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CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDAE RESUMOS Marcelomapas ILUSTRADOS RESUMO Marcelomapas Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 Olá! Tudo bem? Equipe Marcelomapas Marcelomapas marcelo.mapaseresumos@gmai l .com Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. O nosso conteúdo é feito com muita dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. Espero que você goste! Esse material destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de divulgação de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer compartilhamento seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua compreensão e desejamos um ótimo estudo. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE Já a supremacia material diz respeito à sobreposição do conteúdo da Constituição sobre as demais normas do ordenamento jurídico. O controle de constitucionalidade é o mecanismo pelo qual se verifica se as normas jurídicas (leis, atos normativos) estão em conformidade com a Constituição. Ele assegura a supremacia da Constituição dentro do ordenamento jurídico, impedindo a produção de normas que a contrariem. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO A supremacia da Constituição se divide em duas espécies: FORMAL E MATERIAL. A supremacia formal refere-se à maior rigorosidade do procedimento de alteração da Constituição em relação as outras normas. PIRÂMIDE DE KELSEN Logo abaixo, tem-se as normas supralegais, entendidas como os tratados internacionais sobre direitos humanos que não passaram pelo rito especial acima citado. Com inspiração na ideia de Hans Kelsen, no topo do ordenamento jurídico estão a Constituição Federal, as emendas constitucionais, os tratados internacionais sobre direitos humanos, aprovados sob o rito especial das EC’s (dois turnos de votação em cada casa do Congresso Nacional, mediante três quintos dos votos). Em seguida, encontram-se os atos normativos primários, quais sejam: Leis Ordinárias, Leis Complementares, Leis Delegadas, Medidas Provisórias, Resoluções, Decretos Legislativos, Decretos Autônomos, Regimentos Internos, Resoluções do CNJ e CNMP, Tratados Internacionais que não versem sobre direitos humanos. BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE O STF adota o conceito restrito do bloco de constitucionalidade, segundo o qual utiliza-se apenas o próprio texto da Constituição e os tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados no rito previsto no §3º, art. 5º da CF como parâmetro para análise da compatibilidade das leis ou atos normativos em relação à CF. CONSTITUIÇÃO ANTERIOR Quando uma nova Constituição é promulgada, a anterior é totalmente revogada (ab-rogação), sem prejuízo do texto anterior ser compatível ou não com a Constituição atual. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE Mandado de Injunção e Ação Direita de Inconstitucionalidade por Omissão. ADI POR OMISSÃO - CONTROLE CONCENTRADO Competência para julgar: STF; Só pode ser ajuizada pelos entes previstos no art. 103, incisos I a IX da CF, quais sejam: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Atenção: O STF também admite a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para enfrentar inconstitucionalidade por omissão. INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE EXCEÇÕES: 1) Desconstitucionalização e 2) Recepção material. Ambos o casos exigem previsão expressa no texto constitucional. Desconstitucionalização: ocorre quando a nova Constituição recebe a anterior com status de lei (infraconstitucional). Exemplo: Recepção material: os dispositivos da Constituição anterior são recebidos com status constitucional, em caráter temporário e precário. Ex.: artigo 34 do ADCT, que manteve as normas da CF/1967 por cinco meses. NORMAS ANTERIORES À CONSTITUIÇÃO Atenção: às normas anteriores à promulgação da CF, aplica-se o juízo de recepção x revogação. Não se admite inconstitucionalidade superveniente. As normas que se tornam incompatíveis perante à nova Constituição serão revogadas. A análise se limita à compatibilidade material da norma, ou seja, o seu conteúdo, não havendo análise do aspecto procedimental para sua criação. A inconstitucionalidade por omissão ocorre na ausência da norma. A inconstitucionalidade por omissão pode ser enfrentada por duas ferramentas: MANDADO DE INJUÇÃO - CONTROLE DIFUSO MI coletivo pode ser impetrado pelos legitimados do Ministério Público e Defensoria Pública + os legitimados para o Mandado de Segurança Coletivo A competência para julgamento dependerá do agente que está sendo omisso; MI individual pode ser impetrado por qualquer pessoa, natural ou jurídica; CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE INCONSTITUCIONALIDADE POR AÇÃO A inconstitucionalidade por ação decorre da elaboração de normas que violam o texto constitucional. A natureza do vício pode ser formal ou material. Vício Material (nomoestática): é aquele que afeta o conteúdo da norma. Ex.: PEC que viole a cláusula pétrea da Separação dos Poderes; Lei que autoriza a prática de racismo como meio de manifestação; Vício Formal (nomodinâmica): é aquele encontrado no procedimento da sua criação, seja no processo legislativo de sua elaboração, seja pela incompetência do agente envolvido. I) inconstitucionalidade orgânica: ocorre quando a norma é elaborada por um ente legislativo sem competência sobre a matéria. Ex.: a Assembleia Legislativa de Rondônia edita uma lei que versa sobre telecomunicações, cuja competência é privativa da União; II) inconstitucionalidade propriamente dita: ocorre quando há inobservância do devido processo legislativo. Subdivide-se em: vício de iniciativa (subjetivo) e vício nas fases subsequentes (objetivo). O vício subjetivo decorre da incompetência do sujeito responsável pelo projeto de lei. Ex.: o Poder Legislativo tenta Já o vício objetivo ocorre quando o erro afeta uma das fases posteriores à iniciativa da lei. Ex.: Emenda Constitucional aprovada por apenas um turno em ambas casas legislativas; III) inobservância de pressupostos objetivos do ato normativo: nesse caso, o ente legislativo detém a competência sobre o tema e segue o rito legislativo devidamente, porém deixa de observar regras estabelecidas pelo texto constitucional. Ex.: criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios sem a realização de consulta prévia à população (art. 18, §4º, CF). Atenção: vício de decoro parlamentar: Defendido por Pedro Lenza e reconhecido pelo STF no caso do Mensalão, por entender viciada a motivação que levou os parlamentares a votar a favor da EC 41/03 (reforma da previdência). Embora reconhecido o vício, a EC n. 41/03 foi mantida, pois se considerou que, mesmo excluídos os votos daqueles que macularam suas intenções, a emenda ainda seria aprovada. MOMENTOS DE CONTROLE O controle de constitucionalidade pode ser realizado antes da elaboração a lei, durante o seu processo de formação visando impedir a inclusão de normas inconstitucionais no ordenamento jurídico (preventivo), bem como pode ocorrer sobre a própria leijá editada (repressivo). CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE CONTROLE PREVENTIVO Todos os três poderes fazem controle constitucional preventivo e repressivo, conforme se verificará a seguir. LEGISLATIVO (POLÍTICO) O Poder Legislativo faz o controle preventivo de constitucionalidade por meio de: apreciação de projetos de lei, por meio das Comissões de Constituição e Justiça e pelo Plenário das Casas. EXECUTIVO (POLÍTICO) O Poder Executivo atua no controle preventivo por meio do PODER DE VETO (JURÍDICO) ao projeto de lei apresentado. JUDICIÁRIO (JURISDICIONAL) O Poder Judiciário julga mandados de segurança impetrados por parlamentar visando a garantia do devido processo legislativo. CONTROLE REPRESSIVO LEGISLATIVO (POLÍTICO) Sustação de atos normativos editados pelo Presidente da República que exorbitem do poder de regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (art. 49, inciso V, CF); Quando o Senado Federal suspende, no todo ou em parte, norma declarada inconstitucional pelo STF no controle difuso; Quando o Congresso entende que não estão presentes os requisitos constitucionais de urgência e relevância das Medidas Provisórias (art. 62, §5º, CF) EXECUTIVO (POLÍTICO) Poder determinar aos seus subordinados que não executem administrativamente as leis ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais (STF - ADI 221-MC/DF e STJ REsp 23121/GO). JUDICIÁRIO (JURISDICIONAL) Feito pelo controle difuso ou concentrado constitucionalidade. TCU (CONTROLE ADMINISTRATIVO De acordo com a Súmula n. 347 do STF, o Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições controle externo, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público - DE FORMA INCIDENTAL, NO CASO CONCRETO - para deixar de aplicar normas inconstitucionais ou que contrariem a jurisprudência do STF. ATENÇÃO!! CNJ NÃO FAZ CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Pode apenas deixar de aplicar norma que entenda ser inconstitucional, o que configura exercício de controle da validade dos atos administrativos do Poder Judiciário (PET 4656). CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL [...] Insere-se entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento, por ato expresso e formal tomado pela maioria absoluta dos membros do Conselho [...]. Constituição de 1824: não havia controle de constitucionalidade. Prevalecia a supremacia do parlamento; Constituição de 1891: Introduziu o controle difuso de constitucionalidade. Deu ao STF o poder de julgar a constitucionalidade de leis e tratados federais a partir de casos concretos. Não previa o controle concentrado de constitucionalidade; Constituição de 1934: manteve o sistema de controle difuso, porém inaugurou: a ação direta de inconstitucionalidade interventiva; a cláusula de reserva de plenário e a atribuição ao Senado Federal de competência para suspender, no todo ou em parte, de lei ou ato declarado inconstitucional por decisão definitiva; Constituição de 1937: Manteve o controle difuso, porém reduziu o poder do Judiciário, ao prever a possibilidade de que o Presidente da República submetesse as decisões judiciais que declarassem a inconstitucionalidade de lei ao Parlamento, para reexame, podendo o Legislativo, pela decisão de ⅔ de ambas as Casas, tornar sem efeito a decisão judicial (cláusula não-obstante); Constituição de 1946: Extinguiu a cláusula não-obstante; restabeleceu a ADI interventiva; a cláusula de reserva de plenário; a competência do Senado Federal para suspender as normas julgadas inconstitucionais (art. 52, X, CF) e inaugurou a possibilidade de controle estadual. A EC 16/1965 introduziu a ADI genérica no direito brasileiro, podendo ser proposta apenas pelo PGR no STF; Constituição de 1967: Removeu o controle estadual, o qual só retornou com a Emenda Constitucional 01/69; LEGISLATIVO (POLÍTICO) 1. AMPLIOU AS VIAS DE CONTROLE CONCENTRADO: manteve a ADI e a ADI interventiva e acrescentou a ADO (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão) e a ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental); 2. CRIOU AS VIAS DE ENFRENTAMENTO CONTRA A INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO: a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (controle concentrado) e o Mandado de Injunção (controle difuso); 3. AMPLIOU O ROL DE LEGITIMADOS PARA PROPOR AÇÕES DE CONTROLE CONCENTRADO (Exceto ADI interventiva) - art. 103, incisos I a IX da CF: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE CONTROLE JURISDICIONAL IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional; 4. REGULOU O CONTROLE CONCENTRADO NO ÂMBITO ESTADUAL: vedou a previsão de um único agente legitimado para sua propositura; 5. A EC 03/93 INTRODUZIU A AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE; 6. A EC 45/04 IGUALOU OS LEGITIMADOS DA ADC E DA ADI. 7. REGULAMENTOU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO: previu o pressuposto da repercussão geral. No direito brasileiro, adota-se o controle judicial de constitucionalidade feito por meio dos sistemas difuso/incidental/ concreto, nascido nos Estados Unidos, e concentrado/principal/abstrato, originado no continente europeu. CONTROLE DIFUSO Inspirado no modelo norte- americano, surgido a partir do caso Marbury vs Madison (1803); Controle incidental, por via de exceção ou defesa; A inconstitucionalidade é a causa de pedir, e não o pedido; A inconstitucionalidade pode ser arguida em qualquer espécie de ação (criminal, cível, trabalhista etc.), recursos e remédios constitucionais. Por consequência, a inconstitucionalidade por ser declarada por qualquer juízo ou Tribunal do país; Pode ser arguido por qualquer pessoa (física ou jurídica) e pelo Ministério Público; A Constituição de 1988 introduziu importantes ferramentas de controle difuso, como Mandado de Injunção (individual e coletivo) e Mandado de Segurança coletivo, assim como delimitou o Recurso Extraordinário, prevendo a necessidade de repercussão geral; Via de regra, gera efeitos inter partes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; DOS EFEITOS DA DECISÃO QUE DECLARA A INCONSTITUCIONALIDADE Em regra, as decisões que declaram a inconstitucionalidade em controle difuso produzem efeitos inter partes. Porém, há algumas exceções em que os efeitos serão erga omnes, quais sejam: Quando a declaração de inconstitucionalidade foi proferida pelo Plenário do STF; CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE Quando a decisão for proferida em ação civil pública envolvendo direitos difusos; Quando o recurso extraordinário é interposto contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça em ADI Estadual; Na hipótese do art. 52, X, do STF (mutação constitucional). MODULAÇÃO DOS EFEITOS TEMPORAIS Via deregra, os efeitos da decisão de declarar a inconstitucionalidade de uma lei/ato normativo terá efeitos ex tunc (retroativos). Porém, o STF reconhece a possibilidade do julgador realizar a modulação dos efeitos da decisão, por ser ex nunc ou pro futuro. INTERPRETAÇÃO DO ART. 52, INCISO X, CF/88 O art. 52, inciso X, da Constituição Federal estabelece como competência do Senado Federal o ato de suspender a execução, no todo ou em parte, de lei/norma declarada inconstitucional por decisão definitiva do STF. Diante dessa circunstância, os efeitos da decisão valeria para todos (erga omnes), e não apenas para as partes envolvidas no processo. A suspensão da lei não é obrigatória (ato discricionário) e poderá ser realizada tanto para a leis federais, quanto para as estaduais e municipais. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE De acordo com o art. 386 do Regimento Interno do Senado Federal, a suspensão da lei/ato normativo será realizada mediante: i) comunicação do Presidente do Tribunal; b) representação do Procurador-Geral da República; c) projeto de resolução de iniciativa da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. QUAIS OS EFEITOS DA SUSPENSÃO DO SENADO? Há uma divergência doutrinária sobre o tema. Parte da doutrina (Gilmar Mendes, Zeno Veloso, Clèmerson Clève) defendem que os efeitos são ex tunc. No entanto, a doutrina majoritária (José Afonso da Silva, Lenio Streck, Alexandre de Moraes e outros) entendem que os efeitos serão ex nunc. ABSTRATIVIZAÇÃO DO CONTROLE DIFUSO (MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL) STF: Nas decisões proferidas nas ADI’s 3406 e 3470, a Corte adotou o entendimento de que o papel do Senado Federal se limita a dar publicidade à decisão do STF que declarou a inconstitucionalidade da norma. Ou seja, as decisões do Plenário do STF em controle difuso teriam, partir de então, efeitos erga omnes e vinculantes, independentemente da edição da Resolução suspensiva pelo Senado (Informativo n. 886/STF). Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL CRIMES EM ESPÉCIE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE De acordo com o art. 386 do Regimento Interno do Senado Federal, a suspensão da lei/ato normativo será realizada mediante: i) comunicação do Presidente do Tribunal; b) representação do Procurador-Geral da República; c) projeto de resolução de iniciativa da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. QUAIS OS EFEITOS DA SUSPENSÃO DO SENADO? Há uma divergência doutrinária sobre o tema. Parte da doutrina (Gilmar Mendes, Zeno Veloso, Clèmerson Clève) defendem que os efeitos são ex tunc. No entanto, a doutrina majoritária (José Afonso da Silva, Lenio Streck, Alexandre de Moraes e outros) entendem que os efeitos serão ex nunc. QUEM DEVE APLICAR Turmas Recursais, Câmaras e Seções dos Tribunais de 2º Grau e dos Tribunais Superiores. O termo abstrativização do controle difuso-concretado decorre do fato de que seus efeitos passam a ser equiparados ao das decisões proferidas em controle concentrado-abstrato de constitucionalidade. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (REGRA DO FULL BENCH) De acordo com o art. 97 da Constituição, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. SÚMULA VINCULANTE 10 “viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal (turma, câmara ou seção) que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE QUEM NÃO PRECISA Turmas do STF; Turmas recursais dos Juizados Especiais; Juízes de Primeiro Grau; QUANDO NÃO É NECESSÁRIA A APLICAÇÃO Decisão de interpretação conforme a Constituição; No caso de normas pré- constitucionais (Juízo de recepção x revogação); Nas decisões de medida cautelar, por não se tratar de decisão definitiva. Se já houver decisão do órgão especial ou plenário do Tribunal e do Plenário do STF sobre o tema; QUANDO É NECESSÁRIA Para afastar, no todo ou em parte, a aplicação de uma norma, mesmo sem a declaração expressa de inconstitucionalidade; Para declarar a inconstitucionalidade parcial sem redução de texto. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA Cuidado: A Ação Civil Pública pode ser uma ferramenta de controle difuso de constitucionalidade, cuja a decisão, via de regra, terá efeitos inter partes. Os efeitos da decisão que reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma em ACP só gerará efeitos erga omnes quando versar sobre direitos difusos. O pedido principal da ACP não pode ser a inconstitucionalidade da norma, sob pena de usurpar a competência exclusiva do STF/TJ em ADI. Deve ser o pedido incidental (a causa de pedir). CONTROLE CONCENTRADO Inspirado no modelo austríaco-alemão, idealizado por Hans Kelsen; Controle principal; A inconstitucionalidade é o pedido; A inconstitucionalidade só pode ser arguida por meio de cinco instrumentos: Ação Direta de Inconstitucionalidade, Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, Ação Direta de Constitucionalidade, Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental, e ADI Interventiva. ADI, ADO, ADC e ADPF, só pode ser arguido por nove legitimados (art. 103, incisos I a IX da CF/88): I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE No caso da ADI Interventiva, apenas o PGR e o PGJ são legitimados; Só pode ser julgada pelo STF, no âmbito federal, e pelos TJ’s, no âmbito estadual; A decisão produz efeitos erga omnes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; Não admite: desistência; intervenção de terceiros; recurso contra decisão de mérito (salvo embargos de declaração) e ação rescisória. COMPETÊNCIAS STF: quando a norma violar disposição da Constituição Federal; TJ’s: quando a norma violar a Constituição Estadual ou norma de reprodução obrigatória da CF. Atenção: No caso de uma norma municipal violar a Lei Orgânica do Município, será uma hipótese de controle de legalidade. DOS LEGITIMADOS PARA AJUIZAR ADI, ADO, ADC E ADPF (ROL TAXATIVO) I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;* IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional;* Atenção: Os legitimados acima destacados precisam comprovar o interesse no caso (pertinência temática). São chamados de legitimados especiais. Os demais são chamados de legitimados universais. Já os legitimados marcados por um “*” são aqueles que devem ser representados por um advogado (ADI 127). Cuidado: A Mesa do Congresso Nacional não possui legitimidade para propositura da ações supracitadas, mas tão apenas as do SF e do CD. Importante:A legitimidade do Partido Político, com representação no Congresso Nacional é analisada no momento do ajuizamento da ação. Caso o partido perca a representação no curso do processo, a ação não será prejudicada (ADI n. 2.054). CONFEDERAÇÃO SINDICAL STF: para caracterizar Confederação sindical deve conter ao menos três federações. Há ainda a necessidade um duplo registo para comprovar a categorização (Registro Civil das Pessoas Jurídicas e Registo Sindical do Ministério do Trabalho). Excluem-se: centrais sindicais, federações e sindicatos, mesmo os de abrangência nacional Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ENTIDADE DE CLASSE STF: As entidades de classe precisam demonstrar: i) a homogeneidade entre os membros integrantes; ii) a representatividade em ao menos 9 estados da federação e iii) pertinência temática com os objetivos institucionais. Excluem- se: Conselhos de Fiscalização Profissional (Ex.: CRM; CREA), exceto a OAB (única possível). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (ADI) De acordo com o art. 102, inciso I, da Constituição, cabe ADI perante o STF para questionar lei ou ato normativo federal ou estadual frente à Constituição Federal. É regulamentada pela Lei n. 9.868/99. No caso da Lei Municipal, caberá apenas ADI perante o TJ, caso haja contrariedade à Constituição Estadual ou ADPF junto ao Supremo, caso haja violação da CF. CABIMENTO (STF) CABE ADI Contra leis complementar, ordinária e delegada; medida provisória; resolução e decreto legislativo; decretos autônomos; resoluções do CNJ, CNMP e CONAMA; Leis federais e estaduais. Lei distrital de natureza estadual; Regimentos Internos, Resoluções ou Deliberações Administrativas de Tribunais; Leis de efeito concreto; Emenda à Constituição; Constituição Estadual ou LODF; Tema sobre o qual já houve confirmação da constitucionalidade pelo STF em ADC (caso haja mudança na norma, no contexto fático ou mutação constitucional); Tratados internacionais; Regimento interno das casas do Poder Legislativo, desde que dotado de caráter autônomo e não meramente ancilar. NÃO CABE ADI Contra norma constitucional ordinária; Leis ou atos normativos anteriores à CF/88; Lei ou ato normativo já revogado ou com eficácia já exaurida; Decretos regulamentares; Contra lei distrital com natureza municipal; Lei ou ato normativo Municipal; Súmulas dos Tribunais (vinculantes ou não); Atos de efeitos concretos; Regimento interno do Legislativo quando não envolver regras do processo legislativo; Decisões judiciais; Atos normativos secundários (portarias); atos de natureza política (veto presidencial). Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE PROCEDIMENTO (STF) A ADI é disciplina pela Lei n. 9.868/99 (assim como a ADC e a ADO). A petição inicial deverá conter: i) a indicação da lei ou ato normativo a ser questionado; ii) os fundamentos jurídicos do pedido; iii) pedido. Atenção: Nos casos de iniciativa do Partido Político ou de Confederação Sindical ou Entidade de Classe - em que há necessidade de representação por advogado - a procuração do causídico deverá prever poderes específicos para propositura de ADI e, também, a lei ou ato normativo que será impugnado Importante: Existem dois princípios na ADI: o princípio da causa de pedir aberta, segundo o qual, o STF não fica restrito aos fundamentos utilizados pelo autor da ação para declarar a inconstitucionalidade da norma, podendo aplicar outros fundamentos que entender cabíveis, e o princípio do pedido, pelo qual o STF fica adstrito ao pedido formulado pelo autor. Porém, há exceções: a primeira delas é a inconstitucionalidade por arrastamento ou consequencial, que ocorre quando o STF declara a inconstitucionalidade de uma norma, mas também de outras que não estavam relacionadas no pedido do autor, por conexão, correlação ou interdependência entre elas. A segunda ocorre quando o STF declara a inconstitucionalidade de normas que não são objeto de questionamento de forma incidental. que tenha sido utilizada como fundamento de sua decisão. INÉPCIA DA INICIAL Se o relator entender que a inicial é inepta, não fundamentada ou manifestamente improcedente, poderá indeferi-la de plano. Contra a sua decisão, cabe recurso de Agravo Regimental para o pleno do STF, no prazo de 05 (cinco) dias (art. 4, parágrafo único c/c art. 317 do RISTF). ADMISSÃO Uma vez admitida a ADI, ela será encaminhada à autoridade que produziu o ato, o qual terá o prazo de 30 (trinta) dias para se manifestar. MANIFESTAÇÃO DO AGU Após a admissão da ADI, os autos serão encaminhados à AGU para manifestação, no prazo de 15 dias. O AGU atua como curador especial da presunção da constitucionalidade das leis, sendo responsável por defender a a lei ou ato normativo questionado. A AGU PODE SE MANIFESTAR CONTRÁRIO À NORMA? Sim, nos seguintes casos: Se já houver manifestação anterior proferida pelo STF sobre o tema; Quando a norma questionada contraria o interesse da União; Quando entra com a ação juntamente com o Presidente da República. MANIFESTAÇÃO DO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA Após a manifestação do AGU, a ADI é encaminhada ao PGR para manifestação, também em 15 dias, podendo ele se manifestar a favor ou contra a lei ou ato normativo questionado. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AMICUS CURIAE, AUDIÊNCIAS PÚBLICAS; PERÍCIAS; CONSULTAS Após as manifestações do AGU e PGR, o relator poderá admitir a manifestação do Amicus Curiae, a realização de audiências públicas, requisitar perícias ou realizar consultas a Tribunais ou órgãos/institutos/pessoas especializadas no tema, cujas contribuições sejam essenciais para o melhor julgamento da causa. Trata-se do momento em que o STF se aproxima da sociedade para buscar a pluralização do debata. QUÓRUNS Instalação da sessão de julgamento 8 ministros (maioria qualificada) Declaração de Inconstitucionalidade 6 ministros (maioria absoluta) Deferimento da medida cautelar em ADI 6 ministros (maioria absoluta) Modulação temporal dos efeitos da decisão 8 ministros (maioria qualificada) Importante: a partir de qual momento passa a valer as decisões proferidas em controle concentrado? É a partir da publicação da ata da sessão de julgamento (ADI 711), e não após a publicação do Acórdão (mais comum). A publicação da ata da sessão de julgamento ocorre antes da publicação do Acórdão. EFEITOS DA DECISÃO Via de regra, as decisões em controle concentrado de constitucionalidade terão efeitos ex tunc (retroativos) - teoria da nulidade - e valerão para todos (erga omnes) e efeito vinculante. A exceção é a modulação temporal dos efeitos da decisão, do que poderá ser determinada a produção dos efeitos a partir do trânsito em julgado (ex nunc) ou para outro momento posterior (pro futuro). As decisões em controle concentrado de constitucionalidade não vinculam o PODER LEGISLATIVO (em sua função típica de legislar) e nem o STF. O Legislativo pode editar leis que contrariem o texto constitucional, as quais poderão ser objeto de novas ações de controle posteriormente. Já o STF pode tomar decisões contrárias a entendimentos anteriores da própria Corte. Portanto, ficam vinculados as decisões de controle concentrado o PODER EXECUTIVO, PODER JUDICIÁRIO e o PODER LEGISLATIVO (em sua atuação atípica). IMPORTANTE: O fato de uma norma ter sido declarada inconstitucional pelo STF não anula as eventuais sentenças/decisões/acórdãos anteriores que a tenham utilizado como fundamentação para decidir. (Exceção: matéria tributária). Isso ocorre porque o STF não aceita a teoria da transcendência dos motivos determinantes (RCL 8.168). EFEITOS REPRESTINATÓRIOSX REPRESTINAÇÃO Represtinação: ocorre quando uma determinada lei A é revogada por uma lei B, mas, em seguida, a lei C revogada a lei B. Em tese, a lei A voltaria a vigorar, porém isso só ocorrerá se houver disposição expressa na lei C. (LINDB, art. 2º, §3º) Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE MEDIDA CAUTELAR EM ADI A medida cautelar em ADI suspende, no todo ou em parte, a aplicação da norma enfrentada, tornando aplicável a norma anterior, salvo disposição contrária do STF. A medida cautelar só é deferida pela maioria absoluta dos membros do STF (6 ministros) ou pelo Presidente (nas férias). Os efeitos da decisão que defere a medida cautela produzem efeitos ex nunc e erga omnes e vinculante. Os prazos são reduzidos. 05 (cinco) dias para a autoridade demandada se manifestar. 03 (três) dias para a AGU e PGR manifestar. AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE (ADC) Ao contrário da ADI, a ADC visa a declaração da constitucionalidade de uma determinada norma. Foi introduzida no ordenamento pela EC n. 03/93. É regulamentada pela Lei 9.868/99. Uma importante diferença é que a ADC só cabe contra Leis e Atos Normativos federais, não se aplicando para firmar a constitucionalidade de leis estaduais ou distritais. Importante: Considerando que as normas nascem com presunção relativa de constitucionalidade, o autor da ação precisa comprovar a existência de controvérsia judicial sobre a constitucionalidade da norma. Como regra geral das ações de controle MEDIDA CAUTELAR EM ADC A medida cautelar em ADC visa a suspensão dos processos em julgamento que envolvam a norma enfrentada, pelo prazo de 180 dias. As regras para o deferimento, os prazos e os efeitos são os mesmos da ADI. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO) Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; Não admite: desistência; intervenção de terceiros; recurso contra decisão de mérito (salvo embargos de declaração) e ação rescisória; Admite agravo regimental contra decisão do relator que indeferiu a inicial. O procedimento e os efeitos são os mesmos da ADI. A decisão produz efeitos erga omnes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Efeitos represtinatórios: ocorre quando uma determinada lei A é revogada pela lei B, porém o STF julga inconstitucional a lei B, de modo que, pelos efeitos retroativos da decisão, a lei A volta a vigorar automaticamente, sem a necessidade de previsão expressa. No caso, se for desejo do autor que a lei anterior não volte a valer, por considerá-la igualmente inconstitucional, deverá incluir isso nos pedidos da ação. A ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) tem como objetivo declarar a inconstitucionalidade de uma omissão do Poder Público, seja ele Legislativo, Executivo ou órgãos administrativos, que impede a efetivação de uma norma constitucional. Em outras palavras, a ADO é um meio de forçar a realização de uma medida ou lei que a Constituição determina, mas que não foi editada ou aplicada - associada a normas de eficácia limitada. É regulamentada pela Lei n. 9.868/99. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE INTERVENTIVA PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE DE MÃO- DUPLA Caso a parte ajuíze uma ADO, o Tribunal pode reconhecê-lo como uma ADI, e vice- versa, sem prejuízo do seu acolhimento. MEDIDA CAUTELAR EM ADO A medida cautelar em ADO pode: Suspender os processos em julgamento que envolvam a norma enfrentada, SEM UM PRAZO DEFINIDO. Suspender a aplicação da norma questionada, no caso de omissão parcial; Outra medida adotada pela Corte. As regras para o deferimento e os efeitos são os mesmos da ADI. Ao contrário da ADI - que serve para questionar apenas atos normativos primários - a ADO também pode ser empregada para enfrentar omissões em atos normativos secundários, como decretos regulamentares e instruções. Como regra geral das ações de controle concentrado, na ADO: A decisão produz efeitos erga omnes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; Não admite: desistência; intervenção de terceiros; recurso contra decisão de mérito (salvo embargos de declaração) e ação rescisória; Admite agravo regimental contra decisão do relator que indeferiu a inicial. O procedimento e os efeitos são os mesmos da ADI. A Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva (ADI Interventiva), também conhecida como Representação Interventiva, é uma forma de controle de constitucionalidade que permite solicitar a intervenção de um ente federativo em outro. Essa ação é utilizada quando um ente federativo (União, Estado ou Distrito Federal) considera que outro ente federativo está violando princípios constitucionais essenciais ou se recusando a executar lei federal, podendo levar a uma intervenção federal ou estadual. As regras estão previstas nos art. 34 a 36 da CF. Art. 34. A União somente intervirá nos Estados ou no Distrito Federal se presente ao menos uma dessas hipóteses: I – manter a integridade nacional; II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; III – pôr termo a (acabar com) grave comprometimento da ordem pública; IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas Unidades da Federação; V – reorganizar as finanças da Unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas na CF, dentro dos prazos estabelecidos em lei. Ex.: deixar de repassar 50% do IPVA para o Município em que o carro está licenciado. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Como regra geral das ações de controle concentrado, na ADO: A decisão produz efeitos erga omnes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; Não admite: desistência; intervenção de terceiros; recurso contra decisão de mérito (salvo embargos de declaração) e ação rescisória; Admite agravo regimental contra decisão do relator que indeferiu a inicial. O procedimento e os efeitos são os mesmos da ADI. PRAZOS REDUZIDOS: a autoridade demandada, o PGR e a AGU terão somente 10 dias para se manifestar. Em caso de liminar, o prazo comum é de 5 dias. A ADI INTERVENTIVA POSSUI 2 FINALIDADES JURÍDICA: DECLARAÇÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE DA CONDUTA DE UM ESTADO-MEMBRO; POLÍTICA: ENSEJAR A DECRETAÇÃO DE INTERVENÇÃO FEDERAL PELO PR. OBS: a decisão do STF não invalida a norma questionada, mas apenas dá condições para decretação da intervenção federal. Ferramenta de controle concreto: Considera- se a ADI interventiva uma ação de controle concreto de constitucionalidade, e não abstrato, pois haverá um processo constitucional subjetivo, com autor, réu, contraditório e lide. Trata-se da primeira ferramenta de controle de constitucionalidade prevista no ordenamento jurídico brasileiro, com origem na Constituição Federal de 1934. Somente o PGR (e o PGJ, no âmbito estadual) pode propor a Representação Interventiva. Somente o chefe do executivo pode decretar a intervenção. Pode agir por iniciativa própria ou por provocação. VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII – assegurar a observância dos seguintes princípios (sensíveis): a) forma republicana,sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta; e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Admite a participação de Amicus Curiae; Admite a realização de audiências públicas; Não admite: desistência; intervenção de terceiros; recurso contra decisão de mérito (salvo embargos de declaração) e ação rescisória; Admite agravo regimental contra decisão do relator que indeferiu a inicial. O procedimento é o mesmo da ADI. CABE ADPF Contra leis e atos normativos combatidos pela ADI; Leis e atos normativos federais e estaduais e municipais. Decisões judiciais; Normas anteriores à Constituição Federal; Atos normativos primários e secundários; Inconstitucionalidade por omissão; Leis e atos normativos já revogados ou de eficácia exaurida; Contra Súmula - vinculantes ou não - quando o enunciado conter conter conteúdo normativo, um preceito geral e abstrato. A decisão produz efeitos erga omnes; Adota-se a teoria da nulidade, com efeitos retroativos; O julgador pode fazer a modulação temporal dos efeitos da decisão; Como regra geral das ações de controle concentrado, na ADPF: A ADPF visa evitar ou reparar lesão a preceito fundamental da Constituição Federal em virtude de ato do Poder Público ou de controvérsia constitucional em relação à lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, inclusive aqueles anteriores à Constituição. Regulamentada pela Lei 9.882/99. Por preceito fundamental, entende-se as disposições explícitas e implícitas da CF (não há conceito definido) ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL MEDIDA CAUTELAR EM ADI INERVANTIVA A medida cautelar em ADI Interventiva pode: Suspender o andamento de processos sobre o tema; Suspender os efeitos de decisões judiciais ou administrativas sobre o tema; Os efeitos são os mesmos da ADI. Atenção: Só pode ser deferida pela maioria absoluta dos membros do STF. Não pode ser somente pelo Presidente, seja nas férias ou recesso. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE MEDIDA CAUTELAR EM ADPF A medida cautelar em ADPF Interventiva pode: Suspender o andamento de processos sobre o tema; Suspender os efeitos de decisões judiciais ou administrativas sobre o tema, salvo as transitadas em julgado; Os efeitos são os mesmos da ADI. Atenção: Pode ser deferida pela maioria absoluta dos membros do STF ou pelo Relator (em caso de urgência). ESPÉCIES DE ADPF ARGUIÇÃO AUTÔNOMA: visa evitar ou reparar lesão a preceito fundamental da Constituição resultante de ato do Poder Público. ARGUÇÃO INCIDENTAL: busca evitar ou reparar lesão a preceito fundamental da Constituição em virtude de controvérsia constitucional em relação a normas federais, estaduais ou municipais, inclusive anteriores à CF. Se origina em ações de controle difuso- concreto, visando, na maioria das vezes, evitar a demora excessiva até que o processo alcance a decisão final. APESAR DE SER UMA AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO, O STF RECONHECE A POSSIBILIDADE DE REALIZAÇÃO DE ACORDO DENTRO DE ADPF, CABENDO À CORTE APENAS HOMOLOGAR AS DISPOSIÇÕES QUE FOREM COMBINADAS (ADPF 984). ADPF FUNCIONA COMO UMA FERRAMENTE SUBSIDIÁRIA, SÓ SENDO ADMITIDA QUANDO NÃO HÁ OUTRO MEIO CAPAZ DE SANAR A VIOALAÇÃO EM QUESTIONAMENTO. STF ACEITA O PRINCÍPIO DA FUNGUBULIDADE ENTRE ADPF E ADI NÃO CABE ADPF Contra norma constitucional ordinária; Súmulas; Decisões judiciais transitadas em julgado; Atos de natureza política; Propostas de Emenda Constitucional; Pronunciamentos, discursos e comportamentos dos membros do Executivo. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE SÚMULAS VINCULANTES AÇÕES SIMULTÂNEASCONTROLE CONCENTRADO NA ESFERA ESTADUAL (E DF) SENTENÇAS INTERMEDIÁRIAS De acordo com o art. 125 da CF, no âmbito estadual e distrital, cabe apenas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Representação de Inconstitucionalidade), sendo vedada a previsão de um único legitimado para sua propositura. Porém, segundo a doutrina e jurisprudência, todas as cinco ações (ADI, ADC, ADO, ADI Interventiva e ADPF) são aceitas na esfera estadual. A competência para julgar é do Procurador Geral de Justiça. Fica a cargo de cada Estado prever o rol de legitimados. OBJETO O controle concentrado na esfera estadual deve se limitar a analisar incompatibilidade entre normas estaduais e municipais em face da Constituição Estadual. Caso haja incompatibilidade envolvendo lei federal, dever-se-á aplicar o controle difuso ou concentrado, perante o STF. Se o conflito for entre lei municipal e a Lei Orgânica do Município, ocorrerá o controle de legalidade, e não de constitucionalidade. IMPORTANTE: o STF entende que o TJ pode usar dispositivos da CF como parâmetro do controle de constitucionalidade estadual, desde que a norma constitucional seja de reprodução obrigatória (RE 650.898). HIPÓTESE 01 Ajuizamento simultâneo de ADI para o STF e para o TJ Nesse caso, a ADI estadual ficará suspensa, aguardando a decisão do STF. Caso o STF julgue inconstitucional a norma questionada, a ADI estadual será encerrada pela perda do objeto. Caso julgue a norma constitucional, ainda poderá ser analisada a ADI estadual, podendo ser reconhecida a inconstitucionalidade da norma, desde que por outros fundamentos, em respeito ao efeito vinculante das decisões do STF. HIPÓTESE 02 Ajuizamento da ADI apenas perante o STF Se o STF declarar a norma inconstitucional, não caberá o ajuizamento da ADI estadual posteriormente. Se o STF reconhecer a constitucionalidade da norma, poderá ser ajuizada ADI estadual, desde que por outros fundamentos, em respeito ao efeito vinculante das decisões do STF. HIPÓTESE 03 Ajuizamento apenas perante o TJ Caso o TJ reconheça a inconstitucionalidade da norma, não caberá ADI para o STF, mas sim RECURSO EXTRAORDINÁRIO, com alegação de violação a dispositivo da CF. Se o TJ confirmar a constitucionalidade, ainda caberá ADI para o STF, assim como o próprio RE. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL SEM REDUÇÃO DE TEXTO DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE SEM PRONÚNCIA DE NULIDADE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI “AINDA” CONSTITUCIONAL SENTENÇAS INTERMEDIÁRIAS NORMATIVAS INTERPRETATIVAS ADITIVAS É a possibilidade do STF declarar a constitucionalidade de uma interpretação de uma norma jurídica, em razão de sua consonância ou compatibilidade com a Constituição. Esse instituto pode ocorrer com ou sem redução do texto original. É a possibilidade do STF declarar a inconstitucionalidade de uma hipótese, de um viés ou de uma variante de aplicação de uma norma jurídica, sem em razão de sua consonância ou compatibilidade com a Constituição. O texto da norma seguirá igual, mas uma das hipóteses de aplicação será extirpada. Ocorre quando STF declara a inconstitucionalidade de uma norma, porém não pronuncia a sua nulidade, mantendo a norma vigente. Tal posicionamento decorre do princípio da proporcionalidade, no sentido de evitar um agravamento do quadro em análise. Ex.: Criação de município Luís Eduardo Magalhães por lei que o STF reconheceu como inconstitucional pela ausência de consulta prévia. Modulação dos efeitos pelo prazo de 24 meses.Ocorre quando STF declara a constitucionalidade de uma norma jurídica, mas afirma que ela se tornará inconstitucional com o tempo. É conhecido também como inconstitucionalidade progressiva. Trata-se de um apelo ao legislador e o Poder Público a tomar outra postura a fim de que a lei não se torne inconstitucional. Ex.: previsão de prazo em dobro à Defensoria Pública porquanto o órgão não estiver em paridade com o Ministério Público. Levam a criação de uma norma geral (abstrata) e vinculante, podendo ser dividas em: As sentenças interpretativas visam determinar ou fixar determinada interpretação, ante a sua adequação à Constituição (interpretação conforme à constituição) ou buscam excluir uma determinada interpretação devido à sua inconstitucionalidade (declaração de inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto). As sentenças aditivas, por entenderem que a norma inconstitucional é insuficiente, alargam a sua incidência, indo além do que originalmente estava previsto pelo legislador. Ex.: MI do direito de greve do servidor público. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE TRANSITIVAS/TRANSACIONAIS SUBSTITUTIVAS As sentenças substitutivas, o julgador, primeiramente, anulará uma disposição da norma para, depois, acrescentar um novo sentido a ela. Ex.: aplicação da pena do tráfico de drogas para o crime de falsificação de remédios; A exclusão da ação pública condicionada à representação para crimes de violência doméstica contra a mulher. Diz-se que há uma “negociação” com a Supremacia da Constituição, em busca de evitar que a declaração de inconstitucionalidade de uma norma afete de maneira prejudicial a ordem social, política, jurídica ou econômica. São observadas nos casos já citados acima de: declaração da inconstitucionalidade sem pronúncia da nulidade; modulação temporal dos efeitos; inconstitucionalidade progressiva. O controle de convencionalidade consiste na via de adequação das normas jurídicas aos tratados internacionais que versam sobre direitos humanos - sem aprovação pelo rito especial (status supralegal). Sua instrumentalização se equipara a do controle difuso de constitucionalidade. HIPÓTESES DE ARGUIÇÃO E COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO HIPÓTESE 01 Decisão do TJ/TRF que nega a validade a tratado internacional que não versa sobre direitos humanos Não incidirá o controle de convencionalidade. O STJ julgará o caso por meio de RECURSO ESPECIAL. HIPÓTESE 02 Decisão de TJ/TRF que nega a validade de tratados internacionais que versam sobre direitos humanos, não aprovados no rito especial (art. 5º, 3º, CF). Incidirá o controle de convencionalidade. STJ julgará o caso por meio de RECURSO ESPECIAL. (art. 105, III, “a”, CF) Atenção: O STJ entende ser dele a competência para julgar tais casos (RESP 1.640.084), porém, o STF, ao julgar a ADI 5.240, entendeu ser de sua competência fazer o controle de convencionalidade sempre que envolvesse TIDH. HIPÓTESE 03 Decisões de TJ/TRF que verse sobre TIDH aprovados no rito especial. Não incidirá controle de convencionalidade, mas sim de constitucionalidade. STF julgará o caso por meio de RECURSO EXTRAORDINÁRIO (art. 102, III, “a”, CF) Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE RECLAMAÇÃO SÚMULAS VINCULANTES A súmula vinculante (art. 103-A, CF e Lei 11.417/2006) é uma declaração emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após reiteradas decisões sobre uma matéria constitucional, que tem força normativa e é obrigatória para todos os tribunais e órgãos administrativos, nas esferas federal, estadual e municipal. Ou seja, é um mecanismo constitucional que visa uniformizar a jurisprudência do STF sobre questões constitucionais, garantindo que a interpretação da Constituição seja a mesma em todo o país. Foi introduzida no ordenamento jurídico brasileiro pela EC 45/2004. O STF (e somente o STF), de ofício ou por provocação, mediante decisão de ⅔ de seus membros (maioria qualificada) - oito ministros - pode aprovar súmula que terá efeito vinculante após a publicação oficial. LEGITIMADOS (art. 3º, lei 11.417/06) - propor edição, revisão e cancelamento. I – o Presidente da República; II – a Mesa do Senado Federal; III – a Mesa da Câmara dos Deputados; IV – o Procurador-Geral da República; V – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VI – o Defensor Público-Geral da União; VII – partido político com representação no Congresso Nacional; VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional; IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; X – o Governador de Estado ou do Distrito Federal; XI – os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares. § 1º O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte, a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante, o que não autoriza a suspensão do processo NÃO CABE AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO PARA QUESTIONAR SÚMULA VINCULANTE. As súmulas vinculantes não vinculam o PODER LEGISLATIVO (em sua atuação típica de legislar) e nem o STF. O Legislativo pode editar leis que contrariem o texto constitucional. Já o STF pode tomar decisões contrárias a entendimentos anteriores da própria Corte. Portanto, ficam vinculados as decisões de controle concentrado apenas o PODER EXECUTIVO, PODER JUDICIÁRIO e o LEGISLATIVO (em sua atuação atípica). Uma reclamação é um recurso jurídico previsto na Constituição Federal que tem como objetivo proteger a competência dos tribunais superiores (STF e STJ) e garantir a autoridade das suas decisões. Serve como uma ação para corrigir decisões ou atos que violem a competência desses tribunais ou que desrespeitem a autoridade de suas decisões. Poderá ser aplicada para: Garantir a correta aplicação de uma súmula vinculante; Preservar a autoridade das decisões de um tribunal; Preservar a competência do tribunal. Atenção: não cabe reclamação quando a súmula não é vinculante (RCL 3.284). STF: a aderência do objeto da reclamação ao conteúdo das decisões usadas como parâmetro é requisito de admissibilidade da reclamação (RCL 27.685) Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836 DIREITO CONSTITUCIONAL 07 CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL O estado de coisas inconstitucional se refere a existência de um quadro de violação generalizada e sistêmica de direitos fundamentais, provocado pela inércia ou incapacidade do Poder Público. Podem decorrer de uma ação ou omissão. Trata-se uma ferramenta pela qual o Judiciário vai além do reconhecimento da inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo, vindo a demanda a atuação conjunta de vários órgãos, de forma multilateral. Segundo Fernandes (2020), os pressupostos para o estado de coisas inconstitucionais seriam: Violação grave, massiva e sistemática de direitos humanos; Falhas estruturais de ações e omissões estatais sistêmicas que se perpetuam e agravam a violação dos direitos humanos; exigência de mudanças estruturais, com o apoio de vários órgãos diferentes, de forma multilateral. O ECI teve origem na Colômbia, ao passo que no Brasil foi reconhecida pela primeira vez no julgamento da ADPF 347, pelo STF, em referência à situação do sistema carcerário. No caso, o STF julgou parcialmente procedente a medida liminar e deferiu apenas dois pedidos: A proibição ao Poder Executivo de bloquear valores disponíveis no Fundo Penitenciário Nacional; A determinação para que os juízes e tribunais passassem a realizar a audiência de custódiano prazo de 24 (vinte e quatro) horas após a prisão. Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836