Geral e do Chefe do Es- tado Maior. III - Planejar, coordenar e fiscalizar as ações operacio- nais das Organizações Policiais Militares subordinadas. IV - Comandar diretamente, as atividades operacionais que envolvam duas ou mais Organizações Policiais Milita- res diretamente subordinadas. V - Comandar operações Policiais Militares que reque- ram centralização das operagções, dado a sua natureza e vulto. VI - Reforçar em pessoal e material, com próprios meios do Comando de Policiamento da Capital, as Organi- zações Policiais Militares diretamente subordinadas, quan- do se fizer necessário. VII - Solicitar apoio ou reforço ao Comando Geral, quando necessário VIII - Informar ao Comando Geral as principais ocor- rências policiais havidas na Região Metropolitana da Gran- de São Paulo. IX - Propor ao Comando Geral transferências de Ofi- ciais e Praças, do Comando de Policiamento da Capital. X - Autorizar o deslocamento de Comandantes de Or- ganizacões Policiais Militares diretamente subordinados. XI - Controlar, coordenar e fiscalizar o Sistema de Tele- comunicões do Comando de Policiamento da Capital (SIS- TEL/CPC). XII - Corresponder-se diretamente com as autoridades civis ou militares, quando o assunto não exigir a interven- ção da autoridade superior. XIII - Facilitar às autoridades competentes os exames, verificações, inspeções, e fiscalizações, quando determina- das pela autoridade superior ou em cumprimento de dis- positivos regulamentares. XIV - Elaborar Nota para publicação em Boletim Geral de suas ordens e de fatos que os órgãos subordinados ao Comando de Policiamento da Capital devam ter conheci- mento XV - Autorizar as ligações entre os comandos de Orga- nizações Policiais Militares diretamente subordinados. 48 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XVI - Aprovar as Normas Gerais de Ação das Organiza- ções Policiais ‘ Militares subordinadas. XVII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. XVIII - Delegar atribuições da sua competência. Artigo 76 - O Comando do Policiamento do Interior - (CPI) é o órgão responsável perante o Comando Geral, pela manutenção da ordem pública em todo o Interior do Es- tado, competindo-lhe o planejamento, comando, coorde- nação. fiscalização e controle operacional e administrativo, no que couber, dos órgãos e unidades subordinados, de acordo com diretrizes e ordens do Comando Geral Artigo 77 - Compete ao Comandante do Policiamento do Interior: I - Zelar para que, pelas Organizações Policiais Militares subordinadas sejam fielmente observadas todas as dispo- sições regulamentares, e exista entre elas a maior coesão e uniformidade, de modo a ser mantida a indispensável unidade de instrução, administração, disciplina e emprego operacional. II - Cumprir e fazer cumprir, em sua área de ação, as Di- retrizes, Planos e Ordens emanados do Camandante Geral e do Chefe do Estado Maior. III - Planejar, coordenar e fiscalizar as ações operacio- nais das Organizações Policiais Militares subordinadas. IV - Comandar diretamente, as atividades operacionais que envolvam duas ou mais Organizações Policiais Milita- res diretamente subordinadas. V - Comandar operações policiaismilitares que requei- ram centralização das operações, dado a sua natureza e vulto. VI - Reforçar em pessoal e material, com próprios meios do Comando de Policiamento do Interior, as Organi- zações Policiais Militares diretamente subordinadas, quan- do se fizer necessário. VII - Solicitar apoio ou reforço ao Comando Geral, quando necessário VIII - Informal ao Comando Geral as principais ocor- rências havidas no interior do Estado de São Paulo. IX - Propor ao Comando Geral transferências de Ofi- ciais e Praças, do Comando de Policiamento do Interior. X - Autorizar o deslocamento de Comandantes de Or- ganizações Policiais Militares diretamente subordinados. XI - Controlar, coordenar e fiscalizar o Sistema de Te- lecomunicações do Comando de Policiamento do Interior (SISTEL|CPI). XII - oorresponder-se diretamente com as autoridades civis ou militares, quando o assunto não exigir a interven- ção da autoridade superior. XIII - Facilitar às autoridades competentes os exames, venficações, Inspeções e fiscalizações, quando determina- das pela autoridade superior ou em cumprimento de dis- positivos regulamentares. XIV - Elaborar Nota para publicação em Boletim Geral de suas ordens e de fatos que os órgãos subordinados ao Comando de Policiamento do Interior devam ter conheci- mento. XV - Autorizar as ligações entre os Comandos de Orga- nizações Policiais Militares diretamente subordinados. XVI - Aprovar as Normas Gerais de Ação das Organiza- ções Policiais Militares subordinadas. XVII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuidos pelo Comandante Geral ou pelo Chefe do Estado Maior. XVIII - Delegar atribuições de sua competência. Artigo 78 - Os Comandos de Policiamento de Área (CPA), orgânicos de Comando de Policiamento da Capital ou do Comando de Policiamento do interior constituem-se em Unidades Administrativas (U Adm) e como tal, realizam a administração do material e pessoal das Unidades Ope- radonais (U Op) subordinadas. Artigo 79 - As Unidades Operacionais do Interior, lo- calizadas em Região Administrativa do Estado diferente daquela que sediar uma CPA, será também Unidade Ad- ministrativa, com os encargos da administração do própria material. Artigo 80 - As Unidade Operacionais do Comando de Policiamento da Capital e Comando de Policiamento do Interior, não subordinadas a qualquer Comando de Poli- ciamento de Area (CPA), e as subordinadas diretamente ao Comando Geral, serão também Unidades Administrativas, com os encargos de administração do próprio material e do próprio pessoal. Artigo 81 - O Comando de Policiamento de Área, e o órgão respónsavel perante o escalão superior, pela ma- nutenção da ordem pública na área que lhe é atribuída, competindo-lhe o planejamento, comando, coordenação, fiscalização e controle das atividades operacionais e da ad- ministração material e pessoal das Organizações Policiais Militares subordinadas. Artigo 82 - Compete ao Comandante do Comando de Policiamento de Area (CPA): I - Zelar para que, pelos diversos elementos do Coman- do de Policiamento de Área, sejam fielmente observadas todas as disposições regulamentares, e exista entre eles a maior coesão e uniformidade de modo a ser mantida e in- dispensável unidade de instrução, administração, disciplina e emprego operacional. II - Cumprir e fazer cumprir, as Diretrizes, Planos, Or- dens e Normas emanados do Comandante de Policiamen- to imediatamente superior. III - Planejar, coordenar e fiscalizar as ações operacio- nais das Unidades Operacionais subordinadas. IV - Comandar, diretamente, as atividades operacio- nais que envolvam duas ou mais Unidades Operacionais. V - Apoiar ou reforçar em pessoal e material as Unida- des Operacionais quando se fizer necessário. VI - Solicitar apoio ou reforço ao Comando imediata- mente superior, quando for necessário. VII - Informar ao Comando a que estiver subordinado, as principais ocorrências policiais havidas em sua área. VIII - Fiscalizar e controlar a instrução das Unidades subordinadas. IX - Classificar Oficiais e Praças na sede do Comandan- te de Policiamento de Área. X - Incluir e excluir Oficiais e Praças do estado efetivo do Comando de Policiamento de Área e das Unidades su- bordinadas. 49 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XI - Corresponder-se diretamente com as autoridades civis ou militares em sua área, quando o assunto não exigir a intervenção da autoridade superior. XII - Facilitar às autoridades competentes os exames, verificações, inspeções e fiscalizações, quando determina- dos pela autoridade superior ou em cumprimento de dis- positivos regulamentares. XIII - Fazer publicar no Boletim Interno todas as suas ordens, as ordens das autoridades superiores e fatos de que devam as Unidades subordinadas ter conhecimento. XIV - Retificar em Boletim, quando necessário, justifi- cando, qualquer nota publicada no aditamento de Coman- dos subordinados, quando estes, depois de observados, não tenham feito a necessária correção, sem prejuízo de qualquer providência de ordem disciplinar, que julgue ne- cessária. XV - Transcrever, a seu juízo, em Boletim, aquilo que e proposto pelos Comandantes das Unidades subordinadas, ressalvadas as disposições regulamentares XVI - Autorizar as ligações entre as Unidades subordi- nadas quando necessário. XVII - Controlar e fiscalizar a administração de pes- soal e material no âmbito do Comando de Policiamento de Área. XVIII - Ligar-se diretamente com os órgãos provedo- res. XIX - Autorizar o deslocamento de, Comandantes de Unidades subordinadas. XX - Submeter as Normas Gerais de Ação e Comando de Policiamento de Área à aprovação da autoridade supe- rior. XXI - Planejar e coordenar o SISTEL|CPA de acordo com o estabelecido no SISTEL do Comando a que estiver subordinado, propondo medidas necessárias ao aumento de sua eficiência. XXII - Inspecionar e visitar as Unidades subordinadas, orientando as suas atividades, avaliando o grau de discipli- na, adestramento, eficiência administrativa e operacional. XXIII - Ligar-se com os Comandantes dos Comandos de Policiamento de Área vizinhos quando as operações em sua área possam influir direta ou indiretamente nas outras áreas. XXIV - Propor ao órgão superior a movimentação de Oficiais e Praças no âmbito do Comando de Policiamento de Área. XXV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuí- dos pelo Comando a que estiver diretamente subordinado. XXVI - Delegar atribuições de sua competência. Artigo 83 - Aplicam-se ao Comando de Policiamen- to de Trânsito (CPT) e a seu Comandante as disposições relativas aos Comandos de Policiamento de Área e a seus Comandantes, respectivamente. Artigo 84 - O Comandante de Unidade Operacional (UOp), com competência sobre determmada área, e o res- ponsável perante o Comandante do Comando de Policia- mento de Área pela administração, instrução, disciplina e emprego operacional de sua Unidade, incumbindo-lhe, além dos encargos que lhe são atribuídos em outras leis e regulamentos: I - Coordenar, fiscalizar e supervisionar a tropa sob seu comando. II - Manter a ordem pública na área sob sua responsa- bilidade, cumprindo e fazendo cumprir os Planos, normas e Ordens emanados do escalão superior. III - Colaborar com o Comando de Policiamento de Área, na fiscalização do material, zelando pela manutenção das dotações das subunidades e pela sua conservação. IV - Zelar pela unidade e uniformidade da instrução e adminis- tração entre as suas subunidades. V - Encaminhar ao Comando de Policiamento de Área a que estiver subordinado as materias necessárias para pu- blicação no Boletim Interno do Comando. VI - Planejar e operar as suas comunicações de acordo com as normas estabelecidas no SISTEL a que pertence. VII - Solicitar ao Comando de Policiamento de Áreas as alterações de Praças que julgue necessárias e escapem a sua competência. VIII - Classificar e desclassificar Oficiais e Praças nos subunidades.IX - Elaborar os documentos necessários à avaliação das atividades operacionais da Unidade, conforme as nor- mas estabelecidas pelo escalão superior. X - Proceder a inspeções e visitas, orientando as ativi- dades avaliando a eficiência administrativa e operacional, grau de disciplina e adestramento sua Unidade. XI - Manter contato com os órgãos públicos, autori- dades militares e policiais civis de sua área, para assuntos relativos de execução de suas missões. XII - Comandar diretamente ou supervisionar as opera- ções cuja importância, gravidade ou complexidade o exigir. XIII - Aditar ao Boletim Interno do Comando de Poli- ciamento de Áreas as minúcias necessárias ao cumprimen- to das ordens nele contidas, acrescentando as suas pró- prias ordens. XIV - Propor ao Comando a que estiver subordinado as transferências de Oficiais e Praças, entre a sua Unidade e outra. XV - Inspecionar a tropa sob seu comando, zelando pelo seu moral, adestramento, disciplina, apresentação e material distribuido. XVI - Comandar diretamente as ações que, pela gravi- dade, importância ou complexidade, assim o exigirem. XVII - Exercer outros encargos que lhe forem atribui- dos pelo Comando a que estiver subordinado. Artigo 85 - O Batalhão de Políccia de Choque (BPCh), subordinado ao Comando de Policiamento da Capital, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública no Estado de São Paulo, em ações de contra-guerrilha urbana e rural, competindo-lhe o planejamento, comando, execu- ção e fiscalização do emprego operational da Unidade, de acordo com planos e ordens do escalão superior. Parágrafo Único - O Batalhão de Polícia de Choque executa, ainda, outras atividades policiais militares, confor- me missões particulares que lhe sejam impostas pelo Co- mando Geral da Polícia Militar. Artigo 86 - Compete ao Comandante do Batalhão de Polícia de Choque: 50 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR I - Administrar as atividades relativas a Unidade. II - Cumprir e fazer cumprir, em sua área de ação, as Diretrizes, Planos e Normas emanados do escalão superior. III - Planejar, comandar, fiscalizar as ações operacionais da Unidade. IV - Solicitar apoio ou reforço ao Comando superior, quando necessário. V - Comunicar imediatamente à autoridade superior qualquer fato grave ocorrido em sua àrea de atribuição, solicitando-lhe intervenção, se não estiver em sua compe- tência providenciar a respeito. VI - Informar ao Comando a que estiver subordinado as principais ocorrências políciais atendidas pela Unidade. VII - Incluir e excluir Oficiais e Praças do estado efetivo da Unidade, classificando-os nas subunidades. VIII - Fazer publicar no Boletim Interno todas as suas ordens, as ordens das autoridades superiores e fatos que sejam de interesse da Unidade. IX - Ligar-se diretamente com os órgãos provedores. X - Zelar pela unidade e uniformidade da instrução e administração tração entre as suas subunidades. XI - Planejar e operar as suas comunicações, de acordo com as normas estabelecidas no SISTEL/PM. XII - Elaborar os documentos necessários à avaliação das atividades operacionais da Unidade, conforme normas estabelecidas pelo escalão superior. XIII - Comandar diretamente as ações que, pela gravi- dade, importância e complexidade assim o exigirem. XIV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral ou pelo Comandante do escaldo superior. Artigo 87 - O Batalhão de Policiamento Feminino - (l.º BPFem), subordinado ao Comando de Policiamento da Ca- pital, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública no Estado de São Paulo, em ações de políciamento ostensivo relacionadas à mulher e ao menor, competindo- -lhe o planejamento, comando, execução e fiscalização do emprego operational da Unidade, de acordo com planos e ordens do escalão superior. Parágrafo único - O Batalhão de Policiamento Femini- no executa, ainda, outras atividades políciais militares, con- forme missões particulares que lhe sejam impostas pelo Comando Geral da Polícia Militar. Artigo 88 - Ao Comandante do Batalhão de Policia- mento Feminino incumbem todas as prescrições contidas no Artigo 86 deste Regulamento. Artigo 89 - O Batalhão de Polícia de Guarda (l.º BPGd) subordinado ao Comando de Policiamento da Capital, é o órgão responsável pela segurança externa dos presídios e estabelecimentos penais de maiores e menores da Capital, competindo-lhe o planejamento, comando, execução e fis- calização do emprego operational da Unidade, de acordo com pianos e ordens do escalão superior. Parágrafo único - O Batalhão de Polícia de Guarda executa ainda outras atividades policiais militares, confor- me missões particulares que lhe sejam impostas pelo Co- mando Geral da Polícia Militar. Artigo 90 - Ao Comandante do Batalhão de Polícia de Guarda incumbem todas as prescrições contidas no Artigo 86 deste Regulamento Artigo 91 - O Regimento de Polícia Montada (R Pol Mont) “9 de Julho , subordinado ao Comando de Policia- mento da Capital, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública no Estado de São Paulo, em ações de contra-guerrilha urbana e rural, e policiamento ostensivo montado na Região Metropolitana da Grande São Paulo, competindo-lhe o planejamento comando, execução e fis- calização do emprego operacional da Unidade, de acordo com planos e ordens do escaldo superior. Parágrafo único - O Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” executa, ainda, outras atividades policiais milita- res, conforme missões particulares res que lhe sejam im- postas pelo Comando Geral da Polícia Militar. Artigo 92 - Ao Comandante do Regimento de Polícia Montada “9 de Julho , imcumbem todas as prescrições conti- das no Artigo 86 deste Regulamento, além de apoiar em ani- mais, material hipo e assistência veterinária, os Destacamento de Polícia Montada (Dst Pol Mont) das Unidades Operacionais subordinadas ao Comando de Policiamento do Interior. Artigo 93 - O Batalhão de Policia Rodoviária (BPRv), subordinado ao Comando de Policiamento do Interior, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública no Estado de São Paulo, em ações de policiamento ostensivo de segurança do trânsito rodoviário, competindo-lhe o pla- nejamento comando execução e fiscalização do emprego operacional da Unidade, de acordo com planos e ordens do escalão superior. Parágrafo único - O Batalhão de Polícia Rodoviária, executa, ainda, outras atividades policiais militares, confor- me missões particulares que lhe sejam impostas pelo Co- mando Geral da Polícia Militar. Artigo 94 - Ao Comandante do Batalhão de Polícia Ro- doviária, incumbem todas as prescrições contidas no Arti- go 86 deste Regulamento. Artigo 95 - O Batalhão de Polícia Florestal e de Ma- nanciais (BPFM) subordinado ao Comandante de Policia- mento do Interior, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública no Estado de São Paulo, em ações de policiamento ostensivo relacionadas com a salvaguarda dos recursos naturais do Estado. Parágrafo único - O Batalhão de Polícia Florestal e de Mananciais executa, ainda, outras atividades policiais mili- tares, conforme missões particulares que lhe sejam impos- tas pelo Comando Geral da Polícia Militar. Artigo 96 - Ao Comandante do Batalhão de Polícia Florestal e de Mananciais incumbem todas as prescrições contidas no Artigo 86 deste Regulamento. Artigo 97 - O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPT), subordinado ao Comando de Policiamento de Trânsito, é o órgão responsável pela manutenção da ordem pública em ações de policiamento estensivo relativas à segurança do trânsito urbano na cidade de São Paulo. Parágrafo único - O Batalhão de Polícia de Trânsito executa, ainda, outras atividades policiais militares, confor- me missões particulares que lhe sejam impostas pelo Co- mando Geral da Polícia Militar. Artigo 98 - O Comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito e o responsável perante o Comando de Policia- mento de Trânsito pela administração,instrução, disciplina 51 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR e emprego operational de sua Unidade, incumbindo-lhe, além dos encargos que lhe são atribuídos em outras leis e regulamentos, os constantes dos incisos do ‘Artigo 84 deste Regulamento. Artigo 99 - A 1.º Companhia Independente de Polí- cia de Guarda (1.ª CIPGd), subordinada ao Comandante Geral, é o órgão responsável pela seguranÇa imediata e aproximada dos Palácios do Governo do Estado, segurança pessoal e das residências do Governador do Estado, com- petindo-lhe o planejamento, comando, execução e fiscali- zação do emprego operacional da Unidade, de acordo com planos e ordens de escalão superior. Parágrafo único - A 1.ª Companhia Independente de Polícia de Guarda executa, ainda, outras atividades policiais militares, conforme missões particulares que lhe sejam im- postas pelo Comando Geral da Polícia Militar ou pelo Chefe da Casa Militar. Artigo 100 - Ao Comandante da l.ª Companhia Inde- pendente de Policia e Guarda incumbem todas as prescri- ções contidas no Artigo 86 deste Regulamento, realizando ainda a administração do pessoal e do material da Casa Militar ao Governo do Estado. Artigo 101 - A 2.º Companhia Independente de Polícia de Guarda (2.ª CIPGd), subordinada ao Comandante Geral, é o órgão responspavel pela segurança imediata e aproxi- mada das instalações da Secretaria da Segurança Pública, competindo-lhe o planejamento, comando, execução e fis- calização do emprego preço operacional da Unidade, de acordo com planos e ordens do escaldo superior. Parágrafo único - A 2.ª Companhia Independente de Polícia de Guarda executa, ainda, outras atividades policiais militares, conforme missões particulares que lhe sejam im- postas pelo Comando Geral da Polícia Militar e pelo Secre- tário da Segurança Pública. Artigo 102 - Ao Comandante da 2.ª Companhia Inde- pendente de Polícia de Guarda incumbem todas as prescri- ções contidas no Artigo 86 deste Regulamento. Artigo 103 - O Comando do Corpo de Bombeiros (CCB) é o órgão responsável, perante o Comandante Ge- ral, pelo planejamento, comando, execução, coordenação, fiscalização e controle de todas as atividades de prevenção e extinção de incendios e de buscas e salvamento, bem como das atividades técnicas a elas relacionadas, no terri- tório estadual. Parágrafo único - O Comando do Corpo de Bom- beiros executa, ainda, outras atividades políciais militares, conforme missões particulares que lhe sejam impostas pelo Comando Geral da Polícia Militar. Artigo 104 - Compete ao Comandante do Corpo de Bombeiros: I - Assessorar o Comandante Geral em assuntos de suas atribuições. II - Coordenar a atuação das Unidades Operacionais subordinadas em todo Estado, através do Centro de Comu- nicações do Corpo de Bombeiros (CC-CB). III - Controlar e fiscalizar a execução de planos e or- dens do Comandante Geral, em especial os previstos na DGEI-IGPM. IV - Supervisionar as atividades do Centro de Comuni- cações do Corpo de Bombeiros, propondo ao Comandante Geral medidas que visem aumentar sua eficiência. V - Propor ao Comandante Geral as Normas Gerais de Ação para o Corpo de Bombeiros. VI - Exercer as atividades de escalão intermediario en- tre o Comando Geral e das Unidades Operacionais subor- dinadas, em assuntos administrativos não rotineiros. VII - Fazer o acompanhamento da execução do Plano Geral de Policiamento Ostensivo do Estado e do Plano de Policiamento Ostensivo da Região Metropolitana da Capi- tal, no que respeita as atividades especificas, relatando ao Comando Geral as mudanças de situação e propondo as alterações que julgar convenientes. VIII - Manter informados o Comandante Geral e o Che- fe do Estado Maior, através de Boletim Informativo diário, das principais ocorrências de bombeiros. IX - Informar imediatamente ao Comandante Geral das ocorrencias de vulto. X - Remeter ao Chefe do Estado Maior quadro esta- tístico atualizado de ocorrencias atendidas pelo Corpo de Bombeiros. XI - Propor à autoridade competente, através do Co- mandante Geral, a regulamentação de assuntos técnicos, nos casos que lhe escapem à competência legal. XII - Assessorar o Comandante Geral nas atividades re- lativas a criação, instalação e dotação de serviços de bom- beiros, com interveniência municipal. XIII - Aprovar as diretrizes para execução, na parte que competir ao Estado, dos convênios lavrados nos termos da legislação vigente XIV - Manter contato, por delegação do Comandante Geral, com os órgãos da Administração Pública do Estado e dos Municípios para encaminhamento ou solução de pro- blemas atinentes ao Corpo de Bombeiros. XV - Baixar normas técnicas de prevenção, combate a incêndios e buscas e salvamentos, no âmbito de sua com- petência. XVI - Comandar diretamente as Unidades Operacionais subordinadas empenhadas em sinistros de grande vulto. XVII - Autorizar a ligação horizontal entre os Coman- dos de Unidades Operacionais subordinadas, quando a operação, pela sua natureza, exija pronta agão. XVIII - Acompanhar e dar apoio às atividades de aper- feiçoamento e especialização de Oficiais e Praças, bem como à preparação de bombeiros civis de entidades pri- vadas. XIX - Consolidar o planejamento e a programação de recursos orçamentários, quanto às necessidades em mate- rial especializado de bombeiros, remetendo-os ao Coman- do Geral. XX - Aprovar prioridades de distribuição de equipa- mento especializado de bombeiros. XXI - Prover a Corporação, e em especial o Corpo de Bombeiros, dos suprimentos e da manutenção de material especializado de bombeiros. XXII - Apoiar a supervisão do Comandante Geral sobre a execução orçamentária no que respeita as dotações para prevenção e combate a incêndios e buscas e salvamentos. 52 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XXIII - Propor ao Comandante Geral a movimentação de Oficiais e Praças no âmbito do Corpo de Bombeiros. XXIV - Emitir parecer em questões técnicas. XXV - Exercer outros encargos que lhe forem atribuí- dos pelo Comandante Geral. Artigo 105 - O Comandante da Unidade Operational (UOp) do Corpo de Bombeiros, com competência sobre determinada área, é o responsável perante o Comandan- te do Corpo de Bombeiros, pela administração, instrução, disciplina, e emprego operational de sua Unidade, incum- bindo-lhe, além dos encargos que lhe são atribuídos em outras leis e regulamentos: I - Cumprir e fazer cumprir as ordens baixadas por ór- gão superior. II - Colaborar com o Comando do Corpo de Bombeiros na fiscalização do material, velando pela manutenção das dotações distribuidas e pela sua conservação. III - Caminhar ao Comando do Corpo de Bombeiros toda documentação relativa às operações da Unidade Operacional, bem como aquela que dependa de solução do órgão superior. IV - Solicitar ao Comando do Corpo de Bombeiros as providências que escapem à sua competência, V - Controlar e fiscalizar a execução, no âmbito da Uni- dade Operacional , dos planos e ordens do Comandante Geral, em especial os previstos na DGEI-IGPM. VI - Manter informado o Comando do Corpo de Bom- beiros dos principais sinistros verificados em sua jurisdição, relatando imediatamente os de grande vulto. VII - Propor ao Comando do Corpo de Bombeiros as Normas Gerais de Ação e as Normas Técnicas de Operaçõo relativas à sua Unidade Operacional. VIII - Informar ao Comando do Corpo de Bombeiros, na forma e época determinadas, das atividades de preven- ção e combate a incendios e prestação de socorros desen- volvidas pela Unidade Operacional. IX - Ligar-se diretamente com os órgãos de Direção Setorial e de Apoio, em assuntos administrativos de rotina, na forma que for estabelecida nos regulamentos e normas pertinentes a cada sistema. X - Ligar-se diretamente com os Comandos de Unida- des Operacionais, de mesmo nivel, para assuntos rotineiros. XI - Zelar pela unidade e uniformidade da instrução, que neve obedecer as Diretrizes superiores.XII - Comandar a Unidade Operacional como um todo e coordenar a atuação das frações empregadas, no local, ou atraves do Centro de Comunicações próprio. XIII - Acompanhar a execução dos planos de policia- mento ostensivo, no que se referirem à Unidade Opera- cional, e os planos de operações de bombeiros relativos à área sob sua responsabilidade, centralizando as ações, se os acontecimentos o exigirem. XIV - Manter atualizados o quadro estatístico de ocor- rencias, os registros de aviso e socorro, os mapas de efe- tivos e de material, e outros que lhe forem determinados, remetendo sumários ao Comando do Corpo de Bombeiros. XV - Movimentar pessoal no âmbito da Unidade Ope- racional. XVI - Executar os atos administrativos que lhe com- petirem, como integrante do sistema de administração de pessoal e material. XVII - Exercer outros encargos que lhe forem atribuí- dos pelo Comandante Geral ou pelo Comandante do Cor- po de Bombeiros. DECRETO N. 7.290, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1975 Aprova o Regulamento Geral da Policia Militar do Esta- do de São Paulo Retificação Regulamento Geral da Polícia Militar No Artigo 12 - XI Acrescente-se: § 1.º - As substituições serão processadas, em qualquer caso por oficial do mesmo Quadro do substituido. § 2.° - Quando se tratar de oficial pertencente ao Qua- dro Especial de Oficiais, fica resguardado o direito de subs- tituição em funções próprias do Quadro de que é oriundo. Capítulo II No Artigo 17 - Leia-se como segue e não como constou: Artigo 17 - Os Órgãos de Apoio destinam-se a atender as necessidades de pessoal e de material da Polícia Militar e executam as atividades-meio de acordo com as diretrizes e planos do Comando Geral. No Artigo 26 - Onde se lê: VIH - Estabelecer, orientar, coordenar e fazer exe- cutar as medidas de Contra-Indicação Leia-se: VIII - Estabelecer, orientar, coordenar e fazer executar as medidas de Contra-Informação Seção III No Artigo 84 - IV - Zelar pela unidade... Onde se lê: ...Comando de Po- liciamento de Área... Leia-se: V - Encaminhar ao Comando de Policiamento de Área... DECRETO N. 7.290, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1975 Aprova o Regulamento Geral da Policia Militar do Esta- do de São Paulo Retificação REGULAMENTO GERAL DA POLICIA MILITAR Artigo 20 - VII - Propor.............................. Onde se lê: as alterações que lhe...................................... Leia-se: as alterações que lhe ........................................... Artigo 26 - Onde se lê: VII - Realizar a seleção de informações da corporação Leia-se. VII - Realizar a seleção do pessoal de informa- ções da corporação Artigo 33 - Onde se lê: VIII - Apresentar sumários relatórios Leia-se: VIII - Apresentar sumários e relatórios 53 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 35 - Onde se lê: IX - Coordenar a análise.................................... Leia-se: IX - Coordenar a análise ..................... Artigo 47 - VI - Exercer................................ Onde se lê: do Quarte General Leia-se: do Quartel General XII - Providenciar .................................. Onde se lê: dos despachos e ordens emanadas .................. Leia-se: dos despachos e ordens emanados.......................... Artigo 103 - O Comando do Corpo de Bombei- ros.................. Onde se lê: de buscas e salvamento.......................................... Leia-se: de buscas e salvamentos.............................................. Artigo 104 - Onde se lê: VI................... entre o Comando Geral e das Unidades Operacionais.............. Leia-se: VI........................ entre o Comando Geral e as uni- dades Operacionais DECRETO 20.218/82. DEFINE A CONCEITUA- ÇÃO DE ACIDENTE EM SERVIÇO E DÁ OU- TRAS PROVIDÊNCIAS; DECRETO N. 20.218, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1982 Define a conceituação de acidente em serviço e dá ou- tras providências JOSÉ MARIA MARIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Decreta: Artigo 1.º - Considera-se acidente em serviço, para todos os efeitos previstos na legislação em vigor, relativos aos componentes da Polícia Militar do Estado, aquete que ocorra com o policial-militar, quando I - no cumprimento das atividades policiais-militares, profissionais ou técnicas, e resultante de ordens, disposi- ções regulamentares ou de legislação em vigor; II - no exercicio de suas atribuições funcionais, durante o expediente normal, ou, se determinado por autoridade competente, em sua prorrogação ou antecipação; III - no cumprimento de ordens emanadas de autori- dade competente; IV - no decurso de viagens em objeto de serviço, pre- vistas em regulamentos, ou autorizadas por autoridade competente; V - no decurso de viagens impostas por motivo de mo- vimentação; VI - no deslocamento entre sua residência e a orga- nização em que serve, seu local de trabalho ou ainda em qualquer outro onde sua missão deva ter inicio ou prosse- guimento, e vice-versa, mediante disposições regulamen- tares, escalas ou ordens. § 1.º - Não se aplica disposto neste artigo quando o acidente for resultado de crime, transgressão disciolinar, imprudência ou desidia do policial-militar acidentado ou de subordinado seu, com sua aquiescência. § 2.º - O acidente em serviço não e descaracterizado pela concorrência ou superveniência de outras causas que contribuam para a morte ou incapacidade do policialmili- tar, desde que entre o acidente e o dano haja relação de causa e efeito. Artigo 2.º - Os acidentes em serviço serão apurados e comprovados em sindicância especialmente instaurada. Artigo 3.º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Palácio dos Bandeirantes, 22 de dezembro de 1982. DECRETO 54.911/09. REGULAMENTA A LEI COMPLEMENTAR 1.036/08; DECRETO Nº 54.911, DE 14 DE OUTUBRO DE 2009 Regulamenta a Lei Complementar nº 1.036, de 11 de janeiro de 2008, que institui o Sistema de Ensino da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e dá providências correlatas JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Decreta: TÍTULO I Do Sistema de Ensino da Polícia Militar CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Artigo 1º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar, do- tado de características próprias, nos termos do artigo 83 da Lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, tem a finalidade de qualificar recursos humanos para a ocupação de cargos policiais-militares e para o desempenho de suas funções, dentro da filosofia de polícia comunitária, espe- cialmente as voltadas à polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, às atividades de bombeiro e à execução das atividades de defesa civil. Artigo 2º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar com- preende: I - a educação superior, nas suas diversas modalidades; II - a educação profissional, de acordo com as áreas de concentração dos estudos e das funções policiaismilitares, observadas as peculiaridades legais que definem os seus diversos Quadros. Parágrafo único - A educação valer-se-á dos métodos presencial e a distância, observadas as características e pe- culiaridades de cada curso ou estágio. 54 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 3º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar pro- moverá a pesquisa, a transmissão de conhecimentos cien- tíficos e tecnológicos, humanísticos e gerais, indispensáveis à educação e à capacitação, visando à formação, ao aper- feiçoamento, à habilitação, à especialização e ao treina- mento do policial militar, com o objetivo de torná-lo apto a atuar como operador do sistema de segurança pública. Parágrafo único - O Sistema de Ensino da Polícia Mili- tar mantém modalidades de cursos e programas de educa- ção superior, como curso sequencial de formação específi- ca, curso sequencial de complementação de estudos, curso de graduação, curso de especialização em sentido lato, programa de mestrado profissional,programade doutora- do, além de designações para participação em seminários, cursos, estágios, encontros técnicos e científicos, viagens de estudos e pesquisas destinados à educação superior e profissional. CAPÍTULO II Dos Órgãos Integrantes do Sistema de Ensino da Polícia Militar Artigo 4º - O Sistema de Ensino da Polícia Militar é composto pelo Comando Geral, pela Diretoria de Ensino - DE, como Órgão de Direção Setorial de Ensino, e pelos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES. SEÇÃO I Do Comando Geral Artigo 5º - Compete ao Comando Geral, por meio do Comandante Geral: I - definir e conduzir a política de ensino; II - elaborar estratégias de ensino e pesquisa; III - especificar e implementar a estrutura do Sistema de Ensino da Polícia Militar; IV - normatizar a educação superior e a profissional; V - normatizar a matrícula nos cursos ou estágios dos respectivos estabelecimentos de ensino; VI - definir as diretrizes para os padrões de qualidade do ensino; VII - normatizar o credenciamento dos professores ci- vis; VIII - normatizar as fontes de recursos extraorçamen- tários de que trata o artigo 16 da Lei Complementar nº 1.036, de 11 de janeiro de 2008; IX - aprovar o Calendário de Cursos e Estágios - CCE; X - aprovar a Diretriz Geral de Ensino - DGE. Parágrafo único - A Diretriz Geral de Ensino - DGE definirá a política de ensino, as estratégias de ensino e pesquisa, a estrutura do Sistema de Ensino da Polícia Mi- litar, as normas da educação superior e da profissional, as condições de matrícula, aproveitamento e desligamento dos cursos ou estágios, as diretrizes para os padrões de qualidade do ensino e os regimes escolares militares dos respectivos estabelecimentos de ensino. SEÇÃO II Da Diretoria de Ensino Artigo 6º - A Diretoria de Ensino - DE é responsável pela administração da educação policial-militar, incumbin- do-lhe o planejamento, a organização, a coordenação, a fiscalização e o controle das atividades de formação, gra- duação, pós-graduação, aperfeiçoamento, habilitação e treinamento do policial militar, segundo a política de ensi- no definida pelo Comando Geral. Artigo 7º - São atribuições da Diretoria de Ensino - DE: I - assessorar o Comando Geral no estabelecimento da política de ensino da Instituição; II - aglutinar e ordenar fontes doutrinário-institucio- nais de interesse das atividades de segurança pública; III - produzir conhecimentos técnico-científicos e de- senvolver técnicas para a administração adequada da reali- dade de segurança pública afeta à Polícia Militar; IV - elaborar estudo de situação relativo à formação, à graduação, à pós-graduação, ao aperfeiçoamento, à habili- tação e ao treinamento do pessoal da Polícia Militar; V - planejar, fiscalizar, coordenar e controlar as ativida- des de formação, graduação, pós-graduação, habilitação e treinamento de policiais militares; VI - planejar, coordenar e fiscalizar as atividades des- portivas da Polícia Militar; VII - registrar certificados e diplomas; VIII - elaborar estatísticas relativas às atividades de en- sino e desportos; IX - estruturar os programas, cursos e estágios da Po- lícia Militar; X - coordenar e supervisionar a produção de recursos bibliográficos e meios de ensino; XI - promover e coordenar pesquisas e estudos relati- vos ao aprimoramento do ensino na Instituição; XII - elaborar sumários e relatórios das atividades da Diretoria; XIII - providenciar o registro de obras literárias e au- diovisuais oriundas de trabalhos monográficos ou de pes- quisas científicas de interesse institucional elaboradas por determinação do Comando Geral. Artigo 8º - Compete ao Diretor de Ensino: I - administrar as atividades da Diretoria; II - dirigir, orientar e coordenar tecnicamente as ativi- dades de ensino e desportivas na Polícia Militar; III - assessorar o Comandante Geral em assuntos de sua competência; IV - apresentar relatórios e sumários das atividades de ensino da Diretoria; V - credenciar e descredenciar professores civis; VI - designar e dispensar professores dos cursos e pro- gramas de educação superior; VII - aprovar as Normas Gerais de Ação dos órgãos de apoio subordinados; VIII - propor a realização de programas, cursos, con- cursos e estágios de interesse da Polícia Militar; IX - propor as normas necessárias à realização dos pro- gramas, cursos e concursos relativos à formação, gradua- ção, pós-graduação, aperfeiçoamento, habilitação e treina- mento de policiais militares; 55 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR X - conceder ou suprir titulações e graus universitários; XI - delegar atribuições de sua competência; XII - exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Comandante Geral e pelo Subcomandante da Polícia Militar. SEÇÃO III Dos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES Artigo 9º - Constituem Órgãos de Apoio de Ensino Su- perior - OAES: I - Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nel- son Freire Terra” (CAES - Cel PM Terra); II - Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APM- BB); III - Escola de Educação Física (EEF); IV - Escola Superior de Sargentos (ESSgt); V - Escola Superior de Soldados “Coronel PM Eduardo Assumpção” (ESSd - Cel PM Assumpção); VI - Escola Superior de Bombeiros “Coronel PM Paulo Marques Pereira” (ESB - Cel PM Paulo Marques). § 1º - Os Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES, nos termos deste regulamento, são responsáveis pela for- mação, graduação, pós-graduação, aperfeiçoamento, ha- bilitação e treinamento dos integrantes da Polícia Militar e pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas técnico- -científicas de interesse institucional. § 2º - Os Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES previstos nos incisos I a V deste artigo subordinam-se à Diretoria de Ensino - DE, e a ESB - Cel PM Paulo Marques subordina-se ao Comando do Corpo de Bombeiros. Artigo 10 - Os Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES possuem as seguintes atribuições comuns: I - executar as atividades de formação, graduação, pós- -graduação, aperfeiçoamento, habilitação e treinamento profissional de policiais militares, segundo suas competên- cias; II - elaborar os itens da Diretriz Geral de Ensino - DGE que lhe forem atribuídos; III - elaborar os programas e planos de ensino dos cursos a serem realizados sob sua responsabilidade, para aprovação pelo Diretor de Ensino; IV - propor medidas tendentes a aprimorar o Sistema de Ensino da Polícia Militar; V - manter registro das atividades escolares desenvol- vidas, por curso e por aluno; VI - assessorar a Diretoria de Ensino - DE em assuntos de suas atribuições; VII - colaborar, na parte de sua especialidade, com o processo de alistamento e seleção de pessoal destinado a ingressar na Instituição ou frequentar seus cursos; VIII - controlar, coordenar e fiscalizar a execução das atividades de formação, graduação, pós-graduação, aper- feiçoamento, habilitação e treinamento profissional desen- volvidas no respectivo órgão ou fora dele; IX - centralizar e supervisionar as atividades comuns de ensino, quando os cursos de sua competência estiverem sendo realizados fora dos respectivos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES. Parágrafo único - Por meio de diretrizes baixadas pelo Comando Geral poderão funcionar fora dos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES seminários, cursos, estágios e encontros técnicos e científicos objetivando o treinamento e o aprimoramento profissional. Artigo 11 - A função de Comandante de Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES será exercida por Coro- nel ou por Tenente-Coronel. Artigo 12 - São atribuições comuns aos comandantes de Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES: I - administrar todas as atividades do respectivo órgão; II - expedir diplomas e certificados, na forma prevista na regulamentação pertinente; III - designar e dispensar professores dos cursos e es- tágios de educação profissional sob sua responsabilidade; IV - efetivar a matrícula, a aprovação, a reprovação, o desligamento e outrosatos da vida escolar dos alunos dos cursos desenvolvidos sob responsabilidade do respectivo Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES; V - propor a celebração de convênios, em conformida- de com a legislação em vigor; VI - manter constante comunicação com a Diretoria de Ensino - DE, subsidiando-a com as informações neces- sárias para tomada de decisões no que concernir ao Siste- ma de Ensino da Polícia Militar; VII - primar seu comando pela busca constante da qualidade e excelência na prestação de serviços à comuni- dade interna e externa; VIII - cultuar os valores, os deveres éticos e a disciplina policiais-militares, exigindo de seus subordinados, docen- tes e corpo discente, o mesmo padrão de comportamento; IX - primar pelo intercâmbio de conhecimentos téc- nico-científicos entre seu Órgão de Apoio de Ensino Su- perior - OAES e demais órgãos da Instituição, bem como outras entidades ligadas ao desenvolvimento de técnicas adequadas ao serviço policial e que melhorem a prestação de serviços por parte da Polícia Militar; X - assessorar o Diretor de Ensino nos assuntos relati- vos à modalidade de ensino de sua responsabilidade; XI - assessorar a Diretoria de Ensino - DE no controle, na fiscalização e na coordenação dos cursos de sua com- petência que forem realizados fora do respectivo órgão; XII - exercer outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Diretor de Ensino. TÍTULO II Das Disposições Gerais CAPÍTULO I Do Corpo Docente Artigo 13 - O corpo docente dos diversos cursos e es- tágios, nas formas presencial ou a distância, compreende: I - professor civil: a) credenciado: o portador de diploma universitário, com experiência em docência universitária e possuidor de curso de pós-graduação com habilitação para lecionar matéria curricular; 56 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR b) associado: vinculado a universidades, fundações ou outras instituições, públicas ou privadas, para fins de ensi- no, pesquisa e desenvolvimento de atividades relacionadas à formação, graduação, pós-graduação, aperfeiçoamento, habilitação e treinamento do policial militar, nos termos do artigo 19 deste decreto; II - professor policial-militar: o Oficial ou a Praça da Polícia Militar, com habilitação específica, designado para lecionar matéria curricular. § 1º - O professor civil ou policial-militar poderá ser secundado por professor-assistente. § 2º - Em matérias nas quais a necessidade didática ou a segurança exigirem poderá ser empregado mais de 1 (um) docente por hora-aula. § 3º - O corpo docente do ensino a distância será com- posto por gestores, tutores e conteudistas. § 4º - A docência exercida nos termos deste regula- mento não implica a investidura em cargo, emprego ou função pública, não gerando efeitos para estabilidade ou aposentadoria. § 5º - O professor policial-militar será remunerado inde- pendentemente de eventuais incorporações por hora-aula, bem como da quantidade de docentes necessária por aula. Artigo 14 - As atividades docentes compreendem ações em classe e extraclasse que abrangem a gestão, a coordenação e o auxílio das atividades de ensino, o ensino, a pesquisa e a supervisão de prestação de serviços a comu- nidade, além da difusão de conhecimentos científico-tec- nológicos e culturais. SEÇÃO I Dos Professores Civis Artigo 15 - Os professores civis serão credenciados nos termos deste decreto, ou serão integrantes de institui- ções de ensino contratadas ou conveniadas. § 1º - O credenciamento será feito dentre os servido- res públicos da administração direta e indireta e dentre os membros do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado de São Paulo. § 2º - Os professores credenciados farão jus a hono- rários, nos termos do inciso VIII do artigo 124, observado o artigo 173, ambos da Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968, cujo valor será calculado em conformidade com o artigo 1º do Decreto nº 38.542, de 19 de abril de 1994, alterado pelo Decreto nº 50.083, de 5 de outubro de 2005. § 3º - Os valores percebidos a título de honorários de que trata este artigo, não se incorporarão aos vencimentos ou salários para nenhum efeito legal e sobre eles não in- cidirão qualquer vantagem nem descontos previdenciários ou de assistência médica, bem como não serão computa- dos para cálculo do décimo terceiro salário, de que trata a Lei Complementar nº 644, de 26 de dezembro de 1989, e do acréscimo previsto no § 3º do artigo 39, combinado com o inciso XVII do artigo 7º, da Constituição Federal. Artigo 16 - O credenciamento dos professores civis de que trata o artigo 15 deste decreto obedecerá aos critérios, aos requisitos e à periodicidade estabelecidos em portaria expedida pelo Comandante Geral da Polícia Militar, a ser publicada no Diário Oficial do Estado. Artigo 17 - O pagamento dos valores de que trata o § 2º do artigo 15 deste decreto será efetuado pelo Departa- mento de Despesa de Pessoal do Estado, da Secretaria da Fazenda, após encaminhamento, pelo órgão competente da Polícia Militar, de documento comprobatório das horas- -aula ministradas. Parágrafo único - O pagamento dos valores aos milita- res reformados e aos da reserva da Polícia Militar será rea- lizado pelo Centro de Despesa de Pessoal da Polícia Militar. Artigo 18 - Poderão ser convidadas pessoas que man- tenham ou não, vínculo com a administração pública es- tadual para proferir palestras, conferências, seminários ou eventos de mesma natureza, até o limite de 10 (dez) horas- -aula mensais por pessoa convidada. Parágrafo único - O valor da hora-aula de que trata este artigo poderá ser fixado em até 40 (quarenta) vezes o valor previsto no artigo 1º do Decreto nº 38.542, de 19 de abril de 1994, alterado pelo Decreto nº 50.083, de 5 de outubro de 2005, e pago pela Polícia Militar. Artigo 19 - A Polícia Militar poderá, ainda, celebrar convênios ou contratos com universidades, fundações ou outras instituições, públicas ou privadas, para fins de ensi- no, pesquisa e desenvolvimento de atividades relacionadas à formação, graduação, pós-graduação, aperfeiçoamento, habilitação e treinamento do policial militar. Artigo 20 - As contratações e convênios de que tratam os artigos 18 e 19 deste decreto deverão ser precedidos de competente motivação e processados com observância da legislação pertinente, em especial da Lei federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, com suas alterações posteriores. SEÇÃO II Dos Deveres e dos Direitos do Corpo Docente Artigo 21 - São deveres do integrante do corpo do- cente: I - ministrar as aulas da matéria que lhe for atribuída, conforme estabelecer o respectivo calendário do curso em obediência ao Currículo e à Diretriz Geral de Ensino - DGE, de acordo com as necessidades do ensino; II - elaborar o Plano Didático de Matéria - PDM da res- pectiva matéria, bem como os Planos de Aula ou Sessão - PS, em rigorosa obediência ao Currículo e à Diretriz Geral de Ensino - DGE; III - atender às convocações e determinações que fo- rem feitas pelo Comandante Geral, Diretor de Ensino e Co- mandante do Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES; IV - não lecionar, em caráter particular, a qualquer tí- tulo, a aluno ou grupo de alunos do Sistema de Ensino da Polícia Militar, matéria de que seja responsável; V - zelar pelo preparo e aplicação no ensino; VI - ter comportamento e conduta apropriados para com a posição de professor, não atentando contra os valo- res, deveres éticos e disciplina policiais-militares; VII - assimilar e introduzir no conteúdo de sua discipli- na preceitos aplicáveis à doutrina institucional. Parágrafo único - O descumprimento dos deveres previstos neste artigo implica no desligamento do docente do curso em que ministrar aulas. 57 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Artigo 22 - São direitos do corpo docente: I - perceber remuneração nos termos da legislação em vigor; II - receber honras e sinais de respeito, conforme dis- puserem as instruções para continências, honras, sinais de respeitoe cerimonial militar na Polícia Militar e o regimen- to interno do Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES; III - ter acesso a meios de ensino necessários, ade- quados e compatíveis com a matéria incumbida; IV - receber certificação pelo respectivo Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES das funções desenvolvi- das, bem como do período lecionado. CAPÍTULO II Do Corpo Discente Artigo 23 - O corpo discente é constituído pelos po- liciais militares matriculados nos diversos cursos ou está- gios da Polícia Militar. § 1º - Poderão ser matriculados civis, militares nacio- nais e estrangeiros, observado o interesse da Polícia Mi- litar, desde que preencham as condições exigidas neste regulamento e tenham sido aprovados em processo de seleção adequado à frequência do ensino superior, ob- servadas as peculiaridades do Estado ou País de origem. § 2º - A matrícula prevista no parágrafo anterior fica também condicionada à existência de intercâmbio ou mútua cooperação na área de ensino superior entre as instituições. Artigo 24 - São deveres do corpo discente: I - frequentar todas as atividades escolares, aplican- do-se com dedicação e esmero; II - participar de estágios operacionais e adminis- trativos, serviços, exercícios e representações internas e externas, estabelecidos como atividades curriculares, ex- tracurriculares ou complementares de formação técnico- -profissional; III - cumprir ordens e escalas de serviço expedidas pelas autoridades competentes; IV - atender às convocações e determinações das au- toridades competentes. Parágrafo único - A não conclusão ou a exoneração acarretará o ressarcimento dos custos integrais do curso ou estágio, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 25 - São direitos do corpo discente: I - ter acesso a ensino por conta do Estado; II - receber, durante o curso, fardamento, alimenta- ção e alojamento, segundo as características e duração do respectivo curso e conforme dispuser o regimento interno do Órgão de Apoio de Ensino Superior - OAES; III - fruir férias escolares e/ou recesso escolar, nos ter- mos deste regulamento; IV - perceber vencimentos e vantagens fixados em lei; V - ser agraciado com recompensas militares, nos ter- mos do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar; VI - receber, durante o curso, assistência médica, hos- pitalar e odontológica; VII - optar, segundo a ordem de classificação, pela Organização Policial Militar - OPM onde deseja servir, na conformidade das vagas oferecidas, ao término com apro- veitamento do respectivo curso de formação ou de habi- litação. § 1º - Para os Alunos-Oficiais PM oriundos da Polícia Militar do Estado de São Paulo serão mantidos os venci- mentos relativos à graduação que ocupavam, se superio- res aos de Alunos-Oficiais PM. § 2º - Os integrantes do corpo discente da Polícia Mi- litar do Estado de São Paulo não terão reduzida a remune- ração percebida em sua unidade de origem. § 3º - Além das recompensas previstas no Regulamen- to Disciplinar da Polícia Militar, serão conferidos: 1. medalha “Pedro Dias de Campos” e respectivo di- ploma ao primeiro colocado do Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preser- vação da Ordem Pública I, do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública II, do Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial- -Militar, do Bacharelado em Ciências Policiais de Seguran- ça e Ordem Pública, do Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública e do Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, independente- mente do Quadro; 2. espada, com gravação “Ao Mérito”, ao primeiro co- locado do Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. § 4º - Aos civis e demais militares integrantes do corpo discente serão garantidas as mesmas condições de ensino, pesquisa e avaliação mediante ressarcimento das despesas nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE e Regimentos Internos dos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES. CAPÍTULO III Dos Cursos e Estágios Artigo 26 - O desenvolvimento dos cursos e estágios dependerá da existência de currículo previamente aprova- do e da previsão no Calendário de Cursos e Estágios - CCE, em consonância com a Diretriz Geral de Ensino - DGE. Parágrafo único - Em caráter excepcional, por auto- rização do Comando Geral, poderão funcionar cursos ou estágios que não constarem do Calendário de Cursos e Estágios - CCE. Artigo 27 - O currículo de cada curso ou estágio dis- porá a respeito das matérias a ele inerentes, articulando seus objetivos, conteúdo, estratégias de ensino e processo de avaliação, em um conjunto harmônico, interdisciplinar e sequencialmente hierarquizado, que possibilite a forma- ção integral do educando. Parágrafo único - Os currículos dos cursos, progra- mas e estágios serão estabelecidos de acordo com o res- pectivo nível de ensino e área de atividade profissional a serem abordados. 58 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR CAPÍTULO IV Da Avaliação, do Aproveitamento e do Desliga- mento Artigo 28 - A avaliação da aprendizagem nos cursos e estágios será aferida por meio da aplicação regular e cons- tante de verificações escritas, práticas, orais ou prático-o- rais, além da exigência de trabalhos técnico-científicos para os programas de mestrado e de doutorado. Parágrafo único - A nota mínima para aprovação final, por matéria, é 5,0 (cinco), exceto para a matéria de educa- ção física, cuja nota será disciplinada na Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 29 - Ao final de cada curso ou estágio será pu- blicada a relação dos alunos com o conceito referente ao respectivo aproveitamento, exceto os cursos específicos previstos neste regulamento, em que será publicada a nota final, com aproximação por milésimos. Artigo 30 - O aluno concluirá com aproveitamento o curso ou estágio quando: I - obtiver nota final igual ou superior a 5,0 (cinco); II - tiver frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária do respectivo currículo; III - não incorrer nas situações de desligamento. Artigo 31 - Salvo as disposições específicas previstas neste regulamento, as hipóteses de desligamento dos cur- sos e estágios serão disciplinadas na Diretriz Geral de En- sino - DGE. Artigo 32 - Do desligamento caberá recurso adminis- trativo, endereçado ao Diretor de Ensino, o qual não terá efeito suspensivo. § 1º - O prazo para interposição de recurso será de 5 (cinco) dias úteis, a contar da data em que ocorrer a ciência do desligamento. § 2º - Recebido o recurso, o Diretor de Ensino emitirá decisão fundamentada, da qual caberá recurso, em última instância, ao Subcomandante da Polícia Militar. TÍTULO III Da Educação Superior CAPÍTULO I Do Curso Sequencial de Formação Específica SEÇÃO I Do Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública Artigo 33 - O Curso Superior de Técnico de Polícia Os- tensiva e Preservação da Ordem Pública é curso sequencial de formação específica, destinado a qualificar tecnicamen- te o Soldado PM, no início da carreira, para análise e exe- cução, de forma produtiva, das funções próprias de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, em confor- midade com a filosofia que norteia a polícia comunitária, além de outras atribuições definidas em lei, bem como as de bombeiro e a execução das atividades de defesa civil. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento atribuirá às Praças da graduação inicial a especialidade superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública. Artigo 34 - A ESSd - Cel PM Assumpção é a responsá- vel pela realização, coordenação e supervisão do Curso Su- perior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Or- dem Pública, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. SEÇÃO II Do Concurso de Admissão Artigo 35 - O concurso público de admissão no Curso Superior de Técnicode Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública constará de provas e títulos. § 1º - As etapas do concurso a que se refere este artigo serão as seguintes: 1. prova escrita, em nível de Ensino Médio; 2. prova de condicionamento físico; 3. exames de saúde; 4. exames psicológicos; 5. apreciação da conduta social, reputação e idonei- dade; 6. análise da documentação para comprovação de re- quisitos de ingresso e atribuição de títulos. § 2º - A prova de que trata o item 1 do § 1º deste artigo terá caráter classificatório e eliminatório e poderá ser reali- zada por entidade especializada em concursos. § 3º - As etapas a que se referem os itens 2 a 6 do § 1º deste artigo terão caráter eliminatório. § 4º - Os títulos a que se refere este artigo terão cará- ter classificatório e serão definidos por ato do Comandante Geral. § 5º - A classificação final dar-se-á pelo somatório dos pontos obtidos na prova escrita com os pontos dos títulos. SEÇÃO III Do Ingresso Artigo 36 - São requisitos para ingresso no Curso Su- perior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Or- dem Pública: I - ser brasileiro, do sexo masculino, se candidato ao Quadro de Praças Policiais Militares (QPPM) e, do sexo fe- minino, se candidata ao Quadro de Praças de Polícia Femi- nina (QPPF); II - contar, no mínimo, com 18 (dezoito) e, no máximo, 30 (trinta) anos de idade; III - ter concluído o Ensino Médio ou equivalente; IV - estar em dia com as obrigações eleitorais e no ple- no exercício dos direitos políticos; V - estar em dia com as obrigações militares; VI - ser habilitado para a condução de veículo motori- zado entre as categorias “B” a “E”; VII - ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas e não registrar antecedentes criminais; VIII - não ter respondido e não estar respondendo a processo administrativo cujo fundamento possa incompa- tibilizá-lo com a função policial-militar, se agente público; IX - ter, no mínimo, descalço e descoberto, 1,65m (um metro e sessenta e cinco centímetros) de estatura, se do sexo masculino, e 1,60m (um metro e sessenta centímetros) de altura, se do sexo feminino; 59 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR X - ter sido aprovado em concurso público e estar clas- sificado entre a quantidade de vagas previstas no edital. Parágrafo único - As condições previstas nos incisos II a VI deste artigo tomarão por base a data de posse do candidato. SEÇÃO IV Do Estágio Probatório Artigo 37 - O estágio probatório, que se estende pelo período de 2 (dois) anos de efetivo exercício, terá início com a matrícula no Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública e se dará na graduação de Soldado PM de 2ª Classe. § 1º - Concluído o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública com aproveita- mento, o Soldado PM de 2ª Classe iniciará o estágio admi- nistrativo-operacional, até ser enquadrado como Soldado PM de 1ª Classe. § 2º - Durante o curso e o estágio administrativo-ope- racional será verificado, a qualquer tempo, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, o preenchimento dos se- guintes requisitos: 1. aptidão para a graduação inicial de Praça; 2. conduta social, reputação e idoneidade ilibadas; 3. dedicação ao serviço; 4. aproveitamento escolar; 5. perfil psicológico compatível com a função; 6. preparo físico adequado; 7. condições adequadas de saúde física e mental; 8. comprometimento com os valores, os deveres éti- cos e a disciplina policiais-militares. § 3º - O conceito de aptidão, de que trata o item 1 do § 2º deste artigo, é o resultado da avaliação das compe- tências pessoais e profissionais necessárias ao exercício na graduação inicial de Praça definidas, dentre outros instru- mentos, pelo perfil profissiográfico. § 4º - A apuração da conduta social, reputação e ido- neidade de que trata o item 2 do § 2º deste artigo abran- gerá também o tempo anterior à nomeação, e será efe- tuada por órgão competente da Polícia Militar, em caráter sigiloso. § 5º - A apuração do perfil psicológico a que se refere o item 5 do § 2º deste artigo será efetuada por órgão com- petente da Polícia Militar para verificar as características de personalidade, de acordo com os parâmetros de perfil psicológico estabelecido para o cargo de Soldado PM. Artigo 38 - Durante a realização do estágio adminis- trativo-operacional o Soldado PM de 2ª Classe manterá vínculo didático-pedagógico com a ESSd - Cel PM As- sumpção, devendo ser classificado em unidade territorial onde exercerá, sob supervisão, funções da graduação ini- cial de Praça. Artigo 39 - Será exonerado o Soldado PM de 2ª Clas- se que deixar de preencher qualquer um dos requisitos estabelecidos no § 2º do artigo 37 deste decreto. SEÇÃO V Do Desligamento Artigo 40 - O desligamento do Curso Superior de Téc- nico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, a pedido ou de ofício, implicará na exoneração, reforma ou rematrícula, conforme o caso. Artigo 41 - O Soldado PM de 2ª Classe, aluno do Cur- so Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, será desligado do Curso e exonerado da Polícia Militar, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, quando: I - solicitar; II - for reprovado em definitivo; III - não alcançar a frequência mínima no curso; IV - obtiver conceito insuficiente de aptidão para o ser- viço policial-militar; V - obtiver nota de conduta escolar insuficiente; VI - for constatado que deixou de preencher qualquer dos requisitos de ingresso previstos no artigo 36 deste de- creto; VII - for condenado por crime doloso, com trânsito em julgado, a pena restritiva de liberdade; VIII - cometer falta que ensejaria seu ingresso no mau comportamento, nos termos do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, instituído pela Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001; IX - praticar falta grave, punível com demissão ou ex- pulsão, nos termos do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, instituído pela Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001; X - for constatado o descumprimento dos requisitos previstos no § 2º do artigo 37 deste decreto. Artigo 42 - O Soldado PM de 2ª Classe julgado defini- tivamente incapaz para o serviço policial-militar durante o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preserva- ção da Ordem Pública será desligado do curso e reforma- do, nos termos da legislação em vigor. Parágrafo único - Em caso de morte de Soldado PM de 2ª Classe durante o Curso Superior de Técnico de Po- lícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública será pro- cessado seu desligamento do curso, assegurado aos seus dependentes o direito à pensão, nos termos da legislação em vigor. Artigo 43 - Será desligado e rematriculado no curso subsequente o aluno do Curso Superior de Técnico de Po- lícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, quando: I - na condição de gestante, obtiver parecer médico que recomende o afastamento das atividades; II - for julgado temporariamente inválido ou fisicamen- te incapaz para o serviço policial-militar, por prazo inferior a 24 (vinte e quatro) meses; III - em razão de decisão judicial, tenha sido assegu- rada sua permanência na Polícia Militar, mas não possa alcançar a frequência mínima no curso, nos termos da Di- retriz Geral de Ensino - DGE. § 1º - Nos casos de rematrícula de que trata este artigo o estágio probatório do Soldado PM de 2ª Classe será con- tado a partir da matrícula no novo curso. 60 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR § 2º - O Soldado PM de 2ª Classe, enquanto estiver aguardando rematrícula, somente poderá ser empregado em atividades administrativas da ESSd - Cel PM Assump- ção. § 3º - Se o desligamento nos termos do inciso III do artigo 41 deste decreto se der por motivo de saúde, fica assegurada a rematrícula no ano letivo subsequente, ao término do impedimento, respeitada sua situação escolar anterior e a legislação de inatividade da Instituição, nos ter- mos da Diretriz Geral deEnsino - DGE. § 4º - A rematrícula, fundamentada na mesma espécie de motivo, será assegurada uma única vez. CAPÍTULO II Dos Cursos Sequenciais de Complementação de Estudos SEÇÃO I Do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Osten- siva e Preservação da Ordem Pública I Artigo 44 - O Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I é sequencial de complementação de estudos, destinado a qualificar profissionalmente o Cabo PM ao exercício das funções de 3º Sargento, promovendo a sua habilitação técnica, huma- na e conceitual para o exercício consciente, responsável e criativo das funções de liderança, gestão e assessoramento, nos limites de suas atribuições hierárquicas, dotando-o de capacidade de análise de questões atuais que envolvam o comando na execução das atividades de polícia ostensiva, de preservação da ordem pública, em conformidade com a filosofia de polícia comunitária, além de outras definidas em lei, bem como as de bombeiro e de defesa civil. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento atribuirá ao formando a especialidade superior de Tecnólo- go de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I. Artigo 45 - A Escola Superior de Sargentos - ESSgt é responsável pela realização, coordenação e supervisão do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preser- vação da Ordem Pública I, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 46 - A matrícula, o regime escolar, a aprovação, a reprovação, o desligamento e a conclusão do Curso Su- perior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I atenderão às disposições da Lei Comple- mentar nº 892, de 31 de janeiro de 2001, e da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 47 - Para fins de identificação, sem alteração da condição hierárquica, os Cabos PM, alunos do Curso Su- perior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I, farão jus: I - à anotação de condição de aluno na cédula de iden- tidade funcional da Polícia Militar; II - ao uso de uniforme e insígnias próprias, nos termos do Regulamento de Uniformes da Polícia Militar; III - à precedência sobre os demais Cabos PM, para efeito de continência e sinais de respeito. SEÇÃO II Do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Osten- siva e Preservação da Ordem Pública II Artigo 48 - O Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública II é sequencial de complementação de estudos, destinado a qualificar pro- fissionalmente o 2º Sargento PM ao exercício das funções de 1º Sargento PM e Subtenente PM, promovendo a sua habilitação técnica, humana e conceitual para o exercício consciente, responsável e criativo das funções de lideran- ça, gestão e assessoramento, nos limites de suas atribui- ções hierárquicas, dotando-o de capacidade de análise de questões atuais que envolvam o comando na execução das atividades de polícia ostensiva, de preservação da ordem pública, em conformidade com a filosofia de polícia comu- nitária, além de outras definidas em lei, bem como as de bombeiro e de defesa civil. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento atribuirá ao formando a especialidade superior de Tecnólo- go de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública II. Artigo 49 - A Escola Superior de Sargentos - ESSgt é responsável pela realização, coordenação e supervisão do Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preser- vação da Ordem Pública II, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 50 - A matrícula, o regime escolar, a aprovação, a reprovação, o desligamento e a conclusão do Curso Su- perior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública II atenderão às disposições da Lei Comple- mentar nº 892, de 31 de janeiro de 2001, e da Diretriz Geral de Ensino - DGE. SEÇÃO III Do Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar Artigo 51 - O Curso Superior de Tecnólogo de Admi- nistração Policial-Militar é sequencial de complementação de estudos, destinado a habilitar profissionalmente as Pra- ças para o ingresso no Quadro Auxiliar de Oficiais de Polí- cia Militar (QAOPM), promovendo a sua habilitação técnica, humana e conceitual para o exercício consciente, respon- sável e criativo das funções de liderança, gestão e assesso- ramento, nos limites de suas atribuições hierárquicas, do- tando-o de capacidade de análise de questões atuais que envolvam o comando na execução das práticas específicas de administração geral e financeira. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento atribuirá ao formando a especialidade superior de Tecnólo- go de Administração Policial-Militar. Artigo 52 - A Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB é a responsável pela realização, coorde- nação e supervisão do Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 53 - A matrícula, o regime escolar, a aprovação, a reprovação, o desligamento e a conclusão do Curso Su- perior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar serão 61 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR regidos nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, aten- didas às disposições da Lei Complementar nº 419, de 25 de outubro de 1985. Artigo 54 - Para fins de identificação, sem alteração da condição hierárquica, os alunos do Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar, durante o res- pectivo curso, farão jus: I - à anotação de condição de aluno na cédula de iden- tidade funcional da Polícia Militar; II - ao uso de uniforme e insígnias próprias, nos termos do Regulamento de Uniformes da Polícia Militar. CAPÍTULO III Dos Cursos de Graduação SEÇÃO I Do Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública Artigo 55 - O Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública é o curso de graduação, des- tinado a formar, com solidez teórica e prática, o profissio- nal ocupante do posto inicial de Oficial, tornando-o apto ao comando de pessoas e à análise e administração de processos, por intermédio da utilização ampla de conhe- cimentos na busca de soluções para os variados proble- mas pertinentes às atividades jurídicas e administrativas de preservação da ordem pública e de polícia ostensiva, em conformidade com a filosofia de polícia comunitária, além de outras definidas em lei. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento atribuirá ao ocupante do posto inicial de Oficial o grau uni- versitário de Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Artigo 56 - A Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB é a responsável pela realização, coorde- nação e supervisão do Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. SEÇÃO II Do Concurso de Admissão Artigo 57 - O concurso público de admissão ao Bacha- relado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública constará de provas e títulos. § 1º - As etapas do concurso a que se refere este artigo serão as seguintes: 1. prova escrita, em nível de Ensino Médio; 2. prova de condicionamento físico; 3. exames de saúde; 4. exames psicológicos; 5. avaliação da conduta social, reputação e idoneidade; 6. análise da documentação para comprovação de re- quisitos de ingresso e atribuição de títulos. § 2º - A prova de que trata o item 1 do § 1º deste artigo terá caráter classificatório e eliminatório e poderá ser reali- zada por entidade especializada em concursos. § 3º - As demais provas previstas nos itens 2 a 6 do § 1º deste artigo possuem caráter eliminatório. § 4º - Os títulos a que se refere este artigo terão cará- ter classificatório e serão definidos por ato do Comandante Geral. § 5º - A classificação final dar-se-á pelo somatório dos pontos obtidos na prova escrita com os pontos dos títulos. SEÇÃO III Do Ingresso Artigo 58 - São requisitos para ingresso no Bachare- lado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública: I - ser brasileiro, do sexo masculino, se candidato ao Quadro de Oficiais PoliciaisMilitares (QOPM) e, do sexo feminino, se candidata ao Quadro de Oficiais de Polícia Fe- minina (QOPF); II - contar, no máximo, 26 (vinte e seis) anos de idade, exceto se integrante da Polícia Militar do Estado de São Paulo; III - ter concluído o Ensino Médio ou equivalente; IV - estar em dia com as obrigações eleitorais e no ple- no exercício dos direitos políticos; V - estar em dia com as obrigações militares; VI - estar enquadrado pelo menos no comportamento disciplinar “BOM”, se Praça da Polícia Militar, e não ter co- metido, nos 2 (dois) últimos anos, transgressão disciplinar classificada como grave; VII - ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas e não registrar antecedentes criminais; VIII - não ter respondido e não estar respondendo a processo administrativo cujo fundamento possa incompa- tibilizá-lo com a função policial-militar, se agente público; IX - ter, no mínimo, descalço e descoberto, 1,65m (um metro e sessenta e cinco centímetros) de estatura, se do sexo masculino, e 1,60m (um metro e sessenta centímetros) de altura, se do sexo feminino; X - ter sido aprovado em concurso público e estar clas- sificado dentre as vagas previstas no edital. Parágrafo único - As condições previstas nos incisos II a VI deste artigo tomarão por base a data de posse do candidato. SEÇÃO IV Do Estágio Probatório Artigo 59 - O estágio probatório, que se estende até a promoção ao posto inicial de Oficial, terá início com a ma- trícula no Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública e se dará na graduação de Aluno-Oficial PM. § 1º - Concluído o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública com aproveitamento, o Aluno- -Oficial PM será declarado Aspirante a Oficial PM e iniciará o estágio administrativo-operacional até ser promovido ao posto inicial de Oficial de seu Quadro. § 2º - Durante o bacharelado e o estágio administrati- vo-operacional será verificado, a qualquer tempo, nos ter- mos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, o preenchimento dos seguintes requisitos: 1. aptidão para o Oficialato; 62 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 2. conduta social, reputação e idoneidade ilibadas; 3. dedicação ao serviço; 4. aproveitamento escolar; 5. perfil psicológico compatível com a função; 6. preparo físico adequado; 7. condições adequadas de saúde física e mental; 8. comprometimento com os valores, os deveres éticos e a disciplina policiais-militares. § 3º - O conceito de aptidão para o Oficialato de que trata o item 1 do § 2º deste artigo é o resultado da avalia- ção das competências pessoais e profissionais necessárias ao exercício do Oficialato, definidas, dentre outros instru- mentos, pelo perfil profissiográfico. § 4º - A apuração da conduta social, reputação e ido- neidade de que trata o item 2 do § 2º deste artigo abrange- rá também o tempo anterior à nomeação e será efetuada por órgão competente da Polícia Militar, em caráter sigi- loso. § 5º - A apuração do perfil psicológico a que se refere o item 5 do § 2º deste artigo será efetuada por órgão com- petente da Polícia Militar para verificar as características de personalidade, de acordo com os parâmetros de perfil psicológico estabelecido para o posto inicial de Oficial PM. Artigo 60 - Durante a realização do estágio adminis- trativo-operacional o Aspirante a Oficial PM manterá víncu- lo didático-pedagógico com a Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB, devendo ser classificado em uni- dade territorial onde exercerá, sob supervisão, funções do posto inicial de Oficial. Artigo 61 - Será exonerado o Aluno-Oficial PM ou o Aspirante a Oficial PM que deixar de preencher qualquer um dos requisitos estabelecidos no § 2º do artigo 59 deste decreto. SEÇÃO V Do Desligamento Artigo 62 - O desligamento do Bacharelado em Ciên- cias Policiais de Segurança e Ordem Pública, a pedido ou de ofício, implicará na exoneração, reforma ou rematrícula, conforme o caso. Artigo 63 - O Aluno-Oficial PM, bacharelando em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, será des- ligado do curso e exonerado da Polícia Militar, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, quando: I - solicitar; II - for reprovado em definitivo; III - não alcançar a frequência mínima no curso; IV - obtiver conceito insuficiente de aptidão para o Ofi- cialato em qualquer traço, ou inferior em um mesmo traço, em dois semestres consecutivos, independentemente do ano letivo; V - obtiver nota de conduta escolar insuficiente; VI - for constatado que deixou de preencher qualquer dos requisitos de ingresso previstos no artigo 58 deste de- creto; VII - for condenado por crime doloso, com trânsito em julgado, a pena restritiva de liberdade; VIII - cometer falta que ensejaria seu ingresso no mau comportamento, nos termos do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, instituído pela Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001; IX - praticar falta grave, punível com demissão ou ex- pulsão, nos termos do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, instituído pela Lei Complementar nº 893, de 9 de março de 2001; X - for constatado o descumprimento dos requisitos de seu estágio probatório, nos termos do § 2º do artigo 59 deste decreto. Parágrafo único - O Aluno-Oficial PM oriundo das fileiras da Instituição, desligado nos termos deste artigo, poderá ser reconduzido ao cargo ocupado anteriormente ao ingresso no Bacharelado em Ciências Policiais de Se- gurança e Ordem Pública, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 64 - O Aluno-Oficial PM julgado definitivamen- te incapaz para o serviço policial-militar durante o Bacha- relado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública será desligado do curso e reformado, nos termos da legis- lação em vigor. Parágrafo único - Em caso de morte de Aluno-Oficial PM durante o Bacharelado em Ciências Policiais de Segu- rança e Ordem Pública será processado seu desligamen- to do curso, assegurado aos seus dependentes o direito à pensão, nos termos da legislação em vigor. Artigo 65 - Será desligado e rematriculado no ano le- tivo subsequente o aluno do Bacharelado em Ciências Poli- ciais de Segurança e Ordem Pública quando: I - na condição de gestante, obtiver parecer médico que recomende o afastamento das atividades; II - for julgado temporariamente inválido ou fisicamen- te incapaz para o serviço policial-militar, por prazo inferior a 24 (vinte e quatro) meses; III - em razão de decisão judicial, tenha sido assegu- rada sua permanência na Polícia Militar, mas não possa alcançar a frequência mínima no curso, nos termos da Di- retriz Geral de Ensino - DGE. § 1º - O Aluno-Oficial PM, enquanto estiver aguardan- do rematrícula, somente poderá ser empregado em ativi- dades administrativas da Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB. § 2º - Se o desligamento nos termos do inciso III do artigo 63 deste decreto se der por motivo de saúde, fica assegurada a rematrícula no ano letivo subsequente, ao término do impedimento, respeitada sua situação escolar anterior e a legislação de inatividade da Instituição, nos ter- mos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. § 3º - A rematrícula, fundamentada na mesma espécie de motivo, será assegurada uma única vez. CAPÍTULO IV Dos Cursos de Pós-Graduação em Sentido Lato Artigo 66 - A Polícia Militar contará com cursos de es- pecialização destinados a ampliar os conhecimentos técni- co-profissionais que exijam práticas específicas, habilitan- do ou aperfeiçoando a formação do policial militar para o exercício de suas funções nas respectivas áreas de atuação. 63 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR Parágrafo único - Os cursos de que trata este artigo conferirão àqueles que os concluírem com aproveitamento as especialidades respectivas, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 67 - Os cursos de especialização serão realiza- dos pelos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES e terão seus requisitos, funcionamento e regime previstos na DiretrizGeral de Ensino - DGE. CAPÍTULO V Do Programa de Mestrado Profissional SEÇÃO I Do Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública Artigo 68 - O Mestrado em Ciências Policiais de Se- gurança e Ordem Pública constitui programa de mestrado profissional direcionado para a continuidade da formação científica, acadêmica e profissional, sendo destinado a graduar o Oficial Intermediário, capacitando-o à pesquisa científica, à análise, ao planejamento e ao desenvolvimen- to, em alto nível, da atividade profissional de polícia osten- siva e de preservação da ordem pública, de bombeiro e de execução das atividades de defesa civil. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento do Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública atribuirá ao Oficial Intermediário a titulação de Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pú- blica. Artigo 69 - O CAES - Cel PM Terra é o responsável pela realização, coordenação e supervisão do Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, nos ter- mos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. SEÇÃO II Do Processo Seletivo Artigo 70 - O ingresso no Mestrado em Ciências Po- liciais de Segurança e Ordem Pública ocorrerá mediante aprovação em processo seletivo interno, concorrendo os Capitães do Quadro de Oficiais de Polícia Militar (QOPM), do Quadro de Oficiais de Polícia Feminina (QOPF), do Qua- dro de Oficiais de Saúde (QOS) e do Quadro Auxiliar de Oficiais de Polícia Militar (QAOPM) que possuam, nos ter- mos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, tempo mínimo de 3 (três) anos no posto. Artigo 71 - O edital do processo seletivo estabelecerá as regras para a seleção dos candidatos. Artigo 72 - O candidato, para ser matriculado no Mes- trado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, deverá preencher as condições de ingresso e estar classifi- cado entre a quantidade de vagas previstas no edital. Parágrafo único - As vagas não preenchidas para de- terminado Quadro poderão ser revertidas para outro, con- forme juízo do Comando Geral. Artigo 73 - O Oficial Intermediário do QOS, observado o interstício previsto no artigo 70 deste decreto, poderá requerer ao Diretor de Ensino o reconhecimento dos res- pectivos graus e títulos obtidos, na área de Saúde, para fim de equivalência e dispensa de realização do Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. CAPÍTULO VI Do Programa de Doutorado SEÇÃO I Do Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública Artigo 74 - O Doutorado em Ciências Policiais de Se- gurança e Ordem Pública constitui programa de doutora- do direcionado para a continuidade da formação científica, acadêmica e profissional, sendo destinado a graduar o Ofi- cial Superior para as funções de administração estratégica, direção, comando e chefia nas áreas específicas de polícia ostensiva, preservação da ordem pública, de bombeiros e de execução das atividades de defesa civil, bem como do assessoramento governamental em segurança pública. Parágrafo único - A conclusão com aproveitamento do Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública atribuirá ao Oficial Superior a titulação de Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Artigo 75 - O CAES - Cel PM Terra é o responsável pela realização, coordenação e supervisão do Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. SEÇÃO II Do Processo Seletivo Artigo 76 - O ingresso no Doutorado em Ciências Po- liciais de Segurança e Ordem Pública ocorrerá mediante aprovação em processo seletivo interno, concorrendo os Tenentes-Coronéis e os Majores do QOPM, do QOPF e do QOS que possuam: I - tempo mínimo de 6 (seis) meses no posto, se Major; II - título de Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública ou o equivalente nos termos do artigo 73 deste decreto. Artigo 77 - O edital do processo seletivo estabelecerá as regras para a seleção dos candidatos. Artigo 78 - O candidato, para ser matriculado no Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, deverá preencher as condições de ingresso e es- tar classificado entre a quantidade de vagas previstas no edital. Parágrafo único - As vagas não preenchidas para um Quadro poderão ser revertidas para o outro, conforme juí- zo do Comando Geral. Artigo 79 - O Oficial Superior do QOS, observado o interstício indicado no inciso I do artigo 76 deste decreto, se Major, poderá requerer ao Diretor de Ensino o reconhe- cimento dos respectivos graus e títulos obtidos, na área de Saúde, para fim de equivalência e dispensa de realização do Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. 64 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR CAPÍTULO VII Dos Demais Cursos Superiores Artigo 80 - A Polícia Militar contará com curso de gra- duação destinado a qualificar o policial militar ao exercício de funções atinentes ao preparo físico, à saúde e ao treina- mento de técnicas policiais, sob responsabilidade da Escola de Educação Física - EEF, mantido nos termos do Decreto- -Lei federal nº 1.043, de 21 de outubro de 1969, cujo fun- cionamento será disposto na Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 81 - A Polícia Militar poderá criar outros cur- sos de graduação ou pós-graduação, destinados a quali- ficar recursos humanos para o exercício das funções atri- buídas aos integrantes dos Quadros da Polícia Militar, em conformidade com a filosofia de polícia comunitária, es- pecialmente as funções voltadas à polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, às atividades de bombeiro e à execução das atividades de defesa civil. TÍTULO IV Da Educação Profissional Artigo 82 - A educação profissional promoverá o aper- feiçoamento profissional, o intercâmbio cultural, a integra- ção social e comunitária e a qualidade de vida e saúde dos policiais militares por meio de seminários, cursos, estágios e encontros técnicos e científicos. § 1º - Os cursos de que trata o “caput” conferirão cer- tificados de extensão, observados os cursos superiores exi- gidos para sua frequência, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE. § 2º - Os estágios, seminários e encontros técnicos e científicos de que trata o “caput” conferirão certificados de participação. Artigo 83 - A educação profissional levará em conta as áreas de concentração de estudos e as funções atribuídas aos policiais militares, inclusive as de bombeiro e de defesa civil, observada a legislação aplicável a cada Quadro. Artigo 84 - Os seminários, cursos, estágios e encon- tros técnicos e científicos poderão ser desenvolvidos pelos Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES ou por outro órgão da Polícia Militar, conforme a área de atuação e a necessidade de treinamento profissional. § 1º - Os cursos e estágios deverão estar previstos no Calendário de Cursos e Estágios - CCE. § 2º - Os seminários e encontros técnicos e científicos deverão estar previstos no Calendário de Encontros Técni- co-Científicos - CETC, organizado e aprovado pelo Diretor de Ensino. Artigo 85 - A convocação, funcionamento e regras de aproveitamento dos cursos e estágios constarão da Diretriz Geral de Ensino - DGE. TÍTULO V Dos Recursos Orçamentários e Extraorçamentários Artigo 86 - Os recursos financeiros para as atividades de ensino na Polícia Militar são orçamentários e extraor- çamentários, sendo estes obtidos mediante contribuições, subvenções, doações ou indenizações. Artigo 87 - Os valores, a periodicidade, as formas de cálculo e recolhimento e demais particularidades das con- tribuições e indenizações decorrentes da participação em atividades de ensino e pesquisa serão definidos na Diretriz Geral de Ensino - DGE. § 1º - Os militares do Estado de São Paulo arcarão ape- nas com os programas do Fundo Especial de Despesa da Polícia Militar - FEPOM, instituído pela Instrução nº 15/76, do Departamento de Orçamentoe Custos do Estado, da Secretaria de Economia e Planejamento, ratificado pela Lei nº 7.001, de 27 de dezembro de 1990, e ressarcirão inte- gralmente os valores referidos no “caput” em caso de desli- gamento a pedido, reprovação, exoneração ou licença para tratar de interesse particular. § 2º - Os demais integrantes do corpo discente arca- rão integralmente com as contribuições decorrentes de sua participação em atividades de ensino e pesquisa. Artigo 88 - Os recursos extraorçamentários reverterão para o Fundo Especial de Despesa da Polícia Militar - FE- POM. TÍTULO VI Disposições Finais Artigo 89 - O Diretor de Ensino apostilará, a pedido do militar do Estado, nos diplomas dos cursos realizados na Polícia Militar, as titulações e graus universitários previstos na Lei Complementar nº 1.036, de 11 de janeiro de 2008, observado, nos termos da Diretriz Geral de Ensino - DGE, entre outros requisitos: I - a escolaridade exigida para o curso; II - a carga horária mínima; III - trabalho monográfico, onde for exigido. Artigo 90 - As atividades curriculares e extracurricu- lares, nos termos da legislação federal e estadual vigente, são consideradas serviço policial-militar para todos os efei- tos legais. Artigo 91 - O policial militar matriculado nos progra- mas de mestrado ou de doutorado previstos neste decreto terá direito, uma única vez, a ajuda de custo, nos termos do artigo 5º da Lei Complementar nº 731, de 26 de outu- bro de 1993, de valor correspondente ao respectivo padrão de vencimentos, para atender a despesas decorrentes de pesquisas técnico-científicas exigidas durante o progra- ma, quando de sua apresentação para início do respectivo mestrado ou doutorado. Parágrafo único - O policial militar que não concluir com aproveitamento o programa previsto neste artigo res- tituirá o valor da ajuda de custo que lhe foi concedida. Artigo 92 - As atribuições pormenorizadas das di- versas repartições que compõem os Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES previstas neste regulamento serão definidas nos respectivos regimentos internos, obedecida a Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 93 - O Comandante Geral editará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de publicação deste decreto, a Diretriz Geral de Ensino - DGE. Artigo 94 - Os cursos previstos neste decreto possuem a seguinte correspondência: 65 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR I - Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública: Curso de Formação de Sol- dados de Polícia Militar; II - Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I: Curso de Formação de Sargentos; III - Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública II: Curso de Aperfeiçoamen- to de Sargentos; IV - Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar: Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais de Polícia Militar; V - Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública: Curso de Formação de Oficiais; VI - Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Or- dem Pública: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais; VII - Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública: Curso Superior de Polícia. Artigo 95 - Os casos omissos neste decreto serão re- solvidos pelo Comandante Geral. Parágrafo único - As atribuições do Comandante Ge- ral e do Diretor de Ensino previstas neste decreto poderão ser delegadas às autoridades subordinadas por meio de ato publicado em Boletim Geral. Artigo 96 - Ficam definidos os conceitos técnicos a seguir relacionados, para os fins do Sistema de Ensino da Polícia Militar: I - apostilamento: ato de apostilar ou averbar, median- te publicação, uma situação anterior criada ou definida por lei, reconhecendo a existência de um direito anterior do policial militar; II - Calendário de Cursos e Estágios (CCE): documento elaborado pelo Órgão de Direção Setorial do Sistema de Ensino da Polícia Militar destinado a fixar o calendário de cursos e estágios que serão realizados pela Polícia Militar no ano subsequente ao de sua elaboração, em atendimen- to às diretrizes fixadas pelo Comando da Corporação na Diretriz Geral de Ensino - DGE; III - Calendário de Encontros Técnico-Científicos (CETC): documento elaborado pelo Órgão de Direção Setorial do Sistema de Ensino da Polícia Militar, mediante propostas recebidas de todas as unidades da Polícia Militar, destinado a fixar o calendário de seminários e encontros técnicos e científicos que serão realizados pela Polícia Militar no ano subsequente ao de sua elaboração, em atendimento às di- retrizes fixadas pelo Comando da Corporação na Diretriz Geral de Ensino - DGE; IV - conteudista: é o professor policial-militar desig- nado para elaboração de conteúdo programático a ser desenvolvido em um curso oferecido na modalidade de ensino a distância; V - credenciamento: ato administrativo de competên- cia do Diretor de Ensino da Polícia Militar, realizado por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, no qual é reconhecida a habilitação profissional para o exercício das funções de docente civil na Polícia Militar, que permitirá seu cadastramento junto ao Departamento de Despesas de Pessoal do Estado, da Secretaria da Fazenda, para fins de remuneração; VI - descredenciamento: ato administrativo de com- petência do Diretor de Ensino da Polícia Militar, realizado por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, no qual o docente civil perde o credenciamento, acarretan- do seu desligamento do corpo docente na Polícia Militar; VII - Diretriz Geral de Ensino (DGE): documento de caráter suplementar ao decreto regulamentador da Lei de Ensino; VIII - Ensino a Distância (EAD): processo de ensi- noaprendizagem realizado em ambiente virtual, decor- rente de Tecnologias da Informação e das Comunicações (TIC), que possibilita um meio de ampliar o acesso ao conhecimento e de expandir oportunidades de inter- câmbio e aprendizagem; IX - estágio administrativo-operacional: etapa do es- tágio probatório posterior à frequência e conclusão com aproveitamento: a) do Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensi- va e Preservação da Ordem Pública, que perdura até o Soldado PM de 2ª Classe ser enquadrado como Soldado PM de 1ª Classe; b) do Bacharelado em Ciências Policiais de Seguran- ça e Ordem Pública, que se inicia com o Aluno-Oficial PM sendo declarado Aspirante a Oficial PM, que perdura até sua promoção ao posto inicial do seu Quadro de Oficiais; X - estágio probatório: período de provas do poli- cial militar destinado à avaliação geral de seu desempe- nho, em atendimento ao princípio da eficiência, durante o qual não adquire estabilidade e se encontra sujeito à exoneração, dividindo-se em duas etapas: a) frequência ao Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, para as Pra- ças, e ao Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, para a carreira de Oficial; b) estágio administrativo-operacional; XI - exoneração: é o desligamento definitivo do poli- cial militar da Instituição, a pedido ou de ofício, quando não satisfeitas as condições do estágio probatório ou quando incidir em uma das hipóteses previstas na legis- lação que regula a inatividade dos componentes da Polí- cia Militar, que não possui caráter disciplinar ou punitivo; XII - gestor: é a autoridade policial-militar respon- sável pela disponibilização, controle de qualidade e de conteúdo, bem como pelo funcionamento e regularida- de de cursos na modalidade de ensino a distância no âmbito de sua Organização Policial Militar; XIII - graduação: grau hierárquico das Praças nos círculos militares; XIV - Normas Gerais de Ação (NGA): conjunto de preceitos relativos ao funcionamento de um determi- nado órgão, compilados pelo respectivo Comandante, Chefe ou Diretor e aprovados pela autoridade funcional imediatamente superior, que constituem e estabelecem as rotinas que devemser seguidas pelo próprio órgão e seus subordinados, na falta de normas de nível superior, e se destinam a facilitar a execução de atos e de proce- dimentos administrativos e operacionais padronizados; 66 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR XV - Órgãos de Apoio de Ensino Superior (OAES): são as unidades da Polícia Militar responsáveis pela formação, aperfeiçoamento e especialização de Oficiais e Praças da Polícia Militar e pelo desenvolvimento de estudos e pes- quisas científicas; XVI - Plano Didático de Matéria (PDM): documento com finalidade didático-pedagógica elaborado pelo do- cente de determinada disciplina e aprovado pelo órgão de ensino responsável pelo curso, com duração de um ano letivo, no qual se estabelece a ementa da disciplina, a carga horária, as metodologias de ensino e as formas de avalia- ção; XVII - Planos de Aula ou Sessão (PS): documento com finalidade didático-pedagógica elaborado pelo docente de determinada disciplina para cada aula a ser ministrada, no qual se estabelece detalhadamente o conteúdo a ser mi- nistrado, as metodologias de ensino e os meios auxiliares a serem empregados; XVIII - posto: grau hierárquico do Oficial nos círculos militares; XIX - reforma: é a situação de inatividade remunerada do policial-militar definitivamente desligado do serviço ati- vo da Polícia Militar, a pedido ou de ofício; XX - tutor: é o professor, civil ou militar, designado para mediar, estimular, orientar e colaborar no processo de ensino e aprendizagem em um curso realizado na modali- dade ensino a distância. Artigo 97 - Os incisos I e II do artigo 2º do Decreto nº 7.137, de 26 de novembro de 1975, passam a vigorar com a seguinte redação: “I - Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, Mestrado em Ciências Policiais de Seguran- ça e Ordem Pública, Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, Curso Superior de Tecnólogo de Administração Policial-Militar; II - Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva I e Preservação da Ordem Pública II, Curso Superior de Tec- nólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pú- blica e Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública.”. (NR) Artigo 98 - O inciso II do artigo 4º do Decreto nº 53.733, de 27 de novembro de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação: “II - Órgãos de Apoio de Ensino: a) Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nel- son Freire Terra” (CAES - Cel PM Terra), sediado em São Paulo, subordinado à Diretoria de Ensino - DE, responsável pela realização dos cursos de pós-graduação em sentidos lato e estrito dos Oficiais da Polícia Militar e pelo desenvol- vimento de estudos e pesquisas científicas; b) Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APM- BB), sediada em São Paulo, subordinada à Diretoria de Ensi- no - DE, responsável pelo Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pelo Curso Superior de Tec- nólogo de Administração Policial-Militar e pelo desenvolvi- mento de estudos e pesquisas científicas; c) Escola de Educação Física (EEF), sediada em São Pau- lo, subordinada à Diretoria de Ensino - DE, responsável pela realização de curso de graduação de policiais militares na área de educação física, cursos de treinamento técnico- -operacional do policial militar e pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas científicas; d) Escola Superior de Sargentos (ESSgt), sediada em São Paulo, subordinada à Diretoria de Ensino - DE, respon- sável pela realização dos Cursos Superiores de Tecnólogo de Polícia Ostensiva I e II e pelo desenvolvimento de estu- dos e pesquisas científicas; e) Escola Superior de Soldados “Coronel PM Eduardo Assumpção” (ESSd - Cel PM Assumpção), sediada em São Paulo, subordinada à Diretoria de Ensino - DE, responsável pela realização do Curso Superior de Técnico de Polícia Os- tensiva e Preservação da Ordem Pública e pelo desenvolvi- mento de estudos e pesquisas científicas; f) Escola Superior de Bombeiros “Coronel PM Pau- lo Marques Pereira” (ESB - Cel PM Paulo Marques), sedia da no Município de Franco da Rocha, subordinada ao Co- mando do Corpo de Bombeiros, responsável pelos cursos superiores e profissionais de Oficiais e Praças na área de concentração de estudos de bombeiros e de execução de defesa civil, pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas científicas e, conforme regulamentação da Polícia Militar, pela formação, aperfeiçoamento e habilitação dos bom- beiros civis e brigadistas de organizações públicas e pri- vadas;”. (NR) Artigo 99 - Os Órgãos de Apoio de Ensino Superior - OAES, a seguir indicados, têm suas denominações altera- das na seguinte conformidade: I - de Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores “Cel PM Nelson Freire Terra” (CAES - Cel PM Terra) para Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nelson Frei- re Terra” (CAES - Cel PM Terra); II - de Centro de Capacitação Física e Operacional e Escola de Educação Física da Polícia Militar (CCFO/EEF) para Escola de Educação Física (EEF); III - de Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Pra- ças (CFAP) para Escola Superior de Sargentos (ESSgt); IV - de Centro de Formação de Soldados “Coronel PM Eduardo Assumpção” (CFSd - Cel PM Assumpção) para Es- cola Superior de Soldados “Coronel PM Eduardo Assump- ção” (ESSd - Cel PM Assumpção); V - de Centro de Ensino e Instrução de Bombeiros “Coronel PM Paulo Marques Pereira” (CEIB - Cel PM Paulo Marques) para Escola Superior de Bombeiros “Coronel PM Paulo Marques Pereira” (ESB - Cel PM Paulo Marques). Artigo 100 - Este decreto e sua disposição transitória entram em vigor na data de sua publicação, ficando revo- gadas as disposições em contrário, em especial a alínea “b” do inciso VI do artigo 4º do Decreto nº 53.733, de 27 de novembro de 2008. TÍTULO VII Disposição Transitória Artigo único - Os concursos e cursos em desenvolvi- mento permanecerão regidos pelas normas vigentes até a data da publicação deste decreto. Palácio dos Bandeirantes, 14 de outubro de 2009 67 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR DECRETO 55.588/10. DISPÕE SOBRE O TRA- TAMENTO NOMINAL DAS PESSOAS TRANSE- XUAIS E TRAVESTIS NOS ÓRGÃOS PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO E DÁ PROVIDÊN- CIAS CORRELATAS; DECRETO Nº 55.588, DE 17 DE MARÇO DE 2010 Dispõe sobre o tratamento nominal das pessoas transe- xuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo e dá providências correlatas JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Considerando que o princípio da dignidade da pessoa humana, fundamento do Estado Democrático de Direito, assegura o pleno respeito às pessoas, independentemente de sua identidade de gênero; Considerando que é objetivo da República Federativa do Brasil a constituição de uma sociedade justa e que pro- mova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discrimi- nação; Considerando que a igualdade, a liberdade e a autono- mia individual são princípios constitucionais que orientam a atuação do Estado e impõem a realização de políticas públicas destinadas à promoção da cidadania e respeito às diferenças humanas, incluídas as diferenças sexuais; Considerando que os direitos da diversidade sexual constituem direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, e que a sua proteção requer ações efetivas do Estado no sentido de assegurar o pleno exercí- cio da cidadania e a integral inclusão social da população LGBT; Considerando que toda pessoa tem direito ao trata- mento correspondente ao seu gênero; e Considerando que transexuais e travestis possuem identidade de gênero distinta do sexo biológico, Decreta: Artigo 1º - Fica assegurado às pessoas transexuais e travestis, nos termos deste decreto, o direito à escolha de tratamento nominal nos atos e procedimentos promovidos no âmbito da Administração direta e indireta do Estado de São Paulo. Artigo 2º - A pessoa interessada indicará,no momen- to do preenchimento do cadastro ou ao se apresentar para o atendimento, o prenome que corresponda à forma pela qual se reconheça, é identificada, reconhecida e denomina- da por sua comunidade e em sua inserção social. § 1º - Os servidores públicos deverão tratar a pessoa pelo prenome indicado, que constará dos atos escritos. § 2º - O prenome anotado no registro civil deve ser utilizado para os atos que ensejarão a emissão de docu- mentos oficiais, acompanhado do prenome escolhido. § 3º - Os documentos obrigatórios de identificação e de registro civil serão emitidos nos termos da legislação própria. Artigo 3º - Os órgãos da Administração direta e as entidades da Administração indireta capacitarão seus ser- vidores para o cumprimento deste decreto. Artigo 4º - O descumprimento do disposto nos arti- gos 1º e 2º deste decreto ensejará processo administrativo para apurar violação à Lei nº 10.948, de 5 de novembro de 2001, sem prejuízo de infração funcional a ser apurada nos termos da Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968 - Esta- tuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. Artigo 5º - Caberá à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, por meio da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, promover ampla divulgação deste decreto para esclarecimento sobre os direitos e deveres nele assegurados. Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 17 de março de 2010 68 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE POLICIAL MILITAR ANOTAÇÕES __________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR SÃO PAULO (Estado). Polícia Militar. Despacho PM3-037/02/09, de 06 de maio de 2009 - Emprego de policiais militares em território de atuação de outra OPM; ........................................................................................................................................................ 01 Despacho DL-32/20/13, de 27 de maio de 2013 - Procedimento no caso de disparo involuntário de armamento; ...... 01 Despacho PM3-22/02/11, de 27 de dezembro de 2011 - Cumprimento de requisições oriundas do Poder Judiciário ou do Ministério Público; ............................................................................................................................................................................................02 Diretriz PM2-1/91/07, de 27 de junho de 2007 - Plano de Policiamento Inteligente (PPI); subitens - 6.3.2. e 6.3.2.1.; .. 02 Diretriz PM3-8/02/06, de 01 de agosto de 2006 - Normas para o Sistema Operacional de Policiamento PM (NORSOP); .........................................................................................................................................................................................................06 Diretriz PM3-1/02/12, de 26 de janeiro de 2012 - Sistema de computação embarcada [Terminais Móveis de Dados (TMD)] e portátil [Terminais Portáteis de Dados (TPD)]; ........................................................................................................................... 22 Diretriz PM3-2/02/14, de 05 de março de 2014 - Atividade Delegada; ............................................................................................ 26 Diretriz PM3-9/02/14, de 01 de dezembro de 2014 - Reintegração de Posse; ............................................................................... 26 Diretriz PM3-2/02/16, de 08 de julho de 2016 - Diária especial por jornada extraordinária de trabalho policial-militar (DEJEM); .......................................................................................................................................................................................................................32 Diretriz PM6-1/40/11, de 04 de abril de 2011 - Pesquisa de clima organizacional on-line da Polícia Militar; ................... 32 Extravio ou furto de armamento ou munição - Determinação, publicada no item 1 do Bol G PM 101, de 29 de maio de 2012; .............................................................................................................................................................................................................................32 I-2-PM - Instruções para a Movimentação de Policiais Militares; ........................................................................................................ 35 I-7-PM - Instruções para correspondência na Polícia Militar; ................................................................................................................39 I-16-PM - Instruções do Processo Administrativo da Polícia Militar; .................................................................................................. 79 I-21-PM - Instruções para continências, honras, sinais de respeito e cerimonial militar na Polícia Militar; ......................107 I-23-PM - Instruções para Administração Logística e Patrimonial da Polícia Militar; .................................................................121 I-24-PM - Instruções do Sistema de Avaliação de Desempenho dos Integrantes da Polícia Militar; ..................................151 I-36-PM - Instruções para Afastamentos na Polícia Militar; .................................................................................................................158 I-38-PM - Instruções para a Administração de Bens Imóveis; .............................................................................................................171 I-40-PM - Instruções para o Atendimento de Ocorrência em que haja o Cometimento de Infração Penal praticada por Policial Militar; .........................................................................................................................................................................................................191 Nota de Instrução PM1-1/02/06, de 14 de fevereiro de 2006 - Avaliação psicológica para manutenção da posse e do porte de arma de fogo por Policiais Militares da ativa, e para aquisição de armas de fogo e obtenção da autorização de porte para Policiais Militares inativos e atualização publicada no item 40 do Bol G PM 70, de 14 de abril de 2008;...202 Nota de Instrução PM3-4/02/97, de 10 de dezembro de 1997 e Ordem Complementar PM3-13/02/98, de 24 de novembro de 1998 - que regula a implantação do policiamento comunitário como filosofia e estratégia organizacional; ...........205 Nota de Instrução PM3-002/03/14, de 22 de julho de 2014 - Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar (PAAPM); ....................................................................................................................................................................................................................209 Portaria do Cmt G PM4-1/12/16, de 16 de junho de 2016 - Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo e colete de proteção balística na Polícia Militar e dá outras providências; .....................................................................................................214 Portaria DP-1/122/14, publicada no item 1 do Bol G PM 172, de 11 de setembro de 2014, que trata da transferência para a reserva e reforma a pedido - normas procedimentais - determinação; ......................................................................................236 Portaria PM1-1/02/13, de 28 de fevereiro de 2013 - Estabelece normas para utilização de arma de fogo por policiais militares em prédios do Poder Judiciário; ....................................................................................................................................................237 Portaria PM1-3/02/13, de 25 de julho de 2013, que dispõe sobre o regime de trabalho na Polícia Militar do Estado de São Paulo e dá outras providências - publicada no item 1 do Bol G PM 143, de 1 de agosto de 2013; ............................238 Regras de substituição temporária de função de oficiais, publicada no Bol G PM 139, de 28 de julho de 2014; ..........239 Regulamento de Uniformes da PM - R-5-PM. ...........................................................................................................................................243 1 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR SÃO PAULO (ESTADO). POLÍCIA MILITAR. DESPACHO PM3-037/02/09, DE 06 DE MAIO DE 2009 EMPREGO DE POLICIAIS MILITARES EM TERRITÓRIO DE ATUAÇÃO DE OUTRA OPM; DESPACHO Nº PM3-037/02/09 Do Subcmt PM Ao Sr. Assunto: Emprego de policiais militares em território de atuação de outra OPM. 1. Considerando: 1.1. ter havido casos isolados de empregos de policiais militares em OPM diversas daquelas em que se encontram regularmente lotados, devido à impossibilidade de se apresentarem para o serviço pela superveniência de motivo de força maior; 1.2. que o emprego de milicianos em áreas de OPM que não a de origem podem ensejar responsabilidades disciplina- res, bem como problemas relacionados ao percebimento dos respectivos vencimentos, vez que o controle desse é diário e realizado pelo P/1 da OPM de origem dos policiais militares, determino orientar suas OPM subordinadas, no sentido de que: 1.2.1. o PM que estiver impedido de comparecer à sua OPM para assunção do serviço, deverá contatá-la imediatamen- te, cientificando-a dos motivos e solicitando orientações de como proceder; 1.2.2. o PM que se encontrar na situação supra não poderá ser empregado em área de outra OPM, salvo em casos excepcionais de grave comprometimento da ordem pública, calamidades ou outro motivo congênere, quando então, seu emprego deverá ser justificado por escrito e autorizado pelo Cmdo G; 1.2.3. fatos dessa natureza deverão ser alvo de apuração, a fim de averiguar as causas do não-comparecimento ao serviço; 1.2.4. tão logo cesse o fato gerador do não-comparecimento, o miliciano deverá se apresentar à sua OPM. Cabe res- saltar que o policial militar não faz jus à folga, caso não tenha trabalhado no dia anterior, conforme preceitua a Portaria nº PM1-002/02/95, publicada no D.O.E nº 198, de 17OUT95. DISTRIBUIÇÃO Coord Op e Correg PM (para conhecimento) .......................... ................................................ 01 CPC, CPM, CPI-1 a 9, CCB, CPChq, CPRv e CPAmb (cada) ............................................... 01 DSA/CG e GRPAe (para conhecimento) ................................. ............................................... 01 Total ......................................................................................... ............................................... 19 DESPACHO DL-32/20/13, DE 27 DE MAIO DE 2013 PROCEDIMENTO NO CASO DE DISPARO INVOLUNTÁRIO DE ARMAMENTO; Prezado Candidato, devido ao formato do material, disponibilizaremos o conteúdo completo em nosso site eletrônico, conforme segue: www.novaconcursos.com.br/retificacoes 2 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR DESPACHO PM3-22/02/11, DE 27 DE DEZEM- BRO DE 2011 CUMPRIMENTO DE REQUISI- ÇÕES ORIUNDAS DO PODER JUDICIÁRIO OU DO MINISTÉRIO PÚBLICO; Prezado Candidato, devido ao formato do mate- rial, disponibilizaremos o conteúdo completo em nos- so site eletrônico, conforme segue: www.novaconcursos.com.br/retificacoes DIRETRIZ PM2-1/91/07, DE 27 DE JUNHO DE 2007 PLANO DE POLICIAMENTO INTELIGEN- TE (PPI); SUBITENS 6.3.2. E 6.3.2.1.; DIRETRIZ Nº PM2-001/91/07 1. REFERÊNCIA Diretriz nº PM3 – 008/02/06 – Normas para o Sistema Operacional de Policiamento PM (NORSOP). 2. FINALIDADE Sistematizar a metodologia de planejamento operacio- nal, implantando o Plano de Policiamento Inteligente (PPI), com a utilização dos Sistemas Inteligentes que permitem a organização digital de informações criminais em bases de dados, identificando as tendências e focos críticos que se constituem nas Áreas de Interesse de Segurança Públi- ca (AISP), ambiente de atuação para o estabelecimento do Cartão Prioridade de Patrulhamento (CPP). 3. SITUAÇÃO 3.1. as Normas para o Sistema Operacional de Policia- mento PM (NORSOP) estruturam o padrão de execução do policiamento dos Órgãos de Execução e, supletivamente, dos Especiais de Execução, estabelecendo conceitos bási- cos para disciplinar o funcionamento e operação das OPM Territoriais e das Especializadas, inserindo-as num Sistema Operacional Único; 3.2. as NORSOP estabelecem, ainda, mecanismos de controle operacional considerando que a atividade opera- cional depende da distribuição dos meios no território de maneira a propiciar o mais alto grau de eficiência e eficácia possível na execução dos Programas de Policiamento e na prestação de serviçoà população, basicamente, median- te o PPI (item 6.3.8.1 da NORSOP), que representa a ma- terialização da forma de processamento do policiamento orientado; 3.3. considera-se policiamento orientado aquele volta- do para a resolução de problemas focada nas reais neces- sidades da presença do policial militar por meio de um ou mais dos diversos Programas de Policiamento, que atuam nas AISP (item 6.3.7.1.1 da NORSOP), em decorrência de análises constantes dos indicadores criminais e dos anseios da comunidade, com a finalidade de reduzir os índices cri- minais e potencializar a sensação de segurança na comu- nidade; 3.4. a figura abaixo descreve de maneira global como está delineado, hodiernamente, o Sistema Operacional na Polícia Militar do Estado de São Paulo: 4. OBJETIVOS Estabelecer Padrão na confecção do PPI, com base nas informações obtidas nos Sistemas Inteligentes (INFOCRIM, FOTOCRIM, SIOPM, COPOM ON LINE) e outras fontes pe- culiares da área (QMO, QAP, CAP, BOPM), além daquelas advindas do Disque-Denúncia, Disque-PM, Mídia falada e escrita, aquelas repassadas da própria comunidade nas re- uniões dos CONSEG, nas Bases Comunitárias de Segurança, e por meio da coleta dos próprios PM, definindo o conjun- to de CPP e Operações Policiais a serem desenvolvidas pelo Cmt Territorial. 5. MISSÃO Potencializar o desenvolvimento da atividade de Polí- cia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, de maneira precisa e calcada em análise científica dos indicadores cri- minais da área da OPM, visando maximizar o desempenho operacional em razão de uma planejada ação de presença, adequada às necessidades, com respostas mais rápidas, pro- porcionando melhoria da qualidade dos serviços prestados à comunidade, aumentando a sensação de segurança. 6. EXECUÇÃO 6.1. Plano de Policiamento Inteligente (PPI) Conjunto de ações desenvolvidas para a obtenção do conhecimento armazenado nos bancos de dados dos siste- mas inteligentes (INFOCRIM, FOTOCRIM, SIOPM, COPOM ON LINE), e de outras fontes disponíveis, visando identificar Áreas de Interesse de Segurança Pública e suas caracterís- ticas, qualitativas e quantitativas, cujos dados são plotados em Cartões de Prioridade de Patrulhamento e direcionados de forma técnica para a realização do Policiamento Pre- ventivo Orientado e de Operações policiais-militares para redução dos índices criminais nesses locais. 6.2. Cartão de Prioridade de Patrulhamento (CPP) É a representação gráfica ou descrição dos subsetores, com seus limites, indicação legendada dos vários itinerá- rios designados para as patrulhas, horários de estaciona- mento e indicação dos Pontos de Estacionamentos Princi- pais (PEP) e Pontos de Estacionamentos Secundários (PES), além de previsão detalhada da ação esperada do policial militar nos locais e horários descritos no cartão, de modo a refletir o Patrulhamento Preventivo Orientado. 6.3. Desenvolvimento: 6.3.1. Dinâmicas do Planejamento Operacional O planejamento da atividade operacional está seg- mentado em duas dinâmicas, distintas e complementares, abrangendo a elaboração do PPI pelas OPM territoriais e a produção de Objetos de Análise de Informações (OAI) pela 2ª Seção do EM/PM (item 6.3.7.), nos moldes previstos na presente Diretriz. 3 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 6.3.2. Etapas do Plano de Policiamento Inteligente 6.3.2.1. Reuniões de Análise Crítica (RAC) nível I mensal Visando atender ao principio da oportunidade, devem ocorrer sempre na primeira semana seguinte ao mês ava- liado, em data a ser definida pelo Grande Comando da área respectiva, em cuja oportunidade os Cmt das OPM de nível Btl presidirão reuniões entre seus Cmt Cia com os Coord Op Btl ou SCmt, o P/2 e o P/3, onde serão analisados, prin- cipalmente, os dados dos indicadores de HOMICÍDIOS, ROUBOS DE VEÍCULOS, FURTOS DE VEÍCULOS, ROUBOS OUTROS e FURTOS OUTROS, além de outros indicadores de interesse, de acordo com as peculiaridades de cada su- bárea, definindo-se as AISP, identificando nelas qual (is) a (s) modalidade (s) ou programa (s) de policiamento a ser (em) empregado (s) para fazer frente às necessidades; 6.3.2.2. para a definição da AISP, observar-se-ão os horários de maior incidência e/ou de maior ameaça, em potencial, de quebra da ordem pública em toda sua ex- tensão: Tranquilidade, Salubridade e Segurança Pública, ou simplesmente a necessidade de postura ostensiva destina- da a transmitir ao cidadão de bem a sensação de seguran- ça, cujas informações vão compor os CPP, que deverão ser atualizados semanalmente pelos respectivos Cmt Cia, de acordo com o direcionamento técnico; 6.3.3. Definição do Cartão de Prioridade de Patrulha- mento 6.3.3.1. nesta fase, visando padronizar a metodologia básica para definição dos CPP, deverá ser preenchido o for- mulário da Estratégia Operacional (Anexo “D”), que conterá os campos necessários para estabelecimento dos diagnós- ticos, estratégias, apoios e ações diárias a serem realizadas nas respectivas AISP; 6.3.3.2. no CPP devem constar as principais ações de polícia ostensiva que o patrulheiro deverá adotar, definin- do o foco de sua atividade em locais e horários indicados, devendo conter ainda: respostas aos quesitos do “Heptâ- metro de Quintiliano” para direcionar a ação das patrulhas, a saber: 6.3.3.2.1. O que está ocorrendo no subsetor de atuação da patrulha; 6.3.3.2.2. Quem pratica os delitos naquele trecho ou lo- cal de atuação da patrulha; 6.3.3.2.3. Quando está ocorrendo crime, estipulando os momentos críticos do subsetor de atuação da patrulha; 6.3.3.2.4. Onde está ocorrendo o crime, determinando os locais críticos da área de atuação da patrulha; 6.3.3.2.5. Como está ocorrendo o crime, mencionando o modus operandi dos autores que atuam no subsetor de atuação da patrulha; 6.3.3.2.6. Porquê está ocorrendo crime naquele local, relacionando as possíveis causas a serem combatidas pela presença da polícia naquele trecho ou local de atuação da patrulha; 6.3.3.2.7. Com que meios está ocorrendo o crime (ar- mas e objetos). 6.3.3.3. o CPP tem, a princípio, validade semanal, po- dendo, entretanto, ser realinhado a cada turno de servi- ço, assim que fatos novos forem agregados à necessidade operacional. 6.3.3.4. para indicação dos trechos e horários de inte- resse da segurança pública, observar-se-ão os seguintes aspectos: 6.3.3.4.1. maior incidência, por delito, por meio de detalhamento dos indicadores criminais e levantamentos processados pelo policiamento velado; 6.3.3.4.2. análise de anseios comunitários mediante consulta à população, especialmente aos Conseg e ou- tros líderes comunitários, sobre os principais pontos de interesses da coletividade do bairro e/ou solicitações, su- gestões e denúncias recebidas; 6.3.3.4.3. probabilidade potencial de ocorrência de delitos; 6.3.3.5. especificamente para definição dos Pontos de Estacionamentos (PE), além dos mencionados acima, ob- servar-se-á os seguintes fatores determinantes: 6.3.3.5.1. indicadores criminais: horário de maior in- cidência; dias da semana de maiores incidências; tipo de delito que se quer prevenir; 6.3.3.5.2. apelos comunitários e potencialidade de ocorrer delito: todos os quesitos anteriores somados a necessidade de integrar outros órgãos para resolução do problema e a possibilidade de antecipar os reclamos co- munitários; 6.3.3.5.3. acessibilidade ao público: visibilidade do lo- cal; definição do público a ser atingido; necessidade de publicidade da implantação do serviço; 6.3.3.5.4. fluidez de trânsito: horários principais; volu- me de trânsito do trecho ou rua; existência dos chama- dos point; existência de eventos especiais ou infrações de trânsito ou comportamentos usuais no local ou de deter- minado grupo de condutores. 6.3.4. Ferramentas Básicas de Pesquisa 6.3.4.1. dados disponibilizados mensalmente pela 2ª EM/PM na sua home page na Intranet; 6.3.4.2. utilização dos Sistemas Inteligentes com pes- quisas no INFOCRIM, FOTOCRIM, SIOPM,COPOM ON LINE, detectando os principais pontos e trechos de ocor- rência de crimes, modus operandi e principais autores de crime da região; 6.3.4.3. dados estatísticos quantitativos e qualitativos sobre incidência criminal, colhidos diretamente das Dele- gacias Seccionais correspondentes às áreas dos respecti- vos BPM/M ou BPM/I; 6.3.4.4. utilização de matérias jornalísticas dos jor- nais, revistas e televisivas que possam indicar locais onde haja sensação de insegurança, bem como coleta de infor- mações junto aos Conselhos Comunitários de Segurança sobre os anseios da comunidade em relação à presença da polícia ostensiva. 6.3.5. Complemento do Cartão Prioridade de Patru- lhamento (CPP) 6.3.5.1. Ações Conjugadas No CPP (Anexo“A”) devem constar também, se for o caso, as possíveis ações conjugadas e integradas das diversas modalidades e tipos de policiamento alocados para os locais e horários de interesse da Segurança Pú- blica. 4 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 6.3.5.2. Operações Policiais Definição das Operações Policiais que devam ser levadas a efeito nos respectivos setores contendo os apoios que serão recebidos e o foco a que destinam e as ações esperadas do patrulheiro durante sua realiza- ção, salvo aquelas que devam ser conduzidas com níveis de sigilo necessário ao sucesso de sua implementação. 6.3.5.3. Fotos de Agressores da Sociedade Quando disponíveis, devem ser juntadas ao CPP, fo- tos dos principais criminosos que atuam na respectiva AISP, extraídas do FOTOCRIM, e seus respectivos modus operandi, incluindo sua condição de egresso, foragido ou procurado. 6.3.5.4. As ações conjugadas podem ser fruto da estratégia do Cmt territorial, como também advindas de análise realizada pela 2ª Seção do Estado Maior por meio dos Objetos de Análise de Informações (OAI), e retransmitidas à OPM para orientação e providências operacionais tecnicamente cabíveis. 6.3.6. Objetos de Análise de Informações (OAI) Os OAI serão elaborados para o desencadeamen- to de operações policiais específicas, atuação em áreas emblemáticas ou mapeamento de áreas e dados geo re- ferenciados para atuações pontuais a fim de atender a determinadas demandas ou soluções estratégicas e ob- servada a seguinte composição: 6.3.6.1 ficha catalográfica, introdução, escolha do indicador, objetivo do estudo, área territorial, periodici- dade, estudo de caso, perfil das vítimas e autores, des- tinação dos objetos do crime, atuação do policiamento ostensivo e velado, além de outras considerações; 6.3.6.2. os OAI poderão ser difundidos na home page da 2ª Seção do EM/PM, quando de difusão geral, ou dirigida à autoridade policial militar determinada, quando produzida para fins específicos; 6.3.6.3. a periodicidade dos OAI é definida pelas ne- cessidades detectadas pelos diversos escalões de Co- mando e pela incidência de indicadores específicos que se apresentarem acima dos padrões, que sejam solucio- náveis pelo PPI. 6.3.7. Definição do Cartão de Supervisão 6.3.7.1. Avaliação de Cumprimento Os supervisores terão planilha resumo de supervi- são contendo os CPP sob sua responsabilidade e ado- tarão medidas de apoio e de observação no seu cum- primento. 6.3.7.2. Propostas de Melhorias Os supervisores devem constar em suas planilhas o acompanhamento feito nas patrulhas indicando possí- veis correções das AISP ou das ações relacionadas que não estejam em conformidade com as necessidades le- vantadas, apresentando propostas de melhorias. 6.3.7.3. os Cartões de Supervisão devem ser envia- dos ao P/3 da OPM para compor a base para a RAC nível I subsequente, devendo integrar o rol de dados a serem utilizados na análise dos resultados e redimensionamen- to das atividades semanais. 6.3.8. Reuniões de Análise Crítica (RAC) nível II trimestral 6.3.8.1. trimestralmente, dirigida pelo Cmt Pol Int ou Cmt Pol Área, para análise crítica dos resultados dos in- dicadores criminais considerados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) e indicadores operacionais, particularizada por OPM subordinada, com participação do Cmt Btl e seus respectivos Cmt de SU; 6.3.8.2. nessa reunião, serão analisados os indicadores criminais das Cias que integram os Btl que compõe o res- pectivo Comando, com verificação das variações, compara- dos com igual período do ano anterior, curvas de tendên- cias, bem como os indicadores operacionais, mês a mês, e destes com a evolução dos indicadores criminais, buscan- do-se a relação das ações (estratégias) implementadas e os resultados alcançados (objetivos) para troca de experiên- cias e aprimoramento do PPI; 6.3.8.3. nesta reunião, os Comandos, por meio de sua Divisão Operacional, processará auditoria pós-ação, verifi- cando a eficácia do planejamento e execução do PPI, suge- rindo seu aperfeiçoamento, se for o caso. 6.3.9. Instrução do Policial Militar sobre o ambiente de atuação 6.3.9.1. o Comandante de Força Patrulha (CFP) e/ou Comandante de Grupo de Patrulha (CGP) são os respon- sáveis pela distribuição a cada uma das patrulhas do seu respectivo CPP contendo as principais ações de polícia os- tensiva que o patrulheiro deverá adotar, definindo o foco de sua atividade em locais e horários indicados; 6.3.9.2. na revista de entrega do CPP, o Oficial e/ou o Sgt PM deverá prelecionar o efetivo, reiterando recomen- dações para que se obtenha maior eficácia na ação pre- ventiva e segurança do próprio patrulheiro, destacando-se: 6.3.9.2.1. o objeto máximo do patrulhamento preven- tivo orientado é melhorar a qualidade do serviço policial militar com ênfase a tender a zero a incidência delitual na área geográfica de competência da Patrulha PM; 6.3.9.2.2. independente das ações orientadas definidas, é modalidade de ação em que a patrulha busca, antes de ser observada pela comunidade, observar com acuidade o ambiente e movimentação, com vistas a suspeitos agresso- res da sociedade, ou pessoas em atitude antissocial; 6.3.9.2.3. em todo PE será definida a ação principal que o PM deve executar no local e seus objetivos, estando des- cartado por completo o simples estacionamento à espera de chamado no rádio; 6.3.9.2.4. a atuação do policial nos PE deve pautar pela atenção ao rádio e ao que acontece a seu redor permane- cendo a guarnição da Patrulha PM fora da viatura, identifi- cando ações suspeitas (pró-atividade); 6.3.9.2.5. a presença da Patrulha PM no PE deve provo- car o desestímulo à prática delituosa; 6.3.9.2.6. o trato com o cidadão deve ser mais polido e atencioso possível, evitando, no entanto, liberalidades e promiscuidades com as pessoas, observando postura, ética e respeito nesta relação; 6.3.9.2.7. em qualquer circunstância, o atendimento às pessoas deve ser feito sempre com o policial militar fora da viatura, evitando-se que o cidadão tenha que debruçar ao lado da viatura; 5 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 6.3.9.2.8. no PE a Patrulha PM deverá observar rigoro- samente as previsões contidas no Código de Trânsito Brasi- leiro no que se refere às regras de sinalização e proibições de estacionamento. 7. Atribuições Particulares: 7.1. 2ª EM/PM: 7.1.1. fornecer mensalmente, por meio da Adjuntoria de Informações Quantitativas, as informações consolidadas dos indicadores criminais e operacionais, para todas as OPM Ter- ritoriais, publicando em sua home page na Intranet; 7.1.2. elaborar, por meio da Subseção de Análise Cri- minal, os OAI observando a metodologia própria para os indicadores que apresentarem acima dos padrões em rela- ção ao corporativo ou para situações determinadas, áreas degradadas ou emblemáticas específicas; 7.1.3. processar na home page na Intranet, o mapea- mento da evolução dos indicadores criminais e de desem- penho das OPM territoriais, contendo a evolução mensal e o fluxograma comparativo dos resultados esperados, como meta, e os resultados observados para o trimestre, consi- derando os parâmetros estabelecidos no sistema; 7.1.4. a ferramenta gerencialdeverá mostrar também os valores esperados, como meta mensal, os resultados observados, e identificação do valor absoluto da diferen- ça entre o esperado e realizado, retratando a quantidade superada ou não alcançada em relação a meta trimestral. 7.1.5. as ferramentas descritas acima serão incorpora- das, após período de adaptação, a aplicativo inteligente e fará parte do conjunto de Sistemas Inteligentes já implan- tados na Polícia Militar, mensurando os indicadores de de- sempenho das OPM territoriais; 7.1.6. deverá editar manual passo a passo de pesquisa nos Sistemas Inteligentes, contendo o caminho para busca e coleta de dados para os principais indicadores criminais, objeto do mapeamento da evolução criminal mencionado no subitem 8.1.4. desta Diretriz. 7.1.7. manter na sua home page os formulários anexos à presente Diretriz, para serem preenchidos e impressos pelas OPM territoriais nas rotinas do PPI. 7.2. Divisão Operacional dos Grandes Comandos: 7.2.1. preparar as reuniões de análise crítica, nível II do PPI, assessorando o Cmt; 7.2.2. divulgar e redistribuir a presente Diretriz até nível de Cia PM. 7.3. Coord Op Btl / Subcmt Btl: 7.3.1. responsável pelas RAC, nível I do PPI; 7.3.2. supervisionar as atividades de análise quantitativa e qualitativa produzidas no âmbito de sua OPM territorial, orientando os indicadores e aspectos a serem analisados; 7.3.3. coordenar, junto com os Comandantes de Cia PM, o planejamento das atividades operacionais a serem realizadas para o controle daqueles indicadores criminais detectados na análise, controlando também a evolução dos indicadores operacionais; 7.3.4. controlar e supervisionar a execução do PPI, por meio de auditoria por amostragem dos CPP, relacionando as ações com os impactos percebidos nas denominadas AISP; 7.3.5. analisar os relatórios de supervisão observando os erros cometidos, para correção, e as oportunidades de melhoria detectadas, para implementação, fomentando no processo o ciclo qualitativo denominado PDCA (Planeja- mento, Execução, Verificação e Ação). 7.4. Cmt de Cia PM: 7.4.1. definir as atividades operacionais a serem rea- lizadas no âmbito de sua unidade territorial, acordadas com o Coord Op, considerando as análises dos indicado- res processados pelo Estado Maior do Btl, observando os resultados esperados para o período e os programas de policiamento adequados para sua execução; 7.4.2. controlar e supervisionar a execução do PPI, por meio de auditoria dos CPP, relacionando as ações com os impactos percebidos nas denominadas AISP; 7.4.3. analisar os relatórios de supervisão observando os erros cometidos, para correção, e as oportunidades de melhoria detectadas, para implementação, fomentando no processo o ciclo qualitativo PDCA. 7.5. P3 do Btl: 7.5.1. processar e manter atualizado os dados quanti- tativos para processar análise junto ao Coord Op e P2 da OPM territorial; 7.5.2. recuperar os dados consolidados pela 2ª EM/PM, analisando-os e sugerindo ao Coord Op ou Sub Cmt da OPM os casos críticos e os fatores de sucesso a serem ana- lisados; 7.5.3. processar as atas das Reuniões de Análise Crítica, fazendo seu controle e arquivo. 7.6. P2 do Btl: 7.6.1. processar e manter atualizado os dados qualita- tivos e quantitativos para processar análise junto ao Coord Op e P3 da OPM territorial; 7.6.2. executar o detalhamento dos indicadores sele- cionados pelo P3 do Btl, as áreas de interesse relaciona- das nas RAC e proceder a busca de informações sobre os principais delinquentes atuantes e seus respectivos modus operandi para instruir o Coord Op e Cmt de Cia PM; 7.6.3. pesquisar no FOTOCRIM dados dos delinquentes relacionados, buscando suas conexões com possíveis com- parsas e quadrilhas, editando seus formulários de qualifica- ção e fotográfico para compor os CPP. 8. PRESCRIÇÕES DIVERSAS 8.1. o conteúdo e discussões das RAC níveis I e II de- verão ser mantidos documentados, retratando o Planeja- mento Operacional que nada mais é do que a forma de mensurar-se o PPI, compreendendo: 8.1.1. o diagnóstico dos problemas (localidades mais incidentes), com local e horário; 8.1.2. a sazonalidade, os programas de policiamento e as ações diárias a serem adotadas; 8.1.3. a descrição dos CPP por viatura e as operações que serão desencadeadas por semana. 8.2. a RAC deve ser registrada em ata própria, confor- me modelo do anexo “C”, e suas deliberações devem ser consideradas nos processos decisórios operacionais; 8.2.1. a ata deve conter dados gerais da RAC, o rol de participantes, os assuntos tratados e as decisões adotadas. 6 NORMAS ADMINISTRATIVAS DE INTERESSE POLICIAL MILITAR 8.3. para cada um dos indicadores criminais detectados como problema, com base na variação mensal descrita no mapeamento da evolução dos indicadores criminais e de desempenho das OPM territoriais publicados pela 2ª Seção do EM/PM, deverá ser editado um Plano de Ação específi- co para operacionalizar as medidas e soluções delineadas na reunião de análise crítica. 8.4. o ciclo completo de controle operacional (PDCA) tem a finalidade de alinhar as estratégias para obter-se maior eficiência e eficácia, procedendo a análise crítica em diversos níveis, possibilitando agregar ações pontuais na resolução dos problemas observados nos diagnósticos, com base na análise temporal de variáveis dos indicadores criminais e operacionais das OPM territoriais; 8.5. o PPI, além de ações pontuais inteligentes, deve agregar valor à aproximação comunitária, pois é fonte de informação sobre a indicação das AISP, quer para preve- nir crimes, quer para atender seus anseios, incorporando o Conselho Comunitário de Segurança e as modalidades previstas no Programa de Policiamento Comunitário. DIRETRIZ PM3-8/02/06, DE 01 DE AGOSTO DE 2006 NORMAS PARA O SISTEMA OPERA- CIONAL DE POLICIAMENTO PM (NORSOP); NORMAS PARA O SISTEMA OPERACIONAL DE POLI- CIAMENTO PM (NORSOP) DIRETRIZ Nº PM3-008/02/06 1. REFERÊNCIAS 1.1. I-28-PM – Instruções para a Distribuição e o Com- pletamento do Efetivo Policial-Militar Territorial (publicadas no Bol G PM nº 075, de 22ABR03); 1.2. Portaria do Cmt G nº PM3-008/01/03, de 05JAN04 – Matrizes Organizacionais e Distribuição das Organizações PoliciaisMilitares no Território. 2. FINALIDADE Definir e normalizar as atividades dos Órgãos de Exe- cução (territoriais) e, supletivamente, dos Especiais de Exe- cução da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), estabelecendo os conceitos básicos para disciplinar o fun- cionamento e operação das Unidades territoriais e das es- pecializadas, inserindo-as num Sistema Operacional Único. 3. SITUAÇÃO 3.1. as inovações que se processam na PMESP ao longo do tempo e a evolução natural que se opera no ambiente social em que atua tornam necessária a atualização perió- dica das NORSOP; 3.2. a característica de norma geral e ampla que qualifi- ca esta Diretriz deve potencializá-la como fonte doutrinária e balizadora, principalmente para as atividades das OPM dos Órgãos de Execução e, supletivamente, para os Órgãos Especiais de Execução. 4. OBJETIVOS 4.1. integrar todas as estruturas dos Órgãos de Execu- ção e Especiais de Execução, de forma a obter o funciona- mento harmônico e eficiente dos sistemas de policiamento; 4.2. permitir às OPM envolvidas acompanhar suas ativi- dades de policiamento, pelo estabelecimento de padrões; 4.3. facilitar e harmonizar o planejamento em todos os escalões dos Órgãos de Execução (de policiamento) e Es- peciais de Execução; 4.4. sedimentar a doutrina de atuação da PMESP na execução do policiamento, harmonizando conceitos. 5. MISSÃO As OPM de policiamento deverão adotar as Normas para o Sistema Operacional de Policiamento PM (NOR- SOP), uniformizando, integrando e harmonizando seus ser- viços em todo o Estado de São Paulo. 6. EXECUÇÃO 6.1. Filosofia Básica do Sistema: 6.1.1. Polícia Comunitária A segurança pública, dever do Estado, direito e res- ponsabilidade de todos, é um sistema que tende