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Via de administração endovenosa Profª Adriene C.P.Kviatkovski Via endovenosa Administração de um medicamento na corrente sanguínea. início de ação quase imediato completa disponibilidade do medicamento controle sobre a quantidade ministrada e o nível mantido no sangue Possibilita a administração de mais volume que as outras vias parenterais. Via endovenosa Via endovenosa Envolve diversas etapas do conhecimento: leitura e interpretação da prescrição médica inspeção e obtenção do acesso venoso conhecimento do material utilizado fixação do dispositivo conhecimento e natureza dos efeitos adversos. Via endovenosa Soluções oleosas ou em suspensão não podem nem devem ser administradas por via endovenosa, pelo risco de embolia; ( somente se partículas menores que 7 micras, igual ou menor que as hemácias) As Soluções administradas devem ser isentas de pirogênios. Via endovenosa modos de administração Bolus – medicação administrada em tempo menor ou igual a 1 minuto; Infusão rápida – medicação administrada em tempo de 1 a 30 minutos; Infusão lenta – medicação administrada em tempo de 30 a 60 minutos; Infusão intermitente – medicação administrada em tempo superior a 60 minutos, porém não contínuo; Infusão contínua – medicação administrada em tempo superior a 60 minutos, sem interrupção. As infusões cujo tempo de administração seja superior a 10 minutos deverão ser realizadas através do uso de soluções diluídas em maior volume (ex: 50 ml) e poderão ser administradas através de gotejamento gravitacional ou por bomba infusora; Via endovenosa Bomba infusora (BI) Equipamento eletrônico que, através de uma programação, faz o controle da infusão volumétrica; - Os acessos venosos podem ser periféricos ou centrais, de acordo com sua localização. Acesso venoso central Acesso venoso periférico Acesso venoso periférico A punção intravenosa periférica é definida como a inserção de um cateter intravenoso no interior do vaso de uma veia periférica. Existem vários tipos de dispositivos intravenosos periféricos. Os mais comuns são: o cateter agulhado (escalpes ou butterflys) o cateter sobre agulha, composto de material flexível (Jelco). Escalpe cateter agulhado (escalpes ou butter)flys) cateter agulhado (escalpes ou butterflys) Cateter de agulha curta de aço inoxidável, com aletas ou abas de plástico, disponíveis nas numerações ímpares 17 a 25 (gauge). Obs.: utiliza-se a unidade de medida Gauge (G) para indicar o diâmetro interno dos cateteres. Na medida em que o número do cateter aumenta, o tamanho da luz (diâmetro)diminui. O comprimento pode variar de 1,25 a 3,0cm.¹ Cateter agulhado (escalpes ou butterflys) São indicados para: terapias de curta duração:tempo inferior a 12 horas, para administração de medicamentos em dose única (bolus) coleta de sangue para exames laboratoriais. Seu desenho permite fácil inserção e fixação segura, assim como fácil troca do equipo. Cateter sobre agulha / Jelco Este dispostivo consiste de uma agulha envolta por um cateter. Também conhecido como cateter do tipo fora da agulha São apresentados em calibre de números pares de 14 até 24G, sendo que o menor número indica o maior calibre; com comprimento de 2,5 a 4 cm Cateter sobre agulha/ jelco A escolha do melhor cateter a ser utilizado depende de diversos fatores: como o vaso sanguíneo puncionado, medicação ou solução prescrita, condição clínica e a idade do paciente. Os cateteres de maior calibre (>18 G) devem ser os preferidos na administração de sangue e derivados, pacientes críticos. Via endovenosa Locais mais utilizados para a punção venosa periférica Região cefálica e região cervical– utilizadas em bebês; Braço – veia cefálica e basílica; Antebraço – veias cefálica, cefálica acessória, basílica Mão - rede do dorso; Pé – rede do dorso*; Perna – safena magna, tibial*; Dar preferência aos membros superiores, evitando os locais de dobras cutâneas. *última escolha em função do risco de complicações como tromboses e flebites Via endovenosa Locais mais utilizados para a punção venosa Evitar punção em MMII, edemaciados, com lesões, correspondente à mastectomia, submetidos à cirurgias, excessivamente puncionados, com plegias, paresias ou parestesias. Via endovenosa Manobras para favorecer o aparecimento das veias: Massagens; Compressas quentes; Garroteamento; Hiperextensão do braço; JAMAIS APLICAR TAPAS NO LOCAL DE PUNÇÃO ANTES DO PROCEDIMENTO Via endovenosa TÉCNICA DE PUNÇÃO DE ACESSO VENOSO PERIFÉRICO Informe prévio ao cliente, sobre o procedimento a ser realizado. Lavagem das mãos e calçamento de luvas de procedimento. Colocação do torniquete (garrote) a 15 ou 20 cm acima do local a ser puncionado, evitando pressão excessiva que possa interromper o pulso radial. Promover dilatação das veias, incentivando o cliente a abrir e fechar a mão. Providenciar a anti-sepsia do situ de punção. Controvérsias existem em relação aos anti-sépticos, no entanto, os mais utilizados ainda são álcool e clorexidine. Com o catéter angulado perpendicular a pele e paralelo a veia, efetua-se a punção. Dirigir-se a ponta do catéter à veia, com o bisel voltado para cima. Liberação do torniquete, logo após a punção. Via endovenosa TÉCNICA DE PUNÇÃO DE ACESSO VENOSO PERIFÉRICO Observar o refluxo do sangue pela conexão, vindo a seguir a oclusão proximal da veia puncionada afim de evitar um refluxo contínuo; Efetuar a conexão do equipo de soro, previamente montado, observando o fluxo, com o livre escoamento do volume infundido, e refluxo, com o retorno de sangue pelo equipo; Estabilizar e fixar o catéter à pele, obedecendo ao mesmo rigor da punção; Prepare extensões tubulares e torneiras 3 vias, dependendo da quantidade e periodicidade de medicamentos. Preencha-os com SF 0,9%; Registrar o procedimento que deverá constar os seguintes dados : data e horário, local de inserção e tipo do dispositivo, solução de infusão e reações do cliente. Cateter sobre agulha Diagnóstico de enfermagem Risco de trauma vascular relacionado à... Risco de infecção relacionado ao ... Integridade tissular prejudicada relacionado à...evidenciado por... Intervenções de enfermagem Uso e manutenção do cateter venoso periférico: Utilizar Técnica asséptica durante a punção e manipulação do cateter. Trocar a cada 72 horas : O dia da punção sempre será dia 01. Exemplo: Puncionou dia 15 (1°dia), trocará dia 18. Utilizar curativo transparente para melhor vizualização da inserção. Lavar cateter e ou salinizar com SF0,9% antes e após sua utilização. Avaliar presença de sinais flogísticos 26 Preparo de soluções: Recomendações Não misturar drogas diferentes em um mesmo recipiente, seringa ou frasco, a não ser que as drogas sejam compatíveis e façam parte do protocolo. Não infundir soluções turvas e com precipitados. Garanta que a droga esteja bem dissolvida, sem alteração de coloração e aspecto. Prepararo de soluções Recomendações Inspecione qualquer administração ou dispositivos de infusão EV antes, durante e após o uso; Ao administrar um medicamento por via EV, lave o dispositivo de acesso, com SF0,9%, antes de administrar outro, a menos que você saiba que os medicamentos são compatíveis; Considere a utilização de seringas e acessórios de terapia intravenosa do tipo Luer-lock. O rosqueamento previne os riscos de desconexão acidental; Prepararo de soluções Recomendações Os frascos de soluções podem ser de vidro, plástico rígido ou plástico flexível (bolsas Viaflex); Alguns medicamentos necessitam ser contidos em recipientes de vidro por reagirem com o plástico; Algumas medicações são fotorreagentes Características das soluções que costumam ser administradas por via IV Soluções Isotônicas – osmolaridade muito semelhante a do sangue. Ex. SG 5%, SF 0,9% e Ringer Lactato. Soluções Hipertônicas – promovem retirada do líquido das células e dos compartimentos intersticiais para o meio IV. Ex: SG 10%, 20%, G50% e albumina a 25% Soluções Hipotônicas– deslocam líquido para fora do compartimento IV. Ex. água destilada, cloreto de Na+ 0,45% Complicações locais e sistêmicas Hematoma; Trombose; Infiltração e Extravasamento; Infecção local; Espasmo venoso; Sepsis; Sobrecarga circulatória; Choque por infusão rápida; Flebite Tromboflebite; inflamação de um vaso sanguíneo, causada pela presença de um trombo (coágulo). Veias esclerosadas: veias com paredes espessas, endurecidas Flebite A flebite é uma das complicações mais frequentes no uso de cateteres venosos periféricos, caracteriza-se por uma inflamação aguda da veia. Sinais e sintomas: edema, dor, desconforto, hiperemia ao redor da punção e um "cordão" palpável ao longo do trajeto. Tipo de Flebite (causa): Mecânica Química Infecciosa Flebite tipos e causas HARADA,2011 Flebites Sinas e sintomas , intervenções de enfermagem e prevenção HARADA,2011 Flebite - prevençãoHARADA,2011 Infiltração É a infusão inadvertida de fluidos e soluções não vesicantes ao redor do tecido subcutâneo. A infiltração pode ser ocasionada por diversos fatores: perfuração do vaso, punção da parede distal da veia, deslocamento do dispositivo devido à manipulação , fricção mecânica e aumento da pressão interna do vaso. Extravasamento Considerado grau 4 na escala de infiltração. É ocasionado por: infiltração de drogas vesicantes ou irritantes do vaso sanguíneo para o tecido circunvizinho. antineoplásicos, drogas vasoativas, drogas com osmolaridades superior a 375 mOsm/l, soluções com pH inferior a 5 ou superior a 9,0 Causa destruição dos tecidos, incluindo formação de vesículas, ulcerações, necroses da pele e tecidos e síndrome compartimental . Hematoma/equimose Presença de sangue no tecido subcutâneo, normalmente encontrado parcialmente coagulado fora do vaso, caraterizado por uma lesão hipercrômica causando sensibilidade no local da punção, área de contusão ao redor e impossibilidade de infusão; não causam danos por si só, mas pode dar início a uma tromboflebite ou infecção local Fatores de risco, sinais e sintomas, intervenções de enfermagem e prevenção de hematomas HARADA,2011 Embolia Embolia por cateter: Ocorre quando uma parte do cateter quebra e segue pelo sistema vascular, podendo atingir a o ventrículo direito e a artéria pulmonar. Embolia gasosa: Ocorre quando há entrada de ar pelo cateter que segue pelo sistema vascular. Fatores de risco, sinais e sintomas, intervenções de enfermagem e prevenção de embolia por cateter HARADA,2011 Fatores de risco, sinais e sintomas, intervenções e prevenção de embolia gasosa HARADA,2011 oclusão Bloqueio da cânula por trombos ou coágulos, causando desconforto no local de inserção e refluxo sanguíneo observado no equipo.¹ infecção As infecções relacionadas a cateterização vascular podem ocorrer devido à: microbiota da pele do paciente no local da inserção, contaminação no momento da inserção, manipulação por técnica inadequada, administração de fluido contaminado, contaminação das conexões do cateter ou por mãos contaminadas dos profissionais . A infecção local pode ser caracterizada por rubor e secreção purulenta no sítio da inserção. Já na infecção sistêmica ocorrem febre, calafrios, indisposição e leucócitos elevados. BIBLIOGRAFIA POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Procedimentos e competências de enfermagem Rio de Janeiro: ed. Mosby Elsevier, 7ªed. 2012. HARADA, M.J.C., PEDREIRA, M.L.G. Terapia intravenosa e infusões. São Caetano do Sul: Yendis, 2011. GIOVANI, A.M.M. Medicamentos: cálculo de dosagens. São Paulo: Scrinium, 2001. RIA COMPLEMENTAR Sites oficiais utilizados: www.anvisa.gov.br www.cofen.gov.br Imagens: busca aleatória no google.