Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

HPV 
Papilomavírus humano
Elaboração: 
Ana Silvia Tino R.A.: 208845
Maria Gabriela R.A.: 208567
Raphaela Beltrame R.A.: 209545
Thaís Ingrid Bordin R.A.: 209511
Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – Araçatuba- SP
CURSO DE FARMÁCIA 
Trabalho apresentado à matéria de Microbiologia clínica 
Profª Ana Carolina Frade 
Araçatuba – SP
2019
O que é HPV?
 O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. 
 A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).
FONTE: ministério da saúde: HPV: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv>. Acesso em 03/11/2019
2
O HPV
A infecção pelo HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo. 
Uma de suas formas de manifestação é a de condilomas ou verrugas, que podem aparecer nas regiões genitais, comumente conhecidas como “crista de galo”.
 Também podem produzir lesões planas ou microscópicas ou, ainda, não produzir lesões. 
Na maioria das vezes tem caráter transitório, desaparecendo sem deixar vestígios, podendo ressurgir tempos depois ou nunca mais causar lesões. 
Portanto, quando é feito o diagnóstico, não é possível saber se trata de uma infecção recente ou muito antiga. 
O HPV é um vírus com mais de 100 tipos diferentes, sendo que 20 podem infectar o trato genital. Muitas vezes não causa sintomas, mas pode ser transmitido porque está presente na pele e mucosas.
 Ele pode permanecer em estado latente numa pessoa por anos a décadas. 
FONTE: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. DIRETRIZES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO HPV NA REDE MUNICIPAL ESPECIALIZADA EM DST/AIDS – SMS/SP. Segunda edição - Agosto/2008
O HPV
Estes tipos virais são comumente classificados de acordo com o tipo de lesão celular que promovem, portanto, podem ser denominados de: 
 Alto risco: possuem alta correlação com as lesões intra-epiteliais de alto grau e carcinomas do colo uterino, da vulva, do ânus e do pênis – mais raro, como os subtipos 16, 18, 31, 33 e 35, entre outros; 
 Baixo risco: estão associados às infecções benignas do trato genital, como condiloma acuminado ou plano e lesões intra-epiteliais de baixo grau, subtipos 6, 11, 42, 43 e 44. 
A existência de HPV de alto risco oncogênico não representa necessariamente o desenvolvimento de neoplasias. O câncer de colo uterino, da vulva, da vagina e da região anal, deve estar associado à presença do vírus oncogênico com outros co-fatores, como a queda de resistência imunológica, entre outros. 
FONTE: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. DIRETRIZES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO HPV NA REDE MUNICIPAL ESPECIALIZADA EM DST/AIDS – SMS/SP. Segunda edição - Agosto/2008
AGENTE ETIOLÓGICO 
O agente etiológico é um vírus chamado Papilomavírus Humano (HPV)
Família: Papovaviridae ou Papillomaviridae
Gênero: Papiillomavírus
Vírus DNA
Ele penetra no hospedeiro através de microtraumatismos, chegando até a camada basal do epitélio e atravessa o citoplasma celular. O genoma viral é transportado ao núcleo, onde é traduzido e transcrito.
O período de incubação varia de duas-três semanas a oito meses e está relacionado com a competência imunológica individual.
Nomes populares: HPV, candinoma cuminado, crista de galo, figueira, cavalo de crista, verrugas anogenitais ou verrugas venéreas.
FONTE: infectologia. Infecção pelo papilomavírus humano. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/984/infeccao-pelo-papilomavirus-humano>. Acesso em 03/11/2019 
5
Os PVs são pequenos vírus DNA (50-55nm).
 Trata-se de vírus não envelopado.
 Apresenta um genoma de aproximadamente 8.000 pares de base (8Kb) de DNA dupla fita e circular.
Apesar do tamanho pequeno, sua biologia molecular é bastante complexa. 
O DNA viral encontra-se associado a proteínas semelhantes a histonas, envoltas por 72 capsômeros constituídos por duas proteínas estruturais, L1 e L2.
Esses vírus são capazes de infectar seres humanos e grande número de espécies animais (gatos, coelhos e primatas), sendo o homem o hospedeiro mais extensivamente estudado.
Os PVs são altamente específicos por espécie e não há relato de exemplos de PV de uma espécie causando infecção produtiva em outra espécie. 
São vírus que apresentam tropismo por células epiteliais, causando infecções na pele e nas mucosas (genital, oral, laringe, esôfago), e a sua replicação ocorre no núcleo das células escamosas epiteliais.
AGENTE ETIOLÓGICO 
FONTE: Infecção pelo papilomavírus humano: etiopatogenia, biologia molecular e manifestações clínica. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962011000200014>. Acesso em 11 nov 2019
EPIDEMIOLOGIA 
A infecção pelo HPV é muito comum, é considerado a principal doença sexualmente transmissível (DST) de etiologia viral. 
Esse vírus é transmitido pelo contato direto com a pele contaminada, mesmo quando essa não apresenta lesões visíveis. 
A transmissão também pode ocorrer durante o sexo oral. 
Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.
No Brasil, estima-se que existam 34 milhões de portadores do papilomavírus entre homens e mulheres, o que coloca o País entre os primeiros no ranking de incidência da doença, atrás apenas da China, Índia e países africanos
FONTE: infectologia. Infecção pelo papilomavírus humano. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/984/infeccao-pelo-papilomavirus-humano>. Acesso em 03/11/2019 
EPIDEMIOLOGIA 
O período de incubação oscila muito de 1 a 6 meses, mas a média geralmente fica em três meses.
Em alguns casos as verrugas podem aparecer depois de alguns anos. 
Já o período de transmissibilidade é desconhecido, mas supõe-se que, enquanto houver lesões, persiste a transmissão.
A evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes no homem e na mulher. Na mulher existe um ambiente mais favorável para o desenvolvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrer complicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluir para câncer. 
Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), apenas no ano de 2003, 4.110 mulheres morreram de câncer do colo do útero e 16.480 mulheres foram diagnosticadas inicialmente com HPV. 
O câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.
FONTE: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. DIRETRIZES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO HPV NA REDE MUNICIPAL ESPECIALIZADA EM DST/AIDS – SMS/SP. Segunda edição - Agosto/2008
FONTE: CENAPRO. HPV e câncer. Disponível em: <http://www.cenapro.com.br/noticias-detalhes.asp?codigo=386>. Acesso em 11 nov 2019
EPIDEMIOLOGIA 
No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar este câncer. 
Esta possibilidade está na dependência de alguns fatores como tipo de HPV, resistência do organismo e genética individual. 
Menos de 1% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolverão câncer do colo do útero e este tipo de câncer ou lesões que o antecedem (pré-câncer) podem ser detectados em praticamente 100% dos casos, através de exames preventivos muito simples e aos quais todas podem ter acesso, o Papanicolaou e a Colposcopia. 
Em condições normais, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero dura em média 10 anos.
 Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero é extremamente pequena. 
FONTE: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. DIRETRIZES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO HPV NA REDE MUNICIPAL ESPECIALIZADA EM DST/AIDS – SMS/SP. Segunda edição - Agosto/2008
Papanicolaou
FONTE: Saúde e bem-estar. O que é o exame de Papanicolau?. Disponível em: < https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ginecologia/papanicolau/>.Acesso em 11 nov 2019
TÉCNICAS DE DETECÇÃO DO HPV
O HPV não cresce em meio de cultura convencional e os métodos diagnósticos sorológicos apresentam precisão limitada. 
Faz-se o diagnóstico da infecção do HPV por meio da histopatologia das lesões ou da detecção do DNA viral nas células infectadas.
As técnicas de hibridização e a reação de polimerização em cadeia (PCR - polimerase chain reaction) são métodos utilizados para a detecção do HPV.
SINTOMATOLOGIA 
A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. 
O HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais.
As primeiras manifestações surgem entre, 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. 
As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.
As lesões podem ser divididas em: lesões clinicas e lesões subclínicas.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE . Microbiologia clinica . Disponível em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv. Acesso em: 3 nov. 2019.
 
SINTOMATOLOGIA 
Lesões clínicas: se apresentam como verrugas na região genital e no ânus (denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como "crista de galo", "figueira" ou "cavalo de crista"). Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e solidas). Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE . Microbiologia clinica . Disponível em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv. Acesso em: 3 nov. 2019.
 
16
SINTOMATOLOGIA 
Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu):  podem aparecer como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus. As lesões subclínicas podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE . Microbiologia clinica . Disponível em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv. Acesso em: 3 nov. 2019.
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
HPV pode ser diagnosticado através do exame ginecológico e de exames laboratoriais, como papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
Colpocitologia Oncótica e Colposcopia 
O exame de colpocitologia oncótica tem a função de diagnosticar alterações celulares na região do colo uterino.
As alterações são de natureza inflamatória ou infecciosa e podem ser avaliadas durante o exame ginecológico comum e tratados pelo médico.
Em algumas mulheres a colpocitologia pode detectar uma lesão relacionada ao HPV. 
Estas lesões são atualmente divididas entre lesões de baixo grau e lesões de alto grau.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
Colpocitologia Oncótica e Colposcopia
As lesões de baixo grau são muito frequentes e normalmente não oferecem maiores riscos, tendendo ao desaparecimento mesmo sem tratamento na maioria das mulheres. Já as de alto grau, têm um risco relevante de progredirem na direção do câncer do colo de útero, caso não tratadas.
Nenhum destes diagnósticos é definitivo e a conclusão quanto à existência ou não de doenças pré-malignas ou malignas é feita em exame de amostra retirada da área doente (biópsia), visível através da colposcopia.
A colposcopia é um exame no qual o médico avalia o colo do útero, vagina, vulva e ânus através de um aparelho chamado de colposcópio, que aumenta sua visão em 16 vezes.
Durante o exame são utilizadas algumas substâncias que revelam a existência de anormalidades na região.
Verificada alguma alteração, o médico poderá realizar uma biópsia, que na maioria das vezes é indolor.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
Colpocitologia Oncótica e Colposcopia
O material obtido deve ser examinado em laboratório para concluir a natureza da alteração e orientar a conduta a ser seguida.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
PENISCOPIA
A peniscopia é o exame do pênis, bolsa escrotal e região perianal do homem utilizando um colposcópio ou uma lente de aumento e, após a aplicação de determinadas substâncias reagentes.
Neste exame podem ser observadas lesões microscópicas, associadas ao HPV. Para confirmação, são necessárias biópsias.
Estas lesões, mesmo quando confirmadas, não têm tratamento. Teoricamente podem ser destruídas uma-a-uma sob visão microscópica, o que levaria muito tempo, pois, normalmente, são múltiplas e não se conhece a eficácia deste tratamento em prevenir futuro desenvolvimento de condilomas ou novos contágios.
Desta forma, a peniscopia não tem valor diagnóstico e preditivo, sendo desaconselhada a sua realização.
Quanto às lesões visíveis, não há necessidade da peniscopia para seu diagnóstico. Um exame médico cuidadoso é capaz de diagnosticar e iniciar o tratamento.
A abordagem do parceiro masculino é vantajosa porque neste processo podem ser passadas informações sobre o HPV e sobre a prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
PENISCOPIA
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
ANUSCOPIA
É o exame que caracteriza a avaliação da região anal, perianal, sulco interglúteo e períneo, onde a infecção pelo HPV pode se manifestar através das formas já descritas anteriormente.
Com o auxílio do anuscópio, é possível examinar até cerca de 6 cm da borda anal.
Este exame constitui-se importante, pois se verifica, atualmente, um grande número de casos de câncer ano-retal em decorrência de lesões advindas do HPV.
Assim como as lesões celulares promovidas pelo HPV na região vulvo-vaginal podem se manifestar como lesões pré-cancerígenas e/ou cancerígenas, o mesmo pode ocorrer em pessoas que têm prática sexual anal sem proteção. Portanto, essa população deve ser monitorada com certa regularidade como forma de prevenção do câncer ano-retal.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
ANUSCOPIA
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
EXAMES DE BIOLOGIA MOLECULAR
O diagnóstico etiológico da infecção pelo HPV é feito pela identificação da presença do DNA viral por meio de testes de Hibridização Molecular (hibridização in situ, PCR e Captura Híbrida II).
Testes de biologia molecular identificam vários tipos de HPV, mas não está claro seu valor na prática clínica e as decisões quanto a condutas clínicas não devem ser feitas com base nestes testes, mas sim, nas alterações celulares observadas pela colpocitologia oncótica.
Assim, não é recomendável, na rotina, o rastreio da infecção subclínica pelo HPV.
FONTE: HARVEY, Richard A.; CHAMPE, Pamela C.; FISHER, Bruce D.. Microbiologia Ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: artmed, 2008.
TRATAMENTO
Várias são as formas de tratamento, cujo objetivo principal é a eliminação das lesões condilomatosas.
Há vários tratamentos medicamentosos e cirúrgicos disponíveis, que devem ser escolhidos após avaliação do médico assistente.
 Nenhum tratamento é o ideal para todas as verrugas ou para todos os pacientes. 
Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis, bem como a experiência do profissional. 
Mas convém ressaltar que devem ser avaliadas outras opções terapêuticas quando não há melhora substancial.
JAWETS; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A.., 2002. p. XX-YY.
TRATAMENTO
O tratamento das verrugas anogenitais (regiãogenital e no ânus) consiste na destruição das lesões. 
Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume.
Deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos.
São químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade.
Podem ser domiciliares (autoaplicados: imiquimode, podofilotoxina) ou ambulatoriais (aplicado no serviço de saúde: ácido tricloroacético - ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterápica), conforme indicação profissional para cada caso.
Podofilina e imiquimode não deve ser usada na gestação.
JAWETS; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A.., 2002. p. XX-YY.
TRATAMENTO
O tratamento de gestantes deve ser feito, preferencialmente, na primeira metade da gestação. Pois na maioria dos casos, elas tendem a desaparecer no puerpério. 
Os esquemas terapêuticos utilizados não diferem muito dos preconizados, exceto o uso da Podofilina e Podofilotoxina que podem ser tóxicas e determinados cuidados nos procedimentos pelo risco de sangramentos.
 É importante o acompanhamento no pós-parto, com exames de citologia oncótica es e crianças com HPV
O tratamento da HPV na cavidade oral consiste na exérese do tecido, com cauterização, evitando-se, assim, as recidivas.
JAWETS; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A.., 2002. p. XX-YY.
PODOFILINA 15% EM SOLUÇÃO ALCOÓLICA
A podofilina contém uma série de substâncias com ação antimitótica. Além da irritação local, sua absorção em grandes quantidades pode ser tóxica para o coração, rins e sistema nervoso. Nunca usar durante a gravidez. 
Aplicar em cada verruga e deixar secar. Repetir semanalmente se necessário. Recomenda-se a utilização de até 0,5 ml em cada aplicação ou a limitação da área tratada a 10 cm2 por sessão. 
A solução deverá ser retirada por lavagem em 1-4 horas depois da aplicação.
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
ÁCIDO TRICLOROACÉTICO (ATA) 70 A 90% EM SOLUÇÃO AQUOSA
O ATA é um agente cáustico que promove destruição dos condilomas pela coagulação química de seu conteúdo proteico. 
Aplicar pequena quantidade somente nos condilomas e deixar secar, após o que a lesão ficará branca. Deve ser aplicada com cuidado, deixando secar antes mesmo do paciente mudar sua posição para que a solução não se espalhe.
 Se a dor for intensa, o ácido pode ser neutralizado com sabão ou bicarbonato de sódio ou talco.
 Repetir semanalmente se necessário.
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
CRIOCAUTERIZAÇÃO OU CRIOTERAPIA OU CRIOCOAGULAÇÃO
Promove a destruição térmica por dispositivos metálicos resfriados por CO2 e Nitrogênio Líquido (criocautérios), através de equipamento específico e elimina as verrugas por induzir citólise térmica. 
É útil quando há poucas lesões ou nas lesões muito queratinizadas. 
Podem ser necessárias mais de uma sessão terapêutica, respeitando um intervalo de 1 a 2 semanas. Raramente necessita anestesia.
 Pode facilitar o tratamento se muitas lesões ou uma extensa área envolvida. 
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
VAPORIZAÇÃO À LASER
Método que pode ser empregado em ambulatório com anestesia local e que apresenta bons resultados em lesões vulvares, frequentemente queratinizadas e que muitas vezes não respondem adequadamente a agentes químicos. 
Apresenta um bom resultado no tratamento de lesões vaginais, pois possibilita a intervenção em áreas de difícil manejo por outros métodos, como por exemplo, lesões em fórnices e nas pregas vaginais.
Produz escassa perda sanguínea e bons resultados estéticos, principalmente na vulva e vagina.
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
PODOFILOTOXINA 0,15% CREME
O volume do medicamento não deve ultrapassar 0,5ml por dia. Áreas superiores a 10 cm2 devem ter o tratamento realizado pelo médico assistente. Está contra-indicado o uso em crianças e mulheres grávidas. 
Irritação no local da aplicação poderá ocorrer, porém, é de leve intensidade na maioria dos casos, tendendo a minimizar em intensidade com a repetição do uso.
Lavar a área das lesões antes da aplicação, assim como a pele sã em caso de contato acidental, com água e sabão. 
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
Indicada para auto aplicação, a podofilotoxina tem o mecanismo de ação semelhante ao da podofilina. O efeito máximo é alcançado entre 3 e 5 dias após a aplicação. 
Aplica-se duas vezes ao dia, somente sobre as lesões, por 3 dias. Se necessário, o ciclo poderá ser repetido por não mais que 4 vezes, com intervalos de 4 dias de repouso. 
PREVENÇÃO E CONTROLE 
É importante orientar o uso da camisinha em todas as relações.
Atentar para o surgimento de alguma lesão tipo “verruga”. 
O autoexame também deve ser orientado para a mulher, só que neste caso, as lesões mais significativas são no colo do útero e vagina.
 A mulher deve estar sempre atenta à periodicidade de realização do exame preventivo (Papanicolau). 
É importante orientar o uso da camisinha em todas as relações e 
atentar para o surgimento de alguma lesão tipo “verruga”. 
A automedicação deve ser evitada. Ela pode mascarar a doença, ou, dependendo do medicamento, como os corticosteroides, disseminá-la
Cuidados com a saúde, diminuição do estresse, alimentação equilibrada, sono adequado, ajudam a melhorar as defesas do organismo. 
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.
VACINA
As mulheres podem ter acesso à vacina que previne o câncer de colo do útero
Nos homens ainda estão sendo realizados estudos para verificação da eficácia, apesar de alguns profissionais já indicarem. 
A vacina protege contra os vírus HPV (Papilomavírus) dos tipos 6, 11, 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos da doença e 90% dos casos de verrugas genitais, contra os quais demonstrou até 100% de eficácia em estudos clínicos. 
Ela deve ser administrada em três doses e é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade. 
Após a injeção inicial, a segunda e a terceira doses são administradas no segundo e sexto meses, respectivamente. 
JAWETZ; ADELBERG, Melnick E; Microbiologia Médica: subtítulo do livro. 26. ed. Porto alegre: Ltda, 2014. p. XX-Y.

Mais conteúdos dessa disciplina