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Teorias do desenvolvimento: conceitos fundamentais – v.1 – C.R. Rappaport 
Cap. 1 – Introdução 
1.1 O que é Psicologia do Desenvolvimento 
* Representa uma abordagem para a compreensão da criança e do adolescente, através da descrição e exploração das mudanças psicológicas que as crianças sofrem no decorrer do tempo; 
* Acontecimentos na infância distúrbios na vida adulta (Freud) 
* Primeiros anos de vida estruturação da personalidade (Freud) 
* Psicologia infantil objetivos: observar e descrever os fenômenos; explicar os fenômenos e; descrever e explicar o processo de desenvolvimento da personalidade. 
* Psicólogo do desenvolvimento compreensão: do processo normal de desenvolvimento; dos possíveis desvios, desajustes e distúrbios. 
* Falhas: Nova ciência; métodos de pesquisa 
* Influência do adulto sobre a criança 
* Influência da criança sobre o adulto 
* Coleta e interpretação de dados confiáveis 
* Progresso na área de pesquisas 
* Crítica constante sobre a metodologia utilizada 
Cap. 2 – Modelo psicanalítico (Wagner R. Fiori) 
2.1 Freud e a Psicanálise – o trabalho inicial 
* Século XX – descoberta do inconsciente como etapa significativa da busca que o homem realiza à procura de si mesmo 
* Joseph Breuer contribuição para a Teoria Psicanalítica 
* Charcot hipnose 
* Os fenômenos histéricos e a hipnose constituíam um mesmo processo 
* A teoria específica de Charcot não teve utilidade para a psicanálise, mas as correlações entre processos sugestivos e sintomas de doenças mentais constituirão uma base para o pensamento de Freud 
* Liebaut e Bernheim sugestão pós-hipnótica: existem processos inconscientes, subjacentes e determinantes sobre a consciência. 
* Permitiu que Freud abandonasse a hipnose e permitir que o paciente sozinho buscasse os eventos traumáticos reprimidos 
* Trabalhos de Breuer com Ana O. 1º caso clínico psicanalítico 
* Método catártico: método de eliminar os sintomas com a retomada de recordações traumáticas passadas. “A cura pela fala”. 
* Ruptura de Breuer com Freud com a teoria da sexualidade infantil de Freud 
2.2 Consciente e inconsciente – o modelo topológico 
* Três grandes feridas no narcisismo do homem 
* Copérnico: tirar a Terra no centro do universo; 
* Darwin: tira o homem da pretensão de ser filho de Deus 
* Freud: descoberta do inconsciente; tira do homem o domínio sobre sua própria vontade 
* O inconsciente determina as ações do sujeito, sem que este o perceba
* Em relação a hipnose, quando o paciente se sente ameaçado, não só se recusa a cumprir as ordens, como torna-se particularmente resistente ao procedimento 
* Nesta época, a medicina adotava em geral duas atitudes diante da histeria: ou a ignorava, tratando os sintomas como mero fingimento consciente, ou tentava curá-la por alterações na posição do útero, ou por extração do clitóris. 
* Estudos sobre a histeria estabelecem a existência do inconsciente, paralelo ao consciente, mas que pode ser dominante a este 
2.3 Resistência e repressão 
* Bernheim com insistência, o paciente conseguia relembrar 
* Resistência: uma força que se opõe à percepção consciente de eventos traumáticos que trariam dor e sofrimento ao indivíduo 
* Repressão: força que se mobiliza para que o indivíduo não seja ferido em seus ideais éticos e estéticos, que tira da consciência a percepção de acontecimentos cuja dor o indivíduo não poderia suportar. É consequência lógica da resistência (autoproteção) 
* O trauma reprimido estará permanentemente tentando ocupar a consiência. A resistência o impedirá, mas, como consequência da luta, teremos a formação dos sintomas neuróticos. 
2.4 As estruturas dinâmicas da personalidade 
2.4.1 O Id 
* É o reservatório de energia do indivíduo; de energia psíquica 
* É constituído pelo conjunto de impulsos instintivos inatos, que motivam as relações do indivíduo com o mundo 
* Incorporação: alvo do instinto. Ex: alimento – fome; seio – construção da figura da mãe; 
2.4.1.1 Características do Id 
* Responsável pelo processo primário (mecanismo de gerar imagens correspondentes às pulsões) 
* Funciona pelo princípio do prazer: busca a satisfação imediata das necessidades. Não questiona qualquer aspecto da adaptação do desejo à realidade física, social ou moral. As interdições virão do Ego ou do Superego. 
* Inexiste o princípio da não contradição: todas as coisas são possíveis ao nível do Id. 
* É atemporal: reviver (recordar) é o mesmo que viver 
* Não é verbal: funciona pela produção de imagens 
* Funciona basicamente pelos processos de condensação e descolamento (processos básicos do inconsciente): 
* Condensação: agrupamento, dentro de uma imagem, de características pertencentes a vários processos inconscientes 
* Deslocamento: as características de uma imagem são transferidas para outra, com a qual o sujeito estabelece relações como se fosse a primeira 
* É uma instância estruturalmente inconsciente 
2.4.2 O Ego 
* Se diferencia a partir do Id, servindo de intermediário entre o desejo e a realidade 
* O Ego se estrutura como uma nova etapa de adaptações evolutiva do sujeito 
* O rudimento de uma organização temporal começa a se estabelecer 
* Funciona pelo princípio da realidade e pelos processos secundários 
2.4.2.1 Características do Ego 
* Dá o juízo de realidade: partirá do desejo, da imagem formada pelo processo primário, para tentar construir na realidade caminhos que possibilitem a satisfação do desejo 
* Intermediário entre os processos internos (Id – Superego): diante da manifestação do desejo, duas proibições podem opor-se: as morais, oriundas do Superego, e as interdições da realidade objetiva. O Ego efetua a conciliação entre Id e Superego de forma a possibilitar a atuação mais produtiva para o sujeito 
* Setor mais organizado e atual da personalidade: permite ao indivíduo uma adaptação ativa ao mundo presente em que vive 
* Domina a capacidade de síntese: memória; desenvolvimento do pensamento lógico e operário 
* Domínio da motilidade: prejudicação da motiidade por distúrbios afetivos 
* Organiza a simbolização: o processo secundário, ao organizar a linguagem, organiza o domínio sobre as fantasias e fornece um instrumento de reter, elaborar e atuar sobre a realidade física e psíquica 
* Sede de angústia: responsável por detectar perigos reais e psicológicos que ameacem a integridade do indivíduo 
* Angústia real (medo): mobiliza o indivíduo diante de uma perspectiva de uma agressão real. Proporciona condições de luta ou fuga. 
* Angústia neurótica: temor de que o Id prevaleça sobre os dados da realidade 
* Angústia moral: sentimento acusatório no qual sentimos que erramos, que somos maus, e nada mais poderá ser feito a não ser espiar a culpa. 
2.4.3 Superego 
* Responsável pela estruturação interna dos valores morais; do que é proibido e do que é valorizado. 
* Deve ser ativamente buscado 
* Ego Ideal: internalização dos ideais valorizados dentro do grupo cultural, os quais o indivíduo deve ativamente perseguir 
* O indivíduo é punido ou criticado quando falha na perseguição na obtenção de valores 
* Consciência Moral: internalização das proibições 
* Superego é uma instância necessária para o desenvolvimento do grupo social. Porém, quando exarcebado, tende a imobilizar ou a neurotizar o indivíduo. 
2.5 Mecanismos de defesa 
* Diversos tipos de processos psíquicos cuja finalidade consiste em afastar um evento gerador da angústia da percepção consciente 
* São funções do Ego; o Ego situa-se em parte no Consciente e no Inconsciente 
* Mecanismos de defesas localizados em parte no insconciente 
2.5.2 Divisão ou Cisão 
* Um objeto ou imagem com o qual nos relacionamos pode ser simultaneamente características que despertam nosso amor e nosso ódio ou temor. Dividimos esse objeto em dois: a parte boa e parte má. Uma parte será portador das características de amor; e o outro será o objeto que negaremos. 
2.5.3 Negação ou Negação da Realidade 
* Negação de perceber eventos dolorosos 
2.5.4 Projeção 
* Quando um evento doloroso é de nossa responsabilidade, tendemos a projetá-lo nomundo externo, que ao nosso ver assumirá características daquilo que não podemos ver em nós 
2.5.5 Racionalização 
* Selecionamos, da realidade, algumas informações fragmentadas, que justificam nossa conduta e todo nosso pensamento é elaborado em cima delas 
2.5.6 Formação reativa 
* Caracteriza-se por uma atitude ou um hábito psicológico com sentido oposto ao desejo recalcado. 
* Firma-se uma atitude moralista, ou seja, atuar contrariamente ao que se deseja é um meio de autopreservação 
2.5.7 Identificação 
* Diante de sentimentos de inadequação, o sujeito internaliza características de alguém valorizado, passando a sentir-se como ele. 
* Permanecer em identificações impede a aquisição de uma identidade própria 
2.5.8 Regressão 
* É voltar a níveis anteriores de desenvolvimento, que em geral se caracterizam por respostas menos maduras, diante de uma frustração coletiva 
2.5.9 Isolamento 
* Consiste em isolarmos um pensamento, atitude ou comportamento das conexões que teria o resto da elaboração mental. O comportamento assim isolado passa a não ameaçar, porque está separado e não mais conectado 
2.5.10 Descolamento 
* Através dele, descarregamos sentimentos acumulados, em geral sentimentos agressivos, em pessoas ou objetos menos perigosos 
2.5.11 Sublimação 
* Os desejos afetivos, que consideramos sexuais em um sentidos amplo, quando não podem ser literalmente realizados são canalizados pelo Ego para serem satisfeitos em atividades simbolicamente similares e socialmente produtivas 
2.6 Sexualidade e Libido 
O termo mais específico para designar a energia afetiva original, que mobiliza o organismo na perseguição de seus objetivos é o de libido 
Sofrerá progressivas organizações durante o desenvolvimento, cada uma das quais suportadas por uma organização biológica emergente no período 
Cada nova organização da libido, apoiada numa zona erógena corporal, caracterizará uma fase de desenvolvimento 
Libido é uma energia voltada para a obtenção do prazer 
Cada fase do desenvolvimento infantil é uma etapa psicossexual de desenvolvimento 
2.7 Fases do desenvolvimento 
2.7.1 Fase Oral 
* Perda da relação simbiótica pré-natal com a mãe; vida intra-ulterina 
* Corte do cordão (separação da mãe) 
* Ao nascimento, a estrutura emocional mais desenvolvida é a boca 
* Pela boca, começa a provar e a conhecer o mundo 
* Primeira busca afetiva: o seio (primeiro objeto de ligação infantil) 
* Libido localizada em torno da zona oral 
* A modalidade de relação oral será a incorporação 
2.7.1.1 A modalidade incorporativa 
* Caso particular do mecanismo de introjeção 
* Canibalismo – passagem de força e coragem 
* Lança fundamentos da identificação 
* É a etapa concreta da introjeção e a organização primitiva da identificação. Quanto mais regredido, menos simbólico e mais concreto o processo. Quanto mais regredido etariamente, mais se toma a parte (atributo) pelo todo (substantivo) 
2.7.1.2 Etapas Orais 
* Prazer no ato de mamar 
* Criança nasce corpo de reflexos (alimentos, posturais e defensivos) processos corticais 
* Desenvolvimento das relações objetais: progressivas ligações emocionais 
* Etapas (K. Abrahan) 
* Etapa oral de sucção: precede a dentição; a modalidade de relação é incorporativa (introjetiva) e visa a apreensão em si do mundo 
* Etapa oral sádico-canibal: eclosão dos dentes; surge a primeira concretização de sua capacidade destrutiva 
2.7.2 Fase Anal (2-3 anos) 
* Período em que se inicia o andar, o falar em que se estabelece o controle dos esfíncteres 
* Processos básicos se organizando: 
* Conteúdo, ou seja, fantasias que a criança elabora sobre os primeiros produtos realmente seus que coloca no mundo 
* Modelo de relação a ser estabelecido com o mundo através destes produtos 
* Libido passa organizar-se sobre a zona erógena anal 
* Modalidades de relação estabelecidas: projeção e controle 
2.7.2.1 O valor simbólico dos produtos anais 
* São objetos que vêm de dentro do próprio corpo, que são, de certa forma partes da própria criança 
* São objetos que geram prazer ao serem produzidos 
2.7.2.2 Etapas anais (Abrahan e Freud) 
* Domínio dos processos expulsivos (projeção) 
* Retentiva (controle) 
* Relações de angústia predominam o amor 
* Neurose obsessiva

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