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12/02/2020
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Características Gerais 
das Bactérias
Prof. Michellangelo Nunes
Principais Classificações dos Organismos Vivos
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▪ Unicelulares;
▪ Procariontes;
▪ Possui parece celular;
▪ Possuem ribossomos;
▪ Possuem uma molécula de DNA;
▪ Nucleóide;
▪ Plasmídios;
▪ Flagelos;
▪ Cápsula bacteriana;
▪ Esporos;
Características Gerais
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Estrutura: Bactérias
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Bactérias: morfologia e estruturas
As análises das características morfológicas das 
bactérias são importantes para classificação
preliminar e para o conhecimento de algumas 
propriedades importantes do ponto de vista da 
saúde e industrial.
Morfologia: tamanho, forma e arranjos bacterianos
- As bactérias são variáveis quanto ao tamanho e às formas;
- A unidade de medida das bactérias é o μm (micrômetro) que equivale a
10-6m. (1 μm = 10-3 mm)
- Medem de 2 a 8 μm de comprimento e 0,2 a 2 μm de diâmetro.
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Morfologia: tamanho, forma e arranjos bacterianos
Embora existam milhares de espécies bacterianas, elas podem ser
agrupadas em três tipos morfológicos gerais: cocos, bacilos e espiral.
1. Cocos
- Geralmente são redondos,
mas podem ser ovais,
alongados ou achatados
em uma das extremidades.
- Ao se dividirem, para se
reproduzir, as células
podem permanecer
ligadas umas as outras.
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Morfologia: tamanho, forma e arranjos bacterianos
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2. Bacilos
- Os bacilos se dividem
somente ao longo de seu eixo
curto; portanto, existe menor
número de agrupamentos de
bacilos que de cocos.
- As células dos bacilos
geralmente possuem a forma
de cadeias longas e
curvadas
Morfologia: tamanho, forma e arranjos bacterianos
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3. Espiral
As bactérias espirais possuem uma ou
mais curvaturas; elas nunca são retas.
- As bactérias que se assemelham a
bastões curvos são chamadas de
vibriões.
- Os espirilos, possuem uma forma
helicoidal e um corpo bastante
rígido.
- As espiroquetas também tem forma
helicoidal e é flexível.
Morfologia: tamanho, forma e arranjos bacterianos
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas externas da célula bacteriana
1. Parede celular
- Estrutura rígida;
- Peptidioglicanos;
- Barreira de proteção;
- Gram-positivas (peptideoglicano, ácidos lipoteicóicos e polissacarídeos);
- Gram-negativas (peptideoglicano, lipoproteínas, fosfolipídios, proteínas e
lipopolissacarídeos);
O processo de coloração de Gram é usado para classificar as bactérias 
em Gram-positivas ou Gram-negativas, conforme fixam ou não o 
corante. Essa classificação é importante, pois as bactérias Gram-
positivas são mais sensíveis à antibióticos. Esta coloração é um dos 
mais importante métodos realizados em laboratório de microbiologia.
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As Gram positivas possuem ácidos teicóicos e muitas camadas de 
peptideoglicano, enquanto as Gram negativas não possuem ácidos 
teicóicos, possuem uma ou poucas camadas de peptideoglicano, além de 
possuírem a camada de lipopolissacarídeo.
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Bactérias: morfologia e estruturas
Coloração de Gram
- A coloração de Gram foi desenvolvida em 1884 pelo
bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram.
- É um dos procedimentos de coloração mais úteis,
pois classifica as bactérias em dois grandes grupos:
gram-positivas e gram-negativas.
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Bactérias: morfologia e estruturas
Coloração de Gram
1. Um esfregaço fixado pelo calor e recoberto com um corante básico púrpura,
geralmente o cristal violeta. Uma vez que a coloração púrpura impregna todas
as células, ela e denominada coloração primária.
2. Após um curto período de tempo, o corante purpura é lavado, e o esfregaço
é recoberto com iodo, um mordente. Quando o iodo é lavado, ambas as
bactérias gram-positivas e gram-negativas aparecem em cor violeta escuro ou
púrpura.
3. A seguir, a lâmina é lavada com álcool ou uma solução de álcool-acetona.
Essa solução é um agente descolorante, que remove o púrpura das células de
algumas espécies, mas não de outras.
4. O álcool é lavado, e a lâmina é então corada com fucsina ou safranina, um
corante básico vermelho. O esfregaço é lavado novamente, seco com papel e
examinado microscopicamente.
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COLORAÇÃO
Simples – Diferenciais – Especiais 
- Uma coloração simples e uma solução aquosa ou alcoólica de um único
corante básico. (ex.: azul de metileno, carbolfucsina, cristal violeta e a
safranina).
- Colorações diferenciais reagem de modo distinto com diferentes tipos de
bactérias, podendo assim ser usadas para diferenciá-las (ex.: coloração de
Gram e a coloração álcool-ácido resistente - carbolfucsina).
- As colorações especiais são usadas para corar e isolar partes específicas dos
microrganismos, como os endosporos (ex.: verde malaquita + safranina) e os
flagelos (ex.: mordente e o corante carbolfucsina), e para revelar a presença
de cápsulas (ex.: tinta nanquim ou nigrosina + safranina).
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas externas da célula bacteriana
As bactérias podem ser classificadas como:
- Atríquias (sem flagelos);
- Monotríquias (um único flagelo);
- Anfitríquias (um flagelo em cada
extremidade);
- Lofotríquias (um tufo de flagelos em uma,
ou ambas as extremidades);
- Peritríquias (apresentando flagelos ao
longo de todo o corpo bacteriano);
2. Flagelos
- São estruturas especiais responsáveis pela locomoção das bactérias.
- Formado pela proteína flagelina; mais comum em bacilos que em cocos;
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas externas da célula bacteriana
2. Flagelos
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas externas da célula bacteriana
3. Fímbrias e pili
- São apêndices finos, retos e curtos que estão presentes em muitas bactérias Gram-
negativas. São divididas em dois tipos, fímbrias e pili.
- São encontrados tanto nas espécies móveis como nas imóveis e, portanto, não
desempenham papel relativo à mobilidade.
- As fímbrias podem ocorrer nos polos da célula bacteriana ou podem estar
homogeneamente distribuídas em toda a superfície da célula. As fímbrias têm uma
tendência a se aderir umas às outras e às superfícies.
- Os pili normalmente são mais longos que as fimbrias, e ha apenas um ou dois por
célula. Os pili estão envolvidos na transferência de DNA durante a conjugação
bacteriana.
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas externas da célula bacteriana
4. Glicocálice
- É formado por uma substância mucilaginosa ou gelatinosa (viscosa) e fica ligada à
parede celular como um revestimento externo.
- Se o glicocálice estiver organizado de maneira definida e acoplado firmemente à
parede celular, recebe o nome de cápsula; se estiver desorganizado e sem
qualquer forma recebe o nome de camada limosa.
- O glicocálice pode ser de natureza polissacarídica ou polipeptídica.
- O glicocálice desempenha papel importante na infecção, permitindo que a
bactéria patogênica se ligue a tecidos específicos do hospedeiro.
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas internas da célula bacteriana
- Ela difere da membrana plasmática
das células eucarióticas por:
• não apresentar esteróides em sua
composição;
• controlar a divisão bacteriana
através dos mesossomos.
1. Membrana Plasmática
- Fina membrana que separa a parede celular do citoplasma.
- Composta principalmente por uma bicamada de fosfolipídios (20 a 30%) e
proteínas (50 a 70%); desempenha importante papel na permeabilidade
seletiva da célula.
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas internas da célula bacteriana
2. Citoplasma
É composto pela porção fluida e contém substâncias dissolvidas e partículas, tais
como ribossomos, e material nuclear ou nucleóide, rico em DNA.
3. Inclusões citoplasmáticas
As inclusões são formações não vivas existentes no citoplasma:
Ex.: grãos de amido; gotas de óleo; (material de reserva ou energia)
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Bactérias: morfologia e estruturas
Estruturas internas da célula bacteriana
4. Nucleóide e plasmídeos
- As células bacterianas não contêm o núcleo típico das células animais e
vegetais.
- Nucleóide: consiste de um cromossomo único e circular e ocupa uma
posição próxima ao centro da célula.
- Várias bactérias (gram-negativas) apresentam também moléculas de DNA
extracromossomal, denominadas plasmídeos, são geralmente circulares,
contendo genes que conferem características adaptativas vantajosas ao
microrganismo.
Características Gerais 
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