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aula 3

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Estrutura das 
Demonstrações Contábeis
Aula 3: Balanço Patrimonial Ativo Não-Circulante
INTRODUÇÃO
Nesta aula, você irá reconhecer os itens patrimoniais (bens e direitos de longo prazo) que compõem o grupo Ativo Não 
Circulante: Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível.
Irá identificar os objetivos e as formas de reconhecimento e mensuração dos recursos aplicados na empresa para uso 
permanente ou de conversão em dinheiro no longo prazo.
Você irá ainda analisar a classificação desses elementos, as regras e os critérios de alocação desses recursos.
OBJETIVOS
Reconhecer a estrutura em questão no Balanço Patrimonial.
Reconhecer as contas que fazem parte da estrutura do Ativo Circulante.
Analisar a aplicação de recursos de curto prazo.
ATIVO NÃO CIRCULANTE
Assim como no ativo circulante as contas do não circulante são de natureza devedora, contudo, o não circulante 
representa todos os bens e diretos de longo prazo da empresa. Todos os recursos que a empresa tem a sua disposição 
que serão transformados em dinheiro, após o final do exercício social seguinte (ano seguinte) ou que a empresa não 
tenha a intenção de transformar em dinheiro, tenha a intenção de usar ou de permanecer com a propriedade do bem ou 
direito para usufruir dos seus benefícios.
Desta forma, podemos entender que, no ativo não circulante, estão incluídos todos os bens da empresa de natureza 
duradoura, destinados ao funcionamento normal de suas atividades, bem como os direitos exercidos com essa mesma 
finalidade.
O ativo não circulante se divide em quatro grupo de contas:
Fonte: Art. 179 da Lei 6.404/76
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Classificamos, no realizável a longo prazo, as contas de bens e direitos da empresa cujas realizações se darão após o 
término do exercício seguinte. Neste grupo, também estão incluídas as contas de direitos sem prazo de vencimento, ou 
seja, quando não se determina o prazo de recebimento de um direito, contabilmente, esse direito será classificado como 
de longo prazo.
Exemplo
, Venda de mercadorias no valor de R$4.500,00, a ser paga em 32 parcelas. Uma parte dessas parcelas será paga no longo prazo, 
sendo assim, será classificada na conta Clientes a LP no grupo Realizável a longo prazo.
Segundo o inciso II, do artigo 179, da Lei 6.404/76, as contas no Ativo Realizável a Longo Prazo serão classificadas do 
seguinte modo:
Os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a 
sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não 
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.
Contas que fazem parte Realizável a Longo Prazo:
Clientes ou Contas a Receber de Longo Prazo
São valores a receber decorrentes das vendas efetuadas pela empresa a longo prazo;
Exemplo: Um cliente comprou uma mercadoria no valor de R$18.000,00 e parcelou-a em 36 
vezes, sendo cada parcela de R$500,00. As 12 primeiras parcelas serão classificadas na conta 
Clientes de curto prazo, já as outras 24 serão classificadas na conta Clientes de longo prazo, 
pois serão pagas após o final do exercício seguinte.
Depósitos Bancários a Longo Prazo
Cheques e/ou transferências a receber que entrarão na conta da empresa a longo prazo (após 
o período de 12 meses ou dependendo do ciclo operacional da empresa, se este for superior a 
12 meses).
Empréstimos, Adiantamentos ou Vendas com Empresas Coligadas, Sócios ou 
Acionistas
Independentemente do prazo de realização, por determinação legal, estas devem ser 
classificadas no Realizável a Longo Prazo os valores a receber de empresas do mesmo grupo, 
dos seus sócios e acionistas da empresa, por não terem exigibilidade por de pagamento por 
essas partes relacionadas.
Nota: no caso dos empréstimos, eles apenas serão classificados de acordo com a operação 
(Ativo Circulante se for receber até o final do curto prazo ou Ativo Realizável a Longo Prazo se 
for receber após o término do curto prazo) se a atividade da empresa que fez o empréstimo 
for efetivamente essa, ou seja, de fazer empréstimos, pois este é o produto que ela oferece. 
Exemplos: bancos e instituições financeiras etc.
Aplicações Financeiras de Longo Prazo
São aquelas que a empresa faz, mas só terá o direito de retirar o dinheiro aplicado após um 
prazo de 12 meses. Exemplo: aplicação financeira de 15 meses.
Despesas Antecipadas de Longo Prazo
Possuem a mesma finalidade das despesas antecipadas do Ativo circulante, contudo as que 
classificamos no ativo não circulante irão trazer benefícios para a empresa somente após o 
final do exercício seguinte (no longo prazo).
Empréstimo Compulsório
É um tributo estabelecido por lei, no qual o contribuinte adquire uma determinada quantia de 
dinheiro, em forma de empréstimo, para depois resgatá-lo, de acordo com as determinações 
estabelecidas por lei.
Nota: no caso dos empréstimos compulsórios, somente a União, em casos excepcionais, 
pode instituí-los.
Fonte: Shutterstock
INVESTIMENTOS
No grupo Investimentos registramos os bens de renda da empresa, bem como as participações e aplicações financeiras 
de caráter permanente, com o objetivo de gerar rendimentos para a empresa de forma que esses bens e direitos não 
sejam destinados à manutenção das atividades normais da companhia.
Fazem parte do grupo Investimento as seguintes contas:
OBRAS DE ARTE
São bens produzidos por artistas renomados como, por exemplo: quadros, cerâmicas, louças, 
estatuetas, antiguidades em ouro e prata etc., sendo elas desvinculadas da atividade principal 
da empresa. Todos estes investimentos poderão, em um futuro ainda não previsto, gerar 
renda caso a empresa opte por colocá-los à venda.
BENS DE RENDA
Também conhecido como propriedades para investimento, são bens usados como forma de 
gerar renda (lucro) para a empresa, sendo propriedades não utilizadas na atividade 
operacional da própria empresa. Exemplo: itens do imobilizado (móveis, máquinas, veículos 
etc.) alugados a terceiros.
IMÓVEIS E TERRENOS PARA FUTURA UTILIZAÇÃO
São bens de propriedade da empresa, não utilizados na sua atividade operacional, mas 
também não colocados para gerar renda. No futuro, essas terras e imóveis poderão ser 
usadas para expansão da empresa ou para abrigar parte das suas atividades. Exemplo: 
terrenos para expansão.
PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS
São investimentos em outras sociedades (coligadas e controladas), com objetivo de obter o 
controle societário ou por interesses econômicos, na empresa investida:
• Investimentos em Coligadas: correspondem entre 20% e 50% do capital da empresa investida. O que configura uma influência 
significativa da empresa investidora nas decisões estratégicas da empresa investida;
• Investimentos em Controladas: correspondem a mais de 50% do capital da empresa investida. O que configura um controle da 
empresa investidora nas decisões estratégicas da empresa investida;
• Participações em Outras Empresas: são ações/cotas em outras empresas que não sejam coligadas e controladas. Dessa forma, 
quando a empresa compra essas ações, ela passa a fazer parte do quadro de acionistas da empresa em questão. Ou seja, possuir 
ações de uma empresa é o mesmo que possuir um pedaço dela. Em tese, você é dono de uma fração de cada prédio, automóvel e 
qualquer outro bem da empresa. E, quanto mais ações possuir, maior é sua parcela.
IMOBILIZADO
No grupo Imobilizado, registramos bens e direitos de estrutura física da empresa, de natureza permanente, utilizados na 
manutenção e no funcionamento da atividade operacional da empresa.
As principais contas do grupo Imobilizado são:
Imóveis
Terrenos, casas, prédios, viadutos e indústrias que fazem parte da estrutura física da empresa 
utilizados no desenvolvimento da atividade operacional.
Máquinas e Equipamentos
Representam o conjunto de ativos utilizados como base para a realização da atividade da 
empresa no processo de produção de bens ou serviços.

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