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Geologia Aplicada à Engenharia Prof.: Geremy C. Freitas g3pucrio@gmail.com CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ Departamento de Engenharia Civil Geologia aplicada à engenharia – 2019.1 Rochas Sedimentares CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ Departamento de Engenharia Civil Geologia aplicada à engenharia – 2019.1 O Ciclo das Rochas Introdução Prof. Geremy Freitas 3Geologia aplicada à engenharia O Ciclo das Rochas Introdução Prof. Geremy Freitas 4Geologia aplicada à engenharia Em cada cenário de cartão-postal pode-se notar uma forma ou conjunto de formas de relevo, modelados por agentes superficiais (vento, gelo, águas das chuvas e dos rios, mares e lagos). As paisagens do nosso cotidiano são produzidas por processos geológicos superficiais, como os cenários naturais espetaculares que nos acostumamos admirar em cartões- postais. Do Grão à Rocha Sedimentar Erosão e deposição Prof. Geremy Freitas 5Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Zonas de Erosão Do Grão à Rocha Sedimentar Erosão e deposição Prof. Geremy Freitas 6Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Zonas de Deposição Do Grão à Rocha Sedimentar Erosão e deposição Prof. Geremy Freitas 7Geologia aplicada à engenharia Qualquer processo que envolva transporte e/ou deposição físicos ou químicos, em superfície, de material resultante da decomposição ou desintegração das rochas pode ser considerado processo sedimentar. O que une essas duas unidades de relevo é o transporte de rocha decomposta de uma unidade para a outra, o transporte sedimentar. solo residual de gnaisse facoidal O material transportado e/ou depositado na forma sólida é o sedimento. Do Grão à Rocha Sedimentar Erosão e deposição Prof. Geremy Freitas 8Geologia aplicada à engenharia A raiz do termo sedimento vem do latin, sedis, que significa assento, deposição. O intemperismo atua por meio de mecanismos modificadores das propriedades físicas dos minerais e rochas (morfologia, resistência, textura, etc.), e de suas características químicas (composição química e estrutura cristalina). Os materiais inconsolidados podem tornar-se sedimentos, se forem transportados. solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Sedimentação Assim, sedimento seria o material sólido que se deposita, que se depositou ou que é passível de se depositar. Prof. Geremy Freitas 9Geologia aplicada à engenharia Escolheremos como referência um grão de areia de praia constituído de quartzo. Afinal, trata-se do mineral mais abundate nos sedimentos e um dos mais comuns nas rochas ígneas e metamórficas expostas nas áreas elevadas dos continentes. solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Prof. Geremy Freitas 10Geologia aplicada à engenharia s solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia O pré-grão Prof. Geremy Freitas 11Geologia aplicada à engenharia O cristal de quartzo formado na cristalização do magma ou na recristalização em processos metamórficos vai sendo gradualmente liberado dos cristais vizinhos na rocha. Esta liberação se dá por processos de desintegração física e decomposição química da rocha exposta em superfície, e portanto sujeita ao intemperismo. A rocha onde se opera este período é chamada de rocha-mãe ou de rocha-matriz. Até aqui não houve movimentação. solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia O pré-grão: Prof. Geremy Freitas 12Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Agentes de transporte Prof. Geremy Freitas 13Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Agentes de transporte: A partir do momento em que esta partícula começa a sofrer transporte mecânico em superfície, ela passa a constituir uma partícula sedimentar, sinônimo de grão. A fase de transporte é um período de amadurecimento do grão em que ele vai sofrer modificações físicas (texturais) e químicas (mineralógicas) em resposta à ação dos agentes de intemperismo e transporte. Prof. Geremy Freitas 14Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Agentes de transporte Mudanças texturais e mineralógicas! Prof. Geremy Freitas 15Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Geremy (2018) Geologia Aplicada à Engenharia Civil Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Arredondamento Granosseleção Prof. Geremy Freitas 16Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Clastos ou Detritos Prof. Geremy Freitas 17Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia O destino final de todos os grãos Prof. Geremy Freitas 18Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Biografia de um grão de areia Em resumo Prof. Geremy Freitas 19Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Grãos que não vem da montanha O conceito de clasto abrange tanto o grão de quartzo provindo de um granito na área-fonte, quanto o fragmento de lava incandescente lançado e consolidado no ar, durante uma explosão vulcânica, e o pedaço de rocha arrancado do próprio edifício vulcânico por esta explosão. Daí temos: - Epiclasto e vulcanoclasto. Prof. Geremy Freitas 20Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Grãos que não vem da montanha Além disso, o conceito de epiclasto não implica exigências quanto à distância de transporte desde a área-fonte. Tanto o grão de quartzo que atravessa milhares de quilômetros desde a área-fonte até a bacia, quanto a carapaça carbonática de algum animal marinho que após a sua morte apenas decanta, atendem a definição de epiclasto. Daí temos: - Extraclasto e Intraclasto (quimiogênicos ou biogênicos). Prof. Geremy Freitas 21Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Sedimentos que não são grãos: o transporte químico A história de um grão sedimentar de quartzo, desde a área-fonte, já foi abordada. No entanto, em sua trajetória de grão sedimentar, o quartzo pode ser acompanhado não só por outros grãos, mas também por íons transportados em solução. O soluto possui origem e história de transporte bastante parecidas com as dos sedimentos, com a diferença que o transporte é químico. Prof. Geremy Freitas 22Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Sedimentos que não são grãos: o transporte químico O destino final do soluto também é a bacia sedimentar, onde parte dos íons pode se agrupar, adquirir o estado sólido e se transformar assim em sedimento. Isso amplia o conceito de sedimento, além de partículas transportadas mecanicamente, sedimento também inclui solutos precipitados dentro da bacia sedimentar. A transformação do soluto em sedimento pode ocorrer por diferentes modos: precipitação química (evaporação) e ação de organismos (carapaças e recife de corais), por exemplo. Prof. Geremy Freitas 23Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Prof. Geremy Freitas 24Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Transformando sedimentos em rochas sedimentares A história sedimentar não termina na deposição. Uma vez depositado, o material sedimentar, extra ou intraclástico, passa a responder às condições de um novo ambiente, o de soterramento. Ao conjunto de transformações que o depósito sedimentar sofre após sua deposição, em resposta a estas novas condições, dá-se o nome de diagênese. Obs: Esse mecanismo de soterramento é diferente do metamorfismo por soterramento, neste não há recristalização. Prof. Geremy Freitas 25Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Transformando sedimentosem rochas sedimentares O termo diagênese é bastante abrangente, incluindo processos químicos, físicos e biológicos. Se levada adiante a diagênese pode conduzir à transformação do depósito sedimentar inconsolidado em rocha. Esse processo é também chamado de litificação. Os processos diagenéticos mais conhecidos são: compactação, dissolução, cimentação e recristalização diagenética. Prof. Geremy Freitas 26Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Transformando sedimentos em rochas sedimentares Os processos que irão ocorrer em determinado depósito vai depender do estágio de soterramento, do tipo de rocha sedimentar. Prof. Geremy Freitas 27Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Transformando sedimentos em rochas sedimentares Prof. Geremy Freitas 28Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Transformando sedimentos em rochas sedimentares Prof. Geremy Freitas 29Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Classificação das Rochas Sedimentares As Rochas Sedimentares podem ser classificadas em: - Rochas detríticas; - Rochas quimiogênicas; - Rochas biogênicas. O ri ge m Prof. Geremy Freitas 30Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Detríticas A re n it o A rg ili to Si lt it o Fo lh e lh o Prof. Geremy Freitas 31Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Detríticas Conglomerado Prof. Geremy Freitas 32Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Quimiogênicas Halita Gesso Calcário Prof. Geremy Freitas 33Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Biogênicas Calcário com restos de conchas Carvão Prof. Geremy Freitas 34Geologia aplicada à engenharia Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Biogênicas Calcário Recifal Prof. Geremy Freitas 35Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal - Pisos e revestimentos: https://www.youtube.com/watch?v=eX2LUXRFjXw https://www.youtube.com/watch?v=ty12fAnbPSU - Calcáreo para agricultura: https://www.youtube.com/watch?v=-qDz-TnoH1g - Extração de carvão mineral: Em Sata Catarina: https://www.youtube.com/watch?v=kIOTrYmZ6Nw No Rio Grande do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=seeGyZLiJgw Prof. Geremy Freitas 36Geologia aplicada à engenharia Rochas Sedimentares Aplicações https://www.youtube.com/watch?v=eX2LUXRFjXw https://www.youtube.com/watch?v=ty12fAnbPSU https://www.youtube.com/watch?v=-qDz-TnoH1g https://www.youtube.com/watch?v=kIOTrYmZ6Nw https://www.youtube.com/watch?v=seeGyZLiJgw Do Grão à Rocha Sedimentar Rochas Sedimentares Trabalho 02: Qual a importância econômica das rochas sedimentares? Prof. Geremy Freitas 37Geologia aplicada à engenharia solo residual de gnaisse facoidal Bibliografia ❑Básica MACIEL FILHO, C. L. Introdução à geologia de engenharia. 3 ed. Santa Maria: UFSM, 2008. MONROE, J. S. Fundamentos de geologia. São Paulo: CENGAGE, 2009. QUEIRÓZ, R. C. Geologia e geotecnia básica para engenharia civil. São Carlos: Rima, 2009. ❑Complementar CHIOSSI, N. Geologia de Engenharia, 3ed, São Paulo: LTC, 2013. COSTA, W. D. Geologia de barragens, 2ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. LEPSCH, I. F. Formação e conservação dos solos. 2ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. PINTO, C. S. Curso básico de mecânica dos solos. 3ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. SANTOS, Á. R. do. Geologia da engenharia: conceitos, método, prática. São Paulo: O Nome da Rosa, 2009.