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Atlantida no Reino da Luz - Roger Bottini Paranhos

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o portal dimensional, simbolizado 
pelo astro intruso, foi necessário nos desfazermos não só do corpo 
físico, mas também do perispiritual. O perispírito é o corpo inter- 
mediário que liga o espírito ao corpo físico. E também um veículo 
de manifestação mais sutil, do qual o espírito se utiliza em sua 
vida espiritual, quando está vivendo fora da dimensão humana. 
A migração para o planeta Terra exigia que nos despojásse- 
mos de todos os corpos elaborados a partir do sistema astral e 
biológico dos mundos regidos pela estrela de Capela. A viagem 
dos exilados realizar-se-ia tão somente com a alma, que pode se 
deslocar na velocidade do pensamento. 
Depois de alguns momentos de atordoamento, quando em 
nenhum instante soltei a mão de Evelyn, conseguimos perceber 
novamente o mundo ao nosso redor. Estávamos todos sendo 
conduzidos pelo asteróide, que continuava a queimar, em atri- 
to com a atmosfera do planeta. Assim, em seguida, sem aviso 
prévio, nossos corpos astrais começaram a se desfazer, como se 
estivéssemos derretendo. Vivemos mais uma sensação incontro- 
lável de dor e medo. 
Evelyn me abraçou como uma criança assustada e soltou 
um gemido que cortou meu coração. Em poucos segundos, 
deixamos de ter uma forma de manifestação humana. Nossos 
corpos literalmente se desfizeram. Uma sensação horripilante! 
Tornamo-nos apenas centelhas divinas, uma chama de consci- 
ência, feitos à imagem e semelhança de Deus, que assim o é. 
Víamo-nos somente pelos olhos da alma, pois não podía- 
mos mais nos reconhecer pelos sentidos sensoriais humanos. 
Era inútil procurar a mão de minha amada. Não tínhamos 
como nos segurar mais um ao outro; entretanto, a intensidade 
de nosso amor nos manteve unidos por toda essa terrível expe- 
riência de dupla morte. 
Atlântida - No reino da luz 37 
Um novo e pavoroso estrondo se seguiu e, repentinamente, 
abandonamos o asteróide, que era apenas um portal interdi- 
mensional. Fomos todos transmigrados de Capela para o Sis- 
tema Solar, na órbita do terceiro planeta: a Terra. Tudo isso foi 
realizado em apenas alguns poucos segundos, na velocidade 
do pensamento. Todo o processo foi conduzido por espíritos da 
ordem dos arcanjos, seres de evolução muito superior à com- 
preensão humana, responsáveis pela administração sideral dos 
dois sistemas estelares envolvidos: Capela e Solar. Eles manti- 
nham-se serenos e nos olhavam com imenso amor e respeito. 
Isso tranquilizou-nos. Além do mais, percebíamos neles absolu- 
to controle da situação. Nada poderia dar errado. 
Ao adentrarmos na atmosfera terrestre, imediatamente fo- 
mos recompondo nossos corpos perispirituais com os elemen- 
tos astrais e biológicos da Terra. O choque foi dantesco! Para 
traçarmos um perfil comparativo, foi algo semelhante a estar 
acostumado a beber água pura em Tríade e ter de beber água 
lamacenta e contaminada na Terra. À medida que nossos corpos 
eram reconstruídos com a energia astral do planeta azul, sentía- 
mos um fogo queimar-nos por dentro; um sofrimento inenarrá- 
vel, causado pelas energias primárias do planeta. 
Vários dias depois de penetrarmos a atmosfera terrestre, 
ainda sentíamos esse impacto indesejável, como se tivéssemos 
sido vítimas de terríveis queimaduras provocadas por desco- 
nhecida radiação ou, então, sofrido um estranho envenenamen- 
to. Somente meses depois conseguimos respirar de forma serena 
e prazerosa. Isso tudo era ainda agravado pela situação insa- 
tisfatória de nossas almas, que chegavam ao planeta Terra na 
condição de anjos arruinados. 
Eu e Evelyn ainda fazíamos parte do grupo que foi premia- 
do com a oportunidade de entrar na esfera vibratória mais sutil 
de Atlântida, um mundo superior em relação ao restante da Ter- 
ra, pois se encontrava em uma dimensão menos grosseira. Nos- 
sos demais irmãos caíram diretamente na energia rudimentar 
do mundo primitivo da Terra de então. Depois, ficamos sabendo 
que eles passaram por um longo período de inconsciência, tal a 
dificuldade de adaptação ao novo mundo, que nos abrigaria a 
partir daquele momento, há doze mil anos. 
38 Roger Bottini Paranhos 
Boa parte dos capelinos que ingressaram na esfera primá- 
ria da Terra, quando reencarnaram pela primeira vez, sofreu 
deformidades físicas e distúrbios psicológicos gravíssimos, em 
decorrência de os veículos de manifestação física da Terra (cor- 
pos físicos) serem muito primitivos em comparação com os de 
nosso antigo mundo. Era algo semelhante a pilotos de Fórmula 
1 terem de dirigir carros velhos, verdadeiramente arruinados. 
Em virtude disso, os Capelinos que viriam a reencarnar em 
meio aos atlantes tiveram um processo de adaptação bem mais 
brando. A Atlântida, na verdade, não fazia parte do processo 
geológico da Terra da terceira dimensão, era como um reino 
semimaterial, que pairava em meio ao Oceano Atlântico. Ela 
poderia ser vista pelos homens comuns dos demais continentes 
que se aventuravam pelos mares, mas muitos não a percebiam, 
por ela estar em uma frequência superior ao alcance dessas al- 
mas primárias. 
Muitas das lendas sobre discos voadores e seres alados dos 
povos antigos nada mais eram do que visitas dos avançados 
atlantes, realizadas a esses povos, para auxiliá-los em sua cami- 
nhada rumo ao progresso. 
No transcorrer desta obra, relatarei a infinidade de apli- 
cações da energia Vril que permitia aos atlantes um domínio 
tecnológico que assombraria o homem do século XXI. 
A própria teoria científica do continente único, Pangeia, de- 
monstra que não havia um continente físico, em meio ao Oceano 
Atlântico. 0 “encaixe” entre as Américas e a Euráfrica (Europa e 
África) mostra, de forma clara, que os continentes estavam uni- 
dos até o período Jurássico, quando o mundo era dividido entre 
um continente único e um imenso oceano primordial. Durante 
o Jurássico, Pangeia se fragmentou, formando os continentes 
Gonduana e Laurásia. 
Esse processo de fragmentação se seguiu por muitos mi- 
lhões de anos, até se tornar o mundo que conhecemos. Somente 
há 12 mil anos a Atlântida iniciou, então, seu processo de inte- 
gração com o mundo da terceira dimensão, para pouco tempo 
depois desaparecer nas águas do imenso Oceano Atlântico. Um 
dia abordaremos com mais detalhes as diversas dimensões que 
compõem a vida na Terra. 
Atlântida - No reino da luz 39 
Em resumo: a Atlântida vivia em uma frequência superior 
e foi se materializando na dimensão física, à medida que sua 
humanidade foi baixando a vibração espiritual, conforme expli- 
caremos no transcorrer deste livro. 
Para ser ainda mais claro, o mundo atlante era como os 
reinos mitológicos das fadas, elfos, duendes etc., um mundo à 
parte, superior, envolto em mistério, inacessível ao homem co- 
mum. Ele tinha como missão promover sua evolução e educar 
os povos primários do restante da Terra. Essa seria, agora, nossa 
tarefa no novo mundo em que estávamos prestes a viver. Não 
existe um reino de Deus e um reino do homem; o que chama- 
mos de matéria é apenas a porção visível do espírito. 
Essa sintonia harmônica de Atlântida com as frequências su- 
tis superiores é que nos permitiu dominarmos plenamente a ener- 
gia Vril e viver em uma dimensão superior a do restante da Terra. 
A elevação da vibração espiritual da Terra, pela ação das gerações 
futuras, fará a humanidade terrena voltar, no futuro, a dominar 
essa avançada tecnologia, digna somente de uma humanidade que 
compreende os sagrados objetivos da rida: amor e evolução. 
Essa condição especial de Atlântida é um dos motivos pelos 
quais os arqueólogos não conseguem localizá-la nos dias atuais, 
inclusive a Grande Pirâmide, submersa na região do Triângulo 
das Bermudas,“brinca” com aqueles que a buscam, aparecendo 
e desaparecendo, em meio à névoa submarina, por ser de natu- 
reza semimaterial. 
E, assim, Evelyn e eu passamos vários anos na dimensão

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