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ESPERMOGRAMA
Profa. Tatiana
2019
Anatomia fisiológica dos órgãos sexuais 
masculinos
Anatomia fisiológica dos órgãos sexuais 
masculinos
Testículo
Composto por 900 túbulos seminíferos, no interior dos quais
são formados os espermatozóides.
Produzem até 120 milhões de espermatozóides a cada dia.
Anatomia fisiológica dos órgãos sexuais 
masculinos
Os espermatozóides 
são lançados no epidídimo
*Armazenados em pequena quantidade
Anatomia fisiológica dos órgãos sexuais 
masculinos
1
2
3
4
5
Os espermatozóides 
são lançados no canal deferente
*Armazenados em grande quantidade
Espermatogênese
1
2
3
4
5
Espermátides
2n
2n
2n
n
n
Hormônios gonadotrópicos da 
hipófise anterior
Espermatogênese
1
1 - Os túbulos seminíferos são revestidos por grande número de células epiteliais
germinativas denominadas espermatogônias (se localizam em 2 ou 3 camadas
ao longo de toda a superfície tubular interna)
Espermatogênese
1 – Na primeira etapa da espermatogênese, as espermatogônias migram
entre as células de Sertoli
Espermatogênese
2
2 – Cada espermatogônia que cruza a barreira da camada de células de Sertoli torna-se
progressivamente modificada, formando o espermatócito primário.
Espermatogênese
3
3 – O espermatócito primário se divide em espermatócito secundário
Espermatogênese
4
4 – Os espermatócitos secundários se dividem para formar as espermátides
n
MEIOSE
Espermatogênese
MEIOSE
Y
Y
X
X
Espermatogênese
5
5 – As espermátides acabam se modificando transformando-se em espermatozóides.
* Todo o período de espermatogênese desde a célula germinativa até o espermatozóide leva
cerca de 64 dias
Formação do espermatozóide
O espermatozóide é composto por cabeça e cauda
Formação do espermatozóide
No lado externo dos 2/3 anteriores da cabeça existe um capuz espesso: acrossoma,
formado principalmente à partir do aparelho de Golgi. Contém enzimas (hialuronidase e
enzimas proteolíticas) que permitem a entrada do espermatozóide no óvulo, fertilizando-
o.
Formação do espermatozóide
Cauda do espermatozóide = flagelo. Apresenta movimento de vaivém (movimento
flagelar), responsável pela motilidade do espermatozóide.
ATP
Sintetizado pela mitocôndrias
Formação do espermatozóide
O espermatózide normal desloca-se no meio líquido com velocidade de 1 a 4 mm/min, o
que permite sua mobilidade através do trato genital feminino
Formação do espermatozóide
Os espermatozóides podem permanecer armazenados (epidídimo e canal deferente)
mantendo sua fertilidade por 1 mês
Formação do espermatozóide
Embora os espermatozóides possam viver por muitas semanas no estado de supressão nos
ductos genitais dos testículos, a expectativa de vida dos espermatozóides ejaculados no
trato genital feminino é de apenas 1 a 2 dias.
Processo de ejaculação
Ducto ejaculador
O sêmen ejaculado durante o ato sexual masculino contêm:
- Líquido e espermatozóides do canal deferente (10%)
- Líquido da vesícula seminal (60%)
- Líquido proveniente da próstata (30%)
- Pequena quantidade das glândulas mucosas (glândulas bulbouretrais)
Sêmen
Indicado em casos:
1. Infertilidade conjugal
2. Avaliação e controle do paciente pós-vasectomizado
3. Avaliação de doenças testiculares e penianas sobre a
espermatogênese
Espermograma – Análise do sêmen
Vasectomia
Procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozóides produzidos pelos
testículos e conduzidos através do epidídimo para o canal deferente que desembocam na
uretra.
2% ou 3% dos casos: a ligadura da parte que vai do testículo para o deferente, forma um
granuloma espermático e vasa um pouco de esperma. Por isso, depois de um ou dois meses,
quem fez vasectomia deve fazer um espermograma, já que a possibilidade de gravidez existe,
uma vez que ainda pode haver espermatozóides no esperma.
Apesar dessa modificação na produção de espermatozóides, a produção
do líquido espermático e a ejaculação continuam ocorrendo
normalmente?
A vasectomia não altera a produção nem a quantidade de líquido
espermático eliminado na ejaculação. Talvez, ele fique um pouco mais
fluido do que o esperma normal, mas isso não é sequer percebido.
Vasectomia
Composição final: líquido viscoso que forma o ejaculado
Espermograma – Análise do sêmen
Sêmen normal Espermatozóides Secreções 
Misturados durante a ejaculação
com secreções da próstata,
vesícula seminal e glândula bulbouretral
Sêmen
• Amostra coletada após um período de abstinência
sexual de 2 a 7 dias (OMS, 2010)
• O paciente deve ser instruído para evitar perda de
material, principalmente o 1º jato, que contém a maior
concentração de espermatozóides
* Abstinência sexual for superior a 7 dias: aumenta o número de formas
imaturas, o número de espermatozóides mortos e o volume do sêmen
* Abstinência sexual for inferior a 2 dias, diminui o volume do sêmen e o
número de espermatozóides.
Coleta do material e preparo do paciente
• A amostra deve ser obtida por masturbação e ejaculada
dentro de um recipiente de boca larga de vidro ou
plástico
*Recipiente de plástico, deve-se analisar os possíveis efeitos tóxicos sobre os
espermatozóides
*Deve-se evitar temperaturas extremas (-20°C ou +40°C).
Coleta do material e preparo do paciente
O frasco contendo a amostra deve ser identificado:
a. nome do paciente
b. período de abstinência sexual
c. data e hora da coleta
d. nome do medicamento em uso
Coleta do material e preparo do paciente
• O ideal é coletar o material no laboratório, porém, se
isso não for possível, a amostra deve ser enviada ao
laboratório dentro de no máximo 1 hora após a coleta
Coleta do material e preparo do paciente
• Preservativos não devem ser usados na coleta –
interfere na viabilidade dos espermatozóides
• No caso da realização de uma avaliação microbiológica,
o paciente deve primeiro urinar e depois fazer assepsia
das mãos e pênis antes de ejacular num frasco
esterilizado
• Dosagem de frutose no sêmen (líquido seminal): o
paciente deve fazer um jejum alimentar de 12 horas
Coleta do material e preparo do paciente
1. Volume
2. Cor
3. pH
4. Odor
5. Consistência ou Viscosidade
6. Aspecto
Exames macroscópicos
1-) Volume
• Volume normal: entre 2 a 5 ml
- Hipoespermia: vol. < 2,0 ml - Insuficiência ou ausência de
abstinência sexual; Insuficiência vesicular (Clamydia ou Mycoplasma);
Baixos níveis séricos de testosterona;
- Hiperespermia: vol. > 5,0 ml - Abstinência sexual prolongada;
Tumores benignos ou malignos próstato-vesiculares;
- Aspermia: ausência de ejaculado - Agenesias; Alterações no
controle neurológico da ejaculação.
Exames macroscópicos
2-) Cor
• esperma normal = branco-opaco
Amarelo = presença de leucócitos em grande quantidade
Purulentos = infecções
Róseo-vermelho = hemácias (inflamação próstata e vesícula seminal)
Outras tonalidades (esverdeado) = uso de medicamentos
Exames macroscópicos
3-) pH = 7,2 a 8,0 (Medição: fita de pH)
*Acima de 8,0: Deficiência da glândula prostática
*Abaixo de 7,2: Deficiência das vesículas seminais
4-) Odor = característico
*Resultado ação da enzima diamino oxidase
Exames macroscópicos
5-) Consistência ou Viscosidade = depende da ação
resultante de coagulação e liquefação
Procedimento: pode ser estimada através de uma pipeta de 5 mL,
deixando o sêmen pingar pela ação da gravidade observando o
comprimento do filete formado
- Viscosidade diminuída: a amostra se desprende da pipeta em gotas
- Viscosidade normal: a amostra se alongará em filetes com menos de 2
cm
- Viscosidade aumentada: a amostra se alongará em filetes com mais de
2 cm de comprimento
Exames macroscópicos
6-) Aspecto
• Imediatamente após a ejaculação: espesso e gelatinoso
(coagulação) – facilita a dispersão dos espermatozóides,
protegendo-os da ação do pH vaginal ácido
• Em temperatura corpórea, a amostra se liquefaz
(liquefação) em até 60 minutos: mais fluido e
opalescente – a liquefação é importante para a motilidade dos
espermatozóidesExames macroscópicos
Procedimento: colocar a amostra em uma estufa a 37°C e verificar de
5 em 5 minutos quando se inicia a liquefação, cronometrando, assim, o
tempo que leva para uma amostra se liquefazer totalmente
* A OMS estabelece que o tempo de liquefação de uma amostra
normal seja de até 60 minutos após a coleta do sêmen.
Ocasionalmente, a amostra pode não se liquefazer e, nesse caso,
um tratamento adicional é necessário para tornar a amostra
analisável, deve-se, portanto, agitar a amostra em um vortéx até a
sua liquefação.
Tempo de duração da coagulação ou tempo de 
liquefação - TDC
1. Motilidade
2. Vitalidade
3. Contagem de espermatozóides
4. Contagem de leucócitos e hemácias
5. Morfologia dos espermatozóides
Exames microscópicos
Procedimento: Homogeneizar a amostra em temperatura ambiente,
colocando 10μl de sêmem em uma lâmina de vidro limpa e cobrir com
uma lamínula. Fazer 2 lâminas (fazer média entre as 2 lâminas)
* Variação do número de espermatozóides: a amostra não esta
homogeneizada
*Número de espermatozóides muito pequeno: centrifugar a amostra
- A avaliação da motilidade deve ser realizada até 60 minutos após a
coleta, observando os espermatozóides em objetiva de menor
aumento, rastreando 4 a 6 campos para avaliar 100 espermatozóides
obtendo porcentagem das categorias classificadas a seguir.
Grau de motilidade
• Normal: acima de 50% de espermatozóides móveis (grau A + B)
Grau A: linear rápido (acima de 25%)
Grau B: linear lento
Grau C: móvel não progressivo (movimento circular)
Grau D: imóveis
Grau de motilidade
• Vitalidade dos espermatozóides - proporção de
espermatozóides que estão vivos, determinado pela
exclusão do corante.
• Baseia- se no princípio de que a membrana plasmática
danificada de uma célula morta, permite a passagem de
certos corantes, o que não ocorre nas células vivas.
Avaliação da Vitalidade
Procedimento: Em um tubo misturar 20μl de sêmem e 1 gota de
eosina, esperar 30 segundos, colocar 2 gotas de nigrosina,
homogeneizar e confeccionar um esfregaço tipo sanguíneo, e secar
rapidamente (secador). Fazer a leitura em imersão, contando 200
espermatozóides, os espermatozóides vivos não se coram
(brancos), enquanto os mortos cora-se em róseo. O resultado é
expresso em % de espermatozóides vivos.
Valor Normal: Acima de 50% de espermatozóides vivos
Necrospermia: acima de 50% de espermatozóides mortos (deficiência
de frutose)
Avaliação da Vitalidade
• São contados apenas os espermatozóides maduros,
com cauda
• Faz-se duas diluições = 1:20 e 1:200, e conta-se os
espermatozóides nos 4 quadrantes laterais da câmara
de Newbauer. O resultado é a medida aritmética entre
as 2 contagens. O valor é expresso em mL.
Contagem de espermatozóides
Procedimento: Fazer duas diluições em um tubo de hemólise,
homogeneizar e preencher a Câmara de Neubauer, contando nos 4
quadrantes laterais da Câmara
1:20 – 20μl de sêmem + 0,4 ml do líquido diluidor
Resultado da contagem multiplica por 50.000
1:200 – 20μl de sêmem + 4,0 ml do líquido diluidor
Resultado da contagem multiplica por 500.000
Valor Normal: Acima de 20.000.000/mL
Oligozoospermia: Quando o número de espermatozóides é menor
que 20.000.000/mL
Azoospermia: ausência de espermatozóides no sêmen
Contagem de espermatozóides
Contagem de espermatozóides
Câmara de Neubauer
Contagem nos 4 quadrantes
laterais
- 4 quadrantes da Câmara de Neubauer
Procedimento: Na diluição 1:20, conta-se as células nos 4
quadrantes laterais da Câmara, e multiplica o resultado por 50. O
valor é expresso em mm3.
Valor Normal de Leucócitos: Até 1.000/ mm3
Valor Normal de Hemácias: Até 1.000/ mm3
Contagem de leucócitos e hemácias
*Como no exame a fresco, é difícil diferenciar leucócitos de células germinativas imaturas, 
as células contadas serão chamadas de “células redondas”
Contagem de leucócitos
Este teste identifica e quantifica os neutrófilos polimorfonucleares, que
representam a maioria dos leucócitos presentes no sêmen, de maneira precisa.
Contagem de leucócitos
O teste baseia-se na detecção da peroxidase, enzima presente nos granulócitos
polimorfonucleares (PMN), os quais se coram em marrom quando expostos ao
teste (peroxidase-positivos).
As células peroxidase-negativas (não-coradas) podem representar células
germinativas imaturas (espermátides, espermatócitos e espermatogônias),
linfócitos, macrófagos e monócitos.
• Quando valores superiores a 1 milhão de leucócitos/ml são
detectados é feito um estudo bacteriológico que consiste na cultura
do esperma.
• A cultura do esperma consiste em analisar o esperma ou sêmen
em busca de infecções causadas por bactérias, fungos, etc. Os
diferentes tipos de cultura são:
a. Ágar Sangue
b. Ágar Chocolate
c. Ágar EMB
Cultura do esperma
Procedimento:
- Confeccionar um esfregaço (hemograma)
- Secar a temperatura ambiente
- Corar pela técnica de Leishmann ou May-Grunwald-Giemsa
- Observar em imersão, e contar 100 espermatozóides, sendo o
resultado relatado em % de espermatozóides normais e
espermatozóides anormais.
Morfologia dos espermatozóides
*No esfregaço do sêmem corado por Leishmann, conta-se o total de 100 células, dando a % 
de leucócitos e também a % de células germinativas imaturas.
Morfologia dos espermatozóides
Espermatozóide normal: Quando a cabeça é oval, a peça intermediária e o
flagelo normais e o acrossoma ocupa uma área entre 40% - 70% da região
cefálica.

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