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AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO NEURAL 1-EXAME DERMATONEURÓLIGO (Teste de Sensibilidade) -Teste de sensibilidade térmica -Teste de sensibilidade dolorosa -Teste de sensibilidade tátil 2-CRITÉRIOS DE GRADUAÇÃO FORÇA MUSCULAR 3-GRAUS DE INCAPACIDADE FÍSICA AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO NEURAL 1-EXAME DERMATONEURÓLIGO (Teste de Sensibilidade) -Teste de sensibilidade térmicaREALIZADO NAS ÁREAS DE Lesões de pele não elevadas (manchas) ou elevadas (placas, nódulos); Peles secas ou áreas referidas pelo paciente como regiões com alteração de sensibilidade; Territórios dos nervos ulnar (4º e 5º dedo da mão), do nervo fibular (lateral da perna e dorso do pé) e do nervo tibial (região plantar). -Teste de sensibilidade dolorosa Técnica: Utilizar objetos pontiagudos, como a agulha de insulina estéril. Encostar a ponta nas lesões de pele com uma leve pressão, com o cuidado de não perfurar o paciente nem provocar sangramento. Procedimento: Realizar o teste alternando área interna e externa à lesão, observando a expressão facial e queixa de respostas à picada. Confirmação: Certificar-se de que a sensibilidade sentida é de dor por meio da manifestação de “ai!” ou retirada imediata da região que é estimulada pela agulha. Diagnóstico: A insensibilidade (anestesia) ou sensibilidade diminuída (hipoestesia) dentro da área de lesão confirma o diagnóstico. Teste Alternativo: Pode-se também avaliar alternando a ponta da agulha e o cabo da agulha (parte plástica). Observar se o paciente percebe a diferença entre a ponta e o cabo. Do contrário, isso é sinal de alteração da sensibilidade dolorosa naquela área da pele. -Teste de sensibilidade tátilEMBORA A SENSIBILIDADE TÁTIL SEJA FREQUENTEMENTE A ÚLTIMA A SER PERDIDA O ESTESIÔMETRO Deve-se buscar diferenças entre as diferenças de sensibilidade sobre a área a ser examinada e a pele normal circunvizinha, utilizando-se algodão, fio dental ou o monofilamento verde (0,05g) do kit estesiométrico. É usado para avaliar a sensibilidade protetora das mãos e pés, graduar incapacidades e prevenir danos através do seguimento dos casos. Pode ser aplicado para avaliar o grau de incapacidade física e preveni-la. Seu uso é importante para avaliação e o seguimento dos casos. 2-CRITÉRIOS DE GRADUAÇÃO FORÇA MUSCULAR FORÇA GRAU DESCRIÇÃO FORTE 5 Realiza o movimento completo contra a gravidade com resistência. 4 Realiza o movimento completo contra a gravidade com resistência parcial. DIMINUÍDA 3 Realiza o movimento completo contra a gravidade sem resistência. 2 Realiza o movimento parcial. PARALISADA 1 Contração muscular sem movimento. PARALISADA 0 Paralisia (nenhum movimento). 3-GRAUS DE INCAPACIDADE FÍSICA GRAU CARACTERÍSTICAS 0 Olhos: Força muscular das pálpebras e sensibilidade da córnea preservadas: o paciente conta os dedos do examinador a 6 metros ou acuidade visual ≥ 0,1 ou 6:60. Mãos: Força muscular das mãos e sensibilidade palmar preservadas: sente o monofilamento 2g (violeta/lilás/roxo) ou sente o mais leve toque da ponta de caneta esferográfica. Pés: Força muscular dos pés e sensibilidade plantar preservadas: sente o monofilamento 2g (violeta/lilás/roxo) ou sente o toque da ponta de caneta esferográfica. 1 Olhos: Diminuição da força muscular das pálpebras sem deficiências visíveis e/ou diminuição ou perda da sensibilidade da córnea: resposta demorada ou ausente ao toque do fio dental ou diminuição/ausência do piscar; Mãos: Diminuição da força muscular das mãos sem deficiências visíveis e/ou alteração da sen2sibilidade palmar: não sente o monofilamento 2g (violeta/lilás/roxo) ou não sente o toque da ponta de caneta esferográfica. Pés: Diminuição da força muscular dos pés sem deficiências visíveis e/ou alteração da sensibilidade plantar: não sente o monofilamento 2g (violeta/lilás/roxo) ou o toque da ponta de caneta esferográfica. 2 Olhos: Deficiência(s) visível(eis) causada(s) pela hanseníase, como: lagoftalmo, ectrópio, entrópio, triquíase, opacidade corneana central, iridociclite e/ou não conta dedos a 6 metros ou acuidade visualavaliá-los clinicamente de forma ampla, detectando e tratando previamente as comorbidades apresentadas. DIAGNÓSTICO · BACILOSCOPIA Está indicada nos casos de dúvidas no diagnóstico da hanseníase; no diagnóstico diferencial em relação a outras doenças dermatológicas ou neurológicas; nos casos de dúvidas para classificação operacional e definição do esquema terapêutico; e nos casos suspeitos de recidiva. O raspado intradérmico é obtido por meio de pequena incisão na pele, sendo coletado em lesões cutâneas e em sítios padronizados, como lóbulos auriculares e cotovelos. Embora a baciloscopia se caracterize por alta especificidade, baixo custo e execução relativamente simples quando realizada por profissionais capacitados, o exame tem baixa sensibilidade, resultando negativo nos casos paucibacilares, o que absolutamente não exclui o diagnóstico da hanseníase. Por outro lado, o achado de bacilos álcool-ácido resistentes em raspados intradérmicos não apenas define o diagnóstico, como classifica o paciente como multibacilar. A baciloscopia direta para BAAR da hanseníase deve ser disponibilizada na APS e, alternativamente, nos demais níveis de atenção, conforme a necessidade e organização da RAS local. · HISTOPATOLOGIA O exame histopatológico é empregado nos casos em que o diagnóstico persiste indefinido mesmo após a avaliação clínica e baciloscópica. É utilizado especialmente no diagnóstico diferencial da hanseníase em relação a outras doenças dermatológicas e nos casos de acometimento neural sem lesões cutâneas, quando os fragmentos são obtidos do tecido nervoso. Na biópsia de lesões cutâneas, amostras da pele são coletadas, preferencialmente das bordas das lesões mais ativas e mais recentes. O fragmento deve incluir toda a espessura da derme e de pelo menos uma porção da hipoderme61. As biópsias de nervos são obtidas principalmente de ramos cutâneos sensitivos, como o radial superficial, o cutâneo dorsal no nervo ulnar, o nervo sural e o ramo fibular superficial. As biópsias de nervos periféricos são mais raramente realizadas, restringindo-se especialmente aos casos com forma neural pura. · ULTRASSOM DE NERVOS PERIFÉRICOS A ultrassonografia de nervos periféricos contribui diretamente para a avaliação do dano neural, pela demonstração de espessamentos focais, edema intraneural, microabscessos e perda da arquitetura fascicular normal dos nervos periféricos. Desse modo, a ultrassonografia aumenta consideravelmente a possibilidade de detectar o segundo sinal cardinal da hanseníase (o espessamento neural periférico), contribuindo para o diagnóstico precoce de casos. · ELETRONEUROMIOGRAMA O eletroneuromiograma é um método que utiliza uma série de testes neurofisiológicos para o estudo funcional do sistema nervoso periférico. Consiste no registro da atividade elétrica ao longo do trajeto dos nervos periféricos, nos músculos e na junção mioneural, englobando o estudo da condução sensorial e motora ao longo do nervo, além do miograma, que registra a atividade elétrica dos músculos durante a contração e repouso67. Em indivíduos acometidos pela hanseníase, o exame é capaz de detectar precocemente o dano neural, identificando alterações iniciais que não são detectadas pela avaliação clínica, mesmo com o exame dos delicados monofilamentos Na hanseníase, as anormalidades da condução nervosa podem ser do tipo axonal e desmielinizante. · TESTE RÁPIDO IMUNOCROMATOGRÁFICO PARA DETECÇÃO DE ANTICORPOS IGM CONTRA O M. leprae Tem-se demonstrado que a detecção desses anticorpos pode indicar a presença de infecção subclínica pelo M. leprae ou doença ativa. Em indivíduos acometidos pela hanseníase, a titulação de anticorpos séricos se correlaciona com a carga bacilar. Ressalta-se que a detecção de anticorpos anti-PGL-1 não pode ser utilizada isoladamente como um teste diagnóstico para hanseníase, tendo em vista que indivíduos saudáveis podem apresentar sorologia positiva, ao passo que casos confirmados, especialmente os paucibacilares, podem ter sorologia negativa. Por outro lado, o teste apresenta alta sensibilidade para casos multibacilares, o que o torna muito útil no diagnóstico diferencial de pacientes com lesões cutâneas numerosas, infiltração difusa da pele e/ou extenso comprometimento de nervos periféricos. O Brasil é o primeiro país do mundo a incorporar, no âmbito do SUS, um teste rápido para detecção de anticorpos anti-M. leprae como método auxiliar as ações de controle da hanseníase. O teste rápido deve ser utilizado como ferramenta de apoio na avaliação de contatos, a fim de indicar o grupo a ser monitorado mais de perto quanto ao surgimento de sinais e sintomas da hanseníase e direcionar o encaminhamento à Atenção Especializada, para avaliação por especialista em caso de alterações suspeitas inconclusivas. O uso do teste rápido da hanseníase, no âmbito do SUS, está aprovado para uso exclusivo na investigação de contatos de casos confirmados de hanseníase · TESTE DE BIOLOGIA MOLECULAR PARA DETECÇÃO DE M. leprae EM BIÓPSIA DE PELE OU NERVO (QPCR) A reação em cadeia da polimerase (PCR) é uma técnica laboratorial que permite amplificar fragmentos específicos do DNA, possibilitando sua identificação em amostras biológicas. É digno de nota que o diagnóstico baseado em PCR pode não ser possível mesmo em casos de hanseníase confirmados por avaliação clínica ou laboratorial, devido à variabilidade das formas clínicas e à baixa carga do M. leprae em casos paucibacilares, o que aponta para a necessidade de otimizar ainda mais os métodos moleculares. O uso do teste molecular para detecção de M. leprae (qPCR) em biópsia de pele ou nervo, no âmbito do SUS, está aprovado para uso exclusivo na investigação de contatos de casos confirmados de hanseníase ABORDAGEM TERAPÊUTICA A regressão das lesões dermatológicas da hanseníase, durante e após o uso da poliquimioterapia, é bastante variável, podendo levar meses ou anos para ocorrer. Quando, após a PQT-U, houver persistência de lesões dermatológicas que cheguem a suscitar dúvidas sobre a resposta terapêutica, a resistência medicamentosa deve ser investigada. Nessa situação, os pacientes podem manter o acompanhamento clínico na unidade de saúde em intervalos regulares (por exemplo, trimestrais), embora saiam do registro ativo e mantenham-se sem antibioticoterapia. Nesses casos, a baciloscopia do esfregaço dérmico para seguimento da queda do índice baciloscópico pode ser repetida, com intervalos não inferiores a um ano, respeitando-se sempre os mesmos locais de coleta. Não está autorizada por este Protocolo a extensão do tratamento com PQT-U por mais de 12 meses. Ao final do tratamento de primeira linha (PQT-U), caso haja suspeita de persistência de infecção ativa, o paciente deve ser submetido à investigação de resistência do M. leprae a antimicrobianos. Apenas os casos com resistência medicamentosa comprovada deverão ser submetidos a um novo ciclo de tratamento, com o esquema terapêutico de segunda linha correspondente à mutação detectada. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DAS REAÇÕES HANSÊNICAS MEDICAMENTOS · PQT-U Adulto (rifampicina 300 + 300mg + clofazimina 100mg + dapsona 100mg + clofazimina 50mg); · PQT-U Infantil (rifampicina 300 + 150mg + clofazimina 50mg + dapsona 50mg); · Rifampicina: suspensão oral de 20mg/mL (2%); · Rifampicina: cápsula 300mg; · Clofazimina: cápsula de 50mg; cápsula de 100mg; · Minociclina: comprimido de 100mg; · Ofloxacino: comprimido de 400mg; · Prednisona: comprimido de 5mg; comprimido de 20mg; · Pentoxifilina: comprimido de 400mg; · Talidomida: comprimido de 100mg; · Claritromicina: comprimido de 500mg. A talidomida produzida no Brasil e disponibilizada no SUS tem registro em bula destinado somente para adultos. Portanto, não está autorizada neste PCDT a administração de talidomida em menores de 18 anos TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DE 2ª LINHA PARA CASOS DE REAÇÕES ADVERSAS REAÇÕES ADVERSAS MEDICAMENTO EVENTOS ADVERSOS Rifampicina Pode ocorrer hepatotoxicidadecom leve aumento transitório das transaminases hepáticas, porém essa reação é rara na dosagem e nos intervalos recomendados para hanseníase, não sendo indicação para interromper o tratamento. Como a rifampicina é administrada apenas em dose mensal no esquema PQT-U, os eventos adversos reconhecidos de seu uso na tuberculose raramente são observados. Uma dose mensal provavelmente não causa indução do citocromo hepático P450, embora esse efeito não tenha sido formalmente mensurado. Dapsona Geralmente bem tolerada nas doses recomendadas, podendo causar hemólise e, mais raramente, anemia significativa. A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase raramente aumenta esse risco, não sendo necessária testagem rotineira antes do início da PQT-U. Recomenda-se, sempre que possível, monitoramento hematológico nos primeiros meses de tratamento. São descritos casos raros de hepatopatia, nefropatia, agranulocitose e psicose. Clofazimina O efeito mais comum é a pigmentação da pele, variando de vermelho a castanho-escuro, conforme a dosagem. Pode acumular-se nas lesões cutâneas ativas, tornando-as mais evidentes. A pigmentação geralmente desaparece entre seis e 12 meses após a suspensão, podendo persistir discretamente por até quatro anos. Pode ocorrer coloração rosada da urina, expectoração e suor, especialmente após a dose mensal supervisionada. Produz ictiose característica em pernas e antebraços. Efeitos gastrointestinais variam de cólicas leves a diarreia e perda de peso, decorrentes da deposição de cristais na parede do intestino delgado, especialmente com uso prolongado de doses elevadas. A pigmentação cutânea não deve ser critério isolado para suspensão do medicamento, exceto em casos de insatisfação extrema com risco de abandono do tratamento. Minociclina Pode causar prurido, erupção cutânea, urticária, fotossensibilidade, tontura, fadiga, sonolência, artralgia, zumbido, miocardite, vasculite, diarreia, descoloração permanente dos dentes, hipoplasia do esmalte dentário, linfadenopatia, hipertensão intracraniana, vertigem, nefrite, febre e hiperpigmentação da pele e unhas com uso prolongado. Ofloxacino Tendinites podem ocorrer raramente, podendo evoluir para ruptura de tendão, especialmente do tendão de Aquiles, com maior risco em idosos e em uso concomitante de corticosteroides. Na suspeita de tendinite, o medicamento deve ser interrompido imediatamente. Deve-se evitar exposição solar intensa e radiações UV devido ao risco de fotossensibilização. Estudos apontam aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta, sobretudo em idosos e indivíduos com fatores predisponentes. Os pacientes devem procurar atendimento imediato em caso de dor súbita abdominal, torácica ou dorsal. Podem ocorrer tonturas, sonolência e alterações visuais, prejudicando a capacidade de concentração e reação. Claritromicina Efeitos relatados em menos de 1% dos pacientes incluem elevação de TGP, TGO, GGT, fosfatase alcalina, LDH e bilirrubina total; leucopenia; aumento do tempo de protrombina; elevação da creatinina sérica. A elevação do nitrogênio ureico sanguíneo é mais frequentemente relatada (aproximadamente 4%). Prednisona As reações adversas são dependentes da dose e da duração do tratamento. Incluem: aumento de peso, retenção de sódio e líquidos, perda de potássio, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, hipertensão arterial; miopatia, perda de massa muscular; osteoporose com fraturas vertebrais; necrose asséptica da cabeça do fêmur ou úmero; úlcera péptica; petéquias, equimoses, urticária, angioedema; convulsões; aumento da pressão intracraniana com papiledema; vertigem, cefaleia; irregularidades menstruais; síndrome de Cushing iatrogênica; insuficiência suprarrenal ou hipofisária secundária; manifestação de diabetes mellitus latente; aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes; catarata subcapsular posterior, glaucoma, exoftalmia; euforia, alterações de humor, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações de personalidade, hiperirritabilidade e insônia. Geralmente reversíveis com redução da dose. Talidomida Pode causar neuropatia periférica potencialmente irreversível, podendo agravar neuropatia pré-existente. Os pacientes devem ser monitorados clínica e neurologicamente antes e durante o tratamento. Sintomas incluem parestesia, disestesia, desconforto, coordenação anormal e fraqueza. Em caso de sinais neurológicos, o tratamento deve ser reavaliado imediatamente. Há pouca evidência de neuropatia associada ao uso em eritema nodoso hansênico. Pacientes com histórico de convulsões devem ser rigorosamente monitorados. Pode ocorrer leucopenia e neutropenia, sendo contraindicado iniciar o tratamento com contagem absoluta de neutrófilos inferior a 750 células/mm³. Pentoxifilina Relatam-se elevação de transaminases hepáticas, hipotensão arterial, arritmias cardíacas, taquicardia, angina pectoris, trombocitopenia, tontura, cefaleia, meningite asséptica, distúrbios gastrointestinais (desconforto epigástrico, distensão abdominal, náuseas, vômitos, diarreia), prurido, eritema cutâneo, urticária, flush, hemorragia, reações anafiláticas ou anafilactoides, angioedema, broncoespasmo, choque anafilático, colestase intra-hepática, agitação e distúrbios do sono. A rifampicina é um potente bactericida para M. leprae, sendo o único medicamento bactericida incluído no regime de PQT-U. Quatro dias após uma dose única de 600mg, os bacilos de um paciente MB não tratado previamente tornam-se inviáveis. RIFAMPICINA Risco na gravidez: o uso de rifampicina durante as últimas semanas de gravidez pode causar hemorragias pós-natais na mãe e no neonato. Recomenda-se o uso de vitamina K para esses casos. DAPSONA Risco na gravidez: não existem estudos controlados em mulheres. Usar na gravidez somente se os benefícios potenciais para a mãe justificarem os riscos para o feto. Em pacientes com hanseníase, recomenda se manter o tratamento com dapsona durante a gravidez. MINOCICLINA, OFLOXACINO, PREDNISONA, PENTOXIFILINA E CLARITROMICINA Risco na gravidez: esses medicamentos não devem ser utilizados por mulheres grávidas sem orientação médica. TALIDOMIDA A talidomida nunca deve ser indicada para mulheres grávidas, em virtude do seu efeito teratogênico, especialmente no início do primeiro trimestre de gestação. PENTOXIFILINA Esse medicamento é contraindicado para menores de 18 anos. CLOFAZIMINA Risco na gravidez: foi relatado aumento da pigmentação da pele em bebês nascidos de mulheres que receberam clofazimina durante a gravidez e o aleitamento, a qual regride após a interrupção da transferência do fármaco para o recém-nascido. Em pacientes com hanseníase, recomenda-se manter o tratamento com clofazimina em ambas as situações. CRITÉRIOS PARA INVESTIGAÇÃO DA RESISTÊNCIA SECUNDÁRIA DO M. LEPRAE A ANTIMICROBIANOS, APÓS PQT-U 1) Persistência de hansenomas e/ou lesões infiltradas após o término da PQT-U, com aspecto clínico inalterado em relação ao momento do diagnóstico; 2) Índice baciloscópico (IB) inalterado ou aumento do IB em relação ao exame anterior, respeitando os mesmos sítios de coleta e o intervalo mínimo de um ano entre os exames; 3) Reações hansênicas reentrantes por mais de três anos após a alta por cura, não responsivas ao tratamento com corticosteroides sistêmicos ou talidomida; 4) Abandono ao tratamento com PQT-U por mais de seis meses para casos MB; 5) Casos de recidiva, comprovada pelo reaparecimento de lesões cutâneas e/ ou neurológicas compatíveis com hanseníase, após cinco anos de tratamento prévio com PQT-U. O paciente em tratamento com esquema de segunda linha devido à resistência do M. leprae aos medicamentos do esquema de primeira linha deve ser acompanhado na Atenção Especializada, com consultas mensais durante todo o período de tratamento e registro em sistema específico do Ministério da Saúde – o Sistema de Investigação da Resistência da Hanseníase (SIRH). AMAMENTAÇÃO A secreção dos medicamentos que compõem a PQT-U atravésdo leite materno foi demonstrada, mas especialistas apontam que a amamentação por mulheres em uso de PQT-U é segura para bebês e pode até fornecer algum efeito protetor. Assim, as mulheres devem ser orientadas a não suspender a amamentação, nem por causa do medo de prejudicar a criança com a PQT-U, nem pelo receio de transmitir a hanseníase. COMORBIDADES EM PACIENTES COM HANSENÍASE Recomenda-se que os pacientes diagnosticados com hanseníase sejam avaliados também para tuberculose, hepatites B e C, HIV/aids, HTLV-1, parasitas intestinais (incluindo Strongyloides), diabetes mellitus, leishmaniose e doença de Chagas (em áreas endêmicas), tabagismo, etilismo e uso de outros medicamentos que possam interferir na farmacoterapia. INDIVÍDUOS COM DIFICULDADE DE ADESÃO AO ESQUEMA FARMACOLÓGICO DE PRIMEIRA LINHA Em situações extremas, como em indivíduos com graves transtornos mentais, alcoólatras inveterados, pacientes com dependência química avançada, doentes terminais em uso concomitante de múltiplos medicamentos, intolerância grave a múltiplos fármacos da PQT-U e outras situações especiais, recomenda-se a administração exclusiva de uma dose mensal, supervisionada, da associação de rifampicina, ofloxacino e minociclina (ROM). IMUNOPROFILAXIA E MONITORAMENTO DE CONTATOS Recomenda-se ofertar imunoprofilaxia aos contatos de pacientes com hanseníase, maiores de um ano de idade, não vacinados ou que receberam apenas uma dose da vacina BCG. A comprovação da vacinação prévia deve ser feita por meio do cartão de vacina ou da presença de cicatriz vacinal. Esses pacientes necessitam ser orientados para o automonitoramento e encorajados a realizar o relato voluntário imediato de sinais sugestivos de atividade da doença. Os contatos diagnosticados com hanseníase devem ser encaminhados para iniciar a PQT-U16. Contatos de hanseníase que possuam sorologia anti-PGL-1 positiva e que não apresentem critérios para o diagnóstico clínico ou laboratorial da doença deverão ser avaliados anualmente nas unidades básicas de saúde. A REVACINAÇÃO COM BCG É CONTRAINDICADA NAS SEGUINTES SITUAÇÕES: · Portadores de imunodeficiência primária ou adquirida; · Pacientes acometidos por neoplasias malignas; · Pacientes em tratamento com corticosteroides em dose elevada (equivalente à dose de prednisona de 2mg/kg/dia para crianças até 10kg ou de 20mg/dia ou mais, para indivíduos acima de 10kg) por período superior a duas semanas; · Gestantes. Chat, mas no PCDT diz que para investigar a resistência microbiana, faz-se uma baciloscopia, se o índice for maior que 2, então significa que o paciente está com resistência. É verdade isso? Não — o PCDT da Hanseníase não diz que um índice baciloscópico (IB) menor que 2 significa resistência antimicrobiana, nem recomenda a baciloscopia como método de diagnóstico de resistência medicamentosa em si. O que acontece é o seguinte, com base nos fluxogramas e notas técnicas oficiais do Ministério da Saúde (PCDT e vigilância da resistência): 🔎 🧪 Critério epidemiológico para investigar resistência O PCDT e as notas técnicas que o complementam indicam que, para fins de investigação de resistência primária, a baciloscopia pode ser usada como critério inicial para seleção de casos a serem encaminhados para teste laboratorial de resistência quando há: · Índice baciloscópico (IB) ≥ 2,0 no diagnóstico inicial de um caso novo multibacilar → Nestes casos, o paciente deve ser encaminhado para avaliação da resistência primária do M. leprae por métodos laboratoriais (teste molecular) — não apenas com base na baciloscopia. 👉 Isso não significa que um IB 6 meses em casos MB. 📌 O papel da baciloscopia aqui é de triagem e monitoramento de carga bacilar — não de “diagnosticar resistência”. A resistência só é confirmada laboratorialmente por métodos que detectam mutações genéticas específicas associadas à resistência, e não por simples valor do IB na baciloscopia. 🧠 Resumo direto · IB ≥ 2 ao diagnóstico → critério epidemiológico para encaminhar a investigação de resistência; · IB 5 lesões, ele é MB e deve receber PQT-MB. 🧪 Qual o papel da baciloscopia então? A baciloscopia: · Não é obrigatória para classificar MB · É exame complementar · Ajuda quando há: · Dúvida clínica · Necessidade de quantificar carga bacilar · Situações específicas de vigilância e acompanhamento · Baciloscopia positiva → sempre MB · Baciloscopia negativa → NÃO exclui MB 🧠 FRASES-CHAVE PARA PROVA ✔️ “A classificação operacional da hanseníase é clínica.” ✔️ “A baciloscopia é exame complementar e não obrigatória.” ✔️ “Resistência antimicrobiana é investigada por teste molecular.” ✔️ “Baciloscopia positiva classifica como MB.” A hanseníase multibacilar é definida clinicamente pelo número de lesões; a baciloscopia é complementar e não obrigatória para a classificação operacional. image6.png image7.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png