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ETICA PROFISSIONAL- BIOETICA Professora: Rosana de Cássia-2020 CONTEÚDO PROGRAMATICO 1. ETICA, BIOETICA E MORAL 1.1 Ética moral e atendimento humanizado 1.2 Importância de um atendimento humanizado 1.3 Implicações bioéticas no fazer de enfermagem 2.CODIGO DE ETICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM- 2.1 Introdução 2.2Princípios Fundamentais 3.LEI DO EXERCICIO PROFISSIONAL 3.1 Exercícios de fixação e definição dos temas de trabalho 4- BIOETICA EM RELAÇÃO AOS TEMAS: 4.1 Abortos (Conceito, tipos de aborto, questões religiosas e o aborto aspectos éticos e legais do aborto) 4.2 Suicídios (Introdução e aspectos legais do suicídio) 4.3 Transfusões de sangue (Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia –o Problema frente aos funcionários e profissionais ) 4.4 Eutanásia ( conceito, tipos de eutanásia , aspectos legais , aspectos religiosos) 4.5 Transplante de Órgãos (Introdução, critérios éticos exigidos para transplantes , trafico de órgãos , xenotransplantes religiosidade X transplantes 5. ETICA E CELULAS TRONCO: 5.1 Ética e fertilização in vitro 5.2 Provas e exercícios 6. SIGILO PROFISSIONAL 6.1 Conceito 6.2 Tipos de sigilo 6.3 Formas de possível revelação do sigilo 6.4 Quando é permitido e quando é obrigatória a revelação de sigilo 6.5 Aspectos jurídicos e éticos ETICA, BIOETICA E MORAL 1-BIOETICA Palavra designa um conjunto de pesquisas, de discursos e práticas, via de regra pluridisciplinares, que tem por objeto esclarecer e resolver questões éticas suscitadas pelos avanços e a aplicação� das tecnociências biomédicas. Por fim, ela um lugar de importantes embates (enjeux) para uma multidão de grupos de interesses e de poderes constitutivos da sociedade civil: associação de pacientes; corpo médico; defensores dos animais. 1.1 Princípios da bioética Os princípios são ferramentas que auxiliam no processo de estudo e Decisão o sobre os diversos temas da bioética. Eles orientam a pesquisas com seres humanos. Principio de Beneficência/Não maleficência Beneficência significa fazer o bem e não maleficência significa evitar o mal. Desse modo, sempre que o profissional propuser um tratamento a um paciente, ele dever reconhecer a dignidade do paciente e considera lo em sua totalidade (todas as dimensões do ser humano devem ser consideradas: física, psicológica, social, espiritual),visando oferecer o melhor tratamento ao seu paciente, tanto no que diz respeito técnica quanto no que se refere ao reconhecimento das necessidades físicas, psicológicas ou sociais do paciente. Um profissional deve, acima de tudo, desejar o melhor para o seu paciente, para restabelecer sua saúde, para prevenir um agravo, ou para promover sua saúde. Principio da Autonomia De acordo com esse princípio, as pessoas têm liberdade de decisão obre sua vida. A autonomia é a capacidade de autodeterminacao de uma pessoa, ou seja, o quanto ela pode gerenciar sua própria vontade, livre da influência de outras pessoas. Para que o respeito pela autonomia das pessoas seja possível, duas condições s.o fundamentais: a liberdade e a informação. Isso significa que, em um primeiro momento, a pessoa deve ser livre para decidir. Para isso, ela deve estar livre de pressões externas, pois qualquer tipo de pressão ou subordinação dificulta a expressão da autonomia. Principio da justiça Este se refere igualdade de tratamento e justa distribuição das verbas Estado para a sa.de, a pesquisa etc. Costumamos acrescentar outro conceito ao de justiça: o conceito de equidade que representa dar a cada pessoa o que lhe devido segundo suas necessidades, ou seja, incorpora-se a idéia de que as pessoas s.o diferentes e que, portanto, também sao diferentes as suas necessidades. De acordo com o princípio da justiça, preciso respeitar com imparcialidade o direito de cada um. ATIVIDADE 1-No exercício profissional, a equipe de enfermagem sempre vivencia situação que são permeadas de princípios éticos. A ética o conjunto de valores e princípios que regem como a sociedade e os colaboradores devem conduzir as suas atividades no dia-a-dia. Assinale a alternativa que apresenta princípios bioéticas que devem estar presentes no cuidado com o paciente. a) Fidelidade, justiça, dependência e autonomia. b) Autonomia, beneficência, n.o-maleficência e justiça. c) Confiabilidade, duplo efeito, justiça e dependência. d) Veracidade, justiça, dependência e confiabilidade. e) Justiça, dependência, respeito .s pessoas 2. Em relação a biótica, assinale a alternativa correta. a) O principio da beneficência caracteriza-se pela obrigação de não usar danos ou não prejudicar intencionalmente. b) A idéia central da corrente utilitarista. Que a moralidade tem sua Origem na maximização da felicidade e minimizar o do sofrimento. c) O princípio da não maleficência caracterizado por fazer o bem. d) A pessoa autônoma incapaz de tomar decisão quanto aos assuntos que afetam sua vida e) A ética da justiça, ou moralidade dos direitos, fundamenta-se na Desigualdade e centra-se no entendimento da justiça, configurando uma manifestação de igual respeito. 3-O profissional de enfermagem est. agindo de forma antiética quando: a) nega assistência de enfermagem em situação característica de urgência ou emergência. b)se recusa a executar ação que não seja de sua competência técnica. c)tem acesso a informações sobre a pessoa e a família dela. d)não aceita encargo ou atribuição que não poderia exercer de forma Segura para si e para outrem. e)!Presta assistência de enfermagem sem discriminação de qualquer Natureza. 4-Assinale a alternativa que apresenta situação em que o profissional de enfermagem estar agindo de forma antiética. a) Quando participar de prática multiprofissional. b) Quando se recusar a executar prescrição medicamentosa sem assinatura e registro do profissional, exceto em urgências e emergências. c) Quando se recusar a executar prescrição ilegível ou apos identificar erro. d) Quando assinar ações de enfermagem que não executou. e) Quando participar da orientação sobre riscos e benefícios de exames ou procedimentos 5. Em relação o aos aspectos de conduta ética no campo da saúde, assinale a alternativa correta. a) O atendimento deve ser prestado sem discrimina o de religião ou condição financeira. b) A ficha do paciente não tem caráter privado, pois a disseminação o de informações facilita o tratamento. c) Ao profissional de saúde é permitida a realização de atividade para a qual não seja habilitado, desde que autorizado pela chefia imediata. d) Como medida de acolhimento, aconselhável conversar com o paciente, inclusive a respeito da vida pessoal do profissional de saúde. e) Quando possível desejável referir-se ao paciente pelo apelido, como medida de aproximação. IMPORTANCIA DE UM ATENDIMENTO HUMANIZADO Os profissionais da área de saúde atuam diretamente com o cuidado e tratamento da vida de pessoas. Por isso, é extremamente importante atender os pacientes de forma humanizada e satisfatória. Há grande necessidade de o paciente ter confiança e receber apoio na sua saúde física, mas também na parte psicológica. Todo o trajeto que o paciente irá fazer em um hospital necessita de atenção e cuidado dos colaboradores em todos os processos. Desde o SAC, marcação de consultas, atendimento clínico, emergências e internamentos, por exemplo. Esses processos quando não bem trabalhados podem criar uma imagem não favorável ao hospital ou clínica, pois críticas e reclamações passam a existir no ambiente. O que é atendimento humanizado? O significado da humanização engloba compreender e ouvir as necessidades e queixas de qualquer pessoa com respeito, cordialidade e empatia. Esse conceito está cada vez mais presente nas organizações, pois o atendimento humanizado integra a construção do relacionamento que existe entre um serviço prestado ou marca. Além disso, pode-se dizer que o atendimento humanizado une o comportamento ético e conhecimento técnico para oferecer os cuidados com o cliente, ou nesse caso com o paciente. Por isso, o atendimento deve serconstruído a partir do ambiente organizacional da instituição. Como fazer um atendimento humanizado na área da saúde? O atendimento humanizado trabalha diretamente com a empatia dos profissionais e colaboradores diante ao paciente. A empatia significa a capacidade do indivíduo de se colocar no lugar do outro. Ou seja, tentar entender os sentimentos do outro para compreender e se sensibilizar com a sua realidade. No ambiente hospitalar, trabalhar com a empatia é essencial para que a saúde emocional do paciente esteja harmonizada e não crie conflitos com o seu tratamento. Quando você alia empatia e atendimento humanizado, o paciente tem mais chances de apresentar melhoras mais rápidas, pois o seu psicológico não foi abalado durante o tratamento. Além disso, o atendimento humanizado é um dos pilares que definem o conceito de saúde. Segundo a OMS, a saúde significa “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”. Ou seja, o bem-estar físico do paciente deve estar alinhado ao bem-estar mental para uma saúde completa. Onde aplicar a humanização hospitalar? A humanização é um processo que atua nos princípios do relacionamento pessoal, interpessoal e institucional do hospital ou clínica. Por isso, toda a criação do atendimento humanizado está relacionada com a valorização da saúde do paciente e comportamento ético do profissional da unidade de saúde.Para gerar o atendimento humanizado é necessário que todos os relacionamentos (pessoal, interpessoal e institucional), sejam integrados e aplicados nas seguintes situações: · Relacionamento com o paciente :Todo o atendimento humanitário deve se concentrar em primeiro lugar, no paciente. Identificar suas queixas e necessidades de uma forma humanitária é essencial em sua jornada no hospital. Por isso, os colaboradores e profissionais de saúde devem ter cuidado com a sua saúde psicológica para não agravar e gerar conflitos em seu tratamento. · Ambiente Físico :A maioria dos hospitais e clínicas que possuem um ambiente físico agradável e confortável ao paciente, tem uma melhora na satisfação dos pacientes e principalmente amplia os elogios e recomendações da instituição a terceiros. Por isso, é essencial que o ambiente esteja favorável a todos, pois as chances do hospital ou clínica atrair novos pacientes e melhorar sua imagem diante ao público é maior. · Comunicação com o paciente e profissionais de saúde: A comunicação com o paciente e profissional da saúde deve acontecer de forma rápida, segura e eficiente. Por isso, é necessário que toda a jornada do paciente seja relatada com os profissionais de uma forma integrada, a fim de evitar lacunas e divergências de informações durante o tratamento.Para isso, hoje existem diversas ferramentas de tecnologia e automação que auxiliam na melhoria e agilidade da comunicação do paciente com os profissionais. Como exemplo: a marcação de consultas online e notificação de resultados de exames via SMS. · Familiares do paciente: A recuperação do paciente depende muito da companhia de seus familiares, amigos e entes próximos, pois ter essa companhia melhora a saúde mental. Por isso, mesmo que o hospital tenha regras de horários de visitação ou restrição de número de visitas, por exemplo, é essencial que os profissionais de saúde compreendam a necessidade de o paciente ter um acompanhamento familiar contínuo para que sua melhora seja mais rápida e eficaz. A humanização no atendimento é uma necessidade que deve estar presente nas instituições de saúde, pois impacta diretamente no tratamento e recuperação do cliente. pacientes. Implicações bioéticas no fazer de enfermagem A enfermagem e a ação ética O profissional de enfermagem precisa pensar não somente na prática do cuidar, mas no valor de sua ação, na relação com o outro e na disposição de utilizar ou não o recurso tecnológico disponível. A cada ato é preciso ter consciência critica para analisar os aspectos positivos e negativos de seu fazer; e o individuo que recebe seu cuidado deve ter a segurança e tranquilidade que sua ação lhe trará beneficio e não malefício e que esta sendo realizada dentro dos princípios da justiça, autonomia, responsabilidade e competência.O paciente e o profissional estão inseridos nas esferas humana, ética e social com dilemas e ambiguidades no agir e no pensar, por isso o discernimento, a reflexão em relação às atitudes, crenças e valores devem fundamentar o agir livre, consciente e responsável.A enfermagem por trabalhar em equipe, convive com pessoas que possuem aspectos culturais e sociais diversos, levando a ocorrência dos dilemas éticos pela diferença de valores, crenças e experiências, bem como da formação ética, humana e profissional de cada individuo. “os dilemas éticos são situações em que a pessoa se vê “forçada” (tem que decidir) a tomar decisão entre duas ou maisalternativas de ação. Neste sentido a pessoa ao decidir deve ser o mais imparcial possível, pois muitas vezes as soluções dos dilemas éticos exigem um compromisso vinculado à responsabilidade pela escolha da ação”Como os valores não são absolutos e as questões éticas não contém fórmulas matemáticas com respostas exatas e fechadas é preciso compreender e refletir sobre os princípios éticos e utilizar a autonomia e a experiência para caminhar às vezes na incerteza, mas nunca se omitindo da responsabilidade de cuidar o paciente e dos membros de sua equipe. A conduta humana tem as qualidades de constância e dinamismo que são apreendidas durante as experiências e de acordo com os valores, conflitos cultural, pessoais e profissionais que refletem em sua ação. Esta ação depende também dos recursos disponíveis e da situação vivida que influencia na qualidade do ato.Diante de um grupo, tomar uma decisão ética requer a utilização de método reflexivo e crítico, para obter um consenso ético; e um ato decisório que resulte da ponderação e conjugação das atividades e reflexões feitas por este grupo, visando evitar injustiças, alcançando o bem comum.No exercício profissional de enfermagem, como em qualquer outro trabalho, estamos diante de dilemas ou conflitos éticos, para enfrentá-los, primeiramente é preciso ter uma ordem de valores que nos de segurança de priorizar a necessidade e o interesse da pessoa envolvida. O ato decisório depende diretamente das concepções e dos valores adquiridos, pautados nos conhecimentos e nas experiências acumulados ao longo da nossa história e que são influenciados pelo meio em o fato ocorra.Corroborando com Oguisso, concluímos que “O profissional de enfermagem deve dispor sólidos princípios éticos para agir perante os frequentes dilemas éticos que integram o cuidado.” CODIGO DE ETICA Histórico: Em 1953 aconteceu o décimo Congresso Quadrienal do Conselho Internacional de Enfermeiros em S.o Paulo. Nele foi aprovado o primeiro Código de ética para Enfermeiros - 14 artigos. Nos períodos entre 1953-1958 teve a elabora�o do Código de Ética pela Aben Associação Brasileira de Enfermagem. Dai o presente código passou a ter 16 artigos, por m a Aben não tinha poder Discricionário nem competência legal para exigir o cumprimento dos Preceitos éticos, restringindo-se apenas a recomendar ou sugerir. Em 1975 o código de etica foi reformulado para 18 artigos (Aben). Porem, este instrumento era somente para os enfermeiros o que gerou desconforto no trabalho cotidiano. Em 1993 com a Resolucao Cofen 160/93 foi aprovado o Segundo Código de ética - 100 artigos. O CDE (Código de ética do enfermeiro) Passou a ser CEPE (Código de ética dos profissionais de enfermagem) englobou todas as categorias profissionais com suas respectivas atribuições, conforme o grau de habilitação. Em 2000 houve uma pequena reformulação no CEPE, com a supressão ao artigo 69: 99 artigos. Em 2007 com a resolução�.o 311/2007 aconteceu a nova reformulação do CEPE: 132 artigos. E AGORA em 2017 com a resolução COFEN n¼ 564/2017 aconteceu a nova reformulação do CEPEl Ainda hoje o código de ética dos profissionais da enfermagem regido pela resoluçãoCOFEN 311/2007. ATIVIDADE: 6-A reformulação do Código de ética da Enfermagem foi aprovada pela resolução: A) Resolução COFEN 311/2007. B) Resolução COFEN 240/2000. C) Resolução COFEN 240/2007. D) Resolução COFEN 311/2000. E) Resolução COFEN 211/2005. 7-Enfermagem Brasileira, diante das transformações socioculturais, Científicas e legais, entendeu ter chegado o momento de reformular o Código de ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE). Dessa forma, a atual resolução que aprova a reformula�.o do CEPE . a Resolução A) COFEN Ð 242/2000. B) COFEN Ð 311/2007. C) COFEN Ð 421/2012. D) COFEN Ð 441/2013. CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM PREÂMBULO · A enfermagem compreende um componente próprio de conhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se processa pelo ensino, pesquisa e assistência. Realiza-se na prestação de serviços à pessoa, família e coletividade, no seu contexto e circunstâncias de vida. · O aprimoramento do comportamento ético do profissional passa pelo processo de construção de uma consciência individual e coletiva, pelo compromisso social e profissional configurado pela responsabilidade no plano das relações de trabalho com reflexos no campo científico e político. · A enfermagem brasileira, face às transformações socioculturais, científicas e legais, entendeu ter chegado o momento de reformular o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE). · A trajetória da reformulação, coordenada pelo Conselho Federal de Enfermagem com a participação dos Conselhos Regionais de Enfermagem, incluiu discussões com a categoria de enfermagem. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem está organizado por assunto e inclui princípios, direitos, responsabilidades, deveres e proibições pertinentes à conduta ética dos profissionais de enfermagem. · O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização. Está centrado na pessoa, família e coletividade e pressupõe que os trabalhadores de enfermagem estejam aliados aos usuários na luta por uma assistência sem riscos e danos e acessível a toda população. · O presente Código teve como referência os postulados da Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada pela Assembléia Geral das Nações Unidas (1948) e adotada pela Convenção de Genebra da Cruz Vermelha (1949), contidos no Código de Ética do Conselho Internacional de Enfermeiros (1953) e no Código de Ética da Associação Brasileira de Enfermagem (1975). Teve como referência, ainda, o Código de Deontologia de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (1976), o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993) e as Normas Internacionais e Nacionais sobre Pesquisa em Seres Humanos [Declaração Helsinque (1964), revista em Tóquio (1975), em Veneza (1983), em Hong Kong (1989) e em Sommerset West(1996) e a Resolução 196 do Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde (1996)]. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS · A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e a qualidade de vida da pessoa, família e coletividade. · O profissional de enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais. · O profissional de enfermagem participa, como integrante da equipe de saúde, das ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios das políticas públicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de acesso aos serviços de saúde, integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas, participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-administrativa dos serviços de saúde. · O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimensões. · O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ética e da bioética. QUADRO DOS CAPITULOS DO CODIGO DE ETICA CAPÍTULO l DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS DIREITOS: · Art. 1º - Exercer a enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. · Art. 2º - Aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação a sua prática profissional. · Art. 3º - Apoiar as iniciativas que visem ao aprimoramento profissional e à defesa dos direitos e interesses da categoria e da sociedade. · Art. 4º - Obter desagravo público por ofensa que atinja a profissão, por meio do Conselho Regional de Enfermagem Vamos aos conceitos: Liberdade! Significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa. Liberdade também um conjunto de idéias liberais e dos direitos de cada cidadão. Autonomia! . a capacidade de governar-se pelos próprios meios. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 5º - Exercer a profissão com justiça, compromisso, eqüidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade. · Art. 6º - Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. · Art. 7º - Comunicar ao COREN e aos órgãos competentes, fatos que infrinjam dispositivos legais e que possam prejudicar o exercício profissional. PROIBIÇÕES · Art. 8º - Promover e ser conivente com a injúria, calúnia e difamação de membro da equipe de enfermagem, equipe de saúde e de trabalhadores de outras áreas, de organizações da categoria ou instituições. · Art. 9º - Praticar e/ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato, que infrinja postulados éticos e legais. Que tal relembrar o conceito destas 3 palavrinhas? · Injuria - Consiste em referir-se a alguém por uma caracterização o negativa e que ofenda a dignidade ou decoro da pessoa. Ex: Xingar o colega de trabalho de imbecil. · Calúnia Ð Consiste em acusar/culpar falsamente alguém pela praticade um ato caracterizado como crime. Para a calúnia ser constitui.da como um crime, necessário que exista um dolo específico (intenção consciente de cometer um ato ilícito · Difamação - atribui um fato que transgrida a reputação de uma pessoa. Por exemplo: se diz que foi trabalhar embriagada semana passada, constitui crime ATIVIDADE 8-São proibições do profissional de enfermagem, EXCETO: a) Práticas de crime e contravenções penais; b) Ser conivente com calúnia e difama o de membro da equipe de enfermagem; c) Promover injuria contra a equipe de saúde e áreas afins; d) Exercer a profissão com justiça e equidade. SEÇÃO I DAS RELAÇÕES COM A PESSOA, FAMILIA E COLETIVIDADE – DIREITOS · Art. 10 - Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade. · Art. 11 - Ter acesso às informações, relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao exercício profissional. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 12 - Assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. · Art. 13 - Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem. · Art. 14 - Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos, éticos e culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão. · Art. 15 - Prestar assistência de enfermagem sem discriminação de qualquer natureza. · Art. 16 - Garantir a continuidade da assistência de enfermagem em condições que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. · Art. 17 - Prestaradequadas informações à pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca da assistência de enfermagem. · Art. 18 - Respeitar, reconhecer e realizar ações que garantam o direito da pessoa ou de seu representante legal, de tomar decisões sobre sua saúde, tratamento, conforto e bem estar · . Art. 19 - Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade do ser humano, em todo seu ciclo vital nas situações de morte e pós-morte. · Art. 20 - Colaborar com a equipe de saúde no esclarecimento da pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca de seu estado de saúde e tratamento. · Art. 21 - Proteger a pessoa, família e coletividade contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde. · Art. 22 - Disponibilizar seus serviços profissionais à comunidade em casos de emergência, epidemia e catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais. · Art. 23 - Encaminhar a pessoa, família e coletividade aos serviços de defesa do cidadão, nos termos da lei. · Art. 24 - Respeitar, no exercício da profissão, as normas relativas à preservação do meio ambiente e denunciar aos órgãos competentes as formas de poluição e deterioração que comprometam a saúde e a vida. · Art. 25 - Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar. PROIBIÇÕES · Art. 26 - Negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se caracterize como urgência ou emergência. · Art. 27 - Executar ou participar da assistência à saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu representante legal, exceto em iminente risco de morte. · Art. 28 - Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação. Parágrafo único - Nos casos previstos em lei, o profissional deverá decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua participação ou não no ato abortivo. · Art. 29 - Promover a eutanásia ou participar em prática destinada a antecipar a morte do cliente. · Art. 30 - Administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se da possibilidade de riscos. · Art. 31 - Prescrever medicamentos e praticar ato cirúrgico, exceto nos casos previstos na legislação vigente e em situação de emergência. · Art. 32 - Executar prescrições de qualquer natureza, que comprometam a segurança da pessoa · . Art. 33 - Prestar serviços que por sua natureza competem a outro profissional, exceto em caso de emergência. · Art. 34 - Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso com qualquer forma de violência. · Art. 35 - Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada. ATIVIDADES 9- O técnico de enfermagem estava prestando cuidados de enfermagem para um paciente da unidade de terapia intensiva (UTI). Durante a mudança de decúbito, o paciente perdeu a sonda nasoenteral (SNE). O técnico de enfermagem, que tinha 10 anos de trabalho na UTI, não avisou o Enfermeiro e introduziu a SNE para instalação da dieta enteral no paciente. Posteriormente, o paciente apresentou Parada Cardiorrespiratoria (PCR),sendo atendido pelo médico e constatado que o procedimento de recoloca�.o da SNE foi realizado de forma inadequada. Considerando o código de ética dos Profissionais de Enfermagem, correto afirmar que: a) O profissional de enfermagem agiu com imprudência b) O profissional de enfermagem agiu com negligencia c) O profissional de enfermagem causou um dano ao paciente, sem Intenção de matar. Portanto, n.o houve infração a ética d) O profissional de enfermagem agiu com imperícia e) O profissional de enfermagem agiu corretamente em adotar a conduta de recolocação da SNE, pois possui capacitação o habilitação o para o procedimento em questão 10-Considerando o Código de ética dos Profissionais de Enfermagem, Art. 12 que a pessoa deve ser assegurada livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. Desta maneira, uma atitude em que o profissional atua com precipitação, inconsideração, com afoiteza, sem cautelas, não usando de seus poderes inibidores, ele está incorrendo em: a) Imprudência. b) imperícia. c) Negligência. d) Homicídio culposo 11-O técnico de enfermagem que realiza procedimentos sem conhecimento técnico científico necessário poderá gerar agravos decorrentes de : (A) imperícia. (B) negligência. (C) dolo. (D) culpa. E) imprudência 12-De acordo com o Código de ética em Enfermagem, considere que um profissional pratica um ato ou açao precipitada, sem cautela, reflexo.o, mesmo tendo perfeito conhecimento do risco, ignorando a ciência e com culpa comissiva. Tal ação classificada como: a) imperícia b) negligência. c) imprudência. d) indolência. e) abuso. 13-Paciente acamado foi deixado dormindo, no leito sem a grade lateral erguida. De acordo com o código de ética dos profissionais de enfermagem, essa situação o se caracteriza como ato de: (A) negligência. (B) imperícia. (C) desrespeito. (D) imprudência. (E) maleficência. . 14-Considerando o previsto no código de ética, respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade do ser humano, inclusive nas situações de morte e pos-morte, uma (um) : (A) alternativa dos profissionais de enfermagem. (B) direito dos profissionais de enfermagem. (C) proibi�.o aos profissionais de enfermagem. (D) dever e uma responsabilidade dos profissionais de enfermagem. (E) opção aos profissionais de enfermagem 15-De acordo com o código de ética dos Profissionais de Enfermagem, dever do profissional de enfermagem, entre outros: a) reconhecer e desrespeitar o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa, seu tratamento e seu bem- estar. b) respeitar o ser humano na situação de morte e pos- morte. c) prestar informações inadequadas ao cliente e Família a respeito da assistência de enfermagem, possíveis benefícios, riscos e conseqüências que possam ocorrer. d) desproteger o cliente contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde. e) Deixar de prestar seus serviços profissionais. Comunidade em casos de emergência, epidemia e catástrofe. 16-Conforme código de ética da Enfermagem dever do profissional de enfermagem: (A) promover a Eutanásia ou participar de prática destinada a antecipar a morte do cliente. (B) assinar as prescrições de enfermagem que não executou. (C) auxiliar na realiza o de prática de interrompa o da gestação. (D) promover injúria e difama o de membro da equipe de enfermagem. (E) disponibilizar seus serviços profissionais comunidade em casos de emergência, epidemia e catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais. 17-Foi prescrito a um paciente o medicamento Metoprolol 5 mg endovenosamente O técnico de enfermagem desconhecia a ação da droga, assim como a possibilidade de riscos do uso desse medicamento, mesmo assim executou a prescrição. Sobre a conduta ética desse profissional, assinale a alternativa correta. a) De acordo com a lei 9478/99, o profissional descumpriu o código de tica dos profissionais de enfermagem. b) um direito do profissional de enfermagem a administração o de medicamentos injetáveis, independente do conhecimento sobre a ação da droga. c) O código de ética afirma que todo profissional de enfermagem apto a administrar qualquer medicamento, desde que devidamente prescrito pelo medico. d) O profissional agiu conforme o regulamento do exercício profissional, pois ele deve conhecer apenas a técnica correta de administra�.o de medicamento por via endovenosa. e) O profissional infringiu o código de ética dos profissionais de enfermagem, pois Proibido administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se da possibilidade dos risco 18-O pedido do médico plantonista, o técnico de enfermagem, que já havia trabalhado em Centro Cirúrgico, realizou uma pequena sutura em um ferimento corto contuso sem gravidade em membro inferior esquerdo de um paciente adulto. Desta forma, este profissional estar. (A) descumprindo o código de ética dos profissionais deenfermagem. (B) cumprindo ordem do responsável por sua supervisão. (C) realizando uma atividade de acordo com a sua atribuicoes profissional. (D) negligenciando a lei 8142/90. (E) demonstrando interesse pela profissão. 19-De acordo com o Código de ética do Profissional de Enfermagem, em situações de emergência o enfermeiro pode: (A) prescrever medicamentos e praticar ato cirúrgico. (B) administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga. (C) participar em prática destinada a antecipar a morte do cliente. (D) executar prescrições de qualquer natureza, que comprometam a segurança da pessoa. (E) administrar medicamentos sem certificar-se da possibilidade de riscos. 20-De acordo com o código de ética dos Profissionais de Enfermagem, proibido ao profissional: (A) abandonar o cliente em meio a tratamento sem garantia de continuidade da assistência. (B) apor o numero de inscrição do Conselho Regional de Enfermagem em sua assinatura, quando no exercício profissional. (C) manter-se atualizado ampliando seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais. (D) cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da profissão. (E) respeitar o natural pudor, ‘a privacidade e a intimidade do cliente 21-Um paciente idoso est. internado na UTI ha mais de 30 dias. Esta entubado, em ventilação o mecânica invasiva e dependente de drogas e sedação. Ao há perspectivas de sobrevida. De acordo com esse caso hipotético, o procedimento assegurado no Brasil, por meio do Conselho Federal de Medicina, que orienta a suspenso de medica o para esse paciente, (A) eutania. (B) distanasia. (C) mistanasia. (D) ortotanasia. (E) eutanásia positiva 22-Quanto a ética profissional, assinale a alternativa correta. a)imperícia esta relacionada precipitação , ou seja, realização de ações de enfermagem sem cautela, n.o se respeitando as normas de segurança. b)Imprudência refere-se falta de conhecimento técnico- científico para realizar determinada ação c)Na eutanásia passiva (negativa, indireta) a ação negada com o propósito de causar ou acelerar a morte. d) A bioética não poderia ser definida como a ética aplicada aos problemas da saúde dos indivíduos e das coletividades. e)! De acordo com o código Penal Brasileiro, em duas situações não permitidas a realizacao de aborto: quando a m.e corre risco de vida ou quando a gestação decorrente de estupro. Seção ll DAS RELAÇÕES COM OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM, SAÚDE E OUTROS DIREITOS · Art. 36 - Participar da prática multiprofissional e interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade. · Art. 37 - Recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica, onde não conste a assinatura e o número de registro do profissional, exceto em situações de urgência e emergência. Parágrafo único - O profissional de enfermagem poderá recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica em caso de identificação de erro ou ilegibilidade. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 38 - Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe · . Art. 39 - Participar da orientação sobre benefícios, riscos e conseqüências decorrentes de exames e de outros procedimentos, na condição de membro da equipe de saúde. · Art. 40 - Posicionar-se contra falta cometida durante o exercício profissional seja por imperícia, imprudência ou negligência. · Art. 41 - Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistência PROIBIÇÕES · Art. 42 - Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional · . Art. 43 - Colaborar, direta ou indiretamente com outros profissionais de saúde, no descumprimento da legislação referente aos transplantes de órgãos, tecidos, esterilização humana, fecundação artificial e manipulação genética . Considerando a relação o dos trabalhadores de enfermagem entre si e com os demais trabalhadores da saúde, referente ética, assinalem a alternativa correta. (A) Não permitida a participação da pratica profissional multi e interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade. (B) Não há quaisquer impedimentos em assinar as ações de Enfermagem que o profissional não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional (C) Devido necessidade de sigilo, o profissional deve recusar-se de prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistência. (D) O profissional de enfermagem poder recusar-se a executar prescrições a medicamentosa e terapêutica em caso de identifica o de erro ou ilegibilidade. (E) Ainda que n.o conste a assinatura e o numero de registro do profissional em prescrição o medicamentosa e terapêutica, o profissional de enfermagem obrigado a executá-la em quaisquer situações. SEÇÃO III DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES DA CATEGORIA - DIREITOS · Art. 44 - Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, quando impedido de cumprir o presente Código, a legislação do exercício profissional e as resoluções e decisões emanadas do Sistema COFEN/COREN. · Art. 45 - Associar-se, exercer cargos e participar de entidades de classe e órgãos de fiscalização do exercício profissional. · Art. 46 - Requerer em tempo hábil, informações acerca de normas e convocações. · Art. 47 - Requerer, ao Conselho Regional de Enfermagem, medidas cabíveis para obtenção de desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 48 - Cumprir e fazer os preceitos éticos e legais da profissão · . Art. 49 - Comunicar ao Conselho Regional de Enfermagem fatos que firam preceitos do presente Código e da legislação do exercício profissional. · Art. 50 - Comunicar formalmente ao Conselho Regional de Enfermagem fatos que envolvam recusa ou demissão de cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente Código e a legislação do exercício profissional · . Art. 51 - Cumprir, no prazo estabelecido, as determinações e convocações do Conselho Federal e Conselho Regional de Enfermagem. · Art. 52 - Colaborar com a fiscalização de exercício profissional. · Art. 53 - Manter seus dados cadastrais atualizados, e regularizadas as suas obrigações financeiras com o Conselho Regional de Enfermagem. · Art. 54 - Apor o número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem em assinatura, quando no exercício profissional. · Art. 55 - Facilitar e incentivar a participação dos profissionais de enfermagem no desempenho de atividades nas organizações da categoria. PROIBIÇÕES · Art. 56 - Executar e determinar a execução de atos contrários ao Código de Ética e às demais normas que regulam o exercício da Enfermagem. · Art. 57 - Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência de fatos que envolvam recusa ou demissão de cargo, função ou emprego motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente código e a legislação do exercício profissional. · Art. 58 - Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao patrimônio ou comprometam a finalidade para a qual foram instituídas as organizações da categoria. · Art. 59 - Negar, omitir informações ou emitir falsas declarações sobre o exercício profissional quando solicitado pelo Conselho Regional de Enfermagem. SEÇÃO IV DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES EMPREGADORAS - DIREITAS · Art. 60 - Participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do aprimoramento técnicocientífico, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração. · Art. 61 - Suspender suas atividades, individual ou coletivamente, quando a instituição pública ou privada para a qual trabalhe não oferecer condições dignas para o exercício profissional ou que desrespeite a legislação do setor saúde, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo comunicar imediatamente por escrito sua decisão ao Conselho Regionalde Enfermagem. · Art. 62 - Receber salários ou honorários compatíveis com o nível de formação, a jornada de trabalho, a complexidade das ações e a responsabilidade pelo exercício profissional · . Art. 63 - Desenvolver suas atividades profissionais em condições de trabalho que promovam a própria segurança e a da pessoa, família e coletividade sob seus cuidados, e dispor de material e equipamentos de proteção individual e coletiva, segundo as normas vigentes. · Art. 64 - Recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ou equipamentos de proteção individual e coletiva definidos na legislação específica. · Art. 65 - Formar e participar da comissão de ética da instituição pública ou privada onde trabalha, bem como de comissões interdisciplinares · . Art. 66 - Exercer cargos de direção, gestão e coordenação na área de seu exercício profissional e do setor saúde. · Art. 67 - Ser informado sobre as políticas da instituição e do serviço de enfermagem, bem como participar de sua elaboração. · Art. 68 - Registrar no prontuário, e em outros documentos próprios da enfermagem, informações referentes ao processo de cuidar da pessoa. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 69 - Estimular, promover e criar condições para o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural dos profissionais de Enfermagem sob sua orientação e supervisão. · Art. 70 - Estimular, facilitar e promover o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, devidamente aprovadas nas instâncias deliberativas da instituição. · Art. 71 - Incentivar e criar condições para registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar. · Art. 72 - Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva e completa. PROIBIÇÕES · Art. 73 - Trabalhar, colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem princípios e normas que regulam o exercício profissional de enfermagem. · Art. 74 - Pleitear cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrência desleal. · Art. 75 - Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, casa de saúde, unidade sanitária, clínica, ambulatório, escola, curso, empresa ou estabelecimento congênere sem nele exercer as funções de enfermagem pressupostas. · Art. 76 - Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma de garantir Assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. · Art. 77 - Usar de qualquer mecanismo de pressão ou suborno com pessoas físicas ou jurídicas para conseguir qualquer tipo de vantagem. · Art. 78 - Utilizar, de forma abusiva, o poder que lhe confere a posição ou cargo, para impor ordens, opiniões, atentar contra o pudor, assediar sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou dificultar o exercício profissional · . Art. 79 - Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou imóvel, público ou particular de que tenha posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio ou de outrem. · Art. 80 - Delegar suas atividades privativas a outro membro da equipe de enfermagem ou de saúde, que não seja enfermeiro CAPÍTULO II DO SIGILO PROFISSIONAL – DIREITOS · Art. 81 - Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional a pessoas ou entidades que não estejam obrigadas ao sigilo. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 82 - Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, exceto casos previstos em lei, ordem judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal · § 1º - Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. · § 2º - Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poderá ser revelado quando necessário à prestação da assistência. · § 3º - O profissional de enfermagem, intimado como testemunha, deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo. · § 4º - O segredo profissional referente ao menor de idade deverá ser mantido, mesmo quando a revelação seja solicitada por pais ou responsáveis, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, exceto nos casos em que possa acarretar danos ou riscos ao mesmo. · Art. 83 - Orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade, sobre o dever do sigilo profissional. PROIBIÇÕES · Art. 84 - Franquear o acesso a informações e documentos para pessoas que não estão diretamente envolvidas na prestação da assistência, exceto nos casos previstos na legislação vigente ou por ordem judicial. · Art. 85 - Divulgar ou fazer referência a casos, situações ou fatos de forma que os envolvidos possam ser identificados. CAPÍTULO III DO ENSINO, DA PESQUISA, E DA PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA - DIREITOS · Art. 86 - Realizar e participar de atividades de ensino e pesquisa, respeitadas as normas ético-legais. · Art. 87 - Ter conhecimento acerca do ensino e da pesquisa a serem desenvolvidos com as pessoas sob sua responsabilidade profissional ou em seu local de trabalho. · Art. 88 - Ter reconhecida sua autoria ou participação em produção técnico-científica. RESPONSABILIDADES E DEVERES · Art. 89 - Atender as normas vigentes para a pesquisa envolvendo seres humanos, segundo a especificidade da investigação. · Art. 90 - Interromper a pesquisa na presença de qualquer perigo à vida e à integridade da pessoa. · Art. 91 - Respeitar os princípios da honestidade e fidedignidade, bem como os direitos autorais no processo de pesquisa, especialmente na divulgação dos seus resultados. Art. 92 - Disponibilizar os resultados de pesquisa à comunidade científica e sociedade em geral. · Art. 93 - Promover a defesa e o respeito aos princípios éticos e legais da profissão no ensino, na pesquisa e produções técnico-científicas. PROIBIÇÕES · Art. 94 - Realizar ou participar de atividades de ensino e pesquisa, em que o direito inalienável da pessoa, família ou coletividade seja desrespeitado ou ofereça qualquer tipo de risco ou dano aos envolvidos. · Art. 95 - Eximir-se da responsabilidade por atividades executadas por alunos ou estagiários, na condição de docente, enfermeiro responsável ou supervisor. · Art. 96 - Sobrepor o interesse da ciência ao interesse e segurança da pessoa, família ou coletividade. · Art. 97 - Falsificar ou manipular resultados de pesquisa, bem como, usá-los para fins diferentes dos predeterminados. · Art. 98 - Publicar trabalho com elementos que identifiquem o sujeito participante do estudo sem sua autorização. · Art. 99 - Divulgar ou publicar, em seu nome, produção técnico-científica ou instrumento de organização formal do qual não tenha participado ou omitir nomes de co-autores e colaboradores. · Art. 100 - Utilizar sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa, dados, informações, ou opiniões ainda não publicados. · Art. 101 - Apropriar-se ou utilizar produções técnico-científicas, das quais tenha participado como autor ou não, implantadas em serviços ou instituições sem concordância ou concessão do autor. · Art. 102 - Aproveitar-se de posição hierárquica para fazer constar seu nome como autor ou co-autor em obra técnico-científica. ATIVIDADE 23-Segundo código de ética dos Profissionais de Enfermagem, é correto afirmar que se recusar a executar atividades que não são da competência técnica, científica, etica ou legal deles configura um(a) a) dever do profissional. b) das responsabilidades do profissional. c) direito do profissional. d) proibição ao profissional. e) obrigação do profissional. CAPÍTULO IV DA PUBLICIDADE - DIREITOS · Art. 103 - Utilizar-se de veículo de comunicação para conceder entrevistas ou divulgar eventos e assuntos de sua competência, com finalidade educativa e de interessesocial. Art. 104 - Anunciar a prestação de serviços para os quais está habilitado. RESPONSABILIDADESE DEVERES Art. 105 - Resguardar os princípios da honestidade, veracidade e fidedignidade no conteúdo e na forma publicitária. Art. 106 - Zelar pelos preceitos éticos e legais da profissão nas diferentes formas de divulgação PROIBIÇÕES · Art. 107 - Divulgar informação inverídica sobre assunto de sua área profissional. · Art. 108 - Inserir imagens ou informações que possam identificar pessoas e instituições sem sua prévia autorização. · Art. 109 - Anunciar título ou qualificação que não possa comprovar. · Art. 110 - Omitir em proveito próprio, referência a pessoas ou instituições. · Art. 111 - Anunciar a prestação de serviços gratuitos ou propor honorários que caracterizem concorrência desleal. ATIVIDADE 24-Sobre os direitos e deveres do profissional de Enfermagem, assinale a alternativa incorreta, em relação ao que expressa o código de ética. a)Comunicar ao COREN e aos órgãos os competentes, fatos que infrinjam dispositivos legais e que possam prejudicar o exercício profissional. Dever e responsabilidade do profissional de Enfermagem b) Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica. Um direito do profissional de Enfermagem c) Ter acesso as informações, relacionadas pessoa, família e coletividade necessária ao exercício profissional, não se inclui entre os direitos e deveres do profissional de enfermagem d) Aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentados a sua pratica profissional um direito do profissional de Enfermagem e) Disponibilizar seus serviços profissionais comunidade em casos de emergência, epidemia e catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais . Dever e responsabilidade do profissional de Enfermagem 25-De acordo com o código de ética dos Profissionais de Enfermagem, assinale a alternativa que apresenta uma das proibições previstas no capítulo que descreve a publicidade. (A) Divulgar informações o verídica a respeito do assunto de sua área profissional. (B) Anunciar a prestação o de serviços voluntários ou propor honorários que caracterizem concorrência desleal. (C) Anunciar titulo ou qualificação que possa comprovar. (D) Omitir, em proveito de terceiros, referência a pessoas ou instituição. (E) Inserir imagens ou informa esta que possam identificar pessoas e instituições sem sua previa autorizao 26-De acordo com o código de etica de Enfermagem, no que rege as responsabilidades e deveres dos profissionais, analise as afirmativas abaixo Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, mesmo com ordem judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal. ( ) Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. ( ) Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poder ser revelado quando necessário prestação da assistência. ( ) O profissional de Enfermagem intimado como testemunha dever comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo CAPÍTULO V -DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES · Art. 112 - A caracterização das infrações éticas e disciplinares e a aplicação das respectivas penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas em outros dispositivos legais. · Art. 113 - Considera-se infração ética a ação, omissão ou conivência que implique em desobediência e/ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. · Art. 114 - Considera-se infração disciplinar a inobservância das normas dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem. · Art. 115 - Responde pela infração quem a cometer ou concorrer para a sua prática, ou dela obtiver benefício, quando cometida por outrem. · Art. 116 - A gravidade da infração é caracterizada por meio da análise dos fatos do dano e de suas conseqüências · . Art. 117 - A infração é apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do Código de Processo Ético das Autarquias Profissionais de Enfermagem. · Art. 118 - As penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes: 1. I - Advertência verbal 2. ; II – Multa; 3. III – Censura; 4. IV – Suspensao § 3º - São consideradas infrações gravíssimas as que provoquem morte, deformidade permanente, perda ou inutilização de membro, sentido, função ou ainda, dano moral irremediável em qualquer pessoa. · Art. 122 - São consideradas circunstâncias atenuantes: 1. I - Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua espontânea vontade e com eficiência, evitar ou minorar as consequências do seu ato; 2. II - Ter bons antecedentes profissionais; 3. III - Realizar atos sob coação e/ou intimidação; 4. IV - Realizar ato sob emprego real de força física; 5. V - Ter confessado espontaneamente a autoria da infração. · Art. 123 - São consideradas circunstâncias agravantes: 1. I - Ser reincidente; 2. II - Causar danos irreparáveis; 3. III - Cometer infração dolosamente; 4. IV - Cometer a infração por motivo fútil ou torpe; 5. V - Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outra infração; 6. VI - Aproveitar-se da fragilidade da vítima; 7. VII - Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou função 8. ; VIII - Ter maus antecedentes profissionais. ATIVIDADE 27-Um técnico de enfermagem trabalha em uma unidade de pronto atendimento e cometeu uma infra�.o .tica. Ap.s a infra�.o ter sido apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do código de Processo ético das Autarquias dos Profissionais de Enfermagem, a penalidade aplicada foi Suspenso do Exercício Profissional, que consiste na proibição do exercício profissional da Enfermagem por um período não superior a: a) 29 dias. b) 45 dias. c) 60 dias. d) 6 meses. e) 12 meses 28-Na aplicação de penalidades do código de Deontologia da Enfermagem, são consideradas situações agravantes: (A) bons antecedentes profissionais. (B) realizar atos sob coação. (C) confessar espontaneamente a infração. (D) cometer infração dolosamente. (E) realizar infração sob emprego real de forca física 29-O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimensões física, mental, social e espiritual. De acordo com o código de Ética dos profissionais de enfermagem, constitui circunstancia atenuante (A) aproveitar-se da fragilidade da vitima. (B) cometer a infração o com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou função (C) cometer a infração o por motivo fútil ou torpe. (D) confessar espontaneamente a autoria da infração (E) facilitar ou assegurar a execução, a ocultação o, a impunidade ou a vantagem de outra infração. 30-O dia foi corrido na unidade de internação. Já no final do plantão, o técnico optou por trocar a roupa de cama dos pacientes sem dar-lhes o banho prescrito. Depois, nos prontuários, fez o registro dessa tarefa como se houvesse cumprido toda sua responsabilidade. Menos de uma hora depois, arrependido, ligou e avisou ao enfermeiro o ocorrido. O fato de o infrator ter relatado a ocorrência, por sua livre e espontânea vontade, caracterizado no código de tica de enfermagem como: (A) isenção. (B) atenuante. (C) dolo. (D) agravante. (E) omissão. 32-No caso de suspensão por infração ética, há proibição do exercício profissional da enfermagem por um período Não superior a: (A) 7 dias. (B) 14 dias. (C) 29 dias. (D) 3 meses. (E) 1 ano 33-A inobservância das normas dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem considerada: (A) falta grave. (B) suspensão do exercício profissional. (C) descumprimento do direito profissional. (D) infração disciplinar. (E) infração ética. 34-Durante atividade profissional, um Técnico de Enfermagem realizou a administração de uma medicação sem certificar-se da natureza das drogas que a compõem, entretanto seuato não trouxe danos para o cliente. Apesar apurar os fatos, o Conselho Regional de Enfermagem estabeleceu a seguinte penalidade ao profissional: repreensão que ser divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem. Esta penalidade corresponde. (A) multa. (B) cassação. (C) censura. (D) advertência verbal. (E) suspensão. 35-Tendo cometido uma Infração, a penalidade imposta pelo Conselho Regional de Enfermagem ao Profissional foi uma repreensão, divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação Tal penalidade se refere .: (A) advertência verbal. (B) cassação. (C) censura. (D) suspensão. (E) multa 36-Dentre as penalidades aplicadas pelo Conselho Regional de Enfermagem está Suspensão que consiste na proibição o do exercício da Enfermagem por um período não superior a: (A) 19 dias. (B) 29 dias. (C) 39 dias. (D) 49 dias. (E) 59 dias. 37-Considerando o código de ética de Enfermagem, Resolução do COFEN n¡ 311/2007, a penalidade de cassação do direito ao exercício profissional___________________________; e competência do _____________________. A) Consiste na admoesta�.o ao infrator, de forma reservada; Conselho Regional de Enfermagem. B) Consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (uma) a 05(cinco) vezes o valor da anuidade da categoria profissional qual pertence o infrator; Conselho Federal de Enfermagem. C) Consiste na proibição de exercício profissional da enfermagem por um período não superior a 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias; Conselho Federal de Enfermagem. D) Consiste em repreensão por um período não superior a 180 (cento e oitenta) dias; Conselho Regional de Enfermagem. E) Consiste na perda do direito ao exercício da enfermagem; Conselho Federal de Enfermagem. 38-Sobre as infrações previstas no código de ética Profissional de Enfermagem, correto afirmar que: (A) ações que provoquem perigo de vida são consideradas infrações gravíssimas. (B) ações de difamação de organizações da categoria ou instituições são consideradas infrações leves. (C) ações que provoquem deformidade permanente s.o consideradas infrações graves. (D) ter bons antecedentes profissionais n.o atenua a infração cometida no exercício da função. (E) a desobediência e/ou inobservância as disposições do código de ética dos Profissionais de Enfermagem se constitui em infração disciplinar. CAPÍTULO VI- DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES · Art. 124 - As penalidades previstas neste Código somente poderão ser aplicadas, cumulativamente, quando houver infração a mais de um artigo. · Art. 125 - A pena de advertência verbal é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 5º a 7º; 12 a 14; 16 a 24; 27; 30; 32; 34; 35; 38 a 40; 49 a 55; 57; 69 a 71; 74; 78; 82 a 85; 89 a 95; 98 a 102; 105; 106; 108 a 111 deste Código. · Art. 126 - A pena de multa é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 5º a 9º; 12; 13; 15; 16; 19; 24; 25; 26; 28 a 35; 38 a 43; 48 a 51; 53; 56 a 59; 72 a 80; 82; 84; 85; 90; 94; 96; 97 a 102; 105; 107; 108; 110; e 111 deste Código. · Art. 127 - A pena de censura é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 8º; 12; 13; 15; 16; 25; 30 a 35; 41 a 43; 48; 51; 54; 56 a 59; 71 a 80; 82; 84; 85; 90; 91; 94 a 102; 105; 107 a 111 deste Código. · Art. 128 - A pena de suspensão do exercício profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 8º; 9º; 12; 15; 16; 25; 26; 28; 29; 31; 33 a 35; 41 a 43; 48; 56; 58; 59; 72; 73; 75 a 80; 82; 84; 85; 90; 94; 96 a 102; 105; 107 e 108 deste Código. · Art.129 - A pena de cassação do direito ao exercício profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 9º; 12; 26; 28; 29; 78 e 79 deste Código. CAPITULO VII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS · Art. 130 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem. · Art. 131- Este Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Enfermagem, por iniciativa própria ou mediante proposta de Conselhos Regionais. Parágrafo único - A alteração referida deve ser precedida de ampla discussão com a categoria, coordenada pelos Conselhos Regionais. · Art. 132 - O presente Código entrará em vigor 90 dias após sua publicação, revogadas as disposições em contrário. · RESUMO DO CODIGO DE ETICA Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE) é um documento que reúne os princípios fundamentais para a conduta profissional Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Obstetrizes e Parteiras e Atendentes de Enfermagem.Aprovada e editada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a resolução com a versão mais recente do CEPE foi publicada no Diário Oficial da União no dia 6 de novembro de 2017, entrando em vigor 120 dias após sua publicação.A nova revisão reúne os direitos, os deveres, as proibições, as infrações, as proibições e as infrações e penalidades a serem observados e cumpridos durante o exercício da profissão. Este breve artigo visa apresentar, de forma prática, os principais pontos dispostos no novo CEPE. É importante destacar que o profissional da área não estará isento da leitura completa do documento original. O que é a Enfermagem?: É “uma ciência, arte e uma prática social” essencial para a área da saúde e comprometida com o cuidado ao ser humano. O profissional desta área é responsável por prestar cuidados conforme a necessidade da pessoa, família e coletividade. Direitos: O Art. 1º do COFEN garante o direito de exercer a profissão com liberdade, segurança, autonomia, livre de discriminação e em consonância com os princípios legais, de direitos humanos e da ética. Aos profissionais da Enfermagem também deve ser dado o direito de trabalhar em um local que respeite sua dignidade humana, proteja seus direitos e permita que o exercício de sua função seja desenvolvido sem riscos à sua integridade física e psicológica. Receber todas as informações necessárias para o desempenho de suas funções também lhe é garantido, assim como o poder de recusar-se a revelar informações confidenciais que tenham chegado a ele nesta mesma circunstância. Conforme disposto no documento, o profissional de Enfermagem pode recusar-se a ser filmado, fotografado ou exposto em mídias sociais enquanto desempenha seu trabalho. Outro direito importante garantido no CEPE é o de negar-se a desempenhar atividades que estejam em desacordo com sua competência, que ofereçam risco à sua própria segurança, ou à segurança de terceiros. Deveres: O exercício da profissão de Enfermagem deve ser feito com “justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade”. As relações devem ser baseadas no direito, na solidariedade e no respeito às diversidades. Caso seja observada alguma ação que fira os dispositivos ético-legais da profissão, ele deve informar imediatamente ao Conselho Regional de Enfermagem e aos órgãos competentes.Outro dever a ser destacado é o de disponibilizar ao paciente todas as informações necessárias à boa continuidade de sua assistência, esclarecendo seus direitos, riscos e benefícios em todas as etapas de sua assistência. O exercício da função deve ser livre de discriminações de qualquer natureza. O pudor, a intimidade e a privacidade da pessoa devem ser respeitados tanto em vida, quanto em morte e pós morte. Também cabe ao profissional respeitar as diretivas antecipadas tomadas pelo paciente de forma livre e esclarecida sobre sua saúde. As responsabilidades aceitas pelo profissional devem estar sempre em acordo com sua capacidade técnica, científica e legal.Sua inscrição profissional precisa ser mantida no Conselho Regional de Enfermagem, bem como os dados cadastrais e as obrigações financeiras devem estar regularizados. Proibições: O primeiro artigo do Capítulo III do CEPE informa que o profissional não deve executar ações que sejam contrárias ao estabelecido pelo próprio Código de Ética e à legislação vigente referenteà Enfermagem. Assim como disposto nos deveres, reafirma-se que o profissional está proibido de assumir a execução de atividades que estejam fora de sua competência ou que não ofereçam segurança a si mesmo ou a terceiros. Também é proibido pleitear ou aceitar empregos dos quais profissionais da área tenham se desligado pela necessidade do cumprimento do código de ética ou da legislação que rege a profissão. É vedada a utilização de seu cargo para obter qualquer tipo de vantagem em troca de assistência profissional, bem como é proibido utilizar-se de seus conhecimentos profissionais para praticar atos criminosos ou contravenções. Desde que não haja risco à sua própria integridade física, o profissional não deve negar assistência em situações de “urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe”. De acordo com o disposto no Art. 74, é proibida a participação ou prática que tem fim a antecipação da morte de outro indivíduo. Penalidades: Ao desobedecer ou deixar de observar as disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais códigos regionais, o profissional poderá receber as seguintes penalidades: Advertência Verbal, Multa, Censura, Suspensão do Exercício Profissional e Cassação do direito ao Exercício Profissional. Para definir a penalidade a ser aplicada, será considerada a gravidade da infração, os agravantes e atenuantes, os danos e resultados, e os antecedentes do infrator. Benefícios do código: Embora definir um conjunto de princípios a serem seguidos não seja fácil, é preciso assumir tal responsabilidade em benefício da conduta profissional de qualquer categoria. Por se tratar de uma área que lida essencialmente com o cuidado ao ser humano, o exercício da Enfermagem apresenta sempre desafios que levam à necessidade constante de tomada de decisões importantes por parte de seus profissionais. Promover uma assistência de saúde adequada, de qualidade e acessível o exige siga princípios éticos em sua conduta. Ao se deparar com situações que gerem dúvidas durante o exercício de sua função, o profissional de Enfermagem poderá se amparar e encontrar os subsídios necessários nas disposições do CEPE. (redação: Lorena de Sousa). ATIVIDADES DE REVISAO PARA PROVA 1- (IBFC/2016/SES-PR) De acordo com o CAPÍTULO V do Código de ética dos Profissionais de Enfermagem, as penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federais e Regionais de Enfermagem, conforme determina o art.18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes, EXCETO: a) Advertência verbal. b) Censura. c) Multa. d) Advertência por escrito. 2- De acordo com o CAPÍTULO V do Código de ética dos Profissionais de Enfermagem, as penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federais e Regionais de Enfermagem, conforme determina o art.18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes, EXCETO: a) Advertência verbal. b) Censura. c) Multa. d) Advertência por escrito. 3-Os profissionais técnicos em enfermagem são pessoas qualificadas que desenvolvem ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. Colaboram com atendimento das necessidades de saúde dos pacientes e comunidade, em todas as faixas etárias. De acordo com o Decreto 94.406/87, que regulamenta o exercício da enfermagem, cabe ao técnico de enfermagem as seguintes tarefas, EXCETO: A) Executar atividades de assistência de Enfermagem, excetuadas as privativas do Enfermeiro e as referidas no artigo 9o deste Decreto. B) Assistir ao Enfermeiro na prestação de cuidados diretos de Enfermagem a pacientes em estado grave. C) Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas. D) Como integrante da equipe de saúde cabe a participação nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho. h) cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas; 4-O decreto 94.406/87, que regulamenta o exercício da enfermagem no Brasil, entre outros preceitos, estabelece as atribuições do técnico de enfermagem como atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de enfermagem. Assinale a alternativa que corresponde a uma condição de exercício profissional do técnico de enfermagem, estabelecida no art. 13 do Decreto-Lei supracitado. A) O técnico de enfermagem exerce as suas atividades profissionais de forma livre e autônoma. B) O técnico de enfermagem exerce as suas atividades profissionais sob a supervisão e orientação de qualquer profissional integrante da equipe de saúde. C) O técnico de enfermagem exerce as suas atividades profissionais somente sob a supervisão, orientação e direção do enfermeiro. D) O técnico de enfermagem exerce as suas atividades profissionais sob a supervisão, orientação e direção do enfermeiro ou do médico. E) O técnico de enfermagem exerce as suas atividades profissionais somente sob a supervisão, orientação e direção do médico. . 5-NÃO corresponde a função do técnico em enfermagem: A) Execução de curativo pós-operatório, anotações, observações e orientação aos pacientes. B) Administração de medicamentos segundo prescrição médica. C) Execução de plano de cuidados em enfermagem realizado por enfermeiro. D) Organização e direção de serviços de enfermagem e coordenação de cursos de formação de pessoal em enfermagem. E) Participação em equipes de saúde da família em equipes de saúde da família. . 6- Considerando-se as penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, conforme o que determina o Art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, é CORRETO afirmar que: A) a censura consiste em repreensão que será divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação. B) a multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 05 (cinco) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade da categoria profissional à qual pertence o infrator,em vigor no ato do pagamento. C) a cassação consiste na perda do direito ao exercício da enfermagem e será divulgada nas publicações dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação. D) a suspensão consiste na proibição do exercício profissional da enfermagem por um período não superior a 30 (trinta) dias e será divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, jornais de grande circulação e comunicada aos órgãos empregadores. E) a advertência verbal consiste na admoestação ao infrator, de forma reservada, que será registrada no prontuário do mesmo, na presença de três testemunhas. 7-Aos infratores do Código de Deontologia de Enfermagem poderão ser aplicadas as seguintes penas: I – advertência verbal; II – multa; III – censura; IV – suspensão do exercício profissional; V – cassação do direito ao exercício profissional. 8-Conforme o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, o Técnico em Enfermagem exerce as atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe I. assistir o(a) enfermeiro(a) na prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar. II. assistir o(a) enfermeiro(a) no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de Enfermagem. III. a consultoria, a auditória, e a emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem. IV. assistir o(a) enfermeiro(a) na prevenção e no controle das doenças transmissíveis em programas de vigilância epidemiológicaem geral. V. planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de Enfermagem. 9-Enfermeiro (a) exerce todas as atividades de enfermagem, destacando-se que algumas delas são privativas somente desse profissional. Assinale a alternativa que apresenta tais atividades. A) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde. B) prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovadapela instituição de saúde. C) execução do parto sem distócia. D) participação na equipe de saúde. E) cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida. 10-Durante um atendimento a uma adolescente de 16 anos é firmado o diagnóstico de gravidez, sendo o pai um colega, com quem namora já mais de dois anos. A jovem é estudante de 2º grau, bem orientada e não quer que o fato seja naquele momento revelado à família ou ao citado pai. Segundo o Código de Ética dos profissionais de enfermagem você deve: A) Respeitar o sigilo solicitado. B) Comunicar os pais da adolescente. C) Convocar o jovem citado como pai, independentemente do desejo da jovem. D) Comunicar ao conselho de defesa dos direitos da infância e da adolescência. E) Comunicar à promotoria da infância e juventude 11-O decreto no 94.406, de 8 de junho de 1987 regulamenta a Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem e dá outras providências. Conforme este decreto uma das atividades do técnico de enfermagem é: A) assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem. B) prestação de assistência à parturiente e ao parto normal. C) assistir ao enfermeiro a ministrar medicamentos por via oral e parenteral. D) participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de enfermagem. E) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada à assistência de saúde 12-Marque a alternativa que corresponde a uma atividade privativa do enfermeiro. A) Prestar cuidados de conforto ao paciente. B) Reconhecer e descrever sinais e sintomas. C) Prescrever a assistência de enfermagem. D) Executar ações assistenciais de enfermagem. E) Assistirá parturiente e ao parto normal 13-O código de ética é um documento que contém normas que orientam os profissionais quanto às posturas e atitudes moralmente aceitas ou toleradas pela sociedade no exercício do trabalho. Acerca do código de ética dos profissionais de enfermagem, assinale a alternativa correta. a) Esse código baseia-se exclusivamente nos postulados das normas internacionais sobre pesquisa em seres humanos. b) A formação da comissão de ética é uma prerrogativa exclusiva das instituições públicas. c) O profissional tem o direito de se recusar a executar procedimentos de enfermagem que não disponibilizem equipamentos de proteção individual. d) É permitido ao profissional assinar ações de enfermagem realizadas por outro profissional caso este tenha deixado de assiná-las por motivo de esquecimento. e) Mesmo em situação de urgência/emergência, o profissional tem o direito de se recusar a realizar prescrição medicamentosa 14-Portaria nº 77, de 12 de janeiro de 2012, em seu artigo 1º, afirma que compete às equipes de Atenção Básica realizar testes rápidos para o diagnóstico de HIV e detecção da sífilis, assim como para outros agravos, no âmbito da atenção ao pré-natal para gestantes e suas parcerias sexuais. No artigo 2º, enfatiza que a realização desses testes é de competência de profissionais devidamente capacitados, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais. De acordo com a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem nº 7.498/86, e conforme exposto na referida portaria, o teste citado pode ser realizado a) privativamente pelo técnico em enfermagem. b) privativamente pelo enfermeiro. c) exclusivamente pelos profissionais de nível médio de enfermagem. d) exclusivamente pelo profissional de enfermagem devidamente treinado. 15-Com base nas disposições do Código de Ética de Enfermagem, analise as afirmativas a seguir. I. O Código de Ética de Enfermagem prevê que o profissional tem o direito de participar da prática multiprofissional e interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade. II. É proibido ao profissional de enfermagem prestar serviços que por sua natureza competem a outro profissional, exceto em caso de emergência. III. O segredo profissional referente ao menor de idade deverá ser mantido em qualquer circunstância, mesmo quando a revelação for solicitada por pais ou responsáveis. Está correto apenas o que se afirma em: A) III. B) I. C) I e II. D) II e III. E) II. 16-8ª Região (PA e AP) A respeito da ética e da educação continuada na enfermagem, assinale a opção correta. A) É dispensável o consentimento informado nos casos de tratamentos médicos ou cirúrgicos em pacientes participantes de pesquisas experimentais. B) A confidencialidade e a privacidade dos registros de prontuários de pacientes podem ser quebradas pela instituição de saúde caso seja apresentada autorização da comissão de ética em pesquisa,mesmo sem o consentimento do paciente. C) Devido ao impedimento de utilizar casos clínicos reais, imposto pela ética e pelo sigilo entre paciente e profissional de saúde, os estudos de caso restringem-se a histórias hipotéticas e ficcionais,embora detalhadas e complexas. D) Os múltiplos papéis de defesa e responsabilidade profissionais contribuem para aumentar os dilemas éticos de enfermeiros-administradores em sua atividade profissional, levando-os, por vezes, a atuar como defensores dos médicos, dos pacientes e da instituição. E) Na aprendizagem baseada em problemas, o aprendizado em si é pouco colaborativo, já que o professor/facilitador não interfere, deixando que o aluno conduza mo seu próprio aprendizado. 17 -A Portaria nº 2.048 de 05 de novembro de 2002 define as Competências/Atribuições dos técnicos de enfermagem na serviço pré hospitalar móvel. Das Competências/Atribuições listadas abaixo, assinale a opção INCORRETA: a) Realizar o planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem. b) Prestar cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave, sob supervisão direta ou à distância do profissional enfermeiro. c) Participar de programas de treinamento e aprimoramento profissional especialmente em urgências/emergências. d) Realizar manobras de extração manual de vítimas. 18-Um paciente procura o ambulatório para ser medicado por via oral com um comprimido de anti-hipertensivo de uso contínuo. Durante o atendimento a equipe de enfermagem identifica que a receita médica apresentada está fora da validade. Nesta situação hipotética a conduta a ser tomada, de acordo com a orientação do Conselho Federal de Enfermagem, é A) medicar, tendo em vista que se trata de medicação de uso contínuo. B) não medicar e orientar o paciente para retornar a consulta médica. C) comunicar ao profissional enfermeiro chefe da unidade, para validar oprocedimento. D) medicar, pois trata-se de medicamento que consta no protocolo nacional do programa de hipertensão arterial. E) medicar e marcar retorno em consulta médica. 19-Uma funcionária do Tribunal procura o ambulatório referindo diminuição da audição e sensação de pressão no ouvido direito há,aproximadamente, dois dias. Após o exame de otoscopia, o médico constatou a presença de cerume impactado no ouvido direito. O tratamento prescrito pelo médico foi remoção do cerume impactado através de lavagem auricular. Nesta situação hipotética, e de acordo com o Conselho Regional de Enfermagem do Mato Grosso, o Técnico de Enfermagem está A) proibido de realizar a lavagem de ouvido. B) autorizado a realizar o procedimento, por não ser considerado invasivo. C) autorizado a realizar o procedimento, sob a supervisão do enfermeiro. D) proibido de realizar a lavagem de ouvido, pois este procedimento é privativo do enfermeiro. E) autorizado a realizar o procedimento utilizando a técnica do Cone de ouvido. 20-As infrações cometidas por um profissional de enfermagem podem ser classificadas em leves, graves ou gravíssimas, segundo a natureza do ato e a circunstância de cada caso. É considerada uma infração grave aquela que: A) cause perda ou inutilização de membro. B) provoque deformidade permanente. C) cause dano moral irremediável. D) difame organizações da categoria. E) provoquedebilidade temporária de membro. 21-A ética é construída por uma sociedade com base: A)Na genética das pessoas, que se passa por geração, como se estivesse no próprio DNA da pessoa. B)Na educação formal e tradicional que é dada nas escolas. C) Nas muitas disciplinas ministradas nas universidades e outras instituições de ensino superior. D)Em um conjunto de valores positivos, históricos e culturais, apreendidos em casa, na escola, no trabalho e na vida social. 22-Pesquisa envolvendo seres humanos deverá ter como base quatro princípios básicos da bioética definidos abaixo:I. Capacidade de decisão, liberdade e direito de autogovernar-se; II. Respeito a equidade dos indivíduos; III. Fazer o bem, cuidar e favorecer a qualidade de vida; IV. Não causar mal e/ ou danos ao paciente de forma intencional. Marque a opção que apresenta a ordem correta de definição destes princípios: a)- Autonomia, II - Justiça, III - Beneficência e IV - Não Maleficência. b) - Beneficência, II - Autonomia, III - Não Maleficência e IV - Justiça. c) Autonomia, II - Justiça, III - Não Maleficência, e IV – Beneficência d)- Justiça, II - Não Maleficência, III - Beneficência e IV - Autonomia. e) - Justiça, II - Não Maleficência, III - Autonomia e IV - Beneficência. 23-Sobre o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, no Capítulo II, Do sigilo profissional, citam-se as seguintes afirmativas sobre as responsabilidades e deveres, EXCETO: A.O profissional de enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo B.Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poderá ser revelado quando necessário à prestação da assistência. C.Orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade sobre o dever do sigilo profissional. D.O profissional está isento do dever de sigilo quando o fato for de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. 24- m paciente idoso está internado na UTI há mais de 30 dias. Está entubado, em ventilação mecânica invasiva e dependente de drogas e sedação. Não há perspectivas de sobrevida. De acordo com esse caso hipotético, o procedimento assegurado no Brasil, por meio do Conselho Federal de Medicina, que orienta a suspensão de medicação para esse paciente, é a A).eutanásia. B).distanásia. C)mistanásia. D)ortotanásia. E)eutanásia positiva. 25- o que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais dos transplantes, julgue o item seguinte. O tempo necessário e viável entre a retirada do órgão e o transplante é chamado de tempo de isquemia e varia de órgão para órgão. O tempo máximo de retirada para coração, pulmão, fígado e pâncreas será antes da parada cardíaca do paciente, sendo o tempo máximo de preservação extracorpórea de 4 h a 6 h para coração e pulmão, e de 12 h a 24 h para fígado e pâncreas. A)Certo B) Errado 26- Segundo o Código de Ética da Enfermagem, as penalidades somente poderão ser aplicadas, cumulativamente, quando houver infração a mais de um artigo. A pena de cassação do direito ao exercício profissional é aplicável nos seguintes casos de infrações, EXCETO: A) Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso diante de qualquer forma ou tipo de violência contra a pessoa, família e coletividade, quando no exercício da profissão. B) Praticar ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato que infrinja postulados éticos e legais, no exercício profissional. C) Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de qualquer instituição ou estabelecimento congênere, quando, nestas, não exercer funções de enfermagem estabelecidas na legislação. D) Executar prescrições e procedimentos de qualquer natureza que comprometam a segurança da pessoa. E) Promover ou participar de prática destinada a antecipar a morte da pessoa. 27- Uma técnica em enfermagem, durante seu plantão, administrou uma medicação preparada por outro colega. Após a administração, ela observou que a medicação era de outro paciente e, imediatamente, comunicou o fato ao Enfermeiro responsável, que tomou as medidas cabíveis e o paciente não sofreu danos. Assim, após a apuração dos fatos, essa técnica recebeu do conselho regional de enfermagem (COREN) como penalidade, prevista no Código de Ética dos Profissionais de enfermagem: A) Demissão. B) Cassação do direito ao exercício profissional. C) Carta de negligência. D) Advertência verbal. E) Submissão de culpa. 28- O Código de ética dos profissionais de enfermagem aponta que se recusar a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal, ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade, é: A) Responsabilidade do profissional. B) Um direito do profissional. C) Um dever do profissional. D) Proibido ao profissional. E) Facultativo ao profissional. 29- Uma enfermeira da unidade de clínica médica de um hospital de médio porte, nos últimos meses, tem faltado ao trabalho sem justificativa, descumprindo os horários da instituição, porém essas atitudes ainda não causaram comprometimento da assistência ou negligência na continuidade da assistência de Enfermagem. Assim, essa enfermeira está cometendo: A) Infração administrativa. B) Infração ética. C) desvio de conduta ética D) Penalidade institucional. E) Imperícia. 30 - conformidade com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, analisar a sentença abaixo: O profissional da enfermagem deve exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade (1ª parte). O Enfermeiro deve registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras (2ª parte). É obrigatório o uso do carimbo, com nome completo, número e categoria de inscrição no Coren, devendo constar a assinatura ou rubrica do profissional da enfermagem (3ª parte). A sentença está: A) Totalmente correta. B) Correta somente em suas 1ª e 2ª partes. C)Correta somente em suas 1ª e 3ª partes. D)Correta somente em suas 2ª e 3ª partes. 31- considerando o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, é dever:Art. 52. Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto nos casos previstos na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante ou responsável legal. Em relação ao assunto, assinale a alternativa correta. A) § 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. B) § 1º O fato sigiloso deverá ser mantido mesmo em situações de ameaça à vida e à dignidade, na defesa própria ou em atividade multiprofissional, quando necessário à prestação da assistência. C) § 1º O profissional de Enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, obrigatoriamente, deverá quebrar o sigilo profissional. D) § 1º Em casos de violência contra crianças e adolescentes, a comunicação externa, para os órgãos de responsabilização criminal, depende de autorização prévia. E) § 1º A comunicação externa para os órgãos de responsabilização criminal, em casos de violência doméstica e familiar contra mulher, será devida, dependendo de autorização prévia. 32- Técnico em enfermagem se recusa a executar atividade que não seja de sua competência técnica à pessoa, família e coletividade.Considerando o Código de Ética da Enfermagem, é correto afirmar que tal ato representa: A) Um direito. B) Um embargo. C) Uma proibição. D) Uma responsabilidade e um dever. 33- De acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, agir com falta de atenção ou de cuidado, desleixo e incúria, sabendo das conseqüências que possam vir a ocorrer, denomina-se: A) Imprudência. B) Negligência. C) Imperícia. D) Omissão. E) Dolo. 34- De acordo com o Código de Ética dos Profissionaisde Enfermagem, é proibido A) Executar procedimentos ou participar da assistência à saúde sem o consentimento formal da pessoa ou de seu representante ou responsável legal, inclusive em iminente risco de morte. B) Negar assistência de enfermagem em situações de urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe, desde que não ofereça risco a integridade física do profissional. C) Prescrever medicamentos que não estejam estabelecidos em programas de saúde pública e/ou em rotina aprovada em instituição de saúde, inclusive em situações de emergência. D) Apor nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional CODIGO DE ETICA CAPITULO 2 SIGILO PROFISSIONAL 6.1 - Implicações Legais na Prática de Enfermagem A pratica de enfermagem segura inclui uma compreensão dos limites legais dentro dos quais a equipe de enfermagem deve atuar. · Crime: qualquer fato do homem, por ação ou omissão, que possa comprometer as condições de existência, de conservação e de desenvolvimento da sociedade. Ocomportamento humano pode estar descrito na lei penal de um país como crime, enquanto que em outro país, não é considerado crime; · Crime doloso: ocorre sempre que o agente quer o resultado ou assume o risco de causar dano ou lesão. O indivíduo sabe que sua conduta é contrária à lei e, mesmo assim, pratica o ato; · Crime culposo: é uma conduta voluntária, decorrente de ação ou omissão, que produz um resultado contrário à lei, e não desejado, mas que, com a devida atenção poderia ser evitado; 6.2- Delitos Dolosos são atos voluntários que violam os direitos de outros: · Agressão: É qualquer ameaça intencional de provocar o contato lesivo ou ofensivo. Ex: ameaçar dar injeção no cliente. · Agressão Física: É qualquer contato intencional sem consentimento do cliente. O contato pode causar lesão, ou ser apenas ofensivo à dignidade pessoal do cliente. · Invasão de Privacidade: O cliente tem o direito de ficar livre de intrusos em situações particulares, têm direito ao cuidado de saúde confidencial. Ex: Liberação de informação médica do cliente para a pessoa não autorizada. · Difamação do caráter: Consiste em informações falsas que resultem em dano à reputação de uma pessoa. Quando é realizada por meio verbais, é denomina-se calúnia. Sendo a afirmação feita por escrito, denomina-se difamação. 6.3- Delitos Culposos · Negligência: È a conduta que se situa abaixo do padrão de cuidado, a falha em utilizar determinado grau de cuidado que uma pessoa comumente cuidadosa e prudente empreenderia sob circunstâncias iguais; · Imprudência: É um agir sem cautela necessária, com precipitação; · Imperícia: É a incapacidade, a falta de conhecimentos técnicos no exercício da arte ou da profissão. Mesmo sem intenção de lesionar o cliente, a enfermagem presta cuidado que não satisfaz aos padrões apropriados. Ex: Erro de medicação; queda que resulta em lesão; falha em monitorar adequadamente a condição do cliente. 6.4 - Segredos profissionais · Conceito: Segredo ou sigilo vem do latim “sigillum”, que significa sinal, segredo. O “segredo” é tudo aquilo que, ou por sua natureza ou por um contrato especial, deve ser conservado oculto, (Camargo). · Tipos de segredo: · Natural: é o que conhece sem estar no exercício de uma função, ministério, ofício ou profissão; · Profissional: é o que conhece exercendo uma atividade profissional; Para a equipe de saúde, o conteúdo do segredo é tudo o que se refere ao cliente, à família, aos funcionários sob seu comando, à empresa, ao hospital ou campo de atividade. A responsabilidade jurídica e deontológica do profissional não diminuem, mesmo sendo a revelação feita de forma indireta, ou seja, oferecer indicativo para o conhecimento do segredo ou do seu dono. Cessa a obrigação de conservar o segredo, quando o bem da pessoa que o confia ou o bem de terceiras pessoas ou da coletividade o exijam. Ex.: quando o médico participa os pais de doença contagiosa de seu filho. O segredo cessa quando sua revelação seja necessária para evitar um grave dano próprio, mesmo que isto possa acarretar o perigo de morte a quem pertence o segredo. Aspectos jurídicos Para que haja caracterização do “delito de quebra de segredo”, faz-se necessário: · Existência de um segredo; · Ser conhecido em razão de função, ofício, ministério ou profissão; · Existir a possibilidade de dano a outros; · Ausência de justa causa; · Estar presente o dolo; O Código Penal Brasileiro refere-se ao segredo profissional nos arts. 153 e 154. O Código Civil Brasileiro se expressa no art. 144, onde dá cobertura legal a quem for convocado a depor em juízo sobre fatos conhecidos no exercício da profissão. Aspectos deontológicos Envolvem o respeito à pessoa, à justiça, ao direito individual e comunitário. Ao se revelar, indevidamente um segredo profissional, desrespeita-se a confiança depositada e pode se ocasionar grave prejuízo ao bom nome, à honra ou à profissão. Por outro lado, ocultar um fato que deveria ser revelado pode da mesma forma, violar a justiça e o direito comunitário. Assim, evidencia-se a importância de se saber decidir quando revelar ou guardar um segredo e ter consciência de que ao violar um segredo, desobedecem a leis, mas principalmente, violam-se aspectos fundamentais ao ser humano: o respeito, a justiça, a confiança e a confidência. Segredo Profissional: · O segredo profissional é tudo aquilo ou por um contato especial deve ser conservado oculto; · O segredo profissional fundamenta-se na confiança, na confidência e na justiça; · O paciente tem direito a privacidade ao bem estar e à segurança em razão de sua individualidade e dignidade humana; · A privacidade e individualidade são direitos inalienáveis e a(o) enfermeira(o) tem obrigação de considerar como confidencial todas as informações que possui sobre seu cliente; · A revelação inadequada de um segredo ou comentários nos corredores ou enfermarias pode prejudicar a recuperação do paciente, pode trazer intranquilidade ou desespera-lo, podendo levá-lo a prática de um suicídio; · Os grandes questionamentos a esse respeito são: o que revelar? A quem revelar? Quando revelar? · O enfermeiro defronta com situações que pode revelar o segredo e outras que é obrigado a quebrar o segredo, e outras que é impedido de revelar; · O principio da legalidade que é um preceito constitucional, a observância da legislação civil e penal e, o interesse de ordem moral e social, são os sustentáculos norteadores da conduta profissional. Princípio da Legalidade: · O artigo 5 , inciso II , da Constituição Federal aponta que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”; · O artigo 154 do Código Penalafirma que “...revelar a alguém, sem justa causa, segredo, de quem tem ciência em razão de função, ministério, ofício de profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”. Pena: detenção de três meses a um ano, ou multa. · Parágrafo Único: Somente se procede mediante representação (autorização expressa). Pode revelar o segredo: 1. Quando o dano o permite, entretanto é prudente avaliar as condições emocionais do paciente e chamar um colega para testemunhar; 2. Quando o bem comum exige: comércio de tóxico, paciente portador de doença contagiosa; 3. Quando o bem da terceira pessoa o exige: nos casos de servícias (maus tratos) ou castigo a menores (caso ocorrido na emergência); 4. Quando o bem do depositário o exige (o bem do próprio profissional de enfermagem): casos que o enfermeiro é ameaçado de chantagem por parte do cliente. OBS: Mesmo nestas situações exige-se uma série de condições que precisam ser observadas, tais como: 1. Revelar o que for estritamente necessário para a solução do problema; - Divulgar ao menor número de pessoas ou entidades possíveis apenas àquelas que poderão de fato, colaborar para a solução do problema; 2. A revelação só será admissível, depois de esgotadas todos os recursos para queo próprio cliente se disponha a revelar o seu segredo; 3. Que dano que esteja afetando uma terceira pessoa, a comunidade ou o próprio profissional, seja um dano grave, injusto ou eminente. Nenhum profissional tem o direito de revelar um segredo por um dano que só ocorrerá remotamente. É obrigado a revelar o segredo: No capítulo II do Sigilo Profissional nas Responsabilidades e Deveres no Artigo 82 do Código de Ética: São deveres Art. 82. Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, exceto casos previstos em lei, ordem judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal. 1. § 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. 2. § 2º Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poderá ser revelado quando necessário à prestação da assistência. 3. § 3º O profissional de· Enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo. 4. § 4º O segredo profissional referente ao menor de idade deverá ser mantido, mesmo quando a revelação seja solicitada por pais ou responsáveis, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, exceto nos casos em que possa acarretar danos ou riscos ao mesmo. 5. Art. 83. Orientar, na condição de Enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade sobre o dever do sigilo profissional. 1º Exemplo: Infração de medida sanitária preventiva: 6. Artigo 268 do Código Penal – “Infringir, determinação do poder público destinado a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. Pena: detenção, de um mês a um ano. Parágrafo Único: a pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou ENFERMEIRA (O). Portanto, a (o) enfermeira (o) pode revelar o segredo quando se tratar de agravos a saúde, relacionado a notificação compulsória. 1. 2º Exemplo: Leis das Contravenções Penais: 2. Artigo 66 do Código Penal – Deixar de comunicar à autoridade competente Inciso II – Crime de ação pública, de que teve conhecimento no exercício da medicina ou de outro profissional sanitário, desde que a ação penal não dependa de representação e a comunidade não exponha o cliente a procedimento criminal. Pena: multa. 3. III- Não é obrigado a revelar o segredo: Artigo 144 do Código Civil – Ninguém pode ser obrigado a depor de fatos, cujo respeito, por estado ou profissional, deve guardar segredo. 4. Artigo 406 do Código Processual Civil – A testemunha não é obrigada a depor de fatos; 5. Inciso II – Cujo respeito, por estado ou profissional, deva guardar sigilo. 6. Artigo 207 do Código Processual Penal – São proibidas de depor, as pessoas em razão de função, ministério, ofício ou profissional, devam guardar segredo, salvos de se, desobrigado pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho Em resumo, estes princípios fornecem cobertura a quem for convocado a depor em juízo sobre fato conhecido no exercício profissional. O profissional comparece à juízo, mas será obrigado a revelar o que sabe, exceto nos casos em que a revelação é obrigatória, apenas declara o impedimento. O Código do Conselho Internacional de Profissionais de Enfermagem, posicionase em relação a responsabilidade da(o) enfermeira(o). As responsabilidades fundamentais da(o) profissional de enfermagem são as seguintes: 1. - Promover a saúde; 2. - Prevenir a doença; - Restaurar a saúde; e 3. - Aliviar o sofrimento. A necessidade dos profissionais de enfermagem é universal: respeito à vida, respeito a dignidade e aos direitos do homem. ATIVIDADES Julgue os itens a seguir, acerca da .tica profissional e do exerc.cio da enfermagem. I . proibido ao profissional de enfermagem deixar de prestar assist�ncia em qualquer situa�.o que se caracterize como urg�ncia. II As rela�.es profissionais devem ser fundamentadas no direito, na prud�ncia, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opini.o e posi�.o ideol.gica. III Em caso de greve dos profissionais, todos os servi�os devem ser suspensos e o profissional tem respaldo legal para adiar atendimentos que n.o comprometam a vida do paciente. IV O profissional que deixar de registrar no prontu.rio do paciente as informa�.es inerentes ao processo de cuidar poder. sofrer penalidades. 0 Julgue os itens a seguir, acerca da .tica profissional e do exerc.cio da enfermagem. I . proibido ao profissional de enfermagem deixar de prestar assist�ncia em qualquer situa�.o que se caracterize como urg�ncia. II As rela�.es profissionais devem ser fundamentadas no direito, na prud�ncia, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opini.o e posi�.o ideol.gica. III Em caso de greve dos profissionais, todos os servi�os devem ser suspensos e o profissional tem respaldo legal para adiar atendimentos que n.o comprometam a vida do paciente. IV O profissional que deixar de registrar no prontu.rio do paciente as informa�.es inerentes ao processo de cuidar poder. sofrer penalidades. 0 Com base no C.digo de .tica dos Profissionais de Enfermagem, . correto afirmar que (A) o profissional de enfermagem possui o direito de negar assist�ncia de enfermagem em situa�.es de urg�ncia ou emerg�ncia. (B) constitui responsabilidade do profissional de enfermagem manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em raz.o de sua atividade profissional, exceto quando o fato seja de conhecimento p.blico ou em caso de falecimento da pessoa envolvida. (C) o profissional de enfermagem tem o direito de recusar-se a executar prescri�.o medicamentosa e terap�utica, em que n.o conste a assinatura e o n.mero de registro do profissional, mesmo em situa�.es de urg�ncia e emerg�ncia. (D) o profissional de enfermagem possui o direito de inserir imagens ou informa�.es que possam identificar pessoas e institui�.es, sem a necessidade de pr.via autoriza�.o destas, no que diz respeito . publicidade. (E) o segredo profissional referente ao menor de idade dever. ser mantido, mesmo quando a revela�.o seja solicitada por pais ou respons.veis, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, exceto nos casos em que possa acarretar danos ou riscos a ele. 4- BIOETICA EM RELAÇÃO AOS TEMAS: 4.1-Aborto É abortamento a expulsão do ovo antes de sua vitabilidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, abortamento é a expulsão ou a extração do concepto pesando menos de 500g, que equivalem aproximadamente, a 20-22 semanas completas. O abortamento pode ser espontâneo ou provocado. Qualquer doença materna grave, ou traumatismo pode levar ao abortamento. · Tipos de aborto: - Aborto espontâneo: acontece sem intervenção humana; - Aborto provocado: é desencadeado por atitude humana intencional ou não · Indicações Médicas 1. Quando certos testes (amniocentese) acusa feto com anomalia, malformação severa (espinha bífida), ou outro defeito genético grave. 2. Quando coloca a vida da mãe em risco. 3. No Brasil, além dos motivos citados, o estupro (Violência Sexual), também constitui indicação para aborto (respaldo da lei). · Deontologia e o Abortamento O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem diz: “É proibido provocar aborto ou cooperarem prática destinada a interromper a gestação”. Nos casos previstos em Lei, o profissional deverá decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua participação ou não no ato abortivo. O aspecto jurídico do abortamento varia de país para país. O código penal brasileiro tem como duas situações legais: a) Salvar a vida da mãe; b) Gravidez resultante de estupro. 4.2- Eutanásia É a prática pela qual se abrevia, sem dor ou sofrimento, a vida de um enfermo incurável. A eutanásia representa atualmente uma questão de bioética. Independentemente da forma de Eutanásia praticada, seja ela legalizada ou não, é considerada como um assunto controverso, existindo sempre prós e contras – teorias eventualmente mutáveis com o tempo e a evolução da sociedade, tendosempre em conta o valor de uma vida humana. Sendo eutanásia um conceito muito vasto, distinguem-se aqui os vários tipos e valores intrinsecamente associados: eutanásia, distanásia, ortotanásia, a própria morte e a dignidade humana. · Distanásia É o oposto de eutanásia. A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso. · Ortotanásia No que se refere a ortotanásia, esta, opondo-se a Distanásia, defende que se reconheça o momento natural da morte de um indivíduo, não se procedendo a qualquer tipo de meio paramanter ou prolongar a sua vida. Significa que se deve deixar o ser humano morrer em paz, sem que se promova e acelere esse processo de deixar a vida. · A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) possibilita a ortotanásia nos hospitais do País. Agora, na fase terminal de enfermidades graves ou incuráveis, é permitido ao médico – com autorização do cliente ou de algum responsável – limitar procedimento ou tratamento que prolonguem a vida do doente. A prática é diferente da eutanásia, que antecipa uma morte inevitável. Apesar de polêmica, a medida recebeu o apoio da Igreja Católica. 4.3- Transfusões sanguíneas Apesar das diferenças, o sangue é o mais facilmente partilhado dos tecidos humanos, salvando milhares de vida, a cada ano, por meio de transfusões. Uma transfusão é a transferência de sangue total, ou de componentes sanguíneos para a corrente sanguínea. Uma transfusão é feita, com maior freqüência, para aliviar a anemia ou quando o volume de sangue estiver diminuído, após uma hemorragia grave, por exemplo. · Tipos de transfusões: 1. Concentrado de hemácias= Usado para correção de anemias; 2. Concentrado de plaquetas= Usado para correção de deficiência plaquetária, evitando e tratando hemorragias; 3. Crioprecipitado= Componente rico em fatores de coagulação, utilizados para tratamento de hemofílicos A. 4. Plasma fresco congelado= Reposição de proteínas e fatores de coagulação, usado em clientes com infecção generalizada . · Recusa por convicção religiosa Embora a prescrição de sangue seja atribuição médica, sua aplicação quando necessária, muitas vezes fica a cargo da enfermagem. Neste momento, às vezes, surge o impasse, pois há clientes que impedem a transfusão de sangue em seus filhos ou familiares, mesmo que disso sobrevenha à morte. Trata-se da religião Testemunhas de Jeová que considera a transfusão de sangue proibida pela Bíblia. A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia estudou a questão e expressou se oficialmente em um documento cujas conclusões Os Conselhos Regionais de Medicina aceitam e sugerem ser adotada, mas não impõem. O documento reduz o problema a três aspectos: 1. O adulto consciente: sugere-se respeitar suas convicções, mas exige-se que ele assine uma declaração isentando de responsabilidade à instituição, o médico e quem dele cuidar 2. O adulto inconsciente: o documento admite que o sangue possa ser aplicado, desde que nem o cliente nem seus familiares venham, a saber. O problema básico é evitar otrauma psicológico e espiritual, enquanto a vida é salva; 3. A criança, o menor de idade, ou incapaz: aqui, o problema está nos pais e tutores que impõe sua convicção aos filhos e tutelados sob o amparo de pátrio poder. A orientação do documento é de que se respeite sua decisão, mas deve-se exigir deles a assinatura do termo de responsabilidade. 4.5 - Transplante de Órgãos Transplantes de órgãos e tecidos com finalidade de prolongarem a vida, solucionar graves problemas de saúde ou mesmo por estética sempre fizeram parte das preocupações humanas. · A Lei No que se refere à remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para transplante e tratamento, foram, no Brasil, aprovadas e revogadas pelo Congresso Nacional. A Lei dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, terapêuticos e científicos. A Lei afirma que a disposição gratuita de uma ou de várias partes do corpo em vida ou post mortem para fins terapêuticose científicos é permitida com exceção de sangue, esperma e o óvulo. A realização de transplantes só poderá ocorrer em estabelecimentos de saúde, públicos ou privados e por equipe médico-cirúrgico de remoção e transplantes previamente autorizados pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde. A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinado a transplantes ou tratamento será precedida de diagnóstico de morte encefálica constatada e registrada por 2 médicos que não pertencem às equipes de remoção e transplante. · Considerações Deontológicas A análise deontológica da retirada de órgãos, tecidos e partes do corpo humano parafins de transplante e tratamento envolve questões importantes como o tipo ea procedência dos órgãos, a situação do doador e do receptor, o aspecto técnico da equipe e da instituição. O problema deontológico fundamental dos transplantes de órgãos vitais únicos diz respeito à morte do doador ou de sua manutenção em estado de mecanicamente vivo, isto porque, como a Lei, a ética também não poderá aceitar que se tire a vida de uma pessoa (doador), a fim de que outra (o receptor) sobreviva. O transplante de órgãos, tecidos ou partes de cadáver para ser humano vivo não apresenta problemas deontológicos nem jurídicos, desde que seja respeitada a vontade expressa em vida, quando houver, ou de familiares, após a morte, e desde que seja também observado o respeito ao cadáver. 4.6- Vida e Morte · Vida :A abordagem tradicional defende a existência de “vida-pessoa” desde a fecundação até amorte. · Morte: A morte sempre foi um mistério. A questão mais séria em relação à morte, mais que defini-la, é estabelecer o momento de sua presença. 1. Parada cardíaca: morte clínica; 2. Parada neurológica: perda dos reflexos e da sensibilidade; 3. Parada dos centros bulbares: morte real; 4. Autólise dos tecidos: morte biológica; Neste processo, o ponto fundamental é a parada cardíaca. As demais paradas são uma decorrência. Diante da morte irreversível do cérebro, o homem é considerado clinicamente morto, mesmo que o coração continue pulsando, podendo-se falar em “vida biológica” de alguém clinicamente morto. A fase terminal do cliente é identificada como a que antecede à morte e constitui-se um problema, de estresse, de dúvida e quase sempre de tristeza. O cliente terminal é definido como aquele que, na evolução de sua doença, não responde a nenhuma medida terapêutica aplicada, sem condições de cura ou de prolongar a sobrevivência, estando, num processo de morte inevitável. · A fase terminal é a fase que antecede a morte. Os hospitais não aceitam a fase final por serem “instituições de cura” e ela se apresenta como uma possível derrota diante de seus interesses. Os profissionais de saúde fogem dela, pois ela representa um sinal de fracasso. · Estágios do Cliente Terminal 1. Negação A negação é a resposta imediata às notícias da perda. As oscilações de humor são comuns. Os indivíduos isolam-se, rejeitam ofertas de conforto e apoio. Esses clientes podem apresentar respostas fisiológicas como suspiros, tremores, sudorese, desconforto, entre outras. 2. Raiva Nessa fase é comum o cliente querer agredir sua família, equipe de cuidados, médicos. Tornam-se exigentes; podem relutar em compartilhar os sentimentos e pensamentos. 3. Barganha O cliente passa a recorrer a Deus, orações. Mostram-se desejosos a fazer tudo para evitar a morte, alterar o prognóstico ou o destino. 4. Depressão Nessa fase é comum confusão, a falta de motivação, desinteresse, choro. Ocorre o isolamento dos relacionamentos e das atividades; Tornam-se quietos e não comunicativos; vem à tona o sentimento de solidão; começam as lembranças do passado, perdem o interesse na aparência. Podem tornar-se suicidas, ou comportamentos nocivos, como uso excessivo de drogas. 5. Aceitação Fase em que aceitam a morte e começam a planejar; compartilham sentimentos sobre a perda;ocorrem lembranças do passado; apresentam momentos de depressão e bem-estar. O cliente passa a aceitar sua situação. · Direitos do cliente terminal • Ser tratado como ser humano vivo até o momento de sua morte; • Ter esperança, não importa que mudanças possam acontecer; • Ser cuidado por pessoas que mantém o senso da esperança, mesmo que ocorram mudanças; • Expressar sentimentos e emoções sobre a morte a sua maneira; • Participar nas decisões a respeito de seu tratamento; • Cuidados médicos e de enfermagem mesmo que os objetivos “de cura” mudem para objetivos “de conforto”; • Não morrer sozinho; • Não ter dor; • As questões devem ser respondidas honestamente; • Não ser enganado; • Morrer em paz e dignidade; • Não ser julgado pelas decisões que podem ser contrárias aos valores dos outros; • Discutir e aprofundar sua religião e/ou experiências religiosas, não importando o que isso signifique para os outros; • A santidade do corpo humano será respeitada após a morte; • Tem o direito de ser cuidado por pessoas sensíveis, humanas e competentes que procurarão compreender e responder às necessidades e sentir-se gratificadas em ajudálo face à morte; 5-A pesquisa com seres humanos: 5.1 Aspectos éticos: A pesquisa se apresenta como busca de respostas para questões e problemas através do emprego do processo científico, tendo em vista criar novos procedimentos, colocar novos meios à disposição. 5.2 A Resolução n° 196/96 dispõe a normatização da pesquisa com seres humanos. A Enfermagem, reconhecendo a importância da pesquisa, bem como seu de denvolvimento com os valores éticos da pessoa e da coletividade, incluiu-a no seu Código de ética através de vários artigos tais como: È dever do profissional de enfermagem: 1. Art. 35: “solicitar consentimento do cliente ou de seu representante legal, de preferência por escrito, para realizar ou participar de pesquisa ou atividade de ensino em enfermagem, mediante apresentação da informação completa dos objetivos, riscos e benefícios, da garantia do anonimato e sigilo, do respeito à privacidade e intimidade e a sua liberdade de participar ou de declinar de sua participação no momento que desejar”. 2. Art.36: “Interromper a pesquisa na presença de qualquer perigo à vida e a integridade da pessoa humana” 3. Art. 37: “Ser honesto no relatório dos resultados da pesquisa”. 4. Art.53: “È proibido ao profissional de enfermagem: realizar ou participar de pesquisa ou atividade de ensino, em que direito inalienável do homem seja desrespeitado ou acarrete perigo de vida ou dano à sua saúde”. 6 ATIVIDADE COMPLEMENTAR PARA SER ENTREGUE NO DIA DA PROVA FINAL- VALOR 10 PONTOS 1-ABORTO: A solução para evitar a prática do aborto , está na prevenção , na informação , na orientação . Nas eleições de 2010 , um tema foi ressuscitado no debate , o aborto . Vale salientar , que o debate , surgiu através da imprensa , de uma declaração dada por parte de uma liderança evangélica , que havia declarado o seu voto a outro candidato , e após a manifestação da mesma sobre o assunto ,esse líder retirou o apoio, migrando seu voto para oura candidatura..O aborto , tem sido nos últimos oito anos um debate acirrado por diversos segmentos da sociedade , incluindo ; religiosos , movimentos feministas , partidos políticos, e parte de um setor da classe médica . Uns defendem à descriminalização do aborto , outros defendem à prática do aborto como questão de saúde.Há várias correntes em relação ao tema . O que diz a ciência ?. O segmento , está divido.A verdade é que , por ano morrem milhares de mulheres no Brasil vitima da prática do aborto clandestino e vidas inocentes que não pediram para serem concebidas. O aborto , é um crime contra a vida , passivo de punição severa , um ato que deve ser intolerável , porque não há justificativa palatável, e não é uma saída para solução da saúde da mulher. Em vez de propor o aborto , porque não inserir na pauta da discussão , o planejamento familiar , informações de como funciona o corpo da mulher , orientação a adolescência sobre a prática do sexo responsável , o momento ideal para a prática do sexo. Por que as instituições , a imprensa não fala o que está por trás do aborto , sabemos que , a prática ao aborto envolve várias questões e situações . São jovens que engravidam de maneira irresponsáveis , são mulheres casadas que tem relação extra-conjugais , são homens casados que se envolvem com outras mulheres que engravidam e forçam essas mulheres a prática do aborto. Não podemos tomar decisões sem nos aprofundar na realidade dos fatos . É preciso discutir o assunto com mais responsabilidades e com dados concretos. A própria imprensa , a mídia , já veiculou reportagens em que mulheres que injetaram remédios abortivos e não obtiveram sucesso, voltaram atrás , deram continuidade a gravidez , tiveram seus filhos , e hoje , declaram felizes por terem dado continuidade a gestação . A sociedade vive num processo de degeneração total , a vida não vale mais nada , os verdadeiros valores foram esquecidos por essa geração , os bons atos e costumes foram deixados na lata do lixo. E voltando ao assunto da questão de saúde , algumas pesquisas que foram realizadas , comprovam que mulheres que praticaram o aborto , tiveram certos problemas de saúde , afetaram várias partes do corpo . Muitos médicos já declaram , que , a mulher que pratica o aborto , não serão mais as mesmas. A mídia , que muitas vezes ocupam o espaço para muitas vezes estimular a prática do aborto, por que , essa mesma mídia , não ocupa o espaço para orientar as mulheres , as jovens e adolescentes sobre o sexo , as práticas mais saudáveis para evitar a gravidez indesejada. Se existem várias maneiras de evitar a gravidez , se existem vários métodos para evitar a gravidez? Mas , me parece , que não interessa a mídia falar de métodos contraceptivos , o mais interessante é falar do assunto que mais dar audiência. E por que, as instituições públicas , ongs , não fazem campanhas educativas ? E por que nos postos , centros de saúde e hospitais , não fazem campanhaeducativas e distribuem preservativos . E por que , o governo através do ministério da saúde , não estimula ao homem fazer a vasectomia ?A solução para evitar a prática do aborto , está na prevenção , na informação . RESPONDA OS QUESTIONAMENTOS ABAIXO: 1- Tema que foi discutido amplamente em 2010. Que segmentos da sociedade discutem o tema: 2- O que diz a ciência sobre o aborto: 3- O que é proposto a sociedade em lugar da pratica do aborto: 4- O que esta por traz do ato de abortamento segundo o texto; 5- O que dizem os médicos sobre as mulheres que praticam o aborto: 6- Por que, as instituições públicas, ONGs, não fazem campanhas educativas para prevenção do aborto: 2-SUICIDIO: As tentativas de suicídio ou sua prática efetiva envolvem sempre uma grande dose de sofrimento, tensão, angústia e desespero. Esta dor da alma pode ser real ou ser a conseqüência de uma crise de natureza afetiva, de uma conturbação mental, como, por exemplo, a psicose no seu grau mais agudo, ou de uma depressão com sintomas delirantes. Se estes estados alterados da mente vêm acompanhados do consumo de drogas e de álcool, a ação é potencializada significativamente, o que torna a atitude suicida praticamente inevitável. O indivíduo pode ou não deixar uma explicação de seu ato para familiares e amigos, através de uma nota ou de uma carta. A palavra suicídio foi criada em 1737 por Desfontaines. Com origem no latim – sui (si mesmo) e caederes (ação de matar) -, ela aponta para a necessidade de buscar a morte como um refúgio para o sofrimento que se torna insuportável. Esta ação voluntária e intencional parte do ponto de vista que a morte significa o fim de tudo, um mergulho no nada, visão esta acentuada pelo viés materialista que envolve a nossa civilização. O suicídio pode ser concretizado através de atos mais agressivos - geralmente uma escolha masculina -, como tiros e enforcamento, que conduzem quase sempre à morte; ou por ações mais amenas, normalmente uma opção feminina,como o uso de remédios ou venenos, que nem sempre conduzem a um desenlace fatal. Pode haver também casos de prática suicida quando o sujeito deixa de prover certas necessidades fisiológicas, um ato gradual, como se negar a ingerir o alimento. Geralmente a sociedade responde a essas atitudes com o véu do silêncio, como se estive lidando com um tabu, ou seja, um assunto sobre o qual deve pairar, com a cumplicidade implícita de todos, um voto de não discussão, de negação do debate e de um mergulho mais profundo em seus meandros. Mas em alguns lugares, como, por exemplo, nos Estados Unidos, ele é considerado um problema social, e muitas vezes também de saúde pública, já que suas estatísticas apontam altos índices de ocorrência. Anualmente acontecem por volta de trinta mil mortes por suicídio, enquanto as tentativas, que nem sempre visam a morte, revelam um grau de ocorrência 8 a 10 vezes maior. O suicídio é simplesmente a oitava causa mortis neste país. Algumas causas do suicídio estão ligadas ao gênero sexual – as mulheres normalmente tentam mais o suicídio que os homens, embora estes morram mais por conta desta ação, justamente por recorrerem a atos mais agressivos. Grande parte dos suicidas está na faixa dos 15 aos 44 anos, e doenças como câncer, epilepsia, AIDS ou perturbações mentais são os maiores fatores de risco para essas atitudes suicidas. Sem dizer que estas ações costumam se repetir, ou seja, o suicida volta a tentar quando sua primeira tentativa foi frustrada. Às vezes o suicida responsabiliza as pessoas à sua volta por sua decisão, assim sua morte vale como um castigo para os que o cercam, como se ele estivesse se vingando das agressões recebidas de seu meio ambiente. A maneira como a sociedade reage ao suicídio varia de acordo com a cultura vigente e também no que tange ao período histórico em questão. Na Roma antiga, a morte não significava muito, era mais importante o meio de morrer, como um ato digno e realizado no momento certo. Entre os primeiros cristãos, morrer significava libertar-se deste mundo de dores e sofrimentos, dos pecados. Assim, a morte era como tomar um caminho mais curto que conduzisse ao Paraíso. A história mudou nos séculos V e VI, nos Concílios de Orleans, Braga e Toledo. Estes encontros deliberaram uma mudança de rumos, proibindo qualquer homenagem aos suicidas, e mesmo aqueles que só tentavam e não conseguiam êxito, eram excomungados. Assim, o suicídio tornou-se um crime e um hediondo pecado, e suas conseqüências poderiam agora se estender inclusive aos familiares, que enfrentavam preconceitos e perseguições. Somente no Renascimento, uma época mais romântica, o suicida foi resgatado e em torno dele instituiu-se uma aura de respeito e de um certo fascínio. O ato suicida é, portanto, considerado um pecado em algumas religiões e um crime em certas legislações. Mas em algumas culturas, como a japonesa, esta atitude pode ser considerada uma forma digna de fugir de contextos que envolvem vergonha e culpa, como o harakiri, praticado antigamente entre os guerreiros samurais. Mas a alta taxa de suicídio entre os jovens é o que mais preocupa hoje nossa sociedade. Entre os 15 e os 24 anos, ele já se encontra no terceiro lugar nas causas da morte, logo depois de acidentes e homicídios. Seus conflitos interiores são geralmente desencadeados pela forma como são educados, pelo ambiente familiar. Neste meio os jovens podem se deparar com a imposição de sentimentos de culpa, através de terríveis chantagens emocionais, com violência doméstica, ausência familiar, abandono, carência, superproteção, baixa auto-estima, entre outros fatores. Infelizmente estas ocorrências são muito comuns, e geralmente divorciam estes seres de sua própria alma, eles se tornam criaturas cindidas e despersonalizadas, e muitas vezes não conseguem conviver com as angústias e dores que acometem sua anima. Desmotivados e em profundo desequilíbrio, eles buscam refúgio na morte. RESPONDA OS QUESTIONAMENTOS ABAIXO: 1- O indivíduo e suicida que pode ou não deixar uma explicação de seu ato para familiares e amigos, através de uma nota ou de uma carta. Que sentimentos segundo texto pode levar a uma pessoa a fazer uma passagem ao ato : 2- O suicídio aponta para a necessidade de buscar a morte como um refúgio para o sofrimento que se torna insuportável. Como homens e mulheres escolhem formas diferentes de concretizar o ato: 3- Porque a sociedade responde com o véu do silêncio e tabu sobre o suicídio: 4- Porque Às vezes o suicida responsabiliza as pessoas à sua volta por sua decisão: 5- A maneira como a sociedade reage ao suicídio varia de acordo com a cultura vigente e também no que tange ao período histórico. Descreva como é o suicídio em: a) Roma antiga: b) Séculos V e VI, nos Concílios de Orleans, Braga e Toledo: c) Renascimento: d) Japão: 3. Eutanásia Origina-se do grego ‘eu’ – bom – e ‘thanatos’ – morte, o que nos leva à idéia da ‘boa morte’, ou seja, de uma morte sem dor ou sofrimento. Esta intervenção tem como objetivo, portanto, reduzir o tempo de vida de um paciente, através do controle de um médico orientado neste sentido.Esta questão envolve princípios morais e éticos, decisões delicadas e difíceis, sempre acompanhadas de uma exaustiva controvérsia – assim, pode-se dizer que a Eutanásia pertence ao campo da bioética e do biodireito. De acordo com o Cristianismo, uma boa morte ocorre não na esfera orgânica, mas sim quando a pessoa está espiritualmente pronta para seguir o caminho que a conduzirá a Deus. Aliás, a doutrina cristã valoriza o sofrimento, e prega que a dor pode ser um meio de se alcançar a redenção, quando acompanhada da devida resignação. O próprio Vaticano elaborou uma Declaração sobre este tema, na qual alega que a dor do paciente é uma extensão do sacrifício de Jesus pela Humanidade, à qual Ele não se furtou, obedecendo sempre os desígnios divinos. Assim, no sofrimento, o Homem se irmana ao Cristo, portanto é inclusive aconselhável, segundo o clero, evitar o uso excessivo de analgésicos, para de livre e espontânea vontade partilhar das dores de Jesus na Cruz. A eutanásia também entra em choque com as orientações do Estado, que tem por obrigação resguardar a vida dos seus tutelados, enquanto por outro lado algumas pessoas querem se libertar dos seus padecimentos, abreviando a própria vida. No Brasil ela é considerada ilegal, mas independente de sua legalidade ou não, sempre há os que a defendem e os que a condenam, tendo como princípio o valor da vida. Os argumentos pró e contra mudam ao longo do tempo, mas o centro da questão continua sendo a existência humana. A eutanásia é hoje dividida em várias categorias, correspondentes aos diversos tipos de ação: a ativa, na qual há a intenção de causar a morte para aliviar a dor do paciente; a passiva, quando a pessoa em estado terminal morre por carência de uma atitude da equipe médica ou pela suspensão de um tratamento, visando diminuir o sofrimento. Alguns também falam em eutanásia de duplo efeito, que ocorre como efeito de uma ação indireta dos médicos, que já tem por fim reduzir o padecimento do indivíduo terminal. Quanto à aceitação do paciente, a eutanásia também pode ser classificada como voluntária, quando ele manifesta seu desejo de morrer para se libertar do sofrimento; involuntária, que ocorre contra sua vontade; e não voluntária, na qual a pessoa morre sem ter expressado sua posição quanto ao assunto. De qualquer forma, a eutanásia só é realizada quando o paciente se encontra com uma doença crônica, sem cura, geralmente envolvendo intenso sofrimento físico e mental. É necessário saber a diferença entre eutanásia e ‘suicídio assistido’ – neste último caso, é o próprio paciente que causa sua morte, mesmo que para alcançar esse objetivo ele tenha que recorrer ao auxílio de outras pessoas. A distanásia é o caminho inverso ao da eutanásia. Seus partidários defendem que os profissionais da saúde se devem valer de todos os instrumentos acessíveis para dar ao paciente uma vida mais duradoura, mesmo que no momento não se veja nenhuma chancede cura e seus padecimentos sejam muito dolorosos. Seja como for, toda essa discussão está intrinsecamente ligada à questão da dignidade humana. RESPONDA OS QUESTIONAMENTOS ABAIXO: 1- O que significa Eutanásia: 2- O que significa o tema para o Cristianismo: 3- O que significa para o Vaticano a abreviação da vida: 4- Como no Brasil é considerada a Eutanásia : 5- Quais os tipos de Eutanásia em relação a sua ação: 6- Quais os tipos de Eutanásia em relação a aceitação do paciente: 7- Diferencie suicídio assistido e Distanasia: 4-TRANSFUSAO DE SANGUE: As Negativas de Tratamentos Médicos: Uma Análise Dos Casos de Recusa de Transfusão de Sangue Por Testemunhas de Jeová Um paciente Testemunha de Jeová tem o direito de recusar um tratamento envolvendo transfusão de sangue? Caso o médico respeite a vontade do paciente na recusa de transfusão de sangue, pode ele ser responsabilizado por omissão? E se o médico realizar a transfusão de sangue em um paciente contra a vontade dele e/ou não o informar a respeito desse procedimento, pode ser responsabilizado?As Testemunhas de Jeová é uma religião cristã não-trinitária, na qual acreditam apenas em um único Deus chamado Jeová e são seguidores de Jesus. Essa comunidade religiosa baseia sua doutrina no que está escrito na Bíblia e afirmam que ela contém ensinamentos e conselhos para a sua vida, como por exemplo se recusarem a receber transfusão de sangue em tratamentos médicos em razão da sua convicção religiosa. Considerando que a Constituição Federal de 1988 protege a liberdade de crença (art. 5˚, VI, CF/88) e a dignidade humana, que numa primeira aproximação protege também o direito do paciente de escolher o tratamento a que deseja ou não se submeter. Diante disso, surge a discussão entre o exercício da autonomia da Testemunha de Jeová em recusar-se a receber transfusão sanguínea, ainda que essa atitude possa produzir o resultado morte e a responsabilidade penal do médico que tem como prioridade proteger a integridade física e a saúde de qualquer ser humano, surgindo nesse contexto a visão paternalista. A CONTROVÉRSIA EM TORNO DA RECUSA DA TRANSFUSÃO DE SANGUE NO CASO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ Um dos grandes conflitos atuais ao direito à vida é a respeito da recusa por parte de indivíduos seguidores da religião testemunha de jeová pela transfusão de sangue. Estes indivíduos não aceitam a transfusão de sangue por entrarem em conflito com os princípios bíblicos, de modo que a Bíblia proíbe o uso de sangue para sustentar a vida. Portanto, eles entendem que a recusa da transfusão de sangue é respeitar um mandamento do Criador. AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ A religião testemunhas de Jeová surgiu nos Estados Unidos da América, no final do século XIX e atualmente está presente em quase todos os países e territórios do mundo. São conhecidas por terem sua própria interpretação da Bíblia.[60]Assim, todos que tinham acesso a revista começaram a se reunir e fazer estudos bíblicos baseadas nas ideias de Russel, sendo conhecidas como os Estudantes da bíblia. Em 1881, formou-se nos Estados Unidos a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, liderada por Russell, na qual, posteriormente, seu nome foi trocado para Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, como é conhecida atualmente. CONCEPÇÕES RELIGIOSAS Na doutrina das testemunhas de jeová, a recusa em receber transfusão de sangue é defendida por três aspectos. O primeiro aspecto é o ponto de vista religioso, fundado por diversas passagens da Bíblia. O segundo aspecto trata da ética-legal, na qual visa a liberdade de consciência e o direito de autonomia do paciente. Já o terceiro aspecto trata da ciência, em que visa demonstrar os malefícios da transfusão sanguínea e que para alguns casos, há tratamentos alternativos.nOs fiéis creem que ao receber uma transfusão de sangue seria uma violação do próprio corpo, podendo resultar na condenação eterna. Eles acreditam que os tornaram impuros e, assim, desrespeitará o princípio moral de sua fé, em que seria razão para ser excluído da seita.Assim, a decisão de recusa a uma transfusão sanguínea pelas testemunhas de jeová emana de suas concepções religiosas, uma vez que foram os valores que escolheram para a sua vida. Ressalta-se que as testemunhas de jeová também acreditam no verdadeiro arrependimento, uma vez que serve como meio para readmissão de um desassociado à congregação cristã. É necessário que o individuo reconheça a gravidade de seu pecado e a ofensa que trouxe sobre Jeová e a congregação, através de orações com fervor pedindo perdão e o se adequar aos justos requisitos de Deus.[63] O PACIENTE POSSUI OU NÃO O DIREITO DE RECUSA? Os pacientes têm o direito constitucional de recusar a intervenção médica ou cirúrgica, como também o direito de recusar qualquer tratamento médico, buscando a efetividade de sua autonomia, preservando o seu direito de liberdade e sua dignidade humana.As testemunhas de jeová ao seguirem suas concepções religiosas e terem seu direito de liberdade tutelado pelo texto constitucional, podem recusar-se a receber transfusões sanguíneas, buscando proteger o seu mínimo existencial. A RESPONSABILIDADE PENAL DO MÉDICO DIANTE DA RECUSA DE TRATAMENTO Na esfera penal, a responsabilidade se origina da ação ou omissão de um fato típico, antijurídico com nexo de causalidade e um dano penal. São considerados ilícitos penais os crimes e as contravenções que apenas estarão especificamente elencados no Código Penal, na lei de Contravenções Penais e alguns outros enumerados em leis complementares, assim sendo ao contrário da lei civil.O prejuízo demonstrado ao bem jurídico que está sob proteção de norma penal presume ofensa a comunidade de tal forma que coloca esse delito como danoso para a sociedade. Para que tal punição seja aplicada é preciso que essa ofensa alcance níveis relevantes de grande importância. Entretanto, para que o autor seja imputado objetivamente, além do nexo de causalidade, a conduta realizada por ele deverá resultar em um risco que seja proibido pelo ordenamento jurídico. A RESPONSABILIDADE DO MÉDICO QUE REALIZA A TRANSFUSÃO DE SANGUE CONTRA A VONTADE DO PACIENTE O objeto jurídico tutelado pelo Código Penal é a liberdade individual de fazer ou não fazer algo, uma vez que consubstanciará na vis compulsiva, ou seja, o agente exercerá influência principalmente sobre o espirito do paciente, impedindo-o de atuar segundo a sua vontade e seus ditames.[80] Em consonância, o artigo 5˚, inciso II da Constituição Federal expressa que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.[81]Assim, nenhuma pessoa deve ser obrigada a se submeter a tratamento médico contra sua vontade.O médico que optar por ir contra a vontade do paciente estará violando o direito de liberdade e autonomia do paciente e consequentemente ferindo a dignidade humana. Desse modo, a imposição de um tratamento sem a devida autorização do paciente, evidencia em um comportamento contra o direito de liberdade dele, podendo assim ser caracterizado em um delito de coação. Essa conduta configura o crime de constrangimento ilegal, como também o crime de lesão corporal, RESPONDA OS QUESTIONAMENTOS ABAIXO: 1- 1-Porque a religião Testemunha de Jeová não aceitam que seja feito a transfusão de ao sangue: E o que diz a constituição federal de 1988: 2- Na doutrina das Testemunhas de jeová, a recusa em receber transfusão de sangue é defendida por três aspectos. Quais são estes aspectos: 3- Para as Testemunhas de Jeová há tratamentos alternativos no caso de transfusão sanguínea. Os fies acreditam que eles se tornam impuros se receberem esse tratamento:Porque: 4- Os pacientes podem recusar a transfusão de sangue mesmo em caso de risco de vida: 5- Qual responsabilidade penal do medico diante da recusa do tratamento: 6- Qual a responsabilidade do medico que realiza a transfusão de sangue contra a vontade do paciente: 5- Transplante de Órgãos A morte de um ente querido é sempre uma situação difícil para toda a família, mas é justamente nesse momento crucialque a perda pode ser transformada em um ato de esperança ao dar uma nova vida para pessoas que passam anos na fila de espera por um transplante de órgãos. História O primeiro transplante bem sucedido de órgãos aconteceu em 1954, em Boston (EUA), quando o Dr. Joseph E. Murray realizou um transplante de rins entre dois gêmeos idênticos no Hospital Brigham and Women. Murray se baseou na descoberta dos médicos até então de que em transplante entre gêmeos idênticos não havia o perigo de rejeição uma vez que o genoma de ambos, receptor e doador, é o mesmo. Porém, foi somente na década de 60 que os médicos descobriram um meio de realizar um transplante de órgão entre não parentes sem que houvesse a rejeição. Mesmo assim, os riscos eram altos e as chances de sobrevivência após a cirurgia eram baixíssimos. Foi só a partir da década de 80 que os medicamentos imunossupressores tiveram uma evolução tremenda e possibilitaram que a prática de transplantes de órgãos e tecidos se tornasse rotineira. Mas ainda faltava uma barreira a transpor: a falta de informação e o preconceito. Ética e religião A maioria absoluta das religiões defende a prática do transplante de órgãos como um ato de doação e amor ao próximo, porém, em algumas delas só é aceito o transplante entre órgãos e tecidos “limpos” ou seja, onde não haja troca de sangue. Em todas elas a doação é uma opção individual e nos casos de doador falecido a família deve autorizar a doação (o que aliás é também uma exigência legal no Brasil). No judaísmo, por exemplo, a doação de órgãos só é permitida se o receptor for conhecido para evitar que o órgão retirado, se não utilizado, seja inadvertidamente descartado, uma vez que para os judeus o corpo é sagrado e deve ser enterrado de acordo com suas tradições. Quanto à questão ética é também defendido que a doação de órgãos deve ser realmente uma doação e que devem ser seguidos parâmetros claros baseados na necessidade do receptor e gravidade de sua situação para determinar quem deve receber o órgão doado. Essas medidas são para evitar que haja o comércio indiscriminado de órgãos e o favorecimento de algumas pessoas simplesmente por questões financeiras, por exemplo. Além disso, do ponto de vista religioso, condena-se o comércio de órgãos pelo fato dessa prática promover a banalização do corpo e sua transformação em objeto. O que seria errado já que ele é o abrigo da alma e, portanto, considerado sagrado pelos religiosos. Há ainda a questão da determinação da hora da morte. A morte cerebral tida como parâmetro médico para definir quando uma pessoa está mesmo morta sem chances de recuperação não é muito bem aceita por algumas religiões que definem, em determinados casos, critérios próprios que nem sempre levam em conta o tempo necessariamente curto para retirada dos órgãos e tecidos para que não haja danos aos mesmos. A questão é que o corpo do paciente pode continuar funcionando com a ajuda de aparelhos que auxiliam as funções vitais como respirar e se alimentar mesmo que o cérebro do paciente não vá mais se recuperar (veja mais no artigo sobre “morte cerebral”). O CFM determina que os aparelhos sejam desligados nos pacientes não doadores de órgãos, independentemente de autorização dos familiares (Resolução 2173/2017) Transplantes de órgãos no Brasil No Brasil a realização de transplante de órgãos começou em 1964 no Rio de Janeiro e é regulamentada pela Lei 9.434 de 4 de fevereiro de 1997 e pela Lei 10.211 de 23 de março de 2001 que determinam que a doação de órgãos e tecidos pode ocorrer em duas situações: de doador vivo com até 4º grau de parentesco desde que não haja prejuízo para o doador; e de um doador morto, que deve ser autorizada por escrito por um familiar até 2º grau de parentesco. No Brasil 86% (ADOTE) dos transplantes são realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com verbas do governo, ou seja, nem doador nem receptor precisam pagar pelas operações o que coloca o Brasil no segundo lugar do ranking de países com maior número de transplantes por ano, atrás apenas dos EUA (são cerca de 11 mil transplantados por ano). (How Stuff Works) Como doar ou receber Para que você seja um doador basta que informe a sua família, pois é ela quem autorizará a retirada dos órgãos quando você morrer. Porém, existem transplantes que podem ser realizados entre pessoas vivas como é o caso do transplante de rim e medula óssea. A doação de medula óssea é bastante simples e não implica em prejuízo algum para o doador bastando que ele se dirija ao hemocentro mais próximo. O primeiro critério que determina se a pessoa que faleceu pode ou não ser doador é a constatação de morte encefálica. Depois deve ser verificado se o falecido não teve alguma doença que prejudique o funcionamento de um mais de seus órgãos como hepatite, AIDS e câncer, o que impossibilitaria a doação. Em alguns casos, como transplante de córnea, o transplante do tecido pode ser feita até 6 dias depois de constatado óbito (desde que mantida em condições adequadas), porém, em outros, como na retirada de um coração o procedimento deve ser feito em no máximo quatro horas. Outro critério é a existência de receptor compatível com o doador, ou seja, que tenha o mesmo tipo sanguíneo, código genético compatível (que é verificado através de um teste chamado de “tipagem HLA”) e os órgãos do doador e receptor devem ser mais ou menos do mesmo tamanho e peso. Já para receber um órgão a pessoa deve estar cadastrada em uma lista de espera e sua colocação na lista dependerá da gravidade do seu caso e das chances de sobrevida, além da idade do receptor. Atualmente, no Brasil são mais de 70 mil pessoas na fila de espera por um transplante. Benefícios para a família do doador No município de São Paulo, de acordo com a Lei 11.479/94 regulamentada pelo Decreto 35.198/95, a família da pessoa que tiver doado pelo menos um órgão para transplante fica isenta do pagamento de algumas taxas e despesas com o funeral de acordo com o disposto na legislação. Basta que a família apresente o documento que comprova a doação do(s) órgão(s) do parente falecido e não é necessário que se comprove o efetivo aproveitamento do órgão doado. RESPONDA OS QUESTIONAMENTOS ABAIXO: 1- Quando ocorreu o primeiro transplante de órgão: 2- Como é a aceitação de transplante pela religião: 3- Como é no Judaísmo o transplante de órgão: 4- Qual a visão ética do transplante de órgãos: 5- Que leis no Brasil autoriza o tranplante de órgão e em que condições ele pode ser realizado: 6- Como pode se tornar um doador de órgão e um receptor de órgão: REVISAO PARA PROVA 1-“De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 1977) é considerado aborto o término da gestação antes da ________semana, pesando menos de ________gramas.” Assinale a alternativa que completa correta e seqüencialmente a afirmativa anterior. a)18ª/500 b)22ª/500 c) 20ª/400 d) 25ª/700 2- Sobre o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, no Capítulo II, Do sigilo profissional, citam-se as seguintes afirmativas sobre as responsabilidades e deveres, EXCETO: a) O profissional de enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo. b) Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poderá ser revelado quando necessário à prestação da assistência. c) Orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade sobre o dever do sigilo profissional. d) O profissional está isento do dever de sigilo quando o fato for de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida 3-De acordo com as normas legais referentes ao transplante e à remoção de órgãos e tecidos no Brasil, é correto afirmar que: a) As equipes cirúrgicas necessitam de consentimento expresso da família, pois remoções sem o consentimento podem acarretar sérios problemas legais. b) A legislação brasileira admite a doação presumida de órgãos e tecidos, sendo assim, para que o individuo não seja considerado doador,faz-se necessário registrar a expressão "não doador de órgãos e tecidos" na carteira de identidade civil. c) O cadáver não reclamado junto às autoridades públicas no prazo de 48 horas poderá ser destinado à retirada de órgãos. d) No Brasil, não se admite remoções e transplantes de órgãos ou tecidos. 4-Um paciente idoso está internado na UTI há mais de 30 dias. Está entubado, em ventilação mecânica invasiva e dependente de drogas e sedação. Não há perspectivas de sobrevida. De acordo com esse caso hipotético, o procedimento assegurado no Brasil, por meio do Conselho Federal de Medicina, que orienta a suspensão de medicação para esse paciente, é a: a) Eutanásia. b) Mistanásia c) Distanásia. d) Ortotanásia. 5- Atualmente, é possível encontrar ações judiciais que tratam da conduta médica (mais especificamente, o ato médico de transfundir sangue) em pacientes que se declaram Testemunha de Jeová (a religião proíbe a transfusão sanguínea). Muitos destes casos abordam um conflito ético, pois envolve o direito do paciente em rejeitar o que o médico lhe propõe (princípio da autonomia), mas também envolve o dever do médico em praticar o bem para o outro (princípio da beneficência). De acordo com o Código de Ética Médica, o papel do médico nessa situação é: a) Não executar o procedimento, mesmo em iminente risco de vida. b) )Efetuar o procedimento sem o devido consentimento, caso o médico entenda que, clinicamente, ele é necessário. c) Efetuar o procedimento sem o consentimento prévio do paciente ou do seu responsável legal, caso haja iminente risco de vida. d) Não executar o procedimento, pois é vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas. 6-Um enfermeiro, com convicção religiosa contrária à transfusão de sangue, em seus plantões noturnos, procura evitar ao máximo que as prescrições de transfusão sanguínea sejam executadas, independentemente do consentimento dos pacientes e de seus familiares. De acordo com as considerações de Gelain, o ato do enfermeiro: a) tem respaldo ético, pois o profissional deve decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua participação ou não na hemoterapia. b) é considerado aceitável desde que a indicação da hemoterapia não seja emergencial. c) tem respaldo ético legal, se o procedimento foi aprovado, anteriormente, por documento expedido pelo COREN da jurisdição do enfermeiro e por autorização judicial. d) é considerado incorreto porque o profissional não pode impor aos outros sua maneira de pensar, principalmente quando houver risco de morte. e) é considerado aceitável porque as convicções religiosas dos profissionais devem ser respeitada 7-Em relação à utilização de células-tronco embrionárias, para fins de pesquisa e terapia, obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, é correto afirmar: a) Quando utilizada para fins de terapia é dispensável a submissão de seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa. b) É permitida a utilização de células-tronco embrionárias, desde que sejam embriões inviáveis ou estejam congelados há mais de 03 (três) anos. c) É necessário o consentimento de ambos os genitores para a comercialização e pesquisa, bastando, contudo, consentimento de apenas um deles para fins de terapia. d) A pesquisa pode ser autorizada pelos órgãos competentes, desde que passado o prazo de 03 (três) anos do congelamento e tenha sido descartado no procedimento de fertilização in vitro, ainda que sem o consentimento dos genitores. e) É apenas autorizado seu uso para fins de terapia. 8-Quaisquer que sejam as causas da depressão, um dos maiores perigos associados a ela é o alto risco de suicídio. No que se refere a esse assunto, assinale a alternativa correta. a) A maioria das pessoas que falam em suicídio não está propensas a cometê-lo. b) As pessoas diagnosticadas com risco de suicídio devem ser mantidas isoladas c) A tendência ao suicídio limita-se a quem é diagnosticado com depressão. d) Pesquisas indicam que filhos de pais que cometeram suicídio apresentam maior risco de cometê-lo. e) O perigo do suicídio diminui consideravelmente quando a pessoa seriamente deprimida e com tendência suicida parece estar saindo da depressão. 9- Em se tratando de Sigilo Profissional é CORRETO afirmar que: a) O Sigilo Profissional trata de resguardar informações acerca do histórico de trabalho do funcionário, em suas passagens por outras empresas b) O Sigilo Profissional trata de resguardar informações importantes ou valiosas sobre conteúdos da vida empresarial, inclusive quando essas informações representarem alguma transgressão a Lei c) .O Sigilo Profissional trata de uma conduta requerida dos funcionários comuns, não sendo, pois, requerido das funções de chefia e direção das empresas. d) .O Sigilo Profissional trata de uma conduta requerida dos funcionários comuns, não sendo, pois, requerido das funções de chefia e direção das empresas. 10- O Código de Ética Profissional reúne normas e princípios, direitos e deveres, pertinentes a consulta ética do profissional que deverá ser assumido por todos. Segundo o código de ética de enfermagem, capítulo II (Do sigilo profissional), marque a alternativa que se refere a um direito do profissional de enfermagem: a) Franquear o acesso a informações e documentos para pessoas que não estão diretamente envolvidas na prestação da assistência, exceto nos casos previstos na legislação vigente ou por ordem judicial. b) ) Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, exceto casos previstos em lei, ordem judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal. c) Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional a pessoas ou entidades que não estejam obrigadas ao sigilo. d) Orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade, sobre o dever do sigilo profissional. e) Divulgar ou fazer referência a casos, situações ou fatos de forma que os envolvidos possam ser identificados. Parte superior do formulário 11-O enfermeiro de uma unidade básica de saúde costuma fotografar, por iniciativa própria, as feridas de usuários de que está cuidando, tanto no primeiro atendimento quanto ao longo do tratamento, registrando sua evolução e arquivando as fotos em prontuário. Para tal, utiliza uma etiqueta em que constam as iniciais, a idade, o número do prontuário do usuário, a unidade de saúde a que pertence, a data em que a fotografia está sendo realizada e o tratamento utilizado. Convidado a ministrar aula em um curso de enfermagem sobre o tratamento de feridas, o enfermeiro decidiu apresentar diversas dessas fotos para ilustrar sua experiência, autorizando a publicação, na íntegra, do material apresentado em aula no site do curso. Frente a essa situação, de acordo com o estabelecido pelo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, o enfermeiro: a) A por ter o dever de contribuir para o aprimoramento da profissão divulgando experiências de sucesso com finalidade educativa, podendo utilizar para tal os meios eletrônicos, entre outros recursos, não comete qualquer tipo de infração. b) Ao utilizar, em ambiente acadêmico, as fotografias realizadas para documentar os resultados obtidos no tratamento de feridas, não comete qualquer tipo de infração. c) Por ter deixado de solicitar ao Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição, a autorização prévia para o uso e publicação de imagens obtidas durante o exercício profissional, está cometendo uma infração disciplinar d) Por utilizar imagens, sem autorização prévia, em que é possível identificar os usuários e/ou a instituição onde foram realizadas, está cometendo uma infração ética. 12-Art. 52. Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto noscasos prevaistos na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante ou responsável legal. Em relação ao assunto, assinale a alternativa correta. a) § 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. b) § 1º O fato sigiloso deverá ser mantido mesmo em situações de ameaça à vida e à dignidade, na defesa própria ou em atividade multiprofissional, quando necessário à prestação da assistência c) § 1º O profissional de Enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, obrigatoriamente, deverá quebrar o sigilo profissional. d) § 1º Em casos de violência contra crianças e adolescentes, a comunicação externa, para os órgãos de responsabilização criminal, depende de autorização prévia. 13-Na atualidade discutem-se os diferentes procedimentos que poderiam ser prestados ao paciente terminal. É necessário que o enfermeiro tenha conhecimento sobre o significado: a) Da eutanásia: provoca, através de medicamentos ou do desligamento de aparelhos que sustentam a vida, a morte precoce de doentes para os quais não existem possibilidades de cura. b) Da distanásia: reconhece o momento natural da morte de um indivíduo, não se procedendo a qualquer tipo de meio para manter ou prolongar a sua vida. c) Da ortotanásia: utiliza todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso. d) Da distortonásia: desencadeia a morte assistida, sendo executado pelo próprio doente, de forma expontânea e sob orientação/ajuda de terceiros. e) Do suicídio assistido: é o sinônimo de distanásia, com o paciente terminal decidindo quando e onde morrer. 14-O parágrafo único do artigo 45 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem permite, nos casos previstos em Lei, que o profissional decida participar ou não no ato abortivo. As situações previstas no Código Penal Brasileiro são aquelas em que é permitido por lei EXCETO: a) o aborto tem indicação eugênica, econômica ou social/sentimental. b) o aborto é terapêutico, eugênico ou por motivo social. c) a gestação é indesejada porque a mãe adquiriu, durante a gravidez, doença lesiva ao feto. d) a mãe corre risco de vida ou a gestação é decorrente de estupro. e) o feto é portador de anencefalia ou a mãe adquiriu rubéola durante a gravidez. 15-Paciente do sexo masculino, 70 anos de idade em fase terminal de câncer de próstata com metástase generalizada, comatoso, com taquicardia, hipotensão e hipotermia, estava em uma Unidade de Terapia Intensiva há 8 dias, recebendo oxigenoterapia umidificada por ventilação mecânica, teve sua aparelhagem desligada no plantão noturno pela enfermeira do horário, com resultado do óbito do paciente: a) A enfermeira agiu corretamente, promovendo a eutanásia para aliviar o sofrimento do paciente mesmo sabendo que este procedimento não é permitido no país. b) A enfermeira promoveu uma eutanásia passiva, para abreviar a morte do paciente lentamente. c) A enfermeira cometeu a eutanásia terapêutica ativa que mesmo considerada morte piedosa não é permitida em nossa legislação. d) A enfermeira cometeu a eutanásia legal cuja a justificativa consiste em usar o equipamento em outro paciente mais jovem o que é perfeitamente admitido em nossa legislação. e) A enfermeira agiu corretamente pois estava preocupada com o valor da oxigenoterapia, considerando o custo/ benefício do tratamento em paciente terminal. 58