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GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica
Trabalho apresentado junto às FIO-Faculdades Integradas de Ourinhos – 1° Termo de Engenharia Elétrica Noturno.
Área de Concentração: Introdução à Engenharia.
Professora Cátia R. M. Ortega.
Fio-Faculdades Integradas De Ourinhos
Ourinhos/SP
Junho/2015
GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica
Grupo B:
Antonio Cleverson Rodrigues de Moura
Bárbara Milena Brambilla
Carolina Baggio
Cláudio Morini
Eriksson Roberto Lopes
Flávio Campos, id: 208964 
Geovana Picoli Neves
Giulie Yuri Mihara Vieira, id: 208814
Jhonata Silva
Lucas Barbosa
Lucas Macedo Carneiro
Matheus Ferreira
Matheus Renan Ferreira
Vitor Reinaldo de Oliveira Fernandes, id: 3027
Fio-Faculdades Integradas De Ourinhos
Ourinhos/SP
Junho/2015
Sumário
	
	
	Introdução..............................................................................................................................
03
Geração de Energia Elétrica.............................................................................................
10
Transmissão de Energia Elétrica.....................................................................................
13
Distribuição de Energia Elétrica......................................................................................
20
Referências Bibliográficas e Documentos Eletrônicos..........................................
26
	Introdução..............................................................................................................................
03
Modelagem..............................................................................................................................
03
Modelos e sua classificação..............................................................................................
08
O valor dos modelos.............................................................................................................
13
Sistema físico real e Validade das hipóteses simplificativas...................................
13
	
	
	
	
	
	
INTRODUÇÃO 
GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica
Na história da sociedade, a energia elétrica, desde a sua descoberta, sempre ocupou lugar de destaque, tendo em vista a dependência da qualidade de vida e do progresso econômico da qualidade do produto e dos serviços relacionados à energia elétrica, que por sua vez dependem de como as empresas de eletricidade projetam, operam e mantêm os sistemas elétricos de potência.
Importância da eletricidade para a sociedade.
A energia elétrica proporciona à sociedade trabalho, produtividade e desenvolvimento, e aos seus cidadãos conforto, comodidade, bem-estar e praticidade, o que torna a sociedade moderna cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às falhas do sistema elétrico. Em contrapartida esta dependência dos usuários vem se traduzindo em exigências por melhor qualidade de serviço e do produto. 
A energia elétrica é uma das mais nobres formas de energia secundária. A sua facilidade de geração, transporte, distribuição e utilização, com as consequentes transformações em outras formas de energia, atribuem à eletricidade uma característica de universalização, disseminando o seu uso pela humanidade. No mundo de hoje, eletricidade, como alimento e moradia, é um direito humano básico. Eletricidade é a dominante forma de energia moderna para telecomunicações, tecnologia da informação, e produção de bens e serviços. 
Os crescimentos da população mundial e da economia nos países em desenvolvimento implicam, necessariamente, no aumento do consumo de energia, porém a produção de energia deve seguir os conceitos de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade ambiental. O gráfico abaixo apresenta o crescimento da geração mundial de eletricidade por combustível, sendo estimado para os próximos 20 anos um crescimento superior a 50% na produção mundial de eletricidade. A eletricidade é a forma de energia de uso final que mais cresce no período analisado (2006-2030).
Geração mundial de energia elétrica (Fonte: International Energy Outlook).
Estrutura Organizacional do Setor Elétrico Brasileiro
O setor elétrico mundial tem passado por amplo processo de reestruturação organizacional. No modelo atual os sistemas elétricos são tipicamente divididos em segmentos como: geração, transmissão, distribuição, e comercialização. 
No Brasil, este processo de reestruturação foi desencadeado com a criação de um novo marco regulatório, a desestatização das empresas do setor elétrico, e a abertura do mercado de energia elétrica. 
Para gerenciar este novo modelo do setor elétrico, o Governo Federal criou a estrutura organizacional apresentada a seguir. 
Estrutura organizacional e os agentes do setor elétrico brasileiro (Fonte: ANEEL).
a) Conselho Nacional de Política Energética – CNPE 
Órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais e diretrizes de energia, visando, dentre outros, o aproveitamento natural dos recursos energéticos do país, a revisão periódica da matriz energética e a definição de diretrizes para programas específicos. 
b) Ministério de Minas e Energia – MME 
Encarregado de formulação, do planejamento e da implementação de ações do Governo Federal no âmbito da política energética nacional. O MME detém o poder concedente. 
c) Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE 
Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta, com a função precípua de acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletro energético em todo o território. 
d) Empresa de Pesquisa Energética - EPE 
Empresa pública federal vinculada ao MME tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento do setor energético. 
e) Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL 
Autarquia vinculada ao MME, com finalidade de regular a fiscalização, a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia, em conformidade com as políticas e diretrizes do Governo Federal. A ANEEL detém o poder regulador e fiscalizador. 
f) Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS 
Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL, tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e transmissão, no âmbito do SIN (Sistema Interligado Nacional). O ONS é responsável pela operação física do sistema e pelo despacho energético centralizado. 
g) Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE 
Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL, com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional - SIN. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica, sua contabilização e liquidação. A CCEE é responsável pela operação comercial do sistema. 
A comercialização de energia elétrica é atualmente realizada em dois ambientes diferentes: 
- Ambiente de Contratação Livre (ACL): destinado ao atendimento de consumidores livres por meio de contratos bilaterais firmados com produtores independentes de energia, agentes comercializadores ou geradores estatais. Estes últimos só podem fazer suas ofertas por meio de leilões públicos. 
- Consumidor livre: consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor, que é atendido em qualquer tensão e com demanda contratada mínima de 3MW. (Resolução ANEEL No. 264 e 456). 
- Ambiente de Contratação Regulada (ACR): destinado ao atendimento de consumidores cativos por meio das distribuidoras, sendo estas supridas por geradores estatais ou independentes que vendem energia em leilões públicos anuais. 
h) Agências Estaduais de Energia Elétrica 
Nos estados foram criadas as Agências Reguladoras Estaduais com a finalidade de descentralizar as atividades da ANEEL. 
i) Eletrobrás 
A Eletrobrás controla grande parte dos sistemasde geração e transmissão de energia elétrica do Brasil por intermédio de seis subsidiárias: Chesf, Furnas, Eletrosul, Eletronorte, CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) e Eletronuclear. A empresa possui ainda 50% da Itaipu Binancional e também controla o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), o maior de seu gênero no Hemisfério Sul. A Eletrobrás dá suporte a programas estratégicos do governo federal, como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos) e o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). 
j) Agentes Setoriais
ABRAGE - Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica. 
ABRATE - Associação Brasileira de Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica. 
ABRADEE - Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. 
ABEER - Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável. 
ABRACEEL - Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica. 
ABRACEE - Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres.
APINE - Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica - Os produtores independentes (PIEs) são empresas ou grupo de empresas reunidas em consórcio, com autorização ou concessão para produzir energia destinada ao comércio de toda ou parte da produção por sua conta e risco. Os PIs têm como garantia o livre acesso aos sistemas elétricos, além disso, têm autonomia para fechar contratos bilaterais de compra e venda de energia elétrica.
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
O primeiro passo para produzir energia elétrica é obter a força necessária para girar as turbinas das usinas de eletricidade. Gigantescos sistemas de hélices, elas movem geradores que transformam a energia mecânica (movimento) em energia elétrica. 
Essa força pode ser obtida de diversas fontes de energia primária. No Brasil, a energia elétrica vem, em primeiro lugar, de usinas hidrelétricas; depois, de termelétricas; e, por último, de usinas nucleares. 
COMO A ENERGIA ELÉTRICA É GERADA NO BRASIL 
Energia hidrelétrica 
Em países como o Brasil, que possui muitos rios com grandes desníveis, uma das soluções mais econômicas para fazer girar turbinas é aproveitar a força das águas, construindo usinas hidrelétricas. Em uma usina desse tipo, uma barragem, também conhecida como represa, controla as águas do rio. 
No interior da barragem, são instalados grandes tubos inclinados, geralmente chamados de aquedutos, que abrigam as turbinas. A água desce pelos tubos e faz girar o sistema de hélices, movimentando o eixo dos geradores que produzem a energia elétrica. Perto dos geradores são instalados os transformadores, equipamentos que acumulam e enviam a energia elétrica para os cabos das linhas de transmissão. 
Depois de movimentar as turbinas, as águas voltam para o leito do rio sem sofrer nenhum tipo de degeneração. É por isso que a energia hidrelétrica é considerada uma fonte limpa, além de ser renovável. No Brasil, a maior quantidade de energia elétrica produzida provém de usinas hidrelétricas. Construída e administrada por Brasil e Paraguai, Itaipu, no rio Paraná, é a segunda maior hidrelétrica do mundo em potência instalada, com 14 mil megawatts de capacidade de geração, atrás apenas de Três Gargantas, na China. A Eletrobrás detém metade de Itaipu em nome do governo brasileiro, além de ser dona, por meio de suas empresas, de algumas das principais hidrelétricas em operação no país, como Tucuruí, no rio Tocantins, e Xingó e as usinas do Complexo Paulo Afonso, no rio São Francisco. 
Usina hidrelétrica
Energia termelétrica 
Em regiões com poucos recursos hidrográficos, mas com boas reservas de óleo, carvão ou gás, é possível girar as hélices das turbinas com a força do vapor resultante da queima desses combustíveis. Para isso, são construídas usinas termelétricas. 
A maioria das usinas termelétricas usa fontes primárias consideradas não renováveis, mas em alguns lugares do Brasil já é possível gerar energia queimando combustíveis alternativos, como a biomassa. 
Usina termelétrica
Energia nuclear 
Na natureza, algumas substâncias, como o urânio, têm núcleos atômicos extremamente pesados e instáveis, que podem ser divididos em partículas menores se forem bombardeados por nêutrons. Os nêutrons, ao atingir um núcleo de urânio, provocam sua quebra em dois núcleos menores e a liberação de mais nêutrons, que, por sua vez, irão atingir outros núcleos de urânio e provocar novas quebras. Essa é uma reação em cadeia. No momento em que se dividem, os núcleos emitem calor na forma de radiação. 
A velocidade de uma reação em cadeia pode ser de dois tipos: não controlada e controlada. No primeiro caso, a reação ocorre muito rapidamente (em menos de 1 segundo), liberando enorme quantidade de energia. É o que acontece, por exemplo, na explosão da bomba atômica. No segundo caso, a reação é controlada pelos chamados reatores de fissão nuclear, permitindo que a energia liberada seja aproveitada e evitando explosões. 
As usinas nucleares brasileiras em operação – Angra 1 e Angra 2 – estão localizadas na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que fica em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e pertence à Eletrobrás Eletronuclear.
Usina nuclear
. 
Transmissão de energia elétrica
Quando falamos em energia elétrica logo ficamos com um pouco de receio, pois logo nos vem à cabeça o choque elétrico. Mas se pararmos para pensar... como a energia elétrica chega até nossas casas? Ela chega através das linhas de transmissão de energia elétrica.
Podemos calcular a perda de energia elétrica através da potência dissipada nos fios pela seguinte expressão:
P = R.i2
Na expressão acima temos que R é a resistência elétrica do próprio fio e i é a corrente elétrica que passa por ele. De acordo com a expressão, temos que quanto maior for o valor da corrente elétrica que queremos transportar, maior será a perda de energia através da dissipação de energia nos fios. Por isso, é mais vantajoso transportar em tensões muito altas, com correntes mais baixas.
Como as linhas de transmissão da usina hidrelétrica de Itaipu, as linhas de transmissão podem operar com voltagens de até 750 kV.
As torres de transmissão devem suportar os cabos que 
estão com tensões de centenas de kV.
Como P = R.i2,  temos que: para que possamos ter uma menor perda de energia através da dissipação nos fios, devemos manter a corrente elétrica e a resistência dos fios bem pequenas. Devemos também nos atentar ao fato de que a resistência elétrica dos fios é proporcional ao seu comprimento e inversamente proporcional à área de sua seção reta. Sendo assim, fios mais grossos poderiam ser utilizados para diminuir a perda de energia, fato esse que não ocorre em razão do alto custo e também pela grande quantidade de material que seria utilizado.
Como sabemos, a tensão de trabalho dessas linhas de transmissão é muito alta, sendo assim, elas precisam ser bem isoladas, a fim de que não ocorram curtos-circuitos ou até mesmo descargas elétricas entre o solo e as linhas. Por esse motivo, vemos que as torres de sustentação dos fios são bastante altas e largas. Já os fios devem ser presos a isoladores (de vidro ou porcelana) bem longos, como mostra a figura abaixo. Geralmente esses isoladores possuem um formato de “sanfona” com a finalidade de aumentar o caminho elétrico entre suas extremidades. Dessa forma, a sujeira (que pode se depositar) e a água da chuva não produzem um caminho de baixa resistência, o que poderia provocar descargas elétricas entre o fio de alta tensão e a torre que está aterrada.
Cadeias de isoladores das torres de transmissão.
COMO A ENERGIA ELÉTRICA É TRANSMITIDA NO BRASIL 
As usinas de energia elétrica são, geralmente, construídas longe dos centros consumidores (cidades e indústrias) e é por isso que a eletricidade produzida pelos geradores tem de viajar por longas distâncias, em um complexo sistema detransmissão.
Ao sair dos geradores, a eletricidade começa a ser transportada através de cabos aéreos, revestidos por camadas isolantes e fixados em grandes torres de metal. Chamamos esse conjunto de cabos e torres de rede de transmissão. Outros elementos importantes das redes de transmissão são os isolantes de vidro ou porcelana, que sustentam os cabos e impedem descargas elétricas durante o trajeto.
No caminho, a eletricidade passa por diversas subestações, onde aparelhos transformadores aumentam ou diminuem sua voltagem, alterando o que chamamos de tensão elétrica. No início do percurso, os transformadores elevam a tensão, evitando a perda excessiva de energia. Quando a eletricidade chega perto dos centros de consumo, as subestações diminuem a tensão elétrica, para que ela possa chegar às residências, empresas e indústrias. A partir daí, os cabos pros seguem por via aérea ou subterrânea, formando as redes de distribuição.
Depois de percorrer o longo caminho entre as usinas e os centros consumidores nas redes de transmissão, a energia elétrica chega em subestações que abaixam a sua tensão, para que possa ser iniciado o processo de distribuição. Entretanto, apesar de mais baixa, a tensão ainda não é adequada para o consumo imediato e, por isso, transformadores menores são instalados nos postes de rua. Eles reduzem ainda mais a voltagem da energia que vai diretamente para as residências, o comércio, as empresas e indústrias.
As empresas responsáveis pela distribuição também instalam em cada local de consumo um pequeno aparelho que consegue medir a quantidade de energia por eles utilizada. A medição é feita por hora e chamamos de horário de pico o momento em que uma localidade utiliza maior quantidade de energia elétrica.
Nos centros urbanos, o horário de pico se dá por volta das 18 horas, quando escurece e, normalmente, as pessoas chegam do trabalho acendendo as luzes, ligando os condicionadores de ar e a televisão e tomando banho com a água aquecida por chuveiros elétricos.
Podemos observar que o consumo de eletricidade varia de acordo com a estação do ano e com a região do país, dependendo do nível de luminosidade e do clima, entre outros fatores.
SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
O sistema de transmissão brasileiro, considerado o maior do mundo, é controlado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que conta com a participação de empresas de todo o país, trabalhando de forma interligada. 
A Eletrobrás possui mais da metade das linhas de transmissão do Brasil e tem participado ativamente da expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O SIN, formado basicamente por empresas de geração, transmissão e distribuição do país, permite o intercâmbio de energia elétrica entre as diversas regiões brasileiras. 
Isso significa que a eletricidade que chega até a sua casa pode ter viajado centenas ou milhares de quilômetros em linhas de transmissão. Além disso, pode ter sido gerada por diferentes usinas ao longo do ano. 
Apesar de o SIN abastecer a maior parte do país, alguns sistemas menores e isolados também são utilizados, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os sistemas isolados geram a energia que vai ser consumida apenas em uma determinada localidade ou até mesmo por uma só indústria. 
As linhas de transmissão
As linhas de transmissão são basicamente constituídas por fios condutores metálicos suspensos em torres, também metálicas, por meio de isoladores cerâmicos ou de outros materiais altamente isolantes. Como os sistemas de potência são trifásicos, geralmente existem três conjuntos de cabos de cada lado das torres, acompanhados por um cabo mais alto, no topo, que é o cabo para-raios, ou também chamado de cabo guarda.
As linhas de transmissão se estendem por longas distâncias, conectando também, além de usinas geradoras aos grandes consumidores, aqueles que adquirem energia em alta tensão, como fábricas e mineradoras, ou às empresas distribuidoras de energia, as quais vão se encarregar de transportar a energia aos consumidores de menor porte.
No Brasil, as linhas de transmissão são classificadas de acordo com o nível de tensão de sua operação, mensurado em Kilo Volt (kV - milhares de Volts). Para cada faixa de tensão, existe um código que representa todo um conjunto de linhas de transmissão de mesma classe. São eles:
A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV
A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV
A3 – tensão de fornecimento de 69 kV
Em termos organizacionais, a classe A1 é representativa do sistema de transmissão interligado, ou Sistema Interligado Nacional (SIN), também denominado rede básica. Na classe A1, existem 77 concessionárias dos serviços públicos de transmissão, responsáveis pela administração de mais de 100 mil Km de linhas. As empresas transmissoras também operam instalações de tensão inferior a 230 kV, que são as chamadas Demais Instalações da Transmissão (DIT).
As classes A2 e A3, quando não são de propriedade das transmissoras, representam as redes denominadas de sub-transmissão, que, ao contrário das redes de transmissão propriamente ditas, são administradas pelas empresas de distribuição.
Subestações de transmissão
As subestações de transmissão são aquelas localizadas nas pontos de conexão com geradores, consumidores e empresas distribuidoras. Nos pontos de conexão com geradores, a função das subestações é elevar o nível de tensão da energia elétrica gerada para centenas de milhares de Volts. Já nos pontos de conexão com consumidores ou distribuidoras, a função das subestações de transmissão é rebaixar os níveis de tensão para dezenas de milhares de Volts.
A elevação da tensão reduz a corrente elétrica que circula nas linhas de transmissão, reduzindo assim, consideravelmente, as perdas elétricas inerentes ao transporte da energia. Dentro da subestação de transmissão, o equipamento responsável tanto pela elevação como pela redução da tensão elétrica é chamado de transformador.
Além do transformador, a subestação de transmissão conta com equipamentos de seccionamento (chaves) para manobras de manutenção e de situações de contingência, além de disjuntores e equipamentos de medição e proteção do sistema, como medidores de tensão, corrente e para-raios.
Subestação de transmissão de energia elétrica
.
As empresas concessionárias dos serviços públicos de transmissão de energia enredam-se num contexto de regulação econômica que visa assegurar equilíbrio econômico às empresas e modicidade tarifária aos consumidores e usuários do sistema de transmissão. No Brasil, o modelo de regulação adotado para as empresas transmissoras é uma variante do tradicional modelo inglês de preço-teto (price cap), chamado de modelo de receita-teto (revenue cap). Neste modelo, é a ANEEL quem determina os preços a serem praticados pelas empresas, os quais devem cobrir os custos de capital e de operação e manutenção considerados eficientes.
Como também ocorre para as distribuidoras, os mecanismos de regulação das empresas transmissoras são basicamente a revisão tarifária (também chamada de reposicionamento tarifário), que incide periodicamente a cada cinco anos, e o reajuste tarifário anual, que se trata basicamente de uma correção monetária das tarifas praticadas.
Por fim, a título de curiosidade, diferentemente do reajuste tarifário das empresas de distribuição, o reajuste de preços da transmissão visa apenas à atualização monetária da RAP. Dependendo do contrato de concessão das empresas transmissoras, as receitas são corrigidas pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) ou do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
DISTRIBUIÇÃO de energia elétrica
O sistema de distribuição de energia é aquele que conecta fisicamente o sistema de transmissão aos consumidores finais. A conexão, o atendimento e a entrega efetiva da energia elétrica ao consumidor do ambiente regulado ocorrem por parte das distribuidoras de energia.
A energia distribuída, portanto, é a energia efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma determinadaempresa de distribuição, podendo ser rede de tipo aérea (suportada por postes) ou de tipo subterrânea (com cabos ou fios localizados sob o solo, dentro de dutos). Do total da energia distribuída no Brasil, dentre as Distribuidoras associadas à ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), o setor privado é responsável pela distribuição de, aproximadamente, 60% da energia, enquanto as empresas públicas são responsáveis pelos 40% restante.
Assim como ocorre com o sistema de transmissão, a distribuição é também composta por fios condutores, transformadores, equipamentos diversos de medição, controle e proteção das redes elétricas. Porém, de forma bastante distinta do sistema de transmissão, o sistema de distribuição é muito mais extenso e ramificado, pois deve chegar aos domicílios e endereços de todos os seus consumidores.
As redes de distribuição são compostas por linhas de alta, média e baixa tensão. Apesar de algumas transmissoras também possuírem linhas com tensão abaixo de 230 kV – chamadas de Demais Instalações da Transmissão (DIT) - grande parte das linhas de transmissão com tensão entre 69 kV e 138 kV são de responsabilidade das empresas distribuidoras. Essas linhas são também conhecidas no setor como linhas de subtransmissão.
Além das redes de subtransmissão, as distribuidoras operam linhas de média e baixa tensão, também chamadas de redes primária e secundária, respectivamente. As linhas de média tensão são aquelas com tensão elétrica entre 2,3 kV e 44 kV, e são muito fáceis de serem vistas em ruas e avenidas das grandes cidades, pois são compostas por três fios condutores aéreos sustentados por cruzetas de madeira em postes de concreto.
As redes de baixa tensão, com tensão elétrica que pode variar entre 110 e 440 V, são aquelas afixadas nos mesmos postes de concreto que sustentam as redes de média tensão, porém localizada a uma altura inferior. As redes de baixa tensão levam energia elétrica até as residências e pequenos comércios/indústrias por meio dos chamados ramais de ligação. Os supermercados, comércios e indústrias de médio porte adquirem energia elétrica diretamente das redes de média tensão, devendo transformá-la internamente para níveis de tensão menores, sob sua responsabilidade.
Representação GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica
Em 2015, o Brasil conta com mais de 77 milhões de “Unidades Consumidoras” (UC), termo que corresponde ao conjunto de instalações/equipamentos elétricos caracterizados pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor. Do total de UCs brasileiras, 85% são residenciais.
Pode-se dizer, por fim, que o setor de distribuição é um dos mais regulados e fiscalizados do setor elétrico. Além de prestar serviço público sob contrato com o órgão regulador do setor - Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) - a Agência edita Resoluções, Portarias e outras normas para o funcionamento adequado do setor de Distribuição, sendo muito rigorosa com sua fiscalização. Um exemplo são os Procedimentos de Distribuição (Prodist), o qual dispõe disciplinas, condições, responsabilidades e penalidades relativas à conexão, planejamento da expansão, operação e medição da energia elétrica. O Prodist, ainda, estabelece critérios e indicadores de qualidade para consumidores e produtores, distribuidores e agentes importadores e exportadores de energia. 
Outro referencial para o setor de distribuição é a Resolução 414 de 2010, a qual elucida, tanto para consumidores quanto para os demais agentes do setor, o que é a distribuição, conceitos-chave e normas de funcionamento, cobrança, atendimento, etc.
Vale acrescentar que as distribuidoras de energia, assim como as transmissoras, não podem estabelecer seus próprios preços, pois são reguladas pelo Poder Concedente, representado pela ANEEL. Isso se deve principalmente ao fato de as distribuidoras serem concessionárias do serviço público de distribuição de energia, signatárias de contratos de concessão que preveem métodos regulatórios para o estabelecimento de preços aos consumidores.
O sistema regulatório aplicado à distribuição de energia no Brasil é do tipo preço-teto (price-cap), no qual o órgão regulador estabelece os preços máximos que podem ser aplicados por essas empresas.
Como ocorre também para as transmissoras, os mecanismos de regulação das Distribuidoras são basicamente a revisão tarifária, que incide periodicamente a cada três, quatro ou cinco anos, dependendo do contrato de concessão, e o reajuste tarifário anual, que se trata de correção monetária e compartilhamento de ganhos de produtividade. Para um melhor entendimento sobre como se estabelecem os preços das Distribuidoras de Energia e como se chega ao preço final de uma "Conta de Luz", aquela que chega todo mês até as nossas casas, pesquisamos sobre seções de Tarifas de Energia e Conta de Energia, como segue:
O que é uma conta de energia elétrica?
Usualmente, a conta de energia elétrica é o nome técnico que se dá à popularmente conhecida "Conta de Luz", cobrança feita pelas distribuidoras de energia elétrica a seus consumidores. Dependendo do tipo de consumidor (residencial, industrial, grandes indústrias, etc.), a energia pode ser cobrada de acordo com o consumo verificado a cada mês (com um patamar mínimo a ser cobrado sempre), ou de acordo com o fornecimento pré-contratado com a distribuidora, sendo os excedentes desse consumo cobrados em preços por unidade - em geral, superiores ao nível de preços do consumo pré-contratado.
O Cálculo da conta de energia elétrica
Para um consumidor residencial padrão, ou seja, do Subgrupo B1, o valor da conta é calculado de acordo com o Artigo 106 da Resolução 414 de 2010 da ANEEL. Então, caso seja adimplente (ou seja, esteja com a conta de energia em dia), o consumidor residencial deve pagar pela quantidade de energia utilizada (kWh) multiplicada pela tarifa de energia da Classe B1, ou seja, quanto cada kWh custa.
Em um exemplo, o consumidor residencial (portanto, do subgrupo B1) que consumisse 90 kWh em Janeiro de 2012, com o preço do kWh do Subgrupo B1 custando R$ 0,60 , pagaria em sua conta   (0,60) X (90) = R$ 54,00   . Vale lembrar que esse ainda não é o preço final da fatura, pois nelas, também, poderá incidir o acréscimo de alguns tributos, como a Contribuição para Iluminação Pública, tributo municipal, e o Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), de responsabilidade estadual.
EMPRESAS DE Distribuição DE ENERGIA ELÉTRICA
Independentes, as distribuidoras garantem o elo entre o setor elétrico e a sociedade.
Subestação de Distribuição de Energia Elétrica
A energia chega a 99% dos municípios brasileiros e o sistema de distribuição de energia elétrica no Brasil é regulado por resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as quais, por sua vez, se orientam pelas diretrizes estabelecidas nas leis aprovadas pelo Congresso Nacional e nos decretos estabelecidos pelo Executivo Federal.
Antes da privatização do setor, no início dos anos 2000, as empresas eram verticalizadas e não havia separação dos negócios da cadeia produtiva (geração, transmissão e distribuição). Hoje independentes, as distribuidoras são o elo entre o setor elétrico e a sociedade: essas instalações recebem das companhias de transmissão a maior parte do suprimento de energia elétrica destinado ao abastecimento do País. 
O documento denominado Procedimentos de Distribuição (Prodist) dispõe disciplinas, condições, responsabilidades e penalidades relativas à conexão, planejamento da expansão, operação e medição de energia elétrica. Estabelece ainda critérios e indicadores de qualidade para consumidores e produtores, distribuidores e agentes importadores e exportadores de energia. 
A conexão e o atendimento ao consumidor do ambiente regulado são realizados pelas distribuidoras de energia. Além delas, as cooperativas de eletrificação rural, entidades de pequeno porte, distribuem energia elétricaexclusivamente para seus associados. 
A energia distribuída é a energia efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma determinada empresa de distribuição. Essa rede pode ser aérea, suportada por postes ou por dutos subterrâneos. O setor privado é responsável por 67% da energia distribuída no País. Os sistemas de energia elétrica no Brasil incluem todas as redes e linhas que operam em tensão inferior a 230 mil volts, seja em alta, média ou baixa ou tensão. 
Inovações 
As contas de energia no Brasil serão submetidas ao sistema de bandeiras tarifárias a partir de 2015. Bandeiras nas cores amarela e vermelha, indicando condições de geração de energia menos favoráveis e desfavoráveis, respectivamente, resultarão em acréscimos de valores nas tarifas.
A bandeira verde, terceira opção prevista pelo sistema, representa condição favorável de geração e, por consequência, não exige adição de valores nos boletos de energia.
Para facilitar a compreensão das bandeiras tarifárias, a Aneel divulga em caráter educativo mês a mês as bandeiras que estariam em funcionamento entre os anos de 2013 e 2014.
 Além disso, as distribuidoras de energia divulgarão, na conta de energia, a simulação da aplicação das bandeiras para o subsistema de sua região. O consumidor poderá compreender então qual bandeira estaria valendo no mês atual, se as bandeiras tarifárias já estivessem em funcionamento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTOS ELETRÔNICOS
SEVERINO, ANTÔNIO J.; Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
LEÃO, RUTH.; GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica. Centro de Tecnologia do Departamento de Energia Elétrica. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2009.
http://www.eletrobras.com/elb/natrilhadaenergia/energia-eletrica/main.asp? View={B1E5C97A-39C6-49BE-9B34-9BC51ECC124F}. Acesso em 03/06/2015 às 13h54min.
http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2014/08/entenda-como-a-energia-eletrica-chega-a-sua-casa. Acesso em 03/06/2015 às 14h54min.
http://abradee.com.br/images/artigos/geracao. Acesso em 03/06/2015 às 15h23min.