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Disciplina: Geografia da população Aula 6: Setores de atividades econômicas e as relações de trabalho Apresentação A estrutura da população pode ser dividida de diversas maneiras, entre as quais por faixas etárias e por sistemas da economia primário, secundário e terciário. A distribuição da população pelos setores da economia está diretamente ligada ao processo histórico de industrialização e urbanização do país e, nos países de economia periférica como o Brasil, reflete as contradições existentes no processo de desenvolvimento econômico. Nesta aula, discutiremos a distribuição da população pelos setores da economia de um país. Objetivos Analisar os setores de atividade econômica: primário, secundário e terciário; Relacionar os setores da economia com a população economicamente ativa; Comparar o predomínio da população de um país em um dos setores da economia com o seu nível de desenvolvimento. História A economia de um país é dividida em três grandes setores: o primário, o secundário e o terciário. 1 Primário O primário compreende as atividades da agricultura, da pesca e do extrativismo. 2 Secundário O setor secundário é a atividade industrial, que hoje inclui a indústria de transformação e a agroindústria . 3 Terciário O setor terciário compreende os serviços prestados à população como o comércio, as escolas, o setor bancário etc. No mundo pós-moderno, devido aos grandes investimentos em pesquisa e tecnologia, há o surgimento de um setor quaternário, que compreende os setores ligados ao conhecimento, a cibernética , a robótica e a tecnologia da informação. Nesse setor quaternário, a informação assume um caráter estratégico e distancia ainda mais os países de grande desenvolvimento dos demais. Leitura A distribuição da população nos setores da economia tem raízes históricas. Nos séculos XVI e XVIII, a função das colônias era a de produzir matéria-prima para a metrópole e consumir os produtos manufaturados fornecidos por ela. Essa relação selou um processo de desenvolvimento que fez com que, durante muito tempo, os países subdesenvolvidos tivessem as suas economias baseadas na produção de alimentos e matéria-prima para os países ricos ou industrializados, concentrando a maior parte de sua população no setor primário. Atualmente, mesmo os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento possuem um grau de industrialização considerável, como é o caso do Brasil. Mas, os reflexos desse primeiro momento de inserção na economia mundial prevalecem. Ou seja, apesar de industrializado, o Brasil, à semelhança de muitos outros países, permanece com um percentual considerável de pessoas empregadas no setor primário e apresenta um setor terciário inchado por causa da falta de posições de emprego no secundário. Setores da economia - Integração e dinâmica atual O nível de desenvolvimento de um país também pode ser estudado a partir do ponto de vista ocupacional de sua população. A economia de um país é dividida em setores econômicos ou de produção. A análise da distribuição da população entre esses setores proporciona importantes informações sobre: 1 2 file:///W:/2018.2/geografia_da_populacao__GON944/aula6.html file:///W:/2018.2/geografia_da_populacao__GON944/aula6.html A história econômica desse país - a forma e o momento de sua inserção na economia internacional. O nível de desenvolvimento econômico atual. A realidade urbana ou rural de sua população. O nível de escolaridade ou renda. A divisão mais utilizada entre os pesquisadores e estudiosos do assunto é a de classificação dos setores da atividade econômica em primário, secundário e terciário. Com frequência, também lemos sobre a existência de um setor quaternário da economia. Atenção Quaternário: A necessidade de se criar mais um setor da economia seria decorrente da especialização cada vez maior de algumas atividades e do alto grau de investimento intelectual, financeiro e tecnológico necessário para que essas atividades se desenvolvam. Atividades ligadas à pesquisa de ponta, como tecnologia da informação, química fina e robótica, além de setores como a indústria criativa, por exemplo, estariam nesse setor quaternário, e não no secundário ou primário. Como essa divisão em quatro setores da economia ainda não é aceita por toda a comunidade científica e acadêmica, trabalharemos com os três primeiros. O nível de desenvolvimento de um país tem fatores históricos que devem ser levados em consideração quando estudamos a divisão da população em atividades econômicas. Não buscamos uma explicação determinista para o desenvolvimento econômico e industrial de um país, mas a inserção diferenciada tanto no tempo quanto no tipo de participação tem influência na forma como os setores econômicos se desenvolveram nos países ricos e nos países desenvolvidos e nos países pobres. O colonialismo do século XVI dividiu o mundo da época em regiões produtoras de matéria-prima e regiões produtoras de manufaturas. As colônias (países recentemente independentes) produziam quase que majoritariamente produtos agrícolas ou matéria-prima para as manufaturas, e posteriormente para as indústrias das metrópoles. CAPITALISMO COMERCIAL (Séculos XV e XVI) Colônias Metrópoles Produtos primários, extração de especiarias, metais preciosos; relações de trabalho pré-capitalistas. Produção e exportação de produtos manufaturados; trabalho pouco qualificado, sem leis trabalhistas. CAPITALISMO INDUSTRIAL (SÉCULOS XVII, XVIII e IX) Colônias, ex-colônias e países subdesenvolvidos Metrópoles e/ou países desenvolvidos Produtos primários agrícolas alimentares ou matéria-prima para a indústria (ex: algodão); metais preciosos; ferro; carvão mineral; trabalho livre de baixa qualificação. Transformação da matéria-prima em produtos industrializad trabalho livre com nível médio de qualificação; leis trabalhist CAPITALISMO FINANCEIRO (SÉCULOS XX e XXI) Países subdesenvolvidos Países desenvolvidos Produtos industrializados de médio ou baixo desenvolvimento tecnológico ou de tecnologia importada; produtos agrícolas; trabalho com baixo ou médio nível de qualificação. Produtos industrializados de alto nível tecnológico; pesquisa ponta; difusão de informação; mercado financeiro; trabalhad com alto nível educacional e qualificação. Divisão Internacional do Trabalho (DIT) e sua transformação ao longo de séculos. Fonte: Adaptado de Brasil Escola. Atenção O quadro mostra que países com processo de industrialização tardio, como o Brasil, apesar de serem industrializados ainda sofrem com a herança de um sistema colonial. Isso se reflete na distribuição da população entre os setores de atividade econômica. Vamos definir os setores primário, secundário e terciário. Setor Primário O setor primário é formado pelos trabalhadores na agricultura, na pecuária, no extrativismo e na pesca. Tem o maior número de trabalhadores nos países ainda não industrializados, que são os países pobres do continente africano ou asiático. Nos países ricos e desenvolvidos a passagem da mão de obra do setor primário da economia para os demais setores ocorreu de forma gradativa devido à introdução de novas técnicas de cultivo no campo ou de tecnologia, como a utilização massiva de tratores, colheitadeiras e insumos e fertilizantes químicos. A alta produtividade do setor primário dos países desenvolvidos faz com que não seja necessário o uso intensivo de mão de obra. Mesmo em países em desenvolvimento, como o Brasil, o setor primário não emprega um elevado contingente populacional. Isso ocorre porque a moderna agroindústria, voltada para o cultivo de grãos para a exportação, é mecanizada em grande parte da sua cadeia produtiva. Exemplo de países que ainda têm grande parte de sua população no setor primário: Nigéria, Angola, Índia e China. Produção agrícola de soja. (Fonte: Shutterstock) Setor Secundário Formado pelos trabalhadores no setor industrial. Desde o final do século XVIII, a indústria faz parte da vida das sociedades modernas. O setor industrial se divide em:Indústria de base - que transforma a matéria-prima para outras indústrias; Indústria de bens de consumo - que podem ser duráveis (como veículos automotivos ou eletrodomésticos) e não duráveis (como medicamentos e alimentos perecíveis). O setor industrial até a segunda metade do século XX estava entre os maiores empregadores das economias nacionais. O desenvolvimento tecnológico e a introdução de modernos e precisos maquinários, como os robôs fizeram com que as indústrias não mais necessitassem de um grande contingente de trabalhadores. Trabalhadores em uma fábrica operando máquinas. (Fonte: Shutterstock) Exemplo Em 1965, período de crescimento da indústria no Brasil o setor automobilístico empregava 45.604 trabalhadores, que produziam 174.191 unidades por ano. A produtividade era de 3,8 unidades automotivas por trabalhador. Em 2014 - a indústria automobilística do Brasil empregou 149.543 trabalhadores e produziu 3.387.390 unidades por ano. A produtividade saltou para 22,6 unidades automotivas por trabalhador. Setor Terciário De todos os setores da economia, o setor terciário é o mais complexo e o que emprega o maior número de trabalhadores. O terciário engloba os serviços e o comércio. Um vendedor de loja e um banqueiro são empregados do setor terciário, assim como professores, advogados, geógrafos, atendentes de telemarketing, encanadores etc. O crescimento do setor terciário teve início após a segunda Revolução Industrial. O aumento da produtividade no setor industrial, com o desenvolvimento das técnicas fordistas de produzir, fez com que um grande contingente de trabalhadores fosse liberado das fábricas e buscasse emprego em outras áreas. Trabalhadores nos setores de serviços e comércio. (Fonte: Shutterstock) A conexão entre os setores secundário e terciário é muito relevante. Por exemplo, o dinamismo do setor secundário, com maior diversificação da oferta de produtos e o barateamento desses irá se refletir nas possibilidades de crescimento do comércio e dos serviços. Dessa mesma forma, uma crise no setor industrial tem duas consequências diretas para o comércio e os serviços: A primeira é a diminuição da oferta de bens de consumo para o comércio e a redução do poder de compra da população em geral; A segunda é o aumento do número de desempregados das indústrias que passam a buscar posições de trabalho no setor terciário. Esse aumento de trabalhadores que buscam sua reinserção no mercado no setor terciário da economia ocorre, também, por causa da modernização das indústrias. Saiba mais A chamada III Revolução Industrial trouxe grandes modificações para a atividade industrial. Se na II Revolução Industrial, a utilização da linha de montagem fez com que a produtividade por trabalhador crescesse muito, atualmente, a informatização de grande parte dos processos faz com que a redução da necessidade de mão de obra seja ainda maior. Exemplo: na indústria automobilística, praticamente toda a parte de pintura dos veículos é feita por robôs e não mais por pessoas. Linhas de montagens na década de 1950 e atualmente A migração da mão de obra dos setores primário e secundário para o terciário tem grandes consequências para este último. O setor terciário é o maior empregador da economia capitalista globalizada e isso ocorre porque é o setor da economia mais diversificado. Contudo, a capacidade de absorver toda a mão de obra está relacionada à qualificação das pessoas e ao crescimento econômico. Países pobres veem surgir o fenômeno do inchaço do setor terciário, com um percentual elevado de trabalhadores empregados de forma informal ou subempregados. São camelôs, vendedores ambulantes, entregadores que não têm carteira assinada e, por isso, não têm acesso aos direitos previdenciários e trabalhistas. Essa é a realidade de várias regiões centrais das cidades brasileiras, que têm ruas comerciais com um grande contingente de camelôs ocupando as suas calçadas e outras áreas de circulação. Linha de montagem de 1950. (Fonte: Shutterstock) Linha de montagem atual. (Fonte: Shutterstock) População economicamente ativa e nível de desenvolvimento de um país Do ponto de vista ocupacional, a população de um país se estrutura em População Ativa, População Inativa e População Ocupada. População Economicamente Ativa (PEA É a população de um país compreendida entre 10 e 65 anos, que exerce uma atividade econômica remunerada. A PEA corresponde às pessoas que estão empregadas e também às que estão em busca de emprego. População Ocupada É composta pelas pessoas que estão trabalhando em alguma ocupação remunerada, seja ela formal ou informal. Ou seja, a diferença da PEA para a População Ocupada é que essa última exclui as pessoas que estão em busca de emprego. População Economicamente Inativa (PEI) É composta pelas pessoas que não estão empregadas nem estão procurando emprego. São as crianças, os aposentados e as pessoas que não exercem atividades econômicas remuneradas, como as donas de casa. A distribuição da população em PEA, População Ativa e PEI é diferente de país para país e de país desenvolvido para país subdesenvolvido. É uma distribuição dinâmica e transformações na economia e no nível de industrialização de um país podem afetar a estrutura constituída. Em relação à População Economicamente Ativa, os fatores determinantes na distribuição das pessoas entre os setores econômicos são a industrialização, a urbanização e o grau de modernização da agricultura. Industrialização O crescimento do setor secundário de um país influencia a população ocupada tanto no setor primário quanto no setor terciário da economia. A industrialização da população de um país faz com que o setor secundário exerça uma forte atração sobre a população empregada nas atividades agrícolas. O setor primário passa a ser mercado consumidor para os equipamentos produzidos na industrial. O crescimento da produção industrial faz com que a mecanização ou a utilização de defensivos e fertilizantes químicos se intensifiquem na agricultura, possibilitando o aumento da produtividade agrícola e a liberação de mão de obra tanto para o próprio setor secundário quanto para o terciário. Urbanização Os processos de urbanização e de industrialização de um país estão fortemente interligados. O aumento do contingente de trabalhadores industriais e a migração campo-cidade tem como consequência o crescimento do setor terciário da economia. Ao sair do campo e se instalar nas cidades, as pessoas começam a demandar mais serviços como escolas, creches, hospitais, supermercados, entre outros. No início, há a ampliação dos postos de trabalho nessas atividades, mas, para o crecimento continuar, dependerá do dinamismo da economia de uma forma em geral, e da qualificação da população para ocupar as vagas abertas. Atualmente, os postos de trabalho abertos demandam uma população cada vez mais qualificada, como níveis educacionais e habilidades para lidar com computadores e internet. No comércio como nos serviços isso também ocorre. Alguns empregos característicos do setor terciário estão diminuindo fortemente a necessidade de contratação de mão de obra pela informatização de parte de seus processos, como o setor bancário e os supermercados. Modernização do setor agrícola A utilização cada vez mais intensa de técnicas e de tecnologias modernas no campo faz com que a produtividade agrícola aumente e não seja necessário um grande contingente populacional dedicados à produção de alimentos e de commodities agrícolas . Esses trabalhadores migram para as cidades e para os setores secundário e terciário da economia em busca de empregos. Podemos fazer uma relação direta entre a distribuição da PEA e o nível de desenvolvimento do país: No setor primário: Nos países desenvolvidos, o setor primário é o que possui o menor contingente de trabalhadores por causa da mecanização, da utilização de insumos químicos e, mais recentemente, dos investimentos científicos, sobretudo a genética, que viabiliza cultivos cada vez mais produtivos.Nos países pobres, o percentual de trabalhadores no campo é grande e não reflete o aumento da produção de alimentos, por exemplo. O baixo nível de qualificação do produtor rural, a pouca capitalização e baixa utilização de equipamentos agrícolas faz com que a produção de alimentos, em grande parte das regiões pobres do mundo, ocupe um grande contingente de trabalhadores não produza o suficiente para abastecer a população do país. No setor secundário das atividades econômicas, o quadro é mais equilibrado. Tanto nos países ricos e desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento e subdesenvolvidos, o número de pessoas em idade ativa empregada situa-se em uma posição intermediária entre o setor primário e o terciário. A diferença encontra-se no processo de robotização das indústrias que é muito mais acentuado nas economias ricas do que nas pobres e em desenvolvimento. O setor terciário é o que mais emprega tanto nas economias ricas quanto nas pobres. O grau de exigência de qualificação nas economias mais ricas é muito maior do que nas economias mais pobres, que frequentemente apresentam uma parte significativa dos trabalhadores no setor terciário exercendo atividades informais. Atividade 1. A PEA (População Economicamente Ativa) de um país reflete o seu nível de desenvolvimento. Os países desenvolvidos possuem a maior parte da sua PEA no setor de serviços. Já os países pobres e subdesenvolvidos têm maior participação da sua população economicamente ativa no setor primário. Assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) para os fatores que influenciam a distribuição da PEA de um país se encontram: a) Os investimentos na agricultura familiar que se moderniza, mecaniza e absorve cada vez mais um número maior de trabalhadores. b) A industrialização que atrai um grande número de trabalhadores para o setor secundário, estimulando a migração campo-cidade. c) A urbanização que gera consumo e estimula o crescimento do setor de serviços de forma ampliada. d) A modernização do agronegócio que faz com que aumente a necessidade de trabalhadores no setor primário da economia. Diferentes tipos de desemprego 3 file:///W:/2018.2/geografia_da_populacao__GON944/aula6.html O desemprego é um problema mundial. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2017 o número de desempregados no mundo chegou a 201,1 milhões de pessoas, o que corresponde a 5,8% da População Economicamente Ativa do planeta. Dessas, um pouco mais de 13 milhões eram brasileiros, sofrendo com a crise econômica e com o baixo nível de escolarização e qualificação. Um percentual expressivo desse desemprego deve-se ao processo de globalização da economia mundial que acirrou a concorrência entre os espaços produtivos e transformou o mundo do trabalho ao se tornar mais exigente em relação ao nível de qualificação e ao desenvolvimento tecnológico das indústrias e empresas do país. O desemprego é classificado em dois tipos: o desemprego conjuntural e o desemprego estrutural. Desemprego conjuntural Esse tipo de desemprego acontece em momento de crise econômica na qual o consumo generalizado apresenta queda. Há uma redução nos postos de trabalho em todos os setores da economia. Os mais afetados costumam ser os setores secundário e o terciário. A produção no campo também é afetada, sobretudo a agroindústria, pois o consumo de alimentos das populações também apresenta uma forte diminuição. Esse desemprego é chamado de conjuntural porque quando há o reaquecimento da economia os postos de trabalho são reabertos e os trabalhadores recontratados. 4 file:///W:/2018.2/geografia_da_populacao__GON944/aula6.html Desemprego Estrutural Esse tipo de desemprego é uma consequência do desenvolvimento tecnológico das indústrias. A robotização e a informatização de grande parte dos processos industriais fazem com que o trabalhador seja substituído pelas máquinas ou pela tecnologia. As funções anteriormente exercidas por trabalhadores deixam de existir. Em vez de um grande número de trabalhadores empregados em uma linha de montagem, há a necessidade de apenas um, que seja capaz de operar computadores que controlam um grande número de robôs. Saiba mais O Desemprego estrutural assumiu uma grande proporção no momento atual de globalização da economia. Entretanto, esse tipo de desemprego acontece há mais de um século nas economias desenvolvidas. No fim da primeira década do século XIX, na Inglaterra, os trabalhadores liderados por um operário chamado Ned Ludd, desencadearam um movimento que ficou conhecido como Ludismo. Os ludistas invadiam fábricas e destruíam os maquinários, que consideravam serem os responsáveis pelo alto percentual de operários desempregados e pelos baixos salários. Dessa forma, o desenvolvimento tecnológico é considerado culpado pelo desemprego desde o século XIX e não apenas no momento atual. Atividade 2. Custo do trabalho na indústria cresceu 4,3% em 2015, diz Firjan Apesar dos sucessivos cortes de trabalhadores e reduções nos salários reais dos empregados, o custo por trabalhador na indústria continuou aumentando em 2015, de acordo com um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) obtido com exclusividade pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Fonte: Agência Estado 02/05/2016. Disponível em: https://bit.ly/2uMTCVw <https://bit.ly/2uMTCVw> . Acesso em: 02 abr. 2018. A reestruturação do setor industrial é uma realidade atualmente e tem como consequência direta o aumento do desemprego estrutural. No caso brasileiro, esse processo impacta fortemente as áreas urbanas das pequenas e médias cidades. Reflita sobre as origens desse processo e as possíveis soluções para esse quadro de desemprego. 3. Agropecuária se consolida como principal gerador de empregos Mercado de trabalho Entre os 10 maiores geradores de emprego no ano e em junho, mais da metade dos ramos é do agronegócio. Fonte: Portal Brasil 07/08/2017. Disponível em: https://goo.gl/mpp88q <https://goo.gl/mpp88q> Acesso em 15 fev. 2018. O Brasil não pode mais ser chamado de um país agrário. Entretanto, devido a processos históricos, o Brasil ainda é um país agroexportador. No ano de 2017 o agronegócio contribuiu com 23,5% do PIB nacional. Dentro desse quadro podemos afirmar que: a) O número de trabalhadores empregado no setor primário supera do setor de serviços em quantidade e nível de renda. b) Há uma queda na quantidade de trabalhadores na indústria fazendo com que a agricultura seja o setor com o maior número de trabalhadores no Brasil. c) Apesar do crescimento da abertura de postos de trabalho no campo, a maior parte de sua população brasileira se encontra empregada nos setores secundário e terciário da economia. d) A procura pelos empregos no campo decorre da grande necessidade de mão-de-obra devido a mecanização da produção agrícola. e) Apesar da abertura de postos de trabalho no campo o setor de serviços continua sendo o que absorve o maior número de trabalhadores de forma legal e regularizada. https://bit.ly/2uMTCVw https://goo.gl/mpp88q 4. Informalidade e comércio contribuem para queda no desemprego - Ao lado do comércio sazonal, o trabalho informal manteve a tendência de alta apresentada nos últimos meses e contribuiu para a queda no desemprego no trimestre encerrado em novembro. (...) O número de trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, caiu 2,5% em relação ao trimestre formado por setembro, outubro e julho de 2016, uma queda de 857 mil pessoas. Por outro lado, os empregados no setor privado sem carteira assinada cresceram 6,9% na mesma comparação, absorvendo 718 mil pessoas. Fonte: Agência IBGE Notícias. Disponível em: https://goo.gl/wnJ3Sa <https://goo.gl/wnJ3Sa> . Acesso em 15 fev. 2018. Analise as frases sobre a distribuição da população pelos setores da economia. I. Desde o início da década de 1960 a migração campo-cidade se intensificou com trabalhadores buscando empregos nos setores secundário e terciário da economia. II. O setor de serviços é o que mais emprega no Brasil ese caracteriza pelo alto dinamismo devido à quantidade de vagas abertas para absorver toda a população. III. O setor industrial está mudando a sua configuração para absorver cada vez mais uma grande quantidade de trabalhadores qualificados e com elevado nível educacional. Estão corretas as frases: a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) I e III, apenas. e) II e III, apenas. Notas Agronegócio É a cadeia produtiva das commodities rurais desde a sua produção até a comercialização no mercado interno ou exportação. Cibernética Ciência que tem por objeto o estudo comparativo dos sistemas e mecanismos de automação nos setores industriais em sua relação com o ser humano. Commodities Agrícolas São os cultivos voltados para a exportação e negociados em bolsas de valores agrícolas internacionais. Exemplos: soja, milho, algodão, girassol etc. Organização Internacional do Trabalho (OIT) Um dos organismos da ONU, voltado para as questões do trabalho, especialmente no que se refere ao cumprimento das normas internacionais. Referências DAMINANI, Amélia. População e Geografia. São Paulo: Contexto, 1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Indicadores Demográficos. Disponível em: http://www.ibge.gov.br <http://www.ibge.gov.br> Acesso em 25 fev. 2018. ____________ Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Disponível em https://www.ibge.gov.br/estatisticas- novoportal/sociais/trabalho/9180-pesquisa-mensal-de-emprego.html?&t=destaques <https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/9180-pesquisa-mensal-de-emprego.html? 1 2 3 4 https://goo.gl/wnJ3Sa http://www.ibge.gov.br/ https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/9180-pesquisa-mensal-de-emprego.html?&t=destaques &t=destaques> OFFE, Claus. Problemas Estruturais do Estado Capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984. ROSS, Jurandyr L. Sanches. Geografia do Brasil. São Paulo: UDUSP, 1995. SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: território e desigualdade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. Próximos Passos Mudança da estrutura familiar e o impacto no mercado de trabalho; Aumento da participação feminina no mercado de trabalho; Trabalho infantil no Brasil e a persistência do trabalho escravo. Explore mais Pesquise na internet sites, vídeos e artigos relacionados ao conteúdo visto. Em caso de dúvidas, converse com seu professor online por meio dos recursos disponíveis no ambiente de aprendizagem. Leia os textos: Distribuição da População Economicamente Ativa <https://seriesestatisticas.ibge.gov.br/lista_tema.aspx? de=19&no=7&op=0 > . Agronegócio brasileiro emprega 19 milhões de pessoas <http://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro- a-industria-riqueza-do-brasil/noticia/2016/12/agronegocio-brasileiro-emprega-19-milhoes-de-pessoas.html > . Emprego e renda: resultados de 2017 e tendências para 2018 <http://www.iedi.org.br/artigos/top/analise/analise_iedi_20180131_emprego.html > . Informalidade, a cara da crise no Brasil <https://www.cartacapital.com.br/economia/informalidade-a-cara- da-crise-no-brasil > . https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/9180-pesquisa-mensal-de-emprego.html?&t=destaques https://seriesestatisticas.ibge.gov.br/lista_tema.aspx?de=19&no=7&op=0 http://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-a-industria-riqueza-do-brasil/noticia/2016/12/agronegocio-brasileiro-emprega-19-milhoes-de-pessoas.html http://www.iedi.org.br/artigos/top/analise/analise_iedi_20180131_emprego.html https://www.cartacapital.com.br/economia/informalidade-a-cara-da-crise-no-brasil