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Disciplina: Introdução as Instituições
Texto: A Instituição Inventada
No texto o autor traz o problema da Institucionalização que foca no conjunto de aparatos científicos, legislativos, administrativos, de códigos de referência cultural e de relações de poder estruturadas em torno de um objeto bem preciso: a doença, a qual se sobrepõe no manicômio o objeto periculosidade. Ele fala que é necessário desmontar esse conjunto (negar esse tipo de Instituição) para retomar contato com a existência dos pacientes (foco) enquanto existência doente.
O projeto da desinstitucionalização seria o rompimento desses paradigmas. É preciso mudar o objeto, levar em conta o ser humano, a existência-sofrimento de um corpo em relação ao corpo social. Esta seria a base da Instituição Inventada.
Seu texto caminha para a compreensão de que controle não se faz apenas com medicalização da loucura e que há aspectos subjetivos, afetivos que mobilizam as pessoas a permanecerem mais estáveis, sobretudo fazê-los iguais nas diferenças, ou seja, todos têm direitos como cidadãos, sem qualquer rotulação. Para tanto são necessários laboratórios e não ambulatórios que designa uma estrutura complexa, lugar de produção de cultura, de trabalho, de intercambio e de relações entre artistas, artesãos, pessoas doentes ou não. Um lugar onde os papéis são intercambiáveis e o trabalho dos operadores que os coordenam têm por objetivo experimentar práticas inovadoras. A Instituição negada foi à descrição dura de uma contaminação, a prática que a revelava. 
O texto traz uma leitura de que temos que avançar, pois mesmos as estruturas como os CAPS, exercem ainda forças institucionalizantes, apontando quem é louco e reproduz o comum, regras repassadas sem a preocupação de se criar um espaço novo e agradável de inserção social e que leve em conta a interação da equipe e dos pacientes. Tem que se permitir protagonismos e discussões importantes pautadas e transpostas a prática, impactando diretamente na vida dos portadores de doenças mentais por exemplo.
São muitos desafios a serem superados e o que incomoda é bom para a transformação. A instituição inventada, a instituição da contaminação, privilegia o pobre, mas não apenas a esse é destinada. Tem que haver uma mudança de pensamento e criar estratégias de resistência e criação que amplie a capacidade de intervenção juntos, com a produção de novos modos de operar a política de saúde mental, que sustente e a faça avançar na luta antimanicomial.

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