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Seminário de Geografia Regiões Metropolitanas: As cidades Acessibilidade no Brasil Componentes: Evelin Belém Keuly Santos Lucas Menezes Maralyna Pacífico Patrick Oliveira Pablo Levy Introdução As regiões metropolitanas brasileiras foram criadas por lei aprovada no Congresso Nacional em 1973, que as definiu como "um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestrutura comum". O que é região metropolitana? É um recorte político-espacial complexo que envolve uma cidade central (metrópole) e polariza e dinamiza as demais cidades ao redor, influenciando-as econômica, social e politicamente. Organização das regiões metropolitanas A organização das regiões metropolitanas varia entre os países. No Brasil, sua estruturação corresponde a uma porção do território definida por critérios políticos, econômicos, estatísticos e de gestão do território, definidos por força de lei estadual. A concentração populacional é um critério subjetivo, mas bastante relacionado com a compreensão de regiões metropolitanas. As regiões metropolitanas com maior número de municípios são: 1º São Paulo (39) 2º Belo Horizonte (34) 3º Porto Alegre (31) A urbanização atinge: 89% no Reino Unido 78% no Japão 77% nos Estados Unidos 80% no Brasil De acordo com o IBGE, as cidades são classificadas em: Metrópoles globais, metrópoles nacionais, centro regional, centro sub-regional 1 e centro sub-regional 2. Região metropolitana de São Paulo Região Metropolitana de Belo Horizonte Mobilidade ainda não é sinônimo de acessibilidade para deficientes Em 2016, o Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia divulgou estudo que analisou as 15 principais regiões metropolitanas brasileiras. No índice que vai de zero a um e avalia o bem-estar da população, apenas a cidade de Campinas, interior de São Paulo, foi considerada boa. Se a mobilidade urbana de uma maneira geral não é considerada adequada no Brasil, o cenário fica ainda mais descabido para pessoas com algum tipo de deficiência, essas são as mais prejudicadas. O poder das regiões metropolitanas: planejamento urbano além das cidades A falta de planejamento também agrava as desigualdades sociais e territoriais. Por este motivo, cidades, regiões metropolitanas e estados passaram a encarar nos últimos anos o desafio de construir seus planos de mobilidade, planos diretores e, mais recentemente, o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). São Paulo vista de cima: regiões metropolitanas têm o potencial de melhorar o planejamento com o PDUI (Foto: Valdiney Pimenta/Flickr) Belo Horizonte e o primeiro macrozoneamento do Brasil No contexto brasileiro, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) é uma das que trabalham para implementar o PDUI. As diretrizes e ações distribuídas dentro dessas quatro áreas devem: ampliar as condições e meios de acesso a uma variedade de serviços, equipamentos e centralidades da RMBH; promover o uso responsável dos recursos disponíveis, a garantia da qualidade da gestão ambiental e a redução das desigualdades socioespaciais; garantir segurança às pessoas em todas as dimensões – moradia, contra violência e ameaças à vida, no trabalho, na alimentação, para ir e vir; promover a qualidade de vida e dos espaços urbanos. Conclusão Conclui-se que os desafios gerados pelo crescimento urbano acelerado contam agora com o planejamento metropolitano: cidades que compartilham os mesmos problemas e serviços devem planejar juntas soluções e medidas para promover o desenvolvimento urbano sustentável. O ambiente urbano é por essência compartilhado – local de encontros e descobertas. O planejamento de cidades melhores, em escala metropolitana, deve ser uma construção coletiva, interdisciplinar, focada no bem-estar das pessoas. Referências https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-regiao- metropolitana.htm https://wribrasil.org.br/pt/blog/2017/01/o-poder-das-regioes- metropolitanas-planejamento-urbano-alem-das-cidades