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Filo: Sarcomastigophora - Gênero Giardia - Gênero Trichomonas Ordem Diplomonadida: Corpo com simetria bilateral; um a quatro pares de flagelos; cistos presentes; Subordem Diplomonadina: dois corpos parabasais Ordem Trichomonadida: tipicamente com 4-6 flagelos, um deles formando membrana ondulante; presença de corpo parabasal Classificação Protozoários flagelados - espécies patogênicas: Giardia lamblia (Giardíase) Trichomonas vaginalis (Tricomoníase) Flagelados das Vias Digestivas e Geniturinárias CDC parasitology Microscopia eletrônica de varredura da superfície ventral de trofozoíto de Giardia lamblia Photo courtesy of David Dorward, Rocky Mountain Laboratory, National Institutes of Health, Hamilton Giardia lamblia Ø A giardíase é uma parasitose intestinal mais frequente em crianças do que em adultos e que tem como agente etiológico a Giardia lamblia. Infecção por protozoários que atinge, principalmente, a porção superior do intestino delgado. Ø A infecção sintomática pode apresentar-se de forma aguda com diarréia, acompanhada de dor abdominal (enterite aguda) ou de natureza crônica, caracterizada por fezes amolecidas, com aspecto gorduroso, fadiga, anorexia, flatulência e distensão abdominal. Ø Anorexia, associada com má absorção, pode ocasionar perda de peso e anemia. Não há invasão intestinal. Giardia lamblia 6 Giardia apresenta duas formas evolutivas: • trofozoíto: formato de pêra, com simetria bilateral e mede 20pm de comprimentopor 10pmde largura - quatro pares de flagelos • cisto: oval (12/8 uM) - dois ou quatro núcleos. Forma infectante encontrada no ambiente Giardia Lamblia Morfologia Reservatório - O homem e alguns animais domésticos ou selvagens, como cães, gatos e castores. Modo de transmissão - Fecal-oral. Direta, pela contaminação das mãos e consequente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada; ou indireta, por meio da ingestão de água ou alimento contaminado. Período de incubação - De 1 a 4 semanas, com média de 7 a 10 dias. Período de transmissibilidade - Enquanto persistir a infecção. Complicações - Síndrome de má absorção Giardia Lamblia Giardia Lamblia - Ciclo Biológico Diagnóstico - Identificação de cistos ou trofozoítos, no exame direto de fezes, pelo método de Faust; ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal, obtido através de aspiração. São necessárias, pelo menos, três amostras de fezes para obter uma boa sensibilidade. A detecção de antígenos pode ser realizada pelo Elisa, com confirmação diagnóstica. Secretaria de Vigilância em Saúde / MS Giardia Lamblia Profilaxia - Medidas de higiene pessoal. -Educação sanitária, -lavar as mãos após o uso do banheiro, -Filtração da água potável. Saneamento. *Isolamento — Pessoas com Giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas, com a adoção de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado; controle de cura: feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7º, 14º e 21º dias após o término do tratamento. Tratamento Giardia Lamblia Família Trichomonadidae, da ordem Trichomonadida, da do filo Sarcomastigophora. Dentre as espécies presentes no homem, a de maior importância clinica é o Trichomonas vaginalis. Como todos os Tricomonadídeos, não possui a forma cística, somente a trofozoítica. Trichomonas vaginalis e Tricomoníase Trichomonas 10-30 um comp x 5-12 um largura Alongado, ovóide ou piriforme • Membrana ondulante • Alongado, ovóide ou piriforme • 10-30 um comprimento x 5-12 um largura • Núcleo elipsóide com dupla membrana podendo se observar um nucléolo pequeno • Hidrogenossomos (grânulos densos) Trichomonas vaginalis e Tricomoníase Local da Infecção O T. vaginalis habita o trato genitourinário do homem e da mulher, onde produz a infecção e não sobrevive fora do sistema urogenital. v Organismo anaeróbio facultativo. Cresce perfeitamente bem na ausência de oxigênio. v Desprovido de mitocôndrias (faz uso da enzima piruvato ferredoxina- oxidorredutase (PFOR) Piruvato - Acetato - ATP). Transmissão v Sexual - Homem é o vetor: com a ejaculação, os tricomonas presentes na mucosa da uretra são levados a vagina pelo esperma. • A tricomoníase neonatal em meninas é adquirida durante o parto. • É responsável por cerca de 10 a 15% das DSTs em países desenvolvidos. v Complicações: Promove a transmissão do HIV; é causa de baixo peso, bem como de nascimento prematuro; predispõe mulheres a doença inflamatória pélvica atípica, câncer cervical e infertilidade. • Infertilidade é quase duas vezes maior em mulheres com história de tricomoníase comparado com as que nunca tiveram tal infecção. Trichomonas vaginalis e Tricomoníase T. vaginalis em cultura e na superfície de células epiteliais da vagina antes da transformação amebóide 1 6 STI estimates, WHO, 2008. Epidemiologia: Estimativa de incidência global de doenças sexualmente transmissíveis em 2005 e 2008 (milhões de casos) A tricomoníase é a DST não-viral mais comum no mundo. Trichomonas vaginalis e Tricomoníase Trichomonas vaginalis Ciclo Biológico Diagnóstico • Clínico e anamnese • Parasitológico –Encontro do parasito no corrimento (mulher), secreção prostática ou urina (homem); • Imunológico – IFI • Colpocitologia –Preparação a fresco ou corada (Papanicolaou ou Shorr). • Molecular –Tem sido implementado e revelado maior acurácia. Tratar Tricomoníase · Metronidazol 2 g, VO, dose única, · Tinidazol 2 g, VO, dose única; · Metronidazol 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; · Secnidazol 2 g, VO, dose única. v Gestantes: tratar somente após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 2 g, VO, dose única. Profilaxia: – Use sempre camisinha durante as relações sexuais – Evite ter múltiplos parceiros (as). – Evite relações com pessoas sabiamente contaminadas e ainda não tratadas. – Se você tem corrimento, evite relações sexuais até ser vista pelo seu ginecologista. Morfologia 2 2 Amebíase Filo: Sarcomastigophora Família: Entamoebidae Entamoeba As amebas são organismos eucariotos, unicelulares que se deslocam por meio de pseudópodes. Sao protozoário que se apresenta em duas formas: ü cisto e trofozoíto Ø Na fase trofozoítica alimentam-se por fagocitose, pinocitose ou transporte através da membrana. Amebas vExistem várias espécies de amebas que podem ser encontradas no Homem e entre elas a Entamoeba histolytica e a Entamoeba coli. v A única espécie patogênica, em determinadas condições, é a E. histolytica embora em um grande número de casos viva como comensal no intestino grosso. Subreino Protozoa Philum Sarcomastigophora Subphilum Sarcodina - se movem e nutrem por pseudópodes Ordem Aemoebida Família Entamoebidae Gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax Todas as espécies vivem no intestino grosso de humanos ou de outros animais NEVES, DP; MELO, AL; LINARDI, PM; ALMEIDA VITOR, RW. Parasitologia humana. 11a ed. São Paulo: Atheneu, 2005. Classificação das amebas que vivem no intestino humano: As outras espécies, não patogênico, são: ─ Entamoeba coli (C); ─ Entamoeba hartmanni (D e E); ─ Endolimax nana (F e G); ─ Iodamoeba bütschlii (I). ─ Entamoeba gingivalis (encontrada só na boca e com o mesmo aspecto morfológico que E. histolytica); ─ Entamoeba polecki (do porco e capaz de infectar a espécie humana. É um protozoário que causa diarréias graves com sangue e muco que pode progredir para abcesso amebiano do fígado que é chamado de amebíase. Reservatório - O homem. Entamoeba histolytica Modo de transmissão - As principais fontes de infecção são a ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo cistos amebianos maduros. Ocorre mais raramente na transmissão sexual, devido a contato oral- anal. Formas de vida Trofozoítos Cistos Entamoeba histolytica http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Amebiasis.htm Eritrofagocitose Entamoeba histolytica Períodode incubação - Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos. Período de transmissibilidade - Quando não tratada, pode durar anos. Complicações - Granulomas amebianos (amebomas) na parede do intestino grosso, abscesso hepático, pulmonar ou cerebral, empiema, pericardite, colite fulminante com perfuração. Entamoeba histolytica Entamoeba histolytica - Ciclo Biológico Os cistos permanecem viáveis no meio ambiente, ao abrigo de luz solar e em condições de umidade favoráveis, durante cerca de 20 dias. 1. Cisto maduro 2. Metacisto 3. Trofozoíto 4. Cisto Monoxênico Epidemiologia • Países em desenvolvimento § 2ª. causa de morte entre as doenças parasitárias no mundo v100 milhões de indivíduos infectados por ano v100 mil óbitos anuais por disenteria, colite, doenças extraintestinais Santos, Fred Luciano Neves and Soares, Neci Matos Mecanismos fisiopatogênicos e diagnóstico laboratorial da infecção causada pela Entamoeba histolytica. J. Bras. Patol. Med. Lab., Ago 2008, vol.44, no.4, p.249-261. Entamoeba histolytica • Prevalência no região Norte • Aglomerações humanas em condições insalubres • Mais freqüente em adultos – Abscessos hepáticos amebianos 10 x mais comuns em homens / história de abuso de álcool é comum Santos, Fred Luciano Neves and Soares, Neci Matos Mecanismos fisiopatogênicos e diagnóstico laboratorial da infecção causada pela Entamoeba histolytica. J. Bras. Patol. Med. Lab., Ago 2008, vol.44, no.4, p.249-261. No Brasil Entamoeba histolytica Diagnóstico - Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; ou em aspirados de abscesso ou cortes de tecido. Os anticorpos séricos podem ser dosados e são de grande auxílio no diagnóstico de abscesso hepático amebiano. A ultra- sonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no diagnóstico de abscessos amebianos. T C Entamoeba histolytica Profilaxia: ü Lavar vegetais com água potável, e deixando-os imersos em hipoclorito de sódio a 2,5% - 30 min. ü Tratar todos os manipuladores de alimentos que eliminem cistos de amebas, sejam sintomáticos ou não. ü Evitar práticas sexuais que favoreçam o contato fecal-oral. ü Proteger os alimentos contra adubos de fezes humanas, águas poluídas e insetos ü Realizar o tratamento da água ü Saneamento básico Obs: O diagnóstico de um caso em quartéis, creches, orfanatos e outras instituições indica a realização de inquérito coproscópico para tratamento dos portadores de cistos Tratamento: ü Secnidazol, ü Metronidazol, ü Tinidazol ü Teclozam: casos leves, não absorvido, atua somente luz intestinal. Amebas de Vida Livre com Potencial Patogênico Amebas oportunistas As que são eventualmente de importância médica pertencem às famílias Acanthamoebidae e Schizopyrenidae. • Acanthamoebidae: Foram isoladas das fossas nasais de pessoas sem sintomas ou com história de coriza e cefaléias freqüentes, supondo-se que aí colonizem. Presentes no solo, ar, ar- condicionado, em piscinas. • Algumas espécies de acantomoebas podem causar ulcerações da córnea. • A acantamebíase, também dita meningoencefalite amebiana granulomatosa, é doença crônica rara, com alterações mentais, meningite, hipertensão intracraniana e evolução fatal. Naegleria fowleri (Schizopyrenidae): responsável por uma meningoencefalite amebiana primária que se supõe adquirida por contaminação da mucosa nasal com águas onde vivem as amebas. • Em geral, habitam águas termais ou efluentes aquecidos das indústrias. • Os casos esporádicos de negleríase têm sido encontrados em países do Pacífico, da África, da Europa, nos EUA e no Brasil. • Os pacientes pertencem à faixa etária de 7 a 20 anos, com igual freqüência em ambos os sexos Amebas oportunistas Na acantamebiase, parece que a infecção é de origem endógena e a patogenicidade depende de algum tipo de imunodepressão. As Naegleria fowleri são encontradas mais raramente que outras espécies (nunca em piscinas, contrariamente ao que sucede com Acanthamoeba). Infecções por amebas de vida livre