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CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
 
O controle de constitucionalidade se define como “juízo 
relacional que procura estabelecer uma comparação valorativamente 
relevante entre dois elementos, tendo como parâmetro a Constituição e 
como objeto a lei (sentido amplíssimo), os fatos do processo legislativo 
(regulamento procedimental) ou a omissão da fonte de produção do 
direito”. 
 
Essa definição apresenta a vantagem de ser abrangente, 
pois não se refere às consequências de tal controle. As definições que 
incluem referência às consequências (anulação, afastamento, 
eliminação, invalidade, suspensão, desautorização, desaplicação, 
neutralização das normas contrárias à Constituição) não levam em 
consideração que o ato incompatível com a Constituição pode sim ser 
preservado. Isso ocorre se a norma inconstitucional for revogada, antes 
da decisão final. Ocorre também, após a decisão final, dentro do prazo 
estipulado para início dos efeitos da inconstitucionalidade em caso de 
modulação temporal dos efeitos. Lembre-se também que na ação 
declaratória de constitucionalidade o objetivo é confirmar a 
constitucionalidade da norma, estabilizando sua validade e não anular 
ato normativo. 
 
Controlar a constitucionalidade significa verificar a 
adequação (compatibilidade) de uma lei ou de um ato normativo com a 
constituição, verificando seus requisitos formais e materiais. Dessa 
forma, no sistema constitucional brasileiro somente as normas 
constitucionais positivadas podem ser utilizadas como paradigma para 
a análise da constitucionalidade de leis ou atos normativos estatais 
(bloco de constitucionalidade). Ressalte-se que, se possível for, a fim de 
garantir-se a compatibilidade das leis e atos normativos com as normas 
Constitucionais. 
 
OBJETIVOS 
 
Referem-se às duas outras fases do processo legislativo: 
constitutiva e complementar. Assim, toda e qualquer espécie normativa 
deverá respeitar todo o trâmite constitucional previsto nos arts. 60 a 69. 
Por exemplo, um projeto de lei complementar aprovado por maioria 
simples na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sancionado, 
promulgado e publicado, apresenta um vício formal objetivo de 
inconstitucionalidade, uma vez que foi desrespeitado o quórum mínimo 
de aprovação, previsto no art. 69, qual seja a maioria absoluta. 
 
ESPÉCIES DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
 
Em relação ao momento de realização. A presente 
classificação pauta-se pelo ingresso da lei ou ato normativo no 
ordenamento jurídico. Assim, enquanto o controle preventivo pretende 
impedir que alguma norma maculada pela eiva da inconstitucionalidade 
ingresse no ordenamento jurídico, o controle repressivo busca dele 
expurgar a norma editada em desrespeito à Constituição. 
Tradicionalmente e em regra, no direito constitucional pátrio, o 
Judiciário realiza o controle repressivo de constitucionalidade, ou seja, 
retira do ordenamento jurídico uma lei ou ato normativo contrário à 
Constituição. Por sua vez, os poderes Executivo e Legislativo realizam o 
chamado controle preventivo, evitando que uma espécie normativa 
inconstitucional passe a ter vigência e eficácia no ordenamento jurídico. 
 
CONTROLE REPRESSIVO EM RELAÇÃO AO ÓRGÃO CONTROLADOR 
 
Político 
Ocorre em Estados onde o órgão que garante a 
supremacia da constituição sobre o ordenamento jurídico é distinto dos 
demais Poderes do Estado. 
 
Judiciário ou jurídico: 
É a verificação da adequação (compatibilidade) de atos 
normativos com a constituição feita pelos órgãos integrantes do Poder 
Judiciário. É a regra adotada pelo Brasil. 
 
Misto: 
Esta espécie de controle existe quando a constituição 
submete certas leis e atos normativos ao controle político e outras ao 
controle jurisdicional. 
 
Para melhor entender: 
 
 
 
CONTROLE PREVENTIVO 
Como já afirmado anteriormente, o princípio da 
legalidade e o processo legislativo constitucional são corolários; dessa 
forma, para que qualquer espécie normativa ingresse no ordenamento 
jurídico, deverá submeter-se a todo o procedimento previsto 
constitucionalmente. Dentro deste procedimento, podemos vislumbrar 
duas hipóteses de controle preventivo de constitucionalidade, que 
buscam evitar o ingresso no ordenamento jurídico de leis 
inconstitucionais: as comissões de constituição e justiça e o veto 
jurídico. 
a) Comissões de constituição e justiça: 
A primeira hipótese de controle de constitucionalidade preventivo 
refere-se às comissões permanentes de constituição e justiça cuja 
função precípua é analisar a compatibilidade do projeto de lei ou 
proposta de emenda constitucional apresentados com o texto da 
Constituição Federal. 
a) Veto jurídico: 
A segunda hipótese encontra-se na participação do chefe do Poder 
Executivo no processo legislativo. O Presidente da República 
poderá vetar o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional por 
entendê-lo inconstitucional (CF, art. 66, § 1º). É o chamado veto 
jurídico. Assim, no Brasil o controle preventivo de 
constitucionalidade é realizado sempre dentro do processo 
legislativo, em uma das hipóteses pelo Poder Legislativo (comissões 
de constituição e justiça) e em outra pelo Poder Executivo (veto 
jurídico). 
 
CONTROLE REPRESSIVO DE CONSTITUCIONALIDADE 
No direito constitucional brasileiro, em regra, foi adotado 
o controle de constitucionalidade repressivo jurídico ou judiciário, em 
que é o próprio Poder Judiciário quem realiza o controle da lei ou do ato 
normativo, já editados, perante a Constituição Federal, para retirá-los 
do ordenamento jurídico, desde que contrários à Carta Magna. 
Há dois sistemas ou métodos de controle Judiciário de 
Constitucionalidade repressiva. O primeiro denomina-se reservado ou 
concentrado (via de ação), e o segundo, difuso ou aberto (via de exceção 
ou defesa). Excepcionalmente, porém, a Constituição Federal previu 
duas hipóteses em que o controle de constitucionalidade repressivo será 
realizado pelo próprio Poder Legislativo. Em ambas as hipóteses, o 
Poder Legislativo poderá retirar normas editadas, com plena vigência e 
eficácia, do ordenamento jurídico, que deixarão de produzir seus efeitos, 
por apresentarem um vício de inconstitucionalidade. 
 
CONTROLE REPRESSIVO REALIZADO PELO PODER LEGISLATIVO 
 
Art. 49, V, da Constituição Federal. A primeira hipótese 
refere-se ao art. 49, V, da Constituição Federal, que prevê competir ao 
Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa. Em ambas as ocasiões, o Congresso Nacional editará um 
decreto legislativo sustando ou o decreto presidencial (CF, art. 84, IV) 
ou a lei delegada (CF, art. 68), por desrespeito à forma constitucional 
prevista para suas edições. 
 
Art. 62 da Constituição Federal. Uma vez editada a 
medida provisória pelo Presidente da República, nos termos do art. 62 
da Constituição Federal, ela terá vigência e eficácia imediata, e força de 
lei, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, devendo ser submetida de imediato 
ao Congresso Nacional, que poderá aprová-la, convertendo-a em lei, ou 
rejeitá-la. Na hipótese de o Congresso Nacional rejeitar a medida 
provisória, com base em inconstitucionalidade apontada no parecer da 
comissão mista, estará exercendo controle de constitucionalidade 
repressivo, pois retirará do ordenamento jurídico a medida provisória 
flagrantemente inconstitucional. Consagrando a ideia de existência de 
controle de constitucionalidade repressivo exercido em relação às 
medidas provisórias, por tratar-se de atos normativos perfeitos e 
acabados, apesar do caráter temporário, o Supremo Tribunal Federal 
admite ser o mesmo objeto de ação direta de inconstitucionalidade, 
ressaltando que a edição de medida provisória, pelo Presidente da 
República, reveste-se de dois momentos significativos e inconfundíveis: 
o primeiro diz respeito a um ato normativo, com eficácia imediata de lei; 
o segundo é a sujeição desseato ao Congresso Nacional, para que este 
não apenas ratifique seus efeitos imediatos produzidos, mas a converta 
em lei, com eficácia, definitiva. 
 
 Dessa maneira, esse ato normativo poderá ser objeto de 
controle repressivo de constitucionalidade, seja por via de ação direta de 
inconstitucionalidade, seja por parte do Poder Legislativo. 
 
CONTROLE REPRESSIVO REALIZADO PELO PODER JUDICIÁRIO 
 
No Brasil, o controle de constitucionalidade repressivo 
judiciário é misto, ou seja, é exercido tanto da forma concentrada, 
quanto da forma difusa. 
 
O art. 102, I, a, da CF afirma competir ao Supremo 
Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da constituição, cabendo-
lhe processar e julgar, originariamente, a ação direta de 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a 
ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. 
 
Por sua vez, o art. 97 estende a possibilidade do controle 
difuso também aos Tribunais, estabelecendo, porém, uma regra, ao 
afirmar que somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou 
dos membros do respectivo órgão poderão os tribunais declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 
 
DIFUSO OU ABERTO 
 
Também conhecido como controle por via de exceção ou 
defesa, caracteriza-se pela permissão a todo e qualquer juiz ou tribunal 
realizar no caso concreto a análise sobre a compatibilidade do 
ordenamento jurídico com a Constituição Federal. 
 
A ideia de controle de constitucionalidade realizado por 
todos os órgãos do Poder Judiciário nasceu do caso Madison versus 
Marbury (1803), em que o Juiz Marshall da Suprema Corte Americana 
afirmou que é próprio da atividade jurisdicional interpretar e aplicar a 
lei. E ao fazê-lo, em caso de contradição entre a legislação e a 
Constituição, o tribunal deve aplicar esta última por ser superior a 
qualquer lei ordinária do Poder Legislativo. 
 
Importante ressaltar que a via de defesa poderá ser 
utilizada, também, através das ações constitucionais do habeas corpus, 
e do mandado de segurança ou ações ordinárias. Não sendo possível, 
porém, utilizar o HC como via adequado para obter a declaração 
concentrada de inconstitucionalidade de lei em tese. 
 
O controle difuso caracteriza-se, principalmente, pelo fato 
de ser exercitável somente perante um caso concreto a ser decidido pelo 
Poder Judiciário. Assim, posto um litígio em juízo, o Poder Judiciário 
deverá solucioná-lo e para tanto, incidentalmente, deverá analisar a 
constitucionalidade ou não da lei ou do ato normativo. A declaração de 
inconstitucionalidade é necessária para o deslinde do caso concreto, 
não sendo, pois objeto principal da ação. 
 
 
 
CONTROLE DIFUSO E SENADO FEDERAL (ART. 52, X, CF) 
 
O Supremo Tribunal Federal, decidindo o caso concreto 
poderá, incidentalmente, declarar, por maioria absoluta de seus 
membros, a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo do Poder 
Público (CF, art. 97; RISTF, arts. 176 e 177). 
A partir disso, poderá oficiar o Senado Federal, para que 
este, nos termos do art. 52, X, da Constituição, através da espécie 
normativa resolução, suspenda a execução, no todo ou em parte, de lei 
declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal 
Federal. 
 
Esse verdadeiro mecanismo de ampliação dos efeitos da 
declaração incidental de inconstitucionalidade, surgido na Constituição 
de 1934 e somente aplicável ao controle difuso (uma vez que no controle 
concentrado os efeitos da decisão são erga omnes e vinculantes), tem 
por finalidade transformar em erga omnes os efeitos intrapartes da 
declaração realizada perante o julgamento de um caso concreto pelo 
STF, bem como em suspender os efeitos da lei viciada, para que não 
mais continue prejudicando a segurança jurídica. 
 
O Regimento Interno do Senado Federal prevê, em seu 
art. 386, que o Senado conhecerá da declaração, proferida em decisão 
definitiva pelo Supremo Tribunal Federal, de inconstitucionalidade, 
total ou parcial de lei mediante: comunicação do Presidente do 
Tribunal; representação do Procurador-Geral da República; projeto de 
resolução de iniciativa da comissão de constituição, justiça e cidadania. 
 
Porém, se o Senado Federal, repita-se, 
discricionariamente, editar a resolução suspendendo no todo ou em 
parte lei declarada incidentalmente inconstitucional pelo Supremo 
Tribunal Federal, terá exaurido sua competência constitucional, não 
havendo possibilidade, a posteriori, de alterar seu entendimento para 
tornar sem efeito ou mesmo modificar o sentido da resolução. 
 
Ressalte-se, por fim, que essa competência do Senado 
Federal aplica-se à suspensão no todo ou em parte, tanto de lei federal, 
quanto de leis estaduais, distritais ou municipais, declaradas, 
incidentalmente, inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE – 
CONTROLE DIFUSO 
 
Entre as partes do processo (ex tunc), declarada 
incidenter tantum a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pelo 
Supremo Tribunal Federal, desfaz-se, desde sua origem, o ato declarado 
inconstitucional, juntamente com todas as consequências dele 
derivadas,61 uma vez que os atos inconstitucionais são nulos e, 
portanto, destituídos de qualquer carga de eficácia jurídica, alcançando 
a declaração de inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo, 
inclusive, os atos pretéritos com base nela praticados. Porém, tais 
efeitos ex tunc (retroativos) somente tem aplicação para as partes e no 
processo em que houve a citada declaração. A natureza jurídica da lei 
ou ato normativo inconstitucional é de ato nulo, ou, como bem 
salientou o Ministro Celso de Mello, “a lei inconstitucional nasce 
morta”. 
Em relação à limitação temporal de efeitos no controle 
difuso, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal, em regra, “não se 
aplica o efeito ex tunc à declaração de inconstitucionalidade em 
processo de controle difuso”. Porém, como salienta o Ministro Gilmar 
Mendes, é possível a aplicação da limitação temporal de efeitos no 
sistema difuso, apontando, inclusive, a “impossibilidade de declaração 
de efeitos retroativos para o caso de declaração de nulidade de 
contratos trabalhistas”. 
 
Para os demais (ex nunc), a Constituição Federal, porém, 
previu um mecanismo de ampliação dos efeitos da declaração incidental 
de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (CF, art. 52, X). 
Assim, ocorrendo essa declaração, conforme já visto, o Senado Federal 
poderá editar uma resolução suspendendo a execução, no todo ou em 
parte, da lei ou ato normativo declarado inconstitucional por decisão 
definitiva do Supremo Tribunal Federal, que terá efeitos erga omnes, 
porém, ex nunc, ou seja, a partir da publicação da citada resolução 
senatorial. 
 
CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE EM SEDE DE 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
 
O controle de constitucionalidade difuso, conforme já 
estudado, caracteriza-se, principalmente, pelo fato de ser exercitável 
somente perante um caso concreto a ser decidido pelo Poder Judiciário. 
Assim, posto um litígio em juízo, o Poder Judiciário deverá solucioná-lo 
e para tanto, incidentalmente, poderá analisar a constitucionalidade ou 
não de lei ou do ato normativo, seja ele municipal, estadual, distrital ou 
federal. Dessa forma, em tese, nada impedirá o exercício do controle 
difuso de constitucionalidade em sede de ação civil pública, seja em 
relação às leis federais, seja em relação às leis estaduais, distritais ou 
municipais em face da Constituição Federal. 
 
Em conclusão, o que se pretende vedar é a utilização da 
ação civil pública como sucedâneo da ação direta de 
inconstitucionalidade, de forma a retirar do Supremo Tribunal Federal o 
controle concentrado da constitucionalidade das leis e atos normativos 
federais e estaduais em face da Constituição Federal. Essa vedação 
aplica-se quando os efeitos da decisão da ação civil pública forem erga 
omnes, independentementede tratar-se de direitos difusos, coletivos ou 
individuais homogêneos. 
 
Por outro lado, não haverá qualquer vedação à declaração 
incidental de inconstitucionalidade (controle difuso) em sede de ação 
civil pública, quando, “tratar-se de ação ajuizada, entre partes 
contratantes, na persecução de bem jurídico concreto, individual e 
perfeitamente definido, de ordem patrimonial, objetivo que jamais 
poderia ser alcançado pelo reclamado em sede de controle in abstracto 
de ato normativo”, ou seja, nessas hipóteses, será plenamente 
admissível “a utilização de ação civil pública como instrumento de 
fiscalização incidental de constitucionalidade”. 
 
CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE DURANTE O 
PROCESSO LEGISLATIVO 
 
As normas de processo legislativo constitucional, 
previstas nos arts. 59 a 69 da Constituição Federal, possuem eficácia 
plena e imediata, vinculando a atividade do legislador na elaboração das 
diversas espécies normativas em respeito ao devido processo legislativo. 
Conforme já analisado no capítulo anterior (Processo legislativo), o 
respeito ao devido processo legislativo na elaboração das diversas 
espécies normativas é um dogma corolário à observância do princípio 
da legalidade, pelo que sua observância deve, se necessário for, ser 
garantida jurisdicionalmente. 
 
Dessa forma, indiscutível a realização de controle de 
constitucionalidade difuso ou concentrado em relação a normas 
elaboradas em desrespeito ao devido processo legislativo, por flagrante 
inconstitucionalidade formal. 
 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E CONTROLE DIFUSO DE 
CONSTITUCIONALIDADE DURANTE O PROCESSO LEGISLATIVO 
 
O Supremo Tribunal Federal admite a possibilidade de 
controle de constitucionalidade durante o procedimento de feitura das 
espécies normativas, especialmente em relação à necessidade de fiel 
observância das normas constitucionais do referido processo 
legislativo91 (CF, arts. 59 a 69). 
 
Percebe-se que o Controle de Constitucionalidade é de 
extrema importância. Sem tal instrumento constitucional, a 
Constituição seria mera Lei Ordinária. 
 
Concluindo, tal instrumento corrige uma falha na 
produção legislativa, ou ainda, na falha de um Ato do Poder Público em 
geral. Também é capaz de corrigir uma omissão legislativa de um 
Direito assegurado pela Lei Magna. O Controle de Constitucionalidade 
mostra-se de enorme importância como mecanismo que visa, 
sobretudo, nos assegurar os Direitos e Garantias Fundamentais 
elencados em nossa Constituição Federal.