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CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDAE
RESUMOS
Marcelomapas
ILUSTRADOS
RESUMO
Marcelomapas
Licensed to dayabiajante@hotmail.com - Dayane Biajante - 37589737836
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Marcelomapas
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
Já a supremacia material diz
respeito à sobreposição do conteúdo
da Constituição sobre as demais
normas do ordenamento jurídico.
O controle de constitucionalidade é o
mecanismo pelo qual se verifica se as
normas jurídicas (leis, atos normativos)
estão em conformidade com a
Constituição. Ele assegura a
supremacia da Constituição dentro do
ordenamento jurídico, impedindo a
produção de normas que a contrariem.
SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO
A supremacia da
Constituição se divide
em duas espécies:
FORMAL E MATERIAL. 
A supremacia formal
refere-se à maior
rigorosidade do
procedimento de
alteração da
Constituição em relação
as outras normas. 
PIRÂMIDE DE KELSEN
Logo abaixo, tem-se as normas
supralegais, entendidas como os
tratados internacionais sobre direitos
humanos que não passaram pelo rito
especial acima citado.
Com inspiração na ideia de
Hans Kelsen, no topo do
ordenamento jurídico estão
a Constituição Federal, as
emendas constitucionais,
os tratados internacionais
sobre direitos humanos,
aprovados sob o rito
especial das EC’s (dois
turnos de votação em cada
casa do Congresso
Nacional, mediante três
quintos dos votos).
Em seguida, encontram-se
os atos normativos
primários, quais sejam:
Leis Ordinárias, Leis
Complementares, Leis
Delegadas, Medidas
Provisórias, Resoluções,
Decretos Legislativos,
Decretos Autônomos,
Regimentos Internos,
Resoluções do CNJ e
CNMP, Tratados
Internacionais que não
versem sobre direitos
humanos.
BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE
O STF adota o conceito restrito do
bloco de constitucionalidade, segundo
o qual utiliza-se apenas o próprio texto
da Constituição e os tratados
internacionais sobre direitos humanos
aprovados no rito previsto no §3º, art.
5º da CF como parâmetro para análise da
compatibilidade das leis ou atos
normativos em relação à CF.
CONSTITUIÇÃO ANTERIOR
Quando uma nova
Constituição é
promulgada, a anterior é
totalmente revogada
(ab-rogação), sem
prejuízo do texto anterior
ser compatível ou não
com a Constituição atual. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
Mandado de Injunção e Ação Direita de
Inconstitucionalidade por Omissão.
ADI POR OMISSÃO - CONTROLE
CONCENTRADO
Competência para julgar: STF;
Só pode ser ajuizada pelos entes previstos
no art. 103, incisos I a IX da CF, quais sejam:
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado Federal;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da
Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
V - o Governador de Estado ou do Distrito
Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República;
VII - o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
VIII - partido político com representação no
Congresso Nacional;
IX - confederação sindical ou entidade de classe
de âmbito nacional.
Atenção: O STF também
admite a Ação de
Descumprimento de
Preceito Fundamental
(ADPF) para enfrentar
inconstitucionalidade por
omissão.
INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO
ESPÉCIES DE
INCONSTITUCIONALIDADE
EXCEÇÕES: 
1) Desconstitucionalização e 
2) Recepção material. Ambos o
casos exigem previsão expressa no
texto constitucional.
Desconstitucionalização: ocorre
quando a nova Constituição recebe a
anterior com status de lei
(infraconstitucional). Exemplo: 
Recepção material: os dispositivos da
Constituição anterior são recebidos
com status constitucional, em caráter
temporário e precário. Ex.: artigo 34 do
ADCT, que manteve as normas da
CF/1967 por cinco meses.
NORMAS ANTERIORES À CONSTITUIÇÃO
Atenção: às normas anteriores à
promulgação da CF, aplica-se o juízo de
recepção x revogação. Não se admite
inconstitucionalidade superveniente.
As normas que se tornam incompatíveis
perante à nova Constituição serão
revogadas. 
A análise se limita à compatibilidade
material da norma, ou seja, o seu
conteúdo, não havendo análise do
aspecto procedimental para sua criação.
A inconstitucionalidade por omissão
ocorre na ausência da norma. 
A inconstitucionalidade por omissão pode
ser enfrentada por duas ferramentas:
MANDADO DE INJUÇÃO - CONTROLE
DIFUSO
MI coletivo pode ser impetrado pelos
legitimados do Ministério Público e
Defensoria Pública + os legitimados
para o Mandado de Segurança Coletivo
A competência para julgamento
dependerá do agente que está sendo
omisso;
MI individual pode ser impetrado por
qualquer pessoa, natural ou jurídica;
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
INCONSTITUCIONALIDADE POR AÇÃO
A inconstitucionalidade por ação decorre
da elaboração de normas que violam o
texto constitucional. A natureza do vício
pode ser formal ou material.
Vício Material (nomoestática): é
aquele que afeta o conteúdo da
norma. Ex.: PEC que viole a cláusula
pétrea da Separação dos Poderes;
Lei que autoriza a prática de racismo
como meio de manifestação;
Vício Formal (nomodinâmica): é
aquele encontrado no
procedimento da sua criação, seja
no processo legislativo de sua
elaboração, seja pela incompetência
do agente envolvido. 
I) inconstitucionalidade orgânica:
ocorre quando a norma é elaborada por
um ente legislativo sem competência
sobre a matéria. Ex.: a Assembleia
Legislativa de Rondônia edita uma lei
que versa sobre telecomunicações,
cuja competência é privativa da União; 
II) inconstitucionalidade
propriamente dita: ocorre quando há
inobservância do devido processo
legislativo. Subdivide-se em: vício de
iniciativa (subjetivo) e vício nas fases
subsequentes (objetivo). 
O vício subjetivo decorre da
incompetência do sujeito
responsável pelo projeto de lei.
Ex.: o Poder Legislativo tenta 
Já o vício objetivo ocorre quando o
erro afeta uma das fases posteriores
à iniciativa da lei. Ex.: Emenda
Constitucional aprovada por apenas
um turno em ambas casas legislativas;
III) inobservância de
pressupostos objetivos do
ato normativo: nesse caso, o
ente legislativo detém a
competência sobre o tema e
segue o rito legislativo
devidamente, porém deixa de
observar regras estabelecidas
pelo texto constitucional. 
Ex.: criação, incorporação,
fusão e desmembramento de
municípios sem a realização
de consulta prévia à
população (art. 18, §4º, CF).
Atenção: vício de decoro
parlamentar: Defendido por Pedro
Lenza e reconhecido pelo STF no caso
do Mensalão, por entender viciada a
motivação que levou os parlamentares
a votar a favor da EC 41/03 (reforma da
previdência). Embora reconhecido o
vício, a EC n. 41/03 foi mantida, pois se
considerou que, mesmo excluídos os
votos daqueles que macularam suas
intenções, a emenda ainda seria
aprovada.
MOMENTOS DE CONTROLE
O controle de constitucionalidade pode
ser realizado antes da elaboração a lei,
durante o seu processo de formação
visando impedir a inclusão de normas
inconstitucionais no ordenamento jurídico
(preventivo), bem como pode ocorrer
sobre a própria leijá editada (repressivo). 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
CONTROLE PREVENTIVO
Todos os três poderes fazem controle
constitucional preventivo e repressivo,
conforme se verificará a seguir.
LEGISLATIVO (POLÍTICO)
O Poder Legislativo faz o
controle preventivo de
constitucionalidade por meio
de: apreciação de projetos
de lei, por meio das
Comissões de
Constituição e Justiça e
pelo Plenário das Casas.
EXECUTIVO (POLÍTICO) 
O Poder Executivo atua no controle
preventivo por meio do PODER DE VETO
(JURÍDICO) ao projeto de lei apresentado.
JUDICIÁRIO (JURISDICIONAL)
O Poder Judiciário julga mandados de
segurança impetrados por parlamentar
visando a garantia do devido processo
legislativo.
CONTROLE REPRESSIVO
LEGISLATIVO (POLÍTICO)
Sustação de atos normativos
editados pelo Presidente da
República que exorbitem do poder de
regulamentar ou dos limites de
delegação legislativa (art. 49, inciso V,
CF);
Quando o Senado Federal suspende,
no todo ou em parte, norma
declarada inconstitucional pelo STF
no controle difuso;
Quando o Congresso entende que
não estão presentes os requisitos
constitucionais de urgência e
relevância das Medidas Provisórias
(art. 62, §5º, CF)
EXECUTIVO (POLÍTICO) 
Poder determinar aos seus subordinados
que não executem administrativamente
as leis ou atos com força de lei que
considerem inconstitucionais (STF - ADI
221-MC/DF e STJ REsp 23121/GO).
JUDICIÁRIO (JURISDICIONAL)
Feito pelo controle difuso ou
concentrado constitucionalidade.
TCU (CONTROLE ADMINISTRATIVO
De acordo com a Súmula n. 347 do STF, o
Tribunal de Contas, no exercício de suas
atribuições controle externo, pode apreciar
a constitucionalidade das leis e dos atos
do Poder Público - DE FORMA
INCIDENTAL, NO CASO CONCRETO - para
deixar de aplicar normas inconstitucionais
ou que contrariem a jurisprudência do STF.
ATENÇÃO!!
CNJ NÃO FAZ CONTROLE
DE CONSTITUCIONALIDADE
Pode apenas deixar de
aplicar norma que entenda
ser inconstitucional, o que
configura exercício de
controle da validade dos
atos administrativos do
Poder Judiciário (PET 4656).
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL
[...] Insere-se entre as competências
constitucionalmente atribuídas ao
Conselho Nacional de Justiça a
possibilidade afastar, por
inconstitucionalidade, a aplicação de lei
aproveitada como base de ato
administrativo objeto de controle,
determinando aos órgãos submetidos a
seu espaço de influência a observância
desse entendimento, por ato expresso e
formal tomado pela maioria absoluta
dos membros do Conselho [...].
Constituição de 1824: não havia controle
de constitucionalidade. Prevalecia a
supremacia do parlamento;
Constituição de 1891: Introduziu o
controle difuso de constitucionalidade.
Deu ao STF o poder de julgar a
constitucionalidade de leis e tratados
federais a partir de casos concretos. Não
previa o controle concentrado de
constitucionalidade;
Constituição de 1934: manteve o
sistema de controle difuso, porém
inaugurou: a ação direta de
inconstitucionalidade interventiva; a
cláusula de reserva de plenário e a
atribuição ao Senado Federal de
competência para suspender, no todo
ou em parte, de lei ou ato declarado
inconstitucional por decisão definitiva;
Constituição de 1937: Manteve o
controle difuso, porém reduziu o poder
do Judiciário, ao prever a possibilidade de
que o Presidente da República
submetesse as decisões judiciais que
declarassem a inconstitucionalidade de
lei ao Parlamento, para reexame,
podendo o Legislativo, pela decisão de ⅔
de ambas as Casas, tornar sem efeito a
decisão judicial (cláusula não-obstante);
Constituição de 1946: Extinguiu a
cláusula não-obstante; restabeleceu a
ADI interventiva; a cláusula de reserva
de plenário; a competência do Senado
Federal para suspender as normas
julgadas inconstitucionais (art. 52, X,
CF) e inaugurou a possibilidade de
controle estadual. A EC 16/1965
introduziu a ADI genérica no direito
brasileiro, podendo ser proposta apenas
pelo PGR no STF;
Constituição de 1967: Removeu o
controle estadual, o qual só retornou
com a Emenda Constitucional 01/69;
LEGISLATIVO (POLÍTICO)
1. AMPLIOU AS VIAS DE CONTROLE
CONCENTRADO: manteve a ADI e a ADI
interventiva e acrescentou a ADO (Ação
Direta de Inconstitucionalidade por
Omissão) e a ADPF (Ação de
Descumprimento de Preceito
Fundamental);
2. CRIOU AS VIAS DE ENFRENTAMENTO
CONTRA A INCONSTITUCIONALIDADE
POR OMISSÃO: a Ação Direta de
Inconstitucionalidade por Omissão
(controle concentrado) e o Mandado de
Injunção (controle difuso); 
3. AMPLIOU O ROL DE
LEGITIMADOS PARA
PROPOR AÇÕES DE
CONTROLE CONCENTRADO
(Exceto ADI interventiva) -
art. 103, incisos I a IX da CF:
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado
Federal;
III - a Mesa da Câmara dos
Deputados;
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
CONTROLE JURISDICIONAL
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa
ou da Câmara Legislativa do Distrito
Federal; 
V - o Governador de Estado ou do
Distrito Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República;
VII - o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
VIII - partido político com
representação no Congresso Nacional;
IX - confederação sindical ou entidade
de classe de âmbito nacional;
4. REGULOU O CONTROLE
CONCENTRADO NO ÂMBITO
ESTADUAL: vedou a previsão
de um único agente legitimado
para sua propositura;
5. A EC 03/93 INTRODUZIU A
AÇÃO DIRETA DE
CONSTITUCIONALIDADE;
6. A EC 45/04 IGUALOU OS
LEGITIMADOS DA ADC E DA ADI.
7. REGULAMENTOU O
RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
previu o pressuposto da
repercussão geral.
No direito brasileiro, adota-se o controle
judicial de constitucionalidade feito por
meio dos sistemas difuso/incidental/
concreto, nascido nos Estados Unidos, e
concentrado/principal/abstrato,
originado no continente europeu.
CONTROLE DIFUSO
Inspirado no modelo norte-
americano, surgido a partir do caso
Marbury vs Madison (1803);
Controle incidental, por via de
exceção ou defesa;
A inconstitucionalidade é a causa de
pedir, e não o pedido;
A inconstitucionalidade pode ser arguida
em qualquer espécie de ação (criminal,
cível, trabalhista etc.), recursos e
remédios constitucionais. Por
consequência, a inconstitucionalidade
por ser declarada por qualquer juízo ou
Tribunal do país;
Pode ser arguido por qualquer pessoa
(física ou jurídica) e pelo Ministério
Público;
A Constituição de 1988 introduziu
importantes ferramentas de controle
difuso, como Mandado de Injunção
(individual e coletivo) e Mandado de
Segurança coletivo, assim como
delimitou o Recurso Extraordinário,
prevendo a necessidade de repercussão
geral; Via de regra, gera efeitos inter
partes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Admite a participação de Amicus Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
DOS EFEITOS DA DECISÃO QUE
DECLARA A INCONSTITUCIONALIDADE
Em regra, as decisões que declaram a
inconstitucionalidade em controle difuso
produzem efeitos inter partes. Porém, há
algumas exceções em que os efeitos
serão erga omnes, quais sejam:
Quando a declaração de
inconstitucionalidade foi proferida pelo
Plenário do STF;
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE
Quando a decisão for proferida em
ação civil pública envolvendo direitos
difusos;
Quando o recurso extraordinário é
interposto contra decisão proferida
pelo Tribunal de Justiça em ADI
Estadual;
Na hipótese do art. 52, X, do STF
(mutação constitucional).
MODULAÇÃO DOS EFEITOS TEMPORAIS
Via deregra, os efeitos da decisão de
declarar a inconstitucionalidade de uma
lei/ato normativo terá efeitos ex tunc
(retroativos). Porém, o STF reconhece a
possibilidade do julgador realizar a
modulação dos efeitos da decisão, por
ser ex nunc ou pro futuro.
INTERPRETAÇÃO DO ART.
52, INCISO X, CF/88
O art. 52, inciso X, da
Constituição Federal
estabelece como
competência do Senado
Federal o ato de
suspender a execução, no
todo ou em parte, de
lei/norma declarada
inconstitucional por
decisão definitiva do STF. 
Diante dessa
circunstância, os efeitos
da decisão valeria para
todos (erga omnes), e não
apenas para as partes
envolvidas no processo.
A suspensão da lei não é obrigatória (ato
discricionário) e poderá ser realizada tanto
para a leis federais, quanto para as
estaduais e municipais. 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
De acordo com o art. 386 do Regimento
Interno do Senado Federal, a suspensão
da lei/ato normativo será realizada
mediante: 
i) comunicação do Presidente do
Tribunal; 
b) representação do Procurador-Geral
da República; c) projeto de resolução de
iniciativa da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania.
QUAIS OS EFEITOS DA
SUSPENSÃO DO SENADO?
Há uma divergência doutrinária sobre
o tema. Parte da doutrina (Gilmar
Mendes, Zeno Veloso, Clèmerson Clève)
defendem que os efeitos são ex tunc.
No entanto, a doutrina majoritária (José
Afonso da Silva, Lenio Streck, Alexandre
de Moraes e outros) entendem que os
efeitos serão ex nunc.
ABSTRATIVIZAÇÃO DO CONTROLE
DIFUSO (MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL)
STF: Nas decisões
proferidas nas ADI’s 3406
e 3470, a Corte adotou o
entendimento de que o papel
do Senado Federal se limita a
dar publicidade à decisão
do STF que declarou a
inconstitucionalidade da
norma. Ou seja, as decisões
do Plenário do STF em
controle difuso teriam, partir
de então, efeitos erga
omnes e vinculantes,
independentemente da
edição da Resolução
suspensiva pelo Senado
(Informativo n. 886/STF). 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES EM ESPÉCIE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
De acordo com o art. 386 do Regimento
Interno do Senado Federal, a suspensão
da lei/ato normativo será realizada
mediante: 
i) comunicação do Presidente do
Tribunal; 
b) representação do Procurador-Geral
da República; c) projeto de resolução de
iniciativa da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania.
QUAIS OS EFEITOS DA
SUSPENSÃO DO SENADO?
Há uma divergência doutrinária sobre
o tema. Parte da doutrina (Gilmar
Mendes, Zeno Veloso, Clèmerson Clève)
defendem que os efeitos são ex tunc.
No entanto, a doutrina majoritária (José
Afonso da Silva, Lenio Streck, Alexandre
de Moraes e outros) entendem que os
efeitos serão ex nunc.
QUEM DEVE APLICAR
Turmas Recursais, Câmaras e Seções
dos Tribunais de 2º Grau e dos Tribunais
Superiores.
O termo abstrativização do controle
difuso-concretado decorre do fato de
que seus efeitos passam a ser
equiparados ao das decisões proferidas
em controle concentrado-abstrato de
constitucionalidade.
CLÁUSULA DE RESERVA DE
PLENÁRIO (REGRA DO FULL BENCH)
De acordo com o art. 97 da
Constituição, somente pelo voto da
maioria absoluta de seus membros ou
dos membros do respectivo órgão
especial poderão os tribunais declarar
a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo.
SÚMULA VINCULANTE 10
“viola a cláusula de
reserva de plenário (CF,
artigo 97) a decisão de
órgão fracionário de
tribunal (turma, câmara
ou seção) que, embora
não declare
expressamente a
inconstitucionalidade de
lei ou ato normativo do
poder público, afasta
sua incidência, no todo
ou em parte”.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
QUEM NÃO PRECISA
Turmas do STF; 
Turmas recursais dos Juizados
Especiais;
Juízes de Primeiro Grau;
QUANDO NÃO É NECESSÁRIA A
APLICAÇÃO
Decisão de interpretação conforme
a Constituição;
No caso de normas pré-
constitucionais (Juízo de recepção x
revogação);
Nas decisões de medida cautelar, por
não se tratar de decisão definitiva.
Se já houver decisão do órgão
especial ou plenário do Tribunal e
do Plenário do STF sobre o tema;
QUANDO É NECESSÁRIA
Para afastar, no todo ou em parte, a
aplicação de uma norma, mesmo sem
a declaração expressa de
inconstitucionalidade;
Para declarar a inconstitucionalidade
parcial sem redução de texto.
DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE EM AÇÃO
CIVIL PÚBLICA
Cuidado: A Ação Civil Pública pode ser uma
ferramenta de controle difuso de
constitucionalidade, cuja a decisão, via de
regra, terá efeitos inter partes. Os efeitos da
decisão que reconhecer a
inconstitucionalidade de uma norma em ACP
só gerará efeitos erga omnes quando versar
sobre direitos difusos.
O pedido principal da ACP não pode ser a
inconstitucionalidade da norma, sob pena
de usurpar a competência exclusiva do
STF/TJ em ADI. Deve ser o pedido incidental
(a causa de pedir).
CONTROLE CONCENTRADO
Inspirado no modelo austríaco-alemão,
idealizado por Hans Kelsen;
Controle principal;
A inconstitucionalidade é o pedido;
A inconstitucionalidade só pode ser
arguida por meio de cinco instrumentos:
Ação Direta de Inconstitucionalidade,
Ação Direta de Inconstitucionalidade
por Omissão, Ação Direta de
Constitucionalidade, Ação de
Descumprimento de Preceito
Fundamental, e ADI Interventiva.
ADI, ADO, ADC e ADPF, só pode ser
arguido por nove legitimados (art. 103,
incisos I a IX da CF/88):
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado Federal;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou
da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
V - o Governador de Estado ou do Distrito
Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República;
VII - o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
VIII - partido político com representação
no Congresso Nacional;
IX - confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
No caso da ADI Interventiva, apenas o
PGR e o PGJ são legitimados;
Só pode ser julgada pelo STF, no âmbito
federal, e pelos TJ’s, no âmbito
estadual;
A decisão produz efeitos erga omnes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Admite a participação de Amicus
Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
Não admite: desistência; intervenção
de terceiros; recurso contra decisão
de mérito (salvo embargos de
declaração) e ação rescisória.
COMPETÊNCIAS
STF: quando a norma violar disposição da
Constituição Federal;
TJ’s: quando a norma violar a Constituição
Estadual ou norma de reprodução
obrigatória da CF.
Atenção: No caso de uma norma municipal
violar a Lei Orgânica do Município, será uma
hipótese de controle de legalidade.
DOS LEGITIMADOS PARA AJUIZAR ADI, ADO,
ADC E ADPF (ROL TAXATIVO)
I - o Presidente da República;
 II - a Mesa do Senado Federal;
 III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
 IV - a Mesa de Assembleia Legislativa ou da
Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
 V - o Governador de Estado ou do Distrito
Federal; 
 VI - o Procurador-Geral da República;
 VII - o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
 VIII - partido político com representação no
Congresso Nacional;*
 IX - confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional;*
Atenção: Os legitimados acima destacados
precisam comprovar o interesse no caso
(pertinência temática). São chamados de
legitimados especiais. Os demais são
chamados de legitimados universais. 
Já os legitimados marcados por um “*” são
aqueles que devem ser representados por um
advogado (ADI 127).
Cuidado: A Mesa do Congresso Nacional
não possui legitimidade para propositura da
ações supracitadas, mas tão apenas as do SF
e do CD.
Importante:A legitimidade do Partido
Político, com representação no Congresso
Nacional é analisada no momento do
ajuizamento da ação. Caso o partido perca a
representação no curso do processo, a ação
não será prejudicada (ADI n. 2.054).
CONFEDERAÇÃO SINDICAL
STF: para caracterizar Confederação
sindical deve conter ao menos três
federações. Há ainda a necessidade um
duplo registo para comprovar a
categorização (Registro Civil das Pessoas
Jurídicas e Registo Sindical do Ministério
do Trabalho). Excluem-se: centrais sindicais,
federações e sindicatos, mesmo os de
abrangência nacional
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
ENTIDADE DE CLASSE
STF: As entidades de classe precisam
demonstrar: i) a homogeneidade entre os
membros integrantes; ii) a
representatividade em ao menos 9 estados
da federação e iii) pertinência temática
com os objetivos institucionais. Excluem-
se: Conselhos de Fiscalização Profissional
(Ex.: CRM; CREA), exceto a OAB (única
possível).
AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE (ADI)
De acordo com o art. 102, inciso I, da
Constituição, cabe ADI perante o STF para
questionar lei ou ato normativo federal ou
estadual frente à Constituição Federal. É
regulamentada pela Lei n. 9.868/99.
No caso da Lei Municipal, caberá apenas ADI
perante o TJ, caso haja contrariedade à
Constituição Estadual ou ADPF junto ao
Supremo, caso haja violação da CF.
CABIMENTO (STF)
CABE ADI 
Contra leis complementar, ordinária e
delegada; medida provisória; resolução e
decreto legislativo; decretos
autônomos; resoluções do CNJ, CNMP e
CONAMA;
 Leis federais e estaduais.
Lei distrital de natureza estadual;
Regimentos Internos, Resoluções ou
Deliberações Administrativas de
Tribunais;
Leis de efeito concreto;
Emenda à Constituição;
Constituição Estadual ou LODF;
Tema sobre o qual já houve confirmação
da constitucionalidade pelo STF em
ADC (caso haja mudança na norma, no
contexto fático ou mutação
constitucional);
Tratados internacionais;
Regimento interno das casas do Poder
Legislativo, desde que dotado de
caráter autônomo e não meramente
ancilar.
NÃO CABE ADI 
Contra norma constitucional ordinária;
Leis ou atos normativos anteriores à
CF/88;
Lei ou ato normativo já revogado ou com
eficácia já exaurida;
Decretos regulamentares;
Contra lei distrital com natureza
municipal;
Lei ou ato normativo Municipal;
Súmulas dos Tribunais (vinculantes ou
não);
Atos de efeitos concretos;
Regimento interno do Legislativo
quando não envolver regras do
processo legislativo;
Decisões judiciais;
Atos normativos secundários
(portarias);
atos de natureza política (veto
presidencial).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
PROCEDIMENTO (STF)
A ADI é disciplina pela Lei n. 9.868/99 (assim
como a ADC e a ADO).
A petição inicial deverá conter: i) a indicação
da lei ou ato normativo a ser questionado; ii)
os fundamentos jurídicos do pedido; iii)
pedido.
Atenção: Nos casos de iniciativa do Partido
Político ou de Confederação Sindical ou
Entidade de Classe - em que há
necessidade de representação por
advogado - a procuração do causídico
deverá prever poderes específicos para
propositura de ADI e, também, a lei ou ato
normativo que será impugnado
Importante: Existem dois princípios na ADI: o
princípio da causa de pedir aberta, segundo
o qual, o STF não fica restrito aos
fundamentos utilizados pelo autor da ação
para declarar a inconstitucionalidade da
norma, podendo aplicar outros fundamentos
que entender cabíveis, e o princípio do
pedido, pelo qual o STF fica adstrito ao
pedido formulado pelo autor. Porém, há
exceções: a primeira delas é a
inconstitucionalidade por arrastamento ou
consequencial, que ocorre quando o STF
declara a inconstitucionalidade de uma
norma, mas também de outras que não
estavam relacionadas no pedido do autor, por
conexão, correlação ou interdependência
entre elas. A segunda ocorre quando o STF
declara a inconstitucionalidade de normas
que não são objeto de questionamento de
forma incidental. que tenha sido utilizada
como fundamento de sua decisão.
INÉPCIA DA INICIAL
Se o relator entender que a inicial é inepta, não
fundamentada ou manifestamente
improcedente, poderá indeferi-la de plano.
Contra a sua decisão, cabe recurso de Agravo
Regimental para o pleno do STF, no prazo de 05
(cinco) dias (art. 4, parágrafo único c/c art. 317
do RISTF).
ADMISSÃO
Uma vez admitida a ADI, ela será encaminhada
à autoridade que produziu o ato, o qual terá o
prazo de 30 (trinta) dias para se manifestar.
MANIFESTAÇÃO DO AGU
Após a admissão da ADI, os autos serão
encaminhados à AGU para manifestação, no
prazo de 15 dias. O AGU atua como
curador especial da presunção da
constitucionalidade das leis, sendo
responsável por defender a a lei ou ato
normativo questionado.
A AGU PODE SE MANIFESTAR CONTRÁRIO
À NORMA? Sim, nos seguintes casos:
Se já houver manifestação anterior
proferida pelo STF sobre o tema;
Quando a norma questionada
contraria o interesse da União;
Quando entra com a ação juntamente
com o Presidente da República.
MANIFESTAÇÃO DO PROCURADOR
GERAL DA REPÚBLICA
Após a manifestação do AGU, a ADI é
encaminhada ao PGR para manifestação,
também em 15 dias, podendo ele se
manifestar a favor ou contra a lei ou ato
normativo questionado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
AMICUS CURIAE, AUDIÊNCIAS PÚBLICAS;
PERÍCIAS; CONSULTAS
Após as manifestações do AGU e PGR, o relator
poderá admitir a manifestação do Amicus
Curiae, a realização de audiências públicas,
requisitar perícias ou realizar consultas a
Tribunais ou órgãos/institutos/pessoas
especializadas no tema, cujas contribuições
sejam essenciais para o melhor julgamento da
causa. Trata-se do momento em que o STF se
aproxima da sociedade para buscar a
pluralização do debata.
QUÓRUNS 
Instalação da sessão de julgamento
8 ministros (maioria qualificada)
Declaração de Inconstitucionalidade
6 ministros (maioria absoluta)
Deferimento da medida cautelar em
ADI
6 ministros (maioria absoluta)
Modulação temporal dos efeitos da
decisão
8 ministros (maioria qualificada)
Importante: a partir de qual momento
passa a valer as decisões proferidas em
controle concentrado? É a partir da
publicação da ata da sessão de julgamento
(ADI 711), e não após a publicação do Acórdão
(mais comum). A publicação da ata da sessão
de julgamento ocorre antes da publicação do
Acórdão.
EFEITOS DA DECISÃO 
Via de regra, as decisões em controle
concentrado de constitucionalidade terão
efeitos ex tunc (retroativos) - teoria da
nulidade - e valerão para todos (erga
omnes) e efeito vinculante.
A exceção é a modulação temporal dos
efeitos da decisão, do que poderá ser
determinada a produção dos efeitos a partir
do trânsito em julgado (ex nunc) ou para
outro momento posterior (pro futuro).
As decisões em controle concentrado de
constitucionalidade não vinculam o PODER
LEGISLATIVO (em sua função típica de
legislar) e nem o STF. O Legislativo pode
editar leis que contrariem o texto
constitucional, as quais poderão ser objeto
de novas ações de controle
posteriormente. Já o STF pode tomar
decisões contrárias a entendimentos
anteriores da própria Corte.
Portanto, ficam vinculados as decisões de
controle concentrado o PODER
EXECUTIVO, PODER JUDICIÁRIO e o
PODER LEGISLATIVO (em sua atuação
atípica).
IMPORTANTE: O fato de uma norma ter
sido declarada inconstitucional pelo
STF não anula as eventuais
sentenças/decisões/acórdãos
anteriores que a tenham utilizado como
fundamentação para decidir. (Exceção:
matéria tributária). Isso ocorre porque o
STF não aceita a teoria da transcendência
dos motivos determinantes (RCL 8.168). 
EFEITOS REPRESTINATÓRIOSX
REPRESTINAÇÃO
Represtinação: ocorre quando uma
determinada lei A é revogada por uma lei B,
mas, em seguida, a lei C revogada a lei B. Em
tese, a lei A voltaria a vigorar, porém isso só
ocorrerá se houver disposição expressa na
lei C. (LINDB, art. 2º, §3º)
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CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
MEDIDA CAUTELAR EM ADI
A medida cautelar em ADI suspende, no
todo ou em parte, a aplicação da norma
enfrentada, tornando aplicável a norma
anterior, salvo disposição contrária do STF.
A medida cautelar só é deferida pela
maioria absoluta dos membros do STF (6
ministros) ou pelo Presidente (nas férias).
Os efeitos da decisão que defere a medida
cautela produzem efeitos ex nunc e erga
omnes e vinculante.
Os prazos são reduzidos. 05 (cinco) dias
para a autoridade demandada se
manifestar. 03 (três) dias para a AGU e
PGR manifestar.
AÇÃO DIRETA DE
CONSTITUCIONALIDADE (ADC)
Ao contrário da ADI, a ADC visa a declaração
da constitucionalidade de uma
determinada norma. Foi introduzida no
ordenamento pela EC n. 03/93. É
regulamentada pela Lei 9.868/99.
Uma importante diferença é que a ADC só
cabe contra Leis e Atos Normativos
federais, não se aplicando para firmar a
constitucionalidade de leis estaduais ou
distritais.
Importante: Considerando que as normas
nascem com presunção relativa de
constitucionalidade, o autor da ação precisa
comprovar a existência de controvérsia
judicial sobre a constitucionalidade da
norma.
Como regra geral das ações de controle
MEDIDA CAUTELAR EM ADC
A medida cautelar em ADC visa a
suspensão dos processos em julgamento
que envolvam a norma enfrentada, pelo
prazo de 180 dias.
As regras para o deferimento, os prazos e
os efeitos são os mesmos da ADI.
AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE POR
OMISSÃO (ADO)
Admite a participação de Amicus Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
Não admite: desistência; intervenção
de terceiros; recurso contra decisão de
mérito (salvo embargos de declaração) e
ação rescisória;
Admite agravo regimental contra
decisão do relator que indeferiu a
inicial.
O procedimento e os efeitos são os
mesmos da ADI.
A decisão produz efeitos erga omnes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Efeitos represtinatórios: ocorre quando
uma determinada lei A é revogada pela lei B,
porém o STF julga inconstitucional a lei B,
de modo que, pelos efeitos retroativos da
decisão, a lei A volta a vigorar
automaticamente, sem a necessidade de
previsão expressa. No caso, se for desejo
do autor que a lei anterior não volte a valer,
por considerá-la igualmente
inconstitucional, deverá incluir isso nos
pedidos da ação.
A ação direta de inconstitucionalidade por
omissão (ADO) tem como objetivo declarar a
inconstitucionalidade de uma omissão do
Poder Público, seja ele Legislativo,
Executivo ou órgãos administrativos, que
impede a efetivação de uma norma
constitucional. Em outras palavras, a ADO é
um meio de forçar a realização de uma medida
ou lei que a Constituição determina, mas que
não foi editada ou aplicada - associada a
normas de eficácia limitada. É
regulamentada pela Lei n. 9.868/99.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE
INTERVENTIVA
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE DE MÃO-
DUPLA
Caso a parte ajuíze uma ADO, o Tribunal
pode reconhecê-lo como uma ADI, e vice-
versa, sem prejuízo do seu acolhimento.
MEDIDA CAUTELAR EM ADO
A medida cautelar em ADO pode:
Suspender os processos em
julgamento que envolvam a norma
enfrentada, SEM UM PRAZO DEFINIDO.
Suspender a aplicação da norma
questionada, no caso de omissão
parcial;
Outra medida adotada pela Corte.
As regras para o deferimento e os efeitos
são os mesmos da ADI.
Ao contrário da ADI - que serve para
questionar apenas atos normativos
primários - a ADO também pode ser
empregada para enfrentar omissões em
atos normativos secundários, como
decretos regulamentares e instruções.
Como regra geral das ações de controle
concentrado, na ADO: 
A decisão produz efeitos erga omnes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Admite a participação de Amicus Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
Não admite: desistência; intervenção
de terceiros; recurso contra decisão de
mérito (salvo embargos de declaração) e
ação rescisória;
Admite agravo regimental contra
decisão do relator que indeferiu a
inicial.
O procedimento e os efeitos são os
mesmos da ADI.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade
Interventiva (ADI Interventiva), também
conhecida como Representação
Interventiva, é uma forma de controle de
constitucionalidade que permite solicitar
a intervenção de um ente federativo em
outro. Essa ação é utilizada quando um
ente federativo (União, Estado ou Distrito
Federal) considera que outro ente
federativo está violando princípios
constitucionais essenciais ou se
recusando a executar lei federal, podendo
levar a uma intervenção federal ou
estadual.
As regras estão previstas nos art. 34 a 36
da CF.
Art. 34. A União somente intervirá nos
Estados ou no Distrito Federal se presente ao
menos uma dessas hipóteses:
I – manter a integridade nacional; 
II – repelir invasão estrangeira ou de uma
unidade da Federação em outra;
III – pôr termo a (acabar com) grave
comprometimento da ordem pública;
IV – garantir o livre exercício de qualquer
dos Poderes nas Unidades da Federação;
V – reorganizar as finanças da Unidade da
Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida
fundada por mais de dois anos
consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios
receitas tributárias fixadas na CF, dentro
dos prazos estabelecidos em lei. Ex.: deixar de
repassar 50% do IPVA para o Município em
que o carro está licenciado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Como regra geral das ações de controle
concentrado, na ADO: 
A decisão produz efeitos erga omnes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Admite a participação de Amicus Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
Não admite: desistência; intervenção
de terceiros; recurso contra decisão de
mérito (salvo embargos de declaração) e
ação rescisória;
Admite agravo regimental contra
decisão do relator que indeferiu a
inicial.
O procedimento e os efeitos são os
mesmos da ADI.
PRAZOS REDUZIDOS: a autoridade
demandada, o PGR e a AGU terão somente
10 dias para se manifestar.
Em caso de liminar, o prazo comum é de 5
dias.
A ADI INTERVENTIVA POSSUI 2
FINALIDADES
JURÍDICA: DECLARAÇÃO DA
INCONSTITUCIONALIDADE DA CONDUTA
DE UM ESTADO-MEMBRO;
POLÍTICA: ENSEJAR A DECRETAÇÃO DE
INTERVENÇÃO FEDERAL PELO PR.
OBS: a decisão do STF não invalida a norma
questionada, mas apenas dá condições para
decretação da intervenção federal.
Ferramenta de controle concreto: Considera-
se a ADI interventiva uma ação de controle
concreto de constitucionalidade, e não
abstrato, pois haverá um processo
constitucional subjetivo, com autor, réu,
contraditório e lide.
Trata-se da primeira ferramenta de controle de
constitucionalidade prevista no ordenamento
jurídico brasileiro, com origem na Constituição
Federal de 1934.
Somente o PGR (e o PGJ, no âmbito estadual)
pode propor a Representação Interventiva.
Somente o chefe do executivo pode decretar a
intervenção. Pode agir por iniciativa própria ou
por provocação.
VI – prover a execução de lei federal,
ordem ou decisão judicial;
VII – assegurar a observância dos
seguintes princípios (sensíveis):
a) forma republicana,sistema representativo
e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração
pública, direta e indireta;
e) aplicação do mínimo exigido da receita
resultante de impostos estaduais, na
manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e
serviços públicos de saúde.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Admite a participação de Amicus Curiae;
Admite a realização de audiências
públicas;
Não admite: desistência; intervenção
de terceiros; recurso contra decisão de
mérito (salvo embargos de declaração) e
ação rescisória;
Admite agravo regimental contra
decisão do relator que indeferiu a
inicial.
O procedimento é o mesmo da ADI.
CABE ADPF
Contra leis e atos normativos
combatidos pela ADI;
 Leis e atos normativos federais e
estaduais e municipais.
Decisões judiciais;
Normas anteriores à Constituição
Federal;
Atos normativos primários e
secundários;
Inconstitucionalidade por omissão;
Leis e atos normativos já revogados
ou de eficácia exaurida;
Contra Súmula - vinculantes ou não -
quando o enunciado conter conter
conteúdo normativo, um preceito geral e
abstrato.
A decisão produz efeitos erga omnes;
Adota-se a teoria da nulidade, com
efeitos retroativos;
O julgador pode fazer a modulação
temporal dos efeitos da decisão;
Como regra geral das ações de controle
concentrado, na ADPF: 
 A ADPF visa evitar ou reparar lesão a
preceito fundamental da Constituição
Federal em virtude de ato do Poder Público
ou de controvérsia constitucional em
relação à lei ou ato normativo federal,
estadual ou municipal, inclusive aqueles
anteriores à Constituição. Regulamentada
pela Lei 9.882/99.
Por preceito fundamental, entende-se as
disposições explícitas e implícitas da CF
(não há conceito definido)
ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE
PRECEITO FUNDAMENTAL
MEDIDA CAUTELAR EM ADI INERVANTIVA
A medida cautelar em ADI Interventiva pode:
Suspender o andamento de processos
sobre o tema;
Suspender os efeitos de decisões
judiciais ou administrativas sobre o
tema;
Os efeitos são os mesmos da ADI.
Atenção: Só pode ser deferida pela
maioria absoluta dos membros do STF.
Não pode ser somente pelo Presidente, seja
nas férias ou recesso.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
MEDIDA CAUTELAR EM ADPF
A medida cautelar em ADPF Interventiva
pode:
Suspender o andamento de processos
sobre o tema;
Suspender os efeitos de decisões
judiciais ou administrativas sobre o
tema, salvo as transitadas em
julgado;
Os efeitos são os mesmos da ADI.
Atenção: Pode ser deferida pela maioria
absoluta dos membros do STF ou pelo
Relator (em caso de urgência). 
ESPÉCIES DE ADPF
ARGUIÇÃO AUTÔNOMA: visa evitar ou
reparar lesão a preceito fundamental da
Constituição resultante de ato do Poder
Público.
ARGUÇÃO INCIDENTAL: busca evitar ou
reparar lesão a preceito fundamental da
Constituição em virtude de controvérsia
constitucional em relação a normas
federais, estaduais ou municipais, inclusive
anteriores à CF.
Se origina em ações de controle difuso-
concreto, visando, na maioria das vezes,
evitar a demora excessiva até que o
processo alcance a decisão final.
APESAR DE SER UMA AÇÃO DE
CONTROLE CONCENTRADO, O STF
RECONHECE A POSSIBILIDADE DE
REALIZAÇÃO DE ACORDO
DENTRO DE ADPF, CABENDO À CORTE
APENAS HOMOLOGAR AS DISPOSIÇÕES
QUE FOREM COMBINADAS
(ADPF 984).
ADPF FUNCIONA COMO UMA
FERRAMENTE SUBSIDIÁRIA, SÓ
SENDO ADMITIDA QUANDO NÃO HÁ
OUTRO MEIO CAPAZ DE SANAR A
VIOALAÇÃO EM QUESTIONAMENTO.
STF ACEITA O PRINCÍPIO DA
FUNGUBULIDADE ENTRE ADPF E ADI
NÃO CABE ADPF
Contra norma constitucional ordinária;
Súmulas;
Decisões judiciais transitadas em
julgado; 
Atos de natureza política;
Propostas de Emenda Constitucional;
Pronunciamentos, discursos e
comportamentos dos membros do
Executivo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE
SÚMULAS VINCULANTES
AÇÕES SIMULTÂNEASCONTROLE CONCENTRADO NA ESFERA
ESTADUAL (E DF)
SENTENÇAS INTERMEDIÁRIAS
De acordo com o art. 125 da CF, no âmbito
estadual e distrital, cabe apenas a Ação
Direta de Inconstitucionalidade
(Representação de Inconstitucionalidade),
sendo vedada a previsão de um único
legitimado para sua propositura. Porém,
segundo a doutrina e jurisprudência, todas
as cinco ações (ADI, ADC, ADO, ADI
Interventiva e ADPF) são aceitas na esfera
estadual. A competência para julgar é do
Procurador Geral de Justiça.
Fica a cargo de cada Estado prever o rol de
legitimados.
OBJETO
O controle concentrado na esfera estadual
deve se limitar a analisar incompatibilidade
entre normas estaduais e municipais em
face da Constituição Estadual.
Caso haja incompatibilidade envolvendo
lei federal, dever-se-á aplicar o controle
difuso ou concentrado, perante o STF.
Se o conflito for entre lei municipal e a Lei
Orgânica do Município, ocorrerá o controle
de legalidade, e não de constitucionalidade.
IMPORTANTE: o STF entende que o TJ pode
usar dispositivos da CF como parâmetro do
controle de constitucionalidade estadual,
desde que a norma constitucional seja de
reprodução obrigatória (RE 650.898).
HIPÓTESE 01
Ajuizamento simultâneo de ADI para o
STF e para o TJ
Nesse caso, a ADI estadual ficará
suspensa, aguardando a decisão do STF. 
Caso o STF julgue inconstitucional a norma
questionada, a ADI estadual será
encerrada pela perda do objeto.
Caso julgue a norma constitucional, ainda
poderá ser analisada a ADI estadual,
podendo ser reconhecida a
inconstitucionalidade da norma, desde
que por outros fundamentos, em
respeito ao efeito vinculante das
decisões do STF.
HIPÓTESE 02
Ajuizamento da ADI apenas perante o
STF
Se o STF declarar a norma inconstitucional,
não caberá o ajuizamento da ADI
estadual posteriormente.
Se o STF reconhecer a constitucionalidade
da norma, poderá ser ajuizada ADI
estadual, desde que por outros
fundamentos, em respeito ao efeito
vinculante das decisões do STF.
HIPÓTESE 03
Ajuizamento apenas perante o TJ
Caso o TJ reconheça a
inconstitucionalidade da norma, não
caberá ADI para o STF, mas sim
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, com
alegação de violação a dispositivo da CF.
Se o TJ confirmar a constitucionalidade,
ainda caberá ADI para o STF, assim como
o próprio RE.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
INTERPRETAÇÃO CONFORME A
CONSTITUIÇÃO
DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL SEM
REDUÇÃO DE TEXTO
DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE SEM
PRONÚNCIA DE NULIDADE
DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE DE LEI “AINDA”
CONSTITUCIONAL
SENTENÇAS INTERMEDIÁRIAS
NORMATIVAS
INTERPRETATIVAS
ADITIVAS
É a possibilidade do STF declarar a
constitucionalidade de uma
interpretação de uma norma jurídica, em
razão de sua consonância ou
compatibilidade com a Constituição.
Esse instituto pode ocorrer com ou sem
redução do texto original.
É a possibilidade do STF declarar a
inconstitucionalidade de uma hipótese,
de um viés ou de uma variante de
aplicação de uma norma jurídica, sem em
razão de sua consonância ou
compatibilidade com a Constituição.
O texto da norma seguirá igual, mas uma
das hipóteses de aplicação será
extirpada.
Ocorre quando STF declara a
inconstitucionalidade de uma norma, porém
não pronuncia a sua nulidade, mantendo
a norma vigente. Tal posicionamento
decorre do princípio da proporcionalidade,
no sentido de evitar um agravamento do
quadro em análise.
Ex.: Criação de município Luís Eduardo
Magalhães por lei que o STF reconheceu
como inconstitucional pela ausência de
consulta prévia. Modulação dos efeitos
pelo prazo de 24 meses.Ocorre quando STF declara a
constitucionalidade de uma norma jurídica,
mas afirma que ela se tornará
inconstitucional com o tempo. É
conhecido também como
inconstitucionalidade progressiva.
Trata-se de um apelo ao legislador e o Poder
Público a tomar outra postura a fim de que a
lei não se torne inconstitucional.
Ex.: previsão de prazo em dobro à
Defensoria Pública porquanto o órgão
não estiver em paridade com o Ministério
Público.
Levam a criação de uma norma geral
(abstrata) e vinculante, podendo ser
dividas em:
As sentenças interpretativas visam
determinar ou fixar determinada
interpretação, ante a sua adequação à
Constituição (interpretação conforme à
constituição) ou buscam excluir uma
determinada interpretação devido à sua
inconstitucionalidade (declaração de
inconstitucionalidade parcial, sem
redução de texto).
As sentenças aditivas, por entenderem que
a norma inconstitucional é insuficiente,
alargam a sua incidência, indo além do
que originalmente estava previsto pelo
legislador. Ex.: MI do direito de greve do
servidor público.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE
TRANSITIVAS/TRANSACIONAIS
SUBSTITUTIVAS
As sentenças substitutivas, o julgador,
primeiramente, anulará uma disposição
da norma para, depois, acrescentar um
novo sentido a ela.
Ex.: aplicação da pena do tráfico de drogas
para o crime de falsificação de remédios;
A exclusão da ação pública condicionada à
representação para crimes de violência
doméstica contra a mulher.
Diz-se que há uma “negociação” com a
Supremacia da Constituição, em busca de
evitar que a declaração de
inconstitucionalidade de uma norma afete
de maneira prejudicial a ordem social,
política, jurídica ou econômica.
São observadas nos casos já citados acima
de: declaração da inconstitucionalidade
sem pronúncia da nulidade; modulação
temporal dos efeitos;
inconstitucionalidade progressiva.
O controle de convencionalidade consiste
na via de adequação das normas jurídicas
aos tratados internacionais que versam
sobre direitos humanos - sem aprovação
pelo rito especial (status supralegal).
Sua instrumentalização se equipara a do
controle difuso de constitucionalidade.
HIPÓTESES DE ARGUIÇÃO E
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO
HIPÓTESE 01
Decisão do TJ/TRF que nega a validade a
tratado internacional que não versa sobre
direitos humanos
Não incidirá o controle de
convencionalidade.
O STJ julgará o caso por meio de RECURSO
ESPECIAL.
HIPÓTESE 02
Decisão de TJ/TRF que nega a validade de
tratados internacionais que versam sobre
direitos humanos, não aprovados no rito
especial (art. 5º, 3º, CF).
Incidirá o controle de convencionalidade.
STJ julgará o caso por meio de RECURSO
ESPECIAL. (art. 105, III, “a”, CF)
Atenção: O STJ entende ser dele a
competência para julgar tais casos (RESP
1.640.084), porém, o STF, ao julgar a ADI
5.240, entendeu ser de sua competência
fazer o controle de convencionalidade
sempre que envolvesse TIDH.
HIPÓTESE 03
Decisões de TJ/TRF que verse sobre TIDH
aprovados no rito especial.
Não incidirá controle de
convencionalidade, mas sim de
constitucionalidade.
STF julgará o caso por meio de RECURSO
EXTRAORDINÁRIO (art. 102, III, “a”, CF)
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
RECLAMAÇÃO
SÚMULAS VINCULANTES
A súmula vinculante (art. 103-A, CF e Lei
11.417/2006) é uma declaração emitida
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após
reiteradas decisões sobre uma matéria
constitucional, que tem força normativa e é
obrigatória para todos os tribunais e
órgãos administrativos, nas esferas
federal, estadual e municipal. Ou seja, é
um mecanismo constitucional que visa
uniformizar a jurisprudência do STF sobre
questões constitucionais, garantindo que a
interpretação da Constituição seja a mesma
em todo o país. Foi introduzida no
ordenamento jurídico brasileiro pela EC
45/2004.
O STF (e somente o STF), de ofício ou por
provocação, mediante decisão de ⅔ de
seus membros (maioria qualificada) - oito
ministros - pode aprovar súmula que terá
efeito vinculante após a publicação oficial.
LEGITIMADOS (art. 3º, lei 11.417/06) -
propor edição, revisão e cancelamento.
I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – o Procurador-Geral da República;
V – o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
VI – o Defensor Público-Geral da União;
VII – partido político com representação no
Congresso Nacional;
VIII – confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional;
IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da
Câmara Legislativa do Distrito Federal;
X – o Governador de Estado ou do Distrito
Federal;
XI – os Tribunais Superiores, os Tribunais de
Justiça de Estados ou do Distrito Federal e
Territórios, os Tribunais Regionais Federais,
os Tribunais Regionais do Trabalho, os
Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais
Militares.
§ 1º O Município poderá propor,
incidentalmente ao curso de processo em
que seja parte, a edição, a revisão ou o
cancelamento de enunciado de súmula
vinculante, o que não autoriza a suspensão
do processo
NÃO CABE AÇÃO DE CONTROLE
CONCENTRADO PARA QUESTIONAR
SÚMULA VINCULANTE.
As súmulas vinculantes não vinculam o
PODER LEGISLATIVO (em sua atuação
típica de legislar) e nem o STF. O
Legislativo pode editar leis que contrariem
o texto constitucional. Já o STF pode
tomar decisões contrárias a
entendimentos anteriores da própria
Corte.
Portanto, ficam vinculados as decisões de
controle concentrado apenas o PODER
EXECUTIVO, PODER JUDICIÁRIO e o
LEGISLATIVO (em sua atuação atípica).
Uma reclamação é um recurso jurídico
previsto na Constituição Federal que tem
como objetivo proteger a competência dos
tribunais superiores (STF e STJ) e garantir
a autoridade das suas decisões. Serve
como uma ação para corrigir decisões ou
atos que violem a competência desses
tribunais ou que desrespeitem a autoridade
de suas decisões. 
Poderá ser aplicada para: 
Garantir a correta aplicação de uma
súmula vinculante;
Preservar a autoridade das decisões de
um tribunal;
Preservar a competência do tribunal.
Atenção: não cabe reclamação quando a
súmula não é vinculante (RCL 3.284).
STF: a aderência do objeto da reclamação ao
conteúdo das decisões usadas como
parâmetro é requisito de admissibilidade da
reclamação (RCL 27.685)
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CRIMES EM ESPÉCIECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADECONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
ESTADO DE COISAS
INCONSTITUCIONAL
O estado de coisas inconstitucional se
refere a existência de um quadro de violação
generalizada e sistêmica de direitos
fundamentais, provocado pela inércia ou
incapacidade do Poder Público. Podem
decorrer de uma ação ou omissão.
Trata-se uma ferramenta pela qual o
Judiciário vai além do reconhecimento da
inconstitucionalidade de uma lei ou ato
normativo, vindo a demanda a atuação
conjunta de vários órgãos, de forma
multilateral.
Segundo Fernandes (2020), os
pressupostos para o estado de coisas
inconstitucionais seriam:
Violação grave, massiva e sistemática
de direitos humanos;
Falhas estruturais de ações e
omissões estatais sistêmicas que se
perpetuam e agravam a violação dos
direitos humanos;
exigência de mudanças estruturais,
com o apoio de vários órgãos
diferentes, de forma multilateral.
O ECI teve origem na Colômbia, ao passo que
no Brasil foi reconhecida pela primeira vez no
julgamento da ADPF 347, pelo STF, em
referência à situação do sistema
carcerário.
No caso, o STF julgou parcialmente
procedente a medida liminar e deferiu
apenas dois pedidos:
A proibição ao Poder Executivo de
bloquear valores disponíveis no Fundo
Penitenciário Nacional;
A determinação para que os juízes e
tribunais passassem a realizar a
audiência de custódiano prazo de 24
(vinte e quatro) horas após a prisão.
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