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CENTRIFUGAÇÃO-1

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 Operação unitária amplamente utilizada nas áreas industriais.
 Destinada a separar sólidos de líquidos ou líquidos não miscíveis,
utilizando-se centrífugas.
 Separação por meio de forças centrífugas de duas ou mais substâncias de
densidades diferentes.
 Finalidade  separação de frações ou a concentração das moléculas de
interesse.
 Objetivo  separar sólidos de líquidos ou mesmo
uma mistura de líquidos.
2 1 - Centrifugação
 Se uma suspensão for deixada em repouso, as partículas dispersas irão se
assentar por meio do fenômeno de decantação ou sedimentação, por ação
da gravidade.
Primeiro serão sedimentadas as partículas maiores e depois as menores
em tempos variáveis.
 A separação gravitacional pode ser muito lenta devido à proximidade entre
as densidades das partículas e do fluido, ou por causa de forças associativas
que mantém componentes ligados, como em emulsões.
 O uso de centrífugas aumenta muitas vezes a força que atua sobre o
centro de gravidade das partículas, facilitando a separação e diminuindo o
tempo.
3 1 - Centrifugação
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https://mundodababsi.files.wordpress.com/2011/07/figura2.jpg
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 Qualquer corpo ou partícula que apresente um movimento circular
uniforme está submetido a uma força centrífuga, que tem como
referência, o centro da trajetória circular que a partícula descreve.
 A força centrífuga pode ser calculada a partir da expressão:
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2wm*r*Fc =
m = massa do corpo
w = velocidade angular do movimento de rotação
r = raio de rotação
1.2 – Força Centrífuga
1.2 - Força Centrífuga
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 Quanto maior for o número de rotações por segundo, maior será
a força centrífuga aplicada na partícula e, quanto maior o raio da
circunferência, maior a força centrífuga.
 A força centrífuga relativa (FCR) pode ser calculada por:
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0,00001117*r*N²Fcr=
Fcr = força centrífuga relativa
r = raio de centrifugação, em m ou cm
N = velocidade de centrifugação em rotações por minuto (rpm)
 Quando uma suspensão é submetida a uma velocidade ou a um número
de rotações por minuto (RPM), a força centrífuga faz com que as partículas
se afastem radialmente do eixo da rotação. A força aplicada nas
partículas é chamada de Força Centrífuga Relativa (RCF).
1.3 - Força Centrífuga Relativa
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 rotores móveis
 rotores de ângulo fixo
 rotores verticais
1.4 - Tipos de rotores
https://mundodababsi.files.wordpress.com/2011/07/figura3.jpg
 Rotores verticais  separações isopícnicas (de densidade),
como por exemplo para isolamento de DNA, RNA e
lipoproteínas. Desvantagem: ocorrência de sedimentação
incompleta.
 Rotores de ângulo fixo  os tubos são posicionados em um
ângulo definido. O material se reorienta no interior do tubo,
conforme a força centrífuga que é aplicada.
 Rotores móveis  mantidos na vertical enquanto o
equipamento está em repouso. Ao girar, se posiciona
horizontalmente, dependendo da rotação que é aplicada.
10 1.4 - Tipos de rotores
 1.5.1 - Centrifugação Diferencial
 A separação é baseada no tamanho das partículas. Uma
suspensão contendo diferentes moléculas é centrifugada e as
partículas maiores sedimentam com mais rapidez do que as
partículas menores, obtendo-se frações de moléculas.
1.5 - Tipos de Separações Centrífugas
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 1.5.2 - Centrifugação por gradiente
 Suspensão de partículas a uma força centrífuga constante, em
meio de densidade /peso gradualmente variável, de uma
extremidade à outra do tubo.
 As partículas com densidades diferentes, se deslocam até
alcançar o local de igual densidade.
 A separação por gradiente pode ser classificada em duas
categorias: por índice regional (tamanho) e separação isopícnica
(densidade).
1.5 - Tipos de Separações Centrífugas
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Era bom deixar clara a necessidade do uso de liquido diferenciador...como o fycol que eu disse. Procurem ele 
E se possivel imagens de seu uso..como em fracao de sangue
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 VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=8vuoU9_mEWg
 Separação gradiente de tamanho  baseia-se no tamanho e
massa da partícula para sedimentação.
 Separação isopícnica  Após o processo de centrifugação a
partícula irá “estacionar” em uma posição onde a densidade da
solução em que se encontra é próxima à densidade da partícula.
 1.5.3 - Ultracentrifugação
 Processo de centrifugação sob pressão, permitindo a
separação de partículas de modo eficiente, utilizando-se de
refrigeração e vácuo de forma a minimizar o atrito com o ar,
devido à elevada rotação aplicada.
1.5 - Tipos de Separações Centrífugas
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1.6 - Tipos de Centrífugas16
1.6.1 - Centrífuga de Laboratório
Equipamento usado em química, biologia,
bioquímica para fazer separação de amostras.
No aparelho são colocados os tubos de ensaio
que contém o material que passará por análise
clínica.
No momento em que a centrífuga de
laboratório é ligada ela gira os tubos de ensaio
e assim a parte sólida é separada da parte
líquida do material que está nos tubos para ser
analisado.
Os tamanhos e rotores da centrífuga dependem
da aplicação e da velocidade desejada por seu
usuário.
 Esta centrífuga opera geralmente na vertical, com o rotor
tubular provendo um longo caminho para a separação da
mistura.
 Consiste em um tubo sólido fechado em ambas as extremidades, e
que normalmente é alimentado com dois líquidos de densidades
diferentes, por uma entrada no fundo;
 A fase mais pesada se concentra contra a parede do cilindro,
enquanto a fase mais leve flutua sobre ela. As duas fases são
separadas por meio de um defletor que as descarrega em dois fluxos
distintos;
1.6.2 - Centrífuga Tubular17
1.6.2 - Centrífuga Tubular
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1.6.2 - Centrífuga Tubular
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1.6.3 - Centrífugas de Discos
 A câmara possui uma série de discos paralelos que proporcionam uma
grande área de sedimentação. O material é removido através de
válvulas.
 É projetada para separação sólido/líquido ou duas fases líquidas em
base contínua. Os sólidos sedimentam na parede do vaso e são
descarregados manualmente ou automaticamente por aberturas
intermitentes do vaso.
 A pilha de discos aumenta grandemente a área efetiva de
sedimentação ou clarificação, e as fases líquida e sólida movem-se
para cima ou para baixo na superfície dos discos. O líquido descarrega
através de um ou mais discos.
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1.6.3 - Centrífugas de Discos
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1.6.3 - Centrífugas de Discos
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1.6.4 - Centrífugas de Vaso Horizontal
 A hélice roda e distribui os sólidos ao longo da superfície do recipiente,
retirando-o do líquido. O liquido sai pelo outro lado da câmara. O parafuso
roda em velocidade diferente da câmara.
Consistem em dois elementos giratórios concêntricos horizontais contidos
em uma carcaça estacionária.
 O elemento interno é um transportador de parafuso tipo rosca-sem-fim com
a extremidade da lâmina ajustada próximo ao contorno da cesta.
 A suspensão é alimentada no interior do eixo transportador por
bombeamento ou por gravidade, sendo automaticamente acelerada até a
velocidade da máquina.
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1.6.4 - Centrífugas de Vaso Horizontal
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1.6.4 - Centrífugas de Vaso Horizontal
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 A centrífuga de cestos pode ser classificada como perfurada e não
perfurada.
 Centrífuga perfurada  operações de centrifugação e filtração.
 No caso de cestos não perfurados, a ação é apenas da força
centrífuga. As partículas sólidas tendem a se acumular nas
paredes da centrífuga e, com o passar do tempo estas começam a
ser liberadas junto com o filtrado.
1.6.5 - Centrífugas de Cestos
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1.6.5 - Centrífugas de Cestos
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 VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=avlRJHqzr4g